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Sindicatos, greves nos setores público e privado, e coerções
E os privilégios imorais dos sindicatos do funcionalismo público


Nota do Editor: o artigo a seguir foi adaptado para a realidade brasileira


Sejamos claros e diretos: haveria sindicatos em uma sociedade totalmente livre. 

Na medida em que um sindicato pode ser entendido como uma associação voluntária tanto de empregados quanto de patrões, e sem poderes coercitivos, não há nada de errado com o sindicalismo.

O problema começa exatamente quando o sindicalismo não apenas adquire poderes coercitivos, como também passa a ser uma associação protegida pelo governo e com benefícios monopolistas.

O sindicalismo pode ter tanto um aspecto voluntário quanto um aspecto coercitivo. A filosofia da liberdade e da livre iniciativa é totalmente consistente com o sindicalismo voluntário, mas é diametralmente oposta ao sindicalismo coercitivo.

O sindicalismo voluntário é consistente com a liberdade quando ele serve para representar pacificamente as demandas de um determinado grupo de trabalhadores de uma determinada empresa. Este sindicato — representando trabalhadores específicos de uma empresa e lidando com questões estritamente localizadas — negociaria perante o empregador o cumprimento dos direitos acordados em contrato (jornada de trabalho, alimentação, calendário, turnos de descanso etc.).

O sindicalismo se torna coercitivo, no entanto, quando as características acima desaparecem e os sindicatos se transformam em megacorporações de amplitude nacional, bancadas compulsoriamente por todos os trabalhadores, protegidas pelo governo, com o poder de proibir membros não-sindicalizados de trabalhar em determinadas áreas, e podendo recorrer à violência para alcançar suas demandas.

Greves no setor privado e violência

Ludwig von Mises, em seu livro Ação Humana, deixou clara a distinção entre sindicatos voluntários e sindicatos coercitivos:

A questão não é o direito de formar associações livremente; a questão é se uma associação de cidadãos privados deve usufruir o privilégio de recorrer impunemente à ação violenta. [...] O problema não é o direito de greve, mas o direito de — pela intimidação ou pela violência — forçar outras pessoas a fazer greve, e o direito adicional de impedir qualquer pessoa de trabalhar em um estabelecimento ou setor que esteja em greve.

Para que uma paralisação seja bem-sucedida, ela tem de ter alta adesão. E para haver alta adesão, os sindicatos têm de fazer com que seja impossível a empresa ou o setor continuar operando. Para isso, os sindicatos não apenas têm de coagir e intimidar todos aqueles colegas que querem continuar trabalhando normalmente (chamados de "fura-greves"), como também devem proibir — por meio da intimidação — que os patrões contratem trabalhadores temporários substitutos.

Em ambos os casos, o "sucesso" só é alcançado por meio da coerção e da violência.

Para garantir o sucesso de sua empreitada, sindicalistas e grevistas sempre recorrem à violência — ou à ameaça de violência — contra os "fura-greves" e contra os trabalhadores não-sindicalizados que porventura venham a ser contratados temporariamente, ambos formados por pessoas que querem e estão dispostas a trabalhar (o tão reverenciado piquete nada mais é do que uma tentativa criminosa de intimidar outros trabalhadores ou mesmo clientes que queiram atravessar a multidão). 

Agindo assim, sindicalistas grevistas proíbem os empreendedores e capitalistas de empregar mão-de-obra em seus meios de produção. 

Por causa disso, por causa deste recurso à coerção, uma greve sempre será ilegítima. 

Defensores e apologistas dos sindicatos rebatem dizendo que os trabalhadores têm "o direito de fazer greve". Sim, têm. Ninguém nega isso. Todos também têm o direito de pedir demissão caso estejam insatisfeitos. A questão não é fazer greve. A questão é se o empregador pode, livremente, contratar trabalhadores substitutos para continuar produzindo sem que estes sofram assédio, coerção e violência dos grevistas.

Em tese, o empregador pode sim contratar trabalhadores substitutos, mas apenas para aqueles serviços "cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessação do movimento".

Ou seja, na prática, a lei é bastante subjetiva, o que sempre abre brechas de interpretação, fazendo com que não haja, efetivamente, nenhuma garantia de proteção contra a violência de grevistas.

E não apenas a lei é totalmente subjetiva, como também, e para piorar, é específica em um ponto: empregadores não podem contratar substitutos permanentes, isto é, não podem demitir grevistas, independentemente do motivo da greve. Segundo a lei: "Parágrafo único. É vedada a rescisão de contrato de trabalho durante a greve".

Portanto, além do habitual uso da violência por parte de sindicalistas, a própria lei que os protege é completamente equivocada: ela parte do princípio de que o empregado, de alguma maneira, é o "dono" do seu emprego, de modo que é ilegal o empregador demitir trabalhadores grevistas.

Essa "propriedade sobre empregos" é uma clara violação ao próprio direito de propriedade do empregador, que não mais tem o direito de demitir ou de não contratar quem ele queira. Assim, o empregador deixa de ser o proprietário efetivo de sua empresa e dos seus meios de produção. Ele não mais pode dispor do seu meio de produção como queira.

Não, ninguém tem o "direito a um emprego" ou o "direito a manter um emprego no futuro"; o indivíduo apenas tem o direito de ser pago pelo trabalho pelo qual foi contratado e que já foi efetuado. Ninguém deve ter o "direito" de enfiar a mão no bolso do seu empregador para sempre: isso não é um "direito", mas sim um roubo sistemático da propriedade alheia.

Os sindicatos que atuam no setor público

Mas tudo fica ainda pior quando a greve é feita por sindicatos do setor público ou por sindicatos de empresas concessionárias de serviços públicos (as quais usufruem monopólios garantidos pelo estado). Não apenas todas as características acima são exacerbadas, como também toda a população acaba arcando com a fatura.

Quando policiais, professores de escolas ou universidades públicas, metroviários, motoristas de caminhões de lixo ou de ônibus municipais fazem greve, não há policiamento, aulas, nem coleta de lixo, nem metrô e nem ônibus enquanto a greve durar. O objetivo claro é prejudicar a população (que paga seus salários) e usá-la de refém para poder barganhar perante os políticos — os quais, por sua vez, utilizarão o próprio dinheiro da população para satisfazer as demandas dos sindicalistas.

A estabilidade no emprego de funcionários públicos proíbe as demissões até mesmo após a greve. Já as regulamentações trabalhistas sobre o setor concessionário fazem com que seja virtualmente impossível (e até mesmo perigoso) contratar empregados substitutos para os grevistas. Motoristas de ônibus em greve, por exemplo, bloqueiam garagens e não permitem a contratação de motoristas substitutos. Eles chegam ao ponto de até mesmo apedrejar ônibus dirigidos por colegas que não aderiram à greve.

Assim, quando funcionários públicos e funcionários de empresas concessionárias de serviços públicos entram em greve, eles conseguem paralisar completamente, e por tempo indefinido, a "indústria" monopolista em que "trabalham", prejudicando toda a população. 

Os pagadores de impostos irão reclamar asperamente da ausência de aulas, de coleta de lixo e de serviços de ônibus e metrô, o que forçará os governantes a se curvarem perante as exigências dos sindicatos sob o temor de perderem o próprio emprego (via reeleição ou mesmo revolta popular) em decorrência da insatisfação dos eleitores.

Vale ressaltar que o enorme poder exercido pelos sindicatos dos funcionários públicos significa que são eles que efetivamente exercem o poder de tributar. Dado que os sindicatos dos funcionários públicos podem facilmente forçar os políticos a elevar gastos e impostos para que a receita atenda às suas exigências de privilégios, são eles, e não os eleitores, que controlam o crescimento dos gastos do governo e da carga tributária dentro da jurisdição política. 

Funcionários públicos e seus sindicatos são os maiores beneficiários daquilo que se convencionou chamar de "tributação sem representação" (não que a tributação com representação seja muito melhor). É por isso que alguns estados americanos  possuem leis que proíbem greves comandadas pelos sindicatos dos funcionários públicos. (Mas os sindicatos frequentemente fazem greve assim mesmo).

O poder desses sindicatos deixa os políticos presos a um grande dilema: se eles se curvarem e atenderem às exigências salariais dos sindicalistas, e elevarem impostos para financiá-las, aumentam as chances de eles, os políticos, perderem seus cargos nas próximas eleições. A "solução" para esse dilema sempre foi a de oferecer ao funcionalismo aumentos moderados nos salários, porém compensados com promessas espetaculares de benefícios pós-aposentadoria, com pensões magnânimas. 

Isso permitiu que os políticos satisfizessem os desejos dos sindicatos ao mesmo tempo em que empurrassem os custos de tal política para o futuro, quando os próprios políticos já teriam se retirado da vida pública. Mas, em vários locais do mundo (como no estado do Rio de Janeiro), a conta já chegou.

O modus operandi

Por estarem primordialmente interessados em maximizar suas receitas, os sindicatos dos funcionários públicos utilizam as regulamentações do setor público como ferramenta para proteger o emprego de absolutamente qualquer burocrata estatal, não importa o quão incompetente ou irresponsável ele seja. Afinal, quanto menos burocratas estiverem empregados, menor será o volume das contribuições pagas aos sindicatos pelos seus membros. 

Assim, é praticamente certo que os sindicatos irão à justiça (também comandada por funcionários públicos sindicalizados) para recorrer de qualquer tentativa de dispensa de qualquer funcionário público. Isso significa que demitir um professor incompetente, por exemplo, pode levar meses, ou anos, de disputas jurídicas.

Os sindicatos dos funcionários públicos também são os paladinos da "sinecura" — a prática sindical de obrigar o governo a contratar mais do que o número de pessoas necessárias para fazer algum serviço. Como no setor público não há preocupações com lucros e prejuízos, e a maioria das agências é monopolista, a conta é simplesmente repassada aos pagadores de impostos. Sinecuras no setor público são vistas como um benefício tanto para os políticos quanto para os sindicatos — mas certamente não para os pagadores de impostos. 

Os sindicatos auferem mais receitas quando há um maior número de burocratas empregados, e os políticos ganham a simpatia dos sindicatos por terem nomeado ou permitido a contratação de mais funcionários públicos. Cada emprego criado desta forma geralmente significa dois ou mais votos, dado que o burocrata sempre poderá arrumar para o político o voto de pelo menos um membro da família ou de um amigo próximo. 

Por tudo isso, cada sindicato de funcionários públicos é uma máquina política de fazer uma implacável e inflexível pressão por maiores impostos, maiores gastos governamentais, mais sinecuras e mais promessas de generosas pensões.

E a fatura vai integralmente para a população.

Conclusão

Não importa se o movimento grevista é feito por funcionários públicos ou por empregados de empresas privadas: o fato é que greves não são um movimento de resignação em massa, o que seria um direito dos trabalhadores. Greves são simplesmente uma maneira de tentar punir empregadores e consumidores por meio de uma total paralisação dos serviços. 

E, no caso de uma greve de funcionários públicos, o pagador de impostos é ao mesmo tempo o empregador e o consumidor punidos.

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Leia também:

O parasitismo sindical é outra praga que tem de ser extinta


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Diversos Autores

  • Bruno Feliciano  27/04/2017 16:11
    Aqui em Santos, os cara tão ameaçando geral. Falou que se tiver na rua, tentando furar bloqueio ou simplesmente estiver de boa. Eles vão partir pra porrada.


    Tem que destruir esses verme, desce a lenha nesses vagabundos.

    A MAMATA TA ACABANDO PRA ESSES VAGABUNDO TERRORISTA.

    Era bom agora pegar um CAT 797F de 620 toneladas e passar nesses terroristas.

    Bora fazer uma vaquinha e alugar um.
  • Márcio de Paula  27/04/2017 16:24
    Medo de perder a boquinha.

    O setor público e associados faz e fará de tudo para manter seus privilégios. A dissonância destes movimentos com os pobres que se intitulam defender é tão grande que em SP/Capital, os pobres votaram no Dória e os nulos venceram o pleito.
  • Luiz Alberto  27/04/2017 17:42
    Consequência natural da Reforma da Previdência. Se não destravarem a economia, vai dar tudo errado, o país vai falir e a população vai pedir a cabeça de todos os servidores públicos, principalmente do judiciário e forças armadas, que vão perder as boquinhas dos supersalários ou super-aposentadorias.
  • Welington  28/04/2017 16:58
    .
    Banânia esta falida há muito tempo.
    .
    Falência Institucional e Econômica.
    ----
  • Raoni  01/05/2017 23:26
    O problema é que é mais difícil negociar sem o empresário sentir no bolso. Com a greve se torna mais vantajoso para o patrão dar aumento do que arcar com o prejuízo da falta de produção.
  • R. Alves  27/04/2017 16:25
    Sindicato não serve de absolutamente nada! Aliás, só serve pra arrecadar nosso dinheiro e que não sabemos nem pra onde vai. Adorei acabarem com isso! Não serei mais obrigado a sustentar aproveitadores.
  • Raoni  01/05/2017 23:20
    Mas é ele que ira conseguir qualquer ajuste o vantagens salariais, ou vc acha q pode bater na porta da diretoria de uma grande empresa e exigir algum aumento?
  • Rodrigo Lobato  27/04/2017 16:26
    Ainda digo mais: sindicato é estritamente ligado às correntes que pregam pela maior estrutura igualitária, mas a coincidência bem hipócrita disso tudo é que os maiores defensores dessas correntes fazem de tudo para se beneficiarem às custas do que sustentam, fazendo exatamente o contrário. Quanta hipocrisia deles!
  • Andre  27/04/2017 16:27
    Vamos aproveitar a última grande greve sindicalista do Brasil, sem a mamata do imposto sindical estes caras vão virar história.
  • Raoni  01/05/2017 23:23
    Pelo contrário, agora pra conseguir reajuste negociado pelo sindicato vai ter que contribuir. É uma maravilha não pagar e ainda receber os benefícios de quem paga.
  • anônimo  27/04/2017 16:32
    Ótimo artigo!

    "O objetivo claro é prejudicar a população ((que paga seus salários)) e usá-la de refém para poder barganhar perante os políticos — os quais, por sua vez, utilizarão o próprio dinheiro da população para satisfazer as demandas dos sindicalistas"

    trocaria o ((que paga seus salários)) por, ((que tem seu dinheiro roubado para sustentá-los))

    Nós não pagamos os salários dos políticos e funcionários públicos, o ato de pagar por algo é voluntário, o pagamento dos seus salários é tirado a força dos pagadores de impostos... quando o ladrão te rouba R$100,00 da carteira, você não pagou a ele, você foi extorquido, violado, roubado! Nós não pagamos os salários de políticos e seus asseclas! eles que inventam historinhas criativas, nos ameaçam, e nos roubam para se sustentar!
  • Raoni  01/05/2017 23:31
    Cada um defende seu próprio interesse, sindicalista e os trabalhadores irão usar das estratégias mais vantajosas pra eles, assim como patrão e consumidor irão odiar pq é desvantajoso pra eles. Ganha o mais forte como qualquer relação relação mercado.
  • Gomes  03/05/2017 17:19
    Mas quando um empresário utiliza mão de obra qualificada em escolas públicas para garantir seu lucro, ou quando usam a infraestrutura paga com os impostos de todos, para escoar a produção, para atrair clientes, para baratear custos, não vejo empresário reclamando de impostos !

    Reclamam quando o Estado atende ao povo. Quando o Estado é utilizado para servir ao capital, daí tudo bem !
  • Mário  03/05/2017 19:12
    Nem sequer começou a entender o básico. Nenhum grande empresário reclama de impostos. E nem faria sentido: afinal, impostos altos funcionam como uma excelente barreira à entrada da concorrência. Impostos altos garantem blindagem às grandes empresas já estabelecidas no mercado, dificultando enormemente a entrada de concorrentes menores (pois aumenta os custos destas).

    E é exatamente por isso que libertários condenam impostos: não só impostos são imorais (pois confiscam os frutos do trabalho alheio, para benefício de políticos e funcionários públicos parasitas), como também afetam o mercado, ajudando os ineficientes e afetando a livre concorrência e, por conseguinte, a liberdade de escolha do consumidor.

    Estude mais antes de falar.

  • Ex-microempresario  03/05/2017 20:30
    Enxergar dois mundos tão distintos - o "povo" e o "capital" - é quase esquizofrenia.

    Quanto um sujeito anda até o açougue, compra meio quilo de carne e volta para casa, a rua serviu para "atender ao povo" ou para o empresário "escoar a produção" ?

    Se algum dia a prefeitura tapar os buracos da rua, isto será "atender ao povo" ou "baratear custos" para o empresário malvado ?

    Outra dúvida: o empresário não deve contratar "mão de obra qualificada em escola pública" ? Mas para que serve a escola pública se não for para permitir às pessoas obterem uma qualificação para trabalhar ? As pessoas deveriam se formar em escolas públicas, pendurar estes diplomas na parede da sala, mas não usar este diploma para conseguir um emprego, porque isto seria satisfazer a "ganância" do empresário ?

    Mas se o empresário não contratar "mão de obra qualificada em escola pública" ele não será um explorador ganancioso que se recusa a praticar "justiça social" ? E os empresários malvados não são a causa do desemprego porque só pensam em seus lucros ? Ou seja, quando o empresário contrata é para "garantir seu lucro" e quando não contrata é para "garantir seu lucro". Não é um pouco contraditório ?

    Gomes, não leve a mal, mas vc entende tanto de economia quanto nossa querida Dilma entende de estocagem de vento.
  • Fernando  27/04/2017 16:34
    No Brasil, sindicalista é só vagabundo parasita sanguessuga.
  • Arnaldo  28/04/2017 18:48
    Não se engane, em todo lugar sindicalista é vagabundo e não serve para nada.
  • anônimo  27/04/2017 17:44
    No Brasil, os sindicatos são o que mantêm o PT respirando. Se você apoia as manifestações dos sindicatos você é petista. Sem sindicatos como a CUT o PT desaparece.
  • Raoni  01/05/2017 23:38
    O problema é que a esquerda tomou os sindicatos, bastava que a direita ou libertários os tomasse de volta. O problema é que vcs tem ódio do sindicato, quando deveriam ter ódio apenas da esquerda.
  • Inácio  27/04/2017 17:45
    Sindicalistas são a escória da parasitagem. São fascistas da pior espécie. Os do setor privado são péssimos. Os do setor público são ainda piores.
  • Lucas  27/04/2017 17:47
    Um dos maiores causadores da baixa produtividade na indústria brasileira. Tornam caro contratar e pior ainda demitir. Mas a culpa do custo final sempre é do lucro.
  • Raoni  01/05/2017 23:41
    Não é bem assim, sindicato mais forte é dos bancários o qual também tem o setor mais agressivo na exigência de produtividade.
  • Rodrigo  27/04/2017 17:50
    É por isso que a "greve" de sexta nada tem a ver com reforma trabalhista e previdenciária. É sindicalista protestando contra a perda da boquinha do imposto sindical.
  • Paulo Eduardo Martins  27/04/2017 17:53
    Exato. Note o Rolex no braço do sujeito na foto. Ele não é um empresário bem sucedido ou herdeiro de uma grande fortuna. Ele é Vagner Freitas, dirigente da CUT. Sindicalistas dizem que o fim do imposto sindical vai fragilizar a defesa do trabalhador. Estão mentindo. O fim do imposto sindical vai fragilizar, na verdade, a pulseira do Rolex do sindicalista.

    conteudo.imguol.com.br/blogs/58/files/2013/11/VagnerFreitasCUTEduardoKnappFolha.jpg
  • anônimo  27/04/2017 18:30
    Isso é algo óbvio. Mas precisam continuar enganando os brasileiros otários.

    Aliás, para vocês verem como é fácil desregulamentar de forma bem bacana nosso mercado de trabalho de forma que não crie tanta histeria.

    Sindicatos com monopólios garantido pelo governo? Que continuem, mas os trabalhadores não devem ser obrigados a pagar o imposto sindical. Em pouco tempo irão fechar vários (isso se o governo não continuar subsidiando, mas isso ele faz para os maiores que repassam para os menores. Endividamento do Governo é menos danoso para a população do que Impostos).

    CLT do Mussolini? Que continue existindo, mas os trabalhadores devem poder escolher entre ficar desempregado ou ser terceirizado e os empregadores devem poder escolher de que forma irão contratar seus funcionários. Mais: que crie a CT (Contrato de Trabalho), duvido que a CLT continue existindo por mais de 10 anos com a concorrência da CT.
  • Juliana  28/04/2017 15:30
    Infelizmente, não é bem assim. Por mais que seja uma iniciativa da CUT e de sindicalistas, a maioria das pessoas aderiram ou apoiam a "greve geral" fazem isso mesmo por causa da "perda" dos direitos trabalhistas e da reforma previdenciária. Para eles. não importa se essa paralisação é sindicalista, esquerdista, fascista... O importante é se unir "contra a perda de direitos".

    Eu até acho a paralisação legítima, desde que todo mundo esteja ciente que vai ser descontado o dia de trabalho. E se fosse mesmo uma greve geral, aí era o caso de demissão por justa causa. Direito de greve é para ser usado quanto todas as tentativas de negociação com o empregador foram fracassadas. Não é para manifestação política.
  • Magno  28/04/2017 16:12
    Sorry, Juliana, mas a adesão da população foi ínfima, para não dizer nula (o que surpreendeu até a mim, que esperava mais). No final, tudo está sendo um movimento orquestrado 100% por sindicatos.

    A população mesmo, formada por cidadãos trabalhadores que apreciam ordem e estabilidade, não compareceu às ruas. (Sim, o povo ficou em casa, mas isso não é sinal de à greve. É sinal de preocupação com a integridade física.)

    Michel Temer está com a faca e o queijo na mão. Basta convocar um pronunciamento em rede nacional, mostrar que o povo rechaçou a baderna, e então acelerar as reformas.
  • anônimo  28/04/2017 17:20
    Temer é bunda mole. Tenta agradar todos os lados sem perder a boquinha.
  • Juliana  29/04/2017 16:20
    É, adesão mesmo realmente não teve, Magno. Mas eu, ao contrário de você, também não tinha muitas expectativas que as pessoas fossem mesmo às ruas, e menos ainda que houvesse uma paralisação massiva.

    Mas o que eu vejo é que no geral as pessoas estão pendendo mais a para esse lado contra as reformas, tanto a trabalhista (ainda que elas na maioria das vezes não saibam o porquê) quanto a previdenciária. Por isso eu digo que a sensação geral era de que a "greve geral" não foi pelo fim do imposto sindical obrigatório, mas sim que ela foi contra as reformas.

    Por outro lado, eu concordo que elas passarão sem muitos problemas.
  • Mogisenio  27/04/2017 17:55
    Todos os empregados estão convidados para as paralisações de amanhã, dia 28/04/2017, exceto, o cara da foto acima, que pediu para não ser chamado.
  • Capital Imoral  27/04/2017 18:05
    Manoel Clevison Programação da Greve Geral do dia 28 de Abril

    7h: Primeiramente, "Fora Temer";
    7h30: Café com pão e mortadela "grátis";
    8h30: Berrar "Lula, guerreiro do povo brasileiro";
    9h30: Show do Tico Santa Cruz;
    11h30: Atos de vandalismo com os amigos Black Blocks;
    11h35: Inalação de gás lacrimogênio;
    12h30: Almoço (pão com mortadela)
    13h30: Oficina de língua francesa com Dilma Rousseff;
    14h30: Apanhar da PM (1ª chamada);
    15h30: Sarau da Preta Gil;
    16h30: Mesa redonda revolucionária com os convidados especiais: Chico César, PCC e Comando Vermelho;
    18h00: Apanhar da PM (2ª chamada);
    19h00: Cagada coletiva com Live" no Facebook;
    19h30: Pausa para descanso;
    20h00: Apanhar da PM (3ª chamada);
    21h00: Berrar "Fora Trump";
    22h00: Apanhar da PM (4ª chamada);
    22h30: Fim da revolution.

    Presenças confirmadas na área VIP: ??

    Gregorio Duvivier
    Letícia Sabatella
    Wagner Moura
    Pitty
    Marcia Tiburi
    Leonardo Sakamoto
    Jean Wyllys
    Luciana Genro
    Guilherme Boulos
    Carina Vitral da União Nacional dos Estudantes
  • André Henrique De Souza Leite  27/04/2017 18:30
    Eu sou funcionário público e não vou aderir à greve. Acredito que a categoria está dando um tiro no próprio pé. Na melhor das hipóteses, os grevistas defendem - sem saber - o aumento de impostos sobre a população. Esquecem a vigência de um teto de gastos e esquecem a existência de um rombo crescente na previdência.

    Na pior das hipóteses, atraem mais críticas da população e prejudicam a adoção das medidas necessárias para a melhora da economia - dois fatos que dificultam imensamente a valorização da carreira e o reconhecimento pelo serviço prestado. O pensamento predominante ainda é o de uma visão egocêntrica e iludida.
  • João  27/04/2017 21:42
    Eu também sou, mas aqui os funcionários serão"obrigados" a aderir a greve, pois o prédio estará fechado. Fiquei puto, estão me proibindo de trabalhar a obrigando a aderir a uma greve que sou completamente contrario. Só de raiva vou trabalhar remotamente, pois consigo fazer pela internet uma boa parte do meu trabalho. Cada vez odiando mais o Brasil e o serviço público!
  • Welington  28/04/2017 16:57
    .
    Excelente cronologia e seus personagens.
    .
    Parabéns!!!
  • anônimo  27/04/2017 18:43
    The best comment ever!

    Vou copiar e postar no meu facebook, logicamente com a devida referência e reverência ao autor.
  • Andre  27/04/2017 20:01
    Não precisa aderir à greve, você já está em eterna greve.
  • matheus  27/04/2017 20:46
    não existe competitividade no capitalismo, o que na verdade existe são conglomerados comerciais , bem organizados na divisão do que cada um vende, são elas :Coca Cola, Pepsico, Kelloggs, Nestlé, Johnson & Johnson, P&G, Mars, Unilever e General Mills.
  • Ex-microempresario  28/04/2017 16:22
    Se vc diz, então deve ser verdade.
  • Gabriel  28/04/2017 16:57
    Pois é, da última vez que eu fui no supermercado só tinha chocolate da Nestlé mesmo. Não tive escolha.

    Além disso, as grandes empresas monopolistas com certeza são culpa do mercado (capitalismo) e não do governo.

    É cada Zé que aparece aqui...
  • Felipe Lange S. B. S.  27/04/2017 20:51
    "Quando policiais, professores de escolas ou universidades públicas, metroviários, motoristas de caminhões de lixo ou de ônibus municipais fazem greve, não há policiamento, aulas, nem coleta de lixo, nem metrô e nem ônibus enquanto a greve durar. O objetivo claro é prejudicar a população (que paga seus salários) e usá-la de refém para poder barganhar perante os políticos — os quais, por sua vez, utilizarão o próprio dinheiro da população para satisfazer as demandas dos sindicalistas."

    Mussolini, juntamente com o seu amigo Vargas e com os socialistas que elaboraram a CUnstituição de 1988, criou uma geração de sindicatos e sindicalistas vagabundos (e eleve isso à décima potência) e de funças que acham que todo mundo tem que sustentá-los porque fizeram um concurso estatal.

    Solução pra isso é simples: secessão e depois secessão individual. Enquanto houver a bíblia estatal intocada, eu vou morrer esperando que políticos possam fazer alguma real reforma e acabe com isso. Pior é quando o pobre, que não tem dinheiro para fugir do lixoso setor estatizado, fica refém desse povo.

    Aqui do lado de minha casa mora um sindicalista (deve ser um bolchevista). Maior sossego, a dondoca tem seu carro e não faz nada na vida e o barão tem uma casa e também um carro novo. Tudo pago com o seu dinheiro roubado.
  • Paulo Henrique  27/04/2017 21:56
    Caros, o caso das greves não seria um caso de externalidade negativa? Digo, se a maioria dos integrantes de uma empresa resolvem entrar em greve ao ponto de inutiliza-la , e ela ter de fechar no dia, os que não querem entrar em greve não podem ir trabalhar. Sendo assim, há uma perda mesmo sem coerção ai.. (Eles não foram obrigados a participar da greve, isso ocorreu como uma consequência externa)

    Pior ainda, se essa greve consegue coisas que essas pessoas também não demandaram.. (Como alterar horários);

    Sei que sempre existe a opção de sair da empresa, mas não anula a externalidade e o que a maioria causa sobre uma minoria de forma negativa mesmo sem coação

  • Max Rockatansky  27/04/2017 23:36
    Então vejam mais essa:


    veja.abril.com.br/brasil/stf-libera-salario-acima-do-teto-para-servidor-que-acumula-cargos/


    Agora com "liberação" expressa do STF: se um funcionário público acumular dois cargos com vencimentos de 33 mil, p.ex., vai ganhar 66 mil reais mensais. Pagos com dinheiro extraídos dos pagadores de impostos.
  • Mephis  28/04/2017 01:15
    Eu imagino se eles trabalham 16 ou 24 horas por dia para tal feito.
  • anônimo  28/04/2017 18:45
    Lógico que não, né. Eles viraram funças justamente para não trabalharem.
  • Etibelli  27/04/2017 23:59
    Errado, se um empregado contente com sua atual condição na empresa, não teve a possibilidade de escolha entre ir ou não trabalhar significa que, necessariamente, um fator externo, no caso a geeve, coagiu sua liberdade de escolha e, por conseguinte, impeliu esse a permanecer em casa ou juntar se aos revoltosos, sob penas vexatórias por parte dos colegas que aderiram à greve. Nessa sentido, qualquer minoria que tangencie o pensamento da maioria não terá força para impor suas vontades, uma vez que o coletivismo impera nessa conjectura e no Brasil de um modo geral
  • Ninguem Apenas  28/04/2017 02:01
    Leandro,

    A reforma na CLT do jeito que esta sendo passada, tudo o mais constante, é capaz de gerar algum enriquecimento mesmo em um país extremamente corporativista e intervencionista como o Brasil, ou só liberando os mercados?
  • Leandro  28/04/2017 13:46
    Ajuda a amenizar um pouco (ou seja, pára de piorar), mas só a segunda opção resolve.
  • Samuel  28/04/2017 02:24
    Eu desativo meu adblock para usar esse site.
    Os artigos aqui possuem uma compreensão simples e completa. Futuramente pretendo fazer compras no site, principalmente para contribuir financeiramente com o trabalho de vocês.
    Grato
  • Porta-Voz  28/04/2017 16:31
    Muito obrigado, Samuel.

    Você pode contribuir comparecendo aqui:

    www.conferencia-ea.com.br/


    Ou então apenas doando por aqui:

    www.mises.org.br/Donate.aspx


    O link acima está no topo da página do site, no canto superior direito.

    Grande abraço!
  • Emerson Luis  28/04/2017 11:08

    Estranhos esses "direitos" que nos obrigam a fazer algo... Algo de errado não está certo!

    * * *
  • Vozes do Alem  29/04/2017 02:04
    Não existe direito que seja obrigatório, inclusive o direito a voto.
    Se algo é bom, não há necessidade de obrigar a participação para sustentar um sistema insustentável.

    Por exemplo:

    Direito a Fgts - não precisaria fazer uma poupança compulsória administrada por políticos (que vão administrar mal e roubar seu dinheiro como roubaram do próprio fgts e de fundos de funcionários de estatais) para cobrar multa por demissão, poderia simplesmente calcular com base em salários anteriores. Se a pessoa recebesse na hora simplificaria até os débitos trabalhistas. Se não lhe pagar o salário você veria na hora. Muita coisa irracional decorre desse pensamento maluco de que multar a demissão preserva empregos.
    Se o dinheiro é seu porque colocam tanta dificuldade na hora de sacar? É justo alguém ter dívidas com juros altos e ser obrigado a manter uma reserva com juros abaixo da inflação?

    Aposentadoria compulsória - é um esquema de pirâmide, quem investe paga quem recebe e tudo que sobra é gasto. Se você fizer um esquema desse para outra coisa o ministério público vai pedir sua prisão. Não há que discutir que a previdência esta falida. Esquema de pirâmide é falido por definição. Porque você não pode sair do esquema e comprar uma propriedade sua para alugar? Se você tem direito a aposentar-se, porque tanta gente precisa processar o próprio governo para se aposentar?

    Vale refeição - para que simplificar se dá para complicar com um atravessador que lucra?

    Voto obrigatório - o sistema eleitoral é falho. Não serviria para administrar uma empresa pequena como uma quitanda, condomínio, chácara, padaria, mercado ou posto de gasolina. Vai servir para administrar a instituição mais rica do país? É obrigatório para dar um ar de legitimidade.

    Por favor, coloquem outros sistemas obrigatórios que não se manteriam com tão pouca qualidade se não fossem obrigatórios, que você conseguiu perceber que é obrigado a participar, como os sindicatos, por exemplo, e o sus.

    Note que a justificativa para tudo isso sempre é o seu vizinho, mas pobre e coitado que você, que não sabe cuidar da própria vida, e esta melhor dando o dinheiro para um político bondoso administrar.
    Fala exatamente a mesma coisa para seu vizinho e pronto, todos aceitam já que cada um acredita que o menos inteligente é o outro e não você, você é inteligente o problema é o outro ele que está sendo protegido.

    Quando alguém lhe conta algo que só um burro acreditaria, na verdade ele está lhe chamando de burro de forma indireta. Se você acreditou nesse tipo de argumento, quem lhe enganou além de fazer você abrir mão da sua liberdade de escolha, comprovou sua falta de inteligência e senso crítico.

    E um político é mestre nisso, temos que dar crédito a eles por isso.
  • Dom Pedro XVI  28/04/2017 11:17
    Perderam o imposto sindical ontem, devem estar revoltados. Até acordaram cedo hoje.
  • Nicolau Werneck  28/04/2017 11:27
    Vocês sempre utilizam fotos do UOL e outros jornais sem dar crédito? Cadê o respeito aos direitos de propriedade?
  • Nicolau Werneck  28/04/2017 20:02
    Tem algum artigo aí sobre descortesia profissional?
  • Matheus  28/04/2017 12:14
    Na quarta-feira, 26/04/2017, houve uma palestra na minha universidade (pública, pra variar), em que um senhor chamado Paulo Kliass fez uma palestra falando sobre a previdência.
    Na palestra, ele explicou um pouco de economês (keynesianista, óbvio), porque a maioria dos presentes não entendia nada sobre o assunto.
    Em um momento eu quase saí da palestra, pois esta pessoa disse que a crise de 2008 ocorreu por causa do neoliberalismo, devido aos governos "não se intrometerem" na economia. Como lido aqui no mises.org, quase me levantei e perguntei se um governo que emite 3,5 tri em moeda para subsidiar programas sociais, em alguns poucos anos, podia realmente ser chamado de "não intervencionista". Fora que ele só falou isso sobre a crise de 2008 e , após, completou que os governos decidiram que eles que deveriam tomar as rédeas da economia, porque "o empreendedor é ganancioso e sempre vai causar crises" (não foi dito com estas palavras, mas foi o que se deu a entender).
    Mas a pior parte da palestra, em que a grande maioria eram jovens, provavelmente, entre 20 e 30 e poucos anos, foi a parte em que este senhor falou que o governo não é uma empresa e por isso não precisa ser superavitário e que uma das soluções para resolver o problema da previdência era retirar cerca 20% dos quase 1 tri da conta do Tesouro para pagar esta conta. O mais interessante de uma pessoa tão "estudada" e que está no topo da "cadeia alimentar", é que ele afirmou que a uma maneira de melhorar a arrecadação seria taxar as grandes fortunas. O único problema é que ele esqueceu que as grandes fortunas são de pessoas que utilizam do governo para ganhar sua fortuna e, por consequência, tem que repassar uma grande quantia de dinheiro para os partidos e políticos para poder continuar com a bonança ou são pessoas que enriqueceram de forma justa e que, se por uma acaso ele ver que pode ser prejudicado, ele provavelmente irá tirar seu dinheiro e todos os seus investimentos do país (seria o que eu faria, pelo menos. Se o país quer me taxar fortemente porque eu estou gerando empregos e melhorando a economia, tudo bem, tem país que não fará isso). Mas a parte mais contraditória de todas, foi que ele falou que a maioria das aposentadorias e assistências são de pessoas carentes que recebem até dois salários-mínimos (me corrijam se estiver errado, não me recordo se era isso mesmo) e que cerca de 50% volta para o governo através de impostos indiretos e, logo após, falou o que foi escrito acima, sobre aumentar a taxação.
    Tenho pena daqueles que acreditaram no que ele falou, pois vão acreditar que, mesmo que a taxação das grandes fortunas funcione num curtíssimo prazo, quem vai pagar a conta será sempre os mais pobres e, principalmente, a classe média, já que os ricos são ricos por algum motivo: possuem capital e poder para poder contratar os melhores profissionais para poder achar uma brecha na lei para poder pagar menos imposto e, no fim, o tiro sempre sai pela culatra.
    Desculpem o grande texto. Foi apenas um desabafo já que não poderia dizer tudo isso ao palestrante ou seria linchado da universidade. Qualquer observação que tenham a fazer, peço que me corrijam, pois comecei a ler o site a pouco tempo e aprendendo a pensar por conta própria. Então qualquer coisa que eu tenha dito errado que possa ser corrigida, enriqueceria meu conhecimento e me ajudaria a evoluir.
    Grato a todos.
  • Jorge  28/04/2017 13:16
    Bom comentário.
  • Vitor  28/04/2017 13:49
    "Em um momento eu quase saí da palestra, pois esta pessoa disse que a crise de 2008 ocorreu por causa do neoliberalismo, devido aos governos "não se intrometerem" na economia. Como lido aqui no mises.org, quase me levantei e perguntei se um governo que emite 3,5 tri em moeda para subsidiar programas sociais, em alguns poucos anos, podia realmente ser chamado de "não intervencionista"."

    Se acostume com este tipo de afirmação. Quando o governo, por meio de suas políticas, sejam econômicas, sociais, etc. transfere alguma forma de poder para algum grupo ou indivíduo, depois que isso for "abusado" a culpa não será do governo que transferiu este algo em primeiro lugar, mas dos indivíduos que utilizaram deste poder transferido pelo governo.

    Quando o governo, por meio de suas políticas, joga dinheiro à rodo na economia, após haver crise, a culpa não é do governo, que deu este dinheiro, em primeiro lugar. A culpa será dos que receberam e gastaram este dinheiro. A culpa será do mercado "super-otimista", "ganancioso", etc. O problema não será a primeira intervenção (dinheiro à rodo). O problema será não ter havido intervenção suficiente depois que houve dinheiro à rodo.

    Quando o governo entrega a sindicatos o poder da coerção (a mais explícita forma de corporativismo) e estes sindicatos "abusam" deste poder, a culpa não é do governo, que deu a estes o poder da coerção, em primeiro lugar. A culpa será dos próprios sindicatos, por terem "abusado" deste poder que o governo os garantiu.

    De forma generalizada:

    I, O governo irá transferir alguma forma de poder para um grupo ou para indivíduos;
    II, Estes indivíduos iram utilizar este poder que o governo o transferiu;
    III, Após isto acontecer, e algum problema ocorrer, o problema não estará no passo I, onde tudo começou. O problema estará, segundo nossos grandes sábios, no passo II. O problema será não ter havido intervenção, regulação suficiente no passo II.

    O campo econômico é assim desde, ao menos, a grande depressão, em 29.

    Mas a parte mais contraditória de todas, foi que ele falou que a maioria das aposentadorias e assistências são de pessoas carentes que recebem até dois salários-mínimos (me corrijam se estiver errado, não me recordo se era isso mesmo) e que cerca de 50% volta para o governo através de impostos indiretos e, logo após, falou o que foi escrito acima, sobre aumentar a taxação.

    Então, fica assim:

    I, O governo retira dinheiro das pessoas e transfere para elas próprias, dado que os cofres do tesouro não são preenchidos todas as noites por raios lunares;
    II, 50% deste dinheiro que o governo retira das pessoas e transfere para elas próprias, irá voltar para o governo em forma de impostos.
    Conclusão: O governo tira seu dinheiro e te devolve metade.
    III, Os outros 50% serão utilizados para continuar o passo I.


    Isto me lembrou uma citação do Bastiat:

    Really, I wonder how we could have ever thought of doing anything so fantastic as to pay many millions of francs for the purpose of removing the natural obstacles that stand between France and other countries, and at the same time pay many other millions for the purpose of substituting artificial obstacles that have exactly the same effect; so that the obstacle created and the obstacle removed neutralize each other and leave things quite as they were before, the only difference being the double expense of the whole operation.

    [...]Frankly, is it not somewhat humiliating for the nineteenth century to provide future ages with the spectacle of such childish behaviour carried on with such an air of imperturbable gravity? To be hoodwinked by someone else is not very agreeable; but to use the vast apparatus of representative government to hoodwink ourselves, not just once, but twice over—and that, too, in a little matter of arithmetic—is surely something to temper our pride in being the century of enlightenment.
  • Vitor  28/04/2017 14:06
    Como eu não posso editar o comentário anterior, aqui vai algo que deixei de comentar por falta de vontade, mas agora vejo que teria sido oportuno.

    Acredito que o nosso amigo Keynesiano talvez não tenha notado que, graças a sua própria afirmação, ele afirma que a maior parte das pessoas são forçadas, graças ao governo, a viver com um mísero salário mínimo. Ora, se o governo dá as "pessoas carentes" 2 salários mínimos, e então 50% volta ao governo em forma de impostos, então estas pessoas são forçadas a viver com um único mísero salário mínimo.



    Dito isto, aqui vai mais uma oportuna citação de Bastiat:

    Workers, yours is a strange situation! People plunder you, as I shall show in a moment... No; I take back that word. Let us banish from our language every violent and possibly false expression—false, that is, in the sense that plunder, enveloped and disguised by sophisms, is carried on, one is constrained to believe, against the will of the plunderer and with the consent of the plundered. But after all, people do rob you of what is justly due you for your labour, and nobody concerns himself with seeing that you receive justice. Oh, if all you needed to console you was a clamorous appeal for philanthropy, for ineffectual charity, for degrading alms; if only big words—organization, communism, phalanstery—were enough, people would not stint themselves on your behalf. But justice, pure and simple justice, that is something no one dreams of giving you. And yet would it not be just if, after a hard day's ill-paid work, you could exchange the little you had received for the greatest amount of satisfaction that you could obtain freely from any man on the face of the earth?

    Google tradutor para quem não entender:

    Trabalhadores, a sua situação é estranha! Os povos os roubam, como eu mostrarei em um momento ... Não; Retiro essa palavra. Vamos banir da nossa língua toda expressão violenta e possivelmente falsa - falsa, isto é, no sentido de que o roubo, envolto e disfarçado por sofismas, é levado adiante, somos forçados a crer, contra a vontade do saqueador e com o consentimento dos saqueados. Mas depois de tudo, as pessoas roubam-vos do que vos é devido pelo vosso trabalho, e ninguém se preocupa em ver que recebais justiça. Oh, se tudo que você precisasse para consolar você fosse um apelo clamoroso para a filantropia, para a caridade ineficaz, para a esmola degradante; Se apenas palavras grandes - organização, comunismo, falanstério - fossem suficientes, as pessoas não se restringiriam a você. Mas justiça, justiça pura e simples, isso é algo que ninguém sonha em te dar. E, no entanto, não seria justo se, depois de um árduo dia de trabalho mal remunerado, pudesse trocar o pouco que recebeste pela maior satisfação que poderia obter livremente de qualquer homem na face da terra?
  • Minarquista  28/04/2017 20:37
    Olá Matheus:

    De todas as bobagens que esse sujeito falou, parece que se salva uma coisa:
    "...este senhor falou que o governo não é uma empresa e por isso não precisa ser superavitário..."

    O governo realmente não é uma empresa. Não tem como objetivo gerar lucro. Não precisa ser superavitário. Mas também não pode ser deficitário.

    O estado se assemelha muito mais a um condomínio. Os custos do estado devem ser rateados entre seus habitantes. E, assim como o síndico não tem o direito de assumir dívidas em nome dos condôminos, o estado também não tem o direito de se endividar em nome dos cidadãos.

    Abcs
  • Vozes do Alem  29/04/2017 02:22
    Nos economizou de citar que o governo não é uma empresa. É algo como sócio de todas as empresas e propriedades de um país no percentual que escolher por impostos ou pura e simples expropriação. Sem considerar o monopólio da criação do próprio dinheiro.
    Se fosse uma empresa poderia quebrar. Mas como quebrar por falta de dinheiro se pode expropriar dinheiro ou criar mais dinheiro? Além de que uma empresa deve respeito às leis mas o governo cria e muda as leis.
  • reinaldo schroeder  28/04/2017 13:07
    Leandro, uma dúvida:
    Este artigo é de um americano, certo? Mas reflete de maneira incrível a realidade brasileira.
    O artigo é modificado para a situação do Brasil, ou a situação lá nos Estados Unidos está tão parecida assim com a Brasileira?
    Se a segunda opção for a verdadeira, o tal do Sonho Americano está a ponto de se tornar o Pesadelo Brasileiro, não?
  • Leandro  28/04/2017 13:47
    As leis no que tange aos sindicatos são iguais.

    No setor privado não se pode demitir grevista. Pode contratar temporário para substituir grevista, mas não se tem garantia nenhuma de que os grevistas não recorrerão à violência contra os temporários (nos EUA, em vários estados democratas, a polícia é "incentivada" a não reagir contra a violência dos grevistas).

    No setor público a situação também é idêntico (com a diferença, ressaltada no artigo, de que em alguns estados é proibida a greve de funcionários públicos).

    Já a parte final do texto, que fala sobre o funcionamento dos sindicatos dos funcionários públicos, foi apenas uma tradução ipsis litteris.

  • Andre Cavalcante  28/04/2017 13:57
    Hoje se verá que a "adesão" dos professores e técnicos das universidades públicas federais será proximo de 100%, não porque de fato eles apoiem a greve mas simplesmente porque a maioria dos reitores já decretou que "não haverá atividades" nas referidas universidades. Em outras palavras, não é greve, é feriado.
  • Priscila Cardoso do Nascimento  28/04/2017 15:00
    Olá. Todos os ônibus do Brasil estão em greve. Eu vou deixar bem clara esta mensagem online para que os todos os policiais também do Brasil prendam todos os bandidos e os coloquem nas todas as celas brasileiras e logo após, todos os ônibus urbanos do Brasil voltam a circular normalmente a partir de hoje, agora e sempre todos os dias, 24 horas direto e em seguida, e todo o país volta salvo e livre das greves também a partir de hoje, agora e sempre todos os dias, 24 horas direto. Obrigada.
  • Vozes do Alem  09/05/2017 01:52
    Com relação aos ônibus em greve, o problema do transporte público é que ele é publico.

    Ônibus táxi trem metrô velocípede monociclo ou pedalinho, se for público vai ser mais caro e pior. Por que o transporte é concessão? Tem alguma razão realmente boa pra quem usa?

    Se restaurante fosse público não ia precisar ter cardápio.
  • LUIZ F MORAN  28/04/2017 18:54
    Povo brasileiro (boa parte dele) e suas prioridades:
    - o time de futebol
    - o capítulo da novela
    - a nova tatuagem
    - a birita gelada
    - a galera do fim de semana
    - exercer futilidades
    - lutar por mais direitos
    - passar num concurso público
  • Típico Filósofo  28/04/2017 19:18
    Hoje não atuo como filósofo, professor, funcionário público ou motorista do Uber; hoje sou guerreiro da revolução.

    Posto aqui embora cegado pelos rios de sangue a derrapar sobre meus olhos após batalha notável. Companheiros e eu invadimos a fila de espera de um aeroporto e revivemos as batalhas da meninice ao agredir os funcionários pequeno-burgueses dos aeroportos que se recusaram a aderir à nossa greve.

    Em meio ao caos, o nó dos meu tênis americano (obviamente sabotado pelo capital internacional) se desfez e pisei em meus próprios sapatos. Tombei dolorosamente ao chão e feri a testa. Pintou-me o ferimento todo de vermelho e logo atrás, a polícia fascista corria para impedir-nos de exercer nosso direito de associação democrática. Meu rosto, de semblante ensanguentado, ascendeu à face da classe trabalhadora brasileira diante da investida conservadora anarco-neoliberal fundamentalista religiosa.

    Mas a batalha continua.

    Atualmente troco minha camisa da CUT pela #Lula2018 e marcho em direção à marginal para a terceira tentativa de bloquear o trânsito da população em defesa do povo.
  • Alfredo  28/04/2017 20:10
    Rá, sensacional! Bem-vindo de volta, Típico Filósofo. Estava sentindo (muito) a sua falta. Durante sua ausência, um copycat chamado Capital Imoral tentou destroná-lo, mas ele não tinha um décimo de sua sapiência e, principalmente, sensibilidade social.

  • SHEYK  28/04/2017 19:47
    Agora você que é empregador pode contratar empregado pra trabalhar por 3h. Se você quiser, pode fazer um acordo dele trabalhar 6...
    flexibilidade meu chapa , muito bom para o empresário e chicotada para o trabalhador. É fim do mundo mesmo.
  • Emir  28/04/2017 20:11
    "Agora você que é empregador pode contratar empregado pra trabalhar por 3h. Se você quiser, pode fazer um acordo dele trabalhar 6... muito bom para o empresário e chicotada para o trabalhador. É fim do mundo mesmo"

    Ué! Antigamente, a esquerda estrilava dizendo que as pessoas deveriam trabalhar menos, e que a jornada de 8 horas diárias era desumana.

    Agora que há a possibilidade de se trabalhar 3 horas por dia (e tudo regulamentado, com CLT e tudo!), a esquerda está dizendo que isso é um abuso e representa uma "chicotada" no trabalhador?!

    A esquerda é tão patética e burra, que nem sequer consegue encontrar um discurso minimamente coerente. E pior: nem sequer percebe o quão incoerente ela é. Depois da traulitada que levaram hoje (ninguém da população foi às ruas apoiar a baderna sindical), então, estão perigosamente se aproximando da extinção.

    Outra coisa: já que agora será essa mamata toda para o empreendedor, então aja coerentemente: tire a bunda do sofá e vá você também empreender. Segundo você próprio, ganhar dinheiro será mamão com açúcar. Sua vida financeira estará resolvida em 5 anos.

    Se você não fizer isso, de duas uma: ou você odeia dinheiro ou você próprio não acredita no que fala.
  • 4lex5andro  03/05/2017 18:02
    Pois então, o resultado prático é que a flexibilização (no caso de redução) no número de horas trabalhas diariamente beneficiou o empregado dado que este, por lei, e na própria CF, não pode receber abaixo de 1 salário mínimo mensais.
  • 4lex5andro  03/05/2017 19:41
    Pois então, o resultado prático é que a flexibilização (no caso de redução) no número de horas trabalhas diariamente beneficiou o empregado dado que este, por lei, e na própria CF, não pode receber abaixo de 1 salário mínimo mensais.
  • Humberto  29/04/2017 07:06
    Agora que passou a reforma trabalhista na Câmara, vamos ver o que está mantido:
    - Férias
    - 13° salário
    - FGTS
    - Licença maternidade/paternidade
    - Hora Extra
    - Adicional noturno
    - Aviso Prévio

    E agora vamos ver o que foi retirado:
    - Imposto sindical obrigatório.

    Hoje 15 mil sindicatos estarão nas ruas reclamando!
  • SDV  29/04/2017 18:44
    Leandro, o foco desse artigo é o corporativismo sindical. Recomendo a leitura do artigo da Maria Cristina Fernandes, "O Desmonte Parcial do Corporativismo", publicado no jornal Valor Econômico em 27/04/17. Nele ela ressalta o que chamou de A hipocrisia da Fiesp já que esta instituição jamais admite cortar na própria carne.
    Existe algum outro artigo no site da Mises em que o sindicalismo patronal também é dissecado? Afinal, é também compulsório o pagamento aos sistemas "S" entre outros.
  • Intruso  29/04/2017 20:51
    Críticas à FIESP? Mas é o que mais tem neste site.

    Tanto diretamente:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2481
    [link]www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2321
    [link]www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=759
    [link]www.mises.org.br/Article.aspx?id=271

    Quanto indiretamente:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2641
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2325
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2635
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2507
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2518
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2619
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2629
  • Matheus  05/05/2017 19:24
    Boa tarde,

    Gostaria de aproveitar o tópico para fazer uma questão que tem a ver com ele.
    Recebi meu demonstrativo de pagamentos neste momento e havia um desconto chamado de "Reversão Salarial".
    Perguntei à moça do RH e ela me disse que é uma cobrança feita pelo sindicato após o acordo coletivo de trabalho.
    Minha pergunta é: os senhores saberiam me dizer se essa (porcaria) de cobrança é obrigatória?


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