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Dois desafios para os social-democratas defensores do intervencionismo estatal e de um estado grande
Ambas as perguntas nunca foram respondidas

Eis um desafio a todos aqueles que defendem o intervencionismo estatal e que acreditam que um estado grande é o verdadeiro impulsionador do desenvolvimento econômico.

Aqui vão duas perguntas simples. Ficarei muito feliz se conseguir até mesmo uma resposta medianamente sensata a qualquer uma dessas duas perguntas.

1. Você consegue citar uma nação que tenha se tornado rica enquanto praticava políticas estatizantes?

Antes que você diga Suécia, ou até mesmo França, observe que a pergunta pede uma nação que era pobre e se tornou rica durante um período em que seu governo já era grande e adotou políticas intervencionistas.

Tanto a Suécia quanto a França, bem como todos os países da Europa ocidental, se tornaram ricos no século XIX e início do século XX quando seus respectivos governos eram muito pequenos.

Especificamente sobre a Suécia, que é o exemplo favorito de dez em cada dez social-democratas e socialistas, vale ressaltar que o tamanho do governo sueco — mensurado pelo volume de seus gastos em relação ao PIB — era, até 1960, menor até mesmo que o do governo da Suíça.

Veja este quadro que mostra a evolução dos gastos do governo (todos os níveis de governo, incluindo gastos com a dívida pública) elaborado pela revista The Economist. Toda a explosão dos gastos do governo sueco (Sweden), bem como de todos os outros governos dos países ricos, aconteceu entre as décadas de 1960 e 1980, quando estes países já eram os mais ricos da Europa e do mundo. A social-democracia é uma consolidação da década de 1970.

tabela.png

Nenhum dos países do quadro acima era subdesenvolvido antes de 1960 (quando tinham governos menores) e se tornou desenvolvido a partir de 1960, quando seus estados incharam.

Especificamente a Suécia, esta enriqueceu exatamente quando seu governo era pequeno. No período de tempo entre 1850 e 1950, a população sueca dobrou e a renda real dos suecos decuplicou. A mortalidade infantil caiu de 15% para 2%, e a expectativa de vida aumentou extraordinários 28 anos. Em 1950 a Suécia já era a quarta nação mais rica do mundo, não obstante a não-existência de um estado assistencialista ou de qualquer grande controle estatal sobre os setores da economia. 

Como em qualquer outro país, o impressionante estoque de capital da Suécia foi construído por empreendedores operando em um sistema de livre mercado.

(Tudo isso foi relatado em detalhes neste livro bem como neste excelente tratado).

Sobre os países escandinavos em geral, seu ambiente empreendedorial é extremamente desregulamentado e os países são um dos mais abertos do mundo para o livre comércio. Você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio e as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média. A dívida pública é baixa, o que significa que o governo não estoura o orçamento. Não há salário mínimo estipulado pelo governo. Há uma robusta proteção dos direitos de propriedade. As alíquotas de imposto de renda para pessoa jurídica são das mais baixas do mundo. Não há impostos sobre a herança.

Quanto aos outros países, a tabela acima mostra que, na média, seus respectivos governos consumiam 10,4% do PIB antes da Primeira Guerra Mundial e praticamente não havia nenhuma política desenvolvimentista ou redistributivista.

E por que os gastos destes governos são crescentes desde 1870? A resposta para esta pergunta é fácil: quanto menor é o estado, mais produtivo se torna o mercado; quanto mais produtivo é o mercado, mais rapidamente a economia cresce e mais riqueza ela gera; quanto mais riqueza ela gera, maior tributação ela é capaz de suportar. Maior tributação suportável, maior o aumento do governo.

Ou seja, quando se parte de governo pequeno, isso paradoxalmente faz com que o governo tenha maior facilidade para crescer no futuro, pois haverá muito mais riqueza para tributar e redistribuir. Infelizmente, este é um desafio que ainda não foi solucionado: como conter o crescimento do estado em uma economia livre.

No entanto, o que interessa na presente discussão é que os países da tabela já eram considerados ricos quando seus governos eram menores que os atuais de Hong Kong e Cingapura.

Falando nos quais, e para finalizar esta primeira pergunta, o que realmente estou pedindo aos intervencionistas e estatistas é que me ofereçam versões "de esquerda" de Hong Kong e Cingapura. Estes dois países eram literalmente favelas a céu aberto ao fim da Segunda Guerra Mundial, e hoje, após a adoção de várias medidas em prol da liberdade econômica, da livre concorrência e da redução do estado, têm uma das populações mais ricas do mundo. (Confira a história de Hong Kong aqui e aqui; e a de Cingapura, aqui).

Libertários, defensores do livre mercado e pessoas que em geral defendem governos pequenos podem utilizar estes dois países como um grande exemplo prático para as causas que defendem.

E os estatistas? Qual modelo eles podem usar como exemplo? Qual país era pobre e, apos adotar um governo inchado e intervencionista, se tornou rico? (Antes que você grite "Coréia do Sul!", sugiro conferir a evolução dos gastos do governo daquele país nas décadas de 1960 a 1980, que foi quando ocorreu a explosão do crescimento. Você irá se surpreender).

Agora a outra parte do desafio.

2. Você consegue citar uma nação com um governo grande e intervencionista que esteja superando economicamente uma nação similar que tenha um governo pequeno e um livre mercado?

Antes que você se constranja em público afirmando que, digamos, a Dinamarca é mais rica que o Paraguai por causa do estatismo, recomendo que você cheque os dados. A Dinamarca possui um estado de bem-estar social bem mais amplo que o Paraguai, é fato, mas sua economia é muito mais livre e pró-mercado. Com efeito, a Dinamarca possui a 14ª economia mais livre do mundo de acordo com o ranking da Heritage Foundation (ou a 13ª de acordo com o Fraser Institute). Já o Paraguai possui a 85ª economia mais livre do mundo de acordo com a Heritage (ou a 84ª de acordo com o Fraser Institute).

Você será mais esperto se perguntar por que, por exemplo, a Bélgica, #48 é mais rica que Maurício, #25.

Mas é por isso que pedi uma comparação entre nações similares. Em outras palavras, mostrar dois países que são, ou que eram, relativamente iguais em termos de demografia, desenvolvimento econômico, recursos naturais e outros fatores, e então mostrar que o país mais estatizante apresentou um desenvolvimento econômico melhor que o outro país que adotou mercados mais livres e um governo menor.

Aliás, as jurisdições nem precisam ser tão similares assim. Apenas apresente uma nação estatista cuja população, ao longo de um significativo período de tempo, passou a ter um padrão de vida melhor que a população de uma jurisdição pró-mercado.

De uma perspectiva libertária, posso citar vários exemplo, tais como Chile vs. Argentina vs. Venezuela. Ou Coreia do Norte vs. Coreia do Sul. Ou Ucrânia vs. Polônia. Ou Hong Kong vs. Argentina. Ou Cingapura vs. Jamaica. Ou Estados Unidos vs. Hong Kong e Cingapura. Ou mesmo Suécia vs. Grécia.

Eu poderia continuar, mas creio que o ponto já ficou claro.

Irei aguardar pacientemente pelas respostas, mas creio que teias de aranha irão se formar em meu computador.

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Acréscimo do editor

Há um problema de ordem econômica com a social-democracia: ela é um arranjo que só consegue ter longa duração em países ricos, cuja população é extremamente produtiva e possui alta renda per capita. Apenas uma população que já alcançou este estágio de riqueza e produtividade consegue suportar a alta carga tributária necessária para bancar o estado de bem-estar social.

Em países pobres, de população pouco produtiva e de baixa renda per capita, tal arranjo se torna inexequível. Motivo: para gastar muito, o governo inicialmente terá de tributar. Mas como a população é pouco produtiva e de baixa renda per capita, o tamanho desta tributação terá um limite natural. Sendo a tributação insuficiente, o governo terá de se endividar, pegando emprestados centenas de bilhões para poder efetuar todos esses gastos. E ele só conseguirá pegar emprestados todos esses bilhões se pagar caro por isso. 

Endividamento crescente, juros altos e economia estagnada serão as inevitáveis consequências.

_________________________________________________

Leia também:

A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas

Como a Nova Zelândia reduziu o estado, enriqueceu e virou a terceira economia mais livre do mundo

Cinco fatos sobre a Suécia que os social-democratas não gostam de comentar 

autor

Daniel Mitchell
é membro-sênior do Cato Institute e especialista em política fiscal e o fardo representado pelos gastos do governo. É também membro do quadro editorial do Cayman Financial Review.


  • Adriel Felipe  25/04/2017 15:35
    Questão 1 - Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta.

    A Suécia não precisa de leis trabalhistas nem de leis antitruste.

    PORQUE

    A Suécia é rica.

    a) As duas assertivas estão corretas e a primeira é a justificativa da segunda.
    b) As duas assertivas estão corretas e a segunda é a justificativa da primeira.
    c) As duas assertivas estão erradas.

    Se você precisasse passar no vestibular, qual alternativa assinalaria?


    Off topic

    Por que não consigo visualizar os comentários recentes na página inicial?
  • Auxiliar  25/04/2017 15:38
    Continua exatamente ali no canto direito. Há a aba "mais acessados" (das últimas 12 horas) e há a aba "comentários".

    Clique na aba "comentários".
  • Bruno Feliciano  25/04/2017 23:04
    Suécia não tem leis anti-truste e de dumping? Pra min só a Suíça, Finlândia e Holanda que não tinha.
  • Pobre Paulista  25/04/2017 15:54
    "Infelizmente, este é um desafio que ainda não foi solucionado: como conter o crescimento do estado em uma economia livre."

    Sorrisinho maroto dos Ancaps ao ler isso
  • Henrique Zucatelli  25/04/2017 17:18
    Ao meu ver o problema (e a solução) está sempre na Ação Humana.

    O Estado em si não existe. O que se interpõe de fato na vida das pessoas são outras pessoas, munidas de legitimidade consagrada por massas, voltadas a um princípio ou a um fim.

    Compliquei? Descomplico dando exemplos básicos.

    1- Suíça: Por que raios em uma nação com um regime democrático direto, as massas são quase sempre propensas ao liberalismo? Cultura. A maioria daquele povo não gosta de burocracia, tão pouco sente inveja do seu semelhante, e apóia o crescimento individual e a riqueza de suas empresas. Existe burocracia? Claro. Porém mais pela questão da escolha pública.

    2- Venezuela: Por que as massas só começaram a peitar Maduro nos últimos tempos? Fome. Exatamente. Por que o estômago gritou. Até poucos meses, a maioria ainda tendo o que comer achava os desmandos do ditador uma beleza, pois tem em sua natureza a inveja e a preguiça.

    Logo, a Ação Humana sempre será um obstáculo ou uma ponte. Depende do povo.
  • Ueslei Pedro  13/02/2019 13:38
    Complexo de Fourier
  • Entropia Verde  25/04/2017 15:54
    1. Você consegue citar uma nação que tenha se tornado rica enquanto praticava políticas estatizantes?

    China

    2. Você consegue citar uma nação com um governo grande e intervencionista que esteja superando economicamente uma nação similar que tenha um governo pequeno e um livre mercado?

    China


    A China refuta a todas as certezas que o site vem propagando...é um caso a ser estudado.
  • Sintropia preta  25/04/2017 16:13
    Apesar de ter sido uma clara (e espirituosa) ironia de sua parte (pois, realmente, toda a esquerda responderia isso), vale a pena aproveitar o gancho.

    1) Para começar, a China só começou a crescer exatamente quando ela reduziu seu estado, a partir de meados da década de 1970. Ele não começou a crescer após ter aumentado o estado (mesmo porque, nem tinha como aumentar). Isso não é nem economia, mas sim história.

    Agricultores heróicos e propriedade privada - como começou a revolução capitalista chinesa

    A China comunista e os seus campos de morte

    E qual o tamanho real do estado chinês em relação ao PIB? Vou apenas colocar os dados do Banco Mundial:

    data.worldbank.org/indicator/NE.CON.GOVT.ZS?end=2015&locations=CN&start=1978&year_high_desc=true

    2) Quanto ao item 2, a China tem um padrão de vida superior a qual outro país similar e de livre mercado? Vale ressaltar que a renda per capita chinesa é inferior inclusive à brasileira.

    Tenta de novo. E aprenda a ler melhor da próxima (embora tenha sido uma clara ironia de sua parte, pois sei que está apenas zoando a esquerda)
  • Matheus Sobral  27/10/2017 12:59
    Você não tá errado ao dizer que a China é algo para ser estudado.
  • anônimo  22/02/2019 14:27
    A exceção é o exemplo do burro.
  • Pobre Paulista  25/04/2017 16:01
    Mas falando sério agora. O ponto crítico do estado de bem-estar social é a imigração predatória: Aqueles imigrantes que vão a um determinado país apenas para aproveitar as benesses "gratuitas" do estado - em outras palavras, aqueles que irão consumir os impostos dos outros. É exatamente o que a Europa está passando por hoje. É claro que imigrantes sempre são bem-vindos do ponto de vista libertário, mas são bem-vindos apenas para trabalharem e serem produtivos, não para roubarem dos outros.

    Por conta disso, o estado de bem-estar social atinge um ponto onde os gastos totais não servem apenas para trazer os supostos benefícios aos pagadores de impostos, mas servem também para manter pessoas que não irão contribuir em nada no crescimento (ou manutenção) do sistema produtivo vigente. E com isso o sistema tende a entrar numa espiral descendente: Os gastos irão explodir e as receitas despencar.

    Aqui na América Latina isso aconteceu muito rápido pois nunca fomos produtivos mesmo. Mas agora a Europa irá mostrar isso tudo em sua plenitude.
  • Eduardo  25/04/2017 16:14
    Perfeita colocação, Pobre Paulista. É exatamente isto.
  • Jota Quest  25/04/2017 16:42
    "É claro que imigrantes sempre são bem-vindos do ponto de vista libertário"

    Não, nem sempre. Quem decide quem entra no território é o dono do território.
  • Pobre Paulista  25/04/2017 17:31
    Quem é o dono da Europa?
  • Político do Alem  25/04/2017 19:36
    Você nos chamou?
  • Mônaco  25/04/2017 20:48
    Não sei qual o dono da Europa, se é que exista um, mas sei qual o dono de diversos territórios da Europa.
  • Outro Leitor bastante ass%C3%83%C2%ADduo  25/04/2017 18:40
    Mas essa problemática do welfare state manter-se-ia independentemente da questão da imigração
  • Político do Alem  25/04/2017 19:33
    Quem rouba não são os imigrantes, é o governo Hobin Hood (o malvado) administrado pelo nosso bando de políticos alegres (os bondosos).

    Afinal, nós precisamos comer, o Frei Tuck aqui aprecia muito uma bebida. Ele merece ao menos isso.

    Estamos fazendo um trabalho brilhante de promoção de justiça social (seja lá o que for isso, justiça já é um conceito meio abstrato, social é um conceito coringa que muda de acordo com a necessidade do orador, junta o abstrato com o maleável e voce tem um termo que dá para usar em qualquer discurso).

    Os imigrantes apenas estão recebendo com uma mão o que o governo esta expropriando com a outra (para uma boa causa, sempre), e os políticos alegres estão dando uma mordidinha inocente, recolhendo seu pedágio merecido por tanto trabalho criando leis e normas para humanizar essa sociedade bárbara de pessoas livres. Se deixar vocês decidirem por si só vira um caos!

    Os imigrantes apenas estão fazendo com que o governo tenha que tirar mais de quem produz e nós tenhamos que recolher um pedágio maior. Não é culpa deles!

    Humm quanto mais o governo precisa tirar maior o nosso pedágio. Que delícia!

    Não existe nada mais justo que o trabalho do Hobin Hood. Qualquer um que leu a fábula entendeu que roubar do rico para sustentar o probre é justificável. E a gente precisa comer também!

    Um país deve ser um sistema tal que quanto mais recursos, mais eficiente o sistema fica para produzir.
    Pessoas são o recurso mais poderoso, capaz de se organizar e agir sozinho, além disto essas novas pessoas precisam consumir para viver. É um ciclo virtuoso.

    Esse sistema descrito parece ser o contrário. Mas não importa, vai dar tudo certo, sabemos como ser altruístas e sempre colocar o interesse de pessoas que nem conhecemos pessoalmente acima do interesse do nosso bando.
  • Felipe Lange S. B. S.  27/10/2017 00:22
    Bom comentário.
  • LUIZ F MORAN  25/04/2017 16:07
    Não tenho dúvidas em afirmar que o Brasil é o principal exemplo de "modelo estatista destruidor de riquezas abundantes" que existe no planeta.
    Algumas de nossas características que já teriam sido suficientes para nos tornar uma Nação rica: temos uma farta riqueza de recursos da natureza, temos a 5.ª maior população e um dos maiores territórios do mundo, temos ainda uma vocação mais do que natural para o comèrcio exterior com a maior diversidade cultural do planeta.
    É óbvio que o fracasso do Brasil como Nação é o tamanho do seu governo, uma tragédia sem fim e sem luz no fim do túnel, pelo simples fato de ser praticamente impossível desmontar toda essa estrutura montada ao longo da nossa história onde o Estado e seus parasitas do dinheiro alheio são onipresentes.
  • antonio  25/04/2017 17:08
    Para reduzir o tamanho do estado apenas com revolta e desobediência civil, coisa que brasileiro foi doutrinado a não fazer no período de educação marxista, mude uma geração e cria uma nação de BANANAS.
    Aqui a luz no fim do túnel é um trem quebrado.
  • Político do Alem  25/04/2017 20:11
    Leia a constituição brasileira, a lei que se sobrepõe a todas as outras, e conte quantos direitos nós enfiamos lá para cada um dos participantes do governo sustentar o sistema do jeito que está.

    Já dar um "direito" mínimo para o máximo possível de gente foi a idéia mais genial que tivemos. Assim todo mundo quer sustentar as coisas do jeito que estão. Trouxemos o povo brasileiro inteiro para dentro do governo!
    Uma teta para cada um, assim não tem briga. A maior é minha.

    Assim você vai ter uma noção do tamanho do problema. É melhor você desistir.
  • Tarantino  26/04/2017 02:42
    O Brasil fracassou porque a maioria dos brasileiros não têm vergonha na cara. Vivem descendo a lenha nos políticos, mas quando há uma chance, por mínima que seja, agem exatamente igual àqueles que censura. Ou será que não devolver o troco dado a mais por engano, ou furar fila não seriam o reflexo em menor escala das atitudes dos políticos canalhas?
  • LUIZ F MORAN  26/04/2017 11:33
    No início do século XX os EUA eram um dos países mais corruptos do mundo, isso mudou e não foi com a "atitude consciênte" do seu povo que percebeu estar agindo errado, mudou porque as leis mudaram e o respeito à elas veio com a ação da justiça punindo os infratores.
    Converse com qualquer policial no Brasil e pergunte a ele qual nível de motivação ele tem para cumprir seu dever.
    Num país onde a maioria daqueles que comandam os 03 Poderes deveriam estar na cadeia, esperar o que da sua população ?
  • Capitalista Keynes  25/04/2017 16:40
    Hong Kong é um saco....densamente povoada ,morando em cubículos empoleirados em espigões de 200 andares....sub habitações verticalizadas. Pra mim não é exemplo de nada.

    Suécia, Dinamarca , Noruega ....aí sim ....o bem estar social é a solução para os nossos problemas. Impostos sim ,mas que não sejam roubados e sim retornem para o bem estar da população.
  • Amante da Lógica  25/04/2017 17:16
    "Hong Kong é um saco"

    Tranquilo. É só você não ir pra lá.

    "...densamente povoada ,morando em cubículos empoleirados em espigões de 200 andares....sub habitações verticalizadas."

    E qual seria a alternativa para alojar 7,3 milhões de pessoas em ínfimas porções de terra? Se você souber de uma solução que revogue a física, anuncie ao mundo.

    "Pra mim não é exemplo de nada."

    É porque você ou não tem inteligência ou tem problemas com a lógica.

    Se 7,3 milhões de pessoas migraram para lá para viver aglomeradamente, então é porque a cidade-estado oferece oportunidades. E dado que lá não há rede assistencialista (ao menos, não como nos países europeus), então essa gente foi pra lá para realmente trabalhar e produzir.

    Alguma surpresa com o fato de tal localidade ter deixado de ser uma favela a céu aberto e se transformado numa das 5 maiores rendas per capita do mundo (maior, inclusive, que a de sua ex-metrópole, o Reino Unido)?

    Se isso, para você, "não é exemplo de nada", então você acabou de deixar claro que é um mero ideólogo que venera parasitismo e despreza produtividade.

    "Suécia, Dinamarca , Noruega ....aí sim ....o bem estar social é a solução para os nossos problemas."

    Não entendi muito bem. O pronome "nossos" está na verdade se referindo a "deles", né?

    Sim, porque se você acha que a única coisa que o Brasil precisa fazer para se tornar uma Suécia é aumentar impostos, então de fato você deu tchau para qualquer bom senso.

    Mas vamos aos números. Você sabia que o gasto do governo federal brasileiro (sem o serviço da dívida é de é de 20,2% do PIB, e que este valor é maior que o de países como Áustria (20,1%), Reino Unido e Alemanha (ambos com 19,4%), Itália (19%), Portugal (18,1%), Austrália (18%), e Suíça (11,3%)?

    Confira nolink do Banco Mundial, selecione cada um destes países, espanta-se.

    Ou seja, se o Brasil quiser ser uma Alemanha, o governo teria de reduzir seus gastos em quase um ponto percentual. E se quisermos ser uma Suíça (por que não?), o governo federal teria de reduzir seus gastos à metade! Explique essa.

    Ah, sim. Quer ser igual aos nórdicos? Eu também. Eis o que temos de fazer para ser iguais aos nórdicos.

    Para começar, os países escandinavos tributam pouco as pessoas produtivas da sociedade. O imposto de renda de pessoa jurídica é dos menores do mundo. A alta carga se concentra nos impostos indiretos e também nas pessoas físicas de renda mais alta (o que de pouco adianta, pois tais pessoas sempre conseguem driblar as regulamentações e evadir esses impostos).

    Aos dados:

    Segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas,

    1) você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil);

    2) as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil, se você quiser importar pela internet, pagará no mínimo 60%);

    3) o imposto de renda de pessoa jurídica é de 15% (no Brasil, chega a 34%);

    4) o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições);

    5) os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho);

    6) o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Não há uma CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nos países nórdicos.

    O único quesito em que os nórdicos superam o Brasil em ruindade é no IRPF, cuja alíquota máxima lá é maior que a daqui.

    Aliás, na classificação do Instituto Fraser, a Suécia e a Dinamarca possuem mais liberdade econômica que os EUA no que diz respeito à estrutura legal e aos direitos de propriedade; a moeda é mais sólida (temos menos inflação), o comércio internacional é mais livre e menos protecionista, e as regulamentações sobre as empresas e sobre o mercado de crédito são mais baixas. Não há uma aquela infinidade de leis que regulamentam profissões e licenças ocupacionais, as quais bloqueiam a concorrência em vários outros países.

    Sim, deveríamos ser mais parecidos com a Suécia - quer tentar?

    Cinco fatos sobre a Suécia que os social-democratas não gostam de comentar

    Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?

    Mitos escandinavos: "impostos e gastos públicos altos são populares"


    Mas, infelizmente, não temos como copiar os nórdicos, por esses motivos:
    A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas

    "Impostos sim ,mas que não sejam roubados e sim retornem para o bem estar da população."

    Frase inócua. Nunca ouvi uma única pessoa dizendo "impostos sim, e que eles sejam desviados e usados por políticos como eles quiserem".

    Aliás, esta sua frase é tão desprovida de originalidade, que ela pode ser aplicada a qualquer país, da Bolívia à Suíça, do Senegal a Hong Kong, da Rússia ao Canadá.
  • Tiago  25/04/2017 17:25
    Aproveitando essa carcada, faço um adendo.

    Essa ideia de que a Suécia é um "paraíso social-democrata" pode ser completamente refutada ao se olhar aquela variável que explicita totalmente a preferência das pessoas: a migração.

    Se a vida na Suécia é essa doçura toda, então o país teria de estar repleto de imigrantes, especialmente oriundos de países ocidentais "capitalistas selvagens", que não dão "proteção social" às pessoas.

    E, no entanto, quando se confere a lista de pessoas que imigram para a Suécia, só tem país do Oriente Médio ou da própria Escandinávia!

    en.wikipedia.org/wiki/Demographics_of_Sweden#Demographics

    Ué, por que o resto da Europa não corre pra lá? Por que americanos e asiáticos não correm pra lá? Estranho...
  • Carlos Neto  26/04/2017 03:09
    A resposta está no nome da primeira cidade do Brasil.
  • Revoltado  12/02/2019 16:39
    Tiago,

    È verdade que a tal social-democracia sueca tem mais mitos que realidade, mas que o PC e o feminazismo mandam naquelas paragens... infelizmente não há como negar. Minha repulsa por conhecer este país certamente é maior que a do Capitalista Keynes, em relação a Hong Kong...

    Aliás, as regras castrantes feminazistas valem apenas aos suecos nativos (germânicos); os imigrantes islâmicos podem fazer o que quiserem, que com eles as feministas não piam... não à toa, o país é a "África do Sul" da Europa, no que tange os estupros.
  • Fernando  30/04/2018 17:14
    Meu Deus, que esculacho!
    Tenho que admitir que os estatistas que chegam aqui são corajosos. Vir aqui e tomar uma carcada intelectual dessas não é pra qualquer um.
    Eu no mínimo repensaria meus conceitos.
  • Revoltado  12/02/2019 16:36
    E qual seria a alternativa para alojar 7,3 milhões de pessoas em ínfimas porções de terra? Se você souber de uma solução que revogue a física, anuncie ao mundo.

    ==== A única maneira de fato para alojar uma população do tamanho da de Santa Catarina seria tornar habitável uma porção da Antártida. Só assim... (tentando ajudar o Capitalista Keynes)
  • Bruno Feliciano  25/04/2017 18:42
    O que acham dessa atitude do CONAR?

    https://www.flatout.com.br/interlagos-podera-ter-condominios-fiat-argo-se-envolve-em-acidente-durante-testes-futura-ferrari-488-gto-em-testes-e-mais/

    Tudo bem, é uma instituição privada, mas essa regulação parece estatal.

  • Felipe Lange Souza Borges dos Santos  26/04/2017 13:07
    O Conar é uma para-estatal. Procura o vídeo do Dâniel Fraga "Quem quer propagandas mais chatas?".
  • Khross  25/04/2017 18:54
    Eu postarei a matéria sobre a falácia dos índices de liberdade econômica dos países que vocês citaram como se fosse a única ferramente que possibilitou todos a enriquecerem, mas sim com a ajuda do Estado.

    Os chistes sobre índices de liberdade econômica

    Inclusive sobre a falácia da África de Leandro Narloch.

    Abraços.
  • Fitt  25/04/2017 19:37
    Sim, vira e mexe um desesperado posta essa matéria (não tem outra? É sempre a mesma?) criticando os índices de liberdade da Heritage. Como tais índices não colocam os escandinavos como países abertamente socialistas, a esquerda menstrua e faz biquinho e grita: "tá errado!"

    Típico. E esperado.

    Mas não tem problema, não. Pelo bem do debate, vamos partir do princípio que os índices sejam ruins mesmo.

    E então, qual o ponto? O item 1 nem sequer os mencionou. O item 1 cita o site DoingBusiness, o qual, ao contrário de Heritage e Fraser, é totalmente objetivo, e não subjetivo. O DoingBusiness lida apenas com coisas palpáveis, como "tempo para se abrir empresas", "facilidade de contratar e demitir", "facilidade de conseguir permissões para a construção civil", "tempo gasto para pagar impostos", "burocracia para conseguir alvarás", "facilidade de crédito", etc.

    Qual a crítica? Você tem alguma ao DoingBusiness?

    Já o item 2 de fato cita Heritage e Fraser, mas só de passagem. (Aliás, ao recorrer ao Heritage para citar Bélgica e Maurício, o próprio autor deixa claro que este poderia ser um argumento contra ele próprio; curiosamente, ao criticar esses índices, você acaba dando ainda mais munição para o próprio autor....)

    Mas vou dar de barato essa e facilitar para você. Vamos lá. Você diz que a metodologia de tais índices é ruim. Beleza. Qual a importância disso? Nenhuma. Sabe por quê? Porque desde que a metodologia seja a mesma para todos os países mensurados, e se mantenha a mesma ao longo do tempo, a serie histórica formada será perfeitamente comparável. E é isso o que importa.

    Exemplo: eu mesmo sou crítico da metodologia do IBGE para mensurar taxa de inflação e taxa de desemprego. Mas isso é imaterial. Desde que a metodologia seja a mesma ao longo do tempo, a tendência histórica que os números mostram para inflação e desemprego é o que interessa. Pouco importa se a inflação ou o desemprego mensurados estão 100% corretos ou estão muito errados; o que interessa é que, se a metodologia for constante ao longo do tempo, a série histórica trará números perfeitamente comparáveis e permitirá saber qual a tendência tanto do desemprego quanto da inflação.

    Sacou?

    No aguardo de mais biquinhos e menstruações. Ah, sim, e de uma resposta concreta pras duas perguntas.
  • Lel  25/04/2017 20:46
    Esse cara continua cometendo o mesmíssimo erro que está sendo refutado nesse artigo e vários outros artigos desse site. Ele comete o erro de inversão da Causa e Efeito.

    Aliás, esse artigo do IMB fala em um trecho justamente sobre isso: que quanto mais a economia cresce, mais o governo possui potencial para crescer junto sem prejudicar a economia (pelo menos aparentemente). Mas o mesmo não acontece quando a economia encolhe (principalmente por causa do inchaço do governo), pois o governo é forçado a permanecer do mesmo tamanho.

    Se intervencionismo gerasse desenvolvimento por si só (e não precisasse parasitar continuamente uma economia livre e produtiva, que foram os exemplos que ele utilizou), o Brasil, a Venezuela, a Índia, a Rússia e o México (que possuem economias engessadas por causa de suas burocracias super arcaicas) seriam as maiores potências econômicas prósperas do mundo.

    Ele somente cita países ricos e desenvolvidos e que possuem uma economia altamente desregulamentada (se você se recusa a utilizar o Heritage e o Fraser, não há problemas, é só utilizar o DoingBusiness do Banco Mundial que confirma os rankings de liberdade econômica).

    Seria uma boa se alguém perdesse tempo e refutasse cada ponto do texto. Além de eu estar sem tempo, não estou com paciência de discutir com pessoas que viram a América Latina desenvolvimentista falir diante dos seus olhos e ainda acreditam em desenvolvimentismo.
  • Soares  25/04/2017 21:31
    Na época das manifestações a favor do Impeachment eu li um texto no Facebook que o refuta. Vou ver se consigo achar.
  • Fernando  30/04/2017 06:56
    Acha esse texto por favor! Os estatistas não cansam de usar esse artigo.
  • Soares  25/04/2017 22:03
    Como sempre, os intervencionistas adoram citar países com um Estado historicamente pequeno (só ver a tabela), com economias livres e por consequência ricas/produtivas que podem sofrer intervenções por bastante tempo que demorarão para a economia estagnar e a população empobrecer.

    Por que eles não se arriscam em citar exemplos ainda mais intervencionistas, mas em economias fechadas e burocratizadas como a Portugal, Espanha, Grécia (os três grandes países menos desenvolvidos da Europa Ocidental), Rússia, Ucrânia, Índia, Bolívia, Irã, México, Egito, Brasil, Marrocos, etc? O motivo é óbvio por si só.
  • João Guilherme  26/02/2019 20:25
    Como você mede intervencionismo estatal?
  • Edson  26/02/2019 20:43
  • Humberto  26/04/2017 03:12
    Sempre o mesmo erro de confundir causa e efeito. Sempre. E isso já está cansativo.

    1º) Ele somente citou países com economias livres e com Estados pequenos.
    Se fosse o Intervencionismo que causasse desenvolvimento e riqueza (como ele está propondo), o Brasil a partir do Estado Novo de Getúlio Vargas, o México pós-1917 e a Argentina durante e depois do Peronismo (só para citarmos 3 exemplos famosos e próximos de nós), seriam os países mais prósperos, mais desenvolvidos e mais ricos da Terra. Mas foi justamente o oposto que aconteceu ainda durante o "mandato" desses governos.
    O porque isso acontecer é explicado pela Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos.

    2) Se não quer usar os rankings, há outros lugares que se pode ver os dados usados para construir os rankings. O Doing Business é o mais usado, mas há também o Wall Street Journal.

    Se o Leandro ou algum leitor estiver com tempo sobrando, seria uma boa escrever uma resposta para esse texto. Não é a primeira vez que já postaram ele numa discussão que eu presenciei.
  • Fernando Aguirrez  09/05/2017 03:35
    Eu fico impressionado e ao mesmo tempo orgulhoso com as respostas da sessão de comentários desse site. Claro que sempre a energia gasta para refutar uma bobagem, é muito superior a necessária para criá-la. Porém os liberais e libertários desse site me dão orgulho de ter a certeza de estar do lado certo. Vocês parecem simplesmente não ter medo de NENHUM argumento em prol do estatismo e consegue refutar qualquer falácioso ou enganoso argumento apresentado aqui. Continuem assim, pois não estou nem perto do nível de vocês (ainda tenho muito o que aprender e estudar como um libertário que sou), e utilizo muitas das respostas contidas aqui.
    Seria interessante mais respostas refutando esse site voyager1.net/. Os esquerdistas e desenvolvimentistas tem usado muito ele como fonte de "refutação" do liberalismo, apenas porque, como dito aqui, o site tenta parecer crível apresentando fontes e dados.
  • Fernando Aguirrez  22/06/2017 16:08
    Os liberais e libertários desse site me dão mesmo muito orgulho. As pessoas aqui não tem medo de nenhuma falácia estatista.
  • +55  13/01/2018 10:09
    Falar que os Estados Unidos, Canadá e Inglaterra se desenvolveram graças ao Estado é como dizer que a União Soviética faliu por causa do Mercado Negro. É uma completa distorção da causa e efeito.

    Se os estatistas estivessem correto, Brasil e Argentina dos anos 2000 e 2010 já seriam potências econômicas prósperas de forma incontestável.
  • Mulato  14/01/2018 01:29
    São os mesmos asnos que acham que foram essas míseras 35 empresas estatais e o governo que nunca ultrapassou 15% do PIB que fizeram Cingapura ser desenvolvida.

    Argumentar com ideólogo doente é perda de tempo. Eles que vivam no mundinho deles.
  • José  25/04/2017 19:15
    "Qual país era pobre e, apos adotar um governo inchado e intervencionista, se tornou rico?"

    O Egito de Narmer.
  • Ramsés  25/04/2017 19:38
    E o pior é que, se duvidar, essa vai ser a única resposta mesmo. Ou seja, o único exemplo prático encontrável ocorreu há 5.100 anos. Boa.
  • Primo  25/04/2017 23:08
    1: Tem também Roma, Portugal, Inglaterra. Aliás os exemplos de países que floresceram economicamente por práticas de livre mercado só existe recentemente pois vivemos na era da pax americana.
    2: Arábia saudita
  • Tio  25/04/2017 23:52
    1) Roma?! Se fodeu toda exatamente quando seu estado cresceu.

    O lento suicídio do Império Romano - gastos crescentes, assistencialismo, privilégios e inflação

    Portugal?! Desde 1914, quando adotou o presidencialismo e agigantou seu estado, tornou-se completamente irrelevante. Aliás, eis os gastos do governo central português, sem incluir o serviço da dívida. Quanto mais os gastos cresceram, mais irrelevante se tornou o país.

    data.worldbank.org/indicator/NE.CON.GOVT.ZS?locations=PT&year_high_desc=true

    Ou seja, a empiria vai exatamente contra a sua afirmação.

    Inglaterra?!Enriqueceu no século XVIII com a Revolução Industrial, aquela mesma que a esquerda diz que explorava mulheres e crianças justamente porque não havia estado regulador! E agora você diz que a Inglaterra enriqueceu naquela época porque tinha um estado grande e regulador?

    Favor entrarem num consenso.

    2) Arábia Saudita em relação a qual país, cidadão? Você sequer entendeu a pergunta?! Pede-se para comparar dois países similares. A quem você está comparando a Arábia Saudita?
  • Felipe  02/05/2017 15:19
    "1) Roma?! Se fodeu toda exatamente quando seu estado cresceu."

    Lamento, mas não consigo dissociar Roma e Estado Romano. Roma fodeu todo e qualquer organização social fora do conceito de estado. Se ela caiu por causa do tamanho do estado isso não tem relação com a pergunta n.1, o que importa é que ela cresceu enquanto o estado crescia.

    Portugal idem. Alias, depois da queda de Roma foi o primeiro estado a se organizar, o que permitiu o acumulo de capital e posteriormente financiar as grandes navegações.

    A Inglaterra se enriqueceu antes da revolução industrial. Primeiro se acumula capital, depois se industrializa. A Inglaterra acumulou capital pois tinha um estado forte e as navegações, grande negócio da época, estavam bem regulamentadas.

    2) Arabia Saudita x Arabia Saudita. Não há melhor comparação com si própria. Compare a arabia do tempo do beduínos, sem estado e anárquico, com a arabia de hoje, um estado forte e centralizador.
  • Neto  02/05/2017 17:34
    "Se ela caiu por causa do tamanho do estado isso não tem relação com a pergunta n.1, o que importa é que ela cresceu enquanto o estado crescia."

    Ela cresceu enquanto o estado crescia ou o estado cresceu enquanto ela crescia? São coisas completamente distintas. Primeiro vem o crescimento e a acumulação de riquezas; depois, só depois vem o crescimento do estado.

    É impossível ocorrer o inverso. A lógica é clara: é impossível algo crescer por estar sendo tributado e regulado. Algo pode crescer apesar de estar sendo regulado e tributado.

    Você não irá enriquecer se eu viver pendurado em você, tomando seu dinheiro e consumindo tudo o que você acumula por meio do seu trabalho. No máximo, você pode enriquecer apesar de eu estar parasitando você. Você não pode crescer em decorrência de eu estar parasitando você.

    O mesmo vale sobre o que você disse de Portugal. Aliás, sobre Portugal, é um saque e tanto. Você pretende dizer que o estado português era ultra-regulador e incorria em redistribuição de renda?

    "A Inglaterra se enriqueceu antes da revolução industrial. Primeiro se acumula capital, depois se industrializa. A Inglaterra acumulou capital pois tinha um estado forte e as navegações, grande negócio da época, estavam bem regulamentadas."

    Estado forte? O estado inglês regulava a vida das pessoas? Regulava a economia? Impunha regras e encargos sociais e trabalhistas?

    O gozado é que a esquerda diz que a Revolução Industrial e suas "baixas condições de trabalho" decorreram exatamente da inexistência de um estado regulador. E agora você diz que o estado britânico era ultra-regulador, social-democrata e por isso a economia cresceu e enriqueceu?

    Por favor, consenso.

    P.S.: ah, sim: o estado britânico era "tão forte", que não fez nem sequer uma Constituição. A lei era consuetudinária. E nem tentou regular o comércio (vide as Corn Laws). "Estado forte" assim eu também quero.

    "Compare a arabia do tempo dos beduínos, sem estado e anárquico, com a arabia de hoje, um estado forte e centralizador."

    Entendi. Você está comparando um país de séculos atrás com o mesmo país hoje, e concluiu que hoje eles estão melhores. Brilhante! Agora, por favor, encontre um mísero país que esteja pior hoje do que estava séculos atrás.

    Nem mesmo a Coreia do Norte...

    É cada um...
  • anônimo  25/04/2017 20:15
    O único jeito é, como diz no nosso hino nacional, "Em teu seio, ó liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte!"
  • Rafa  25/04/2017 20:17
    Um país com renda per capita de 10 mil dólares não pode ser considerado rico...mas foi bom falar da China, pois ela serve de exemplo para um fato: uma nação até pode alcançar um padrão de renda médio com políticas estatizantes; é o caso da China, e é o caso do Brasil. Mas, se continuar nesse caminho, vai se estagnar. Para subir de patamar, e se tornar rica, não tem jeito: são necessárias altas doses de liberalismo econômico.
  • Mr Richards  26/04/2017 04:13
    Rafa,

    "Um país com renda per capita de 10 mil dólares não pode ser considerado rico..."

    Um país é considerado rico com uma renda per capita de no mínimo 30 mil dólares.

    "mas foi bom falar da China, pois ela serve de exemplo para um fato: uma nação até pode alcançar um padrão de renda médio com políticas estatizantes; é o caso da China, e é o caso do Brasil. Mas, se continuar nesse caminho, vai se estagnar. Para subir de patamar, e se tornar rica, não tem jeito: são necessárias altas doses de liberalismo econômico."

    A China não conseguiu obter um padrão de renda médio com políticas estatizantes, ao longo do tempo desde as reformas econômicas de Deng Xiaoping, o Estado chinês foi aumentando sua quota de participação a míseros percentuais, a participação do Estado na economia chinesa não chega a 25%. Aliás o que está atrasando o desenvolvimento da China são as empresas zumbis, ou melhor dizendo, as estatais, todas elas operam com prejuízo e o governo sempre socorrendo elas a todo momento. Nesse meio tempo, se formou uma bolha de crédito por conta das estatais e das empresas privadas que são de empresários ligados ao PCC, as "monumentais" cidades fantasmas comprovam essa vericidade. Por conta destes excessos praticados pelo alto comando político do país, eles admitem não ter um plano B para a economia, já sabem que a bolha irá estourar, mas por enquanto vão empurrando com a barriga.
    Estranha coincidência: os mais ricos da China estão ligados ao Partido Comunista
    Se quiser conferir mais notícias sobre a China, este site "epochtimes" é excelente.
  • REVISTA ISTO É  25/04/2017 21:14
    Sabe o que é engraçado? É que se tivesse feito essa pergunta em meados de 2010, iriam chover comentários respondendo: BRASIL.
  • Fã do Site com Dificuldade de Visualização  25/04/2017 21:29
    Não é possível visualizar comentários (recentes ou não) aos artigos na página principal do site.
  • Auxiliar  25/04/2017 23:03
    Continua exatamente ali no canto direito. Há a aba "mais acessados" (das últimas 12 horas) e há a aba "comentários".

    Clique na aba "comentários".
  • Lopes  25/04/2017 23:24
    Aperte Ctrl+F5 enquanto na página do IMB para limpeza de cache do navegador. Resolve o problema.
  • Testador  26/04/2017 00:10
    As duas partes do desafio são perguntas sem sentido pois são baseadas em dados incorretos. As perguntas não fazem sentido pois prosperidade não tem relação alguma com o tamanho do estado e o estado tanto de Cingapura como de Hong Kong não é pequeno. Contestem estes dados.

    informadordeopiniao.blogspot.com.br/2014/11/os-chistes-sobre-indices-de-liberdade.html
  • Provador  26/04/2017 00:36
    Rá, mais um! Estão desesperados, mesmo. Pergunta já postada e já respondida aqui mesmo nesta seção de comentários. Vide comentário do leitor Khross (em 25/04/2017 18:54), que foi completamente destruído.

    Tá uma delícia ver "essa súbita ardência anal" (apud Olavo) dos estatistas. Nunca pensei que fosse tanta.

    P.S.: Ei, Testador, nenhuma resposta a nenhuma das duas perguntas? Tenta aí, vai. Não será vergonha nenhuma.
  • Carlos Neto  26/04/2017 03:00
    "Sobre os países escandinavos em geral, seu ambiente empreendedorial é extremamente desregulamentado e os países são um dos mais abertos do mundo para o livre comércio. Você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio e as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média."

    Existe uma agenda em comum entre os verdadeiros sociais-democratas e os verdadeiros liberais. Essa agenda melhorá indiscutivelmente a vida de todos, salvo a dos egoístas oligarcas que sempre mandaram nessa Banania.

  • Emerson Luis  26/04/2017 11:39

    O caso venezuelano é mais um exemplo de sucesso socialista.

    Todos os tipos de socialismo sempre trouxeram maus resultados para a população em geral. Mas é um erro dizer que "o socialismo falhou", pois pressupõe que os líderes socialistas realmente buscam um "mundo melhor". É o que eles dizem, mas o que eles realmente querem é poder total e permanente. E Maduro está conseguindo isso.

    * * *
  • Luciano Ayan   26/04/2017 13:11
    Verdade.
  • HUGO LEONARDO LEAL TORRES  26/04/2017 11:54
    E a Finlândia?
  • Régis  26/04/2017 13:16
    20ª no ranking da Fraser e 24ª no ranking da Heritage. Vem reduzindo os impostos sobre pessoa física e jurídica e aumentando os indiretos.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2161
  • "Ciro Gomes"  26/04/2017 12:30
    Ciro Gomes pergunta:

    1- Cite um país próspero e rico que não possui estado (ou um estado mínimo), o qual pratica 100% os ensinamentos da Escola Austríaca.

    2- Se for difícil uma citação para o item anterior, então cite um condomínio que não possua síndico, que não cobra taxas (impostos) dos condôminos e que "deixa rolar anarquicamente" toda e qualquer situação de seus moradores.
  • Tasso  26/04/2017 13:06
    1- Imaterial. Não se está discutindo "abolição do estado", mas sim estado grande e intervencionista versus estado pequeno e contido. Se a única resposta que você conseguiu criar foi esta, isso mostra bem o seu desespero.

    Ah, quer saber quais países prosperaram seguindo os ensinamentos da Escola Austríaca? Pois não.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=729

    2- Infelizmente, não possuo informações sobre os milhões (ou seriam bilhões) de condomínios que existem ao redor do mundo. Não sou tão onisciente assim. Você tem essa informação? Se sim, compartilhe, por favor.
  • Ex-microempresario  26/04/2017 16:23
    Se um grupo de pessoas mora onde não há sindico e não há taxas, isso não costuma ser chamado de condomínio. Pode ser chamado simplesmente de bairro, como o que eu moro. Mas isso não tem muita relação com o artigo, porque um condomínio é uma associação voluntária entre pessoas para um determinado objetivo. Mora em condomínio quem quer e enquanto quer.
  • Henrique Zucatelli  26/04/2017 12:43
    Vamos aproveitar uns minutinhos para refletir.

    A maior parte dos artigos libertários apenas descreve o fenômeno do agigantamento estatal e suas consequências. Porém explorar as causas baseado na Ação Humana de Mises é de suma importância para que possamos de muitas maneiras promover a mudança cultural nas pessoas, pois o tamanho do Estado é definido somente pela legitimidade concedida pelas massas.

    Nós não vamos voltar a monarquia tão pouco acabar com o Estado antes que a maioria das pessoas realmente queira isto. E como faremos com que as pessoas tenham o forte desejo que nós temos de viver e trabalhar livremente, sem o obstáculo burocrático? Pela visão. Explico melhor abaixo:

    Toda e qualquer proposta estatal está sempre envolta em medidas diretas que beneficiam pessoas e empresas a curto prazo. Dentre elas:

    - Distribuição de renda;
    - Cargos públicos com estabilidade e salários acima da média;
    - Crédito subsidiado;
    - Moradia gratuita;
    - Bolsas de estudo;
    - Regulamentação de direitos de cotas e toda sorte de regalias trabalhistas na esfera privada;
    - Proteção de minorias;
    - Monopólio em setores de atuação;
    - Obras faraônicas;

    E por aí vai...

    Reparem que a lista acima contém tudo o que um progressista padrão promete (e cumpre). Estas medidas são visíveis, estão ali na cara do cidadão, dizendo: "Vote (ou invista) em mim que vou lhe proporcionar diversas vantagens que o fulano ali do outro partido jamais iria fazer". Esta estratégia, ou mais precisamente, a Propaganda [/] visa alcançar o maior número de séquitos possível, e com isto atingir o objetivo do controle Estatal.

    Por outro lado o capitalismo é totalmente envolto em benefícios indiretos, como:

    - Queda proporcional de preços ao longo do tempo;
    - Valorização do poder de compra;
    - Liberdade total para empreender;
    - Proteção a propriedade privada;
    - Segurança jurídica nas transações;


    Mesmo estes benefícios sendo profundos e estáveis, não são percebidos de pronto e tão pouco são alcançados a curto prazo. Na brilhante exposição de Adam Smith sobre a [i] mão invisível do mercado
    , nada é mais verdadeiro: todas as realizações individuais são desprovidas de mérito público ou notoriedade, embora acabem beneficiando a todos.


    Um dos princípios do capitalismo é o livre mercado, logo a competição pelo cliente é árdua. O mais capaz, esforçado e honesto sempre irá vencer aquele que prefere trocar o balcão da loja pela beira da praia. Em contraponto o socialismo promete a realização de sonhos com uma simples escolha de voto, pulando etapas para alcançar degraus que demorariam anos ou décadas para se materializar. Nos deparamos com um aspecto peculiar do ser humano: a lei do menor esforço .

    Em que pese que esse instinto básico de sempre procurarmos formas mais fáceis e rápidas de executar uma tarefa nos trouxe enorme progresso material e intelectual, fazendo com que hoje máquinas calculem e trabalhem para nós 24 horas por dia, este impulso pode ser pervertido em inércia e hipocrisia, sem bem manipulado por um político carismático.

    Embora o alcance total do livre comércio seja infinitamente maior que o socialismo, só são beneficiados aqueles que possuem dinheiro. E para ter dinheiro a premissa é o trabalho. E trabalhar, estudar e lutar cansa. Todos aqui sabem disso melhor do que eu. Porém trabalhamos e somos honestos ao não expropriar o próximo porque temos valores morais, e aí está outro problema sério quando defrontamos o liberalismo vs progressismo: a ética.

    Pensemos: Você é desprovido de qualquer tipo de valor moral e quer ter o melhor estilo de vida possível. Qual seria a vantagem de escolher uma vida de trabalho e esforço, se um político demagogo te oferece casa, dinheiro, faculdade e ainda um cargo com salário alto e pouco trabalho?

    Mas afinal, por que estou dizendo tudo isto?

    Infelizmente até agora o liberalismo tem sido jantado pela demagogia imediatista do progressismo. Décadas de mentiras transformaram a livre iniciativa em pecado, o patrimônio em crime e o esforço é jogado na lata do lixo. É hora de montarmos a nossa propaganda, mostrando de forma direta, simples e agressiva:

    - Que a burocracia só existe para roubar o cidadão
    - Que é feio e imoral se tornar parasita do próximo, sendo funcionário público ou político de carreira
    - Que cobrar impostos é mais crime que não paga-los.
    - Que o verdadeiro sonegador é aquele que toma a riqueza do trabalhador de forma demagógica, pois independente de quanto um político ganha ele nada produz, logo, nada paga de impostos.
    - Que qualquer proposta que lhe prometa dar algo, seja dinheiro, bens ou serviços só é feita tirando o dinheiro de alguém.
    - Que aquele que paga hoje a conta, amanhã não pagará mais, e a consequência será muito pior.

    Não sou da área de Marketing, mas tenho certeza que muitos leitores e colaboradores do IMB entendem melhor do que eu de como transformar essa ideia em Ação. Sim, Ação Humana mais uma vez.

    Obrigado por quem leu até aqui.


  • William  29/04/2017 19:41
    Sensacional sua reflexão, amigo!! Sempre que posso, faço minha parte, mostrando que o Governo nada produz, e se o mesmo fornece algo, pode ter certeza de que alguém está perdendo...
  • SRV  26/04/2017 14:26
    Henrique Zucatelli,

    Magnífico comentário. Fantátisco!
  • Capitalista Keynes  26/04/2017 14:29
    Mas aí que eu digo que a Suécia e os outros escandinavos são os melhores exemplos do mundo real ....não UTÓPICO....pois agrada uma parte aos liberais pelos motivos que tu elencaste ( do n° 1 ao 6) acima, bem como os mais a esquerda pela parte do bem estar social ...

    Nunca existirá país 100% liberal e nunca existirá país 100% socialista onde todos são iguais tipo aqueles soldadinhos verdes que a mãe da gente dava de brinquedo nos anos 80.

    Os Escandinavos são o equilíbrio, o meio da escala , o mundo factível sem viagens idealistas impraticáveis.

    Numa escala de Hong Kong,Singapura à Cuba, Venezuela da vida ...fico com a Suécia, Dinamarca ,Noruega e Finlândia.

    Mas isso é uma opinião totalmente pessoal, sem criticar quem discorde de " falta de intelecto" ou outras ofensas bem comuns aqui.
  • Andre  26/04/2017 18:43
    Escandinávia é rica pra C@%&**, o primo "pobre" deles é a Finlândia, com Pib per capita de US$ 42.000 pelo critério mais rigoroso, podem fazer gastança social pra agradar esquerdista como bem quiserem, são como deuses nórdicos olhando e rindo dos mortais lá embaixo.

    O grosso dos países desenvolvidos se situa na média lá pelos US$ 27.000 per capita, esses US$15.000 fazem uma baita diferença se quiser fazer gastança social sem condenar as finanças do país.
    Os países em desenvolvimento sérios fazem planejamento de 20 anos pra atingirem o mítico valor de US$20.000 per capita.

    E mesmo o Pib per capita poderoso da Finlândia parece não ser suficiente pra sustentar esses gastos sociais, passou 4 anos seguidos em recessão e só está saindo após ajustar suas contas, diminuindo gastos sociais, mesmo que isso bizarramente signifique abolir órgãos sociais e dar 560 euros pra todos.

    Dizer que Escandinávia é o ponto de equilíbrio da economia / social é o equivalente a dizer que estudar 1 mês pra FUVEST é o ponto de equilíbrio para aprovação, só porque o cara estranho de QI 180 que dorme o dia todo no fundo da sala estudou só isso pra ser aprovado.
  • Carlos Neto  27/04/2017 10:45
    eles tem um desafio grande tambem: como evitar que os sindicatos impeçam o avanço das tecnologias?
    Veja bem, mesmo em um estado com bem-estar social quase absoluto, eles não estão isolados do mundo; pelo contrário, a riqueza vem justamente pela abertura e liberdade comercial, como bem demonstra o MIses.

    Porém , como também bem relata este site, não há almoço grátis. Logo, quando a tecnologia avança e um serviço de transporte ou médico, que antes era estatal, deixa de ser necessário ou fica muito caro em sua atual estrutura, deixa de ser substituido para evitar um "desarranjo" na estrutura existente, necessariamente a sociedade perderá eficiência e competitividade perante os pares globais. Normalmente essa resistencia vem de sindicatos ou corporações enraizadas no estado.
    E há um preço a pagar para ficar no passado. NMHO, ele ainda é muito caro.
  • Social Democrata  26/04/2017 18:45
    1. Você consegue citar uma nação que tenha se tornado rica enquanto praticava políticas estatizantes?

    Coréia do Sul.

    2. Você consegue citar uma nação com um governo grande e intervencionista que esteja superando economicamente uma nação similar que tenha um governo pequeno e um livre mercado?

    Basicamente toda a Europa. Em particular a Alemanha, cuja economia é fortemente regulada tanto pelo governo alemão quanto pela União Européia.
  • Amante da Lógica  26/04/2017 19:22
    1) "Coréia do Sul"

    Abordada e refutada no artigo. (O qual você não leu).

    2) "Em particular a Alemanha, cuja economia é fortemente regulada tanto pelo governo alemão quanto pela União Européia."

    A Alemanha em relação a qual outro país, cidadão? Você ao menos entendeu a pergunta?! Pede-se para comparar dois países similares. A quem você está comparando a Alemanha (26ª no ranking da Heritage)? É cada semi-analfa que despenca por aqui...


    By the way, você sabia que o gasto do governo federal brasileiro (sem o serviço da dívida) é de é de 20,2% do PIB, e que este valor é maior que o de países como Áustria (20,1%), Reino Unido e Alemanha (ambos com 19,4%), Itália (19%), Portugal (18,1%), Austrália (18%), e Suíça (11,3%)?

    Confira no link do Banco Mundial, selecione cada um destes países, espanta-se.

    Ou seja, se o Brasil quiser ser uma Alemanha, o governo teria de reduzir seus gastos em quase um ponto percentual. E se quisermos ser uma Suíça (por que não?), o governo federal teria de reduzir seus gastos à metade! Explique essa.

  • Sheyk  26/04/2017 21:11
    O autor desse texte, por algum acaso, insinua que o Brasil tem pouca produtividade?! Bruta desinformação. Não teria nem como, visto seu tamanho continental. Além disso, o Brasil é riquíssimo e potente, e não só em recursos naturais, não, é rico de dinheiro mesmo, basta ver a absurda arrecadação anual de impostos e a dimensão abismal de concentração de riqueza. Os bilhões roubados, desviados, há décadas e séculos também entram na conta. É possivel haver Renda Básica Incondicional para todos. A social democracia daria certo no Brasil.
  • Tufik  26/04/2017 22:55
  • Ninguem Apenas  27/04/2017 01:59
    Quando sai um artigo sobre o Qatar?

    Ele vivenciou deflação monetária em 2009 e 2010, além de ser considerado o país mais rico do mundo segundo a Forbes e ser uma Monarquia absolutista, seria interessante um "da pobreza à prosperidade", ainda que tenha seus enormes problemas de liberdade individual.
  • Edson  27/04/2017 08:06
    Impressionante como o estatismo consegue colocar de joelhos até mesmo economias outrora pujantes.

    Tive o prazer de viajar pela Europa recentemente. Passei por várias cidades italianas e viajei de TGV pela França. Dois países que, hoje, considero que regrediram para o subdesenvolvimento.

    Minhas impressões: hoje em dia a Itália é um país com qualidade de vida até inferior ao Brasil. Roma ainda se salva, linda, bem conservada. Mas cidades como Nápoles e Livorno estão claramente paradas no tempo. Ninguém mais reforma prédio algum nem troca de carro. Tudo muito velho e em ruínas.

    Sul da França ainda conserva um certo charme, mas certas cidades, como Nimes, estão claramente decaindo, precisando de uma reforma geral. Marselha é bonita, mas tem uma periferia medonha e o desmonte de sua zona portuária confirma o regresso para o subdesenvolvimento. Paris ainda tem muita coisa bonita no centro e, a julgar pelos carros, tem uma população claramente com maior padrão de renda que no sul da França. Mas já dá para ver alguma favelização após o segundo anel rodoviário, principalmente a norte.

    Na viagem pelo TGV, observando a favelização de várias cidades francesas, me senti como num romance de Ayn Rand, numa ferrovia muito bem construída, um trem maravilhoso, cruzando uma sociedade que tem dificuldades para manter o padrão de vida conquistado.

    Rothbard estava correto com seu Produto Privado Remanescente. De que adianta um PIB alto, com mais de 60% dele composto pelo governo, quando a população é pobre?
  • SHEYK  27/04/2017 08:13
    Caro Tufik

    Você pensa que vou ler isso e cair na sua?! Hahaha! Me divirto! Ainda bem! A China tem uma exploração econômica brutal, abraçou o que há de pior no capitalismo. É criminoso comparar: o capitalismo chinês deve ser quase tão ruim quanto o capitalismo do século XIX do tempo de Marx. Desumano. Conta outra, my friend! Quer ser chinês?! Vai pra China! E os americanos - que conheço muito bem - não apontam qualquer bom caminho, se matam de trabalhar basicamente por medo do fim de sua própria prosperidade e bem estar - oriundas sobretudo por causa das guerras -, são um dos povos mais depressivos, chateados e apáticos que conheci de perto: gostariam de passar mais tempo com a família e investem em profissionais absurdos que tentam a manutenção (para mim, tremenda camuflagem das questões e problemas) de suas vidas dentro e fora do trabalho. O modelo de vida do americano médio - casa-trabalho - não é vantajoso sob nenhum ponto de vista, muito menos em termos qualidade de vida - e mesmo assim nós os copiamos... Na verdade, isso não muda em nada o que eu disse: o Brasil é factualmente rico e potente - por concentração de riqueza, por recursos naturais, por acumulação de taxas e impostos e também por sua produtividade - já deu uma andadinha por São Paulo, por exemplo?!. Com certeza não. Esse negócio de produtividade quem trouxe foi você, não me ligo nisso, muito menos em comparações toscas entre biodiversidades, precisamos encontrar caminho próprio e, como se vê, não é critério para uma política de Renda Básica Incondicional, da qual sou entusiasta. Estudo mais um pouco e volte depois. Abraços ?
  • Edson  27/04/2017 13:09
    Comentário preconceituoso. Conheci muito americano simpático.

    Americanos se matam de trabalhar? Não vejo isso na média. Basta ver que horário do rush lá é entre 9 da manhã e 5 da tarde, porque o turno de trabalho costuma ir das 10am às 4pm.

    O país é cheio de parques temáticos, bares, bons restaurantes. É o maior consumidor de tudo que é relacionado a entretenimento no mundo. Em Miami, o que mais se vê são casas com barcos em cima de carretinhas... isso tudo é fruto da alta produtividade.
  • Não sou o Tufik  27/04/2017 13:53
    "abraçou o que há de pior no capitalismo"
    "o capitalismo chinês deve ser quase tão ruim quanto o capitalismo do século XIX "
    "Desumano"
    "americanos...se matam de trabalhar....medo do fim de sua própria prosperidade"
    "são um dos povos mais depressivos"
    "gostariam de passar mais tempo com a família "
    "O modelo de vida do americano médio.... não é vantajoso "
    "Brasil é factualmente rico e potente "
    "já deu uma andadinha por São Paulo, por exemplo?!. "
    "precisamos encontrar caminho próprio "
    "Estudo mais um pouco e volte depois. Abraços ? "


    Viu? Não há fatos, dados, nem argumentos racionais. Seu comentário não passa de um emaranhado de suas próprias opiniões pessoais, vazias e rasas.

    Lembre-se, sua capacidade de argumentar apenas reflete o seu intelecto.
  • hein  27/04/2017 16:16
    Esse Sheyk é um troll. O cara chega querendo ser o dono da verdade, é refutado por lógica e fatos e responde dizendo "não vou ler o que você escreveu. Você é burro. Eu estou certo. Estude mais".

  • Rodrigo Rique  27/04/2017 13:57
    E essa noticia que Portugal está superando a crise com um presidente socialista e usando o estado para fomentar a economia?
    www.bbc.com/portuguese/internacional-39501022

    Isso faz sentido? Vai durar ou vai acontecer igual no Brasil?

    Gostaria de esclarecer isso, pois já tem gente de esquerda usando isso de argumento...

  • Cavaco Silva  27/04/2017 14:30
    Respondendo pela quinta vez a este mesmo comentário (vou simplesmente copiar e colar):

    Você diz que o governo de Portugal aumentou os gastos? É nisso que dá acreditar em tudo o que diz determinados veículos de mídia, que não passam panfletos ideológicos.

    Vou lhe explicar o que houve em Portugal.

    1) O governo cortou os gastos em 11%. Atenção: não foi uma mera "redução na taxa de crescimento", como fazem no Brasil. Foi corte de gastos, mesmo. Se um corte de 11% nos gastos do governo não é mais considerado 'austeridade' para a esquerda, então eu é que estou ficando frouxo.

    cdn.tradingeconomics.com/charts/portugal-government-spending.png?s=portugalgovspe&v=201704031434t&d1=19170101&d2=20171231

    2) Como consequência desse brutal corte de gastos, o déficit do governo, que estava em astronômicos 11,1%, caiu para míseros 2,1%.

    cdn.tradingeconomics.com/charts/portugal-government-budget.png?s=wcsdprt&v=201704031434t&d1=20070101&d2=20171231

    Se reduzir os déficits orçamentários de 11,2% do PIB para 2,1% do PIB (no Brasil estão em 9% do PIB) não é mais considerado austeridade, então eu realmente afrouxei.

    3) Em decorrência da redução dos gastos do governo e do acentuado encolhimento dos déficits, as taxas de juros de longo prazo (determinadas pelo mercado e essenciais para que haja investimentos produtivos em vez de especulativos) desabaram:

    cdn.tradingeconomics.com/charts/portugal-government-bond-yield.png?s=gspt10yr&v=201704051605t&d1=20110405&d2=20170405


    O que houve em Portugal, portanto, nada mais foi do que a comprovação empírica de tudo o que sugere este Instituto.

    Aviso a Meirelles: os déficits do governo nos empobrecem; mas os gastos são ainda piores


    O exemplo irlandês - como a redução dos gastos do governo impulsionou o crescimento da economia


    Dica: se você exaltar Portugal, você estará, na verdade, batendo continência para políticas de austeridade e de cortes de gastos (11% na redução dos gastos). Por mim, continue nessa.

  • Wanda  27/04/2017 18:20
    Este corte nas despesas foi imposto pela troika (BCE,UE,FMI) em abril de 2011 para ser resgatado, o programa de assistência como era chamado, acabou em 2014. Em 2016 o governo começou a reverter alguns direitos, inclusive pagar retroativos.
  • Rodrigo Rique  27/04/2017 19:15
    Primeiro, obrigado pela resposta.

    Segundo, eu procurei por Portugal nesse topico (CTRL+F) e não achei nada sobre isso.
    Se é a quinta vez que vc responde, não foi aqui (pelo menos não achei).

    Terceiro, eu não estou enaltecendo nada sobre Portugal, eu só pedi esclarecimentos pq vi muitas pessoas de esquerda usando isso como argumento.

    Quarto, se o administrador da página achar que o tópico está duplicado, favor apagar.

    obrigado.
  • Wanda  27/04/2017 17:53
    Reduziram o deficit em 2016 com perdão fiscal, cativações e baixaram o investimento público, para satisfazer Bruxelas, e não correr o risco de perder o rating da DBRS, a única agência que mantem o rating acima de lixo, o que da acesso ao financiamento do BCE - Banco Central Europeu, (uma correção "as taxas de juro desabaram artificialmente, sem o BCE no mercado, o cenário seria outro, as yields a 10 anos passaram os 4% em março, num ambiente de juro 0%), sem contar que o BCE também compra ativos.
    Como disse um banqueiro, este é o maior experimento de política monetária da história.
    Alguns partidos de esquerda como o BE e o PCP falam em reestruturar a dívida pública, mas não passa disso. Como temos eleições na França, e depois Alemanha, as coisas estão em banho maria, poucos falam sobre os enormes problemas estruturais que vários países europeus tem.

    Já ouviram falar sobre este produto financeiro BTO (Bespoke Tranche Opportunity), tem alguns artigos interessante sobre ele, aqui vai um link.
    themarketmogul.com/bto-deja-vu-cdo/

  • Pedro  29/04/2017 16:17
    O estado só pode ser grande quando o povo for educado.Precisa reduzir o tamanho do estado hoje para crescer depois.
    Simples assim.
  • kiko  01/05/2017 14:15
    Você consegue citar uma nação que tenha se tornado rica enquanto praticava políticas estatizantes? sim eu consigo-antes de citar quero dizer que eu não sou a favor do intervicionismo, eu sou a favor de um estado pequeno que regule so o necessario, alias a propria ideia de anarquismo não existe por completo pois é impossivel acabar com todas as formas de estado, voltando a pergunta Você consegue citar uma nação que tenha se tornado rica enquanto praticava políticas estatizantes? união sovietica foi um grande exemplo ela foi rica por um tempo mas depois voltou a ser pobre, o fato é que ela adotou o comunismo em uma região extremamente pobre contrariando este site que afirma se impossivel o comunismo ser adotado em lugares extramente pobres, outro exemplo é o da china que é um pais rico com um governo comunista
  • Seimos  01/05/2017 19:19
    Eu nao entendo muito de economia uma vez que nunca me aprofundei sobre o assunto.
    Por isso nao tenho certeza se essa informação procede ou não. Soube que no Brasil Durante os anos de 1960 até a980 o país desenvolveu bastante, graças as políticas keynesianas.

    Cingapura alem de ter tido uma política Keynesiana que ajudou a sair da crie de 2008 tem imposto progressivo.

    Eu acho que essas informações não procedem, mas seria bom saber a opinar de outras pessoas sobre isso.
  • Silvio  01/05/2017 19:36
    "Soube que no Brasil Durante os anos de 1960 até a980 o país desenvolveu bastante, graças as políticas keynesianas."

    Sim, desenvolveu bastante... os anos 1980, então, foram espetaculares. Hiperinflação de 2.500% ao ano e pobreza crescente e dantesca.

    Mas os anos 80 não ocorreram por acaso. Eles simplesmente foram a culminação de tudo de errado que foi feito nas décadas de 1960 e 70.

    Um baita e invejável desenvolvimento.

    "Cingapura alem de ter tido uma política Keynesiana que ajudou a sair da crie de 2008 tem imposto progressivo."

    Que quer que disse isso falou merda triplamente. Não houve crise em Cingapura, não houve política keynesiana para sair da crise (que não existiu), e não há imposto de renda para quem mora no país, mas recebe salário oriundo de fora do país. Já para quem mora no país, a alíquota máxima é de 22% (no Brasil, é de 27,5%).

    Sobre a economia de Cingapura:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2059
  • Seimos  01/05/2017 19:50
    Obrigado pela resposta, Silvio.


    Só ma correção: eu falei que eu acho que estas informações não procedem. O que eu quis dizer é que provavelmente as pessoas aqui do site não concordem com esta opinião.
  • anônimo  29/12/2017 04:40
    CAlifornia x Texas?
  • Tubaína  12/01/2018 14:42
    Se aumento de gastos e intervenção estatal são tão bons para uma economia, por que então os países sérios e desenvolvidos não tinham logo no início 60% de carga tributária e todas as empresas nas mãos do governo?
    Não é muito melhor e mais simples você implementar as coisas que você acredita dar certo desde o início?

    Só por esse fato percebe-se que social-democratas não acreditam seriamente no que propagam. Apenas gostam de implementar suas políticas em países ricos, ou seja, países que conseguem suportar por muito tempo suas políticas desastrosas.
  • Anthony  09/07/2018 20:05
    Não é verdade que os EUA, logo após a independência, utilizou de praticas protecionistas para desenvolver sua indústria e se equiparar a potências da época?

    Na década 1830, os EUA teve a maior tarifa industrial média do mundo, e se manteve assim até a Segunda Guerra. Como explicar isso?

    É verdade que, na Grã Bretanha, o intervencionismo estatal foi fundamental para a realização da revolução industrial? Já ouvi argumentarem que, desde a época dos monarcas, acontecia intervenção estatal para o desenvolvimento da indústria têxtil, e que isso foi fundamental para a 1 revolução industrial. Li, inclusive, que Adam Smith não viu a necessidade de protecionismo para a indústria nacional pois está já era muito competitiva, por isso adotou princípios mais liberais.

    O que é necessário para que um país se torne rico? É necessário que haja protecionismo para o desenvolvimento da indústria para que, posteriormente, o país posso adotar um livre mercado? Ou o país pode realmente sair de uma situação de pobreza e se tornar rico utilizando o livre mercado?

    Peço também que me recomendem alguns livros que tratem dessas questões. Desde já, agradeço a paciência.
  • Hopkins  09/07/2018 21:30
    Errado. O crescimento e a industrialização dos EUA começaram na década de 1820 com as ferrovias com locomotivas a vapor. E então vieram as estradas macadamizadas, assim chamadas em homenagem ao engenheiro escocês John Loudon McAdam. Depois surgiram as ceifadeiras, criadas por Cyrus McCormick, e as siderúrgicas, criadas por Andrew Carnegie.

    Tudo isso antes de 1860 (quando realmente houve elevação das tarifas de importação, que foi o estopim da Guerra Civil).

    Os estados americanos que mais se enriqueceram durante esse período anterior a 1860 foram os do nordeste. E o motivo é simples: os grandes industriais europeus aportaram lá, na Nova Inglaterra. Esse é um fenômeno que simplesmente não pode ser ignorado em qualquer análise econômica minimamente séria.

    E aí houve o inevitável: regiões industrializadas sempre viram protecionistas. Em 1860, o Congresso aprovou a Morrill Tariff, que elevou enormemente as tarifas sobre importações para proteger as indústrias do norte bem como seus altos salários, prejudicando severamente os estados do sul, que agora tinham de arcar com os altos custos de importação, mas que não tinham como repassar estes altos custos para seus preços, pois vendiam três quartos da sua produção para o mercado mundial. Vestuário, equipamentos agrícolas, maquinários e vários outros itens ficaram extremamente caros de se obter. O sul queria livre comércio porque também era a única maneira de exportar sua produção.

    Isso impulsionou os estados do sul se rebelaram. Aí deu-se origem àquela maravilha que foi a Guerra Civil Americana, com 600.000 mortos.

    (Recomendo este texto a respeito, que faz uma ótima compilação destes eventos.)

    Com a vitória do norte, tarifas protecionistas foram implantadas que vigoraram até o ano de 1900, caindo a partir dali).

    Como consequência dessa imposição tarifária e da destruição do livre comércio, o sul empobreceu (e, até hoje, é mais pobre do que o norte).

    Tarifas fizeram exatamente o que prometiam: protegeram (de 1865 a 1900) aquelas indústrias do nordeste americano que já estavam estabelecidas, e empobreceram o resto do país. E, de quebra, mataram 600.000 civis em uma guerra.


    Alguns detalhes:

    1) Até 1913, a única forma de o governo federal americano se financiar (a única forma que era permitida pela Constituição) era por meio de tarifas de importação. Ou seja,toda a carga tributária federal se resumia a tarifas de importação.

    2) A Morrill Tariff elevou progressivamente a tarifa de importação de 15% em 1860 para 44% em 1870. Foi uma década perdida para os EUA.

    A partir de 1870 a tarifa voltou a cair, chegando a 27% em 1880, a 15% em 1910 e a 7,7% em 1917.

    E vale um adendo importante: como os preços só caíam por causa da moeda forte (os EUA viviam o padrão-ouro), os preços nominais dos produtos importados também só caíam. Logo, os custos nominais dessas tarifas -- que já eram decrescentes -- caíam ainda mais.

    3) De resto, é de crucial importância distinguir entre tarifas de importação com intuito protecionista e tarifas de importação com intuito arrecadatório. Uma é o exato oposto da outra.

    Uma tarifa com intuito protecionista é imposta exatamente para impedir que as pessoas importem. Se ela realmente lograr tal objetivo, a receita do governo será zero. Óbvio. Se o intuito do governo é desestimular as pessoas de importar -- e se as pessoas realmente não importarem --, então a arrecadação do governo com essa tarifa será zero. E ele não ligará, pois era isso o que ele queria.

    Já uma tarifa com intuito arracadatório existe, ao contrário, para trazer o máximo possível de receita para o governo. Ela não está ali para impedir as pessoas de importar; ao contrário, o governo está torcendo para que as pessoas importem o máximo possível, pois só assim ele terá muitas receitas. E se o governo exagerar na tarifa, então ela vira meramente protecionista, e a arrecadação do governo tenderá a zero -- exatamente o contrário do que ele almejava.

    Por uma questão de lógica simples, sabendo que o governo americano da época sobrevivia exclusivamente com as receitas dessas tarifas, então a conclusão lógica é que, à época (antes de 1860 e pós-1870), elas não tinham caráter protecionista. Se tivessem, o governo não teria receita.

    As tarifas de importação do governo Sarney e do governo Dilma, por exemplo, eram meramente protecionistas. Já as americanas eram arrecadatórias.

    E, ainda assim, eram mais baixas que as nossas atuais.

    4) Os EUA cresceram porque havia ampla liberdade de empreendimento e o governo federal era mínimo (excetuando o período Lincoln). Não havia regulamentações (ao menos, não como as de hoje), e o governo federal coletava impostos unicamente via tarifas sobre importados, pois esta era a única maneira permitida pela constituição.

    Excetuando-se o período da Guerra Civil, os EUA cresceram de 1820 a 1929. E, até 1913, como não havia um Fed, era um crescimento com queda de preços.

    Livre mercado e moeda-forte. Combinação que jamais deu errado.


    "É verdade que, na Grã Bretanha, o intervencionismo estatal foi fundamental para a realização da revolução industrial?"

    Gozado. A esquerda sempre diz que foi a total ausência de intervenção estatal o que permitiu "os horrores" da Revolução Industrial. Agora essa mesma esquerda diz que a mesma só aconteceu por um excesso de intervenção estatal?

    Por gentileza, um mínimo de coerência. A esquerda embaça tanto o debate, que chega a um ponto em que é impossível a mesma tentar apresentar um argumento sem que ela própria se contradiga completamente.

    Não, meu caro, por definição é impossível surgiram indústrias e maquinários por meio gastos do governo (os quais eram ínfimos à época). Indústrias e maquinários só surgem por meio de poupança (abstenção do consumo) e investimento.

    Se gastos do governo fossem capazes de criar coisas, então nada impediria nenhum país de se tornar uma potência. Bastaria colocar seu Banco Central para imprimir dinheiro e seu governo para gastar esse dinheiro. A única coisa que separa o Haiti de uma pujança suíça é um banco central imprimindo dinheiro....


    "O que é necessário para que um país se torne rico?"

    O que gera riqueza é divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, capacidade intelectual da população (se a população for burra, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, desregulamentação econômica, facilidade de empreender, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    Sem isso, não há investimentos estrangeiros, que é o que traz crescimento para países pobres.


    "É necessário que haja protecionismo para o desenvolvimento da indústria para que, posteriormente, o país posso adotar um livre mercado?"

    Ué, o Brasil adota o protecionismo desde 1500. Inclusive, na década de 1980, as importações foram completamente proibidas, e reservas de mercado foram garantidas por lei às empresas nacionais.

    Não era para termos virado uma potência?

    É realmente o ápice da ignorância acreditar que abolir a concorrência e garantir reservas de mercado são o que fazem uma economia prosperar, se modernizar e se tornar pujante. Dizer que economia fechada e reserva de mercado são o que cria pujança e prosperidade é um completo atentado à lógica.
    Vale lembrar, de novo, que o Brasil já é assim desde que foi descoberto em 1500. Não há um único período do país em que tivemos baixas tarifas de importação.

    hoje, temos a economia mais fechada entre os países sérios, e nada de a indústria progredir e ficar pujante.

    Logo, os proponentes dessa teoria devem explicações. A teoria que elem defendem -- "economia protecionista gera indústria pujante" -- é aplicada no Brasil desde 1500. E nada de ela finalmente se comprovar.
    "Ou o país pode realmente sair de uma situação de pobreza e se tornar rico utilizando o livre mercado?"

    Não só pode, como é exatamente assim que acontece.

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  • Anthony  10/07/2018 04:03
    Obrigado!
  • Fernando Marcio Aguirrez  26/07/2018 04:45
    Minha nossa, se vc não virou um libertario e defensor da escola austríaca depois dessa chinelada e aula, nada mais o fará!
  • Amusado  20/08/2018 14:43
    Essa tabela é sensacional. Mas uma coisa que o artigo não citou é a importante diferença entre carga tributária e tributação.

    TODOS os países europeus possuem impostos jurídicos menores que o Brasil. Apenas alguns possuem impostos de renda maiores que o Brasil (a maioria deles está no mesmo nível). E imposto sobre herança está sendo continuamente reduzido há décadas porque a arrecadação é pífia em relação ao que espera-se (ricos possuem maiores facilidades em sonegação abusiva).

    Então o por que os países europeus possuem as maiores cargas tributárias do mundo é óbvio: porque eles são mais ricos.

    Pesquise quanto Índia e Haiti cobra de impostos das empresas em seu território e surpreenda-se com a relação com sua carga tributária.

    Curva de Laffer é uma coisa tão empírica que chega a ser absurdo ainda terem economistas que duvidam disso.
  • kiko  21/08/2018 14:13
    Antes de prosseguir com meu comentário quero deixar claro que farei outro elogiando o anarquismo para testar o site pra ver se ele ira me censurar.
    1. Você consegue citar uma nação que tenha se tornado rica enquanto praticava políticas estatizantes?
    Sim vou citar dois exemplos-união soviética-eu sei que ela faliu porém o fato é que ela foi uma nação rica por um grande período de tempo antes de entrar em declínio e ela nasceu em uma região que era extremamente pobre
    china-essa aqui é o maior exemplo uma das maiores economias do mundo que a anos é governada por um governo comunista-lógico que lá tem capitalismo porém o fato é que a maior parte de sua economia é comunista

    2. Você consegue citar uma nação com um governo grande e intervencionista que esteja superando economicamente uma nação similar que tenha um governo pequeno e um livre mercado?
    china e rússia são grandes exemplos superam vários países pequenos
  • Girafales  21/08/2018 16:12
    "1. Você consegue citar uma nação que tenha se tornado rica enquanto praticava políticas estatizantes?

    "união soviética-eu sei que ela faliu porém o fato é que ela foi uma nação rica por um grande período de tempo antes de entrar em declínio e ela nasceu em uma região que era extremamente pobre"


    Oi?! A Rússia era uma nação rica antes de adotar o comunismo. Foi a partir da adoção do comunismo que ela ficou pobre. Lembro-me de já ter lido em algum lugar, com direito a fonte e tudo, que o consumo de calorias de um cidadão russo durante o czarismo era maior do que durante o comunismo.

    Repare nestas fotos a cores tiradas na época do czarismo: além das crianças e dos adultos estarem corados, e os diferentes povos estarem em harmonia, o Império Russo antes do comunismo tinha algo que os soviéticos nunca tiveram: liberdade para empreender e produzir, e, principalmente, comida.

    spotniks.com/29-fotos-inacreditaveis-da-russia-antes-da-revolucao-socialista/

    Após a adoção do comunismo, o padrão de vida dos russos foi ladeira abaixo. E olha que legal: a URSS tinha satélites, foguetes e tanques. Só que, exatamente para poder ter essas coisas desnecessárias, sua economia era incapaz de produzir outras muito mais essenciais. Havia foguetes, mas não havia geladeiras, carros, fogões, máquinas de lavar e nem sapatos. As pessoas tinham de ficar em filas humilhantes para deixar seu nome numa lista para, dali a vários meses (ou anos), conseguir um sapato do governo.


    No socialismo é assim: ou você imobiliza matéria-prima em foguetes e tanques, ou em fogões, geladeiras, carros e máquinas de lavar. É impossível ter os dois ao mesmo tempo.

    "china-essa aqui é o maior exemplo uma das maiores economias do mundo que a anos é governada por um governo comunista-lógico que lá tem capitalismo porém o fato é que a maior parte de sua economia é comunista"

    Oi?! A China só começou a enriquecer quando começou a reduzir seu estado! Compare o estado chinês em 1978 (último ano de Mao, quando toda e qualquer propriedade privada era proibida) com o estado atual. Você diria que, de lá para cá, houve aumento ou redução do estado sobre a economia?! O estado chinês encolheu ou aumentou ainda mais?

    É cada iletrado que despenca por aqui... Mas agora vem a melhor parte.

    "2. Você consegue citar uma nação com um governo grande e intervencionista que esteja superando economicamente uma nação similar que tenha um governo pequeno e um livre mercado?

    china e rússia são grandes exemplos superam vários países pequenos"


    Ô, iletrado! A pergunta não é sobre países geograficamente grandes superando países geograficamente pequenos. A pergunta é sobre países com governos grandes superando países similares com governos pequenos e livre mercado.

    De fato, a educação brasileira é uma tragédia. Nêgo que literalmente nem sabe ler se julga supimpamente capacitado para opinar sobre assuntos complexos. E o pior: faz de seu analfabetismo um argumento poderoso. Vergonha alheia total. Ao menos você fez jus ao seu apelido...
  • anônimo  20/12/2018 16:58
    Essa tabela enterra completamente o mito criado pela esquerda moderna de que social-democracia quem foi responsável pelo desenvolvimento dos países. Isso era óbvio pela própria narrativa de exploração marxista, mas agora está em números.
  • Pérsio   26/01/2019 20:44
    Prezados,
    Às vezes, eu penso que o Estado-nação é um anacronismo. Como um dinossauro nos dias de hoje. Diante do fracasso de Síria e Venezuela em prover o mínimo de dignidade para seus cidadãos, fica difícil confiar no Estado. Mesmo o Brasil, com um Estado mastodonico e ineficiente. Então, penso que o futuro pertence às confederações de cidades-estado. Mas talvez eu esteja errado...
  • Andarilho  12/02/2019 17:08
    "Sem a relativa paz social do estado de bem-estar", Alain Caillé observa, "a ordem do mercado teria sido varrida completamente".

    Em primeiro lugar - Não existe nenhum país sem Estado;

    Em segundo lugar - Todas as nações ricas praticaram políticas estatizantes. Até pra se fazer uma política mais pró mercado você precisa do Estado e suas instituições pra isso.

    Em terceiro lugar - Não existe livre mercado em sentido irrestrito porque todas as nações tem lá seu grau de subsídios, taxações etc.

  • Humberto  12/02/2019 17:22
    E nada de responder às duas (e simples) perguntas. Tenta de novo, mas sem ficar dodói.
  • João  13/02/2019 10:19
    Não sei por que o IMB aprova esses comentários, acho que é sadismo.

    Provável que irá vir alguém com um texto de 5min de leitura que irá refutar e destruir
    os argumentos desse cidadão. E este último ou irá tentar passar mais vergonha, ou
    nunca mais irá dar a cara nesse artigo.

    Mas acho que no final de contas é bom isso, a pessoa pode vir a cair na real.


    * * * * *
  • Pedro Lopes  12/02/2019 18:11
    Maurício adotou políticas pró-mercado apenas na década de 70, apesar da qualidade de vida já ser considerada alta atualmente.
    A Bélgica criou riqueza por um tempo muito maior antes do esbulho estatal ser mais guloso. Simples, como sempre.
    Lembrando que mais de 40% da população da ilha africana vivia abaixo da linha da pobreza.
  • Carlos Lima  12/02/2019 18:22
    O "Acréscimo do Editor" (que imagino seja Leandro Roque) foi simplesmente perfeito. Não canso de repetir: as observações e os comentários que acompanham os textos enriquecem bastante o já excelente nível dos artigos aqui postados. Parabéns aos responsáveis pelo site. O IMB é realmente uma ilha de sabedoria nesse mar de lixo que é a internet.
  • Pérsio  13/02/2019 10:12
    Excelente artigo!
    Contudo, ainda tenho esperanças para o Brasil. O governo Bolsonaro conseguiu ter um aliado na presidência da Câmara dos Deputados e outro no Senado Federal. Acredito que, desta forma, a reforma da Previdência passe. Bem como diversas privatizações. Se isto acontecer, talvez o mercado fique otimista com o novo governo e a economia volte a se aquecer. Mais investimento, mais empregos. É esperar para ver.
  • Barroso  13/02/2019 10:39
    A adoção da progressividade tributária, a fixação de um teto salarial mínimo intransponível para os três poderes (Executivo, legislativo e Judiciário), a extinção de alguns municípios menores, a tipificação de qualquer crime tributário como crime inescusável, a extinção gradual de qualquer incentivo fiscal dado de forma definitiva ou de forma indeterminada, a fixação de um teto salarial mínimo intransponível para as aposentadorias tanto do setor público quanto do setor privado, a aprovação de uma reforma administrativa que descentralizasse o controle e a administração pública da educação e da saúde, a diminuição gradual até a total extinção da possibilidade de os bancos público e privado criarem moeda do nada e etc. poderiam possibilitar o surgimento contínuo de uma social-democracia inclusiva de longa duração em países em desenvolvimento? Uma social democracia inclusiva que possibilitasse oportunidade de concorrência de todos de forma igualitária (impedindo o poder econômico de ser o único gerador de oportunidade para quem o detém na medida em que ele pode concentrar a geração e a perpetuação do conhecimento útil aplicado) poderia ter longa duração em países em desenvolvimento?
  • Luís Roberto  13/02/2019 11:36
    Não. Além de você ter tido vários delírios em suas propostas (que cazzo seria "oportunidade de concorrência de todos de forma igualitária"?), você em nada atacou a questão da produtividade. E nem da demografia.

    Sem produtividade continuamente crescente, impossível haver social-democracia duradoura. Sem contínuo crescimento demográfico, impossível haver social-democracia duradoura. Acima de tudo: sem carga tributária crescente, impossível haver social-democracia duradoura. E carga tributária crescente atenta diretamente contra a produtividade. Ou seja, a social-democracia é um arranjo que traz consigo os germes da própria destruição.
  • Barroso  13/02/2019 12:40
    Lembre-se que estou falando de social-democracia inclusiva mínima (educação e saúde de qualidade para todos e alimentação que garanta a todos a manutenção da saúde e da educação). Com o tempo tais medidas iriam possibilitar redução de gastos e contribuiriam para promover o desenvolvimento criativo do capital humano. Consequentemente, maior renda per capita além de maior folga nas receitas do Estado para o investimento ótimo (saneamento básico (economiza em saúde) e infraestrutura ferroviária (diminuem os custos do transporte), por exemplo), logo, aumentaria a competitividade.
  • Rodolfo Andrello  13/02/2019 15:56
    Eis algo interessante: nos primórdios dos anos 90, a carga tributária do Brasil não superava muito a casa dos 20%, valor comparável ao quinto cobrado séculos antes por Portugal. Já com a aplicação prática da CF/88 e do estado interventor, no ano de 2008 a carga tributária chegou ao impressionante número de 36,56%.
    Portanto eis a pergunta: O que será que deu errado com o projeto desenvolvimentista brasileiro? Aqui não só os impostos subiram para níveis sufocantes, como também o estado participa como proprietário e gestor das maiores empresas da bolsa. De outro lado há a sempre presente figura do BNDS, fazendo o que ele sabe fazer de melhor, intervir.
    Será que por aqui falta mais intervencionismo e mais tributação? incrivelmente é exatamente o que pensam alguns.
  • anônimo  13/02/2019 17:54
    Antes dos anos 90 o intervencionismo era ainda pior. Entre os anos 30 e 80, o estado brasileiro intervia de forma demasiada intensa, comparável a países fascistas e até comunistas (o número de estatais no Brasil só era comparável a regimes marxistas).

    A carga tributária brasileira aumentou, principalmente, porque a economia foi aberta, a moeda estabilizou, houverem privatizações em massa, diminuiu as burocracias e órgãos reguladores, etc. Sim, aumentou-se os impostos e o BNDES continuou ativo, mas a carga tributária aumentou porque a população enriqueceu. Curva de Laffer na prática.

    Só que lógico que os social-democratas não enxergam nada disso, eles só enxergam que a carga tributária estava aumentando e o país estava enriquecendo. Tão logo isso parou, tentaram encontrar algum culpado pela estagnação da economia que não sejam eles próprios.
  • Sérgio  13/02/2019 23:04
    Uma coisa a observar nesta tabela sobre os gastos dos governos: os gastos dos governos se expandem conforme a democracia se expande. Em 1870, poucos cidadãos podiam votar. Isso mostra que o Hoppe e o Paulo Kogos estão certos ao denunciar a democracia.
  • Paulo Henrique   14/02/2019 03:03
    Existe uma soma de fatores, na época a academia, seja no campo político e econômico, caminharam para lados cada vez mais estatistas, o socialismo começou a ficar em voga, polítiicas intervencionistas passaram a ser apoiadas como respostas a crises econômicas, etc..
    Bancos centrais surgiram e se espalharam(ele facilita o financiamento do deficit do governo). Escolas publicas compulsorias se proliferaram..
    Mas creio que o maior peso seja a academia, se tudo começa no campo das ideias
  • Nagib Abdala Filho  03/06/2019 17:41
    Noruega era o país mais pobre da Europa, achou petróleo e investiu em educação e agora é o melhor IDH; Brasil entrega tudo
  • Humberto  03/06/2019 17:57
    "Noruega era o país mais pobre da Europa"

    Favor postar a fonte para esta afirmação. Nada encontrei.

    Por outro lado, encontrei isso aqui:

    No, Norway Was Not a Poor Country Before Oil Was Discovered

    É sempre divertido ver a quantidade de desavisado que cai de pára-quedas neste site achando que está lidando com gente de Facebook.

    Não, meu caro, o nível intelectual aqui é muito maior. Tente de novo.

    "achou petróleo e investiu em educação e agora é o melhor IDH"

    O Brasil também achou petróleo e investiu em educação (nosso gasto com educação em relação ao PIB está em níveis europeus). Aqui, tem-se educação "gratuita" do maternal ao pós-doutorado.

    Por que não funcionou?

    "Brasil entrega tudo"

    O que o Brasil entregou? Não estou sabendo de nada. Poste fontes, por favor.



  • martin  14/06/2019 17:19
    A questão é, os escandinavos pararam de crescer quando adotaram políticas de bem estar?
  • Dolph  14/06/2019 17:41
    Se pararam de crescer? É óbvio que não. Nenhuma economia minimamente capitalista "para de crescer" por 50 anos.

    Mas o que aconteceu, ao menos na Suécia (que é hoje a social-democracia mais clássica), é que, após adotarem a social-democracia, a taxa de crescimento do PIB per capita desabou.

    Eis os valores (e click nos links para conferir):

    Década de 1960: 46% de crescimento

    Década de 1970: 15%

    Década de 1980: 21%

    Década de 1990: 19%

    Década de 2000: 16%


    Ou seja, antes da social-democracia, o país enriquecia muito mais rapidamente. É até possível argumentar que, não fosse a social-democracia, a taxa de enriquecimento teria sido tão maior que hoje todos seriam bem menos pobres. A social-democracia, portanto, retardou a redução da pobreza.


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