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A “classe artística” é contra a liberdade trabalhista que ela mesma utiliza
Aquilo que funciona é um privilégio que só pode ser usufruído pelos iluminados

aprovação no Congresso do PL n° 4302/ 1998, que permite a livre terceirização em todas as categorias profissionais, disparou mais uma histeria da esquerda, tendo, como sempre, a "classe artística" como caixa de ressonância da mentalidade atrasadíssima de preservação da CLT — a qual, vale ressaltar, nem sequer foi tocada pela lei da terceirização.

Tal postura contra uma ligeiramente maior liberdade trabalhista não passa de uma completa demagogia: afinal, os profissionais das áreas criativas são os que mais — desde sempre — usufruem da liberdade nas relações de trabalho.

A grande maioria dos artistas, designers e até mesmo arquitetos começa suas carreiras como estagiários informais, permanecendo em cada empresa, escritório ou ateliê como aprendiz ou assistente, de acordo com as expectativas de cada momento. Alguns, para ganhar experiência, chegam a trabalhar de graça.

Quando formados, muitos continuam indo e vindo entre diversos empregos, sempre buscando a melhor relação entre acúmulo de experiência profissional e salário, ao mesmo tempo em que evitam vínculos que os impeçam trocar de emprego facilmente.

Outros abrem seus próprios escritórios e ateliês contratando informalmente estagiários e funcionários de acordo com a demanda de trabalho. O profissional ou artista autônomo mantém seus valores em função da procura por seus serviços ou artes.

A primeira coisa que todos eles aprendem é que o mercado é instável. A segunda é que têm de saber lidar com isso. E a terceira é que, quanto mais distantes estiverem da burocracia estatal, mais e melhor trabalharão.

Entraves tolhem a criatividade

Em qualquer área em que não há estabilidade de emprego, todos descobrem rapidamente que, se quiserem manter o salário ou ascender dentro de uma determinada empresa, deverão demonstrar talento e determinação. Ao contrário do que ocorre em empresas estatais, bajulações não funcionam.

Descobrem também que as oscilações do mercado podem render tanto uma dispensa na semana seguinte quanto uma promoção e um salário melhor. Ou mesmo a admissão de novos funcionários concorrentes.

Diante da imprevisibilidade do mercado, profissionais e empreendedores contratam preferencialmente aqueles a quem podem demitir com facilidade. Autônomos muitas vezes estabelecem parcerias ou prestam serviços a partir de acordos verbais ou mesmo virtuais.

Isso cria um ambiente empreendedorial mais virtuoso, produtivo e dinâmico.

Sem as normas trabalhistas impostas pelo estado, todos sabem que, se desejam tirar férias, terão de se organizar e fazer suas reservas; e assim o fazem. Não por acaso, estes profissionais não planejam suas vidas visando aposentadorias. Eles planejam suas vidas para que sejam sempre produtivos, independentemente da idade. De preferência trabalhando como Pessoa Jurídica (PJ), óbvio: afinal, na prática, a teoria é outra. Defender a CLT só é bom se for para ganhar um dinheiro extra fazendo vídeos para sindicatos e movimentos de esquerda.

O resultado dessa flexibilidade é um dinamismo no qual todos os envolvidos estão, a todo o momento, se adequando ao mercado, com cada indivíduo se aprimorando o tempo todo e exercendo a liberdade de condicionar o seu trabalho da maneira que lhe convém, em função de cada momento.

Sim, é difícil. Os amedrontados acabam procurando abrigo à sombra do estado (no caso de artistas, fazem fama utilizando dinheiro público). Já os talentosos e determinados alcançam seus objetivos, passo a passo, e nunca por meio de "milagres" típicos da política.

É por causa desta liberdade que a indústria criativa está sempre à frente dos outros setores da economia, tanto em inovação quanto em qualidade de condições de trabalho.

Domésticas

Comprovando que a liberdade não é um desejo das "elites", temos também o caso das empregadas domésticas. Por décadas, a profissão foi mal remunerada por conta dos problemas econômicos do Brasil: em uma economia bagunçada, na qual não havia alternativas de trabalho à maior parte das mulheres pobres, a única saída a essas pessoas era oferecer seus serviços como empregada doméstica.

Com uma maior estabilidade econômica construída nos últimos 20 anos — até o desmantelamento promovido pelo governo Dilma —, novas opções de emprego surgiram naturalmente e absorveram boa parte desta mão-de-obra, diminuindo a oferta de empregadas domésticas. E, consequentemente, aumentando os salários das remanescentes no ramo.

Assim como arquitetos, designers e artistas, cada empregada doméstica moldou sua profissão em função do mercado, ciente dos momentos de escassez e de fartura de trabalho. De empregadas domésticas passaram a ser diaristas. Com maior liberdade para negociar seus valores, para escolher seus clientes e para ditar suas condições de trabalho, passaram a cobrar mais caro. As melhores tornaram-se profissionais disputadas. Muitas melhoraram o padrão de vida de suas famílias sem qualquer estabilidade empregatícia.

Já o extermínio do que restou das empregadas domésticas foi sacramentado pelo governo: cheio de "boas intenções" e "sabedoria", os políticos impuseram um código de normas a serem seguidas. O resultado foi uma grande queda na procura por empregadas domésticas (segundo o próprio IBGE), já que seus clientes temem serem enquadrados na lei que transforma a negociação voluntária em crime. Com isso, fechou-se uma porta que antes estava aberta para os mais inexperientes e menos qualificados. Uma liberdade que antes existia e que permitia a sobrevivência das mulheres menos estudadas foi extinta.

Por outro lado, ocorreu uma explosão no número das diaristas, cuja relação de trabalho é bem mais livre. E cujo mercado é dominado quase que exclusivamente por ex-domésticas experientes, que só chegaram a este nível de experiência exatamente porque tiveram a liberdade de poder trabalhar como domésticas.

Artistas não são bobos

Imaginemos, então, o que aconteceria se o mesmo estado resolvesse se intrometer nas relações de trabalho da indústria criativa. O resultado seria o engessamento imediato do setor. Afirmo com segurança que a maioria das vagas de estagiários em escritórios de arquitetura e design iriam desaparecer.

Qualquer intervenção estatal nas relações de trabalho representa nada mais do que a cobiça da burocracia estatal sobre os rendimentos dos cidadãos, cujo dinheiro é sempre usado, em sua maior parte, para sustentar uma parafernália burocrática e viabilizar interesses políticos.

Nenhum governo tem competência para ditar os valores que cada pessoa deseja receber por seu trabalho. Cada indivíduo sabe o valor pelo qual deseja trabalhar. Como diria Ludwig von Mises, esse poder interventor do estado nas relações de trabalho "é essencialmente o poder de privar alguém de trabalhar aos salários que estaria disposto a aceitar".

De resto, creio não ser exagero dizer que nenhum artista começou trabalhando como CLT. Sorte deles. Não estariam onde estão hoje. Aliás, nem sequer começariam. Quem, afinal, contrataria um artista inexperiente pela CLT?

Com efeito, a maioria dos artistas, como dito, trabalha hoje como Pessoa Jurídica, contribuindo para a tão criticada "pejotização" da economia. 

Logo, o lema desses artistas poderia ser: "Liberdade para mim, restrições para o populacho".

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Leia também:

A arte e a cultura são mercadorias como quaisquer outros bens de consumo

O sistema trabalhista brasileiro é arcaico e tem de ser alterado

10 votos

autor

João César de Melo
é arquiteto, artista plástico e escritor. Escreveu o livro Natureza Capital.


  • Capital Imoral  06/04/2017 15:03
    Amazon e os porcos
    O mundo está muito estranho caro leitor, alguns intelectuais perceberam tais mudanças e já nos alertam através do termo "Pós-verdade". Acredite, está palavra anda bastante famosa nas redes sociais, conversas de bar, no meio intelectual; este é o termo que virou celebridade no meio dos limpinhos da Livraria Cultura e dos que acessam o site Spotniks.
    O que nos diz este termo? o "pós" nos diz sobre algo que é posterior; a verdade nos diz sobre algo que está em conformidade com os fatos e realidade. Portanto, o termo nos revela sobre algo que é posterior a realidade.

    Entro nesta questão, devido a falsidade estética em que vivemos, como se fosse uma grande bolha criada pelo capitalismo. Tivemos uma grande prova dessa falsidade, através das consequências de uma peça publicitária da Amazon. Um grande homem, que tem consciência social, por escolha do destino tornou-se diretor de criação da Amazon. Este grande homem chamado Jairo Anderson, que assim como eu, acessa todos os dias o site Catraca-Livre. Ele ajudou a produzir uma peça publicitária fantástica! Foi um dos poucos homens a lutar contra o politicamente correto neste país. Mas não durou muito tempo, logo a elite paulista entediada e limpinha, fez questão de aderir ao politicamente correto do prefeito João dória.

    Que mundo é este onde não se pode criticar a morte da beleza? A cidade ficou cinza! a cidade ficou feia! a cidade ficou elitista sem à arte produzida pelas minorias. Quero uma cidade colorida sim!. Agora não se pode mais espalhar arte pela cidade, que os neoliberais defensores ferrenhos da propriedade ficam de mimimi. Sou grato sim a Jairo Anderson por ousar lutar contra este politicamente correto da elite paulistana.

    Entretanto, eu não posso deixar uma questão ser ignorada. Não posso deixar de lado meu desprezo pelo capitalismo e suas empresas. As pessoas imaginam uma empresa da seguinte forma: "oie, eu sou a empresinha, sua amiguinha". Desculpe, mas à empresa Amazon não é minha amiguinha! isto é apenas uma mentira publicitária que faz as pessoas ter um fetichismo por objetos e marcas. Não foi a empresa "ameguinha" Amazon que fez doações do fundo do coração. Foi, isso sim, o conjunto de pessoas com uma necessidade de ganhar um sujo dinheiro, para depois fazer sexo e ter conforto. sim, esta é nossa natureza. Humanos sujos! Imundos!

    "Os homens são porcos que se alimentam de ouro - Napoleão Bonaparte". - copiado via kindle.

    Voltemos ao termo "Pós-verdade", como os homens vão encontrar a dura realidade humana, Se eles ficam neste fetichismo bobo? A verdade caro leitor, é que eles não vão encontrar, todos nós somos reféns da estética e ideologia neoliberal. Já ficou comprovado que o neoliberalismo não tem base com a realidade, o que resta é criar um mundo de fantasia.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Fernando  06/04/2017 15:17
    Os mesmos que apoiam Rede, PSOL, sindicatos sanguessugas e violentos, também apoiaram PT, Dilma e cia. Nada de novo. Os que chamam os outros de "fascistas" defendendo a lei de inspiração fascista. Ah, essa esquerda tosca latino-americana cansa e prejudica tanto os pobres que dizem defender.
  • Felipe Lange S. B. S.  06/04/2017 16:52
    Pois é. Por que eles não se declaram fascistas logo de uma vez? Porque são incoerentes. São burros.

    Ah, e continuo sem conseguir arrumar um emprego. Já entreguei currículos para vários locais e... aparentemente, continuarei na informalidade.
  • Lrk  06/04/2017 19:43
    >Implying que eles tentam ajudar alguém
  • Gustavo  06/04/2017 15:24
    Sabe o que é mais interessante? Quem mais defende CLT é esquerdista classe média concursado.
  • Lel  06/04/2017 19:24
    Preferem que os pobres e inexperientes fiquem desempregados do que trabalharem voluntariamente como informais ou terceirizados.

    Esse pessoal realmente não é fácil.
  • Ronald  06/04/2017 15:26
    Artistas deveriam se negar a participar de produções cujos figurantes são terceirizados (opa, é assim em todas!). E, por coerência, deveriam se negar a trabalhar nessas produções. Ou, no mínimo, deveriam se recusar a aceitar salários, pois seria um "dinheiro sujo", resultado da "exploração de mão de obra de não-CLTs"
  • Carlos  06/04/2017 19:16
    Hipocrisia é o coração de socialistas.
  • Marcos  06/04/2017 15:30
    Haha viram essa?

    https://www.cartacapital.com.br/sociedade/critico-da-doutrinacao-doria-quer-livros-de-livre-mercado-nas-escolas

    Desculpem o off-topic, mas eu não pude resistir. A CC está putinha com o IMB.
  • Capital Imoral  06/04/2017 15:41
    Sim. Eu inclusive denunciei este instituto para o Escola sem Partido.
  • Bruno Feliciano  06/04/2017 15:48
    O IMB tinha que tentar organizar debate com esses vermes, chamava Ciro Gomes e os adeptos da CC.

    Nossa essa eu queria ver, o Ciro ia falar falar e falar e não ia sair do lugar.
  • Gustavo S  06/04/2017 16:54
    A primeira coisa que notei ao abrir o site foram os anúncios da Dell e da L'ORÉAL.
  • Marcelo Vasconcelos  06/04/2017 16:55
    Excelente! O Instituto deve doar ainda mais livros para as escolas. Se os estudantes brasileiros tivessem a menor noção de economia rechaçariam de imediato a estupidez marxista.
  • Dória  06/04/2017 19:05
    Os caras enfiaram marxismo na cabeça dos alunos por décadas seguidas e reclamam disso ainda?
  • SRV  06/04/2017 19:24
    Leandro ou algum representante do Instituto Mises,

    Quero fazer uma doação em dinheiro para ajudar nessa doação de livros para escolas públicas. Como devo proceder?

    Aproveito a oportunidade para incentivar os leitores do site a fazerem o mesmo, pode ser uma ótima oportunidade.

    Obrigado.
  • Leandro  06/04/2017 20:41
    Agradecemos enormemente a iniciativa e o apoio, prezado SRV. Por favor, mande um e-mail para
    gean@mises.org.br ou para rafael@mises.org.br.

    Essas coisas operacionais e de bastidores são com eles. (E eu vivo há centenas de quilômetros de distância deles).
  • WDA  07/04/2017 12:49
    Pois é, na cabeça estragada de um marxista, ensinar algo fundamentado na lógica e na realidade é doutrinação! Já fazer propaganda de uma ideologia não é! KKK A velha subversão, própria da mentalidade marxista...
  • Keynes-Democrata  06/04/2017 15:44
    Portugal voltou a crescer depois da eleição do Costa que chegou ao poder em 2015, encabeçando uma coalizão de esquerda e com a promessa de acabar com a austeridade a qualquer custo.

    Em menos de dois anos, o cenário passou a ser otimista. O Banco Central português estima, para 2019, redução da taxa de desemprego para 7%, enquanto as exportações devem crescer em 6%.

    A austeridade de 2011 a 2014, somente agravou a crise, Portugal não crescia, somente depois da eleição do Costa em 2015, que Portugal voltou a crescer. Justamente depois que acabou com a austeridade.

    Com o governo elevando o gasto, ele consegue gerar demanda, ai gera-se crescimento, a produção aumenta e por ai vai.
    O que não pode é fazer quem nem no Brasil, sem balancear o consumo excessivo com o aumento de gasto público.
    Gastasse mais sem aumentar impostos, com empréstimos, imprimi um pouco elevando a inflação a 2% ao ano.

    O resultado do crescimento economico aumentaria a receita do governo, ai ele paga o empréstimo, para de imprimir e aumenta um pouco os impostos. Consequentemente mais receita ainda, ai ele volta a gastar mais, empréstimo, imprimi e por ai vai.. Esse é o clico correto pra se tirar um país da crise, coisa que o PT nunca soube fazer direito.



    Gostaria de saber o que vocês tem a falar sobre isso, de verdade mesmo na boa, uma resposta amigável pra eu ver o outro lado, me formei a 10 anos em economia e não consigo acreditar em austeridade, sem o estado pra min o capitalismo quebra.

    Abraços
  • Leandro  06/04/2017 16:53
    Você diz que o governo de Portugal aumentou os gastos? É nisso que dá acreditar em tudo o que diz determinados veículos de mídia, que não passam panfletos ideológicos.

    Vou lhe explicar o que houve em Portugal.

    1) O governo cortou os gastos em 11%. Atenção: não foi uma mera "redução na taxa de crescimento", como fazem no Brasil. Foi corte de gastos, mesmo. Se um corte de 11% nos gastos do governo não é mais considerado 'austeridade' para a esquerda, então eu é que estou ficando frouxo.

    cdn.tradingeconomics.com/charts/portugal-government-spending.png?s=portugalgovspe&v=201704031434t&d1=19170101&d2=20171231

    2) Como consequência desse brutal corte de gastos, o déficit do governo, que estava em astronômicos 11,1%, caiu para míseros 2,1%.

    cdn.tradingeconomics.com/charts/portugal-government-budget.png?s=wcsdprt&v=201704031434t&d1=20070101&d2=20171231

    Se reduzir os déficits orçamentários de 11,2% do PIB para 2,1% do PIB (no Brasil estão em 9% do PIB) não é mais considerado austeridade, então eu realmente afrouxei.

    3) Em decorrência da redução dos gastos do governo e do acentuado encolhimento dos déficits, as taxas de juros de longo prazo (determinadas pelo mercado e essenciais para que haja investimentos produtivos em vez de especulativos) desabaram:

    cdn.tradingeconomics.com/charts/portugal-government-bond-yield.png?s=gspt10yr&v=201704051605t&d1=20110405&d2=20170405


    O que houve em Portugal, portanto, nada mais foi do que a comprovação empírica de tudo o que sugere este Instituto.

    Aviso a Meirelles: os déficits do governo nos empobrecem; mas os gastos são ainda piores


    O exemplo irlandês - como a redução dos gastos do governo impulsionou o crescimento da economia


    Dica: se você exaltar Portugal, você estará, na verdade, batendo continência para políticas de austeridade e de cortes de gastos (11% na redução dos gastos). Por mim, continue nessa.
  • Joaob  06/04/2017 18:09
    Leandro, eu li esta notícia e achei que havia sido reduzido o déficit fiscal devido a injeção de dinheiro advindo do aumento da dívida pública, pois com mais dinheiro girando mais impostos estariam sendo pagos e os repasses a salários e gastos diversos ainda nao estariam sendo impactados pela inflação que deve estar ganhando força, mas pelo que você mostrou nesses gráficos o governo, que apesar de ser socialista, realmente reduziu gastos. E se os impostos não aumentaram então está sendo de fato uma austeridade correta, é isso?
    Isso significa que o país esta no caminho correto.
    Porém não entendi o porque do aumento da dívida publica, poderia me dar uma luz?
    Muito obrigado!
  • Leandro  06/04/2017 18:42
    "eu li esta notícia e achei que havia sido reduzido o déficit fiscal devido a injeção de dinheiro advindo do aumento da dívida pública"

    Essa frase é contraditória. Se a dívida pública aumentou, então, por definição, houve déficit fiscal.

    O que você pode estar querendo dizer, aí sim, é que houve aumento da oferta monetária (por vários fatores) e isso aditivou a economia (no curto prazo) e a arrecadação. E você está certo. A oferta monetária em Portugal de fato voltou a aumentar, após seguidos anos em contração.

    cdn.tradingeconomics.com/charts/portugal-money-supply-m2.png?s=portugalmonsupm2&v=201704031435t&d1=19170101&d2=20171231

    Isso é um tanto misterioso porque o crédito continua em forte contração:

    cdn.tradingeconomics.com/charts/portugal-loans-to-private-sector.png?s=portugalloatoprisec&v=201704031435t&d1=19170101&d2=20171231

    Se a oferta monetária está se expandindo mas o crédito está se contraindo, então a única explicação é que este dinheiro está vindo de fora. Vale lembrar que, na zona do euro, qualquer cidadão de qualquer país pode depositar seu dinheiro nos bancos de qualquer outro país. Tudo indica que Portugal está recebendo dinheiro de outros países da zona do euro. Pode ser tanto para investimentos quanto para financiar o próprio governo português.

    "pois com mais dinheiro girando mais impostos estariam sendo pagos e os repasses a salários e gastos diversos ainda nao estariam sendo impactados pela inflação que deve estar ganhando força"

    Sim, está ganhando força. É a inevitável conseqüência do aumento da oferta monetária.

    cdn.tradingeconomics.com/charts/portugal-inflation-cpi.png?s=plcpyoy&v=201704031435t&d1=20140101&d2=20170406

    "Porém não entendi o porque do aumento da dívida publica, poderia me dar uma luz?"

    Porque ainda está havendo déficits. Os déficits foram reduzidos, e muito. Mas continuam existindo. Antes, a dívida aumentava a um ritmo anual de 11% do PIB. Hoje, aumenta a um ritmo anual de 2% do PIB.

    Bem menos, mas continua aumentando.
  • Joaob  06/04/2017 19:39
    Mestre Leandro! Muito obrigado!
  • Arthur  06/04/2017 16:55
    "sem o estado para mim o capitalismo quebra".
    É meio que ao contrário, né? Sem o capitalismo, o estado vai à falência. Como ele irá se sustentar? Dica: URSS e Alemanha Oriental (nem vou citar Camboja, Cuba e Coreia do Norte porque aí vira covardia).
  • Jorge Gaspar  06/04/2017 17:01
    Já aqui falei por duas vezes sobre a situação cá em Portugal. A situação não é boa. Em 2016 já com governo de esquerda a dívida aumentou, os juros da dívida a 10 anos aumentaram cerca de 100%, o crescimento económico diminuiu e a redução do défice foi menor que nos anos anteriores. Apenas em relação á redução da taxa de desemprego os resultados foram semelhantes aos do governo anterior. E o défice reduziu-se com governo de esquerda apesar de terem devolvido os cortes que tinham sido feitos aos funcionários públicos pelo governo anterior e reduziu-se porque o investimento por parte do estado foi o menor em muitos muitos anos.

    Para além disso tivemos num passado recente um governo de esquerda que conseguiu enganar todas as agencias estatísticas e económicas internacionais em relação ao défice em mais de 5 pontos percentuais. Acho provável que de alguma forma tenha acontecido novamente.

    Mas escrevo este comentário para dizer que é absolutamente fantástico que um governo que tem um ano cívil que é pior em praticamente todos os dados que o ano cívil anterior quando existia outro governo, que exista um governo de esquerda que embora ideologicamente afastado (não tanto como fazem crer) do governo anterior de direita, tenha feito pouca coisa de diferente, e num caso, dizem que existe um fracasso dos austeritários radicais e noutro um sucesso dos progressistas.

    A situação em Portugal é má porque Portugal está muito longe do que por aqui se defende e isso indepentemente das forças políticas que estão governo. Agora, como houve uma recuperaçãozita (que começou com o governo anterior, e que até teve crescimento económico superior ao actual ), Portugal já é um caso de sucesso. Não é verdade e o futuro encarregar-se-há de provar que infelizmente estou certo
  • Jorge Gaspar  07/04/2017 03:12
    És mentiroso ou ignorante ou ambos:
    Em Outubro de 2015 houve eleições em Portugal. A coligação de centro-direita que estava no poder desde 2011 ganhou com maioria relativa. O Costa (partido socialista) fez um acordo com o partido comunista e o bloco de esquerda (uma união de ex comunistas que defende basicamente a mesma merda que os comunistas, uma espécie de Podemos). Como esses 3 partidos juntos tinham a maioria absoluta o PS formou governo e os outros dois apoiam-no.
    O PS foi assim eleito por volta de Dezembro de 2015.
    Acontece que Portugal ja estava a crescer desde 2014 (0,9%). Confere expresso.sapo.pt/economia/pib-portugues-cresceu-09-em-2014=f910673
    Em 2015 (1.5%) confere https://www.dinheirovivo.pt/economia/ine-confirma-pib-de-portugal-cresceu-15-em-2015/
    Costa só forma governo em Dezembro de 2015 e penso eu que não teve absolutamente nada a ver com o crescimento económico desse ano, mas terá sido de certa forma responsável pelo crescimento económico de 2016 (1.4%). Confere www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/economia-portuguesa-cresceu-14-em-2016, que foi menor que o de 2015. Portanto Costa não só não descobriu a pólvora como apenas terá descoberto a forma de travar a recuperação que estava a ocorrer na economia Portuguesa. Para os esquerdistas é a prova de que estão certos. É preciso ser-se mais burro que um calhau. E eles são

    Para além disso, a taxa de juros a 10 anos que estava a descer desde 2012 www.tradingeconomics.com/portugal/government-bond-yield, pouco depois do anterior governo assumir funções, começou a subir pouco antes do final de 2015, por volta da altura em que houve eleições. Depois Costa formou governo e deverá ser óbvio para qualquer ser com pelo menos um neurónio que a tendência se inverteu, depois de rondar os 2% em meados de 2015 está agora a rondar os 4%. Mais um espectacular crescimento para a esquerda

    Depois vem o défice. O governo anterior reduziu o défice de 11.2% para 2.8% expresso.sapo.pt/economia/2016-04-21-Eurostat-sem-ajudas-ao-sector-financeiro-defice-de-2015-ficava-em-28
    Passo a explicar, quando o Costa chega ao poder em 2015 sai num canal de tv Portuguesa a notícia que o banco Banif está falido. Os clientes começam a tirar dinheiro do banco e em menos de uma semana Costa vende o Banif aos Espanhóis do Santander. Nesse acordo fica estabelecido que o governo Português assume parte do passivo do Banif. No futuro saber-se-há exactamente que negociata foi aquela. Um banco que estava em dificuldade como practicamente todos os bancos Portugueses desde a crise, fecha menos de uma semana depois de uma notícia duvidosa e quando um novo governo tinha assumido funções ainda há pouco.
    Isto para dizer que na realidade o défice, sem medidas extraordinárias e desnecessárias foi em 2015 de 2.8%. Significa isto que o governo anterior reduziu o défice a uma média de 2.1% ao ano (sendo que nos dois primeiros anos o conseguiu durante uma recessão). O actual governo terá reduzido o défice em 2016 em 0.7% (Num ano de crescimento económico). Quem é que é absolutamente maravilhoso a reduzir o défice? o actual governo claro. Para além disso, o aumento considerável da dívida pública faz me crer que o défice de 2016 é inventado. Mas quem sou eu para contrariar os génios do Eurostat.
    Falta dizer que o ano de 2016 foi dos anos mais austeritários de sempre no que diz respeito ao investimento público. Investimento esse que terá de ser concretizado mais cedo ou mais tarde. Ou isso ou vão começar a reduzir funcionários públicos ou ainda vão diminuir mais o pouco trabalho que fazem.

    Por último, como já disse anteriormente, apenas na queda da taxa de desemprego este governo conseguiu em 2016 ter numeros idénticos ou até mais expressivos www.tradingeconomics.com/portugal/unemployment-rate. Mas a taxa de desemprego já vinha a cair desde 2013 de um máximo de 17.5% para os 11.9% no fim do mandato do anterior governo.
    Mas agora vem a parte mais engraçada sobre o emprego : Com este governo houve um aumento brutal de pessoas a ganhar salário mínimo. Neste momento 1 milhão de pessoas ganha esse mesmo salário mínimo. 1 em cada 4 trabalhadores por conta de outrém. Isto num país cheio de licenciados.

    Como podem ver o anterior governo, austeritário, só empobreceu Portugal e depois veio o Costa a comandar as esquerdas deste país e tirou-nos da pobreza e pôs o país a crescer como ninguém tinha visto antes.
    É isso ai.






  • Stalin  06/04/2017 16:09
    Democracia foi um erro.
  • Anarcocapitalista  06/04/2017 17:16
    Sim! Foi mesmo!
  • Gustavo S  06/04/2017 16:19
    Legal mesmo é ver o capitão Nascimento. Ao final do filme Tropa de Elite, ele fala que os problemas de segurança no Rio são causados por interesses de políticos, culpando o 'sistema'. Agora ele é quem está apoiando.
  • AndreyDKS  12/04/2017 19:53
    Bem lembrado... Malparido!
  • Mark Souza   06/04/2017 16:41
    O que dizer dessa matéria da BBC ? www.bbc.com/portuguese/internacional-39501022
  • Leandro  06/04/2017 16:58
    De novo? Acabou de ser respondida, em detalhes, logo acima, em resposta ao leitor "Keynes-Democrata"

    E faço um adendo: até outro dia, todo o coro dos descontentes dizia que "a austeridade está matando Portugal!". Agora que o país começa a se recuperar estão dizendo que "Portugal está crescendo porque nunca teve austeridade!".

    Um pouquinho de coerência, por favor.

  • Lima Duarte  06/04/2017 17:34
    Será que Wagner Moura e Camila Pitanga fazem filmes nacionais pela CLT? Será que eles trabalham em peças de teatro pela CLT?

    Aliás, será que as centenas de técnicos que trabalham em seus filmes e as dezenas em suas peças de teatro são CLT? Ou são terceirizados?

    Será que as propagandas que a Pitanga faz pra Caixa Econômica Federal são pela CLT? E as que o Moura fez pra TIM, foram pela CLT?

    E as pessoas que trabalharam na produção nesses comerciais, eram CLT?
  • Maduro  06/04/2017 17:55
    CLT no ** dos outros é refresco.
  • Max Stirner  06/04/2017 18:18
    Mas o trabalho na Globo é CLT, a novelinha... que é o de segurança, que pinga todo mês.

    Pois ninguém faz cinema todo mês. Cinema você faz uma vez ou outra, ganha uma boa grana mas não tem garantia de nada depois.

  • André Contardo  06/04/2017 18:56
    Errado. E o pior é que eu também achava que era, mas não é.

    natelinha.uol.com.br/noticias/2015/06/16/globo-segue-politica-de-contratos-por-obras-confira-atores-nesta-situacao-89892.php

    jornalggn.com.br/blog/luisnassif/reporter-carlos-dorneles-move-acao-contra-a-globo

    gente.ig.com.br/tvenovela/2013-12-11/fagundes-sobre-reivindicacoes-a-globo-objetivo-e-melhorar-qualidade-artistica.html

    "O ator Jorge Coutinho, presidente do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro, explicou que os contratos entre atores e emissoras de televisão podem variar de acordo com os interesses de ambos os lados. Há várias formas de contratação, mas as três principais são com carteira assinada, com contratos por obra ou por diária de gravação."

    Artista não é burro. Vá lá ver se Wagner Moura tem carteira assinada pela Globo e se ele recolhe o INSS e o FGTS pela Globo. Se duvidar, ele ainda deve fazer de tudo para achar brechas e dar um beiço no Imposto de Renda, declarando uma renda muito menor que a verdadeira (que inclui até filmes em Hollywood; aliás, ele faz filme com Matt Damon pela CLT)?

    P.S.: a discussão, diga-se de passagem, nem é sobre CLT, dado que esta permanece inalterada. A discussão é que artistas querem proibir até mesmo um pouquinho mais de liberdade de contratação e de busca por emprego, sendo que eles próprios sempre usufruíram esta liberdade.
  • Max Stirner  07/04/2017 02:19
    Errado não...

    Na própria matéria que você postou ta escrito:

    Artistas que antes contavam com a comodidade de um salário fixo estando ou não no ar são cada vez mais raros. Tal privilégio é restrito a nomes de porte, bastante demandados ou promissores. Encaixam-se nesta lista Fernanda Montenegro, Regina Duarte, Antonio Fagundes, Glória Pires, Bruno Gagliasso, Mariana Ximenes, Adriana Esteves, Camila Pitanga, dentre outros.

    Ou seja...é o sonho dos outros artistas.

    Todos querem a segurança e a comodidade.
  • John Maynard Keynes  06/04/2017 18:04
    Acho que desregulamentação trabalhista no Brasil pode backfire. No Brasil não existe um arcabouço de economia de livre mercado, estamos em uma situação economicamente insustentável, simplesmente as engrenagens estão parando. Querer resolver problemas estruturais com desregulamentação vai causa aquilo que a esquerda fala mesmo, os salários vão achatar e a produção de riqueza será direcionada para o establishment burocrático-empresarial, com aumento de desigualdade. Não dá mais para tapar o sol com a peneira, tem que reduzir gasto público, cortar da carne mesmo.
  • anônimo  06/04/2017 18:38
    Mas é justamente nesse cenário de crise com desemprego recorde que precisa desregulamentar tudo mesmo.
  • Felipe  06/04/2017 18:58
    O IMB é a favor ou contra a reforma da previdência do Temer?
  • Leandro  06/04/2017 19:05
  • Adriel Felipe  06/04/2017 19:14
    Esse pessoal é o mesmo que reclama do "capitalismo" porque precisa de experiência pra conseguir um emprego, mas precisa de emprego pra conseguir experiência.
  • LUIZ F MORAN  06/04/2017 20:45
    A classe "artística" brasileira que ataca a PL 4302(... que talvez nem tenham lido) é a mesma que defende o aborto de seres humanos enquanto "luta" pelo "direito" dos animais; é a mesma que solta pombinhas brancas na praia de ipanema com a turminha do "sou da paz" enquanto demononiza a polícia; é mesma que usufrui do $$$$$ do pagador de impostos via MinC para bancar seus projetos profissionais enquanto faz campanha pedidndo voto para seu candidato [...].

    Essa turma só pode ser doente: dissionância cognitiva crônica !
  • Ismael  07/04/2017 00:31
    [Agradecimento off-topic]
    Aproveito a oportunidade deste artigo que trata da relação classe artística - sindicatos e traz uma frase elucidativa "...ganhar um dinheiro extra fazendo vídeos para sindicatos..." , para expressar meu apreço ao conhecimento adquirido aqui com os artigos da equipe Mises-Brasil sobre o que há por trás das organizações sindicais e seu uso da classe artística para disseminar intenções escusas e propaganda esquerdista.
    Por alguns anos fui fascinado pela obra de Stanley Kubrick....um nobre da classe artística que todos conhecem....Me perdia com aquelas cenas de 2001 para entender aquele mistério, ou sua 'inteligência crítica' expressa em filmes como Dr. Strangelove, ou suas declarações em raras aparições públicas sobre seu descrédito para com a humanidade.
    Tempo passou, descobri este site, conheci como a esquerda se baseia apenas em inveja e tempos atrás surgiu me um estranho documentário (baixei via torrent) de início de carreira de Kubrick, com o título The Seafarers (1953), com o propósito de propagandear a formação e crescimento do SIU (no inglês, Seafarers International Union), algo como o Sindicato dos trabalhadores portuários.
    Vídeo de 28 minutos, colorido, qualidade peculiar da época, Kubrick não aparece. Ele é o videomaker, mas fez questão de apresentar seu nome em letras garrafais na abertura do documentário. Eu que conhecia toda a obra do diretor, fiquei pasmo! Até pensei que poderia ter sido um lapso da situação financeira pessoal dele em início de carreira e precisava também ganhar experiência com a câmera....mas a outra chave que completou o desvencilhar do mistério é que no documentário SK - A Life in Pictures em homenagem à sua (não pouco estranha) morte em 1999, narrado por Tom Cruise apresentando cronologicamente a obra e vida do diretor......não há qualquer notificação sobre este peculiar filminho de meia-hora dos anos '50.
    Foi o basta pra suspeita, revi seus filmes sob outra ótica e foi possível ver claramente seu esquerdismo debochado como no discurso em cenas finais de Dr. Strangelove em que um maléfico cientista convence os presentes na Sala de Guerra sobre as vantagens da explosão atômica......que é o sub-título do filme "Como deixei de me preocupar e aprendi a amar a bomba".
    Eu não teria conquistado esta compreensão não fosse pelos artigos daqui do site. Obrigado à equipe Mises-Brasil pela oportunidade de trazer-nos tão valioso conhecimento em língua portuguesa! É inegável o valor da Economia Austríaca e o saber legado de L. von Mises, seja para onde quer que observamos!
    Quanto ao esquerdo-cinegrafista Kubrick, resta aguardar quando novas tecnologias de análises de vídeo surgirão que farão explodir como uma bomba H as curiosas suspeitas sobre seu precioso falso filminho de pouso lunar!
    Abraços...vou comprar umas camisetas da Escola Austríaca.....afinal o estado não gosta que eu poupe dinheiro!
  • Etibelli  07/04/2017 00:32
    Gostaria de saber como posso escrever um artigo para o site do IMB, obviamente utilizando meu nome real para demonstrar autoria, e se existe alguma exigência prévia para isso
  • Dimas  07/04/2017 14:24
    Não relacionado diretamente ao artigo, mas vejam o que se ensina na preparação para o ENEM:
    https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/resumo-o-que-e-o-neoliberalismo/
  • Jô Soares  07/04/2017 14:43
    Que surpresa.
  • Jonas  22/07/2017 06:01
    Que surpresa. [2]
  • Emerson Luis  28/04/2017 13:08

    "Artistas não são bobos"

    Não, eles apenas vivem em uma bolha de irrealidade e/ou são hipócritas. Esquerda caviar.

    Outra versão da frase final:

    "Capitalismo para mim, socialismo para os outros"

    ou

    "Liberdade econômica para mim, restrição econômica para os outros"

    * * *
  • Marco Antonio  06/12/2017 01:34
    A reforma trabalhista gerando empregos:

    A Estácio aderiu à nova legislação trabalhista: está demitindo este mês 1,2 mil professores (de um total de 10 mil). Em janeiro, vai recontratar os 1,2 mil, não mais pela CLT, evidentemente.

    Internamente, a Estácio justifica assim o movimento: os professores ganhavam uma remuneração acima do mercado. Vai, agora, reajustá-los.



    blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/estacio-demite-12-mil-professores-e-contrata-12-mil-professores.html


    Esta é a "liberdade trabalhista" que os liberais tanto defendem. Demitir Pedro que ganha R$ 1.500,00 para contratar João por R$ 900,00.

    Com esta nova lei de terceirização, a situação vai piorar. As empresas demitirão seus empregados e terceirizarão seus serviços para reduzir custos trabalhistas.
  • Villa  06/12/2017 02:16
    Estácio? Aquelas faculdade protegida pelo MEC, que usufrui uma reserva de mercado (pois o estado impõe a obrigatoriedade do diploma) e que aprovou um analfabeto em seu vestibular?

    www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u7461.shtml

    www.sidneyrezende.com/noticia/65234+universidade+estacio+de+sa+aprova+candidata+com+nota+4+no+vestibular

    Qualquer pessoa que trabalhe em um setor privilegiado com uma reserva de mercado e que ganhe mais de um real por mês está sobrevalorizada. O que realmente impressiona é que ainda haja público consumidor demandando os serviços dessa porcaria.

    Se eu assumisse a gerência demitiria todos os professores e colocaria minha faxineira para dar aulas. O nível aumentaria exponencialmente.

    Ah, sim, sobre seu questionamento: com professores tão ruins, o dilema não está no valor dos salários, mas sim na continuidade do emprego. Esses professores tiveram sorte de poder continuar trabalhando em troca de um salário. Não fosse a flexibilização trabalhista, todos estariam demitidos. Com a flexibilização, poderão continuar trabalhando.

    A preferência dos consumidores — ao reduzirem a demanda pelos serviços — está ditando que o salário deles deveria ser menor. Quem determina salário são os consumidores. Reclame com eles.
  • Antônio Carlos  06/12/2017 02:26
    Exato. O pessoal tem enormes dificuldades para aceitar essa realidade da vida: quem determina salários são os consumidores.

    Se eles param de demandar determinados serviços, ou se eles reduzem sua demanda por estes serviços, simplesmente não há como os salários se manterem. Ou eles são reduzidos ou os empregados são demitidos. Não há terceira alternativa.

    E tal realidade não pode ser contornada com vitimismos e afetações de coitadismos.
  • Andre  06/12/2017 15:36
    Esses salários estão mais do que justos para estes profissionais, não estão lecionando para agregar conhecimento aos alunos, estão lá apenas fugindo do desemprego ou complementando a renda de seus empregos pouco produtivos.


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