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Algumas singelas constatações econômicas e sociais que seguem incompreendidas - ou ignoradas
Três grandes economistas do século XX dão a sua contribuição

O compêndio de incoerências e desconhecimentos acerca de princípios básicos de economia é, literalmente, infinito. Ainda mais trágico talvez seja o fato de que, na área social, o raciocínio crítico foi substituído por aquilo que simplesmente "soa bonito".

A seguir, as melhores frases de três grandes economistas do século XX que capturaram bem este espírito de desconsideração para com o bom senso.

Thomas Sowell

Um dos mais lamentáveis sinais de nossos tempos é que demonizamos aqueles que produzem, subsidiamos aqueles que se recusam a produzir, e canonizamos aqueles que só fazem reclamar.

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Se você vota em políticos que lhe prometem benesses com o dinheiro dos outros, então você não tem o direito de reclamar quando eles tomam o seu dinheiro e o distribuem para terceiros, inclusive para eles próprios

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É difícil imaginar uma maneira mais ignara e mais perigosa de tomar decisões do que colocar essas decisões nas mãos de pessoas que não pagarão preço nenhum por estarem erradas.

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O argumento utilizado pelos defensores da saúde pública é o de que os custos da saúde são altos demais. Sendo assim, a população não tem condições de arcar com médicos, hospitais e remédios. Consequentemente, os serviços de saúde têm de ser fornecidos pelo estado.

Mas se a população não pode bancar médicos, hospitais e remédios, então como é que ela poderá bancar médicos, hospitais, remédios e mais toda uma burocracia federal para administrar todo este sistema de saúde estatal?

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Quando você quer um "serviço grátis", o que você realmente está querendo é dar o seu dinheiro para um burocrata do estado, que então irá repassá-lo terceiros escolhidos por políticos, os quais irão prover o serviço de acordo com critérios especificados por burocratas e políticos, e não por você, consumidor.

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A ciência econômica e a ciência política lidam com o mesmo problema fundamental: a soma de tudo aquilo que as pessoas querem é maior que tudo aquilo que já foi produzido. A demanda e os desejos são sempre maiores que a oferta.

Economias de mercado lidam com este problema de maneira simples e imbatível: por meio do sistema de preços. Os indivíduos são confrontados com os custos de produzir tudo aquilo que querem, e então têm de fazer decisões mutuamente excludentes de acordo com os preços que transmitem esses custos. Isso gera prudência, frugalidade e disciplina, sempre de acordo com as circunstâncias e preferências de cada indivíduo.

Por isso, a primeira lição da economia é a escassez: os recursos não são infinitos. A quantidade de bens e serviços existentes nunca é o bastante para satisfazer todos os desejos e necessidades das pessoas.

Já a primeira lição da política é desconsiderar a primeira lição da economia.

A política lida com o mesmo problema da economia de maneira oposta: fazendo promessas que não podem ser cumpridas, ou que só podem ser cumpridas criando outros problemas que são ignorados no momento em que as promessas são feitas.

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Sempre pedem que economistas prevejam como a economia estará em uma data futura. Só que previsões econômicas envolvem prever o que os políticos farão com a economia — e nada é mais imprevisível que isso.

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O governo, por definição, não tem como "criar empregos".

Todos os recursos que o governo possui foram extraídos do setor privado (via tributação ou empréstimos). Consequentemente, utilizar esses recursos para criar empregos (seja na máquina pública, seja por meio de obras públicas) significa reduzir a disponibilidade destes mesmos recursos para criar empregos no setor privado.

Enquanto as pessoas forem incapazes de olhar para além das aparências superficiais, os políticos continuarão brincando de Papai Noel com todos os tipos de promessas mirabolantes, ao mesmo tempo em que deixam um legado de ruínas e destruição pelo caminho — como um maior endividamento, uma maior carga tributária e um maior desemprego, não obstante todos os empregos "criados".

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Se houver alguma vaga no Livro Guinness dos Recordes Mundiais para palavras que são repetidas frequentemente ao longo dos anos como sinônimo de algo bom, mas sem qualquer evidência disso, "diversidade" seria uma candidata imbatível.

A diversidade é necessária para gerar sociedades robustas? A população homogênea do Japão deixou o país mais atrasado? Ou mesmo a população homogênea (ainda que em menor grau) dos países escandinavos?

Os Bálcãs por acaso foram abençoados por sua heterogeneidade — ou a própria palavra "balcanização" nos remete a séculos de lutas, derramamento de sangue, e inenarráveis atrocidades, que duram até hoje?

A Europa se tornou um lugar mais seguro após importar um vasto número de pessoas do Oriente Médio com uma cultura hostil aos mais fundamentais valores da civilização ocidental?

Não é a diversidade mas sim a capacidade de superar os problemas inerentes à diversidade o que torna uma nação forte e próspera.

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Se as instituições educacionais de hoje — desde escolas a universidades — estivessem tão interessadas em diversidade de ideias quanto estão obcecadas com diversidade racial e sexual, os estudantes ao menos adquiririam experiência ao ver as pressuposições que existem por trás de diferentes visões, e entenderiam a função da lógica e da evidência ao debaterem tais diferenças. 

No entanto, a realidade é que um estudante pode passar por todo o seu ciclo educacional, desde o jardim de infância até seu doutoramento, sem entrar em contato com absolutamente nenhuma visão de mundo que seja fundamentalmente diferente daquela que prevalece dentro do espectro de opiniões autorizadas e politicamente corretas que domina o nosso sistema educacional.

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O fato mais fundamental sobre as idéias da esquerda política é que elas não funcionam. Por isso, não é de se surpreender que a esquerda esteja majoritariamente concentrada naquelas instituições onde idéies não têm de funcionar para sobreviver.

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Dizer que a ganância é a causadora de algum problema econômico específico é o mesmo que dizer que a gravidade é a culpada por acidentes aéreos.

É fato que aviões não cairiam se não fosse pela gravidade. Porém, quando milhares aviões voam milhões de quilômetros diariamente sem cair, atribuir à gravidade a explicação por um desastre aéreo específico não o levará a lugar nenhum. Tampouco terá algum efeito esclarecedor falar que um problema específico foi gerado pela "ganância", a qual é uma constante tão inevitável quanto a gravidade.

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Quando adolescentes criminosos e assassinos são rotulados de "jovens problemáticos" por pessoas que se identificam como sendo de esquerda, isso nos diz mais sobre a mentalidade da própria esquerda do que sobre esses criminosos violentos propriamente ditos.

Raramente há alguma evidência de que os criminosos sejam meramente 'problemáticos', e frequentemente abundam evidências de que eles na realidade estão apenas se divertindo enormemente ao cometer seus atos criminosos sobre terceiros.

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Os justiceiros sociais — também conhecidos como "Os Ungidos" — jamais atribuem culpa ao indivíduo. Para eles, desgraças como pobreza, sexo irresponsável e crime são causadas exclusivamente pela 'sociedade', e não pelas escolhas e pelo comportamento do indivíduo.

Acreditar em coisas como 'responsabilidade individual' seria abolir todo o papel especial desempenhado pelos Ungidos, que se vêem como os únicos salvadores das pessoas tratadas injustamente pela 'sociedade'.

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É difícil encontrar um progressista que ainda não tenha inventado uma nova "solução" para os "problemas" da sociedade. Com frequência, tem-se a impressão de que existem mais soluções do que problemas. 

A realidade, no entanto, é que vários dos problemas de hoje são resultado das soluções de ontem.

No cerne da visão de mundo da esquerda jaz a tácita presunção de que pessoas imbuídas de elevados ideais e princípios morais — eles próprios — sabem como tomar decisões para outras pessoas de forma melhor e mais eficaz do que estas próprias pessoas.

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De acordo com a teoria defendida pelos adeptos da redistribuição de renda, confiscar a riqueza das pessoas mais bem-sucedidas e redistribuí-la para os mais pobres fará com que toda a sociedade se torne mais próspera.

Só que, no mundo real, só é possível confiscar a riqueza que já existe em um dado momento. Não é possível confiscar a riqueza futura; e é menos provável que essa riqueza futura seja produzida quando as pessoas se derem conta de que ela também será confiscada.

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O fato de que muitos políticos de carreira são mentirosos descarados e compulsivos não é apenas uma característica inerente à classe política; é também um reflexo do eleitorado. Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos demagogos podem satisfazê-las.  

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Será que é realmente tão surpreendente que eleitores com expectativas fantasiosas e irreais elejam políticos que mentem descaradamente sobre serem capazes de cumprir tais fantasias? 

Promessas sublimes sobre "justiça social" e "igualdade" não passam de estratagemas feitos para aumentar o poder destes próprios políticos, uma vez que tais belas palavras não possuem nenhuma definição concreta.  Elas nada mais são do que um cheque em branco para criar uma gigantesca disparidade de poder — a qual, em comparação, ofusca completamente as disparidades de renda. E é muito mais perigosa.

Quem não entende o completo cinismo que existe na política não entende nada de política.

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Walter Williams

No infindável debate sobre "justiça social", a definição de "justo" tem sido debatida por séculos. No entanto, permita-me oferecer a minha definição de justiça social: eu mantenho tudo aquilo que eu ganho com o meu trabalho e você mantém tudo aquilo que você ganha com o seu trabalho. 

Discorda? Então diga-me: qual porcentagem daquilo que eu ganho "pertence" a você? Por quê?

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Democracia e liberdade não são sinônimos.  A democracia é apenas a irracionalidade das multidões; a liberdade é a soberania do indivíduo.

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Os beneficiários de políticas protecionistas e de políticas de subsídios sempre são muito visíveis. Já suas vítimas são invisíveis. Os políticos adoram esse arranjo. E o motivo é simples: os beneficiados sabem em quem devem votar em agradecimento ao arranjo; já as vítimas não sabem quem culpar pelo desastre.

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Para os adeptos do multiculturalismo e da diversidade, coisas como cultura, ideias, costumes, artes e habilidades são uma questão racial, e são determinadas pelo grupo ao qual você pertence. Para tais pessoas, assim como um indivíduo não tem controle sobre a raça a que pertence, ele também não tem controle sobre sua cultura. 

Essa é uma ideia racista, mas é um racismo politicamente correto. Ela diz que as convicções, os valores e o caráter não são determinados pelo discernimento pessoal e pelas escolhas feitas, mas sim determinados geneticamente. Em outras palavras, como os racistas de outrora afirmavam: a raça determina a identidade.

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Lawrence Reed

Você já notou como os estatistas estão constantemente "reformando" seu próprio trabalho? Reforma tributária, reforma trabalhista, reforma política, reforma previdenciária, reforma educacional, reforma sindical, reforma da saúde.

O simples fato de eles sempre estarem ocupados "reformando" suas obras é uma admissão implícita de que eles não acertaram nada nas outras 50 vezes que tentaram.

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Para a esquerda progressista, dado que as pessoas não são decentes e compassivas o bastante para ajudar seus semelhantes que estão na aflição, a solução é eleger políticos que sejam mais decentes e compassivos do que essas pessoas egoístas. 

Esses políticos irão confiscar o dinheiro dessas pessoas egoístas — sob a ameaça de aprisionamento caso haja resistência —, repassá-lo para uma custosa e ineficiente burocracia, e gastar o que sobrar com os pobres, não para realmente solucionar o problema da pobreza, mas sim para torná-lo perpétuo de maneira a criar uma dependência sem fim.

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O que dizer dos programas de transferência de renda, cujo dinheiro, em grande parte, não vai para os pobres, que ficam com as migalhas, mas sim para os próprios membros da burocracia que coordena todo o esquema, para os consultores, e para as empreiteiras que constroem as moradias populares? 

Os pobres são maldosa e intencionalmente transformados em uma subclasse perpétua, dependente do governo, para que membros da burocracia e empresários ligados ao governo possam viver confortavelmente bem à custa de todo o resto da sociedade. O estado assistencialista fez com que praticamente não haja mais uma genuína mobilidade social.  Os degraus mais baixos da escada foram retirados em nome da compaixão.

Ser um progressista significa jamais ter de pedir desculpas.  Suas boas intenções valem mais que todos os resultados efetivamente obtidos. 

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Os progressistas de hoje pensam e agem como se houvessem acabado de chegar de um universo paralelo: 

a) Um endividamento trilionário significa que o governo federal ainda não gastou o bastante para resolver nossos problemas. 

b) Pessoas se tornam instantaneamente mais honestas, competentes e preocupadas com o povo tão logo são eleitas para cargos públicos. 

c) Se você obrigar patrões a pagar salários maiores do que a produtividade de seus empregados, eles ainda assim continuarão contratando mais pessoas, aceitando heroicamente seus prejuízos. 

d) Regulamentações sempre fazem o bem, pois seus defensores têm boas intenções. 

e) Confiscar dinheiro de terceiros por meio da tributação é algo perfeitamente correto e moral caso seja direcionado para "coisas boas". 

f) Civilizações ascendem e se tornam grandiosas ao punirem o sucesso e subsidiarem o fracasso. E entram em colapso quando adotam a liberdade e a livre iniciativa. 

g) As pessoas têm o direito de ter tudo aquilo que quiserem, e devem exigir que os outros paguem, como educação gratuita, saúde gratuita, transporte gratuito e aborto gratuito.

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Quanto mais o governo cresce, mais pessoas sem caráter ele atrai. Óbvio: o prêmio almejado por esse gente é o poder de mandar em nossas vidas e a licença para controlar um orçamento trilionário, comprando favores com o dinheiro dos outros e ganhando agrados. A consequência inevitável disso é a deterioração do caráter de quem está em busca desse prêmio.

Quanto mais o estado cresce, mais a liberdade do indivíduo honesto encolhe em prol do crescimento dos escroques. O poder atrai pessoas ruins e pessoas ruins não saem de cena sem causar estragos.

Governo grande, com grandes poderes, atrai gente sem caráter.  Os progressistas de esquerda, que são os mais incansáveis defensores desse arranjo, parecem simplesmente não entender isso.


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Diversos Autores

  • Felipe  30/03/2017 14:52
    "Todos os recursos que o governo possui foram extraídos do setor privado"

    No caso de uma estatal (seja um banco, uma pretroleira, uma mineradora ou etc..) e ignorando que a estatal possa ser deficitária, nesse caso o governo não estaria gerando recursos próprios?
  • Guilherme  30/03/2017 15:11
    Como a estatal foi formada? Como ela foi construída? Quem integralizou seu capital? Quem pagou os salários de seus funcionários? De onde, em suma, veio todo o dinheiro para isso? E o que poderia ter sido feito com esse dinheiro caso ele não fosse confiscado e direcionado para a construção da estatal?

    Essa é a questão.

    Mas, pelo bem do debate, vamos supor um cenário absolutamente cor-de-rosa. Suponha uma estatal extremamente eficiente e lucrativa, operando em um mercado aberto e concorrencial, e cujos funcionários são pagos estritamente com o dinheiro dos lucros operacionais, e não com o dinheiro de impostos (desconheço tal arranjo, mas tudo bem). O que temos aí? Simplesmente uma empresa como qualquer outra, a qual repassa uma parte de seus lucros para o governo na forma de dividendos.

    Ou seja, o estado continua sendo um mero extrator de recursos. A única mísera diferença é que ele possui ações de uma empresa, e dela recebe seus dividendos.
  • Arranjo  30/03/2017 16:12
    Guilherme, eu vi alguém comentando sobre o arranjo que você falou, e parece que ele existe na coréia do sul. Se eu achar o comentário dessa pessoa, posto aqui.

    Mas sim, o estado ainda é mero extrator de recursos.
  • Libertariozinho  17/09/2018 17:23
    E conseguiu o dinheiro para comprar ações dos "contribuintes", olha que surpreendente...
    Não tem para onde correr, o Estado só consegue recursos extraindo do setor privado.
  • Vitor  30/03/2017 15:14
    Se me permitem contribuir com uma:

    Henry Hazlitt

    Quanto mais coisas um governo se compromete a fazer, menos coisas ele pode fazer com competência. Quando o governo tenta fazer tudo, tudo será de péssima qualidade.

    E esta citação de Sowell,

    "O argumento utilizado pelos defensores da saúde pública é o de que a população não tem condições de arcar com médicos, hospitais e remédios. Consequentemente, os serviços de saúde têm de ser fornecidos pelo estado.

    Mas, ora, se a população não pode pagar por médicos, hospitais e remédios, então como é que ela poderá pagar por médicos, hospitais, remédios e mais toda uma burocracia federal para administrar todo este sistema de saúde estatal?"


    Me parece um tanto quanto ignorante. Quando se diz que pessoas não podem arcar com médicos, hospitais e remédios privados, diz-se porque o custo deste serviço recai totalmente sobre ela. Já os defensores de saúde pública dirão que é possível arcar com estes custos caso estes sejam socializados. Caso pessoas saudáveis paguem uma parte do custo de pessoas doentes.

    É perfeitamente possível -- e extremamente comum--, que o resultado final desse custo socializado que é pago através de impostos, acabe sendo ainda maior do que seria na sua ausência. Especialmente dado que, quando pessoas não arcam totalmente com os custos, elas não se preocupam tanto com a quantia que é gasta.

    Mas, ainda assim, no primeiro caso -- privado--, o custo é completamente do indivíduo. No segundo caso --estatal-- o custo é socializado, entre diversos indivíduos.
  • Michael  30/03/2017 15:36
    Seu raciocínio não está errado, só que o debate é outro. Principalmente nos EUA, a grande queixa é que os gastos com saúde em relação ao PIB são altos demais. Consequentemente, por serem altos demais, defende-se a estatização da saúde como forma de reduzir esses gastos totais. E, como você próprio corretamente mostrou, tal medida faria com que os gastos totais fossem ainda maiores.

    Daí a critica irônica feita pelo Sowell.
  • Retrucando  30/03/2017 16:07
    Engraçado, o livro econopower trás uma argumentação que os gastos na saúde privada são elevados devido a existência de seguradoras, que podem pagar por cirurgias mais caras, logo os hospitais e médicos não tem pressão para reduzir o preço dessas cirurgias.

    Até traziam um gráfico mostrando a evolução dos preços das cirurgias corretivas à laser e como o preço caiu ao longo do tempo, mas voltou a subir quando seguradoras começaram a cobrir esse tipo de operação. (quem leu o livro, favor confirmar, faz muito tempo que li e lembro apenas de cabeça).

    Alias, é uma lógica bem parecida com as bolhas de mercado imobiliários. Quando dão crédito muito fácil, os vendedores não tem mais pressão para manter o preço ligado ao poder de compra da população e os preços sobem vertiginosamente. Alias é por isso que existe gente que acha que sua casinha mediana num bairro comum vale 2 milhões.
  • Frederico  30/03/2017 16:55
    Sim, e essa é uma bizarrice do sistema de saúde americano: o governo federal simplesmente proíbe que as seguradoras de saúde concorram entre si além das fronteiras estaduais. Várias seguradoras não podem ofertar seus serviços em mais de um estado do país. É como se a Unimed só pudessa atuar no Rio, a Amil, em São Paulo, a Golden Cross, em MG, e por aí vai.

    Mas piora: pelo lado da demanda, 90% dos gastos em saúde ocorrem por meio de canais que não são o paciente: mais especificamente, ocorrem pelas seguradoras e pelo estado.

    Mais especificamente, de cada 100 dólares gastos na saúde americana, 45 dólares são desembolsados pelas seguradoras, outros 45 dólares pelos programas estatais Medicare (programa de responsabilidade da Previdência Social americana que reembolsa hospitais e médicos por tratamentos fornecidos a indivíduos acima de 65 anos de idade) e Medicaid (programa financiado conjuntamente por estados e pelo governo federal, que reembolsa hospitais e médicos que fornecem tratamento a pessoas que não podem financiar suas próprias despesas médicas), e apenas 10 dólares são desembolsados pelo próprio paciente.

    Dito de outro modo, de cada 100 dólares gastos na saúde, o paciente — que é quem está realmente recebendo os serviços — arca com um custo de apenas 10 dólares. Quem paga os 90 restantes? O resto de seus compatriotas — seja por meio do Fisco, seja por meio de suas apólices de seguros, que compreensivelmente ficam a anualmente mais caras.

    Nos EUA, portanto, não há uma correspondência entre custos e benefícios. E dado que as seguradoras são obrigadas pelo governo a cobrir até mesmo consultas de rotina, os preços das apólices seguem em disparada. Se você fizer algo tão simples e corriqueiro quanto um exame de sangue — que é coberto pelos planos de saúde e pelos programas Medicare e Medicaid —, é comum o hospital cobrar um preço astronômico do governo ou da seguradora, a qual, por causa disso, irá aumentar os preços das apólices.

    Nesse arranjo, o incentivo para aumentar os gastos é o mesmo que ocorreria se milhões de pessoas fossem a um mesmo restaurante, pedissem individualmente os pratos que quisessem e, no final, dividissem igualmente entre todos a fatura total.

    Como realmente funciona o sistema de saúde americano
  • Bruno Feliciano  30/03/2017 16:40
    Na minha cidade existe Libertarianismo VERMELHO!

    Libertarios de esquerda, fazem eventos e palestras direto aqui. Qualquer dia vou la, perguntar como é que se impõe o coletivismo sem coerção estatal...

    Pior que eles acham que detêm o monopólio do termo Libertário, eles acham que Anarquia de esquerda é Libertárianismo necessariamente e unicamente.


    Ai questionei uma vez em um grupo do facebook:

    Eu disse:

    ''-Que proposta libertária?
    Libertarianismo é necessariamente a defesa da propriedade privada!!''

    Ai ele me respondeu:

    ''Não se trata disso! Falamos da proposta libertária original, historicamente falando, da luta de classes. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=e4GIwQX13eU ''


    Alguém sabe do que isso se trata?


  • Curioso  30/03/2017 16:53
    Os anarquistas (de esquerda) são contra o estado, a propriedade privada (o qual na cabeça dele está associada ao estado) e a religião.

    Na cabeça deles a sociedade perfeita não teria nem estado e nem propriedade privada ( e também nenhuma igreja). Claro que isso gerá a tal pergunta, então quem vai impedir alguém de ter uma propriedade?

    Na prática um sistema desse resultaria em um estado totalitário (mas com rótulo diferente , algo como: centro de decisões comunitárias).
  • Bruno Feliciano  30/03/2017 19:42
    Show, obrigado!
  • Arranjo  30/03/2017 20:33
    Para esse tipo de proposta sempre faltou o básico fundamental:

    O ser humano não é uma espécie que compartilha uma rede neural coletiva. O mesmo se agrupou em sociedades por necessidades básicas, mas ao mesmo tempo, suas necessidades e desejos são individuais. Esse tipo de arranjo só funcionaria em sociedades extremamente homogêneas e fechadas, e como tal, numa sociedade assim, a existência de uma democracia e votação direta seriam redundantes.

    Funciona muito bem para outras espécies como abelhas, formigas, mas por que? porque o propósito de todo e qualquer individuo é manter a sobrevivência da colmeia e proteger a rainha, tanto que cada um já tem o seu corpo e mente adaptado para a função desde o nascimento (guerreiras são maiores e mais violentas, trabalhadoras nascem em maior quantidade, zangões são auxiliares para procriar e a própria rainha não é eleita, ela literalmente nasce com o corpo apropriado).
  • Vozes do Alem (você finge que não nos ouve mas o email você precisa apagar para fingir)  31/03/2017 03:37
    As abelhas são todas da mesma família.
    A seleção natural age. Quem tem genética que favorece a família aumenta a chance desta mesma genética sobreviver e se replicar.

    O principio da família funciona para todos os animais. É oportuno para a genética fazer um avô cuidar dos netos, pois é provável que esta genética esteja cuidando de sua cópia.

    Considerando isto, será que implantar o comunismo das abelhas ou formigas juntando animais que não são da mesma família vai funcionar?
    Ou vai haver guerras e disputa por recursos e os animais vão direcionar recursos da "sociedade" ou "governo" para a própria família?

    Este comportamento é o mais otimizado considerando a forma como a natureza funciona na realidade do mundo.
  • Jr  30/03/2017 18:30
    Mas esta é a essência desta "gente": esconder suas verdadeiras intenções. Não é contando a verdade que eles conquistam corações e mentes, mas sim ocultando sua verdadeira alma que é a malignidade.
  • Sebastiao Ferreira  30/03/2017 18:31
    A grande maioria da esquerda no Brasil é na realidade defensora do capitalismo patrimonialista ou de compadrio. Eles são conscientemente cínicos. O discurso funciona como uma justificativa para o acesso aos privilégios econômicos e sociais que obtém no poder. É uma minoria muito ideologizada que raciocina com as utopias marxistas. Tanto os cínicos como os sectários são parasitas.
  • WDA  30/03/2017 18:46
    Mais uma postagem FUNDAMENTAL do Instituto Mises Brasil!
  • FREDERICO HAUPT   02/04/2017 20:44
    Segundo o ranking abaixo, é impressão minha ou nem a Áustria, nem os demais países adotam a política econômica de Mises:
    O ranking foi feito com base no Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (Irbes), criado pelo instituto como resultado de cálculo que leva em conta a carga tributária segundo a tabela da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2010 e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com a previsão do índice final para 2011. Quanto maior o valor do IRBES, melhor é o retorno da arrecadação dos tributos para a população.

    Confira o ranking:
    1º) Austrália
    - Carga tributária sobre o PIB: 25,9%
    - IDH: 0,929
    - Irbes: 164,18

    2º) Estados Unidos
    - Carga tributária sobre o PIB: 24,80%
    - IDH: 0,910
    - Irbes: 163,83

    3º) Coréia do Sul
    - Carga tributária sobre o PIB: 25,1%
    - IDH: 0,897
    - Irbes: 162,38

    4º) Japão
    - Carga tributária sobre o PIB: 26,9%
    - IDH: 0,901
    - Irbes: 160,65

    5º) Irlanda
    - Carga tributária sobre o PIB: 28%
    - IDH: 0,908
    - Irbes: 159,98

    6º) Suíça
    - Carga tributária sobre o PIB: 29,8%
    - IDH: 0,903
    - - Irbes: 157,49

    7º) Canadá
    - Carga tributária sobre o PIB: 31%
    - IDH: 0,908
    - Irbes: 156,53

    8º) Nova Zelândia
    - Carga tributária sobre o PIB: 31,3%
    - IDH: 0,908
    - Irbes: 156,19

    9º) Grécia
    - Carga tributária sobre o PIB: 30%
    - IDH: 0,861
    - Irbes: 153,69

    10º) Eslováquia
    - Carga tributária sobre o PIB: 28,4%
    - IDH: 0,834
    - Irbes: 153,23

    11º) Israel
    - Carga tributária sobre o PIB: 32,4%
    - IDH: 0,888
    - Irbes: 153,22

    12º) Espanha
    - Carga tributária sobre o PIB: 31,70%
    - IDH: 0,878
    - Irbes: 153,18

    13º) Uruguai
    - Carga tributária sobre o PIB: 27,18%
    - IDH: 0,783
    - Irbes: 150,30

    14º) Alemanha
    - Carga tributária sobre o PIB: 36,7%
    - IDH: 0,905
    - Irbes: 149,72

    15º) Islândia
    - Carga tributária sobre o PIB: 36,3%
    - IDH: 0,898
    - Irbes: 149,59

    16º) Argentina
    - Carga tributária sobre o PIB: 29%
    - IDH: 0,797
    - Irbes: 149,40

    17º) República Tcheca
    - Carga tributária sobre o PIB: 34,9%
    - IDH: 0,865
    - Irbes: 148,39

    18º) Reino Unido
    - Carga tributária sobre o PIB: 36%
    - IDH: 0,863
    - Irbes: 146,96

    19º) Eslovênia
    - Carga tributária sobre o PIB: 37,7%
    - IDH: 0,884
    - Irbes: 146,79

    20º) Luxemburgo
    - Carga tributária sobre o PIB: 36,7%
    - IDH: 0,867
    - Irbes: 146,49

    21º) Noruega
    - Carga tributária sobre o PIB: 42,8%
    - IDH: 0,943
    - Irbes: 145,94

    22º) Áustria
    - Carga tributária sobre o PIB: 42%
    - IDH: 0,885
    - Irbes: 141,93

    23º) Finlândia
    - Carga tributária sobre o PIB: 42,1%
    - IDH: 0,882
    - Irbes: 141,56

    24º) Suécia
    - Carga tributária sobre o PIB: 44,08%
    - IDH: 0,904
    - Irbes: 141,15

    25º) Dinamarca
    - Carga tributária sobre o PIB: 44,06%
    - IDH: 0,895
    - Irbes: 140,41

    26º) França
    - Carga tributária sobre o PIB: 43,15%
    - IDH: 0,884
    - Irbes: 140,52

    27º) Hungria
    - Carga tributária sobre o PIB: 38,25%
    - IDH: 0,816
    - Irbes: 140,37

    28º) Bélgica
    - Carga tributária sobre o PIB: 43,8%
    - IDH: 0,886
    - Irbes: 139,94

    29º) Itália
    - Carga tributária sobre o PIB: 43%
    - IDH: 0,874
    - Irbes: 139,84

    30º) Brasil
    - Carga tributária sobre o PIB: 35,13%
    - IDH: 0,718
    - Irbes: 135,83
  • Rafael  03/04/2017 03:16
    "Política de Mises"? Ué, do meu ponto de vista adotam quase que integralmente:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=729

  • uai  03/04/2017 17:04
    Análise de nível de imposto sobre PIB quer dizer muito pouco. Você tem que analisar o índice de liberdade economica (IEF) junto disso e o ranqueamento do PIB. Atualizei a lista para você:

    1º) Austrália
    - Carga tributária sobre o PIB: 25,9%
    - IDH: 0,929
    - Irbes: 164,18
    -IEF: 5º
    -PIB: 13º

    2º) Estados Unidos
    - Carga tributária sobre o PIB: 24,80%
    - IDH: 0,910
    - Irbes: 163,83
    -IEF: 11º
    -PIB: 1º

    3º) Coréia do Sul
    - Carga tributária sobre o PIB: 25,1%
    - IDH: 0,897
    - Irbes: 162,38
    -IEF: 29º
    -PIB: 11º

    4º) Japão
    - Carga tributária sobre o PIB: 26,9%
    - IDH: 0,901
    - Irbes: 160,65
    -IEF: 20º
    -PIB: 3º

    5º) Irlanda
    - Carga tributária sobre o PIB: 28%
    - IDH: 0,908
    - Irbes: 159,98
    -IEF: 9º
    -PIB: 44º

    6º) Suíça
    - Carga tributária sobre o PIB: 29,8%
    - IDH: 0,903
    - Irbes: 157,49
    -IEF: 4º
    -PIB: 19º

    7º) Canadá
    - Carga tributária sobre o PIB: 31%
    - IDH: 0,908
    - Irbes: 156,53
    - IEF: 6º
    - PIB: 10º

    8º) Nova Zelândia
    - Carga tributária sobre o PIB: 31,3%
    - IDH: 0,908
    - Irbes: 156,19
    -IEF: 3º
    -PIB: 53º

    9º) Grécia
    - Carga tributária sobre o PIB: 30%
    - IDH: 0,861
    - Irbes: 153,69
    - IEF: 130º
    - PIB: 45º

    10º) Eslováquia
    - Carga tributária sobre o PIB: 28,4%
    - IDH: 0,834
    - Irbes: 153,23
    -IEF: 50º
    -PIB: 64º

    30º) Brasil
    - Carga tributária sobre o PIB: 35,13%
    - IDH: 0,718
    - Irbes: 135,83
    -IEF: 118º
    -PIB: 9º

    Veja que interessante: os top 10 são países ricos com elevadíssimos indices de liberdade economica, com a Grécia sendo o único ponto fora da curva (o que é bem questionável, pois só ouço falar que as coisas não andam muito bem por lá já faz um tempo) e a Eslováquia como um meio termo. O cerne da teoria libertária é a liberdade economica para os agentes poderem negociar. Já o pobre do Brasil é um país rico, mas bem reprimido economicamente, veja que ele vai parar em 30º, de acordo com a sua lista.

    Agora vejamos os top 10 menos livres economicamente:
    1. Korea do norte
    2. Cuba
    3. Venezuela
    4. Zimbaue
    5. Eritréia
    6. Guinea equatorial
    7. Turcomenistão
    8. Irã
    9. República democrática do congo
    10. Argentina

    Vixe....

  • Lel  04/04/2017 19:56
    Frederico, o seu erro é que você está cometendo a falácia post hoc ergo propter hoc.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532
  • Jo%C3%83%C2%A3o  07/04/2017 12:12
  • anônimo  10/12/2017 21:09
    www.youtube.com/watch?v=60hBAywrYgc
  • Adenilson  11/12/2017 00:06
    Ótimo video! Quem nunca entrou numa grande rede de varejo nos EUA nunca vivenciou o que realmente é capitalismo.

    Lembrou-me até desse artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2664
  • Bruno  11/12/2017 12:10
    Dos três homens citados aí...
    Dois são negros. Mas os movimentos coletivistas se leem outros autores específicos...
  • Jango  15/09/2018 20:50
    Quando vejo conservatives americanos indignados com o intervencionismo nos EUA gostaria de ver como reagiriam ao ver o intervencionismo que fazem no Brasil desde Getúlio Vargas.
  • Felipe Lange  16/09/2018 00:42
    Leandro, qual seria a origem da falta de educação financeira na população brasileira?
  • Leandro  17/09/2018 13:14
    Este é, na verdade, um fenômeno mundial. O item "educação financeira" nunca foi incluído no currículo de nenhuma escola (e os currículos escolares são determinados pelos governos). Há quem diga que não é do interesse do governo ter cidadãos financeiramente bem educados, pois isso ajudaria a torná-los menos dependentes do estado para tudo.
  • Felipe Lange  17/09/2018 13:59
    Eu perguntei isso porque você disse que um dos fatores da taxa de juros ser alta no Brasil é essa falta de educação financeira. Por exemplo, a taxa de juros no Japão é bem mais baixa se comparada a existente aqui. Na Itália eu sei que eles geralmente são muito mais frugais do que os brasileiros, meu padrasto romano é um bom exemplo disso.
  • Leandro  17/09/2018 14:10
    Não me lembro de ter dado esse vaticínio. Inclusive, co-autorei um artigo sobre esse tema, explicando os cinco motivos de os juros serem altos no Brasil.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2881
  • Felipe Lange  17/09/2018 23:39
    Foi esse seu comentário, em outro artigo.
  • Felipe Lange  18/09/2018 21:35
    Você sabe o motivo da pavimentação brasileira ser pornograficamente latrinária, ao contrário de países desenvolvidos? Em países mais desenvolvidos o estado intervém menos nessa questão ou eles torram mais dinheiro para fazer ruas e estradas?
  • Auxiliar  18/09/2018 22:30
    Lembro que ele explicou aqui:

    "Não é apenas a indústria. A inflação também afeta toda a infraestrutura estatal do país, de rodovias e ferrovias a portos e aeroportos.

    À medida que a inflação monetária aumenta as receitas tributárias do governo, os políticos agem como se realmente possuíssem mais receitas, e saem expandindo os gastos do governo e concedendo aumentos ao funcionalismo, ignorando a necessidade de dedicar uma parte dessa receita adicional para a manutenção e o reparo dessas infraestruturas, cujos custos também aumentaram.

    O resultado são estradas esburacadas, aeroportos saturados, ferrovias em frangalhos, portos com serviços extremamente lentos, túneis que desabam e sistema de saneamento ruim e pouco abrangente."

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1918
  • Felipe Lange  19/09/2018 01:00
    Mas se o estado é em essência ineficiente em gerir qualquer coisa, por que seria algo melhor se a moeda tivesse maior poder de compra e fosse deflacionária?
  • Auxiliar  19/09/2018 02:22
    Leia o artigo, meu caro. Não tem nada a ver com isso que você concluiu. O artigo explica em detalhes como a inflação afeta a contabilidade e gera consumo de capital, sendo que um de seus efeitos desse consumo de capital causado pela inflação é gerar infraestruturas decrépitas.
  • Felipe Lange  19/09/2018 21:16
    Eu já li o artigo, mas ainda estou com essa dúvida.
  • Cristiane de Lira Silva  16/09/2018 11:38
    "Se você vota em políticos que lhe prometem benesses com o dinheiro dos outros, então você não tem o direito de reclamar quando eles tomam o seu dinheiro e o distribuem para terceiros, inclusive para eles próprios."

    Vou fazer a minha versão dessa frase:

    Se você é um político, e como todos os políticos recebe seu salário tomando dinheiro dos outros e ainda o distribui para terceiros até mesmo triplicando o salário desses terceiros então você, político, não tem o direito de reclamar, quando aqueles que votaram em você e TRABALHAM e PRODUZEM de verdade cobram "benesses" com o dinheiro que produzem porque trabalham de verdade.
  • robson santos  18/09/2018 23:26
    Filosófico esse seu pensamento..

    Que tal esse: esse seu político uma hora vai parar de reclamar de suas cobranças porque você está indignada, mas vai continuar lhe roubando, e você só vai continuar reclamando e lhe entregando seu suor, mas agora aliviada por ele parar de reclamar pois é sinal de má educação..
  • Cristiane de Lira Silva  16/09/2018 12:30
    "Raramente há alguma evidência de que os criminosos sejam meramente 'problemáticos', e frequentemente abundam evidências de que eles na realidade estão apenas se divertindo enormemente ao cometer seus atos criminosos sobre terceiros."

    Concordo quase totalmente. Dificilmente são jovens problemáticos no sentido psiquiátrico. Podem ser "problemáticos" em sentido social. O único assalto que eu presenciei ocorreu quando eu estava em uma para de ônibus. Tinha dois meninos aparentado 14 e 10 anos sentados no chão e estavam vestidos com roupas muito pobres. Quando um ônibus passou ele correram atrás do ônibus, o mais velho se segurou na janela e puxou o celular de uma moça que estava dentro do ônibus. Depois os dois furgiram por uma das ruas. Os meninos tinham aparência de pobreza mesmo, não estavam armados e eram muito jovens. É necessário mesmo trata-los como adolescente que assaltam à mão armada, que batem nas vítimas ou que não sofrem com falta de dinheiro e claramente roubam por diversão? Conversei com uma pessoa que era favor da amputação das mãos de adolescente como estes que vi roubando celulares. É assim que tem que ser? Acho que os caos precisam ser avaliados e a punição dada de acordo com a gravidade do delito. E de forma alguma sou a favor da mutilação de ninguém.

    "As pessoas têm o direito de ter tudo aquilo que quiserem, e devem exigir que os outros paguem, como educação gratuita, saúde gratuita, transporte gratuito..."

    O único problema desta afirmação é que os outros são TODAS as pessoas, inclusive as que utilizam os serviços gratuitos. Estes serviços são pagos pelos próprios usuários. Preferi a outra afirmação do próprio texto em que se mostra a incoerência de tomar recursos das pessoas e depois devolvê-los a estas mesmas pessoas na forma de serviços "gratuitos". Todos estão sendo obrigados a pagar por eles.

    O instituto é de direita e por isso fala em "progressistas". Só que a coisa não é bem assim aqui no Brasil. Bolsonaro vai vencer essas eleições ( e eu vou ter que aceitar isso graças a democracia) e eu conheço bem meu queridos colegas bolsominions da vida real. Eles querem exatamente que exista bom uso dos recursos públicos com saúde pública e educação pública de qualidade paga com impostos. Quanto aos valores morais eles também querem que estes sejam disseminados pelo estado assim como a esquerda faz. Ou seja, muito do que se fala no texto é encontrado exatamente nos eleitores de Bolsonaro que eu conheço e nos que observo nas redes sociais. São os "progressistas" de direita. Sendo o bolsonaristas mais atraente para vocês porque é pró-mercado. Ainda assim conheço muitos bolsominions totalmente contrários às privatizações, por exemplo.

    Em alguma das afirmações foi usado o termo "irresponsabilidade sexual". Irresponsabilidade sexual existe. Acidentes também. Só que a tal irresponsabilidade sexual ou os acidentes não são privilégios ou características das chamadas pessoas "promíscuas". Estas podem inclusive ser muito responsáveis sexualmente. Irresponsabilidade sexual é característica de pessoas casadas e religiosas também! Sim, das ditas pessoas "respeitáveis".

    No mais o texto passeou por tantos assuntos que se eu fosse comentar cada um teria que escrever um comentário do tamanho do texto. Estou fora!




  • Psicólogo de Direita  16/09/2018 12:45
    O socialismo é exploração de mentes fracas e fragilizadas.

    Com o "convencimento" manipulado frio e calculista, de que as pessoas são miseráveis, incapazes e inconsequentes, tudo pode ser justificativa para aumentar o estado, cobrar imposto e intervir na vida das pessoas.

    Enquanto o próprio povo não limitar o estado, vai continuar esse terrorismo psicológico assistencialista.

    No final das contas, quem queria ajuda, vai acabar sendo explorado. É como se fosse uma autoescravidão. Bizarro !
  • Cristiane de Lira Silva  16/09/2018 13:04
    Quanto ao aborto pago com dinheiro público só crítico quem diz " não quero que o aborto seja pago com o dinheiro dos meus impostos" mas quer que outras coisas sejam pagas com o dinheiro dos impostos. Não é realmente com os impostos que essa pessoa está se importando e sim com aborto. É mais bonito dizer simplesmente que é contra o aborto porque ninguém é obrigado a ser a favor de coisa nenhuma. O aborto não é pago com "os seus impostos" e sim pago pelos impostos de quem quer fazer e de quem é a favor da causa. Estes também pagam impostos! No final o que decide se a prática será crime ou não é a democracia.

    "A diversidade é necessária para gerar sociedades robustas? A população homogênea do Japão deixou o país mais atrasado? Ou mesmo a população homogênea (ainda que em menor grau) dos países escandinavos?"

    O Japão não tem diversidade
    Tem é um estado enorme e é um país baixo nível de bem-estar subjetivo (características de culturas coletivistas) e com alto índice de suicídio. Não há dinheiro que resolva isso. A sociedade está envelhecendo e os mais jovens nem querem se relacionar. Em breve chegará o fim.
    O Brasil, ao contrário do Japão, tem diversidade. É característica desse povo. A riqueza aqui é que não tem muita diversidade, mas está mudando.


    "A Europa se tornou um lugar mais seguro após importar um vasto número de pessoas do Oriente Médio com uma cultura hostil aos mais fundamentais valores da civilização ocidental?"

    Isso é um problema que a Europa precisa resolver. O oriente médio também não é homogêneo. Há lugares, mais hostis e menos hostis ao ocidente. Já quando se fala de pessoas há que não são hostis ao ocidente. Não vejo mal algum na entrada desses a Europa. Ainda assim esse é um problema da Europa!
    E no passado, países como o Egito eram bastante abertos a cultura ocidental. Foram os fundamentalistas islâmicos que estragaram tudo como mostra o documentário O poder dos Pesadelos a Ascensão Política do Medo. Mostra pelo menos alguns dos fatos que ajudou essa hostilidade a se desenvolver.
  • Pobre Paulista  17/09/2018 17:15
    Ainda não se abortou, querida? Corre que dá tempo ainda.
  • Raquel  18/09/2018 15:01
    O problema não esta no multiculturalismo em si,mas em querer impor isso por coerção,como estão fazendo na Europa.
    Eu não tenho estatísticas oficiais,mas muitos europeus não querem se misturar com outros povos,e isso é legítimo.
    Da mesma que eu não gostaria de ver o Brasil tomado de outros povos,ainda mais povos atrasados como haitianos,bolivianos e venezuelanos.
    E quanto ao aborto,é usado dinheiro público,logo esse dinheiro pertence a sociedade.
    Eu nunca abortei,sou contra o aborto,pq raios o estado deve financiar essa palhaçada?
    Quer abortar?Corra o risco e faça isso clandestinamente.
    Métodos de prevenção existem,apesar de não serem perfeitos,é melhor ter 97% de proteção de uma camisinha,do que ter zero de proteção ao não usar ela.
    Feministas querem legalizar o aborto,como forma de tornar legitima a promiscuidade feminina.
    Até pq é mais fácil matar um inocente,do que evitar uma "tragédia" de colocar uma pessoa indesejável no mundo.
  • Mathias  17/09/2018 12:41
    Quem são os autores?
  • Vladimir  17/09/2018 13:11
    Thomas Sowell, Walter Williams e Lawrence Reed.

    Não notou que o artigo é uma mera compilação de frases destes autores?
  • anônimo  19/09/2018 16:29
    Não só vc.
  • Bode  17/09/2018 14:01
    As assertivas não são apenas razoáveis, são completamente irrefutáveis.
  • Emerson Luis  07/10/2018 23:21

    Ótimas frases!

    Porém, alguns desses autores às vezes pecam por parecer pressupor que todos os esquerdistas são sinceros e não compreendem que estão errados.

    Os soldados rasos do esquerdismo podem até acreditar nas narrativas da esquerda; mas quanto mais alto alguém sobe na hierarquia esquerdista, mais cônscio ele é de que as narrativas não passam de manipulação populista para obter e manter cada vez mais poder.

    * * *


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