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Em qualquer discussão sobre desigualdade, estas são as quatro perguntas que têm de ser feitas
Sem essas quatro questões, qualquer discussão se torna puramente emotiva, ideológica e estéril

Já escrevi vários artigos e concedi muitas entrevistas contestando a popular afirmação de que a desigualdade está piorando. Os artigos contêm uma ampla variedade de dados (muitos podem ser encontrados aqui e aqui), mostrando que muitas das afirmações sobre essa "desigualdade crescente" de renda ou estão erradas, ou são exageradas ou ignoram outras evidências.

Entretanto, o que eu quero aqui é, especificamente, focar em quatro questionamentos que devem estar no centro de qualquer discussão sobre desigualdade.

Primeira pergunta: estamos falando de desigualdade ou de pobreza?

Com frequência, esses dois problemas se confundem nesse tipo de discussão.

Pobreza diz respeito às condições absolutas em que alguém se encontra. Tem comida? Acesso a água potável? Habitação? Trabalho? Seus filhos podem frequentar uma escola ou se veem forçados a trabalhar? Os critérios são muitos.

Já desigualdade é uma variável relativa, que nada diz sobre as condições absolutas de vida. Para saber se um país é desigual, é preciso comparar seus habitantes mais ricos e mais pobres e ver a distância entre eles. Um país que tenha uma pequena parcela de milionários e o restante da população passe fome é muito desigual. Já um onde todos passem fome é igualitário. A condição objetiva dos pobres em ambos, contudo, é a mesma.

Igualmente, se os mais pobres viverem como milionários, e os mais ricos sejam uma pequena parcela de trilionários, a desigualdade é grande.

As duas coisas, pobreza e desigualdade, se confundem facilmente, de modo que muita gente que se preocupa com a pobreza (com quem não tem, por exemplo, acesso a saneamento básico ou a educação) acaba falando de desigualdade: da diferença entre os mais ricos e os mais pobres. E essa confusão muda a maneira de pensar: pobreza e desigualdade acabam se tornando a mesma coisa, de modo que o melhor remédio contra a pobreza seria a redução da desigualdade, o que via de regra significa tirar de quem tem mais e dar para quem tem menos.

Consequentemente, aqueles que se dizem preocupados com a desigualdade frequentemente começam a discorrer sobre como a situação está ruim para os mais pobres. Aparentemente, tais pessoas presumem que uma desigualdade crescente deve significar que os ricos estão enriquecendo e os pobres, empobrecendo.

Mais especificamente, alguns parecem acreditar que os pobres estão mais pobres porque os ricos estão mais ricos. Isto é, eles supõem que a economia seja um jogo de soma-zero, de modo que, se alguns estão mais ricos, esta opulênciasó pode ter vindo dos pobres.

Sendo assim, limpe o terreno, esclareça os termos e eleve o nível da conversa. Certifique-se de que todos estejam falando a mesma coisa. Porque se estivermos discutindo a pobreza, a evidência esmagadora é a de que, globalmente, a miséria se reduziu dramaticamente nos últimos 25 anos.

Segunda pergunta: estamos falando de desigualdade de renda, de riqueza ou de consumo?

Aqueles preocupados com desigualdade costumam confundir renda e riqueza nessas discussões. Mesmo este famoso vídeo comete esse deslize. Ele começa apresentando dados sobre riqueza, mas, várias vezes ao longo da apresentação — incluindo uma longa discussão a respeito de um gráfico — ele se refere ao salário das pessoas. Salário é renda, não riqueza.

Riqueza se refere à soma de nossos ativos (dinheiro, imóveis, terras, carros e outros bens) menos passivos (dívidas em geral e contas a pagar). A riqueza é um estoque.

Já renda é a variação líquida de nossa riqueza em um dado período de tempo, seja porque ganhamos um salário, um dividendo de uma ação, juros de uma aplicação, ou aluguel do inquilino. A renda é um fluxo.

É possível ter uma grande riqueza, mas uma renda baixa, como uma pessoa idosa que vive só de sua magra pensão ou dos juros de sua poupança, mas que tem uma casa totalmente quitada.

Inversamente, alguém pode ter alta renda e baixa riqueza financeira. Por exemplo, alguém que tem um alto salário, mas gasta imediatamente tudo em bens de consumo.  

Os dados serão diferentes dependendo de estarmos falando de riqueza ou de renda. Seja claro nesse tópico.

Desigualdade de consumo é uma terceira possibilidade. Trata-se da diferença entre o que ricos e pobres podem consumir. As evidências disponíveis sugerem que a desigualdade de consumo é muito menor que a de renda ou riqueza, principalmente nos países mais desenvolvidos. Os lares dos americanos pobres possuem quase todas as coisas que os lares ricos, ainda que de qualidade mais baixa. E a distancia entre ricos e pobres neste quesito se estreitou nas últimas décadas. Uma vez que, em última análise, é o que consumimos o que interessa, essa é uma questão que tem de ser deixada clara em eventuais discussões.

Como dito neste artigo: a riqueza de Bill Gates deve ser 100.000 vezes maior do que a minha. Mas será que ele ingere 100.000 vezes mais calorias, proteínas, carboidratos e gordura saturada do que eu? Será que as refeições dele são 100.000 vezes mais saborosas que as minhas? Será que seus filhos são 100.000 vezes mais cultos que os meus? Será que ele pode viajar para a Europa ou para a Ásia 100.000 vezes mais rápido ou mais seguro? Será que ele pode viver 100.000 vezes mais do que eu?

O capitalismo que gerou essa desigualdade é o mesmo que hoje permite com que boa parte do mundo possa viver com uma qualidade de vida muito melhor que a dos reis de antigamente.  Hoje vivemos em condições melhores do que praticamente qualquer pessoa do século XVIII.

Terceira pergunta: e a mobilidade de renda?

Os que se preocupam com a desigualdade frequentemente pontificam como se os ricos, que estão ganhando cada vez mais, e os pobres, que estão ganhando cada vez menos, fossem sempre os mesmos, ano após ano.

Eles veem aquelas estatísticas que mostram que os 20% mais ricos detêm hoje uma fatia da renda nacional maior do que 30 anos atrás, ao passo que os 20% mais pobres detêm uma fatia menor. Daí, concluem que esses ricos são exatamente os mesmos, e que eles ficaram ainda mais ricos; e que os pobres são exatamente os mesmos, e que eles ficaram ainda mais pobres.

Muito bem.

Sobre os pobres terem ficado mais pobres, esta é uma conclusão que, como já dito, simplesmente não se sustenta. Os pobres enriqueceram nos últimos anos (veja o gráfico 1 deste artigo).

Falemos então sobre a mobilidade de renda, que é o que está sendo realmente ignorado. Comparações entre dois anos separados entre si por décadas são retratos estáticos de um processo dinâmico. O que essas comparações realmente dizem é que "aqueles que eram ricos no ano X detinham Y% da renda nacional; e aqueles que são ricos no ano X + 25 — pessoas completamente diferentes daquelas do ano X — detêm Z% da renda nacional".

Em outras palavras, as pessoas e famílias que abrangem "os ricos" muda ano a ano. E o mesmo ocorre para os 20% mais pobres.

Uma fácil comprovação disso é você olhar a lista de bilionários da Forbes, publicada anualmente. Praticamente todas as pessoas que figuravam na lista em 1987 — primeira vez em que ela foi publicada — não mais estão nela hoje.

Há um grande e controverso debate entre economistas sobre quão fácil ou difícil é para uma pessoa que é pobre em um dado ano ter maiores fluxos de renda nos anos seguintes. Este é o debate. Que a mobilidade de renda realmente existe, isso não mais está em questão.

A conclusão é que você não pode falar sobre desigualdade sem, ao menos, discutir o grau de mobilidade. Se o que incomoda as pessoas no que diz respeito à desigualdade é a suposição de que os pobres estão estagnados ou empobrecendo, então, explorar o grau em que isso é realmente verdade é essencial à discussão.

Quarta pergunta: quais, exatamente, são os problemas causados pela desigualdade?

Se você já conseguiu esclarecer o que todos os debatedores pensam sobre as três primeiras questões, faça então a pergunta: se a pobreza está se reduzindo e, mesmo na atual condição, os pobres ainda conseguem manter um padrão de consumo decente, o que, exatamente, há de errado com a (crescente) desigualdade?

Pela minha experiência, uma resposta comum é que, mesmo se os mais pobres estiverem enriquecendo, o aumento ainda maior na prosperidade dos ricos confere a estes um acesso injusto ao processo político. Os super-ricos transformarão seu poder econômico em poder político, frequentemente de maneira que redistribui recursos para eles próprios e seus amigos.

Esta, obviamente, é uma preocupação legítima, mas observe que a conversa, subitamente, mudou da desigualdade em si para os problemas dos conchavos políticos, do capitalismo de estado (ou "capitalismo de quadrilhas") e do fato de haver um estado com poder suficiente para se criar tais distorções.

Para atacar esse arranjo estatal corporativista e reduzir a capacidade dos ricos de transformar riqueza em poder político há várias soluções que não envolvem a redistribuição forçada de renda — a qual, no final, faz com que ainda mais dinheiro vá para políticos e seus mecanismos.

Aqueles que levantam essa preocupação estão, na prática, reclamando apenas do compadrio gerado pelo estado, não da desigualdade em si. A fonte do problema é o estado, cheio de benesses e de favores a serem distribuídos, o qual, indiscutivelmente, se tornaria ainda mais poderoso e distorcivo caso os preocupados com a desigualdade tivessem suas políticas favoritas aprovadas.

Por fim, mesmo aqueles que são céticos em relação aos argumentos de que a desigualdade seja problemática, podem concordar que tem havido alguma redistribuição de riqueza do pobre para o rico nas últimas décadas. Isso se dá, majoritariamente, por causa das políticas do governo que favorecem quem já está próximo ao poder, seja devido aos exorbitantes salários que funcionários públicos de alto escalão recebem, seja por causa de sua política de expansão de crédito subsidiado para grandes empresas, seja por causa de suas políticas protecionistas que protegem as grandes indústrias criando uma reserva de mercado e impedindo os pobres de comprar bens mais baratos do estrangeiro, seja por causa de sua política fiscal que, ao incorrer em déficits orçamentários, aumenta a riqueza dos compradores dos títulos públicos.

Não nos esqueçamos também da exigência de licenças profissionais e dos encargos sociais e trabalhistas que dificultam a obtenção de trabalho pelos mais pobres, que costumam ser menos qualificados e não justificam o preço exigido como mínimo a ser pago por sua mão-de-obra.

Há, ainda, tentativas governamentais de regular e até mesmo banir o Uber, o Lyft, o AirBnB e todas essas empresas da chamada "economia compartilhada". Essas são, justamente, as melhores alternativas para alguém que não está encontrando oportunidades conseguir uma fonte de renda, já que é a área da economia menos controlada pelo governo que se conhece.

Por fim, vale ressaltar que é o estado quem impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas e se integrar ao sistema produtivo.

Todas essas políticas são problemáticas justamente porque aumentam a desigualdade e a pobreza de forma artificial. Com efeito, uma discussão muito mais interessante incluiria qual o papel dessas políticas estatais na criação das desigualdades artificiais em oposição às desigualdades naturais, que são aquelas que surgem espontaneamente no mercado em decorrência da maior aptidão de cada indivíduo.

Conclusão

Novamente, os leitores interessados em dados devem consultar as duas monografias linkadas no primeiro parágrafo do artigo. No entanto, mesmo sem os dados, essas são as quatro perguntas que valem a pena ser feitas numa conversa sobre desigualdade se você quer realmente chegar ao cerne do que está em jogo e persuadir aqueles preocupados com a crescente desigualdade a ver a questão por um ângulo diferente.

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Leia também:

"Sem o estado, quem cuidará dos pobres?"



autor

Steve Horwitz
é professor de economia na St. Lawrence University e autor do livro Microfoundations and Macroeconomics: An Austrian Perspective.



  • Ricardo S. I.  15/02/2017 14:21
    Muito bom, estou curioso para ver se/como/com qual argumento alguém vai discordar desse artigo...
  • André  15/02/2017 15:23
    Existe mais desigualdade social na Austrália do que na Índia. Mas a Índia tem muito mais miséria que a Austrália.

    Qual situação a esquerda prefere?
  • Joao  15/02/2017 18:37
    Que pergunta retórica. Claro que preferem a Venezuela ao EUA. Preferem Cuba à Autrália
  • Alexandre Dias  29/12/2017 15:26
    Sim, desde que estejam tratando de outras pessoas. Quando viajam de férias ou vão passar temporadas preferem EUA, Europa, Austrália...
  • Revoltado  24/10/2019 15:30
    Exatamente o caso dum conhecido defensor do PT e do socialismo, defensor quase incondicional da dupla catastrófica que governou o país por 16 anos. Este passará duas semanas entre Nova York e Washington, o lugar mais capitalista e portanto desigual que há dentro de seus critérios.
  • Emerson  15/02/2017 15:25
    Flávio R. Kothe disse em 'Cânone Imperial': "A mediocridade refugia-se no espírito de rebanho para aniquilar ou ignorar aquilo que a supera".

    A maioria das pessoas não quer ser "igual a todo mundo", quase todos prezam sua individualidade. O igualitarismo produz mediocridade (pois reduz todos ao mínimo denominador comum) e pobreza material, emocional, intelectual e existencial. E nasce da ignorância e inveja daqueles que não aceitam alguém ter algo a mais que eles.
  • margareth roscoe  19/02/2017 18:49
    Gostei. É bem parecido com meus argumentos. Vou copiar, posso ?
  • margareth roscoe  21/02/2017 10:17
    Saindo do contexto, gostaria de propor uma pesquisa sobre a "singularidade"dos jovens que não aderem ao padrão de pensamento de esquerda. Afinal, sofrem a mesma enxurrada ideológica dos demais. O que os difere ?
    Também já li um artigo sobre o que os pais podem fazer para impedir que seus filhos sejam doutrinados por professores e pesquisas no Google mas achei bem aquém das expectativas. Seria mais um tema interessante.
    Obrigada.
  • margareth roscoe  22/02/2017 10:35
    Gostei. É bem parecido com meus argumentos. Vou copiar, posso ?
  • Acionista25  15/02/2017 15:25
    Sensacional!!!!!!!
    Mas, afinal o capitalismo concentra ou não concentra Renda/Riqueza?Salvo não me engano vi um vídeo do economista Adolfo Sachsida dizendo que não, e corroborando com o texto a ideia de que estes os ricos ao longo de 100 anos mudaram bastante.
  • Régis  15/02/2017 15:38
    Sim, mudaram completamente. Eis um artigo mostrando -- por meio de fatos, dados e estatísticas -- que tal mudança ocorre de maneira extremamente rápida:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1836
  • Pobre Paulista  15/02/2017 18:14
    O capitalismo concentra a renda na mão dos mais produtivos, concentra a riqueza nas mãos dos mais poupadores, e concentra a miséria nas mãos de quem não é nem produtivo nem poupador.
  • Luiz  16/02/2017 17:18
    O Pobre capitalista ignora o fato de que o capitalismo é muito mais dinâmico, que qualquer outro sistema. É claro que tem suas falhas, porém usa de falácia pura e atrasada para definir o capitalismo.
    É como se não fossem gerados empregos a partir dele, e a economia não girasse numa velocidade muito maior.
    Se o Estado controlasse as empresas brasileiras, hoje estaríamos numa escala maior de pobreza, podem ter certeza. O capitalismo não é perfeito, porém é o melhor caminho.
  • Carlos Lima  22/12/2017 18:12
    ... e então a culpa dos miseráveis, q não produzem nem poupam, serem miseráveis, deve ser daqueles que produzem e poupam, e por produzirem e pouparem, escaparam da miséria. que legal... eu também defendo a igualdade. quero ser igual a bill gates e warren buffet, pra começar.
  • Sandro Lima  25/10/2019 21:43
    "O capitalismo concentra a renda na mão dos mais produtivos, concentra a riqueza nas mãos dos mais poupadores, e concentra a miséria nas mãos de quem não é nem produtivo nem poupador".

    Teoricamente seria isso, mas existem setores/situações, que simplesmente não faz sentido essa tese. tudo é muito mais complexo do que se parece para se resumir em maior produtividade=maior renda e poupar=riqueza.

    Vou pelo conceito de que, não existe recursos para todos, então vamos levando, melhorando pontos aqui e ali, e deixando cada um cuidar de si.
    Quem consegue mentalizar que ninguém não está aí para ninguém, e, se tiver oportunidade de pisar no próximo para se dar bem, não hesite! A partir do momento que hesitou o próximo já pisou em você.

    Existem 2 tipos de pessoas no mundo, os pregos e os martelos, o quanto antes você souber distinguir, e aprender a tirar proveito mais "renda" terá para gastar que nem louco e acumular riqueza quando já não tiver com o que gastar... Até porque todo mundo morre e não se leva nada.

  • Raymundo Baptista  15/02/2017 23:58
    Pobre Paulista. Eu diria de um jeito um pouco diferente. O capitalismo concentra a renda na mão dos mais produtivos e a riqueza nas mãos dos mais poupadores, e o Socialismo distribui a miséria entre seus seguidores. Haverá aumento de desigualdade enquanto houverem países socialistas que não enriquecem e, portanto, ficam cada vez mais para trás em relação aos países socialistas continuamente enriquecendo.
  • República de Curitiba  16/02/2017 13:27
    Pobre Paulista,

    Não sei se a frase é sua ou não, mas sensacional.
    Um bom resumo dos efeitos do capitalismo e motivo das desigualdades.

    São meramente efeito das ações dos indivíduos - obviamente na CNIE (Condições Naturais sem Interferência do Estado)
  • Mig  16/02/2017 16:16
    concordo, mas pode ser melhorado:

    ..., concentra a miséria, o "mimimi" e a inveja nas mãos de quem não é produtivo nem poupador.
  • Pobre Paulista  16/02/2017 23:50
    É minha sim, mas não deve ser inédita. Pensei nessa frase a partir do comentário acima e de anos de conhecimento acumulado lendo o Mises Brasil.
  • 4lex5andro  19/02/2017 14:27
    Esse é um ponto: capitalismo sem Estado, liberal.

    Por que de outro modo (com interferência do leviatã estatal) o que acontece é uma anomalia chamada "crony capitalism", combustível das bravatas sócio-democratas nos anos pares, e que é o que o Brasil conhece.
  • eugenio  08/01/2018 01:23
    "concentra poupanca na mão dos mais poupadores...",

    aí vem alguem "aluga" um pouco dessa poupanca pagando un aluguel que chamamos de juro,compra insumos, produz por ex uma mesa,ou planta sementes,colhe e vende seus produtos de acordo com o mercado, devolve a poupanca emprestada ficando com a diferenca que é a paga por seu trabalho,risco ...pode repetir se as condicoes de mercado continuarem e se foi compensadora a acão empreendida.
    OBS.: O ESTADO GIGOLEIA, cobra IMPOSITIVAMENTE um valor pela producão de bens dos empreendedores.
  • Leandro C  27/10/2019 08:51
    "Acionista25 15/02/2017 15:25
    (...)
    Mas, afinal o capitalismo concentra ou não concentra Renda/Riqueza? (...)"

    Quem concentra riqueza são as pessoas (não um sistema), ainda que por intermédio de um sistema ou de ficções (como as pessoas jurídicas privadas, como as empresas, ou públicas, como o Estado);

    De todo modo, enquanto sistema o capitalismo, conforme entendo, está mal designado, ainda que os austríacos entendam que o termo não é ruim; pois eu entendo como péssimo e não à toa, visto que quem reforçou tal designação parece ter sido Marx em o Capital (subvertendo, como a esquerda sempre gosta de fazer, o sentido das palavras);

    O capitalismo tem como característica as livres trocas, portanto, o livre mercado, ou seja, a liberdade, não necessariamente o que você faz com ela; ademais, se é caracterizado pela livre troca, então ele tem sua atenção voltada à forma de circulação da riqueza, não à forma de acumulação, isto é, de não circulação da riqueza... enfim, definir livre mercado como capitalismo é uma mentira sem fim para pintar o capitalismo como algo ruim; eu preferiria que fosse chamado de livre mercado ou então liberdade de ações.

    Por outro lado, há um sistema que se baseia no acúmulo de capital, inclusive, tentando coibir as transações que não passem por seu crivo: o socialismo. Basta perceber que este sistema visa sugar toda a riqueza produzida por intermédio de sua necessária invervenção para acúmulo máximo da riqueza em suas mãos visando uma suposta e alegada e nunca realizada redivisão posterior conforme seus critérios; ora, se é no socialismo onde ocorre a máxima concentração de capital (a concentração absoluta de toda a riqueza produzida), então é o socialismo que deveria ser mais apropriadamente designado capitalismo; mesmo porque é no socialismo que percebemos as maiores concentrações de renda nas mãos justamente de quem domina mencionado Estado. Aliás, basta perceber que qualquer Estado (e, qualquer Estado possui sua característica socialista, ainda que o respectivo país não) possui mais riqueza que qualquer de seus indivíduos, restando claro que é através dele que ocorrem os maiores acúmulos de capital.

    Mas, pelos mesmos motivos anteriormente expostos, chamar o socialismo (coisa que definitivamente não é, pois o livre mercado é mais social que o socialismo) de capitalismo talvez também não fosse o ideal (ainda que o termo capitalismo fosse mais apropriado ao socialismo do que ao livre mercado), o ideal talvez fosse chamá-lo de coercitivismo, ditadura econômica ou escravismo estatal (posto que um tipo específico de escravidão).
  • Alexandre Coutinho   15/02/2017 15:27
    Ainda que a desigualdade econômica fosse uma opressão, punir o esforço, o mérito e o sucesso não seria a cura.

    Medidas coercivas que visam à redistribuição de riqueza farão apenas com que os espertos e os politicamente bem-relacionados enviem sua riqueza para o exterior ao passo que os desafortunados terão de arcar com o fardo do inevitável declínio econômico. Uma medida muito mais produtiva seria reduzir o imenso e burocrático aparato governamental, que, com suas regulações que impedem a livre concorrência, com sua inflação que destrói o poder de compra, com suas tarifas de importação que proíbem a aquisição de produtos bons e baratos do exterior, faz com que os pobres se perpetuem nessa condição.
  • Silvio  15/02/2017 15:53
    Vale também citar a inveja, a qual creio firmemente ser a maior fonte de desagrado para com a desigualdade, principalmente no Brasil.

    Não conheço a realidade de outros países, mas me choca ao ver diariamente como a inveja é um sentimento profundamente disseminado neste país. Não costuma ofender um brasileiro saber que uns têm muito e outros têm muito pouco. O que causa revolta ao brasileiro é saber que há pessoas que têm muito mais do que ele.

    E digo mais. Muita gente neste país não tem nada contra o dinheiro fácil, muito pelo contrário (vide que todo mundo quer ser funcionário público). No Brasil, ética de trabalho é uma excentricidade tão grande quanto terremotos e nevascas. E, fora dos centros de intelectualidade (vulgo ninhos de esquerdistas), a idéia de que a riqueza vem da exploração do proletariado não é levada muito a sério.
  • LUCIANO SILVA  15/02/2017 22:49
    Vale também citar a inveja(...)
    Já foi feito diversas vezes em outros artigos. De modo simplificado:
    "Odeie o indivíduo mais bem-sucedido que você. Odeie qualquer pessoa que esteja em melhor situação do que a sua".
    Entenda o marxismo em um minuto
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1409
  • Kux  15/02/2017 16:01
    Vivo na Alemanha. Recentemente estava discutindo com um colega de trabalho alemão, quando ele me disse que a desigualdade no país somente aumenta e que hoje já são 20% da população que estão na linha da pobreza...

    Respondi que não acreditava em tal estatística e perguntei se tais pessoas já não recebiam ajuda governamental. Ele me disse que recebem moradia e mais €400,00 por mês, e ficou surpreso quando afirmei que é mais do que eu recebia como estudante trabalhando em meio período na Alemanha.

    Voltei a afirmar que era impossível esta estatística estar correta, sendo que não vejo ninguém passando fome por aqui, no que ele respondeu: "Mas veja bem, esses limites de pobreza são estabelecidos como certos percentuais da população, não se a pessoa está passando fome ou não."

    Eu respondi: "Cacete! Se você define o nível de pobreza como sendo o que os 20% mais pobres ganham, é óbvio que 20% da população estará nesse nível ou abaixo."

    Também me lembro da história de um amigo que diz que, durante um curso de francês da Hochschule, a professora perguntou o que era um aluno pobre para uma alemã e ela respondeu: "Ah, é aquele aluno que não tem dinheiro pra comprar roupas de marca todo ano, nem pra ir em todas as viagens da escola."

    Estão tão acostumados com a situação por aqui, que se esquecem o que é pobreza de verdade e o quão abençoados são de ter nascido sob um sistema mais livre. É nojento alguém defender o socialismo com base em "desigualdade de renda" e ignorar o números de pessoas que o capitalismo tira da real pobreza.
  • Itália Ferreira  08/05/2018 01:44
    Você encontrou o ovo de Colombo, a essência do problema.
    O autor discorreu sobre pontos de vistas exatos e viziveis mas se é que eu do fundamental: "A Desigualdade é o motor do capitalismo."
    O ser humano é um animal mais parecido com os cachorros do que com os golfinhos. Temos um comportamento social mesquinho. Muitas vezes não nos importamos com o que temos mas sim querendo ter o que o outro tem. E esse "animalismo" humano é que fomenta o capitalismo.
    Até aqui tudo bem. O problema começa quando a desigualdade cresce a um nível que afoga as esperanças do mais pobre alcançar o mais rico. Quando esse motor cresce demais, como em qualquer outro sistema conhecido, ocorre a ruptura. Daí vem as catástrofes humanas. Nisso peça o autor.
  • Sandro Lima  25/10/2019 21:46
    Concordo!!!
  • fernando  15/02/2017 16:49
    Eu só acho difícil a pessoa do outro lado do debate deixar chegar até o quarto questionamento sem ter que ouvir um "vá estudar" "mimimi desigualdade está vinculada com pobreza" "mimimi tu fala isso pq tu nasceu de família com condições"'. Em caso positivo, muito se tem a extrair de útil dessa conversação.
  • Joao  16/02/2017 13:52
    Isso me da muita raiva, esse argumento porco "você fala isso pq nasceu em família com condições". Vai te catar! Nem me conhece. Não sabe dos dias que passei fome, que não tinha casa, que tinha que morar de favor com os outros, pq nem aluguel conseguia pagar. Isso esses vagabundos não consideram. Se estou bem hoje, é mérito exclusivo meu. Não do estado, nem de porra nenhuma. Muito menos por ter "nascido em família com condições".
    Esse tipo de asno deve ser daqueles fracassados que colocam a culpa nos outros, e não assumem o próprio fracasso.
  • Emiliano Cunha  03/04/2017 11:14
    Você está certíssimo João. Parabéns. Falou tudo em poucas palavras. Merece pois se esforçou para conseguir.
  • Revoltado  24/10/2019 15:37
    João,

    Nem sempre essa verborragia vem de perdedores ressentidos. Ouvi parolice semelhante de conhecidos esquerdistas de classe média alta/alta. São detentores do mais claro pensamento elitista, que transformam a "culpa" de ter nascido em berço dourado numa espécia de auto-de-fé e quem faz objeções ao socialismo é porque odeia pobres e pertence a uma suposta elite a qual não conseguem identificar ao certo.
  • Adelson Paulo  15/02/2017 21:02
    É melhor ser reserva no time do Barcelona ou titular no time do Bangu?
  • Capitalista Keynes  17/02/2017 12:12
    KKKKKKKKKK ri alto aqui....boa comparação.
  • Alemão  16/02/2017 00:38
    Leandro, com o objetivo de aperfeiçoar o meu inglês, estou começando a traduzir do inglês para o português material de cunho liberal.
    Caso tenha interessante em alguma tradução minha, fique a vontade para republicar no blog do IMB.
    As traduções estão sendo publicadas neste blog: tradutorliberal.wordpress.com.
    Abraço.
  • Alexandre  16/02/2017 05:35
    É muito simples: ricos têm poucos filhos, e os pobres muitos filhos.

    O dia que os pobres tiverem somente um ou dois filhos, a vida deles melhorará, como também a das futuras gerações se seguirem a receita.
  • anônimo  16/02/2017 12:22
    A questão principal é a cultura do crime.

    Confiscar dinheiro das pessoas está sendo considerado uma coisa boa para a sociedade.

    Pagar festas, shows, automobilismo, ônibus, eventos e outras beneces, está sendo considerado uma coisa boa.

    Expropriar parte do salários das pessoas, está sendo considerado uma coisa boa.

    A cultura do crime já foi implantada pela esquerda.

    Foi instaurada a cultura do coletivismo, onde saquear cidadãos de bem não é nenhum problema.

    Caridade e socialismo são muito diferentes. Na grande maioria dos casos, o socialismo só pode ser feito com o uso da força.

    Isso está muito longe de ser uma prestação de serviços básicos, como se fosse um condomínio.

    A cultura do crime não permite que pessoas se defendam das apropriações do estado.
  • William  16/02/2017 13:47
    O mais interessante é que, geralmente quem levanta estas bandeiras de desigualdade não entende que investimento só se dá com poupança.
    Conheço amigos adeptos do socialismo que reclamam da desigualdade, porém eles obtém rendimentos financeiros semelhantes aos meus. Alguns me perguntam como eu consegui os bens que tenho hoje, e fica tão na cara que dá preguiça de responder.
    Socialista de barzinho: roupa bege da moda, troca de iphone todo ano, lolapalooza, tem a melhor internet só pra usar facebook, compra boa quantidade de cerveja artesanal todo final de semana, daí reclama que ganha pouco e a culpa disso é do sistema capitalista...
    Cadê o investimento? Cadê a poupança? Como um cara desses vai prosperar e adquirir riquezas?
    Gastar todo o salário em bens de consumo é o caminho mais curto para o fracasso.
  • Capitalista Keynes  16/02/2017 15:33
    Muito bom....o problema é ser pobre e não uma pessoa ganhar 100 vezes mais que você.
  • Henrique Zucatelli  16/02/2017 16:09
    Ué, o problema da pobreza se resolve com trabalho, empenho, disciplina e uma boa dose de ingenuidade.

    Aliás a ingenuidade é que permitiu que as invenções mais disruptivas viessem ao mundo.

    Abraços,
  • Rafael  17/02/2017 00:57
    Ingenuidade significa ser ingênuo. fuja dos falsos cognatos.
    Ingenuity em ingles é diferente de ingenuidade em português... por favor
  • Rafael  17/02/2017 00:59
    ingenuity = engenhosidade
    ingenuity # ingenuidade
  • Paulo Bat  18/02/2017 19:59
    Zucattelli, você poderia ter dormido sem esta. Ter cuidado com falsos cognatos se aprende no primeiro ano do curso de Inglês.

    Há, me lembrei, você é contra o estudo regular do que quer que seja, conforme comentários seus em artigos anteriores, aqui no Instituto Mises.

    In a very literal and bad translation of a Brazilian quote, you think like that:
    " The business is to learn at home through the excellent blogs that abound on the internet."


    Em outras palavras e parafraseando o Rafael: 'Be careful what it looks like! .' Or: 'Beware of false cognates! They can be dangerous!'

    Have you ever thought to tell your client, manager, boss, father, etc: "O senhor tem muita ingenuidade", while trying to say he is ingenious.

  • O Pensador  16/02/2017 18:45
    Ao meu ver o problema tem 3 partes:

    Os realmente ricos (salvo poucas exceções) tem rendas absurdas indiferente do mérito e esforço, poupando fortunas mesmo sem conter gasto com bens de consumo.

    Os pobres (salvo poucas exceções ) não conseguem ter receitas suficientes para ter bens de consumo acima da sub-existência, e o que dirá economizar.

    A "classe media" que já tem um renda suficiente para poder escolher entre o luxo (bens de consumo acima do básico) e/ou economizar para acumular riqueza.

    De maneira que o rico fica mais rico, e a troca é basicamente de uma geração pra outra, o pobre idem, e a classe media tem um dinâmica, chegando a transitar entre as classes, mas de maneira geral mantem o status quo acreditando que um dia ascendera a classe dos ricos pelo seu esforço, dedicação talento, trabalho duro, economia e etc.. Porem pergunto:

    Quantos de nós da classe media ascenderam a riqueza ? Mas aquela riqueza que gera uma renda (apenas pelo que a própria riqueza gera, sem incluir ai os ganhos por mérito) superior aos seus gastos mais supérfluos de maneira que ainda que não faça esforço para economizar, siga acumulando riqueza ?

    Não seria a classe média com suas rápidas idas a classe rica sem nunca realmente adentrar a aristocracia, apenas a cenoura que nos incentiva a seguir correndo ?

    Se realmente o ser rico depende apenas do mérito, e se sim pq não somos todos ricos ? a maioria dos pobres que conheço trabalha mais horas e vivem para o trabalho, ainda que se discuta a capacidade nesse caso, sera que somos todos incapazes ?

    E por fim dos 1 ou 2 que responderam que chegaram ao nível de gerar mais riqueza do que conseguem gastar (apenas pelo que a própria riqueza gera, sem incluir ai os ganhos por mérito), digam se tiveram alguma ajuda de algum contato / herança ou se veio de uma invenção revolucionaria (novo método de produção, produto inovador, ou criação de uma nova categoria de mercado) ???
  • Gabriel  16/02/2017 19:31
    "Se realmente o ser rico depende apenas do mérito, e se sim pq não somos todos ricos ? a maioria dos pobres que conheço trabalha mais horas e vivem para o trabalho, ainda que se discuta a capacidade nesse caso, sera que somos todos incapazes ?"

    Você chegou a este site agora, né? Este é um dos temas mais debatidos nos artigos daqui. Aliás, esta é uma das falácias mais rotineiramente refutadas aqui.

    A riqueza nada tem a ver com esforço, com as horas trabalhadas, com o trabalho duro, com nada disso. Por exemplo, um homem pode gastar centenas de horas fazendo sorvetes de lama ou cavando buracos, mas se ninguém atribuir qualquer serventia a estes sorvetes de lama ou a estes buracos — e, portanto, não os valorizar o suficiente para pagar alguma coisa por eles —, então tais produtos não têm nenhum valor, não obstante as centenas de horas gastas em sua fabricação.

    O que determina a remuneração no mercado não é o mérito, não é a virtude, não é o esforço ou a dedicação.

    O que realmente determina a remuneração no mercado é apenas e simplesmente a criação de valor. Se você consegue criar algo de valor para terceiros, você será bem remunerado. Ninguém está nem aí para as suas horas trabalhadas ou para o seu esforço. As pessoas só querem saber de serviço bem feito. E pagarão bem por isso.

    De novo: o que interessa é a criação de valor; o valor que você consegue adicionar à vida dos demais. Não importa se é por esforço, inteligência, sorte, talento natural, herança; quanto mais imprescindível você for aos outros, mais os outros estarão dispostos a servir você.

    O esforço por si só não garante nada. É verdade que, tudo o mais constante, se a pessoa encontra um campo em que ela gera valor, o esperado é que mais esforço gere mais valor. Com o passar das gerações, a ascensão social se acumula: a filha da retirante nordestina que trabalha de empregada tem computador, aula de inglês e provavelmente não será doméstica quando crescer.

    É assim que as sociedades enriquecem. Não é de uma hora para outra, e não tem nada a ver com a crença ingênua de que a renda é ou deveria ser proporcional ao mérito.

    Nada é garantido. Às vezes o setor em que o sujeito trabalha fica obsoleto, e o valor produzido pela dedicação de uma vida cai abruptamente. Havia gente muito dedicada entre os técnicos de vitrola de meados dos anos 1990; e mesmo assim…

    Satisfaça as necessidades dos outros, e as suas serão satisfeitas. Não importa se é por mérito, por sorte ou por talento. O cara mais esforçado e bem-intencionado do mundo, se não criar valor, ficará de mãos vazias.

    Achou injusto? Então aqui vai um segredo: é você quem perpetua esse sistema. Se sua geladeira quebra, você vai querer um técnico esforçado e que dê tudo de si, ou vai querer um que faça um ótimo serviço, com pouco esforço e a um baixo custo? Quer um restaurante ruim mas com funcionários esforçados ou quer comer bem? O mundo reflete o seu código de valores e, veja só, ele não é meritocrático.

    O sistema de mercado não premia a virtude; ele premia, e portanto incentiva, o valor. É feio dizê-lo? Pode ser, mas ele tem um lado bom: é o sistema que permite que a vida de todos melhore ao mesmo tempo. Que todo mundo que quer subir tenha que ajudar os outros a subir também. Ele não iguala o patamar de todo mundo, mas garante que a direção de mudança seja para cima.

    Leia mais em:

    Não é a meritocracia; é o valor que se cria

    A teoria do valor-trabalho ainda assombra a humanidade e segue causando estragos
  • Capitalista Keynes  17/02/2017 12:05
    "Se realmente o ser rico depende apenas do mérito, e se sim pq não somos todos ricos ? a maioria dos pobres que conheço trabalha mais horas e vivem para o trabalho, ainda que se discuta a capacidade nesse caso, sera que somos todos incapazes ?"

    Cara, depende que tipo de trabalho e quão valorizado ele é.....fazer muitas horas de um trabalho que se tem em abundância e que não tem valor agregado não adianta muita coisa. Um jogador de futebol TOP ( Messi ,Neymar,C Ronaldo,etc) é mais raro e desejado do que um gari, só um exemplo tosco ....sem desmerecer as profissões de forma alguma.
  • Leandro C  27/10/2019 21:38
    O Pensador 16/02/2017 18:45

    O colega "Gabriel 16/02/2017 19:31" expôs muito bem a questão de que a riqueza tem maior relação com sua efetiva criação (criação de valor) do que com o esforço propriamente dito, entretanto, perceba que acreditar que rico trabalha menos do que pobre é, de certa forma, um mito.

    Não que devesse, ou não devesse, trabalhar mais ou menos, cada um faz o que quer com a sua vida. Mas, de forma geral, se você se esforça menos, tende a empobrecer; acaso se esforce mais, tende a enriquecer; portanto, mesmos os ricos, quando param de se dedicar, tendem a ir empobrecendo, ainda que o processo até a bancarrota venha a demorar muito em razão do anterior elevado acúmulo de capital; acaso compare dois pobres, perceberá que normalmente o mais esforçado tenderá a melhorar seu padrão, enquanto o menos esforçado tenderá a continuar na mesma pobreza.

    Apenas considerar que os ricos não precisam trabalhar, ainda que alguns não precisem mesmo e poderiam continuar a ser ricos durante mais tempo do que possuem de vida, não é tão acertado, pois trabalhar não é tão ruim assim; minha pouco experiência no assunto (visto que estou rodeado mais por pobres do que por verdadeiros ricos) é de que alguns ricos trabalham muito mais do que os pobres, visto que foi assim que conseguiram ficar ricos (trabalhando muito e gastando pouco), ou seja, muito trabalho e pouco lazer; de todo modo, a experiência demonstra que o trabalho também não deve ser uma coisa tão ruim, posto que os ricos parecem continuar trabalhando mesmo nos momentos de lazer, uma vez que mesmo na roda de bar continuam trocando experiência de negócios e trocando contatos e soluções, ou, em outras palavras, fazendo negócios.

    Por fim, a grande maioria das pessoas possui as suas cenouras e não há nada de mal nisto; o problema é se fixar nas cenouras, no amanhã, nos sonhos, e esquecer completamente o hoje, o presente, a realidade; de todo modo, cada um possui suas próprias cenouras e ganhar dinheiro é, até certo ponto, uma ótima realização, entretanto, a partir de certo ponto, passa a ser inútil.
  • Resristow  02/04/2017 16:35
    O artigo abaixo mostra a forma como foi usado o argumento na quarta pergunta.

    Por causa dos melhores contatos políticos dos ricos no Reino Unido, esses se podem dar ao luxo de serem medíocres que continuarão a ganhar mais que pobres talentosos. O problema é que o artigo clama por mais distribuição de renda e não vê o estado como o problema da questão.

    Artigo para atacar o Brexit, eu acho.

    ind.pn/2oowZ2s
  • Tiago Júlio de Moraes  28/12/2017 16:40
    A pobreza, como descrita, também no caso do Brasil, é artificial.

    Que informação valiosa!
  • S. Sena  06/01/2018 14:25
    Von Mises Brasil,

    Parabens por trazer mais essa contribuição genial, estruturada e realista.

    A página abre minha mente e tem me tornado uma pessao com um intelecto mais evoluindo, tendo como ponta-pé, suas informações.

    Parabens mais uma vez!
  • anônimo  06/01/2018 22:57
    É-me fácil fazer ruir por terra todas as perguntas elaboradas de formas erísticas neste artigo, uma vez que a formação das perguntas, para o sábio que a formulou e os seus súditos, parecem ser aceitas por todos, no entanto não o é, o que fá-las ser fácil de qualquer requestamento. Por isso que em primeiro plano analiso que os leitores dessas perguntas, assim como eu, não fazem parte da maioria, isto é, quem lê estes artigos é a minoria que, longe do vulcão ativo o acha lindo, mas quando perto vê a realidade da lava e treme de calor pela sua vibração. O que me leva a pensar: " Numa discussão caminharei meus pensamentos para fazer tais perguntas, assim como indicaram-ma fazer, mas ao pronunciá-las vejo que o olhar de meus ouvintes ficam escandalizados" "e o mínimo grão de pessoa que tenta entendê-las, sabe que tais perguntas são más formuladas, ou seja, óbvias como esta: estamos falando de desigualdade ou de pobreza?". Afirmo que todos que em uma contenda queira falar sobre Desigualdade terá de falar sobre pobreza, assim como quem fala de verdade, terá de possivelmente dizer sobre a mentira; ou falar sobre a flor e o cálice; a alma e o pensamento etc...Portanto a pergunta que deveria ser formulada em vez daquela é esta: Ao falarmos, ouvintes, sobre a desigualdade, teríamos a coragem de abrir os olhos para o aspecto da pobreza? pois, é mister dizer que a desigualdade tem suas ramificações; e com virtude é a pobreza uma dos seus cujos. Vejo, pós isso, o olhar do ouvinte reflexivo e até mais palpável. Pois ninguém (entendam como ninguém a maioria) quer falar de desigualdade sem dizê-la da sua pobreza e nisso sem distinguir a própria pobreza.

    A segunda pergunta que, sem embargo, pode ser mudada e mais aceita é esta: estamos falando de desigualdade de renda, de riqueza ou de consumo? Quem com o pulso ardendo pelo discurso, dirá " Estamos falando de desigualdade de riqueza" ? e diante disso quem aceitará continuar a discussão com este mentecapto? A roda em coisas de segundos o ignorará. O gosto do nosso amigo por perguntas não é o mais adequado, com efeito. E com isto a pergunta que cativaria os olhos sedentos por novas contendas seria esta: "Estamos falando de desigualdade, não é? Pelo qual motivo a renda, a riqueza e o consumo não se entranham das pernas fechadas dessa premissa? Porquanto a disparidade é fruto de uma arbitrariedade capitalista e o capitalismo é o que é quando é dividido em suas diretrizes sustentadora, isto é, renda, riqueza e consumo. Logo para semear os campos da batalha precisamos, caros, relacionar esses conceitos e defini-los da melhor maneira possível. " Em fim disso o corajoso orador iria olhar a pergunta suspensa no ar, o silêncio sinistro ia cair sobre todos, e pós isso viria o trovão de definições e dissidências enérgicas mais libertadoras.

    Terceira pergunta que ruiria com um sopro do David: e a mobilidade de renda? Novamente todos ficariam atônitos sem desejar si quer praguejar o homem que fez essa pergunta, no entanto um ratinho di-lo-ia de baixo - Basta! A renda dos ratos são poucas. A ratazana é uma espécie de rato. Há coisa de um mês que obro com as ratazanas. Comemos do mesmo queijo e bebemos do mesmo leite. Por qual infelicidade a sua renda é móvel e a minha não? ....entendi o que o snr quis dizer,inferiria nosso ratinho sedento". A pergunta do nosso rato é rude. E é dessa mesma forma a vossa e junto que a coisa mais dizível e aceitável seria: Passamos por duas etapas fundamentais que não nos cabe por em pauta novamente, mas diante delas sabemos o que já é a desigualdade e por isso vos pergunto, meus caros, é possível a renda me por em marcha dos custos de vida? Deixarei em ar a reação dos que circundavam essa pergunta e passo para...

    A próxima e última: quais, exatamente, são os problemas causados pela desigualdade? Uma mulher mal instruída diria com ar cheio de mofa " a minha casinha e o "appartment" do lado". Alguns ririam, não obstante prestariam atenção e veriam que aquela snra tem razão, e sem embargo por qual motivo mais alguém continuaria tentando achar as raízes do problema que aquela snra o já tinha resolvido? ninguém (maioria) voltaria à questão e o assunto seria debatido outra vez de formas equívocas. Súbito seria se o orador mudasse a frase para definir em outra frase mais absorta, como esta " A desigualdade não se abre e se fundamenta só em questões de honra capitalista, já o sabemos. Sabemos, mas insistimos em dizê-la com um só significada e de um só efeito. No entanto, não há só um, há miríades, e quais são?" aquela frase. Seria triste receber como resposta que "a desigualdade é uma variável relativa, que nada diz sobre as condições absolutas de vida e que portanto não possui grandes efeitos, e que portanto não móvel, portanto irrefutáveis...etc. E assim, meu caro...

    Vede que não concluirei, deixarei como um marco do nada que pode estar cheio de ar como um balão, mas que tampouco deixa o dentro da "não conclusão" o estar de mistério.

    P.S: A experiência não nos engana e por isso nos conflita mais a mais no nó do laço atroz da desigualdade.
  • thiago  22/05/2018 13:04
    Pensemos na desigualdade fora do âmbito econômico:

    Bolt e poucos outros correm 100 metros em menos de 10 segundos; maratonistas olímpicos correm 42 km em 2 horas; nadadores da maratona aquática nadam 25 km! O Iron man é uma sequência de 3.800m de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida; há pessoas poliglotas que falam 5, 6, 7, 8 ou mais línguas; músicos executam melodias fantásticas com incrível desenvoltura, ou simples melodias com admirável sensibilidade; compositores geniais compõem obras com inúmeras vozes, todas dialogando em perfeita harmonia; pessoas meditam por dias meses e anos a fio; cientistas fazem descobertas corajosas e revolucionárias; e tantos outros exemplos poderiam ser citados. E todos são fruto de vontade, trabalho e dedicação, além de gênio. Eis os altos níveis de desigualdade em que se encontram os seres humanos. Devemos admirar esses campeões olímpicos de todos os gêneros; e todos aqueles que se esforçam para desenvolver-se; e que vislumbram e almejam sempre o que há de superior; e que entendem que há de fato pessoas melhores do que nós em diversas áreas e que elas devem ser respeitadas e admiradas; assim como nós também somos superiores a outros, a quem devemos servir de exemplo.

    Conclusão: a desigualdade é natural e não é má.
  • Wesley  23/10/2019 22:09
    Vou postar um comentário exatamente igual ao feito no Facebook pelo meu vizinho, que é um professor de filosofia, o comentário é sobre as novas regras para aposentadoria "Olha só seus bossominios. Quem mais perde são os trabalhadores pobres. Essas novas regras só vamos ampliar ainda mais as diferenças de renda,sociais entre outros brasileiros. É um crime...
    Faz arminha seus boçais...".
    Me lembro da época que estudei com ele, foi no último ano escolar, ele sempre falava mal do capitalismo(sim ele é socialista), dizia inclusive que o livre mercado era ruim e prejudicial para o povo, pois aumentava a desigualdade, e que o rico ficava mais rico e o pobre mais pobre por ser explorado pelos patrões, e que uma economia deveria ser controlada totalmente pelo estado, o mesmo deveria cuidar do seu povo, e deveria seguir exemplos como os países nordicos(contraditório kkk pelo que me lembro é mais rápido abrir empresa nesses países do que no Brasil).
  • Leandro C  27/10/2019 09:02
    "Wesley 23/10/2019 22:09"
    Se somos, e considero que somos, um país socialista, ou semi socialista, isto não é à toa; foram gerações sendo talhadas para nossa cultura geral ficasse impregnada deste tipo de conceitos; fomos, em geral, sempre impelidos a buscar no Estado a solução para nossos anseios individuais, então este é o resultado.

    Infelizmente seu professor não é a exceção, ao contrário, ele é a regra.

    Estamos de tal forma imersos nisto que se não (ou melhor, quando não) nos policiarmos certamente acabaremos, vez ou outra, proferindo alguma boçalidade esquerdista também; é fatal! aplique o filtro também sobre suas falas, certamente perceberá que vez ou outra acaba escorregando e defendendo de alguma forma o Estado; tal cultura exala de nossos poros e é a razão pela qual é tão difícil mudar o país.

    Quando você reflete você cai em si, mas por vezes a coisa é irrefletida, e então agimos de forma socialista, aliás, talvez isto seja da própria natureza humana; perceba que fugir da própria responsabilidade sempre esteve em uma das possíveis formas de agir. Ainda no paraíso Adão culpou Eva e Eva a serpente (acaso seja cristão então certamente acredita nisto; acaso não seja, o exemplo serve de esboço histórico a demonstrar que a história retratada é suficientemente antiga).
  • Wesley  27/10/2019 14:05
    Isso me faz me questionar como eu e mais 6 amigos éramos os únicos que não caímos no pensamento socialista dentro da classe, pq praticamente a classe inteira foi doutrinada, nossos pais tbm foram, acho estranho como chegamos a isso sem ninguém nos influenciar.
  • Aluno de EA  23/10/2019 23:47
    Galera vejam bem, como o mundo inteiro leva a esquerda tão a sério, veem eles como esperança e blablabla se eles só tem argumentos frágeis e puramente emotivos?
    Percebam que o principal argumento deles contra o capitalismo está simplesmente errado: "O capitalismo deixa os ricos mais ricos e os pobres mais pobres" (Isso é apenas uma pequena amostra das narrativas deles que são, no melhor dos casos, imprecisas), como pode uma ideia flagrantemente errada como essa ir pra frente povoando mentes e conquistando coraçãoes, se as estatísticas são claras ao mostrar que não só os ricos, mas a classe média, os pobres, todo mundo está ficando mais rico?
    Será que numa disputa entre a razão + observação dos fatos vs emotivismo barato + discurso que, apesar de mentiroso, toca o coração das pessoas a segunda opção sempre vai tomar a dianteira? A disputa sempre foi assim injusta ou os cérebros estão perdendo a capacidade de realizar sua principal função?
    Obrigado!
  • Entreguista.  24/10/2019 01:01
    Sou da opiniao que boa parte dessas pessoas sao ignorantes,outras frouchas maria vai com as outras e outras mal carater e invejosas. A pessoa muitas vezes cometem erros na vida,deixam de conquistar seus sonhos ou veem pessoas mais simples conquistando seus sonhos e ficam com rancor e aceitam todas as mentiras do socialismo para se sentirem bem. É uma gente esquisita mesmo.
  • Estado o Defensor do Povo  24/10/2019 02:06
    Eu tô muito afim que apareça algum socialista aqui pra gerar um debate bacana, tá difícil ver ultimamente.
  • Felipe  24/10/2019 02:09
    Sabe-se que, há décadas, Espanha e Portugal são países parecidos em nível de intervencionismo estatal, ou seja, mais burocráticos em relação ao restante do continente europeu (embora superiores ao Brasil).

    Dito isso, além do fator de existir uma moeda forte corrente (o Euro), o que permitiu que eles atingissem um nível de país desenvolvido? No século XVI, de fato, o Império Ultramarino Português era gigantesco (logo depois viria a Espanha), mas dessa época para cá, essa possível riqueza acumulada já não teria sido toda pilhada com séculos de extremo intervencionismo, ou estou equivocado?

    PS: Também me surpreende a Grécia ser também considerada um país desenvolvido, dado o extremo nível de intervencionismo estatal (e de décadas).
  • anônimo  24/10/2019 04:46
    Grécia não é considerada desenvolvida.
  • Felipe  24/10/2019 21:01
    Sendo ou não, então consideremos Portugal e Espanha.
  • Felipe  24/10/2019 02:19
    Por que vocês acham que esses distúrbios começaram a pipocar no Chile? No Brasil, em 2013, os efeitos da carestia estavam começando. E lá?
  • Augusto   24/10/2019 04:24
    Veja os vídeos no YouTube. Todos os baderneiros são, sem exceção, jovens de classe média alta. Não há ali nenhum pobre e nenhum aposentado (o que destrói a narrativa de que os protestos são contra a falta de assistencialismo, a desigualdade, e os baixos pagamentos da previdência social).

    É espantoso que a mídia esteja caindo no engodo e tenha se apressado a criar uma narrativa para justificar a baderna. Ali você só vê vândalos jovens de classe média se divertindo (destruindo patrimônio).

    Depois surge um novo Pinochet, o povo ordeiro aplaude, e a mídia fica sem entender.
  • Felipe  24/10/2019 20:58
    Sempre o mesmo padrão... realmente. O pobretão sabe que capitalismo funciona, porque ele é quem mais sente o quão ruins são os impostos e o quão tenebrosas são as regulações.

    Não tem problema em ser de classe média alta e estar apenas estudando. O problema é o que eles estão pedindo e fazendo. São todos fora da realidade.
  • Anônimo   24/10/2019 21:42
    Exatamente o que eu desconfio....os baderneiros chilenos são essa galerinha descolada que acha que o frango vem da geladeira e cujos pais sabem muito bem que os frangos não vêm da geladeira, vêm das gôndolas dos supermercados.
  • O bordeleiro  25/10/2019 01:22
    Saneamento melhora, mas metade dos brasileiros segue sem esgoto no país fonte g1.

    Ahh agora entendi oque é desigualdade kkkk
  • Skeptic  29/10/2019 01:48
    Gostaria de ver as respostas do economista Carlos Góes às perguntas do artigo e de outros liberais desse tipo estilo "Mercado Popular" (BHL).
  • Mecenas  31/10/2019 14:30
    Vocês distorcem a realidade. O Brasil é o mesmo, continua em os três países mais desiguais do mundo, sendo os dois primeiros Africanos. Vão para as ruas e periferias dos grandes centros, para o interior do Brasil, poderão constatar de perto a realidade crua e nua. Seja governo de direita ou de esquerda, a pobreza só aumenta.
  • Carlos Alberto  31/10/2019 14:45
    "A pobreza só aumenta"? Prove. Mostre fatos, dados e estatísticas apontando que os pobres estão hoje mais pobres do que estavam há 10 anos. Ou que há 5 anos.

    Mostre que o salário médio deles compra hoje menos bens, serviços e amenidades do que comprava há 10 ou 5 anos.

    Está na hora de parar de cuspir clichês e começar a lastrear afirmações factuais em dados.
  • Skeptic  02/11/2019 18:23
    Ainda não aprendeu a diferença entre desigualdade e pobreza?

    "O Brasil é o mesmo, continua em os três países mais desiguais do mundo"

    Além de escrever tão mal, você ainda inventa dados? Qual índice é esse? Qual ranking? Qual a fonte?

    "pobreza só aumenta"

    Muito pelo contrário, a pobreza só diminui, exceto em alguns países-aberrações como Venezuela e Argentina. A tendência mundial é pelo fim da pobreza extrema.

    PS: A pobreza no Brasil estava em queda mas aumentou em 2014 em diante... por que será, né, dona Dilma?


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