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Se você é contra o livre comércio, você tem medo da abundância e da prosperidade
O protecionismo é a confusa tese daqueles que acreditam que mais escassez gera bem-estar

Eis o fato mais importante que qualquer economista digno de sua profissão tem de reconhecer: vivemos em um mundo de escassez.

A escassez é ubíqua e está por todos os lados. Nenhum bem de consumo existe em abundância. Nenhum bem de consumo é infinito. Tudo tem de ser trabalhado e produzido.

E, por mais que trabalhemos e produzamos, ainda assim jamais conseguiremos criar tudo o que desejamos. Nem todos os desejos e necessidades humanas podem ser satisfeitos com os meios — mão-de-obra, recursos, ferramentas, maquinários, tempo, conhecimento — disponíveis.

Alguns de nossos desejos — com efeito, a maioria — jamais serão atendidos, pois, exatamente para que possamos utilizar os recursos escassos, a mão-de-obra, as ferramentas, os maquinários, o tempo e o conhecimento na produção de alguns bens e serviços, outros bens e serviços deixarão de ser produzidos.

Consequentemente, determinados bens e serviços deixarão de ser produzidos para que aqueles outros bens e serviços que julgamos ser mais essenciais possam ser produzidos.

Um dos mais graves erros econômicos que os seres humanos podem cometer é o de ignorar que o nosso mundo é caracterizado pela escassez. Seres humanos que partirem do princípio de que vivem em um mundo de superabundância pagarão um preço extremamente alto por esse erro.

E caso você pense que só falei obviedades — tão óbvias ao ponto de serem irrelevantes, pois ninguém ousaria imaginar outra coisa —, repense. Uma grande variedade de políticas governamentais se baseia na premissa de que o maior "problema" que a humanidade enfrenta não é a escassez, mas sim a superabundância.

O protecionismo e o temor da prosperidade

Um perfeito exemplo de uma política baseada no temor de que haja superabundância é o protecionismo.

De longe, a força ideológica mais poderosa na defesa do protecionismo é o temor de que, com o livre comércio — isto é, com as pessoas podendo comprar coisas baratas do exterior —, haverá poucos empregos para os trabalhadores na economia doméstica.

Repare: o que seria esse temor senão o medo de que o livre comércio irá gerar uma abundância tão plena, que ninguém mais terá de trabalhar para produzir? O que seria esse temor senão a noção de que, com o livre comércio, todos os desejos da humanidade seriam tão completamente satisfeitos, que chegaremos ao ponto em que não mais seremos úteis em fornecer bens e serviços uns aos outros?

O temor do cidadão comum em relação ao livre comércio se baseia em um entendimento completamente equivocado em relação à realidade do mundo. É um temor de que nós humanos (ou pelo menos os humanos de um determinado país) estamos no limiar de abolir a escassez e, consequentemente, de transformar o mundo (ou ao menos o nosso país) em um ambiente de superabundância.

Esse temor é completamente irracional.

Esse temor é irracional não apenas porque, não importa quão materialmente prósperos nos tornemos, a escassez sempre continuará existindo; é irracional também porque sua expressão é invariavelmente incoerente. Aquelas pessoas que temem que o livre comércio irá abolir a demanda por mão-de-obra estão, por definição, dizendo que o livre comércio irá abolir a escassez. Mas tão extraordinário sucesso em abolir a escassez significaria, também por definição, que não ter um emprego não geraria nenhuma penúria ou privação. Em um mundo de superabundância, ninguém precisa trabalhar para sobreviver ou mesmo para viver luxuosamente. Se a escassez foi abolida, as privações acabaram.

Por outro lado, um mundo em que as pessoas têm de trabalhar para sobreviver, principalmente para viver com algum luxo, é necessariamente um mundo de escassez — o que significa que é um mundo repleto de oportunidades econômicas para todos aqueles que desejam servir aos outros visando ao lucro.

Políticas baseadas em um erro tão grosseiro quanto esse, que confunde nosso mundo de irrevogável escassez com um mundo de superabundância — ou no limiar da superabundância —, são destrutivas. E quanto mais essas políticas forem buscadas, mais destrutivas elas serão.

O protecionismo é uma política baseada no calamitoso e errôneo temor de que um dos maiores problemas enfrentados pelos seres humanos não é a escassez, mas sim a superabundância.

Protecionistas confundem trabalho duro com prosperidade

No entanto, há uma explicação para essa confusa mentalidade protecionista. Eles confundem trabalho duro com prosperidade.

As pessoas trabalham com o intuito de reduzir o fardo da escassez. Elas trabalham para produzir e, com isso, tornar bens e serviços mais abundantes. Fazer com que bens e serviços sejam mais abundantes é o fim; o trabalho é o meio.

Ao verem uma conexão entre trabalho e redução da escassez, os protecionistas erroneamente concluem que, ao reduzirem as importações e elevarem artificialmente a escassez, e com isso obrigarem as pessoas a trabalharem mais, esse aumento da necessidade de trabalho tornará as pessoas mais prósperas.

Ou seja, ao corretamente verem o trabalho como um meio para a redução da escassez, os protecionistas ilogicamente concluem que políticas que aumentem a escassez — e que, logo, gerem mais necessidade de trabalho — irão necessariamente tornar as pessoas mais prósperas.

Só que, com a escassez artificialmente aumentada por tarifas de importação e outras "proteções" — e com a abundância artificialmente reduzida por essas medidas —, as pessoas terão, como resultado, de trabalhar mais pesado a fim de continuar consumindo a mesma quantidade de bens e serviços que consumiam. Ou, o que dá no mesmo, caso continuem trabalhando o mesmo tanto, terão de se contentar em consumir menos bens e serviços.

Isso é o exato oposto de maior bem-estar e maior padrão de vida.

Afinal, é exatamente naquelas sociedades em que o esforço físico é o mais pesado e intenso, que a qualidade de vida é menor. Onde o trabalho é mais fisicamente exaustivo: no Haiti ou na Nova Zelândia? Quem tem um comércio mais livre? Quem tem um padrão de vida maior?

Protecionistas, ao verem uma maior necessidade de trabalho, concluem que esse maior esforço físico fará com que as pessoas se tornem mais prósperas. Já os defensores do livre comércio, ao verem uma maior necessidade de esforço físico, reconhecem que isso é consequência de as pessoas terem se tornado menos prósperas.

Conclusão

O protecionismo é uma desastrosa política implantada para criar escassez e para impedir a abundância. Tal política é destruidora do padrão de vida humano. Não há meias palavras.

Todos nós trabalhamos porque queremos trocar os frutos do nosso trabalho por aqueles bens e serviços que ainda não temos ou dos quais necessitamos continuamente.  Trabalhamos e produzimos para que então possamos demandar bens e serviços. Trabalhamos e produzimos para que possamos importar bens e serviços — seja de outra rua, de outro bairro, de outra cidade, de outro estado ou de outro país.

Se as fronteiras do território dentro do qual vivemos estão completamente abertas para todos os bens e serviços produzidos mundialmente, então somos pessoas de sorte: estamos na privilegiada situação de ter os indivíduos mais talentosos do mundo trabalhando e produzindo para atender às nossas demandas, reduzir nossa escassez e aumentar nossa abundância.

Sob este arranjo, por definição, o poder de compra do nosso salário alcança sua máxima capacidade. Todos aqueles que gostam de barganhas e de pechinchas adoram, intuitivamente, o livre comércio.

Por outro lado, se o governo fecha artificialmente as fronteiras do país para os produtos estrangeiros, então a população passa a viver sob um permanente estado de isolamento e autarquia. Ao serem praticamente proibidas de utilizar os frutos do seu trabalho para adquirir aqueles bens e serviços que são produzidos com mais qualidade por estrangeiros, as pessoas são forçosamente obrigadas a trabalhar duro par fabricar elas próprias esses bens, consequentemente desempenhando atividades nas quais não têm nenhuma habilidade.

Sendo obrigadas a fazer coisas para as quais não têm talento, toda a divisão do trabalho é afetada. A produtividade cai, a economia se torna mais ineficiente, e o padrão de vida vai junto.

Adicionalmente, a restrição às importações faz com que a capacidade de consumo e de investimento da população seja artificialmente reduzida. Tendo agora de pagar mais caro por produtos nacionais de qualidade mais baixa, os consumidores nacionais estarão incapacitados de consumir mais e de investir mais. 

E sempre que a capacidade de consumo e de investimento da população é artificialmente reduzida, lucros e empregos diminuem por toda a economia. 

Consequentemente, empregos de baixa produtividade nas indústrias protegidas são mantidos em detrimento de empregos de alta produtividade em empresas que tiveram suas vendas reduzidas por causa da queda da capacidade de consumo e de investimento das pessoas. A produção diminui, os preços médios aumentam, e os salários reais caem.

No que diz respeito ao comércio, a melhor política sempre será a eliminação de todas as barreiras à importação. Mesmo que unilateralmente. E por um motivo simples e racional: a abundância sempre deve ser preferida à escassez.

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Leia também:

Como a Nova Zelândia e o Chile transformam vacas, ovelhas, uvas e cobre em automóveis de qualidade


9 votos

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Diversos Autores

  • Adriel Felipe  10/02/2017 13:46
    Na continha do PIB eles fazem questão de colocar as importações com um sinal de menos.
  • Professor  10/02/2017 14:04
    Exato. Mas isso não é surpresa nenhuma, dado que a equação do PIB é uma mera invenção keynesiana para que a gerência estatal da economia seja "mais eficiente".

    A equação do PIB foi criada nos EUA durante a Segunda Guerra Mundial unicamente para mensurar a capacidade de produção da economia americana naquele período belicoso. Porém, com tempo, o PIB passou a ser utilizado para mensurar a saúde da economia de um país. Todas as transações monetárias por ele calculadas passaram a ser vistas como sendo um progresso e uma contribuição para a saúde econômica do país.

    Um dos grandes problemas do PIB é que ele não faz qualquer esforço para distinguir as transações econômicas que beneficiam a saúde da economia do país daquelas que apenas a enfraquecem. Atividades destruidoras de riqueza são incluídas em pé de igualdade com atividades produtoras de riqueza.

    Assim, quando há um tornado em Santa Catarina ou uma enchente avassaladora em São Paulo, os esforços de reconstrução fazem o PIB aumentar, não obstante toda a destruição e todas as perdas trágicas enfrentadas pela população. Outras despesas negativas, como gastos para se proteger contra a criminalidade, gastos com médicos, gastos com divórcios, gastos com a defesa nacional, gastos para se reparar depredações etc., tudo isso conta como geração de riqueza e bem-estar econômico.

    Da mesma forma, quando alguma indústria, para produzir algum bem, consome recursos naturais até seu completo esgotamento, isso também gera um aumento no PIB. A distribuição de renda também é completamente ignorada pelo PIB. Se toda a renda nacional estivesse nas mãos de apenas uma família, e todo o resto da população estivesse à míngua, a renda dessa família, ao ser gasta, iria dar uma bela aditivada no PIB.

    Quando a Petrobras faz lambança e deixa vazar petróleo no mar, o dinheiro gasto para limpar o oceano aumenta o PIB. Se algum lixo tóxico é derramado num rio, o dinheiro gasto para descontaminar o rio estimula o PIB. Mais absurdo ainda: o dinheiro que foi gasto para criar esse lixo tóxico também gera acréscimos ao PIB.

    Quando os estrangeiros aplicam em títulos públicos e esse dinheiro é gasto aqui, o PIB sobe — sem qualquer consideração para com o ônus da quitação dessa dívida, que será transmitido às gerações futuras.
  • Taxidermista  10/02/2017 15:58
    Em complemento:

    "A maneira tradicional de calcular o PIB de um país é por meio da seguinte (e extremamente simples) equação:

    PIB = C + I + G + X - M

    C representa os gastos do setor privado, I representa o total de investimentos realizados na economia, G representa os gastos do governo, X é o total de exportações e M, o de importações.

    Há três conceitos amplamente falaciosos embutidos nessa "mensuração" do PIB:

    (1) bens intermediários (por exemplo, aço) são eliminados dos cálculos para evitar a "contagem dupla";

    (2) gastos governamentais são considerados atividades econômicas viáveis; e

    (3) importações são consideradas negativas, e são subtraídas das exportações, que são consideradas positivas." (www.mises.org.br/Article.aspx?id=2095)


    Só que aí se vê o seguinte:

    A importância exagerada dada ao consumismo

    A abordagem dos gastos do governo como se fossem produtivos

    Os problemas de subtrair as importações das exportações

    O PIB foi criado com o intuito de avançar a agenda keynesiana


    Mais:

    Como uma redução nos gastos do governo gera crescimento econômico: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2013

    As falácias sobre o PIB brasileiro: mises.org.br/Article.aspx?id=297



  • Tio Patinhas  10/02/2017 20:48
    Tenho uma pergunta: se eu produzo 100 maçãs e o governo toma 20 a título de impostos e supostamente distribui 20, o pib seria de 140? Os 100 que eu produzi, mais os 20 tomados e depois supostamente distribuídos?
  •   10/02/2017 21:03
  • Oliver.Jardim  11/02/2017 00:31
    Em tese continua sendo apenas 100 maçãs. Porém, dentro do governo alguns podem deixar maçãs em temperatura inadequada ou desviar algumas maçãs. Assim, das maçãs muitas seriam desviadas pelos representantes governamentais. Se eram 100 maçãs e 20 foram para o fisco, só temos garantia de que o produtor cuidará muito bem das suas 80 maçãs. E que viva o produtor do PIB das maçãs e quem sabe das laranjas ou bananas. Aos "laranjas e bananas" o rigor da Lei.
  • Haroldo  11/02/2017 11:28
    Pela equação do PIB serão 120 maçãs. 100 maçãs consumidas (C) e 20 gastas pelo governo (G).
  • Alexandre  10/02/2017 14:21
    Quem teme o livre comércio?
    Os ineficientes
    Os que se beneficiam de monopólios
    Os que usam o estado para manter "mercados cativos"
    Os que querem trabalhar com margens altíssimas por não ter concorrência
    Os corruptos
    Os que não investem em tecnologia e gestão
    Os que não sabem se posicionar no mercado
    Os políticos.
  • Henrique Zucatelli  10/02/2017 14:59
    Amém.
  • Bruno Feliciano  10/02/2017 15:40
    O que vocês acham da Eutanásia? Algum artigo?

    Obrigado
  • marcela  10/02/2017 15:59
    O superávit comercial da Alemanha em 2016 foi de 252,9 bilhões de euros,e considerando esse número eu fico imaginando:se com esse superávit,o padrão de vida alemão é ótimo,como ficaria se os alemães aumentassem as importações em pelo menos 252,9 bilhões de euros, zerando a balança comercial?Certamente a qualidade de vida dos alemães iria para um patamar bem mais elevado.Quanto ao Brasil,temos reservas 370 bilhões de dólares que contudo não são usadas para importações,mas sim investidas em títulos americanos,e mesmo que fossem usadas para a importação,só suportariam alguns meses e acabariam,ou seja,são um bem extremamente escasso.O fato é que para o Brasil poder importar terá que exportar afim de trazer dólares para cá.Em 2016 a balança comercial brasileira foi a seguinte:exportamos 185 bi,importamos 137 bi,e portanto,temos um saldo de 48 bi.Quer dizer que temos gordura de 48 bi para queimar em importações.Tem também os investimentos estrangeiros,mas como são meio que anulados pela remessa de lucro ao exterior,trabalhemos com o número de 48bi.Caso gastássemos esses 48 bi em importações, o país seria inundado por produtos importados,mas é um exagero pensar que aumentar as importações em 48 bi iria gerar desemprego em massa no Brasil.Muito pelo contrário,como o povo brasileiro iria gastar menos dinheiro devido a entrada de produtos importados mais baratos no mercado,isso significa que o povo iria ter mais dinheiro para gastar em outras coisas.Aqueles que perdessem o emprego na indústria iriam conseguir emprego no setor de serviços ou em indústrias mais competitivas,e no final todos iríamos sair ganhando.
  • Empreendedor Frustrado  10/02/2017 16:01
    Fico assustado com os preços das coisas no Brasil. Estava procurando uma certa câmera reflex na internet, e deu assim:

    Ebay: U$ 300,00.
    BR: R$ 5.000

    Também já pensei em abrir um negócio focado na fabricação de clones de Arduino e shields em geral, alguns que eu projetei e não existem, embora haja uma demanda enorme, mas graças ao nosso glorioso, mais que soviético e draconiano imposto de importação de 60%+ICMS local, o capital inicial requerido para o meu negócio seria altíssimo, e olha que nem considerei as etapas burocráticas e registros que não tenho a mínima ideia do que precisaria ser feito para a coisa ser "legal".

    Como o negócio estaria iniciando, eu venderia os produtos com preços bem menores. De fato, se fosse possível importar tudo de Shenzhen sem impostos, mesmo com o câmbio no patamar atual, o custo individual seria irrisório, mas enfim.

    Sem essas amarras, eu poderia complementar a minha renda trabalhando para mim mesmo. O governo se intrometeu e quer ser o meu sócio de qualquer maneira.

    E cobra caro, muito caro por isso.

    Estatistas não fabricam, e se forem importar, pagam as taxas de boa fé "em nome da proteção da indústria nacional", e da destruição da iniciativa de quem queria começar a fazer dinheiro e vender produtos a preços mais realistas.

    Foda-se o Estado, porque desde que comecei a pesquisar sobre liberalismo, estou convicto como rocha de que contrabando é autodefesa.
  • Zezim  10/02/2017 16:08
    Bem por aí.
  • Claudio M.  10/02/2017 16:19
    Faça como eu, junte o dinheiro que seria utilizado para empreender e aplique no Tesouro SELIC. Se eu quiser ficar sem trabalhar eu consigo, poderia ficar só vivendo das aplicações no tesouro direto.
  • Henrique Zucatelli  13/02/2017 11:43
    Claudio, bom dia.

    Quanto o sujeito precisa ter em LFT para viver decentemente? R$ 2.000.000,00? Por favor né. Estamos no IMB, não na revista Caras rs. A pauta do comentário é sobre micro negócios, que gere lucros entre R$ 2.000,00 e R$ 10.000,00 /mês. Aí sim, durante os anos o sujeito poupa 30% e vai aplicando em renda fixa, mas a longo prazo.

    Vamos em frente!
  • xucrute  10/02/2017 17:59
    Eu não sou contra o livre comercio... eu só não quero trabalhar, porque trabalhar é ruim.
  • Hong Konger  10/02/2017 18:00
    O protecionismo é nefasto.

    O problema não é só o preço alto das compras coercitivas. Enquanto os trabalhadores poderiam estar produzindo coisas importantes, como casas, saneamento, hospitais, escolas, estradas, aeroportos, etc, eles estão produzindo bugigangas e todo tipo de tranqueiras. É um desvio total da mão de obra que prejudica a produção de coisas mais importantes.

    Um bom exemplo foi a lei das armas da polícia. O estado proibiu a importação de armas pela polícia brasileira, causando enormes prejuízos com armas nacionais.

    Outro grande problema é que ele reduz o poder de compra. Como as coisas são mais caras, as pessoas compram menos produtos.

    Sem contar os prejuízos com produção de energia, lixo, poluição, etc.

    Protecionismo é coisa de gente mal intencionada.
  • RR  10/02/2017 18:02
    A minha dúvida é: como competir com um país como a China por exemplo, onde o ganho salarial, a rotina de trabalho e as leis trabalhistas são desfavoráveis aos trabalhadores? E a população economicamente ativa é mais de dez vezes maior a que a do Brasil!!! Sabemos que o Brasil é exportador em sua maioria de produtos de baixo valor agregado e que não possui uma cadeia produtiva competitiva, então o que se deve fazer? Flexibilizar a CLT, como o governo Micher Temer quer? Os trabalhadores vão aceitar trabalhar 60 horas semanais? Continuaremos vendendo commodities a preço de banana? Como estimular a indústria nacional, sem depender do capital estrangeiro e das multinacionais? Parece papo de esquerdista contra o sistema capitalista opressor, mas não é não. Gostaria de ver o Brasil com uma economia livre, com menos impostos, crescendo, com empresas surgindo e oferendo empregos a toda hora. Mas as dúvidas são maiores que as respostas! Será que os políticos conseguem responder?
  • Soares  10/02/2017 18:05
    "A minha dúvida é: como competir com um país como a China por exemplo, onde o ganho salarial, a rotina de trabalho e as leis trabalhistas são desfavoráveis aos trabalhadores?"

    Essa afirmação, em si mesma, é destituída de qualquer sentido econômico. Afinal, desde quando "trabalhadores semi-escravos" conseguem produzir bens de qualidade ao ponto de quebrarem todas as indústrias de todos os países livres do mundo?

    Esses chineses são realmente espetaculares. Trabalhando sob um chicote, conseguem produzir com mais competência e capricho do que trabalhadores que ganham altos salários no ABC.

    Se isso realmente ocorre, então, francamente, essa turma do ABC deveria sumir do mundo, nem que fosse de vergonha. Se um semi-escravo fizesse constantemente um serviço melhor que o meu, eu morreria de vergonha, ficaria quietinho no meu canto (com medo de alguém me ver), e jamais teria a cara de fazer qualquer exigência.

    Extrapolando, se toda a indústria do país conseguiu a façanha de ser quebrada por "semi-escravos", então ela realmente não tinha nada que existir. Era uma vergonha perante o mundo, e um constrangimento para nós.

    "E a população economicamente ativa é mais de dez vezes maior a que a do Brasil!!!"

    Isso significa que o mercado consumidor chinês é uma mina de ouro para as nossas indústrias. Falta apenas elas agora saberem como vender para lá.

    P.S.: por essa sua lógica, era para os suíços estarem tremendo de medo. Quantas vezes a população chinesa é maior que eles?

    "Sabemos que o Brasil é exportador em sua maioria de produtos de baixo valor agregado e que não possui uma cadeia produtiva competitiva, então o que se deve fazer?"

    Para começar, perceba que você, do nada, mudou totalmente de foco. Antes, a preocupação era com as importações da China. Agora, passou a ser a nossa pauta exportadora.

    Mas permita-me lhe apresentar alguns detalhes do mundo real:

    Alguns detalhes do mundo atual:

    1) Nova Zelândia e Austrália são hoje extremamente ricos, e seguem tendo como pauta de exportação commodities de baixo valor agregado.

    2) Para você ter uma ideia, na Austrália, não há nenhuma grande montadora de automóveis. E, na Nova Zelândia, nem sequer há montadora de automóveis. Eles já perceberam que é muito mais negócio importar carros baratos do que direcionar recursos escassos para fazer algo em que não são bons. Eles sabem que isso seria burrice.

    Eis o segredo: abertura total ao investimento estrangeiro.

    3) Laticínios, carne, lã, madeira, peixe, alumínio, e produtos de papel. Todos eles commodities. E sabe o que eles representam? Toda a pauta de exportação da Nova Zelândia.

    4) Carvão, minério de ferro, lã, alumínio, trigo, carne e algum maquinário. Sabe o que eles representam? Toda a pauta de exportação da Austrália.

    5) Por que o Brasil teria de fabricar absolutamente tudo aqui dentro, sendo que é muito mais inteligente comprar de quem já tem o know how da fabricação? De novo, Austrália, Nova Zelândia e principalmente Chile só exportam matéria-prima, não exportam nada de alto valor agregado, e se tornaram países desenvolvidos.

    6) Quem não acredita nessa possibilidade tem então de refutar a teoria das vantagens comparativas. Tem de explicar por que seria vantajoso querer concorrer com quem já domina a área. E tem de explicar também aos neozelandeses que eles devem urgentemente direcionar recursos escassos para construir uma fábrica de automóveis, ainda que seja muito mais vantajoso para eles comprar de outros países.

    7) Já imaginou se o governo do Japão cismasse que o país tem de virar uma potência na extração de petróleo? É exatamente isso o que os protecionistas e desenvolvimentistas querem.

    8) Hong Kong e Cingapura têm de importar toda a sua comida e toda a sua água. E têm os maiores PIBs per capita do mundo. Pela lógica protecionista e desenvolvimentista, era para eles urgentemente saírem desapropriando prédios e transformar tudo em pasto, pois é urgente plantar a própria comida.

    9) No que a Austrália e a Nova Zelândia são competitivas? No que o Chile é competitivo senão em vinhos e cobre? No que Hong Kong e Cingapura eram competitivos?

    10) No Brasil, há um vasto setor de serviços a ser explorado. Há todo um setor de turismo, totalmente subutilizado (há vários locais bonitos sem a mais mínima infraestrutura para turistas). Há setores tecnológicos de ponta (a Embraer, por exemplo). Nossas mineradoras são eficientes e pagam bem (para quem é bom).

    Em todos os países ricos, o setor de serviços ocupa quase 70% da economia.

    No entanto, protecionistas e desenvolvimentistas insistem em dizer que eu mesmo é que tenho de fabricar meu notebook.

    11) No Brasil, o protecionismo, as reservas de mercado e os subsídios às indústrias vigoram desde o ano 1500. Essas pessoas ainda querem mais? Em termos de protecionismo, as empresas brasileiras já não tiveram o bastante? O mercado brasileiro está praticamente fechado há mais de um século, não se desenvolveu, e ainda é necessário dar mais tempo?

    "Flexibilizar a CLT, como o governo Micher Temer quer? Os trabalhadores vão aceitar trabalhar 60 horas semanais?"

    Faça um enorme favor a si mesmo e pare de ficar repetindo abobrinha que você leu em blog petista. Isso apenas lhe deixa a descoberto. Pensei estar conversando com alguém maduro.

    "Continuaremos vendendo commodities a preço de banana?"

    Como fazem Austrália, Nova Zelândia e Chile?

    "Como estimular a indústria nacional, sem depender do capital estrangeiro e das multinacionais?"

    Ah, aí não tem jeito mesmo, não. Você quer mágica. Você quer ter indústrias fortes e competitivas, mas não quer investimentos estrangeiros diretos, que é a justamente a única coisa que pode nos modernizar. É exatamente o investimento estrangeiro a salvação, a única coisa capaz de modernizar nossas indústrias, aumentando sua produtividade e eficiência.

    Sem ela, nada feito.

    Você por acaso é discípulo de Brizola? Achei que essa gente já havia sido enterrada na lata de lixo da história.

    "Parece papo de esquerdista contra o sistema capitalista opressor, mas não é não."

    Não é, não. É papo de retrógrado, mesmo.

    "Gostaria de ver o Brasil com uma economia livre, com menos impostos, crescendo, com empresas surgindo e oferendo empregos a toda hora."

    E, no entanto, você defende medidas que gerariam o exato oposto disso.

    "Mas as dúvidas são maiores que as respostas! Será que os políticos conseguem responder?"

    Políticos?! Você quer que políticos melhorem o Brasil? Aí lascou mesmo. Quem pode melhorar o Brasil somos nós, investidores e consumidores. E não políticos fechando a economia.
  • Carlos Neto  13/02/2017 00:47
    muito bom , Soares.
    E quanto a essa esperança nos políticos kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    A ÙNICA função deles é garantir que o gado se mantenha submisso. Por isso eles se esforçam tanto para nos entretermos com problemas e diversões menores... A legislação tributária brasileira é MUITO bizarra
  • Carlos Henrique  10/02/2017 21:13
    Eu acho q a melhor maneira de abrir o mercado é acabando com o SUS o ensino público (acho q o cidadão tem q receber o dinheiro e pagar a escola q quiser, na minha cidade Manaus a prefeitura tem mais 80 milhões para a educação e se todos os alunos dá rede municipal recebessem 1 mil todos os meses ia ser melhor e mais barato) e acabar com previdência, agências reguladoras, já daria um um bom alívio nos impostos e passar um ano ou no máximo 2 para abrir o mercado, assim seria uma transição mais fácil pra população q ia mesmo com quebradeira do setor secundário enfrentar desemprego, só q em menor quantidade, desse jeito ia ser mais fácil passar pelos bombardeios dos contrários ao livre mercado.... Tínhamos q acabar com CLT também.
  • a  10/02/2017 22:50
    Qualquer política que vá contra o livre-comércio é prejudicial. Os EUA não cometerão esse erro. Donald Trump será o melhor presidente.
  • Henrique Eidt  11/02/2017 19:29
    Posso estar errado, mas Trump não é protecionista?
  • Emerson  10/02/2017 23:24
    Os 90% mais pobres (em termos relativos e/ou absolutos) deveriam aprender a se perguntar se aqueles que dizem protegê-los estão realmente o fazendo ou se esses pretensos protetores é que são os seus verdadeiros exploradores.
  • anônimo  11/02/2017 11:36
    Por pior que sejam essas medidas protecionistas do Trump, um governo Clinton seria nefasto.

    A Hillary fez a campanha mais suja da história da democracia mundial. Esses 650 milhões de dólares em doações para a Hillary, faz o Petrolão virar propina de terceiro mundo.

    E ainda dizem que existe justiça nos Estados Unidos. A justiça americana liberou o lobby faz tempo. A justiça americana está em comum acordo com os lobistas americanos. A própria justiça americana violou as regras de liberdade.

    Depois aparece o Trump querendo proteger empresários que chegam a pagar 39% de imposto de renda sobre PJ. Isso parece proteção de escravos !

    Enfim, enquanto o capitalismo proporciona melhorias na vida das pessoas, os governos insistem em destruir a formação de preços, a criação de riqueza, o empreendedorismo, etc.

    Salve-se quem puder ! O governo quer destruir sua empresa !
  • Garcia  11/02/2017 13:38
    E vocês acham que um presidente que terminasse com todas tarifas de importação conseguiria terminar seu mandato?
  • Andy  11/02/2017 13:55
    Teria grande apoio popular, pois a população agora teria um enorme poder de compra. A inflação de preços ficaria tranquilamente abaixo dos 3%.

    Por outro lado, ele realmente sofreria implacável perseguição da FIESP, da FIERJ e de toda a CNI.

    Quem ganha a parada?
  • marcela  11/02/2017 15:06
    O Leandro Roque já provou em vários artigos que protecionismo não ajuda a indústria. O período em que a indústria mais cresceu foi em períodos de real forte e dólar fraco, como no primeiro governo FHC e nos governos Lula. Um real forte e baixas tarifas de importação iria fazer um bem danado à CNI. Com um dólar fraco e baixas tarifas de importação, as indústrias brasileiras poderiam investir e se modernizarem, se preparando para competir com as estrangeiras. Além disso um dólar fraco e baixas tarifas de importação iriam levar a inflação para 3%, fazendo os juros desabarem e ajudando as indústrias no financiamento.
  • anônimo  11/02/2017 15:51
    Primeiro é preciso reduzir o imposto de renda sobre pessoa jurídica.

    Esse protecionismo é preservação de escravos.

    O primeiro passo é reduzir o imposto de renda sobre PJ, depois não ocorrerá problema ao abrir o mercado.

    As grandes empresas americanas mudaram de país, porque o imposto sobre PJ chega a 39%.

    Esse imposto sobre grandes empresas também afetam as pequenas. As grandes empresas foram a base da economia.
  • anônimo  11/02/2017 21:00
    Mas se o Trump taxa os produtos que são fabricados no México, por exemplo, e consegue fazer com que as grandes multinacionais americanas (como a Ford) mude suas fábricas para os EUA, com impostos baixos, isso não gera emprego e renda nos EUA? E isso não é benéfico para os americanos?
  • Rui  12/02/2017 01:11
    Ah, sim, muito benéfico, viu?

    O Brasil fez exatamente isso na década de 1980. Era proibido importar qualquer coisa, de modo que tudo tinha que ser fabricado aqui. Lembra como a economia era ex-ce-len-te naquela época?

    Se o protecionismo por si só transformasse um país em potência, então o Brasil da década de 1980, onde as importações eram proibidas, deveria ser um portento. No entanto, era uma piada. E muito sem graça.

    Aliás, caraio, Cuba, Venezuela e Coreia do Norte também são assim. A economia deles é a invejável, né?

    Essa ideia de que, se fechar tudo, todas as empresas vão para os EUA e "serão gerados empregos" é incrivelmente míope.

    Para facilitar o raciocínio, peguemos uma indústria americana famosa por produzir seus bens na China e revendê-los nos EUA: a indústria de celulares (smartphones).

    Exatamente por terem transferido toda a produção para a China, onde os custos de produção são baixos, os celulares nos EUA custam apenas poucas centenas de dólares, e não milhares de dólares. Consequentemente, ao poderem vender celulares a preços baixos nos EUA, essas empresas conseguem atrair mais consumidores e, consequentemente, mais receitas. Esses preços baixos permitem que as pessoas tenham mais dinheiro para investir e gastar em outras áreas da economia.

    Simultaneamente, os empregos que se perderam nos EUA com a transferência da manufatura de smartphones para a China são mais do que compensados pelo aumento dos empregos nos setores de pesquisa e desenvolvimento, varejo, comércio, serviços gerais ao consumidor, reparos e consertos, e todo e qualquer outro trabalho relacionado ao setor de tecnologia.

    Em uma economia rica e moderna, o maior criador de empregos modernos é o setor de serviços e não o setor industrial. Se os EUA tivessem de fabricar seus próprios smartphones e tablets em Los Angeles, utilizando trabalhadores americanos (como quer Trump), muita mão-de-obra qualificada seria direcionada para as linhas de montagem. Consequentemente, haveria menos mão-de-obra qualificada disponível para preencher os empregos criativos (e de alta remuneração) que surgiram no Vale do Silício.

    Quanto às tarifas de importação, é exatamente por estas serem baixas nos EUA, que as empresas americanas podem importar, de forma barata, peças, componentes e matérias-primas do exterior, o que permite que elas consigam ter baixos custos de produção e, consequentemente, possam investir esse dinheiro poupado contratando mão-de-obra qualificada e fornecendo empregos a altos salários no país.

    Se uma empresa fabricante de aparelhos eletrodomésticos tivesse de fabricar localmente todos os seus parafusos, roscas, porcas, arruelas, argolas, fios etc., seus custos de produção aumentariam e, consequentemente, os preços de seus produtos finais. Com preços maiores, a demanda por seus produtos seria menor. Com consumidores comprando menos, haveria menos empregos disponíveis nessa empresa.

    Já ao importarem tudo isso da China, essas empresas podem contratar mais americanos a salários maiores do que seriam caso essa empresa tivesse de fabricar todas as suas peças.

    Portanto, ao querer banir a liberdade de as empresas decidirem onde querem fabricar, e ao ameaçar com tarifas de importação, Trump está colocando todo esse virtuoso arranjo em risco.
  • Trabalhador sem Carro  12/02/2017 14:55
    Olá,

    Os preços finais dos carros não dependem apenas de impostos baixos. Os preço dependem de oferta e demanda.

    Como vai sair mais barato produzir nos Estados Unidos do que importar, as montadoras devem voltar.

    O problema é que isso não vai reduzir ou melhorar os preços dos carros. Por mais que o preço de produção do carro americano possa ser o mesmo do mexicano, os preços devem subir por conta da oferta reduzida com os bloqueios de importação.

    O impacto do aumento de preços será em toda a economia, pois agora as pessoas terão que ir trabalhar de transporte coletivo ou com carros velhos.

    O Brasil é o melhor exemplo disso. Enquanto as montadoras demitem, os ônibus ficam cada vez mais cheios. Não tem jeito ! Os carros só serão vendidos, se os preços forem acessíveis.

    As montadoras só terão sucesso quando produzirem muito no livre mercado. Aí sim os motoristas serão felizes e os trabalhadores irão se deslocar ao trabalho pagando menos.
  • anônimo  12/02/2017 02:53
    Se o governo paga auxílio reclusão, ele está diretamente ligado ao crime.

    Premiar bandidos com auxílio reclusão é mensalão do crime.

    É inacreditável como o estado perdeu toda a vergonha na cara.

    O maníaco rouba, estupra e mata, e ainda ganha uma bolsa. Isso é mensalão do crime !

    O governo virou a maior instituição criminosa do país. Se já não bastasse toda a gastança com o dinheiro dos outros, eles ainda estão premiando bandidos.
  • Thiago Teixeira  12/02/2017 11:22
    Se tu fremes diante do mercado...
  • Vinícius  14/02/2017 11:14
    Bom dia,leandro!

    Lendo o seu artigo sobre o que fazer em caso de quebras bancárias (www.mises.org.br/Article.aspx?id=946) pintou uma dúvida.Você disse:

    "Nesse cenário, quando ocorre uma corrida bancária — no caso da Islândia, a corrida foi originada pela crise econômica mundial —, os correntistas (nativos e estrangeiros) sacam todo o dinheiro que podem de suas contas. Tal processo obriga os bancos a cancelarem as contas-correntes e a restituírem dinheiro em espécie para os correntistas. Porém, como a quantidade de dinheiro (eletrônico) nas contas-correntes era maior do que a quantidade de dinheiro físico que os bancos possuíam em suas reservas, muitos correntistas ficam sem receber de volta o dinheiro que haviam depositado. Logo, a quantidade total de dinheiro na economia é reduzida. O dinheiro literalmente some.

    Esse processo é chamado de deflação monetária — isto é, a quantidade total de dinheiro na economia reduz-se abruptamente. Ato contínuo, os bancos ficam totalmente insolventes, pois agora têm mais passivos do que ativos. Contabilmente, isso provoca uma redução no seu capital."

    Essa contração monetária ( deflação ) derruba somente o preço de bens de consumo ou ela também derruba os preços de ativos como: ouro, prata, imóveis, moeda estrangeira.

    Grande abraço!
  • Fernando  14/02/2017 23:29
    Olá, vim estragar a noite de vocês com uma notícia bombástica, afinal, a Islândia prova que governo e sociedade se complementam.

    g1.globo.com/bemestar/noticia/o-segredo-da-islandia-para-fazer-com-que-seus-jovens-deixassem-de-beber-e-fumar.ghtml

  • Vagner  15/02/2017 00:48
    "Isso mostrou a necessidade de informar os pais e lhes explicar que eles são o principal fator preventivo para seus filhos: passar tempo com eles, apoiá-los, controlá-los, vigiá-los"

    "Os responsáveis não são as crianças, e sim nós, adultos. Devemos criar um entorno onde eles fiquem bem e tenham a opção de preencher seu tempo com atividades positivas. Isso diminui a probabilidade de eles consumirem substâncias maléficas"

    Bom, segunda a própria notícia que você postou, o segredo para isso é a presença dos familiares na vida das crianças e dos adolescente e não a presença do governo. A família, desde a antiguidade, sempre se mostrou o pilar fundamental para a construção de cidadãos íntegros, morais e produtivos. Países prósperos tendem a mostrar lares estruturados, com a constante presença dos pais nas vidas dos filhos.

    Agora vejamos a situação, por exemplo, do Brasil. Aqui os pais não precisam se preocupar com a edução (obrigação do governo), saúde (obrigação do governo), segurança (obrigação do governo) e combate as drogas (obrigação do governo) na vida dos filhos. Tudo fica a cargo do estado e a família (na contramão de países desenvolvidos) perde importância. Assim, o Brasil tende a incentivar a criação de pais irresponsáveis e ausentes, construindo um pilar podre incapaz de sustentar uma sociedade integra, moral e produtiva.

    Uma pena você não ter conseguido acabar com a nossa noite com essa notícia. Adoraria inflar seu ego para aumentar um pouco sua auto estima. Tente outra vez, Fernando. Fica com Deus.
  • Inacreditável  22/02/2017 14:04
    O Brasil é tão "neoliberal", mas tão "neoliberal", que aqui é proibido importar até mesmo café!

    Temer suspende importação de café

    Deputados capixabas e mineiros 'invadiram' o gabinete de Antonio Imbassahy, secretário de Governo, para barrar a importação de café.

    O Espírito Santo, por exemplo, é o segundo maior produtor de café. Os parlamentares do estado estão indignados com Blairo Maggi porque, na avaliação deles, o ministro da Agricultura "ignorou pareceres de estoques" ao autorizar importação de café do Vietnã.

    Imbassahy prometeu recomendar a Michel Temer a suspensão do processo.
  • Dissidente Brasileiro  22/02/2017 16:07
    Aproveitando a oportunidade, alguém poderia explicar o motivo do café vendido neste rascunho de republiqueta ser de tão péssima qualidade e custar mais que o dobro do preço do café vendido para o exterior - cuja qualidade e variedades são bem maiores? Será que isto tem explicação racional??
  • Leandro  23/02/2017 19:17
    Essa é fácil: em país de moeda tradicionalmente fraca (como o Brasil), exportadores querem moeda forte (dólar e euro). Consequentemente, exportam o que têm de melhor para os gringos em troca dessa moeda forte, a qual irá lhes dar um grande poder de compra em relação à nossa moeda fraca. Em posse de moeda forte para comprar moeda fraca, eles viram reis.

    Já para nós, portadores de moeda fraca, eles vendem apenas a raspa, a xepa.
  • André  24/02/2017 01:20
    Adicionando ao comentário do Leandro.

    O exportador gosta de moeda estrangeira forte porque torna o preço mais atraente para o consumidor estrangeiro, logo seu produto é mais competitivo.

    Exemplo:

    Suponha que um exportador de café vende para os EUA, e que o pacotinho de café seja 1 dolar
    Agora suponha que 1 Dolar = R$ 2,00

    Logo, o exportador irá faturar R$ 2,00 por pacotinho.

    Acontece algo no mercado, o dolar sobe e está cotado em R$ 3,00.

    O exportador irá faturar R$ 3,00 por pacotinho sem nenhuma alteração em seu processo produtivo e mantendo o mesmo preço no exterior.

    Agora leve em consideração que ele vende milhares desses pacotinhos. Ai está a primeira resposta para o preço

    Agora quanto a qualidade.

    Considere que os EUA sejam um mercado muito mais aberto e com menores taxas de importação, o que significa concorrentes de vários países. A população também se torna mais exigente por causa da grande quantidade de oferta.

    Logo para vender seu café, você tem que oferecer uma boa qualidade.

    Agora pegue o Brasil, onde há impostos de importação e burocrácias excrachantes para empresas do exterior entrar. Logo você pode sair no lucro oferecendo um produto ruim por um preço alto, pois há pouca concorrência, entendeu?

    Isso também serve para provar que a balela do protecionismo causa produtos e serviços ruins (vide nossa internet, que tem velocidades bem inferiores se comparadas a aquelas que são oferecidas no exterior).




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