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Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"
Este câncer tem de ser extirpado - e só há uma maneira

É fácil definir ou entender as políticas estatizantes.

Aumento de impostos é quando políticos pegam uma maior fatia do seu dinheiro — afetando suas decisões de poupança, investimento e consumo — e o direcionam ou para o inchaço da máquina pública ou para bancar seus grupos de interesse favoritos. (Grandes empresários, funcionários públicos e pessoas no assistencialismo).

Protecionismo é quando políticos utilizam tarifas de importação e outras barreiras não-tributárias para restringir sua liberdade de comprar bens e serviços produzidos em outras nações.

Lei do salário mínimo é quando políticos criminalizam contratos de emprego voluntariamente acordados entre adultos, proibindo que pessoas de baixa qualificação consigam um trabalho que lhes pague de acordo com sua produtividade, condenando-as ao desemprego.

Pacotes de estímulo são quando políticos tomam dinheiro de uma parte da economia e gastam em outra parte da economia e, com isso, fingem todos estão mais ricos. Equivale a tirar água da parte funda da piscina, jogá-la na parte rasa e, com isso, acreditar que o nível geral de água na piscina aumentar.

A lista é potencialmente infinita. Mas há um tipo específico — e extremamente abrangente — de política estatista que não possui uma definição simples. Na literatura econômica anglo-saxã, tal política é conhecida como "crony capitalism" ou simplesmente "cronyism". No Brasil, ela passou a ser traduzida como "capitalismo de estado", "capitalismo de compadrio" ou mesmo "capitalismo de quadrilhas".

A palavra "crony" vem do grego "khronios" e significa "de longa duração". Nos países anglo-saxões, ela se tornou uma gíria para designar amigos, afilhados, capangas, comparsas, apaniguados, membros de uma quadrilha ou irmãos no crime.

Quando o termo "crony" é acompanhado do termo "capitalism", tem-se então a referência ao "capitalismo crony" ou "capitalismo de compadrio", "capitalismo de estado", "capitalismo corporativista" ou mesmo "capitalismo de quadrilhas", uma alusão a um arranjo econômico dominado pelo favoritismo, pela arbitrariedade e pela corrupção.

Neste arranjo, há apenas uma aparência de mercado; na prática, todas as transações são conduzidas pelo estado. Tem-se um capitalismo dirigido e deturpado por políticos em prol de seus empresários favoritos.

Subsídios representam um capitalismo de estado? Sim. Pacotes de socorro a empresas? Sim. Protecionismo? Sim.  Mas há muito mais do que isso.

Generalizando, pode-se dizer que o capitalismo de estado (ou de quadrilhas) ocorre quando políticos criam privilégios que os governos então concedem a empresários e empresas específicas.

O capitalismo deturpado e manchado

Uma das características mais deletérias do cronismo é o fato de ele dar ao capitalismo uma má reputação. Por causa do cronismo, várias pessoas leigas não mais conseguem fazer uma distinção entre "mercado", "negócios" e "negociatas".  Assim, quando grandes empresários recebem privilégios e favores especiais do governo, as pessoas acabam concluindo que o capitalismo é um sistema manipulado. Eles associam o termo 'capitalismo' a monopólios, a privilégios, e a ricaços poderosos manipulando a economia para proveito próprio. 

Mas nada poderia ser mais falso. Comecemos do básico.

Foi Marx quem deu nome ao modelo de organização econômica capitalista. O capitalismo, entretanto, não foi criado por algum cérebro brilhante, nem gerado em saraus de intelectuais que queriam mudar o mundo ou a natureza humana.  Ao contrário, surgiu como resultado natural dos processos sociais de divisão do trabalho e trocas voluntárias, realizados num ambiente de liberdade até então poucas vezes visto ao longo da história.

Os economistas clássicos chamavam-no de laissez-faire. O governo era um mero coadjuvante, cujo papel limitava-se a fazer cumprir os contratos, proteger a vida e a propriedade dos cidadãos. 

As maiores virtudes desse modelo, na visão de Adam Smith, eram a liberdade de empreendimento e o governo limitado — este último um antídoto contra as arbitrariedades, os desmandos e as falcatruas inerentes ao poder político. 

Em resumo, o sistema pouco dependia das virtudes dos bons governantes, enquanto os danos causados pelos maus eram mínimos.

Por conta de um desses grandes paradoxos da vida, no entanto, o livre mercado, embora tivesse trazido volumes de riqueza inéditos aos países que o abraçaram, foi sendo paulatinamente substituído, principalmente no decorrer do século XX, por um novo arranjo institucional: sim, o capitalismo de estado.

O processo de substituição foi bastante facilitado pelo fato de que muito poucos estavam dispostos a defender, politicamente, o capitalismo liberal. Não é de se admirar. O liberalismo, afinal, é muito arriscado, pouco previsível e totalmente incontrolável, seja por empresários, políticos ou acadêmicos.  Tal modelo, embora possibilite uma acumulação coletiva extraordinária de riqueza, está longe de ser um caminho seguro para o sucesso individual.

No capitalismo de estado, por outro lado, o governo é capturado por grupos de interesse, que o utilizam para promover a transferência de riqueza e status. Por meio de um processo lento, mas ininterrupto, castas influentes e bem articuladas obtêm privilégios especiais, contratos, empregos, reservas de mercado, créditos baratos e proteções diversas, sempre à custa do dinheiro alheio.

Há o capitalismo de estado legal e há o ilegal - e ambos são imorais

No capitalismo de estado, o mercado é artificialmente moldado por uma relação de conluio entre o governo, as grandes empresas e os grandes sindicatos.  Políticos concedem a seus empresários favoritos uma ampla variedade de privilégios que seriam simplesmente inalcançáveis em um genuíno livre mercado. 

Por meio do capitalismo de estado, o governo acintosamente cria e protege monopólios, oligopólios, cartéis e reservas de mercado por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), por meio de subsídios a empresas favoritas, por meio do protecionismo via obstrução de importações, por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam

O governo, em prol das grandes empresas já estabelecidas e contra os interesses dos consumidores, utiliza seus poderes para cartelizar os setores bancárioaéreotelefônicointernetelétricopostos de gasolina etc., restringindo a concorrência por meio de agências reguladoras para proteger as empresas já estabelecidas e prejudicar a liberdade de escolha dos consumidores.

Esses são os privilégios legais, os quais também incluem até mesmo coisas mais paroquiais, como a obrigatoriedade do uso de extintores e do kit de primeiros socorros nos automóveis (o que traz altos lucros para as empresas que os fabricam e fornecem) e a obrigatoriedade do uso de canudinhos plastificados (devidamente fornecidos pela empresa lobbista) em bares e restaurantes.  

Mas há também os privilégios ilegais. E estes vão desde fraudes em licitações e superfaturamento em prol de empreiteiras (cujas obras são pagas com dinheiro público) a coisas mais simples como a concessão de bandeiras de postos de combustíveis para empresários que pagam propina a determinados políticos (bandeiras essas negadas para empresários honestos e menos poderosos).

Em troca, os empresários beneficiados lotam os cofres de políticos e reguladores com amplas doações de campanha e propinas. 

A criação destes privilégios pode ocorrer ou abertamente, por meio de lobbies e da atuação de grupos de interesse, ou na surdina, por meio do suborno direto.

Tanto nos exemplos legais quanto nos ilegais, empresários poderosos e grupos de interesse conseguem obter privilégios, extraídos de toda a população, mediante o uso do aparato estatal. 

E isso só é possível porque há um estado grande que a tudo controla e tudo regula.

Um estado grande sempre acaba convertendo-se em um instrumento de redistribuição de riqueza: a riqueza é confiscada dos grupos sociais desorganizados (os pagadores de impostos) e direcionada para os grupos sociais organizados (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com conexões políticas).

A crescente concentração de poder nas mãos do estado faz com que este se converta em um instrumento muito apetitoso para todos aqueles que saibam como manuseá-lo para seu benefício privado.

Conclusão

Quanto maior e mais poderoso um governo, quanto mais leis e regulamentações ele cria, mais os empresários poderosos e com boas conexões políticas irão se aglomerar em torno dele para obter privilégios; e mais brechas ele abrirá para que empresários poderosos se beneficiem à custa dos concorrentes e da população como um todo.

O cronismo — ou o "capitalismo de estado" ou, melhor ainda, o "capitalismo de quadrilhas — é um câncer que compromete e definha o genuíno capitalismo, o qual nada tem a ver com privilégios, proteções e reservas de mercado, mas sim com competição, abertura e liberdade de empreendimento.

O cronismo nada mais é do que uma variação do mercantilismo. Trata-se de um capitalismo regulado em prol dos regulados e dos reguladores, e contra os interesses do povo.

Eis o caminho para lutar contra os grupos de interesse, contra os lobbies empresariais e contra toda a corrupção que eles geram: reduzir ao máximo o tamanho do estado para que se reduza ao máximo as chances de privilégios. Não há outro jeito. Com estado grande, intervencionista e ultra-regulador, lobbies, grupos de interesse e subornos empresariais sempre serão a regra.

Como bem frisou Jonah Goldberg, no excelente "Fascismo de esquerda", muitos esquerdistas estão corretos quando lamentam a cumplicidade entre governos e grandes corporações. O que eles não compreendem é que tal sistema convém justamente aos governos intervencionistas da nova esquerda, dita democrática. Uma esquerda que não pretende expropriar os empreendimentos privados, mas, ao contrário, usá-los para implantar sua agenda política — exatamente como testemunhamos no Brasil.

Essa é a grande diferença entre os verdadeiros liberais/libertários e os esquerdistas/desenvolvimentistas e até mesmo alguns conservadores que defendem estado e suas políticas "desenvolvimentistas": Nós somos pró-mercado. Eles são pró-negócios.

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Leia também:

Política industrial, campeãs nacionais e a Lava-Jato: não há política de favorecimento sem corrupção

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João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O GloboZero Hora e Gazeta do Povo.

Daniel Mitchell é membro-sênior do Cato Institutee especialista em política fiscal e o fardo representado pelos gastos do governo. É também membro do quadro editorial do Cayman Financial Review.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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Diversos Autores

  • Marcelo Vasconcelos  17/11/2016 14:54
    Esse tipo de capitalismo foi criado pela própria esquerda. O artigo é muito bom ao explicar isso. Uma pena que os esquerdistas não se dão ao trabalho de ler e raciocinar sobre temas como esse.
  • LG  18/11/2016 10:12
    Não poderia ser criada uma nova nomenclatura para designar o capitalismo, uma vez que este termo já está carregado de um sentido bastante pejorativo?
  • 4lex5andro  18/11/2016 14:18
    O termo do artigo é bem adequado chamando esse arranjo entre estado e empresariado como ''capitalismo de estado'' (o tal crony capitalism).

    E novamente acertou ao designar isso como sinônimo de uma variante de mercantilismo (que originalmente era um empreendimento de navegação e exploração engendrado por companhias privadas com anuência e financiamento de ducados e de reinos/estados medievais), ou assim, poderia ser chamado de ''mercantilismo moderno''.

    Porém, o termo ''capitalismo de estado'' parece melhor como designação do agente perdulário logo de início (o estado).
  • LG  18/11/2016 15:38
    Sim, nisto concordo. Me referia ao capitalismo "puro", em oposição ao socialismo/comunismo. O capitalismo sinônimo de "livre-mercado". Será que não há um outro termo menos carregado de conotação pejorativa que pudesse subsituí-lo. Não ideologicamente, senão apenas semanticamente?
  • Emerson Luis  22/11/2016 10:02

    No começo eu também pensava assim, mas depois mudei de ideia.

    Outro nome seria logo deturpado pelos esquerdistas também. Eles (que dissimuladamente defendem a coerção estatal cada vez maior) se apropriaram até do nome "liberal"!

    Além disso, não podemos mais deixar que a esquerda determine nosso vocabulário e o sentido das palavras.

    O nome "capitalismo", apesar de cunhado por Marx, não possui nenhuma conotação negativa intrínseca, apenas aquela colocada pela esquerda.

    "Capital" é uma parte da riqueza produzida que é poupada e reinvestida na capacidade de produzir. Logo, o capitalismo é bom em si mesmo.

    * * *
  • Social-Democrata  17/11/2016 15:40
    Queria saber o que os liberais acham sobre a empresa estatal ANTONOV?

    QUE FABRICOU O MAIOR AVIÃO DO MUNDO!

    E NASA que alem do travesseiro super sofisticado ainda trouxe tanta experiencia CIENTIFICA para a humanidade?


    E as estatais nórdicas?

  • Aviador  17/11/2016 16:48
    Antonov? Um dos aviões que mais caíram na história da aviação.

    Aliás, aviões estatais são sensacionais.

    Pesquise sobre todo o histórico de acidentes fatais envolvendo Tupolevs, Antonovs, Ilyushins e Yaks. São verdadeiras máquinas de triturar seres humanos. Não ficava um no ar. As pedras voavam com mais facilidade que essas latas.

    Um teco-teco ou um ultraleve são muito mais seguros.

    Estatais nórdicas? Na Dinamarca praticamente inexistem (não há nem bancos estatais). Na Suécia há empresas estatais, mas nenhuma conhecida. A Noruega tem a Statoil, que fornece a gasolina mais cara do mundo. Acho que passo. Prefiro ser americano e, mesmo sem nadar em petróleo como os noruegueses, ter uma das gasolinas mais baratas do mundo.
  • Comunista Cambojano  17/11/2016 17:42
    Aviões estatais são sim sensacionais, ou vai me dizer que os caças russos não são os melhores do mundo? Durante a Guerra Fria, enquanto nos vendiam que os soviéticos eram atrasados e que seus aviões tinham eletrônica arcaica baseada em válvulas, na verdade eles desenvolveram tecnologia de micro-válvulas e as usavam por elas serem resistentes à radiação e ao PEM (Pulso Eletro Magnético). No caso de uma guerra nuclear poderiam ficar voando enquanto os americanos teriam seus chips fritados. Vai me dizer que isso não é uma prova de que empresas estatais podem ser mais eficientes do que empresas privadas?
  • Gabriel  17/11/2016 19:14
    Mesmo que tudo isso seja verdade: grande bosta. Pra que diabos a população de um país precisa que o governo fabrique caças?
  • Marciano  17/11/2016 17:51
    "FABRICOU O MAIOR AVIÃO DO MUNDO! "

    Só mesmo uma estatal para fazer um avião onde quase não existe mercado para ele. Já que 99,9% do transporte de carga aérea é atendida por boeings.

    "E NASA que alem do travesseiro super sofisticado ainda trouxe tanta experiencia CIENTIFICA para a humanidade? "

    Uau, trilhões de dólares tirado dos americanos para desenvolver travesseiros sofisticados e levar alguns burocratas a lua.
  • Paulo  18/11/2016 10:12
    Antonov e tão bom que só existe um e pra levantar voo precisa ter uma tripulação energizada com vodka russa!

    Esses putin-hos... Aff!
  • 4lex5andro  18/11/2016 13:59
    O bureau Antonov desenvolvia os cargueiros da VVS e civis da Ussr. Seus maiores méritos eram a elevada capacidade de carga, porém eram caros, beberrões, voavam com baixo teto de serviço e, como já postado, tem um histórico de quedas pela Aeroflot, só comparado aos jatos projetados pela compatriota Iliyushin.

    Dentre todo o aparato industrial soviético, mesmo assim, representa a jóia do coroa ao lado da indústria aeroespacial, exatamente o setor daquele mercado fechado, que enfrentava alguma competição (pois era preciso uma indústria bélica competitiva pra assegurar a supremacia soviete no leste europeu, pra não ser aniquilado pela Otan) mesmo que no campo ideológico e, indiretamente (Coréias , por exemplo), militar.

    Resumindo, quando a ciência e indústria russa no tempo da Urss se mostraram razoavelmente eficientes, foi exatamente nos setores onde estavam expostos á comparação com seus oponentes da Otan/Ocde.

    P.s. No ocidente julgava-se a aviação soviética com um conceito sobrevalorizado; só depois da aquisição de um dos maiores mitos da aviação militar (o Mig 25 desertor, desmontado em hakodate, japão), percebeu-se como estavam os aviões soviéticos defasados comparados aos similares da Otan/Ocde.
  • ESNpedron  17/11/2016 15:56
    Muito bom! Estava precisando de um artigo como esses para compreender melhor o funcionamento da máquina! De fato, muitas pessoas da esquerda não conseguem ENTENDER como funciona o mecanismo de oferta e demanda e de livre concorrência. Eles entendem que o "capitalismo" por si só, facilita a formação de cartéis, e que são formados apenas por empresários, como se a classe politica nada tivesse a ver com a cartelização. Eles não entendem que a livre concorrência dá poder justamente ao povo. É compreensivel, já que no Brasil nunca tivemos um laisse faire genuino; sempre estivemos nas mãos dos políticos... desde a formação da república...
  • Alexandre  17/11/2016 16:14
    3748 anos de cadeia numa foto só...
  • Leandro Campos  17/11/2016 18:46
    Quem dera, no máximo tem uns 10 anos para todos, basta ser delator e está tudo resolvido.
  • Roberto  17/11/2016 19:14
    A foto apresenta a genuína esquerda do século XXI. Já a esquerda do século XX está na Venezuela.
  • Ronaldo Carvalho  17/11/2016 16:16
    Só não concordo com a abordagem errada sobre os conservadores, cujo a finalidade e equalizar mercado e negócio e a não colocação de certos grupos liberais/libertários equivocadas que acabam se divergindo no mesmo sentido ao qual o post se refere, como errada, essa parcela de liberais/libertários existe e vcs não podem negar isto, assim como não querem negar os conservadores que por visão de vcs pensam errado devem jogar limpo para ser transparente e correto ok!
  • William  17/11/2016 16:49
    Desculpe, mas exatamente do que você está falando?
  • Rodrigo  17/11/2016 17:45
    Não entendi nada. Desenvolve mais ai, pois ficou diíicil entender.
  • Pobre Paulista  17/11/2016 18:46
    E atrás de cada Libertário/Conservador tem um cachorro
  • Gabriel  17/11/2016 19:15
    Ininteligível.
  • Rafael  17/11/2016 17:13
    A melhor coisa que existe para uma empresa capitalista é um Estado socialista, pois assim com muito menos gasto este lhe garante uma reserva de mercado, já que é mais fácil subornar um punhado de pessoas do que investir no desenvolvimento dos produtos e em boas iniciativas de marketing.
  • Caroline  17/11/2016 17:15
    Texto sensacional! Bem assim mesmo: "distribua benefícios e socialize o prejuízo"!
  • marcela costa  17/11/2016 18:13
    É importante o site,vez por outra,sempre trazer textos que faça essa distinçao entre os "vários tipos de capitalismo".Na verdade existe um único tipo de capitalismo,que é esse baseado na escola austríaca.O pior de tudo é que sempre que acontece alguma crise como a de 1929 ou 2008-2009 ,o capitalismo é sempre culpado e demonizado.Então é importante textos que expliquem que isso que se vê em países ditos capitalistas,na verdade não é o verdadeiro capitalismo.
  • mauricio barbosa  17/11/2016 20:01
    Basta navegar pelos artigos aqui publicados desde 2009,vários deles fazem essa distinção,sirva-se a vontade,tem artigos e mais artigos é só pesquisar!
  • mauricio barbosa  18/11/2016 00:35
    Desculpe a gafe,mas é desde de janeiro de 2008 que tem artigos publicados,ou seja lá se vão quase 9 anos de teoria e conhecimentos enriquecedores aqui arquivados para consulta pública.
  • Bruno Feliciano  17/11/2016 18:58
    Pessoal tenho uma duvida:

    Imposto de renda pode ser mais prejudicial a poupança e consequentemente a taxa de juros?

    Porque pela lógica, quando você taxa a renda da pessoa, é menos dinheiro para que ela possa poupar, se tem menos dinheiro para poupar, as poupanças ficam mais fracas e consequentemente isso afetaria o juros, pois é menos dinheiro a ser emprestado.

    Resumindo: O imposto de renda não contribui no aumento da taxa de juros?

    Muitos liberais falam que o Brasil tinha que ser como os alguns escandinavos, deixar de taxar o consumo e somente taxar a renda.
    Bem, taxar consumo sempre ferra com os pobres e necessariamente prejudica a economia.
    Mas a renda ao mesmo tempo, você ferra as poupanças e consequentemente os investimentos. É menos dinheiro para ser poupado e investido no longo prazo(para se empreender). E inclusive menos dinheiro para consumir...

    Sendo assim, o imposto de renda destrói os investimentos, as poupanças e consequentemente a produção.
    Muitas vezes, taxar um ou outro, no fim da na mesma!
    Mesmo que taxe somente pessoas físicas, esse efeito que eu me referi, não esta descartado...

    Eu ainda prefiro taxar pouco no consumo(serviços essenciais ficam isentos), e não taxar nada da renda.
    O problema de taxar Drogas é que, você alimentara o tráfico..... Pelo custo elevado da droga.
    Taxando um pouco outros setores e quem sabe um POUCO de altas rendas, seria a nossa solução...

    Estou certo ou errado?

    Como eu faço direito, tenho duvidas sobre a tributação, que por mais que eu considere um roubo, tenho que admiti-la pelo menos por enquanto.

    Abraços
  • marcela costa  17/11/2016 19:39
    Bruno Feliciano,de acordo com a escola austríaca que eu sigo,imposto é roubo e pronto!E se é roubo não devemos discutir se há necessidade ou não de se roubar.Afinal roubo é imoral e é totalmente absurdo qualquer tentativa de justificá-lo.Assim sendo a resposta é que não devemos taxar nem renda nem o consumo mem nada!Todo tipo de imposto é imoral e deve acabar.
  • Corregedor  17/11/2016 20:48
    Marcela, só uma correção.

    A Escola Austríaca não faz juízo de valor. Ela é uma ciência que se dedica exclusivamente a explicar o funcionamento das coisas, bem como as consequências de cada política. Ela não está no ramo de distribuir atestados de ética e moralidade.

    Fazer juízos de valor, dizer se algo é ético e moral, é a função da filosofia libertária.

    No que tange a impostos, a EA apenas explica quais são suas conseqüências. Quaisquer juízos de valor a respeito deste sistema estão fora do âmbito da EA, e já adentram a filosofia libertária.

    Portanto, se um economista seguidor da EA fala bem ou mal de impostos, ele não está mais falando do ponto de vista da EA. A partir do momento em que ele emite um juízo de valor, ele saiu do escopo da EA e adentrou o da filosofia libertária.

  • marcela costa  17/11/2016 21:16
    Verdade,corregedor.A realidade é que eu acompanho assiduamente esse site e o idéias radicais no youtube.Então para mim está tudo meio misturado,e eu não sei mais onde um termina e o outro começa.Mas embora Mises não tenha dito abertamente que imposto é roubo,ele o criticou abertamente como algo prejudicial à economia e esse site já falou bastante sobre isso.Mas colocando os pingos nos is,são os libertarios que dizem que imposto é roubo ,e não a escola austriaca.
  • Bruno Feliciano  17/11/2016 23:00
    Marcela, o seu comentário esta respondido perfeitamente em todas as palavras pelo Corregedor.

    Eu entendo esse principio da filosofia libertária, que se identifica mais com os ANCAPS.

    É impossível acabar com imposto do dia pra noite e com o estado também, a anarquia de mercado é outra discussão.

    O que eu levantei é que; Enquanto existe um estado, mesmo que seja minimo, qual é o método de tributação menos agressivo pra economia e pro individuo. O imposto de renda eu considero mais Imoral que o imposto no consumo(ambos são imorais). Alem disso, perguntei e refleti sobre as causas de IR VS IC.

    É exatamente pra isso que a ciência economica da escola Austríaca serve, identificar as causas e os efeitos das políticas.
    Você entrou no campo filosófico libertário que aqui não esta em questão e muito menos com a escola Austríaca.

    E aproveitando, desculpe se falei alguma asneira no comentário acima. Estou no 3 ano cursando direito com 20 anos de idade e ainda tenho muito o que aprender. Sou apaixonado por EA e frequento muito o site pra aprender cada vez mais.
    E com tantos burocratas nas academias de direito, aqui é o meu ''refugio'' rs rs.

    Grande Abraço!
  • Vladimir  17/11/2016 19:21
    Respondendo sobre agencias espaciais estatais:
    Lamento, devido a ação das agências espaciais estatais estamos a 50 anos atrasados na exploração e colonização espacial, porque? por que devido a falta de foco das agências que primeiro deveriam procurar recursos e projetos de colonização e não fazem, só se focavam em exploração superficial e pousos tripulados só para publicidade e além do uso militar do espaço, sem falar do programa espacial soviético que era e é muito ineficiente. E para aqueles que acham que não havia iniciativa fora do estado, pesquisem clube de foguetes na Rússia\Alemanha e América do Norte pré-segunda guerra mundial.
  • Bruno Feliciano  17/11/2016 19:49
    Aqui podemos ver claramente uma imagem onde se analisarmos com cuidado e profundidade, pode-se ver que a partir de vários pontos de diferença e comparação, pode ser alcançado com a idéia central que afasta o argumento principal, a partir do qual podemos concluir que esse meu comentário não tem sentido nenhum.

    Justamente por isso, não sou a favor nem contra. Muito pelo contrario!

    Me disseram que céu nunca foi amarelo de dia, porque sempre foi azul!

    Eu não acho, quem ganha ou quem perde, nem quem ganha ou nem quem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder!

    Eu acho que é disso que o sujeito esta falando, sera que esse comentário é de verdade?
  • Taxi  17/11/2016 21:03
    Para ler em conjunto com o artigo, vale conferir estes três:

    Os reais beneficiados por um capitalismo regulado

    Uma teoria simples sobre a corrupção

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    E este:

    "A conclusão é que os socialistas se reinventaram, trocaram seu rótulo para social-democratas, deixaram de lado sua ânsia de estatizar diretamente os meios de produção e optaram por um mais suave modelo fascista, no qual estado e grandes empresas atuam em conluio para se beneficiar mutuamente e prejudicar o cidadão, que tem de aceitar serviços ruins e caros, pois não há mais livre mercado. Exatamente o intuito original dos socialistas":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1647
  • Guilherme  17/11/2016 21:05
    Eis o que pode e deve ser feito:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=285
  • Anne  17/11/2016 21:06
    Não acredito que um estado muito menor, no sentido de excessiva desregulamentação seja positivo. Daria no mesmo, empresários sem controle algum iriam fraudar produtos, enganar consumidores, explorar trabalhadores. Tem que ter um meio termo.
  • Frank  17/11/2016 21:11
    "Não acredito que um estado muito menor, no sentido de excessiva desregulamentação seja positivo."

    Tudo bem, então fique com o que aí está. Não há uma terceira alternativa viável.

    "Daria no mesmo, empresários sem controle algum iriam fraudar produtos, enganar consumidores, explorar trabalhadores."

    Como assim?!

    Quer dizer que, se eu, na condição de empreendedor, quiser ter lucro, a primeira coisa que irei fazer é enganar consumidores e fraudá-los? Como é que eu vou ficar rico assim?

    Se eu fraudo e engano você, a primeira coisa que você irá fazer é me denunciar no Reclame Aqui, nas redes sociais, para seus vizinhos e amigos. Minha clientela irá despencar.

    Por favor, me diga como é possível eu ganhar dinheiro assim?

    Você não irá comprar, em uma padaria, uma picanha que não esteja fresca caso acredite que irá conseguir uma de melhor qualidade no supermercado mais próximo. Os comerciantes até gostariam de conseguir vender uma picanha do mês passado que já esteja se deteriorando, mas os consumidores, em conjunto com o interesse próprio dos outros vendedores, não deixarão isso ocorrer.

    As escolhas dos consumidores e as ações dos concorrentes restringem (isso é, regulam) até mesmo a qualidade dos produtos serão colocados à venda — para não falar dos que realmente serão vendidos —, pois os consumidores irão denunciar e falar mal daqueles estabelecimentos que vendem produtos de pior qualidade em relação aos outros.

    Em um mercado concorrencial, nenhum estabelecimento pode se dar ao luxo de desapontar ou de tentar ludibriar os consumidores. Sendo assim, eles são obrigados a manter uma qualidade decente, mesmo que não queiram.

    Dessa maneira, as forças do mercado regulam a qualidade.

    É impressionante como as pessoas repetem clichês que ouviram de professores da oitava série sem se dar ao mínimo trabalho de pensar nas consequências lógicas do que estão falando.

    Sabe em que arranjo é possível eu enriquecer fornecendo péssimos serviços? Em mercados regulados, em que a concorrência é banida e você não tem opção a não ser continuar comprando de mim. Exatamente o arranjo que você defende.

    É por isso que você consegue qualidade em restaurantes e padarias, mas não consegue no mercado de telefonia celular, no mercado bancário, no mercado aéreo, no mercado elétrico, no mercado de postos de gasolina etc., pois todos esses são estritamente regulados pelo governo via agências reguladoras.

    Nunca haverá uma escolha entre regulação e ausência de regulação. Sempre haverá uma escolha entre dois tipos de regulação: regulação feita por políticos e burocratas, ou regulação feita pelas forças do mercado. Regulação feita por decretos, ou regulação feita pela liberdade de escolha.

    E quem exerce as "forças do mercado"? Somos nós. Você, eu e todos os cidadãos. Nós é que decidimos, por meio de nossas decisões de comprar e de se abster de comprar, qual indústria sobrevive, qual deve ser extinta e qual deve trocar de gerência. Não é nada complicado. Se houver alguma política mais eficaz e mais ética do que essa, favor avisar ao mundo sobre essa revolucionária descoberta.
  • Cobaia  17/11/2016 21:41
    Nem precisa acreditar, basta olhar os fatos.

    Fraudes em produtos ocorrem mesmo com a dita "proteção" dos órgãos de fiscalização do governo.
    Toda a estrutura de governo e seus apêndices enganam diariamente seus consumidores ao não cumprir coisa alguma do "prometido" a quase 517 anos.
    Todo o setor particular, e consequentemente os trabalhadores dele, são diariamente explorados para manter o governo abastecido de recursos que ele logo desperdiçará ao fazer o dito nas duas linhas anteriores e mais outras coisas que lhe derem na cabeça, também a quase 517 anos.

    Não parece um bom histórico de uma "empresa" para confiar o fornecimento de produtos que você possa comprar, certo?

    Agora tente lembrar a última vez que você teve algum problema com uma empresa não ligada ao governo. Se você não ficou satisfeita, certamente não quis mais fazer negócios com ela, certo? Agora pensa o que acontece quando uma empresa não vinculada ao governo não consegue agradar seus clientes.

    Se conseguiu acompanhar meu raciocínio até aqui, então já deve conseguir observar o que vai de fato, e comprovadamente eficiente, vai evitar todas essas suas preocupações. Método muito superior ao que qualquer governante central vai conseguir propor, com certeza, e melhor ainda, posso participar diretamente do processo!
  • Juliana  17/11/2016 23:50
    Ótimo terem colocado uma etimologia para o termo crony capitalism.

    E, também, o bom é que esta impressão de 'cronismo' que a palavra traz, nos remete a algo que está arraigado, algo que é intrínseco, algo que permanece. Então, o que chega a nós e vira notícia e fica mais midiaticamente escancarado, já está mais em um estágio de "metástase" e não representa a doença em si. Este é o ponto que o artigo muito bem esclarece, mas que acho que a maioria de nós ainda tem dificuldade para absorver ou enxergar.
  • anônimo  18/11/2016 02:11
    www.bbc.com/portuguese/internacional-36731177

    Pessoal e este artigo sobre como o aumento de impostos na Califórnia recuperou o estado, alguém tem alguma coisa pra fala?
  • Tulio  18/11/2016 03:16
    A própria reportagem respondeu -- e, "coincidentemente", utilizou o mesmo argumento que sempre é repetido neste site.

    A moeda (o dólar) fortaleceu, e toda a economia californiana (fortemente voltada para o setor de serviços e de TI) foi junto.

    Faz 8 anos que este Instituto insiste que uma moeda forte é o segredo. Sem moeda forte não há economia forte. A moeda forte pode não ser tudo, mas sem moeda forte, tudo vira um nada.

    E o que aconteceu com os EUA? Bastou o dólar ficar forte, a toda a economia americana se recuperou. Praticamente como mágica.

    As pessoas ignoram a importância de se ter uma moeda forte, esquecendo-se de que não há economia forte com uma moeda fraca. O dólar se fortaleceu e toda a economia americana foi junto. E não foi só a Califórnia, não. Todos os estados americanos cresceram.

    Aliás, como diz a reportagem, o aumento de impostos estaduais sobre os ricos na Califórnia está levando empresas a se mudarem para outros estados, majoritariamente o Texas. Não sei muito bem como isso é sinal de sucesso...

    Por fim, em termos de crescimento constante e consistente, ninguém bate o Texas (mesmo com as petrolíferas em dificuldade), que aliás tem um dos menores desempregos dos EUA.

    https://assets.recenter.tamu.edu/documents/articles/2046.pdf

    No mais, sigo no aguardo de uma explicação de como é que aumento de impostos podem aditivar um crescimento econômico. Nem mesmo os keynesianos defendem isso -- ao contrário, aliás; para eles, o governo deve aumentar impostos exatamente para desacelerar o crescimento econômico e, com isso, evitar a inflação.

    Aguardo seu retorno com uma explicação lógica.
  • anônimo  18/11/2016 04:22
    Devo ter me expressado errado, eu quis saber as razões pra Califórnia ter crescido tento um aumento de impostos.... eu não sei a resposta, por isso estou perguntando. Mas assim sendo, porque ela cresceu o dobro do resto do país?

    So a moeda não explica isso, afinal ela foi valorizada no país todo
  • Ramos  18/11/2016 12:11
    Growth was driven primarily by the professional and business services industry as well as the information industry, which grew by 7.0% and 10.3%, respectively.

    www.huffingtonpost.com/entry/states-fastest-growing-economies_us_576449abe4b0853f8bf0ce6e

    Exatamente o que foi dito.
  • 4lex5andro  18/11/2016 14:38
    O crescimento econômico californiano se deu apesar do aumento de impostos e não por causa de;

    Sem citar que é uma unidade federada maior em diversidade e pujança econômica do que a maioria dos países do planeta e poderia integrar facilmente um g7 dos maiores Pibs do ocidente.

    E com uma vantagem, de estar com livre acesso ao restante do país de maior pib do ociente, sem taxas de importação/exportação.
  • Douglas  18/11/2016 15:39
    Democratas sempre amaram lugares historicamente ricos para implementarem suas políticas progressistas.

    Detroit, Nova York, Sacramento, Chicago, Baltimore, Philadelphia, etc que o digam.

    O Socialismo somente dura até acabar o dinheiro dos outros.
  • Caio  18/11/2016 02:45
    Alguém pode me explicar este trecho?

    "O liberalismo, afinal, é muito arriscado, pouco previsível e totalmente incontrolável, seja por empresários, políticos ou acadêmicos. Tal modelo, embora possibilite uma acumulação coletiva extraordinária de riqueza, está longe de ser um caminho seguro para o sucesso individual."

    O liberalismo é mais arriscado que o Capitalismo de Estado? Por que não é um caminho seguro para o sucesso individual?

  • Ramos  18/11/2016 03:28
    Mas é claro que o liberalismo é mais arriscado que o capitalismo de estado. No capitalismo de estado seu sucesso é garantido pelo estado. É algo certo. Você está sempre protegido. Você tem subsídios e pacotes de socorro. Você dificilmente vai à falência.

    Já no liberalismo você tem de suar para agradar os consumidores. Não há nenhuma garantia de lucros. Há concorrentes por todos os lados. Se você fracassar, você vai à falência. Ninguém irá lhe socorrer. Você não receberá subsídios nem pacotes de socorro.

    É por isso que Grandes empresas odeiam o livre mercado
  • SERVENTE  18/11/2016 12:13
    O capitalismo de Estado é mais seguro PARA UM GRUPO RESTRITO de empresas e políticos que atuam juntos com esses empresários. SOMENTE para esse grupo o capitalismo de estado é mais seguro. Quando, no capitalismo de Estado, ocorre a falência, TODA sociedade paga, tornando-se assim um risco maior para a sociedade. Já em um sistema em que não há grupo de empresários protegidos pelo Estado, apenas o empreendedor mal sucedido será punido.
    Em ambos os casos haverá riscos. O que ocorre é que no capitalismo de Estado, é menos arriscado para os empresários protegidos pelo o Estado. Quando não há esse protecionismo, quem paga é quem errou (empreendedores), a sociedade não paga pelo erro dos empreendedores mal sucedidos.
    No capitalismo de estado o risco maior é da SOCIEDADE; no liberalismo o risco maior é dos EMPREENDEDORES.
  • Rodrigo Campos  18/11/2016 13:01
    Sou entusiasta da filosofia libertária, e entendo que o Estado deve intervir nas relações humanas apenas para proporcionar saúde, educação, segurança pública, saneamento básico e administração da justiça.

    Entretanto, a existência do Estado, ainda que mínimo, supõe a tributação de seus súditos, como forma de financiamento dessas atividades ditas "essenciais".

    Partindo da hipótese que tais premissas sejam válidas e verdadeiras, quais as relações humanas devem ser objeto de tributação para assegurar a existência desse Estado mínimo?

    Desde já agradeço os comentários!
  • Andre  18/11/2016 13:49
    Livre direito de secessão, quem concorda com esse estado que você desenhou, que fique e que pague, quem não concorda que seja livre para separar sua propriedade de tal arranjo junto com quem pensar parecido.
  • Rodrigo  18/11/2016 13:52
    Nâo dá para responder. Imposto é roubo.

    O estado deveria cobrar pela utilização dos serviços ou "convencer" as pessoas a pagarem por eles.

    Ele pode vender seus ativos e viver da renda do que auferir, as vezes locar alguma coisa. Mas se financiar com uma arma apontada para as pessoas não dá.
  • Max  18/11/2016 14:19
    "Sou entusiasta da filosofia libertária, e entendo que o Estado deve intervir nas relações humanas apenas para proporcionar saúde, educação, segurança pública, saneamento básico e administração da justiça"


    Rodrigo, se vc acha que o estado deve intervir "nas relações humanas" "apenas" para "fazer" tudo isso aí, vc não é "entusiasta da filosofia libertária".

    Nenhum libertário defende que o estado deve "proporcionar saúde, educação e saneamento básico".
  • Rodrigo Campos  21/11/2016 17:13
    Quais seriam, então, os setores da sociedade civil em que um Estado mínimo seria legitimado a intervir? Apenas segurança pública e administração da justiça?

    De qualquer modo, minha dúvida é: de que forma um Estado, ainda que mínimo, deve ser financiado?
  • Andre  21/11/2016 17:52
    Se está tão interessado em quadrado redondo, meio grávida, meio veado e estado mínimo, pesquisa a história dos EUA lá pelos 1770s, provavelmente o único estado concebido para ser mínimo, ele intervinha em certos setores da sociedade e se financiava.
    Mas procure em inglês em várias fontes para não ser erroneamente orientado.
  • Um observador  21/11/2016 18:48
    Rodrigo,

    Quais seriam, então, os setores da sociedade civil em que um Estado mínimo seria legitimado a intervir?
    Não é possível legitimar um Estado, por menor que seja. Não existem argumentos racionais que você possa usar para chegar a essa conclusão. Não é possível legitimar um grupo que impõe suas regras e pratica extorsão (impostos) sobre todos os outros.
    Mas isso não significa que falar em estado mínimo seja algo ruim. Considerando o que temos hoje, um estado que intervenha apenas nas coisas que você falou já seria ótimo. Se você acha que um estado mínimo que cuide de "saúde, educação, segurança pública, saneamento básico e administração da justiça" é algo bom, ótimo. Concordo com você, é muito melhor do que o que temos hoje. Mas cuidado para não defender que este arranjo seria moral, justo ou correto. Não seria.

    O único tipo de governo que é válido são os governos privados, em que todos concordam previamente em viver sob suas regras (exemplo: condomínios).

    De qualquer modo, minha dúvida é: de que forma um Estado, ainda que mínimo, deve ser financiado?
    Não existe uma forma correta de financiar um Estado porque um Estado não é algo correto. Mas existem muitas e muitas formas de financiar um estado mínimo que, ainda que não sejam moralmente corretas, seriam melhores e mais simples do que o sistema que temos hoje.
  • anônima das sextas  19/11/2016 00:21
    Ando sem tempo de ler os comments, mas não deixo de ler os artigos. Nem preciso dizer que foi uma ótima escolha para o momento que vivenciamos. E a foto, então... Infelizmente, vivo nesta cidade e vi toda a "soma de forças" se desenrolar com o apoio amplo e irrestrito de toda a imprensa, em especial daquela que faz "plim-plim"! Só digo que alguma parte de mim estava vendo essa prisão de governadores acontecer lá no passado, quando eu ainda era estatista e vermelhinha!
  • Freddo  19/11/2016 12:16
    Pessoal, gostaria da opinião de vocês sobre essa notícia. Ele tem razão na afirmação?
    Stephen Hawking diz que devemos realmente ter medo de capitalismo, não robôs:
    www.huffingtonpost.com/entry/stephen-hawking-capitalism-robots_us_5616c20ce4b0dbb8000d9f15

    Obrigado;
  • Nutshell  19/11/2016 13:23
    Quanto à segunda parte, ele está absolutamente correto:

    Os robôs tomarão o seu emprego?

    Para criar empregos bons, empregos ruins devem ser destruídos

    Quanto à primeira parte, nota-se que a imprensa americana é idêntica à imprensa brasileira: o título nada tem a ver com o conteúdo da matéria. Em momento houve essa condenação do capitalismo por Hawkings. Muita preguiça.

  • Giovani  19/11/2016 15:46
    Como se faz para:
    - colocar link no comentário? (link como Nutshell colocou, não como o do Freddo)
    - Destacar um trecho com itálico, negrito ou sublinhado?


  • Ribisi  19/11/2016 17:27
    Clique em " confira nossas dicas de formatação", ali embaixo do retângulo de comentários.
  • Giovani  19/11/2016 19:09
    Obrigado!
    Dica valiosa
    até a próxima!
  • Emerson Luis  22/11/2016 10:27

    O capitalismo malvadão criou os equipamentos, medicamentos e conhecimentos de saúde que permitiram que a vida de Stephen Hawking fosse prolongada e que sua qualidade de vida fosse maximizada.

    O capitalismo malvadão criou os computadores e outros equipamentos que permitiram os grandes avanços da Física e da Cosmologia que Stephen Hawking estuda e ensina.

    O capitalismo malvadão criou a tecnologia envolvida na produção dos livros do Stephen Hawking e na divulgação eletrônica de suas ideias (inclusive esta).

    Como teria sido a vida de Stephen Hawking se ele tivesse nascido em Cuba ou Coreia do Norte? Sim, "teria sido" porque provavelmente não estaria vivo.

    Stephen Hawking tem toda razão, devemos ter muito medo do capitalismo malvadão e nos salvar entregando nossas vidas ao Estado.

    Sapateiro, atenha-se aos sapatos.

    * * *
  • Emerson Luis  22/11/2016 09:40

    Capitalismo é liberdade econômica e isonomia.

    Conluio entre políticos e grandes empresários é mercantilismo e outros nomes.

    * * *
  • Sindicalista  12/04/2017 02:41
    O sucesso do capitalismo de quadrilhas:

    politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/exclusivo-eduardo-nervosinho-paes-levou-r-15-mi-em-propina-pela-olimpiada-diz-odebrecht/
  • Thomas Renatus |Fendel  13/04/2017 21:18
    Urge erradicar os mono e oligopólios, quer sejam privados ou estatados. A solução se chama pulverização, descentralização!
  • filipe  15/04/2017 21:50
    O chato é resumir tudo a dicotomia direita-esquerda quando a situação não é tão simples assim. Em resumo o artigo diz que a riqueza dos grandes empresários no Brasil foi formada através de uma cultura patrimonialista, por influência e boas relações, o que acretido eu não ser capitalismo de verdade, certo? Assim, novos e pequenos empresários tem uma desvantagem competitiva. Qual proposta do ponto de vista liberal poderia resolver essa situação?
  • Guilherme   16/04/2017 00:43
    Só tem uma: reduzir ao máximo o tamanho, o escopo e o poder do estado, principalmente o poder discricionário de políticos e burocratas.

    Só que o povo não quer isso. Povo quer estado e políticos cuidando dele (do povo). Mas o povo não percebe que tal arranjo é ótimo apenas para esses políticos e grandes empresários, e péssimo para todo o resto.

    Sem se mudar a cultura da população, nada feito. O povo vai continuar querendo estado grande e cuidando de tudo.

    Todo este site é voltado exatamente para isso: disseminar a cultura e a informação para que, num futuro, as pessoas entendam ao menos as relações básicas de causa e consequência na economia.


    P.S.: o artigo em momento algum sequer fala de "esquerda e direita". Sendo assim, confesso não ter entendido o início do seu comentário.


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