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Política industrial, campeãs nacionais e a Lava-Jato: não há política de favorecimento sem corrupção
Um estudo empírico confirma a teoria


A política industrial iniciada no segundo mandato de Lula e intensificada no primeiro mandato de Dilma apresentava um mecanismo hoje já bem conhecido: o Tesouro se endividou emitindo títulos que pagam a SELIC e repassou esse dinheiro para o BNDES, o qual então emprestou esse dinheiro a grandes empresas cobrando juros abaixo de 5%, e em prazos que chegam a 30 anos.


Ou seja, utilizando dinheiro de impostos, o governo fez empréstimos subsidiados — e a condições artificialmente favoráveis — às grandes empresas escolhidas por ele.  O critério de escolha das empresas era meramente político. 

Essa política de privilégios a grandes empresas ficou conhecida como a política das "campeãs nacionais", e tinha como objetivo criar empresas fortes e mundialmente competitivas em vários setores da economia: de empreiteiras a telefônicas, passando por frigoríficos, empresa de alimentos, de laticínios e de celulose.

Portanto, a política de "campeãs nacionais" nada mais foi do que uma política industrial na qual o governo transferia renda da população para determinados setores ou empresas favorecidas.

As consequências econômicas dessa política industrial foram explicadas em detalhes neste artigo, de modo que elas não serão o escopo do presente texto.  A abordagem aqui será outra.

Corrupção

Sempre que se cria um ambiente de relações estreitas entre, de um lado, os membros do governo e, de outro, industriais política e economicamente favorecidos pelo governo, ocorre um fenômeno inevitável: todo o processo de fabricação, ajustamento, aplicação, revisão e correção das políticas setoriais passa a ser pautado pelos pots de vin, isto é, pelo famoso lema "quem quer rir tem de fazer rir".

Para que políticos favoreçam determinados empresários, estes têm de apresentar agrados aos políticos.  Trata-se de uma lógica que faz com que os negócios envolvendo o governo estejam em patamar de equivalência às práticas das tradicionais máfias.

Rigorosamente, os burocratas se valem deste privilégio legal conferido aos industriais e institucionalizam — formalmente ou informalmente — uma fatia da renda extraída da população para o benefício próprio.  Dito de outra forma, os agentes do governo exigem sua fatia do bolo: já que o governo está utilizando dinheiro de impostos para beneficiar grandes empresários, então os burocratas que supervisionam esse processo também querem se dar bem nesse arranjo.

Esta relação direta entre política industrial e corrupção é objeto de amplos estudos acadêmicos.

Em National Champions and Corruption (Campeãs Nacionais e Corrupção), os autores Alberto Ades e Rafael Di Tella examinam quando os possíveis e eventuais benefícios do "industrialismo" (política industrial por meio do intervencionismo e do dirigismo econômico) podem sofrer impactos negativos ligados à corrupção que frequentemente envolve as campanhas industriais em busca de privilégios regulatórios junto às instâncias governamentais.

Admitindo que a corrupção é reconhecidamente algo que impacta negativamente os investimentos e o crescimento econômico, então, mesmo os defensores de tal prática devem reconhecer que o efeito total da política industrial seria, logo de partida, ambíguo — sobretudo do ponto de vista dos níveis de investimentos em geral e em pesquisa e desenvolvimento.

Mesmo os apologistas da política industrial de campeãs nacionais — que dizem que há um efeito positivo associado à extração de recursos da população via impostos e subsequente transferência desses recursos para grandes empresas — hão de reconhecer que, se houver um efeito negativo e mais indireto associado ao impacto e crescimento da corrupção (além dos outros efeitos indiretos e diretos) —, então tal política não pode ser nem sequer considerada benéfica em termos gerais.

E é exatamente isso que Ades e DiTella fazem: estudar os efeitos líquidos das políticas industriais.

Se os efeitos líquidos forem negativos, a política industrial na verdade é um empecilho ao investimento, à pesquisa e ao desenvolvimento econômico.

Dito de outra forma, quando se considera a inerente corrupção envolvida no processo, raramente a política industrial consegue alcançar os objetivos efetivamente almejados.  Por isso, a corrupção deve forçosamente ser levada em conta quando se avalia os custos e benefícios da política industrial.

Resultados empíricos

Os resultados de Ades e DiTella evidenciam o quanto se deve ser cauteloso ao se defender uma política industrial ativa, sobretudo em países cujos índices de corrupção estão entre os mais elevados.

Com efeito, a própria lógica industrialista é um estímulo para a formação de cartéis políticos e econômicos envolvendo agentes do governo e empresas nacionais.  

As medidas mais populares em termos de política industrial (tarifas protecionistas, facilidades fiscais, facilidades aos grupos de campeões nacionais em processos licitatórios, e políticas de subsídios) estão diretamente associadas e positivamente correlacionadas com maiores índices de corrupção, que representam custos.

table.png

Na tabela acima, percebemos o conjunto de variáveis dependentes do modelo.  Elas correspondem aos diferentes índices de corrupção conforme os controles aplicados aos mesmos.

Vemos que a variável PROCUR (concessão de privilégios de todos os tipos aos grupos nacionais) está positivamente associada a índices de corrupção: ou seja, quanto maiores forem os privilégios normativos concedidos aos grupos nacionais, maiores os índices de corrupção.

A variável FISCAL (concessões de privilégios fiscais aos grupos nacionais) está também positivamente associada à corrupção: maiores os privilégios fiscais, maior a corrupção (11,96%).

Esses resultados são robustos e corroboram também variáveis que dizem respeito aos mecanismos de subsídio (SUBSID89) e de ajuda específica aos setores manufatureiros (SUPPM87), como podemos ver mais abaixo.

table 4.png

E, no entanto, todas essas políticas supracitadas são exatamente as recomendações mais presentes nos discursos dos especialistas do industrialismo brasileiro: aquela turma que geralmente entoa todos os já conhecidos argumentos em favor de uma política industrial ativa, notadamente como forma de estimular o crescimento econômico.

O crescimento passaria, segundo eles, pela retomada dos investimentos industriais e pelas vantagens que uma política industrial ativa geraria sobre toda a cadeia de setores ao incrementar os ganhos em atividades ditas "mais complexas" (essa palavra é a nova moda em termos de argumentos sem qualquer relevância).

Há certamente algo de perverso nessa lógica industrialista, como comprova o caso brasileiro.

A Lava Jato e o industrialismo brasileiro

Os escândalos revelados pela Lava-Jato nada mais fazem do que explicitar na prática o que esses importantes resultados da teoria e da literatura econômica apresentaram de maneira tão clara.

A Lava-Jato nada mais é do que a investigação dessa ligação e associação entre as grandes empreiteiras e grupos nacionais e os parasitas que integram a esfera regulatória federal: o que envolve desde burocratas de secretarias até membros do governo executivo, passando pelos integrantes do parlamento, legisladores, integrantes da magistratura, partidos políticos e órgãos de fiscalização e polícia.

A Lava-Jato consiste justamente na parte feia do industrialismo que é colocado em prática.  Trata-se do jogo de bastidores, das propinas, dos desvios de verba, do financiamento ilícito, da lavagem de dinheiro, da superfatura, das empresas fantasmas, dos esquemas de favorecimento de políticos, da privatização dos recursos públicos e dos favores, buscando, ao mesmo tempo, perpetuar grupos de campeãs nacionais e pelegos políticos e funcionários públicos corruptos.

O industrialismo jamais poderia operar dentro de uma lógica de racionalidade econômica (ver trabalhos de Ludwig Von Mises sobre a Burocracia e o Intervencionismo).  Suas diretivas de alocação de recursos, suas decisões de ordem orçamentária, o conjunto de suas medidas políticas, sua maneira de arbitrar entre os mais diversos e extensivos dispositivos econômicos visando a estimular indústrias, ou mesmo a própria política de seleção dos participantes se pautam em critérios de ordem puramente arbitrária, não respondendo a qualquer lógica efetivamente econômica. 

Tampouco o industrialismo obedece a uma ordem comparável à vigente nos mercados concorrenciais.

A política industrial consiste exatamente nisso que é quase sempre ignorado por seus proponentes, e que processos como a Lava-Jato insistem em expor de forma crua à sociedade.

E dado que boa parte dos especialistas e intelectuais incomodados com os efeitos nefastos da corrupção é composta pela casta de economistas intervencionistas, socialistas engajados e políticos populistas, a flagrante hipocrisia da situação não poderia ser maior.

Solução e conclusão

Existem mecanismos e variáveis que, em qualquer escala, se relacionam negativamente com a corrupção, os quais reduziriam sua probabilidade ou que atenuariam seus efeitos: uma das mais importantes, nos ensinaram os especialistas, é a concorrência.

Resultados de Ader e DiTella (1997) corroboram empiricamente as teorias que associam menor corrupção a maiores índices de concorrência: é nos países onde as empresas conseguem rendas políticas mais elevadas que se encontram os maiores índices de corrupção.  A corrupção está negativamente correlacionada com índices de competição.

Países que oferecem abrigos protecionistas e que selecionam campeãs nacionais reduzem a concorrência e facilitam uma ordem social pautada no industrialismo e na corrupção.

É fato que, atualmente, no Brasil, existe um clamor popular para uma modificação do sistema estatista, o qual instaurou uma ordem social pautada na corrupção. Uma defesa coerente dessa lógica passa pela privatização e pela desestatização, seguida pela aceitação de que o governo se retire de todas as atividades que não lhe dizem respeito.  Passa também pelo abandono do industrialismo, pela incorporação dos valores da propriedade privada, da concorrência generalizada e da ordem social pautada na responsabilidade individual.

Referências

Ades, A.; DiTella, R. National Champions and Corruption: Unpleasant Interventionist ArithmeticThe Economic Journal, v. 107, p. 1023:1042, 1997.

Ades, A.; DiTella, R. Rents, Competition and CorruptionThe American Economic Review, v. 89 (2), p. 982:993, 1999.

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Leia também:

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autor

Mateus Bernardino
fez mestrado em Economia Pública na Université de Paris I Panthéon-Sorbonne.
 

  • anônimo  14/09/2016 14:49
    Existe alguma tese sobre socialismo nas tribos indígenas ? Essa vida primitiva dos índios foi causada pelo socialismo ? Como os índios podem apenas ter ocas, a falta de propriedade privada nos mandiocais, florestas e rios causou a estagnação da sociedade indígena ?

    Como os índios possuem mais de 10% do territónio nacional, o país já está no comunismo mínimo ?
  • anônimo  14/09/2016 19:28
    O indios são primitivos primeiro por não terem desenvolvido técnicas de cultivo e pastoreio. Sem isso você não institui e desenvolve a propriedade privada, instituição crucial para o desenvolvimento da civilização.

    E o que levou a não desenvolverem a agricultura foram a abundância de recursos naturais e a falta de contato com outras culturas. Resumindo grosseiramente, falta de incentivo.
  • anônimo  14/09/2016 20:24
    Indios vivem no socialismo? kkkkkk Adivinha quem exporta niobio pro exterior? A Diferença da Vale pros indios que a Vale pagou pelos minerios, ja os indios tem o niobio de graça
  • Sultão  14/09/2016 20:58
    Socialismo em tribos indígenas? Isso é fantasia antropóloga pós-Rousseau.

    Quero ver um índio caçar o dia inteiro e aceitar ter seus poucos espólios tirados por uns caras-de-pau. É preciso muita deseducação estatal para fazer o cidadão mundial aceitar isso.

    Para distribuir, primeiro você tem que ter. Sociedades com pouquíssimo capital / produtividade não são exemplos de solidariedade porque eles simplesmente trabalham muito mais para produzir muito menos.

    Por que algumas sociedades vão ao espaço sideral enquanto outras nunca constroem prédios de dois andares?

    Há alguns motivos e não acho que há resposta definitiva:

    a) Isolacionismo comercial. A divisão de trabalho é uma tecnologia essencial para aumento de produtividade. Uma região alagada pode vender colheita para uma região montanhosa que em troca ofereceria ferramentas. Sem especialização, ambas as regiões desperdiçariam recursos fazendo atividades para as quais o terreno não é propício e a produtividade final seria menor. Isso é por si só um forte revés para o sustento de uma população maior. Em regiões tribais Swahili com acesso ao mar na África oriental, por exemplo, somente a possibilidade de comércio com os árabes levou a pontos de troca que formaram cidades e sociedades complexas por lá.

    b) A questão craniana. Existe uma correlação entre distância do Equador e tamanho do encéfalo. Quanto mais frio for o inverno, mais a natureza selecionará positivamente as populações com a capacidade de poupar recursos ao invés de consumi-lo incendiantemente (normalmente, indivíduos de maior QI). Não é lei, porém. Os esquimós não construíram pirâmides e os egípcios não dormiam em tendas.

    c) Crescimento vegetativo. Regiões atormentadas por malária e doenças tropicais raramente sustentam grandes populações. ENTRETANTO, quando são abençoadas com milho e batata, podem garantir crescimento vegetativo apesar da altíssima mortalidade. Isso explicaria o desenvolvimento das tribos na América Central em relação aos descendentes dos Tupi.

    Mas à exceção do ponto a), nada aqui é definitivo.
  • Leandro Campos  14/09/2016 21:09
    Este é um dos argumentos que esquerdistas falam quando dizem que o socialismo nunca foi implantado realmente, aí colocam os índios como um grupo de "socialistas", cortiços, lugares no fim do mundo e que não tem base alguma para dizer que são "socialistas". ( talvez pela falta total de recursos e pobreza extrema? rss)
  • Indivíduo  15/09/2016 01:02
    Os indígenas não tinham a menor idéia do que era socialismo, eles apenas sobreviviam da caça e da pesca. A estagnação da sociedade indígena deve-se ao seu isolamento. Sendo uma sociedade pequena isolada no meio da selva fica impossível produzir determinados bens para aumentar a qualidade de vida. O que torna possível uma civilização evoluir é uma ampla divisão do trabalho, com trocas constantes de bens e serviços.

    O socialismo só surgiu depois que houve riqueza em determinadas civilizações; se não há riqueza você vai querer dividir (ou roubar) o quê?

    Agora, esse papo de reservas indígenas, pra mim é conversa para o estado tomar o território para si mesmo. Não existe mais índio que quer viver como índio. Todos estão lá dentro de suas "cabanas" com TV LCD e celular. Pergunte para algum índio se ele quer caçar (outro dia encontrei um grupo de três índios, que iam para uma manifestação, no restaurante se servindo). Parece piada mas não é!
  • Cauan Muller  14/09/2016 23:18
    Quanto mais o governo escolhe empresas para serem subsidiadas e privilegiadas com dinheiro público, mais empresas querem ser escolhidas para isso. E quem vai ser escolhida? Aquela que segue o procedimento prescrito e não comete atos de suborno e não pratica corrupção com os membros do governo que escolhem? Ou aquela desonesta e faz tudo isso? A RESPOSTA É FÁCIL.

    E pensar que políticas desenvolvimentistas sempre ocorreram no país desde o estado getulista passando por JK e ditadura. Diversos casos como esse da Lava Jato e Petrobras devem estar escondidos pelo tempo. Ainda bem que graças ao amadurecimento do nosso Poder Judiciário há a possibilidade de independência legal e de infraestrutura jurídica para caçar esses corporativistas caciques. Mas por todos esses anos de corporativismo e licenciamentos quase tribais de tão primitivos ( me favoreça e eu te favoreço) criaram um ambiente que não apenas afeta o empreendedorismo e os processos mercadológicos de criação de riqueza em fato, como se não bastasse, também afeta a cultura e a vontade em indivíduos para gerarem riqueza e valor, esse ambiente perdurado por tanto tempo já se manifesta na cultura brasileira. Empreender já é algo visto como esquisitice. Empregos "sólidos" e "estáveis" é o sonho de qualquer brasileiro hoje, isto é, todos querem ser cabides inúteis que ganham dinheiro pelo estado espoliador.
  • anônimo  14/09/2016 23:56
    Leandro você disse em outro artigo que quando há uma exportação dolares não entra no pais e sim a titularidade de um conta nos EUA.
    E as contas dos magnatas na Suiça? São dolares depositados em contas na Suiça? Ou quando a gente escuta que tal politico tem dolares na Suiça quer dizer francos suiços em valores em dolares?
  • Leandro  15/09/2016 00:31
    São dólares.

    Mas aí é diferente, pois o dinheiro não será utilizado na economia suíça -- ao contrário do dinheiro recebido por exportadores, o qual será gasto na economia.

    No Brasil, os bancos -- assim como na Suíça -- também podem guardar depósitos em dólar (sem receber juros). Mas esses dólares não serão utilizados na economia brasileira, assim como os dólares não serão usados na economia suíça.
  • Rafael Isaacs  15/09/2016 14:41
    Tem algum artigo aqui detalhando essas questões?
  • Renan Merlin  15/09/2016 00:06
    E Como o Econômista Marcos Lisboa diz. Pra cada Coreia do Sul(PROTECIONISMO E SUBSIDIO A CAMPEÕES NACIONAL) que obtiveram sucesso, há uma america latina inteira de fracasso.
  • TIAGO WERKHAUSER BITTENCOURT  15/09/2016 01:48
    E por que não estão investindo em títulos públicos americanos?
  • Kelsen  15/09/2016 02:19
    Porque preferem o anonimato e o sigilo bancário. Porque não querem ser tributados. Para investir em títulos públicos, o mínimo que você tem de fazer é dar seu CPF e todos o seus dados pessoais para o governo americano. Para pessoas que querem sossego e anonimato, passar todos os seus dados pessoais para o governo americano não é exatamente um desejo irrefreável..
  • anônimo  15/09/2016 05:54
    Essa explosão na corrupção é culpa dos progressistas e desenvolvimentistas, junto com os socialistas megalomaníacos. Isso é a mesma coisa que misturar cachaça com saquê.

    Misturar socialismo com desenvolvimentismo só poderia resultar nisso. Não teve o banho de sangue das revoluções, mas o governo foi dominado por maníacos.









  • Wesley  15/09/2016 08:33
    Diga ao brasileiro comum que o governo deve deixar de guiar a economia e privatizar as empresas. Diga também que o governo deve abolir ou flexibilizar seus queridos direitos trabalhistas ou que deve acabar com a estabilidade dos burocratas do governo. Brasileiro é estatista. Odeia concorrência e quer receber algum dinheiro do governo. Obviamente não vai querer que as coisas mudem. Quer que as estatais e o governo sejam geridos por pessoas honestas. Como uma país assim vai para frente?
  • Andre  15/09/2016 12:00
    E o resultado está aí:

    www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/5538054/brasil-sempre-tera-uma-carga-tributaria-alta-porque-sociedade-escolheu

  • Igor  15/09/2016 11:48
    Leandro, recomenda a leitura do livro "A riqueza da nação no século XXI" do Bernardo Guimarães?
  • WDA  15/09/2016 14:09
    É sério que vocês transformaram aquele site maravilhoso nesta merda de visual poluído?

    Espero que a qualidade dos textos se mantenha a mesma, pelo menos.
  • AF  15/09/2016 14:26
    O conteudo do site é muito proveitoso, porém achei que o layout ficou terrível, o anterior era inspirado no Google, esse novo parece o Yahoo de tanta informação inutil que aparece ao mesmo.

    Se fosse possível deixar a opção de utilizar o layout antigo em alguma opção de configuração, como acontece com a mudança de lingua...
  • GERALDO MAGELA ANDRADE FILHO  15/09/2016 14:53
    Eu, particularmente, gostava bem mais do layout anterior, também.
  • Lopes  16/09/2016 03:54
    É menos amigável à primeira vista. Mas está mais fácil de encontrar conteúdo e diversificar a experiência entre podcasts e eventos. É visível também um ganho de credibilidade por parte do IMB.

    Mas confesso que sinto falta do layout antigo. Quantos dias não comecei clicando na cabeça do Rothbard...
  • WDA  16/09/2016 16:49
    Eu acho que a versão antiga ainda tinha mais vantagens.

    Agradeço a todos que responderam.

    No layout antigo, havia uma ênfase sadia no artigo principal. Você abria e tinha uma imagem grande e atraente, junto com uma citação bem escolhida, do próprio texto, que revelava bem a idéia central e dava vontade de ler. Sempre ficava muito claro que o texto era relevante porque dizia respeito a algo que estivesse em pauta na sociedade no momento.

    Agora a primeira coisa que chama a atenção é aquela barrinha com cotações! Só que este site não é de dicas de investimento, nem de "educação financeira"; os artigos não versam sobre questões para as quais aquelas cotações sejam verdadeiramente relevantes, pois eles tratam de questões em geral mais profundas sobre a economia e sua relação com a sociedade.

    O site transmitia um senso de prioridade que ajudava a orientar e organizar a percepção do leitor. Isso facilitava a leitura e a compreensão dos temas. Melhor ainda quando apareciam aqueles textos cheios de links ao final que, depois de ler tudo, davam-lhe a sensação de conhecer bem profundamente algum assunto determinado. Claro que eles ainda estão aí, mas esmagados no meio de tanta informação competindo pela sua atenção.

    As letras eram maiores e o contraste de preto e branco - letras e fundo de tela - ajudavam a prender a atenção do leitor, que ainda tinha mais sensação de clareza. O mesmo vale para a seção de comentários, que dava muito mais vontade de ler no site antigo. Quase todas as vezes lia a seção de comentários inteira, e o layout da página ajudava muito nisso. Agora parece que os comentário estão abarrotados, se esgueirando na página, esmagados uns pelo outros.

    Pra mim, o melhor do site era a sensação que ele dava de ser um site orgânico, onde tudo estava bem relacionado e se ligava de maneira coerente. Agora, com o excesso de informação da página inicial isso meio que se perdeu.

    A sensação de limpeza do site antigo prendia você, fazia você ficar ali, lendo mais e mais! Isso era ótimo pra todos, principalmente para os novatos. Agora tenho vontade de ficar menos no site. Fico muito porque já estou acostumado com os excelentes textos e já sei o que buscar. Mas imagino que um novato tenda a passar ainda menos tempo lendo.

    Outra coisa bacana era o brasão do site, que era bastante enfatizado na versão antiga. Isso conferia uma identidade ao site. Ele era bonito, instigante. Você via aquilo e reconhecia ali a Escola Austríaca, na figura de Mises e Rothbard. Se fosse um novato, já ía querer saber logo quem eram os caras! E são os dois mais importantes.

    Nem tudo o que muda, muda pra melhor. O site, é claro, vai continuar sendo bastante frequentado, porque tem conteúdos muito bons, e tem se popularizado bastante pelo acerto e rigor das idéias apresentadas. Mas a mudança no site, parece-me, fez todos perderem: os leitores e o site.

    Se houvesse um link permitindo usar o layout antigo a quem o quisesse, seria muito bom.

    Claro que continuo desejando sucesso ao site e vou continuar vindo aqui.

    Abraço a todos.




  • Capital Imoral  16/09/2016 17:19
    Agora a primeira coisa que chama a atenção é aquela barrinha com cotações! Só que este site não é de dicas de investimento, nem de "educação financeira".
    ---------
    Eu como usuário, também concordo com está afirmação. Não vi nenhum sentido em colocar essa barrinha.
  • Tulio   16/09/2016 19:55
    Eu particularmente preferia o anterior também.

    Fica como sugestão a possibilidade de usar os 2 layouts. Afinal, devemos ser "free to choose" rs
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  17/09/2016 23:12
    Abílio Diniz é um show, não é? globosatplay.globo.com/globonews/v/5310002/
    Nunca ouvi tanta desconversa.
  • Paulo Henrique  18/09/2016 01:33
    Será que a impessoalidade dos mercados não é um fator para esses empresários corruptos estarem no topo? Digo, compramos um produto pensando na sua qualidade, não pensando na moral daquele que o fabricou, nem da moral do funcionário que o fabricou, não queremos saber se ele trata bem ou mal seu filho, nem sua religião, nem sua filosofia, esse é um argumento usado para dizer que o capitalismo acaba com as guerras. Mas Essa impessoalidade garante que ao irmos ao mercado, faremos uma troca, o vendedor aceitará x unidades de dinheiro, e eu aceitarei o seu produto, as vezes, com um nível de confiança tão grande a ponto de nem conferirmos o troco. Essa impessoalidade garantiu uma troca mutuamente benéfica.

    Mas se soubessemos como ele trata seu filho, sua esposa, o fator moral pesaria nas escolhas de consumo . Em sociedades menores, onde todos estavam próximos do outro, se ''conheciam'', esse fator moral era muito mais importante, e por definição, um empresário não deveria apenas oferecer o melhor produto, mas também, deveria cuidar sua imagem publica.
    O homem não demanda apenas produtos, demanda justiça também. E ao saber que alguém pratica injustiças, ele pode boicotar uma troca comercial.

    A complexidade do mercado torna impossível saber a moral de todos os fabricantes, consequentemente, podemos estar enriquecendo as pessoas mais suscetíveis a serem corruptas e pedir privilégios governamentais. A qualidade do produto que ela oferta independe de alguns preceitos morais, embora depende de outros, não depende de todos eles.
    Abolir essa impessoalidade poderia ser uma ''solução'', mas acabaria com a complexidade dos mercados. E demandaria um critério de julgamento centralizado para determinar que ''ação'' é ''moral e imoral'' o que, obviamente, me parece algo ditatorial .

    Seria, portanto, um novo ''problema da informação dispersa'', mas, aplicado a moral.
  • anônimo  24/09/2016 16:17
    Isso procede? Ou é apenas mais uma falácia da esquerda?

    "Vamos falar de prejuízo, em 1997, FHC entregou a Vale do Rio Doce para um Consórcio formado pela Companhia Siderúrgica Nacional, a Bradespar (do grupo Bradesco) e o fundo de investimentos Previ por R$ 3,3 bilhões, quando o valor estimado em leilão era 28 vezes mais: R$ 92 bilhões. A Companhia Vale do Rio Doce é hoje a segunda empresa mais lucrativa de mineração do mundo. A Vale era um complexo industrial com 54 empresas, maior produtora e exportadora de ferro do mundo, com concessão de duas das maiores ferrovias do planeta e hoje vale quase e hoje ela vale US$190 bilhões."
  • Goulart  24/09/2016 22:27
    Ué, se a Vale era essa barbada toda, então por que esse cara não está rico? As ações foram vendidas livremente na bolsa, o que significa que ele poderia comprá-las livremente. No mínimo, poderia formar uma sociedade com vários amigos, comprar as ações, e então ficar rico com sua valorização.

    Por que não fez isso?

    Dizer que a empresa se valorizou após a privatização e daí afirmar que ela foi vendida a preço de banana é impostura intelectual. Quem afirma isso não sabe como funciona mercado e nem conhece a diferença entre gerência estatal e privada. E tem também de explicar por que não enriqueceu, já que sabia perfeitamente que a empresa estava subvalorizada.

    Aliás, o grupo liderado pelo Votorantim perdeu o leilão de privatização da Vale. Antônio Ermírio de Moraes perdeu a oportunidade do século de ficar podre de rico. Se era tão óbvio que a mineradora estava desvalorizada, por que cargas d'água o então homem mais rico do país não ofereceu mais pelas bananas?

    Detalhes:

    1) O governo detinha apenas 42% do capital votante. Ou seja, o que foi a leilão não foi a empresa inteira, mas apenas 42% do capital votante. A empresa inteira estava avaliada em aproximadamente US$ 8 bilhões, sendo que a fatia vendida valia US$3,34 bilhões.

    2) O leilão se deu na bolsa de valores, a preço de mercado. Qualquer um poderia ter participado. Logo, o Armando está correto. Quem hoje esperneia que a venda foi barata tem a obrigação de explicar por que não participou da venda. Se a empresa estava "a preço de banana", então o sujeito tinha a certeza de que a empresa iria se valorizar enormemente no futuro. Por que não montaram um consórcio e compraram ações? Era dinheiro certo. Não fizeram isso por quê? Odeiam dinheiro?

    3) À época, ninguém imaginava que haveria um súbito e intenso boom no preço global das commodities, o que elevou o preço do minério de ferro para a estratosfera e impulsionou fortemente o valor da Vale.

    Portanto, quem diz que a Vale foi vendida a "preço de banana" revela, com toda a sinceridade, profunda ignorância econômica.
  • anônimo  24/09/2016 22:50
    Totalmente falacioso.
    Isso é um dos motivos alegados contra a privatização pois se eu não sei o preço futuro não tem como determinar o valor real que eu possuo sendo assim qualquer valor é injusto e ilegal.
    Fora que o dono (Nação Brasileira) não foi consultada. Aliás, o PT ganhou a eleição apontando essa palhaçada, ou seja ele disse não e foi traída novamente. Aliás a república toda é um golpe e quase tudo é ilegal e/ou ilegitimo.
    Estado é administrador e como tal deve pedir ao dono autorização para vender seus bens.
    Assim sendo tudo foi ilegal e FHC deve ser morto por crime de Lesa-pátria e traição qualificada que pode ser facilmente provado. Falta executarem.
    Isso vale para quase todos os ex-presidentes Lula e muito especialmente para Dilma, campeã no quesito traidora.
  • anônimo  25/09/2016 01:02
    Mais uma coisa, a afirmação de que o "valor estimado em leilão era 28 vezes mais: R$ 92 bilhões" também não procede?
  • Ferreira  25/09/2016 13:03
    O que você acha?

    Se 42% do capital votante valiam R$ 92 bilhões, então 100% do capital votante valiam a incrível fábula de R$ 219 bilhões. E isso em 1997!

    Sensacional a lógica da esquerda. E tem gente que entra na onda.
  • Sorrentino Castro  29/05/2018 20:16
    Senhores, boa-tarde.

    Há casos de crescimento de uma indústria SEM ajuda estatal? Por favor, podem exemplos e citar literatura a respeito?

    Obrigado.

    Sorrentino.


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