clube   |   doar   |   idiomas
A ideia politicamente correta mais ignara de todas

Se houvesse uma disputa para ver qual é a ideia mais ignara da política atual, minha escolha seria aquela que afirma que, se não fosse o preconceito e a discriminação, todas as pessoas (homens e mulheres, negros e brancos, gays e heterossexuais, cristãos, judeus, muçulmanos, ateus, budistas etc.) seriam igualmente distribuídas em termos de renda, ocupação, posição em empresas e premiações recebidas.

Cruzadas políticas, impérios burocráticos, e lucrativas carreiras pessoais voltadas para a reclamação e exigência de mais "direitos" já foram erguidos tendo exclusivamente por base essa suposição, a qual praticamente nunca foi testada contra quaisquer fatos.

Peguemos o mais recente exemplo dessa obtusidade.  Um artigo do The New York Times viu como um problema o fato de que mulheres estão extremamente sub-representadas no ranking mundial dos melhores jogadores de xadrez.  Igualmente, vários artigos, reportagens de TV e lamúrias políticas já foram produzidos tendo por base uma suposta "sub-representação" de mulheres no Vale do Silício, algo visto como um grave problema que tem de ser urgentemente resolvido.

Por acaso há um exército de meninas que estão ávidas para jogar xadrez, mas que estão sendo negadas a esta oportunidade?  Por acaso há um exército de mulheres com um Ph.D. em ciências computacionais pelo Massachusetts Institute of Technology e pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia sendo friamente rejeitadas quando vão ao Vale do Silício se candidatar a um emprego?

Será que meninos e meninas não podem ter interesses distintos?  Se as meninas tivessem o mesmo interesse em xadrez que os meninos, mas fossem banidas dos clubes de xadrez, aí sim haveria um argumento.  Mas isso seria algo muito diferente do fato de que elas simplesmente não têm o mesmo interesse por xadrez que os meninos.  Quanto aos rankings de xadrez, não se trata de algo subjetivo: eles se baseiam em quais jogadores (e suas respectivas pontuações) você já venceu e perdeu para.

Por acaso não se deve permitir que mulheres e homens tomem decisões diferentes em relação a como irão gastar seu tempo e viver suas vidas?

Jogar xadrez não é o único empreendimento que pode exigir uma grande parcela de tempo em sua vida, bem como um perseverante esforço, para se chegar ao topo.  Se você quer se tornar um grande cientista, um sócio em uma grande firma de advocacia, ou o executivo-chefe de uma grande corporação, você muito dificilmente conseguirá tal façanha apenas trabalhando de 9 às 17h, tirando várias licenças para ter filhos e criá-los.

Mas tudo pode piorar. 

Aplicar essa mesma e infundada suposição sobre "diferenças de representatividade" para diferentes grupos raciais e étnicos tornou-se hoje uma política lucrativa: ela gera várias e ruidosas reclamações e cruzadas políticas, além de milhões de dólares em processos judiciais acusando "discriminação" — tudo sem uma única evidência senão números que não se encaixam nas pressuposições dominantes.

E o fato é que você pode estudar inúmeros grupos, em vários países ao redor do mundo, hoje ou mesmo ao logo dos séculos da história, e não encontrará um único exemplo desses "resultados iguais" que possam ser utilizados como referência para estipular que "está havendo discriminação". 

Eis aí um fenômeno que não possui confirmação histórica, um fenômeno que, não obstante uma ausência de qualquer exemplo prático, é hoje presumido como sendo a norma: igualdade de realizações, de diferentes grupos (de cor, etnia e gênero), em um dado período do tempo.

No entanto, o que mais temos hoje são grupos de interesse e movimentos sociais apresentando estatísticas — que são solenemente repercutidas pela mídia — alegando que, dado que os números de realização, premiação e representação ocupacional não são aproximadamente iguais para todos, isso seria uma prova de que alguém foi discriminatório com outro alguém.

E isso, segundo o salto lógico realizado por esses ideólogos, seria uma comprovação de que os resultados seriam iguais para todos caso alguém não tratasse mal outra pessoa.

O problema, só para começar, é que mesmo algo tão simples e básico quanto diferenças de idade entre grupos pode arruinar qualquer pressuposição de resultados iguais.

Se cada porto-riquense que vive nos EUA tivesse uma renda idêntica à renda de cada nipo-americano de 20 anos de idade — e rendas idênticas também para todas as outras idades —, o nipo-americanos ainda assim teriam, em sua totalidade, uma renda média superior à dos porto-riquenses nos EUA.  E seria assim porque a idade média dos nipo-americanos é muito maior que 20 anos de idade.  Há muito mais nipo-americanos com mais de 20 anos de idade do que porto-riquenses.  Se um grupo é formado por pessoas com mais anos de experiência de trabalho, então esse grupo normalmente ganha maiores salários. 

A média de idade na Alemanha e no Japão é de mais de 40 anos, ao passo que a média de idade no Afeganistão e no Iêmen é de menos de 20 anos.  Mesmo que as pessoas destes quatro países tivessem absolutamente o mesmo potencial intelectual, o mesmo histórico, a mesma cultura — e os países apresentassem rigorosamente as mesmas características geográficas —, o fato de que as pessoas de determinados países possuem 20 anos a mais de experiência do que as pessoas de outros países ainda seria o suficiente para fazer com que resultados econômicos e pessoais idênticos sejam virtualmente impossíveis.

Pessoas com 20 anos a mais de experiência de trabalho normalmente ganham maiores salários.  E diferenças etárias são apenas uma das várias diferenças entre os grupos.

Mais ainda: uma igualdade geral de resultados jamais foi testemunhada, em qualquer período da história, até mesmo entre aqueles vários grupos que hoje são ajuntados e classificados como "brancos".  Sendo assim, por que então as diferenças estatísticas entre negros e brancos, ou entre homens e mulheres, produzem afirmações tão dogmáticas — e geram tantas ações judiciais e trabalhistas por discriminação — sendo que a própria história mostra que sempre foi comum que diferentes grupos seguissem diferenciados padrões ocupacionais ou de comportamento?

Um dos motivos é que ações judiciais não necessitam de nada mais do que diferenças estatísticas para produzir vereditos, ou acordos fora de tribunais, no valor de vultosas somas monetárias.  E o motivo de isso ocorrer é porque várias pessoas aceitam a infundada presunção de que há algo de estranho e sinistro quando diferentes pessoas, de diferentes cores, gêneros e opções sexuais, apresentam diferentes graus de êxito pessoal.

O desejo de intelectuais de criar alguma grande teoria que seja capaz de explicar padrões complexos por meio de algum simples e solitário fator produziu várias ideias que não resistem a nenhum escrutínio, mas que não obstante têm aceitação generalizada — e, algumas vezes, consequências catastróficas — em vários países ao redor do mundo.

A vida é, sem dúvida nenhuma, injusta.  Mas isso não é o mesmo que dizer que as injustiças ocorreram exatamente em todos os lugares em que as estatísticas foram coletadas.  As origens das desigualdades de resultados frequentemente remetem a diferentes ambientes familiares vividos na infância ou a diferentes arranjos geográficos e culturais para grupos e nações.

Essas diferenças entre nações, bem como as diferenças entre indivíduos e grupos, refletem o fato de que o mundo jamais apresentou condições equitativas para todas as pessoas em todos os lugares do mundo.  O renomado historiador Fernand Braudel disse que "Em nenhuma sociedade, todas as regiões e todas as partes da população se desenvolveram de maneira uniforme e homogênea".

Por mais quanto tempo vamos continuar tratando como se fosse uma regra algo que não apenas nunca ocorreu na história do mundo, como também dificilmente virá a ocorrer?



autor

Thomas Sowell
, um dos mais influentes economistas americanos, é membro sênior da Hoover Institution da Universidade de Stanford.  Seu website: www.tsowell.com.



  • Renan  19/07/2016 15:16
    Agora eu estou cansado disso, eu defendo agora a tomada milita do Brasil para o Rio de Janeiro, quero que o exercito brasileiro tome o estado do Rio de Janeiro e chute de vez o seu governador. Eu estou farto desses parasitas sabotarem o governo para tirar mais dinheiro, quer guerra, agora estou incentivando a guerra.
  • pedro  19/07/2016 15:21
    Como os paulistas em regra ganham mais, o Brasil deve ter um grande desprezo pelo Piauí.
  • Matheus Penha  19/07/2016 18:22
    Eu sinceramente não entendo qual a dificuldade de interpretar um texto da maneira como ele é escrito.

    O caso do Piauí é ainda mais simples do que o do texto! Menos fatores de produção e menos relações de troca, além de estar em uma região desfavorável logisticamente se comparada a São Paulo - acredito que você culpará Deus pelas questões logísticas.
  • anônimo  19/07/2016 20:43
    "além de estar em uma região desfavorável logisticamente se comparada a São Paulo"

    Não, o Piaui está mais proximo da europa e eua do que são paulo.

    Se algum estado do nordeste se separasse do brasil e ficasse mais liberal ficaria muito mais rico que o restante.

    Só olhar hong kong e cingapura...

    Logico que se ficasse mais liberal...rs
  • Pobre Paulista  19/07/2016 19:09
    Não seja por isso, pode separar o Piauí de São Paulo e cada estado ser feliz no seu canto.

    (Já viu quanto $$$ de SP vai para o Piauí?)
  • anônimo  19/07/2016 20:39
    Não, o dinheiro de SP não vai para Piaui.

    São Paulo é que está protegido de piaui pelo salario minimo, impostos, FIESP,etc...

    https://www.youtube.com/watch?v=1OBen_apVPg

    PS: Sou paulistano...rs

  • Pobre Paulista  26/07/2016 19:13
    "Não, o dinheiro de SP não vai para Piaui."

    Oi? Você ao menos clicou no link que coloquei?

    Apenas em 2009, Pagamos R$181 bilhões ao governo federal, e este repassou 4,5 bilhões ao Piauí. Em outros termos, somente com o que SP repassou em 2009, o Piauí poderia passar 40 anos sem receber mais nenhum repasse do governo federal.

    Melhor dizendo, SP bancou sozinho os estados do Piauí, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Roraima, Rondônia, Amapá, Acre e Sergipe (Faça as contas e confira). Nove superpotências, não?

    E você vem me dizer que é SP está protegido do Piauí? Tá maluco?

  • Anderson d'Almeida  19/07/2016 20:25
    Acho que Pedro usou da ironia em seu comentário. Pois o comentário dele é justamente o mesmo argumento que o texto rebate.
  • anônimo  19/07/2016 16:06
    Asiáticos vieram ao Brasil sem nada e conseguiram crescer economicamente, enquanto isso a escravidão que acabou há 150 anos é justificativa para problemas recentes.

    Sem falar nos judeus que sofreram discriminação por toda a história e são o grupo étnico mais bem sucedido financeiramente (e aquele que mais ajudou a ciência).
  • Renan Merlin  19/07/2016 18:14
    Acontece que ficar perdendo madrugadas no funk e pedir cota racial e por a culpa na "divida historica" é muito mais facil do que estudar.
  • Gunnar  26/07/2016 13:13
    Não só asiáticos, mas também italianos e alemães que estão no Brasil há pouco mais de um século, vindo da Europa com uma mão na frente e outra atrás, sem conhecimento da língua, da cultura, com baixa qualificacão (em geral agricultores) e sem receber um centavo do governo, trabalharam, prosperaram e hoje são ricos.

    Mas já sei qual seria a resposta do típico esquerdista... geralmente vai por um desses caminhos:

    1) Isso só mostra que o preconceito e a discrimacão existem, já que os brancos conseguiram prosperar e os negros não;

    2) Os imigrantes brancos possuíam "capital humano" (conhecimentos) pois vinham de um lugar desenvolvido, e esse lugar era desenvolvido justamente porque explorou os africanos.
  • Marcos Abraão  31/07/2016 23:28
    Nossa, Gunnar, parabéns! Que conclusão excelente!

    Então, os asiáticos e europeus que vieram ao Brasil estão todos ricos e bem-sucedidos. E os negros são pobres, porque querem, não é? Faz todo sentido, claro. Por que melhorar minha condição de vida, educação e dignidade, quando posso continuar sendo pobre e ignorante?

    O sistema de escravidão e exclusão social a que os negros foram submetidos não tem nada a ver com isso...nem o fato de sequer serem tratados como humanos, mas como propriedade, coisa, objeto...nem o fato de que sequer possuíam direito a voto por muito tempo (o que permitiria uma participação política)...nem o fato de que existe uma cultura de subjugação da figura do negro há muito tempo com o objetivo de "mantê-lo no seu lugar". Vide Machado de Assis, mulato, mas que não poderia ser assim chamado porque na sociedade em que vivia descender de negros era coisa ofensiva...

    Mas, meu amigo Gunnar, você matou a charada. 300 anos de escravidão (e com "escravidão" entenda tortura, tratamento desumano, mortes em maior quantidade do que eu e você podemos imaginar, seja de crianças, velhos, mulheres, etc) e uma cultura de inferiorização, submissão e exclusão "com certeza" não influenciam em nada socialmente... Grande vitimismo. Estou aqui batendo palmas de pé pra você, campeão!
  • Emerson Luis  05/09/2016 17:45

    Marcola, você leu o comentário inteiro do Gunnar ou só viu a segunda parte?

    Você sabe ligar frases e orações em uma linha de pensamento para compreender o que alguém está dizendo? Só uma pista, analise esta frase dele:

    "Mas já sei qual seria a resposta do típico esquerdista... geralmente vai por um desses caminhos"

    Sabe o que ela indica? Que as afirmações a seguir não são do próprio Gunnar, mas sim das pessoas a quem ele está se referindo (os esquerdistas).

    Como o Reinaldo Azevedo diz, "assim como os esquerdistas não possuem o monopólio da virtude, eles também não possuem o monopólio da burrice".

    * * *
  • Capital imoral  19/07/2016 19:10
    Se você quer se tornar um grande cientista, um sócio em uma grande firma de advocacia, ou o executivo-chefe de uma grande corporação, você muito dificilmente conseguirá tal façanha apenas trabalhando de 9 às 17h, tirando várias licenças para ter filhos e criá-los.
    -----------
    Sim o capitalismo rouba grande parte do nosso tempo, e nos impede de crescer.
    Em quanto os filhos do dono do capital, tem o tempo livre para gastar grande parte do tempo em estudos e aperfeiçoamento.

    O maior ato criminoso que existe, chama-se a desigualdade de oportunidades, criado exclusivamente pelo capitalismo.

    Ninguem quer resultado igual, o negro pobre, só quer uma oportunidade igual ao filho do Helio beltrião.

    Veja que no fundo este artigo é contra os direitos humanos.

    Veja o artigo Artigo XXII, dos direitos humanos:
    Todo ser humano, como membro da
    sociedade, tem direito à segurança social, à
    realização pelo esforço nacional, pela
    cooperação internacional e de acordo com
    a organização e recursos de cada Estado,
    dos direitos econômicos, sociais e culturais
    indispensáveis à sua dignidade e ao livre
    desenvolvimento da sua personalidade.

    Se alguém sofre, você tem a obrigação por lei, tanto nos direitos humanos, quanto na constituição e apaziguar esta dor.
  • anônimo  19/07/2016 21:02
    "O maior ato criminoso que existe, chama-se a desigualdade de oportunidades"

    Então se eu pagar um curso de inglês ao meu filho ou apenas lhe fornecer um bom lar para que ele não precise trabalhar cedo, eu estaria sendo um criminoso?
  • Capital Imoral  19/07/2016 21:31
    Caro anonimo, para te responder é necessário uma pequena explicação.

    A noção de mundo
    Não se pode responder essa pergunta, carregando os valores conservadores do mundo, temos que trazer a modernidade do socialismo para a devida resposta. Portanto, vamos começar trabalhando com conceitos. Ter um filho já um conceito falso, pois traz consigo a ideia de família, que é algo que não se deve existir. Portanto não tenha como referencia "seu filho", pois não é seu, a partir do momento que sai do útero da mulher, se torna um conceito social.

    Tendo isso em mente agora posso te responder.
    A resposta é sim, pois você quebra a regra de igualdade social, outros seres humanos socialmente definidos, tem o direito a mesma educação e o direito ao lar. Veja agora que o filho não é somente "seu" mas do todo, assim como a sua responsabilidade está sobre o todo também.

    Espero que possa ajudar. Todos rumo ao socialismo.
  • anônimo  20/07/2016 04:22
    Capital imoral,
    Devo reconhecer que seu português melhorou, mas ainda precisa estudar regras de acentuação e melhorar , e muito, essa retórica vazia e cheia de clichês.
  • anônimo  20/07/2016 13:36
    "Ter um filho já um conceito falso, pois traz consigo a ideia de família, que é algo que não se deve existir. Portanto não tenha como referencia "seu filho", pois não é seu", a partir do momento que sai do útero da mulher, se torna um conceito social. "

    social é um conceito abstrato, não gera filho, não pensa, não age.

    Quem gera filho é um homem e uma mulher, e naturalmente se tornam seus responsáveis por serem as pessoas que o trouxeram ao mundo. Não é o padeiro da esquina e nem o Chinês que mora lá em Pequim, mas os pais e apenas o pais, pois foram eles que intencionalmente agiram.

    Sendo assim, por mais malabarismo que você faça com as palavra é simplesmente ridículo negar o obvío. Os filhos são responsabilidade apenas dos pais.


  • Capital Imoral  19/07/2016 21:03
    Dando continuidade, aqui vai alguns artigos dos Direitos humanos. Os negritos são por minha conta, só pra ti incomodar ;)

    Artigo I
    Todos os seres humanos nascem livres e
    iguais em dignidade e direitos. São dotados
    de razão e consciência e devem agir em
    relação uns aos outros com espírito de
    fraternidade.


    Artigo XXVI
    1- Todo ser humano tem direito à instrução. A
    instrução será gratuita
    , pelo menos nos graus
    elementares e fundamentais. A instrução
    elementar será obrigatória. A instrução
    técnico-profissional será acessível a todos,
    bem como a instrução superior, esta baseada
    no mérito.

    2- A instrução será orientada no sentido do pleno
    desenvolvimento da personalidade humana
    e do fortalecimento do respeito pelos direitos
    humanos e pelas liberdades fundamentais.
    A instrução promoverá a compreensão, a
    tolerância e a amizade
    entre todas as nações
    e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará
    as atividades das Nações Unidas em prol da
    manutenção da paz.

    Artigo XXIX
    Todo ser humano tem deveres para com a
    comunidade, na qual o livre e pleno
    desenvolvimento de sua personalidade é
    possível.


    Não gostou? ;) não gostou? ;)
    https://www.youtube.com/watch?v=0KE9VlDkM2Y
  • anônimo  20/07/2016 13:53
    "Todo ser humano tem deveres para com a comunidade"

    Primeiro, comunidade não pensa e não age (algo exclusivo a indivíduos) e é impossível eu ter um dever com algo que não pensa e não age.

    E segundo, para eu ter um dever eu tenho que ter assumido alguma obrigação, caso contrário não existe um dever, apenas uma imposição arbitrária que surgiu da cabeça de alguém.

  • vladimir  03/11/2016 18:54
    karo kamarada:
    Visto que és entusiasta do socialismo vou te responder diretamente.
    Vc dividiria o que é seu para coletividade?
    Sabe resolver qualquer problema sem ajuda do governo?
    Sabe sobreviver?
    Sabe pensar?
    Sabe criar?
    E não pode dizer coletividade, grande líder, nós, a sociedade, o capital, os ricos, só vc apenas vc pode resolver esses problemas vc pode?
  • bruno teixeira  25/07/2016 00:10
    Lá vem...
  • anônimo  19/07/2016 20:16
    Mais um artigo fantástico do Thomas Sowell.
  • Maurício  19/07/2016 20:19
    Excelente!

  • Adelson Paulo  19/07/2016 20:30
    O exemplo do jogo de xadrez é emblemático, mas por um motivo diferente do apresentado pelo articulista. Apesar de ser uma atividade que não exige contato físico direto, nem força física, os torneios de xadrez são separados em masculino e feminino. Por que não competem juntos homens e mulheres? Simplesmente porque as mulheres são sistematicamente derrotadas pelos homens, e nunca surgiu uma mulher que consiga enfrentar, em mínimas condições de competitividade, os maiores mestres do xadrez.
    Seria isto uma discriminação?
  • Rhyan  20/07/2016 05:23
    Não são separados. Mulheres e homens podem competir entre eles nos torneios gerais (não existem torneios masculinos, só femininos). Judit Polgár, considerada a melhor enxadrista feminina do mundo em todas as épocas, só disputava torneios "masculinos", mas, que eu saiba, não ganhou muitos campeonatos.

    A melhor jogadora atual é a chinesa Hou, Yifan, número 1 no ranking feminino, não chega nem entre os top 100 no geral.

    Resumindo: as mulheres podem competir com os homens, mas raramente fazem isso.

  • Gunnar  26/07/2016 13:17
    O típico esquerdista rebateria dizendo que a discriminacão não está dentro do campeonato de xadrez, mas na estrutura da própria sociedade, que rotula o xadrez de esporte masculino, incentivando apenas os homens a praticá-lo, e que portanto é algo em que as mulheres foram impedidas de se desenvolver no mesmo patamar que os homens.
  • Tobias Botelho  19/07/2016 21:02
    Um belo artigo. Uma bela argumentação exposta com um belo raciocínio.
    David Ogilvy, famoso publicitário americano da década de 70, sempre disse que o grosso de seu trabalho de redator criativo era feito em casa, depois do expediente, principalmente durante os fins de semana. Segundo ele, os clientes pagam por sua atenção em tempo integral, e esse esforço, além da recompensa material, proporcionava o aperfeiçoamento necessário para formar profissionais capazes de cumprir esse papel, dividindo o trabalho e proporcionando mais tempo livre para a família.
    O filho do Otávio Mesquita é pianista profissional. Em uma entrevista ao Jô Soares, disse que estuda o instrumento pelo menos 12 horas por dia para, um dia, alcançar o nível necessário de excelência para se tornar um ícone no meio.
    Zico disse que sempre foi apontado no flamengo por receber o maior salário do clube na época quando jogava, mas ninguém nunca se lembrava de que ele era o primeiro a chegar e o último a sair dos treinamentos.
    Oscar Schmidt diz que, depois de cada treinamento, fazia centenas de lances livres e arremessos de 3 pontos para ficar cada vez melhor.
    Joaquim Barbosa estudo a vida nossa no sistema público, e se tornou uma das figuras mais importantes da República, conquistando o topo do Poder Judiciário.
    Sim, é mais fácil ficar de mimimi do que arregaçar as mangas e sacrificar todas as coisas que trazem lazer e prazer em detrimento da busca daquilo que poucas pessoas podem oferecer e, por isso mesmo, as coloca mais próximas do sucesso.
    Pobreza, credo ou raça não tem absolutamente nada a ver com isso.
    Para complementar, basta ler qualquer livro de Theodore Darlymple para comprovar isso - mas no ambiente inglês.
  • Naruto Uzumaki  19/07/2016 21:42
    "A vida é, sem dúvida nenhuma, injusta.".

    Provavelmente isso foi uma tentativa de agradar o leitor. Não a mim. Até porque, no meu ver, a vida é muito justa.

    Só porque não conseguimos ver uma verdade, não quer dizer que ela não existe. A natureza sempre recompensa, à sua forma, o individuo na medida em que ele merece. Agora vá fazer um socialista entender isso.

    Valeu. Falou.
  • pedro  20/07/2016 04:14
    Meu caro Matheus Penha,
    A língua tem suas sutilezas. Se você não entendeu que eu fui irônico, sorry. Por isso, meu caro Matheus, nem sempre o que parece ser claro e não comportar interpretação assim é. Daí a parêmia "in claris cessat interpretatio" comporta controvérsia. Assim, o que você diz no segunto parágrafo de sua aligeirada intervenção é a prova provada de que fui simplesmente irônico. E minha ironia é um apoio ao artigo porque "Ridendo castigat mores". Agora, volte lá e leia com calma, sem açodamento, o que escrevi e, se tiver grandeza, recolha a lição dada.
  • pedro  20/07/2016 04:19
    Depois que respondi ao Matheus foi que li o comentário do Anderson d´Almeida, que, não sendo açodado, entendeu que fui irônico. Obrigado, Anderson.
  • Gunnar  26/07/2016 13:19
    Na verdade o argumento da discriminacão é uma baita de uma falácia circular.

    1) Negros estão em pior situacão que os brancos;
    2) O que causou (2) foi a discriminacão;
    3) A prova de que houve discriminacão é (1).
  • anônimo  26/07/2016 14:06
    Exato, a conclusão obvía é que se os europeus foram capazes de explorar os africanos, é porque antes da exploração os europeus já eram mais desenvolvidos.

    Mas é mais bonito acreditar que todos são iguais, só que alguns foram mais gananciosos.
  • Emerson Luis  05/09/2016 17:39

    "Será que meninos e meninas não podem ter interesses distintos?"

    Não, não podem.

    E digo mais:

    Incentivar meninos a terem atitudes e práticas tipicamente masculinas é machismo, mas incentivar meninas a terem estas mesmas atitudes e práticas é mente aberta, sem preconceitos.

    Incentivar meninas a terem atitudes e práticas tipicamente femininas é machismo, mas incentivar meninos a terem estas mesmas atitudes e práticas é mente aberta, sem preconceitos.

    O derradeiro objetivo não é a igualdade, mas a inversão.

    ________________________

    Comentário irônico, OK?

    Thomas Sowell é um gênio.

    * * *

  • Geraldo  20/08/2017 00:45
    As mulheres estão sub representadas nesse grupo de discursão


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.