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Como a expansão monetária orquestrada pelo governo piora artificialmente a desigualdade de riqueza

Nunca esteve tão na moda falar sobre desigualdade social e de renda.  O problema é que da nada adianta falar sobre isso sem antes entender o que realmente provoca esse fenômeno.

De um lado, é importante ressaltar que o fenômeno da desigualdade sempre será natural e inevitável em uma sociedade livre.  Sempre haverá indivíduos que conseguem gerar muito valor para seus empregadores e sempre haverá indivíduos que geram pouco valor para seus empregadores.  E também sempre haverá aqueles que simplesmente não conseguem gerar nenhum valor.

Um executivo bem-sucedido gera muito valor para seus empregadores.  Logo, sua remuneração tende a ser alta.  Jogadores de futebol e estrelas da música e do cinema também geram muito valor para seus empregadores (e o que você pensa em particular dessas profissões não interessa ao resto da população, que voluntariamente consome os produtos dessas pessoas), e por isso suas remunerações também são altas. 

Já empregadas domésticas e faxineiras não geram tanto valor para seus empregadores (sua função principal é poupar-lhes dos afazeres domésticos), por isso sua remuneração é menor. 

Não é com esse tipo de desigualdade que devemos nos preocupar, pois ela ocorre de maneira natural e ética.  Ninguém está roubando ninguém.

A abordagem, portanto, tem de ser outra.  Temos de investigar aquela desigualdade gerada artificialmente por alguma intervenção do estado.  Uma coisa é a desigualdade gerada exclusivamente pelo mercado, que premia quem cria valor e pune quem não cria.  Outra coisa, totalmente distinta, é a desigualdade gerada pelo estado.

Consequentemente, o ponto de partida para qualquer discussão séria sobre a questão das desigualdades sociais tem necessariamente de começar pela questão da expansão monetária e do crédito.

No atual sistema monetário e bancário, o dinheiro é criado monopolisticamente pelo Banco Central e é em seguida entregue ao sistema bancário.  O sistema bancário, por sua vez, por meio da prática das reservas fracionárias, se encarrega de multiplicar este dinheiro (eletronicamente) por meio da expansão do crédito. 

Falando mais diretamente, o dinheiro criado pelo Banco Central é multiplicado pelo sistema bancário e entra na economia sempre que uma pessoa, uma empresa ou o governo recorre ao sistema bancário para pedir empréstimos.  Ou seja, o dinheiro entra na economia por meio do endividamento de pessoas, empresas e governos.

Isso gera um aumento da quantidade de dinheiro na economia. 

Só que, obviamente, este aumento da oferta monetária não acontece de forma uniforme e homogênea.  A quantidade de dinheiro não aumenta para todos, na mesma proporção. 

O dinheiro sempre entra, primeiramente, na conta bancária de alguém.  Essa pessoa agora possui mais dinheiro e, consequentemente, um poder de compra mais alto.  Os preços dos bens e serviços ainda não se alteraram.

Vale repetir: a quantia adicional de dinheiro que entra na economia não vai parar diretamente nos bolsos de todos os indivíduos: sempre haverá aqueles que estão recebendo esse dinheiro antes de todo o resto da população. 

As pessoas que primeiro receberem esse novo dinheiro estão agora em posição privilegiada: elas podem gastar esse dinheiro comprando bens e serviços a preços ainda inalterados.  Se a quantidade de dinheiro em seu poder aumentou e os preços ainda não se alteraram, então obviamente sua renda aumentou.  Essas são as pessoas que ganham com a inflação monetária.

No entanto, à medida que esse dinheiro é gasto e vai perpassando todo o sistema econômico, os preços vão aumentando (afinal, há mais dinheiro na economia).  E é aí que começa a haver uma discrepância: os preços vão subindo, mas este novo dinheiro ainda não chegou às mãos de todas as pessoas que compõem a economia.  Essas são as pessoas que perdem com a inflação.

Somente após esse novo dinheiro ter perpassado toda a economia — fazendo com que os preços em geral tenham subido — é que ele vai chegar àqueles que estão em último na hierarquia social.  Assim, quando a renda nominal desse grupo subir, os preços há muito já terão subido. 

Logo, houve uma redistribuição de renda: aqueles que receberam primeiro esse novo dinheiro obtiveram ganhos reais.  Com uma renda nominal maior, eles puderam comprar bens e serviços a preços ainda inalterados.  Já aqueles que receberam esse novo dinheiro por último tiveram perdas reais.  Adquiriram bens e serviços a preços maiores antes de sua renda ter aumentado.  Houve uma redistribuição de renda do mais pobre para o mais rico.

Objeções

Essa expansão da oferta monetária orquestrada pelo Banco Central e pelo sistema bancário de reservas fracionárias (que opera sob proteção e regulação do Banco Central) é o que realmente pressiona a inflação de preços e, por conseguinte, gera um declínio na renda das pessoas em termos reais.

Quando os preços aumentam em decorrência de uma expansão da oferta monetária, os preços dos vários bens e serviços não aumentam com a mesma intensidade, e também não aumentam ao mesmo tempo.

Como consequência, a expansão do crédito cria ganhadores e perdedores.  Os ganhadores são aqueles que podem utilizar em primeira mão o dinheiro recém-criado, pois, neste momento, os preços de todos os bens e serviços ainda estão inalterados. 

Em decorrência desses gastos possibilitados por esse dinheiro recém-criado, os preços e a renda nominal das pessoas vão gradualmente aumentando à medida que esse dinheiro vai perpassando toda a economia. 

Os perdedores desse processo serão aqueles que somente receberão esse dinheiro muito tempo depois de ele ter sido criado e já ter sido gasto pelos seus primeiros usuários.  Essas pessoas que recebem esse dinheiro por último, embora tenham agora uma renda monetária maior em termos nominais, tiveram de arcar com preços maiores antes de receberem esse novo dinheiro.  Todos os preços da economia já haviam subido antes de esse novo dinheiro chegar a elas.

E, obviamente, há aquele grupo de pessoas a quem esse novo dinheiro nem sequer chega.

Esses efeitos distributivos gerados pela criação de dinheiro existem em todos os tipos de arranjos monetários.  Mesmo que o dinheiro fosse o ouro e este tivesse de ser escavado do chão, ainda assim tais efeitos distributivos existiriam.  No entanto, no caso do ouro (ou da prata), esse impacto distributivo da produção do dinheiro seria extremamente limitado devido aos seus altos custos.  Minerar ouro não é uma atividade corriqueira.  Tampouco ela é barata.  Ao contrário do atual sistema, em que o dinheiro é criado majoritariamente de forma eletrônica (são meros dígitos em um computador) e a custo zero, retirar ouro do chão e transformá-lo em moeda está longe de ser uma atividade de baixo custo.

Em nosso atual sistema monetário e bancário, a criação de dinheiro ocorre em um volume muito além do que ocorreria em um arranjo de livre mercado, em que a produção de dinheiro fosse uma atividade tão empreendedorial e concorrência quanto escavar ouro do chão.  Como resultado, no atual arranjo, a redistribuição de renda e de riqueza monetária ocorre em um nível muito além do que ocorreria em um livre mercado.

No entanto, alguns economistas não concordam com isso.  O argumento deles é o seguinte: em nosso atual sistema monetário, o dinheiro é, como dito anteriormente, produzido na forma de crédito.  O Banco Central e os bancos comerciais não escavam dinheiro do chão e o jogam na economia; eles criam dinheiro ao criarem crédito, ou seja, ao fazerem empréstimos para pessoas, empresas e governos. 

Até aí, tudo certo.

Sendo assim, prosseguem eles, não faz diferença quem recebe esse novo dinheiro primeiro, pois esse beneficiário não estará mais rico do que antes.  Afinal, esse novo dinheiro foi emprestado, e não dado.  A riqueza bruta do beneficiário aumenta, é verdade, mas sua dívida também aumenta na mesma quantidade.  Por exemplo, se o senhor Batista pega um empréstimo de $ 1 milhão para comprar um imóvel, sua riqueza líquida não aumentou nenhum centavo.  Sua riqueza bruta de fato está maior — aumentou em $ 1 milhão —, mas suas dívidas também aumentaram exatamente no mesmo tanto.

Até aí, de novo, tudo certo.

No entanto, mesmo levando-se em conta a diferença entre riqueza líquida e riqueza bruta, a verdade é que faz sim uma grande diferença o fato de que o senhor Batista comprou o imóvel por meio da criação de dinheiro.  E a diferença é que agora ele vive em um imóvel bom e elegante, o qual teria sido vendido para outra pessoa, a um preço menor, caso não tivesse havido essa criação de dinheiro. Mais ainda: caso a expansão de crédito continue, o senhor Batista poderá revender seu imóvel a um preço ainda maior, conseguindo assim um belo lucro.

O senhor Batista foi privilegiado pela criação de dinheiro.

Se analisarmos a questão em termos de financiamento de empresas, o impacto é ainda maior.  Aqui, novamente, é verdade que a criação de dinheiro não necessariamente gera mudanças na riqueza líquida da empresa.  No entanto, a criação de dinheiro influencia o tipo de produto que agora entra no mercado. 

Um empréstimo para uma empresa que fabrica sapatos masculinos de couro permite que ela realize seus projetos.  Por causa desse empréstimo, a empresa agora obtém uma vantagem em relação àquela outra empresa que fabrica, digamos, bolsas femininas de couro.  A empresa que fabrica sapatos masculinos de couro poderá agora, por causa do empréstimo, pagar salários mais altos para seus funcionários e preços maiores para seus fornecedores.  Consequentemente, ela estará absorvendo mais mão-de-obra e recursos escassos, podendo assim inviabilizar as operações da empresa que fabrica bolsas femininas de couro.  Esta terá de pagar preços maiores pelo couro e pela mão-de-obra, mas sem ter o dinheiro adicional para isso.

Consequentemente, a empresa que fabrica sapatos masculinos de couro irá se expandir.  Já a empresa que fabrica bolsas femininas de couro irá se estagnar ou até mesmo encolher.

A oferta de sapatos masculinos de couro é melhorada.  A oferta de bolsas femininas de couro é degradada.

Portanto, a conclusão anterior se mantém: a criação de dinheiro sempre afeta a distribuição de riqueza e de renda reais.  O primeiro usuário do dinheiro recém-criado é o ganhador; o último, o perdedor.

[N. do E.: no caso do Brasil, em que o crédito é concedido via bancos estatais às empresas favoritas do governo, e a juros subsidiados pelos pagadores de impostos, a distorção em prol das grandes empresas e contra as pequenas empresas é ainda mais pronunciada, como descrito em detalhes neste artigo.]



autor

Jörg Guido Hülsmann
é membro sênior do Mises Institute e autor de Mises: The Last Knight of Liberalism e e The Ethics of Money Production.  Ele leciona na França, na Université d'Angers.


  • Nathan  27/06/2016 16:58
    Tenho duas questões, se alguém puder me esclarecer:

    1 - E se os empréstimos que "criam" dinheiro fossem feitos só para pessoas de baixa renda, ou que essas pessoas fossem as únicas que recebessem repasses diretamente do sistema bancário. Essa seria uma distribuição de renda dos mais ricos para os mais pobres, seria interessante esse arranjo ? Não discuto a parte ética.

    2 - A segunda pergunta guarda relação com a primeira. Se a inflação fosse realizada de forma uniforme, quero dizer, se todas as pessoas recebessem quantias adicionais em suas contas criadas do nada, isso quer dizer que os preços se reajustariam de forma uniforme. Sendo assim, pode-se dizer que o grande mal da inflação é na verdade a distorção da contabilidade produtiva, e não o aumento de preços por si apenas ?
  • Ricardo  27/06/2016 17:22
    "E se os empréstimos que "criam" dinheiro fossem feitos só para pessoas de baixa renda"

    Aí eu confesso curiosidade em como elas iriam pagá-los.

    Dado que pessoas de baixa renda pedem empréstimos majoritariamente com o intuito de consumir -- e não de investir e criar um fluxo de renda --, rapidamente haveria calotes em massa.

    "Se a inflação fosse realizada de forma uniforme, quero dizer, se todas as pessoas recebessem quantias adicionais em suas contas criadas do nada, isso quer dizer que os preços se reajustariam de forma uniforme."

    Não. Pois a propensão a gastar não é a mesma para todos os indivíduos. Há aqueles que gastariam imediatamente, e há aqueles que poupariam. E sempre haverá um volume maior de dinheiro sendo direcionado para um determinado setor da economia, e um volume menor sendo direcionado para os outros setores da economia. Logo, não haveria reajuste uniforme de preços. Sempre haverá distorções nos preços relativos.

    "Sendo assim, pode-se dizer que o grande mal da inflação é na verdade a distorção da contabilidade produtiva, e não o aumento de preços por si apenas?"

    Exato! E são essas distorções que geram investimentos errôneos em determinados setores. E é isso o que leva às recessões.
  • anônimo  29/06/2016 01:16
    Poderia dar um exemplo sobre o que é essa contabilidade e um exemplo de como as distorções geram investimentos errôneos em determinados setores levando às recessões.
  • Leandro  29/06/2016 01:51
    A redução artificial dos juros pelo Banco Central faz com que investimentos que antes não eram atraentes se tornem promissores. Quando os juros são reduzidos, aqueles projetos de longo prazo que antes eram inviáveis tornam-se agora -- justamente por causa dos juros mais baixos -- aparentemente viáveis.

    Esses projetos de longo prazo -- como, por exemplo, empreendimentos imobiliários e construção de shoppings -- são aqueles que demandam mais capital e mais investimentos vultosos. O que antes parecia caro, agora, repentinamente -- por causa dos juros menores -- parece bem mais acessível.

    Ao mesmo tempo, a expansão do crédito gera um aumento generalizado na quantidade de dinheiro na economia. Como consequência, a renda nominal das pessoas aumenta, o que gera nos empreendedores a crença de que haverá demanda futura para seus investimentos de longo prazo.

    Ato contínuo, os investimentos começam a surgir mais intensamente na economia.

    Porém, como essa redução nos juros não foi causada por um aumento na poupança (isto é, pela abstenção do consumo), mas sim pela simples manipulação dos juros feita pelo Banco Central, não houve uma liberação de recursos de um setor para ser utilizado em outro setor. Aí começam os problemas.

    Mais dinheiro entrando economia via financiamentos para investimentos faz aumentar a demanda por mão-de-obra na indústria e na construção civil, mas ao mesmo tempo os setores de serviço e comércio continuam precisando de mão-de-obra e recursos, pois não houve aumento na poupança (abstenção de consumo). Assim, começa a haver uma batalha por mão-de-obra e por recursos. Houvesse poupança genuína, a mão-de-obra de um setor seria liberada para outro setor, e os recursos mais demandados por um setor seriam liberados para outros setores. Mas como não há poupança, esses fatores de produção começam a ser disputados via aumentos salariais e aumentos de preços.

    Assim, ao mesmo tempo em que uma construtora passa a demandar mais engenheiros, arquitetos, mestres-de-obras, corretores, vendedores, relações públicas etc., os setores de serviço e comércio continuam demandando com a mesma intensidade esses profissionais, pois as pessoas não estão poupando, o que significa que o consumo segue aquecido em todos os setores — a redução dos juros, como dito, não veio da poupança, mas sim da criação de dinheiro pelo Banco Central.

    O desemprego cai e os preços e os salários sobem.

    Enquanto estiver havendo essa expansão do dinheiro e do crédito, mas os preços continuarem contidos — subindo a um ritmo moderado —, os números positivos da economia irão durar. A demanda por bens e serviços irá continuar em alta. Os estoques das empresas serão prontamente vendidos. Apartamentos continuarão sendo vendidos na planta. Novos empreendimentos continuarão sendo iniciados. Carros zero continuarão sendo vendidos aceleradamente. Novos restaurantes e novas lojas continuarão sendo abertos. Os preços e os lucros continuarão subindo. Trabalhadores continuarão encontrando empregos a salários nominais cada vez maiores.

    No entanto, tal expansão econômica não pode durar. Em algum momento, essa expansão monetária começará a provocar um aumento generalizado nos preços.

    Quando a carestia estiver incomodando, os juros irão subir, encarecendo novos empréstimos. A expansão do crédito irá se desacelerar.

    Esta redução da expansão do crédito faz com que a renda nominal dos consumidores, que até então era crescente, se estagne. Como os preços ainda seguem crescendo, e como os consumidores estão mais endividados, sua capacidade de consumo estará afetada. A demanda esperada para os investimentos não se concretiza.

    Vários investimentos feitos, vários bens de capital produzidos durante o período da euforia, bem como vários empreendimentos imobiliários, se tornam ociosos, revelando que sua produção foi um erro e um esbanjamento desnecessário (o que os fez ser distribuídos incorretamente no tempo e no espaço) porque os empreendedores se deixaram enganar pela abundância do crédito, pela facilidade de seus termos e pelos juros baixos estipulados pelas autoridades monetárias.

    No final deste ciclo, quando a expansão creditícia — que não pode se perpetuar para sempre — é desacelerada, a realidade vem à tona, o mercado inevitavelmente aponta os erros cometidos durante esta época de exuberância, e todos os empreendimentos que foram iniciados porque pareciam lucrativos revelar-se-ão excessivamente ambiciosos e acabarão sendo um grande desperdício.

    Esses são os efeitos gerados pela expansão do crédito sobre a indústria, sobre o comércio e sobre o setor de serviços: todos eles se expandem mais do que deveriam durante o período da expansão do crédito e, ao término, entram em contração, com demissões em massa.

    Vale enfatizar que a economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados. Capital foi imobilizado em investimentos para os quais nunca houve uma demanda genuína (apenas artificial, impulsionada pela expansão do crédito). Na prática, capital e riqueza foram destruídos. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo para o qual nunca houve demanda genuína. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

    O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza. Querer expandir o crédito e tentar criar demanda para estes investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão ainda mais profunda no futuro. (Com o agravante de que consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação alta -- por causa da expansão do crédito --, e sem perspectiva de renda).

    Para ver essa teoria aplicada à economia brasileira:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1943
  • anônimo  29/06/2016 13:54
    Caramba, que aula! Muito obrigado pela explicação. Um pequeno empresario que leia os artigos aqui postados, e que entenda o que é e como funciona a economia tem menos propensão a ter prejuízos que os seus pares.
  • Pobre Paulista  27/06/2016 19:12
    "Sendo assim, pode-se dizer que o grande mal da inflação é na verdade a distorção da contabilidade produtiva, e não o aumento de preços por si apenas?"

    Exato, o que muda são os preços relativos dos bens econômicos, pouco importando qual o número que representa o preço. A consequência disso vai além do descrito no texto: Isso ainda cria um falso sinal ao mercado de que aqueles produtos são demandados, e com isso direcionam investimentos adicionais à este setor.

    Sendo a demanda completamente artificial, tais investimentos não terão lucro - ao contrário, darão enormes prejuízos - gerando um duplo efeito negativo: Além da quebra em si, deve-se lembrar que o capital aplicado neste empreendimento poderia (na verdade, deveria) ter sido aplicado em alguma outra coisa para qual houvesse demanda real.

    Daí a importância de, numa crise econômica, deixar as empresas quebrarem: Isso agiliza a reorganização do capital produtivo. Empreendimentos quebrados devem liberar imediatamente o capital para que novos empreendimentos sejam feitos.

    Porém, nada disso é possível de ser feito num cenário onde os preços relativos dos bens econômicos não espelhem as vontades da população.
  • Renato  27/06/2016 17:50
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email é galenoeu@gmail.com
  • Teco Teco  27/06/2016 23:20
    Renato voc? também já encheu o saco com esse SPAM.
    Se não conseguei atrair ninguém, mude a estratégia...não fique replicando o texto como um tolo.
  • Renato  28/06/2016 17:49
    Teco Teco, ao contrário. Estou atraindo algumas pessoas.
  • david  28/06/2016 10:39
    Por curiosidade: qual é a sua formação ?
  • Renato  28/06/2016 17:50
    Qual a munha formação!?

    Você é o que? Um petista elitista?
  • Rui  27/06/2016 17:51
    Bem didático.
  • Renan Merlin  27/06/2016 18:28
    Caro colegas adeptos da escola austriaca me tirem uma duvida que ainda estou entendendo. Embora as leis econômicas são universais não é um equivoco ainda mais por parte dos anarcocapitalistas basear-se os mecanismos de incentivos apenas em mecanismos econômicos? Visto que pessoas, sociedades e etnias tem valores e morais diferentes.
    Eu digo isso porque ja está provado que uma das formas de inibir com a corrupção é diminuir o tamanho do estado entretanto países nordicos com estado ainda mais inchado que o Brasil tem os menores de corrupção do mundo. Muitos paises pobres ficaram ricos devido ao liberalismo econômico mas também teve paises pobres que ficaram ricos com a intervenção do estado como Japão e Coreia do Sul e tem paises que com pouquissima tribuação como os paises africanos não conseguem se desenvolver.
    Os mecanismos liberais gera desenvolvimento em todas as sociedades ou depende da cultura do povo?
  • Professor  27/06/2016 19:13
    "Embora as leis econômicas sejam universais não é um equivoco [...] basear os mecanismos de incentivos apenas em mecanismos econômicos? Visto que pessoas, sociedades e etnias têm valores e morais diferentes."

    Sim, é um equívoco. É preciso, acima de tudo, fazer uma mudança cultural, alterando a mentalidade estatista, clientelista e dependente do brasileiro e instilando nele uma mentalidade mais autossuficiente e autônoma, que preconize a livre iniciativa.

    E adivinhe só? Essa necessária mudança cultural não é do interesse de políticos. Qual político quer que a população perceba que ela pode viver sem ele? Tampouco é do interesse de burocratas. E pelos mesmos motivos.

    E adivinhe também? Você não fará essa mudança cultural defendendo ainda mais políticas estatizantes. Não faz sentido preconizar a autossuficiência ao mesmo tempo em que se defende mais poderes para políticos.

    "Eu digo isso porque ja está provado que uma das formas de inibir com a corrupção é diminuir o tamanho do estado"

    Correto.

    "entretanto países nordicos com estado ainda mais inchado que o Brasil tem os menores de corrupção do mundo."

    Falso. Totalmente falso. Países nórdicos não têm um estado mais inchado que o Brasil. Este Instituto publica uma média de um artigo por mês dedicado exclusivamente a este assunto. Você faria bem em lê-los.

    Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?

    Sim, deveríamos ser mais parecidos com a Suécia - quer tentar?

    Mitos escandinavos: "impostos e gastos públicos altos são populares"

    Como a Suécia (ainda) se beneficia de seu passado de livre mercado

    Sobre a grande depressão da Suécia

    Na classificação do Instituto Fraser, a Suécia e a Dinamarca possuem mais liberdade econômica até mesmo que os EUA no que diz respeito à estrutura legal e aos direitos de propriedade; a moeda é mais sólida (temos menos inflação), o comércio internacional é mais livre e menos protecionista, e as regulamentações sobre as empresas e sobre o mercado de crédito são mais baixas. Não há uma aquela infinidade de leis que regulamentam profissões e licenças ocupacionais, as quais bloqueiam a concorrência em vários outros países.

    E, segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil chegam a 60% se a importação for via internet); o imposto de renda de pessoa jurídica é de 22% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para negociar); e o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. Não há uma CLT nos países nórdicos.

    Cadê o estado mais inchado?

    "Muitos paises pobres ficaram ricos devido ao liberalismo econômico"

    Muitos, não. Todos.

    "mas também teve paises pobres que ficaram ricos com a intervenção do estado como Japão e Coreia do Sul"

    Mais uma falácia escabrosa.

    O Japão do pós-guerra se reergueu fazendo o exato oposto do que mandava a doutrina keynesiana. O general MacArthur, o vice-rei ocupante, nutria simpatias pelo liberalismo. O especialista que ele recrutou para lançar os alicerces da nova economia japonesa era um banqueiro americano imune ao charme keynesiano. Exatamente como aconteceu na Alemanha, o governo japonês limitou-se a manter suas finanças em ordem; o resto ficou por conta do mercado. Graças ao trabalho duro e a frugalidade do povo japonês e o espírito de iniciativa de seus empresários, o Japão logo se reergueu. Muita poupança e investimentos privados e orientação para o comércio internacional constituíram a razão do sucesso nipônico. Precisamente o que Keynes considerava nefasto.

    Foi a partir da década de 1990 que o Japão adotou o programa keynesiano total. Altos déficits, juros zero, e obras públicas. O resultado é o que se vê na economia de lá desde há 26 anos.

    Quanto à Coréia do Sul, esta se desenvolveu justamente graças aos investimentos japoneses. O que o general (aliás, ditador) Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

    "e tem paises que com pouquissima tribuação como os paises africanos não conseguem se desenvolver."

    Há "pouquíssima tributação" porque os governos -- na verdade, ditaduras socialistas -- simplesmente preferem imprimir o dinheiro em vez de arrecadá-lo. Exatamente como se fazia no Brasil da década de 1980.

    Para um determinado país (ou continente) enriquecer, ele deve criar um ambiente empreendedorial e institucional que garanta a segurança da poupança e dos investimentos. A primeira medida que ele tem de tomar é criar um ambiente propício ao empreendedorismo e à livre iniciativa.

    A única maneira de se sair da pobreza é fomentando a poupança, permitindo o livre investimento da poupança em bens de capital, e estabelecendo um sistema de respeito à propriedade privada que favoreça a criatividade empresarial e a livre iniciativa. O que gera riqueza para um país é poupança, acumulação de capital, divisão do trabalho, capacidade intelectual da população (se a população for inepta, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, segurança jurídica, desregulamentação econômica, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    Em suma, é necessário haver um ambiente que permita que os capitalistas tenham liberdade e segurança para investir e desfrutar os frutos de seus investimentos (o lucro).

    Isso ocorre na África? Os governos de lá permitem esse ambiente? Pois é.

    Os resultados africanos estão descritos aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2420
  • Rafael Santos  27/06/2016 19:21
    Caramba, que aula! Será que o Renan vai agradecer?
  • Tiago  27/06/2016 19:27
    Não, não vai. E, na verdade, o "Professor" falou para as paredes. Pessoas como o Renan -- comentarista recorrente aqui, e sempre como os mesmos talking points -- não querem exatamente ouvir o outro lado. Querem simplesmente ficar repetindo os mesmos chavões que aprenderam ainda na oitava série. As frases são sempre as mesmas, contendo Escandinávia, África, Japão e Coréia do Sul.

    Mas não podemos culpá-lo. Não é fácil abrir mão de tudo que foi enfiado à força em sua cabeça desde a escola.
  • Rock  27/06/2016 19:35
    Podemos e devemos culpá-lo sim. A responsabilidade é individual. Cada um que arque com as consequências de suas ações e/ou omissões. Tem muita gente boa que entende o significado da liberdade mesmo depois de tanta lavagem cerebral.
  • Renan Merlin  27/06/2016 20:13
    Eu não sou o outro Renan estadista. Eu quero justamente aprender
  • Renan Merlin  27/06/2016 20:11
    MUITO OBRIGADO!
  • Emerson Luis  08/07/2016 23:13

    Concordo com o que você escreveu, mas como você define "estado inchado"? Eu tomo como um dos parâmetros a carga tributária, e alguns países nórdicos possuem carga tributária maior do que a do Brasil.

    País Carga Tributária (% PIB)
    Brasil 35,13%
    Itália 43,00%
    Bélgica 43,80%
    Hungria 38,25%
    França 43,15%
    Dinamarca 44,06%
    Suécia 44,08%
    Finlândia 42,10%
    Áustria 42,00%
    Noruega 42,80%

    Quais são os países que cobram mais impostos e os que cobram menos

    * * *
  • Guilherme  09/07/2016 00:22
    A carga tributária no Brasil não é de 35%, mas sim de 46% do PIB.

    Isso mesmo. Se não fosse a sonegação, a carga estaria em 46% do PIB.

    Segundo o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), em 2014, o país deixou de arrecadar R$ 501 bilhões por conta da sonegação. O que pouco se fala, no entanto, é que, caso esse valor tivesse sido de fato pago pelos pagadores de impostos, o governo teria arrecadado impressionantes 2,3 trilhões de reais no período: 46% do nosso PIB, que ficou em R$ 5,5 trilhões ano passado de acordo com o IBGE.

    Com uma carga tributária tão alta, tomaríamos o 3ª lugar na fila dos países que mais cobram impostos no mundo, perdendo somente para a Eritréia (50%) e a Dinamarca (48%).

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2150
  • Emerson Luis  09/07/2016 10:22

    Tudo bem, mas isso não responde às perguntas:

    O que é um "Estado inchado"? Como se define?

    Quais seriam as diferenças entre um "Estado inchado" e um "Estado não inchado"?

    Por que não se pode classificar os países nórdicos de "Estados inchados"? (Discordo dessa afirmação)

    * * *
  • Professor  09/07/2016 14:25
    "O que é um "Estado inchado"? Como se define?"

    Estado inchado é aquele que em tudo se intromete e que a tudo regula. É aquele que dificulta ao máximo o empreendedorismo. É aquele que retira ao máximo a liberdade de compra e venda das pessoas.

    Na prática, é um estado que fecha a economia e cria reservas de mercado por meio de agências reguladoras, que encarece artificialmente as importações, que atrapalha ao máximo a livre iniciativa com burocracias, que confisca o lucro das empresas por meio de altas alíquotas de IRPJ, que utiliza um código tributário totalmente confuso e indecifrável (o qual serve apenas para ajudar as grandes empresas já consolidadas, impedindo o surgimento de pequenas empresas para concorrer com essas grandes).

    Carga tributária em relação ao PIB é um bom indicador, mas está longe de ser decisivo. Por exemplo, um estado que tributa muito, mas que usa esse dinheiro exclusivamente para ofertar escolas, hospitais e segurança, comete menos estragos à economia do que um estado que tributa pouco, inflaciona muito e se intromete em todas as áreas da economia.

    Muito mais importante do que a carga tributária são as regulamentações e a atuação do estado na economia.

    Há um artigo inteiro sobre isso:

    Tributação X Regulamentação - O que é pior?


    "Por que não se pode classificar os países nórdicos de "Estados inchados"? (Discordo dessa afirmação)"

    Poder, pode. Mas a pergunta é: inchados em relação a quem? São inchados em relação à Suíça? Sim. São inchados em relação a Cingapura e Hong Kong? Sim. São inchados em relação aos EUA? Não. São inchados em relação ao Brasil? De jeito nenhum.

    Vamos repetir os dados de sempre?

    Na classificação do Instituto Fraser, a Suécia e a Dinamarca possuem mais liberdade econômica até mesmo que os EUA no que diz respeito à estrutura legal e aos direitos de propriedade; a moeda é mais sólida (temos menos inflação), o comércio internacional é mais livre e menos protecionista, e as regulamentações sobre as empresas e sobre o mercado de crédito são mais baixas. Não há uma aquela infinidade de leis que regulamentam profissões e licenças ocupacionais, as quais bloqueiam a concorrência em vários outros países.

    E, segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil chegam a 60% se a importação for via internet); o imposto de renda de pessoa jurídica é de 22% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para negociar); e o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. Não há uma CLT nos países nórdicos.

    O estado brasileiro é muito mais inchado que os estados escandinavos. Portanto, se algum social-democrata brasileiro quer realmente imitar os escandinavos, ele tem de defender a redução do estado brasileiro.

    Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?

    Sim, deveríamos ser mais parecidos com a Suécia - quer tentar?

    Mitos escandinavos: "impostos e gastos públicos altos são populares"

    Como a Suécia (ainda) se beneficia de seu passado de livre mercado
  • Taxidermista  27/06/2016 19:42
  • Fernando  28/06/2016 13:55
    Olá. Estive pensando no caso do Minha Casa Minha Vida. O governo não acabou prejudicando as pessoas ao fornecer subsidios à compra da casa própria? pois os preços dos imóveis se multiplicaram, e o pessoal que entra no programa acaba pagando juros por trinta anos, no final daria para comprar duas casas se bobear, e quem quiser poupar para comprar uma casa não vai conseguir nunca, dados os preços absurdos. De que adianta isso?
    Lembro-me que há quinze anos um indivíduo da classe C trabalhava por menos de um ano e podia comprar um terreno, trabalhava mais dois anos e terminava a casa, isso sendo uma casa com ótimo acabamento e bem localizada. Quer dizer, esse programa MCMV só fez inflar os preços, todos acabam pagando muito caro no final, inclusive o pequeno poupador, que para ter a segurança da casa própria acaba tendo que assumir financiamento.
    Gostaria de saber a opinião de vocês, se faz sentido este raciocínio.
  • Marcelo  28/06/2016 14:46
    Bingo!

    E sempre que nós libertários tentávamos alertar para isso, ainda lá nos idos de 2010, quando a economia ainda bombava, éramos simplesmente tachados de reacionários, fascistas e odiadores de pobres.
  • Andre  28/06/2016 14:53
    Enquanto houver capim haverá burro.
  • Touchè  28/06/2016 19:00
    HAHAHAHAHAHA!!!! ótima
  • Pessimista  28/06/2016 17:31
    Não é bem assim.

    O minha casa minha vida de fato facilita e muito a aquisição do imóvel para o sujeito pobre.

    E quando você diz que: "o pessoal que entra no programa acaba pagando juros por trinta anos, no final daria para comprar duas casas se bobear"

    A resposta é: Verdade, mas esse pessoal jamais pouparia por 15 anos de maneira a conseguir comprar uma casa sem financiamento, logo a única maneira deles comprarem é por crédito, e dado que dificilmente esse pessoa conseguiria crédito por meios "normais", então o programa de fato "ajuda" o sujeito a comprar uma casa.

    Quem se prejudica de fato nesssa história são pessoas que não utilizam desse crédito, pois terão que pagar uma casa mais cara sem nenhuma facilidade.

    Agora não dá para negar que os maiores beneficiados são as empreiteiras, já que o governo garante lucro sem nenhum tipo de risco.






  • anônimo  29/06/2016 14:49
    Esse debate sobre inflação não é uma questão de taxa selic.

    Temos problemas maiores que a taxa selic. A selic é o resultado de toda a gastança do governo.

    Os fundos de pensão estão sendo usados pelo governo. O FGTS está sendo usado pelo governo. O FAT está sendo usado pelo governo. O BNDES está turbinando a injeção de moeda. O endividamento das estatais está aumentando os preços de energia. O protecionismo aumenta os preços. A burocracia aumenta os preços. O deficit fiscal do governo aumenta os preços. A corrupção aumenta os preços.

    Enfim, achar que a selic é a culpada, ou que pode resolver o problema, é um erro enorme. Também não podemos achar que uma bolsa swap cambial vai resolver o problema da inflação.
  • anônimo  29/06/2016 17:05
    O BC não sabe trabalhar com efeito manada.

    Se eles dissessem que iriam atuar para o dólar cair, centenas de pessoas já começariam a vender dólares e ele cairia com um esforço bem menor.

    Não gosto de bolsa dólar ou bolsa swap, mas é a última alternativa nessa conjuntura de créditos eletrônicos aloprados.

  • Eduardo  01/07/2016 19:17
    Cadê a inflação dos Estados Unidos, Europa e Japão?
    Esses países estão realizando expansão monetária desde 2008.

    Me parece que todo o texto está baseado numa premissa que não encontra sustentação nos fatos.
  • Cavalcante  01/07/2016 19:48
    Já começou falando uma incrível besteira.

    Não houve expansão monetária nem na Europa nem nos EUA. E não precisa dconfiar em mim, não. Pode ir direto às fontes.

    Eis a evolução dos agregados monetários nos países citados. Não se observa nenhuma alteração significativa na tendência de crescimento após 2008.

    EUA:

    cdn.tradingeconomics.com/charts/united-states-money-supply-m2.png?s=unitedstamonsupm2&v=201605202212n&d1=20000614&d2=20160614

    Zona do Euro:

    cdn.tradingeconomics.com/charts/euro-area-money-supply-m3.png?s=emuevolvmonsupm3&v=201606062017n&d1=20000614&d2=20160614

    Japão:

    cdn.tradingeconomics.com/charts/japan-money-supply-m2.png?s=japanmonsupm2&v=201606141212n&d1=20000614&d2=20160614

    Reino Unido:

    cdn.tradingeconomics.com/charts/united-kingdom-money-supply-m2.png?s=unitedkinmonsupm2&v=201606102212n&d1=20000614&d2=20160614


    E quer entender por que não houve expansão monetária forte por lá? Artigo sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2213


    Estude mais antes de vir a público com o dedinho apontado, senão quem passa vergonha é você.

    "Me parece que todo o texto está baseado numa premissa que não encontra sustentação nos fiatos."

    Acho que agora você terá de inverter essa frase.

    No mais, lamento, mas mundo não está interessado no que "parece" para você. O mundo está interessado em argumentos lógicos. Cadê os seus para refutar o artigo?

  • Paulo Henrique  02/07/2016 02:17
    Estou com uma duvida sobre a teoria austríaca dos ciclos econômicos, já compreendi como ela distorce a economia, os investimentos, porem, qual seria o efeito dela na dívida de um governo?Há alguma efeito no calculo utilizado "pib x divida" de forma negativa? Isso é, se a expansão monetária aumenta artificialmente o PIB, e talvez aumente a arrecadação do governo no curto prazo, isso deve alterar a forma como um governo gasta, para pior, estou certo?Não li nada a respeito, só estou tentando ver se meu pensamento tem respaldo
  • Leandro  02/07/2016 03:37
    Correto. E muito bom o seu insight.

    Sim, a expansão do crédito, ao aumentar a quantidade de dinheiro na economia, aumenta a arrecadação do governo e, consequentemente, permite que o governo aumente seus gastos. À medida que os gastos do governo aumentam, o tamanho do governo aumenta.

    E não pára por aí.

    À medida que o tamanho do governo aumenta, o número de leis, regras e regulamentações que ele cria também aumenta. À medida que o número de leis, regras e regulamentações aumenta, o número de transgressões e violações involuntárias também aumenta.

    À medida que o número de violações e transgressões aumenta, o número de cidadãos "criminosos" também aumenta, o que gera a necessidade de mais agentes estatais para regulamentar, fiscalizar, repreender e, em última instância, encarcerar os "transgressores".

    À medida que aumenta o número de funcionários do governo, aumenta também o controle e a influência do governo sobre todo o mercado.

    Isso foi exatamente o que ocorreu no Brasil de 2004 a 2013.


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