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Cinco características típicas da mentalidade do atraso

Uma crença que sempre ressalto, dia após dia, é que estamos em guerra — não uma guerra física, que envolve tiros e bombardeios, mas uma guerra suscetível a se tornar tão destrutiva e custosa quanto.

A batalha pela preservação e avanço da liberdade é uma batalha não contra pessoas, mas sim contra idéias contrárias.  O autor francês Victor Hugo certa vez disse: "É possível resistir a uma invasão de exércitos; mas é impossível resistir à invasão de idéias". 

Essa declaração é frequentemente reformulada como "Existe uma coisa mais poderosa que todos os exércitos: uma idéia cuja oportunidade chegou."

Idéias possuem consequências abaladoras e impactantes.  Foram elas que determinaram o curso da história. 

O feudalismo existiu por milhares de anos porque, em grande parte, os professores, intelectuais, educadores, sacerdotes e políticos da época propagavam e defendiam as idéias feudalistas.  A noção de "uma vez servo, para sempre servo" fez com que milhões de pessoas jamais questionassem a situação estacionária de suas vidas.

Sob o mercantilismo, o conceito amplamente aceito de que a riqueza do mundo era fixa e pré-determinada levou indivíduos a roubar tudo aquilo que queriam de outros, o que culminou em uma longa série de guerras sangrentas.

A publicação, em 1776, do livro A Riqueza das Nações, de Adam Smith, representou um marco na história do poder das idéias.  À medida que a mensagem de Smith sobre o livre comércio foi se espalhando, as barreiras políticas à cooperação pacífica (via transações voluntárias de mercado) foram entrando em colapso, e praticamente todo o mundo decidiu, pela primeira vez na história, tentar a liberdade.

Marx e os marxistas queriam nos fazer crer que o socialismo era inevitável.  Com mesma certeza que temos de que o sol nascerá amanhã a leste, eles afirmavam que o socialismo é uma ideia que, no futuro, seria implantada em todo o mundo.  No entanto, enquanto os indivíduos forem dotados do livre arbítrio (o poder de preferir o certo ao errado), nada que envolva a escolha humana pode ser inevitável.  Se o socialismo vier, será porque os indivíduos optaram por abraçar seus princípios.

Mas embora o socialismo seja um fracasso completo e comprovado, suas idéias constituem a principal ameaça atual à liberdade.  A meu ver, o socialismo pode ser decomposto nas seguintes cinco idéias.

1. As síndromes do "deveríamos criar uma lei para" e "o governo tem de fazer alguma coisa!"

Criar uma lei ou exigir que o governo "faça algo" são medidas que aparentemente se tornaram um passatempo entre políticos, intelectuais e ativistas. 

Um setor da economia está mal?  O governo deve lhe conceder subsídios ou então aumentar a tarifa de importação sobre os concorrentes estrangeiros.  Pobreza?  Criemos um projeto de lei para aboli-la.  A educação está ruim?  Que se crie um projeto de lei que obrigue o governo a destinar ainda mais dinheiro para os sindicatos dos professores.  A cultura nacional é fraca?  Uma lei que dê mais dinheiro para a classe artística é impreterível.  Os taxistas estão descontentes?  Uma lei proibindo a Uber é urgente.

Quase que invariavelmente, uma nova lei significa: (a) mais impostos para financiar sua imposição e administração; (b) aumento no quadro de funcionários públicos para regular algum aspecto da nossa vida que até então não era regulado; e (c) penalidades a quem violar essas novas leis.

Mais leis significam mais controle governamental, mais poder a políticos, e mais coerção.  Que não haja dúvidas quanto ao significado de coerção: força, espoliação, compulsão, restrição.  Sinônimos para a forma verbal da palavra são ainda mais instrutivos: impingir, exigir, subjugar, extorquir, extrair, arrancar, intrometer, distorcer, coagir, obrigar, pressionar.

Quando o governo intervém na economia, burocratas e políticos passam a maior parte do tempo tentando corrigir as consequências inesperadas de suas intervenções anteriores.  E fazem isso por meio de novos projetos de lei.  Para corrigir os danos causados pela providência A, eles criam o dispositivo B.  Mas como B também gera consequências não-previstas, eles concluem que, para corrigir essas distorções causadas pelo dispositivo B, é necessário criar a cláusula C.  Como C também cria desarranjos, é necessário então aprovar a provisão D.  E assim vai, até que todo o alfabeto, em conjunto com nossas liberdades, seja exaurido.

As síndromes do "deveríamos criar uma lei para" e "o governo tem de fazer alguma coisa!" evidenciam uma fé irracional no processo político e uma confiança plena na força e na coerção, coisas que deveriam ser anátema em uma sociedade livre.

2. A fantasia de que é possível conseguir algo do governo

O governo, por definição, não tem nada para distribuir que antes não tenha confiscado das pessoas.  Impostos não são doações.

Esse fato tão básico é solenemente ignorado pelos clamores de melhores remunerações para o funcionalismo público, mais programas assistencialistas, mais "serviços públicos e gratuitos", mais incentivos ao lazer e à cultura.

Se você acredita que o governo pode lhe dar algo que você não conseguiria adquirir voluntariamente, faça a si mesmo esta pergunta: "De que bolso está saindo isso?  Estaria eu sendo roubado para pagar por esse benefício, ou o governo está roubando outra pessoa para me privilegiar?".  Frequentemente, a resposta é "as duas coisas". 

O resultado dessa fantasia é que todas as pessoas estão com as mãos nos bolsos de outras pessoas.

3. A psicose do "quero mais"

Recentemente, nos EUA, uma mãe que vivia de assistencialismo estatal escreveu uma carta para o Ministério responsável pelo programa e demandou: "Estou grávida do meu sexto filho.  O que vocês farão a respeito?"

Um indivíduo se torna vítima da psicose do "quero mais" quando ele deixa de se enxergar como o único responsável por si mesmo.  A mentalidade é: "Meus problemas não são realmente meus; são da sociedade como um todo.  E se a sociedade não resolvê-los, e rápido, então teremos problemas!".

O socialismo prospera com o abandono da responsabilidade individual.  Quando os indivíduos perdem seu espírito de independência e de iniciativa, quando perdem a confiança em si próprios, eles se tornam mera massa de manobra nas mãos de tiranos e déspotas, que adoram pessoas sem iniciativa e com espírito derrotista.

4. A aflição do "eu sei o que é melhor para você"

Essa é a característica central da ideia socialista. 

O "eu sei melhor" é o tirano que se intromete na vida dos outros.  Sua atitude pode ser expressa desta forma: "Eu sei o que é melhor para você, mas não me satisfaço em apenas tentar convencer você de quão certo eu estou; o que realmente quero é obrigar você a adotar as minhas medidas."

O "eu sei melhor" é a perfeita encarnação da arrogância e da intolerância. 

No linguajar governamental, o refrão do "eu sei melhor" segue este raciocínio: "Se eu não pensei nisso antes, então não pode ser feito; e já que não pode ser feito, tenho de proibir qualquer um que queira tentar".  Como um exemplo prático, o governo proíbe empresas privadas de atuar no serviço de correios com o argumento de que tal serviço não pode ser operado de maneira lucrativa (uma vez que os Correios estatais só operam com prejuízo).

O milagre do mercado é que, quando os indivíduos são livres para tentar, eles podem — e realmente conseguem — alcançar grandes feitos.  Se simplesmente aceitarmos que não deve haver restrições artificiais às energias criativas dos seres humanos, a aflição do "eu sei melhor" seria prontamente rejeitada e escarnecida.

5. A inveja obsessiva

A cobiça pela riqueza e renda de terceiros foi exatamente o que deu origem à esmagadora maioria das legislações de cunho socialista que são criadas hoje.  A inveja é o combustível que alimenta o motor da redistribuição.  Os vários clamores para que se "tribute mais os ricos" têm suas raízes na inveja e na cobiça.

O que acontece quando as pessoas são obcecadas em sua inveja?  Elas dizem que seus problemas são causados por aqueles que estão em melhor situação financeira do que elas.  Elas atribuem a causa de suas frustrações a quem tem mais posses.

Para tais pessoas, a sociedade está fraturada em classes, e cada facção se alimenta daquilo que rouba da outra.  A história está repleta de exemplos de civilizações que se esfacelaram sob o peso da inveja e de todo o desrespeito à propriedade privada gerado pela inveja.  

Um aspecto em comum

Há algo em comum em todas essas cinco idéias socialistas.  Todas elas apelam aos instintos mais primitivos e sombrios do indivíduo: o lado não-criativo, preguiçoso, dependente, desmoralizante, improdutivo e destrutivo da natureza humana. 

Nenhuma sociedade pode perdurar por muito tempo se sua população se entregar, sem resistência, a tais noções suicidas.

Agora, veja a filosofia da liberdade.  Trata-se de uma filosofia edificante, motivadora, criativa, regenerativa e estimulante.  Ela recorre às — e depende das — qualidades mais nobres da natureza humana, como a responsabilidade individual, a autoconfiança, a iniciativa própria, o respeito à propriedade privada, e à cooperação voluntária.

O resultado dessa batalha entre liberdade e servidão dependerá inteiramente de quais idéias terão maior aceitação nos corações e mentes dos indivíduos.  O júri ainda está deliberando.



autor

Lawrence W. Reed

  • Wandirley  08/06/2016 15:49
    Artigo simples e objetivo.
    Me parece que muitos não gostam de relacionar o liberalismo (e por consequencia o capitalismo)com os fundamentos do Cristianismo, mas vejo intrinseca relação em algumas passagens bíblivsd, como em "ganha o teu pão com o suor do teu rosto" e em "ama o teu próximo como a ti mesmo". Na primeira citação vejo uma relação na definição da Ação Humana de Mises (que toda ação humana visa uma situação de maior conforto, ou algo parecido) e nas definições de propriedade e autopropriedade. Na segunda citação, na medida que no capitalismo só faz sentido produzir algo que seja demandado por outra pessoa e que, consequentemente, satisfaça uma necessidade. Ademais, o capitalismo transforma o individualismo (no sentido de querer melhorar-se materialmente) em algo útil para outra pessoa por meio das trocas voluntárias.
  • Anderson  08/06/2016 16:50
    Ter relação com o cristianismo é mais um ponto à favor,mas os socialistas odeiam isso por considerar ser "cultura burguesa". Mas os liberais pregam, obviamente, o liberdade religiosa.

  • Joao pedro  17/06/2016 00:27
    Cara, isso não aparece "apenas" no cristianismo.

    Vc tem sua fé e ponto. Isso é mt pessoal.

    Agora, saiba se posicionar no contexto. O "mundo ocidental" é cristão. Então tudo leva a pensar que o cristianismo está associado ao sucesso....
    O cristianismo é o que é há 1500 anos na Europa, mas a InGlaterra só desenvolveu após a formação do liberalismo.
    Não confunda. O cristianismo e seus dogmas poderiam ser os mantras de qualquer sociedade, que se não houvesse o liberalismo não haveria desenvolvimento.

    O liberalismo foi um fenômeno único no mundo. Nasceu na Europa. Mas vamos supor que nascesse na Ásia, vc me diria que o liberalismo não desenvolveria a Ásia a partir de 1700 pq não havia os conceitos cristãos??
    Então vc está negando a capacidade mínima do liberalismo no desenvolvimento???!!

    Hong kong, coréia do sul e Cingapura com seus conceitos confucionistas??? É o liberalismo que reinventou essas sociedades e não as religiões e seus dogmas ou conceitos.

    E aliás, os conceitos que vc citou são ditos por outras 1000 religiões.
  • Humberto Tavares  17/06/2016 02:55
    "E aliás, os conceitos que vc citou são ditos por outras 1000 religiões."

    Esse é o ponto central. E está incorreto. Por isso o Liberalismo se desenvolveu e ocorreu na maioria das vezes em países cristãos. Há um "casamento" entre liberalismo e cristianismo melhor do que com qualquer outra religião.

    E só um adendo, antes das reformas liberais do último século, Cingapura, Hong Kong e Coréia do Sul não possuíam quase nenhum cristão. Dê uma lida no Wikipédia para saber qual a religião que mais cresce nesses países.
    https://en.wikipedia.org/wiki/Christianity_in_Korea
    https://en.wikipedia.org/wiki/Religion_in_Hong_Kong#Christianity
    https://en.wikipedia.org/wiki/Religion_in_Singapore#Statistics_and_demographics
  • Mr. Magoo   18/06/2016 03:33

    Joao pedro 17/06/2016 00:27:12:


    Dogma?...mantras?


    "...Na história, os ordenamentos jurídicos foram quase sempre religiosamente motivados: com base numa referência à Divindade, decide-se aquilo que é justo entre os homens. Ao contrário doutras grandes religiões, o cristianismo nunca impôs ao Estado e à sociedade um direito revelado, nunca impôs um ordenamento jurídico derivado duma revelação. Mas apelou para a natureza e a razão como verdadeiras fontes do direito; apelou para a harmonia entre razão objectiva e subjectiva, mas uma harmonia que pressupõe serem as duas esferas fundadas na Razão criadora de Deus. Deste modo, os teólogos cristãos associaram-se a um movimento filosófico e jurídico que estava formado já desde o século II (a.C.). De facto, na primeira metade do século II pré-cristão, deu-se um encontro entre o direito natural social, desenvolvido pelos filósofos estóicos, e autorizados mestres do direito romano [cf. W. Waldstein, Ins Herz geschrieben. Das Naturrecht als Fundament einer menschlichen Gesellschaft (Augsburg 2010) 11ss; 31-61]. Neste contacto nasceu a cultura jurídica ocidental, que foi, e é ainda agora, de importância decisiva para a cultura jurídica da humanidade."...
    ...

    ..."Foi decisivo para o desenvolvimento do direito e o progresso da humanidade que os teólogos cristãos tivessem tomado posição contra o direito religioso, requerido pela fé nas divindades, e se tivessem colocado da parte da filosofia, reconhecendo como fonte jurídica válida para todos a razão e a natureza na sua correlação. Esta opção realizara-a já São Paulo, quando afirma na Carta aos Romanos: «Quando os gentios que não têm a Lei [a Torah de Israel], por natureza agem segundo a Lei, eles (…) são lei para si próprios. Esses mostram que o que a Lei manda praticar está escrito nos seus corações, como resulta do testemunho da sua consciência» (Rm 2, 14-15)."... - BENTO XVI


    https://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/speeches/2011/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20110922_reichstag-berlin.html


    O que está aí são às fundamentas do Direito natural, base do liberalismo.

    "«Se se põe de parte o direito, em que se distingue então o Estado de uma grande banda de salteadores?» – sentenciou uma vez Santo Agostinho (De civitate Dei IV, 4, 1)."
  • anônimo  18/06/2016 08:59
    Se esses conceitos são ditos por outras mil religiões então porque vc se deu o trabalho de diferenciar entre o cristianismo e o confucionismo na ásia?
    Vc mesmo se contradisse.
  • anônimo  08/06/2016 16:14
    Muito bom.
  • Rafael Cerdeira  08/06/2016 16:14
    Alguém pode, por favor, me tirar duas dúvidas não relacionadas ao texto?

    Quais são as diferenças entre liberalismo e libertarianismo? E minarquismo se encaixa em qual das duas opções?
  • anônimo  08/06/2016 16:51
    Liberalismo é um conceito vago que a direita usa pra falar que se opôe à esquerda.
    Libertarianismo é quem segue o PNA.
  • Pobre Paulista  09/06/2016 11:49
    Liberalismo é uma vertente econômica que defende que o estado não deve intervir na economia.

    Minarquia é um sistema político que defende que o estado serve apenas para garantir a integridade dos indivíduos. Por exemplo, o estado deve manter apenas um sistema judiciário e um exército. Minarquistas são liberais por definição, portanto.

    Libertarianismo é uma filosofia fundamentada no Princípio da Não Agressão (PNA), que gera diversos colorários, como por exemplo o respeito à propriedade privada. A Minarquia está de acordo com o Libertarianismo, mas nem todo Libertário é Minarquista.
  • Rcm  16/06/2016 00:14
    Como o minarquismo pode estar de acordo com o libertarianismo, se a existência de um estado que mantenha "apenas" o judiciário e o exército é, por definição, contrário ao PNA?
  • Hom  16/06/2016 01:08
    Ron Paul é libertário e não é anarcocapitalista. Como vc explica?
  • Rcm  18/06/2016 10:10
    Bom, pelo que entendi das explicações dos colegas, o minarquismo é equivalente ao libertarianismo "puro" com algumas ressalvas.
    Deste modo, Ron Paul é um libertário para grande parte das coisas, mas para outras não.
  • Andre Cavalcante  16/06/2016 02:52
    Oi,
    Minanaquia, se for voluntária não é contra ao PNA. De fato, o mundo anarco é um mundo com milhares de estados mínimos.

  • anônimo  16/06/2016 08:24
    Não fere o PNA se te der também o direito à secessão.
    Esse era o estado mínimo que Mises se referia.
  • Leví Cunha  08/06/2016 16:19
    Ficou difícil destacar uma parte que mais gostei do texto.
  • GG  08/06/2016 16:25
    Acompanho o site do Mises há uns anos e esse é o melhor artigo que já li.
    Posso compartilhar no Facebook as ideias separadamente?
  • No copyrights  08/06/2016 16:43
    Deve!
  • Everton Marques  08/06/2016 16:54
    Rafael Cerdeira:

    Liberalismo surgiu como termo para designar defesa de liberdades individuais. (Liberalismo clássico.)

    Porém vários grupos começaram a utilizar o termo liberalismo para incluir idéias opostas à defesa da liberdade.

    Por exemplo, na América, os 'liberals' (liberais) são tipicamente esquerdistas.

    O termo libertarianismo é uma tentativa restabelecer uma palavra com menos ambiguidade que liberalismo, capturando a concepção inicial do termo liberalismo.


  • Anderson  08/06/2016 16:55
    A psiquiatria ainda está estudando o Transtorno de Personalidade Socialista e definindo o tratamento adequado.

    https://lucianoayan.com/2013/02/26/o-psiquiatra-lyle-rossiter-nos-comprova-que-o-esquerdismo-e-uma-doenca-mental/
  • JP  08/06/2016 17:28
    Colega, esse tema já possui livro traduzido em português do mesmo autor.

    Sugiro também, quem não teve a oportunidade de ver o programa da Band chamado a Liga, de segunda feira dia 06/06/2016, que possa ver e fazer um paralelo. Como assim?

    O programa tratou de entrevistar pessoas que conviveram com o narcotraficante Pablo Escobar, em uma das entrevistas, surgem pessoas que foram ajudadas pelo traficante. Elas relatam que Pablo Escobar comprou um terreno gigante e ele as tirou do lixão construindo casas para elas morarem.
    Nisso tudo surge um carinha que percebe o narcotraficante/terrorista - que matou milhares de pessoas com o famoso lema: "plata ou plomo", isto é, prata ou chumbo - como santo, isso mesmo, literalmente como santo, o carinha reza e possui imagens do assassino em casa pedindo milagres.

    Pergunto a vocês essa não é mentalidade de boa parte das pessoas em todo o mundo? Só mudando os rostos e temáticas, mas no caso em tela fica claro o paralelo da mente esquerdista doentia. Porque para eles não importam que tenham aniquilado a vida de milhares de pessoas e, sim, que fizeram o bem para si mesmos e para suas famílias. É o típico pensamento de máfia, é o típico pensamento da classe política e de seus imbecis coletivizados. Daí se amplia a reflexão para qualquer favela no Brasil, onde os moradores defendem traficantes e odeiam a polícia, daí se amplia para assistencialismo governamental que defendem o governo atual e odeiam a oposição e amplia isso para qualquer grupo social. A Questão não é só econômica é também psicológica.
  • Wandirley  08/06/2016 18:51
    Interessante.
  • Renato  08/06/2016 17:23
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email é galenoeu@gmail.com
  • Renato  08/06/2016 17:23
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email é galenoeu@gmail.com
  • Eraldo Pina Moreira  08/06/2016 17:27
    Acompanho o site do Mises há algum tempo, e sempre são publicados ótimos artigos como esse.

    Parabéns ao Sr. Lawrence W. Reed!
  • Elson Junior  08/06/2016 17:48
    Esse artigo começa com a premissa de que as ideias socialistas começam devido à inveja e não devido ao fato comprovado de que HÁ CONCENTRAÇÃO DE PROPRIEDADES ILEGÍTIMAS NAS MÃOS DE ELITES CRIMINOSAS AO LONGO DA HISTÓRIA, ELITES PROTEGIDAS POR ALIENS MANIPULADORES. Libertários genuínamente libertários percebem isso, já pseudo-libertários fecham os olhos e acham que todas as propriedades do mundo são legítimas. Se todas as propriedades do mundo são legítimas, então tudo que hoje o estado está controlando é "legitimamente" do estado. Não é.
  • George  08/06/2016 18:24
    Embora eu esteja perfeitamente ciente de que seu comentário foi zoador (a parte dos aliens manipuladores foi bem original), vale a pena responder a questão de ser "legítimo" o estado ter propriedades.


    Devido à maneira como o estado é criado, como ele obtém seu financiamento, e como ele obtém suas terras — fundamentalmente, devido à natureza do estado em si —, é simplesmente impossível que o estado tenha direitos de propriedade sobre qualquer coisa. Existem várias maneiras de o estado vir a normativamente controlar uma terra, mas nenhuma delas dá ao estado o direito da propriedade privada sobre aquela terra.

    Vejamos essas maneiras:

    1. Comprando a terra de donos anteriores

    Dado que o estado precisa ser financiado por meio de impostos (dinheiro roubado), qualquer aquisição feita pelo estado é ilegítima. Mesmo antigamente, quando o estado não tributava, ele oferecia um monopólio coercivo na área da proteção (isto é, o estado violentamente impedia indivíduos ou empresas de competir com ele na prestação de serviços de proteção — que ele fazia em troca de taxas, obviamente). Assim, não se pode dizer que o dinheiro que o estado obteve foi legítimo — ele não teria obtido todo esse dinheiro se não tivesse violentamente impedido a concorrência.

    2. Por decreto

    Toda terra desocupada é "declarada" pertencente ao estado. Essa não é uma maneira legítima de se tornar proprietário de uma terra. Para obter um direito de propriedade sobre qualquer terra, você primeiro deve se estabelecer nela, construindo e cuidando (Homesteading). Simplesmente desenhar um círculo, se colocar dentro dele e gritar "Tudo isso é meu!", não lhe dá o direito de ser o dono da terra, pois não constitui homesteading; trabalhar nela, sim.

    3. Por Conquista

    Isso nada mais é do que pilhagem pura.

    4. Por domínio eminente (desapropriação)

    Novamente, roubo descarado. A menos que ocorra com cidadãos que trabalham para o estado.

    5. Por realmente "trabalhar" a terra

    Ainda assim, isso não dá o direito de propriedade. Trabalhar a terra é um requisito para se tornar proprietário dela. O outro requisito é que as ferramentas que você usa para trabalhar nela sejam legalmente suas, em primeiro lugar. Se eu roubar o seu arado para trabalhar em um canteiro de terra, esse canteiro não é legalmente meu. Se eu escravizar você para arar um pedaço de terra, essa terra não é legalmente minha. Portanto, é impossível que o estado se estabeleça legitimamente como o dono de qualquer pedaço de terra.


    Resumindo: como qualquer estado jamais pode ser legitimado, nenhum estado pode sequer ser o proprietário (ter um direito de propriedade) de qualquer coisa. É claro, os estados normativamente controlam as coisas. Da mesma maneira, se eu mantiver você sob a mira de uma arma e roubar o seu dinheiro, eu normativamente controlo seu dinheiro. Mas isso não significa que eu possa ser considerado o dono do dinheiro, ou que eu tenha algum direito de propriedade sobre ele.

    E é exatamente isso que o estado faz.
  • Pobre Paulista  09/06/2016 11:19
    Não é necessário redistribuir a riqueza ilegitimamente conquistada, pois os seus proprietários, ao não terem mais suas garantias, só conseguirão mantê-las se atenderem às leis de mercado. E se conseguirem sem as garantias, não há nada errado em possuírem tais propriedades, dado que estão atendendo às reais necessidades da sociedade.

    Expropriação, redistribuição, dívida histórica... isso tudo é coisa de esquerdista, cuidado com o discurso. O passado já foi, o que importa é o que será daqui pra frente.
  • Elson Junior  11/06/2016 15:33
    É necessário deixar de reconhecer esses proprietários ilegítimos e passar a reconhecer suas "propriedades" como algo ou alguém gritando por socorro. É preciso diminuir o nível de reconhecimento externo para que não haja a criminosa permanência dessa relação não voluntária e não consensual. Propriedade legítima = propriedade em uso, ocupação, com consentimento da própria propriedade também! Propriedade ilegítima = propriedade possuída violentamente e/ou herdada posteriormente por descendentes de violentos! Enquanto houverem tantas propriedades ilegítimas, elites de ricos muito ricos se manterão no poder, com ou sem estado. Proprietários ilegítimos sempre tentarão formar governos, estados involuntários ou algum outro tipo de força militar para consolidar esse poder ilegítimo. Quando não podem ou não querem usar, tentam colocar outros para usar em seu lugar mas impondo restrições/regras/direcionamentos/hierarquias, tudo isso dependendo do reconhecimento externo garantido por propaganda ou força de governos que sim, eles formam. Ou deixam sem uso novamente dependendo do tal reconhecimento externo. Torço para que haja cada vez menos desse reconhecimento mesmo! Basicamente você faz propaganda para que o reconhecimento externo que citei aumente, eu o contrário. Torço para que a "segurança" dessa relação de proprietário ilegítimo de propriedades seja cada vez mais cara. Torço para que os escravos deixados para usar em seu lugar se tornem cada vez mais autônomos. Torço pela liberdade humana, enfim.
    A parte sobre aliens não é zoeira. Pesquise na Biblioteca Pleyades.
  • anônimo  16/06/2016 09:24
    Era uma vez um mundo estatista.O governo tem várias empresas, tem banco central, tem tudo.
    Aí nesse mundo uma raça de amigos do rei e de banqueiros (incluíndo sim BANCOS DE INVESTIMENTO) ganha muito dinheiro às custas do povo otário.
    Mas um dia um milagre ocorre e o povo começa a falar 'o governo tem que diminuir, vamos privatizar essa joça'.
    E aí o governo começa a vender as 'empresinhas' dele.Mas quem tem dinheiro pra comprar?
    A mesma raça de banqueiros que enriqueceu por causa do estado e que hoje se diz pró livre mercado.

    Eis aí como a propriedade privada pode ser adquirida ilegitimamente.
  • Carlos Lima  16/06/2016 14:07
    além de escrever anonimamente e inventar histórias que se encaixam no seu modo de pensar, o ilustre estatista tem alguma solução a propor? sendo mais específico, o estado deve ser dono de tudo e controlar corações e mentes dos cidadãos? o estado deve continuar interferindo no comportamento das pessoas e nas relações entre elas? o estado deve regular todas as relações entre a iniciativa privada e os consumidores, impedindo o livre mercado? na sua abalizadíssima opinião somente os representantes do estado podem dizer o que é bom e ruim para nós dois, supondo que você também seja uma pessoa chamada de comum, assim como eu sou? pergunto por pura curiosidade.
  • anônimo  18/06/2016 08:55
    Ilustre estatista? Cara vc está mal da cabeça, só pode.
    Meu comentário todo foi uma crítica ao sistema.Por mim era pra privatizar tudo, incluíndo a propriedade de banqueiros que ficaram ricos com o roubo.
  • anônimo  18/06/2016 09:03
    'Não é necessário redistribuir a riqueza ilegitimamente conquistada, pois os seus proprietários, ao não terem mais suas garantias, só conseguirão mantê-las se atenderem às leis de mercado. E se conseguirem sem as garantias, não há nada errado'

    Que idiotice, então se o cara rouba uma fazenda e ganha dinheiro vendendo leite não tem nada de errado?
  • Wagner  08/06/2016 18:00
    Pior de tudo é gente que se julga esquerdista, é ativista, milita em alguma causa dita popular, acho que está defendendo os mais pobres, protesta contra os ricos, os demoniza e depois de tudo isso vai para o seu apartamento de luxo na Bela Vista, coloca uma roupa cara e vai para um barzinho filosofar e gastar dinheiro com boa comida e boa bebida.
    Conheço vários desses hipócritas idiotizados.
  • Max Rockatansky  08/06/2016 18:06
    Enquanto a maioria dos brasileiros continuar achando que sonegar é o mesmo que "roubar", esse território chamado "Brasil" continuará com mentalidade de atraso. E em qualquer rede social ou seção de comentários em qualquer site pode-se ver que essa visão é predominante.

    O resultado da mentalidade de que sonegar é o mesmo que "roubar" é que "todas as pessoas estão com as mãos nos bolsos de outras pessoas". Ou por outra: achar que sonegar é o mesmo que "roubar" significa que as pessoas se acham donas do dinheiro dos outros.

    É a mais completa inversão moral: as pessoas acham que quem sonega estaria "roubando" um dinheiro que seria do "estado" (logo, um dinheiro que seria "de todo mundo", ou da "sociedade").

    A rigor, trata-se de uma perversidade sociopata disseminada na sociedade brasileira.
  • Kynox  08/06/2016 18:48
    O combate deve ser ao propagador dessas idéias. Antes de qualquer pensamento, vem o indivíduo.
  • Vinícius  08/06/2016 19:18
    Esse lance da ideia vale pra esse texto aqui também e todo esse site. Parece que somos os bons e eles(socialistas), são os ruins.

    No final das contas Max Stirner é que tava certo. Não existe lado bom ou ruim, existe o MEU lado.
    Direita,esquerda, Liberalismo, Socialismo são todos projetos...ideias de um grupo. Grupos que estão lutando , disparando suas ideias pra tentar atrair mais seguidores.
  • Moraes  08/06/2016 20:35
    Entendeu tudo errado. Ou então ainda nem entendeu o básico.

    Não se trata de uma mera oposição de idéias, mas sim de posicionamentos de cunho ético e moral.

    Defensores de idéias socialistas defendem, por definição, o confisco da renda alheia (que nada mais é do que a expropriação de uma propriedade privada), a coerção e a imposição de sua visão de mundo. Defendem que uma arma seja apontada para minha cabeça para que eu lhes entregue uma fatia de minha renda e financie compulsoriamente todas as suas maravilhosas idéias.

    Já os seguidores de idéias libertárias não apenas não estão coagindo ninguém, como ainda estão simplesmente pedindo para serem deixados em paz; para não terem seu saco enchido. Querem apenas ficar com aquilo que conquistaram com o suor do próprio rosto. Assim como não querem ser espoliados, também não querem espoliar ninguém.

    Uma ideologia defende a compulsão e a coerção; a outra defende a paz e as relações voluntárias.

    Dizer que ambas são apenas idéias e nada mais significa fazer um imperdoável relativismo moral.
  • Pilates  08/06/2016 21:16
    Um dos pensamentos que mais refletem uma mentalidade do atraso é que para nossa sociedade o estado deve ser o provedor de tudo. Não conseguimos perceber que o estado deve ser mínimo com interferência bastante reduzida em nossa vida.
  • anônimo  09/06/2016 00:57
    Única coação legítima é aquele usado para se defender de uma coação.
  • Fernando Galvão  09/06/2016 03:20
    O texto é muito bom, objetivo agora o questionamento é: como abrir de uma certa intervenção do Estado na economia se ainda temos uma sociedade de condições e recursos tão assimétrica?
    Se estivermos discutindo a utopia do mercado que funciona com base na concorrência perfeita tudo bem, mas se estivermos discutindo realidade, como não usar regulamentações estatais para corrigir distorções de mercado?
  • Auxiliar  09/06/2016 03:31
    Quais distorções de mercado?

    Leia apenas estes três artigos, com calma, e volte depois:

    "Sem o estado, quem cuidará dos pobres?"

    Quem regula os reguladores?

    É impossível existir um mercado desregulamentado
  • Carlos Lima  09/06/2016 04:32
    Pelo que tenho observado, parece que quem provoca as distorções do mercado é o Estado. Então, para que as distorções do mercado cessem, o melhor que o Estado tem que fazer é deixar de interferir, como faz o tempo todo. Ou seja, não fazer absolutamente nada. Ao interferir, as medidas implementadas visando corrigir as distorções que o próprio Estado criou, terminam fracassando mais na frente. Não é opinião pessoal. Vemos isso acontecer o tempo todo. Essas tais intervenções maléficas do Estado aparecem todo santo dia na mídia. Um exemplo clássico: a pretexto de manter no emprego um punhado de indivíduos, o Estado vive ajudando a indústria automobilística, que inexplicavelmente é a primeira a afundar nas crises. É a primeira a afundar e também a primeira a contar com a ajuda ao Estado, crise após crise. Pede ajuda pra sair de uma crise, mas sempre cai novamente na próxima. Então o ciclo se repete, e de novo ela pede, na maior cara de pau, mais uma ajudazinha à mamãe-Estado. A indústria automobilística tem a obrigação de falir, e não viver às custas da ajuda governamental. Tanto a indústria automobilística, quanto qualquer outra empresa que não tenha condições de sobreviver sem a ajuda do Estado. Como já falou alguém, que não lembro no momento, empresas eficientes não precisam de ajuda, e empresas ineficientes não merecem ajuda. Pense também no mercado imobiliário, onde acontece a mesma coisa. Enquanto isso, empresas que não gozam da proteção estatal vão fechando as portas, em virtude das tais distorções do mercado que o Estado provoca.
  • Taxidermista  09/06/2016 13:46
    Fernando Galvão:

    "como abrir de uma certa intervenção do Estado na economia se ainda temos uma sociedade de condições e recursos tão assimétrica?"

    Ainda que existisse "assimetria" como "falha de mercado" (essa história de "falha de mercado" a rigor é um mito), a intervenção estatal na economia tem como efeito, sempre e inexoravelmente, beneficiar alguns em detrimento de outros (ou então: beneficiar alguns às custas de outros). Isso é o que vc chama de "assimetria"? Se for isso, não parece lógico pedir intervenção do estado para "corrigir" algo que se torna ainda mais "assimétrico" por força da intervenção, não é mesmo? Leia esse artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1769


    "Se estivermos discutindo a utopia do mercado que funciona com base na concorrência perfeita tudo bem, mas se estivermos discutindo realidade, como não usar regulamentações estatais para corrigir distorções de mercado?"

    Uma típica frase de livro-texto de economia mainstream (ou neoclássica).

    Vamos "discutir realidade"?

    Pois saiba que o espantalho da "concorrência perfeita" serve apenas para dizer que o espantalho das "distorções de mercado" seria uma "realidade". Mas a conversa de "distorções de mercado" é apenas isso: um espantalho. Um espantalho filhote da "concorrência perfeita".

    Aliás, se existem "distorções de mercado", elas são decorrentes justamente daquilo que vc pede para supostamente "corrigi-las": "regulamentações estatais".

    Esse tema, claro, é muito vasto: vc deve estar se referindo, provavelmente, à conversa do "antitruste"; das "externalidades"; do "ambientalismo"; da "desigualdade econômica"; dos "bens públicos"; da "informação assimétrica", dentre outros mitos neoclássicos.

    Existem inúmeros textos de escola austríaca de economia que destroem todos esses mitos, meu caro.

    Dá uma conferida nesses dois artigos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1150

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1812


    E, claro, a primeira recomendação para quem foi educado pela economia neoclássica é ler Henry Hazlitt:

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=25

  • Henrique Zucatelli  09/06/2016 12:57
    Em que pese o PNA e o respeito absoluto a propriedade como princípios do libertarianismo, o que fazemos com aqueles que por ventura enriqueceram com o mercantilismo de conluio com o Estado em gerações passadas?

    Vale a máxima do respeito a propriedade nesses casos, mesmo sabendo que a riqueza foi construída a base de corrupção, reserva de mercado e monopólio estatal?

    O case Petrolão serve como amostra: Mesmo desestatizando a petroleira e desregulando o mercado, aqueles que enriqueceram as custas do povo podem ficar com essa grana? Ela não deveria ser confiscada e distribuída para todos os brasileiros, afinal o dano foi em escala nacional?

    Equipe IMB, me ajude com essa dúvida, por favor.
  • Pobre Paulista  09/06/2016 18:26
    Não sou da "Equipe IMB", mas postei algo aí em cima. Repito.

    "Dívida Histórica" não existe. Se o estado acabasse hoje e 100% das empresas estatais ficassem nas mãos de esquerdistas, não haveria problema algum. OU eles seguiriam as leis de mercado, tornando essas empresas eficientes, produtivas e servindo bem sua clientela, e portanto merecedores do capital que possuem; OU eles acabariam por falir de vez a empresa, abrindo espaço para os bons empresários fazerem o que precisa ser feito, e eles ficando sem nada.

    Em qualquer caso, no longo prazo, o capital migrará naturalmente para as mãos de quem sabe cuidar bem dele. Isso sim é "Justiça social" ;-)
  • anônimo  19/06/2016 09:40
    Esse pobre paulista só fala m____.
    Sim uma empresa dessas vai falir, e daí? De onde é que se tira que por isso não existe dívida nenhuma? Então se o MST invade tua terra e usa pra fazer um negócio que vai falir, isso significa que o roubo deles não tem problema nenhum?
    Idiotice.
  • Edujatahy  19/06/2016 17:56
    Céus. Em que momento dívida histórica tem alguma relação com invasão do mst?!?
    O argumento do pobre paulista não apenas é sensato, como ainda é o único argumento possível.

    Defender que a geração atual descendente de um determinado espoliador (por exemplo, um senhor de escravos) pague para os descentes dos espoliados (por exemplo os escravos) não tem nenhum sentido. É impraticável em qualquer nível e serve apenas de desculpa para parasitas sugarem mais do estado.

    Temos que entender que não temos como corrigir todos os erros do passado. Eu não tenho como ir atrás de todos os grileiros que já existiram no Brasil e recuperar o "capital espoliado". É uma discussão inócua e irrelevante!

    O que podemos é pararmos a injustiça AGORA. Ou seja, diminuindo o estado e tirando sua mão injusta da sociedade.

    O pobre paulista tem sim razão. Os descentes deste "grileiro" que se apropriou de território injustamente a 200 anos atrás terão de gerar valor em uma sociedade livre ou ficarão pobres. Simples assim.

    Querer hoje reparar uma "injustiça histórica" irá causar na realidade mais injustiça.

    O mesmo vale para os banqueiros. Sim, eles aproveitaram de um sistema oligopolizado e injustiça por décadas. Mas a partir do momento que for eliminado o Banco Central e for criado verdadeira liberdade de mercado neste setor estes banqueiros terão de ser competentes (e muito competentes) para sobreviver no livre mercado. Eles terão uma "vantagem" (visto que já terão muito dinheiro..) de fato, mas se não conseguirem agregar valor aos seus clientes irão apenas ver seu capital diminuir.
  • Edujatahy  19/06/2016 19:17
    Quanto à questão do petrolão. Ousando aqui dar meu pitaco.
    Ao meu ver se torna praticamente impossível discutir a forma de "devolução" da dinheirama roubada. Afinal, como saber o que foi confiscado de quem?
    O certo seria simplesmente devolver o dinheiro igualmente a todos os pagadores de impostos? Neste quesito também se deveria devolver dinheiro aos funcionários públicos? Além disso, seria justo devolver o mesmo dinheiro a quem pagou 100 reais de impostos e a quem pagou milhões de reais? A espoliação não foi maior ao que pagou mais impostos? E ainda tem mais?
    Tem que se devolver a mesma quantidade de dinheiro a quem usa carro e a quem não usa? Afinal, dado que a estatal monopoliza o mercado esta está em teoria tendo um lucro "diferente" do que teria em um mercado livre? Não seria justo então aquele que consumiu mais gasolina receber "mais" do dinheiro roubado da PTbras?

    Por estas e outras que considero esta discussão inócua. Uma vez que o dinheiro é originalmente espoliado (seja por impostos ou devido a um preço monopolizado) a injustiça JÁ aconteceu. Não consigo enxergar uma medida pratica para "corrigir" esta injustiça. Quanto eu tenho a receber por tudo que paguei a mais de gasolina durante todo este monopólio estatal?

    Ao meu ver a única forma prática de resolver isso é: acabando com o monopolio no setor. Se a Petrobras terminar neste processo na mão da CUT, por exemplo, mas sem ter o monopólio, no final das contas não irá importar para quem interessa: o consumidor. Creio que todos aqui sabem que os parasitas da CUT quebrariam a empresa rapidamente, e esta seria substituída/comprada por concorrentes melhores nacionais e/ou internacionais. Ou seja, volta ao ponto de que, desestatizado a economia no médio e longo prazo (ou no curto, no caso da Petrobras for assumida pela CUT, por exemplo, pois quebraria em questão de semanas...) o consumidor seria beneficiado. Esta é a única "justiça" possível de ser feita.
  • anônimo  09/06/2016 14:37
    As pessoas são submissas ao governo, são escravizadas, tratadas como jumentos de roça, exploradas, roubadas, enganadas, etc.

    O povo se acostumou com a ração do governo. Essa é a grande verdade. O povo quer ser alimentado por seus donos. São como animais domésticos.

    Contra o comunismo vale tiro, porrada, bomba atômica, bazuca, tortura, e todas as maldades possíveis. Os comunistas já mataram muito gente. Agora não tem arrêgo.






  • Reccanello  10/06/2016 15:03
    Para reforço da ideia do livre arbitrio, eu só mudaria uma coisa no texto, alterando "livre arbítrio (o poder de preferir o certo ao errado)" por "livre arbítrio (o poder de preferir o errado ao certo)".
  • anônimo  16/06/2016 02:48
    Quem são os comunistas?
  • Piero Maier Ereno  16/06/2016 02:24
    Pessoal,
    Apenas sendo bem objetivo: De que modo vocês enxergam que a nossa economia poderia passar do seu estado atual ao livre mercado? Quais as etapas a vencer? Em que sequência?
    Vocês acreditam que exista essa possibilidade concreta?
  • Emerson Luis  03/07/2016 18:11

    Quando comecei a estudar Filosofia, fiquei surpreso em saber que Marx surgiu bem depois de Smith. Mas essa surpresa surgiu da crença errônea de que a Humanidade sempre progride.

    * * *


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