clube   |   doar   |   idiomas
Como a tributação sobre a renda e o lucro afeta os empreendimentos e os investimentos produtivos

N. do E.: No Brasil, a alíquota máxima do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica é de 15%.  No entanto, há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor. 

Mas não pára por aí. 

Há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%.  PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta.  Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal.  Não tente fazer a conta, pois você irá se apavorar.

Ludwig von Mises, ainda na década de 1940, já explicava as consequências disso.

_____________________________________

Atualmente, o principal instrumento do intervencionismo confiscatório é a tributação.  As alíquotas cobradas sobre a renda e sobre o lucro só fazem crescer — tanto em termos nominais quanto em termos reais, e também em termos da redução das isenções e das brechas que permitem a economia respirar.

Pouco importa se os impostos sobre a renda e os lucros são arrecadados com o objetivo alegadamente social de redistribuir a renda ou apenas com o de aumentar a receita do estado. O que importa são as consequências da intervenção.

O atual sistema de tributação discriminatória universalmente aceito sob o enganador nome de imposto progressivo não é um sistema de taxação. É, mais exatamente, uma maneira de expropriar os capitalistas e empreendedores bem-sucedidos. É incompatível com a preservação da economia de mercado, digam o que quiserem os acólitos do governo.

A ciência econômica não se ocupa das desculpas inventadas e das doutrinas metafísicas espúrias apresentadas em favor do imposto progressivo; interessa-lhe apenas suas repercussões no funcionamento da economia de mercado.

Os economistas formulam a seguinte pergunta: quais são os efeitos da tributação confiscatória sobre a acumulação de capital?

A busca pelo lucro

Em um livre mercado, a maneira de um indivíduo obter dinheiro de terceiros é ofertando algo que eles julgam ser valioso e que desejam possuir.  Esses são os tipos de bens e serviços que um indivíduo busca produzir e vender em um livre mercado: bens e serviços valiosos para os consumidores. 

Consequentemente, a busca pelo lucro em um livre mercado é exatamente a fonte de virtualmente todas as melhorias econômicas de uma sociedade. A busca pelo lucro é a base de um contínuo processo de inovação, no qual são constantemente introduzidos novos e melhores produtos e novos e menos custosos métodos de produção. 

O desenvolvimento de novos e melhores produtos que as pessoas desejam comprar, e o aprimoramento de mais eficientes e menos custosos métodos de produção daqueles produtos que já existem e que as pessoas continuam querendo comprar, são as principais formas de um empreendedor obter lucros em um livre mercado.

Em uma economia livre, sem privilégios, subsídios e proteções garantidas pelo governo, a acumulação de qualquer fortuna é o resultado da introdução de toda uma série de aprimoramentos nos bens e serviços adquiridos voluntariamente pelos consumidores. 

Para isso, a esmagadora maioria dos lucros obtidos em uma economia livre tem de ser poupada e reinvestida.  A maneira de se criar os meios para produzir os aprimoramentos nos produtos produzidos e vendidos é reinvestindo justamente a quase totalidade dos lucros obtidos.  É por meio desse processo que o público geral se beneficia do capital acumulado pelos capitalistas e empreendedores.

Henry Ford, que começou com um capital de aproximadamente US$ 25.000 em 1903 e terminou com um capital de aproximadamente US$ 1 bilhão à época de sua morte em 1946, foi responsável pela maior parte do tremendo progresso ocorrido nos automóveis produzidos ao longo desse período, bem como na eficiência com que eles passaram a ser produzidos.  Foi amplamente graças a ele que os automóveis de 1946 eram incrivelmente superiores àqueles produzidos em 1903. 

Foi graças a ele — que reinvestiu quase todo o seu lucro para aprimorar o processo de produção — que os automóveis apresentaram uma espetacular redução real de custo, indo de um preço hoje comparável ao de um iate para um preço que praticamente qualquer pessoa podia bancar. 

Ou seja, à medida que sua fortuna crescia, Ford a reinvestia exatamente na expansão da produção destes automóveis aprimorados.  Em outras palavras, o outro lado da moeda da crescente fortuna de Ford foi o crescente beneficiamento do público em geral.

Vale repetir: as fortunas empreendedoriais, em um livre mercado, são acumuladas por meio dos altos lucros gerados tanto pela introdução de novos e aperfeiçoados produtos quanto pela introdução de métodos de produção mais eficientes e menos custosos.  Estes altos lucros são seguidamente poupados e reinvestidos justamente para ampliar e melhorar a produção destes mesmos produtos ou até mesmo de produtos distintos.

A formação de capital

Para uma economia enriquecer e melhorar o padrão de vida de sua população, ela tem de produzir bens e serviços de qualidade.  Quanto maior a abundância desses bens e serviços, maior a qualidade de vida da população.  O nível de riqueza de um país é proporcional à quantidade e à variedade de bens disponíveis em sua economia.

Para que eles sejam produzidos é necessário haver capital.  Capital, no caso, refere-se aos ativos físicos das empresas e indústrias.  Capital são as instalações, os maquinários, as ferramentas, os estoques e os equipamentos de escritório de uma fábrica ou de uma empresa qualquer.  Ou seja, capital é tudo aquilo que auxilia um modo de produção

Quanto maior a quantidade de capital, maior será a intensidade, a abundância e a qualidade dos produtos criados.  Portanto, para uma economia crescer e melhorar o padrão de vida das pessoas, ela precisa ser intensiva em capital.

Os lucros são exatamente o que possibilitam as empresas a fazer novos investimentos, a adquirir mais maquinários, a expandir suas instalações e, com isso, aprimorar sua capacidade produtiva.

São também os lucros que possibilitam a contratação de novos empregados ou até mesmo a concessão de aumentos salariais. 

Lucros necessariamente têm de ser reinvestidos na empresa, seja na forma de reposição de estoques, seja na forma de expansão dos negócios, seja na forma de contratação de novos trabalhadores, ou até mesmo na forma de aumentos salariais.  Se os lucros fossem consumidos pelos capitalistas em produtos e serviços — como fantasiam os anti-capitalistas —, as empresas simplesmente não seriam capazes nem de repor seus estoques.  Consequentemente, perderiam sua fatia de mercado.

São os lucros, portanto, que permitem que as empresas façam novos investimentos, intensifiquem seu capital produtivo, contratem mais pessoas e paguem maiores salários.

Os efeitos da tributação

Impostos sobre a renda e o lucro das empresas afetam diretamente todo esse processo de formação de capital.  

Tributar a renda e os lucros significa fazer com que a capacidade futura de investimento das empresas seja seriamente afetada, o que significa menor produção, menor oferta de bens e serviços no futuro, e menos contratação de mão-de-obra.

Quando o governo tributa a renda e os lucros, ele apenas faz com que o dinheiro que seria utilizado para ampliar e aprimorar os processos produtivos seja agora direcionado para o mero consumismo do governo, ficando sob os caprichos de seus burocratas, obstruindo a formação de capital.  

A maior parte daquela fatia que é confiscada pela tributação teria sido usada para a acumulação de capital adicional. Se o governo utiliza essa receita para financiar suas despesas correntes, o resultado será uma diminuição na acumulação de capital.

O mesmo também é válido, e com mais razão, no caso de impostos sobre heranças. Os herdeiros se veem obrigados a vender parte do patrimônio que lhes foi legado. Esse capital, é claro, não é destruído; apenas muda de dono. Mas os recursos dos compradores, que são usados para adquirir os bens vendidos pelos herdeiros, poderiam ter sido utilizados para financiar investimentos produtivos — comprando debêntures de empresas, por exemplo —, o que constituiria um incremento do capital disponível.

A acumulação de capital fica reduzida. O progresso tecnológico fica prejudicado.  A quantidade de capital investido por trabalhador empregado — o que aumentaria sua produtividade — é diminuída.  Consequentemente, o aumento da produtividade marginal do trabalho e o correspondente aumento dos salários reais é interrompido.

Obviamente, é um equívoco acreditar que essa taxação confiscatória prejudica apenas as suas vítimas imediatas. Os empreendedores e capitalistas, diante da perspectiva de que o imposto sobre a renda ou sobre a propriedade aumente (ou que as isenções acabem ou que as brechas existentes sejam fechadas), preferirão consumir o seu capital em vez de deixá-lo para o fisco, afetando ainda mais o processo de acumulação de capital e os investimentos.

Mas a tributação confiscatória bloqueia o progresso e o desenvolvimento econômico não apenas pelo seu efeito sobre a acumulação de capital; ela também provoca uma tendência à estagnação e à perpetuação de práticas comerciais que não poderiam persistir no regime competitivo do mercado livre.

Uma das características inerentes ao capitalismo é não respeitar os interesses estabelecidos e forçar todo capitalista e todo empreendedor a ajustar, incessantemente, a sua conduta às novas condições do mercado. Em uma economia de mercado livre, os capitalistas e os empreendedores não têm descanso. Enquanto estiverem em atividade, não poderão jamais usufruir os frutos de seu sucesso ou do sucesso de seus antepassados e deixar que prevaleça a rotina. Se eles se esquecerem de que sua tarefa é servir o consumidor da melhor maneira possível, serão logo deslocados de sua posição eminente e relegados, pela concorrência, à condição de um homem comum. Sua liderança e o seu patrimônio são continuamente ameaçados pelos novos empresários.

Todo homem engenhoso pode iniciar uma nova atividade econômica. Pode ser pobre, seus recursos podem ser escassos e a maior parte deles pode ter sido obtida por empréstimo. Mas, se ele satisfizer o desejo do consumidor de uma maneira melhor e mais barata, obterá lucros "excessivos" e vencerá. Reinvestirá a maior parte de seus lucros no seu negócio, fazendo-o crescer rapidamente. É a atividade desses novos empreendedores que imprime à economia de mercado o seu "dinamismo".

Esses nouveaux-riches são os precursores do progresso econômico. A ameaça de sua concorrência força as empresas mais antigas, bem como as grandes, a ajustarem sua conduta, de modo a melhor servir o público, para não serem obrigadas a encerrar suas atividades.

Mas, atualmente, os impostos frequentemente absorvem a maior parte dos lucros "excessivos" dos novos empreendedores, que ficam, assim, impedidos de acumular capital, expandir o seu próprio negócio, crescer e enfrentar os interesses estabelecidos.

O próprio fisco — com seu complexo código tributário que apenas as empresas estabelecidas conhecem bem, e com seus altos impostos — se encarrega de evitar que as empresas mais antigas tenham de enfrentar a competição das mais novas. Podem, assim, impunemente, condescender com a rotina, desprezar os desejos do público e resistir às mudanças, tornando-se conservadoras. É claro que o imposto sobre a renda também as impede de acumular novos capitais; mas o mais importante para elas é que se impeça os recém-chegados de acumular capital. O sistema fiscal as privilegia.

Nesse sentido, o imposto progressivo impede o progresso econômico e fomenta a rigidez e o imobilismo. Enquanto no mercado livre e desobstruído a propriedade do capital é um passivo que força o proprietário a servir o consumidor, os métodos tributários modernos transformam-no num privilégio.

Os intervencionistas alegam que a grande empresa está se tornando rígida e burocrática e que já não é possível às novas e talentosas pequenas empresas ameaçar os interesses estabelecidos das famílias ricas mais antigas. Entretanto, essa alegação só se justifica na medida em que tal situação é o resultado das próprias políticas intervencionistas.

Conclusão

Os lucros são a força motriz da economia de mercado. Quanto maiores forem os lucros, mais bem atendidas estarão sendo as necessidades dos consumidores.  Em um livre mercado, só é possível auferir lucros eliminado-se os obstáculos existentes entre os desejos dos consumidores e a configuração existente da atividade produtora.

Quem mais bem servir o público, maiores lucros terá. Ao tributar o lucro, os governos deliberadamente sabotam o funcionamento da economia de mercado.

Impostos que recaem sobre a produção e sobre o lucro são um enorme obstáculo à formação de capital.  É deste dinheiro que vem a poupança necessária para os investimentos produtivos.  

Impostos sobre o lucro também geram o efeito colateral de prejudicar exatamente os mais pobres, no longo prazo.  Os tributos, ao obstruírem uma maior formação de capital, fazem com que não seja possível um aumento da oferta de bens e serviços na economia, que é exatamente o que beneficia os mais pobres.

___________________________________________________

Leia também:

O imposto sobre as grandes fortunas e os baixos salários no Brasil

A propriedade privada dos ricos beneficia a todos e é responsável direta pelo nosso bem-estar



autor

Ludwig von Mises
foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".


  • Edujatahy  20/05/2016 14:51
    Quero ver se o MBL e o Vem pra Rua irão apoiar aumento de tributos.
    Na hora que este ministro da fazenda sugeriu isso perdeu qualquer possibilidade de apoio da minha parte. Não cedo um milímetro. Sugeriu aumento de imposto por 1 dia já se tornou meu inimigo.
  • mauricio barbosa  20/05/2016 15:26
    Concordo e nosso lema deve ser,mais empregos e menos impostos e já que o estado é uma realidade desnecessária ao contrário do senso comum que diz"Mal necessário",então que ele seja minimizado até que o advento da Liberdade e Justiça desponte no horizonte de nossas vidas,mas poesias e romantismos a parte,mais impostos não dá"é o fim da picada".
  • Andre  20/05/2016 17:44
    Se não deixarmos bem claras as idéias que temos para diminuição do estado e usando o vocabulário esquerdista para ter apoio desse povo ignorante, os burocratas não vão nem notar que existe um estado devorando 50% das riquezas do país, na hora de fazer esse "ajuste" o discurso tem que ser mais ou menos assim:

    -Demissão em massa de servidores para democratizar o desemprego;
    -Diminuição dos benefícios dos aposentados públicos para o teto da aposentadoria privada para democratizar a aposentadoria, e privilegiar o trabalhador que produz riqueza;
    -Cobrança de consulta e procedimentos médicos no SUS para quem tem mais de 18 e menos de 60 anos para garantir o acesso dos mais vulneráveis;
    -Desestatização dos atuais monopólios estatais para gerar emprego e renda em setores prioritários da economia, priorizando infraestrutura.

    e muito mais, com bastante palavras tolas esquerdistas, pois se ficarmos esperando essa equipe econômica dos sonhos resolverem a economia, esperemos muitos impostos na classe média, privatizações direcionadas aos amigos do rei e uma reforma fiscal superficial apenas para manter os benefícios dos burocratas longe de uma convulsão social.
  • Altos e baixos  20/05/2016 18:20
    Existe algum texto sarcástico comparando cidadãos normais sob a ótica socialista com presidiários?

    Algo tipo:

    Sonho um dia que todos tenham comida todo dia sem precisar pagar uma fortuna a produtores capitalistas egoístas, um lugar para dormir e morar sem ter que ser explorado por empresários para pagar, roupas para vestir sem ter que pagar preços absurdos para marcas de grife gananciosas, assistência a saúde para todos, etc etc...sonho pelo dia que todos seremos presidiários!

    Sou ruim pra escrever esse tipo de coisa. Se alguém souber algo parecido manda link, quero mandar pra um amigo pra zoar as ideias socialistas dele. hehehe

  • mauricio barbosa  21/05/2016 00:40
    Max Rockatansky
    "Criar empregos" não é o objetivo de uma economia sólida:"

    Concordo,mas é como eu disse já que a merda do estado existe,então que ele cumpra o seu papel de não atrapalhar o setor produtivo.

    Andre

    Não espero milagres desta equipe econômica,apenas espero bom senso,pois ela é mais qualificada do que a anterior,pois estávamos correndo o risco de ter uma hiperinflação.

    Altos e baixos

    Não sei se a crítica é em relação a minha pessoa é que não sou socialista,ao contrário sou libertário realista.

    Espero ter esclarecido minha posição e um abraço a todos.
  • Renan  21/05/2016 20:32
    MBL Esta abraçando o PSDB só não ver quem não quer quando o natural seria eles abraçar o Partido Novo
  • Martim Berto Fuchs  22/05/2016 14:32
    O ideal seria não abraçar partido nenhum. A democracia seria melhor exercida se não houvessem as amarras que os partidos exercem. Quem tem que escolher candidatos são os eleitores, e não ser obrigados a referendar alguns dos bandidos impostos pelos donos dos partidos.
    Dilma sem Lula não se elegeria nem para vereadora em POA e no entanto estamos nos incomodando com essa incompetente, desonesta e burra, até hoje. O eleitor na sua escolha também poderia errar, mas não tanto, pois uma anta como a Dilmona, sem o respaldo de partidos e de um cabo eleitoral forte, estaria fora da disputa já na primeira eleição.
    Se a escolha é livre, bons candidatos se sobressaem apenas por si, e ideologia quem tem que ter é o Estado, se assim podemos dizer.
    capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/66-novo-sistema-eleitoral.html

  • anônimo  20/05/2016 15:13
    O médio e pequeno empresário brasileiro vivem uma situação dramática. De um lado, impostos alvitantes e de outro, consumo em intensa queda, alta de custos, forte restrição creditícia e ameaça de passivos trabalhistas insanos. Está sufocado por uma malha governamental que não ajuda e somente atrapalha.
  • Celso Eduardo Machado  20/05/2016 15:17
    Lucrar aqui no Brasil é imoral, já gastar sem razão o dinheiro público é legal (dentro da lei). O que vale mesmo é a Lei de Gérson. Goebbels deve estar rindo.
  • JovemAprendiz  20/05/2016 15:43
    Do texto: "Lucros necessariamente têm de ser reinvestidos na empresa, seja na forma de reposição de estoques, seja na forma de expansão dos negócios, seja na forma de contratação de novos trabalhadores, ou até mesmo na forma de aumentos salariais. Se os lucros fossem consumidos pelos capitalistas em produtos e serviços — como fantasiam os anti-capitalistas —, as empresas simplesmente não seriam capazes nem de repor seus estoques. Consequentemente, perderiam sua fatia de mercado."
    Esse é o ponto em que tenho encontrado mais dificuldade em debates. As pessoas acreditam que o lucro tributado das empresas é calculado somente depois que ela já repôs os estoques, modernizou o maquinário ou contratou. Ou seja, que recai somente sobre o dinheiro que o empresário iria gastar em passeios, iates, mansões, etc (sério, já mandaram essa na minha cara). E como tributação é um assunto pra lá de árido, fica difícil explicar e rebater a frase de efeito.
  • Empreendedor  20/05/2016 16:15
    É esse o nível de conhecimento da esquerda. Também, pudera, nunca trabalharam e nem muito menos nunca empreenderam.

    P.S.: porém, sendo um pouquinho mais benéfico para com eles, vai ver que eles estão confundindo o que você fala com o conceito de LAJIDA.
  • Tailoco  20/05/2016 17:44
    Ao ouvir as anti capitalistas se queixarem dos portadores de capital usufruírem de luxo, somente lhes digo que o luxo não surge do além, logo, alguém produziu, e assim gira a roda da economia.
    E vemos hoje que a rentabilidade média empesas estão por volta de 8% tornando nulo frente a inflação, o que torno mais atraente o mercado financeiro, inibindo ainda mais o empreendedorismo. Isso graças à falta de infra estrutura, alto custo de produção e dificuldade para importar alta tecnologia ( Brasil é considerado um país muito protecionista).

    g1.globo.com/economia/noticia/2015/09/brasil-e-economia-mais-fechada-entre-paises-do-g0-mostra-estudo.html

    https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2015/09/13/rentabilidade-patrimonial-de-empresas-nao-financeiras-x-cdi/
  • Henrique Zucatelli  20/05/2016 19:13
    Jovem Aprendiz, afiar a oratória em debates com a esquerda é um de meus passatempos favoritos, e posso ajudar com essa questão.

    Sobre como o capitalista utiliza seu dinheiro tenho duas linhas de raciocínio:

    1- Moral. Se a produção foi realizada pelo indivíduo, qualquer tentativa de tomar o que ele produziu é roubo, seja pela coação individual ou coletiva, através do Estado. O indivíduo produziu porque ele quis, na hora que ele quis, com o dinheiro dele, e se ele multiplicou, subtrair seu lucro irá ter dois resultados: Ou ele vai se desmotivar e parar de produzir, ou irá mudar seu empreendimento para outro país que não o roube.

    2- Econômico. Mesmo que o capitalista utilize todo seu lucro em consumo, ele estará movimentando a economia através da compra de bens e serviços, que irão trazer prosperidade e consequentemente mais empregos. Quanto mais rico você é, mais tem para consumir produtos de alta qualidade, que demandam especialistas, e estes por sua vez tem salários cada vez maiores, que também vão consumir produtos melhores e por aí vai.

    Se precisar de mais alguma sugestão é só chamar.

  • JovemAprendiz  23/05/2016 18:39
    Obrigado.
  • Andre  20/05/2016 16:14
    www.infomoney.com.br/mercados/noticia/5000407/ser-contra-cpmf-hoje-como-negar-entrada-bombeiros-uma-casa

    Cada dia está pior...
  • anônimo  20/05/2016 16:35
    Já deu uma olhada nas 1826 páginas da coletânia do PIS/Pasep e Cofins ?

    www.receita.fazenda.gov.br/publico/Legislacao/Coletanea/ColetaneaPISCofins.pdf
  • Renato  20/05/2016 17:05
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • Martim Berto Fuchs  21/05/2016 19:02
    A questão, no meu ponto de vista, não é a CLASSE POLÍTICA e sim os partidos políticos. O que está errado é o sistema político, que entregou o Poder para os partidos. Os partidos não pertencem à políticos, pertencem à bandidos. Esse é o problema.
    Segundo. Dizer que a democracia precisa dos partidos políticos para funcionar, é dogma. Não se sustenta.
    O que precisamos é de uma ideologia de Estado, se assim se pode dizer, onde então, com políticos independentes, se possa administrar governar o Estado.
    A democracia continua representativa, mas a escolha dos candidatos é feita pelos eleitores.
    capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/66-novo-sistema-eleitoral.html
  • Max Rockatansky  22/05/2016 01:04
    O que o senhor quer dizer com essa expressão "capitalismo social"?
  • Martim Berto Fuchs  22/05/2016 09:36
    Qualquer explicação neste espaço para comentários, seria incompleta. Mas resumindo, digamos que o capitalismo já teve 3 estágios: 1º selvagem, até fins do século XIX; 2º liberal, até a década de 70 do século XX; 3º especulativo à partir de então, quando o sistema financeiro e grandes corporações passaram à ter a maior parte do seu lucro em cima de papéis e não mais da produção, seja esta através do agro-negócio, da indústria, do comércio ou dos serviços. Dinheiro resultando em dinheiro através da especulação com papéis pintados. 4º social, crescimento através do lucro sobre a produção pela iniciativa privada, dividindo o mesmo também com quem o produziu (trabalho) e não apenas para o capital.
    capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/69-fips-fundo-de-investimento-e_2.html
  • Max Rockatansky  22/05/2016 19:20
    "1º selvagem, até fins do século XIX; 2º liberal, até a década de 70 do século XX; 3º especulativo à partir de então, (...). 4º social, crescimento através do lucro sobre a produção pela iniciativa privada, dividindo o mesmo também com quem o produziu (trabalho) e não apenas para o capital"


    "Capitalismo selvagem até fins do sec. XIX"? Aquele que deu margem à Revolução Industrial e tirou a Europa da pobreza e da miséria? Hum, que coisa!
    Aquele que fez os EUA serem o país mais livre e rico do planeta? Hum, entendi! Que selvageria isso!

    "Capitalismo liberal até década de 70?" De "selvagem" para passou para "liberal"? "Liberal" seria então aquele já sob o intervencionismo do New Deal, p.ex.? Que curiosa classificação! E a partir da década de 70 deixou de ser "liberal" para ser "especulativo" para depois virar "social"?? Nossa!

    A propósito, o que fez o capitalismo deixar de ser "selvagem" para ser "liberal"?

    E o "social" significa "crescimento através do lucro sobre a produção pela iniciativa privada, dividindo o mesmo também com quem o produziu (trabalho) e não apenas para o capital"?

    Puxa, o último estágio (seria "último estágio evolutivo"?) é justamente aquele proposto por Marx??

    Que classificação curiosíssima!

  • Martim Berto Fuchs  23/05/2016 00:33
    1."Capitalismo selvagem até fins do sec. XIX"? Aquele que deu margem à Revolução Industrial e tirou a Europa da pobreza e da miséria? Hum, que coisa!
    Aquele que fez os EUA serem o país mais livre e rico do planeta? Hum, entendi! Que selvageria isso!"
    R:As invenções e a produção que geraram a Revolução Industrial, tiveram o mérito de produzir em larga escala e oferecer, pela quantidade, produtos ao alcance de uma população cada vez maior. Isto é capitalismo. Selvagem é a forma como os trabalhadores eram tratados.
    2."Capitalismo liberal até década de 70?" De "selvagem" para passou para "liberal"? "Liberal" seria então aquele já sob o intervencionismo do New Deal, p.ex.? Que curiosa classificação! E a partir da década de 70 deixou de ser "liberal" para ser "especulativo" para depois virar "social"?? Nossa!
    R:O capitalismo deixou de ser selvagem e passou à liberal, quando os trabalhadores americanos conseguiram vencer a queda de braço com os patrões, lá pelos idos de 1890, e diminuir a carga horária de trabalho, e depois Henri Ford tratou os trabalhadores também como consumidores e não apenas como peças de máquinas que uma vez gastas, joga-se fora. E onde foi que eu citei o New Deal, 1933/1937 ?
    3." Puxa, o último estágio (seria "último estágio evolutivo"?) é justamente aquele proposto por Marx??"
    R:Quem falou em último estágio ? Eu defendo que o próximo estágio seja o Capitalismo Social. Não confundir social com socialismo. Uso o termo social para justiça social, enquanto socialismo (Marx) é sinônimo de coletivismo. São coisas distintas.
    Repartir igualmente o lucro de uma empresa entre capital (acionistas) e trabalho (seus funcionários) é criar consumidores. Você até pode iniciar um empreendimento com pouco ou nenhum capital, mas não sem trabalhadores. Ou ficará eternamente na empresa do eu sozinho. Então por que o lucro tem que ser direcionado todo ele para o capital (acionistas) ?
    Nota: se você ler o projeto de Capitalismo Social, verá que defendo estas posições, dentro de um novo Contrato, onde o governo e o sistema político tem que ser paralelamente enquadrados. Pouco adianta produzir mais e melhor se for para entregar (38%) ao governo de plantão, que é quem mais se beneficia do trabalho, pois do capital, ele, pela sua irresponsabilidade histórica, também é vítima.
    capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/68-empresas-sociais.html
  • Martim Berto Fuchs  23/05/2016 01:03
    Faltou:
    "E a partir da década de 70 deixou de ser "liberal" para ser "especulativo"...
    R: Sim, desde 15 de agosto de 1971. Do ouro, Bretton Wods, para promotor da especulação financeira, que eles chamaram de "liberação financeira"; papel pintado nas mais criativas cores, gerando dinheiro, sem mais correspondência com a produção.
  • Renato  22/05/2016 17:51
    Martim Berto Fuchs, tudo é a mesma coisa.

  • Martim Berto Fuchs  22/05/2016 21:39
    É a sua opinião, mas não a minha. No caso do PT sim, é tudo a mesma coisa: um balaio de gatos. No capitalismo, se for mantida a especulação financeira como fórmula de "desenvolvimento", consagraremos a solução comunista: todos na pobreza e apenas uns poucos vivendo em palácio, ou, nas dachas. Um passo para frente com os crédulos acompanhando; em seguida dois para trás, e os mesmos perderam tudo além de ficar endividados. Sacrifica todo mundo, estabiliza, e recomeça. Um passo para ...
    capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/68-empresas-sociais.html
  • Martim Berto Fuchs  22/05/2016 23:28
    Renato, a sua resposta era para meu comentário CLASSE POLÍTICA. Desculpe, não dei conta da sequência. Mas, não é tudo a mesma coisa. Os políticos devem continuar, salvo que passemos para ditadura. E à partir da extinção dos partidos políticos, os políticos como classe acabariam automaticamente.
    Com a extinção dos partidos, esse trabalho que você propõe deverá ser executado pela Justiça Eleitoral.
  • Renato  23/05/2016 17:54
    Essa é a sua opinião. Boa sorte com ela.

    Eu particularmente não quero mais sustentar financeiramente político de mais nenhuma ideologia.
  • Martim Berto Fuchs  23/05/2016 19:01
    Aí estamos de acordo. Eu também não.
  • Claudio De Carvalho  20/05/2016 17:20
    Sempre qué surge uma crise econômica a primeira coisa qué se fala é criar ou aumentar impostos ou seja todos podem esbanjaR porque na hora que não tiver dinheiro o povo paga a dívida. Pior falam em reforma da previdencia cortando ainda mais o dinheiro do aposentado mas não falam o que é necessário para equilibrar a previdência ou seja criar mais emprego da mais renda a previdência e equilibra o deficiti, analise da arrecadação da previdência com 11 milhões é distorcida tem que ser criado mais empregos, outro coisa tem que fazer cortes de gastos supérfluos diminuir número deputados e 3 senadores por estado é muita coisa enfim da para economizar bilhões de reais sem ser necessaio criar e aumentar imposto.
  • Desenvolvimentista  20/05/2016 17:24
    É possível que algum dos iluminados austríacos deste site desse a diferença exata entre "sobreinvestimento" e "mau-investimento"? Juro que já li com boa vontade alguns artigos do site sobre o assunto de ciclos econômicos e, sem todos os ornamentos que os articulistas daqui usam, o resumo é: "Ciclos acontecem por causa de uma falsa expectativa de demanda futura". Ou seja, admitem que o que causa os ciclos são problemas de demanda e criticam quando o governo tenta corrigir isto.
  • Leandro  20/05/2016 19:11
    Errado.

    Não existe "sobreinvestimento". O que existe é "mau investimento", ou seja, investimentos errôneos, investimentos que foram feitos -- por causa de distorções nas taxas de juros -- sob a crença de que a renda das pessoas continuaria aumentando eternamente no mesmo ritmo da expansão de crédito.
    A expansão creditícia provoca uma série de desequilíbrios e descoordenações na economia real, fazendo com que vários projetos e empreendimentos de longo prazo, que antes da expansão do crédito se mostravam desvantajosos, se tornem agora, por causa da queda dos juros, aparentemente (muito) lucrativos.

    A expansão do crédito gera um aumento da quantidade de dinheiro na economia. Como consequência, a renda nominal das pessoas aumenta, o que gera nos empreendedores a crença de que haverá demanda futura para seus investimentos de longo prazo.

    No entanto, por causa desta inflação monetária, os preços dos bens e serviços na economia começam a subir, o que leva o Banco Central a subir os juros e os bancos a cobrarem mais caro por seus empréstimos. A expansão do crédito se desacelera.

    Esta redução da expansão do crédito faz com que a renda nominal dos consumidores, que até então era crescente, se estagne. Como os preços ainda seguem crescendo, e como os consumidores estão mais endividados, sua capacidade de consumo estará afetada. A demanda esperada para os investimentos não se concretiza.

    Vários investimentos feitos, vários bens de capital produzidos durante o período da euforia, bem como vários empreendimentos imobiliários, se tornam ociosos, revelando que sua produção foi um erro e um esbanjamento desnecessário (o que os fez ser distribuídos incorretamente no tempo e no espaço) porque os empreendedores se deixaram enganar pela abundância do crédito, pela facilidade de seus termos e pelos juros baixos estipulados pelas autoridades monetárias.

    No final deste ciclo, quando a expansão creditícia — que não pode se perpetuar para sempre — é desacelerada, a realidade vem à tona, o mercado inevitavelmente aponta os erros cometidos durante esta época de exuberância, e todos os empreendimentos que foram iniciados porque pareciam lucrativos revelar-se-ão excessivamente ambiciosos e acabarão sendo um grande desperdício.

    Esses são os efeitos gerados pela expansão do crédito sobre a indústria, sobre o comércio e sobre o setor de serviços: todos eles se expandem mais do que deveriam durante o período da expansão do crédito e, ao término, entram em contração, com demissões em massa.

    Vale enfatizar que a economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados. Capital foi imobilizado em investimentos para os quais nunca houve uma demanda genuína (apenas artificial, impulsionada pela expansão do crédito).

    Nesse cenário, expandir o crédito e tentar criar demanda para estes investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão ainda mais profunda no futuro. (Com o agravante de que consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação alta -- por causa da expansão do crédito --, e sem perspectiva de renda).

    Espero que agora tenha ficado mais claro.

    Para ver essa teoria aplicada à economia brasileira:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1943
  • Taxidermista  20/05/2016 20:13
    "o resumo é: 'Ciclos acontecem por causa de uma falsa expectativa de demanda futura'. Ou seja, admitem que o que causa os ciclos são problemas de demanda e criticam quando o governo tenta corrigir isto"

    Parágrafo completamente equivocado.

    Ainda que se admita, [/i]ad argumentandum tantum[/i], que o "resumo" seja esse aí, dele não se pode inferir que a EA "admita" que a "causa os ciclos são problemas de demanda".

    Meu caro, "falsa expectativa de demanda futura" não é o mesmo que "problema de demanda".

    O problema está na "falsa expectativa" criada pela instituição estatal, e não na "demanda". Consegue perceber a diferença?

    O que vc comete aí é uma confirmation bias, em virtude do seu keynesianismo.

    Perceba: primeiro vem a intervenção estatal (ou "tentativa de correção" para usar o teu eufemismo), que dá margem às distorções na economia de mercado. Não pode haver uma intervenção para "tentar corrigir" um problema prévio inexistente ("problema de demanda"), ou seja, um problema que não existe quando a intervenção estatal é levada a efeito.

    A intervenção estatal que vem depois (daquela que em primeiro lugar gerou as descoordenações na economia real) só serve para piorar ainda mais a recessão.


  • Luiz  20/05/2016 17:41
    O Governo que deve servir e trabalhar para o povo, e não o povo trabalhar e ser escravo dele. Pois se o poder de compra é comprometido por quem deveria ajudar as pessoas, alguma coisa está muito errada. O lucro e a renda sustentam muitas inutilidades desse Estado Gordo. É uma pena que seja tão pouco discutido entre parlamentares e pessoas que levantam a bandeira da desigualdade...
  • Andre Henrique  20/05/2016 19:37
    "O Governo que deve servir e trabalhar para o povo"

    Luiz, a melhor forma de o governo "trabalhar para o povo" é diminuindo seu tamanho até tornar-se praticamente inexistente. Esta seria a melhor forma, pois abriria espaço para os "adultos" (iniciativa privada) prestarem serviços/venderem produtos com qualidade infinitamente superior e preço infinitamente mais baixo.

    Abç,
    AHR



  • Anderson  20/05/2016 17:52
    Os keynesianos dizem que maiores gastos do governo pressionam para uma política expansionista, e que é o estado quem pode mais impulsionar o setor privado. Pergunto: É possível alguém usar toda aquela matemática e raciocínio lógico da escola keynesiana e ainda assim estar errado? É possível que a imensa maioria dos economistas do Brasil e do Mundo estejam errados?
  • Taxidermista  20/05/2016 18:57
    Sim, caro Anderson, os keynesianos estão completamente errados.


    Para entender pq:

    Cap. 7 do tratado do Jesus Huerta de Soto:

    mises.org/library/money-bank-credit-and-economic-cycles


    Cap. 18 do tratado do George Reisman:

    mises.org/library/capitalism-treatise-economics


    Esse livro do Ramón Rallo:

    www.amazon.com/Los-errores-vieja-econom%C3%ADa-refutaci%C3%B3n/dp/8472095614?tag=viglink123805-20


    E esses dois livros do William Hutt:

    mises.org/library/theory-idle-resources-0

    mises.org/library/rehabilitation-says-law

  • Anderson  20/05/2016 20:18
    Então é um exemplo de uma maioria que está errada? As vezes não consigo acreditar nisso. O socialismo foi um fracasso, as medidas social democratas levaram a recessão, estagnação e desemprego mais a imensa maioria ainda acredita nessas medidas? Não consigo enteder isso. As vezes penso que posso estar errado e eles é que podem estar certos.Tente falar sobre privatização e desregulamentação em qualquer buteco e um enxame de críticas viram pra cima de você. Quero saber pra onde nós vamos com essa mentalidade.
  • Andre  23/05/2016 19:20
    Vamos parar na Venezuela...
  • Pessimista  20/05/2016 17:53
    Esse artigo é genial, vale a pena ser lido e relido.

    Alguém saberia me falar de qual livro ele foi extraído?
  • Vz  20/05/2016 18:08
    Eu sei que não tem a ver com o assunto de hoje, mas em comemoração ao dia do pedagogo, hoje eu comprei 5 cópias do Educação, de Rothbard e irei distribuir para as pedagogas do Senai onde trabalho.

    Pode ser uma boa maneira de distribuir conhecimento.
  • Taxidermista  20/05/2016 18:30
    Vale notar o tratamento notável que, em seu tratado, o gigante Jean-Baptiste Say deu à tributação:

    O tratado é dividido em três partes: "Of The Production of Wealth"; "Of The Distribution of Wealth"; e "Of The Consumption of Wealth".

    A tributação ("Of Taxation") está colocada no seu lugar correto: "Of The Consumption of Wealth".

    Segundo Say, portanto, tributação implica destruição de riqueza.

    [link]mises.org/library/treatise-political-economy[/kink]


    O Hoppe tem um texto excelente sobre (os efeitos da) tributação:

    link.springer.com/chapter/10.1007%2F978-94-015-8155-4_2#page-1



  • Rennan Alves  20/05/2016 21:28
    Como complemento vale uma leitura do grande Frank Chodorov.

    Income Tax: The Root of All Evil
  • Anarcofóbico  20/05/2016 18:31
    De modo algum! É de bom alvitre rechaçar a mentalidade capitalista, a fim de não malfadar ainda mais os necessitados.

    A tributação é a forma justa de realocação de um capital que seria mal aplicado pela burguesia em seus deleites supérfluos. O Estado, detentor do conhecimento geral e responsável pelo suprimento das necessidades da nação, é o ente apto para dar destinação aos lucros dos empresários.

    Na verdade, de todo prudente e justo pugnar-se pela existência de teto remuneratório empresarial em âmbito nacional, para que de forma alguma ultrapassem o subsídio dos ministros do STF, como medida de máxima justiça e igualdade entre todos!
  • Andre Henrique  20/05/2016 19:39
    Certo que esse é um troll de algum capitalista libertário entediado...
  • anônimo  21/05/2016 10:27
    Se vc fica em dúvida entra ser um parasita ou não, já mostra que vc tem a ética de um inseto.
  • 4lex5andro  23/11/2016 16:22
    Sendo bem pragmático, depende do nível de instrução e região do país.

    Não é o ideal, o bom seria sempre empreender, mas o Brasil é pobre e de formação estatista então, no tempo presente, tem que se considerar o que é possível.
  • Diego  20/05/2016 22:09
    Salve!!!oh poderoso estado.kkkk cada um que aparece
  • anônimo  21/05/2016 03:45
    O povo ainda não conhece a esquerda.

    Veja essa lista de 2.048 páginas de indenização por danos causados pela ditadura.

    Se alguém acha que o Lula veio a passeio, dá uma olhada nos valores dessa lista, pagos à milhares de comunistas, socialistas e sociais democratas.

    www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/servidor/va_direto/cei/benef_lei10559_13_08_2015.pdf
  • De barco pra Miami  22/05/2016 04:47
    A dívida líquida do governo está em 1,5 trilhão. Ou seja, se fosse só 14,5% de juros, seria necessário um superávit de 217 bilhões. Colocando mais os calotes da dívida bruta, podemos subir para 300 bilhões o valor do superávit necessário.

    Com isso, se eles dizem que o déficit é 170 bilhões com 0 de superávit, então podemos considerar que o rombo está em 400 bilhões. O corte de 400 bilhões é a única forma de começar o ano que vem menos zerado.

    Pra cortar impostos, a única forma é baixar juros e fazer vários anos de superávit extremamente alto. Além disso, seria necessário segurar o salário mínimo, intervir no câmbio pra manter a moeda valorizada, cumprir as metas de inflação, vender estatais, etc.

    Enfim, isso é quase impossível, quando existe um congresso populista, um banco central flexível com as metas, um governo com o consumo voraz, gente de saco cheio de trabalhar e querendo se aposentar, bandido assaltando o governo,etc.

    A única solução é copiar os cubanos, e ir de barco para Miami.

    Quem não quer ir de barco para Miami, deveria fazer como a esquerda, e ocupar o banco central, a secretaria do tesouro e o BNDES.

    OCUPA BNDES JÁ !


  • Conservador  22/05/2016 10:41
    Ótimo artigo.
  • Fernando  22/05/2016 18:59
    "...O mesmo também é válido, e com mais razão, no caso de impostos sobre heranças. Os herdeiros se veem obrigados a vender parte do patrimônio que lhes foi legado. Esse capital, é claro, não é destruído; apenas muda de dono. Mas os recursos dos compradores, que são usados para adquirir os bens vendidos pelos herdeiros, poderiam ter sido utilizados para financiar investimentos produtivos — comprando debêntures de empresas, por exemplo —, o que constituiria um incremento do capital disponível."

    Essa parte ficou um pouco confusa para mim. Pelo que entendi o texto quer dizer que devido ao imposto sobre herança ser caro, o herdeiro se obriga a vendê-lo, passando a outra pessoa que ao invés de comprá-lo poderia investir o dinheiro na própria empresa para produzir mais e ou melhor. Mas vi uma contradição aqui, pois se a herança for um imóvel, por exemplo, ele sai das mãos de alguém que não pode "bancá-lo", para as mãos de alguém com maior poder econômico, que mesmo deixando de investir na própria empresa, poderá se beneficiar no futuro com a venda do imóvel. Quem mais perdeu na minha opinião é o herdeiro ao ter que vender pelas altas taxas de impostos de transmissão, advogados, inventário etc.. mesmo que sua vontade inicial fosse manter o patrimônio que foi de um ente
  • Furquim  22/05/2016 19:09
    "Pelo que entendi o texto quer dizer que devido ao imposto sobre herança ser caro, o herdeiro se obriga a vendê-lo, passando a outra pessoa que ao invés de comprá-lo poderia investir o dinheiro na própria empresa para produzir mais e ou melhor."

    Correto.

    Lembre-se de que vivemos em um mundo de escassez. Os recursos não são infinitos. Sendo assim, para uma pessoa conseguir uma coisa, ela tem de abrir mão de outra. Essa é a lei básica da economia. Não dá para comer o bolo e guardá-lo inteiro ao mesmo tempo.

    Se uma pessoa comprou um imóvel que foi legado como herança, então ela está fazendo isso em detrimento de alguma outra coisa. Ela inevitavelmente deixou de investir seu dinheiro em qualquer outra área, preferindo a especulação imobiliária, algo que, por definição, não gera crescimento econômico.

    "Mas vi uma contradição aqui, pois se a herança for um imóvel, por exemplo, ele sai das mãos de alguém que não pode "bancá-lo", para as mãos de alguém com maior poder econômico, que mesmo deixando de investir na própria empresa, poderá se beneficiar no futuro com a venda do imóvel."

    Parcialmente correto. Esta pessoa que adquiriu o imóvel obviamente irá se beneficiar disso. Se não se beneficiasse, ela não faria isso. A questão é o que essa pessoa deixou de fazer com o dinheiro que agora foi direcionado para a especulação imobiliária.

    Se tal pessoa é empreendedora, então certamente alguma área deixou de receber investimentos. A produção ficou aquém do potencial. A oferta de bens e serviços ficou abaixo do que poderia ser. E até empregos deixaram de ser criados.

    "Quem mais perdeu na minha opinião é o herdeiro ao ter que vender pelas altas taxas de impostos de transmissão, advogados, inventário etc.. mesmo que sua vontade inicial fosse manter o patrimônio que foi de um ente"

    Correto. Este perdeu. O resto da sociedade também perdeu. Já o governo ganhou. Os burocratas alimentados pela máquina pública também ganharam.
  • Fernando  22/05/2016 19:35
    Furquim, muito obrigado pelos esclarecimentos... Estou todos os dias lendo os artigos e aprendendo um pouco mais

    Pelo que compreendo então o governo tem uma atitude nefasta. Os altos impostos beneficiam o próprio governo, mas acaba também tornando ainda mais rico quem já tem um grande poder economico. Quando falo em quem tem um grande poder econômico, me refiro aquela pessoa que resolve comprar o imóvel de herança como diversificação de investimentos, não estou demonizando tal atitude, se eu tivesse muito dinheiro eu inevitavelmente só iria comprar aquilo que pode me trazer retorno no futuro, mas penso naquele sujeito que herdou alguns bens que não trazem grandes lucros, como um sitio que se valorizou com o tempo, um terreno ou apartamento. Esse sujeito desejaria manter os bens por ter um apelo emocional, manter o legado da família, mas pelo taxação dos nossos governantes acaba tendo na venda uma opção para não prejudicar suas financas
  • Mais Mises...  23/05/2016 06:36
    45% de tudo o que produzimos pra essa gente não é o suficiente. Impressionante!!!
  • anônimo  23/05/2016 17:31
    LEANDRO, se a dívida líquida está em 1,5 trilhão de reais e juros dos títulos acima dos 14,5%, então o superávit primário deveria ser acima de 210 bilhões ?
  • Eduardo Friedman  23/05/2016 23:16
    Artigo sensacional!

    Parabéns pela maneira como traçou as relações entre os conceitos dentro da economia.

    Sempre tento explicar as ideias contidas neste artigo para as pessoas mais próximas, tentando construir relações como foi feito aqui e não é fácil, pois na nossa cabeça está tudo muito claro, o difícil é expor.

    O parte que mais me deixa maravilhado na ideia da liberdade econômica é justamente o fato de que, em uma economia livre o capital não fica parado, está sempre em circulação, sempre sendo investido da maneira mais eficiente possível, pois se visa o lucro! E o mais legal é a consequência natural que esse sistema produz... o progresso tecnológico e a satisfação dos consumidores!

    Quando pagamos impostos estamos transferindo parte do capital acumulado para o governo, que por sua vez fica encarregado de alocar estes recursos da maneira como bem entender. Sabemos que isto é feito de tal modo que está longe de ser eficiente. Mas claro! Ora... o dinheiro não é dele. Por que se preocupar com eficiência?

    Acho que falta na maioria das pessoas o entendimento deste fenômeno decorrente de um sistema livre, o entendimento do que é a "Mão Invisível". Não existe acumulo morto de capital. O capital circula, produz, gera, transforma e promove o avanço tecnológico.

    Mais uma vez, parabéns pelo texto.


  • Hayek  24/05/2016 13:04
    Pessoal, gostaria de saber se existe algum livro da Escola Austríaca que faça ligação com o Direito? (Algo parecido como o Law and Economics da Escola de Chicago).
    Atenciosamente,
    Hayek
  • Pobre Paulista  24/05/2016 13:21
    A Lei, do Frédéric Bastiat, que é considerado "Proto-Austríaco".

    Aliás, vc pode olhar a própria biblioteca do Instituto para iniciar sua busca.
  • Taxidermista  24/05/2016 13:56
  • Taxidermista  24/05/2016 14:43
    Esse artigo do Rothbard é obrigatório a respeito:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1177
  • Hayek  24/05/2016 16:00
    Obrigado pela atenção, pessoal! Fico grato pelas respostas.
  • Viva  25/05/2016 02:00
    Concordo totalmente com um amigo acima... o governo existe para servir o povo, para colocar a ordem e realizar o progresso da população, do país. Mas o que vemos é o povo servindo, pagando e sofrendo pelo governo. Entristece ver o que nosso povo está passando. Entristece ver minha cidade, antes fonte de renda ao povo com o turismo, agora parada e repleta de lojas e comércios estabelecidos a anos, simplesmente fechando as portas... As empresas em crise, sem lucro, sem capital para investir, e ainda assim com dificuldades se esforçam a pagar seus impostos, e manter seus compromissos, mas infelizmente o resultado sempre acaba sendo o desemprego, a medida mais rápida para cortar gastos. E assim a corda sempre arrebenta ao lado mais fraco.
  • Emerson Luis  19/06/2016 00:39

    Nos países de maior liberdade econômica, as pessoas têm que beneficiar umas às outras para sobreviver e prosperar, mesmo que não percebam isso ou não sejam particularmente altruístas.

    Já nos países socialistas, é possível prosperar sem beneficiar ninguém além de si mesmo e todos são induzidos a participar do prejuízo socioeconômico da maioria.

    * * *
  • Angelo Viacava  23/11/2016 12:19
    Procede? [quatrorodas.abril.com.br/noticias/carros-pagam-mais-impostos-na-argentina-mas-brasil-nao-fica-muito-longe/]Argentina tem imposto mais alto, mas preços menores que o Brasil[/link]


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.