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Não existe meia liberdade; quem é meio livre é meio preso - e o Brasil nem “meio livre” consegue ser

Em nossa época, a ideologia dominante foi dividida, de uma forma simplista, entre os pensamentos de direita e de esquerda.  Consequentemente, por causa dessa dicotomia, tornou-se frequente vermos a defesa de somente uma parte das ideias de liberdade nesses dois espectros.

Na direita, costuma-se defender, sempre com restrições, o livre mercado e o direito à auto-defesa.  Na esquerda, a bandeira aproveitável é a das liberdades sociais (mas mesmo estas são defendidas com uma retórica um tanto belicista, e quase sempre visando aos interesses de alguma coletividade bem organizada, e não aos interesses do indivíduo).

Obviamente, há um grande problema em ambas as posturas: não é possível defender somente alguns dos espectros da liberdade.  Não existe meia liberdade. Quem é meio livre é também, por definição, meio preso.

A definição entre direita e esquerda é incompleta. Friedrich August von Hayek, no livro Os Fundamentos da Liberdade, especificamente no capítulo "Por que não sou conservador", apresenta a ideia de um triângulo no qual os ângulos seriam divididos entre conservador, socialista e liberal.  Diz ele:

Se utilizássemos um diagrama, a figura mais apropriada seria a de um triângulo, com os conservadores ocupando um ângulo, os socialistas puxando para o segundo e os liberais para o terceiro. Contudo, como os socialistas há muito tempo exercem maior pressão, o que ocorreu foi que os conservadores tenderam a ser arrastados pelo pólo socialista mais que pelo pólo liberal e, sempre que lhes convinha, adotaram as idéias que a propaganda radical fazia parecer respeitáveis.

Comumente, foram os conservadores que fizeram mais concessões ao socialismo, chegando mesmo a empunhar suas bandeiras. Defensores da política de centro, desprovidos de objetivos próprios, os conservadores sempre se pautaram pelo princípio de que a verdade está entre os extremos — e, consequentemente, mudam sua posição toda vez que um movimento mais radical surge em qualquer um dos lados.

Já de acordo com as palavras do escritor peruano Mario Vargas Llosa:

Eu sou um liberal. A extrema esquerda converteu essa palavra em um palavrão, xingamento, mas ela se origina da palavra liberdade, a palavra mais bonita do idioma, que trouxe as grandes conquistas: a tolerância, os direitos humanos, a divisão de poderes, o pluralismo político. Todas as grandes conquistas da civilização têm sua origem no progresso da liberdade.

No trecho acima, Llosa demonstrou, em uma pequena e simples afirmação, o que significa a liberdade, abordando várias de suas perspectivas: as liberdades políticas, jurídicas, sociais e econômicas.

Todavia, antes de demonstrar a correlação entre cada uma dessas liberdades, é necessário destacar o que significa 'liberdade'. Como essa palavra tão bonita deve ser utilizada? E como seria possível trazer essa realidade para a nossa vida e para o Brasil?

Em todas as oportunidades em que o mundo cresceu e enriqueceu de forma exponencial, as ideias de liberdade eram as ideias dominantes.  Foram elas que permitiram que os indivíduos, ao colocarem em prática suas idéias, tornassem o mundo mais rico e próspero.

Segundo Ludwig von Mises, em sua obra Ação Humana, "o homem é livre quando ele pode escolher os fins e os meios que serão utilizados para alcançar tais fins." Mises enfatiza que há liberdade quando se pode exercer a ação humana, ou seja, quando "o agente homem está ansioso para substituir uma situação menos satisfatória, por outra mais satisfatória."

Nas palavras de Donald Stewart Jr., em seu artigo A Lógica da Vida, ninguém trocaria 10 por 9, ou seja, ninguém voluntariamente sairia de uma condição de maior bem-estar para uma situação de menor bem-estar, o que é resumido nesse pequeno trecho:

Obviamente, ninguém troca 10 por 9: ninguém troca 10 reais por 9 reais. Quem quiser assim proceder não precisa encontrar um parceiro para efetuar uma troca: basta renunciar ao que tem. Os que assim o desejarem são livres para fazê-lo até o limite de suas propriedades, num primeiro momento, e até o sacrifício de sua própria vida, num caso mais extremo.

Convém esclarecer, apenas por uma questão de precisão conceitual, que quem assim agisse, por livre e espontânea vontade, não estaria trocando 10 por 9; estaria preferindo se desfazer daquilo a que atribui menos valor — seus bens e sua própria vida — para receber em troca aquilo a que atribui maior valor — a gratidão dos que beneficiou ou a satisfação íntima de ter feito o que considera ser um bem.

Ninguém, de livre e espontânea vontade, troca 10 por 9. É uma impossibilidade lógica. Ninguém conseguirá apontar uma situação ou uma circunstância em que essa regra possa ser negada. Embora, na vida real, as escolhas que temos de fazer sejam bem mais complexas, por mais complexas que sejam, a lógica subjacente é sempre a mesma: ninguém troca aquilo a que atribui mais valor — no sentido mais amplo do termo — por algo a que atribua um valor menor.

Ou seja: ninguém age para causar a si próprio uma insatisfação.

A lógica da vida é a lógica da ação humana. No entanto, em algumas circunstâncias, somos obrigados a trocar 10 por 9. Donald Stewart Jr. apresenta um caso em que isso ocorre:

[Isso] ocorre quando nos vemos diante de uma situação de coerção, hipótese em que, ao nosso ganho, somos forçados a acrescentar o benefício de não sofrer a violência decorrente da coerção, seja ela legal ou ilegal.[...] Somos levados a fazer uma troca que nos é insatisfatória; e só aceitamos fazê-la para evitar uma possível represália, em virtude da existência de um poder de coerção.

Ou seja, quando ocorre coerção, há uma violação da 'lógica da vida', e é nessas circunstâncias que as liberdade políticas, jurídicas, sociais e econômicas são desrespeitadas.

A liberdade econômica é a mãe de todas as liberdades.  É por meio dela que é possível obter as outras liberdades.  Sem liberdade econômica é impossível haver até mesmo moralidade.  Dado que o mercado é a consequência da liberdade econômica e da cooperação social pacífica, é ele, o mercado, quem torna possíveis a liberdade, a justiça, a moralidade, a inovação e a harmonia social.

Como escreveu Mises:

Um homem só tem liberdade enquanto puder moldar sua vida de acordo com seus planos. [...] A liberdade não é apenas um postulado político; ela é um postulado de toda a moralidade, seja ela religiosa ou secular. A moralidade só faz sentido quando dirigida para indivíduos que são agentes livres.

Algumas consequências práticas da liberdade econômica

Quanto mais livre um país é em termos econômicos, mais liberdade política, jurídica e social esse país tem. Maior liberdade econômica gera uma menor pobreza, o que significa que a condição de vida em países mais livres é muito melhor do que em países menos livres:

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Gráfico 1: no eixo Y, a taxa de pobreza; no eixo X, o grau de liberdade econômica (quanto mais à direita, mais economicamente livre)

Adicionalmente, nos países mais livres o crescimento econômico observado é maior, permitindo mais emprego e mais renda para as pessoas:

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Gráfico 2: no eixo Y, o crescimento econômico; no eixo X, o grau de liberdade econômica (quanto mais à direita, mais economicamente livre)

Adicionalmente, quanto mais liberdade econômica o país tem, melhor é o seu IDH:

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Gráfico 3: no eixo Y, o IDH; no eixo X, o grau de liberdade econômica (quanto mais à direita, mais economicamente livre)

Os países mais livres ainda possuem uma maior expectativa de vida, uma menor mortalidade infantil, maior acesso a água potável, e maior proteção ao meio ambiente.  Ou seja, quanto mais livre um país é, melhor é a qualidade de vida, protegendo principalmente as crianças e os mais velhos:

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Gráfico 4: no eixo Y, a mortalidade infantil; no eixo X, o grau de liberdade econômica (quanto mais à direita, mais economicamente livre)

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Gráfico 5: no eixo Y, a taxa de acesso à água potável; no eixo X, o grau de liberdade econômica (quanto mais à direita, mais economicamente livre)

Os países mais livres apresentam também índices de corrupção muito menores do que nos países menos livres, sendo bem mais transparentes, respeitando a propriedade privada e os contratos firmados entre as partes.  Eles entenderam a máxima de Tácito, que diz que "quanto mais corrupto o estado, maior o número de leis".

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Gráfico 6: no eixo Y, o índice de percepção da corrupção (quanto maior o valor, menor a corrupção percebida); no eixo X, o grau de liberdade econômica (quanto mais à direita, mais economicamente livre)

Já o Brasil, nos últimos três anos, caiu vinte e duas posições no ranking de liberdade econômica, segundo a Heritage Foundation. Em 2014, o Brasil era o 100º colocado; em 2015, já havia caído para 114º, e nesse ano é o 122º país menos livre no mundo. Tal situação vem prejudicando diversos outros índices.

O país também caiu uma posição no IDH, sendo hoje o 75º lugar. No ranking da educação, em que foram avaliados 40 países, o Brasil é o 35º (trigésimo quinto), e a posição de corrupção é lastimável: somos o 76º.

Para completar, no Brasil, temos uma legislação gigantesca que muitos afirmam ter sido criada para "proteger o cidadão", sendo que, na realidade, seu único efeito prático é prejudicar, diariamente, o crescimento econômico e a liberdade empreendedorial dos brasileiros.

As legislações tributárias municipais, estaduais e federal foram reunidas pelo advogado Vinícios Leôncio em um só livro, intitulado Pátria Amada.  Este livro é considerado o maior do mundo, segundo o Guinness Book, tendo 2,10 metros de altura e pesando 7,3 toneladas.

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O advogado tributarista Vinicios Leoncio e seu livro Pátria Amada

Enquanto a realidade brasileira é ter esse absurdo de legislações — que dificultam ao máximo o surgimento de novas empresas; que impõem custos operacionais proibitivos para as empresas já existentes; que tornam praticamente impossível para os mais pobres saírem da sua condição de pobreza; que, sem suma, violam a lógica da liberdade —, os países mais livres têm muito menos legislações e uma menor carga tributária.

Nos países mais livres é possível abrir uma empresa em 9,2 dias, em média.  Já no Brasil, o tempo é de, em média, 118 dias.  Há destaques negativos: em Fortaleza, a demora chega a 245 dias; em Porto Alegra, 260 dias — coincidentemente, duas cidades que têm ou tiveram governos de esquerda nos últimos anos.

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Gráfico 7: no eixo Y, o número de dias necessário para se abrir uma empresa, em média; no eixo X, os agrupamentos de países

Como a liberdade não pode ser pela metade, a propriedade é uma das suas características indissociáveis. Em muitas palestras, eventos e aulas que ministrei pelo Brasil, sempre perguntei qual o maior sonho do brasileiro.  Invariavelmente, ouvi como resposta "a casa própria".

É sempre muito estranho observar isso, uma vez que o direito de propriedade é um dos mais desrespeitados do Brasil, sendo extremamente burocrático e caro registrar uma propriedade em nosso país, conforme demonstra o gráfico abaixo.

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Gráfico 8: no eixo Y, a quantidade de procedimentos necessários para se registrar uma propriedade, em média; no eixo X, os agrupamentos de países.

Conclusão

Embora a liberdade plena não exista, é sempre possível nos aproximarmos do seu ideal.  E, indiscutivelmente, os países que mais se aproximaram deste ideal são os que apresentam hoje os melhores indicadores econômicos e sociais.

No entanto, nesta nossa incessante busca pela liberdade, é de crucial importância não nos contentarmos com pouco.  Pequenos avanços rumo a uma maior liberdade, embora devam sim ser comemorados, não podem nos fazer relaxar e nos tornar relapsos. A batalha deve ser contínua e implacável. 

Jamais nos esqueçamos desta verdade: a liberdade não pode ser fragmentada em compartimentos.  A liberdade é indivisível.  Meu amigo Carlos Góes, do Mercado Popular, explicou bem isso:

Direitos e liberdades individuais não fazem sentido se forem compartimentalizados. Não fazem sentido se seletivamente aplicados a alguns indivíduos. Liberdade só é liberdade se você a garante para quem discorda de você; ela é universal e inalienável. E liberdade só é liberdade se ela não vier em partes – ela é universal e indivisível.

E a bota da opressão estatal sempre será pesada quando pressionada contra o seu pescoço. Seja ela a bota esquerda ou a bota direita.  Por isso, não nos contentemos com migalhas.  Vamos tirar toda e qualquer bota, por mais leve que ela seja, de cima de nós. 

A liberdade está chegando ao Brasil?  Pode ser.  O fato é que essas ideias nunca estiveram tão fortes e nunca tão difundidas como agora.  Há motivos para alguma esperança.



autor

Rodrigo Saraiva Marinho
é advogado, professor de direito, mestre em direito constitucional pela UNIFOR, membro do Conselho Editorial da Revista Mises, presidente do Instituto Liberal do Nordeste, membro do Conselho de Administração do Instituto Mises Brasil e Diretor de Operações da Rede Liberdade.

  • Henrique Zucatelli  25/04/2016 16:20
    Um ótimo artigo. Eu ia criticar sua auto evidência, porém todos esses gráficos superaram minhas expectativas.

    Muito bom.
  • Rafael Ribeiro  25/04/2016 16:55
    Uau! E eu formulei ontem mesmo uma lista de medidas necessárias para que a liberdade democrática seja efetivamente implementada no Brasil. Impeachment não trará liberdade. Nunca seremos livres com escolas doutrinando os alunos a serem marxistas e enquanto TVs condenarem abertamente o capitalismo selvagem e nojento, segundo palavras que já ouvi. Nunca seremos livres com um Congresso inchado e com um executivo que age salvando estados em dívida. A liberdade econômica é completamente deturpada no Brasil. Nunca seremos livres enquanto o estado influenciar e regular as PROPAGANDAS comerciais veiculadas em rádios, TVs e outras mídias.Nunca seremos livres se não revertermos isso imediatamente.
  • Marcelo Simões Nunes  25/04/2016 20:38
    O impeachment obviamente não fará nenhum milagre, mas tirará o PT do poder, o que já é muito mais do que coisa nenhuma. Os próprios gráficos do texto mostram com o Brasil piorou muito na mão do PT.
  • Austregésilo Athayde Flamarión  25/04/2016 20:56
    Exatamente. Excelente observação.
  • Renato Cunha  25/04/2016 17:05
    As universidades estão formando ativistas e não acadêmicos, alertam especialistas. Essa lavagem cerebral da esquerda nas escolas e universidades está acontecendo há décadas em todo continente americano e na Europa para aliciar os idiotas úteis e forçar todo mundo a aceitar as bestialidades socialistas.

    spotniks.com/universidades-estao-formando-ativistas-e-nao-academicos-alertam-especialistas/
  • mauricio barbosa  25/04/2016 19:10
    Os universitários, principalmente de Humanas, saem mais perdido do que cegos em tiroteio. Falo por experiência própria, é impressionante a separação entre academia e mercado. O universitário sai um ativista com a cabeça confusa, e algum tempo depois ele descobre que o mercado não demanda tais serviços (Ativismo político), e então ele entra em um partido político e disputa um cargo eletivo. Ou então muda de postura e procura se adequar às necessidades do mercado para sobreviver. Afinal, ativismo profissional requer habilidades superiores a simples críticas do sistema com viés esquerdista. Quanto ao artigo, magistral como sempre, desnudando o quanto o estatismo é nefasto e a Liberdade é fundamental...
  • Amadeus Von Adler  25/04/2016 17:06
    Brasileiro é meio preso (trabalha 6 meses para o Estado do Crime) e na metade livre (os outros 6 meses) fica desempregado, de folga, férias ou carnaval.
  • Alexandra Moraes  25/04/2016 17:18
    Acredito que o primeiro passo para a verdadeira liberdade seja a conquista de lucidez. Um povo deseducado, ignorante, sem tempo para uma vida digna e plena não conquistará a vida verdadeiramente livre.
  • Renato  25/04/2016 17:45
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • Alvaro Quinteiro  25/04/2016 18:29
    "A liberdade não se perde de uma só vez mas em fatias, como se corta um salame". Não percebemos mas é nas pequenas medidas autoritárias, dia a dia, que nos vão aprisionando.
  • César Carriço júnior  25/04/2016 18:48
    O que muitos liberais não entendem é que não se pode falar de liberdade sem zelar pela conservação dos pilares fundamentais da sociedade que são justamente os que garantem ESSA MESMA LIBERDADE.O papel da esquerda é destruir esses pilares com os mesmos instrumentos que os liberais dizem ter como pauta: O aborto, o casamento homossexual, as drogas e a libertinagem. Ora, como não conservar a família tradicional monogâmica, se é ela que dá sustentação a propriedade privada,um sistema que se perpetua através da hereditariedade? Como defender o aborto, se é da concepção que surge o indivíduo, o qual a partir daí já goza de todos os direitos inerentes a um? O papel do conservador não é restringir liberdades, mas sim zelar pelas instituições que dão garantia a ela.
  • Trujillo  25/04/2016 19:12
    Concordo com você. Há muitos liberais que não entendem essas artimanhas da esquerda.

    Felizmente, tais liberais não estão neste site:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=557

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=241

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=881

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1496

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1292
  • Cesar Carrico junior  27/04/2016 15:29
    É muito bom saber disso =)
  • Rennan Alves  25/04/2016 19:47
    Farei esta pergunta com receio de já saber a resposta: quais instituições que garantem está liberdade?
  • Cesar Carrico junior  27/04/2016 15:13
    Quer que eu fale de novo? Está no que eu escrevi. lê lá.
  • Viking  25/04/2016 19:59
    comentando apenas para ver o XABLAU que esse cara vai tomar...
  • opinador  25/04/2016 20:16
    Não é de competência do libertarianismo defender ou ser contra qualquer tipo de comportamento.

    A unica preocupação do libertario é defender a liberdade e a propriedade privada.

    Um conservador pode ser libertario.

    Como um libertino pode ser libertario.

    Um religioso pode ser libertario.

    Como um ateu pode ser libertario.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1864

    mises.org.br/Article.aspx?id=986

  • Cesar Carrico junior  27/04/2016 15:26
    Sem família monogâmica, não existe propriedade. Não atoa, as famílias mais ricas do mundo e donas do maior número de propriedades da Terra são hierárquicas. A propriedade é transmitida de pai para filho. E é isso que mantém o sistema de propriedade privada de pé através de gerações.A família é a maior proteção contra os ataques do Estado em cima da propriedade privada. A família é a bolha que protege os meios de produção e a consequente manutenção da propriedade privada dos confiscos estatais. A esquerda usa o casamento gay e o poliamor como uma estratégia para quebrar esse sistema, e os liberais chamam isso de liberdade de escolha. São os instrumentos da esquerda por vontade própria.
  • Taxidermista  25/04/2016 20:18
    Caro Cesar:

    leia esse artigo aqui, do austro-libertário Hans-Hermann Hoppe, para reexame do seu comentário:


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1852
  • Cesar Carrico junior  27/04/2016 15:31
    Já havia lido este artigo e o mesmo é muito bom.
  • Rhyan  26/04/2016 11:37
    Isso aí, o socialismo vai ser implantado através de casamento gay e maconheiros... esse pessoal de direita é muito lunático. Adoram distorcer Gramsci pra encaixá-lo nas suas crenças pessoais e principalmente distorcem o conceito de liberdade.

    Resumindo, são socialistas que querem um estado regulando a "moralidade e os bons costumes".
  • Hoppe  27/04/2016 19:45
    Sim, Rhyan, e essa estratégia gramscista está sendo um sucesso para se conseguir isso. Você é um dos poucos que ainda não perceberam isso.
  • Cesar Carrico junior  27/04/2016 20:06
    Como é que somos socialistas se queremos um estado com menor intervenção estatal, liberdade econômica e incentivos a livre iniciativa? Você acha que a Esquerda promove a homossexualidade, as drogas e a libertinagem nome da liberdade? Deixe de ser ingênuo.
  • Edujatahy  28/04/2016 10:44
    Como você defende liberdade econômica e defende a proibição coercitiva (policial) contra indivíduos que queiram comercializam substâncias a serem inseridas voluntariamente em seu próprio corpo?
  • Cesar Carrico junior  28/04/2016 14:26
    Você só vai entender quando um drogado enfiar a faca no teu bucho ou no bucho de algum familiar teu na rua?É isso que você chama de liberdade?Meu conceito de liberdade é outro.
  • Torben  28/04/2016 20:59
    Ah, o "seu" "conceito" de liberdade é fundado nesse argumento aí? Então posso concluir que vc acha um absurdo ser permitido o uso e a comercialização de bebidas alcoólicas. Espero que vc venha fazendo forte campanha para que o estado proíba o uso e comercialização de bebidas alcoólicas.
  • Cesar Carrico junior  28/04/2016 22:10
    A questão do álcool e do Tabaco é que esses dois foram durante até pouco tempo atrás, usados como estimulante cerebrais. Acha que Einstein escreveu a teoria da relatividade como? Com cigarro atrás de cigarro e cafeína atrás de cafeína. Como os grandes filósofos debatiam e elaboravam suas teorias? Com goles de vinhos em tabernas, com goles de cervejas. O álcool sempre foi uma via de mão dupla e acompanhou a humanidade desde o seu primórdios. Agora me diga, a cocaína tem esse mesmo efeito? Tente resolver uma equação matemática cheirando pó e depois me diz o resultado.
  • Torben  28/04/2016 23:35
    Muito curioso o grau de "coerência" de seus argumentos. Então quer dizer que a pessoa cheirada de cocaína, segundo vc, sai a enfiar faca nos outros, mas uma bebidinha serve para os pensadores elaborarem teorias geniais? Hum, que legal, assim gostosamente vc deixa de lado os inúmeros atos de violência e de crimes cometidos por pessoas sob efeito de álcool.

    Sua "proposta", ao fim e ao cabo, é a seguinte: deixemos que os burocratas estatais avaliem quais drogas seriam "ruins" e quais seriam "boas": as "ruins" seriam aquelas cujos usuários enfiam facas nos outros nas ruas e as "boas" seriam aquelas cujos usuários tornam-se iluminados que saem a elaborar grandes teorias e a filosofar em tom contemplativo...

    Então, segundo vc, que os iluminados burocratas estatais digam para as pessoas quais drogas elas não podem usar - pq elas se tornarão assassinas - e quais drogas elas podem consumir à vontade - pq com essas elas podem, quem sabe, elaborar uma teoria da relatividade ainda mais avançada.


    Meu caro, seus comentários sobre esse assunto nem merecem ser levados a sério. É 100% bullshit.

  • Cesar Carrico junior  29/04/2016 19:11
    Os burocratas estatais não precisam dizer algo que os próprios fatos já confirmam. E eu disse que o álcool sempre foi uma via de mão dupla. Tem o lado bom de estimular o pensamento, fazer com que você alcance uma área do seu cérebro que dificilmente você alcançaria sem ingeri-lo. E álcool em quantidades moderadas é praticamente inofensivo. Se você for liberal, saiba que Adam Smith, Mises, Hayek, Jonh Locke e todos esses caras que criaram as linhas do pensamento liberal, fizeram isso com a ajudinha do vinho, da cerveja e do tabaco. Agora, se você faz mal uso do álcool, bebe para embriagar-se, a responsabilidade é sua. Você faz isso intencionalmente, e deve arcar com as consequências dos seus atos.

    Já as drogas ilícitas foram difundidas com o intuito de fazer com que o indivíduo perca o contato com a realidade. Foram difundidas no pós guerra, num mundo cheio de pessoas amarguradas, cansadas de tantos conflitos. Elas usavam essas drogas para fugirem daquela realidade injusta e criar um universo paralelo na cabeça delas. Ao invés de expandir seu pensamento, ela cria alucinações, e você se torna tanto uma vítima em potencial de alguém, como um agressor em potencial.
    Muito diferente do álcool e do tabaco, não existem dosagens seguras para consumi-las. Ou seja, é um risco muito maior para a sociedade como um todo.

  • Torben  29/04/2016 20:22
    "Os burocratas estatais não precisam dizer algo que os próprios fatos já confirmam"

    Cidadão, no momento em que vc pede por proibição estatal de drogas, vc pede por proibição ditada por burocratas estatais, e serão esses burocratas estatais que dirão quais drogas serão ou não proibidas. E os "próprios fatos" não confirmam nenhuma das asneiras que vc diz.

    E Mises e Hayek "criaram as linhas do pensamento liberal com a ajudinha do vinho"? Patético.


    "se você faz mal uso do álcool, bebe para embriagar-se, a responsabilidade é sua. Você faz isso intencionalmente, e deve arcar com as consequências dos seus atos"

    Essa frase mostra que vc se contradiz miseravelmente. Se o sujeito faz uso do álcool a responsabilidade deve ser dele, e não há razão alguma para isso não ser assim relativamente às demais drogas.


    "Já as drogas ilícitas foram difundidas com o intuito de fazer com que o indivíduo perca o contato com a realidade. Foram difundidas no pós guerra, num mundo cheio de pessoas amarguradas, cansadas de tantos conflitos"

    Isso é simplesmente uma falsidade grotesca.
    As drogas - incluindo morfina, heroína, cocaína e ópio - eram livremente vendidas, na forma de produtos, e rotineiramente adquiridas nas farmácias e mercearias do final do século XIX e início do século XX em praticamente todo o mundo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=383


    "Muito diferente do álcool e do tabaco, não existem dosagens seguras para consumi-las"

    Outra falsidade. Quer dizer que fumar um cigarro de maconha, p.ex., é mais "inseguro" do que tomar uma garrafa de whisky? O que vc fala não tem a mínima lógica, nem a mínima coerência.

    E, de novo, vc, convenientemente, ignora os inúmeros atos de violência e de crimes cometidos por pessoas sob efeito de álcool.
  • Cesar Carrico junior  29/04/2016 22:00
    Bom, se a sua fissura pela maconha te impede de enxergar que a finalidade do álcool NÃO É A ENTORPECÊNCIA, diferente das outras drogas, aí já não é problema meu. Estou falando de FINALIDADE. O álcool não tem como finalidade fazer com que você perca a lucidez, já as outras drogas tem. A embriaguez é consequência do consumo excessivo do mesmo. Sabe a quantidade de álcool uma lata de cerveja possui? 4,5%. Muito pouco, se comparado a quantidade de THC que um rolo de maconha possui. E nem adianta você vir dizer "Ninguém nunca matou sobre o efeito de maconha". Claro que não, porque o efeito da maconha é te dopar, te deixar abobado. Converso com usuários frequentes de maconha, e todos eles apresentam raciocínio lento e dificuldade de formar frases, mesmo quando não estão sob o efeito da droga, enquanto com o álcool não. Totalmente o oposto do álcool, que como já falei, em dosagens seguras expande a capacidade de raciocinar. E aliás, se o álcool fosse esse capeta que nego diz ser, a Lapa no Rio de Janeiro e as Rodas de Samba eram pra tornar um palco de guerra, no entanto, tenho mais medo de ser furado por um pivete que não está sob efeito do álcool nas ruas, do que do tiozinho que toma o chopp dele tranquilamente no balcão. Esse não irá fazem mal algum a mim se eu não mexer com ele, já o outro... Enfim, enxergue a realidade e seja menos doutrinário.

    E aliás, o que te impede de usar drogas ilícitas? Um traficante vende a droga muito mais barata do que seria se você comprasse nas mãos do Estado, cheia de impostos e carga tributária.
  • Cesar Carrico junior  29/04/2016 22:12
    "Cidadão, no momento em que vc pede por proibição estatal de drogas, vc pede por proibição ditada por burocratas estatais, e serão esses burocratas estatais que dirão quais drogas serão ou não proibidas. E os "próprios fatos" não confirmam nenhuma das asneiras que vc diz."

    Você acha que as drogas são ruins porque assim os burocratas decidiram? Então o assassinato é ruim porque assim os burocratas decidiram? Qualquer pessoa normal sabe que é justamente o contrário... Faz o seguinte então, sai dessa teoria furada e reúna sua família numa festa com cerveja e cigarro. Depois, reúna sua família numa festa com bandejas de cocaína e rolos de cannabis. Depois me diga o resultado dessa experiência.Estarei no aguardo.
  • Cesar Carrico junior  29/04/2016 22:45
    "E Mises e Hayek "criaram as linhas do pensamento liberal com a ajudinha do vinho"? Patético."

    Patético é você achar que não. Ademais, se fosse com maconha e cocaína, eles teriam conseguido com o mesmo êxito, já que essas drogas, ao contrário do álcool, destroem os neurônios?

    Isso é simplesmente uma falsidade grotesca.
    As drogas - incluindo morfina, heroína, cocaína e ópio - eram livremente vendidas, na forma de produtos, e rotineiramente adquiridas nas farmácias e mercearias do final do século XIX e início do século XX em praticamente todo o mundo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=383"

    Com qual finalidade eles usavam tais drogas? Hein? Ficar doidão? Ou uso era estritamente medicinal? Me fale mais sobre o Woodstock Chinês daquela época. E ópio foi combatido no Japão.

    Outra falsidade. Quer dizer que fumar um cigarro de maconha, p.ex., é mais "inseguro" do que tomar uma garrafa de whisky? O que vc fala não tem a mínima lógica, nem a mínima coerência.

    Uma garrafa de Whisky não... Uma dose de Whisky, a maneira correta de se tomar um Whisky, através de doses, infinitamente mais inseguro sim.

    E, de novo, vc, convenientemente, ignora os inúmeros atos de violência e de crimes cometidos por pessoas sob efeito de álcool.

    Se muito mais pessoas usam álcool no mundo e apenas uma ínfima parte delas desenvolve problemas como vício ou dependência, substitua isso por cocaína. Se o número de pessoas que usam cocaína é menor que o de álcool, mas ainda assim os efeitos são muito mais devastadores para a sociedade, o que te faz pensar que a cocaína seria muito melhor para o bem comum? Aliás, me mostre os grandes avanços do consumo de cocaína e da maconha para a humanidade num todo e eu te mostro os do álcool e o do tabaco.Topa?
  • Edujatahy  29/04/2016 02:55
    Você não respondeu à pergunta. Mas já respondendo à sua.

    Não me importa se seja um drogado ou não. Qualquer ser humano que agredir outro ser humano tem de ser preso e punido. Quem coloca culpa nas drogas é vitimista. Liberdade vem com responsabilidade. A punição pela Irresponsabilidade seria muito maior em um mundo libertário.

    Agora vou perguntar mais uma vez:

    Você considera liberdade econômica uma polícia (paga com dinheiro meu, seu e do próprio drogado) aprrender com VIOLÊNCIA alguém use uma substância dentro de sua própria residência ou que esteja comercializando VOLUNTARIAMENTE com outra pessoa?
  • Cesar Carrico junior  29/04/2016 19:18
    Com violência não. Mas apreender sim. O efeito da droga varia de indivíduo para indivíduo. Eu posso ingerir numa quantidade maior que você, mas você se tornar um agressor e eu não. Não existem níveis seguros para o consumo das drogas ilícitas. Diferente do álcool que existe, e do tabaco que é só fumaça, pois não te tira do estado de sobriedade e ainda expande a sua capacidade de raciocínio, as drogas ilícitas não possuem lado bom algum.E a seguir por essa premissa, o tabaco e a nicotina são as droga mais seguras socialmente falando que existem. E no entanto, são as mais combatidas.
  • Jorge  29/04/2016 20:26
    "O efeito da droga varia de indivíduo para indivíduo. Eu posso ingerir numa quantidade maior que você, mas você se tornar um agressor e eu não"

    Essa sua colocação simplesmente FAZ CAIR POR TERRA todo o amontoado de besteiras que vc vem falando. Isso mostra claramente a total arbitrariedade de se proibir determinadas drogas, e se permitir outras. Cada um que arque com a responsabilidade dos seus atos. Ponto.
  • Cesar Carrico junior  29/04/2016 22:06
    Qualquer pessoa com o raciocínio normal, sabe que o Estado proíbe por elas serem ruins. Só liberotário maconheiro acha que elas são ruins por que o Estado ou a sociedade assim decidiu.
  • Cesar Carrico junior  29/04/2016 22:16
    Faz o seguinte, reúna sua família numa festa com cerveja e cigarro. Depois, reúna sua família e amigos numa festa com rolos de maconha e bandejas de cocaína... e venha me dizer o resultado. Estarei no aguardo.
  • Edujatahy  30/04/2016 11:41
    Como funciona apreender sem violência. Me diz aí por favor está mágica.
  • anônimo  28/04/2016 19:57
    Edujatahy, drogas e degeneração não seriam permitidos na imensa maioria dos territórios privados. E você sabe disso.
  • anônimo  28/04/2016 20:55
    Sim, e aí? Isso só reforça o argumento contra qualquer proibição estatal de uso/comercialização de drogas.
  • anônimo  28/04/2016 23:38
    Mas a questão é que estamos em uma democracia. Em uma democracia é a maioria que decide o que será permitido ou não.

    Se alguém acha que se tivesse um território, drogas não seriam permitidas, então votará para drogas não serem permitidas.

    E isso é o mesmo para todas as questões sociais e econômicas.
  • anômino3  29/04/2016 00:14
    É só acabar com a democracia e implementar o anarcocapitalismo que essa briguinha entre conservadores e progressistas acaba.

    Cada um vai para o território que mais lhe agrada.
  • anônimo  29/04/2016 00:38
    Mas a questão é que estamos em uma democracia. Em uma democracia é a maioria que decide o que será permitido ou não

    O fato de uma maioria decidir não significa que se tenha que passar a achar moralmente correto aquilo que essa maioria decidir. Se essa maioria na democracia decidir roubar todo meu patrimônio, continuará sendo roubo essa atitude.

    O estado proibir que uma pessoa use a substância que ela bem entender é moralmente errado pq viola a liberdade individual. O fato de uma maioria na democracia votar uma lei que proíbe o uso/comercialização de drogas não torna moralmente correta a violação da liberdade individual que ocorre com proibição estatal de drogas.


    Se alguém acha que se tivesse um território, drogas não seriam permitidas, então votará para drogas não serem permitidas

    Nada a ver. Uma coisa é "voto" numa democracia; outra coisa são acordos voluntários num arranjo anarcocapitalista. Essa analogia - "eu votaria num ambiente de democracia estatal naquilo que eu contrataria num ambiente ancap" - é descabida.

    Em primeiro lugar, não tem como afirmar que "drogas não seriam permitidas" num território privado, pq ninguém tem bola de cristal. Elas poderiam ser permitidas em uns, proibidas em outros. Não é por jogo de adivinhação que se raciocina sobre questões morais.

    Em segundo lugar, a imoralidade está no fato de o estado (entidade com monopólio da utilização da força e com poder de tributação) proibir o uso/comercialização de drogas. Então não faz sentido simplesmente transpor para o ambiente democrático-estatal aquilo que se acha que seria feito num território privado. Não é assim que se raciocina assim sobre determinada questão moral.
  • anônimo  29/04/2016 14:50
    "O fato de uma maioria decidir não significa que se tenha que passar a achar moralmente correto aquilo que essa maioria decidir."

    Correto, mas eu não disse que "achei moral" o que a maioria decide, você que está dizendo isso. Eu apenas descrevi que essa coisa de decisão da maioria é a essência da democracia.

    "Se essa maioria na democracia decidir roubar todo meu patrimônio, continuará sendo roubo essa atitude."[i]

    Concordo plenamente, mas eu não disse nada sobre que se a maioria decidir roubar minha renda ou meu patrimônio não seria roubo, é você que está dizendo isso.

    "[i]O estado proibir que uma pessoa use a substância que ela bem entender é moralmente errado pq viola a liberdade individual. O fato de uma maioria na democracia votar uma lei que proíbe o uso/comercialização de drogas não torna moralmente correta a violação da liberdade individual que ocorre com proibição estatal de drogas."


    Vamos por partes.

    Primeiro: o estado democrático ou um proprietário privado proibir você de usar substâncias químicas que causam dependência não viola a liberdade individual. O que viola a liberdade individual é o estado democrático ou o proprietário privado descumprirem o Contrato que fizeram com você ao entrar no território. Se no Contrato (que você terá que concordar para entrar no território alheio) está dizendo que você não pode utilizar substâncias químicas que causam dependência, ele não está violando sua liberdade individual. Ao contrário, se você utilizar, é você que estará quebrando o Contrato e desrespeitando a propriedade alheia (que pode ser "cooperativa" [no caso do estado democrático] ou privada [no caso do proprietário privado]).

    Segundo: Longe de mim defender o Estado ou a Democracia, pois sou anarcocapitalista, mas sua argumentação está incompleta.
    Ninguém assinou um "contrato social" com o Estado democrático porque quase todos indivíduos do território nasceram dentro do próprio território, não vieram de fora para entrar no território.
    O Estado somente seria uma entidade válida de acordo com o Princípio de Não-Agressão se 100% dos indivíduos concordassem com as leis na qual estão submetidos nesse território. Mas isso é impossível, pois como eu disse anteriormente, quase todos os indivíduos nasceram dentro do território sem nem ao menos conhecerem as leis que seus ancestrais concordaram e vivem boa parte de suas vidas sem ter capacidade cognitiva para entender as leis (estou me referindo aos bebês, crianças e adolescentes). E principalmente por causa do fato que a Democracia é a decisão da maioria dos indivíduos, não de 100% dos indivíduos.
    Mas se a premissa acima for verdadeira (e é verdadeira) então os territórios privados também são ilegítimos (calma, leia até o fim da argumentação) pois a maioria dos indivíduos também nasceriam dentro dos territórios privados sem concordar com as leis vigentes naquele território.
    Mas como sabemos que a propriedade privada é legítima, então a solução para mudar o "modelo de Estado" do território na qual você está inserido são três:
    1- ir embora do território que não concorda com as leis/regras (é a solução mais rápida e prática).
    2- mudar as leis/regras e até o próprio sistema de Estado com o seu voto (válido somente para o território democrático). Ou conversar com o dono do território para convencê-lo a mudar determinadas leis/regras e até o próprio sistema político do território (válido para o território privado)
    3- uma revolução armada ou secessão (isso é discutível se viola ou não o PNA, pois em certos casos sim e em outros não).
    Observação: apenas lembrando que a maioria dos ex-territórios privados (com notórias exceções como França, Brasil, Rússia, Iugoslávia, Iraque e Laos), o Rei (o dono do território) permitiu por pressão popular que a monarquia fosse trocada por um parlamento, uma república ou algum outro tipo de governo (a democracia realmente engana achando que temos algum poder e isso não é de hoje).

    Uma coisa é "voto" numa democracia; outra coisa são acordos voluntários num arranjo anarcocapitalista. Essa analogia - "eu votaria num ambiente de democracia estatal naquilo que eu contrataria num ambiente ancap" - é descabida.

    Você não entendeu. Nem todo mundo terá um território próprio em um anarcocapitalismo. Várias pessoas viverão como "hóspedes" dentro do território alheio. E essas pessoas irão preferir viver em um território que tenha leis/regras que lhe agradem. Se o indivíduo não gosta de drogas sendo usadas perto dela, perto de sua residência ou perto de seu trabalho, o indivíduo pode escolher viver no território que o proprietário proíba as drogas. Isso não viola de forma alguma o Princípio de Não-Agressão, pois é feito mediante Contratos prévios.
    Em uma democracia, você possui o poder (logicamente se a maioria concordar com você, ou seja, um poder ínfimo) de mudar o território na qual você está inserido da maneira de como você gostaria que fosse o território se você fosse o dono do território. Por exemplo, se eu não queria bêbados e mendigos ficassem na calçada, você pode votar para aprovar leis que retirem bêbados e mendigos das calçadas.
    Lembrando que: eu não voto e não apoio a proibição de drogas, somente estou mostrando que a Democracia é errada por "dar poder" para a maioria moldar como seria as leis/regras do território se eles fossem o dono do território na qual todos os outros indivíduos estão inseridos. Todo mundo é dono do território ao mesmo tempo que ninguém é dono do território, mas é a maioria que decide como serão as leis/regras do território e 100% dos indivíduos devem seguir mesmo se não concordarem. Democracia é algo bizarro.

    "Em primeiro lugar, não tem como afirmar que "drogas não seriam permitidas" num território privado, pq ninguém tem bola de cristal. Elas poderiam ser permitidas em uns, proibidas em outros. Não é por jogo de adivinhação que se raciocina sobre questões morais.

    É perfeitamente possivel prever como seria a questão das drogas num ambiente anarcocapitalista, é somente ver como as propriedades atuais permitem o uso de drogas. Bebida e Cigarro somente são permitidos em bares (bebida dentro e fora, cigarro somente fora). Em um ambiente de trabalho não pode beber e nem fumar, embora alguns locais de trabalho tenham um fumódromo. Em restaurantes é permitido beber, mas na maioria não é permitido fumar. Há muitos outros exemplos que demonstram como seria mais ou menos essa questão.
    Mas se o dono do pedaço de terra, que todos esses locais estão inseridos, acha que deve-se proibir totalmente ou liberar totalmente essas substâncias, então os donos dos estabelecimentos devem estar ciente disso no Contrato prévio (ou também conversar com o "monarca" sobre a situação dele). O dono do território em que estão todas essas propriedades estão inseridas seria o "Estado", numa analogia com a atualidade.

    "Em segundo lugar, a imoralidade está no fato de o estado (entidade com monopólio da utilização da força e com poder de tributação) proibir o uso/comercialização de drogas. Então não faz sentido simplesmente transpor para o ambiente democrático-estatal aquilo que se acha que seria feito num território privado. Não é assim que se raciocina assim sobre determinada questão moral."

    Não, a imoralidade está no território ser um território democrático. O Estado somente seria uma entidade válida de acordo com o Princípio de Não-Agressão se 100% dos indivíduos concordassem com as leis na qual estão submetidos nesse território. Mas isso é impossível, pois quase todos os indivíduos nasceram dentro do território sem nem ao menos conhecerem as leis que seus ancestrais concordaram. E principalmente por causa do fato que a Democracia é a decisão da maioria dos indivíduos, não de 100% dos indivíduos.
  • anônimo  29/04/2016 08:57
    Isso aí, o socialismo vai ser implantado através de casamento gay e maconheiros... esse pessoal de direita é muito lunático. Adoram distorcer Gramsci pra encaixá-lo nas suas crenças pessoais e principalmente distorcem o conceito de liberdade.

    Resumindo, são socialistas que querem um estado regulando a "moralidade e os bons costumes".


    Reconhecer que movimento gay, feminismo e similares foi cooptado pela esquerda não tem nada a ver com querer um estado regulando a 'moralidade e os bons costumes'.É apenas constatar o óbvio.
  • Marcos Aurélio Garcia Velten  01/05/2016 00:24
    Concordo plenamente, e aí este artigo vem considerar que são os conservadores quem puxou mais pro lado socialista! Tá de brincadeira né?
    Um jeito claro de refutar esse pensamento é observar que são os liberais que estão divididos, uns são os progressistas e os outros são conservadores.
    Eu não vejo conservador dividido, só vejo conservador liberal. Agora socialista, vejo muitos liberais progressistas.
    Basta olhar para o USA, democratas (liberais progressistas), republicanos (liberais conservadores)
  • Claudio De Carvalho  25/04/2016 19:13
    Como todos os reports apresentados este também é execelente nos fornecendo conhecimento e esclarecomendo para raciocinar no momento político em que nos encontramos. Mas quero comentar rapidamente sobre os investimentos feitos para copa do mundo de futebol e olimpíadas com dinheiro do BNDES que gera uma dívida pois o governo recebe juros mais baixos do que paga, além do mais as prioridades básicas saúde e educação estao bem abaixo do aceitávelho ou seja tiram dinheiro de onde precisam e colocam a onde não é prioritário isto sem comentar outros fatores.
  • Andre Cavalcante  25/04/2016 19:24
    Não entendi o gráfico 8)
  • Auxiliar  25/04/2016 20:14
    É auto-explicativo. Qual parte dele você não entendeu?

    Se for a definição de registrar propriedade, ela foi toda definida e explicada aqui:

    www.doingbusiness.org/data/exploreeconomies/brazil/#registering-property
  • Andre Cavalcante  25/04/2016 23:33
    A legenda diz "Gráfico 8: no eixo Y, a quantidade de procedimentos necessários para se abrir uma empresa, em média; no eixo X, os agrupamentos de países.", mas ao que parece, o gráfico é sobre a quantidade de procedimentos necessários para se registar uma propriedade.

    Abraços
  • Renan  25/04/2016 21:50
    Liberdade Econômica se restringe a cobrança de impostos?
    Eu digo isso porque a maioria dos paises africanos e pobres tem tributação que não ultrapassa os 15% do pib ja os paises nordicos tem impostos que ultrapassam os 40% do pib e tem alto IDH.

    LIBERDADE ECONÔMICA se restringe ao respeito a PROPRIEDADE PRIVADA, SEGURANÇA JURIDICA e BAIXAS TAXA ALFANDEGARIAS?
  • mauricio barbosa  26/04/2016 00:38
    Renan,você só esqueceu de correlacionar:

    Países africanos:baixos impostos e mercado altamente regulamentado sem falar que são governos instáveis devido a milícias armadas e guerra civis,baixa entrada de capitais estrangeiros,altíssimo índice de corrupção,etc.

    Países nórdicos:altos impostos,baixa regulamentações sobre o capital e trabalho(Lá não tem a fascista CLT),o governo é estável,não há milícias e nem guerra civil,altíssima entrada de capital estrangeiros e baixo índice de corrupção,etc.

    Portanto Renan mais argumentos da próxima e menos emocionalismo.
  • anônimo  29/04/2016 16:03
    Boa
  • Calheiros  26/04/2016 01:00
    Carga tributária é apenas uma variável.

    Gastos do governo, regulamentações, burocracia, leis trabalhistas, robustez da moeda (que é um monopólio estatal), independência do judiciário, solidez das instituições (que são moldadas pela mentalidade do povo) etc. são tão ou mais importantes.
  • anônimo  29/04/2016 16:40
    E ainda a maioria dos países africanos possuem mais liberdade econômica que aqui no Bostil.
  • Fernando  25/04/2016 22:21
    Esse artigo é o melhor exemplo de que a república é sustendada por mentiras.

    O Brasil está na posição 114 do ranking de liberdade. Só o pis/cofins tem mais de 1.000 páginas.

    A república de bananas está na posição 64 do ranking. Ou seja, essa história de sétima economia do mundo foi a maior cascata do século.

    Enfim, a pátria não se sustenta sem mentiras.

  • Fernando  25/04/2016 22:45
    Que diabo de país é esse ?

    Só falta ter a maconha estatal.

  • Renan  26/04/2016 04:15
    URUGUAI?
  • Viking  26/04/2016 11:50
    com a esquerda isso não demora muito.
    e nos EUA já tem.
    assisti uma matéria falando sobre a maconha no Colorado, e o governo registra até as plantas num banco de dados.
  • anônimo  29/04/2016 17:10
    Viking, eu também assisti. Dava a impressão que estava vendo aqueles documentários antigos sobre a economia soviética.

    Democracia é um Lixo. Destrói o Mercado, a Família e a Propriedade Privada.
  • Maconheiro Capitalista  29/04/2016 11:32
    Maconha estatal? Tá de sacanagem.

    Desde quando o estado fornece algo que preste? Maconha boa mesmo é da iniciativa privada: boa, barata e voluntária.
  • Anônimo  26/04/2016 11:48
    Como o livre-mercado poderia ajudar a África na sua atual situação, com pessoas morrendo de fome? Quer dizer, o que impede a África de evoluir?
  • Tobias  26/04/2016 12:48
    O que impede a África de enriquecer? Os mesmos fatores que impedem qualquer país de enriquecer.

    Se um determinado país (ou continente) pobre quer enriquecer, ele deve criar um ambiente empreendedorial e institucional que garanta a segurança da poupança e dos investimentos. A primeira medida que ele tem de tomar é criar um ambiente propício ao empreendedorismo e à livre iniciativa.

    A única maneira de se sair da pobreza é fomentando a poupança, permitindo o livre investimento da poupança em bens de capital, e estabelecendo um sistema de respeito à propriedade privada que favoreça a criatividade empresarial e a livre iniciativa. O que gera riqueza para um país é poupança, acumulação de capital, divisão do trabalho, capacidade intelectual da população (se a população for inepta, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, segurança jurídica, desregulamentação econômica, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    Em suma, é necessário haver um ambiente que permita que os capitalistas tenham liberdade e segurança para investir e desfrutar os frutos de seus investimentos (o lucro).
  • Paulo  26/04/2016 11:52
    O liberalismo político deve ser estimulado, no entanto, o liberalismo econômico deve ser olhado com cuidado, pois as nações desenvolvidas utilizaram intensamente medidas protecionistas para estimular o seu desenvolvimento, por exemplo, durante o governo de Jackson, as tarifas industriais médias dos Estados Unidos se situavam em torno de 35 a 40%.
  • Jalaska  26/04/2016 12:47
    Ué, durante boa parte do século XIX, as tarifas de importação eram a única forma de receita do governo federal americano.

    Repito: a única maneira como o governo federal americano arrecadava impostos era via tarifas de importação.

    E, como você bem disse, as tarifas eram de 35 a 40%.

    Esse número lhe é familiar? Não? Pois então permita-me: uma tarifa de 35% é exatamente a mesma tarifa aplicada pelo governo brasileiro atual sobre vários produtos importados.

    Ou seja, o governo brasileiro de hoje utiliza, e de maneira puramente complementar e acessória, um método tributário que o governo americano utilizava, no século XIX, como forma única de recolher tributos.

    Aquilo que hoje é praticamente um penduricalho para o governo brasileiro representou, no século XIX, a única maneira como o governo americano recolhia impostos.

    Pela sua lógica, portanto, estamos imitando direitinho. Estamos concedendo toda uma reserva de mercado para a FIESP, garantindo-lhe todos os seus lucros, do jeito que você diz que tem ser. Caso contrário, seria um intolerável liberalismo econômico.

    Tem certeza de que quer utilizar esse exemplo? Por mim, ótimo. Fica ainda mais fácil expô-lo.
  • Rodrigo Marinho  26/04/2016 15:25
    Exatamente!
  • Taxidermista  26/04/2016 15:42
    "A liberdade econômica é a mãe de todas as liberdades. É por meio dela que é possível obter as outras liberdades. Sem liberdade econômica é impossível haver até mesmo moralidade. Dado que o mercado é a consequência da liberdade econômica e da cooperação social pacífica, é ele, o mercado, quem torna possíveis a liberdade, a justiça, a moralidade, a inovação e a harmonia social"

    Caro Rodrigo Marinho,
    olha que interessante:

    no cap. 2 do livro em que defende a (moralidade da) economia de mercado (www.defendingthefreemarket.com/), Robert Sirico consigna um argumento que vai nesse mesmo sentido (ele chega inclusive a dizer que a liberdade econômica é indispensável à liberdade de expressão, p.ex.).

    Parabéns pelo artigo.

    Abço.
  • David  26/04/2016 16:13
    Defendo a liberdade de mercado, mas gostaria de trazer para este site um argumento dos conservadores do porquê o liberalismo não daria certo. Vou ver as respostas e depois eu deixo a minha para não influenciar as pessoas.

    https://www.youtube.com/watch?v=L4ClaPcp1k8
  • Felippe  26/04/2016 17:04
    Não sei porque me dou ao trabalho de ouvir Olavo de Carvalho, mas enfim, metade do vídeo ele fica reclamando sobre liberdade ser um princípio amplo ou limitado.
    Depois ele fala umas coisas bobas achando que liberdade é algo desorganizado por definição. No meio livre as pessoas percebem o cenário e se organizam como acham mais conveniente e melhor. Um governo interferindo acaba por atrapalhando na organização da sociedade, atrasando processos, criando burocracias desnecessárias, etc. Tudo o que se fala aqui no Mises já derrubaram esse Olavo de Carvalho.
    Enfim, vomita um monte de besteira que deu preguiça de comentar mais. Chegou a falar que comunista gosta de liberdade de mercado, que conhece história e política.
    Quem quiser perder tempo, fique a vontade para ver/ouvir o vídeo.
  • Vvv Xxx  26/04/2016 17:32
    Se o sujeito aí acha que "liberalismo não daria certo", ele se coloca contra a economia de mercado (liberalismo econômico). Confere até aí? Se ele se coloca contra a economia de mercado, só há uma alternativa: intervencionismo estatal na economia. Se essa é a alternativa que se coloca para ele, o que diferencia a posição dele da dos esquerdistas/estatistas no particular? Ele quer o estado interferindo na economia (e na liberdade das pessoas), a mesma coisa que querem esquerdistas/estatistas.
  • opinador  26/04/2016 18:51
    Esses conservas são tudo estatistas/esquerdostas...

    o artigo está certo: não existe meia liberdade
  • Cesar Carrico junior  28/04/2016 14:33
    Se a sua liberdade interferir sobre a minha liberdade, sim. Você não tem o direito de ouvir música alta depois das dez da noite se for meu vizinho. A Sua liberdade de ouvir música acaba aí.
  • Indivíduo  26/04/2016 19:09
    Vai com calma amigo.
    Você concluir que esquerda é esquerda só porque intervêm na economia é vacilo.
    O principal problema das intervenções estatais é quando a concorrência de mercado é prejudicada. O estado pode existir e estimular a concorrência.
    Você pode ser a favor de um estado que estimule a concorrência de mercado e o fato de você defender o estado dessa forma não vai fazer de você um esquerdista no sentido que é atualmente colocado.
    E outra. Não é só o liberalismo que é a favor da economia de mercado. O liberalismo é uma filosofia política que passou a existir muito depois da economia de mercado.
    Não misture as coisas.
  • Vvv Xxx  26/04/2016 21:56

    "Você concluir que esquerda é esquerda só porque intervêm na economia é vacilo"

    Começou mal. Vacilo seu.

    Eu não "concluí" isso. Tanto não concluí que, se vc prestasse atenção no que foi escrito, teria visto que eu não disse que o sujeito que fala no vídeo é esquerdista, tampouco fiz (muito menos faço) confusão entre conservadores e esquerdistas. O que eu disse é que, quanto ao posicionamento relativo à economia de mercado, dizer que "liberalismo não daria certo" redunda na defesa de intervenção estatal na economia, algo que caracteriza a esquerda.
    Preste mais atenção.

    "O principal problema das intervenções estatais é quando a concorrência de mercado é prejudicada. O estado pode existir e estimular a concorrência"

    Continuou mal.

    Toda e qualquer intervenção estatal na economia é lesiva (economicamente deletéria e moralmente injustificada); então não existe essa história de "o principal problema da intervenção estatal é quando a concorrência é prejudicada". Ora, com isso vc está dizendo que quando a concorrência de mercado não restar prejudicada pela intervenção estatal esta intervenção não seria um problema. Não faz nenhum sentido isso: toda e qualquer intervenção estatal causa prejuízo, seja diretamente na concorrência, seja em outro aspecto da economia.

    E a única maneira de o estado "estimular a concorrência" é não promovendo intervenção no mercado. Então a rigor também nem faz sentido falar em "estado estimulando a concorrência".


    "Você pode ser a favor de um estado que estimule a concorrência de mercado e o fato de você defender o estado dessa forma não vai fazer de você um esquerdista no sentido que é atualmente colocado"

    Segue mal.

    Em primeiro lugar, não faz sentido afirmar que alguém possa ser "a favor de um estado que estimule a concorrência de mercado" pq, conforme eu disse, a única coisa que o estado tem a fazer em relação à concorrência (ou à economia de mercado como um todo) é não fazer nada (ou seja, não atrapalhar).

    Em segundo lugar, eu não disse que todo defensor de intervenção estatal na economia de mercado passa, por isso, a ser um esquerdista: tanto não disse que, conforme já frisei, nunca disse que o cidadão que fala no vídeo é um esquerdista, assim como nunca disse que algum conservador que defenda intervenção estatal na economia passa a ser, por isso, um esquerdista.


    "Não é só o liberalismo que é a favor da economia de mercado. O liberalismo é uma filosofia política que passou a existir muito depois da economia de mercado"

    Sim, não é só o liberalismo que é a favor da economia de mercado; o libertarianismo também é.

    E o "liberalismo é uma filosofia política que passou a existir muito depois da economia de mercado"? Dando por suposto isso, e daí? Então qual é a filosofia política que, por ter existido antes do liberalismo (e, segundo vc, por ser supostamente concomitante com a existência da economia de mercado), defende a economia de mercado? E, seja qual for o nome dessa filosofia política, qual a relação disso com o meu comentário?

    Aliás, se a sua resposta quanto ao nome dessa filosofia política for "conservadorismo", volta-se ao ponto inicial em que vc começou mal (para terminar mal): eu não disse que um eventual conservador não possa defender economia de mercado; o que eu disse é que, se um conservador vem com a conversa de que "liberalismo não funciona" relativamente à economia de mercado, isso implica que ele defende intervenção estatal na economia, nos mesmos moldes de um esquerdista (sem que isso faça do conservador em esquerdista).

    Preste mais atenção na próxima.




  • Individuo  28/04/2016 14:31
    Um exemplo de uma intervenção estatal que é a favor da concorrência de mercado nesse link:

    g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/2016/04/cgu-declara-construtora-mendes-junior-como-inidonea.html
  • Rennan Alves  28/04/2016 17:43
    Como é que é? Proibir uma empresa de fazer contratos com o estado é estimular a economia?

    Seja mais sucinto e objetivo e explique como isso estimula a economia.
  • Vvv Xxx  28/04/2016 19:53
    What??

    Um órgão do poder público proibir uma empresa de realizar novos contratos com esse mesmo poder público que promoveu (e promove) cartelização (a partir da qual essa empresa cometeu os ilícitos que agora justificam essa proibição) seria um "exemplo de uma intervenção estatal que é a favor da concorrência de mercado" para vc??

    Repetindo: o estado agora proibindo que uma empresa contrate com ele próprio (estado), empresa essa cujo ilícito foi cometido tendo por lastro a cartelização promovida pelo mesmo estado, seria um exemplo de "intervenção estatal a favor da concorrência de mercado"?

    Esse é o tipo de intervenção estatal que vc é favorável para "estimular a concorrência"?

    Isso é a mesma coisa que dizer que, para salvar uma lesma que está morrendo pq uma criança colocou sal, a criança deve colocar mais sal em cima do bicho.

  • Indivíduo  29/04/2016 14:08
    Se você diz que punir uma empresa que age em conluio com os seus "concorrentes", que definia os certames que cada qual iria vencer e que também paga propina para agentes públicos não é uma intervenção a favor de um mercado mais competitivo, fica difícil.
    Assim eu vou ter que concordar com o sujeito do link lá em cima. Ele tem razão, você está colaborando com o movimento que você diz combater.
    Vou deixar claro que isso foi só um exemplo, não estou defendendo uma fórmula mágica para resolver todos os problemas, até porque não acredito nisso.
  • Vvv Xxx   29/04/2016 15:31
    "Se você diz que punir uma empresa que age em conluio com os seus 'concorrentes', que definia os certames que cada qual iria vencer e que também paga propina para agentes públicos não é uma intervenção a favor de um mercado mais competitivo, fica difícil"


    Difícil - praticamente impossível, eu diria - é dialogar com alguém que não tem conhecimento mínimo dos conceitos (e dos fatos) sobre o assunto a que se propõe a falar (e a insistir).

    Cidadão, vou te falar de novo, preste atenção: o "conluio" a que vc se refere só ocorreu EM VIRTUDE DA ATUAÇÃO DESSE MESMO ESTADO que agora "sanciona" essa empresa.

    Os agentes estatais foram os promovedores desse conluio entre ele (estado) e essas empresas. Não existe esse cenário pintado por vc de "empresas (em conluio)" de um lado versus "estado" de outro. Aliás, todo e qualquer "cartel monopolístico" só existe quando há a mão do estado. Vc não sabe disso? Há inúmeros artigos nesse site explicando isso (www.mises.org.br/Subject.aspx?id=30). Informe-se.

    Então o que se tem aí é o estado "sancionando" uma empresa cujo ilícito só foi cometido a partir de um esquema promovido pelo próprio estado, e é POR ISSO QUE SE DÁ O PAGAMENTO DE PROPINAS.

    Aliás, nota-se que vc inclusive está muito desinformado sobre esse caso em especial, pq as provas já são fartas quantos aos inúmeros achaques (por propinas) praticados pelos agentes públicos.

    Vou repetir mais uma vez: o estado está agora "sancionando" uma empresa cujo ilícito não teria como ser praticado não fosse o esquema (cartel) PROMOVIDO POR ESSE MESMO ESTADO.

    Então não tem o mínimo cabimento afirmar que tal "sanção" seria uma "intervenção a favor de um mercado mais competitivo", pq o mercado já não é competitivo por força da atuação desse mesmo estado, e obviamente que o mercado não será "mais competitivo" a partir de uma "sanção" dada pelo mesmo estado em face de uma empresa que fazia parte do "clubinho" (formado graças à atuação desse estado). É o estado que aniquila a competição.

    O que vc diz não faz nenhum sentido, nem do ponto de vista lógico, nem do ponto de vista econômico: o estado aniquila a concorrência formando um esquema cartelizado de empresas amigas e escolhidas; aí esse mesmo estado vem agora dizer que a empresa X "não pode mais contratar" com esse mesmo estado, e vc vem dizer que isso é uma "medida em favor de um mercado mais competitivo"? Bullshit.


    "Assim eu vou ter que concordar com o sujeito do link lá em cima. Ele tem razão, você está colaborando com o movimento que você diz combater"

    Não, meu amigo, o seu desconhecimento (conceitual e fático) é que colabora para o incremento de um estatismo ainda maior, estatismo esse já responsável pelo aniquilamento de inúmeros setores da economia. Esse seu desconhecimento sobre o assunto faz com que vc conclame que o estado continue aquilando a concorrência.




  • Indivíduo  02/05/2016 15:13
    Então o estado está a serviço de um monopólio maior que para se manter e se proteger de uma concorrência em potencial utiliza do intervencionismo para punir certas empresas.
    Não duvido que isso aconteça na realidade. Mas mesmo isso sendo um fato não quer dizer que uma empresa que faz parte de um cartel e paga propina para burocratas não deve ser punida.
    Compensar um erro por outro erro é o caminho mais curto para degradação moral da sociedade.
    A verdade é que empresas que cometem abusos com objetivo de obter vantagens sobre as demais, devem ser punidas e ponto.
  • Rennan Alves  26/04/2016 22:11
    Sim... sim..., O estado vai estimular a concorrência... retirando dinheiro do setor produtivo!

    Mas explique melhor para nós: como o estado estimularia a concorrência sem confiscar sobre ameaça de violência o capital alheio?
  • Indivíduo  22/07/2016 18:36
    Rennan Alves,
    Pensando apenas na lógica, não é possível estimular a concorrência punindo um concorrente. Concordo.
    Mas esta mesma lógica pode ser útil quando é utilizada contra o próprio monopólio que mantém o sistema.
    Por exemplo: as investigações da Polícia Federal e a atuação do juiz Sérgio Moro colocou em crise o governo do PT, até chegar ao ponto desse governo cair.
    Sendo que a Polícia Federal e o juiz Moro são poderes que estão sob o controle do estado, como foi possível eles contribuírem para tirar o governo que controlava o próprio estado?
    Pessoas comprometidas com a verdadeira justiça e desligadas de grupos interesse dentro do sistema corrupto do estado podem utilizar do poder que o estado as concedeu colocando o poder do estado contra o próprio estado.
    A diferença está em fazer o certo e em ser justo livre de qualquer interesse de classe ou político.
  • Indivíduo Libertário  26/04/2016 23:03
    Indivíduo, nem os conservadores que eu conheço possuem uma mentalidade estatista na economia como a sua.
  • Cesar Carrico junior  28/04/2016 15:55
    Os ideais liberais de Adam Smith eram especificamente econômicos. O que acontece hoje, é que o liberalismo clássico deu espaço ao liberalismo do pós-guerra, que se solidificou em aspectos exclusivamente morais, de onde nasceu o libertarianismo. A luta saiu do campo econômico e foi para o campo moral, onde o indivíduo lutaria não para comercializar com quem quisesse apenas, mas para romper com os padrões estéticos impostos pela sociedade. Do que adianta vestir terno, chapéu, ser um pai de família se no fim vou morrer numa trincheira? Vou deixar os cabelos e barba crescerem, me vestir com roupas coloridas, viajar no ácido e quebrar todos os parâmetros que formam essa sociedade injusta. Isso no final dos anos 60 fazia sentido. Hoje, os liberais se afastaram de Ronald Reagan e Margareth Thachter e continuam lutando para quebrar o pouco que resta dos pilares que sustentam a civilização ocidental, com a desculpa de serem a favor da liberdade do indivíduo, mas o que fazem na prática é justamente o contrário: É seguir as massas, ser mais um drogado diante de milhares de drogados, ser mais uma mulher vulgar entre as milhares de mulheres vulgares. Dizem que são contra imposições morais de terceiro, mas são a favor do casamento gay e do aborto, que são práticas morais impostas por entidades internacionais com uma autoridade que deixaria qualquer conservador no chinelo. Enfim, se dizem a favor da liberdade individual, mas seguem os ditames de uma agenda globalista de desconstrução que vem sendo imposta de forma totalitária pelo mundo a fora. Enfim, o liberalismo moderno perdeu a razão de ser.
  • david  28/04/2016 21:58
    E qual é o problema do casamento gay ?
  • Cesar Carrico junior  29/04/2016 22:04
    Por um fim, a longo prazo, a perpetuação da propriedade privada através da herança hereditária.
  • Emerson Luis  30/04/2016 11:03

    O problema aqui não é a relação estável gay em si mesma, mas sim a intervenção estatal na vida das pessoas determinando o que elas devem pensar e fazer, impondo a todos os conceitos "progressistas".

    Se duas pessoas do mesmo sexo querem viver juntas e chamar isso de "casamento", sem onerar nem prejudicar ninguém, devem ser livres para fazê-lo.

    Mas também devem ser livres as pessoas (por exemplo, um fotógrafo de casamento, uma empresa de seguro, um restaurante, hotel ou outra empresa que faz uma promoção para casais) que não querem prestar seus serviços profissionais para esta dupla por não reconhece-la como casal.

    Assim como devem ser livres as pessoas que querem civilizadamente expressar reprovação dos modos de vida homossexuais, desde que respeitem a vida, a liberdade e a propriedade de quem os segue. E quem discorda destes e quer defender esses modos de vida também pode contra-argumentar livremente, desde que com o mesmo respeito.

    Não compete ao Estado decidir o que é casamento e impor essa definição às pessoas. Também é injusto o Estado "conceder direitos [positivos]" para qualquer grupo à custa dos impostos de pessoas que discordam daquele comportamento e jamais o financiariam voluntariamente. Tanto a Parada Gay quanto a Marcha para Gezuis são subsidiadas pelo município de São Paulo, o que é revoltante nos dois casos.

    * * *
  • Antônimo  29/04/2016 17:20
    Meu Deus, que amontoado de asneiras...

    Tem que se esforçar para dizer tanta besteira assim
  • Lel  26/04/2016 21:09
    Eu concordo em partes com o vídeo. O que ele falou não está totalmente errado.

    Realmente essas políticas modernas visam transformar culturalmente a sociedade e possuem como fim transformar a Economia e a forma de Estado, já que é a maioria dos indivíduos que decidem no modelo de Democracia atual. Enfim, isso se chama Revolução Cultural e foi proposto por Gramsci e alguns outros pensadores da Escola de Frankfurt.

    Mas isso somente está sendo possível por causa da democracia. Se estivéssemos no anarcocapitalismo, essas pessoas "degeneradas" (por assim dizer) seriam expulsas da maioria dos territórios e seriam eliminadas com o tempo em uma economia puramente de livre mercado.
    Hoppe já falou várias vezes que para manter uma ordem libertária seria preciso "expulsar fisicamente" os degenerados, os democratas e os socialistas dos territórios privados.
  • Lel  26/04/2016 21:34
    https://www.youtube.com/watch?v=RP9yV9ISnBk
  • Lel  26/04/2016 21:40
    https://www.facebook.com/lucianotakakipontocom/photos/a.957521617649700.1073741828.953560978045764/992372254164636/?type=3&theater
  • Lel  26/04/2016 21:44
    https://www.facebook.com/removaporassimdizer/posts/594889350664260
  • 4lex5andro  14/11/2016 17:13
    Pode funcionar um anarcocapitalismo em Jersey ou Lienchstein. Mas no continente brasileiro é impraticável.
  • saoPaulo  14/11/2016 19:57
    O que dizer da América Latrina, daonde até mesmo um Papa comunista pode sair. Que vergonha, meu pai!
    Admiro muito a perseverança dos colaboradores do MisesBr, expecialmente do Leandro.
    Eu já desisti disso aí faz tempo!
  • david  27/04/2016 01:48
    u discordo do Olavo devido ao fato de que uma pessoa desejar maximizar a liberdade de um individuo é diferente de querer uma liberdade totalmente irrestrita eternamente. O que o libertarianismo deseja é apenas que a liberdade aumente, e não que ela seja irrestrita a fazer o que quiser.


  • Andre Cavalcante  27/04/2016 14:01
    "O que o libertarianismo deseja é apenas que a liberdade aumente, e não que ela seja irrestrita a fazer o que quiser."

    ooops.

    Na verdade a liberdade é que é absoluta. Só com plena liberdade é que se pode pensar em qualquer outra coisa ética relacionada ao ser humano.

    O ser humano é plenamente livre (livre no agir) em duas situações: quando está absolutamente sozinho e, em qualquer lugar, no seu pensamento.

    No entanto, e esse é o erro do Olavo, é que, liberdade absoluta não significa eu FAZER tudo o que quero, mas a possibilidade de PODER FAZER. Em outras palavras, liberdade tem a ver com ESCOLHAS.

    Quando duas pessoas voluntariamente resolvem comerciar um certo produto (escolheram isso) é porque ambas tem a liberdade de o fazer e tal troca irá beneficiar ambas.

    Quando o governo se mete nos relacionamentos voluntários só o faz de uma única forma: coercitivamente, ou seja, retira o direito de eu escolher das pessoas.

    Então, se duas pessoas resolvem trocar entre si uma substância que é considerada ilegal pelo estado, essas pessoas perderam a possibilidade de escolha. Se assim elas agirem então elas serão consideradas criminosas e passíveis de sansões sociais, ou mesmo a perda de sua liberdade de ir e vir.

    Mas, como a liberdade é um direito negativo, isto é, precisa de um terceiro coercitivo para não ser usada, se o governo não estiver presente fisicamente, através de seu aparato policial, por exemplo, tal troca voluntária irá acontecer (como ordinariamente acontece em plena luz do dia e a metros do tal aparato policial).

    E é por isso que liberdade é, sim, um princípio, e pode ser aplicada universalmente e recursivamente até o infinito. (eu tenho, você tem, todos tem a liberdade de poder agir ou não agir)

    A liberdade também é um direito uma vez que, independentemente da forma que eu efetivamente vou agir, eu tenho a possibilidade de o fazer.

    Liberdade está associado a escolha de metas e das etapas de ação para se alcançar a meta.

    Mas é um direito negativo porque, para eu perder esse direito, alguém (um terceiro, normalmente o governo) vai me proibir da escolha.

    Quando uma pessoa (eu) resolve não agir de uma determinada forma porque prejudicaria outra pessoa (a outra), restringindo me no que eu posso fazer, o faço porque eu POSSUO a liberdade de escolher assim e não porque não tenho liberdade, ou porque a liberdade é restrita.

    E ajo assim, porque, em minha consciência, tal ato (a restrição do agir) é melhor do que a outra opção, qualquer que seja para mim o significado deste melhor.

    Se o governo se intromete nisso, eu posso ser obrigado a agir quando não quero. Por exemplo, por muito tempo havia leis que proibiam negros de praticar a capoeira em praça pública e cabia aos transeuntes "dedar" quaisquer transgressores. Isso significa que, mesmo que eu não quisesse denunciar ninguém, se eu não o fizesse, eu é que seria considerado culpado ou cúmplice.

    Quando uma pessoa age de uma determinada forma, por ser livre, naturalmente, as consequências desse agir também recaem sobre a própria pessoa. E isso é bom para o ser humano adulto! Só sofrendo as consequências de seus atos é que a pessoa cresce como ser humano moral e eticamente.

    Quando prejudico alguém (ou alguém se sentir prejudicado por uma ação minha) tem todo o direito de cobrar justas compensações. Se eu não sentir na própria pele o que é ser prejudicado por uma ação, eu nunca vou aprender a respeitar o semelhante.

    E isso só pode acontecer em um ambiente de liberdade!

    Pode parecer piegas, mas é a mais pura verdade: liberdade é o princípio que sustenta a máxima da regra de ouro: "não fazer aos outros o que não gostaria que os outros fizessem a ti" (Jesus).


    Abraços

  • anônimo  27/04/2016 14:06
    Você concordou com o David
  • Alexandre  26/04/2016 16:59
    Aos anarquistas radicais de plantão: não se iludam pelos sofismas da liberdade pessoal desenfreada. Para tudo e todos há limites!
  • opinador  26/04/2016 18:50
    Cara.

    Vc é mais um dos que não entendem o que é anarquismo.

    Anarquismo é ausencia de estado ou ausencia de governo central.

    Não é ausencia de ordem, de regras.

    A diferença que o "limite" da liberdade é a propriedade privada.

    Hj com o estado não existe respeito a propriedade privada de forma plena.

    Ou seja, a anarquia é mais ética e ordeira que o estado.

    No anarco-capitalismo, ou livre mercado, vc não pode ser livre para entrar, usar ou tomar uma propriedade sem permissão.

    Ai vc pergunta ? quem irá defender a propriedade privada sem estado rs ?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1795




  • Pobre Paulista  27/04/2016 14:46
    Não existe anarquista radical, existe apenas anarquista. Anarquista é aquele que não deseja viver sob a coerção de um estado, ponto.

    Radicais são aqueles que desejam que um estado controle a vida das pessoas.
  • Beth Prado  27/04/2016 20:58
    Direita e esquerda. Esqueçam isso. O que existe são políticas públicas que geram resultados positivos ou negativos. É preciso parar de ficar classificando ações entre direita e esquerda. Vamos pensar no que gera riqueza para a nação e ações que a distribua na sociedade. Fora disso é perder tempo fazendo poesia.
  • opinador  29/04/2016 19:19
    "ações que a distribua na sociedade"

    É isso que tem que ser bem entendido...

    Isso para os socialistas significa almoço gratis.

    Claro que existe uma transição, não dá para cortar td da noite pro dia, mas não deve ser regra mas sim exceção.
  • Andre Cavalcante  29/04/2016 20:41
    Deixa eu dar meu pitaco neste convercê! :)

    "É perfeitamente possivel prever como seria a questão das drogas num ambiente anarcocapitalista, é somente ver como as propriedades atuais permitem o uso de drogas. Bebida e Cigarro somente são permitidos em bares (bebida dentro e fora, cigarro somente fora). Em um ambiente de trabalho não pode beber e nem fumar, embora alguns locais de trabalho tenham um fumódromo. Em restaurantes é permitido beber, mas na maioria não é permitido fumar. Há muitos outros exemplos que demonstram como seria mais ou menos essa questão."

    Ok. Só lembrar que é assim porque os restaurantes, bares etc. estão sujeitos a leis municipais, estaduais e federais que dizem que deve ser assim.


    "Mas se o dono do pedaço de terra, que todos esses locais estão inseridos, acha que deve-se proibir totalmente ou liberar totalmente essas substâncias, então os donos dos estabelecimentos devem estar ciente disso no Contrato prévio (ou também conversar com o "monarca" sobre a situação dele). O dono do território em que estão todas essas propriedades estão inseridas seria o "Estado", numa analogia com a atualidade."

    Não vou discutir sobre as drogas. Vou discutir sobre propriedade.

    Se há um dono em que "esses locais estão inseridos" então é porque o cara que cuida desses locais não é, de fato, dono, como parece a primeira vista. Assim o "dono" do bar não é dono coisa nenhuma, porque o dono mesmo é o dono da terra onde o bar foi construído.
    Levando este raciocínio mais adiante, o Rei seria o dono do território em que governa.

    O problema é que não é assim: dono é quem mistura o seu trabalho com a coisa possuída (apropriação original) ou que recebeu a propriedade de outro proprietário (transferência de propriedade, troca voluntária). Dessa forma, o dono do bar é o dono de fato, o dono do restaurante idem.

    Em uma região anarcocapitalista, não existiria a figura do líder ou do Rei. Se existisse tal figura, ela seria meramente figurativa, não teria poder nenhum (exatamente a proposta da maioria dos anarcos, só para dar um ar de aristocracia), porque ele não seria dono de nada e, portanto, não poderia interferir em nenhuma das propriedades sob a sua "jurisdição". De fato não poderia impor lei nenhuma, se não, não seria uma região anárquica.

    Então, não, uma monarquia não equivale a um território anarcocapitalista, se o monarca for o dono da terra (em última instância, ele quem vai decidir as leis, portanto, terá o monopólio da justiça e a possibilidade de usar de violência contra os seus súditos).

    Agora, levando essas ideias à frente, o álcool, o cigarro, as drogas em geral seriam aceitas ou proibidas pelos donos dos lugares (bares, restaurantes etc.) e nada poderia ser imposto pelo "soberano". Se isso é possível, então é porque os "donos" dos lugares não são efetivamente os donos. Neste caso, o território não é anárquico.

    Por outro lado, um conjunto de monarquias, abertas para trânsito de pessoas e negócios entre si, é uma região anárquica (idealmente essas "monarquias" teriam o tamanho dos "locais" - condomínios, bares, lanchonetes, ruas etc.) - veja que chamar de rei ou de dono ou de presidente o cara que é o dono efetivo do local é meramente uma questão de gosto (ou da forma como esse cara lida internamente com sua propriedade).

    Agora Democracia é realmente algo bizarro! Você faz parte de um grupo que acha que é dona do território, sem de fato o ser, mas ainda assim toma decisões como o dono, a despeito da vontade do dono, e o pior, é que cada qual tem apenas uma minúscula parte dessa decisão.

    Abraços
  • anônimo  29/04/2016 22:47
    Anarcocapitalismo é um território (que foi adquirido pela apropriação original) possuir um dono, ou seja, o território ser privado. Tal território pode ser de 30.000 metros quadrados e possuir apenas um shopping com estacionamento dentro dele Ou pode ser do tamanho do estado do Sergipe e possuir vários estabelecimentos dentro dele.

    Monarquia foi uma espécie de anarcocapitalismo por causa disso. O Rei era o dono de um pedaço de terra que vários estabelecimentos e vários indivíduos estavam inseridos que antes de entrarem no território privado concordaram (verbalmente ou através de contratos assinados) em seguir as regras (leis) do território.

    Concordo plenamente que o Anarcocapitalismo ideal seria ter vários pequenos territórios privados com regras (leis) próprias próximos uns dos outros fazendo trocas voluntárias entre si, mas seria desonestidade afirmar que as Monarquias Tradicionais não foram uma espécie de Anarcocapitalismo.
    Eu sou simpático à ideia de Monarquia e contrário à ideia de Democracia por causa que sou anarcocapitalista.

    Abraços.
  • Edujatahy  30/04/2016 11:36
    Simolesmente demarcar uma fronteira fictícia e se dizer dono não o transforma em dono de um território. Para ser o dono tem de misturar o trabalho a terra. Não tem sentido achar que monarquia é uma espécie de ancap (ainda que esteja mais "proximo" do que uma democracia). O rei não tem legitimidade sobre a terra do fazendeiro que está lá há gerações. Mesmo um estado monárquico também sobrevive da coerção. Você está confundindo alhos com bugalhos.
  • anônimo  30/04/2016 15:33
    Se a área não possuir indivíduos e eu cercar a área com alguma cerca física, aquele território passa a ser minha propriedade, pois foi adquirido através da apropriação original.

    Ignorando as guerras e conquistas que ocorreram entre burgos e reinos, as monarquias tradicionais surgiram exatamente assim. Por isso eram uma forma de anarcocapitalismo.
  • Edujatahy  01/05/2016 12:59
    deixa eu ver se eu entendi. Você está afirmando que os reis cercaram quilômetros e quilômetros de territórios (montanhas, vales, planícies, desertos) no passado com cerca física?

    Meu caro, os reinados surgiram através da violência, obrigando os produtores rurais a lhe pagarem tributos em troca de "proteção".

    Esta sua hipótese é fantasiosa. Além disso, se eu cercar milhares de quilômetros de um território e deixá-lo abandonado não significa que eu seja dono. Se uma determinada família se alocar e passar a produzir ali ela se torna a proprietária do território após um período.

    Reitero propriedade está relacionada ao trabalho. Uma simples cerca quilométrica não o transforma automaticamente em dono para sempre daquele pedaço de terra.
  • anônimo  01/05/2016 17:55
    "Deixa eu ver se eu entendi. Você está afirmando que os reis cercaram quilômetros e quilômetros de territórios (montanhas, vales, planícies, desertos) no passado com cerca física?"

    Eu não disse isso, eu disse que "Ignorando as guerras e conquistas que ocorreram entre burgos e reinos, as monarquias tradicionais surgiram exatamente assim."
    O que eu quis dizer com isso? Quis dizer que a partir de "pequenos" (nem tão pequenos assim) pedaços de terras, os donos desses territórios guerreavam com outros territórios para conquistá-los. Nenhuma monarquia nasceu com milhares de metros quadrados como elas existiam no auge da Idade Média, mas elas nasceram com algum indivíduo sedentário cercando pedaços de terras desabitados. Não é atoa que burgos e fazendas tinham muros ao redor para proteção.

    Meu caro, os reinados surgiram através da violência, obrigando os produtores rurais a lhe pagarem tributos em troca de "proteção".

    Eu não quero escrever uma resposta longa de como eu aprendi na escola a história das monarquias, mas isso TAMBÉM é verdade. Mas o Rei somente conseguiu poderio militar enriquecendo antes disso, ou seja, tendo sido um produtor rural e sendo dono de burgos que eram centros comerciais, ou seja, tendo terras (extensas) próprias. Como ele tinha uma "força de proteção" grande, ele "oferecia" para os demais produtores próximos a ele a proteção em troca de tributos.
    Mas, além do que foi dito, o episódio mais frequente e comum era quando os aldeões entravam no território alheio precisando prestar juramento ao Rei (uma espécie de contrato) para começarem a serem trabalhares para os Vassalos do Rei, vassalos do Rei ou serem comerciantes dentro do território. O território já possuía gigantescos muros ao redor com guardas protegendo.

    "Esta sua hipótese é fantasiosa. Além disso, se eu cercar milhares de quilômetros de um território e deixá-lo abandonado não significa que eu seja dono."

    Edujatahy, no Nordeste atualmente há centenas de pedaços de terras gigantescos abandonados que são privados. Eu sou natural de Pernambuco e sei muito bem o que eu falo. Mas não precisa acreditar em mim, procure sobre os coronéis do Nordeste no Google e veja as diversas terras que eles são donos e nem ao menos mexem, somente esperam serem valorizadas para vender.
    Propriedade Privada depende de Apropriação Original, se você vai trabalhar com a terra ou vai fazer alguma atividade útil na terra não importa, você continua sendo dono dela.

    "Se uma determinada família se alocar e passar a produzir ali ela se torna a proprietária do território após um período."

    Não, eu posso muito bem pagar uma empresa de segurança privada para cuidar da minha propriedade enquanto eu estou em outra propriedade minha. O que depende para mim ser dono daquela terra é a Apropriação Original, não o que eu faço com ela.
    Se formos seguir a sua hipótese, fazendeiros não poderiam ter várias propriedades produtivas e não-produtivas em diferentes partes do Brasil e nem territórios privados na cidade (comércios e casas, algumas desabitadas, obviamente).
    Uma das ideias defendidas por esse site para "preservar a flora e a fauna" é justamente essa ideia de mexer muito pouco no território original: www.mises.org.br/Article.aspx?id=89.

    "Reitero propriedade está relacionada ao trabalho. Uma simples cerca quilométrica não o transforma automaticamente em dono para sempre daquele pedaço de terra."

    E eu reitero que Propriedade está relacionada com a Apropriação Original. Pouco importa se eu for mexer muito, mexer pouco ou não mexer em nada naquele pedaço de terra. O que importa para determinar que aquele território é meu é a Apropriação Original.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=200

    Abraços.
  • Edujatahy  02/05/2016 11:12
    Se você contrata uma empresa privada para impedir invasões a sua terra você está adicionando trabalho à terra. Agora se você cerca e nada faz você irá sim perder propriedade caso uma família passe a produzir e viver daquele terra.
  • Emerson Luis  30/04/2016 11:24

    Bom artigo!

    "Em nossa época, a ideologia dominante foi dividida, de uma forma simplista, entre os pensamentos de direita e de esquerda."

    Aqui no Brasil, o que geralmente se chama de "direita" na verdade é esquerda moderada, os social-democratas, a "esquerda herbívora". E os conservadores ainda tem muito a aprender com Mises, Hayek, Dalrymple e Scruton.

    Liberalismo e conservadorismo, se bem compreendidos, são complementares.

    Quando o indivíduo é livre para fazer o que quiser, desde que (1) respeitando a vida, a liberdade e a propriedade dos outros e (2) arcando com os ônus de suas escolhas, incluindo as consequências adversas, se ele tiver um mínimo de responsabilidade e pensamento de longo prazo, vai aderir a princípios conservadores.

    Por outro lado, por mais que os princípios conservadores sejam sensatos e benéficos, simplesmente não se pode impor o virtuosismo às pessoas - tentar fazê-lo só gera vida dupla, hipocrisia e rebeldia.

    A genuína liberdade inclui a possibilidade de escolher fazer aquilo que outros consideram uma má ideia, observando as duas condições supracitadas. Se o indivíduo não está prejudicando outros, apenas a si mesmo, os demais podem tentar persuadi-lo a mudar, mas não coagi-lo.

    Liberalismo não é relativismo moral ou defender a inexistência da verdade, do bem e da beleza. Um liberal pode sim dizer que um comportamento ou modo de vida é melhor do que outro, ou mesmo que é ruim, divulgar esse pensamento e apontar como mau exemplo aqueles que acredita usarem mal sua liberdade, desde que não cometa coerção contra estes.

    * * *
  • Daniel Ribeiro  22/07/2016 02:09
    O artigo é contraditório.
    Primeiro, afirma que não existe "meia liberdade", o que significa: ou o indivíduo é livre, ou não é. Ok.
    Depois, afirma que existem graus de liberdade, que a liberdade plena não é possível, mas que podemos nos aproximar dela. Citam inclusive o índice de liberdade econômica, que mede justamente o maior ou menor grau de liberdade de um país. Entre o país mais livre e o menos livre há uma gradação.

    Sacaram a contradição? Não?

    Se não há "meia liberdade", então não pode existir graus de liberdade. Se eu digo que um servo da Idade Média tem mais liberdade que um escravo da época do Império Romano, então significa que seu grau de liberdade é maior. Agora, se vc disser que não existe essa de "meia liberdade", então significa que tanto o servo quanto o escravo estariam no mesmo nível, qual seja, o da ausência de liberdade.
    Essa dicotomia livre/ não livre funciona meio que como um código binário: ou é nível alto, ou é nível baixo. Oito ou oitenta.
  • Guilherme  22/07/2016 12:22
    "Primeiro, afirma que não existe "meia liberdade", o que significa: ou o indivíduo é livre, ou não é. Ok."

    Correto. Ou você é 100% livre, ou você ainda é escravo em algum grau. Quem é 99% livre ainda é 1% escravo.

    "Depois, afirma que existem graus de liberdade, que a liberdade plena não é possível, mas que podemos nos aproximar dela."

    Correto. É preferível ser 99% livre do que 90%. E é preferível ser 1% escravo do que 10%.

    "Citam inclusive o índice de liberdade econômica, que mede justamente o maior ou menor grau de liberdade de um país. Entre o país mais livre e o menos livre há uma gradação."

    Correto. Há gradações. Há quem é 1% livre e há quem é 99% livre. Nenhum dos dois é 100% livre.

    "Sacaram a contradição? Não?"

    Não. Não saquei não. Tenta de novo.

    "Se não há "meia liberdade","

    Há meia liberdade. Só que, como diz o artigo, quem é "meio livre" ainda é "meio escravo".

    Sigo sem entender sua participação.

    "então não pode existir graus de liberdade."

    Mas é óbvio que pode, como já ilustrei acima. É preferível ser 99% livre do que 90%. E é preferível ser 1% escravo do que 10%. Mas nenhum dos dois é 100% livre.

    Sigo sem entender você.

    "Se eu digo que um servo da Idade Média tem mais liberdade que um escravo da época do Império Romano, então significa que seu grau de liberdade é maior."

    Correto.

    "Agora, se vc disser que não existe essa de "meia liberdade","

    De novo: existe sim essa de "meia liberdade". Só que tal expressão tem de vir acompanhada de um complemento: quem é "meio livre" ainda é "meio escravo". Não dá pra ser mais claro do que isso.

    "então significa que tanto o servo quanto o escravo estariam no mesmo nível, qual seja, o da ausência de liberdade."

    Total nonsense.

    Muito confusa a sua participação. Volte quando tiver mais substância.
  • anônimo  22/07/2016 13:48
    Também achei o artigo estranho. Se ele diz que liberdade é algo indivisível, então não poderia haver graus de liberdade, uma coisa obvía.



  • Redator  22/07/2016 20:20
    Tradução para você:

    A liberdade é indivisível = se você tirar um pouco de liberdade, você deixa de ser livre. Se você 99% livre, você não pode dizer que é totalmente livre. (Isso é tão básico que tenho até vergonha de estar explicando isso.)

    Graus de liberdade = é preferível ser 99% livre a ser, sei lá, 30% livre. Mas ser 99% livre não significa ser completamente livre. (Isso é tão básico que tenho até vergonha de estar explicando isso.)

  • Daniel Ribeiro  23/07/2016 05:10
    Guilherme


    "Muito confusa a sua participação. Volte quando tiver mais substância."

    A maneira mais fácil de tentar afastar alguém do debate é o argumento ad hominem. rsrs

    Então vou explicar de novo, pra ver se vc consegue digerir a substância.

    O artigo é claro ao dizer que "não há meia liberdade". Mas vc disse: "existe sim essa de "meia liberdade""

    ?????????????????

    E depois tenta remendar com um: "Só que tal expressão tem de vir acompanhada de um complemento: quem é "meio livre" ainda é "meio escravo"".

    O que vc não entendeu ainda é que quando se diz que não há meia liberdade, é porque se tem uma visão dualista da liberdade, tipo, ou é livre ou não é. É isso o que o autor quis dizer. Olha o que ele escreveu no trecho antes do que foi citado por nós:

    "há um grande problema em ambas as posturas: não é possível defender somente alguns dos espectros da liberdade"

    Como assim não é possível? Claro que é. Posso escolher não ser escravo por exemplo, e continuar me submetendo a outras formas de opressão (como por exemplo a do Estado). Ou seja, esta frase coloca claramente uma visão de que a liberdade faz parte de uma dicotomia, ou é ou não é. Do tipo código binário: nível alto ou nível baixo. Ou se defende a liberdade plena, ou não se defende. É isso que está falando no texto, e se vc não conseguiu entender isso, sugiro que se alimente com mais substância... hehehehe

    Agora, ter uma visão dualista da liberdade, dizer que "não é possível defender somente alguns dos aspectos da liberdade", entra claramente em contradição com a ideia de graus de liberdade.

    Alguns países que estão, digamos, em 40º lugar no ranking de liberdade econômica, defenderam alguns aspectos da liberdade, e negligenciaram outros. Já outros países que estão digamos em 80º defenderam menos liberdade. E por aí vai. É possível sim defender somente alguns aspectos, e o próprio autor afirma isso ao falar em graus de liberdade.
  • Daniel Ribeiro  23/07/2016 05:22
    Daniel escreveu - se vc disser que não existe essa de "meia liberdade", então significa que tanto o servo quanto o escravo estariam no mesmo nível, qual seja, o da ausência de liberdade.

    Guilherme escreveu - Total nonsense.


    Por que? O artigo diz claramente que quem é meio livre, é meio preso. O servo é preso, e o escravo também. Nenhum dos dois é livre. Então, se não são livres, possuem ausência de liberdade. Se possuem ausência de liberdade, estão no mesmo nível, qual seja, no nível "sem liberdade", ou "ausência de liberdade".

    Mais claro do que isso impossível.

    Isso é tão básico que tenho até vergonha de estar explicando isso, nobre Redator. A propósito, o senhor Redator tentou contornar o problema, explicando o óbvio sobre graus de liberdade. (ser 90% livre, 30% etc.). Mas não tocou no ponto que comentei: se há graus, se é possível ser 90% livre ao invés de 30%, então é possível sim defender apenas alguns aspectos da liberdade, ao contrário do que diz o artigo.

    Espero que agora tenham percebido a contradição.
  • Marcos  23/07/2016 13:46
    "tentou contornar o problema, explicando o óbvio sobre graus de liberdade. (ser 90% livre, 30% etc.). Mas não tocou no ponto que comentei: se há graus, se é possível ser 90% livre ao invés de 30%, então é possível sim defender apenas alguns aspectos da liberdade, ao contrário do que diz o artigo."

    Opa, mas é claro que é possível sim defender apenas alguns aspectos da liberdade. Aliás, o que mais existe no mundo é político defendendo apenas alguns aspectos da liberdade.

    Só que, obviamente, e como corretamente aponta o texto, defender apenas alguns aspectos da liberdade não significa defender a liberdade. É tão difícil assim entender isso?

    Defender apenas alguns aspectos da liberdade até o PT e o PSOL o fazem. Isso significa, então, que eles são defensores da liberdade?

    Pela lógica sua, sim. Pela minha, não.
  • Daniel Ribeiro  25/07/2016 19:00
    "Opa, mas é claro que é possível sim defender apenas alguns aspectos da liberdade. Aliás, o que mais existe no mundo é político defendendo apenas alguns aspectos da liberdade.

    Só que, obviamente, e como corretamente aponta o texto, defender apenas alguns aspectos da liberdade não significa defender a liberdade."


    Então, acho que o texto deveria ter sido melhor escrito, porque ele dá margem a interpretações ambíguas. No texto está escrito de forma infeliz:

    "não é possível defender somente alguns dos espectros da liberdade"

    E depois se tenta contornar o problema falando-se sobre "a liberdade", conforme o sentido que vc mesmo acabou de apontar: "defender apenas alguns aspectos da LIBERDADE não significa defender a LIBERDADE".

    Num caso se usa a liberdade num sentido, e noutro caso se usa em outro sentido. No primeiro caso, a liberdade é colocada em graus, ou em fatias, ou em aspectos diferentes: liberdade, social, econômica, política, etc. No segundo caso, a liberdade é vista como uma entidade, algo único, indivisível. "A liberdade". Ou se defende, ou não se defende. "ninguém é meio livre", diz o texto. Perceba que são dois sentidos diferentes para a liberdade. E depois se diz: será que defender alguns aspectos da liberdade é defender "a liberdade?".

    Entendam que até agora não discordei e nem concordei com as ideias do texto, apenas estou tentando apontar uma contradição lógica, uma incoerência textual. E por favor, parem de tentar me explicar o texto, como se eu fosse um idiota. Eu já compreendi desde o princípio. Vcs é que ainda não sacaram a contradição.

    Por um lado essa confusão é compreensível, já que a palavra "liberdade" é usada em muitos sentidos no dia a dia, e o texto fez eco a esses sentidos. Mas por outro, é necessário prestar atenção em relação à definição inicial dos termos, para se evitar duplo significado.
  • Indivíduo  26/07/2016 02:24
    Usar a palavra "liberdade" sem um complemento me parece uma retórica comum na democracia.
    Não sei se o objetivo do autor foi esse, mas se fosse para eu dar um palpite diria que sim.
    É o mesmo caso da igualdade de oportunidades que os socialistas sempre defendem. Sabemos que não é possível, mas quase ninguém percebe a contradição e acaba caindo na sedução da palavra.
  • Daniel Ribeiro  25/07/2016 19:15
    Agora sim, gostaria de deixar minha opinião sobre as ideias do texto.

    Quando se fala sobre "a liberdade", vejo aí uma afirmação perigosa. O que é "a liberdade"? Nem a definição de Mises, nem de autor nenhum, consegue contemplar a complexidade da palavra. Poder escolher entre fins e meios não é condição suficiente para a existência da liberdade - embora seja uma condição necessária.
    Dizer que a liberdade é indivisível, como se fosse uma entidade, não ajuda. Quem é capaz de dizer o que é "a liberdade"? O que defendemos hoje como sendo "a liberdade", será o mesmo que os humanos defenderão daqui uns 200 anos? O que era "a liberdade" há 1000 anos atrás? Há 3000 anos atrás? Há 80 anos atrás? Vejam que a própria ideia de liberdade muda. Ela vai sendo construída ao longo do tempo, na história.
    Então, é evidente que não devemos relaxar quando alcançamos apenas algumas liberdades, como diz o texto. Mas também não significa que devamos tratar alguma conquistas com desdém. E também não significa que devamos cruzar os braços em determinadas situações, e não escolher a menos ruim - como fazem muitos ancaps (digo isso porque em época de eleições, quando digo a um ancap que é melhor votar no candidato "X" por ser menos ruim, eles dizem "não vote em ninguém").

    Em relação ao índice de liberdade econômica: perfeito. Acho que não há indicativo melhor da superioridade da livre iniciativa versus a regulação, do que este índice. A autocorrelação deste com vários aspectos sociais, como o IDH, é algo inquestionável.

    Abraços


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