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O Marx que a esquerda desconhece - contra o protecionismo, anti-keynesiano e pró-livre concorrência
Ao passo que os estudantes universitários brasileiros foram apresentados ao liberalismo pelos seus críticos e tiveram um acesso de segunda mão às ideias liberais, uma situação similar ocorre no acesso dos jovens liberais ao pensamento de Karl Marx e ao marxismo, apesar de as universidades ainda serem dominadas pela vulgata marxista.

É difícil encontrar alguém que, mesmo orientado pelo professor, tenha estudado alguma de suas obras.

Ao terem contato direto apenas com as críticas a Marx elaboradas por grandes nomes do liberalismo, os liberais compreenderão apenas uma parte da refutação — muitas vezes descolada do seu devido enquadramento —, e não conseguirão elaborar a própria crítica, uma vez que, por ignorância ou indiferença às fontes primárias, tenderão a repetir o que leram e assim continuarão despreparados na hipótese de pretenderem escrever sobre o assunto ou debater com marxistas.

Por isso, vale a pena o esforço de se manterem estoicamente dentro da sala de aula ouvindo a vulgata marxista dos professores universitários, nem que seja para anotar as fontes bibliográficas ou, o que é melhor, questionar o professor sobre se o marxismo dele é de primeira ou de segunda mão (e lembrem-se sempre de que um mero por que pode ser um argumento infalível contra o marxismo).

Não se está sugerindo, obviamente, que todos leiam a obra completa de Karl Marx e tornem-se especialistas, mas o estudo do texto original, quando citado em um argumento crítico em um texto de seu interesse, é fundamental para compreender as dimensões da própria crítica com a qual se concorda ou simpatiza. Se o estudo do pensamento de Karl Marx não tivesse sua importância tantos intelectuais não teriam dedicado anos de estudo e desenvolvido uma refutação tão vigorosa.

O Marx que a esquerda atual desconhece

Marxistas, social-democratas e demais defensores do intervencionismo estatal sempre afirmaram que determinados setores da economia — principalmente saúde, educação e segurança, mas também o setor elétrico e de telecomunicações — não podem ficar por conta do livre mercado e da livre concorrência porque a ganância e a busca pelo lucro não apenas são incompatíveis com tais setores, como também levariam a preços absurdamente caros, o que prejudicaria principalmente os mais pobres.

Já os economistas seguidores da Escola Austríaca sempre afirmaram categoricamente que é justamente a busca pelo lucro em um ambiente sem protecionismos, sem privilégios, sem agências reguladoras e sem subsídios o que gera serviços da alta qualidade e preços baixos.

E a explicação é simples: como empresários, no geral, não gostam de concorrência, eles sempre se mostram ávidos por fazer lobby e utilizar o poder estatal em seu próprio interesse com o intuito de banir a concorrência e solidificar sua posição de domínio.  Eles conseguem isso por meio de tarifas protecionistas, subsídios e agências reguladoras que cartelizam o mercado e impedem a entrada de concorrentes.

Já o livre mercado — arranjo em que não há protecionismo, subsídios e agências reguladoras — é um sistema em que são os consumidores que controlam os empresários.  No livre mercado, as empresas não têm opção: ou elas servem o consumidor de maneira eficaz ou elas fecham as portas.  E servir o consumidor de maneira eficaz significa estar sempre ofertando bens e serviços de qualidade crescente a preços cada vez menores.

É justamente o governo — com seus subsídios, privilégios especiais (como tarifas protecionistas e execução de obras públicas com empreiteiras) e restrições à concorrência (por meio de agências reguladoras e exigências burocráticas) — quem promove monopólios e oligopólios, e consequentemente preços altos e serviços de baixa qualidade.  Sendo assim, se você quiser serviços de qualidade a preços cada vez menores, você tem de defender o livre mercado.

Sabe quem concorda com tudo isso?  Ninguém menos que Karl Marx.  Não deixa de ser curioso constatar que Marx entendeu perfeitamente essa realidade.  Mais ainda: ele foi explícito em demonstrar isso. 

Marx contra o protecionismo

Comecemos pela questão do protecionismo. 

Marx entendia perfeitamente — ao contrário da esquerda atual — que tarifas protecionistas impostas pelo governo aos produtos estrangeiros serviam apenas para proteger os lucros do grande baronato industrial, blindando-os da concorrência e garantindo-lhes um mercado cativo.  Marx reconhecia que o protecionismo nada mais era que uma reserva de mercado em prol dos grandes empresários e contra o povo; o protecionismo era a garantia de um monopólio.

Em um discurso proferido em 1848, Marx disse:

Onerar os cereais estrangeiros com tarifas protecionistas é algo abominável; é especular em cima da fome do povo.

E prosseguiu:

Se eles [os protecionistas] falassem abertamente para as classes trabalhadoras, então eles poderiam resumir sua generosidade nas seguintes palavras: é melhor ser explorado pelos seus conterrâneos do que por estrangeiros.

Percebendo que o protecionismo servia apenas para manter o status quo inalterado, Marx constatou:

O sistema de tarifas protecionistas coloca nas mãos do capital de um país as armas que o permitem desprezar o capital dos outros países; tarifas protecionistas aumentam a força deste capital contra o capital estrangeiro. [...] A questão para as classes trabalhadoras não é preservar esse estado de coisas, mas sim transformá-lo no seu oposto.

Já um tanto sem paciência, Marx concluiu seu discurso dizendo:

Não há motivos para continuar nesse assunto.  A partir do momento em que os protecionistas concedem que as reformas sociais não têm espaço no seu sistema e nem resultam dele — a partir deste momento, eles já abandonaram a questão social.

Já em A Ideologia Alemã (1845-46), Marx e Engels afirmam:

As indústrias sempre foram protegida por tarifas alfandegárias, por monopólios no mercado colonial e, no mercado externo, pelo maior número possível de direitos diferenciais. [...] A indústria de modo nenhum podia dispensar a proteção, pois que pode perder o seu mercado e arruinar-se com a mais pequena mudança que se opere noutros países. Sob condições relativamente favoráveis, a indústria pode ser facilmente criada em um país; mas, por essa mesma razão, pode ser facilmente destruída.

Seu companheiro Engels foi tão arguto quanto.  Em um artigo de 1847, ele disse:

A burguesia, com efeito, é incapaz de se manter, de consolidar sua posição, de alcançar o poder irrestrito se ela não proteger e estimular sua indústria por meios artificiais.  Sem tarifas protecionistas contra a indústria estrangeira, ela seria esmagada em uma década.

E concluiu que o protecionismo era uma maneira de os atuais industriais ultrapassarem as antigas classes dominantes.  Ele disse:

A burguesia da Alemanha requer proteção contra países estrangeiros para sobrepujar o que restou da aristocracia feudal.

Marx, em suma, era contra o protecionismo e a favor do livre comércio porque via este como um instrumento do enfraquecimento da burguesa, a qual se fortalecia e enriquecia sob o protecionismo. 

Já os liberais/libertários, obviamente, entendem que o livre comércio — isto é, a sua liberdade de transacionar voluntariamente com quem você quiser, sem ser impedido pelo governo — é um instrumento para se alcançar a prosperidade.

Marx e a livre concorrência

No quesito "efeitos benéficos da livre concorrência", Marx também concorda com os austríacos e discorda de todos os atuais marxistas e demais intervencionistas. 

Veja o que ele escreveu logo nas páginas iniciais do Manifesto Comunista:

A burguesia, pelo rápido melhoramento de todos os instrumentos de produção, pelas comunicações infinitamente facilitadas, arrasta todas as nações, mesmo as mais bárbaras, para a civilização.

Os preços baratos das suas mercadorias são a artilharia pesada com que deita por terra todas as muralhas da China, com que força à capitulação o mais obstinado ódio dos bárbaros ao estrangeiro, com que compele todas as nações a apropriarem o modo de produção da burguesia, se não quiserem arruinar-se; compele-as a introduzirem no seu seio a chamada civilização, i. e., a tornarem-se burguesas.

Numa palavra, ela cria para si um mundo à sua própria imagem.

Em suma: além de creditar à burguesia e aos seus instrumentos de produção — isto é, ao sistema de lucros e prejuízos — a façanha de retirar nações da barbárie e levá-las à civilização, Marx afirma categoricamente que o modo de produção burguês — que nada mais é do que a busca pelo lucro — gera mercadorias a preços baratos

E não apenas isso: ele afirma que o sistema de lucros e prejuízos compele todas as nações a adotarem este modo de produção, sob pena de se arruinarem por completo caso não o façam.

Essa é uma conclusão interessante, pois vai contra tudo o que os atuais marxistas e demais intervencionistas afirmam.  Segundo eles, serviços de saúde, educação, segurança, energia e telecomunicações não devem ser ofertados em um ambiente de livre concorrência, pois seriam caros e inacessíveis para os pobres.  Ao afirmarem isso, eles comprovam que não leram Marx.  Se leram, não entenderam. 

Marx entendeu perfeitamente que a busca pelo lucro sob um arranjo de livre concorrência leva ao barateamento dos produtos e serviços, e que tal barateamento é "a artilharia pesada com que [o sistema de lucros] ... compele todas as nações a apropriarem o modo de produção da burguesia [e se tornarem civilizadas], se não quiserem arruinar-se."

Ao contrário dos marxistas atuais que defendem a estatização de vários serviços sob o argumento de que isso reduziria seus preços, Marx entendeu que é a busca pelo lucro o que realmente derruba os preços, e não a estatização destes serviços.

Marx contra Keynes

Como se não bastasse, Marx também disparou um petardo contra keynesianos defensores de aumentos de gastos do governo, de déficits orçamentários e de políticas de endividamento estatal.  Marx zombou o keynesianismo antes mesmo de este sistema ter sido criado — algo possível porque não havia absolutamente nada de original nas ideias de Keynes.

Eis o que escreveu Marx em O Capital, capítulo 24, seção 6, "A Gênese do Capitalista Industrial":

A única parte da chamada riqueza nacional que realmente está na posse coletiva dos povos modernos é a sua dívida pública.  Daí ... a doutrina moderna de que um povo se torna tanto mais rico quanto mais profundamente se endividar.  A dívida pública torna-se o credo do capital.  E, com o surgir do endividamento do Estado, vai para o lugar dos pecados contra o Espírito Santo — para os quais não há qualquer perdão — o perjúrio contra a dívida do Estado.

Como com o toque da varinha mágica, [a dívida pública] reveste o dinheiro improdutivo de poder procriador e transforma-o assim em capital.  ... [Mas] a moderna política fiscal... traz em si própria o germe da progressão automática. A sobretaxação não é um acidente, mas sim um princípio.

Ou seja, para Marx, políticas fiscais tipicamente keynesianas, além de serem um método de escravização — pois obrigam os pobres a pagarem impostos para arcar com seus juros —, fazem com que dinheiro improdutivo (dinheiro emprestado para o financiamento do governo) seja ilusoriamente visto como capital gerador de riqueza (para aqueles que detêm os títulos da dívida). 

Mais ainda: segundo Marx, criticar o endividamento do estado passou a ser visto, pelos defensores da gastança estatal, como um ato equivalente a uma blasfêmia contra o Espírito Santo.

Qual era a de Marx

Marx, ao contrário do que se supõe, não se incomodava muito com o liberalismo e com o capitalismo (ele inclusive elogiava as obras de Adam Smith e David Ricardo) porque os via como elementos de uma fase intermediária da evolução social, cuja função principal era criar uma classe proletária para depois empobrecê-la.

Tal situação era benéfica ao seu argumento porque essa suposta pobreza gerada pelo capitalismo incitaria os trabalhadores à revolução final, ou seja, ao estágio no qual as classes sociais seriam abolidas.

Inexoravelmente como uma lei da natureza, acreditava Marx, o capitalismo seria destruído justamente pelos trabalhadores supostamente submetidos à exploração.

A afirmação de que o capitalismo tinha uma propensão a criar miséria entre a classe proletária foi desmentida pelos fatos nos 25 anos seguintes à publicação de O Capital. Em 1893, segundo mostra Jörg Guido Hülsmann em sua excelente biografia Mises – The Last Knight of Liberalism, o marxismo já havia perdido o respeito e seu poder de sedução em Viena, onde Mises morava e estudava.

Os líderes intelectuais socialistas, em vez de rejeitarem a teoria diante da desconfortável evidência empírica de que os proletários estavam enriquecendo e melhorando seu padrão de vida, propuseram uma revisão da teoria do socialismo de forma a salvá-la do marxismo, tentando corrigir suas falhas mediante governos eleitos democraticamente.

Vocês certamente sabem os resultados dessa estratégia, pois não?

Conclusão

Se você é um marxista defensor dos pobres e quer que eles tenham acesso a bens e serviços de qualidade a preços baixos, você tem de defender o livre mercado — afinal, Marx acreditava que a busca pelo lucro em um ambiente de livre mercado gera redução de preços.

Se você é um marxista e defende que o povo tenha poder sobre as empresas, você tem de defender a abolição de tarifas protecionistas — afinal, Marx entendia que o protecionismo, além de empobrecer o povo, servia apenas aos interesses do grande baronato industrial

E se você é marxista e é contra a escravização do povo pelas elites financeiras, você tem de defender a anti-keynesiana postura de que os gastos do governo sejam restringidos ao máximo — afinal, Marx reconhecia que os déficits orçamentários do governo aumentavam seu endividamento, e esse endividamento é financiado pelas elites, as quais recebem os juros pagos com os impostos extraídos do povo.

Agora, se você defende que o governo adote tarifas protecionistas, regule o mercado e gaste demasiadamente, você estará defendendo os interesses das grandes empresas e das elites financeiras, e estará defendendo que elas tenham privilégios sobre os pobres e que elas os oprimam com a abolição da concorrência, com preços altos, com serviços precários e com juros altos.

Palavras de Marx.

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Leia também:

Menos Marx, Mais Mises - tudo o que você precisa saber sobre a teoria econômica do socialismo



autor

Bruno Garschagen e Leandro Roque

Bruno Garschagen é autor do best seller "Pare de Acreditar no Governo - Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e Amam o Estado" (Editora Record). É graduado em Direito, Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa e Universidade de Oxford (visiting student), professor de Ciência Política, tradutor, blogger (www.brunogarschagen.com), podcaster do Instituto Mises Brasil e membro do conselho editorial da MISES: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


  • Renan  14/04/2016 14:40
    Como em pleno seculo XXI se tornou ridiculo defender comunismo e levar a serio Marxs a moda agora dos neo socialistas é falar de Keynes e da social democracia. Quando esses paises nordicos quebrarem a descupa será "DETURPARAM KEYNES" ou por a culpa no capitalismo
  • Felix  14/04/2016 15:07
    Ou seja,
    deturparam Marx
  • Adriano  14/04/2016 15:29
    "Marxista" é um seguidor de Marx que não necessariamente o segue corretamente, sendo adepto de uma possível deturpação do seu pensamento, que corretamente se chama "marxiano".

    Pensamento marxiano = de Marx.

    Pensamento marxista = dos seguidores de Marx.
  • pensador barato  14/04/2016 15:07
    O estado Burguês é uma lástima e o estado proletário é o inferno na terra,libertários e marxistas deem as mãos e lutem juntos pela abolição de nosso inimigo comum o estado opressor,entidade do mal e da injustiça temos de lutar contra a opressão do homem pelo homem que o estado patrocina ou seja temos objetivos comuns apesar de ser por caminhos diferentes,portanto vamos ser parceiros,afinal o que está em jogo é a nossa liberdade e não meras diferenças pontuais.

    Abaixo todo preconceito e viva a liberdade de expressão,de empreender e acumular riqueza.
  • pensador barato  15/04/2016 13:21
    É preciso ficar claro que na ausência de estado os comunistas poderão voluntariamente sem revoluções e sem agressões implantar suas comunas(Cidades particulares de seus adeptos).

    Relembrando,cria-las voluntariamente de maneira que se eles conseguirem adeptos,paciência,mas viva a liberdade de associação o que não pode existir é ditaduras,autoritarismo e exploração do homem pelo homem,como é a realidade hodierna em que o estado opressor patrocina e apóia tais praticas abomináveis e execráveis.

    Nós libertários somos contra opressões estatistas e do homem pelo homem,mas somos a favor da liberdade,princípio fundamental de convivência entre os homens de bem e de boa vontade e também a liberdade de associação é um principio fundamental de convivência,portanto os marxistas seguidores das teorias de Marx(teorias antiestatistas e sem ditaduras do proletáriado) são bem vindos ao defender a causa libertária desde de que respeite o PNA(Princípio da não-agressão).

    Abaixo toda forma de preconceito(Contra quem quer que seja).Um aviso aos conservadores deixem os preconceitos de lado e defendam a causa libertária,estado mínimo é uma ficção,pois enquanto existir tal instituição(O estado)estaremos a mercê de seus gananciosos controladores,cada vez mais gulosos de poder e recursos extraídos de nós,meros vassalos de suseranos corruptos.
  • Mauro Julio   14/04/2016 15:15
    A esquerda não se orienta pela realidade de fatos e sim por misticismos de sua ideologia. De populismo. É uma religião política, que só pensa no poder. Em lá chegando, a humanidade perde em liberdade, criatividade e progresso.
  • Hugo Daniel Oliveira  14/04/2016 15:16
    A melhor coisa sobre Marx é que ele não e Keynesiano.
  • Pobre Paulista  14/04/2016 15:28
    Ler Marx é o melhor remédio contra o Marxismo.
  • Tannhauser  14/04/2016 15:47
    Já leu? Vale a pena?
  • Pobre Paulista  14/04/2016 17:11
    Pouco. Li uma boa parte do primeiro volume de "O Capital", faz uns bons anos já (bem antes de conhecer o Mises). Da parte que entendi, mais analítica, eu até estava gostando. Mas aí "deixei pra terminar depois" e nunca mais li. Na verdade aprendi muito mais sobre Marx aqui no Mises do que com meus amigos Marxistas.
  • Maverique  14/04/2016 17:41
    Ler Marx é chato e cansativo, é um texto gorduroso. Típico argumento prolixo. Segue em partes onde dá algumas voltas enormes para explicar algo simples. O autor é rebuscado e se utiliza de um toque de pedantismo, creio eu em uma tentativa de mostrar que suas ideias tem um valor maior que aparentam.

    Honestamente desisti, porque era perda de tempo. Não me acrescentou em nada. Quem sabe um dia com paciência e tempo para me dedicar (aos poucos) eu releia. Ou ao menos siga de onde parei.
  • Halysson  14/04/2016 19:47
    É verdade. Estudei Marx por 2 períodos da Faculdade de Economia. Um dos professores (falecido) era uma das 3 maiores autoridades em Marx no Brasil.

    O capital não é um livro para ser lido. É denso complexo, e com lacunas, o Capital é um livro a ser estudado, analisado e debatido por anos.

    A percepção do funcionamento do capitalismo de Marx, é única e muito válida. Ah e estuda-lo não me tornou comunista ou esquerdista, pelo contrário. Apenas me ajudou a compreender de forma mais clara a Realidade.

    O problema que todo mundo se apega ao Manifesto Comunista pra atacar Marx, obra essa que eu não conheço, e nem pretendo, pois acho perda de tempo.
  • Ibn Hassan-al  16/04/2016 14:48
    Ótimas palavras as suas.
    O Manifesto Comunista é um Manifesto, ou seja, uma carta de reivindicações dirigidas à uma situação datada historicamente. O Manifesto Comunista é de 1848, na Prússia (atual Alemanha). Nessa carta, Marx e os signatários da carta estabelecem um plano de combate à Aristocracia prussiana. É mais um documento histórico importante para se compreender a época, do que uma agenda política aplicável hoje em dia.
    Nela, alguns conceitos aparecem, conceitos esses que foram usados das mais diversas formas, afinal, nas poucas páginas adequadas a um Manifesto, não cabem especulações e aprofundamentos de conceitos.
    O conceito de ditadura do proletariado é um desses. Ele, no texto, designa um Estado paralelo que combate o Estado oficial, que seria formado após a vitória dos burgueses e dos proletários contra os aristocratas. Na Rússia houve isso, até a ascensão do partido bolchevique ao poder. Os sovietes eram independentes do estado oficial, a Duma, e o combatia pela desobediência através de assembleias entre os trabalhadores e moradores. Quando Lenin proclamou, Todo Poder aos Sovietes, ele destruiu a ditadura do proletariado, pois a tornou oficial, enfraquecendo-a em sua mais importante característica, a clandestinidade e a independência entre os sovietes.

    Não cabe aqui o velho mantra da esquerda, nem a simplificação sarcástica e infantil da direita:
    "deturparam Marx"

    Marx, como qualquer outro pensador da sociedade, desenvolveu uma teoria que buscava explicar o mundo, o mundo NUNCA é, nem foi, nem será, totalmente adequado à nenhuma teoria. Seja Marx, o Liberalismo, nem mesmo o Keynesianismo, nenhuma teoria é completamente adequada ao mundo. O mundo é sempre mais complexo fora de qualquer conjunto de cabeças, sejam elas comunistas, liberais, social-democratas, etc.

    Uma ressalva sobre o artigo.

    Marx, de fato, era um crítico do Estado, não o entendia como uma tábua de salvação da humanidade, nem mesmo aceitava a possibilidade dele ser útil para a revolução ou qualquer coisa assim.Agora, ele não era um defensor do livre-mercado, pois acreditava, creio eu corretamente, que o livre-mercado é a Cocanha do mundo capitalista. Não existe, nem há possibilidades de existir, é uma Utopia que não se realizará, e pior, que deturpa o mundo real ao partir do pressuposto errado de que "estamos todos no mesmo barco", de que existem medidas que são boas para todos, trabalhadores e empresários, ricos e pobres, etc.
    Para ser defensor do livre-mercado, ele deveria ser a favor da propriedade privada, ele era contra a Propriedade privada e o Estado.

    Sobre os comentários anteriores a respeito da leitura de Marx.

    Marx, estando certo ou errado, é uma leitura essencial. O Capital, realmente difícil, é um texto que a ninguém é indiferente. Estamos até hoje citando-o, seja para criticá-lo, seja para aceitá-lo. Esse é um site contrário às ideias de Marx e se você colocar na busca seu nome apareceram mais de cem artigos a respeito.
    É bom aceitarem o conselho e o exemplo do liberal Popper, se você quer defender alguma posição, leia a respeito, se você quer criticá-la, decore-a. Popper, para escrever o livro A Sociedade Aberta e seus Inimigos, leu os três tomos do capital mais de dez vezes entre 1943 e 1945, leu Hegel, a Fenomelogia do Espírito e Filosofia do Direito. E antes de criticar Platão, aprendeu grego para lê-lo no original
    Não é possível, por melhor que seja o site, você aprender mais sobre algum autor do que o lendo. Se acha tal autor difícil, estude mais.
  • anônimo  20/04/2016 21:58
    Não sei não.

    Se marx diz que 2+2=5 (a teoria do valor-trabalho é basicamente isso), ninguém precisa ler mais de uma vez pra ver que está errado.

    E quem foi que disse que Popper aprendeu grego? Ou que leu Marx 3 vezes?

    Mesmo que seja verdade, isso é irrelevante. O que importam são os argumentos.
  • cmr  14/04/2016 15:39
    Só faltava essa, Marx anarcocapitalista. kkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Ulisses  14/04/2016 15:42
    Então é verdade que deturparam Marx, certo? Por isso o socialismo nunca funcionou, já que não o aplicaram como deveria.
  • Guimarães  14/04/2016 16:21
    Ao contrário: o socialismo -- que significa a estatização dos meios de produção e o confisco da propriedade privada -- foi aplicado ipsis litteris como manda o Manifesto Comunista de Marx.

    E o resultado foi esse:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1046
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=94
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1584
    en.wikipedia.org/wiki/Pol_Pot
  • Julius  14/04/2016 18:24
    Então quer dizer que Marx não passava de um idiota Pedante?
  • Thiago  16/04/2016 16:16
    O Manifesto Comunista se refere a sociedades industrializadas.


    Em que país industrializado ocorreu alguma revolução socialista?
  • Gabriel Medeiros  30/08/2016 09:37
    É que, em todas elas, os trabalhadores elevaram seus padrões de vida, ao contrário do previsto por Marx. Seja por um lado ou por outro, Marx estava errado.
  • Daniel  14/04/2016 15:57
    Apesar de tudo, Marx leu muito Adam Smith e David Ricardo
  • Hugo  14/04/2016 15:59
    Excelente artigo.
  • Henrique Zucatelli  14/04/2016 16:08
    Ou seja, Marx é nosso!

    Brincadeiras a parte, esse artigo é MUITO útil. Além de defender o livre comércio ele foi cristão, duas coisas que marxistas abominam.

  • Carlos  14/04/2016 16:12
    Não, cristão ele nunca foi. Pra começar, ele era judeu. Só que era agnóstico.

    Aliás, não há nem sequer discórdia nisso: marxistas e anti-marxistas concordam nesse ponto.
  • Brant  14/04/2016 18:43
    Marx chegou a ser batizado e foi um cristão dedicado durante a sua infância e uma parte da juventude, quando entrou na universidade que ele se converteu ao ateísmo militante.

    Está tudo aqui neste excelente artigo escrito por Rothbard:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1405
  • Anderson d'Almeida  14/04/2016 17:35
    Marx fora cristão por certo período, mas, depois, tornou-se satanista...
  • Fuscão Preto  14/04/2016 22:34
    Marx nunca foi cristão, mas sempre foi Judeu, é só ler

    Leia as Cartas de Moses Hess: www.zionismontheweb.org/Moses_Hess_Rome_and_Jerusalem.htm

    E o Partido dos Trambiqueiros foi fundado na Igreja católica: novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/7.perseu7.machado.pdf
  • Hector  14/04/2016 23:13
    Marx era tão contraditório igual seus atuais seguidores que ele era ateu militante e fazia ritos judeus trocando alguns elementos do rito para o tornar semelhante a rituais de seitas satanistas.

    final21.net/files/DIVERSOS/ERA%20KARL%20MARX%20UM%20SATANISTA.pdf

    Livro escrito por um pastor romeno que ficou preso por 14 anos na Romênia comunista.
  • Olavo  14/04/2016 16:10
    Excelente.
  • Marcos  14/04/2016 16:22
    Marx defendia a estatização dos meios de produção ao mesmo tempo que defendia o livre mercado?
    Como isso é possivel?
  • Leandro  14/04/2016 16:53
    Não era possível. Só na mente dele.

    Para Marx, o objetivo supremo era enfraquecer e destruir a burguesia, a qual espoliava o proletariado. E a maneira mais rápida de destruir a burguesia -- salvo o confisco direto de sua propriedade -- era expondo-a à concorrência de estrangeiros.

    Adicionalmente, Marx reconhecia -- e isso era uma mera questão de saber olhar à sua volta -- que a livre concorrência gerava preços baixos e produtos melhores. Só que, para ele, isso era um artifício que a burguesia utilizava para "criar para si um mundo à sua própria imagem". Ou seja, ele entendia o que ocorria e reconhecia os méritos. Mas, por causa do seu ódio visceral à burguesia, ele queria derrubar esse arranjo (por considerar que tal arranjo iludia os pobres e atrasava a revolução).

    De resto, vale ressaltar que Marx tinha uma mente confusa. Sua teoria sobre o estado e o comunismo era sem pé nem cabeça. Marx era a favor da abolição do estado. Só que, segundo ele (em sua teoria), para abolir o estado, era necessário antes maximizá-lo. A ideia era que, quando tudo fosse do estado, não haveria mais um estado como entidade distinta da sociedade; se tudo se tornasse propriedade do estado, então não haveria mais um estado propriamente dito, pois sociedade e estado teriam virado a mesma coisa, uma só entidade -- e, assim, todos estariam livres do estado.

    Um raciocínio maravilhoso! Ou seja: se algum indivíduo dominar completamente tudo o que pertence a você, dominando inclusive seu corpo e seus pensamentos, então você estará completamente livre, pois não mais terá qualquer noção de liberdade -- afinal, é exatamente a ausência de qualquer noção de liberdade que o fará se sentir livre.

    Essa era a tese de Marx.
  • Típico Universitário  14/04/2016 17:46
    Faz todo sentido para mim.

    Desde que o dominador não seja um capitalista, mas um homem honesto e trabalhador de origens humildes em São Bernardo que viu com os próprios olhos as injustiças da sociedade e lutou para conquistar a estima do proletariado - apesar de seu dedo dilacerado pelo sistema capitalista de produção -, é garantido que a revolução funcionará. Pois nele há uma lógica que nenhum burguês opressor é capaz de entender dado o arranjo classista em que nasceu.
  • Clovis Lagarto  14/04/2016 18:34
    Só que, para ele, isso era um artifício que a burguesia utilizava para "criar para si um mundo à sua própria imagem". Ou seja, ele entendia o que ocorria e reconhecia os méritos. Mas, por causa do seu ódio visceral à burguesia, ele queria derrubar esse arranjo (por considerar que tal arranjo iludia os pobres e atrasava a revolução).

    Caro Leandro, Esse seria um dos significados que Marx dá ao termo Alienação?
  • Vitor  14/04/2016 18:57
    Leandro, não sei se vc já assistiu o anime Evangelion. Mas é incrível como a temática do filme que encerra a série (End of Evangelion) é uma versão bem sci-fi do fim da história marxista.

    A organização lá consegue criar o evento que dilui o campo de força gerado pela alma de todo indivíduo (esse campo de força pode ser entendido como a alienação), fazendo que toda a humanidade seja unificada em um oceano de almas, onde há um torpor eterno, ninguém sente ansiedade ou tristeza.

    Felizmente o personagem principal, mesmo sendo um adolescente problemático, percebe que aquilo é um simulacro de felicidade, que aquilo lá é a negação da própria humanidade e retoma sua individualidade. Acho difícil ser mais libertário do que isso, recusar fazer parte do fim da história onde não existe mais "alienação".
  • Anônimo  14/04/2016 22:12
    Bela analogia. Não tinha percebido o lado libertário do Shinji
  • Wellington Kaiser  15/04/2016 17:38
    É bem verdade que ele queria que tudo fosse propriedade do Estado, mas vale ressaltar que antes disso, era necessário destruir o Estado burguês. O Estado que ele queria ver dominando seria um estado comandado pelo proletariado.
  • Thiago  16/04/2016 16:12
    "Só que, segundo ele (em sua teoria), para abolir o estado, era necessário antes maximizá-lo. A ideia era que, quando tudo fosse do estado, não haveria mais um estado como entidade distinta da sociedade; se tudo se tornasse propriedade do estado, então não haveria mais um estado propriamente dito, pois sociedade e estado teriam virado a mesma coisa, uma só entidade -- e, assim, todos estariam livres do estado. "

    Esta não é a teoria de estado marxista. Marx não prevê a união entre estado e sociedade. Esta união, como um fim, é o objetivo do fascismo.



    Segundo Marx, Estado é um instrumento de opressão de classe. O estado socialista também é opressor, no caso, a opressão da classe proletária sobre a classe burguesa.

    A novidade do estado socialista seria a abolição das classes sociais. Este é o germe que o socialismo traria dentro de si, que o levaria à sua própria destruição.

    Em outras palavras, se o Estado é um instrumento de opressão de classe, e se as classes sociais estão abolidas, então o Estado, na fase posterior do socialismo (quando não houver mais resquícios da propriedade privada), não é mais necessário. Este é o comunismo, uma sociedade sem classes sociais e, portanto, sem Estado.

    Nesta nova sociedade, o modo-de-produção não é estatal, centralizado, como no socialismo, mas sim comunal, relativamente individual - a completa liberação do indivíduo é, no fim, a utopia máxima do comunismo.

    Claro que este pensamento é uma grande besteira. Esta crença que existe uma sociedade ideal a ser alcançada, e que tudo vale a pena para alcançá-la, é a origem da tragédia da experiência comunista do século passado...
  • Ex-marxista  16/04/2016 17:03
    "Esta união, como um fim, é o objetivo do fascismo."

    Sorry, mas errado quem está é você.

    O fascismo nunca teve o objetivo de acabar com o estado. Tampouco tinha ele o objetivo de agigantar o estado para fazer com que as pessoas não mais o sentissem. Ao contrário, o fascismo sempre teve o objetivo de tornar todo o aparato do estado bem visível e temido.

    A descrição que você citou acima representa sim a teoria de Marx para o fim do estado. Se você se surpreendeu com ela é porque você não leu Marx.
  • Thiago  16/04/2016 21:09
    Você não entendeu o que eu disse. Devo ter me expressado mal.


    O fascismo não pretende o fim do Estado. Na verdade, o fascismo não pretende nada - é um movimento construído à base de negações (anti-capitalista, anti-comunista) e não de pretensões materialistas emancipatórias. É um filho radical, bastardo e caolho da Realpolitik e não do iluminismo setecentista.

    Dito isto, também não é verdade que o fascismo pretenda que o Estado seja um aparato de coerção bem visível. Para o fascismo, Estado não é um instrumento de opressão, mas sim um instrumento de consenso, que busca dirimir o conflito de classes. É a força pela união e não pela diferença.

    Sabe quando as pessoas falam: não sou nem de direita, nem de esquerda, sou pra frente? Então, o fascismo se enxergava como essa opção para frente, que supera o incovenienente da democracia.


    Sobre a teoria de Marx, já fiz um resumo que eu julgo adequado. De todo modo, como bem sugere este artigo, é sempre bom ler na fonte...
  • Indivíduo  14/04/2016 17:38
    Então Marx errou apenas em acreditar que a tomada dos meios de produção pelo proletariado iria acabar com esse arranjo que permite que uma elite explore o povo. Afinal, quando o proletariado detém ou controla os meios de produção, ele acaba se tornando a própria elite que explora o povo?
  • Leandro  14/04/2016 17:49
    Não, nem de longe foi "apenas isso". Aliás, dizer que "quando o proletariado detém ou controla os meios de produção, ele acaba se tornando a própria elite que explora o povo" não configura refutação de teoria. Isso é muito mais uma crítica comportamental.

    O grande erro do marxismo está, dentre outras coisas, no fato de que o sistema por ele defendido é impossível de funcionar. Impossível.

    Leia todos os detalhes sobre a impossibilidade prático do socialismo aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2348
  • Pobre Paulista  14/04/2016 17:50
    Esse é o argumento central do Bakunin contra Marx.
  • Pobre Paulista  14/04/2016 17:57
    Achei

    "Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Essa minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana." - Mikhail Bakunin
  • Mais Mises  15/04/2016 01:42
    É exatamente o final do livro A Revolução dos Bichos, de G. Orwell.
    " Não havia dúvida, agora, quanto ao que
    sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um
    homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível
    distinguir quem era homem, quem era porco."
    Fantástico!!!
  • Indivíduo  14/04/2016 23:30
    A igualdade de oportunidades, a centralização da economia, mais-valia, o valor que é atribuído ao bem pelo indivíduo. Tudo isso eu compreendi.
    É justamente a questão comportamental, a exploração do homem pelo homem, a natureza humana. Esse que eu acho um dos pontos principais (não apenas esse) que é ignorado, ao acreditar que uma classe, ao chegar ao poder, libertará toda sociedade.
  • Renato  14/04/2016 17:43
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • Economista da UNICAMP  14/04/2016 18:15
    Isso sim é um verdadeiro economista:

    https://www.youtube.com/watch?v=z_bklzaev7o

    Aprendam, austríacos.
  • Lel  14/04/2016 20:03
    kkkkkkkkkkkkkkkkk

    O engraçado é que esse cara ainda é levado a sério.
  • cmr  14/04/2016 21:12
    O próximo a receber todas as honrarias e dar palestras nas faculdades será o Guido Mantega, que explicará o "sucesso" da nova matriz econômica para os alunos de economia. kkkkkkkkkkkkk
  • JP  14/04/2016 18:20
    Prezados, vasculhando o link acima sobre Jörg Guido Hülsmann, fui à loja da Amazon para pesquisar, apareceu-me também George Reisman, por exemplo:

    https://www.amazon.com.br/s/ref=nb_sb_noss_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&url=search-alias%3Daps&field-keywords=george+reisman

    Parece-me que tal autor é adepto da EA, porque só tem petardos.

    Esse Instituto poderia, como sugestão, traduzir tais obras para aumentar o arsenal. :)
  • Taxidermista  14/04/2016 20:37
    Meu caro:

    há inúmeros artigos do gigante George Reisman aqui no site...


    Aproveite aí:

    www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=359&type=articles
  • Taxidermista  14/04/2016 18:38
  • Rhyan  14/04/2016 19:31
    Ou seja, todo marxismo que já existiu no mundo era apenas leninismo. O plano do Marx era que o marxismo fosse aplicado num país rico como os EUA, por exemplo. Ou que isso surgiria naturalmente numa sociedade capitalista avançada.

    É muita loucura, né?

    Capitalismo (livre mercado) > Socialismo (estado máximo) > Comunismo (abolição do estado e das classes sociais)
  • Lel  14/04/2016 20:26
    Não, ele PREVIA que iria acontecer a revolução proletária em países industrializados, desenvolvidos, ricos e com livre mercado.

    Mas as revoluções aconteceram justamente em países agrários, pobres e com o capitalismo regulamentado.
  • José  14/04/2016 19:45
    Engraçado, ninguém que defende marx sabe sobre essas coisas.
  • Matheus Penha  14/04/2016 20:13
    Que texto interessantíssimo.

    Mas, o progresso de Marx seria:

    Fim do Protecionismo, para Capital Estrangeiro acabar com a Burguesia - OK!
    Livre Mercado e Luta de Classes para a Burguesia não conseguir se reestabelecer e escravizar o proleteriado - OK!
    Crescimento constante do Estado, visando eliminar qualquer entrada de burguesia (aqui o argumento já se torna utópico) mas Ok!

    Estado Gigante e Uniforme, de forma que todos sejam o Estado, e o Estado e a Sociedade seja um orgão só - OK!

    Só que, se estamos falando de um estado e sociedade, sem protecionismo, em que a regulação do sistema é feita pela sociedade (que é o estado em si) então, eu poderia empreender, pois estaria criando uma estatal que seria do domínio público...

    Não estamos falando de Livre Mercado?
  • anônimo  15/04/2016 18:39
    Não uma vez que a propriedade privada das pessoas estaria sendo desrespeitada por causa do estado máximo.
  • Hugo  14/04/2016 22:58
    Não, o PT foi fundado no Colégio Sion:
    csbh.fpabramo.org.br/blog/1980-nasce-o-pt-voce-sabe-quem-estava-no-colegio-sion

    Até hoje a CNBB (não a Igreja Católica) apoia esse partido, mas não possui nada a ver com a fundação dele. A CNBB e o Edir Macedo são adeptos da Teologia da Libertação.
  • Marcos  15/04/2016 01:35
    Igreja Universal não tem nada a ver com teologia da libertação.
    Eles atuam em cima de outra base, chamada de teologia da prosperidade.
    Ambas são excrescências construídas a partir de interpretações equivocadas do que é o evangelho.
  • Hugo  15/04/2016 03:30
    Verdade. Mas ambos são bem conectados.

    Comentei no lugar errado, desculpe.
  • Carlo Germani  15/04/2016 01:05
    Excelente artigo.

    O maior questionamento sobre o engodo do marxismo-comunismo,está na má-fé de quem o propaga e defende e a ignorância conjunta com o oportunismo da maioria da população.
  • Guilherme   15/04/2016 01:33
    Então, pelo que entendi, Marx compreendia e até creditava o sistema de livre mercado em oposição ao protecionismo, que nada mais é que uma relação esdrúxula entre estado e mercado. O seu erro foi prever o empobrecimento da população, e principalmente, propor um sistema que abole o mercado ao invés de se dedicar em reduzir o estado, que é a real causa do problema. É isso mesmo?
  • Fernando  15/04/2016 01:54
    Ao ver este link: "Mises deve estar tremendo no túmulo", nem seu país adotou as suas ideias.
    www.infomoney.com.br/minhas-financas/impostos/noticia/4859544/paises-com-maior-imposto-renda-mundo
  • Ribeiro  15/04/2016 03:47
    Segundo essa reportagem, e curiosamente, a carga tributária sobre o salário de um trabalhador austríaco é praticamente a mesma da de um trabalhador brasileiro (34,9% contra 33%).

    No entanto, se considerarmos que eles são muito mais ricos que nós, quem realmente sofre uma maior carga tributária?
  • Fernando  15/04/2016 20:47
    Ei Imposto de Renda, o Brasil é campeão mundial de imposto sobre consumo(ICMS, IPI, PIS, COFINS, II etc...), mas de Imposto de Renda quem sabe é a Austria. Basta fazer uma conta básica se os impostos sobre consumo são mais de 50% dos produtos...vc vai concluir que a alíquota média do Imposto de Renda no Brasil é da ordem de 20%. Olha não estou defendendo imposto nenhum, é apenas uma constatação.
  • Guilherme  15/04/2016 23:16
    No Brasil, a alíquota máxima é de 27,5%, mas essa começa a incidir a partir de R$ 4.664.

    Na Áustria, a alíquota máxima é de 50%, mas essa começa a incidir a partir de 60.000 euros anuais, o que dá 5.000 euros mensais, o que dá R$ 20.000 mensais.

    Lá, quem ganha até R$ 3.667 por mês é isento.

    Aqui, quem ganha esse valor paga 15%.

    Não, não estou negando que lá seja alto. Mas aqui também não é essa maravilha que alguns querem fazer crer.
  • Andre  15/04/2016 12:54
    E você acha que esse lugar ficou rico como?
    Com social democracia é que não foi.
  • Humberto  15/04/2016 19:00
    A Bélgica sempre foi um país rico e parece que a social-democracia não fez muito bem para eles.

    1950:
    www.nationmaster.com/country-info/stats/Economy/GDP-per-capita-in-1950

    2015:
    www.nationmaster.com/country-info/stats/Economy/GDP/Per-capita

    Caiu 16 posições.
  • Emerson Luis  15/04/2016 10:43

    Bruno Garschagen e Leandro Roque:

    Qual livro é melhor para conhecer Marx diretamente, O Manifesto ou O Capital?

    Se for para ler ambos, qual ler primeiro?

    Tem algum outro que sugerem em lugar destes ou além destes?

    * * *
  • Pobre Paulista  15/04/2016 13:54
    Agora eu compreendo melhor o ódio mortal que os Marxistas tem pela figura do "pequeno burguês", pois ele é a prova mais cabal que suas previsões fracassaram.
  • Bruno Leite  15/04/2016 16:59
    Uma duvida surgiu.

    Eu sabia que Marx afirmara que o livre-mercado reduz preços. Mas eu sempre entendi que ele via nisso um mal, já que acreditava que o preço dos produtos derivava da força de trabalho. Logo, o livre-mercado subvalorizaria a mão de obra do proletário.

    Abs,
    Bruno Leite
  • Tobias  15/04/2016 17:17
    Não. Nesse quesito, a crítica de Marx se concentrava na questão da "mais-valia" e da "teoria da exploração", outro devaneio sem pé nem cabeça, como explicado neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2324
  • Bode  16/04/2016 02:24
    Marx deveria ter lido o livro do Ibn Khaldun, Al-Muqaddimah, que data de 1400 e poucos. Não teria perdido tempo com essa baboseira de mais valia.
  • Juliana  16/04/2016 17:20
    Olha, eu não sou bem o que se possa chamar de uma pessoa 'espontânea', mas "cara, isso ficou muito legal!". Eu realmente preferia fazer aqui um elogio mais pomposo, mais à altura dos autores, mas essa colocação mais coloquial também não é para enganar ninguém, porque ela quer dizer mesmo que o artigo ficou formidável, incrível, extraordinário, estupendo e etc. "Muito massa mesmo!".

    Mas o mais importante é que por mais que pouco se aproveite no que o Marx escreveu, ou nas ideias dele, é importante não desestimular as pessoas de lerem, conhecerem e tirarem suas próprias conclusões. Criticar sem ter lido também não é uma prática muito "saudável". E com um artigo deste, ler Marx se torna uma tarefa até menos árida. Ah, e ótimos esses excertos achados também. Um show!
  • Humberto Pereira  18/04/2016 20:09
    Caros amigos do Instituto Mises,
    Sou admirador do trabalho de vocês e possuo apreço especial pelas contribuições do Leandro Roque e do Bruno Garschagen, mas discordo das conclusões apontadas no artigo.
    Como um exercício de sarcasmo e desorientação dos militantes marxistas, o texto é impecável em apontar determinadas falas do Marx que são, aparentemente, a favor do livre mercado. Entretanto, tais trechos não constituem o cerne do pensamento do autor e precisam ser vistas, no máximo, como momentos de lucidez de um escritor guiado por sua teoria problemática.
    Marx nunca chegou perto de entender o funcionamento do livre mercado. Quando este afirma que a concorrência faz os preços caírem, em momento algum o autor faz qualquer tipo de defesa da concorrência.
    O processo de produção capitalista, segundo Marx, consiste em empresários explorando trabalhadores desprovidos dos meios de produção através do valor não pago pela hora de trabalho (mais-valia). No momento em que os burgueses levariam seus produtos para serem vendidos, o resultado seria um mercado saturado de produtos que teriam seus preços rapidamente reduzidos a nada. É o que o autor chama de crise de superprodução.
    Para Marx, o livre mercado é caos, desordem, destruição de riqueza e empobrecimento geral da população. A queda dos preços proporcionada pelo livre mercado seria o estágio final do processo de produção capitalista no quol o próprio burguês encontraria seu fim após explorar o trabalhador.
    Marx pode até ter dito que a concorrência faz os preços caírem, mas isto seria algo ruim e evidenciaria as falhas do mercado. A solução marxiana, é o fim do livre mercado e da propriedade privada.
    Da mesma forma, Marx parece ter um momento de lucidez ao perceber que barreiras protecionistas e gastos públicos são ruins para o povo. Entretanto, na teoria marxiana, o Estado nada mais é do que um instrumento de opressão da classe burguesa contra os trabalhadores. Sendo assim, nada mais natural do que o Estado criando privilégios para uma classe em detrimento de outra. Mais uma vez, a solução que o autor propõe o fim do Estado Burguês.
    Estes três aparentes momentos de lucidez que versam sobre concorrência, protecionismo e dívida pública possuem seu devido lugar na equivocada teoria marxiana. O que os marxistas desconhecem e ignoram de todas as formas é que a teoria de Marx estava errada em tudo e que seu grande ídolo era a favor de uma solução extremamente violenta para aquilo que ele chamou de Capitalismo, pois, a tão sonhada revolução, obrigatoriamente deveria passar (como passou onde ocorreu) pelo extermínio da classe burguesa.
    Não existe possibilidade de tentar encontrar um Marx "liberal" nos escritos do Marx socialista. Entretanto, Karl Marx já flertou sim com ideias liberais antes de se tornar um socialista.
    Atenciosamente,
    Humberto Santos Pereira
    (Doutor em Ciências Sociais pela UFBA)
    Salvador, Bahia, 18 de Abril de 2016.
  • Leandro  18/04/2016 21:00
    "Marx nunca chegou perto de entender o funcionamento do livre mercado. Quando este afirma que a concorrência faz os preços caírem, em momento algum o autor faz qualquer tipo de defesa da concorrência."

    Eis o que foi escrito no artigo:

    "Em suma: além de creditar à burguesia e aos seus instrumentos de produção — isto é, ao sistema de lucros e prejuízos — a façanha de retirar nações da barbárie e levá-las à civilização, Marx afirma categoricamente que o modo de produção burguês — que nada mais é do que a busca pelo lucro — gera mercadorias a preços baratos.

    E não apenas isso: ele afirma que o sistema de lucros e prejuízos compele todas as nações a adotarem este modo de produção, sob pena de se arruinarem por completo caso não o façam."

    Observe que, em momento algum se está dizendo que Marx "faz qualquer tipo de defesa da concorrência". Essa sua acusação ficou deslocada.

    O artigo apenas aponta que, ao contrário dos marxistas de hoje, o verdadeiro Marx ao menos entendeu que a livre concorrência gera queda nos preços e melhora nos produtos.

    Sim, é verdade que, tomando-se por base apenas a última palavra título do artigo (que foi o que muitos fizeram), os mais apressados chegarão à conclusão -- caso não leiam o artigo -- que Marx era defensor da livre concorrência [/i]por princípios[/i]. Mas não. Não há qualquer afirmação de que Marx defendia o livre mercado por princípios. Ele apenas, repetindo, percebeu que a livre concorrência gera queda nos preços e melhora nos produtos. (Só que, na cabeça dele, isso era ruim).

    Porém -- e isso é importante --, vale ressaltar que a defesa que Marx fez do livre comércio, bem como suas críticas ao protecionismo, podem, sim, colocá-lo na categoria de defensor da livre concorrência. Afinal, livre comércio é uma ramo da livre concorrência. Sim, sabemos que Marx defendia o livre comércio porque o via como a maneira mais rápida de acabar com o poder da burguesia. Só que, ainda que por motivos errados, seu rótulo como defensor do livre comércio segue intacto.

    "Para Marx, [...] a queda dos preços proporcionada pelo livre mercado seria o estágio final do processo de produção capitalista no quol o próprio burguês encontraria seu fim após explorar o trabalhador."

    O que apenas confirma o que acabei de dizer acima.

    "Marx pode até ter dito que a concorrência faz os preços caírem, mas isto seria algo ruim e evidenciaria as falhas do mercado."

    Exatamente como acabei de dizer acima.

    Aliás, essa minha frase acima pode ser copiada e colada para cada trecho subsequente do seu comentário.

    Grande abraço e obrigado pelas palavras.
  • Beth Prado  20/04/2016 11:28
    Por que será que os marxistas tem ódio mortal pela figura do pequeno burgês?
    O pequeno burguês significa a prova cabal que as previsões dos marxistas fracassaram.
  • Alexandra Moraes  23/04/2016 14:07
    Marx não entendia o funcionamento do livre mercado. Quando afirma que a concorrência faz os preços caírem, em momento algum o autor faz qualquer tipo de defesa da concorrência.
    O processo de produção capitalista, segundo Marx, consiste em empresários explorando trabalhadores desprovidos dos meios de produção através do valor não pago pela hora de trabalho (mais-valia). No momento em que os burgueses levariam seus produtos para serem vendidos, o resultado seria um mercado saturado de produtos que teriam seus preços rapidamente reduzidos a nada. É o que o autor chama de crise de superprodução.
  • Marivalton Rissatto  24/04/2016 02:19
    Quando eu disse que Marx tinha elogiado o capitalismo por ser o sistema mais revolucionario ja visto, riram de mim, até que enfim alguem foi la e leu Marx e sacou o que eu ja tinha dito. Parabens Leandro. É isso mesmo. Para Marx a historia aconteceu e esta acontecendo. Assim como outros sistemas surgiram e desapareceram, pra Marx o capitalismo tb funciona assim. Marx diz: "Um sistema nao desaparece enquanto nao esgotar sua capacidade de se renovar" ou seja, o capitalismo tem que evoluir muito ainda até chegar a hr do socialismo. MUitos "marxistas" nao leram Marx, daí pegaram em armas e quiseram "atropelar" a historia (e foram atropelados por ela). Socialismo/comunismo jamais sera possivel sem que o capitalismo avance e no Brasil ainda estamos no feudalismo, ou seja, meia duzias de familia oliguarquicas controlam a maior parte da produçao de riquezas. Nossa produçao ainda é agricola, importamos quase toda tecnologia que precisamos. O Brasil precisa de uma sura de capitalismo. Mas então por que o Marivalton nao defende o fim do protecionismo? Pois bem, deixa eu tentar explicar. Tempos atras o Brasil iria lançar foguetes com satelites em alcatara, iria usar tecnologia de foguetes da Ucrania. Os americanos ao saberem disso proibiram a Ucrania de passar tecnologia. Teve tb outro caso recente onde o Brasil iria exportar super tucanos pra Venezuela, ops EUA entrou no meio e proibiu a venda (Venezuela acabou comprando Sukhoy russos). Resumindo: Nao vivemos amis no capitalismo (mundialmente falando). O que vivemos hj chama-se imperialismo. Imperialismo é uma etapa do capitalismo onde potencias capitalistas dominam países semifeudais impossibilitando que se desenvolvam pro capitalismo global. Vladmir Lenin ja tinha alertado isso em sua obra "Imperialismo; Etapa superior ao capitalismo". Concordo com vc Leandro, o Brasil nao precisa de socialismo, precisa de capitalismo. Mas como podemos nos desenvolver se isso nao interessa as naçoes desenvolvidas? Recentemente Lula veio a publico dizer que a solução para tirar o Brasil da crise seria entregar o pre sal pra China, ja Serra acha que o ideal seria entregar pros EUA (Chevron). Mas afinal qual seria a solução? A soluçao seria alugar o Brasil?
  • Beth Prado  28/04/2016 21:10
    ""Um sistema nao desaparece enquanto nao esgotar sua capacidade de se renovar" ou seja, o capitalismo tem que evoluir muito ainda até chegar a hr do socialismo."
    Não entendi. O que aconteceu com a União Soviética, Cuba, Alemanha Oriental, China, etc..etc...?????????
  • D. Nascimento  26/04/2016 14:34
    Caros,

    Até onde entendi do enquadramento descrito no artigo, o protecionismo priva um mercado consolidado ou enraizado e traz todos os malefícios já citados também nos comentários acima, mas em qual ponto políticas protecionistas podem beneficiar a sociedade como um todo? Talvez em um nicho ou segmento pouco desenvolvido com alta capacidade de geração de empregos?

    Agradeço.
  • Heron  26/04/2016 15:32
    Beneficia apenas quem é protegido, que fica blindado da concorrência e ganha uma reserva de mercado protegida pelo governo.

    Há três artigos definitivos sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2321
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2320
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2325
  • mauricio barbosa  29/04/2016 12:42
    Marivalton Rissatto

    O imperialismo defende os interesses de multinacionais corporativistas,exemplo os EUA,os investimentos norte-americanos em nosso território é benéfico,agora essa história de neocolonialismo é conversa para boi dormir,papo furado de professor esquerdista que gosta de elogiar Cuba e condenar a política externa dos EUA,justamente por que esta política beneficia suas multinacionais e seu complexo industrial-militar.

    O livre-comércio pregado pelos EUA ser de mão unica é condenável,lógico,mas ela não é exclusividade norte-americana,essa é uma pratica de todos os países,ou seja as diplomacias e chancelarias mundo afora se digladiam tentando tirar vantagens uns dos outros e todos sabem que a pior política é empobrecer o vizinho,mas os casuísmos acontecem exatamente porque os políticos visam ganhos de curto prazo em detrimento do longo prazo que algumas medidas necessitam,mas o problema não é o capitalismo de livre-mercado,mas sim de políticas estatistas imperialistas ou não que atrapalham as vidas dos cidadãos norte-americano,brasileiro,cubano e do resto do mundo.

    O imperialismo é condenável por ser uma política corporativista,uma política de capitalismo de compadrio existente em todas as nações a exceção de Cuba e Coréia de Norte socialistas,
    o capitalismo de livre-mercado com existência do estado nacional minimalista ou de preferência sem a sua existência é o cerne da teoria de Mises e Rothbard,portanto que isto fique claro para todo mundo,repudiamos o imperialismo norte-americano,europeu,eurasiano e até mesmo a nível regional por parte do Brasil,pois se você perguntar para os paraguaios eles consideram o Brasil uma potência regional ameaçadora e o IMB condena esse arranjo vigente e prega a Liberdade individual e o fim da tutela estatal tanto a nível nacional bem como internacional,portanto mais mercado e liberdade e menos estado imperialista,socialista,nacionalista,enfim o estado é o problema,o causador de crises e espalhador de misérias e guerras de sempre.

    Um abraço a todos e viva o IMB baluarte da Liberdade em meio ao obscurantismo estatista.
    .
  • 3vv  24/04/2018 13:48
    Eu tenho completa ojeriza da esquerda moderna que bota socialismo, intervencionismo e social-democracia tudo no mesmo saco para sua argumentação ficar mais aceitável.
    Daí surgem bizarrices como socialistas assumidos defendendo o New Deal e a Nova Matriz Econômica (que nada mais são do que planos econômicos fascistas) e também defendendo o modelo nórdico que cobram altos impostos (algo que nunca foi característico do socialismo), mas possuem um mercado altamente desburocratizado (algo completamente oposto ao que foram os países socialistas).

    Eles mudam a definição de socialismo sempre que convém, assim tudo é socialismo e nada nunca é socialismo ao mesmo tempo, a depender do resultado temporário que produz.
    Outro dia mesmo um seguidor da "Socialista Morena" (dá até uma dor no pâncreas de lembrar) disse que "os liberais usam Mises para refutar argumentos do socialismo que nem os socialistas usam mais", assim, na maior cara de pau.
    Ou seja, a falsa noção de que o valor é objetivo defendida por Marx e do planejamento central, cerne do arranjo socialista, não seriam mais "socialismo" na cabeça daquele ser. É inacreditável.
    Por isso que digo: não há nem sentido discutir com os socialistas modernos. Eles tem um grau de canalhice e dissonância cognitiva que torna praticamente impossível qualquer tipo de debate, visto que, se não é possível definir nada (as definições mudam toda hora), não é possível chegar a nenhuma conclusão.


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