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Os “Panama Papers”, os refúgios fiscais e os hipócritas que defendem impostos mas não arcam com eles

Notícia global do momento, o "escândalo" dos Panama Papers consiste de um conjunto de 11,5 milhões de documentos confidenciais que foram vazados da base de dados da empresa Mossack Fonseca, uma sociedade de advogados sediada no Panamá.  Esses documentos vazados fornecem informações detalhadas sobre mais de 214.000 empresas criadas em refúgios fiscais offshore, incluindo as identidades dos acionistas e administradores.

Na prática, os "Papeis do Panamá" expõem várias personalidades que se utilizaram da benevolente legislação fiscal do Panamá para ou escapar da Receita Federal de seus respectivos países ou para ocultar patrimônio obtido por meio da corrupção.

O problema é que, quando se fala de refúgios fiscais, há sempre mocinhos e bandidos, e é bom não misturar todos no mesmo balaio.

Não é "paraíso fiscal", mas sim "refúgio fiscal"

Thomas Piketty, autor do famoso livro O Capital no Século XXI, enxerga os refúgios fiscais como "países que roubam as bases tributárias de seus vizinhos".

Segundo um colaborador próximo de Piketty, Gabriel Zucman, a riqueza escondida nos refúgios fiscais chegam a 7,6 trilhões de dólares, o que dá 10% do PIB mundial (e 15 vezes o PIB da Argentina). 

O argumento de Zucman contra os refúgios fiscais faz coro ao que dizem todos os defensores do estado e de seus programas de redistribuição de renda: os refúgios fiscais constituem um problema maiúsculo, uma vez que todo esse dinheiro não está sendo utilizado na forma de impostos em seus países natais, impostos esses que os governo poderiam utilizar para fazer todas as obras e programas de redistribuição que estes analistas consideram desejáveis.

Os malvados ricos, ao recorrerem aos refúgios fiscais para proteger seu patrimônio da sanha dos burocratas do estado, não estão contribuindo como deveriam para sustentar as crescentes despesas exigidas dos estados de bem-estar social. 

Para essa turma, o dinheiro das pessoas pertence na verdade ao estado e este deve tributar o máximo possível.  O governo, de acordo com esta visão de mundo, é o ente que está na melhor posição de administrar os recursos das pessoas.  Sendo assim, eles lamentam que haja pessoas que consigam manter seus proventos longe das garras do estado, fazendo com que o governo não seja capaz de confiscar o tanto que gostaria do dinheiro dos cidadãos. 

Não obstante, há alguns detalhes sobre os refúgios fiscais que devem ser mencionados.

O primeiro que deve ser dito é que a denominação "paraíso fiscal" surge de uma má tradução.  Em inglês, o termo tax haven não significa "paraíso fiscal" (teria de ser tax heaven para ter esse significado), mas sim "refúgio fiscal".  Essa tradução explica com maior realismo o que ele verdadeiramente é: um refúgio fiscal, ou seja, um país para onde várias pessoas mandam seus proventos a fim de escapar da voracidade fiscal de seus governos. 

O atrativo de levar seu dinheiro a um refúgio fiscal surge do fato de estes locais, em geral, dispensarem um tratamento muito favorável aos estrangeiros que abrem contas bancárias ou constituem sociedades nessas jurisdições.  Em alguns casos, estabelecer a sede de uma empresa em um refúgio fiscal pode representar a diferença entre pagar 35% de impostos sobre a renda ou zero por cento. 

E o benefício não é usufruído apenas por essa empresa; ele perpassa toda a economia.  Todos nós somos beneficiários dos refúgios fiscais.  Como?

Quem vive em países desenvolvidos sabe que os impostos sobre a renda e sobre a propriedade são hoje provavelmente muito menores do que eram há 30 anos (inclusive nos países nórdicos).  Isso se deve, em parte, ao surgimento e subsequente popularização dos refúgios fiscais.  Em 1980, as maiores alíquotas do imposto de renda de pessoa física nos países membros da OCDE eram, em média, de 67%.  Para pessoa jurídica, as alíquotas chegavam a quase 50%.

A partir das administrações Reagan e Thatcher, os governos começar a diminuir suas alíquotas e a reformar seus regimes fiscais.  Atualmente, a alíquotas máximas para pessoas físicas estão ao redor de 40% e para pessoas jurídicas, em torno de 27%.  Mesmo nos países em desenvolvimento, as alíquotas máximas dos impostos diretos sobre pessoas físicas seguem relativamente congeladas desde a década de 1980.

Em grande medida, foi a globalização — e não a ideologia — o que conduziu esta virtuosa "descida morro abaixo".  Os governos foram forçados a reduzir seus impostos porque temem que os empregos e os investimentos fujam de seus respectivos países. 

Ao fornecer um refúgio seguro para as pessoas que querem escapar de alíquotas confiscatórias, os refúgios fiscais desempenharam um papel imprescindível.  Os políticos e legisladores concluíram que é melhor receber alguma receita com alíquotas menores a impor altas alíquotas e perder receitas.

É comum ver a acusação de que os refúgios fiscais servem de abrigo e proteção não apenas às vítimas do estado fiscalmente voraz, mas também a terroristas, narcotraficantes e políticos corruptos (mais sobre isso abaixo).  Essa acusação procede.  No entanto, desnecessário dizer que os responsáveis por punir essas pessoas são os estados do seu país de origem — que, aliás, falharam miseravelmente nessa atribuição —, e não um arranjo voltado para proteger a privacidade e a propriedade das pessoas.  Culpar os refúgios fiscais pela existência de criminosos é o equivalente a culpar a faca pelo esfaqueamento.

No mais, a função de perseguir e punir criminosos é da polícia e do poder judiciário, e não dos arrecadadores de impostos.

Que muitos criminosos se escondem nestes países é um fato que ninguém ignora, mas muitos dos milionários e bilionários que depositam sua fortuna nestes paraísos estão apenas fugindo da ferocidade dos governantes, que estão sempre a falar de justiça social, a alimentar a luta de classes, e a extorquir as pessoas mais competentes, tudo para alimentar o leviatã, que está a devastar o mundo.

A raiva gerada pelos refúgios fiscais deveria, com efeito, ser redirecionada para outro lugar: as elevadas alíquotas que cobram os governos, os quais nos confiscam não apenas nosso dinheiro, mas também nossa liberdade, sobretudo empreendedorial.  Os refúgios fiscais, erroneamente chamados de "paraísos fiscais", nada mais são do que uma reação a esse estado de coisas.

Aqueles que mais defendem impostos são os que menos pagam

Há, no entanto, algo de extremamente interessante nos "Panamá Papers", o qual deveria ser a principal lição a ser extraída da notícia: a maioria das elites políticas — de todos os países do mundo — está utilizando corruptamente as instituições estatais para lucrar à custa de seus compatriotas, remetendo o esbulho para as offshores por meio de testas-de-ferro.

Nos papeis que vazaram até o momento figuram:

Chefes de estado e de governo atuantes: o presidente ucraniano, o rei da Arábia Saudita, o presidente argentino, o presidente dos Emirados Árabes Unidos.

Chefes de estado e de governos passados: o recém-renunciado presidente da Islândia, um ex-presidente do Sudão, e os ex-primeiros ministros da Geórgia, do Iraque, da Jordânia, da Moldávia, do Catar e da Ucrânia.

Ministros e políticos variados: o ministro das indústrias da Argélia, o ministro do petróleo da Angola, o prefeito de Lanús na Argentina, o presidente do Tribunal de Apelações de Botsuana, o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, o ministro da Justiça do Camboja, um ministro da Indústria e Desenvolvimento da República do Congo, o presidente do Banco Central do Equador, um ex-ministro da fazenda francês, o ministro das finanças da Islândia, o ministro da Saúde de Malta, um ex-ministro da economia da Palestina, o diretor do centro de inteligência do Peru, um ex-prefeito de Varsóvia, o ministro do Interior de Arábia Saudita, um ex-chefe das forças armadas da Venezuela, um ex-diretor da petrolífera pública venezuelana PDVSA, um ex-embaixador dos EUA na Zâmbia, e deputados brasileiros, congoleses, húngaros e ingleses.

Amigos ou parentes de políticos: um assessor político dos Kirchner, o empreiteiro mais próximo do presidente mexicano Enrique Peña Nieto, a família do presidente do Azerbaijão, o marido de um deputado canadense, um cunhado do presidente chinês, uma filha do ex-primeiro ministro chinês, um filho do ex-ditador egípcio Hosni Mubarak, um filho de um ex-presidente de Gana, a viúva de um ex-presidente de Guiné, um filho do vice-presidente de Honduras, um neto do presidente do Cazaquistão, um filho do primeiro-ministro da Malásia, o assistente pessoal do rei de Marrocos (Maomé VI), vários netos do primeiro-ministro do Paquistão, o amigo pessoal de Putin, um sobrinho do presidente da África do Sul, um filho de um ex-presidente da Coréia do Sul, uma irmã do rei emérito da Espanha, o pai de David Cameron, e o filho de Kofi Annan.

Evidentemente, nem todos os que figuram nessa lista não-exaustiva necessariamente obtiveram sua fortuna de maneira ilícita (roubando seus compatriotas).  Porém, sua proximidade e cumplicidade com o poder político deveria fazer soar todos os alarmes. 

Colocar em um mesmo saco todas aquelas pessoas que utilizaram o poder político do estado para espoliar seus concidadãos — seja de maneira direta, como o desvio do dinheiro de impostos, seja de maneiras mais elaboradas, como contratos superfaturados com empreiteiras ou a "venda" de concessões legais — e aquelas outras pessoas que, tendo obtido sua fortuna de uma maneira totalmente lícita, trataram de protegê-la da voracidade tributária dos governos é um grave erro que serve apenas para alterar o foco do debate: ignora-se a espoliação generalizado a que nos submetem as atuais instituições estatais e os políticos que as controlam, e concentra-se no muito menos relevante problema da "evasão fiscal geral".

Como mostra a lista acima, a "evasão fiscal" é, na maioria das vezes, efetuada por aqueles mesmos hipócritas que não hesitariam em utilizar toda a força e violência do aparato repressor do estado para perseguir os cidadãos que ousarem desafiar sua autoridade tributária. 

Aqueles que mais defendem aumentos de impostos são os que nunca arcam com eles.  Defender aumento de impostos quando se está isento de pagá-los é bem gostoso.

Em vez de preocuparem-se com como extrair ainda mais recursos de quem os obteve legalmente, os fanáticos por impostos deveriam, isso sim, trabalhar para evitar que os políticos continuem extraindo os nossos recursos.  A luta contra a evasão fiscal é apenas uma cortina de fumaça: a verdadeira sangria, como mostram os Papeis do Panamá, é aquela causada pelo vampirismo político.

Aguardemos o pronunciamento de Piketty.



autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • Pobre Paulista  08/04/2016 14:47
    Questão pertinente para a polícia libertária responder:

    Obter dados ilegitimamente de uma empresa privada e divulgá-los constitui uma iniciação de agressão?

  • Policial Libertário  08/04/2016 14:55
    Se a empresa privada em questão cometeu crimes contra terceiros, não.

    Caso contrário, sim.
  • Amigo do Viking  08/04/2016 16:32
    PP:

    Eu sou teu fã.
  • anônimo  08/04/2016 19:42
    Que pergunta sem sentido, se vc já está falando que foi 'ilegitimamente' qual é a bloody dúvida?
  • Vinicius S.  08/04/2016 15:39
    Gosto de ler essas matérias, acho engraçado esse pessoal que não paga imposto defender o aumento deles, dizendo que contribuem para todos, se isso de fato fosse uma verdade ou que dá pra fazer com quase 2 trilhões de reais arrecadados ( se não estiver enganado isso anualmente)?

    Vampirismo politico puro, não devemos nunca dar ao governo maneiras de nos sugarem, se tivéssemos educação financeira suficiente a classe de baixa renda talvez soubesse esconder do governo ainda mais seu dinheiro, causando assim ainda muito menos "mimimimi" de que o milionário ou multimilionário visto como sempre o vilão da classe proletária...


  • Renan Merlin  08/04/2016 15:47
    Eu me diverti ontem com os sites esquerdistas, os mesmos que repetem como mantra que reduzir a maioridade não inibe a criminalidade pediu prisão a sonegadores pra inibir o "crime"
  • francisco  08/04/2016 20:02
    Esquerdistas são contraditórios por natureza. Dizem que prisão não recupera ninguém, mas quer cadeia para racistas, homofóbicos, transfóbicos.
  • Anônimo  08/04/2016 16:01
    O que será que vai acontecer com Macri? O nome dele estava envolvido também, mas ele era empresário anteriormente.
  • anônimo  08/04/2016 19:44
    Macri é um herói e não foi incoerente em momento algum.
  • Guilherme Alencar  08/04/2016 16:04
    Estava com isso justamente na cabeça. Não via a hora de alguém no Mises colocar isso no papel. Parabéns pelo artigo.
  • Joao Pereira   08/04/2016 16:04
    A existência de paraísos fiscais pressupõe também a existência de infernos fiscais.
  • Pedro Castagna  10/04/2016 12:58
    Perfeito!
  • Saimon  10/04/2016 23:06
    Brazil feelings!
  • Eduardo  04/06/2016 07:30
    PerfeIto exemplo de inferno fiscal: Brasil! Prisão Fiscal!
  • Adriano F Mont   08/04/2016 16:05
    O que comprova a velha máxima: aqueles que mais defendem aumentos de impostos são os que nunca arcam com eles. Defender aumento de impostos quando se está isento de pagá-los é bem gostoso.

    Já vinha pensando nisso há muito tempo, esse é o ponto chave! Os caras inventam a situação e depois fogem dela...
  • Viking  08/04/2016 16:22
    esse vai ser um ótimo argumento para usar contra os estatistas daqui para frente.
  • Rafael Isaacs  08/04/2016 16:53
    Estranho nao ter ninguem ou quase ninguem dos eua na lista...
  • Dego  08/04/2016 16:53
    O buraco aí é bem mais embaixo. Não passa de um ataque pesado dos globalistas, patrocinado pelo tio Soros, em cima dos eurasianos e muçulmanos(China, Rússia e os sheiks). No fundo, é mais um passo que vai levar a mais concentração bancária mundialmente, até que eles consigam acabar com o dinheiro físico.
  • Outro Fã do Pobre Paulista  08/04/2016 18:05
    Discípulo de OC?
  • pensador radical  08/04/2016 19:18
    Quando surge um escândalo de grandes proporções a opinião pública se vê diante de tais idéias de teoria da conspiração ou obra do acaso,eu antes de me converter ao libertarianismo ficava perdido diante de tais questionamentos,hoje convertido a praxeologia eu não me preocupo mais com a origem destas notícias pois o meu posicionamento hoje é bem fundamentado,sou anti-estado e sei defender meu ponto de vista e isto é o que interessa,portanto para mim tanto faz ser obra do acaso ou teoria da conspiração,refúgio fiscal é uma bênção neste mundo obscurantista do estatismo hodierno.
    Viva o IMB por nos esclarecer a questão sem partidarismo e sem paixões e questionando o charlatão socialista Sr Piketty.
  • Gustavo  09/04/2016 12:15
    Pior que é verdade. O bilionário George Soros falou nessa semana que aprova o fim dos paraísos fiscais.
    Ele é esperto, é um investidor aliado e protegido pelo governo. Os outros investidores e empresários que se danem.
  • Joao Ernesto  08/04/2016 18:02
    Como se não bastasse a carga tributária extorsiva do Brasil, existe uma profusão de isenções fiscais que beneficiam um sem número de setores, um cipoal de leis que espalha distorções em toda a economia. Alguem com bom humor compilou todas essas leis em um livro, que pesa o equivalente a dois hipopótamos.

    exame.abril.com.br/brasil/noticias/livro-gigante-revela-peso-de-impostos-no-pais-2-hipopotamos
  • anônimo  08/04/2016 18:27
    Fugir da voracidade fiscal... Oras se o cara emigra e leva seu capital seus bens seus negócios para o país que serve como refúgio fiscal paradisíaco tudo bem mas ele leva só o esbulho bem escondido como fazem todos os que roubam fraudam desviam ese escondem... É um esconderijo fiscal... Esconderijo é mesmo coisa de bandido... Fosse de conhecimento público e transparente se o dinheiro é legítimo tenho todo o direito de levar para uma ilha... Pro exterior... Mas eu ganho dinheiro mesmo é lá naquele país que cobra altos impostos, é lá que está meu mercado, meus consumidores, meus clientes, é lá que sei fazer dinheiro, se eu me mudar pro tal paraíso vou viver de brisa? Se lá não cobra impostos é porque lá não tem nada... E assim não tem despesas... Nada a perder... Se fosse honesto não seria um esconderijo, seria mesmo um refúgio, um refugiado não vai pra outro país se esconder da justiça ele vai pra outro país viver uma vida livre... Se não ele não é um refugiado e sim um foragido...
  • Magno de Almeida  08/04/2016 19:24
    Meu Deus do céu, por acaso você leu o artigo??

    Vem questionar a expressão "voracidade fiscal" à base da mesmíssima distinção - quem coloca dinheiro fruto do trabalho e quem coloca dinheiro fruto do roubo - que serve de base ao artigo!
  • Dissidente Brasileiro  08/04/2016 18:42
    Caramba, ia perguntar a vocês exatamente a respeito desse assunto! Que concidência agradável!

    Notem que a engenharia social de esquerda com o apoio venal da mídia internacional canalha está tentando incutir no subconsciente coletivo a idéia de que pessoas que não pagam impostos são criminosos desprezíveis, gente indigna de confiança que deve ser posta no mesmo patamar de assassinos, terroristas e estrupadores. Por isso que eles colocam jogadores de futebol que apenas querem proteger seu patrimônio do achaque estatal no mesmo balaio de ditadores africanos genocidas que lavam dinheiro de corrupção.

    Por outro lado, existe um movimento mundial apoiado até pela ONU que pede o fim dos paraísos fiscais, exatamente pelos falsos motivos descritos acima. Talvez esse "vazamento" ocorrido de forma bem conveniente, seja na verdade uma manobra feita para fortalecer esse movemento? Isso é bem possível...
  • Andre Dias  08/04/2016 18:56

    Bobo é quem não tem conta e investimentos no exterior. Seja por menores impostos, seja por proteção cambial. Que o digam os brasileiros, que viram o real derreter em menos de 2 anos. Quem tinha investimentos fora do Brasil em outra moeda deu risada.
  • Henrique Zucatelli   08/04/2016 19:07
    Um trocadilho bem apropriado de minha autoria:

    A causa dos problemas não é a existência dos paraísos fiscais, mas do fisco. O dia em que este mal deixar a humanidade, o mundo será transformado em um paraíso de prosperidade.

  • Fã do Dissidente  08/04/2016 20:24
    Boa.
  • Dissidente Brasileiro  09/04/2016 03:42
    Valeu, meu fã :-)
  • Dalton C. Rocha  08/04/2016 21:27
    Longe de mim, deixar de reconhecer, que não há como existir um bom sistema econômico, sem um bom sistema bancário. Só que, nenhum banco poderia se tornar um depósito de dinheiro roubado de alguém, sem contar outras coisas como narcotráfico ou terrorismo. Nenhuma lei ou imposto justifica que algum bandido engravatado ou de turbante use de bancos panamenhos ou suíços, para movimentar a grana de si ou de sua máfia ou grupo terrorista.
    "Bancos" que colaboram, com terroristas são partes de organizações terroristas. E devem ser tratados como tais.
    Justificar bandalheiras mil deste Mossack Fonseca, como liberdade financeira, me parece similar a justificar uma seita que faça sacrifícios humanos, como liberdade religiosa.
    Contas numeradas ou secretas, sejam no Panamá, sejam nas Ilhas Virgens, sejam na Lua, não deviam existir. O sigilo bancário deve ser um direito para proteger a intimidade, não como uma coisa absoluta para proteger corrupção, narcotráfico, terrorismo, etc.
    A verdadeira questão é esta. É tudo ladroagem mesmo.
  • Dissidente Brasileiro  09/04/2016 01:03
    Justificar bandalheiras mil deste Mossack Fonseca, como liberdade financeira, me parece similar a justificar uma seita que faça sacrifícios humanos, como liberdade religiosa.

    Cite exemplos concretos de "bandalheiras" praticadas pela Mossack Fonseca. Que eu saiba eles não violaram nenhuma lei panamenha, e também não há nenhuma lei por lá que os obrigue a fiscalizar as atividades de cada cliente. Mas talvez você saiba de algo que a "mídia internacional" ainda não sabe ou não publicou...

    Contas numeradas ou secretas, sejam no Panamá, sejam nas Ilhas Virgens, sejam na Lua, não deviam existir. O sigilo bancário deve ser um direito para proteger a intimidade, não como uma coisa absoluta para proteger corrupção, narcotráfico, terrorismo, etc.

    E quem decide o que é "corrupção, narcotráfico, terrorismo"? Por exemplo, para a esquerda, sonegação de impostos é "corrupção". Você pensa assim também?

    Para alguns governos, como o dos EUA, terrorismo significa um conceito vazio e maleável que pode ser preenchido e moldado ao sabor do momento. Você concorda com essa definição também?

    É por isso que a tal da "mídia internacional" está em povorosa com esse "escândalo". Sim, "escândalo" entre aspas mesmo. Oh, esses ricos coxinhas malvados que cometem "crime" de sonegação e adoram apontar o dedo para a corrupção do governo, é por causa deles que falta merenda nas escolas, a saúde está um caos, os policiais e demais funças fazem greve pedindo "reajuste salarial"... Por isso que o governo nunca tem dinheiro para essas coisas, finalmente descobrimos a causa! E é por isso que existe tantas guerras, desigualdade e violência no mundo!! No dia em que acabarem os paraísos fiscais, os estados em todo o mundo terão dinheiro e recursos para transformar a Terra num paraíso, não haverá mais fome, todas as pessoas terão abrigo, os cegos voltarão a enxergar, os surdos voltarão a ouvir, os aleijados se levantarão das suas cadeiras de rodas, os mortos ressuscitarão!! Amém pessoal, aleluia!!!

    A verdadeira questão é esta. É tudo ladroagem mesmo.

    Não, a verdadeira questão é a sua confusão mental, que está a afetar a lógica do seu argumento. Faça uma avaliação do seu raciocínio, pois é exatamente assim que os esquerdistas querem que as pessoas pensem. E pelo visto, você já caiu na lorota deles.
  • Dissidente Brasileiro  09/04/2016 03:50
    "Bancos" que colaboram, com terroristas são partes de organizações terroristas. E devem ser tratados como tais.

    Esqueci de responder a esta parte - apesar de desnecessário, visto que o próprio artigo responde ao sr. Dalton - mas parece que ele não leu (ou leu e fingiu que não entendeu):

    É comum ver a acusação de que os refúgios fiscais servem de abrigo e proteção não apenas às vítimas do estado fiscalmente voraz, mas também a terroristas, narcotraficantes e políticos corruptos (mais sobre isso abaixo). Essa acusação procede. No entanto, desnecessário dizer que os responsáveis por punir essas pessoas são os estados do seu país de origem — que, aliás, falharam miseravelmente nessa atribuição —, e não um arranjo voltado para proteger a privacidade e a propriedade das pessoas. Culpar os refúgios fiscais pela existência de criminosos é o equivalente a culpar a faca pelo esfaqueamento.
  • Lysm  08/04/2016 22:37
    cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Contra-o-estrago-do-liberalismo-recuperar-o-Marx-filosofo/6/18471, alguém por favor poderia fazer uma análise crítica desse texto. Pois me deixou em dúvida em relação aos conceitos libertários.
    Cheguei agora aqui e não pretendo sair, por isso peço ajuda pra fortalecer minhas bases.
    #menomarxmaismises
  • Joao Ernesto  09/04/2016 16:52
    Infelismente o pensador desconhece que o que se apresenta como liberalismo econômico é apenas o espectro do verdadeiro libertarianismo. Não passa de um modelo imperfeito e viciado pelo controle estatal, seja em qualque país que se tome como exemplo. A alternativa apresentada, o marxismo, é na minha opinião uma tentativa frustrada de substituir o cristianismo primitivo, a mais perfeita forma de convivência humana. Ao contrário do primeiro, que prega a doação voluntária e por amor ao próximo, o marxismo busca a igualdade pela força e coerção.
    Impulsos primevos movem os seres humanos em busca de crescimento e riqueza, como apontou Mises. A liberdade econômica é necessária para que a ação desses impulsos leve a cabo o desenvolvimento humano, e nenhum modelo de planejamento central substitui essa força de maneira eficiente, na visão de Hayek.
    A utopia marxista certamente leva à ruína, e isso resta muito bem provado. E deve ser rejeitada de maneira veemente por aqueles providos de razão.
  • Fernando  09/04/2016 00:19
    Não tem como confiar no governo. O governo é o maior causador de conflitos e assaltos.

    Sem contar a questão de impostos e dinheiro, o governo também destrói a sociedade.

    Um exemplo simples é a legislação trabalhista. O país deve ter uns 10.000 médicos fazendo exame admissional, demissional e periódico de trabalhadores, enquanto faltam médicos para atendimento na saúde básica.

    Ou seja, uma simples regulamentação do governo retirou milhares de médicos do atendimento essencial, para ficarem fazendo exames burocráticos de trabalhadores. Isso é quase um pixuleco na saúde.

    O governo é o maior criminoso e irresponsável.

    Outro exemplo é o Uber, que provou a existência de uma máfia de taxistas, que pagavam 50 mil por uma licença do monopólio.
  • Renan  09/04/2016 05:12
    Mas isso é proposital mesmo, exige exame admissional desde que o medico não seja cubano, porque ai não se exige nem um minimo de comprovação tecnica.
  • Paulo  09/04/2016 01:32
    O que a dizer sobre os políticos e governantes corruptos que colocam o dinheiro sujo em paraisos fiscais, como os politicos brasileiros que tem dinheiro na Suíça?
  • Anderson  09/04/2016 02:24
    Uma pergunta: Não sou economista mas vejo sempre os keynesianos mostrando gráficos e falando termos que não entendo, mas se concentram muito sobre o câmbio e juros. Enquanto isso a Escola Autriaca me parece aparentemente mais simples e se concentra na logica dos indivíduos.
    Acontece desta forma mesmo ou eu estou por fora?
  • Anderson d'Almeida  09/04/2016 15:31
    Anderson (meu xará),


    A Escola Austríaca aborda esses temas, também. Tu podes encontrá-los no setor de temas do site, na parte inferior; lá tu encontrarás artigos não só dos temas que procuras como, também, de outros.

    Espero tê-lo ajudado!
  • anônimo  10/04/2016 00:41
    Acontece dessa forma mesmo.

    EAE foca no indivíduo; aborda os demais temas, mas sempre focando nos indivíduos.
  • Pobre Paulista  10/04/2016 16:10
    Os keynesianos enxergam os juros como sendo um número mágico que regula a atividade econômica, e que, dado que a atividade econômica é o principal foco da humanidade, nada mais correto que o estado controlar esta taxa.

    Os austríacos enxergam os juros como sendo a taxa de equilíbrio entre as diferentes preferências temporais dos indivíduos, e como a liberdade é o principal foco da humanidade, ela deve ser deixada livre.
  • Emerson Luis  09/04/2016 12:06

    Uma demonstração prática de que os super-ricos conseguem evadir-se de impostos elevados. Os verdadeiros punidos pelos altos impostos são os membros da "classe média", ou seja, aqueles pobres que com muito trabalho conseguiram melhorar sua situação financeira um pouquinho. E os efeitos se repercutem sobre todos os pobres.

    * * *
  • pensador radical  09/04/2016 22:38
    Os petistas gostam de atacar a Globo e a família Marinho(Nenhum deles é santo é claro),agora acontece é que o PT é seletivo no ataque,os meios de comunicação é dominado pelos políticos e seus empresários oligarcas da comunicação aliados,canais de rádio e TV por ser concessão pública são controlados por eles,Graças a Deus a internet é livre e estes parasitas não controlam seu conteúdo,o PT que dê nome aos bois e pare de atacar espantalhos tentando convencer e enganar a população desinformada,quanto ao Panama papers trata-se de intrigas e acusações sem fundamento,pois todos os poderosos da terra usam esses serviços de forma legal ou ilegal,viva os refúgios fiscais enquanto existir o inferno fiscal estatal.
  • Vinicius Jordan  09/04/2016 23:22
    Saiu texto do Piketty. Aparentemente ele acha que tem que taxar de forma mais eficiente:

    www.theguardian.com/commentisfree/2016/apr/09/panama-papers-tax-havens-thomas-piketty

    "Fiscal Justice"? Os caras que vão taxar de forma mais "democrática" são os mesmos que hoje utilizam os refúgios fiscais pra ocultar dinheiro roubado de impostos? ESSES caras vão garantir justiça fiscal? Isso é ingênuidade, fé? Que merda é essa? rs

    Mesma conclusão pode ser vista no filme "A Grande Aposta": os caras responsáveis por coibir abusos dos responsáveis pela crise de 2008 são representados por uma vadia que quer dar pra um banqueiro, mas no final a solução proposta pelo diretor Adam McKay pra prevenir a crise é MAIS REGULAMENTAÇÃO DO SETOR BANCÁRIO PELO GOVERNO. Fala sério... rs

    Ou to falando merda? rs
  • ANCAP  10/04/2016 02:59
    Eu leio os artigos é os comentários, pelos comentários percebe-se o quanto que ainda precisam caminhar para entender, pois não conseguem pensar sem o "Estado Babá", o Estado Babá, está tão darraigado dentro de suas mentes, que até na argumentação, em várias réplicas e tréplicas que eu observei, não pensam como um libertário, e sim como um demagogo de um socialista do Estado Babá e do Partido de centro-esquerda: PSDB, ou melhor Partido Socialista da Democracia Brasileira, Todo Partido que tem T ou S, no meio de suas siglas, é um Partido de esquerda, pois Social é a abreviação de Socialismo é o T pode ser trabalhismo, Trabalhista, Trabalhador, ou seja socialista, o simbolo do PDT é uma rosa, ou seja Rosa Luxemburgo, ou melhor: Socialismo.


    Vinicius S.

    "Vampirismo politico puro, não devemos nunca dar ao governo maneiras de nos sugarem, se tivéssemos educação financeira suficiente a classe de baixa renda talvez soubesse esconder do governo ainda mais seu dinheiro, causando assim ainda muito menos "mimimimi" de que o milionário ou multimilionário visto como sempre o vilão da classe proletária"...


    Você quer educação financeira? Está aqui um presente para você:

    Educação Financeira
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    https://www.youtube.com/watch?v=GN35w19vRu0&nohtml5=False

  • ANCAP  10/04/2016 03:04
    Porque existe tanta corrupção no Brasil, resposata simples, é porque existe o "Estado Babá".
  • Olavo  11/04/2016 10:44
    O IMB vai falar sobre a limitação da internet pelas empresas da Anatel?
  • Carvalho  11/04/2016 11:35
    Não haveria nada de diferente a dizer em relação a tudo o que já foi dito nestes artigos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2049
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1363
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1160
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1873

    Apenas mais um exemplo (desta vez, bem mais explícito) do que realmente fazem as agências reguladoras e para quem elas realmente trabalham. E ainda há otários que as defendem.
  • Olavo  11/04/2016 14:01
    Obrigado, mas eu já li a maioria desses. Só queria saber mais sobre esse assunto recente mesmo.
  • Ombudsman  11/04/2016 14:40
  • Viking  11/04/2016 12:20
    pessoal, cada dia 5, quando recebo meu holerite, tenho mais raiva do tanto de dinheiro que o estado me rouba.
    o que realmente podemos fazer contra isso, além de sonegar quando der e não pedir nota fiscal?
  • Pobre Paulista  11/04/2016 18:55
    1. Sempre considere seu salário líquido em seus planejamentos. Não resolve nada mas ajuda a controlar a raiva.

    2. Use dinheiro vivo sempre que puder, e não compre nada que incida impostos: Coma preferencialmente no dogão da esquina, compre roupas do dia a dia em bazares e brechós, compre carro usado apenas, utilize o mercado livre, etc. Em suma, fique longe das notas fiscais e dos depósitos bancários de curto prazo.

    3. Poupe em ativos reais - ações, commodities, títulos, etc... (Até terras entram aqui mas o momento não é propício, né ;-) ), e/ou em moeda forte (USD, Franco Suíço, etc - eventualmente até criptomoedas). Isso ajuda a proteger do imposto inflacionário (mas eventualmente terão outros impostos menores).

    4. Seja criativo!

    Obviamente nada disso irá derrubar o governo, mas deve ajudar a se defender dele.

    Agora, alternativamente, vc também pode convencer o mundo inteiro a se converter ao liberalismo, ou então convencer todos os empresários do país a parar de pagar impostos, por exemplo. Mas pessoalmente acredito que tais medidas tenham pouco efeito prático e ainda incomodariam quem não está nem aí para o liberalismo. Mas claro, a sua estratégia é sua. Faça o que achar melhor ;-)

  • Viking  11/04/2016 19:39
    A maioria eu já faço rs
    só falta a parte de investir em ações, mas confesso que fico receoso, então meus investimentos estão em LCI.
    =/
  • Carlos Marrasca  11/04/2016 14:47
    Será que estamos assistindo ao fim dos refúgios fiscais? Pois se for o caso, isso é uma grande vitória do Estado, que poderá avançar com mais voracidade sobre os cidadãos.
  • F. Brasil  11/04/2016 22:12
    Esse pessoal de esquerda é engraçado! Acham que o estado é formado por santos, acham que,quando um político ou burocrata assume um cargo publico, eles deixam o interesse privado de lado para pensar no bem comum!

    Até parece que um candidato não almeja os super salários, auxílio moradia, terno, gravata, gasolina e infinidade de outros privilégios!

    Sugiro a página no facebook "humilde congressista" onde mostram a palhaçada que fazem com nosso dinheiro.

    Político só pensa no "povo" em época de eleição e olha lá!
  • Marcos Emílio  12/04/2016 11:32
    Não é um mau artigo, mas é falso considerar que "a maioria das elites" políticas recorre a paraísos fiscais para esconder dinheiro roubado em seus países de origem. A própria possibilidade de enumerar e até citar nominalmente os integrantes das elites politicas flagrados pelo vazamento dos Panamá Papers demonstra que não é a "maioria"... Partir desse pressuposto, é um calço ideológico bobo e que distorce a análise. Infelizmente.
  • Infiliz  26/04/2016 21:19
    Eu nunca tive muito dinheiro então nunca consegui investir no exterior ou fazer uso de refúgios fiscais... mas gostaria de saber: dá pra fazer isso com bitcoins? O custo para circular pelo mundo é beeeem menor! O meu problema é que em algum momento tenho que resgatar em R$ e eu acho que todas as empresas brazucas serão (ou já são) vigiadas pela receita fuderal...


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