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As engrenagens do parasitismo - e aqueles que são obrigados a mantê-las funcionando

Sejamos claros: o estado, longe de ser a representação de "todos nós", representa, isso sim, o monopólio da coerção e da violência.  Esse monopólio é detido por um grupo de suseranos que, muito provavelmente, acredita que merece guiar e moldar as ideias dos seus vassalos, exigindo, em troca desse divino favor, sustento eterno na forma de privilégios e de dinheiro confiscado e extorquido das massas trabalhadoras.

No entanto, embora se trate de uma obviedade, avaliar este cenário fora de um contexto dinâmico e de disputa pelo poder é um erro.  Afinal — contra-argumentariam os defensores do estado —, se o estado é realmente tão mau, como podem dele fazer parte pessoas que decididamente não desejam o mal da população?

Não será o sufrágio universal a prova de que todos temos uma parte na culpa do que acontece na governança do país?  Se o estado é tão mau, como pode ele permitir a liberdade de expressão e o voto popular, o que significa a constante possibilidade de uma maioria diferente assumir as rédeas do país?

Sem uma abordagem que explicite a perspectiva dinâmica de maximização do poder no longo prazo, todas estas críticas seriam devastadoras para o argumento libertário.

Rothbard explica brilhantemente o raciocínio que propomos:

O estado sempre nasceu da conquista e da exploração. O paradigma clássico é aquele em que uma tribo conquistadora resolve fazer uma pausa em seu método — testado e aprovado pelo tempo — de pilhagem e assassinato das tribos conquistadas, percebendo que a duração do saque seria mais longa e segura — e a situação, mais agradável — se permitisse que a tribo conquistada continuasse vivendo e produzindo, com a única condição de que os conquistadores agora assumiriam a condição de governantes, exigindo um tributo anual constante.

Tendo isso em mente, os métodos dinâmicos utilizados pelo poder estatal com o intuito de perpetuar o seu monopólio se tornam mais lógicos e compreensíveis.

As engrenagens da propaganda

Escolas públicas

É indiscutível que a ideologia e a propaganda pró-governo são totalmente indispensáveis para os objetivos dos governantes. Afinal, a 'Arte da Guerra' é conquistar o inimigo sem sequer chegar a lutar.

Sendo assim, o estado gastará todos os recursos necessários para assegurar que a maioria dos seus súditos não pense para além de certos limites toleráveis — ou que, mesmo que o faça, parta sempre do princípio de que a existência de um governo é uma realidade inescapável e inquestionável, uma constância imutável, podendo-se apenas discutir quais políticas são mais adequadas e desejáveis.

Novamente, Rothbard identifica essa pressão constante sobre a elite burocrática:

Embora o seu modus operandi seja o da força, o problema básico e de longo prazo é ideológico. Para continuar no poder, o governo, qualquer governo (e não simplesmente um governo "democrático"), tem de ter o apoio da maioria dos seus súbditos.  E esse apoio, vale ressaltar, não tem necessariamente de ser um entusiasmo ativo; pode bem ser uma resignação passiva, como se se tratasse de uma lei inevitável da natureza.

Mas tem de haver apoio no sentido de algum tipo de aceitação; caso contrário, a minoria formada pelos governantes estatais seria em última instância destronada pela resistência ativa da maioria do público.

É fácil perceber a grande pressão feita sobre a opinião geral com o objetivo de promover a ideia de escolas públicas, por exemplo.  A educação pública é certamente uma das instituições menos questionadas, ou sequer escrutinadas, em um estado democrático. Não há melhor arma para uma aristocracia que se queira perpetuar do que manter o controle sobre o que seus súditos aprendem, doutrinando-os desde a infância, ministrando-lhe conceitos que definem o que é certo e o que é errado desde a perspectiva do estado.  

É vital para o estado a existência da escolaridade obrigatória e pública (ou, no mínimo, escolas privadas sujeitas ao currículo imposto pelo Ministério da Educação), com metas definidas pelos intelectuais a soldo do estado. Este é um tesouro tão valioso, que os governantes estão dispostos a abrir mão de uma fatia de sua pilhagem se isso garantir o apoio dos intelectuais das escolas e universidades públicas.

Os professores de hoje fazem o papel — que em outras épocas era dos sacerdotes — de justificar os governantes perante a opinião pública. Talvez por isso, a escola pública seja, nos dias que correm, uma das instituições que, no máximo, o povo critica, mas que nunca lhe ocorrerá questionar.

Nesse aspecto, os sindicatos dos professores merecem as regalias obtidas: foram bem sucedidos ao implantar na mentalidade geral a ideia de que, se o estado não ofertasse o ensino, as maiores tragédias sociais submergiriam o país em uma era das trevas.

Como bem colocado aqui, "se toda a propaganda governamental inculcada nas salas de aula conseguir criar raízes dentro das crianças à medida que elas crescem e se tornam adultas, estas crianças não serão nenhuma ameaça ao aparato estatal.  Elas mesmas irão prender os grilhões aos seus próprios tornozelos".

Economistas

Em nossa lista negra de mercenários, os economistas terão de aparecer bem perto dos próprios políticos e dos professores. Afinal, haverá profissão mais miraculosamente caloteira do que a do economista moderno[1]?

É toda uma mistura de jargão estatístico e ilusionismo matemático, camuflando os maiores atentados ao bom senso. O papel dos economistas modernos é fundamental para a preservação do governo: o economista moderno se pretende uma mistura de político e cientista, que do alto dos seus modelos nos assegura que tudo vai correr como planeado, bastando apenas que a gestão econômica do país seja deixada aos grandes sábios da econometria.

PIB, externalidades, bens públicos, concorrência perfeita, impostos progressivos, efeito multiplicador: todo um arsenal de artimanhas socialistas mascarado de ciência imparcial. O economista moderno é o maior cúmplice do assalto feito pelo estado à honestidade intelectual.

Tributação

Este é o ponto crucial: a tributação.

A tributação é a alimentação do monstro. A questão dos impostos é o maior exercício de equilibrismo a que o estado se tem de submeter: como espoliar o máximo possível a longo prazo sem nem sequer gerar uma revolução? Aqui reside a arte suprema da política, tal como a descreveu Jean Baptiste Colbert, ministro das finanças de Luís XIV e pioneiro das teorias mercantilistas do século XVII:

A arte de aumentar os impostos é como depenar um ganso: deve-se retirar o maior número de penas com o menor barulho possível.

Fazer com que uma grande parte da população dependa da proteção e dos repasses do estado é a melhor maneira de assegurar a maioria dos votos. No entanto, isso coloca uma pressão imensa em termos de receita.  Como distribuir o butim extorquido do setor produtivo de forma a manter a situação sob controle?

Eis a solução encontrada: evitar ao máximo o contato do cidadão comum com o pagamento de impostos, fazê-lo não sentir que está pagando impostos e, se possível, fazê-lo também acreditar que quem o assalta não é o estado, mas sim quem faz a tarefa de reter e repassar os impostos: as empresas e os patrões.

A maior parte das empresas no nosso país é um autêntico departamento das finanças não-remunerado. No entanto, tudo isso tem de ser completamente escondido do cidadão comum: lembrem-se, há que fingir que pagar impostos é um inquestionável sinal de modernidade, e que, afinal, nem custa nada, pois tudo é tratado automaticamente.

Vamos ao caso concreto: o maior demônio do sistema tributário é a chamada 'retenção na fonte'. No fundo, tal prática pode ser resumida em uma simples expressão: financiamento do estado sem que este tenha de pagar pelos custos do serviço.

As empresas são obrigadas a adiantar todo o seu imposto ao longo do ano, naquilo que é obviamente um empréstimo sem juros ao estado, sendo que podem muito bem nem receber de volta aquilo pelo qual pagaram em excesso quando chega a hora de ajustar as contas (na melhor das hipóteses, há uma restituição parcelada e atrasado daquilo que foi pago em excesso).  

Por outro lado, essas mesmas empresas estão encarregadas de, sempre que efetuarem os pagamentos dos salários dos empregados, reter 'na fonte' o imposto sobre o rendimento destes, de forma que tudo seja processado sem que o iludido funcionário sequer chegue a sentir que o dinheiro lhe foi literalmente extorquido — e, mesmo que o sinta, vai associar o roubo à figura do patrão, que não lhe paga o suficiente, e não a toda a colmeia de funcionários e pensionistas que vivem à sua conta.

[No Brasil já é assim: os custos de um empregado para um patrão são o dobro do salário que ele realmente ganha. Um trabalhador que recebe R$ 1.500 custa mais de R$ 3.000 para o patrão, por causa dos impostos e dos encargos sociais e trabalhistas.  A diferença vai para o governo.  O salário do trabalhador acaba sendo muito menor do que poderia ser, e por causa do governo.  Mas o empregado quase sempre atribui seu baixo salário à ganância do patrão.]

Alguém acredita que o Leviatã poderia se dar ao luxo de sugar tanta riqueza nacional se fossem os próprios cidadãos a entregar o seu imposto no fim do ano? O conceito de 'retenção na fonte' é um dos maiores atentados à liberdade individual já levados a cabo pela sempre original tropa de auditores fiscais. É uma obra prima do totalitarismo fiscal.[2]

Tal como os impostos progressivos.

Os impostos progressivos são a maneira de o estado poupar a maioria da população com rendimentos mais baixos, com menos a perder e com mais ganas de ir para a rua protestar, ao mesmo tempo em que suga quase todo o rendimento dos empreendedores e da classe média, que pagam a maior parte dos impostos, mas cuja vida ocupada e cheia de responsabilidades impossibilita uma verdadeira e efetiva marcha contra esta situação.

Resumidamente, o estado torna depende dele praticamente metade da população, sendo que, para a outra metade, ele assegura que a maior parte não pague impostos, para que não levante um motim, chegando até mesmo a lhe dar algumas regalias — regalias essas confiscadas da cada vez mais tênue minoria de empreendedores e trabalhadores verdadeiramente produtivos e atarefados que compõem a classe média e alta do setor privado.

Daí a genialidade do conceito de retenção na fonte: ele esconde da vista dos trabalhadores o assalto, atribuindo a uma minoria ainda menor, a dos patrões, a obrigação de fazer o processamento de toda a papelada e trabalho burocrático que levaria qualquer cidadão comum a revoltar-se contra a camarilha assaltante.

E vale notar que a Receita Federal assegura que, ao mínimo deslize, a empresa que eventualmente tente driblar este inferno será submetida a um impiedoso espancamento fiscal e judicial, para não mencionar reputacional.  Isso garante que mais nenhum outro empreendedor eventualmente tente fazer graça contra esse esbulho. 

[No Brasil, com 92 tributos e uma burocracia que é um emaranhado de leis, medidas provisórias, decretos e outros atos tributários aterrorizantes, qualquer eventual erro de contabilidade, por mais inocente que seja, já é o suficiente para gerar um terrorismo tributário, fazendo que o pagador de impostos seja chamado de "sonegador" por um simples erro no formulário ou na declaração de renda.]

Para este fim, é de suprema importância incutir na mente de todos os cidadãos a ideia de que não pagar tributo ao estado — em vez de ser considerado uma legítima defesa contra um assalto — significa na verdade considerar que os interesses individuais estão acima dos coletivos, gerando a temível acusação de "ser egoísta". Todos temos de pagar a nossa 'justa parte'.

Os economistas, professores e demais intelectuais a serviço do estado conseguiram a grande proeza de fazer o povo acreditar que toda a sua produção pertence ao estado, o qual, por pura benevolência, permite que você mantenha para si uma fatia dela, desde que devidamente repasse a outra fatia para o estado.

O futuro

Por tudo isso, não deixa de ser curioso perceber que as mesmas pessoas que criticam qualquer pseudo-cartel que exista em uma economia são as primeiras a aplaudir o autêntico oligopólio inter-quadrilhas que existe entre as Autoridades Fiscais de todo o mundo, cujas respectivas Receitas Federais trabalham em conjunto para impedir qualquer tipo de evasão de impostos. 

Você já ouviu alguém na mídia falar deste conluio entre os estados como sendo uma cartelização pura e dura por parte dos suseranos de todo o globo? Claro que não: trata-se apenas de "alargar a base fiscal, como forma de promover um futuro mais justo e transparente."

Futuramente, com o declínio das taxas de fecundidade colocando em risco o crescimento das receitas dos governos, todos nós teremos de fazer nossos pagamentos exclusivamente por meios eletrônicos (o dinheiro em espécie será proscrito, como já está sendo nos países nórdicos), sendo que os bancos serão obrigados a denunciar toda e qualquer movimentação ao estado (como já ocorre no Brasil), sob pena de não serem socorridos caso as coisas corram mal nas suas artimanhas financeiras.

Todo o nosso salário será tributado, mas o governo oferecerá uma enciclopédia de deduções de forma a ter total controle sobre onde e como gastam os seus súditos.

Conclusão

É preciso ser realmente um verdadeiro empreendedor para arriscar ter uma empresa em um país como o nosso. Se a maioria dos cidadãos fosse empreendedor e não empregado ou funcionário, seria totalmente insustentável para o estado manter a situação atual.

No entanto, toda a ideologia anti-capitalista faz com que até alguns dos empresários acreditem que devem à sociedade uma compensação pelo privilégio de terem conseguido acertar naquilo que os consumidores mais valorizam. Só anos e anos de propaganda podem explicar a forma completamente débil como os empresários, principalmente os pequenos e médios, lidam com aquilo por que os obrigam a passar.

Só há uma esperança: que a classe média que trabalha no setor privado e os empreendedores de todo o país se juntem num uníssono 'basta!' que atire o parasitismo socialista de volta para onde nunca devia ter saído: o caixote do lixo da História.

Hoje, mais do que nunca, dependemos da força de vontade e da coragem dos mais produtivos e empreendedores.


[1] Entendendo-se por economistas modernos os astrólogos da estatística e do empirismo, que rejeitam admitir que um economista será sempre um filósofo da ação humana subjetiva.

[2] O conceito de retenção na fonte foi introduzido em tempos de guerra, e, dado o seu sucesso, se mantém até aos dias de hoje.


Artigo adaptado deste texto.


autor

Pedro Almeida Jorge
é consultor e licensiado em economia Nova School of Business and Economics, em Portugal.


  • Leví Cunha   01/04/2016 15:56
    Vou destacar a parte do texto que eu mais gostei:

    "No Brasil, os custos de um empregado para um patrão são o dobro do salário que ele realmente ganha. Um trabalhador que recebe R$ 1.500 custa mais de R$ 3.000 para o patrão, por causa dos impostos e dos encargos sociais e trabalhistas. A diferença vai para o governo. O salário do trabalhador acaba sendo muito menor do que poderia ser, e por causa do governo. Mas o empregado quase sempre atribui seu baixo salário à ganância do patrão.'

    Abri os olhos, hoje sou autônomo, resolvi o problema ...
  • Paulo Barros   01/04/2016 15:56
    A retenção na fonte também nós retira o sagrado direito de sonegar o pagamento e arcar com às consequências.
  • Fernando  01/04/2016 16:00
    E funciona exatamente assim. Sem o mecanismo da retenção, e a terceirização do departamento financeiro do estado nas empresas, o trabalhador pagaria seus impostos? Hipoteticamente, imaginem se obrigatoriedade de recolhimento dos impostos caísse sobre o consumidor final? O consumidor pagaria mesmo tanto imposto?
  • Joao  01/04/2016 16:11
    Esses países nórdicos se acham né...por mim mandaria todo socialista do brasil pra lá
  • Rodrigo Vaz  01/04/2016 16:32
    Gostei, Pedro. O artigo não trouxe nada de novo, mas eu gostei da sua forma de escrever e passar a ideia.

    Eu adicionaria como engrenagem da propaganda, além das escolas públicas e a tributação, também os intelectuais de esquerda e movimentos sociais, sustentados com o dinheiro dos outros. Eles também fazem um papel importante nessa mobilização para escravizar as outras pessoas.
  • paulo  01/04/2016 16:54
    hoje mesmo eu comentei em outro blog sobre estas " viagens" e fórmulas mirabolantes todas que muitos economistas nos fazem acreditar e você, que é uma pessoa culta e conhece a fundo essa temática toda, expõe desta forma tão clara e verdadeira, aquilo que um cara pouco informado, como eu, pensa também...
    ... tudo ótimo sobre o ser empreendedor, pois, eu também já tentei ser um, mas não obtive o êxito...
    mas te devolvo um questionamento: se todos forem empreendedores, quem será o empregado ?

    forte abraço !
  • Tano  01/04/2016 17:56
    eu acho que até o empregado pode ser empreendedor, já que empreender é uma atitude.
    Mas se se refere a todo mundo ser empresario, se todo mundo fosse, as empresas ao invés de contratar pessoas contratarias outras empresas para que lhe providenciem os serviços necessários. Mas acho que é impossível todo mundo ser empresário, mesmo que as pessoas queiram, as vezes é mais rentável ser empregado, ou as vezes por uma questão de tempo, por exemplo se não pretendes ficar em uma localidade muito tempo, etc. Isso além de ter a capacidade de gerir uma empresa, etc
  • Antonio  01/04/2016 19:26
    Paulo, há um artigo aqui mesmo no mises que ajuda esclarecer um pouco sua dúvida, a respeito de (...se todos forem empreendedores, quem será o empregado?) De início o artigo cita o seguinte: "Por definição, o capitalista é quem detém o capital e os meios de produção, o empreendedor é quem elabora e executa um plano de investimento — também chamado de empreendimento —, e o proletário é a mão-de-obra contratada para ajudar no empreendimento".
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1623

    Por outro lado, arrisco a dizer que um mundo onde todos sejam a mesma coisa - empreendedores - é utópico; há que ver aí nesse empreendedorismo se todos vão participar ativamente do mercado oferecendo seus produtos e serviços. Possivelmente aqui mesmo no mises existem outros artigos que esclareces melhor o que vem a ser empreendedor e como o mesmo se insere nessa ótica do mercado.

  • Julio Cesar  01/04/2016 19:39
    Ainda sou iniciante nos meus estudos sobre o libertarianismo, Escola Austríaca etc. mas, como empreendedor desde 2006, sempre trabalhei sozinho. Já pensei (antes dessa crise toda) em contratar alguém para me ajudar, mas não conseguiria fazer isso registrando o funcionário.

    Como não queria contratar alguém sem registro e correr o risco de ser denunciado posteriormente e, pelo tamanho de minha empresa, ter grande possibilidade de fechar as portas caso isso acontecesse, resolvi trabalhar sozinho.

    Então, desde 2006 eu trabalho sozinho. Se eu preciso fazer um serviço que não dou conta sozinho, contrato empresas parceiras para me ajudar. Se fecho um contrato para execução de um serviço que não domino, contrato novamente uma empresa parceira para fazer o mesmo. E isso ocorre do outro lado também: essas empresas parceiras estão sempre me passando serviços e projetos que elas não tem know how ou interesse de tocar.

    Sim, sou uma micro-empresa, com faturamento pequeno, mas estou muito bem assim e correndo menos riscos. Se eu tivesse contratado lá atrás, teria demitido todo mundo ano passado.

    PS: trabalho com TI

    Abraços!
  • Dam Herzog  02/04/2016 02:14
    A terceirização desempenhará um grande papel quanto todos forem autonomos.
  • Dom Pedro XVI  04/04/2016 13:44
    Paulo, se todos forem empreendedores, haveria pouca mão de obra para ser contratada, o que faria os salários subirem muito (poucos trabalhadores=altos salários, muitos trabalhadores=baixos salários, lei da Oferta e Procura)Consequentemente, os empreendedores de menor sucesso fechariam seus empreendimentos e se tornariam trabalhadores assalariados. Sem necessidade de ninguém pra "regular" o processo.
  • Tano  01/04/2016 17:42
    "Resumidamente, o estado torna depende dele praticamente metade da população, sendo que, para a outra metade, ele assegura que a maior parte não pague impostos, para que não levante um motim, chegando até mesmo a lhe dar algumas regalias — regalias essas confiscadas da cada vez mais tênue minoria de empreendedores e trabalhadores verdadeiramente produtivos e atarefados que compõem a classe média e alta do setor privado."

    se fosse verdade....
  • Jean Marcelo  01/04/2016 19:10
    Em continuidade aos comentários caso todos sejam empreendedores teremos pessoas produzindo e sendo remuneradas pelo seu trabalho. Estas pessoas, jamais vão enviar um e-mail para elas mesmas informando a convenção do sindicato.
  • Trader Carioca  01/04/2016 19:59
    Algumas notícias relacionadas com o artigo

    Milionários fazem campanha para pagar mais impostos nos EUA

    Quanto pagamos de impostos? Em um dos trechos, fala que em 2015, os brasileiros pagaram em média 41,37% dos seus rendimentos em impostos.
  • Sidiney  01/04/2016 22:42
    Andei fazendo umas contas por baixo e, levando-se em conta os encargos sociais e trabalhistas pagos pelo empregador, cheguei a conclusão que 60% de tudo que produzimos vai para o Estado. Só ficamos com 40%. Uma vergonha!!!!
  • JP  01/04/2016 21:28
    Apesar de não ser tão relacionado com o artigo em tela, vale a pena ver o quão o parasitismo estatal pode entrar na sua vida e, claro, grupos interesseiros em todas as áreas, inclusive nesta:

    www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1431521&filename=PL+4282/2016

    SINISTRO!
  • Guilherme  02/04/2016 09:33
    Taxidermista, sempre vejo você sugerindo livros interessantíssimos nos comentários. Seria legal se pudesses fazer uma lista com alguns livros recomendados, sei que muita gente aqui ficaria interessada!
  • Taxidermista  05/04/2016 14:43
    Caro Guilherme,
    agradeço o comentário.

    As indicações ocorrem conforme o tema do artigo e/ou o autor, então fica difícil resgatar todas elas...

    Seja como for, e para manter o espírito colaborativo à vista do seu comentário, vou referir duas obras excelentes condizentes com o IMB (e que não são mencionadas na biblioteca do site):

    Sobre Escola Austríaca de Economia, esse livro recente do Robert Murphy, uma espécie de "síntese" do Human Action do Mises:

    www.independent.org/store/book.asp?id=116


    Sobre austro-libertarianismo, esse livro:

    https://mises.org/library/spontaneous-order-capitalist-case-stateless-society


    Abraço.




  • Rodrigo Vaz  02/04/2016 18:10
    Concordo com o guilherme! Uma lista de livros recomendados, explicando o motivo de cada um estar nela, é sempre bem vinda.
  • Taxidermista  05/04/2016 14:44
    Vide comentário ao Guilherme.

    Abraço.
  • Henrique Zucatelli  01/04/2016 23:16
    Passo a passo estamos caminhando mundialmente para a revolução do povo livre, seja pacífica ou violenta, pois eles podem fazer tudo, mas para conseguir o que querem, vão ter de cortar a internet ou transformar em crime falar de liberdade.

    Falando nisso, quero convidar o IMB e todos os brilhantes comentaristas a contribuir para o canal que estou montando no Youtube. Quero levar a cabo a premissa que temos que começar por algum lugar, e acho que a melhor maneira é passar aos mais jovens esse nojo que sentimos de tudo que está errado de forma racional e concreta.

    Como eu disse em outro artigo: o liberalismo tem de ter tudo que o socialismo tem: passado, presente e futuro. Dar soluções, promover ensaios sobre panoramas a curto, médio e longo prazo em todas as desconstruções do socialismo que fizermos. É uma missão longa, árdua, mas que se cada um fizer um pouco, nem que seja um vídeo apenas, já terá jogado mais uma pá de cal nessa mentira que Marx inventou.

    Quem quiser participar, me contate no meu email pessoal: hzucatelli2@gmail.com

    Toda ideia é bem vinda. Toda contribuição é válida.
  • Amigo de Alguns Comentaristas  01/04/2016 23:24
    MUITO BOA, HENRIQUE ZUCATELLI!
  • Renato  02/04/2016 01:15
    Não adianta reclamar dos políticos enquanto ainda existir a classe política.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email é galenolima@ibest.com.br
  • Isis Monteiro  19/04/2016 14:39
    Como pode um País que gasta R$ 25 bilhões anuais com o programa bolsa família,com ótima relação custo-benefício, e por outro lada gasta mais de R$ 600 bilhões anuais com pagamentos de juros.
    Enquanto a maioria das empresas nacionais estão falindo, os bancos batem recordes de lucratividade. ALGUMA COISA ESTÁ MUITO ERRADA.
  • Observador  19/04/2016 15:16
    "Como pode um País que gasta R$ 25 bilhões anuais com o programa bolsa família,com ótima relação custo-benefício, e por outro lada gasta mais de R$ 600 bilhões anuais com pagamentos de juros."

    Permita-me, então, lhe explicar.

    O governo gasta muito com juros porque teve de se endividar enormemente.

    E por que ele teve de se endividar enormemente?

    Porque gastou muito mais do que arrecadou.

    E por que gastou muito mais do que os R$ 2,7 trilhões que arrecada?

    Porque é gerenciado por incompetentes keynesianos que acreditam que gastar cada vez mais é algo que irá aditivar a economia.

    Portanto, se você acha que os gastos com juros são absurdas, defenda a redução imediata do estado. Os juros não surgiram por mágica. Juros são resultado do endividamento. O estado se endividou justamente para atender às políticas progressistas que pregam cada vez mais gasto.

    "Enquanto a maioria das empresas nacionais estão falindo, os bancos batem recordes de lucratividade. ALGUMA COISA ESTÁ MUITO ERRADA."

    Por sorte, você também pode lucrar tanto quanto os bancos. Compre títulos no Tesouro Direto. Você terá o mesmo ganho dos bancos. Eu comecei a fazer isso em janeiro desse ano.
    Em pouco mais de dois meses, meus papeis já renderam 40%. Repito: 40% em pouco mais de dois meses.

    Estou melhor que os bancos.

    Saudações.
  • Emerson Luis  02/04/2016 11:27

    A doutrinação nem sempre é proposital, muitas vezes uma geração simplesmente repassa para a outra a doutrinação que ela própria recebeu sem nunca ter conhecido outro paradigma. De qualquer forma, é necessário divulgar esses fatos e ideias para que gradualmente permeiem corações e mentes de cada vez mais pessoas.

    Referente ao empreendedorismo, quantas pessoas não deixam de abrir uma microempresa e gerar mais riqueza e empregos por causa dessa burocracia toda? Muitas, com certeza.

    * * *
  • Julio cezar Rodrigues  02/04/2016 16:47
    Tenho minhas dúvidas se um dia viveremos sem Estado. Não há defesa etica para a existência do leviata. No caso específico da violência existem estudos sérios que mostram a redução desta nas sociedades com estado em comparação com as sem estado.
    Na minha humilde análise o estado acaba sendo consequência na nossa falência etica como ser humano. Dado q não somos programados pela natureza para agir de determinada forma (como os animais sociais por exemplo) deliberamos em fazer ou não fazer algo, organizar desta ou daquela forma, saquear e escravizar ou trabalhar e produzir empreendendo. Se por uma conspiração do universo acordássemos amanhã sem estado, não tenho dúvidas que em dois dias já estaríamos com um porto-estado em germinação.
  • Julio cezar Rodrigues  02/04/2016 17:01
    "Dentre todas as numerosas formas que os governos assumiram ao longo dos séculos, dentre todos os conceitos e instituições que foram experimentados, nenhum conseguiu manter o estado sob controle. O problema do estado evidentemente nunca esteve tão longe de ser resolvido como está atualmente. Talvez novos caminhos devam ser explorados em busca de soluções se realmente quisermos algum dia resolver de uma vez por todas a questão do estado.[xliv]". Trecho do livro anatomia do estado desta biblioteca. Concordo com o autor. Pensem: como fazer com que todo o planeta entenda q sem estado nossa existência seria melhor se a grande maioria tem na verdade medo da liberdade? Lembrem-se da servidão voluntária a qual a grande maioria esta imersa. Isso e inclusive a fonte do pensamento religioso. Não admitimos estarmos sozinhos com nossa liberdade plena. E preciso um deus que me criou, legisla, controla, pune etc. Troque estado por deus e veja se não da no mesmo (tributo =dizimo)...
  • Pobre Paulista  02/04/2016 20:10
    Você paga dízimo por acaso?
  • Julio cezar Rodrigues  03/04/2016 00:17
    Dízimo e uma obrigação moral no estado laico conforme a crença vivenciada por alguém. Em um modelo de estado teocratico a pena e a morte pelo não pagamento. Mas o argumento e ilustrativo. Apenas mostra como nossa espécie tem compulsão para abrir mão da liberdade em nome de algo transcendente (estado, deus, ideologia etc). Essa predisposição da nossa espécie eu reputo como um óbice para a abolição do estado ou mesmo de um modelo de estado mínimo. A crença religiosa nunca fica adstrita a esfera pessoal. Ela e rapidamente institucionalizada, organizada e cria uma forma de controle social informal que alimenta e sustenta ou legítima alguma forma de estado. E o que a história nos apresenta.
  • Edmilson Fernandes  05/04/2016 18:14
    Falando besteira. O que é que Deus pode querer e mandar senão precisamente a adequada e plena realização da pessoa humana? Na criação por amor, o único interesse de Deus só pode ser o Homem vivo, realizado e feliz. Esse pensamento não se confunde com os Interesses do Estado...até hoje nunca ouvi dizer que alguém foi preso por deixar de pagar Dízimos...
  • anônimo  06/04/2016 00:03
    Respeito sua posição. Não da pra saber o que um deus quereria. Com certeza se ele(a) for onisciente não quer nada. O atributo da onisciência e incompatível com qualquer volição.
  • Pobre Paulista  06/04/2016 01:40
    Você acabou de se contradizer e provar que não "dá no mesmo".

    Você não crê em um Deus, por consequência não tem uma religião, e por isso não paga dízimo à nenhuma Igreja. E nada acontece com você.

    Mas se você se recusar a pagar seus impostos, você certamente será preso.

    Absolutamente, não dá no mesmo.

    Religião é uma escolha individual. Estado é uma imposição coercitiva. Não tem nada a ver uma coisa com a outra.
  • Jorge  06/04/2016 02:59
    Você paga dízimo por acaso?
  • Flamarión Ribaldo Kross Zuenir  06/04/2016 21:13
    E você, paga?
  • Iniciante  02/04/2016 17:47
    Olá, gostaria de mais artigos que falassem sobre os funcionários públicos e relacionados.

    Obrigado.
  • Pro  02/04/2016 20:52
    Pois não:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2332 (veja também os vários links ao longo do texto).

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1787

  • Dalton C. Rocha  02/04/2016 18:45
    O artigo nada fala sobre o pior parasitismo do Brasil. O parasitismo de viver dos rendimentos dos títulos públicos, que é a fonte da maioria absoluta dos gastos públicos, no Brasil. Não que isto seja novo. No Brasil do Segundo Império, nos seus últimos anos de existência, o pagamento de títulos públicos tomava mais de 60% dos gastos públicos totais, no Brasil. Ver este livro: www.amazon.com/How-Latin-America-Fell-Behind/dp/0804727384/ref=sr_1_fkmr0_1?s=books&ie=UTF8&qid=1459622704&sr=1-1-fkmr0&keywords=WLatin+America+fell+behind
  • Renegado  04/04/2016 11:48
    Só existe esse parasitismo por que o governo gasta mais do que arrecada, daí a necessidade de emitir títulos públicos. Eses títulos são mais um atestado de incompetência do governo.
    Sugiro fortemente o seguinte artigo, ele é bastante esclarecedor: www.mises.org.br/Article.aspx?id=344
  • Isis Monteiro  22/04/2016 13:11
    Concordo plenamente que o Brasil é um estado gastador, ou seja, as despesas não cabem no Pib e dessa forma tenhamos que gastar mais de R$ 500 bilhões anuais para pagamento de juros. Cabe destacar que o bolsa família gasta menos de R$ 25 bilhões anuais. É uma distorção imensa.
  • Kuesley Fernandes  03/04/2016 15:30
    Seria possível criar um "The Truman Show" para "provar" as teorias discutidas aqui no portal?

    Precisaríamos de vários empresários apoiadores, mas penso que assim daria pra mostrar todas as teorias discutidas aqui.

    Criar um cenário econômico livre, com menos intervencionismo, menos estado e mais livre iniciativa?
  • vikgrbn  05/04/2016 00:22
    Pergunto-me até onde pode chegar a falta de sensibilidade do brasileiro. Isso sem mencionar a decência, educação, humildade, etc... Como é possível que o brasileiro seja tão subdesenvolvido? Desnecessário dizer que o brasileiro é desnecessário. As olimpíadas serão a maior derrota que um anfitrião já provou.
  • Andre Nestor  11/04/2016 15:30
    Excelente artigo e comentários para refletirmos sobre o momento atual da nossa política e economia. As engrenagens do parasitismo são mais profundas do que parecem.

    Basta ver a relação entre políticos corruptos, empresários, lobbistas, marquetieros, jornalistas, blogueiros, doleiros, corporações e bancos, que todos nós sabiamos que existia, mas que está sendo revelada em maior profundidade na Lavajato. Todos vivendo as custas do nosso dinheiro.

    O livro a seguir revela um pouco mais desse parasitismo em escala global. Convém mencionar que o autor é claramente de esquerda e crítico inclusive da própria escola austríaca. Com os devidos descontos por conta dos exageros ideológicos, vale uma lida. Ou uma pesquisa pelo nome do autor e do livro no google, que é suficiente para encontrar entevistas do autor em alguns blogs.

    Killing the Host: How Financial Parasites and Debt Bondage Destroy the Global Economy
    Michael Hudson

    Um abraço,

    Andre
  • Mohamed Attcka Todomundo  19/04/2016 15:45
    q foto estranha. parece q o cara tá saudando/adorando o sol e se masturbando simultaneamente
  • Fernando  08/05/2016 21:47
    Concordo inteiramente, mas a pior parte é bancar um monte de aposentado com idades baixíssimas. Conheço militar aposentado aos 42 anos de idade


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