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A melhor maneira de se abordar a questão do terrorismo e da criminalidade urbana

Pessoas benevolentes naturalmente tentam entender e ver alguma lógica em eventos terríveis, como os ataques terroristas de ontem em Bruxelas.  O objetivo desse esforço seria o de tentar lidar com o desconforto psicológico que ocorre quando uma violência aparentemente incompreensível ocorre.

É difícil aceitar que vivemos em um mundo em que bombas aleatórias explodem e matam viajantes pacíficos em aeroportos e estações de metrô, pois isso ameaça nosso equilíbrio emocional e senso de bem-estar pessoal.  Esse desconforto foi intensificado nessa nossa era de notícias globais, em tempo real, 24 horas por dia, sendo que, apenas algumas gerações atrás, nossos ancestrais simplesmente nada sabiam sobre todas as coisas ruins que aconteciam no mundo.  O mundo parece mais perigoso hoje, independentemente de se ele de fato é mais perigoso.

Assim como os políticos e a mídia tentam criar uma narrativa que explique e influencie eventos, os indivíduos automaticamente tendem a inserir sua narrativa pessoal para tentar explicar o mundo à sua volta.  É da natureza humana querer que a realidade se comporte exatamente como nossa ideologia e visão de mundo.

Desnecessário dizer que, logo após os ataques, os noticiários imediatamente se tornaram repletos de perspectivas ideológicas a respeito do que deveria ser feito.  Conservadores, em geral, defenderam uma abordagem mais rigorosa da "guerra ao terror", com "medidas mais duras" para acabar com o terrorismo islâmico, medidas essas que sempre vêm acompanhadas da redução das liberdades civis.  Já os progressistas, em geral, defenderam mais repasse de dinheiro para os países do Oriente Médio, fronteiras abertas para todos os imigrantes, e uma maior assimilação dos mulçumanos por meio de políticas que tornem os países mais tolerantes e multiculturais (ou seja, os mesmos argumentos de "mais assistencialismo" e "mais educação" a que eles recorrem para solucionar o problema da criminalidade).

Ambas essas abordagens refletem tendenciosidades inerentes a cada ideologia, e estão, para ser bem sutil, fundamentalmente incorretas.

Libertários também são acusados de tentar fazer com que eventos do mundo real se encaixem em sua ideologia, em vez de adotarem uma abordagem inversa.  Com efeito, libertários são vistos como particularmente dogmáticos em seu viés anti-estado — especialmente no que diz respeito aos chamados bens públicos.  O argumento, ao menos em sua superfície, parece relativamente sensato: afinal, o terrorismo e a ameaça de grupos como o Estado Islâmico demonstram a necessidade de haver uma ação coordenada entre os governos do mundo.

Porém, se a justificativa para que o estado forneça bens públicos, como segurança, é a de que o livre mercado não pode provê-los — em termos técnicos, isso seria uma "falha de mercado" —, então qual é o argumento quando este serviço estatal fracassa fragorosamente?  E não se trata apenas de terrorismo, mas também da própria criminalidade urbana, cujo combate é monopólio do estado. 

Quando o estado fracassa — e ele fracasse recorrentemente — no provimento deste serviço, por acaso surgem economistas dizendo que houve uma "falha de burocracia" e propondo a desestatização e a subsequente privatização da segurança, quebrando assim este monopólio não-natural do estado sobre a polícia e serviços de inteligência?

Muito pelo contrário: ninguém culpa as agências do governo ou a polícia estatal quando ocorrem atos terroristas ou de criminalidade urbana.  Quando muito, os agentes estatais responsáveis por deixar isso acontecer são, em vez de punidos, recompensados com aumentos na fatia do orçamento destinada ao seu setor.  Em vez de punição, eles ganham mais dinheiro extraído dos pagadores de impostos.

Que fique bem claro: os únicos culpados por atos terroristas e pela criminalidade urbana são os próprios terroristas e os criminosos.  Ponto.

Mas a questão aqui é outra: conservadores dizem que políticas "progressistas" (leniência com a criminalidade e política externa frouxa) geram mais terrorismo e criminalidade, ao passo que os progressistas dizem que são as políticas "conservadoras" (intolerância cultural e política externa agressiva) que geram mais criminalidade e terrorismo.  No entanto, há uma política com a qual todos os governos de todos os países do mundo concordam: a política de não permitir que o livre mercado, inclusive o mercado de segurança privada, opere livremente.

Se a ideia de permitir que o livre mercado opere livremente for uma "ideologia", então que seja.  Do meu ponto de vista, o mercado representa uma ausência de ideologia.  O mercado não liga para o seu credo, sua cor, seu sexo, sua preferência sexual.  Ele quer apenas lhe servir em troca do seu dinheiro.  Ainda mais importante, o livre mercado fornece, disparado, as abordagens mais práticas para problemas difíceis como terrorismo e criminalidade urbana.  Com efeito, os conservadores e os progressistas é que são os verdadeiros sonhadores: não importa quantas vezes o governo fracasse em impedir atos terroristas ou de criminalidade urbana (que são monopólios seus); quanto mais ele fracassa, mais eles insistem que as mesmas e surradas políticas sejam reforçadas e que o carcomido aparato estatal seja "remodelado".

Uma abordagem libertária não requer nenhuma grande mudança na opinião pública e nem na política; requer apenas uma disposição para se começar a privatizar a segurança em aeroportos, estações de metrô e, por que não?, ruas.  (Para esta última, leia aqui um artigo específico sobre como poderia ser feito).  A segurança é privada em shoppings e, justamente por isso, a criminalidade nessas localidades é praticamente nula.

Mas vale ressaltar que crimes e violência existem em todas as sociedades.  O objetivo humanamente possível é minimizar o crime e a violência dentro de uma realidade que leva em conta os recursos disponíveis e o custo total geral, que tem de ser razoável.  Já o governo, por sua vez, é singularmente incapaz de fornecer serviços de segurança com competência pelo mesmo motivo que ele é incapaz de fornecer moradias, alimentação e serviços de saúde de qualidade: por operar à margem do mercado, por não ter de se submeter ao sistema de lucros e prejuízos, ele não é capaz de calcular, de maneira racional, os custos e os benefícios.

Como o governo, em tese, pode conseguir o tanto de dinheiro que quiser (via impostos e emissão de dívida), ele não possui rédeas sobre si mesmo; ele não está sob a exigência de satisfazer o teste de lucros e prejuízos que mede a qualidade do serviço ofertado a seus consumidores, algo que, no mercado, é o que permite a uma empresa obter fundos.  Uma vez que não há rédeas, deixa de haver também qualquer chance de o governo alocar recursos racionalmente.  Assim como o governo não é capaz de saber se deve construir a estrada A ou a estrada B, ou se deve "investir" em uma estrada ou em uma escola, ele também não sabe se deve produzir mais eletricidade, ou se deve prospectar mais petróleo, se deve alterar seu serviço de entrega de cartas, ou se deve fornecer mais segurança (e quanto a mais de segurança).

Com efeito, não há como o governo saber o quanto deve gastar em todas as suas atividades em que está envolvido.  Simplesmente não há maneira racional de o governo alocar fundos ou mesmo decidir o quanto ele deve ter. 

O sistema de lucros e prejuízos serve como guia crítico para direcionar o fluxo de recursos produtivos.  Tal guia não existe para o governo, que não possui uma maneira racional de decidir o quanto de dinheiro ele deve gastar, seja no total ou em algum setor em específico. 

O governo, para piorar, é também irremediavelmente burocrático e completamente politiqueiro em tudo o que faz.  Ele sempre estará sob os auspícios de uma gente cujo horizonte temporal é de no máximo quatro anos.  O governo é uma máquina voltada para procedimentos e não para resultados.

O setor público é um setor que, inevitavelmente, por pura lógica econômica, sempre funciona às escuras, sem ter a mínima ideia do que faz, e sempre tendo de fingir que está fazendo tudo certo.

Somente a propriedade privada — seja ela um terminal de aeroporto, um avião de uma companhia aérea, uma estação de metrô, ou uma loja em uma rua — pode ser adequadamente protegida, vigiada e segurada.  Sendo assim, somente agentes privados que arriscam seu próprio dinheiro e sua própria reputação podem fornecer o nível "adequado" (isto é, aquele demandado pelas pessoas) de segurança em qualquer ambiente.  Somente agentes privados, que se preocupam com resultados financeiros, fatia de mercado e, como dito, reputação, sabem como fornecer um bom serviço na área da segurança. 

Ao contrário do estado, somente agentes privados estão totalmente sujeitos a um imperfeito porém existente sistema de penalidades jurídicas em caso de falhas, penalidades essas que lhes trazem grandes prejuízos.

Somente um modelo de seguros, no qual agentes privados arcam diretamente com os custos de suas ações ou inações, pode fornecer os incentivos adequados e, com isso, alinhar os interesses dos fornecedores de segurança com os interesses daqueles que estão sendo protegidos.

Em suma, somente agentes privados possuem todos os incentivos corretos para manter as pessoas seguras e protegidas contra atos de terrorismo e criminalidade.

O livre mercado não é perfeito, pois ele meramente reflete as ações imperfeitas dos seres humanas.  O livre mercado não pode criar uma utopia ou um mundo livre de riscos e de violência.  Porém, a segurança de aeroportos, de serviços de transporte e até mesmo das ruas pode ser acentuadamente melhorada, o que faria com que mais pessoas chegassem vivas às suas casas.

Quando oferecermos uma alternativa aos serviços de segurança ofertados pelas grosseiramente incompetentes e esclerosadas burocracias estatais, as condições melhoram.  E essa é o real objetivo da "ideologia" libertária: um mundo melhor, não um mundo perfeito.

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Leia também:

O setor público: desestatizando a segurança, as ruas e as estradas

O fundamento lógico para a privatização total 

A produção privada de serviços de segurança 

Desestatizando a polícia



autor

Jeff Deist
é o atual presidente do Ludwig von Mises Institute.


  • Juan Domingues  23/03/2016 15:57
    Texto preciso.
    Não há razão para ter medo da iniciativa privada no que diz respeito a nenhum setor, inclusive a segurança. A TSA, agência americana que ganhou amplos poderes e financiamento público expressivo depois de 2001 e faz a segurança dos aeroportos, tem a péssima taxa de sucesso de apenas 5% em detectar ameaças. É um absurdo. O mesmo se pode dizer das forças policiais internas de diversos países, as quais frequentemente não conseguem previnir ou resolver crimes de maneira adequada (no Brasil por exemplo, 90% dos homicídios por exemplo terminam sem nenhuma solução). O governo falha, e falha de maneira assombrosa ao tentar garantir a segurança do seu rebanho pagador de impostos. E pior do que isso: dificulta a segurança individual, na medida em que propõe leis de desarmamento e regulações rígidas para empresas de segurança privada.
  • Andre Henrique  23/03/2016 16:53
    Juan, então se indigne mais, pois os míopes defensores do desarmamento ganharam mais respaldo após a divulgação do artigo/estudo abaixo:

    exame.abril.com.br/brasil/noticias/desarmamento-poupou-20-mil-vidas-em-tres-anos-diz-estudo
  • Flávio  24/03/2016 13:08
    Um ponto que o autor deste coerente texto deixou de citar durante a passagem sobre a segurança entre Estado e aeroportos, um ponto que não foi se quer citado a respeito da segurança é que o Estado usufruí de uma espécie de segurança particular, verifiquem mas instituições, autarquias, órgãos e hospitais se não há uma espécie de segurança particular custeada pelo contribuinte?
    Parabéns pelo excelente tema.
  • Andre B.  23/03/2016 16:05
    "E essa é o real objetivo da 'ideologia' libertária: um mundo melhor, não um mundo perfeito".
    Fico muito puto quando alguém, querendo ironizar o libertarianismo, vem com essa de "nesse teu mundo perfeito"... Porra, ninguém tá falando em mundo perfeito! O mundo é composto de seres humanos, que são imperfeitos! Então não me venham com essa de "no mundo libertário tudo é perfeito"! Aí dizem: "ah, se é imperfeito, então preferimos o mundo atual, que também é imperfeito, mas já conhecemos". Bem, aí já é o "suicídio por medo de morrer", como diz Hoppe. Não quero um mundo perfeito. Quero um mundo sem coação institucionalizada por uma organização criminosa, sem barreiras à inovação, às trocas voluntárias, ao empreendedorismo... Um mundo em que as soluções são buscadas racionalmente através do sistema de lucros e prejuízos, ao invés de por meio de burocratas supostamente iluminados. Será que as pessoas não conseguem ver isso? Pqp!
  • Silvio  23/03/2016 17:45
    Nem quero o tal do "mundo melhor", quero apenas viver num mundo em que eu não tenha que explicar todos os dias para alguém que roubar é errado, não importa quem roube.
  • Guitto  23/03/2016 16:11
    Sensacional o artigo, como sempre. O grande problema é essa ideia chegar as massas, e ainda, tirar esse poder dos burocratas.
  • anônimo  23/03/2016 16:12
    E nesse modelo de sociedade anarco capitalista, haveria um exército privado com armas nucleares? Lembremos que na história sempre houve exércitos formados por estados para conquistar outros territórios, um exemplo é a expansão islâmica desde o século VII incitado por Maomé e que hoje os seguidores desta religião defendem a destruição do mundo ocidental (vide declarações do presidente do Irã, estão trabalhando para ter armas nucleares) para implantação da teocracia, a lei islâmica Sharia em todo o mundo.
  • Magno  23/03/2016 16:24
    Para começar, armas nucleares e biológicas só existem porque o estado deu dinheiro de impostos para que empresas fabricassem essas monstruosidades. Mísseis, canhões, armas nucleares e biológicas não existiriam sem o estado, pois não haveria demanda de livre mercado para sua fabricação.

    Em todo caso, há um artigo específico sobre essa sua pergunta, o qual diz exatamente quais tipos de armas uma sociedade libertária pode permitir:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2037
  • anônimo  23/03/2016 16:36
    Acredita que os islâmicos estão preocupados com o anarco capitalismo? Estude a história do islamismo e veja o que prega o alcorão.
  • Andre Henrique  23/03/2016 16:59
    Num mundo de livre mercado de onde eles tirariam dinheiro para construir armas nucleares?
    Que capitalista libertário teria interesse em investir seu rico dinheirinho nisso?
    E vamos supor que algum doente decidisse que sim:
    1) Sabe quanto custa um programa nuclear bem sucedido?
    2) Numa sociedade livre essa informação seria rapidamente disseminada e haveria uma pressão natural para impedir esse programa
    3) Numa sociedade libre não existiriam grupos extremistas
  • Andre Henrique  23/03/2016 16:14
    É fato que a violência no mundo vem diminuindo, mas a cobertura midiática cresce exponencialmente.
    Temos que ser frios em relação as ações isoladas e nos ater aos números antes de bradar aos 4 ventos que a humanidade está no caminho errado.
    Sobre o ponto principal do artigo: se vivêssemos em uma sociedade global libertária, o número de atos terroristas seria muito menor.... tenho certeza disso!
  • Juan Domingues  23/03/2016 17:03
    Ai já dá uma boa discussão. E eu vou aqui fazer o papel do advogado do diabo, como por exemplo um conservador faria se ouvisse essas afirmações vindas de um libertário purista:
    Com relação a segurança do mundo eu poderia apontar que, apesar do fato de o número de homicídios ser menor em relação ao século anterior (o que convenhamos é bastante esperado, visto que o século anterior teve duas guerras mundiais e ditaduras comunistas que mataram milhões) esse dado por si só está longe de permitir a conclusão de que "o mundo está seguro", uma vez que não exclui ameaças potenciais contemporâneas bastante palpáveis, como o fato mais de 20% da população mundial fazer parte de uma religião expansionista e com ideais completamente antagônicos aos ocidentais, com grupos radicais que não escondem de ninguém suas intenções e uma parcela significativa de não radicais que não pega em armas, mas os apoia. Então seria no mínimo prudente (seja para o Estado, seja para os indivíduos em si) não tomarem a segurança do mundo por garantida e não ignorarem as ameaças potenciais vindas dessas forças completamente antagônicas. É aquela velha história: é muito confortável para nós defender liberdades diversas e não agressão aqui no ocidente. Mas é importante compreender que o nosso mindset e os nossos valores (e gostemos ou não a própria noção de "não agressão" é um valor moral, é sempre importante lembrar) não são automaticamente compartilhados por outros grupos ao redor do mundo. O conservador sempre tem isso bastante claro. Já alguns libertários puristas frequentemente se esquecem disso (não todos, mas parcela significativa).
    Por isso o próprio autor do texto teve o cuidado de apenas sugerir a privatização da segurança, e não cair nessa ideia de "open borders and trade as the solution for all the problems". Como diz o Stefan Molyneux, quando as pessoas começarem a agir sem preferências grupais e quando não existir wellfare state, ai talvez faça sentido falar em imigração livre. Mas esse não é, definitivamente, o caso no momento. Imigração livre ou facilitada associada a um estado de constante transferência de renda da população local para a população que entrou e, pior, a importação de valores que são antagônicos a própria ideia de não agressão (visto que é permitido inclusive matar aqueles que não concordam com você) é uma péssima ideia teórica e prática. A Europa que o diga.
  • Andre Henrique  24/03/2016 10:27
    Juan,
    Então talvez seja mais racional, para fazer essa análise, separar a segurança em dois tipos de violência: pontual e "em massa", ou seja, assassinatos "comuns" e atos terroristas/guerras/conflitos.
    De qualquer maneira acredito que guerras devem sim entrar na análise geral, pois meu ponto é justamente que atingimos um grau de maturidade que nos impede de iniciar uma 3ª GM, por exemplo. O próprio fato de termos escapado de um conflito nuclear na época da guerra fria é, em minha opinião, uma prova disso.
    De qualquer maneira concordo com você que essa migração da segurança pública para a privada (interna e externa) deva ser gradual.
    Abç,
    AHR
  • Ex-comerciante  23/03/2016 16:27
    Gostaria de fazer alguns comentários...
    ..sobre o trecho: "A segurança é privada em shoppings e, justamente por isso, a criminalidade nessas localidades é praticamente nula". Na verdade existe sim criminalidade, porém ela não é divulgada. Já tive loja em shopping e posso afirmar isso, mas tudo é muito abafado para não comprometer o movimento. Claro que isso provoca também uma reviravolta e reforça os padrões de segurança.

    Além disso existe sim a possibilidade de segurança privada. Vejam o site: www.pf.gov.br/servicos/seguranca-privada/servicos/autorizacao-de-funcionamento-de-empresa
    Já vi empresas operarem, inclusive em ruas abertas (pagos por uma certa vizinhança). Quanto à regulamentação, isso é outra história....
  • Paul Kersey  23/03/2016 16:39
    "Na verdade existe sim criminalidade, porém ela não é divulgada. Já tive loja em shopping e posso afirmar isso, mas tudo é muito abafado para não comprometer o movimento. Claro que isso provoca também uma reviravolta e reforça os padrões de segurança."

    Trecho do artigo que fala exatamente sobre isso (com destaque meu):

    "Mas vale ressaltar que crimes e violência existem em todas as sociedades. O objetivo humanamente possível é minimizar o crime e a violência dentro de uma realidade que leva em conta os recursos disponíveis e o custo total geral, que tem de ser razoável."

    Onde a criminalidade é minimizada: dentro dos shoppings ou na 25 de março?

    "Além disso existe sim a possibilidade de segurança privada. [... ]Já vi empresas operarem, inclusive em ruas abertas (pagos por uma certa vizinhança). Quanto à regulamentação, isso é outra história."

    E como está a criminalidade nestes locais?
  • Guilherme Freire   23/03/2016 18:29
    "Em suma, somente agentes privados possuem todos os incentivos corretos para manter as pessoas seguras e protegidas contra atos de terrorismo e criminalidade".

    Me considero libertário, mas não consigo alcançar a plena realização anarquismo, a não ser na minha mente. Um estado mínimo, mínimo e eficiente, me parece fundamental, pelo menos até que se alcance um nível intelectual menos heterogêneo (note-se, não um nível intelectual planificado, artificial, mas um nível livre e pleno.
    Independentemente disso, e tratando exclusivamente da parte do texto aqui colada, tenho algumas dúvidas: sem uma implementação global, a parte que adotasse apenas segurança privada, como ela avaliaria e decidiria sobre a segurança de suas fronteiras, por exemplo? nesse caso seria preferível o estado incompetente e incapaz? Uma coisa se faz em estabelecimentos privados; outra são as fronteiras e os desafios complexos das ruas, da coisa pública. Enfim, aguardo uma resposta para elevar meus conhecimentos
  • Andre Henrique  24/03/2016 10:34
    Guilherme,
    Para mim é simples: deve-se separar segurança interna de externa, mesmo que elas tenham certa interação.
    Sendo pragmático, deve-se inicialmente privatizar (gradativamente) a segurança interna. Exemplo: faz um piloto num estado como o RS, onde a violência vem aumentando a passos largos. Passado um determinado período, você compara e divulga os indicadores com os outros estados do Brasil. Salvo alguma explicação extraordinária, esse estado irá se destacar em relação aos demais dando respaldo para privatizar gradualmente a segurança dos outros.
    Abç
  • Raphael Paiva  10/04/2016 15:57
    Em eventos como shows, existe segurança privada e sempre rola uma pancadaria.
  • Magno  10/04/2016 16:30
    "Sempre"?!

    Sempre mesmo? Sério?

    De minha parte, não me lembro de nenhum grande evento que não tenha tido a PM como segurança.
  • Andre Henrique  23/03/2016 17:02
    Verdade isso? A verdade é abafada?
    Então se alguém matar um familiar meu dentro de um shopping ninguém ficará sabendo?
    O que ocorre?
    Vem o Will Smith com um dispositivo que solta um flash e todo mundo se esquece do que aconteceu enquanto duendes limpam o sangue do meu familiar?
    Por favor me diga que acontece dessa forma!
  • anônimo  24/03/2016 11:52
    Deixe de frescura.A família pode falar mas a mídia não, qualquer idiota entende isso.
  • Andre Henrique  24/03/2016 14:37
    Qualquer idiota também entende que existe algo chamado estatística
  • Diego  23/03/2016 16:55
    Mas segundo a mídia, a grande ameaça pra humanidade é a eleição do Trump e as vitórias da extrema direita na Europa(pra mídia qualquer um que tenha pulso firme e ouse enfrentar os canalhas de esquerda é extremista, ultra, agora não existe extrema esquerda). Obama chega ao cúmulo de virar capacho da ditadura de Cuba, tenta atropelar tudo pelo fim do embargo na marra, mas isso não é motivo pra críticas, da mesma forma como a cagada dele no Oriente Médio que abriu as portas pro Isis. Não falam nada. Agora o Trump é o populista. O caso dos emails da Hillary já foi esquecido. Um velho declarado comunista pode ser presidente dos EUA mas isso não representa nenhuma ameaça, nada de falar em extrema esquerda. Sem contar a insistência em associar a direita ao fascismo e ao nazismo, invertendo completamente a realidade dos fatos.
    Acuse-os do que você faz, chame-os do que você é. Nojo.
  • Andre Henrique  23/03/2016 17:49
    O Trump está é pisando no calo de muito hipócrita...
    Se eu fosse americano seria seu militante fervoroso, mas o fato de falar muitas verdades é justamente o que pode tirá-lo essa eleição. O povo prefere ser iludido... o povo é burro e, quem fala burrice, se elege.
    A diferença do Brasil para lá é que aqui quanto mais burrice falares, melhor... lá existe um limite.
  • Juan Domingues  23/03/2016 17:54
    Há setores da mídia aqui dos EUA que tiveram a cara de pau de culpar (mais uma vez) o próprio povo belga por "não terem recebido os imigrantes com carinho". E isso apesar do fato de a Bélgica ser um dos países com maior presença muçulmana na Europa. É realmente inacreditável.
    Sem falar em toda a bobagem usual (criticar a "extrema direita", a "xenofobia", a "islamofobia" e por ai vai).

  • Pobre Paulista  23/03/2016 17:10
    O Lew Rockwell não é mais presidente do Mises?
  • Bartolo de Sassoferrato  23/03/2016 22:21
    Faz um certo tempinho já
  • cmr  23/03/2016 17:33
    Eu tenho uma dúvida, que não é inédita.

    Imagine o caso de um país anarcocapitalista, onde tudo é privado, ser invadido por um estado militarista por terra, ar e mar.
    Imagine um ataque por terra com tanques, blindados, lançadores de mísseis, etc...
    Imagine um ataque pelo ar com caças, bombardeiros, etc...
    Imagine um ataque pelo mar com fragatas, submarinos, porta aviões, etc...

    Como a iniciativa privada responderia a esse ataque massivo ?. Já que não haveriam forças armadas.
    Já me perguntaram isso várias vezes.

  • Pobre Paulista  23/03/2016 18:49
    Não se atacaria um "país" ancap, e sim territórios de seus legítimos proprietários. Creio que cada um teria uma maneira de se defender distinta. Sem defesa adequada eles seriam dizimados, simples assim.

    Mas mas me pergunto, porquê um país gastaria milhões de dólares atacando a propriedade de alguém? Como ele poderia fazer isso sistematicamente sem falir?
  • Diego  23/03/2016 18:59
    Desde quando um país anarco capitalista não tem forças armadas? Aliás, em qual regime do mundo, um país abre mão das suas forças armadas?
    Como exemplo tanto o nazismo quanto o fascismo adotavam o anarco capitalismo e nem por isso deixaram de ter e investir pesado nas forças armadas, muito pelo contrário, eram um instrumento poderoso de propaganda de ambos.
  • Rennan Alves  24/03/2016 14:29
    "Como exemplo tanto o nazismo quanto o fascismo adotavam o anarco capitalismo..."

    Como é que é?!?!
  • Andre Henrique  23/03/2016 19:10
    Leia o tópico "O estado democrático e a guerra total" no artigo abaixo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1221#Note24
  • opinador  23/03/2016 20:19
    Em um território ancap as pessoas/empresas poderiam contratar um exercito privado, coisa que já existe.

    A diferença pratica que essa empresa iria vender seus serviços para os moradores dizendo justamente isso que vc está dizendo.

    Seria uma especie de seguro que seria pago para não se usar.

    Ou seja, seria usado apenas no momento da guerra.

    Outra opção seria um exercito financiado por doações voluntarias.

    Grandes empresas teriam interesse em proteger o território e todos os seus moradores, afinal uma bomba não faz distinção de rico e pobre...

    Fora que não se tem muito incentivo de se atacar um território ancap. veja a Suiça, Cingapura, Hong Kong. quase não tem inimigos e são os paises mais próximos disso.

    Outra opção seria uma milicia formada pelos próprios cidadãos como na própria Suiça.



  • cmr  23/03/2016 21:45
    "Outra opção seria uma milicia formada pelos próprios cidadãos como na própria Suiça."

    Como sempre a Suíça !!!
    Que chance tem um cidadão, armado com um fuzil, contra bombardeiros, caças, tanques de guerra, etc... ?
    Até onde sei, a maquinaria de guerra da Suíça capaz de responder a um ataque desses, está nas mãos do estado, e não de milícias privadas.

    As milícias privadas teriam que contar com muito dinheiro para poder ter a sua maquinaria de guerra e, com isso, impor respeito.

    Eu sinceramente só acredito possível o verdadeiro anarcocapitalismo em lugares muito pequenos e livres dos recursos naturais valiosos. Daí qualquer cidadão, com uma garrucha enferrujada, já consegue espantar quem tentar invadir.
    Nesse caso nenhuma nação, forte militarmente, invadiria; simplesmente por não ser viável uma campanha militar num lugar desses.

    Já se você viver em um país enorme, com muitas riquezas, fica difícil e talvez impossível um grande Leviatã não surgir. Recursos naturais valiosos é uma maldição.
  • Realista  23/03/2016 21:51
    Não há nada que se possa fazer.

    Se uma superpotência como os EUA decidir bombardear um lugar até retorná-lo à Idade da Pedra, não há nada que se possa fazer. Aliás, se os EUA decidirem hoje jogar 10 bombas atômicas no Brasil -- duas para cada região --, não há nada que o governo brasileiro e as forças armadas possam fazer.

    Agora, a questão é: o que um governo ganha ao destruir todo o capital físico de outro país?!

    Normalmente, invasões seguem interesses geopolíticos, e há um claro interesse em se apossar das riquezas da região. Porém, destruindo tudo com bombas atômicas, não fica muita coisa para ser aproveitada.
  • Thomas  23/03/2016 21:55
    Não deixa de ser interessante notar o tipo de cenário absurdo que os críticos da liberdade são obrigados a inventar para tentar diminuí-la. Mais interessante ainda é que os cenários inventados não teriam solução mesmo sob total controle do estado.

    Lembro-me que houve uma época em que os detratores do anarcocapitalismo -- e vale ressaltar que o presente artigo nada fala de anarcocapitalismo, pois não toca no assunto judiciário -- vinham a este site perguntar como uma sociedade ancap faria caso os dinossauros ressuscitassem...
  • anônimo  24/03/2016 12:50
    'Agora, a questão é: o que um governo ganha ao destruir todo o capital físico de outro país?!'

    Ganha o sonho de todo neocon, a doce ilusão de pensar que seus 'inimigos' estão mortos e ninguém mais vai te ameaçar.
  • Humberto  24/03/2016 14:45
    Por isso os territórios devem ser privados.

    Aí quem decide se os macacos da areia entram ou não no seu território é você próprio e não os burocratas ou "a maioria" das pessoas que vivem em tal território.
  • Andre Henrique  24/03/2016 10:43
    cmr,
    Então por favor, nos ilumine com sua inteligência e nos responda por que a Suíça, um país no MEIO da Europa, ou seja, no meio do conflito da 2ª GM não foi dominado?
    Mesmo que sejam somente pessoas armadas "desorganizadas", se você estivesse num pelotão e tivesse que ir para determinado local, e para tal tivesse duas opções de trajeto: um passando por uma cidade com pessoas munidas de paus e pedras e outra com pessoas armadas, por qual passaria?
  • cmr  24/03/2016 13:01
    Onde é que os nazistas guardavam o ouro pilhado dos judeus ?.
    O que eles ganhariam repatriando o ouro ?.
    Por que eles atacariam gente de sua própria etnia ?.
    Qual seria então o objetivo tático de uma invasão nos alpes ?.

    Mas tudo bem, a história romântica do valente povo dos alpes é mais atraente.
  • rodrigo d.  24/03/2016 20:01
    Putz. Onde eles guardavam o ouro pilhado dos judeus. Imagina a situação:

    "Eu roubei milhões em ouro. Ao invés de colocar em um banco do meus país, o mais forte do mundo no momento, vou colocar em um banco no estrangeiro, justamente no pais que meu fuher odeia. Assim, caso eu perca a guerra e saia vivo, posso ir lá e sacar."

    Agora pensa no Hitler, que é quem toma as decisões. "apesar de odiar a suíça, alguns generais meus tem ouro lá, e como eu não quero atrapalhar as negociatas deles, não vou atacar". É um exercício lindo de lógica.

    O que eles ganhariam repatriando o ouro ?.
    bens de consumo, liquidez, proteção para a derrota, segurança monetária, e assim vai, repatriando o ouro eles poderiam comprar qualquer coisa. Afinal mesmo países inimigos aceitam ouro, mas não aceitam papel moeda um do outro.

    Por que eles atacariam gente de sua própria etnia ?
    O Hitler não era famosos por ser muito racional, (invadir Rússia e declarar guerra formal aos eua ao mesmo tempo não é muito genial) poderíamos pergunta sobre os holandeses, noruegueses e etc. Mas a explicação de que ele não atacaria alguém de sua própria etnia parece ser superior ao simples e obvio risco de uma guerra sem objetivo e sem fim. (lembrando que a Rússia acabara de sofrer nesse tipo de guerra contra a ínfima Finlândia)

    Qual seria então o objetivo tático de uma invasão nos alpes ?.
    Difícl dizer, mas podemos lembrar que Hitler não era um homem de documentar suas decisões, o que nos impede de, conhecer seu pensamento tático. Pode ser que não houvesse nenhum interesse por parte dele, mas pensando somente nas reservas de ouro e no acesso facilitado ao seu aliado, acredito que haveria interesse de sua parte, desde que fosse um alvo fácil como a frança ou bélgica.

    Mas tudo bem, a história romântica do valente povo dos alpes é mais atraente.
    Se você vê romantismo em um bando de montanhases armados, morrendo de medo de serem invadidos como a França e se escondendo abraçados com seus rifles, tudo bem.
    Eu só vejo pessoas assustadas, que, talvez por isso, fossem muito perigosas de provocar.
  • Kai  24/03/2016 14:57
    Em um anarcocapitalismo, o ambiente seria privado e portanto seria decisão do dono do território se ele possuiria ou não um exército.

    O exército poderia ser contratado (é o conceito de exército privado que temos hoje) ou poderia ser formado com moradores do território, mas obviamente, tudo através de contratos antes de entrar e permanecer no território.
  • Bruno  24/03/2016 11:53
    Fico com Stefan Molyneux nessa.

    Pense num país de libertários como uma selva, difícil de ser subjulgada. Tornar essa população subordinada a um ente monopolista seria uma tarefa hercúlea.

    Imagine, todos antes livres - talvez por gerações - tendo que voltar a pagar impostos... os libertários - todos - deste lugar não cederiam facilmente.
  • cmr  24/03/2016 13:36
    Eu pessoalmente achei, até agora, os argumentos do Pobre Paulista e do Realista os mais plausíveis.
  • Aprendiz  29/03/2016 15:23
    cmr, infelizmente se for para bombardear, não tem como se salvar. Mas isso não é simples, tem que ter um motivo. Temos vários países com um poderio bélico forte, mas não estão dispostos a gastar seu estoque por alguma intriga, racha. Mesmo países com líderes com muita prepotência (Coreia do Norte) não fazem qualquer ataque dessa maneira (só tá ameaça por enquanto - precisa de apoiadores ou países aliados).

    Mas voltando pro seu caso, um ataque vindo de outro país por quaisquer meios implicaria, em suas consequências, na capacidade do país atacado de resistir, como qualquer outro país do mundo. Um país ancap desenvolvido PROVAVELMENTE já teria um sistema de segurança que contasse com satélites, radares integração entre os serviços privados em todo o país. Do mesmo modo, um país ancap pouco desenvolvido ou que está engatinhando PODE NÃO TER uma segurança tão desenvolvida e simplesmente sucumbir aos ataques. Estamos aqui fazendo um exercício de suposições. Felizmente, a complexa relação entre os países (sistema financeiro, política externa, etc) não permitem que algo do tipo aconteça assim, espontaneamente, quando "eu" bem quiser.



    Quero adicionar a essa questão a possibilidade da existência de um país ancap "puro" hoje é difícil, pois a ONU, até onde eu sei, só aceita países com representação governamental (digo isso baseado no caso da Somália). Sendo assim, há um problema em surgir um país ancap, principalmente se (o que muito provavelmente haverá) outros países pressionarem por um governo mais regulador. Escrevo isso baseado nos vários "aconselhamentos" feitos pela ONU através de cartilhas, artigos, etc. Melhor eu não me estender pois isso deve ser assunto para outro artigo.
  • Diego  23/03/2016 19:35
    Uma simples canetada resolveria boa parte desse problema na Europa: Porte de arma.
    Quero ver esses terroristas atacarem a Suíça, onde o porte é liberado e praticamente todo mundo tem arma. Enquanto isso, o resto da maioria dos europeus sequer podem se defender e já sofreram a lavagem da esquerda de que o mundo é puro e maravilhoso, o deus estado irá protegê-los, viva o multiculturalismo, e viraram um bando de reféns cagões dentro dos próprios países e agora sem saber nem o que fazer.
  • cmr  23/03/2016 21:51
    Nesse caso específico, não acredito que uma população armada impeça o terrorista de detonar a bomba.

    Se todos ali estivessem armados, esse tipo de atentado teria ocorrido assim mesmo.
    Foi uma grande falha dos sistemas estatais de segurança, que não detectaram os explosivos.

  • Andre Henrique  24/03/2016 11:20
    cmr,
    Então por favor nos brinde com seu diferenciado poder de raciocínio respondendo: por que 92% dos assassinatos em massa nos EUA são em "gun free zones" como universidades e escolas?
    Por que eles não entram, por exemplo, numa reunião no NRA e tentam explodir uma bomba como vc propos?
    Se coloque no lugar de um terrorista... achas que é simples entrar num lugar e se explodir? Achas que ele não ficará mais nervoso entrando num lugar sabendo que qualquer pessoa pode estar armada existindo, assim, a possibilidade de acabar morrendo em vão?
    Abç,
    AHR
  • cmr  24/03/2016 13:06
    Então por que Israel não consegue se livrar dos homens bomba ?. Já que eles também estão fortemente armados.

    Ter uma população armada, evita ou minimiza atentados como o de Paris.
    Um atentado do tipo que ocorreu na Bélgica não, este exige mais inteligência para ser evitado.

    Não creio que uma pessoa que detona explosivos presos ao corpo, esteja temendo valentões armados.

  • Rodrigo  24/03/2016 14:38
    Mas os assassinatos em massa nos EUA não foram feitos através de bombas, foram feitos através de armas.

    Ter armas para se defender e impedir um massacre se aplica aos EUA e ao caso do atentado na casa de shows da França, mas não se aplica ao caso do texto sobre os atentados em Bruxelas.

    Nesse caso ele está certo.
  • Kersey  24/03/2016 15:13
    Rodrigo e cmr, contra homens-bomba realmente não há muito o que fazer, mas há duas coisas importantíssimas que estão sendo desconsideradas:

    1) Como um homem bomba entrará em uma rua privada ou em qualquer local privado?

    2) Homens-bomba têm livre acesso a ambientes públicos porque é proibido fazer um racial profiling. O politicamente correto que impera na Europa proíbe que árabes sejam revistados apenas por causa de sua aparência.

    Aí, meu caro, é um abraço. É passe-livre para essa gente.
  • Andre Henrique  24/03/2016 15:46
    Ok... vou reavaliar minha posição sobre bombas e enquanto isso sugiro a leitura do link abaixo. Existe um esforço tremendo em não ligar a religião aos atos terroristas. Já pensaram o porquê e se faz sentido?

    https://wakelet.com/wake/3wUjV6CEMg
  • Lel  24/03/2016 16:23
    A Esquerda social-democrata quer substituir o Cristianismo (e o Secularismo também) pelo Islamismo na Europa.

    Isso já ficou bem claro.
  • opinador  24/03/2016 17:25
    Vc acha que está escrito na cara da pessoa: "Homem bomba" rs ?

    Em uma rua privada. todos praticamente seriam revistados.

    Primeiro que existem MUITOS caucasianos islamicos.

    Sim, dois caras famosos: Benzema e Riberry.

    Vc diria que eles são mulçumanos?

    Se vc ve na Turquia grande parte da população é branca. E no Libano tem muitos arabes sem tal estereotipo, tipo o cara barbudo com turbante.

    Hj o terrorismo islamico está em evidencia, mas existem outros tipos. Exemplo IRA e ETA.

    Alias o IRA é cristão.

    Outra coisa, em uma rua privada, existiriam detectores de metais ou coisas parecidas.




  • Kai  24/03/2016 18:39
    Existe uma diferença entre ser branco e ter traços mediterrâneos (ser árabe).

    O Kersey não falou para não revistar brancos, falou que árabes (que podem ser brancos, mas possuem traços mediterrâneos) não são revistados por causa do politicamente correto e são justamente eles que possuem a maior probabilidade de serem terroristas muçulmanos.

    Só reparar que quase todos que realizaram os atentados possuem traços mediterrâneos.

    Benzema possui descendência direta de argelinos, e isso dá pra ver claramente no rosto dele.
  • opinador  24/03/2016 19:14
    Não sou a favor do politicamente correto.

    Inclusive locais privados ou ruas privadas poderiam discriminar normalmente, impedindo a entrada seguindo qualquer criterio.

    Agora a questão é a eficácia da atitude em conter terroristas.

    Rosto mediterraneo fala serio...rs

    É melhor criar um software que obtenha o DNA da pessoa pelo ar....rs

    E vc só associa o terrorismo com mulçumano por estar em evidencia.

    Mas vc sabe o que é IRA ou ETA?

    Ou atentado de orklahoma ?

    É por isso que leis de segurança devem ser privadas. Pois existem burocratas que acreditam em mecanismo assim para conter a violencia...rs


  • Kai  24/03/2016 19:57
    "E vc só associa o terrorismo com mulçumano por estar em evidencia."

    Não filhinho. Erro seu.

    Tanto historicamente como atualmente o terrorismo muçulmano matou muito mais pessoas e ocorreu muito mais vezes do que qualquer outra religião como o cristianismo e o hinduísmo.

    Não dá nem mesmo para comparar o número de atentados feitos por muçulmanos com outras religiões.

    https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Islamist_terrorist_attacks

    www.thereligionofpeace.com/attacks/christian-attacks.aspx

    https://en.wikipedia.org/wiki/Christian_terrorism

    https://en.wikipedia.org/wiki/Category:Hindu_terrorism
  • anônimo  24/03/2016 21:41
    Faltou esse
    https://en.wikipedia.org/wiki/Jewish_religious_terrorism
  • Kai  24/03/2016 20:09
    Em apenas 1 ano os islâmicos superam os ataques terroristas do IRA facilmente.
  • mauricio barbosa  23/03/2016 20:03
    CMR

    Sem comentários!!!...
  • Emerson Luis  24/03/2016 10:09

    Não existe mais a oscilação entre progressistas e conservadores há um bom tempo; a oscilação que ocorre é entre esquerda moderada (falsamente chamados de direita/neoliberais) e esquerda radical.

    Conservadores de boa estirpe não buscam uma utopia, como fazem os socialistas, mas o melhor (ou menos pior) possível. Logo, conservadores são mais permeáveis às ideias liberais: é só demonstrar como estas são mais eficazes do que o estatismo.

    * * *
  • Renato Matos  24/03/2016 12:46
    Complicado esse assunto.

    Um dos maiores atentados do ano passado ocorreu justamente no interior da casa de espetáculos Bataclan, em Paris, que é uma propriedade privada.
  • Kersey  24/03/2016 12:56
    Sim, uma propriedade privada envolta por estatismo de todos os lados. Por exemplo, ao passo que um cliente não podia chegar ao Bataclan portando uma arma (pois o governo proíbe o porte de armas), os bandidos podiam passear tranquilamente pelas ruas estatais portando metralhadoras, sem serem molestados.

    No mais, não se sabe se a casa de shows tinha autorização do governo para ter seguranças armados. Nenhuma reportagem, aliás, mencionou haver seguranças armados.

    Esse assunto específico foi abordado aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2226
  • Andre Henrique  24/03/2016 15:40
    ouch!
  • anônimo  24/03/2016 19:13
    Em Dallas, no Texas, foi a polícia estatal que impediu um atentado...
  • Murphy  24/03/2016 19:35
    Nossa! Impediu um. Vamos glorificar de pé.

    Aliás, de que você está falando?
  • opinador  24/03/2016 19:46
    Não fez mais que a obrigação...rs
  • Edujatahy  24/03/2016 23:02
    Você quer dizer aquele atentado em que texanos armados estavam em uma convenção de caricaturas de Maome? Atentado este que se sabia o dia exato? Seria esse mesmo?
  • anônimo  24/03/2016 19:35
    Uma política de segurança estatal corretamente aplicada funciona. Por exemplo, o tolerância zero aplicado em Nova York e em Los Angeles deu certo.
  • Bill Bratton  24/03/2016 19:42
    Esse é o maior mito que perdura até hoje. Não houve nada de diferente em NY e LA. A criminalidade vinha despencando nos EUA como um todo. Ambas essas cidades apenas acompanharam a tendência. Veja este gráfico:

    en.wikipedia.org/wiki/Mayoralty_of_Rudy_Giuliani#/media/File:Giuliani_crime_rate.png
  • opinador  24/03/2016 19:46
    Será mesmo ?

    Pode até em alguns lugares serem melhores , mas não resolve muita coisa não.

    www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/06/150610_homicidios_nova_york_rm

    www.nydailynews.com/new-york/nyc-crime/murders-20-2015-year-to-year-comparison-nypd-article-1.2134509

    prospect.org/article/violent-crime-increasing

    Coloquem uma coisa. Nada é melhor que a concorrencia. Nada...rs
  • anônimo  24/03/2016 21:53
    Engraçado como esse artigo entra em contradição direta com aquele lá dos mitos sobre a corrupção
    O cara acha que a cultura ou o 'jeitinho' não geram corrupção...mas aqui no mundo real a gente vê que cultura é capaz de gerar coisa muito pior como atentados terroristas.

  • O Endireitador  24/03/2016 22:43
    "O cara acha que a cultura ou o 'jeitinho' não geram corrupção [...]"

    Eis uma das commodities mais raras do mundo: um brasileiro contrariado que ao menos tenha a decência e a hombridade de representar corretamente o ponto de vista de alguém de quem ele discorda.

    O anônimo acima -- aliás, ser anônimo é a característica dos decentes --, ao mesmo tempo em que critica o jeitinho, não tem a mais mínima vergonha na cara de recorrer justamente ao jeitinho para deturpar completamente o que disse o autor do texto.

    O referido artigo não diz que a corrupção não tem nada a ver com o jeitinho. Ao contrário, ele diz que a corrupção gera o jeitinho. O jeitinho é a consequência da corrupção. Prova empírica disso é que, em países em que não há a cultura da corrupção, o brasileiro que tenta o jeitinho não consegue nada. Em países sem corrupção, o jeitinho não consegue ser importado.

    Você pode perfeitamente discordar do autor, mas não é honesto de sua parte atribuir a ele aquilo que ele não disse.

    Desvirtuar o que o autor disse é desonestidade. Não é corrupção, mas é desonestidade.
  • anônimo  24/03/2016 22:01
    Quando o IMB fala do ISIS ou de terrorismo é sempre citando que uma defesa privada é mais eficiente que a (porca) defesa estatal. Beleza, certíssimo.
    Mas pq vcs, ao contrário do Mises gringo, não tem artigos contando a história inteira?

    https://www.lewrockwell.com/2015/05/tyler-durden/the-us-created-isis/
  • O Endireitador  24/03/2016 22:45
    "Mas pq vcs, ao contrário do Mises gringo, não tem artigos contando a história inteira?

    https://www.lewrockwell.com/2015/05/tyler-durden/the-us-created-isis/"


    Esse artigo que você linkou não é do "mises gringo", não foi publicado no Mises gringo, e nem sequer é de um autor do Mises gringo. O artigo é do site "zero hedge", que nada tem a ver com o Mises gringo.

    Mais uma prova de que você, exatamente como fez acima, é um grande adepto da desonestidade ao mesmo tempo em que a critica. Sem dúvida, é um dos mais hipócritas que já vieram desfilar sua hipocrisia por aqui.
  • anônimo  25/03/2016 08:44
    'Esse artigo que você linkou não é do "mises gringo", não foi publicado no Mises gringo, e nem sequer é de um autor do Mises gringo. O artigo é do site "zero hedge",'

    O único erro foi colar um link do lew rockwell.Mas vc sabe quem é o fundador do mises gringo? Acha que tem alguma diferença quanto ao libertarianismo do conteúdo do blog dele pro mises.org? hahaha
    Se isso te deixa feliz é só ir no mises.org, busca, digitar ISIS e encontrar dezenas de artigos falando praticamente a mesma coisa.Divirta-se.

    obs: É compreensível alguém com um nick desses ter ficado incomodado com a verdade, essa tal da 'direita' não está do lado da liberdade mas sim da política externa dos EUA/Israel. Eles vão sempre defender sua gangue de parasitas preferida.
  • anônimo  29/03/2016 18:45
    Zero hedge linkado pelo Lew Rockwell. E vc, sabe quem foi o fundador do mises.org? Acha que vai ter alguma grande diferença ideológica entre o blog dele e o mises.org?
    Enfim...já que vc faz tanta questão...sirva-se.

    https://mises.org/library/how-much-obamas-war-isis-going-cost
    https://mises.org/blog/white-house-no-estimate-costs-war-isis
    https://mises.org/blog/audio-ron-paul-cash-tpp-and-war
    https://mises.org/library/isis-may-be-our-ally-some-day
    https://mises.org/blog/long-history-french-military-intervention-middle-east-and-africa
    https://mises.org/blog/if-fbi-says-it-it-must-be-true
    https://mises.org/blog/radical-ideologies-are-only-one-part-terrorism-equation

    'And while radical Islamic ideologies are indeed a component of belief systems of the jihadi terrorists, that component is something we in the West have very little control over. What the West does have control over is how many opportunities it gives radicals to recruit new members and illustrate the brutality of the West. Every time the US or NATO invades another country, firebombs another wedding, or puts another military base on foreign soil, it gives radicals yet another opportunity to show some impressionable young person just how horrible the Americans and Europeans are.'

    'This is especially important since Western foreign policy in the Middle East does nothing to benefit average Americans and Europeans. '

  • Magno  29/03/2016 19:50
    Ah, eu tava esperando que você mandasse artigos que mostrassem, por A mais B, como os EUA criaram e armaram o ISIS, e tudo o que você manda é uma lista de artigos contendo sensos-comuns dizendo que bombardeios americanos e franceses estimulam terroristas (duh, qualquer criança de 6 anos que apanha na escola sabe disso).

    Aliás, o próprio IMB tem artigo falando exatamente sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2226

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=933
  • Alexandra Moraes  28/03/2016 21:03
    A violência no mundo vem diminuindo consistentemente, no entanto, o alcance midiático cresce exponencialmente, divulgando violência que ocorre em toda parte do mundo a todo instante, dando-nos a impressão que a violencia vem se acentuando.
    Não é verdade se compararmos com qualquer período da humanidade.

  • Alexandra Moraes  25/04/2016 22:40
    Uma política de segurança corretamente aplicada funciona. O tolerância zero aplicado em Nova York resultou em excelentes resultados.
    Existem soluções muito boas e já testadas em muitos países.
  • anônimo  24/12/2016 10:54
    O maior problema do oriente médio são as ditaduras socialistas e facistas.

    Todo mundo diz que os islâmicos são terroristas, mas ninguém lembra que a maioria dos islâmicos foram expulsos de suas propriedades por ditaduras socialistas e facistas.

    Os muçulmanos e islâmicos foram expulsos de suas casas. Isso está ligado diretamente aos partidos de esquerda Baath, ao partido comunista Árabe, aos grupos para-militares liderados pelo falecido Yasser Arafat, etc. E Israel que atravessou as suas fronteiras, porque cansou de ser atacada.

    Enfim, enquanto não houver estabilidade nas propriedades privadas no oriente médio, os atentados irão piorar.
  • João Paulo  26/02/2018 03:09
    Sou ateu, pois não acredito em Deus, mas, sem dúvida é melhor viver em um país de maioria cristã e até mesmo em um país de maioria cristã fundamentalista do que um país onde o islamismo é maioria e suas atrocidades são cometidas, principalmente contra crianças e mulheres.


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