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Sociopatia e ausência de caráter - características fundamentais para se ter sucesso na democracia

Após toda a experiência democrática, o eleitorado já deveria reconhecer que, na melhor das hipóteses, elegerão incompetentes (e isso é tudo pelo que podemos torcer); na pior, escroques. 

No entanto, por piores que sejam os resultados, e por piores que sejam as consequências destes resultados, aquele ingênuo e constante mantra pró-democracia seguirá impávido: "É só elegermos as pessoas certas".

O único problema é que as "pessoas certas" não estão (e nunca estarão) concorrendo a cargos públicos. 

Em vez disso, continuaremos tendo de aturar "o político comum que não apenas é um imbecil", como escreveu H.L. Mencken, "mas que também é dissimulado, sinistro, depravado, patife e desonesto".

Mencken foi certeiro ao dizer que, para ser eleito e continuar sendo eleito para qualquer cargo público, é necessária a total suspensão de toda e qualquer ética ou bom senso que uma pessoa eventualmente possua.  Mesmo aqueles que começaram sua carreira política com a melhor das intenções, e que possuem capacidades mensuráveis que o tornariam bem-sucedido em qualquer campo, rapidamente percebem que as habilidades necessárias para ser bem sucedido na política não são exatamente aquelas requeridas fora da política.

Na política, a qualidade está sempre em constante declínio.  As únicas melhorias ocorrem nos procedimentos que envolvem más ações: mentir, fraudar, iludir, manipular, trapacear, roubar e até matar.  Os preços dos serviços políticos estão constantemente aumentando, tanto em termos do dinheiro desviado pela corrupção quanto das propinas dadas em troca de proteção (também conhecidas como 'contribuições de campanha'). 

E, o que é pior, não há prestação de contas e nem imputabilidade: quanto mais alto o cargo, maior a transgressão criminosa da qual o sujeito pode se safar.

Políticos claramente não querem se eleger por causa de dinheiro.  Quase todos eles já são muito ricos, qualquer que seja o padrão de mensuração.  Pesquise o patrimônio dos senadores e dos deputados do seu estado.  Sendo assim, fica a pergunta: o que faz com que os ricos e bem-sucedidos queiram se eleger?  Em seu livro The Pursuit of Attention: Power and Ego in Everyday Life (A Busca pela Atenção: Poder e Ego na Vida Cotidiana), o sociólogo Charles Derber diz que os políticos desde "Cesar e Napoleão têm sido conduzidos por egos presunçosos e por uma insaciável fome pela adulação pública".

Ao passo que a mais alta forma de autoestima é a busca por atributos saudáveis, como liberdade, independência, confiança e conquista, a forma mais baixa é a necessidade de ter o respeito dos outros, a necessidade de status, de fama, de glória, de reconhecimento, de atenção, de reputação, de apreço, e até mesmo de dominância.  Tudo é a glória de mandar.

Hoje, vemos essas características presentes em praticamente todos os políticos de uma democracia: a constante necessidade de status e reconhecimento.  Os fins — a necessidade de glória, de reconhecimento, de atenção, de dominância e até mesmo a superação de um complexo de inferioridade — justificam quaisquer meios maquiavélicos.

O fato de a democracia permitir que toda e qualquer pessoa possa se eleger — seja por meio de ligações poderosas, ou por ser rica, ou por ter uma personalidade popular — faz com que tal sistema, bem como as posições de liderança oferecidas, se torne um chamariz de sociopatas.  O indivíduo auto-realizado não tem interesse na política.  Em contraste, aqueles que sofrem continuamente a necessidade de estima são atraídos pela política como moscas a uma lata de lixo.

A capital nacional ser uma podridão moral se deve ao fato de que uma certa classe de pessoas — sociopatas — está no total controle das grandes instituições.  Suas crenças e atitudes são explicitadas por meio do tecido econômico, político, intelectual e psicológico/espiritual do país.

O filósofo religioso Santo Agostinho era pessimista quanto à natureza humana, e acreditava que os seres humanos não eram propensos ao bem, à honradez e à probidade, mas sim a fazer o mal. "Por causa do pecado de Adão, a degradação, o orgulho, a vaidade e a libido dominandi — a avidez pela dominação — incitam as pessoas a fazerem guerras e a cometer todos os tipos de violência", explica Mark Mattox em Saint Augustine and the Theory of Just War.

libido dominandi é a característica da natureza humana que atrai os sociopatas para o governo e suas agências, pois é assim que eles poderão exercitar sua lascívia de dominar e controlar cada aspecto da vida alheia.  Essa é a essência da política, é o que impulsiona e excita todos os políticos.  A cidade dos homens é governada pela luxúria do poder, e o poder tem esta capacidade de embevecer os meros mortais. 

Não é de se estranhar, portanto, que até mesmo pessoas geralmente boas se corrompam e adquiram propensões ditatoriais tão logo entrem para o estado.

Aqueles que querem ser eleitos e que querem se manter no poder sendo seguidamente reeleitos têm de estar preparados para quebrar todas regras morais que conhecem, se os fins assim justificarem.

Como já havia vaticinado Mencken, já se tornou "uma impossibilidade psíquica um cavalheiro se tornar membro do governo".  A democracia possibilita que os demagogos, "em virtude de seu talento para o absurdo e para as tolices", insuflem a imatura imaginação da massa.

conclui:

Os políticos raramente, se nunca, são eleitos apenas por seus méritos — pelo menos, não em uma democracia. Algumas vezes isso acontece, mas apenas por algum tipo de milagre. Eles normalmente são escolhidos por razões bastante distintas, a principal delas sendo simplesmente o poder de impressionar e encantar os intelectualmente destituídos.

Será que algum deles iria se arriscar a dizer a verdade sobre a real situação do país? Algum deles iria se abster de fazer promessas que ele sabe que não poderá cumprir — que nenhum ser humano poderia cumprir?

Iria algum deles pronunciar uma palavra, por mais óbvia que seja, que possa alarmar ou alienar a imensa turba que se aglomera ao redor da possibilidade de usufruir uma teta que se torna cada vez mais fina?

Eles todos prometerão para cada homem, mulher e criança no país tudo aquilo que estes quiserem ouvir. Eles todos sairão percorrendo o país prometendo remediar o irremediável, socorrer o insocorrível, e organizar o inorganizável. Todos eles irão curar as imperfeições apenas proferindo palavras contra elas. Quando um deles disser que dois mais dois são cinco, algum outro irá provar que são seis, sete e meio, dez, vinte, n.

Em suma, eles irão se despir de sua aparência sensata, cândida e sincera e passarão a ser simplesmente candidatos a cargos públicos, empenhados apenas em capturar votos. Nessa altura, todos eles já saberão — supondo que até então não sabiam — que, em uma democracia, os votos são conseguidos não ao se falar coisas sensatas, mas sim ao se falar besteiras; e todos eles dedicar-se-ão a essa faina com vigoroso entusiasmo.

A maioria deles, antes de o alvoroço estar terminado, passará realmente a acreditar em sua própria honestidade. O vencedor será aquele que prometer mais sem a menor possibilidade de cumprir o mínimo.

Eles sabem que, para se ganhar eleições, pode-se fazer o diabo.

Perguntas democráticas

Falando especificamente sobre o sistema democrático — este tão deificado arranjo —, algumas perguntas básicas se fazem necessárias:

E se você descobrir que, não importa em quem você vote, a mesma elite política, os mesmos lobistas, e os mesmos grupos de interesse sempre estarão no comando?

E se você descobrir que o governo será o mesmo não importa quem vença as eleições? 

E se você descobrir que existe apenas um grande partido político, o qual é subdividido em duas alas, social-democrática e socialista?  E se você descobrir que este partido único criou leis eleitorais que tornam praticamente impossível o surgimento e o sucesso de uma concorrência política?

E se você descobrir que ambas as alas querem impostos, assistencialismo, protecionismo, regulamentações e crescimento contínuo do governo, diferindo apenas muito polidamente quanto aos meios para se alcançar estes objetivos? 

E se você descobrir que o propósito da democracia moderna é o de convencer as pessoas de que elas podem prosperar não pelo trabalho e pela criação voluntária de riqueza, mas sim pela apropriação da riqueza de terceiros?

E se você descobrir que a democracia desvirtua totalmente o conceito que as pessoas têm de direitos naturais, fazendo com que elas passem a acreditar que tomar a propriedade alheia é um "direito adquirido"? 

E se você descobrir que o governo é capaz de persuadir as pessoas de que é perfeitamente aceitável adquirir riqueza por meio da atividade política?

E se você descobrir que a ideia de que precisamos de um governo para tomar conta de nós não passa de uma ficção que foi exitosamente perpetrada para aumentar o tamanho e o poder do estado?  E se você descobrir que o objetivo dos políticos e burocratas que ocupam o governo é expandir seu controle sobre a população? 

E se você descobrir que essa mistura de governo inchado e democracia gera dependência?  E se você descobrir que, tão logo esse tal 'governo democrático' cresce, ele começa a enfraquecer as pessoas, acabando com sua auto-suficiência?  E se você descobrir que um governo inchado destrói a iniciativa e a motivação das pessoas, e que a democracia as convence de que a única motivação de que precisam é 'votar certo' e aceitar os resultados?

E se você descobrir que o sucesso do governo depende de sua habilidade de fingir e enganar?

E se você descobrir que o governo fez o povo acreditar que tem voz, que os políticos eleitos são o próprio povo, e que os políticos são servidores do povo?

E se você descobrir que o governo fez o povo acreditar que a maioria democrática nunca erra? 

E se você descobrir que a tirania da maioria é tão destrutiva para a liberdade humana quanto a tirania de um indivíduo louco? 

E se você descobrir que a democracia, em seu formato atual, é extremamente perigosa para as liberdades individuais? 

O que você faria?

Conclusão

O fato é que, qualquer crítica à democracia, por mais embasada que seja, inevitavelmente rende ao crítico epítetos extremamente originais, como "fascista", "defensor da ditadura", "saudosista da idade média" e afins, em uma típica comprovação da mentalidade binária desses "cientistas políticos".

Aparentemente, o simples fato de você "ter o direito de" votar em megalomaníacos e sociopatas que promulgam leis injustas e opressivas é um ato que, magicamente, transforma algemas em emblemas da liberdade.

A farsa da democracia tem de acabar.  Não há absolutamente nada de especial nesse arranjo de 50% mais um.  A verdade, a justiça, a propriedade e a liberdade não podem ser determinadas por votação.  As liberdades individuais não podem ficar sob os auspícios de sociopatas. 

O povo não é o governo.  Votar não é um ato sagrado.  Pior ainda: no atual cenário político, olhando as nossas opções patéticas, votar é uma piada.  E asquerosamente sem graça.

Os iluministas acabaram com o regime absolutista simplesmente escarnecendo e fazendo pouco caso do direito divino dos reis.  Já é hora de fazermos o mesmo com o direito divino da maioria.

____________________________________

Lew Rockwell é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State

Douglas French é o diretor do Ludwig von Mises Institute do Canadá. Já foi o presidente do Mises Institute americano, editor sênior do Laissez Faire Club, e autor do livro Early Speculative Bubbles & Increases in the Money Supply.  Doutorou-se em economia na Universidade de Las Vegas sob a orientação de Murray Rothbard e tendo Hans-Hermann Hoppe em sua banca de avaliação.

Andrew Napolitano é membro do Mises Institute, especialista em Direito e Jurisprudência, professor de Direito da Brooklyn Law School, analista jurídico da Fox News, e ex-juiz da Corte Suprema de Nova Jérsei.  Graduado em Princeton e na University of Notre Dame, já escreveu sete livros sobre a Constituição americana.  Contribui esporadicamente para o The New York Times, The Wall Street Journal, The Los Angeles Times, e várias outras publicações.



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Diversos Autores

  • Cleiton W.  18/03/2016 14:47
    A forma mais baixa de autoestima é a necessidade de ter o respeito dos outros, a necessidade de status, de fama, de glória, de reconhecimento, de atenção, de reputação, de apreço, e até mesmo de dominância. Tudo é a glória de mandar.

    Hoje, vemos essas características presentes em praticamente todos os políticos de uma democracia: a constante necessidade de status e reconhecimento.

    ******

    Bom, eu vi este caráter também em muitos chefes e gerentes brasileiros trabalhando em empresas brasileiras.
    A arrogância esta em todas as esferas da vida no Brasil.
  • Camargo  18/03/2016 15:03
    Chefes e gerentes de empresas também querem o reconhecimento, a glória e a bajulação de toda a população do Brasil?!

    Que eles queiram ser respeitados por seus funcionários -- os quais trabalham ali voluntariamente, vale enfatizar -- é totalmente lógico e compreensível. Agora, você querer compará-los a políticos, que querem a bajulação e a submissão de toda a população do país, aí já é um tantinho diferente, né?
  • Atento  18/03/2016 15:09
    E tem mais: os políticos são financiados (via extração patrimonial coercitiva) com o dinheiro dessa mesma população em face da qual querem subserviência e adulação.
  • Alerson Molotievschi  20/03/2016 13:23
    Me orgulho desses colegas que têm tanta paciência em explicar calmamente o erro conceitual de um delinquente intelectual. Será que o sujeito não tem mesmo um senso de proporção e de situação? Parece mulher ao volante...hehe
  • Andre Henrique  22/03/2016 10:25
    Cleiton,
    Acredito que as característica são mais latentes nos "gestores" do setor público que no privado, mas é importante lembrar que entre eles há um abismo de diferença, pois o 2º ao menos gera riqueza... riqueza esta que é sugada e destruída justamente pelo 1º indivíduo.
    Abç,
    Roedel
  • Joseli Zonta   18/03/2016 15:06
    E isso também acontece com oportunistas que sobem no caminhão de som pra liderar as manifestações... Dá nojo viu... Por isso é difícil encontrar pessoas de bem que queiram entrar na política
  • Thiago Valente  18/03/2016 15:55
    Você leu o texto? Não entendeu que o problema não é encontrar político "honesto"...
  • Erivam  29/03/2016 06:03
    Sério? Você leu o artigo inteiro e acredita na pessoa certa ainda?
  • Mauricio  18/03/2016 15:07
    Por isso que pra se resolver o problema da corrupção, ou reduzir o problema, tem que privatizar tudo e deixar o mínimo na mão do Estado. Tirar as oportunidades de roubar das mãos deles.

    Hoje o sistema é um verdadeiro incentivo pra corrupção, é tão fácil roubar alguns milhões que a pessoa tem que ser muito boa de caráter mesmo pra não entrar no jogo.

    O PT chutou o balde pela facilidade, agora que a justiça resolveu dar um basta os políticos estão se sentindo injustiçados. Mas temos que aproveitar esse momento e não apenas prender os corruptos, mas mudar o sistema, tirar a oportunidade dos próximos continuarem roubando.
  • Leitor  18/03/2016 16:52
    Exatamente.
  • TOBIAS  19/03/2016 18:47
    Não apenas privatizar, mas privatizar de maneira correta. Evitando regulamentações, leis protecionistas, impostos, PPPs, etc.
  • Ignácio  20/03/2016 14:58
    Concordo! Privatiza!
  • Pobre Paulista  20/03/2016 19:35
    Porquê se contentar em deixar o "mínimo" nas mãos do estado? O ideal é não deixar nada nas mãos dele.
  • Viking  31/03/2016 17:57
    antes o mínimo do que o máximo...
  • Aurea Castro  18/03/2016 15:08
    Olavo de Carvalho faz esse alerta há anos. Demorei muito tempo para reconhecer que era isso mesmo. Antes pensava que essa gente era idiota mas bem intencionada. Pois é...
  • Inácio  18/03/2016 15:09
    "Quanto mais alto o cargo, maior a transgressão criminosa da qual o sujeito pode se safar."

    Só isso.
  • mauricio barbosa  18/03/2016 15:13
    Agora os vermelhos culpam a"globo de manipulação e campanha de ódio" contra o molusco asqueroso como todo político(salvo raríssimas exceções)o é.Engraçado se fosse denuncias contra opositores os vermelhos estariam aplaudindo e vociferando feito bestas feras o ódio deles contra seus adversários(Que eles alcunharam de coxinhas)e graças a Deus e ao IMB hoje eu posso separar o joio(O estado monopolista opressor)do trigo(A esperança libertária)e posso ver as mazelas dos dois lados(Vermelhos x Coxinhas)e fazer a crítica certa sem ódio nem rancor,mas sim apontando os caminhos alternativos e viáveis para sairmos da crise e opressão em que vivemos,onde no momento é ficarmos livre da ameaça comunista e no amanhã ficarmos livres do estatismo essa doença da humanidade em que alguns(Políticos e financiadores de campanha)se enriquecem e a maioria agoniza esperando o messias que nunca virá,afinal ele mesmo disse nos evangelhos"O meu reino não é deste mundo",e ateus respeitem a minha opinião assim como também eu respeito a opinião de vocês.Viva o IMB e a liberdade de expressão.
  • Henrique Zucatelli  18/03/2016 18:28
    O único problema é que as "pessoas certas" não estão (e nunca estarão) concorrendo a cargos públicos. .

    Só essa frase já resume tudo.
  • anônimo  19/03/2016 08:34
    Frase idiota.Nem com santos nos cargos públicos o estado vai resolver nada.
    O estado é uma máquina de sustentar parasitas, nada mais.
  • Raquel  18/03/2016 23:20
    Certo. Concordo. Mas substituir a democracia com o quê?
  • Sheherazade  19/03/2016 00:44
    Há vários arranjos políticos que não implicam democracia ou voto da maioria: República Constitucionalista, Ordem Natural formada pelas Elites Naturais, Monarquia, secessão e formação de mini-estados etc.

    Há também esse livreto -- resumido aqui -- que explica o que pode ser feito para se aproximar do arranjo defendido.

    Há inúmeros arranjos possíveis, os quais surgiriam naturalmente em um arranjo de liberdade. A simples incapacidade de vislumbrar qualquer arranjo fora da democracia mostra como o estado foi excelente em doutrinar e amestrar as pessoas, condicionando-as a não saberem enxergar o mundo sem a tutela de seus mestres.
  • Fernando  19/03/2016 00:48
    Substituir a democracia pelo facismo seria melhor.

    Se os comunistas odeiam o facismo, então o facismo deve ser uma coisa boa.

  • Andre  19/03/2016 02:15
    Você tem um câncer, faz uma cirurgia e remove o câncer, o que colocar no lugar do câncer?
    NADA, quando você se livra de um problema, você não tenta arranjar outro.
  • Bartolo de Sassoferrato  20/03/2016 19:56
    Boa, Andre.
  • Andre Henrique  22/03/2016 10:30
    https://www.youtube.com/watch?time_continue=1091&v=h97pmPYoGBs
  • Davi  19/03/2016 00:22
    O problema do texto é que ele chega ao final e não tem uma conclusão para o pós "as pessoas decidirem que não querem mais democracia".

    Como ele mesmo diz, quando alguém fala que é contra a democracia essa pessoa é considerada pior que o próprio diabo.

    A possibilidade de não "escolher" é muito esquisita para a maioria das pessoas, pois só enxergam uma outra possibilidade, que é a ditadura.

    Quem criou a democracia a fez de um jeito encantador mesmo. Nada melhor que a ilusão da escolha e da promessa.

    Infelizmente, não vejo uma mudança nessa formatação em que vivemos.

  • Luiz  19/03/2016 00:50
    Há vários arranjos políticos que não implicam democracia ou voto da maioria: República Constitucionalista, Ordem Natural formada pelas Elites Naturais, Monarquia, secessão e formação de mini-estados etc.

    Há também esse livreto -- resumido aqui -- que explica o que pode ser feito para se aproximar do arranjo defendido.

    Há inúmeros arranjos possíveis, os quais surgiriam naturalmente em um arranjo de liberdade. A simples incapacidade de vislumbrar qualquer arranjo fora da democracia mostra como o estado foi excelente em doutrinar e amestrar as pessoas, condicionando-as a não saberem enxergar o mundo sem a tutela de seus mestres.
  • Cristiano  19/03/2016 01:34
    Texto Excelente!!! Mas ao mesmo tempo devastador, pois eu não vejo saída de curto/médio (e talvez longo) prazo.
  • Tarantino  19/03/2016 04:36
    Lula, o abnegado.

    www.geledes.org.br/1-ministro-lula-nao-aceitou-ser-ministro-de-dilma-mas-o-chefe-de-governo/
  • Emerson Luis  19/03/2016 10:13

    Como escreveu o Hélio Beltrão, a maioria das pessoas, quando ouve ou lê a palavra "democracia", pensa nela como sinônimo de "república", "isonomia" e outros conceitos elevados que não são de fato sinônimos dela. Assim, quando se aponta os limites e pontos fracos da democracia, muitos pensam que você está discordando desses valores elevados.

    Peter Drucker, teórico de Administração, falou sobre a "melhoria contínua do autoengano".

    Lawrence Peter, escritor, explicou o "princípio de Peter": as pessoas são promovidas até atingir seu nível de incompetência. Sobre o processo democrático, escreveu sobre como essa síndrome afeta todo o procedimento da afiliação ao partido até a eleição e que em geral um sujeito é escolhido para ser candidato primariamente pelo seu potencial para vencer eleições, não por sua capacidade administrativa e de liderança para o bem.

    * * *
  • Luiz Novi  19/03/2016 13:43
    Poderiam me explicar melhor a frase: "Votar não é sagrado"?
    Pelo que entendi, não é sagrado pelo fato de que qualquer político nunca deve ser considerado um "deus"

    Obrigado pela atenção.

    abraços.

    Luiz Novi
  • Americano  19/03/2016 18:12
    A internet salvou o Brasil de uma ditadura comunista.

    A mídia nunca enfrentou o aparelhamento das instituições e a pilhagem de dinheiro nas centrais sindiciais. Na verdade, a mídia ficou pedindo mais governo por mais de 20 anos. Foi uma lavagem cerebral impressionante.

    As únicas pessoas que querem morar num país com pessoas morrendo de fome, são os próprios comunistas. Eles vivem disso. Eles ganham dinheiro fazendo luta de classes e fazendo política. Os maiores ganhadores das democracias são os funcionários públicos, os sindicalistas e políticos do estado. Esses esquerdistas não produzem nada. O estado é um carrapato parasita. Ativismo político virou profissão muito bem remunerada.

    Roubar os cidadão virou um ato de glória.

    Seria muito fácil acabar com a fome e ter uma educação mínima. O grande problema é ter pessoas que ganham dinheiro com ativismo político. Os gestores do estado são os maiores parasitas.

    Político que ganha 30 mil por mês é mercenário.Esses altos salários e benefícios para funcionários do estado são um crime contra a humanidade. Ninguém ajuda os pobres roubando os pobres e os ricos.

    Enfim, a família Lula da Silva ficou rico defendo os pobres. O Luis Inácio cometeu crimes contra a humanidade, roubando milhões dos pobres.

  • Pobre Paulista  19/03/2016 23:52
    Por falar em sociopatia, algum "libertário" compareceu na manifestação do dia 18/03/2016 para "divulgar ideais libertários" aos manifestantes? Por coerência, espero que sim.

    Ah, e os que foram na manifestação do dia 13/03/2016, obtiveram êxito na tal divulgação? Está na hora do IMB triplicar o número de servers para suportar a carga dos vindouros?
  • anônimo  20/03/2016 09:50
    Divulgar ideais libertários pra manifestantes pagos?
    Não, tenho coisa melhor pra fazer.
  • DeusOdeia  21/03/2016 03:54
    Ué, mas as coisas não são de graça !!
  • anônimo  10/04/2016 15:42
    Pra divulgar a liberdade ninguém precisa de manifestação nenhuma.
  • ANDRE LUIS  20/03/2016 11:45
    Os acontecimentos dos últimos dois ou três anos vêm trazendo lições importantes para os amantes da liberdade que souberem enxergar além dos manuais.

    - Uma pequena brecha no controle da circulação de idéias é capaz de virar um país de cabeça para baixo em muito menos tempo do que se imaginava.

    - A falta de liderança dos protestos não é nem nunca será um problema, pelo contrário, é o combustível da coisa toda. A ausência do líder traz o protagonismo para dentro de cada indivíduo. O surgimento de uma liderança nessa altura do campeonato só vai servir para desvirtuar e desmotivar a massa.

    - Uma vez iniciados, os atos de desobediência só tendem a aumentar, e o Brasil possui o caldo cultural perfeito para sua proliferação.

    - O tão famoso "jeitinho brasileiro", tão demonizado pelo senso comum e sempre tido como sinônimo de desonestidade, vem revelando sua verdadeira face com os protestos. No fundo ele nada mais é do que a tentativa constante de driblar o cada vez mais poderoso e asfixiante status quo, traduzido numa lenta e sistemática desobediência a tudo que não presta.

    - Quanto mais tempo Dilma Lula e cia espernearem no poder, mais tempo cada indivíduo que compõe a massa terá para internalizar o poder que possui através de seu exercício direto nas ruas e, principalmente, nas redes sociais. A última coisa que a liberdade precisa agora é de um governo provisório pó de arroz e apaziguador, que passe a mensagem de que "o mal se foi, agora todo mundo pode voltar para casa".

    - Em termos de liberdade, passamos hoje pelo melhor momento da história do país. É preciso descrevê-lo em seus mais mínimos detalhes. Guardem todo tipo de material que sirva de registro dos tempos atuais para um futuro Museu da Opressão.

  • Estevam  22/03/2016 19:52
    Ponerologia - Andrew Lobaczewski é outra boa referência. Só achei o final um tanto jacobino.
  • Antonio  28/03/2016 18:59
    Não obstante todos os méritos do juiz Sérgio Moro trabalhando na operação Lava Jato e dos milhares de cartazes nas manifestações pelo Brasil afora aclamando-o como herói, há algo a ser dito sobre o Estado. De uma certa forma é preciso descontruir essa imagem de herói que vem sendo construída em torno do juiz Sérgio Moro e, os motivos para isto são muitos. Aqueles que quiserem opinar, fiquem a vontade. De minha parte, quando falo do Estado tomo aquela imagem mítica da fundação de Roma, onde aparece Rômulo e Remo mamando na teta da loba. Ora, uma observação mais atenta através da história, e num choque de realidade isto leva-nos a ver aí nessas duas figuras míticas nada mais e nada menos que - o poder político e o poder judiciário - mamando na teta da loba, personificado na figura do Estado. A pergunta é: quem alimenta a loba? Ou melhor, quem alimenta o Estado? Nunca na história desse país foi tão fácil responder uma questão tão simples como essa; claro que são os pagadores de impostos.

    Mas o problema não para por aí. Há alguns que tentam justificar o salário do judiciário de todas as formas, alegando que os juízes em todas as cortes julgam causas milionárias, e que, para isso eles têm que ganhar muito bem; além disso é claro, afirmam que existe o risco de corrupção se não tiverem bons salários. Por outro lado, é bom que se diga que quando juízes julgam alguma causa nos tribunais, exercem tal tarefa como intermediário do Estado e muitos bens dos cidadãos que levaram uma vida para conseguir com suor e trabalho, podem simplesmente ir diretamente para os cofres desse ente imaginário chamado Estado.

    Daí fica fácil concluir como estas duas crianças – Rômulo e Remo – digo, poder político e poder judiciário – serem tão próximo um do outro e porque tudo não passa de crianças esfomeados mamando nas tetas da loba.

    Alguém já viu o judiciário lutando nos tribunais para baixar salários e mordomias dos políticos? A recíproca também é verdadeira.

    Enquanto isso, milhões de brasileiros que recebem algum salário tem que se contentar com aquilo que estas duas castas decidem para o bem de todos; o que de fato não passa de uma contradição sem tamanho. A verdade é que essas duas castas – poder político e poder judiciário, decidem as coisas sim, para o bem deles e não para o bem daqueles que pagam impostos e trabalham duramente para construir esse país chamado Brasil.

  • Ranieri Ferreira  10/04/2016 14:43
    É um dos melhores artigos que já li, porém, ficou a dúvida: o que substituirá " o direito divino da maioria "?
  • Marcos  10/04/2016 14:55
    Há vários arranjos políticos que não implicam democracia ou voto da maioria: República Constitucionalista, Ordem Natural formada pelas Elites Naturais, Monarquia, secessão e formação de mini-estados etc.

    Para começar, recomento este livreto -- resumido aqui -- que explica o que pode ser feito para se aproximar do arranjo defendido.
  • Ranieri Ferreira  20/04/2016 02:09
    Vou ler, obrigado!


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