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O coletivismo depende de líderes messiânicos
Os sacerdotes dessa religião atribuem a seu ídolo as mesmas virtudes que os teólogos atribuem a Deus

Segundo as doutrinas do universalismo, do realismo conceitual, do holismo e do coletivismo, a sociedade é uma entidade que vive sua própria vida, independente e separada das vidas dos diversos indivíduos, agindo por sua própria conta e visando a seus próprios fins, que são diferentes dos pretendidos pelos indivíduos.

Assim sendo, é evidente que pode surgir um antagonismo entre os objetivos da sociedade e os objetivos individuais.

Logo, para salvaguardar o florescimento e futuro desenvolvimento da sociedade, torna-se necessário controlar o egoísmo dos indivíduos e obrigá-los a sacrificar seus desígnios egoístas em benefício da sociedade.

Chegando a esta conclusão, todas as doutrinas coletivistas têm forçosamente de abandonar os métodos tradicionais da ciência humana e do raciocínio lógico e adotar uma profissão de fé teológica ou metafísica. Ato contínuo, e recorrendo a líderes carismáticos, os adeptos desta doutrina têm de obrigar os homens — que são perversos por natureza, isto é, dispostos a perseguir seus próprios fins — a entrar no caminho certo que a história quer que eles trilhem.

Esta filosofia é a mesma que, desde tempos imemoriais, caracteriza as crenças de tribos primitivas. Tem sido um elemento de todos os ensinamentos religiosos. O indivíduo torna-se obrigado a respeitar os decretos promulgados por um poder super-humano e obedecer às autoridades, encarregadas por este poder de fazer cumprir a lei.

Sob as doutrinas do universalismo e do coletivismo, o indivíduo, ao agir de acordo com o código ético, não o faz em benefício direto de seus interesses particulares, mas, ao contrário, renuncia aos seus próprios objetivos em benefício dos desígnios da comunidade.  

Na visão do coletivismo, é inútil tentar convencer a maioria pela persuasão e conduzi-la, amigavelmente, ao caminho certo. Os que receberam a "iluminação" — sempre guiados pelo carisma de seu líder — têm o dever de pregar o evangelho aos dóceis e de recorrer à violência contra os intratáveis. O líder carismático é praticamente um vigário da Divindade, o representante dos genuínos interesses da sociedade, um instrumento da história. É infalível e tem sempre razão. Suas ordens são a norma suprema.

Por isso, o coletivismo é necessariamente um sistema de governo teocrático. A característica comum de todas as suas variantes é a postulação de uma entidade com características sobre-humanas à qual os indivíduos devem obediência. O que as diferencia uma das outras é apenas a denominação que dão a esta entidade e o conteúdo das leis que proclamam em seu nome. O poder ditatorial de uma minoria não encontra outra forma de legitimação a não ser apelando para um suposto mandato recebido de uma autoridade suprema e sobre-humana.

Pouco importa se o autocrata baseia sua autoridade no direito sagrado dos reis ou na missão histórica da vanguarda do proletariado; nem se o ser supremo se denomina Geist (Hegel) ou Humanité (Auguste Comte). Os termos "sociedade" e "estado", como empregados pelos adeptos contemporâneos do socialismo, do coletivismo, do planejamento e do controle social das atividades dos indivíduos, têm o significado de uma divindade.

Os sacerdotes dessa nova religião atribuem a seu ídolo todas aquelas virtudes que os teólogos atribuem a Deus: onipotência, onisciência, bondade infinita etc.

Se admitirmos que exista, acima e além das ações individuais, uma entidade imperecível que visa a seus próprios fins, diferentes dos homens mortais, teremos já estruturado o conceito de um ser sobre-humano. Não podemos, então, fugir da questão sobre quais fins têm precedência, sempre que houver um conflito: se os do estado ou sociedade, ou os do indivíduo.

O indivíduo e o coletivo

A resposta a esta questão já está implícita no próprio conceito de estado ou sociedade como entendido pelo coletivismo e pelo universalismo. Ao se postular a existência de uma entidade que, por definição, é mais elevada, mais nobre e melhor do que os indivíduos, não pode haver qualquer dúvida de que os objetivos desse ser eminente devem prevalecer sobre os dos míseros mortais.

Se o estado é uma entidade dotada de boa vontade, boas intenções e de todas as outras qualidades que lhe são atribuídas pela doutrina coletivista, então, pela lógica, é simplesmente absurdo confrontar as aspirações triviais do pobre indivíduo com os majestosos desígnios do estado.

O caráter quase teológico de todas as doutrinas coletivistas torna-se evidente nos seus conflitos mútuos. Uma doutrina coletivista não proclama a superioridade do ente coletivo in abstrato; proclama sempre a proeminência de um determinado ídolo coletivista e, então, ou nega liminarmente a existência de outros ídolos do mesmo gênero, ou os relega a uma posição subordinada e auxiliar em relação ao seu próprio ídolo.

Os adoradores do estado proclamam a excelência de seu próprio governo. Se dissidentes contestam o seu programa — quase sempre anunciando a superioridade de algum outro ídolo coletivista —, a única resposta é repetir muitas vezes: nós estamos certos porque uma voz interior nos diz que nós estamos certos e vocês estão errados. Os conflitos entre coletivistas de seitas ou credos antagônicos não podem ser resolvidos pela discussão racional; só podem ser resolvidos pelo recurso à força das armas.

Todas as variantes de credos coletivistas estão unidas em sua implacável hostilidade às instituições políticas fundamentais do sistema liberal: tolerância para com as opiniões divergentes, liberdade de pensamento, de expressão e de imprensa, igualdade de todos perante a lei. Essa união dos credos coletivistas nas suas tentativas de destruir a liberdade deu origem à suposição equivocada de que a controvérsia política atual seja entre individualismo e coletivismo. Na verdade, é uma luta entre o individualismo de um lado e uma variedade de seitas coletivistas do outro. E o ódio e hostilidade mútuos entre essas seitas são ainda mais ferozes que sua aversão ao sistema liberal.

O modus operandi e as consequências

A aplicação das ideias coletivistas só pode resultar na desintegração social e na luta armada permanente. É claro que todas as variedades de coletivismo prometem a paz eterna a partir do dia de sua vitória final e da derrota completa de todas as outras ideologias e seus defensores. Entretanto, para que estes planos sejam realizados, é necessária uma mudança radical no gênero humano. Os homens devem ser divididos em duas classes: de um lado, o político onipotente, messiânico, quase divino; do outro, as massas, que devem abdicar da vontade e do raciocínio próprio para se tornarem meros peões no tabuleiro deste pretenso ditador.

As massas devem ser desumanizadas para que se possa fazer de um homem o seu senhor divinizado. Pensar e agir, as características primordiais do indivíduo, tornar-se-iam o privilégio de um só homem. Não é necessário mostrar que tais desígnios são irrealizáveis. Os impérios milenaristas dos ditadores são fadados ao fracasso; nunca duram mais do que alguns anos. Já assistimos à queda de muitas destas ordens "milenares". As remanescentes não terão melhor sorte.

O atual ressurgimento das ideias coletivistas, causa principal das agonias e desastres de nosso tempo, tem sido tão bem-sucedido, que fez esquecer as ideias essenciais da filosofia social liberal. Para os adeptos do coletivismo, em qualquer uma de suas várias roupagens, as maiorias têm sempre razão simplesmente porque têm o poder de derrotar qualquer oposição; governo majoritário equivale à ditadura do partido mais numeroso, e a maioria no poder não sente necessidade de se refrear na utilização do seu poder nem na condução dos negócios públicos.

Logo que uma facção consegue obter o apoio da maioria dos cidadãos — e, desse modo, assume o controle da máquina governamental —, considera-se com a faculdade de negar à minoria todos aqueles direitos democráticos por meio dos quais conseguiu alcançar o poder.

Já os liberais não divinizam as maiorias nem as consideram infalíveis; não sustentam que o simples fato de uma política ser apoiada por muitos seja prova de seus méritos para o bem-comum. Não recomendam a ditadura da maioria nem a opressão violenta das minorias dissidentes. O liberalismo visa a estabelecer um arranjo político que assegure o funcionamento pacífico da cooperação social e a intensificação progressiva das relações sociais mútuas. Seu objetivo principal é evitar conflitos violentos, guerras e revoluções que necessariamente desintegram a colaboração social e fazem os homens retornarem ao barbarismo primitivo, quando todas as tribos e grupos políticos viviam permanentemente em luta uns com os outros.

O liberalismo é simplesmente uma defesa do individualismo, que, quando respeitado, geram a divisão do trabalho, a cooperação social e a intensificação progressiva dos vínculos sociais.

_________________________________

O artigo acima contém excertos do livro Ação Humana, de 1948.



autor

Ludwig von Mises
foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".


  • Geraldo  14/03/2016 15:42
    Incrível como Mises já previa tudo o que iria acontecer nos regimes de esquerda de ontem e de hoje.
  • AndreyDKS  15/05/2017 20:48
    "As massas devem ser desumanizadas para que se possa fazer de um homem o seu senhor divinizado. Pensar e agir, as características primordiais do indivíduo, tornar-se-iam o privilégio de um só homem". Frase espetacular. E o mais irônico são os chamados "intelectuais" pregando o socialismo...
  • Rigby Wilde  06/04/2018 00:28
    Simples: pessoas são dificeis de prever, esquerdistas não
  • Viking  14/03/2016 16:11
    Mises era um vidente.
    Impressionante como a simples logica nos leva a conclusões tão formidáveis.

    #MisesTinhaRazão
  • Paulo Cavalcanti Berthold  14/03/2016 16:26
    Por isso o socialismo sempre tende a uma ditadura. Pode começar com uma democracia, Hitler a exemplo foi eleito democraticamente, mas a partir do momento que o líder se torna um deus, ou o próprio estado, vira uma ditadura a la luis XIV, que se dizia a personificação do estado.
  • Jairdeladomelhorqptras  10/06/2019 19:45
    Caro Paulo Cavalcanti,
    Aqui vai um comentário. Apesar da famosa frase de Luis XIV, "O Estado sou eu", seu poder não era absoluto como os livros de história nos fazem crer. E historiadores sérios já comentaram isto.
    Primeiro, o Estado na época carecia de meios para exercer seu poder em todo o Reino. Segundo, o poder do rei era dividido com os nobres (cuja principal funçao era a segurança)). Terceiro, a religião também desempenhava um poder enorme. Por fim havia os usos, costumes e tradições que o Rei não podia atropelar. Dá para afirmar que qualquer governo atual tem os meios e as prerrogativas para exercer um poder maior que o próprio Luis XIV.
    Abraços
  • Tales Carneiro   14/03/2016 16:28
    O problema é que ao invés da liberdade as pessoas escolhem apenas outra forma de coletivismo.
  • Andre Fernandes  14/03/2016 16:30
    Por isso que eu falo trocar Lula por Bolsonaro é trocar 6 por meia dúzia.
  • mauricio barbosa  14/03/2016 19:51
    Andre Fernandes,entendo sua opinião mas não concordo,pois melhor um Bolsonaro anti-comunista do que um lula amante do comunismo.Pois se dependesse de mim eu decretava o fim da união e proclamaria uma federação de repúblicas autônomas e\ou independentes...
  • Carlos   14/03/2016 22:55
    A democracia é um fracasso retumbante no país... Não estamos preparados pra lidar com ela... Se não mudarem o regime numa nova constituinte, apenas os ingredientes serão trocados, mas o prato continuará horrível
  • vladimir  29/05/2017 19:11
    Boa tarde!

    Lamento lhe informar amigo mas estamos numa república representativa estilo romano e não numa democracia ateniense em que os cidadãos influíam diretamente no governo.
  • Ricardo  15/03/2016 01:17
    Bolsonaro seu discurso, tendendo mais para o liberalismo. Pra mim ele está mais para um liberal conservador.

    https://www.youtube.com/watch?v=uMbAuddAxEA
  • Skeptical  15/05/2017 23:49
    "Bolsonaro seu discurso, tendendo mais para o liberalismo."

    De onde o pessoal inventa essas coisas???

    "pois melhor um Bolsonaro anti-comunista"

    Hitler também era anticomunista, assim como Mussolini.
  • Emerson Luis  15/03/2016 10:13

    "E é de fato algo paradoxal que o documento no qual Marx endossou exatamente as mesmas políticas defendidas pelos pretensos anticomunistas atuais seja chamado de Manifesto Comunista.

    Somente uma mudança completa e meticulosa de ideologia pode impedir a chegada do socialismo totalitário. O que precisamos não é nem de anti-socialismo nem de anticomunismo, mas de um endossamento positivo daquele sistema ao qual devemos toda a riqueza que possibilita que hoje vivamos com mais conforto do que os grandes nobres do início do século.
    "

    "Anticomunismo" versus capitalismo

    Políticas conciliatórias levam ao socialismo


    * * *
  • Fellipe Andrade  11/06/2019 17:23
    Assim que eu for eleito ditador do Brasil, eu o nomearei como meu ministro das cidades. Hahahahahahaha.
  • L Fernando  04/04/2018 21:22
    Impressionante a visão dos que querem o LULISMO e o PETISMO ou o PSDBISMO
    Não conseguem entender que para se iniciar uma mudança é necessário um inicio de postura diferente
    Leio cada bobagens sobre BOLSONARO, ja tem os que acusam de tudo e mais um pouco como se fosse ele o problema do Brasil nos ultimos anos, como se ele fosse o governante dos ultimos 15 anos e não tivesse solucionado nada

    Nesta eleição vai ter o continuismo, o mais do mesmo, e o Bolsonaro
  • Skeptic  07/05/2018 21:26
    Bolsonaro é mais do mesmo, Bolsonaro é exatamente a mesma coisa que a Dilma na economia.
  • danir  11/06/2019 17:32
    Se o Bolsonaro fosse tão ruim, ele não estaria sendo torpedeado e sabotado pela turma das esquerdas, nem o seu ministério estaria sendo atacado por todos os lados. É claro que o bolsonaro não é a pessoa mais articulada nem a mais capaz que poderiamos ter na presidencia, mas ainda assim é o que melhor temos á mão e apesar de bocudo, não é incompetente. E está cumprindo o que prometeu, dentro dos limites do que é possível de forma democrática. Levará anos para mudarmos a situação e termos um corpo político administrativo que seja confiável e honesto. O aparelhamento é muito grande. Quanto á forma de governo, ainda penso que o melhor sistêma é o americano, com os pesos e contrapesos e uma orientação mais republicana de alternância de poder do que a simples dominação pela maioria, que muitas vezes é simplesmente cruel e totalmente despótica. Vocês já imaginaram o que seria um governo americano 100% composto por políticos democratas de Nova York e California? Ou pior ainda, um governo Hillary Clinton? Os russos, os chineses e os árabes nem precisariam ser agressivos para tomar o poder e destruir a civilização ocidental. Sem contar as "pútas vekhgas" européias.
    O texto do Misses é simplesmente muito bom e esclarecedor.
  • Filipe Sacca  14/03/2016 22:53
    Sugiro que os petralhas mudem o nome do partido para "Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Brasileiros", já que cada vez mais se parece com o partido que outrora existiu na Alemanha. Até as cores da bandeira são as mesmas
  • Pondé  14/03/2016 22:54
    O que estará pensando o PT após a gigante manifestaçao de ontem?

    O PT é uma seita. Sempre foi. E o traço essencial desta seita é o ódio.
    Esta seita colheu seu fanático séquito de seguidores entre grande parte da dita "inteligência" do país, arregimentando professores, jornalistas, intelectuais, cientistas e estudantes, além, é claro, do pelotão de choque dos militantes profissionais e mortadelas em geral.

    Eu acho que o PT não está nem aí para o que aconteceu ontem. Talvez algum esquerdinha bosta tenha amanhecido hoje com a sensação de que foi desmascarado na sua vocação para o engodo.
    Lula lumbriga referiu-se a si mesmo como uma jararaca.

    O PT continua sendo uma seita, mas não mais a seita da estrela da esperança, mas a seita da jararaca.
    E seu veneno ainda pode ser mortal, justamente porque ele não está nem aí para a população.

    A essência do veneno da seita da jararaca é justamente sua indiferença para com o Brasil e sua população comum, contrariamente ao discurso populista com o qual enfeitiçou os otarios por décadas.

    O Partido dos Trabalhadores não tem nenhuma elegância diante da derrota.
    E isso nada tem a ver com a fato de que a maior parte dos petistas seja arrivista social e gentalha ressentida de toda sorte.

    A deselegância é um comportamento que atravessa todas as classes sociais de forma "democrática". Mesmo se tiver que estrangular o pais, levando-nos à miséria absoluta, continuará a tentar mobilizar sua seita de sanguessugas para impedir o que grande parte da população demonstrou querer.

    A vontade popular em grande parte, demonstrou ontem não mais reconhecer na imbecil Dilma alguém que mereça confiança ética, política ou técnica.
    Isso pouco importa à seita da jararaca.

    Este veneno foi a corrupção sistemática que montou no país o seu atraso mental que pode levar o Brasil ao tempo da economia de subsistência.

    A grama que socialista pisa leva muito tempo para florescer de novo. Este veneno será sua tentativa, mesmo que a custos gigantescos para o país, de se manter no poder. E para o sofrimento do povo.

    As jararaquinhas serão soltas pelas ruas, cuspindo seu discurso de que são vítimas das elites, enquanto a população brasileira vê sua vida ir pelo ralo.
  • Emerson Luis  15/03/2016 10:03

    "Essa união dos credos coletivistas nas suas tentativas de destruir a liberdade deu origem à suposição equivocada de que a controvérsia política atual seja entre individualismo e coletivismo. Na verdade, é uma luta entre o individualismo de um lado e uma variedade de seitas coletivistas do outro. E o ódio e hostilidade mútuos entre essas seitas são ainda mais ferozes que sua aversão ao sistema liberal."

    Será que Mises não escreveu isso em 2048, entrou em uma máquina do tempo, voltou um século e nos entregou seus escritos para nos alertar? (Essa pergunta é brincadeira)

    Entre outros pontos, Mises mostrou porque os coletivistas desprezam e até odeiam a religião tradicional: para eles é uma concorrência inaceitável aos seus credos. Socialismo é uma forma de religião secular.

    * * *
  • opinador  17/03/2016 19:29
    O problema não é a critica a religião, mas o ateismo/teismo de estado.

    É o estado impor uma crença (teocracia islamica) ou probir uma crença (ateismo de estado da Urss)

    Qualquer um dos extremos é perigoso.

    Agora a liberdade de expressão é algo digno de paises desenvolvidos

  • Alexandra Moraes  28/03/2016 21:09
    Realmente o Mises já previa o que iria acontecer nos regimes de esquerda. Isto há um bom tempo.
    Para que os regimes de esquerda deem certo é preciso dividir os homens em duas classes: de um lado, o político onipotente, messiânico, quase divino; do outro, as massas, que devem abdicar da vontade e do raciocínio próprio para se tornarem meros peões no tabuleiro deste pretenso ditador.
  • Alexandra Moraes  25/04/2016 22:42
    "....para salvaguardar o florescimento e futuro desenvolvimento da sociedade, torna-se necessário controlar o egoísmo dos indivíduos e obrigá-los a sacrificar seus desígnios egoístas em benefício da sociedade...."
    Triste mas muito real, infelizmente.
  • Rigby Wilde  06/04/2018 00:33
    O problema é que isso nunca vai acontecer, por isso que o coletivismo nunca deu certo e nunca dará certo
  • Max Stirner  11/05/2017 14:44
    Não só o "coletivismo" mas qualquer tipo de idéia...

    vejam vcs mesmos são ovelhas do Messias MISES e nem percebem.
  • Jairdeladomelhorqptras  17/11/2018 16:54
    Caro Max Stirner,
    Talvez vc tenha razão. Talvez eu seja ovelha do Mises. Mas, muito antes de ouvir falar de Ludwig von Mises, sempre considerei o Estado um gigantesco carrapato (talvez por eu ser tratado como ovelha). Sempre intuí --desde que me reconheço como gente-- que o governo é um monstruoso ectoparasita a fazer seu repasto sanguíneo na minha jugular.
    Mises apenas me deu o conforto de que não estou sozinho. E conhecimentos teóricos pra compreender e analisar o que eu já percebia.
    Abraços
  • Rodrigo Alves de Paula  11/05/2017 15:21
    Isso vale tanto para quem apoia o Lula quanto quem apoia Sérgio Moro (o novo "salvador da pátria") e Bolsonaro.

    Um dos caminhos para o desenvolvimento do Brasil é abandonar essa tradição do povo brasileiro em encontrar um messias para todos os problemas da nação sozinho. Não existe nenhum problema que possa ser resolvido sem dor. O brasileiro precisa colocar na cabeça de que ele também é responsável por todos os problemas de nossa sociedade.
  • FL  11/05/2017 17:26
    Caro Rodrigo, você pode elencar alguns exemplos de como o "brasileiro também é responsável por todos os problemas de nossa sociedade"?

    Fiquei curioso em saber como eu, que trabalho normalmente e levo minha vida com a minha família do melhor modo que consigo, sou responsável por todos os problemas (quais mesmo?) do Brasil.
  • Sarcasmo  11/05/2017 17:43
    Concordo. Nunca entendi, na época do petrolão, a admiração que se tinha pelo Barbosa. Uns até gritavam que ele deveria ser presidente. Ora, o homem era um juiz, não significa que seria um bom presidente (também não significa que seria um mal, mas enfim).

    Infelizmente adorar figuras especificas está encrustado no bananense. Até nos livros de historia, passamos muito tempo vendo sobre quem encabeçou movimento x ou y ao invés de entender os fatos referentes à época.
  • Jailma Viana  23/06/2018 16:29
    Caro Rodrigues Alves de Paula,
    Assim você me deprime.
    "O brasileiro precisa colocar na cabeça que ele também é responsável por todos os problemas de nossa sociedade".
    Estou procurando minuciosamente os problemas que causei à sociedade. Me lembro agora. Outro dia precisei usar um banheiro público. Dei descarga. Descartei o papel no lixo. Não urinei no chão. Deixei a tampa do vaso sanitário limpinha. Mas não teve jeito. Acho que foi alguma coisa que comi. Pois ele ficou todo fedido. Espero que a sociedade me perdoe pelo meu comportamento não coletivista e sinto profundamente o mal que causei afetando suas papilas olfativas. Desculpem-me!
    Abraços
  • Andre  11/05/2017 16:05
    Individualismo prosperar no Brasil? Sem chances, vamos continuar afundando no coletivismo.
  • Sultão  12/05/2017 14:11
    Um questionamento aos membros:

    Admiro enormemente o esforço do IMB e o considero diferencial e imprescindível para a liberdade no Brasil (ainda mais que o Mises Institute nos EUA).

    Confesso porém que às vezes me pergunto se o IMB e seus autores, doadores, tradutores e programadores não estariam jogando fora seu inacreditável talento e juventude ao dedicá-los ao Brasil em particular.

    Sempre fui curioso sobre os prospectos dos integrantes do IMB sobre o futuro do país. Se eles trabalham pela liberdade aqui, eu assumo ser assim porque acreditam que há a possibilidade de a liberdade florescer. Olhando para trás, muito mudou no Brasil desde 2007 na esfera intelectual (distinguindo-a da "academia") e grande parte graças ao trabalho do IMB. Mas a situação na esfera política e econômica apenas degringolou. Resta somente esperar que a liberdade venha agora no período de recuperação da economia. Mas ainda é uma grande aposta encima de um país sem a tradição da liberdade (os EUA, ao menos, foram fundados sobre ela).

    Algum membro do IMB poderia dissertar sobre o ponto acima? Vocês acreditam no Brasil e nos brasileiros? Não seria mais seguro somente escrever em inglês ou espanhol sobre outros países somente para que tantas fichas do IMB não fossem apostadas aqui na Terra de Vera Cruz?

    Abraço.
  • Fernando  13/05/2017 02:25
    Os bons não podem se omitir jamais.
  • Luciano viana  04/04/2018 23:23
    Interessante sua pergunta, o que ocorre é que moramos no brasil, e nós nao deveriamos ter que sair dessa terra pra ter liberdade, os povos que conquistaram a liberdade foi porque seus membros morreram por ela. Os povos de hoje apenas usufruem da liberdade dos antigos martires e da evolução de suas sociedades.
    Nós indo pra outros paises so estariamos sugando seus recursos e reclamando que eles são racistas. Esta posição de ficar aqui, por outro lado, refere se a nossa responsabilidade de fazer o certo, mesmo que os outros estejam fazendo o errado. Se nos fizessemos o errado aqui, ou em outro pais, nos nao seriamos melhores individualmente.
    Entao mesmo que o que fazemos nao faça diferenca pro pais da corrupcao, ao menos faz diferenca pra alguém no mundo, nao só aqui, em algum lugar uma mente se abre e talves alguma geracao futura, com outras mentalidades , esse seja outro pais. Mesmo que no presente , nós nao consigamos usufruir dos nossos esforços, pelo menos vivemos com nossas conviccoes que estamos fazendo e praticando o certo. É para nós e para quem queiramos bem. Os manipiladores antieticos continuarão trapaceando. Mas eles viverão pra sempre em sua mediocridade, e com suas imagens sujas pra sempre.
  • Jairdeladomelhorqptras  17/11/2018 17:00
    Caro Luciano Viana,
    Disse tudo. Prabens! Nada a a crescentar!
    Abraços
  • CAIOss  11/05/2017 16:29
    Que texto incrível!!!
  • Jango  11/05/2017 17:02
    O site irá disponibilizar os vídeos das palestras de sexta?
  • Kaique  12/05/2017 14:26
    Também gostaria de saber...
  • Felipe Lange S. B. S.  13/05/2017 15:42
    Espero que sim. Adoro ver as palestras do Leandro Roque.
  • Andre Mello  11/05/2017 18:57
    Passaram Lula e Haddad e agora o novo ídolo do povo é o Sr. Bolsonaro.

    Claro que o perfil socialista do ídolo do povão nunca muda...
  • Pobre Paulista  11/05/2017 22:59
    Nióbio-lovers, Grafeno-freaks, etc...
  • WDA  11/05/2017 19:26
    Acho muito positiva essa prática do sítio IMB de postar de novamente antigos textos de tempos em tempos. Há coisas que realmente precisam ser relembradas.
  • Minarquista  11/05/2017 21:28
    "A democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais que já foram tentadas."
    Winston Churchil

    Corolário:
    Se a democracia, dos sistemas de governo conhecidos, é o menos pior, mas ainda assim continua sendo um mal, então que seja usada apenas em último caso. Isto é: somente naqueles pouquíssimos casos em que não for possível vivermos sem a intervenção do governo.

    E na maioria absoluta dos casos (quase todos), que o estado me deixe em paz.

    Viva o estado mínimo!

    []s
  • Old Buk   12/05/2017 17:22
    A diferença entre uma democracia e uma ditadura consiste em que numa democracia se pode votar antes de obedecer às ordens, e no meu caso, sou sempre voto vencido
  • Jarbas Profeta  12/05/2017 14:27
    É um prazer inenarrável ler este texto de Mises.

    Em horas certas e convenientes estes excertos ressurgem, escritos em 1948, período de recuperação da 2ª Guerra e do terrorismo nazista, perfeitamente adaptável para realidade atual, fascinante. Enfim, apenas uma reflexão.

    Libertarianismo não é ideologia, apenas lógica.
  • André Luiz  15/05/2017 22:08
    "Sob as doutrinas do universalismo e do coletivismo, o indivíduo, ao agir de acordo com o código ético, não o faz em benefício direto de seus interesses particulares, mas, ao contrário, renuncia aos seus próprios objetivos em benefício dos desígnios da comunidade.".

    Não sei as bases teóricas do Mises, mas acredito aqui que há uma confusão entre coletivismo e universalismo.

    O coletivismo é um sistema de coação, de fora para dentro, que depende da centralização do poder nas mãos do estado, de grupos ou instituições opressoras. Essencialmente ele é corrupto, e sim depende de líderes messiânicos.

    O universalismo é exatamente o oposto disso. Pois ele se baseia no desenvolvimento livre de cada indivíduo, a partir dos seu próprio esforço. Avesso à centralização do poder e messianismo. É uma espécie de conscientização pessoal, evolução emocional/cognitiva/moral. . À medida que cada individuo se desenvolve, ele tende ao universalismo. Universalismo entendido aqui como autossuficiência e conhecimento mais amplo. Há que se compreender também que a concepção do universalismo embute questões muita mais amplas que a posição do homem frente a política e estado.

    O que eu vejo é que é necessário o liberalismo, que pode proporcionar um maior grau de universalismo.

    Não sei as consequências em uma sociedade em que a média dos indivíduos são mais universalistas (com mais autossuficiência e conhecimento), mas com certeza não tem nada a ver com coletivismo.
  • Gustavo  04/04/2018 15:46
    essa dicotomia entre coletivismo e individualismo só existe na cabeça de liberal fanático.. não tem coletivismo que não se baseie em individualismo e não tem individualismo que não se pretenda coletivo
  • Medeiros  04/04/2018 17:08
    "não tem coletivismo que não se baseie em individualismo e não tem individualismo que não se pretenda coletivo"

    Frase completamente sem nexo, sem sentido e sem lógica. Perfeito exemplo de confusão mental que só existe na cabeça de esquerdista fanático.
  • ohmega  08/04/2018 10:30
    Deu tela azul agora. rs. Sua afirmação feriu os 3 princípios da lógica: Princípio da identidade: garante que uma proposição é igual a ela mesma. Princípio da não-contradição: uma proposição não pode ser verdadeira e falsa. Princípio do terceiro excluído: uma proposição é verdadeira ou falsa. Coletivo é diferente de individual, logo eles não são iguais a ela mesma.
  • ed  04/04/2018 16:08
    off-topic:

    Vocês viram a notícia de hoje de que o governo vai proibir a abertura de novos cursos de medicina até 2023?

    Menos médicos no mercado = Preços maiores nas consultas e tratamentos.

    Tudo sob a desculpa que é para o bem público, pois devemos regular a qualidade desses cursos.

    A guilda dos médicos já formados agradece.
  • L Fernando  04/04/2018 21:24
    Na realidade o que agrega a economia do País mais médicos, dentistas, psicologos, advogados, a não ser mais verbas publicas e consequentemente mais impostos
  • Luciano viana  04/04/2018 23:34
    A grande questão sao os cursos falsos que cobram , mas nao entregam, fazendo os estudantes disperdicarem seus recursos. Ninguém sabe se regular ou nao resolve o problema, mas a falta de fiscalização, a politicagem cria distorcoes. As guildas nao fiscalizam, so fazem provas depois que estao formados. Ninguem recarce o estudante de um curso.
    O gov quer proibir porque nao quer botar o dedo na ferida e nao quer deixar que o mercado fiscalize. Sem as guildas poderiam florescer pessoas juridicas que fizessem avaliacoes independentes.
    Sem a protecao das guildas, as facildades teriam que melhorar seus curso. Teriam muitos mais fiscalizando.
  • danir  11/06/2019 17:42
    Nas minhas idas e vindas entre São José dos Campos e Vitória, dei carona a muitos estudantes de medicina que ficavam na estrada na altura de Campos. Se eu fosse fazer um julgamento da classe médica pelo que vi e ouvi nestas ocasiões, eu simplesmente adotaria a magia ou feitiçaria no lugar de um tratamento médico alopático. Eu penso que a vida acadêmica precisa ser revista no Brasil e que as faculdades de medicina devem ser fiscalizadas e repensadas. Tem muita tranqueira fazendo o curso e se formando.
    É muito interessante esta reprise de alguns posts, para manter o assunto vivo. É como se tivéssemos uma máquina do tempo para comparar comentários publicados em 2016/17 com aqueles feitos nos dias atuais. Continuem com a prática.
  • Minerius  04/04/2018 23:31
    (MEIO OFF) O que vocês fariam se por causa de um vídeo na Internet um juiz resolvesse birrar e te acusar de injúria?
  • ed  05/04/2018 14:54
    Você deve estar se referindo ao grande Daniel Fraga que recebeu os agentes estatais e os afrontou? Uma cena épica, de fato.
  • Minerius  06/04/2018 13:26
    Sim Ed. Pois é. Eu queria saber como fazer, igual ele. Poderiam fazer um manual agorista disso. Ele disse, numa entrevista para o Otário, que é muito difícil uma pessoa ser presa por causa disso no Brasil. Tem outro fator de que ele não tinha nada para penhorar.
  • Luiz Moran  05/04/2018 09:30
    Você teria convidado ou convidaria algum deles para jantar em sua casa ?
    - Lênin
    - Stalin
    - Hitler
    - Mussolini
    - Mao Tse Tung
    - Pol Pot
    - Fidel Castro
    - Putin
    - Obama
    - Erdogan
    - Ahmadinejad
    - Hugo Chavez
    - Maduro
    - Xi Jinping
    - FHC
    - Lula
    - Dilma
    - Gordinho coreano.
  • André  05/04/2018 11:39
    Se o Lula é um desses messias, então acho que tivemos a última páscoa: g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/como-lula-passou-as-mais-de-10-horas-do-julgamento-de-seu-habeas-corpus-no-stf.ghtml
  • Pedro Márcio  07/04/2018 14:14
    Texto fantástico. Bem escrito, bem organizado e esclarecedor. Qualquer semelhança com a atual situação brasileira não é mera coincidência. É o óbvio.
  • Leonardo Barroso de Souza  20/08/2018 14:58
    Eu voto em Jair Bolsonaro, não porque vejo um messias e sim porque acredito que ele seja mudança de verdade.!!!
  • Edson Porto  15/10/2018 21:13
    Porra, vocês não escrevem nada sobre Bolsonaro? Uma única linha de crítica, uma reflexão sobre o seu liberalismo tosco, aprontado pra pegar desavisados e ordinários que não pensam. Que espécie de liberalismo é esse defendido aqui?
  • Humberto  15/10/2018 21:52
    Ué, não sabia que ele já tinha assumido a presidência e aplicado "seu liberalismo tosco, aprontado pra pegar desavisados e ordinários que não pensam". Ele já aplicou alguma medida na presidência? Aliás, ele já é presidente? Não sabia. Você quer que o IMB critique algo que ainda nem sequer aconteceu? Com base em quê?

    É cada jumento que despenca por aqui...
  • Eros Cais  15/10/2018 21:54
    "Que espécie de liberalismo é esse defendido aqui?"

    Este não é um site liberal, mas sim libertário. Mais especificamente, anarcocapitalista.

    Informe-se melhor antes de passar vexame em público.
  • thiago  11/06/2019 14:10
    Apoiar o Bolsonaro não é tratá-lo como esse ser messiânico ao qual os esquerdistas se apegam. Ele é uma pessoa que, de dentro do mundo político, mesmo tendo sido conivente ou mesmo tendo se beneficiado dos poderes do estado - penso que seu apoio às emendas individuais ao orçamento sejam um exemplo disso, identificou o mal representado pela esquerda, encabeçado pelo PT; creio que ele foi ao âmago desse mal, que é a desonestidade, a dissimulação, a manipulação, enfim, a má fé. Em última instância, a má fé é uma má interpretação do mundo, e essa má interpretação justifica a desonestidade e a incompetência. Se esse mundo é injusto, se uma minoria explora e engana uma grande maioria, desde os primórdios da história, então por que eu mesmo, o próprio indivíduo, deve ser honesto, esforçado e moral? A má fé que atormenta o menino que faz seu trabalho mal feito, porque não enxerga o valor do trabalho, do esforço, do desenvolvimento e de toda a história humana, é a mesma que leva o rapaz e o velhaco a agir de forma desonesta, em relação aos outros, ao mundo, e a si mesmo. É a mentalidade destrutiva, oprimida e opressora em contraposição a uma mentalidade criativa e libertadora. O Bolsonaro identificou isso muito bem e agiu com o propósito de tentar reverter essa situação a partir da esfera política. Ele viu um vazio de liderança política nesse sentido e agiu; e isso fez dele um líder, um líder contra a má fé, pelo menos na esfera política; e é necessário preencher alguns requisitos para tomar essa frente, pelo menos ter boa fé e honestidade; saber reconhecer erros da passado e aprender com eles; ter coragem e determinação. Se ele às vezes demonstra uma visão religiosa, profunda, sobre o caminho que ele está trilhando, não a vejo como um problema, mas talvez até como algo necessário; a fé talvez seja necessária, a boa fé. Mas a "missão" a que ele se colocou é bem diferente da "missão" de um líder populista que não tem na verdade, que seja na "fé em Deus", o seu valor mais alto. E isso na política hoje em dia é uma raridade. Acho que o presidente tem uma postura correta, o que inclui voltar atrás em ações talvez exageradas; mas algumas também estratégicas e necessárias. Estamos vivendo uma guerra cultural, uma guerra moral, existencial; a boa fé e a má fé são reais e precisam ser distinguidas. Já vi o presidente dizendo, por exemplo, que sua orientação para os ministros, em tempos de crise ministerial, é dizer a verdade; já vi o presidente dizendo que esse movimentos coletivistas desagregam a sociedade, criam ódio e ressentimento; já vi o presidente dizendo que esse estado superprotetor enfraquece o indivíduo, que, se queremos um estado forte, temos que cultivar um indivíduo forte. Ele pode não ter a linguagem mais articulada e tem lá seus defeitos, mas ele age e fala com propriedade. E precisamos de líderes, em diferentes esferas. Salve Bolsonaro! Salves Guedes e Salve Sérgio Moro!
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  11/06/2019 23:08
    Na cidade de Chivilcoy, Argentina, o prefeito já está se preparando para esta difícil tarefa de líder:
    www.pagina12.com.ar/199686-la-rotonda-de-las-burlas
  • Ninguem Apenas  12/06/2019 01:24
    Leandro,


    Sei que não dá para ficar respondendo todo o tipo de coisa que se escreve na internet "refutando" a TACE, mas dessa vez acredito que o esforço valeria um pouco mais.

    Além desse artigo ser recente, há cálculos e explicações contra-argumentanto a questão do da Teoria Austríaca do Capital usando do fenômeno do reswitching, além de fazer críticas teóricas e empíricas. Achei bem mais fundamentado que as supostas refutações que vemos por aí.

    Eu identifiquei alguns problemas nessa "refutação" entretanto, como dizer que a EA não leva em consideração as expectativas ou o fato de não explicar o desemprego e a queda real do pib (ambas afirmações do autor bem fáceis de refutar). Mas seria possível uma explanação sobre o reswitching e até sobre os dados da crise de 29 apontados pelo autor?


    Eles não são heterodoxos (na página deles estavam criticando os enormes gastos do governo e até a TMM). Gostaria de ver uma resposta a isso (ou em artigo ou no comentário), mas entendo se não quiser responder.


    Desde já agradeço!


    E desculpe abusar de sua paciência kk (E haja paciência kk)


    Segue:

    medium.com/@economiamainstream/por-que-a-teoria-austr%C3%ADaca-dos-ciclos-econ%C3%B4micos-tace-est%C3%A1-errada-6fd5f4a2b4ba
  • Leandro  12/06/2019 13:04
    Muitas coisas na frente, como prioridade. No entanto, você pode facilitar (um pouco) minha vida. Explique com suas próprias palavras o que está sendo proposto, onde está o erro na teoria austríaca, por que ela está errada, e qual seria a teoria correta.

    Para deixar mais organizado:

    (1) descreva de maneira acurada a tese austríaca, (2) mostre em que ponto ela está errada, (3) explique por que ela está errada, (4) explique a tese que está sendo proposta, e (5) mostre em que ponto esta tese supera a austríaca.

    Estou sempre aberto a novos aprendizados.

    Estou pedindo essas coisas por uma questão de lógica básica. Se você leu um artigo ou uma monografia acadêmica (sobre qualquer assunto), e após a leitura você não é capaz de, só pela sua memória, descrever os três principais argumentos do artigo, então ignore o artigo: ele não é importante.

    Se você não é capaz de sintetizar para uma pessoa leiga, de maneira coerente, quais são os argumentos do artigo, então ignore os argumentos. Eles provavelmente são incoerentes.

    De minha parte, não tenho nenhum problema se uma pessoa "não gosta" da TACE. Isso em nada me afeta. Eu utilizo a TACE para fazer previsões e lucrar em cima dela.

    No final de 2010, auge da euforia econômica, utilizei a TACE para escrever que a coisa estava começando a degringolar. Em 2013, antes das manifestações de junho, utilizei a TACE para mostrar que a economia estava embicando para uma recessão. Em 2014, quando Dilma ainda nem havia sido reeleita (e o país ainda não estava oficialmente em recessão), utilizei a TACE para prever que haveria um enorme descalabro na economia brasileira no ano seguinte (como de fato ocorreu). Em maio de 2017, utilizei a TACE para prever que a recuperação seria bastante fraca (e até recomendei investimentos em prefixados, numa época em que todos os "especialistas" recomendavam sair deles; quem ficou até hoje já até se aposentou). E, finalmente, em 2018, resumi toda essa teoria aqui.

    Fiz tudo isso utilizando a TACE. Se ela está errada, então de duas uma: ou eu dei muita sorte ou eu sou um gênio e acabei sem querer criando uma teoria própria.

    (Dica: não é nenhuma das duas coisas).

    Grande abraço!
  • Pobre Paulista  12/06/2019 15:44
    "Refute a lógica usando apenas a lógica"

    Não me parece correto, né.

    Pra refutar a lógica, somente com argumentos ilógicos mesmo.
  • Ninguém Apenas  12/06/2019 14:05
    Longe de mim acreditar que essas pessoas tenham refutado a TACE (espero não ter dado essa impressão), eu tenho mais certeza que a TACE é correta que tenho na Teoria da Relatividade.

    Sugeri isso mais como um tema, mas agora percebo o quanto foi infantil.


    "Se você leu um artigo ou uma monografia acadêmica (sobre qualquer assunto), e após a leitura você não é capaz de, só pela sua memória, descrever os três principais argumentos do artigo, então ignore o artigo: ele não é importante."

    "Se você não é capaz de sintetizar para uma pessoa leiga, de maneira coerente, quais são os argumentos do artigo, então ignore os argumentos. Eles provavelmente são incoerentes."


    Vou levar este conselho comigo, boa parte do artigo se enquadra nisso. Até existem alguns pontos deste artigo que me gerou dúvida. (não quanto a TACE, mas quanto a minha compreensão de um fenômeno específico que foi relatado)

    No entanto, como já gerei um mal entendido, tirarei essas dúvidas posteriormente em um outro artigo. (talvez)


    Atualmente estou lendo Ação Humana, um dia quem sabe chego no seu nível kk


    Mas de mal entendido este meu comentário basta.


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