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Para haver crescimento econômico, o segredo não é trabalhar muito, mas sim trabalhar produtivamente

Nota do Editor

Em sua mais recente inserção de TV, o Partido dos Trabalhadores disse que a maneira de superar a atual crise econômica e fazer a economia voltar a crescer é trabalhando duro e "tendo vontade de vencer".  E então o programa mostra cenas de um cabeleireiro, de um atendente de bar, e de uma vendedora de sanduíche.

A ideia é que se todos simplesmente trabalharem mais, como essas pessoas, a economia dará um salto.

Tal ideia demonstra uma completa falta de compreensão sobre como uma economia moderna realmente cresce, prospera e se torna mais produtiva.  Não é de se estranhar que tal simplismo primitivo esteja sendo propagandeado exatamente pelo partido que causou toda essa baderna na economia.

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Em certo sentido, trabalhar mais horas pode produzir mais riqueza.  Teoricamente, se tudo o que você tiver for uma machado e troncos de árvore, então se você trabalhar oito horas cortando madeira terá mais madeira do que em apenas quatro horas.  Portanto, neste caso hipotético, trabalhar mais significa mais produção.

A questão é que dificilmente você conseguirá manter essa rotina extenuante por muito tempo e durante vários meses.  Aliás, tentar manter essa rotina não será muito inteligente.  Chegará um momento em que suas condições físicas estarão debilitadas e sua produtividade inevitavelmente cairá.

Sendo assim, se você conseguir obter uma máquina que lhe permita cortar madeira de uma maneira mais rápida, você terá a mesma quantidade de madeira em apenas uma fração do tempo original.

Uma serra elétrica, por exemplo, tornará o seu trabalho muito mais produtivo do que um machado.  Uma serra elétrica permite que, com menos horas de trabalho, você consiga a mesma quantidade de madeira que conseguiria com um machado e várias horas a mais de trabalho.

A serra elétrica é um bem de capital que aumentou sua produtividade, permitindo que você trabalhe menos e produza mais.  Ao aumentar a quantidade de energia disponível, a serra elétrica permite que você, simultaneamente, reduza sua carga de trabalho muscular e obtenha mais cortes de madeira.  A serra elétrica aumentou seu padrão de vida. 

Por isso, o problema com a ideia de que "você tem de trabalhar mais para enriquecer" está exatamente no fato de que ela pressupõe um mundo estático: não há inovações técnicas, não há empreendedorismo que gere inovações técnicas, e é impossível produzir mais riqueza sem que necessariamente você tenha de trabalhar mais.

Por outro lado, quando você entende que é possível ter inovações que nos poupam do trabalho extenuante, você descobre que a ideia do "trabalhe mais para enriquecer" é, em si mesma, insensata.

Como é possível criar os meios que no tornam mais produtivos

A mesma esquerda que pede mais trabalho como forma de superar a crise econômica criada por ela própria também gosta de brandir estudos — corretos — que dizem que, tão logo as pessoas passam a trabalhar mais de 50 horas por semana, elas se tornam consideravelmente menos produtivas, mais exaustas e, como consequência, criam um ambiente mais arriscado para elas próprias e para seus colegas de trabalho.

Com efeito, há um limite físico real à capacidade de se trabalhar mais para produzir mais.  E a maneira de superar essa limitação física é utilizando tecnologias e técnicas mecânicas que permitam muito mais produção em menor espaço de tempo.

Como se faz isso?

O primeiro passo, obviamente, é pensar em métodos poupadores de trabalho e em novas idéias para se implantar estes métodos.  Porém, em última instância, implantar essas idéias requer o uso de uma riqueza previamente criada e poupada.  Em outras palavras, e dado que vivemos em uma economia baseada no dinheiro, é necessário ter dinheiro para se construir máquinas que poupam a quantidade de trabalho.

E como conseguimos esse dinheiro? Não há mágica: ele tem de ser poupado.  E poupar significa se abster do consumo.  Portanto, ao fim e ao cabo, os componentes-chave para se ter trabalhadores mais produtivos é poupar e, consequentemente, utilizar essa poupança na construção de máquinas, ferramentas, instalações industriais e bens de capital em geral que poupem o trabalho físico. 

Ludwig von Mises explicou a necessidade de todos esses componentes em seu livro A Mentalidade Anticapitalista:

Nem o capital nem os bens de capital têm, por si sós, o poder de elevar a produtividade dos recursos naturais e do trabalho humano. Somente se os frutos da poupança forem adequadamente empregados ou investidos é que poderão aumentar a quantidade produzida por unidade de insumo. Se isso não acontece, eles são dissipados ou perdidos.

E prossegue:

Com o auxílio de melhores ferramentas e máquinas, a quantidade dos produtos aumenta e sua qualidade melhora.  Assim, o empregador consequentemente estará em posição de obter dos consumidores um valor maior do que aquele que seu empregado consumiu em uma hora de trabalho.  Somente assim o empregador poderá — e, devido à concorrência com outros empregadores, será forçado a — pagar maiores salários pelo trabalho do seu empregado.

Trabalhar menos e produzir mais é o resultado direto dessa acumulação de capital. Assim como a serra elétrica aumenta a produção em relação a um serrote ou a um machado, e um trator multiplica enormemente a produção agrícola em relação a uma enxada, o uso de máquinas e equipamentos modernos multiplica enormemente a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários e sua qualidade de vida.

Em um país rico, a quantidade e a qualidade das máquinas e das ferramentas disponíveis são muito maiores do que nos países pobres. A acumulação de capital, o empreendedorismo e a inventividade tecnológica são os pilares da economia.  Como consequência, a produtividade, a riqueza e o padrão de vida nestes países são muito mais altos. 

Obstáculos à maior produtividade

Infelizmente, temos uma economia e um governo orientados exatamente contra todos os ingredientes necessário para o crescimento da produtividade, da poupança e da inovação.

Em primeiro lugar, há um aparato regulatório que favorece os grandes empresários politicamente bem relacionados em detrimento de novos produtos, novas empresas e novas criações.  Empresas recém-criadas que possam trazer algum risco à fatia de mercado das grandes empresas serão ou proibidas de entrar no mercado (por obra e graça das agências reguladoras) ou penalizadas de modo a se tornarem menos competitivas (por obra e graça da burocracia, da carga tributária e do complexo código tributário, que joga a favor das grandes empresas já estabelecidas).

Tarifas de importação e uma moeda em contínua desvalorização também impedem que empresas adquiram do exterior bens de capital bons e baratos que aumentariam sua produtividade.

Em qualquer um desses casos, avanços na produtividade serão perdidos.

E há também, é claro, as próprias políticas fiscais e monetárias do governo, as quais, ao incentivarem o consumismo, o imediatismo e o endividamento da população para fins consumistas, fazem de tudo para desestimular a poupança.  O resultado é uma economia voltada para o consumo e para o prazer imediato, e não para a poupança e para o investimento de longo prazo.  E isso, por sua vez, afeta toda a estrutura produtiva da economia: em vez de se ter uma economia voltada para a produção de longo prazo, há uma economia voltada para o consumismo de curto prazo.

E há, por fim, o problema da inflação e da consequente destruição do poder de compra da moeda.  Uma moeda que continuamente perde poder de compra afeta os investimentos de longo prazo (e é impossível fazer investimentos de longo prazo se você não tem a mínima ideia do poder de compra futuro da moeda) e reduz os salários reais.  E, ao reduzir os salários reais, desestimula a poupança. 

Com a renda disponível cada vez mais afetada, não há como poupar. Consequentemente, a pouca poupança disponível não é direcionada para investimentos produtivos, mas sim para o consumo imediato.

O objetivo é trabalhar menos e produzir mais

A ideia de que devemos trabalhar mais para enriquecer seria verdadeira apenas se vivêssemos em um mundo completamente destituído de melhorias na produtividade.  Aí, realmente, não haveria alternativa senão trabalhar mais.

Felizmente, não vivemos nesse mundo.  E, no mundo em que de fato vivemos, nosso objetivo deveria ser o de alcançar um contínuo aumento no padrão de vida ao mesmo tempo em que diminuímos nossas horas de trabalho.

Afinal, foi justamente a Revolução Industrial que permitiu que grande parte da humanidade se livrasse, pela primeira vez na história do mundo, do fardo diário de ter de trabalhar longas horas sem nenhuma perspectiva de alívio, tendo pouquíssimo tempo livre para a educação, o lazer e atividades caritativas.

Desde então, graças à limitada porém significativa vitória da ideologia laissez-faire, a produtividade do trabalhador só fez aumentar nos séculos seguintes.  Hoje, não precisamos de trabalhar mais do que dois dias por semana para alcançar um padrão de vida maior do que aquele usufruído por nossos ancestrais que viveram no século XVIII.  Não temos de trabalhar mais do que nossos tataravôs.  Certamente trabalhamos menos horas do que eles — e por livre e espontânea vontade.

Obviamente, qualquer um que queira trabalhar mais deve ser perfeitamente livre para fazê-lo.  Mas é necessário enfatizar que apenas mais horas de trabalho, por si sós, não bastam.  Se o objetivo é o crescimento econômico e o enriquecimento, então nada pode ser feito sem a produtividade.  O verdadeiro crescimento econômico vem da poupança, do investimento, da moeda forte e de uma economia genuinamente empreendedorial — a qual, por obra e graça dos governos, está se tornando cada vez menos factível no mundo atual.

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Leia também:

Agradeçamos ao capitalismo pelo fim de semana e pela redução da jornada de trabalho 

O mercado, e não os sindicatos, nos propiciou o lazer e o descanso



autor

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.


  • Andre Henrique  07/03/2016 14:31
    Ou seja, os caras são realmente burros ao focar o esforço ao invés do aumento da produtividade... não é a toa que o Brasil está nessa M!
  • cmr  07/03/2016 17:31
    Burros não, eles são é muito inteligentes mas sem nenhum princípio moral.

    Os políticos são sociopatas, estão lá para enriquecer.
  • Scholastic  07/03/2016 14:47
    Que curioso, o mesmo grupo de pessoas que agora diz que a "solução é trabalhar mais" é aquele que "quer proibir o brasileiro de trabalhar mais":

    Agora o governo quer proibir o brasileiro de trabalhar mais:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2296

    Não é genial?



    E também muito curioso: o mesmo grupo de pessoas que agora diz que a "solução é trabalhar mais" é aquela que entende que "ter de trabalhar é o equivalente a ser escravo":

    Ter de trabalhar é o equivalente a ser escravo? Para a esquerda, sim

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2208


    Não é igualmente genial?
  • Renato Arcon Gaio  07/03/2016 15:25
    Socialismo como sempre sendo irônico e hipócrita.

    Abraços
  • Andre Henrique  07/03/2016 15:26
    Hipocrisia é o mantra deles, mas pior ñ é eles falarem essas asneiras... o pior é MILHÕES de pessoas acreditarem!!!
  • Pobre Paulista  07/03/2016 17:10
    Doce de Leite
  • Servente de pedreiro que quer ser ENGENHEIRO  08/03/2016 00:30
    "A questão é que dificilmente você conseguirá manter essa rotina extenuante por muito tempo e durante vários meses. Aliás, tentar manter essa rotina não será muito inteligente. Chegará um momento em que suas condições físicas estarão debilitadas e sua produtividade inevitavelmente cairá."

    Batata. Se o cara se matar de tanto trabalhar, vai chegar um momento em que ele terá de reduzir o ritmo, e forçado.

    E outra: quem trabalha com a força física não fica rico. Só enriquece quem trabalha com o cérebro.
  • Ed  08/03/2016 06:15
    Devagar com a generalização. Anderson Silva e Neymar são muito mais ricos que a maior parte dos gerentes e diretores de empresa.

    E tem cara que é tão habilidoso que vira escultor dos bons.
  • Batista  08/03/2016 15:22
    Acho que o colega Servente tem razão.

    Anderson Silva, Neymar, bem como outros esportistas, tem 2 pernas e 2 braços, assim como a maioria da população.

    Quem pratica algum esporte sabe: a finalização no futebol, o golpe bem encaixado, só acontecem se houver habilidade. O que os diferenciam dos demais, é a capacidade de raciocínio, que irá conduzi-los ao uso correto dos mesmos recursos físicos que os outros tem.

    O que o Messi faz é puro resultado da sua inteligência em usar seu corpo para fazer o que pouquíssimos no mundo conseguem imitar.

  • Ronaldo  10/03/2016 15:54
    Poizé, senão os povos do passado deveriam ser mais avançados que nós
  • Coeficiente 100%  07/03/2016 15:16
    Subentendido nesse "a solução é trabalhar mais duro", seguido de imagens de pequenos empreendedores, está a mistificação nefasta de colocar a "culpa" pelas desgraças exatamente naqueles que produzem (e/ou tentam produzir) riquezas, que são as pessoas espoliadas por esse governo ("dentro" da lei, via tributação e inflação, e "fora" da lei, via corrupção).

    Então, além de sermos espoliados ("dentro" e "fora" da lei), somos obrigados a ouvir esse governo nos dizer que a "culpa" é nossa. E mais: somos obrigados a financiar a propaganda governamental que nos diz em rede nacional que somos o "culpado" por tudo.
  • Henrique Zucatelli  07/03/2016 15:46
    Bem, a análise está 99% correta na minha opinião, só falta a fórmula de crescimento das grandes empresas. Prometo que não vou ser prolixo, rs:

    Ao passo que o aumento de produtividade lhe permite diminuir o tempo necessário para produzir um determinado produto, o tempo restante disponível não precisa ser necessariamente utilizado para lazer.

    Eu posso utilizar esse tempo livre para produzir ainda mais, e com esse resultado de aumento de riqueza posso aumentar ainda mais a produtividade, num ciclo que só esbarra logicamente na demanda e na valoração subjetiva do produto em questão.

    Logo:

    Poupança = Mais investimentos

    Mais investimentos = aumento de produtividade

    Aumento de produtividade = custos menores

    Custos menores = menores preços

    Menores preços = mais vendas

    Mais vendas = mais poupança

    Mais poupança = mais investimentos

    Mais investimentos = aumento de produtividade

    E começa tudo outra vez...
  • Pobre Paulista  07/03/2016 17:11
    Não exatamente. As pessoas podem voluntariamente usar suas poupanças para consumo. Isso quebraria o ciclo de investimento, porém não seria um problema, dado que se as pessoas optaram por consumir, quer dizer que a produção atual atende às necessidades das pessoas.

  • Jonatan  07/03/2016 17:22
    Lendo a Revolta de Atlas e vendo o governo pedindo para as pessoas trabalhar mais para o país crescer.

    Medo!
  • Andre  07/03/2016 18:25
    Pensem que podia ser pior, olha nossos parentes do outro lado do oceano, como lidam com sua crise:

    economico.sapo.pt/noticias/angola-quer-limitar-importacoes-devido-a-crise-do-petroleo_240457.html

    Ainda há bastante espaço para o Brasil piorar, fiquem tranquilos.
  • 2  07/03/2016 20:21
    Tentar entender a esquerda é como tentar ensinar Lógica a um louco ou a um criminoso: não dá certo. O lugar de louco é no hospício, de onde ele nunca deve sair. O lugar do criminoso é na cadeia, que é o lugar correto dos integrantes da esquerda.
  • pensador radical  07/03/2016 20:24
    A esquerda é uma piada de mau gosto em que só os papagaios de pirata acham graça.
  • Fernando  08/03/2016 00:24
    Apesar do artigo falar sobre trabalho e bens de capital, eu gostaria que o IMB publicasse mais artigos de economias bem sucedidas.

    Falar de economista do PT, é a mesma coisa que falar de futebol de terceira divisão. É como se tivessemos discutindo uma partida futebol jogada pelos índios na arena Amazônia.

    Não dá para perder tempo com esses economistas socialistas de quinta categoria. Até os doutores da Unicamp e USP já foram refutados pelo IMB.

    Vamos falar de Chicago, Áustria, Cingapura, Ilhas Caimã, Suíça, Mônaco, etc.

    Precisamos esquecer um pouco essa economia de terceiro mundo a beira do abismo.

    Vamos estudar coisas boas e que tiveram sucesso. Esses desastres sistêmicos e repetitivos já estão esgotados.

    Como podemos perder tempo analisando uma economia que teve a segunda maior recessão do mundo ?
  • Ibn Hassan-al  08/03/2016 09:02
    "há um aparato regulatório que favorece os grandes empresários politicamente bem relacionados em detrimento de novos produtos, novas empresas e novas criações. Empresas recém-criadas que possam trazer algum risco à fatia de mercado das grandes empresas serão ou proibidas de entrar no mercado (por obra e graça das agências reguladoras) ou penalizadas de modo a se tornarem menos competitivas (por obra e graça da burocracia, da carga tributária e do complexo código tributário, que joga a favor das grandes empresas já estabelecidas)."

    Nem os defensores do capitalismo gostam dos grandes capitalistas.
    Defendem o mercado, mas criticam aqueles que têm quase a totalidade do... mercado.
    Esses grandes capitalistas têm qual porcentagem do mercado consumidor?
    Sei lá, a Britsh Oil? A Exxon?
  • Moraes  08/03/2016 12:23
    "Nem os defensores do capitalismo gostam dos grandes capitalistas."

    Frase errada.

    Eis a frase correta: "Os defensores do capitalismo desprezam os empresários mercantilistas, protecionistas e privilegiados".

    Pronto, agora está correto.

    "Defendem o mercado, mas criticam aqueles que têm quase a totalidade do... mercado."

    Outra frase errada.

    Eis a frase correta: "Defendem o livre mercado e, exatamente por isso, criticam aqueles que se unem (estado e empresários mercantilistas) para abolir o livre mercado e criar uma reserva de mercado".

    Pronto, agora a frase ficou correta.

    "Esses grandes capitalistas têm qual porcentagem do mercado consumidor? Sei lá, a Britsh Oil? A Exxon?"

    Sei lá.

    Você está muito cru e desinformado ainda. Faça menos afirmações irônicas e mais perguntas humildes. Assim você passa menos vergonha.
  • Coeficiente 100%  08/03/2016 13:06
    Perfeito, Moraes.
  • André Henrique  08/03/2016 13:19
    Ouch!
  • Ibn Hassan-al  08/03/2016 19:53
    Ok... Mas, o Capitalismo Real (parafraseando o termo Socialismo Real), é exatamente o tipo de arranjo que vocês condenam.
    Com apoio de importantes lobistas, 75% do mercado de alimentos esta nas maos de 7 empresas, sendo que desses 53% esta nas maos de uma, a Monsanto. (instituto Grain, julho 2015). Essa empresa tem apoiado Estados e participado ativamente da regulação do mercado de alimentos em vários governos, inclusive na FDA americana (RT news agosto 2014), sendo que as outras seis empresas também patrocinam governos, inclusives ditaduras, em diversos paises (instituto Grain, julho 2015). Bem, se são contra esse tipo de prática, são contra a forma real de 75% do mercado de alimentos, isso supondo que as demais empresas, como a BRfoods e a Friboi, não têm esse tipo de prática. Podem ser a favor do mercado, mas não do mercado real.
    Vale lembrar que o presidente Mckinley dos eua, que aumentou a taxa alfandegaria e regulamentou o mercado de querosene, foi patrocinado por Rockfeller, que detinha 90% do mercado de petroleo nos eua. Na verdade, o presidente McKinley não passou de um títere de Rockfeller e de Carnegie (verbete McKinley Biografia dos presidentes dos Estados Unidos.). Se voce fosse contra esse tipo de pratica na época, seria contra 90% da forma real da dinâmica do mercado.
    Isso sem contar a industria de tabaco, cuja empresa Tobacco company detém 98% do mercado e é uma das maiores doadoras da ATF norte americana.

    se você afirma que voces "Defendem o livre mercado e, exatamente por isso, criticam aqueles que se unem (estado e empresários mercantilistas) para abolir o livre mercado e criar uma reserva de mercado", vocês são contra respectivamente 75% e 98% dos mercados que eu mencionei, isso sem contar o mercado de energia, que chega a 82% (OMC) de empresas que adotam esse tipo de prática, de armas e outros.

    O capitalismo que defendem é lindo, mas não existe.

  • Moraes  08/03/2016 20:43
    "Ok... Mas, o Capitalismo Real (parafraseando o termo Socialismo Real), é exatamente o tipo de arranjo que vocês condenam."

    Isso é muito gostoso. Você altera, ao seu bel-prazer, as definições e os conceitos, sem qualquer base em nada, e então sai atribuindo culpas.

    Você culpa o mercantilismo e, com a maior cara-de-pau, sai dizendo que isso é capitalismo.

    Ora, qual a sua base para dizer que um regime de conluio entre burocratas e grandes empresários para impedir a concorrência é capitalismo?

    Que isso não seja livre mercado é algo que, felizmente, você parece já ter reconhecido (que bom!). Mas por que um arranjo que suprime a concorrência por vias estatais seria capitalismo? Desde quando capitalismo é abolir a concorrência por vias estatais?

    Apresente uma única definição -- uma só! -- feita por algum teórico de relativo respeito dizendo que capitalismo é o conluio entre burocratas e empresários para abolir a concorrência por vias estatais, e eu lhe dou alguma consideração.

    Essa sua postura é típica de desonestos intelectuais. Você não justifica, não apresenta teses, nem nada. Apenas vem com chavões e palavras de ordem. E jura que está arrasando.

    "O capitalismo que defendem é lindo, mas não existe."

    Isso está em total contradição com tudo o que você disse acima. Agora você reconhece que o capitalismo genuíno nem sequer deu o ar da graça?

    Meu, como você é um ser confuso.
  • Bartolo  08/03/2016 21:06
    Vale consignar que, além de confuso, é a terceira vez que esse cidadão repete a mesma coisa.
  • anônimo  09/03/2016 13:51
    Leia Fernand Braudel
  • Bartolo  08/03/2016 20:54
    "Podem ser a favor do mercado, mas não do mercado real"

    Mais uma vez: somos a favor do livre mercado, não de um mercado regulado que favorece empresários e burocratas/políticos, que assim aniquilam a concorrência (em prejuízo dos consumidores).


    "O capitalismo que defendem é lindo, mas não existe"

    Sim, e daí?

    Só se pode (ou deve) defender aquilo que existe (por mais nefasta que seja a existência daquilo que, justamente por isso, se defende a extinção)?

    Meu caro, responda para nós: à luz do teor desse seu comentário, o que você defende?
  • anônimo  09/03/2016 13:59
    Bartolo, concordo com você:

    Finalmente alguém que percebeu que o livre mercado não existe e nunca existiu. Devem, creio, compreender o caráter utópico (não no sentido pejorativo) do livre mercado. Que, portanto, é necessário rupturas institucionais para chegar ao mundo que vcs querem construir. Há muita hipocrisia no discurso "O capitalismo funcionou". Bem, o que está aí é capitalismo, funcionou? Agora, não podemos dizer "o capitalismo de livre mercado não funcionou", pois nunca existiu.

    Sobre o termo capitalismo, foi-me perguntado a respeito de alguém que defina capitalismo como algo convergente com o que descrevi antes. BRAUDEL, MARX, THOMPSON, HOBSBAWN, CHOMSKY, GALBRAITH (economista), de forma implícita KEYNES, WEBER.
  • Moraes  09/03/2016 14:47
    "o livre mercado não existe e nunca existiu." [...] " é necessário rupturas institucionais para chegar ao mundo que vcs querem construir. [...] "não podemos dizer "o capitalismo de livre mercado não funcionou", pois nunca existiu."

    Ora, que bom que você reconhece isso. Então, por gentileza, para de culpar um fantasma por tudo o que há de errado no mundo.

    "Há muita hipocrisia no discurso "O capitalismo funcionou". Bem, o que está aí é capitalismo, funcionou?"

    Xiii, voltamos à estaca-zero...

    Afinal, é capitalismo ou não é?

    "Sobre o termo capitalismo, foi-me perguntado a respeito de alguém que defina capitalismo como algo convergente com o que descrevi antes. BRAUDEL, MARX, THOMPSON, HOBSBAWN, CHOMSKY, GALBRAITH (economista), de forma implícita KEYNES, WEBER."

    Ué, esses autores definem capitalismo como "conluio entre burocratas e empresários para abolir a concorrência por vias estatais"?

    Por mais burros que eles sejam, nunca li nada deles que apontasse para este sentido.

    Eis a definição de capitalismo, e quero que você me aponte o que está errado nela:

    "O capitalismo é um sistema social baseado na propriedade privada dos meios de produção. É caracterizado pela busca do interesse próprio em termos materiais — em um ambiente livre da iniciação de força física —, e seus alicerces são culturalmente influenciados pela razão.

    Baseado em suas fundamentações e em sua natureza essencial, o capitalismo é mais detalhadamente caracterizado pela poupança e pela acumulação de capital, pelas trocas voluntárias intermediadas pelo dinheiro, pelo interesse próprio financeiro e pela busca do lucro, pela livre concorrência e pela desigualdade econômica, pelo sistema de preços, pelo progresso econômico, e por uma harmonia da busca pelo interesse próprio material de todos os indivíduos que dele participam."
  • Bártolo de Sassoferrato  09/03/2016 16:31
    Não, você não concorda comigo, pq vc diz que capitalismo nunca existiu para na frase seguinte dizer "o que está aí é capitalismo". Ou seja, vc diz que ele não existiu ao mesmo tempo em que diz que "ele está aí".


    Meu caro, você não respondeu a pergunta: relativamente ao mercado, o que você defende?


    Aliás, vou fazer de outro jeito a pergunta; diga claramente: você é contra o livre mercado?
  • ibn Hassan-al  09/03/2016 23:37
    O capitalismo de livre mercado (mercado sem restrições estatais), nunca existiu.
    Contudo, o que existe é capitalismo, pois a produção é realizada por empresas privadas, com interesses particulares. O conluio entre Estado e empresas privadas não desautoriza o uso do termo "capitalismo", desautoriza o uso do termo livre mercado.

    O livre mercado é uma utopia. Bem, não sou contra utopias, mas essa em particular é forçosa em vários aspectos.

    Parte da crença de que é possível pelo mercado compatibilizar os interesses de pessoas em situações opostas: Empregadores e Empregados.Como se a receita do empregado não fosse a despesa do empregador.

    Creio ser pueril a respeito dos meios que grandes fortunas possibilitam de garantir os interesses de seus detentores. Havendo o Estado, mesmo mínimo, ele será um meio sempre possível de eliminar a concorrência. No mundo real, para cada um dos empresários, o concorrente deve ser eliminado, ele representa a diminuição do poder de definir valores desse empresário. O Estado é um meio de garantir o máximo de mercado possível para aquele que busca garantir seu lucro. Vide as biografias de Rockfeller e Carnegie.

    O Libertarianismo é mais coerente, pois elimina essa segunda fraqueza, eliminando o Estado. Contudo, partilha, por isso, das mesmas dificuldades do comunismo e do anarquismo. Como eliminar o Estado?

    Expostos meus motivos, respondo... acho o liberalismo, nos termos que esse instituto defende, pueril.
    Agora, existe outras concepções mais realistas, o Liberalismo de Karl Popper. Ele não se apega ao mercado como meio perfeito de eliminação de todos males sociais, mas defende uma relação sempre imperfeita, mas constantemente reformulada, entre Estado e mercado (Sociedade Aberta e seus Inimigos). Tem seus problemas por desconsiderar oposições estruturantes das relações sociais, como a eterna luta de empregados para aumentarem seus salários por meios de greves e dos empregadores para diminuí-los por meios de terceirizações e dispositivos jurídicos ad hoc, mas é bem mais realista e bem estruturado.
  • Mané  10/03/2016 13:01
    " Contudo, o que existe é capitalismo, pois a produção é realizada por empresas privadas, com interesses particulares. O conluio entre Estado e empresas privadas não desautoriza o uso do termo "capitalismo", desautoriza o uso do termo livre mercado. "


    Bom, se as empresas privadas estão sujeitas aos interesses políticos, então a propriedade privada não passa de mera faixada. Nesse caso não é correto dizer que "isso" é capitalismo.

    "O livre mercado é uma utopia. Bem, não sou contra utopias, mas essa em particular é forçosa em vários aspectos. Parte da crença de que é possível pelo mercado compatibilizar os interesses de pessoas em situações opostas: Empregadores e Empregados.Como se a receita do empregado não fosse a despesa do empregador."

    Pff... tantos clichês. O que prevalece em uma sociedade de livre-mercado é a harmonia de interesse, o comércio favorece a todos que participam dele, se não, obviamente, não haveria comércio.

    E não há conflito entre empregador e empregado quando o acordo é voluntário. Se é voluntário ambos estão se beneficiando da relação. O conflito de interesse surge apenas quando a política se intromete na relação.
  • Bártolo de Sassoferrato  10/03/2016 14:20
    "O conluio entre Estado e empresas privadas não desautoriza o uso do termo 'capitalismo'"

    Desautoriza o termo "capitalismo de livre mercado", expressão que vc usa de forma mesclada ao termo "capitalismo" tout court.
    Ou vc usa "capitalismo" para significar "capitalismo de livre mercado" ou vc usa "capitalismo" para significar "capitalismo de estado" (ou "crony capitalism"); o que não dá é usar "capitalismo" de forma indistinta, dentro do mesmo comentário, ora para significar uma coisa numa frase, outra para significar outra coisa, na frase seguinte, como vc fez em seus comentários.


    "Parte da crença de que é possível pelo mercado compatibilizar os interesses de pessoas em situações opostas: Empregadores e Empregados.Como se a receita do empregado não fosse a despesa do empregador"

    Meu caro, em outra conversa que tive com o senhor (na ocasião foi sobre teoria monetária), já pude perceber que vc desconhece por completo teoria econômica. Essa sua afirmação supra corrobora ainda mais isso. É tão errada essa sua afirmativa, mas tão errada, que chega a causar espécie a mesma pessoa que diz isso afirmar que "o liberalismo, nos termos que esse instituto defende, pueril".


    De toda sorte, vamos adiante: vc acha impossível ao mercado "compatibilizar os interesses de pessoas em situações opostas", então vc acha possível ao estado "compatibilizar os interesses de pessoas em situações opostas".

    Então, conforme suas palavras, vc propugna "uma relação sempre imperfeita, mas constantemente reformulada, entre Estado e mercado", do que se conclui que vc defende um arranjo de "conluio entre Estado e empresas privadas".

    Se vc me disser algo como "não, eu não defendo conluio entre Estado e empresas", então vc precisa explicar como que da defesa da "relação entre Estado e mercado" (ou defesa da compatibilização, pelo estado, de "interesses contrapostos") não resulta defesa do "conluio entre Estado e empresas privadas".
    Ou por outra: vc precisa explicar como que uma coisa (interferência estatal no mercado) não leva à outra (conluio entre estado e empresas).
  • Max Rockatansky  10/03/2016 15:28
    Esse site nunca, mas NUNCA, disse que mercado seria o "meio perfeito de eliminação de todos males sociais".

    Afirmar isso é, na melhor das hipóteses, fazer imputação falsa, ou, na pior das hipóteses, é desonestidade intelectual.
  • Ronaldo  10/03/2016 15:53
    Denovo esta falácia...Nunca foi defendido, aqui pelo menos, que o Mercado promove o bem estar social...não é esse o objetivo dele. Na verdade, mercado não é algo centralizado com um objetivo delineado, não é Deus.
  • Ronaldo  10/03/2016 15:56
    Segue artigos :

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1398 - O que realmente é o mercado

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2306 - O mercado não resolve problemas; e nem muito menos o governo. Quem resolve problemas são as pessoas
  • Emerson Luís  08/03/2016 10:11

    Muitos brasileiros, além de acreditar que o trabalho em si mesmo é um tipo de castigo e é necessariamente desagradável, aparentemente acreditam que ele tem um efeito purificador no trabalhador e deve ser feito da forma mais delongada e desagradável possível.

    Sinal disso é que alguns indivíduos ficam irritados quando um colega de faculdade ou de trabalho consegue realizar certa atividade de forma mais simples e rápida, obtendo resultados tão bons ou melhores; reagem como se ele estivesse trapaceando:

    "Todo mundo faz do mesmo jeito [mais difícil e menos produtivo], por que só você vai fazer diferente?"

    "Todo mundo gasta duas horas para fazer isso, por que só você vai fazer em meia hora?"

    Ou seja, em vez de tentar aprender com o colega e se tornarem mais produtivos, eles querem que o colega faça igual a eles e se torne menos produtivo.

    * * *
  • Karl  08/03/2016 12:47
    Vocês vivem no mundo da lua...
    Seguindo a linha de raciocínio do liberalismo no nível que vcs pregam, meu pai estaria ferrado, por exemplo. Graças ao seu trabalho árduo de 16 horas por dia, conseguiu pagar escola e universidade para seus 3 filhos.
    Mas ele só tem uma pastelaria, né? Não agrega tanto valor a sociedade... não atinge esse nível de excelência que vocês exigem dos trabalhadores. Ele só fica 16 horas por dia alimentando e satisfazendo centenas, milhares de pessoas durante a sua existência... mas para vcs isso não é suficiente!
    Acham que todo ser humano é perfeito e pode agregar valor extraordinário a sociedade.
    São desumanos isso sim, pois no mundo real poucos podem alcançar esse nível.
    Vocês não enxergam que recompensando somente os diferenciados, desmotivam os "pobres mortais"??
    Meu pai morreria de fome se a sociedade fosse como vcs defendem e hoje eu e meus 2 irmãos estaríamos na sinaleira pedindo esmola.
    Acordem antes que seja tarde, pois se um dia o mundo experimentar o nível de liberalismo que vcs defendem com unhas e dentes, somente os mais iluminados serão recompensados e os demais serão de certa forma "escravizados".
    Parem de assistir tanta TV, ler esse monte de baboseiras e vejam o mundo com outros olhos, ou seja, como ele realmente é!
    Abç
  • Guilherme  09/03/2016 11:53
    Bom não sei se é mais um troll (vide o "Karl"), mas se trabalhar em um regime de livre associação é escravidão então o único a ser culpado é a realidade que não nos fez entes auto-suficientes. Fora isso gostei muito das falácias lógicas e o apelo ao sentimentalismo. Abraço
  • Andre Fernandes  09/03/2016 14:41
    Guilherme,

    Você tá mais atento que eu...nem reparei no "Karl" e acabei me dando ao trabalho de responder hahaha fica de lição
  • Andre Fernandes  09/03/2016 14:08
    Eu juro que não faço a menor ideia de como você alcançou essa conclusão. Inclusive reli o texto pra tentar entender.

    Você discorda do ponto de vista de que se o seu pai tivesse maquinário melhor e mais produtivo poderia ter feito a mesma quantidade de produtos em menor tempo? Discorda que se isso acontecesse, a qualidade de vida dele e sua seriam melhores?

    Quem disse que uma pastelaria não agrega valor a sociedade? Tanto agrega que seu pai teve sucesso e inúmeros clientes ao longo do tempo conforme você mesmo diz. Se não agregasse valor nenhum, teria falido independente de trabalhar 16, 24 ou 2 horas por dia.

    Faz um teste. Tenta passar 16 horas por dia estudando algum idioma extinto e depois tenta convencer alguém que você merece ganhar muito dinheiro por ter passado tanto tempo se dedicando e trabalhando duro. Se o seu trabalho não gera valor a ninguém, o tamanho do esforço que você fez se torna irrelevante. Mas isso é completamente diferente do caso do seu pai...

    Não existe essa história de "Acham que todo ser humano é perfeito e pode agregar valor extraordinário a sociedade." e "Vocês não enxergam que recompensando somente os diferenciados, desmotivam os "pobres mortais"??". Você entende que o conceito de agregar valor é subjetivo, certo? O pastel do seu pai tem valores diferentes para cada pessoa. Os que adoram estão dispostos a consumir todo dia, os que não gostam de pastel não vão comer nem que custe 10 centavos.

    Numa situação de um mundo mais livre, seu pai pagaria menos impostos, teria condições de importar equipamentos que aumentariam a sua produtividade e teria como clientela uma população com mais dinheiro a sua disposição (já que também pagariam menos impostos). Tudo isso se traduziria em um custo menor, vendas maiores e consequentemente uma vida melhor para a sua família.

    Não sei se me fiz claro, mas ainda não consegui entender as associações que vc fez no seu comentário.
  • Andre Henrique  09/03/2016 16:12
    Meu ponto é o seguinte: o liberalismo superestima a média da inteligência humana e não leva em conta a range entre os "privilegiados" e os "limitados".
    Numa sociedade 100% liberal, ou digamos assim, justa no reconhecimento financeiro, o segundo grupo viverá na miséria, visto que não agrega 0,00000000000000000000001% de valor que o 1º grupo.
    Não estamos preparados para viver numa sociedade assim... tvz qdo nossas necessidades básicas forem atendidas mediante pagamentos irrisórios (graças a evolução tecnológica) poderemos aplicar na prática a sociedade que Mises, Rothbard, Hoppe e cia Ltda pregam.
    Estou sendo realista.
  • Magno  09/03/2016 16:25
    "o segundo grupo viverá na miséria, visto que não agrega 0,00000000000000000000001% de valor que o 1º grupo.
    Não estamos preparados para viver numa sociedade assim..."


    Tradução: quero que haja um governo que tome o dinheiro de quem tem para dar a quem não tem. E não, eu não quero pagar por isso (se quisesse, agitaria em prol da caridade privada). Quero que os outros é que paguem, tendo o seu dinheiro tomado coercivamente pelo governo.

    Curiosamente, o artigo de hoje fala exatamente sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2346
  • Andre Henrique  09/03/2016 17:22
    Vacilei... coloquei meu nome ao invés de Karl!
    Não é bem um troll... reparo que ultimamente os socialistas sumiram dos comentários e acredito piamente que os leitores do site reforçam sua posição e consequentemente ajudam a defender uma sociedade mais liberal ouvindo opiniões contrárias, mesmo que "absurdas" (para nós).
  • Tio  09/03/2016 17:52
    Como assim, meu???????????

    Que doideira é essa????????


    kkkkkkkkkkk
  • anônimo  10/03/2016 14:50
    'Tradução: quero que haja um governo que tome o dinheiro de quem tem'

    Não cara, vcs são paranóicos de querer ver governo em tudo, eu hein
    O que ele disse não tem nada de mais, ele só disse que a parte mais burra da população não agrega muito valor a nada que faz, justamente pq o que eles fazem não vai muito além do trabalho braçal, coisa que qualquer idiota faz.
    Não tem nada de mentiroso nisso.E não só não agrega como é um trabalho que vai ficar obsoleto com o avanço da robótica e da automação.
  • Scholastic  09/03/2016 16:50
    "o liberalismo superestima a média da inteligência humana e não leva em conta a range entre os 'privilegiados' e os 'limitados'"


    Muito pelo contrário. É por reconhecer essa média da inteligência humana que o liberalismo/libertarianismo defende que o acréscimo do padrão de vida dos menos dotados só poderá exsurgir com a divisão social do trabalho e a especialização, que dá margem à cooperação por meio daquilo que Mises chama de "Law of Association" (Human Action, p. 158).

    Ora, são as medidas intervencionistas (antiliberais) que inviabilizam que os menos dotados possam gerar valor à sociedade, de modo a aumentar seu padrão de vida. São as medidas intervencionistas que, com base na superestimação dessas clivagens, inviabilizam que as pessoas possam caminhar com suas próprias pernas.


    "Não estamos preparados para viver numa sociedade assim"

    Isso sim é superestimar: superestimar a incapacidade das pessoas de viver sob a égide da responsabilidade individual. Com esse seu pensamento, não seremos preparados nunca.
  •   09/03/2016 14:31
    Cidadão, diga, por favor, que esse seu comentário foi fruto de uma brincadeira. Ou então diga que vc se confundiu de site, de texto, sei lá. Não é possível que alguém seja assim tão estúpido.
  • Ronaldo  09/03/2016 15:45
    PARA TUDO :

    www.hypeness.com.br/2014/06/brasileira-faz-sucesso-vendendo-coxinhas-a-r-1/

    "Brasileira ganha R$ 600 mil por mês vendendo coxinhas a R$ 1,00"

    Está na escolha do empreendedor querer expandir, remodelar, criar novos modelos de negócios que agreguem valor a sociedade...o cara pode vender a coisa mais besta da mundo, mas pode criar um grande negócio.

    Exemplos diários estão aí...lembro de uma família de padeiros que fizeram uma fábrica de Congelados chamada Pan Cristal (que deve faturar mais de 50 milhoes anuais), qual o negócio do cara? Massa congelada....
  • chato  09/03/2016 12:44
    Acredito que não seria uma serra elétrica, que precisa de uma tomada. Uma motosserra, que usa gasolina, deve ser mais útil neste caso. Cara chato, não?
  • Estudante  09/03/2016 15:09
    Pessoal, estou aprendendo muito com o IMB.
    Mas, fiquei com uma dúvida...
    Vamos imaginar um mundo altamente produtivo, onde as máquinas substituem quase que 100% os humanos...
    Vamos imaginar, que devido a isso, poucas pessoas estariam "empregadas"...
    Como as pessoas fariam para sobreviver? A produtividade seria tanta que teríamos alimentos gratuitos para todos? Ou as pessoas acabariam encontrando uma outra maneira de gerar valor e conseguir dinheiro para comprar os alimentos (que neste cenário estariam cada vez mais barato...)?
    Não sei se minha pergunta é absurda... Me desculpem, caso seja...

    Att.
  • Professor  09/03/2016 15:41
    Seu cenário é totalmente fictício; nenhuma tarefa que exige raciocínio prático (que são os empregos do futuro) pode ser substituída por máquinas.

    No entanto, isso tudo foi contemplado aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2045

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1649
  • O Homem Sem Paciência  09/03/2016 16:20
    É o paraíso. Imagine uma utopia de ficção científica em que máquinas tornaram tudo tão barato que você nem mais precisa trabalhar. Todos podem exercer profissões de prestadores de serviço, funções artísticas e o mínimo que ganharão com seus hobbies já será o bastante para uma vida confortável. Na Alemanha, por exemplo, as horas de trabalho já estão mínimas graças ao maquinário deles; mesmo assim a Alemanha tem taxas de desemprego insignificantes quando comparada à Espanha, por exemplo, que é menos capitalizada e apenas é terra de desempregados porque a legislação trabalhista não é realista.

    Na verdade, já vivemos todos nesta utopia do ocidente se compararmos os padrões de vida de hoje com os de 1700. No campo a enxada dói nas mãos. Você tem de estar de pé para bater continência para o chefão astral (Sol) ou morre de fome. Nada é garantido e tudo tem que ser no braço ou no bicho. Enquanto isso um cidadão de Páris hoje vive atrás de um computador e o filho dele de 27 anos nem precisa trabalhar, como se estivesse em infância perpétua.

    Não é uma pergunta absurda. Mas está longe de ser um problema.

    O maior sócio da automação é o estado. Ele torna a mão-de-obra tão inviável e cara que pagar fortunas por máquinas experimentais se torna jogo. Pense na Argentina pós-Perón, por exemplo.
  • ibn Hassan-al  11/03/2016 16:10

    "Ou vc usa "capitalismo" para significar "capitalismo de livre mercado" ou vc usa "capitalismo" para significar "capitalismo de estado" (ou "crony capitalism"); o que não dá é usar "capitalismo" de forma indistinta, dentro do mesmo comentário, ora para significar uma coisa numa frase, outra para significar outra coisa, na frase seguinte, como vc fez em seus comentários."
    Não sei se o senhor sabe, mas Capitalism é capitalismo em inglês.


    "De toda sorte, vamos adiante: vc acha impossível ao mercado "compatibilizar os interesses de pessoas em situações opostas", então vc acha possível ao estado "compatibilizar os interesses de pessoas em situações opostas"."
    tais
    Ou bem o Mercado pode compatibilizar os interesses opostos, ou o Estado, ou... minha opinião... tais opostos são incompatíveis. O nome da falácia lógica que vc utilizou é "oposição simplificada", do tipo Se voce não é Palmeirense, é Corinthiano" Leia o Organon do Aristóteles.

    "Então, conforme suas palavras, vc propugna "uma relação sempre imperfeita, mas constantemente reformulada, entre Estado e mercado", do que se conclui que vc defende um arranjo de "conluio entre Estado e empresas privadas"."

    Essa é a ideia de Karl Popper, um liberal que tem no Estado um mal necessário. Sempre que possível o Estado, em sua opinião, deve ser diminuído. Porém, em diversas ocasiões, o Estado seria necessário para equilibrar a correlação de forças entre setores.
    Ele é contra a ideia de que o Estado deve ser resumido a violência institucionalizada (Segurança Pública), mas que deve regular sempre que necessário, como última opção.

    Sou contra essa ideia pelo motivo de que sempre que há propriedade privada em interesse público, o interesse privado se sobressai.

    "Se vc me disser algo como "não, eu não defendo conluio entre Estado e empresas", então vc precisa explicar como que da defesa da "relação entre Estado e mercado" (ou defesa da compatibilização, pelo estado, de "interesses contrapostos") não resulta defesa do "conluio entre Estado e empresas privadas".
    Ou por outra: vc precisa explicar como que uma coisa (interferência estatal no mercado) não leva à outra (conluio entre estado e empresas). "

    O escândalo do Petrolão, por exemplo, é exatamente empresas privadas usando o aparelho público para garantir os privilégios do roubo. O interesse nesse escândalo é privado, da Odebrecht, Camargo Correia, empresas do Lula, sempre o interesse individual de empresas privadas. O problema é que a interferência estatal no mercado é também a interferência dos interesses privados nos interesses públicos. Todos os escândalos de corrupção tem uma coisa em comum, interesse privado. Empresas privadas como grande beneficiária. Se a OAS pagou ao Lula aqueles milhões, tenha certeza que embolsou, no mínimo, o dobro. A corrupção entra no balanço real de qualquer grande empresa. Mas todo esse jogo é de interesses privados, não Estatais ou públicos.

    SObre a teoria econômica, vc assume que quem não concorda com a escola austríaca não entende nada de economia. Bem, os neoclássicos assumem o valor trabalho e ainda são influentes n meio econômico. A teoria austríaca, que tinha morrido, ganhou alguma sobrevida com Milton Friedman que, sendo colega de Carnap do círculo de Viena, compreendia a economia não como valor explicativo do mundo real, mas preditivo e pragmático. McLuhan questionou a própria possibilidade de predição, demonstrando estudos estatísticos que revelaram que nenhuma escola se sobressai nesse quesito. A retrodição, porém, não tem valor pragmático por motivos óbvios e nesse caso, todas as escolas, seja neoclássica, keynesiana, ortodoxa (Chicago), ou neoliberal (os seguidores de Friedman), acertam sempre.

    Sobre outro assunto, como ilustração, eu creio que a interpretação corpuscular dos fenômenos quânticos (Ballentine) é mais interessante para a explicação dos fatos, porém não digo que um ortodoxo instrumentalista (interpretação de Copenhague) não sabe nada mecânica quântica por discordar da solução corpuscular dos problemas da física quântica. Essa é a diferença entre um racionalista e um religioso, um racionalista considera a possibilidade do erro, o religioso desconsidera qualquer heresia.
  • Ex-microempresario  04/06/2017 18:01
    Este parágrafo resume bem o pensamento do brasileiro médio: empresários são maus, políticos são bonzinhos.

    O escândalo do Petrolão, por exemplo, é exatamente empresas privadas usando o aparelho público para garantir os privilégios do roubo. O interesse nesse escândalo é privado, da Odebrecht, Camargo Correia, empresas do Lula, sempre o interesse individual de empresas privadas. O problema é que a interferência estatal no mercado é também a interferência dos interesses privados nos interesses públicos. Todos os escândalos de corrupção tem uma coisa em comum, interesse privado. Empresas privadas como grande beneficiária. Se a OAS pagou ao Lula aqueles milhões, tenha certeza que embolsou, no mínimo, o dobro. A corrupção entra no balanço real de qualquer grande empresa. Mas todo esse jogo é de interesses privados, não Estatais ou públicos.


    Só faltou afirmar que a Odebrecht e a OAS obrigaram os pobres e inocentes políticos a participarem da corrupção.

    Políticos tem o poder e o dinheiro. Se o Marcelo Odebrecht tentasse corromper um político e o político não quisesse ser corrompido, um simples telefonema para a Polícia Federal e o Marcelo saía da sala do político já algemado. Mas se um político (ou funcionário do estado) tenta pedir propina a um empresário e o empresário não concorda, a situação é bem mais difícil. (Sei do que estou falando, já fui empresário. E você ?)

    Para usar um caso mais específico: qual desses cenários é mais provável:

    a) Alguns diretores de empresas brasileiras entram na sala de um diretor da Petrobrás e dizem: "Seguinte, a Petrobrás vai ter que fechar negócio com a gente, querendo ou não. Vamos cobrar 50% a mais que o preço de mercado, mas para não dizermos que somos egoístas, vamos distribuir uns pixulecos para vocês e para os políticos do PT, do PMDB e do PP"

    b) Alguns diretores de empresas brasileiras entram na sala de um diretor da Petrobrás e ouvem: "Seguinte, para fechar negócio com a Petrobrás vocês tem que entrar no nosso esquema, senão vocês estão fora. Vocês vão cobrar 50% a mais e distribuir pixulecos para nós da Petrobrás e para os políticos que nos colocaram aqui. Para não dizermos que somos egoístas, vocês podem ficar com uma parte do superfaturamento"


    Concluíndo:

    Todos os escândalos de corrupção tem uma coisa em comum, interesse privado. Empresas privadas como grande beneficiária.
    Interesse privado, sim. Mas interesse privado dos políticos, que são os que detém o poder.

    Mas todo esse jogo é de interesses privados, não Estatais ou públicos.
    Os "Interesses estatais" verdadeiros são os interesses privados dos donos do poder. "Interesses públicos" é só uma expressão vazia que políticos repetem na TV.
  • Papai Getúlio  05/06/2017 01:20
    "Todos os escândalos de corrupção tem uma coisa em comum, interesse privado. Empresas privadas como grande beneficiária."

    Olha o nível da viseira ideológica do cidadão. Esse já possui o cérebro derretido. O desenvolvimentismo intervencionista pode falir o Brasil mais 10 vezes que pessoas como você continuarão acreditando e defendendo o sistema brasileiro.


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