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“O Regresso”, a natureza selvagem, e o valor da vida humana

Não é desarrazoado imaginar que o sucesso do filme O Regresso faça com que os casacos de pele voltem a ser um item da moda — e, naturalmente, reacenda a controvérsia sobre isso.

Por todo o filme, a maioria dos homens veste casacos de pele.  É claro que não são itens adquiridos em lojas chiques, mas sim os despojos de animais mortos no Oeste genuinamente selvagem e desabitado dos EUA.  O ano é 1823, e os cenários são os estados de Wyoming e Dakota do Sul — gelados, inabitados, e insanamente perigosos tanto para o homem quanto para a natureza.

As condições físicas apresentadas no filme são inacreditáveis.  Embora filmes ainda não sejam capazes de fazer você sentir na pele a sensação do congelamento — felizmente, assisti ao filme dentro de uma sala de cinema aquecida, sentado em uma cadeira reclinante e de couro, bebendo vinho e comendo uma Caesar Salad —, a fotografia é impactante e chega muito perto de fazer você realmente se sentir congelando.

Quando o protagonista, que está literalmente morrendo de frio, consegue vestir a pele arrancada de um urso, abrindo nela um buraco para sua cabeça, o espectador consegue sentir o seu alívio.  Em outra cena, também prestes a morrer por causa do frio, ele arranca a cabeça do seu cavalo, retira todas as entranhas do animal, e passa a noite dentro da carcaça.  Várias noites.

A cena mais memorável do filme envolve uma luta de vida ou morte contra um urso.  Esse é um material digno de Oscar.  Os produtores do filme disseram que não queriam que o urso parecesse bravo ou malvado.  Eles apenas queriam que ele se comportasse como um urso se comportaria quando estivesse protegendo suas crias, um recurso que acaba por intensificar a dramaticidade da cena.

E como eles sabiam como é um ataque de urso?  Eles analisaram um apavorante vídeo em que um urso de verdade ataca um homem em um zoológico da Alemanha.  Todos os movimentos e ritmos do urso foram minuciosamente examinados.  A equipe do filme utilizou métodos de alta tecnologia para fazer com que a cena fosse a mais real possível.  E o resultado é de cair o queixo.  Os detalhes são cativantes — como o ar da respiração do urso congelando assim que ele sai de suas narinas.

O valor da pele

Na época em que filme é ambientado, vestir pele não é uma questão de luxo, mas sim de pura necessidade — pelo menos para os caçadores e comerciantes naquela terra perigosa.  É o que eles têm de vestir para permanecer vivos.  É também o seu meio de vida.  Com efeito, a pele (bem como o couro que vem junto com ela) tem mais valor do que a própria vida humana.  Ao longo da história, ela foi universalmente utilizada para fazer vestimentas e, à medida que o tempo foi passando, para satisfazer a crescente demanda por chapéus nas cidades e em grandes centros populacionais.  (Um motivo por que os chapéus caíram em desuso, mesmo nos países de clima frio: as pessoas passam a maior parte do tempo dentro de edifícios com aquecimento central).

Todo o propósito das perigosas expedições àquelas terras selvagens era o de conseguir o maior volume possível de pele de animais, levar de volta às bases, transportar para as cidades e vender.  Em um determinado momento do filme, um dos caçadores menciona que eles estão carregando uma fortuna em peles.  Com efeito, um estudo da história econômica do comércio de pele naqueles anos parece confirmar a autenticidade da afirmação.

O valor da vida

Ao longo do filme, várias pessoas morrem.  A morte é encarada com uma alarmante indiferença.  Os nativos que matam os caçadores de pele não têm nenhuma consideração pela vida deles.  E os próprios caçadores, ao perderem mais da metade dos homens em sua expedição, demonstram uma assustadora ausência de sentimentos.  Sua principal preocupação é apenas coletar as peles e ir embora o mais rapidamente possível do perigo.

Com efeito, o principal enfoque da trama — não é um spoiler; está tudo no trailer — envolve um homem (Leonardo DiCaprio) ferido mortalmente que é abandonado à própria sorte pelos colegas porque se tornou um fardo pesado demais para ser carregado em uma maca durante a expedição.  Incrivelmente, ele sobrevive e volta para se vingar.  Durante sua batalha pela sobrevivência, ele tem de se sustentar utilizando apenas os elementos da natureza selvagem, comendo búfalo cru, pegando peixes com as mãos, curando suas feridas com pólvora, e por aí vai.  (Veja aqui algumas destas cenas).

O que tudo isso significa?

Por causa de toda a fartura e abundância com a qual nos acostumamos, possibilitadas pelo capitalismo, histórias sobre privações em terras inóspitas e confrontos com a natureza selvagem são realmente intrigantes.  Filmes que nos levam a pensar sobre questões como sobrevivência, moralidade, economia e política tornam o entretenimento ainda mais completo.  Neste quesito, o filme é perfeito.

A primeira coisa que vem à mente é o movimento pelos direitos dos animais — mais particularmente, o movimento contra o uso de casacos de pele.  Em algumas cidades, as pessoas que ainda se arriscam a utilizar casacos de pele já se acostumaram a ser repreendidas verbalmente e até mesmo a serem atacadas com sangue falso jogado por ativistas ambientalistas.  Seja você contra ou a favor do uso de peles hoje, o fato é que houve uma época em que se opor a matar animais e utilizar sua pele era algo totalmente impensável.  Estando sujeito ao estado bruto da natureza, temos de fazer a única escolha possível: vida para os seres humanos e morte aos animais.

Filmes ambientados em terras inóspitas, porém em épocas mais recentes, como é o caso de O Regresso, são particularmente intrigantes porque não retratam exatamente uma selva em épocas primitivas e hobbesianas.  Os comerciantes e caçadores já tinham armas, facas e alimentos, todos os quais existiam porque já havia uma divisão do trabalho mais ampliada.  Tais pessoas eram completamente civilizadas em todos os sentidos que conhecemos.  A vida nas cidades já era uma realidade.  A humanidade já havia há muito superado seu estado primitivo.

No entanto, os homens que faziam aquelas expedições imediatamente se descobriam remetidos de volta às condições mais brutais da natureza.  Eles enfrentavam o risco da extinção.  As opções eram matar ou morrer.

As cenas na natureza crua e bruta são incrivelmente belas, mas também profundamente perigosas.  Uma tempestade mais forte podia aniquilar todos.  Um ataque de urso era o fim da expedição.  Até mesmo pequenos ferimentos podiam se tornar letais.  A fome e o risco de morte por inanição eram uma constante. 

O mais interessante é que, se você realmente parar para ouvir a conversa dos ambientalistas modernos, terá a impressão de que a natureza, se deixada em paz, não apenas é algo extremamente belo como também incrivelmente caridoso, nos provendo automaticamente com todas as nossas necessidades.  A realidade, no entanto, é totalmente oposta.  A natureza tem de ser constantemente domada e repreendida para que possamos sobreviver.  Poucos de nós poderíamos sobreviver na vasta imensidão selvagem e desconhecida de uma floresta por muito tempo.  A natureza não é amigável ao homem.  Nunca foi.  Por isso, ela deve continuamente domada.  A própria existência da humanidade depende da subjugação da natureza, a qual deve ser constantemente domesticada e adaptada aos nossos conformes.  Se algum dia isso não mais for feito, as selvas irão retomar as cidades.

Mesmo com Leonardo DiCaprio sendo um famoso ativista ambientalista, eu diria que este filme não é exatamente o melhor veículo de propaganda para o ativismo verde.

A questão mais complicada, no entanto, envolve o valor da vida dos outros seres humanos.  Como já mencionado, parecia ser muito baixo.  Por isso, não deixa de ser curioso que os ambientalistas se compadeçam pela pele arrancada dos animais, mas ignorem o fato de que mais da metade das forças expedicionárias era recorrentemente aniquilada em ataques perpetrados pelos nativos da região.  O que houve com os direitos humanos?  Onde está a consideração pela dignidade humana?  Parece que a pele dos animais tem mais direitos do que os humanos.

Quando os tempos são difíceis, a moralidade cede

Tudo isso nos faz pensar: como as condições econômicas afetam nosso sentido prático de moralidade?  Baseando-se no que testemunhamos em épocas de guerra e de pobreza extrema — o Grande Salto Para a Frente chinês é o exemplo mais premente —, conceitos como direitos humanos são os primeiros a ser abolidos tão logo as provisões materiais acabam.  Isso talvez signifique que a noção de direitos humanos foi uma das últimas a ser adotada na história da evolução social.

Afinal, antes de necessidades básicas como comida, vestuário e abrigo serem atendidas, seres humanos agindo de acordo com a mais alta moral da dignidade universal o fazem sob o risco da própria sobrevivência.  E se você não tem a segurança para agir moralmente, então é impossível que uma norma ética surja e se torne uma característica persistente e confiável.

Qual fenômeno ocorreu ao longo da evolução social que fez com que o valor da vida humana fosse mais apreciado?  Você pode dizer que foi a religião ou a filosofia.  Mas ainda assim, se a condições materiais não forem propícias para fazer com que as pessoas tenham bons motivos para valorizar seus semelhantes, como poderemos supor que as normais mentais farão o serviço?

Digamos que tenhamos um sistema em que cada um de nós precisa de terceiros para melhorar nossas próprias vidas.  Sem a sua produção agrícola, eu não consigo me alimentar.  E sem a minha criação de ovelhas, você não consegue se vestir.  Repentinamente, temos um interesse um no outro.  Eu passo a ver você como um investimento, e você passa a me ver da mesma maneira.  Sua vida se torna valiosa para mim; e a minha, para você.

Quanto mais as pessoas passam a integrar este sistema de especialização e divisão do trabalho, mais o valor da vida humana se torna uma característica inerente à própria sociedade.  O mesmo vale para a propriedade privada: quanto mais necessitamos que os direitos de propriedade de terceiros sejam respeitados para que possamos prosperar, mais estes terceiros estarão dispostos a respeitar a nossa propriedade.

Em O Regresso, os personagens não estão fazendo transações comerciais entre si. Eles fazem parte de um grupo expedicionário que irá interagir apenas temporariamente.  Fora isso, são apenas bocas a serem alimentadas.  À medida que a comida começa a escassear, essas bocas se tornam custos em vez de ativos.  A ética é um luxo que se torna um passivo.  Repentinamente, o líder da expedição é abandonado à própria sorte.  Seus companheiros simplesmente seguem em frente.

Jamais retornemos

Uma das piores características de uma economia rica e desenvolvida é o quão pouco valor as pessoas dão à incrível bonança que as cerca, a qual nos foi legada à custa de muito trabalho, genialidade e riscos incorridos pelas várias gerações que nos precederam.

E não se trata apenas de bens físicos.  Pense na questão moral: a maneira como veneramos os direitos humanos, a maneira como brincamos com a ideia de que a natureza é caridosa e benevolente, a maneira como desdenhamos os casacos de pele.  Tais preocupações são belíssimas e é realmente uma dádiva que possamos nos dar ao luxo de tê-las.  E só podemos nos dar a esse luxo por causa do complexo e intrincado sistema de divisão do trabalho, propriedade privada e transações comerciais que a humanidade conseguiu estabelecer ao longo dos séculos.

Qual frágil é esse arranjo?  Muito.  Ele pode desmoronar a qualquer momento.  Guerras, inanições, pandemias, pestilências — condições extremas que interferem em nossa capacidade de sermos valiosos para os outros e eles, para nós.

O Regresso é um lembrete assustador — e como precisamos deles! — de como nossa vida é boa.  Que vestir casacos de pele seja um ato hoje controverso e desdenhado por várias pessoas mostra o tanto que evoluímos materialmente.



autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • brunoalex4  29/02/2016 14:56
    Belíssimo texto. Emocionante.
  • Mr Citan  29/02/2016 14:57
    Apesar do perrengue que DiCaprio passou nas filmagens para encarnar o personagem, parece que ele não aprendeu NADA do que Jefrey Tucker ensina neste artigo, que ao meu ver é a constante luta contra a natureza para o progresso e continuidade da espécie humana:
    quando recebeu o Oscar, DiCaprio enfatizou O discurso do Aquecimento Global, que é a questão favorita da esquerda, para ter a desculpa de expropriar bens das pessoas, e mante-las no subdesenvolvimento.
  • cmr  29/02/2016 15:20
    Jogar sangue falso nos casacos de peles é um atentado a propriedade privada.
    Repreender verbalmente as pessoas que usam casacos de peles nas ruas é um atentado ao direito de paz.

    Os esquerdistas não respeitam nada nem ninguém, e se acham democráticos e monopolizadores das virtudes.
  • opinador  29/02/2016 17:23
    Manda ele ir a pé ao oscar...rs já que o carro polui e causa o aquecimento global

    Ou ficar sem aquecedor no inverno pra ele ver como é bom...rs
  • Andre  29/02/2016 19:24
    "...DiCaprio enfatizou O discurso do Aquecimento Global..."

    Na verdade o ele já sofreu uma atualização na lavagem cerebral dele e usou o termo "Climate change".

    De alguma forma ele saber que o clima vai mudar.
    E ele sabe que essa mudança vai ser pra pior!

    Só não sabe se o clima final será mais quente ou mais frio.

    Patético.
  • Cinéfilo Libertário  01/03/2016 00:06
    O DiCaprio falando em "ganância" ao final do seu infeliz discurso e aí me veio a pergunta: Ele recebe seu cachê em Dotz?

    Ai...ai... Mais um da turma 'riquinho que tem tempo e dinheiro para ser ambientalista'! Dureza!
  • Arthur Gomes  01/03/2016 13:52
    Acho que o Leonardo só falou aquela bobagem na entrega do prêmio para ficar bem com a Academia, esta gente gosta de puxar o saco dos ambientalistas. Só para ficar bem na foto.
  • anônimo  01/03/2016 14:57
    Acho q não.

    Ele vem falando esse tipo de coisa há muito tempo.

    É militante do ambientalismo.
  • Andre  01/03/2016 17:29
    "Acho que o Leonardo só falou aquela bobagem na entrega do prêmio para ficar bem com a Academia, esta gente gosta de puxar o saco dos ambientalistas. Só para ficar bem na foto.".

    Não, ele é apenas mais um artista ricaço que odeia que pobres possam dirigir carros pois isso encarece o combustível do jato em que ele voa:



    E devo lembrar que a eletricidade dos carros elétricos não vem do mundo da fantasia, vem de usinas de CARVÃO.
  • cmr  29/02/2016 15:04
    Eu sou um que, desde pequeno, nunca achei a natureza bondosa e benevolente.
    Vários filmes que eu via me levavam a concluir que se alguém se perder em uma floresta, no meio do oceano, etc... Aquele alguém terá que matar para sobreviver, ou isso ou ser morto bela boníssima mãe natureza, com seus outros filhos que os enxergam como alimentos e ou ameaças.

  • Antônio  29/02/2016 15:12
    Acho um tanto perturbador que a cena do urso tenha causado impactado a mais espectadores do que com a cena em que o filho de Hugh Glass é assassinado. Ainda que a humanidade tenha evoluído tanto, como bem afirma Jeffrey Tucker, será que essa percepção não nos mostra uma tendência à banalização da vida humana?
  • Juan Domingues  29/02/2016 15:23
    O Stefan Molyneux certa vez fez um comentário bastante preciso: a "mãe natureza" não está nem ai para você. É um ambiente extremamente perigoso e difícil de viver, cheio de perigos iminentes. Desde plantas venenosas que você pode comer por acidente, um graveto pontiagudo infectado com bactérias que pode te furar e te causar uma infecção fatal, extemos de temperatura que podem necrosar suas extreminades ou até animais que podem literalmente te devorar como um bando de coiotes, ursos e felinos superiores.
    A ideia de que a natureza é "bela e inocente" é típica da nossa sociedade organizada em civilizações modernas, na qual desfrutamos de luxos que, entre outras coisas, nos permitiram exatamente se distanciar de todos esses perigos constantes da natureza. Hoje olhamos com vislumbre e um certo saudosismo boboca as lindas paisagens da natureza, mas nos esquecemos do quão difícil era efetivamente precisar sobreviver naquele ambiente inóspito e perigoso.
  • Viking  29/02/2016 15:46
    excelente artigo!
    a mae natureza está mais para uma madrasta bem malvada.

    outro filme que retrata a dureza da vida de um passado não tao recente é The Homesman, ou Dívida de Honra em português. Retrata bem como era a vida no velho oeste americano
  • opinador  29/02/2016 17:26
    Com certeza !

    O homem civilizado deve domar a mãe natureza e usa-la a seu proposito e não ao contrário.

    Claro por uma questão de qualidade de vida precisamos dela preservada, mas os esquerdistas forçam a barra quando o assunto é meio ambiente...rs
  • Andre Henrique  29/02/2016 16:05
    Bom dia!
    Sugiro novamente informar antecipadamente quando no artigo constar spoiler de filmes, seriados, livros, etc.
    Abç,
    André
  • Rubens Ewald Filho  29/02/2016 18:44
    Não há spoiler e o artigo deixa isso claro.

    O único artigo (sobre uma pequena série) que continha spoiler alertou claramente quanto a isso.
  • Felipe  29/02/2016 20:07
    Rubens

    No texto tem spoiler sim.

    Por exemplo, no trecho abaixo (atenção, SPOILER):

    "Quando o protagonista, que está literalmente morrendo de frio, consegue vestir a pele arrancada de um urso, abrindo nela um buraco para sua cabeça, o espectador consegue sentir o seu alívio. Em outra cena, também prestes a morrer por causa do frio, ele arranca a cabeça do seu cavalo, retira todas as entranhas do animal, e passa a noite dentro da carcaça."

    Não é nada que vai arruinar o filme, quem sabe até mesmo já apareceu em algum trailer. Mas não deixa de ser spoiler.
  • Roger Ebert  29/02/2016 20:19
    Quanta frescura (e falta de assunção de responsabilidade própria). Isso está no trailer.
  • Cleiton W.  29/02/2016 18:46
    Não entendi.

    Eu posso domar a natureza a traves da mineração, da siderurgia, da física, da matemática, da medicina, ...
    construindo barcos, pontes, carreteiras, aquedutos, .....

    A caça já e outro assunto.

    Porque não criavam coelhos ao invés de ir "sei lá onde" com grande risco de perder a vida?

    Muito parcial este assunto desenvolvido pelo JT

    eh.net/encyclopedia/the-economic-history-of-the-fur-trade-1670-to-1870/
    www.encyclopedia.com/topic/hunting.aspx
    https://en.wikipedia.org/wiki/Hunting

  • Cledir  29/02/2016 19:14
    Comentário completamente desconexo.

    Criar coelhos nas cidades?! Para servir de roupa?!

    Talvez você não saiba, mas o filme é baseado numa história real. Não é uma peça de ficção, mas sim um relato de como as coisas realmente eram. Não gostou? Pegue uma máquina do tempo, faça uma viagem ao passado, e repreenda humanidade por não terem criado coelhos...

    É cada delirante ignaro que desaba de pára-quedas por aqui...
  • Cleiton W.  01/03/2016 20:15
    Cledir,

    Aparentemente não foi atrás dos meus links.

    Os caçadores caçavam animais pelas peles para depois fabricar "chapéus" nas cidades.
    cwh.ucsc.edu/feinstein/A%20brief%20history%20of%20the%20beaver%20trade.html

    Então aqui vai de novo a pergunta que ainda não foi respondida:

    Porque não criavam coelhos ao invés de ir "sei lá onde" com grande risco de perder a vida?

    E outra coisa. O das cidades foi invento seu.
  • Cledir  01/03/2016 20:39
    "Os caçadores caçavam animais pelas peles para depois fabricar "chapéus" nas cidades."

    Citado explicitamente no artigo. Está lá no primeiro parágrafo de seção "O valor da pele":

    Na época em que filme é ambientado, vestir pele não é uma questão de luxo, mas sim de pura necessidade — pelo menos para os caçadores e comerciantes naquela terra perigosa. É o que eles têm de vestir para permanecer vivos. É também o seu meio de vida. Com efeito, a pele (bem como o couro que vem junto com ela) tem mais valor do que a própria vida humana. Ao longo da história, ela foi universalmente utilizada para fazer vestimentas e, à medida que o tempo foi passando, para satisfazer a crescente demanda por chapéus nas cidades e em grandes centros populacionais. (Um motivo por que os chapéus caíram em desuso, mesmo nos países de clima frio: as pessoas passam a maior parte do tempo dentro de edifícios com aquecimento central).

    "Então aqui vai de novo a pergunta que ainda não foi respondida: Porque não criavam coelhos ao invés de ir "sei lá onde" com grande risco de perder a vida?"

    De novo: Talvez você não saiba, mas o filme é baseado numa história real. Não é uma peça de ficção, mas sim um relato de como as coisas realmente eram. Não gostou? Pegue uma máquina do tempo, faça uma viagem ao passado, e repreenda humanidade por não terem criado coelhos...

    Essa agora! O sujeito vem perguntar para mim por que pessoas do século XIX não agiram exatamente como ele recomenda hoje!

    Aliás, seu link nada fala sobre coelhos. De onde você tirou que coelhos protegeriam toda a humanidade do frio?

    A arrogância do brasileiro só não é maior do que seu vitimismo...
  • D'Ambrosio  01/03/2016 20:45
    Como é que é o negócio aí?!

    Este gênio da raça chamado Cleiton está dizendo que toda a humanidade foi burra ao ter caçado ursos para fazer casacos de pele, pois seria muito mais fácil caçar coelhos para fazer o mesmo?! E ninguém pensou nisso antes?

    Quantos coelhos são necessários para fabricar um único casaco?! Onde havia coelhos abundantes para serem mortos? Havia algum criadouro? Coelhos na selva, por causa de sua rapidez, são praticamente impossíveis de serem caçados à mão (e um tiro destruiria toda a pele). Já ursos eram fáceis de ser encontrados. E, ao serem mortos com um tiro, todo o resto da pele continua intacta.

    De fato, a arrogância do brasileiro -- que agora, na frente de um computador, se arvora a dar pito em toda a humanidade que o precedeu -- só pode ser entendida por um viés cômico.
  • Camargo  29/02/2016 19:19
    Pode fazer esse teste (nunca falha):

    Quanto mais lacrimoso e emocionado é o discurso do sujeito sobre as belezas da natureza, mais cosmopolita e urbano ele é, e raríssimos são os seus contatos com a natureza real.

    Ambientalistas são tipos de classe alta, gente chique que mora no Leblon e em Alto de Pinheiros, rodeada de todos os confortos que apenas o capitalismo pode dar. Ambientalistas não moram no meio de árvores e madeiras. Quem mora, não tem nenhuma ilusão quanto à bondade da deusa Gaia.

    Quem mora no núcleo da natureza selvagem sabe muito bem que a natureza não é amigável ao homem. Nunca foi. Por isso ela deve ser domada.

    Não é à toa que Marina Silva sempre obtém pífias votações em várias cidades do Acre, do Amazonas, do Pará, de Roraima e de Rondônia.

    Essas pessoas bem sabem que a própria existência da humanidade depende da subjugação da natureza, a qual deve ser constantemente domesticada e adaptada aos nossos conformes. Se algum dia pararem de fazer isso, as selvas irão reivindicar e retomar suas propriedades.

    Apenas intelectuais urbanos que moram em apês luxuosos se encantam com sucuris e corujas. Longe delas, é claro.
  • joaofigueiredo  29/02/2016 20:37
    a brutalidade da mãe natureza transparece na constatação que todo animal se alimenta de outro ser vivo usando de expedientes nada amorosos --- a "civilização" amaciou estes expedientes no que toca ao ser humano que esqueceu dissso, desinterpretou --- passou a ignorala e a dizer bobagens sem fim
  • O Cavalheiro  29/02/2016 22:04
    Artigo interessante:

    mises.org.pt/2016/02/5639/

    "Manual para a Eliminação da Liberdade por Processos Democráticos"
  • Henrique Zucatelli  01/03/2016 01:16
    Eu consigo ver a beleza da natureza, pois ela é a mais majestosa representação do livre mercado: só sobrevive o mais forte, o mais astuto, o mais esperto e o que sabe viver em sociedade com os recursos escassos que consegue acumular.

    A natureza pode ser dura, inóspita, cruel etc., mas ela é antes de mais nada JUSTA, pois o sol nasce para todos. Quando chove, igualmente. Nas noites frias só aqueles que procuraram abrigo durante o dia vão ver o nascer do sol seguinte. E só aqueles que pouparam poderão prosseguir e sobreviver.

    Portanto, mesmo que eu agradeça ao capitalismo por me proporcionar conforto, sempre olho para as origens naturais com amor e respeito, pois sem essa didática forte e implacável, jamais teríamos chegado até aqui.
  • Tarantino  01/03/2016 02:25
    A natureza não é justa. Ela é lógica.
  • Thiago Teixeira  01/03/2016 01:20
    Até nossa visão idílica de natureza dócil, romantica, só foi possível após séculos de doma.
    Teve que passarem gerações de cabras da peste, limpando tudo com facao, matando bichos selvagens com flechas e lanças, para as atuais gerações de frescos encherem o saco.
  • Conservador  01/03/2016 01:33
    Excelente artigo.
  • Anderson d'Almeida  01/03/2016 03:32
    Certa vez, quando eu estava vendo um programa de TV, um homem que mora na cidade mais afastada do Alaska disse: "Antes, ainda no começo do século XX, de cada 10 homens da região pelo menos 8 sabiam como sobreviver com poucos recursos e enfrentando o nosso clima hostil. Hoje, tu só encontras um no meio de milhares..."

    O mundo mudou, e continua mudando, o mercado nos têm oferecido bens e acessos que nos permite pensar cada vez menos em como sobreviver e mais em como adquirir bens e confortos.
  • Prado  01/03/2016 11:13
    Não há nenhuma - absolutamente nenhuma - contradição lógica entre as assertivas "a natureza é hostil" e "devemos buscar preservá-la". A natureza não precisa ser "gentil" para que se a defenda.
  • Pablo  01/03/2016 12:28
    Quem mais defende a natureza é quem mais a ataca.
    Certamente vc é um indivíduo que mais contribui para a destruição da mesma, através de longas viagens de avião, carro ou até mesmo de barco, queimando uma grande quantidade de combustível fóssil.

    Não adiante ter um discurso bonito se na prática você faz o contrário.
  • Prado  02/03/2016 10:49
    Pode não adiantar, mas a hipótese de qualquer defensor da natureza ser um hipócrita não torna nem um milímetro menos verdadeiro que a natureza precisa ser defendida.
  • Zara  02/03/2016 12:08
    Frase nonsense.

    Empiricamente, na relação homem X natureza, o lado mais fraco sempre foi e sempre será, por definição, o homem.

    É o homem que precisa se proteger da natureza, e não o contrário. Aliás, afirmar que o homem deve proteger a natureza é uma afirmação que não apenas contraria toda a história empiricamente observável, como também é extremamente arrogante. É a chuva que precisa se proteger de você? É o vento que precisa se proteger de você? São os relâmpagos que precisam se proteger de você?

    Vá morar numa floresta e observe se ela precisa de alguma proteção contra você. E experimente não se proteger dela.

    Perceba que a "agressão" mais visível e mais citada feita pelo homem é a poluição. Mas, ora, a poluição é, na prática, uma agressão do homem a outro homem. Não é uma agressão direta à natureza. A natureza transforma a poluição em oxigênio.

    Mesmo o já defunto "aquecimento global" (hoje são "mudanças climáticas") comprovadamente traria benefícios para a natureza e para o homem, com mais colheitas e menos mortes por frio.
  • Andre  02/03/2016 12:22
    "Pode não adiantar, mas a hipótese de qualquer defensor da natureza ser um hipócrita não torna nem um milímetro menos verdadeiro que a natureza precisa ser defendida.".

    Durante a fabricação desse computador que você usou para postar essa frase muita poluição foi gerada.
    E para produzir a energia elétrica que permite esse computador funcionar muita poluição continua sendo gerada.

    Mas voltando ao assunto, diga-nos PORQUE a natureza precisa ser defendida?
  • Pablo  02/03/2016 13:30
    Esse tal de "Prado" é absolutamente incoerente, um verdadeiro hipócrita.
    Um dia que você for moralmente apto a falar de preservação ambiental, nós poderemos discutir sobre meio ambiente.
  • Prado  02/03/2016 15:34
    Você precisa se decidir: ou a poluição causada pela fabricação do meu computador não provoca NENHUM mal à natureza, e nesse caso eu sou inocente porque não poluo nada, ou ela PROVOCA MAL À NATUREZA, e nesse caso o capitalismo é danoso à natureza.
  • Pirilampo  02/03/2016 12:44
    "não torna nem um milímetro menos verdadeiro que a natureza precisa ser defendida"

    Antes que vc pretenda que essa frase seja "verdadeira", vc precisa conferir algum sentido a ela, pq, desse jeito ("a natureza precisa ser defendida") o que se tem é apenas uma frase digna de uma letra do Djavan.

    Precisa ser defendida pq? Em que termos? Por quem? Em que intensidade? Com que meios? Quando? Onde? O que significa, exatamente, essa "defesa"?
  • Prado  02/03/2016 14:58
    É claro que a natureza precisa ser defendida para a proteção do próprio homem. Se não houvesse humanidade aqui, poderiam explodir esse planeta. Eu espero que você esteja pedindo exemplos claros de casos em que a ação humana degrada a natureza apenas por amor ao debate, porque seria possível elencar milhões deles - e quero crer que você os conheça. Só para dar um exemplo, o caso da barragem da Samarco é um exemplo de falta de cuidado com a natureza - não se tomou a devida precaução conforme regras legais etc. - que gerou transtornos e danos à saúde humana. Você vai dizer: "ah, mas isso é o dever de respeitar outro ser humano, não a natureza", e para mim isso não passa de um sofisma. Protege-se a natureza para, por tabela, respeitar outro ser humano - mas nem por isso deixa de ser, por um instante, proteção à natureza, oras.
  • Rivera  02/03/2016 15:18
    "Só para dar um exemplo, o caso da barragem da Samarco é um exemplo de falta de cuidado com a natureza - não se tomou a devida precaução conforme regras legais etc."

    Minha nossa!

    O caso da Samarco representa, isso sim, [b]uma desconsideração para com a vida humana[/u], e não para com a natureza.

    Informação aos atrasados: a natureza já se regenerou. Aliás, nunca morreu. Já as vidas humanas, essas sim foram perdidas para sempre.

    Quando houve o grande derramamento de petróleo da BP no Golfo do México em 2010, ambientalistas fizeram uma algazarra porque o petróleo derramado iria matar peixes, algas e exterminar toda a vida marinha.

    O que de fato ocorreu? Três meses após o vazamento, tudo já havia voltado ao normal.

    Parte do petróleo evaporou para a atmosfera (onde ele fica tão disperso a ponto de não gerar qualquer efeito notável); praticamente todo o elemento tóxico do petróleo (benzeno) também evaporou. O restante que ficou no mar afundou até o leito do mar e se tornou parte da sedimentação. Foi o fim do grande desastre.

    abcnews.go.com/WN/bp-oil-spill-crude-mother-nature-breaks-slick/story?id=11254252

    Dou aqui minha cara a tapa: em alguns meses, todo o Rio Doce, bem como toda a fauna e flora, voltam ao normal. A imprensa, obviamente, irá esconder; mas é isso o que irá acontecer.

    Se a lama de fato não contém nenhum componente tóxico, então não há como causar toda essa destruição ambiental.

    P.S..: E olha que nem sou fã de mineradoras. Acho que essa é uma atividade primitiva que deveria ser terceirizada para países subdesenvolvidos. País desenvolvido mexe com nanotecnologia, tecnologia da informação, biotecnologia, semiótica etc., e não com coisas jurássicas, como extrair pedras do subsolo.
  • Prado  02/03/2016 15:32
    Então você acha que a humanidade, com todo o desenvolvimento tecnológico ocorrido com o capitalismo, é absolutamente incapaz de provocar qualquer dano significativo à natureza?
  • Gucci  02/03/2016 16:10
    Frase errada e sem sentido.

    Eis a frase correta e sensata:

    A humanidade, por causa de todo o desenvolvimento tecnológico ocorrido com o capitalismo, reduziu quase que completamente danos significativos à natureza.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1685
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1912
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1782
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1361
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=89
  • Prado  02/03/2016 16:25
    Não foi uma frase apenas, e sim uma pergunta da qual vc fugiu
  • Gucci  02/03/2016 16:34
    Fugi?

    Eu respondi à sua indagação (a qual não fazia sentido) e gentilmente a corrigi.

    Agora, já que você quer jogar esse jogo das perguntas capciosas, agora é a minha vez:

    E aí, já parou de bater em mulheres? (Responda sem alterar minha pergunta).
  • Prado  02/03/2016 16:49
    Que belo sofista... Eu perguntei se a humanidade tem condições para causar dano à natureza. A resposta é que tem. O capitalismo fez bem à natureza? Concordo que sim. Mas isso não quer dizer que a humanidade não precise ter cautela para não provocar danos.
  • Andre  02/03/2016 16:28
    "Então você acha que a humanidade, com todo o desenvolvimento tecnológico ocorrido com o capitalismo, é absolutamente incapaz de provocar qualquer dano significativo à natureza?".

    Me diga, como se faz para viver sem causar danos à natureza?

    A única solução que eu vejo para não causar danos à natureza é a pessoa ir pra selva e se deixar ser comida por algum animal carnívoro ou apenas morrer de fome.

    Mas talvez eu seja ignorante e por isso não esteja conseguindo ver uma forma de não causar danos à natureza e continuar vivo.
    Caso você conheça esse segredo conte-nos.
    Estou curioso.

    A propósito, você causou danos à natureza ao enviar essa mensagem.
    E caso responda a minha pergunta terá causado mais danos ainda.

    Você não se sente culpado de ficar causando danos à natureza continuamente?
  • Prado  02/03/2016 16:53
    Não é possível viver sem causar danos à natureza. Se você reler o que escrevi, eu não disse que era. Também não disse que devemos nos abster de causar todo e qualquer dano. O que eu efetivamente disse é que é interessante admitirmos que causamos mal à natureza, que esse mal cedo ou tarde nos atinge, e que é preciso buscar alternativas para reduzir esses danos sem precisarmos restringir nossas opções de vida. O capitalismo, inclusive, é bom nisso: encontrar caminhos. Minha implicância desde o começo do tópico foi com o "8 ou 80" dos que dizem "a natureza é ruim, a humanidade não destrói nada, ninguém precisa se preocupar".
  • Zico  02/03/2016 15:32
    "Protege-se a natureza para, por tabela, respeitar outro ser humano"

    Essa frase mostra bem sua ordem axiológica de prioridades.
  • Prado  02/03/2016 16:11
    Já ouviu falar de fins e meios? O fim é o ser humano, mas a natureza é o meio. O fato de o FIM não ser a natureza não quer dizer que não se passe por ela.
  • Zico  02/03/2016 17:55
    Pois justamente quem diz que "se protege a natureza para, por tabela, respeitar o ser humano" é que não está colocando o ser humano como fim.

    Seja como for, dizer que a "natureza é um meio" é uma formulação vacuous, que pode ser preenchida assim, por exemplo:

    X tem uma propriedade rural de Yha. Ele usa 50% da propriedade rural Y para produção agrícola (soja e outros grãos), produzindo, assim, alimentos (gerando renda e empregos; gerando riquezas, enfim). Ele gostaria de poder utilizar toda a sua propriedade (que contém, p.ex., algumas partes cobertas de capoeirinhas) para aumentar a geração de riquezas na sociedade, mas foi informado por um fiscal do IBAMA que determinada % (que não é uma % pequena) da gleba deve ser destinada à APP e à RFL, sob pena de responsabilidade criminal, administrativa e civil.

    Ao perguntar a razão disso, X obteve do fiscal do IBAMA a seguinte resposta: "meu senhor, é que, embora se saiba que o fim é o ser humano, não podemos nos esquecer que a natureza é o meio; logo, você deve manter as áreas obrigatórias de APP e RFL".



  • Emerson Luis  01/03/2016 11:35

    Como ler este artigo e não lembrar do "homem-massa" e do "senhorzinho satisfeito" do Ortega y Gasset?

    O império das massas: a atualidade de Ortega y Gasset

    Ortega y Gasset: a barbárie é a violência como "prima ratio"

    * * *
  • Andre  01/03/2016 12:53
    Graças ao capitalismo foi possível o surgimento do homem massa.

    Sem o capitalismo eles teriam morrido de fome cedo e os poucos que chegassem à velhice
    não seria "homens massa" justamente por serem poucos, e além disso eles estariam muito
    ocupados, sobrevivendo.

    Era assim antes da revolução industrial.
  • Fernando  01/03/2016 13:26
    Off-topic...

    Não encontrei artigos no site falando sobre maçonaria, iluminatis e outros doutrinadores infiltrados no governo.

    Não podemos desconsoderar que o governo sofre influências dessas pessoas. Não são apenas empresários, comunistas e socialistas infiltrados no governo.

  • Bruno  02/03/2016 00:44
    Achei o filme muito realista e mostra a relação homem-natureza, com dois opostos extremos de fúrias. Merecia ter ganho o Oscar de Melhor filme na minha opinião.
  • Roberto  02/03/2016 15:07
    Vejam o filme "Into the Wild" que conta a história de Chris McCandless que se isolou do mundo. Tadinho, esqueceu que a natureza não é idealista. Spoiler: ele morre de fome no final.
  • Dayane  02/03/2016 23:37
    Excelente reflexão. Texto muito interessante!
  • jot  04/03/2016 05:22
    pessoal necessita ler sobre o desastre em mariana, maior catastrofe do brasil.. qualquer um que entenda de biologia e quimica sabe que ira demorar para, quem sabe, voltar a ser o que era
  • cmr  07/03/2016 19:34
    "...qualquer um que entenda de biologia e quimica sabe que ira demorar para, quem sabe, voltar a ser o que era..."

    Isso me tranquilizou, pois então qualquer um que entenda de biologia e química tem todas as respostas e idéias para solucionar o problema.
  • Joao Girardi  04/03/2016 18:09
    Esse artigo me fez lembrar de uma experiência de quando servi no EB, durante o nosso campo básico, eu e a minha turma tivemos que ficar de guarda durante a madrugada. Me lembro que quando fui pro meu turno, nunca senti tanto frio na minha vida. Estava abaixo de zero, e mesmo com todos o uniforme pro clima frio, inclusive um casaco camuflado que parecia mais um trambolho eu ainda sentia muito frio, como se atravessasse meus ossos. Se o planeta está realmente aquecendo, não deveria estar tão frio, e olha que o ano em que servi começou com seca, o exercício em questão foi em Abril, bem antes do inverno. As vezes até me pergunto como que não neva aqui no Sul. A experiência que eu passei me fez duvidar muito da retórica ambientalista, e me fez ter bem mais respeito pela civilização, bastou sair apenas alguns quilômetros fora do meu "habitat" e pra perceber como seria estar a mercê do que a natureza pode fazer.
  • cmr  07/03/2016 19:59
    Eu também servi o EB décadas atrás, no interior de MG.

    Me lembro de um exercício, no meio do mato, em um verão extremamente úmido e com muitos borrachudos, pernilongos, mutucas, e outras pragas.

    Eu quase fui carregado pelos mosquitos no meu turno de guarda, isso com todo o fardamento molhado de suor naquele calor insuportável, eu nunca vira tanta praga voadora na minha vida. Se eu tirasse a gandola eu seria devorado vivo pelos mosquitos, que me atacavam com uma voracidade impressionante.

    No dia seguinte comentávamos entre nós, se quiséssemos torturar alguém, era só deixar a pessoa nua naquele ambiente hostil, que os mosquitos o fariam confessar até o que ele não fez.

  • Daniel Noboru Umisedo  07/03/2016 16:23
    Admito que a natureza é extremamente hostil. Admito que jogar sangue falso em quem usa casacos de pele é crime (ativistas sérios não fazem isso).

    Mas a defesa do uso de casacos de pele como um luxo merecido é inadmissível nas condições tecnológicas de que dispomos hoje.

    O próprio autor argumenta que é o progresso tecnológico que diminui a barbárie. Assim sendo, qual a justificativa para ainda nos inserirmos em ambientes inóspitos como geleiras e florestas, para arrancar a pele de ursos e vesti-las, se existem alternativas sintéticas que cumprem perfeitamente a função de nos proteger do frio? Nessa situação, os agressores somos nós, não os animais.

    "Eles se preocupam com os animais mas não estão nem aí para a sobrevivência dos seres humanos". Esse argumento é de um amadorismo que eu não esperaria de alguém embasado como Tucker. Ele deveria saber o quanto a exploração animal é antieconômica. Um boi só devolve, na forma de carne, 10% da proteína que comeu ao longo da vida. Logo, produzir carne não é produzir comida, é DESPERDIÇAR comida.

    A pecuária joga toneladas de esterco em lençóis freáticos. Florestas inteiras são devastadas para criar pastos. O prejuízo causado por tudo isso é brutal. A devastação da Amazônia foi a principal causa da seca do Sistema Cantareira (g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/08/falta-dagua-em-cidades-tem-ver-com-devastacao-desenfreada-da-amazonia.html). O sr. Tucker deveria saber o quanto a água faz falta para o crescimento econômico.

    Alguns usos de animais são justificáveis (em testes de remédios, por exemplo). Mas a exploração de animais para fins de alimentação, vestuário e entretenimento é, na melhor das hipóteses, fútil. Na pior, é prejudicial. Se parássemos de produzir carne, casacos de pele e zoológicos, haveria muito mais do que comer, vestir e se entreter.

    Por fim, há uma contradição gritante no texto. Ele diz que o conforto atual nos tornou insensíveis. Pois bem, desprezar o sofrimento de seres sencientes é o primeiro passo para desprezar os direitos de outros seres humanos.


  • Nobuto Sese Seko  07/03/2016 19:01
    "Assim sendo, qual a justificativa para ainda nos inserirmos em ambientes inóspitos como geleiras e florestas, para arrancar a pele de ursos e vesti-las, se existem alternativas sintéticas que cumprem perfeitamente a função de nos proteger do frio? Nessa situação, os agressores somos nós, não os animais."

    Se eu quiser fazer isso, é um problema exclusivamente meu. Não estou agredindo nem você e nem a sua propriedade.

    "Ele deveria saber o quanto a exploração animal é antieconômica. Um boi só devolve, na forma de carne, 10% da proteína que comeu ao longo da vida. Logo, produzir carne não é produzir comida, é DESPERDIÇAR comida."

    Santo Deus! Se produzir picanha significa na verdade desperdiçar picanha, então não produzir picanha significa encher a barriga dos pobres.

    Quanto mais comida produzimos, menos comida temos. E quanto menos comida produzimos, mais comida temos!

    Gênio!


    "A pecuária joga toneladas de esterco em lençóis freáticos. Florestas inteiras são devastadas para criar pastos. O prejuízo causado por tudo isso é brutal."

    Cite três exemplos práticos e comprovados -- olha só, são apenas três, vai ser moleza -- de "florestas inteiras devastadas" por pastos.

    Feito isso, mostre e comprove os prejuízos. E mostre também que toda a humanidade -- especialmente os mais pobres -- ficaria melhor sem essa carne (ou seja, comendo só alface e açúcar) do que com ela.

    Aqui você precisa de um pouquinho mais do que meras frases de efeito para conseguir um passe livre.

    "A devastação da Amazônia foi a principal causa da seca do Sistema Cantareira (g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/08/falta-dagua-em-cidades-tem-ver-com-devastacao-desenfreada-da-amazonia.html)."

    Ué, mas atualmente está chovendo em São Paulo muito acima da média. Tanto é que o Cantareira já saiu, há muito, do volume morto.

    Isso então significa que a Amazônia já se regenerou? Ou será que a mídia fez um sensacionalismo básico e otários como você facilmente caíram na conversa?

    "Alguns usos de animais são justificáveis (em testes de remédios, por exemplo). Mas a exploração de animais para fins de alimentação, vestuário e entretenimento é, na melhor das hipóteses, fútil."

    Fútil?! Ofertar comida boa e barata para os mais pobres (que não comem caviar) é algo fútil?

    Eu não sei se você é apenas burro e ignorante, ou é um genuíno elitista desprezível.

    Rogo para que seja apenas a primeira alternativa, a qual ainda tem cura.

    "Se parássemos de produzir carne []... haveria muito mais do que comer"

    Eu juro que não consigo produzir a ironia necessária para dar uma resposta a altura desse relincho.

    "Por fim, há uma contradição gritante no texto. Ele diz que o conforto atual nos tornou insensíveis. Pois bem, desprezar o sofrimento de seres sencientes é o primeiro passo para desprezar os direitos de outros seres humanos"

    Já proibir os pobres de se alimentarem da carne, ah, isso sim é ter alta consideração para com "os direitos de outros seres humanos".

    A única contradição gritante é a geração de quadrúpedes como você. Isso a ciência ainda não explica sem cair em contradição.
  • Paulista  12/03/2016 00:02
    "A devastação da Amazônia foi a principal causa da seca do Sistema Cantareira (g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/08/falta-dagua-em-cidades-tem-ver-com-devastacao-desenfreada-da-amazonia.html)"

    E agora, Daniel?

    São Paulo completamente embaixo d'água, mais de 30 pessoas mortas. E a "seca gerada pela devastação da Amazônia"? Acabou?

    Uma simples queda no nível de chuvas, totalmente pontual e passageira, foi explicada como sendo uma consequência irreversível da devastação da Amazônia. Um ano depois, bum!, mais de 30 mortos por excesso de chuvas. A culpa agora seria do excesso de árvores na Amazônia?

    O movimento ambientalista só não é mais patético por falta de espaço.
  • Carioca  13/03/2016 00:50
  • Típico Universitário  13/03/2016 02:28
    A crise de chuvas foi causada é pelo PSDB assim como a crise política e a crise financeira. É cegueira não enxergar a forte relação de causalidade.

    A chuva foi causada pelo vento vindo das furiosas batidas de panela após o pedido de golpe preventivo contra o eterno presidente Lula graças ao tríplex comprado pelos tucanos. A fumaça das coxinhas assando também foi diferencial para a tempestade.

    Entretanto, o desmatamento da Amazônia é o segundo melhor culpado.


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