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Tombini joga a toalha, entrega o Banco Central a Dilma Rousseff e perpetua o ciclo de desconfiança


"Quem manda nele sou eu!"
Com a recente decisão do COPOM, Alexandre Tombini eliminou os últimos resquícios de dúvida quanto à sua real autonomia na presidência do Banco Central.

Ao manter a SELIC inalterada depois de claros e sucessivos indicativos de que a taxa seria elevada, o presidente do Banco Central mandou um sinal inequívoco ao mercado: quem manda no Banco Central é ele, sim, e quem manda nele é a presidente Dilma.

Agora, além da Presidência da República, a Sra. Rousseff acumula de facto os cargos de ministra da Fazenda e presidente do Banco Central. Convenhamos, suspeitas todos tínhamos, mas os recentes acontecimentos sacramentaram essa realidade. Mas isso é assunto para outro artigo.

O que nos traz aqui agora é a postura servil e embaraçosa do Sr. Tombini e as repercussões da decisão do COPOM no dia de ontem.

Desde 2010, quando Dilma indicou Tombini para a presidência do Banco Central, o mercado vinha desconfiando do futuro da autoridade monetária e do poder de compra do real. A não-independência de jure corria sérios riscos de ser estendia à prática do dia a dia. A desconfiança do mercado tinha fundamento, pois ao substituir Henrique Meirelles, Dilma colocaria alguém de sua "confiança" — o que na prática significava um subalterno submisso e moldável.

Dilma encontrou em Tombini justamente esse perfil — assim como em Guido Mantega, Arno Augustin e Nelson Barbosa, muito embora o alinhamento ideológico com estes seja muito mais cristalino.

Não foi a primeira vez que Tombini surpreendeu o mercado. Ao final de agosto de 2011, quando já havia uma crescente preocupação com a inflação — o IPCA havia fechado em 5,91% em 2010 e a o COPOM decidiu por reverter a escalada dos juros e, contra todas as expectativas, cortou 50 pontos-base (0,5 ponto percentual) da meta para a SELIC, em uma guinada brusca que deixou o mercado perplexo.

Naquele ano, o IPCA registrou exatos 6,50%, encostando-se ao limite superior da meta, mas sem ultrapassá-la — uma verdadeira proeza da estatística. A perplexidade do mercado provou-se correta.

De lá para cá, foram sucessivos estímulos monetários, fiscais e retóricos. O Banco Central estacionou a SELIC em 7,25% ao fim de 2012 e se viu forçado a elevá-la quando o nível geral de preços começou a mostrar sinais claros de resiliência. O estrago já estava feito. Em todos os âmbitos da política econômica.

Desta vez, Tombini voltou a surpreender o mercado. E não foi a decisão em si — a não elevação da SELIC — a causa da perplexidade, mas a forma pela qual o COPOM resolveu contrariar todas as expectativas e as suas próprias sinalizações de semanas.

Manter os juros nos patamares atuais é uma questão aberta ao debate. Em um momento em que há uma contração monetária em curso — o M1 apresenta crescimento negativo e o M2 está quase inerte (crescimento de 5%, um recorde de baixa) —, e o crédito bancário, em termos reais, está contraindo (crescimento de 7,4% contra uma inflação de preços de 10,67%), talvez uma alta da SELIC não surta mais efeitos na inflação de preços e jogue a economia em uma recessão ainda mais profunda.

Por ignorância ou convicção cega, o governo está usando os juros como bode expiatório para os seus próprios fracassos.

Mas a taxa de juros não é a única variável a determinar crescimento ou não da atividade econômica. E, especialmente no quadro atual, há outros fatores tão ou mais importantes do que a SELIC. Um deles é a já tão batida "confiança", no sentido mais pleno do termo. Isso nos leva ao grande mal causado pela decisão inusitada do COPOM.

Segundo o noticiário, Tombini teria se encontrado com a presidente da República dias antes da reunião do COPOM. Estaria a Sra. Dilma pressionando o Banco Central para que este cedesse à pressão do Planalto e dos economistas do atraso? Primeira bola fora e ponto de inquietude no mercado.

Se a especulação tinha fundamento, o que era provável, Tombini teria de encontrar algum pretexto para justificar uma mudança brusca e repentina. E ele encontrou. Aproveitou o pessimismo do FMI em relação aos riscos da economia mundial e, em especial, à piora das estimativas de crescimento da economia brasileira, e divulgou às vésperas da reunião do COPOM uma nota juvenil, sem precedentes e, agora, histórica, declarando como "significativas" as conclusões do órgão e adicionando que "todas as informações econômicas relevantes e disponíveis até a reunião do Copom são consideradas nas decisões do colegiado".

A credibilidade minguante de Tombini se esvaiu por completo em três curtos parágrafos. E, no dia seguinte à nota, a decisão hesitante do COPOM em manter a SELIC estacionada serviu para confirmar de uma vez por todas quem está de fato no comando da economia.

O Brasil vive diversas crises — fiscal, econômica, monetária, política, moral e de confiança —, cada uma reforçando e retroalimentando as outras. Mas fica cada vez mais claro que, para resgatar o país do atoleiro, é preciso debelar a principal delas: a crise de confiança. Infelizmente, a desconfiança gerada pela trapalhada do Banco Central é incurável. O dia de ontem entrou para história para selar de uma vez por todas o destino da economia enquanto ela estiver nas mãos de Dilma Rousseff e equipe.

Quando se trata de política monetária, a comunicação e a transparência são fundamentais; são um ativo que deve ser cuidado todos os dias com muito zelo e apreço. Uma decisão certa, feita da forma errada, pode ser tão fatal quanto uma decisão errada, embora comunicada da forma correta.

Ao "desancorar as expectativas" e causar perplexidade nos agentes, Tombini conseguiu a façanha de introduzir uma dose adicional de incerteza no mercado, gerando volatilidade no câmbio e desvalorizando ainda mais o real, o que, ao fim e ao cabo, pressionará os preços da economia, reduzindo a pó as chances de a autarquia atingir as metas de inflação, perpetuando assim o ciclo de desconfiança generalizado.

Paradoxalmente, isso tem um lado extremamente positivo, pois está inserindo pelo menos uma certeza no mercado: a de que não há recuperação com esse governo. Serão mais heterodoxia, mais estímulos, mais keynesianismo-marxista tupiniquim, mais experimentos econômicos que têm tudo para dar errado. E darão.

Para encerrar, gostaria de trazer uma citação de um distinto economista brasileiro, formado na Universidade de Brasília e com PhD pela Universidade de Illinois:

Não há exemplo de país que tenha experimentado períodos prolongados de crescimento econômico com inflação alta. Pelo contrário, há evidências empíricas de que taxas mais elevadas de inflação trazem prejuízos ao crescimento e ao nível de emprego por períodos prolongados.

Quem proferiu essa verdade foi ninguém menos que Alexandre Tombini, durante seu discurso na sabatina no Senado em 2010. Isso serve apenas para evidenciar que discurso não importa bulhufas quando dissociado de ações palpáveis e condizentes. Sim, Tombini prometeu defender a estabilidade do poder de compra da moeda brasileira. A única estabilidade mantida, porém, foi a de sua subserviência à presidente e, por consequência, a ideias refratárias ao bom senso e às boas práticas de política econômica.

A economia tem saída? Tem, claro, mas ela começa com a saída de "tudo o que está aí" no seu caminho. Impreterivelmente.



autor

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 

  • Pobre Paulista  21/01/2016 13:38
    A "principal" crise não é de confiança, e sim a fiscal: Resolver a primeira não cura a segunda, mas resolver a segunda acaba com a primeira.
  • Leandro  21/01/2016 13:54
    Sua segunda frase está corretíssima, mas ela só é correta justamente porque a questão fiscal afeta diretamente a confiança do empresariado.

    Se o governo tem uma política fiscal totalmente frouxa e nada transparente, e diz que vai cortar gastos para controlar o déficit, mas acaba ameaçando criar novos impostos e elevar os já existentes, não há confiança para investimentos.

    Se há ameaças claras de aumentos de impostos, os custos de produção de eventuais investimentos se tornam totalmente imprevisíveis. E se, além dessa ameaça de impostos, houver também um descontrole inflacionário, então os custos de produção ficam duplamente imprevisíveis.

    Confiança e fiscal são interligados e inseparáveis.
  • Thiago Teixeira  21/01/2016 16:10
    Era só isso que eu ia comentar. A economia está sob dominancia fiscal.
    Subir a SELIC teria um efeito secundário.
    Chegou a hora de o executivo fazer sua parte, sob anuencia do legislativo. Cortar da propria carne.
    O PMDB está impondo mais resistencia que o PT, acho que nao quer iniciar esse círculo virtuoso de corte de gastos publicos, melhora da economia, corte de gastos publicos, melhora da economia... É o sanguessuga que chupa o hospedeiro até ficar moribundo, até o limite...
    Aí dona Dilma, que nem deseja esses cortes de forma tao convicta, vem com estória de novo imposto...

    A ladainha do cavaleiro da triste figura era correta. "Temos que ajustar o fiscal, temos que ajustar o fiscal..." So nao era correta do jeito que está sendo proposta.
  • Mohamed Attcka Todomundo  22/01/2016 18:33
    leandro, qual foi mesmo um artigo seu em q vc fala q elevar juros ñ eh o geito + eficiente d exganar a inflaçao (vc citava cingapura q nem persegue uma taxa de juros basica)?
  • Rodrigo Pereira Herrmann  21/01/2016 13:45
    Very good.

    Veremos ele se contradizer novamente quando a inflação de preços insistir em se manter elevada.
  • Luiz Silva  21/01/2016 23:59
    Só controlar quem mede e publica tal coisa, ora.
  • anônimo  21/01/2016 14:09
    Então o que está gerando o aumento do IPCA, IGPM, etc. é o câmbio? Ou são as expectativas de que o governo terá de fazer, em breve, uso da senhoriagem para atender à sua restrição orçamentária intertemporal?

    Ou é outra coisa?

    Alguém poderia me explicar?

    Obrigado.
  • Leandro  21/01/2016 14:19
    Aguarde artigo a respeito. Mas câmbio, déficits do governo, reajuste de preços administrativos e expectativas -- que geram remarcações -- têm efeito majoritário.

    E como a oferta monetária não está acompanhando essa subida de preços, cria-se exatamente o efeito recessivo que estamos sentindo: os preços sobem, mas a oferta monetária está relativamente estagnada.

    Ou seja, os formadores de preços seguem reajustando preços baseando-se na experiência passada (imaginam que a inflação continuará subindo, e por isso já reajustam para se defender), mas como a oferta monetária não está crescendo, cria-se essa desconexão: preços em alta, mas oferta monetária estagnada, o que significa que não há dinheiro suficiente para arcar com esses preços.

    Daí há uma queda no consumo e nos investimentos, o que gera recessão e o desemprego.
  • Gabriel  21/01/2016 15:15
    Leandro, quanto aos bancos públicos o Governo realmente fechou a torneira ou continua a mesma farra de antes? Eu andei vendo uns dados do BC e até novembro a expansão no ano ficou em 8,5% (no acumulado de 12 meses 11,4%), será que isso não continua sendo um problema?

    Do jeito que andam as coisas eu acredito que o IPCA esse ano deve ficar entre 8,0% e 8,5%, e é uma questão de lógica, se a causa do IPCA são tão clara e nada de relevante está sendo feito, porque ele iria diminuir? A única diminuição na pressão esse ano ao meu ver serão os preços administrados, que já deram o choque do descongelamento ano passado e esse ano não devem pegar tão "pesado".
  • Leandro  21/01/2016 16:44
    O crédito direcionado, que começou 2014 se expandindo a uma taxa de 13,9%, terminou novembro a 9,2%. Ainda é relativamente alto, mas a tendência de desaceleração é clara.

    Já o crédito livre permaneceu o ano inteiro estagnado em 5%, uma taxa que está nas mínimas históricas.

    A pressão nem está vindo do crédito. Crédito, em condições normais, gera aumento da demanda e dos investimentos. Só que estas duas variáveis estão acentuadamente deprimidas. O problema realmente é câmbio (como este Instituto passou o ano inteiro de 2015 avisando, ao ponto de quase virarmos um disco arranhado), déficits (veja os dois primeiros gráficos), preços administrados e expectativas.

    Com esse Banco Central, então, tudo se intensifica. Cadê o Beviláqua?
  • Joaquim Saad  21/01/2016 17:15
    Leandro, bom saber que há artigo novo teu "no forno" !
    Seria oportuno abordar aquele velhaco mecanismo de "equalização cambial" da lei 11.803/2008 servindo na prática p/ turbinar ainda mais a conta do governo (cujo saldo credor atual de R$1 trilhão por sua vez já é remunerado pela taxa SELIC !) na autoridade monetária, de quem o Tesouro vem desde então recebendo legalmente um montante bem maior de dinheiro (na forma de "obrigação" do BaCen c/ seu "acionista único") correspondente à diferença positiva entre a simples valorização das reservas externas (meramente contábil, antes de qualquer realização financeira de lucro) e as perdas em swaps cambiais (sempre expansivas monetariamente, pois são quitadas de forma exclusiva, sem serem compensadas pelos "ganhos" nos ativos em moeda estrangeira) c/ a alta do dólar, cuja eventual queda em suas cotações continuaria aumentando a liquidez interna através de recorrentes prejuízos em derivativos que passariam a ser vendidos p/ conter a apreciação do real, ao passo que a concomitante depreciação das reservas no exterior ensejaria sua cobertura pelo TN c/ a transferência ao BC não de financeiro (como seria de se esperar em um caminho inverso lógico e coerente), mas sim de...títulos públicos ! Haja "criatividade" !

    [ ]'s
  • Hugo  21/01/2016 14:15
    Leandro, ultimamente tenho acessado a tabela de juros e preços de títulos no site do TN, e vi que os juros de praticamente todos os títulos dispararam no ano passado, com alguns títulos chegando a ter suas rentabilidades subindo de mais ou menos 12% pra 19% (especialmente aqueles indexados ao IPCA). Não seria mais adequado fazer a SELIC acompanhar os juros desses títulos para pelo menos frear as expectativas de alta da inflação, apesar da nossa depressão econômica?
  • Leandro  21/01/2016 14:23
    Sempre defendi isso. Já que a opção pelo câmbio flutuante foi feita, a única maneira de se conseguir controlar expectativas inflacionárias é justamente dando uma pancada na SELIC de modo a inverter a curva de juros -- ou seja, deixando a SELIC maior que as taxas de longo prazo.

    Em todos os episódios de desaceleração da inflação no Brasil sob câmbio flutuante, foi isso que foi feito.
  • Rhyan  21/01/2016 18:43
    Leandro, há algum artigo sobre yield curve "normal" e invertida que eu possa ler?
    Obrigado!
  • Analista de Bage  21/01/2016 14:41
    O gauchão aqui vai repetir pela milionésima vez: compre ouro. Eu sei que há muitos que podem criticar a compra do metal precioso para se defender da alta dos preços, até porque, na verdade, esta não é a principal função do metal, mas aqui no Brasil o ouro funciona como uma proteção contra a desvalorização do real e do dólar ao mesmo tempo. Exceto na década de 80, comprar ouro sempre foi uma aplicação financeira interessante para quem quer se proteger dos desmandos econômicos da república das bananas.
    ***Obs.: Na década de 80, comprar ouro não foi uma boa devido às altas taxas de juros praticadas pelo FED a fim de tentar diminuir os índices de preços nos EUA, logo, tivemos um cenário de ouro e dólar fraco o que não parece se repetir daqui pra frente, ao menos durante um bom tempo.
  • Kelvin Soares  21/01/2016 15:23
    Alguma dica de como posso fazer isso? corretora? ou comprar o metal na praça e guardar em casa?
  • Gabriel  21/01/2016 16:09
    Acho que a maneira mais simples deva ser comprar no mercado futuro, mas eu não conheço muito essa área de ouro no mercado futuro então é melhor dar uma lida se é uma possibilidade viável.
  • Thiago Teixeira  21/01/2016 16:14
    Abrir conta em corretora da Bolsa.
    Comprar a barra de 250g.
    É a opcao com menores custos de custodia.

    A alternativa seria comprar a barra atraves do BB. Custo um pouco mais alto.

    Há artigo a respeito aqui no site, mais completo.
  • Vinicius  21/01/2016 16:23
    www.ouroabsoluto.com.br/

    Compra e vende ouro a partir de 1g, tem em vários estados e cidades, o cadastro é meio demorado, mas depois da primeira vez é bem rápido.
  • Viking  21/01/2016 17:06
    você pode comprar na Ourominas, pela internet.
    entregam a quantidade na sua casa.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  21/01/2016 16:42
    Ouro que nada.

    TD e pronto.
  • Barbosa  21/01/2016 16:50
    Tesouro Direto? Gostaria muito de saber qual é o argumento dessas pessoas que juram que tal investimento é seguro.

    O raciocínio para provar que não é seguro é muito simples: a quantidade de pessoas que aplicam em TD é ínfima (se tomarmos todo o conjunto da população) e o volume gasto pelo governo é relativamente baixo.

    Ou seja, temos aí uma combinação perfeita de um programa estatal que tem tudo para estar na linha de frente das tesouradas: um calote irá prejudicar poucas pessoas (as quais não têm poder político nenhum), não afetará nenhum grande banco, nenhuma grande empresa e nenhuma grande corretora, e ainda saciará os instintos ideológicos da esquerda, que veria tal calote como uma lição bem dada aos rentistas (termo muito caro a Ciro Gomes).

    Eu, se fosse Ministro da Fazenda e tivesse urgentemente de cortar um gasto que não trouxesse nenhum dano político e não afrontasse nenhum grupo de interesse, cortaria justamente o Tesouro Direto.
  • cmr  21/01/2016 17:01
    Se eu tivesse dinheiro suficiente e fosse comprar ouro, eu levaria a(s) barra(s) para a casa.

    O risco é o meu ouro ser roubado, mas eu enterraria tudo no fundo do quintal.

    Eu não confiaria em papéis morando em um país como a banânia, a beira da implementação de uma ditadura absolutista.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  21/01/2016 17:05
    É simples. Cite um exemplo de alguém que tomou calote no TD.

    E outra coisa, cidadão: DIVERSIFIQUE (ao invés de mistificar)
  • Barbosa  21/01/2016 17:13
    Duh! Cite alguém que tomou calote da Previdência....

    Você acha que, só porque algo ainda não aconteceu, nunca irá acontecer?

    Havia gente na Grécia que jurava que suas gordas pensões eram um direito adquirido e que o governo jamais mexeria neles (e nunca havia mexido até então). Vá lá ver como elas estão.

    Em todo caso, não tenho o mínimo interesse em ficar fazendo alertas gratuitos. Cada um creia na fada madrinha de sua preferência.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  21/01/2016 17:29
    "Em todo caso, não tenho o mínimo interesse em ficar fazendo alertas gratuitos. Cada um creia na fada madrinha de sua preferência."

    então pare de especular sobre os comentários (e compre bastante ouro e muito bitcoin!).


    repetindo: TD, não ouro.
  • Batista  25/01/2016 13:31
    Rodrigo,

    Possibilidade remota. Suponhamos, 0,01%. Mas... se ocorrer? Como ficariam os detentores?

    O que as fontes (quase) oficiais pensam a respeito da dívida?

  • Viking  21/01/2016 17:07
    mas os bancos também não compram esses títulos da divida publica?
    ou o que eles compram são outros títulos?
  • Marcos  21/01/2016 17:12
    Bancos não compram via Tesouro Direto. Eles compram diretamente junto ao Tesouro, mas não é pelo programa Tesouro Direto. O TD é um programa exclusivamente voltado para pessoas físicas. Recentemente li uma reportagem dizendo que o valor médio de cada conta do Tesouro Direto não passava de R$ 5 mil. Ou seja, é só gente miúda.
  • Pobre Paulista  21/01/2016 17:10
    não afetará nenhum grande banco?

    Como assim? 99,5% dos títulos do tesouro estão em posse do sistema financeiro (bancos, fundos de pensão, etc). Absolutamente todas as operações de empréstimo são lastreadas em títulos públicos. Como diabos um calote não afetará nenhum grande banco? Um calote iria simplesmente DIZIMAR o sistema financeiro, voltaremos a usar conchas e pedrinhas como moeda.

    Nem a Grécia, no auge de sua crise, deu um calote desses. Nem mesmo a Venezuela sequer cogita esse tipo de coisa. Porquê isso seria feito aqui?
  • Marcos  21/01/2016 17:22
    Pobre Paulista, acho que você não sabe o que é Tesouro Direto. Vou repetir:

    O TD é um programa exclusivamente voltado para pessoas físicas, principalmente pequenos investidores, gente que não tem mais do que R$ 5 mil pra investir. Os títulos que essas pessoas compram ficam custodiados na BM&F. Ou seja, se o Tesouro quiser calotear justamente esses títulos, ele pode fazê-lo literalmente da noite para o dia.

    Bancos não compram via Tesouro Direto. Eles compram diretamente junto ao Tesouro, mas não é pelo programa Tesouro Direto.

    Essa reportagem irá lhe ajudar a entender melhor (veja como os valores envolvidos são relativamente ínfimos):

    www.valor.com.br/financas/4400442/vendas-do-tesouro-direto-somaram-r-1246-bilhao-em-dezembro
  • André  21/01/2016 17:48
    Mas todo investimento tem risco, uns mais outros menos, qual o drama?
    Inocente quem acha que algum é 100% seguro e mais inocente ainda que acha que vai ganhar $$$ sem se arriscar.
  • Joaquim Saad  21/01/2016 20:06
    Os títulos emitidos pelo Tesouro nos três mercados existentes (primário, secundário e TesouroDireto) são todos custodiados no SELIC e em tese podem ser adquiridos em qualquer um deles e depois revendidos e/ou resgatados nos demais "ambientes" (embora seja raro essa migração), da forma como certas ações de empresas podem eventualmente ser compradas em uma determinada bolsa e alienadas em outra (criando assim inclusive a oportunidade de arbitragem entre cotações momentaneamente diferentes p/ um mesmo ativo), o que provavelmente tornaria inócua a aplicação de uma espécie de "calote seletivo" pelo governo (pois em último caso as pessoas poderiam contatar bancos e corretoras p/ operar seus papeis diretamente no open market).

    ps: a justificativa do próprio Tesouro p/ as frequentes suspensões da negociação no TesouroDireto (invocando a necessidade de se aguardar pela diminuição de volatilidade no mercado aberto p/ então retomar o funcionamento normal do programa voltado exclusivamente a pessoas físicas) já mostra a intercomunicabilidade desses vários "trading pits" de papeis federais.

    www.tesouro.fazenda.gov.br/pt_PT/compra-de-titulos-publicos-faq

    "Como o investidor pode comprar títulos da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna?

    a. Pessoa Física:

    Os investidores pessoa física dispõem de três possibilidades para aquisição de títulos da Dívida Pública:

    i. Tesouro Direto: ...

    ii. Através de Instituições Financeiras: nesse caso, o investidor precisa se cadastrar junto a um banco comercial ou de investimento ou a uma corretora ou distribuidora de títulos e valores mobiliários regularmente habilitados no sistema eletrônico disponibilizado pelo Banco Central e solicitar a aquisição dos títulos. Geralmente, essa forma de aplicação só está disponível para pessoas com muitos recursos à disposição para investir.

    ...
    "

    Não vejo como ocorrer um calote na dívida denominada em reais enquanto o Poder Executivo controlar totalmente o Tesouro e o Banco Central, garantindo que um seja financiado indiretamente pelo outro através de instituições financeiras que só têm a lucrar nessa intermediação totalmente protegida pela existência de um limite máximo (ainda que bastante elevado) p/ a taxa básica de juros do mercado interbancário. O que certamente irá ocorrer na pior hipótese é um ajuste pela (hiper?)inflação. Um governo "proprietário" de emissor de moeda própria jamais cederia à tentação de imprimi-la à vontade se esse fosse o custo de evitar um default.
  • Marcos  21/01/2016 20:44
    "Os títulos emitidos pelo Tesouro nos três mercados existentes (primário, secundário e TesouroDireto) são todos custodiados no SELIC".

    Os do Tesouro Direto são custodiados pela BM&F, que inclusive cobra uma taxa de 0,3% ao ano para fazer esse serviço. O SELIC faz o registro e a liquidação.

    É óbvio que o governo sabe exatamente com quem está cada título vendido, se comigo ou com o Itaú. A coisa não é assim "nas côxa", não.

    "e em tese podem ser adquiridos em qualquer um deles e depois revendidos e/ou resgatados nos demais "ambientes" (embora seja raro essa migração),"

    E o Tesouro exatamente na carteira de quem está cada título. O SELIC e a BM&F estão ali justamente para isso.

    "o que provavelmente tornaria inócua a aplicação de uma espécie de "calote seletivo" pelo governo"

    Acho que você está subestimando e muito a tecnologia do governo, meu caro. Cada título tem seu paradeiro (conta e nome) perfeitamente identificado a cada segundo. Até porque, se não fosse assim, o Tesouro não teria nem como saber pra quem pagar quando um determinado título estiver vencendo.

    "a justificativa do próprio Tesouro p/ as frequentes suspensões da negociação no Tesouro Direto (invocando a necessidade de se aguardar pela diminuição de volatilidade no mercado aberto p/ então retomar o funcionamento normal do programa voltado exclusivamente a pessoas físicas) já mostra a intercomunicabilidade desses vários "trading pits" de papeis federais."

    Isso é porque os "primary dealers" -- e não os joões ninguéns do Tesouro Direto -- estão ou exigindo juros maiores e demandando títulos acima do normal. É esse o mercado formador de preços. Assim que o preço é estabelecido neste mercado, o Tesouro Direto passa a funcionar.
  • Joaquim Saad  21/01/2016 21:53
    Os títulos adquiridos via TesouroDireto ficam "custodiados" na CBLC, que por sua vez os mantém custodiados em sua conta no SELIC, pois toda negociação naquele mercado voltado a pessoas físicas também influencia o cômputo diário da taxa básica de juros.

    "É óbvio que o governo sabe exatamente com quem está cada título vendido, se comigo ou com o Itaú. A coisa não é assim "nas côxa", não."
    Em nenhum momento sugeri o contrário, e também certamente é vedada no ordenamento jurídico brasileiro qualquer discriminação entre credores que aceitem termos especiais\extraordinários de resgate eventualmente oferecidos a papeis idênticos, os quais sendo fungíveis entre si não contavam por conseguinte c/ qualquer característica reservando direito de pagamento privilegiado a um título em detrimento de outro igual nas ocasiões de suas emissões.
    E a própria identificação exata de seus detentores é precisamente o que possibilita a quitação proporcional ao total mantido por cada um na hipótese de calote parcial em uma determinada série.

    O cenário levantado por você não é impossível, mas acho bastante improvável por ser bem mais custoso do que continuar aumentando ad eternum a dívida pública p/ refinanciar os vencimentos (pois o efeito colateral representado pela inflação quase nunca foi problema p/ políticos neste país).
  • Joaquim Saad  21/01/2016 22:02
    "Isso é porque os "primary dealers" -- e não os joões ninguéns do Tesouro Direto -- estão ou exigindo juros maiores e demandando títulos acima do normal. É esse o mercado formador de preços. Assim que o preço é estabelecido neste mercado, o Tesouro Direto passa a funcionar."

    O fato do TesouroDireto aguardar a formação de preços no open market evidencia que ambos os mercados estão interligados, sendo portanto possível (ao menos teoricamente) aos investidores do primeiro atuarem no segundo e vice-versa. Do contrário, a STN iria tentar empurrar taxas bem menores no programa de venda de papeis a pessoas físicas, que então iriam preferir aplicar nos títulos do interbancário via fundos de investimento.
  • Batista  26/01/2016 15:05
    oglobo.globo.com/economia/divida-publica-federal-atinge-2793-trilhoes-em-2015-maior-valor-da-serie-historica-18538791
  • Vinicius  21/01/2016 16:59
    Ainda não tem sangue o bastante escorrendo pela rua para desfazer das posições em ouro e moeda forte.
  • Thiago Teixeira  21/01/2016 23:29
    Recomendo entrar devagar no bitcoin, entrar com um valor pequeno, e ir observando por um tempo.
    Tenho conhecimento de 4 exchanges no Brasil, 1 entrei ontem, 2 acho muito devagar, 1 recomendo fortemente.
    Pegar a manha pra comprar nos deeps... Ainda nao desenvolvi essa habilidade...

    Enfim, com um pouquinho mais de coragem vou entrar no ouro da bolsa.
    Essas moedas compradas avulsas tem valor limitadíssimo como ativo financeiro. Além de ser exigida verificacao por ourives credenciados pra serem aceitos por bancos e bolsa.
    E queria até pedir a opinião do Leandro sobre um fenomeno específico: os pequenos comerciantes de ouro nos centros das cidades operam com ouro 18k... Na minha cidade, conversei com um, que disse que em 18 anos nunca mexeu com ouro 24k...
    Entao, eu recomendaria que, quem guarda ouro pro Armageddon, mantenha parte da reserva em ouro 18k, porcoes em fracoes pequenas, pra ter uma boa liquidez imediata.

    Já que tô mexendo com o Leandro, queria perguntar a opiniao dele sobre o bitcoin. Especificamente: melhor que ouro? Sim ou não?
  • Thiago Teixeira  21/01/2016 23:31
    Sobre o tesouro, há aplicacoes bancarias muito menos burocráticas, com menos impostos, que sao altamente rentáveis, e garantidas pelo FGC.
  • Rod100  22/01/2016 01:16
    SELIC a 14,25%, menos 0,3% de taxa BMFBovespa, menos 0,1% de taxa de administração, menos 2,8% de IR (supondo alíquota de 20%), resulta em 11,05% de retorno líquido, como uns 10% são IPCA, retorno real de 1%, a mim soa retorno muito baixo, serve praticamente como proteção pura.
  • Leandro  22/01/2016 01:39
    É pior ainda.

    A SELIC está hoje em 14,15% (14,25% é a meta; a taxa efetiva está em 14,15%), mas só alcançou esse valor em julho de 2015. Para todo o ano de 2015, a SELIC acumulada foi de 13,27%.

    O IPCA foi de 10,67%.

    Um cara que comprou R$100 de LFT (que é o título atrelado à SELIC) em 31/12/2014 e vendeu em 01/01/2016, ao descontar o valor da taxa de custódia, o imposto de renda, e o fato de que o Tesouro recompra antes do prazo com um desconto (e, de bandeja, estou supondo taxa zero de corretagem), terá um rendimento anual de 10,49%.

    Ou seja, rendimento real negativo.

    Pode fazer a simulação aqui.

    Na prática, para uma aplicação de um ano em títulos LFT, o juro real foi negativo. Não se sustentam, portanto, as afirmações de que a SELIC está abusiva.
  • Gustavo S  22/01/2016 15:09
    Por isso recomenda-se deixar no Tesouro Selic uma parcela para emergências e para investimento o IPCA+, para garantir ganhos acima da inflação.
  • FAbio  22/01/2016 19:15
    O melhor investimento para o Brasil foi o BitCoin....
  • Kelvin Soares  21/01/2016 14:46
    É impressão minha ou essa noticia foi plantada pelos governistas? Seguindo a linha de queimar o pouco que resta da reputação do BC tal como faziam com o Levy.

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,o-bc-no-brasil-estrangula-a-economia,10000009585
  • Hay  22/01/2016 09:49
    Sitglitz tem utilizado suas credenciais de Nobel em economia para falar um asneiras e sair por cima da carne seca mesmo assim.

    Ele até consegue se sair com essa: "O que causou Hitler não foi a inflação, foi o desemprego". Dããã, e o desemprego não tem nenhuma relação com a inflação?
  • Kelvin Soares  21/01/2016 14:48
    Leandro Roque, quando vamos ver outro podcast seu com o Bruno G.? Você tem um blog ou conta em alguma rede social?
  • Economista da UNICAMP  21/01/2016 14:53
    Como é bom ter um cara mais "flexível" no BC como o Tombini. Fosse um sem noção como o Gustavo Franco, a SELIC estaria lá na casa dos 16%(como querem os rentistas).

    Acho(e espero) que os ortodoxos tenham aprendido que essa política contracionista além de ser ineficaz é absolutamente incongruente com as pretensões de um país em desenvolvimento. Sorte que nós temos uma economista de Campinas na presidência para impedir que o COPOM vá para o lado negro da força.

    Enfim, o ano de 2015 foi um ano triste, repleto de experiências ortodoxas nas quais fomos cobaias. Agora que sabemos que deu errado, que tal dar espaço à heterodoxia?
  • Vinicius  21/01/2016 15:54
    Isso mesmo, e depois da nova matriz econômica, deem boas vindas para a nova diretriz econômica:

    www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/4535981/dilma-prepara-nova-politica-economica-governo-para-dia-diz-jornal
  • Erick  21/01/2016 18:48
    Hahaha sempre trollando! E sempre um bobão caindo que ainda responde.
  • Vale Conferir  21/01/2016 15:48
    "Cinco maiores bancos do Brasil criarão gestora para estimular crédito":

    veja.abril.com.br/noticia/economia/cinco-maiores-bancos-do-brasil-criarao-gestora-para-estimular-credito
  • Corsario90  21/01/2016 15:56
    Pelo que eu entendi: tudo é confiança!! Ajuste fiscal e pancada na Selic jogariam expectativa positiva no mercado. Logo vc precisa mostrar ao mundo que você tá jogando junto para sair da crise! As ferramentas são importantes, mas vc tem que desenvolver o espírito de confiança!! Nisso acho que tamos longe com esse governo que tanto erra na economia quanto erra em valores morais! Vão evitar qq medida austera que reduza muito o consumo e proporcione um recessão necessária para correção!
    Acho que só um novo governo que sairá respaldado pelas condutas erradas do governo atual para dar um choque de realidade. Pergunta é: dá pra sobreviver até 2019??
    Abs
  • Rolp  21/01/2016 16:13
    Uma dúvida. Se o governo não conseguir fazer o ajuste fiscal via novos tributos (CPMF), ele não terá que fazê-lo via inflação (aumento de M1 e M2)?
  • tales  22/01/2016 19:02
    Já está ocorrendo, caro. A caminho do inferno.
  • amauri  21/01/2016 16:55

    O momento atual é parecido, e alguns pontos, do que se passou no período dos governos militares (1964/1984), quando ocorreu o chamado milagre brasileiro. Naquela época os Estados Unidos estavam em guerra com o Vietnam e despejaram trilhões de dólares falsos no mercado para sustentar a guerra. Sendo os Estados Unidos o Banco Central do Planeta, gerou no sistema financeiro internacional uma liquidez monumental, fazendo com que o crédito se tornasse fácil e barato em todo o planeta, gerando o falso milagre brasileiro, que em algum momento esse sistema (crescimento baseado em aumento de crédito) explode por ser um crescimento baseado em premissa falsa (emissão de moeda) provocando o esgotamento da capacidade de endividamento das famílias e não um crescimento baseado na poupança das famílias. Esse período acima citado, baseado em premissa falsa, quando estourou levou quase 15 anos para se recuperar (1980 até a criação do real em 1995).
    Parecido ocorreu a partir de 2002.
    Com as guerras do Iraque e Afeganistão os Estados Unidos inundaram o mundo com dólares falsos para sustentar as guerras, provocando uma liquidez esquizofrênica no mercado financeiro internacional, levando o preço do petróleo a sair de US$ 24,53 o barril em dezembro de 2001 para US$ 108,98 o barril em dezembro de 2012. Aumento de preço de 344,27% em 11 anos. Os preços das commodities (alimentos) tiveram um aumento de 196,11% de dezembro de 2001 até dezembro de 2012 e os preços das commodities geral (alimentação e metais) de 167,50% no período dezembro de 2001 até dezembro de 2012.
    Sendo o Brasil grande exportador de commodities se beneficiou dessa valorização, levando nossas reservas em moeda estrangeira de US$ 35,9 bilhões em dezembro de 2001 para US$ 373,1 bilhões em dezembro de 2012. Crescimento nominal de 939,28% no período. Porém não podemos comemorar, visto que foi gerado pela emissão de dólares falsos, assim sendo sem nenhum valor econômico, haja vista que essas reservas são remuneradas pelos Estados Unidos ao Brasil com juros negativos (juros próximo de zero menos inflação americana), ou seja, estamos pagando aos Estados Unidos para financiar a sua dívida. E a estupidez coletiva brasileira comemora.
    Em vista do acima exposto a ilusão monetária acima descrita (dólares falsos) fez com que a economia brasileira aumentasse sua capacidade de crédito, saindo de R$ 332,4 bilhões (25,52% do PIB) em dezembro de 2001 para R$ 2.359,6 bilhões (53,60% do PIB) em dezembro de 2012. Crescimento real em relação ao PIB de 110,03% no período.
    Como o Brasil não cresceu na mesma proporção do endividamento das famílias (crescimento real do PIB, no mesmo período, de apenas 40,10% e crescimento real do PIB PER CAPITA de apenas 25,80% no mesmo período), é óbvio e ululante que essa mágica está para explodir (esgotamento da capacidade endividamento das famílias), da mesma forma que explodiu na década de 80, terminado assim o segundo falso milagre brasileiro.
    Sera preciso novo conflito para ter uma avalanche de dólares no mundo para o Brasil ter uma nova aparência de milagre? Aparecera algum governo que faça algo que coloque o Brasil no caminho de um crescimento solido, nos moldes que a Escola ]Austríaca defende?
  • Edujatahy  22/01/2016 10:10
    Muito bom comentário Amauri.
  • amauri  22/01/2016 20:30
    Edu. A analise e' uma copia. Quem fez foi o Professor Ricardo Bergamini. Ele tem estudos interessantes sobre a economia do Brasil.
  • Rhyan  21/01/2016 18:50
    O que significa quantitativamente essa pancada no juros? Em quanto deveria ficar a SELIC agora?

    Mas o aumento da SELIC não fica extremamente prejudicado pela atuação dos bancos públicos? Mesmo assim funcionaria como um estímulo de confiança, algo psicológico?
  • Leandro  21/01/2016 19:45
    "O que significa quantitativamente essa pancada nos juros?"

    A que já era pra ter sido feita ainda em meados de 2014, como defendi no meu podcast da janeiro de 2015. À época, por volta de 15%.

    "Em quanto deveria ficar a SELIC agora?"

    Só pra restaurar a confiança no BC e alterar as expectativas, seria necessário um aumento de pelo menos 3 pontos percentuais, de modo a inverter a curva de juros (é só quando isso ocorre que as expectativas são alteradas) e a inflação de fato cai.


    "Mas o aumento da SELIC não fica extremamente prejudicado pela atuação dos bancos públicos?"

    Exatamente por isso é que ela tem de ser tão alta. Algo que normalmente poderia ser feito com 8 ou 9% passa a exigir 16 ou 17%.

    "Mesmo assim funcionaria como um estímulo de confiança, algo psicológico?"

    Exato.

    Vale ressaltar, pela undécima vez: nesse atual arranjo de câmbio flutuante e governo avacalhado, a única maneira de o Banco Central manter a inflação de preços relativamente tolerável é gerando uma brutal recessão (por meio de juros crescentes) que eleve acentuadamente o desemprego, reduza salários e acabe com a demanda.

    Apenas com recessão, desemprego e queda na renda podem os preços se manter relativamente estáveis em um cenário de rápida desvalorização cambial. Apenas essa conjunção de fatores pode impedir um grande repasse cambial aos preços.

    É um arranjo completamente burro, mas já que o povo quer assim, que aguente.

    Já um Currency Board seria muito mais fácil, eficaz e, acima de tudo, indolor.
  • Rhyan  21/01/2016 20:04
    Ih, não corre o risco de o remédio ser pior que a doença?

    Tudo isso foi causado pela falta de atitude em equilibrar o orçamento? O Carlos Góes disse que o Levy tentou fazer sua parte, mas não conseguiu.

    Tá parecendo que agora o governo quer "resolver" o problema criando mais bolhas...
  • IRCR  21/01/2016 19:00
    Leandro,

    "mas como a oferta monetária não está crescendo, cria-se essa desconexão: preços em alta, mas oferta monetária estagnada, o que significa que não há dinheiro suficiente para arcar com esses preço"

    Mas isso não teria um efeito de curto prazo apenas ? pois chega uma hora que os preços vão ter que cair se não há dinheiro suficiente para arcar com as elevações de preços.

    No médio e longo prazo é possível que os preços continuem subindo mesmo com uma oferta relativamente estagnada ?
  • Leandro  21/01/2016 19:52
    "Mas isso não teria um efeito de curto prazo apenas ? pois chega uma hora que os preços vão ter que cair se não há dinheiro suficiente para arcar com as elevações de preços."

    Em tese, sim. No entanto, se, por causa das expectativas, todos continuarem subindo preços -- e muitos o fazem justamente para tentar salvaguardar o que resta de margem de lucro --, os efeitos se intensificam. E aí o desemprego, a queda nos investimentos e no consumo se acentuam.

    O fato de a oferta monetária estar relativamente estável garante, por ora, a ausência de hiperinflação. No entanto, se houver uma expansão monetária que acomode esse aumento de preços, aí sim a coisa pode desandar

    "No médio e longo prazo é possível que os preços continuem subindo mesmo com uma oferta relativamente estagnada ?"

    A encrenca é o câmbio. Como ninguém confia em absolutamente nenhum aspecto desse governo, o real se torna uma moeda indesejada. O câmbio dispara, a moeda se esfacela e os preços sobem. No extremo, os preços disparam, a oferta monetária fica estagnada e, consequentemente, o desemprego explode e tudo vira uma grande depressao.

    A "alternativa" seria imprimir dinheiro para "acomodar" esse aumento de preços. Aí flertamos com a hiperinflação da década de 1980.
  • Tannhauser  22/01/2016 11:51
    Leandro,

    Sobre o Currency Board, no curto/médio prazo com certeza é uma ótima alternativa.

    Mas no longo prazo, isso não seria perigoso?

    Supondo um Currency Board em dólar (o raciocínio serve para qualquer moeda).

    Quanto mais países adotarem um Currency Board em dólar, mais forte o dólar e os EUA que a imprime ficará, tornando cada vez mais difícil alguém transacionar em outra moeda, gerando um círculo vicioso de fortalecimento do dólar.

    Em determinado momento, a moeda mundial seria o dólar, tanto em transações entre países quanto internamente.

    Seria o que já ocorre hoje, porém em uma escala bem maior. Na prática, os EUA seriam o governo do Mundo.

    Agora, o que um Governo com poderes ilimitados sempre faz em algum momento? Imagine a queda do Império Romano em escala global (claro, consumindo todos os recursos do Mundo antes de ruir). Game Over.

    Não acho o Currency Board uma boa alternativa, mesmo que isso signifique alívio no curto prazo. Seria dar mais um passo na direção de um Governo Mundial. É um caminho sem volta.





  • Leandro  22/01/2016 12:30
    Isso é um cenário completamente fictício.

    Pra começar, nenhum país da Europa tem motivos para adotar um CB lastreado em dólar. Idem para os países da Oceania. Na Ásia, apenas Hong Kong faz isso. Todos os outros seguem sem motivos para fazê-lo.

    A Rússia, caso adotasse um CB, certamente o faria em euros (como fizeram países do Leste Europeu).

    Na América Latina, apenas Brasil, Argentina e Venezuela têm motivos prementes para tal. Nem mesmo o México precisaria de um.

    Em todo caso, e como deixei bem claro num artigo, você pode perfeitamente adotar um CB lastreado em ouro. Aliás, nem precisa de tanto. Um Banco Central que tivesse como meta explícita fazer com que o valor de sua moeda em termos de ouro se mantivesse relativamente constante (como faz o BC de Cingapura em relação a uma cesta de moedas) já seria um avanço considerável. Foi isso o que foi feito na Alemanha imediatamente após a hiperinflação de 1923: havia um cidadão (Hjalmar Schacht) no comando do Rentenbank e ele fazia apenas três coisas: fumava charutos, ficava ao telefone o dia inteiro se informando da cotação do ouro, e fazia as políticas monetárias correspondentes para manter o valor do rentenmark estável em termos do ouro. (Veja os detalhes aqui).

    O que realmente não dá é manter o atual arranjo.
  • Tannhauser  22/01/2016 13:03
    Obrigado resposta, Leandro.

    Sugiro a você assistir mais filmes de ficção científica. Largue um pouco seus livros de economia e contabilidade.

  • Leandro  22/01/2016 13:35
    Mas esse é o meu gênero "menos preferido".

    Ação, policial e faroeste estão no topo da lista, bem como qualquer coisa com Clint Eastwood e Russell Crowe.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  22/01/2016 14:05
    "Um Banco Central que tivesse como meta explícita fazer com que o valor de sua moeda em termos de ouro se mantivesse relativamente constante (como faz o BC de Cingapura em relação a uma cesta de moedas) já seria um avanço considerável."

    E como faríamos isso no Brasil, com a tragédia fiscal atual?
  • Leandro  22/01/2016 14:58
    De 1996 a 1998, quando o câmbio era atrelado, também havia déficit primário. É o déficit nominal, em termos de PIB, era apenas ligeiramente menor que o atual.

    Ainda assim, o IPCA caiu de 900 para 1,65%.

    Orçamento bagunçado afeta quando o câmbio é flutuante e a única ferramenta de política monetária são os juros (a mais ineficiente de todas).
  • Rodrigo Pereira Herrmann  22/01/2016 17:14
    Essa hipótese de atrelar o Real ao Ouro me parece bem mais realista (e aparentemente muito boa também) do que um CB.

    Daí a dúvida: Quais são os instrumento de que o BC lançaria mão pra manter constante a relação real-ouro, Leandro? É controle de liquidez como se dá hoje?

    Se possível, explique mais didaticamente.
  • Enrico  22/01/2016 22:21
    Mas o problema é que as reservas de ouro do Banco Central são baixas e completamente insuficientes para o lastro da base monetária. Sendo assim, o currency board teria de trocar reais por títulos em dólares de acordo com a cotação do ouro.

    1) Dólar é a moeda intermacional de trocas. As commodities são cotadas em dólar, não em ouro. Um câmbio fixo em relação ao dólar é muito mais relevante do que um em relação ao ouro.

    2) Em um caso extremo de valorização do ouro, o currency board poderia ficar sem dólares suficientes para lastrear a moeda.

    3) O currency board ortodoxo opera somente trocando sua moeda pela moeda-âncora (e vice-versa) na taxa fixa pré-estabelecida, não incorrendo em demais operações. Caso contrário, a regra de manter 100% da moeda lastreada, essencial ao funcionamento da conversibilidade, não seria garantido, como ocorreu na Argentina.
  • Leandro  22/01/2016 23:54
    Sim. Pura e simplesmente isso e nada mais do que isso.

    O ouro encareceu? O BC enxuga liquidez, vendendo títulos, dólares ou qualquer outro ativo.

    O ouro barateou? O BC aumenta liquidez, comprando títulos, dólares ou qualquer outro ativo.

    O BC de Cingapura faz isso em relação a uma cesta de moedas (cuja composição e peso de cada moeda não é divulgada).
  • Lisp  22/01/2016 22:06
    Leandro,
    Há muito tempo, li que justamente esse cidadão, o Schacht, era nada mais nada menos que o de mais alto QI de toda a cúpula do governo nazista. E isso não é especulação: no Tribunal de Nuremberg, fizeram teste de QI com cada um dos réus, e o Schachat foi "o número 1", com um QI que o qualificava como superdotado. Era o único.
  • Historiador  22/01/2016 23:55
    Era apoiador de Hitler, mas se virou contra ele quando percebeu suas reais intenções. Acabou sendo preso pelos próprios nazistas em 1944. Foi julgado em Nuremberg e absolvido.

    "He became a supporter of Adolf Hitler and the Nazi Party, and served in Hitler's government as President of the Reichsbank (1933-1939) and Minister of Economics (August 1934 - November 1937). As such, Schacht played a key role in implementing the policies attributed to Hitler.

    Since he opposed the policy of German re-armament spearheaded by Hitler and other prominent Nazis, Schacht was first sidelined and then forced out of the Third Reich government beginning in December 1937; therefore he had no role during World War II. He became a fringe member of the German Resistance to Hitler and was imprisoned by the Nazis after the 20 July 1944 plot. After the war, he was tried at Nuremberg and acquitted."

    en.wikipedia.org/wiki/Hjalmar_Schacht
  • Dede  21/01/2016 19:30
    Ontem conversando com um colega ele falou que 2016 será um ano ruim, mas que 2017 e 2018 serão melhores por que o PT vai querer ganhar 2018 e vai resolver os problemas da economia.
    É como se fosse fácil, para resolver a crise basta o governo apertar alguns botões e tudo se resolve.
    Eu, com meus parcos conhecimentos sobre economia, não vejo como o Brasil poderá sair desse atoleiro num futuro próximo. O que precisa ser feito todos sabemos: cortar despesas do governo. Mas qual partido quer assumir o ônus de aumentar a idade de aposentadoria, reduzir salário do funcionalismo, cortar "direitos sociais". O PT não fará essas reformas e quando sair do governo irá votar contra tais medidas. Mesmo que outro partido venha a assumir o poder no Brasil, enfrentará oposição ferrenha da esquerda populista, que ocupa boa parte do congresso: PT, PDT, PSB, PSOL, PCdoB.
    Estamos lascados!
  • Ritchie   21/01/2016 19:52
    E se o banco central abaixasse os juros nesse momento de recessão qual seria as consequências ?
  • Lionel  21/01/2016 20:20
    Muito provavelmente, os especuladores estrangeiros desovariam os reais que ainda possuem -- por que manter em suas carteiras uma moeda cujo rendimento é menor que a inflação -- e isso faria disparar o câmbio ainda mais, com todos os efeitos já sabidos.
  • Alex  21/01/2016 22:33
    Pelo que entendi a falta de confiança não é o problema, mas sim a solução. Imagina se os empresários continuassem a investir com esse governo administrando as riquezas do país de forma totalmente irresponsável. Seria um aval para continuar com a politica econômica vigente: aumento de gastos, do tamanho do estado, de politicas assistencialistas, de tributos e de produtos com preços administrados para disfarçar a inflação e a derrocada da economia. A meu ver era uma bomba que iria explodir em algum momento, e só não ficou maior exatamente porque o governo não teve a confiança suficiente do empresariado para continuar com a dita política econômica.
  • Uma Hora a Casa Cai  22/01/2016 01:19
    Dólar em 4,16. O Bananão em queda livre. Sem motivo para acreditar em melhora.

    Daqui só afunda. E o fundo do poço é fundo. O fim da história do Brasil já passou. Agora é ladeira abaixo para os coitados dos filhos da década perdida. Que eles a encontrem algum dia!

    Meus parabéns ao lixo do STF. Meus pêsames à dignidade e ao bom senso. Escrevo uma carta de amor ao Temer. "Esse país eu não entendo."

    Nada aqui importa e agora a gente já tem prova. Quantas atividades compromissadas vão ser para o real dar bancarrota? Do fundo não dá pra ver a luz chegar. Só consigo ver é a república de Weimar.

    Mas a nossa não vai, como nunca e como nunca será, chegar a algum lugar.

  • cmr  22/01/2016 13:17
    Nós estamos cavando o fundo do poço, para ir mais fundo.
  • Uma Hora a Casa Cai  22/01/2016 13:55
    "Não vamos determinar o fundo do poço. Vamos deixar o fundo do poço em aberto. Mas quando a gente alcançar o inferno, vamos dobrar ele." - Dilma Rouseff.

    www.dgabc.com.br/Noticia/1712577/lupi-oferece-ciro-gomes-ao-pt-como-plano-b-em-2018
  • mauricio barbosa  22/01/2016 01:42
    Até agora só vi especulações nos comentários e a conclusão que chego é que "só sei que nada sei",com governos mentirosos igual o atual salve-se quem puder pois as incertezas estão dominando nossos corações e tudo isto por causa desse gigantismo danado dos estados nacionais mundo afora,os sites pró-governos só sabem atacar os eua e elogiar rússia e china como se as duas fossem as grandes redentoras do mundo e os eua o terror,haja paciência e os defensores dos eua como se o resto do mundo fosse quintal deles e eu enquanto libertário combato qualquer estado e para não ser incoerente se houver um conflito(Improvável por serem potências atômicas) entre essas potências prefiro o menos pior entre os piores no caso os eua por pura falta de opção pois se existisse na face da terra um território anárquico temido e respeitado por todas as nações eu migraria para lá,pois é cansativo ver os dois lados se acusando e querendo enganar a opinião pública ou seja obama,putim e o lider chinês em menor escala só sabem blefar e se acusarem hipócritamente e nós por sermos amantes da liberdade ainda temos de aguentar os pelinhas dos MAVs petistas pagos com nosso dinheiro e os inocentes úteis enchendo a linguiça em nossos comentários diariamente,mas é nessa hora que me dá mais alegria,pois argumentos pífios deles são desmascarados e pisoteados com elegância e maestria pela equipe IMB,pelo Leandro Roque(Sem bajulações,apenas meu reconhecimento)e demais debatedores pois sabemos que só venceremos essa guerra contra o(Cruz credo)Marxismo cultural debatendo com eles no campo das idéias e nunca com armas de fogo pois somos pacifistas ao contrário de Marx(O inescrupuloso com sus teorias furadas e fracassadas)que pregava a revolução armada e deu no que deu,o banho de sangue comunista(Tanto em tempos de guerra e bem mais em tempos de paz)no século 20 e esses crápulas tentam esconder esses fatos acusandos-nos de fazer terrorismo com tais informações e os intelectuais(pró-governo)desonestos(além dos MAVs) e seus blogs sujos se esquecem que quem denunciou os crimes e absurdos de Stálin foi seu sucessor Nikita Khrushchov,portanto não aguento mais as mentiras de políticos de todos os partidos da esquerda a direita em sua esmagadora maioria são um bando de falsos e oportunistas que só querem e pensam em enriquecer e manipular mentes e corações para seus projetos de poder e perpetuação no poder a qualquer custo a presidenta tem uma rejeiçaõ gigantesca mas a vaidade cegou seus olhos e a sede de poder é tamanha que ela só mete os pés pelas mãos é lambaça atras de lambança e eu aqui na praça jogando milho aos pombos é o que tem me restado fazer nesses dias de desemprego,angustia,apreensão,esperando o apocalipse ou um milagre feito a libertação dos hebreus da terra de faraó o teimoso.Enfim meus amigos por hoje é só,esperemos dias melhores virem pois com essas incertezas acho que dias sombrios virão,Deus nos livres e lutemos sem temor e esperança o bom combate contra este estado gigante e escravizante que a cada dia nos sufoca e oprime...
  • Luiz  22/01/2016 04:08
    Acho que se um presidente de um banco central americano ou europeu desse atenção pra FMI iria ser meio estranho, eles ignoram normalmente, não dão a mínima. Sinceramente o Tombini citar relatório de uma entidade estrangeira, é praticamente dizer que o FMI conhece a realidade daqui melhor que o próprio Banco Central do Brasil. Então eles admitiram que não possuem utilidade nenhuma. E também, basicamente jogaram o sistema de meta de inflação pro ar, não estão preocupados com inflação em 2016.Ainda deu ouvidos à Rainha da Mandioca. BACEN virou casa da mãe joana. Esse Tombini é grande fanfarrão.Deve estar de saída, pra nunca mais voltar.
  • Rafael Isaacs  22/01/2016 10:46
    Mudando de assunto, qual a visão do pessoal aqui sobre os parques nacionais?
  • Viking  22/01/2016 12:45
    Devem ser todos privados.
    Tem um texto falando somente sobre isso aqui:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=89
  • Taxidermista  22/01/2016 14:48
  • Taxidermista  22/01/2016 15:25
  • Eduardo  22/01/2016 11:44
    "O que nos traz aqui agora é a postura servil e embaraçosa do Sr. Tombini". O champz é um espantalho mesmo, mas que opção ele tinha? O BC é autarquia federal e atua como "longa manus" da União. Todavia, se acreditasse no que falava naquela ocasião da citação, iria lutar contra o cadáver da presidente, mesmo correndo risco de perder a boquinha. Enfim, só teatro. Mais uma vez o federalismo e a separação de poderes do Brasil se mostram inviáveis e provam que é tudo de faz de conta. A melhor maneira de ver a real intenção do revolucionário é analisar seus atos, não o que ele diz - suas palavras são o pano vermelho do toureiro.
  • Triste brasileiro  22/01/2016 12:26
    Simplesmente desoladora essa nossa situação. Estou com verdadeiro asco de ver a cara desse tombini na tv... Sem falar nos comentários de 'jornalistas-papagaios' que repetem o que outros (imbecis) falam: 'taxa de juros não aumentando, o crédito não ficará mais caro...' ou 'agora o governo vai poder investir, pois pagará menos juros da dívida...' Meu Deus! Que rumo estamos tomando...!!!
  • Henrique  22/01/2016 12:39
    A medida anunciada pelo Banco Central de não subir as taxas de juros, mesmo que tenha sido influenciadas por Dilma, estão de acordo com o resultado da última eleição, em que a maioria da população votou por essa linha de pensamento econômico.

    A adoção de outras medidas econômicas, para agradar os mercados, não seria ilegítima no âmbito do resultado de uma eleição democrática?



    Abraços.
  • Rafael  22/01/2016 12:59
    "Agradar os mercados"?! Quer dizer que impedir a destruição do poder de compra da moeda é "agradar os mercados"?!

    Ah, e se "a maioria da população votou por essa linha de pensamento econômico" -- ou seja, pela destruição do poder de compra da moeda --, então esse país tem mais é de ir pra privada mesmo. E levando essa merda de "ideal democrático" junto.

    Era só o que faltava agora: o poder de compra da moeda que eu utilizo para sustentar minha família deve ser decidido "democraticamente por uma pequena maioria". Que país de merda.

    Quem precisa de tirania quando se tem a democracia?
  • Joaquim Saad  22/01/2016 13:48
    "Quem precisa de tirania quando se tem a democracia?"

    Perfeito !
  • Andre  22/01/2016 13:24
    Mas que picareta... o PT está é desesperado de as eleições de outubro desse ano serem realizadas sob uma taxa de desemprego de 12%.
    E realmente acham que se parar de subir os juros ou até mesmo diminuí-los fará a economia reagir.
    Depois que baixarem os juros na porrada vão mirar na Lava jato para reanimar a economia.
  • Taxidermista   22/01/2016 13:52
    Esse comentário do Henrique consubstancia o "Myth of the Rational Voter":

    press.princeton.edu/titles/8756.html


    Também:

    "Ilya Somin mines the depths of the current state of ignorance and reveals it as a major problem for democracy. He weighs various options for solving this problem, provocatively arguing that political ignorance is best mitigated and its effects lessened by decentralizing and limiting government. People make better decisions when they have stronger incentives to acquire relevant information—and to use it wisely":

    www.sup.org/books/title/?id=26809


    Henrique, lembre-se que estamos lidando, em última instância, com o direito de propriedade (inclusive o seu direito).
  • Henrique  22/01/2016 14:35
    O eleitor é irracional porque não votou no Aécio?


    Abraços.
  • Meirelles  22/01/2016 15:04
    É irracional porque sai de casa pra votar em qualquer imbecil que surge e, principalmente, porque aceita os desmandos de toda essa gente que deveria estar na cadeia.
  • Dede  22/01/2016 18:27
    O eleitor que vota acreditando que é o político que pode mudar sua realidade é irracional.

    Eu votei em Aécio Neves na última eleição, não por que acho que ele sendo presidente resolveria os meus problemas, votei por que me sinto enojado com o discurso populista de baixo nível do PT.
    Não temos aqui no Brasil um tea party, não temos nenhum um partido que defenda ideias liberais. Então, já que somos obrigados a ir votar eu voto no candidato menos a esquerda e que tenha um discurso minimamente racional.
    Eu não tenho a mínima esperança de que o Brasil possa melhorar nesse aspecto político. Então tento entender o que está acontecendo e ajusto minha vida de acordo com as reais expectativas e não fico refém achando que essa ou aquela política irá nos salvar.
  • Carlos Lima  23/01/2016 14:15
    Dede, com todo respeito, mas ninguém é obrigado a votar. Eu não voto faz tempo. Nem sequer vou mais lá na seção eleitoral, no dia da grande farsa democrática que os BÉ, digo, as ovelhinhas assumidas, chamam de "exercício da democracia pelo voto". Meu sonho é que meu ridículo título de imbecil, digo, de eleitor, seja cancelado um dia e eu seja avisado do fato, pra poder comemorar. Não gosto de fazer papel de idiota, legalizando um canalha num cargo público, sabendo que a missão do FDP é única e exclusivamente inventar maneiras de roubar o cidadão. Acho absolutamente ridículo e alienante alguém sair de casa pra votar no seu ladrão preferido. Quando vc diz que vota num político porque tem nojo de outro aí a coisa pega, porque é pra ter nojo de todos. Não existe político bom, nem político honesto, nem muito menos político de quem não se possa ter nojo. Por uma razão muito simples: política é coisa pra gente desonesta. Se todos nós sabemos que os políticos são naturalmente desonestos, se vemos todo santo dia como eles são cínicos e perfeitamente capazes de fazerem da mentira um meio de vida, como alguém pode ter a cara de pau de votar num deles? Se 100% das notícias que saem sobre esses gatunos de paletó é falando de golpes e desonestidade da parte deles, como um indivíduo considerado mentalmente são pode ignorar tal fato? Não contribua com esse verdadeiro espetáculo circense, onde o infeliz do eleitor não passa de um fantoche, covarde, domesticado e subserviente, treinado pela mídia para aceitar a brutal exploração a que é submetido pelas quadrilhas oficiais. Ser roubado cada vez mais não é algo natural, homem. Eu sei que é preciso coragem pra investir contra esses criminosos bem vestidos, chamados de políticos, mas o crime e os criminosos devem ser combatidos em todas as frentes. Olhe, deixar de comparecer à votação já seria um grande começo. Não se submeta à vontade desses vigaristas. Reaja! Por não fazermos isso, chegamos onde chegamos. E vamos continuar piorando, pode ter certeza. Então pense na possibilidade de tomar uma atitude concreta, ignorando as eleições e recusando-se a ser cúmplice desses indivíduos sem caráter. Seu voto, caro cidadão, apenas ajuda a legalizar a roubalheira oficial. Nas próximas eleições não passe nem perto das urnas. Eu aposto que você vai se sentir aliviado quando perceber que não concorreu para que os bandidos continuassem enriquecendo com o dinheiro que é roubado de mim, de você, e de todos nós, na forma disfarçada de impostos. Lembre-se: votar, seja lá em quem for, é algo absolutamente irracional e injustificável.
  • André  22/01/2016 15:16
    O eleitor é racional por votar na Dilma e não anular?
  • Max Rockatansky  22/01/2016 15:23
    É irracional na mesma medida da irracionalidade que norteia um comentário como esse seu.

    Aliás, "comentário" não; um relincho de quem acha que está num estádio de futebol, com essa falácia estúpida de pressupor que alguém aqui estaria "defendendo" o político X ou Y.
  • Bártolo de Sassoferato  22/01/2016 15:42
    Ô iluminado, não se trata de o eleitor desse ou daquele político (do que "ganha" ou do que "perde") ser o único irracional; é a estrutura engendrada pela democracia de massas num Estado gigantesco, inchado, centralizado e concentrador de poder que dá ensejo à irracionalidade do arranjo, aos imediatismos (populistas e demagógicos) e à dilapidação do capital e do patrimônio (público e privado).

    Eduque-se, meu caro. Ainda dá tempo.
  • Tosper  23/01/2016 02:15
    Certamente não votar em aécio não é condição essencial para averiguação de irracionalidade. Contudo, dar um voto a dilma roussef e ao PT, com toda certeza já demonstra que tal entidade trata-se de um ser irracional
  • Alberto  22/01/2016 13:21
    Caros colegas,

    Vendo a reação generalizada (com razão) à atitude do BCB, pergunto: de que realmente adianta a medida tomada (de manutenção da taxa de juros) se, na prática, o Tesouro está negociando taxas de 15%, 16%, e o mercado trabalha até com 19% de juros? Tirando a parte da confiança (que não é pouco), o efeito econômico da medida se daria aonde, em linhas gerais?

    Grande abraço.
  • Leandro  22/01/2016 13:51
    Exato.

    Menos de 30% da dívida total é diretamente afetada pela SELIC. Todo o resto é composto de títulos pré-fixados e de títulos corrigidos pelo IPCA

    De nada adianta deixar a SELIC imóvel -- com a desculpa de que não quer piorar as finanças do governo -- se tal medida gerar, por desconfiança, um aumento dos juros dos pré-fixados e gerar um aumento do IPCA

    Os títulos públicos mais comprados atualmente são aqueles indexados ao IPCA. Há títulos pagando anualmente 7,53% mais 10% (que é o IPCA), o que dá 18% ao ano, muito mais do que a SELIC, que está em 14,25%.
    Já os prefixados chegam a pagar 16,55%, também bem acima da SELIC.


    O pessoal fala da SELIC, mas se esquece de que um IPCA continuamente alto e um cenário de desconfiança saem ainda mais caro para o Tesouro.
  • Guilherme  24/01/2016 13:16
    Leandro, que bibliografia você recomendaria para quem está interessado em estudar divida pública? Obrigado
  • Adriano  23/01/2016 04:01
    Quanto estrago o PT está fazendo. Quando essa corja finalmente sair do poder, este pais terá virado terra arrasada.
  • Geógrafo   24/01/2016 02:18
    Hoje em dia 99% dos políticos são a favor da baixa da Selic, a principal alegação é que a inflação que está aí é causa do câmbio e preços administrados, será que abaixando a Selic não geraria inflação?
  • Vinicius  24/01/2016 13:49
    Vai é implodir o que resta de economia civilizada, quem vai investir em titulos e etc que rende menos que a inflação, teremos um sell off generalizado.
  • Hugo  24/01/2016 14:33
    Esse "argumento" é usado de forma bem desonesta. É fato que os preços administrados foram os que mais pesaram no IPCA 2015, porém mesmo se não houvesse os mesmos os preços livres já ultrapassariam e muito o teto da meta de inflação,sendo que eles ficaram com uma média de mais de 8% no acumulado do ano.

    Fazer os juros caírem agora seria uma insanidade completa, pois ninguém estaria disposto a financiar um governo tão devasso em seus gastos e tolerante com a destruição da moeda a juros baixos. Com isso uma baixa da SELIC incentivaria a uma fuga dos títulos do governo, o que geraria uma alta ainda mais acentuada nos juros, câmbio e, consequentemente, do IPCA.

    E como o Leandro já explicou em vários comentários e artigos: a única maneira de se frear uma disparada do IPCA por causa do câmbio conjunto com uma falta total de confiança no governo é deixando a SELIC subir a tal ponto que faça com que a queda da demanda da economia neutralize o máximo possível as pressões cambiais (recessão profunda).
  • O Cavalheiro  25/01/2016 21:06
    Para quem acredita no TD saiba que o governo já deu cano várias vezes, união, estados e municípios.

    E essa alegação "a lei diz que...", no confisco da poupança, tb era ilegal, a lei dizia outra coisa e naquela época o STF aceitou tranquilamente, atualmente alguém aqui acha que o a atual composição do STF é melhor do que a do começo dos anos 90?

    E não precisa saber nada sobre o STf para responder essa pergunta...

    Obrigado.

  • Fernando  25/01/2016 22:27
    A questão é simples. Sem superavit o país vai para o buraco. Além disso, sem vender uma boa parte das reservas cambiais, nós também iremos para o buraco.

    A dívida nunca cresceu tanto e esse ano vai subir ainda mais em 2016. Esses títulos do tesouro ligados ao IPCA e a Selic são uma bomba relógio.

    Subir os juros não vai resolver o problema. Falta um corte radical nas despesas e valorização do real.

    Esse Tombini é uma piada. O cara tá vendo a inflação acima do teto da meta e não faz nada.
  • udson  25/01/2016 23:57
    A inflacao em si e otima para o governo, pois nos temos ai o chamado " calote branco". Gostaria de pedir ao Leonardo explicar esas frase. Há como?
  • Fernando  26/01/2016 10:50
    Segue o vídeo sobre a nossa situação.

    Peço desculpas antecipadamente, por não ter cortado a imagem do Zé Anibal.


  • Udson  26/01/2016 21:08
    Pessoal, boa noite!

    Vejo muita gente falando em " calote no TD" mas isso é possível? Pergunto dentro uma visão geral: caso ocorra mesma, não seria catastrófico para o mercado ( Confiança)? Vale lembrar que os títulos são emitidos em moeda corrente.

    Att,
  • IRCR  28/01/2016 20:47
    E agora Leandro ?


    "Medidas de incentivo ao crédito chegam a R$ 83 bilhões"

    oglobo.globo.com/economia/medidas-de-incentivo-ao-credito-chegam-r-83-bilhoes-18562057
  • Leandro  28/01/2016 21:56
    Normal.

    O governo está apenas dando continuidade àquilo que sempre fez.

    Veja aqui e aqui.
  • Paulo Henrique  28/01/2016 22:26
    De onde menos se espera é que não sai nada mesmo.. No caso, Nelson Barbosa e a Capivara

    Alguma chance dessas novas rodadas ''aquecerem'' a economia e garantir um aumento de aprovação ao PT ?
  • Carlos Lima  29/01/2016 17:44
    a verdade é que economia está sendo incinerada pela quadrilha do planalto. incinerada significa completamente destruída. não existe saída, nem como melhorar, porque simplesmente a raiz do problema não está sendo atacada. o fato é no mínimo aterrador: a principal lei da economia, a lei da escassez, está sendo solenemente ignorada. agora, no que diz respeito ao aumento da aprovação do pt, bem, ela depende mais da alienação dessas ovelhinhas que votam - e acreditam nesse engodo chamado de democracia - do que dos resultados da economia propriamente dita. em resumo: os idiotas votam porque os outros votam, e o voto apenas obriga o cidadão a escolher seu ladrão preferido. nada mais que isso.
  • Emerson Luis  06/02/2016 20:41

    Claro que é a Dilma que controla tudo e não seus fantoches emasculados.

    Dilma é a materialização da arrogância.

    * * *
  • Smith  04/04/2018 06:11
    O juros a 14.25% nessa época não foram eficientes para combater inflação por quê então? Por dominância fiscal ou por falta de confiança do mercado no BACEN?
  • Leandro  04/04/2018 12:43
    Tombini ficou quase dois anos e meio elevando juros de forma tímida e gradual (de abril de 2013 a julho de 2015; 0,5 ponto percentual por reunião), o que apenas matou a economia sem gerar as necessárias alterações nas expectativas para que os agentes ao menos parassem de reajustar seus preços.

    Se ele tivesse dado uma pancada nos juros de uma só vez, em vez de ficar fazendo aumentos graduais de 0,5 ponto percentual, as expectativas seriam alteradas muito mais rapidamente, as remarcações cessariam muito mais cedo, os juros voltariam a cair mais rapidamente (como está acontecendo só agora) e a economia já estaria estabilizada em 2015.

    E a oferta monetária não teria despencado como despencou (fruto de juros excessivamente altos durante muito tempo).

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2694


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