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O que fez Mauricio Macri até agora

No dia 10 de janeiro completou-se o primeiro mês de governo de Mauricio Macri.  Até o momento, a mudança de modelo econômico tem sido uma realidade.  Não seria possível enfrentar os desequilíbrios fiscal, monetário e cambial se a mesma política econômica fosse mantida.

A nova equipe econômica não tardou a oferecer sinais claros e a avançar em várias frentes de uma só vez.  Mas o que foi feito e o que falta fazer?

Começando pela frente fiscal, o governo argentino eliminou as "retenções" (taxação média de 30% das exportações) para a indústria e para os produtos agropecuários, exceto a soja, cuja tarifa de exportação foi reduzida de 35 para 30%.

Tais medidas foram feitas com o intuito de recuperar as economias regionais melhorando os incentivos à produção, tanto pela redução da carga tributária que incidia sobre o setor quanto pela abolição do "cepo cambiário". 

[N. do E.: O cepo cambiário consistia no controle do mercado de dólares pelo governo, que dificultava a compra de dólares para importações e obrigava os exportadores a converter os dólares de suas exportações em pesos a uma taxa artificialmente valorizada, o que diminuía as receitas em peso; o Banco Central pagava aos exportadores somente 63% do valor de seus produtos vendidos para o exterior.  Na prática, se um exportador argentino vendesse um produto que custasse US$ 100, o Banco Central argentino iria lhe pagar somente 954 pesos quando ele fosse trocar os dólares por pesos.  No entanto, se o Banco Central respeitasse o preço de mercado do dólar, ele deveria pagar ao exportador 1.512 pesos.  A inevitável consequência dessa medida foi estimular os produtores a estocar sua produção e vendê-la no mercado paralelo]

Ambas as medidas incentivaram os produtores a desestocar seus produtos e a vendê-los maciçamente para o mercado externo, trazendo dólares para o país e, com isso, trazendo alívio para as debilitadas reservas internacionais do Banco Central argentino.

Se considerarmos que tal medida reverteu o contínuo e diário declínio das reservas internacionais, retornando-as a valores que trazem um pouco mais de tranquilidade, o impacto foi positivo.  No entanto, o ingresso de dólares não correspondeu às expectativas da nova diretoria do Banco Central e nem do governo.

E por que não corresponderam às expectativas?  Porque ainda há uma forte sensação de que a liberação da taxa de câmbio ainda não aconteceu por completo, de modo que, em março deste ano, quando vários contratos futuros vencerem, espera-se uma nova desvalorização cambial.  Consequentemente, ainda há produtores estocando suas mercadorias esperando um câmbio mais propício para exportar.

[N. do E.: vale ressaltar que, sob o governo Kirchner, os produtores argentinos viviam sob o pior dos mundos: produziam sob os efeitos de um câmbio desvalorizado — o qual gerava grande inflação de custos —, mas exportavam utilizando um câmbio artificialmente valorizado, controlado pelo governo.  Ou seja, eles arcavam com uma grande inflação de custos, mas não tinham receitas de acordo.  Daí a sua esperança de mais desvalorização cambial: eles já arcaram com os custos de uma moeda fraca; agora querem ao menos auferir algumas receitas adicionais].

Alguns analistas, no entanto, afirmam que a atual taxa de câmbio — que está ao redor de 13,50 pesos por dólar — já é a taxa de mercado, e que o governo não a estaria segurando.  Porém, isso não parece ser verdade: quando se observa as altas taxas de juros (taxas pré-fixadas) que os bancos estão pagando sobre os depósitos a prazo fixo, que representam uma alternativa à demanda por dólares (boa parte dos argentinos poupa em dólares), nota-se que há uma nova desvalorização sendo esperada e precificada.  Não houvesse tal expectativa, os bancos não estariam ofertando juros tão altos para convencer as pessoas a abrir mão dos dólares e a manter suas poupanças em pesos. 

Ainda no âmbito fiscal, há também que se destacar o cumprimento de outra promessa de campanha: a abolição do imposto de renda para trabalhadores que ganham até 30 mil pesos.  A medida é justa e é popular, mas é importante que seja acompanhada de uma medida equivalente de corte de gastos.  Dado o enorme déficit fiscal do governo, essa queda na arrecadação deveria ser compensada por uma redução imediata nos subsídios.  Tal medida, aliás, também foi anunciada, mas ainda não se tem notícias de sua implantação.

No âmbito monetário, o Banco Central vem se utilizando de dois instrumentos clássicos para conter a inflação: de um lado, elevou as taxas de juros para 38%; de outro, vem absorvendo pesos por meio da emissão de títulos [N. do E.: na Argentina, ao contrário do Brasil e de praticamente todo o mundo, o Banco Central emite títulos próprios].  Ainda assim, os analistas estimam uma inflação de preços para 2016 da ordem de 35%.  O Banco Central, por sua vez, estima um aumento de "apenas" 20%.

E por que o governo não ataca a inflação de maneira mais radical?  Minha interpretação é que o governo sabe que não há outra maneira de reduzir o gasto público que não seja por meio da inflação.  Dado que é impossível reduzir o salário nominal do funcionalismo público, dado que é praticamente impossível demitir [N. do E.: no entanto, Macri conseguiu demitir 10 mil funcionários públicos que haviam sido contratados irregularmente por Cristina Kirchner], e dado que o setor público argentino está hipertrofiado, a única maneira viável de reduzir os gastos do governo é por meio de uma redução nos salários reais do funcionalismo público gerada pela inflação.

Ou seja, se os analistas estiverem corretos e a inflação de 2016 ficar próxima de seus prognósticos (35%), e se o governo conseguir acordar com os sindicatos dos funcionários públicos um aumento salarial da ordem de 20 a 25%, essa queda real nos salários permitirá avançar no requerido ajuste fiscal que todos os analistas conclamam.

Resumindo: uma baixa taxa de inflação não parece ser prioridade em 2016, mas sim parte do programa gradualista que o governo vem implantando.

Já no âmbito cambial, além de tudo o que já foi dito, a nova administração aposta em gerar um forte ingresso de divisas que somente poderá ocorrer caso haja uma completa guinada na política de comércio exterior.  A esse respeito, Mauricio Macri está levando adiante uma ampla agenda política internacional que começou com um questionamento ao eixo bolivariano — pediu a suspensão da Venezuela do Mercosul —, e seguiu com a anulação do polêmico acordo com o Irã.  Adicionalmente, ampliou os laços dentro do Mercosul com o Brasil e com o Uruguai, além do Chile, e reatou vínculos com a Uniao Europeia e com os Estados Unidos.  Aceitou o veredito da Organização Mundial do Comércio quanto às restrições às importações e ofereceu sinais claros de seu desejo de atrair capitais.

A ala liberal segue reclamando de sua reticência em atacar o desatinado gasto público e seu consequente déficit fiscal.   A notícia que chamou a atenção nos últimos dias, no entanto, foi o gesto da vice-presidente Gabriela Michetti de demitir 2.035 apaniguados do Senado por decreto, alertando que os ministros irão tomar medidas semelhantes para erradicar do estado as estruturas políticas formadas por "militâncias do kirchnerismo".

A medida, que se somou a outras demissões em outros organismos até então aparelhados pelos Kirchner, como o Banco Central e o Centro Cultural Nestor Kirchner, é apenas uma gota no oceano, quando se leva em conta os mais de dois milhões de funcionários públicos nomeados durante o kirchnerismo no governo nacional, em províncias e em municípios. No entanto, ainda há a esperança de que haverá ajustes nos gastos públicos tão logo se complete a auditoria geral dos organismos públicos.



autor

Adrián Ravier
é doutor em economia aplicada pela Universidad Rey Juan Carlos de Madri e professor da Escuela de Negocios da Universidad Francisco Marroquín, na Guatemala, e da Facultad de Ciencias Económicas y Jurídicas da Universidad Nacional de La Pampa, Argentina.  Veja seu website.


  • Henrique Zucatelli  19/01/2016 14:17
    Entendo Macri. Se por lei é quase impossível demitir, e é extremamente complicado mudar leis da noite para o dia com um parlamento afundado nas ideologias insanas da social democracia, resta a curto prazo cortar onde pode.

  • David Augusto  01/07/2016 12:01
    Dificil ele conseguir, o terrorismo psicologico é enorme... e sempre tem aqueles cidadaos que falam 'economes' e culpam qualquer coisa;

    A culpa foi da kirchner que congelou os preços durante anos e anos... mesmo caso da Venezuela de Chavez e Maduro;
  • Ze  19/01/2016 14:20
    So espero que o povo la enchergue essas boas mudancas e aprendam que kircherismo e petismo e uma praga. Se isso acontecer,do jeito que anda o Brasil e o seu povao,logo a Argentina passa o Brasil. O que nao duvido que aconteca devido a cabeca estatista do Brasileiro.
  • Luiz Silva  19/01/2016 23:40
    Povo não vai aprender, em breve, qdo as coisas melhorarem, aparecerão os petistas argentinos da vida e subirão ao poder novamente. A luta contra os esquerdistas deve ser onde eles são efetivos, no Campo Cultural, aliás, quem seria o Olavo de Carvalho da Argentina?
  • Campos  20/01/2016 01:43
    É difícil saber. Mas conheço e li textos de alguns direitistas argentinos.
  • Economista Libertario  20/01/2016 12:30
    Luiz Silva,

    Não se deve "apoiar" qualquer semelhante ao Olavo de Carvalho e muito menos o próprio. Ele é um conservador e não um libertário.

    Aliás, indo um pouco além, em minha opinião é algo extremamente nocivo para o libertarianismo permitir essa associação de imagem com o Olavo de Carvalho.
  • Imbecil Coletivo  20/01/2016 17:08
    Indo mais além, em minha opinião é algo extremamente nocivo para o bom senso (além de ser uma viadagem sem tamanho), achar que o movimento libertário teria sua imagem "manchada" ao permitir qualquer tipo de associação com o Olavo de Carvalho, ainda mais porque no caso ele está coberto de razão.
  • Rhyan  20/01/2016 18:07
    Olavo, um sr. que apoia a guerra contra as drogas, a política externa americana, os piores nomes possível do Partido Republicano, chamou o Ron Paul de agente russo, disse que o liberalismo é uma tática do globalismo, chama os liberais e libertários de marxistas culturais, defende o estado na educação, na saúde e na infraestrutura, fora o socialismo ético e o apoio à aberração chamada Jair Bolsonaro... Resumindo: Olavo é pura ignorância científica, econômica e filosófica (filosofia liberal/libertária) e extremamente conspiracionista e ridicularizado (com razão).

    Não existe uma aliança pior do que essa para os libertários. Vale muito mais a pena se aliar ao Novo (aos bons nomes pelo menos) e ao novo PSL (que tá ficando mais Bleeding Heart Libertarian).
  • anonimo  20/01/2016 19:26
    O Bolsonaro vem se tornando liberal na economia
  • Kim  20/01/2016 20:21
    Bolsonaro é liberal na economia já faz um tempo.






    Anarcocapitalistas acham que apenas eles possuem o monopólio da militância e da prática de um mercado livre.
  • anônimo  21/01/2016 02:15
    Q babação de ovo de um político...
  • Rhyan  21/01/2016 02:46
    Bolsonaro liberal na economia? Tem gente que nasceu pra ser trouxa mesmo...
  • anonimo  21/01/2016 11:17
    'Bolsonaro liberal na economia? Tem gente que nasceu pra ser trouxa mesmo...'

    Então tá, em vez de mostrar quais são as evidências ou argumentos pra ele não ser liberal vc apenas chama os outros de trouxa.
    Quando é que nosostros certos libertários vamos sair do nível da quinta série?
  • Rhyan  21/01/2016 18:15
    Pensa um pouco, um político que sempre defendeu o regime militar incluindo a bizarra política econômica do período, agora virou liberal. Ceticismo tem que ser extremo contra políticos.

    E outra coisa, é só ler as entrevistas e ver os vídeos pra perceber que é conversa do Bolsonaro que é um cara tão ignorante que não sabe nem fingir ser liberal.

    Olha essa entrevista, ao mesmo tempo que ele fala em livre mercado, fala em governo autoritário...

    www.infomoney.com.br/mercados/noticia/3360622/nao-for-candidato-quero-ser-vice-aecio-diz-jair-bolsonaro

    "JB - Não. Sou contra privatizações."

    Ele deixa claro em várias entrevistas que só defende a privatização da Petrobras agora por causa da corrupção, ele sempre detestou privatizações.

    Pode ficar ofendidinho, quem acredita em políticos, direitistas e militaristas é idiota mesmo.
  • anonimo  22/01/2016 21:47
    Essa entrevista é de 2014
  • Nabo  28/01/2016 09:53
    Rhyan, as pessoas repensam suas ideias e mudam suas ideologias. Não existe fixismo.

    Bolsonaro, pelo menos, desde 2011~2012 é um liberal na economia.

    Dizer que ele não é um liberal na economia mostra que você não o conhece e nem conhece suas ideias.
    Se você apenas visitasse a página dele no Facebook de vez em quando (não precisa ser seguidor), saberia que ele abandonou o desenvolvimentismo dos milicos faz tempo.

    rodrigoconstantino.com/artigos/a-nitida-evolucao-de-jair-bolsonaro/

    Leitura obrigatória.

  • Caçapava  28/01/2016 14:00
    Pinochet era autoritário e o Chile passou a ter a maior liberdade econômica da América Latina durante seu governo.
    Cingapura possui diversas empresas estatais e possui a segunda maior liberdade econômica mundial.
    Um país pode ter uma economia liberal e ao mesmo tempo ter um governo comunista ou com a maioria dos políticos esquerdistas. Não é o caso da China, obviamente, já que a China está abaixo do Brasil no índice de liberdade econômica. Mas isso não é nem perto de impossível.
    O liberalismo é uma ação econômica, a propaganda e a doutrinação socialista é uma ação "educacional".

    Se apenas o liberalismo resolvesse o problema da proliferação do comunismo na mente das pessoas, os EUA somente teriam libertários (estou me referindo historicamente).

    Vc está confundindo conceitos e definições de palavras, Rhyan. Sua falácia de apelo ao ridículo não refuta o velho.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  28/01/2016 14:45
    "Um país pode ter uma economia liberal e ao mesmo tempo ter um governo comunista ou com a maioria dos políticos esquerdistas."

    não pode, não. ele pode ser comunista e ter uma economia levemente capitalista, com espaço para a propriedade privada e laivos de livre mercado (até porquê, como já foi provado por Mises, uma pura economia socialista é uma impossibilidade). é assim na China e na Rússia (que embora não seja formalmente comunista, tem o governo autoritário da kgb - a turminha do putin - com concentração de poder político-econômico nas mãos da velha oligarquia soviética).

    "O liberalismo é uma ação econômica, a propaganda e a doutrinação socialista é uma ação "educacional"."

    também não. o liberalismo é uma filosofia política fundada nos valores da liberdade, propriedade e garantias fundamentais contra o poder estatal.




  • Caçapava  29/01/2016 09:13
    Rodrigo, é perfeitamente possível um governo ser comunista (ou ser formado por um considerável número de políticos comunistas) e ao mesmo tempo ser uma economia liberal.
    O exemplo que mais se aproxima disso que eu estou falando é a República Tcheca. O partido comunista ainda é bastante presente no parlamento desse país (como de quase todo o leste europeu), mas a Rep. Tcheca possui uma economia bastante livre.
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Comunista_da_Boêmia_e_Morávia
    Quase sempre isso não acontece porque comunistas acham que "já está bom" apenas uma pequena parte de mercado para ser o suficiente para a economia do país continuar funcionando (seu exemplo da Rússia e China são exatamente isso).

    O Liberalismo é bem mais do que economia, realmente, mas o liberalismo que estou me referindo é unicamente o que acontece na Economia, ou seja, o liberalismo econômico. Realmente não especifiquei corretamente.
  • Batista  29/01/2016 12:20
    Caçapava,

    Eu também acho difícil a combinação comunismo/economia liberal = água/óleo.

    Eles podem até permitir uma relativa liberdade, mas desde que controlada e favorecendo ao comando central. Como Mises provou, eles sabem que economia socialista/planificada é impossível; assim, permitem que existe até certo ponto favorável, sem abrir mão do controle do capital gerado.

    Acredito que seja o que ocorre na China atualmente (me corrija, caso eu esteja enganado).
  • Caçapava  29/01/2016 19:15
    Batista, eu não acho impossível, como mostrei nos meus comentários.
    Mas como eu também disse, geralmente os comunistas deixam a economia da maneira como estão a China, o Leste Europeu e a Rússia mesmo. Não como na República Tcheca ou Estônia, por exemplo.
  • anônimo  03/02/2016 15:25
    Sr, Ryan. Bom mesmo é a dupla PT-PSDB, que está se perpetuando no poder desde 1994. Vcs da esquerda adoram apanhar, igual a mulher de malandro. Abra teu olho! Diga onde nosso país evouluiu desde 1994? O que tivemos de evolução em educação, saúde e segurança pública? Vc é a favor de 39 ministérios e 113 mil cargos comissionados? E essa quantidade absurda de impostos, muito mal gerados, diga-se de passagem, é a favor tb?
  • anônimo  18/02/2016 19:09
    se o cara não é baba-ovo do Bolsonaro significa que ele é de "esquerda"?

    Para com isso, cidadão
  • Eric Henrique  18/02/2016 15:39
    Eu vi algumas pessoas criticando o Olavo aqui, coisa que eu acho engraçada,já que, o mesmo foi responsável pelo desenvolvimento da direita no país, foi através dele que muita gente conheceu Mises, Hayke, e tantos outros nomes, eu mesmo, só tenho a agradecer a Olavo por tudo. Agora eu pergunto: e você Libertário? O que você fez ou faz? Além de viver de utopias imaginativas totalmente fora da realidade atual. Outros falaram de Bolsonaro, volto a fazer outra pergunta: dos candidatos que estão disponíveis para 2018, qual é o que mais se aproxima de um Liberal? Política trata-se de estratégia e meios de ação,se você quer diminuir o estado, só vai conseguir faze-lo aos poucos, e não da noite para o dia.Então, você tem que votar no candidato que mais se aproxima do que você quer, para então gradativamente o seu desejo ser posto em prática. É por isso que eu concordo com Olavo, no tocante aos libertários, eles são muito burros, e raciocinam a partir de fórmulas prontas, em um mundo complexo, os comunistas são muito mais inteligente do que esses, na minha concepção, o liberalismo econômico só tem chances com os conservadores-liberais, como um dia tivemos: Reagan e Thather, a verdade é que os libertários nunca vão chegar ao poder, e sempre vão servir como uma massa de manobra para os comunistas. Libertários e suas mentalidades pueris. Só lembrando aos libertários que os nomes de grande peso da E.A, são Hayke e Mises e não Rothbard.
  • Gabriel  18/02/2016 17:30
    ''a verdade é que os libertários nunca vão chegar ao poder, e sempre vão servir como uma massa de manobra para os comunistas.''

    E alguém está falando de ''libertários chegarem ao poder''? O artigo em questão fala do atual presidente da Argentina e quais foram suas medidas econômicas até agora.

    Favor não poluir a seção de comentários.
  • Dissidente Brasileiro  18/02/2016 19:55
    Eu vi algumas pessoas criticando o Olavo aqui, coisa que eu acho engraçada,já que, o mesmo foi responsável pelo desenvolvimento da direita no país, foi através dele que muita gente conheceu Mises, Hayke, [...] Só lembrando aos libertários que os nomes de grande peso da E.A, são Hayke e Mises e não Rothbard.

    Quem é esse "Hayke", sr. olavete?? Não conheço ninguém da EA com esse nome... alguém aqui conhece? :-D

    Pelo visto o seu chefe Sidi Muhammad não lhe ensinou muito bem, aprenda a escrever primeiro antes de vir aqui postar bobagens.
  • anônimo  21/02/2016 22:25
    'já que, o mesmo foi responsável pelo desenvolvimento da direita no país'
    Isso se chama marketing. O Olavo toma pra si uma coisa que não tem como comprovar.
  • anônimo  20/01/2016 21:28
    típico dos discípulos de OC. Se não for o próprio.
  • Pobre Paulista  28/01/2016 11:39
    Hahahaha pode crer.

    Olavetes são todos Bolsonaretes também, incrível né? Pelo menos eles são consistentes KKKKKKK.
  • Dissidente Brasileiro  28/01/2016 14:24
    O Rodrigo Constantino é mesmo um hipócrita. Vejam só o que ele colocou na página inicial do site dele:

    rodrigoconstantino.com/assets/jpg/mises-hayek.jpg

    Pode isso Arnaldo? O cara não vive a criticar os libertários e ainda tem coragem de postar essa foto?
  • Leniéverson  30/01/2016 21:14
    Os direitistas antibolsonaro são iguais a esquerda com o sinal trocado. Essas linhas auxiliares não se emendam.
  • Rennan Alves  30/01/2016 22:04
    "Os direitistas antibolsonaro são iguais a esquerda..."

    "direitistas antibolsonaro" igual a ""

    ?!?!

    Então... no final são direitistas também? Confesso não entender tal raciocínio.

    "Essas linhas auxiliares não se emendam."

    Aí eu não entendi mesmo.
  •   30/01/2016 22:22
    Esse comentário é puro rótulo, sem nenhum argumento.

    Se seu direitista e não sou baba ovo de Bolsonaro significa que sou "esquerda com sinal trocado"? E "linha auxiliar" de quem, meu caro?

    Te orienta, cidadão. Babar ovo de um político não te torna monopolista da virtude.
  • anônimo  21/02/2016 22:23
    É isso mesmo, Hayek e Mises nunca apoiariam essa coisa neocon que ele virou
  • Nao gosto de inflacao  19/01/2016 14:24
    Desde que Macri esta no governo, estou lendo diariamente
    www.lanacion.com.ar
    , mas quem quiser pode escolher outros.
    Hoje leio as seguintes notas:
    www.lanacion.com.ar/1863286-del-modelo-consumista-al-de-inversion
    www.lanacion.com.ar/1863229-adios-a-los-tango-el-gobierno-dara-de-baja-a-toda-la-flota-presidencial

    E isto me faz pensar que nos cursos de economia, deveria existir alguma matéria tal como "Economia Comparada", onde sao estudados diversos modelos adoptados por diversas sociedades, diversos países, a fim de destruir o mito de que "INFLACAO FAZ BEM".

    Também interessantes os artigos de economiaparatodos.net,
    como economiaparatodos.net/sin-emprendedores-no-hay-vida/.


  • Viking  19/01/2016 14:28
    tomara que o Macri dê muito certo por lá.
    vai servir de exemplo do que um pouco de liberalismo pode fazer por um país.
  • Luiz Silva  20/01/2016 11:04
    A esquerda tb quer q ele dê super certo, afinal produzir riqueza não é a especialidade dos marxistas, apenas tomá-la.
  • mauricio barbosa  19/01/2016 14:29
    Viva o liberalismo na Argentina,não é o libertarianismo mas já é um avanço rumo ao verdadeiro desenvolvimento que é o enxugamento do estado e a desregulamentação da economia,vida longa ao meu xará Mauricio Macri...
  • Sociólogo da USP  19/01/2016 14:32
    Escorreram lágrimas de orgulho em minha face ao ver a heroica relutância dos sindicatos e funcionários de estatais -nem tudo está perdido!

    Ahhhh se os nossos sindicatos fossem assim nos 90...

    Não haveria privataria, nem entreguismo, nem neoliberalismo, nem Collor, nem FHC, nem equipe econômica burguesa da PUC, nem Plano Real(estelionato eleitoral, cof, cof).

    Ademais, duro golpe nos jovens corações bolivarianos. Uma pena que imagens como essa(https://goo.gl/TDQbht) serão cada vez mais raras nas reuniões do MERCOSUL.
  • Iki  19/01/2016 17:24
    Gostaria que o site pudesse retirar esse comentário ou, ao menos, o link malicioso que o cidadão colocou.
  • Sociólogo da USP  19/01/2016 20:14
    Calma ai, amigo. Não tem nada de malicioso no link: é só uma foto dos maiores líderes que a América Bolivariana já viu(Lula, Chávez, Néstor K e Evo Morales).

    Usei o redutor de link por estética mesmo(e acabei esquecendo de tirar o https).

    amilcarmoretti.files.wordpress.com/2013/03/4-kirchner_lula_evo_chavez-telam.jpg
  • Nao gosto de inflacao  30/01/2016 16:09
    Boa tarde Sociólogo da USP,

    Viu como se estão mobilizando os despedidos na Argentina?
    Agora existe o "DESPIDOMETRO, el contador de los despedidos en el Estado". Muito boa.

    https://twitter.com/despidometro?lang=es

    Poderíamos criar algo similar aqui no Brasil que contabilize a quantidade de fases e a quantidade de dinheiro sonegado sendo descoberto pela Operação Lavajato!!!!
    Já vamos pela 22a fase!

    **********

    Outra coisa, o que fez Macri ate agora? Ele trouxe as 10 pragas do Egito.

    www.lanacion.com.ar/1866706-macri-trajo-las-diez-plagas-de-egipto

  • Henrique Zucatelli  19/01/2016 17:43
    Minha cara personagem, diletíssimo Sociólogo da USP.

    Fazendo um exercício de lógica com os outros artigos, nunca houve nenhum tipo de neo liberalismo na era Fernando Henrique. Pelo contrário, o governo social democrata de FHC foi o mais eficiente da história moderna em aumento de receitas e fiscalização.

    Ademais, a criação de todos esses programas de distribuição como o Bolsa Família etc. aconteceu nesse governo. Lula e FHC são dois lados da mesma moeda, concorrentes pelo mesmo espólio da guerra aberta do Estado contra o livre mercado.

    As privatizações apenas criaram grupos oligopolistas, agências reguladoras- e mais Estado, funcionalismo público e corrupção. Ouso arriscar que a maior parte das pessoas desse país embora pouco versadas em economia, são verdadeiros neo liberais perto de seres como FHC.
  • Rhyan  19/01/2016 20:59
    Belas palavras, Sociólogo!

    Sobre a imagem postada, corrigindo seu link:

    foto.jpg

    Bons tempos!

  • Batista  26/01/2016 12:52
    Já pensou como seria o MINEROLÃO? E o TELEBRÃO? A CSN, USIMINAS, os saudosos bancos estaduais... Não teria esse monte de empreiteira abusando dos funcionários e oferecendo propina de forma vergonhosa aos baluartes da moral e defensores exclusivos dos direitos coletivos.

    E seriam mais vagas de trabalho na Polícia Federal, mais cargos públicos, menos desemprego.. ops, mais contribuição sindical!
  • Linguista da UFSC  28/01/2016 19:09
    Parabéns pelas colocações, Sociólogo da USP!!!!
  • Jose Correia  23/02/2016 19:34
    @Sociólogo da USP - Hilário!
  • anônimo  19/01/2016 14:35
    Vai bobiar feio se não controlar a inflação imediatamente.
  • Ramon  19/01/2016 14:38
    Eu penso que uma atitude alternativa a de gerar inflação para diminuir os salários reais seria depreciar a taxa de câmbio e depois "dolarizar" a economia, assim os salários sofreriam uma deflação em dólar. E a argentina poderia adotar o Dólar como moeda.
  • Giovani  19/01/2016 14:48
    Ainda bem que Macri não leu essa porcaria de artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1903 , e está fazendo mudanças necessárias no Estado Argentino, reduzindo-o e restringindo-o. Não, Macri não é um Deus, não é um anjo iluminado, não irá extinguir o Estado Argentino, não irá transformar a Argentina numa nação anarcocapitalista. Ele é apenas um liberal moderado (diga-se de passagem), que resolveu botar a mão na massa e agir, e não ficar se lamentando e criando mundos utópicos.

  • Batista  26/01/2016 13:02
    No artigo citado:

    "Não há necessidade de libertários genuínos se apresentarem para preencher essa vaga e sujarem suas mãos. E, ainda que tais libertários sejam bem-sucedidos no processo eleitoral, iniciar uma mudança dentro da máquina sem que a população esteja educada a esse respeito e esteja preparada para tais mudanças resultará em um retumbante fracasso."

    [...]

    "Como certa vez relatou Lew Rockwell:

    Todos nós já vimos isso milhares de vezes. Dificilmente são necessários mais do que alguns poucos meses para que um intelectual libertário que tenha ido para o governo "amadureça" e se dê conta de que seus ideais eram 'muito pueris' e 'insuficientemente realistas'. Um político prometendo tornar o governo mais manso e mais submisso rapidamente se torna um proeminente especialista em criar novas maneiras de tornar o estado mais eficiente no confisco da riqueza alheia. Tão logo este fatídico passo é tomado, não há mais limites. Conheço pessoalmente um burocrata americano que havia jurado fidelidade à filosofia libertária e, mais tarde, ajudou a implantar lei marcial no Iraque.
    "

    Só o tempo irá dizer se o Macri será só mais um ou se fará a diferença na América do Sul.
  • anônimo  19/01/2016 15:01
    Ótimo texto, mesmo com as dificuldades de governabilidade e nos limites da legalidade, em pouco tempo Macri já fez várias reformas importantes. Mas faltou citar outras medidas que Macri tomou, como a tentativa de desregular os meios de comunicação (impedida pelo Judiciário argentino).

    Adrián Ravier, o que você sugere como medida mais radical para combater a inflação?
  • Coeficiente 100%  19/01/2016 15:19
  • Nelio  19/01/2016 15:42
    E ainda ordenou a saída da Argentina de um canal de propaganda comunista, tento não me empolgar com políticos, mas se ele mantiver essa "pegada" e os pés no chão tem tudo pra servir de exemplo a outros países afundados em social democracia / socialismo de que existe uma saída a essas pragas..
  • Dede  19/01/2016 17:23
    E se ele se mantiver no poder também. Nada impede que na próxima eleição a Argentina volte para a esquerda.
  • JOSE OLIVEIRA  19/01/2016 17:18
    Que BOM o Instituto MISES, tem uma REDE imensa de COLABORADORES amigos, em diversas nações, e que tem de Amostrar e ARTICULAR os CENÁRIOS REAIS, na ÓTICA DA ESCOLA AUSTRÍACA.Parabéns aos ARTICULISTAS MUNDIAIS de boa vontade e de um proceder Científico.Sem reflexão dessa, o meu olhar seria EMBASSADO.Obrigado.
  • Silvio Moura  19/01/2016 17:33
    Isso não acontece no Brasil porque não existe oposição, tem a quadrilha que está esperando sua vez de roubar!

    Esperam que acreditemos que a oposição não sabia da roubalheira.
  • Gentile  19/01/2016 17:35
    Só irei começar a dar algum crédito para ele quando reverter sua ridícula promessa de campanha de não re-privatizar a Aerolineas Argentinas, que foi estatizada pelos Kirchners e que dá um prejuízo de 1,2 milhão de dólares por dia para os pagadores de impostos. US$ 1,2 milhão por dia!

    Quero ver se terá cojones para enfrentar os sindicatos dessa empresa.
  • Thiago Teixeira  19/01/2016 17:56
    Ele pode anexar o Brasil?
  • anônimo  19/01/2016 20:26
    kkkkkkkkk
  • Anônimo  19/01/2016 17:56
    Estou colocando dinheiro no Macri e no peso. Pode parecer loucura mas acho que ele vai limpar um pouco. Só o necessário para alguém conseguir passar pela porta e sujar tudo novamente (talvez ele próprio o faça no futuro).

    Acredito que a Argentina era o fundo do poço de dinheiro internacional. Daí ela só poderá subir. Estou com um pouco de medo do que acontecerá com o câmbio no futuro.
  • Pobre Paulista  19/01/2016 18:34
    Leia novamente o artigo, está meio claro que ainda são esperadas algumas desvalorizações do peso no curto prazo...
  • Thiago Teixeira  20/01/2016 13:25
    Amigo, a inflação nesse ano ainda será alta...
    Que estratégia você está usando? Títulos da dívida com vencimento para 3 anos ou mais? Algo semelhante a CDB?
    Desconheço totalmente o mercado financeiro argentino... Caso seja semelhante ao nosso, creio que algumas estratégias razoáveis seriam essas.
  • Pobre Paulista  20/01/2016 15:21
    Pelo que eu entendi ele está trocando reais por pesos. A não ser que o real se desvalorize mais rápido que o peso, ele irá perder dinheiro.

    Eu também acredito que o peso pode se valorizar, mas o texto apresenta evidências que é possível que ainda existam desvalorizações no curto prazo, por isso não seria agora uma hora boa para fazer isso.

  • Luiz  25/01/2016 14:44
    Desculpa a ignorância, mas quando seria uma hora boa?Pela lógica o momento em que o real mais desvalorizará é agora e uma moeda barata que tem tendência a valorizar é ó peso, correto?

    Para quem tem pouco dinheiro os nossos CDB's não estão valendo a pena, poupança nem se fala..
  • Pobre Paulista  26/01/2016 12:49
    De acordo com o texto, após a nova onda de desvalorização que espera-se que irá vir.

    Eu pessoalmente não sei. Não tenho bola de cristal.
  • Luciano A.  19/01/2016 18:45
    É bom ressaltar que apesar de Macri ter vencido o pleito presidencial (51,34% no segundo turno), a coalizão dele CAMBIEMOS tem minoria no legislativo com 68 deputados eleitos de um total de 257. O coalizão da Kirchner tem 132.

    No Senado não é diferente, o CAMBIEMOS possui 20 senadores, enquanto a principal oposição tem 39 de um total de 72.

    https://en.wikipedia.org/wiki/Argentine_general_election,_2015

    Talvez isso explique a moderação do novo governo Argentino, fica difícil aprovar mudanças mais radicais com um parlamento dominado pela oposição.

    Me chamou atenção este trecho da reportagem da FOLHA:

    "Tido como um dos responsáveis por tirar a Argentina da crise de 2001, Prat-Gay se define como desenvolvimentista, perfil que Macri previa para o Ministério"

    www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/11/1711157-macri-anuncia-equipe-economica-ligada-ao-mercado-na-argentina.shtml

    Quer dizer que Macri nomeou um ministro da economia desenvolvimentista? Tenho maus pressentimentos...

  • Vinicius  20/01/2016 10:35
    Isso não é economia, é política.
  • Zé ruela  19/01/2016 19:31
    A esposa dele além de bonita não está ligada a política, o que já é uma benção aos argentinos.
  • Rhyan  19/01/2016 21:12
    É, essa é a diferença entre o que dá pra fazer e o que a ideologia defende, não que eu espere coisas como legalização das drogas ou reforma econômica com base na EA. Isso não vai acontecer mesmo, mas parece que além de haver avanços há uma vontade para consertar mais ainda a economia.

    Faz algum sentido ser brutalista? O brutalista olha o segundo turno entre uma eleição: Ron Paul x Maduro, não vota e ainda diz que votar aumenta o estado.

    Vale a pena sacrificar a inflação pelo acerto das contas públicas? E se fosse o oposto, arrumar a inflação as custas do orçamento?
  • Renan Merlin  19/01/2016 22:15
    Aqui no Brasil reformas liberais e quase impossiveis com essa constituição socialistas cheio de "direitos" que só daria certo no pib da noruega.
  • Tiago Voltaire  20/01/2016 11:15
    No PIB per capita, né? KKK
  • VZ  20/01/2016 13:40
    Se o Brasil tivesse o PIB per capita da Noruega, a Suíça, Luxemburgo e demais paraísos fiscais seriam as maiores economias do mundo!
  • Nobre  20/01/2016 00:17
    Estamos tão sedentos por liberalismo (sentido clássico), liberdade, economia de mercado, et cetera.
    Que o Macri virou uma espécie de "iluminado", quando na verdade ele apenas defende e busca o óbvio, o bom senso, a racionalização da administração pública, e por aí vai.
    Espero que de certo, 12 anos de imbecilidades levam necessariamente muito tempo para serem corrigidas...
    Em Pindorama(brasil) levará sabe-se lá quanto tempo, visto que por aqui não temos se quer uma luz, para onde você olhar verá o "estado", verá a famigerada social-democracia e seus patifes... Liberdade! E que o "status quo" seja destruído.
  • Juliana  20/01/2016 20:41
    É isso que eu ia dizer também. A coisa anda tão ruim que a gente olha para o que o Macri está fazendo e pensa: se ele continuar assim, daqui a pouco a Argentina vai atingir alguma espécie de nirvana do liberalismo. Parece muito fantástico. Principalmente pelo pouco tempo.

    Por outro lado, e como cautela nunca é demais, também não é de se assustar que algumas pessoas fiquem mais desconfiadas, em oposição a toda essa euforia. Principalmente porque esse tipo de troca no modelo econômico — indo de um modelo mais populista para um mais "liberal", e vice versa — já é mais que esperado. Depois de um período de política mais expansionista e cheia de controles, chega a hora de amenizar os desarranjos que esse período inevitavelmente causa, com os ajustes, com alguma liberação do mercado, etc. Então, pelo que a experiência mostra, não é muito difícil acabar tendo-se um pouco de ceticismo diante das perspectivas. Como os "ajustes" não têm como serem indolores, e mesmo que a Argentina comece a experimentar um pouco mais de prosperidade, daqui a pouco vão aparecer as reclamações de que esse "liberalismo" não está entregando as promessas que tanto faz, e que então precisam de mais intervenção do estado, de mais redistribuição da renda... Daí, não é muito difícil pensar que vai começar tudo de novo, e que o Macri é apenas mais uma peça já esperada no jogo. Mas que contudo, ainda podemos torcer e, pelo bem ou pelo mal, tentar aprender.

    Abraços!
  • Roberval  20/01/2016 00:43
    O pior de tudo e que fazer besteira no estado e moleza, o dificil e demorado e arrumar tudo,como o Brasil da era FHC que ate esse site fala mal e Portugal. As pessoas nao querem entender que nao e facil mudar tudo,ainda mais do dia para a noite. Ou alguem sevesqueceu do que aconteceu quando FHC privatizou as teles e mandou tudo aqueles lixos da estatal embora? Foi o maior chororo r voto no Lula em masa. Por isso o Brasil esta do jeito que esta.
  • Tiago Voltaire  20/01/2016 11:17
    Aí você se pega refletindo que até a Argentina tem futuro e o Brasil não. Não vejo luz no fim do túnel, só bandidagem. Triste.
  • anônimo  20/01/2016 12:28
    Nah...logo logo aparece um novo kirchner lá.
  • Vixe!!!  20/01/2016 14:05
    Desvalorização de mais 40% da moeda. Quem não tinha dólar no cofre está passando perrengue. Aparelhou a Suprema Corte na base da caneta e pôs o primo na presidência do Banco Central, um sujeito sem currículo algum para o cargo. Retirou as taxas de importação para produtos manufaturados, coitados dos empresários argentinos, bom para os produtos Brasileiros e a Chineses. Agora, querem seguir o exemplo da Bolívia para poder garantir o crescimento. Que piada!
  • Maria!!!  20/01/2016 14:59
    "Desvalorização de mais 40% da moeda."

    Na verdade, houve apreciação da moeda. E a explicação era simples: a taxa de câmbio "oficial", cujo valor era controlado pelo governo, era inacessível para os cidadãos comuns. Os dólares eram escassos e só tinham acesso a esse mercado os empresários bem conectados com o governo. O cidadão comum, por sua vez, tinha de recorrer ao mercado paralelo. E, nesse mercado, a cotação já era a cotação atual há anos. Ou seja, para o cidadão comum, a taxa de câmbio vigente já era a paralela há anos.

    Após a posse de Macri, o peso inclusive chegou a se valorizar no mercado paralelo, algo que não ocorria há anos: o câmbio caiu de 14 pesos por dólar para 13,45 pesos por dólar.

    "Quem não tinha dólar no cofre está passando perrengue."

    Na Argentina, sempre foi assim. Até camelô tem dólar. Não há novidade nenhuma nisso.

    "Aparelhou a Suprema Corte na base da caneta"

    Você tá falando dos Kirchner, né? As duas indicações que Macri fez para a Suprema Corte, ele próprio revogou.

    "e pôs o primo na presidência do Banco Central, um sujeito sem currículo algum para o cargo."

    Federico Sturzenegger é primo de Macri?! Procurei essa informação na internet e não encontrei. Mande-me um link, por favor, de uma fonte minimamente confiável.

    Quanto a não ter currículo, bom, ele já presidiu o Banco Ciudad e a petroleira YPF, antes de esta ser confiscada pelos Kirchner estatização. Estudou no Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), em Boston. Se, para você, isso não é "currículo nenhum", confesso bastante curiosidade para saber o que você considera ser currículo. Lula e Dilma tinham currículos?

    "Retirou as taxas de importação para produtos manufaturados, coitados dos empresários argentinos,"

    Que dó! Empresários corporativistas que adoram mamar nos subsídios e na proteção do governo agora terão de concorrer livremente no mercado! Que mundo malvado! Empresários nem mais têm o direito de usufruir reservas de mercado sem serem incomodados, porca miséria!

    A Argentina não precisa de um presidente pró-empresário, mas sim de um pró-mercado

    "Agora, querem seguir o exemplo da Bolívia para poder garantir o crescimento. Que piada!"

    Outra mentira. Falou-se, em tom elogioso, da política monetária seguida pelo Banco Central boliviano. E quer saber de uma coisa? Concordo plenamente. Eu faria o mesmo. Na Bolívia, o Banco Central percebeu o óbvio: para países em desenvolvimento, cujos governos são avacalhados, ter câmbio flutuante é suicídio, pois este desaba. Por isso mesmo, o câmbio na Bolívia é fixo desde o fim de 2011, o que mostra que a retórica anti-americana de Morales é só da boca pra fora; na hora que realmente interessa, o índio, que de bobo não tem absolutamente nada, adota o dólar como âncora para a sua moeda, e com isso vem garantindo inflação invejavelmente baixa e, consequentemente, um "surpreendente" crescimento econômico.
  • Austregésilo  20/01/2016 15:07
    "Retirou as taxas de importação para produtos manufaturados, coitados dos empresários argentinos, bom para os produtos Brasileiros e a Chineses"

    Um sujeito que diz uma asneira dessas nem mereceria consideração. Ora, defender protecionismo nacionalista-corporativista tacanho... Lixo!
  • Charles  22/01/2016 10:50
    Amigos Argentinos, fico muito feliz de ver, através de uma eleição a possibilidade de mudança neste país grandioso. Que o Sr. Macri possa ter apoio amplo da população para as medidas necessárias. Os sinais são bons e recuperar todo o estrago causado por tanto tempo não é uma tarefa fácil. Saibam identificar e apoiar as boas medidas rumo a um futuro melhor. O resto será corrigido naturalmente e com o tempo. É necessário paciência para que algumas medidas se consolidem e após isso, como consequências, começa a se estabelecer um novo comportamento geral que irá cuidar naturalmente de expurgar o que está errado. Desejo sorte, fé e otimismo. Aqui no Brasil é o que precisamos também. Tirar do poder esse câncer que acabou com nosso país. No nosso caso, em muito pouco tempo. Abraço forte.
  • Nazgul  27/01/2016 20:58
    Hoje o governo Macri decreta aumento de 300 % na tarifa de energia elétrica. Em se tratando de um insumo básico, presente em toda a cadeia produtiva, um aumento desses acarretará um aumento inflacionário considerável ao longo do tempo, sendo que, se por um lado reclama-se de subsídios por estes interferirem no mercado, por outro esse aumento CERTAMENTE será repassado ao consumidor, e tendo em vista a extensa cadeia produtiva, ocorrerá um efeito "bola de neve".

    oglobo.globo.com/economia/argentina-aumenta-tarifas-de-energia-18552887

    www.telesurtv.net/news/Decretan-aumento-de-hasta-300-en-electricidad-de-Argentina-20160127-0031.html

    Devemos ter em mente que a demissão em massa não está diminuindo o aparelhamento Estatal, uma vez que ao passo que demite os funcionários públicos de baixo escalão, aumentou a quantidade de seus comissionados diretos, estes que possuem salários elevadíssimos comparáveis aos de alguns executivos.

    es.sott.net/article/43922-Pagando-favores-politicos-Macri-eleva-22-los-altos-cargos-politicos-en-Argentina

    Sem contar que ele está se utilizando da força de repressão estatal para conter a onda de manifestações que acontecem contra ele.
  • Peronismo  28/01/2016 00:23
    ''Sem contar que ele está se utilizando da força de repressão estatal para conter a onda de manifestações que acontecem contra ele.''

    ''Onda de manifestações'' é exagero. Quem está protestando são os kirchneristas e movimentos sociais que eram, e ainda são, ligados ao partido justicialista.

    zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2016/01/protesto-contra-macri-reune-milhares-de-pessoas-em-buenos-aires-4950544.html

    Nenhuma novidade, vai ser assim até o último dia de governo Macri.
  • HAHAHAHAHAHAHA  02/02/2016 01:09
    lucianoayan.com/2016/02/01/macri-mostra-o-crucifixo-para-24-mil-vampiros-estatais/
  • Marcos  01/02/2016 23:09
    O governo Macri é uma lição valiosa: nos mostra que apesar de sabermos o que precisa ser feito economicamente, é necessário levar em consideração a política e o direito. Se há leis impedindo certas medidas econômicas e politicamente não é possível modificá-las, não há remédio senão tentar outro caminho. Também não adianta dar um passo maior do que as pernas, por mais que certa medida seja economicamente adequada. Tem coisas que simplesmente não dá para fazer em determinados contextos.

    Pelas medidas aplicadas, vejo uma espécie de liberalismo "sujo", tentando improvisar no que não dá para fazer, vencendo resistência aos poucos. Vendo os artigos do Mises, fica claro que sabemos o que fazer em matéria de economia. O problema é como fazer o que tem que ser feito, enfrentando muitas vezes um ambiente hostil. É aqui onde a teoria é mais escassa. Como ele vai sobreviver politicamente até colher os primeiros frutos do que está plantando? Há um caminho muito duro pela frente.

    Cortar gastos não é tanto um problema econômico, é político. Há privilégios, e se você se voltar contra eles será atacado. A questão aqui é saber quais guerras você deve lutar, quando lutar e qual estratégia usar. É um jogo de xadrez.
  • Giovani  02/02/2016 02:12
    Um dos comentários mais lúcidos que já li. Concordo contigo. Expressou exatamente o que eu penso!
  • Mac  02/02/2016 11:19
    Em um mundo político "ideal" (coisa que todos sabem que está longe de ser) o liberalismo teria que ser feito igual Rothbard ensinou, ou seja, de uma vez só e rápido.

    Mas no mundo real, pelo fato do liberalismo econômico demorar para dar frutos visíveis para a população (comparado ao populismo e assistencialismo) e pelo fato de que há jogo de interesses e privilégios pelos burocratas, deve ser feito aos poucos e de forma gradual.

    Se fizer de uma vez, sua popularidade cairá e no mais extremo dos casos o político liberal perderá seu poder de exercer o cargo. E, para o horror dos horrores, a fama do liberalismo econômico ficará ainda mais manchada do que já é, ficando mais difícil de eleger políticos liberais e de ser posto em prática no futuro.
  • Batista  02/02/2016 11:57
    Vai tirar muita gente da zona de conforto. E isso contraria egos.

    À penas, a economia vai acertar, os investimentos voltarão, a estabilidade retornará, e no futuro o povo colocará outro populista no lugar para dividir o que foi conquistado durante anos de trabalho. Passadas algumas gerações, ninguém lembrará do passado ou procurará saber. E assim o círculo vicioso se repete...
  • Marco Aurélio Agarie  22/03/2016 19:35
    Até os vícios mais arraigados um dia terão fim. Maurício Macri pode começar a romper este círculo vicioso. O futuro (promissor no caso) dirá se esse é o destino dos argentinos.
  • Emerson Luis  06/02/2016 19:18

    Tomara que Macri continue acertando e os argentinos, apoiando-o.

    * * *
  • LaerciuS  08/02/2016 18:01
    Certamente Macri será muito melhor que "la bruja" ou o falecido "zoiúdo" kirchner.Acho mesmo que a questão da durabilidade de um governo não populista na América Latina e onde seja,passa pelo esclarecimento feito pelos livros,artigos e pensamento falado ou escrito,como do nosso instituto Ludwig.Caso não haja essa paciente força,após alguns anos de melhora no cenário econômico,as pressões da retórica esquerdista reclamando "má distribuição de renda" e aquela feita pelos funcionários públicos e velhos amigos e protegidos do antigo governo, estarão sempre de prontidão para seu sedutor discurso.
  • Nao gosto de inflacao  21/02/2016 17:28
    A Argentina de Macri e o mesmíssimo "inferno":

    www.lanacion.com.ar/1872801-cristina-kirchner-ni-monja-ni-rockera

    Devemos esperar el 1º de março:

    www.lanacion.com.ar/1872962-el-discurso-mas-esperado

    Gostei muito o ante último parágrafo. Algo que os atuais políticos brasileiros não possuem.
  • Renato  01/03/2016 15:21
    Fico imaginando se há alguma previsão para mudança na política monetária. Depois da "liberação" o dólar segue escalando mesmo com intervenções do banco central.
  • anônimo  22/03/2016 22:58
    Muito bom.
  • anônimo  15/07/2016 00:56
    extra.globo.com/noticias/economia/argentinos-preparam-panelaco-contra-macri-contra-reajuste-nas-tarifas-19708128.html
  • Cavallo  15/07/2016 01:39
    Esse artigo fala exatamente sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2454
  • anônimo  22/12/2016 16:54
    A quantas anda o governo Macri?


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