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Quando a realidade econômica se impõe, a ideologia é descartada

O atual governo grego, sob o comando do partido de extrema-esquerda Syriza, deixou vazar um plano de implantar um profundo corte das aposentadorias: em alguns casos, os cortes chegam a 35%.

Os novos aposentados que iriam receber mais de 750 euros mensais terão uma redução de 15%.  Pensões acima de 2.000 euros serão reduzidas em 30%.  E quaisquer pensões acima de 3.000 euros serão reduzidas para 2.200 euros. Trata-se de uma notável tesourada que também irá afetar os atuais aposentados que recebem uma pensão inferior a 1.000 euros mensais.

Até o momento, o governo grego já elevou a idade de aposentadoria e já extinguiu vários benefícios conseguidos por aposentadorias precoces.

Deixando de lado as várias críticas à incoerência entre o discurso de Alexis Tsipras quando chegou ao poder há exatamente um ano e sua atuação nos dias de hoje, o certo é que estes cortes de gastos tão impopulares apenas ressaltam que, na política, nem tudo é possível.

Assim, e ao contrário do que gostam de afirmar as mais variadas formações populistas, nem tudo é uma questão de "vontade política".  Empregos não são criados por mera vontade política; salários não aumentam por mera vontade política; a Previdência não se torna sustentável por mera vontade política; o déficit orçamentário do governo não desaparece por mera vontade política; e as crises não são superadas por mera vontade política.

Uma economia não é uma massa de modelagem que o onipotente político do momento pode moldar de acordo com sua imaginação e seus caprichos.  Por isso, por maior e por mais genuíno que fosse o desejo de Tsipras de interromper os cortes de gastos, o fato é que ele acabou se convertendo no maior "cortador" de gastos dentre todos os recentes governos gregos.

Eis uma lição: desconfie sempre de todos aqueles que, com palavras emotivas e brilhos nos olhos, prometem reinventar a roda em matéria econômica, quase sempre recorrendo a meras frases de efeito.

E o problema nem está no fato de que altas expectativas acerca de promessas impossíveis acabarão se degenerando em profundas frustrações — como ocorreu entre vários eleitores do Syriza [e do PT no Brasil]; o real problema está no fato de que a políticos intervencionistas e suas suicidas intenções de revogar as leis da gravidade econômica podem acabar provocando um resultado exatamente oposto ao almejado — como também ocorreu com o Syriza quando quebrou o sistema bancário do país [e como também ocorreu no Brasil com as reduções artificiais dos preços da eletricidade e com o congelamento do preço da gasolina].

Como sempre afirmou Ludwig von Mises, "os políticos não podem enriquecer as sociedades; mas podem, facilmente, empobrecê-las".  Ou, dito de outra maneira, um político não consegue, por meio de decretos e regulamentações, multiplicar os pães e os peixes; o que um político de fato consegue, por meio de decretos e regulamentações, é paralisar a produção de pães e peixes dentro de um país.

Por isso, em vez de aplaudir aqueles que querem impor fanaticamente sua "vontade política" populista sobre a mais elementar racionalidade econômica, deveríamos escarnecê-los em público.  O próprio Tsipras acabou se rebelando contra o seu antigo eu.

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Leia também:

Governos de esquerda que adotam reformas liberais - ou: há alguma esperança com Nelson Barbosa?

A capitulação do arrogante populismo do Syriza - e por que a extrema-esquerda europeia está acabada

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A verdadeira tragédia grega foi o seu gasto público 

O sonho do governo grego: espoliar permanentemente os pagadores de impostos da União Europeia 



autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • Coeficiente 100%  11/01/2016 13:22
    "A Folha de S, Paulo informa que Nelson Barbosa vai participar de uma reunião com integrantes do PT para debater os rumos da economia.

    Luiz Gonzaga Belluzzo e Delfim Netto serão chamados."


    www.oantagonista.com/posts/delfim-netto-e-a-lava-jato
  • Economista da UNICAMP  11/01/2016 20:33
    Pode ficar tranquilo então. Estamos em boas mãos.
  • Gabriel  11/01/2016 22:59
    Esse maluco do deveria ser jogado para a marginalidade acadêmica depois de ter sido o mentor intelectual do plano cruzado, porém não satisfeito ele ainda conseguiu quase falir o palmeiras e joga-lo para a segunda divisão, agora insiste em tentar fazer alguma coisa e voltou com suas idéias revolucionarias, talvez almejando ganhar um Nobel de Economia.

    Já o Delfim Neto é outro desenvolvimentista um pouco menos vulgar, esses dias vi uma entrevista que ele deu ao Luis Nassif (outro "jenio") onde ele falou que as medidas que a presidente Dilma foram corretas para estimular os investimentos (ele estava se referindo da diminuição na marra da energia elétrica e dos juros), os investimentos só não vieram porque a população ficou "assustada" e não investiu.

    Em suma, para o grande Delfim Neto a Economia é um ramo da psicologia, na mão dessa turma estamos realmente ferrados.
  • Ernane  11/01/2016 13:45
    Os sociopatas, esquerdopatas os fabianos da vida não compreender tal equação, alias pode até compreender mais não da o braço a torcer. É preciso que a realidade mostre de forma mais dura para que os mesmos se rendam. Não haveria um título mais adequado para o artigo, parabéns.
  • Elender Góis Gallas  11/01/2016 13:51
    O mais engraçado é ver que os partidos políticos de esquerda na Grécia e aqui no Brasil é que estão tentando mudar as regras previdenciarias, discurso da direita
  • Coeficiente 100%  11/01/2016 14:01
    Elender, justamente pq "quando a realidade econômica se impõe, a ideologia é descartada"
  • João Pedro Santos   11/01/2016 13:52
    Daqui o pouco a esquerda vai intitular o Syriza como sendo de "direita neoliberal" devido ao seu evidente fracasso.
  • Artilheiro de metralhadora  11/01/2016 18:51
    Bem isso mesmo, esquerdopatas não conhecem limites, hahahahaha!!!
  • Walmy Kauling  13/01/2016 16:24
    Pois bem, eles já fizeram isso, PSOL se utilizou do fracasso da Grécia para fazer propaganda do Partido. Segundo eles, a culpa foi do Capitalismo com os empréstimos sufocantes que impuseram sobre a Grécia, ignorando completamente as políticas cagadas que eles fizeram hahahahaha.
  • Andre  13/01/2016 16:31
    "ignorando completamente as políticas cagadas que eles fizeram hahahahaha.".

    E ignorando que a Grécia poderia não ter feito empréstimos assim não estaria endividada.
    Tudo bem que aí eles não teriam grana para bancas luxos de welfare state...

    Mas eles ainda podem dar o Calote!
    Depois de dar o calote é só aguentar as consequências.
  • anônimo  13/01/2016 17:28
    Walmy Kauling,

    veja mais abaixo: tivemos o "prazer" de sermos agraciados com um artigo de uma psolista aqui na seção de comentários:

    Veja mais abaixo o comentário da senhora Maria Lucia Fattorelli, candidata pelo PSOL nas eleições de 2014.
  • Heltron Xavier   11/01/2016 13:52
    É o que eu costumo dizer. A esquerda é exatamente como o homem preguiçoso, estúpido e ignorante. Aprende também qual o caminho certo, mas com muito, muito, sofrimento.
    Aprende um dia que o certo é o que a direita avisou, mas para não dar o braço a torcer, vai chamar de outro nome. A esquerda é uma piada - de mau gosto.
  • Economista Libertario  11/01/2016 16:42
    Heltron Xavier,

    Nada de direira ou esquerda. Esse discurso de que "esquerda está errada e direita está certa" é que configura a piada de mal gosto. Ambos, esquerda ou direita, estão errados. A única coisa que você consegue com esse tipo de mensagem é demonstrar seu apoio aos partidos declarados de direita. Indiretamente, você está associando a crítica libertária aos modelos de Estado perdulário com os partidos de direita, algo errado.

    Você ainda precisa aprender que não devemos apoiar nenhum tipo de partido de direita, esquerda, centro ou o que for.


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1864
  • Taxidermista  11/01/2016 17:18
    Vale complementar seu comentário com esse artigo também:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1466
  • Luiz Edmundo Moraes   11/01/2016 13:53
    Terão que pagar as contas, fazer poupança e estimular o crescimento. Ou então a ilusão Keynesiana dos investimentos públicos com endividamento!
  • edu  11/01/2016 14:11
    Graças ao Euro!
  • Globalista sem fronteiras  11/01/2016 15:08
    Uma moeda global é uma das melhores coisas pois assim paises picaretas não podem trapacear desvalorizando a moeda do próprio país e são obrigados a ficar com os dois pés na realidade, sendo assim não podem "brincar de economia" (como o brasil) e tem que ser inteligentes sabendo que cada decisão econômica gera consequências, são forçados a estar concientes de que o mercado é quem tem que ditar seu própio rumo e não uma canetada politica.
  • Osmar Neves  11/01/2016 16:01
    E abdicarmos de nossa soberania e liberdade? Não, obrigado. Conheço o PT e vou combatê-lo mas como combater a ONU e o FMI? Melhor ficar com o mal conhecido.
  • Ali Baba  11/01/2016 16:41
    @Osmar Neves 11/01/2016 16:01:48

    E abdicarmos de nossa soberania e liberdade? Não, obrigado. Conheço o PT e vou combatê-lo mas como combater a ONU e o FMI? Melhor ficar com o mal conhecido.

    HAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAH

    Desculpe. Não aguentei.

    Caro Osmar... Prefiro adotar o Euro ou o Dolar e "abrir mão da soberania" (seja lá o que isso signifique para você) do que ter o poder de compra da moeda com a qual sou obrigado a transacionar corroído por interesses nada soberanos.

    Soberania só interessa a minha própria.
  • Anonimo.  12/01/2016 12:00
    'do que ter o poder de compra da moeda com a qual sou obrigado a transacionar corroído por interesses nada soberanos.'
    E o que vc acha que vai acontecer com o euro e dolar?
  • Osmar Neves  12/01/2016 12:31
    "Soberania só interessa a minha própria.", bem, é isso que você NÃO vai ter numa regime monetário global. É só ler Apocalipse 13!
  • Economista Libertario  11/01/2016 16:36
    Globalista sem fronteiras,

    Você está enganado. Não deveria existir moeda global. Deveria existir liberdade para usar qualquer moeda. Ou seja, o fim do "curso forçado" das moedas.

    A existência de moeda única pode, num primeiro olhar inocente, dar o ar de que vai impedir governos de serem perdulários. Mas basta olhar para os programas de resgate do BCE para entendermos que a única coisa que teremos de fato com a moeda global é a aplicação do modelo keynesiano em escala global.
  • anônimo  12/01/2016 17:03
    "Moeda Global" só pode ser brincadeira.
  • Sivad  11/01/2016 14:11
    O governo tenta reduzir os gastos com a previdência. A grande questão é: o valor da contribuição previdenciária que o trabalhador e empregadores tem de pagar não deveria diminuir também ?
  • Carlos Lima  12/01/2016 05:25
    Que fique bem claro: a idade da aposentadoria vai aumentar sempre. A contribuição das empresas e empregados pra tentar garantir as aposentadorias vai aumentar sempre. Mas, apesar disso, o déficit previdenciário também crescerá. Sempre. Graças à drenagem permanente e ininterrupta que sofre a Previdência. Sabe por que? Porque tudo é feito pensando única e exclusivamente em roubar o cidadão. Melhor dizendo: fazer a transferência "legal"(?) dos bilhões que foram tomados do povo, na marra, para as mãos dos canalhas que compõem as diversas facções lideradas pela quadrilha do Planalto. Canalhas esses que ascenderam ao poder graças ao voto de zilhões de idiotas, cujo comportamento de rebanho torna aceitável a obrigatória participação do indivíduo-ovelhinha num verdadeiro espetáculo circense: sair de casa todo arrumado no dia das eleições e entrar numa fila enorme, com um objetivo em mente: escolher seus ladrões preferidos. Aqueles que irão roubá-lo, sem dó nem piedade, usando e abusando de um artifício pra lá de ridículo, além de profundamente asqueroso, que costumam chamar de "Lei".
  • Típico Universitário  11/01/2016 14:22
    Se os senhores acham que o PT é um partido corrupto e oportunista como o Syriza, estão enganados.

    Não se preocupem. Não haverá moderação:

    O partido JAMAIS desistirá dos seus ideais para agradar economistas decrépitos e ortodoxos. Nós vamos dirigir este país ao limite do seu potencial de inclusão social, progresso e glória. Quem ficar no caminho receberá um impeachment.

    Enquanto falamos aqui o Ministro Nelson Barbosa está PASSANDO POR CIMA do conservadorismo fascista levyano e lutando por mais crédito pelos bancos públicos:

    www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=227872
    www.jb.com.br/economia/noticias/2016/01/10/bancos-publicos-vao-expandir-credito-diz-ministro-da-fazenda/

    Vejam, bolinhos. ISTO é um partido do povo. Não se intimida por uma inflação acima dos 10% nem pelo "fracasso" dos últimos 3 programas de crédito. Todo mundo sabe que realidade econômica não paga contracheque. Desenvolvimento TEM de acontecer nem que seja na marra.

    A demanda agregada SERÁ estimulada.
    Nenhuma realidade econômica vai parar o partido novamente. Estamos salvos.
  • BubbleObserver  11/01/2016 15:04
    Para o Típico Universitário:

    Morte à Realidade, vida eterna à Utopia!

    KKKKK

    Como dizem os 'imperialistas yankees' Good Luck with that! kkk
  • Economista de araque  11/01/2016 17:15
    Isso é ironia né? Pelo amor de Deus, esteja sendo irônico.
  • S.T.E.L.L.A  11/01/2016 17:38
    As notícias são de verdade. Infelizmente.

    O Levy levou meses e nunca anunciou algo assim.

    Está bem claro que o Nelson é heterodoxo.
  • José Miranda Lourenço  11/01/2016 14:40
    O socialismo não consegue sustentar todos os direitos que distribui. É uma ficção que só enriquece a classe governante e seus penduricalhos. Um dia a casa cai.
    O que sobrou da sociedade tem que reconstruir tudo a partir da terra arrasada deixada.

    Não há saída, não há atalho.
  • Andre B.  11/01/2016 14:46
    Depois eles vêm chamar os libertários de utópicos... Utópica é a esquerda, que quer um mundo impossível! Um mundo que poderia se realizar, não fosse... essa tal de realidade econômica!
  • Andre  11/01/2016 14:47
    "Os novos aposentados que iriam receber mais de 750 euros mensais terão uma redução de 15%. Pensões acima de 2.000 euros serão reduzidas em 30%. E quaisquer pensões acima de 3.000 euros serão reduzidas para 2.200 euros. Trata-se de uma notável tesourada que também irá afetar os atuais aposentados que recebem uma pensão inferior a 1.000 euros mensais."

    É nisso que dá entrar em esqueminha de pirâmide e achar que no final vai ter lucro.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=993
  • Henrique  11/01/2016 14:52
    Interessante... nesses ajustes "necessários" quem perde é sempre a classe trabalhadora... tem corte de renda para os ricos também?


    Abraços.
  • Marcos  11/01/2016 16:03
    Não sei em que país você vive, mas quem ganha mais de 3 mil euros mensais de aposentadoria (mais de R$ 13.500) é, no meu conceito, um rico.

    E esses tomaram um corte de 35%. Você ainda acha pouco?
  • Henrique  11/01/2016 16:11
    Qual foi o corte para os banqueiros?
  • Bartolomeu Tiburcius  11/01/2016 16:40
    Você quer que o governo "corte" salários de quem trabalha na iniciativa privada??
  • Coeficiente 100%  12/01/2016 16:27
    Quer "cortar" de banqueiros?

    A forma de "cortar" dos banqueiros é extinguindo o Banco Central e extinguindo o sistema bancário de reservas fracionárias.
  • Andre B.  11/01/2016 16:11
    Nâo tem corte para quem ganha sua renda na iniciativa privada, Henrique. Segundo o raciocínio desse iluminado, o estado estipula uma aposentadoria arbitrariamente num valor "x", causando um rombo na Previdência. Se não houver dinheiro para pagá-la, deve-se tirar mais dinheiro da iniciativa privada para pagar aquela aposentadoria... Lixo!
  • Henrique  12/01/2016 10:26
    "Nâo tem corte para quem ganha sua renda na iniciativa privada..."

    Impostos?



    Abraços.
  • Athayde  12/01/2016 11:43
    Ah, entendi, vc quer que o governo tribute AINDA mais o patrimônio de pessoas que ganham uma determinada renda (renda definida arbitrariamente, de sorte que é o próprio governo que vai dizer quem é "rico" ou quem não é).

    Você quer que as pessoas sejam ainda mais espoliadas para drenar dinheiro para as mesmas pessoas responsáveis pelo rombo nas contas públicas.

    As pessoas já financiam os parasitas; os parasitas gastam mais do que podem; esses parasitas daí querem usar (mais uma vez) o dinheiro das pessoas para cobrir esse rombo.

    E vc não tem nem vergonha de defender uma coisas dessas.
  • Bartolomeu Tiburcius  11/01/2016 16:28
    Ué, ainda que assim fosse, quem sabe vc dirige essa pergunta para os esquerdistas, que se dizem porta-vozes da "classe trabalhadora"? É para eles que vc deve dirigir essa pergunta, meu amiguinho. Não leu o artigo?
  • Renato Souza  12/01/2016 16:16
    Cortar dos banqueiros?

    Ora, o governo só pode cortar o que ele "dá", se cortar o que vem de outra fonte, estará roubando.

    Mas sem querer você acertou. O governo, ao se endividar está transferindo riquezas do restante da sociedade, para os banqueiros (e para si mesmo). Diminuindo constantemente sua dívida, estaria diminuindo os juros (menor demanda geral por crédito) e portanto estaria "cortando a renda dos banqueiros". Da mesma forma, se o BCE inflacionasse menos (ou nada), estaria "cortando a renda dos banqueiros".
    Mas isso é exatamente o oposto do que as esquerdas defendem...
  • Clovismr  11/01/2016 17:13
    Boa Tarde a todos.
    Se eu emprestar dinheiro a qualquer um de vcs aqui presentes e receber, terei meu lucro. Caso contrário, o problema será somente meu. Eu terei que me virar pra receber e reduzir meu prejuízo. Ninguém virá me socorrer. Nem mesmo o BC algum de lugar nenhum.
    Já tem um tempo que a Grécia apanha de cinta em toda mídia. Sem trégua.

    Entendo que as pessoas estão chutando cachorro morto mas não se perguntam quem matou o cachorro.
    A Grécia é um exemplo claro e vivo a força dos bancos sobre toda a mídia e opiniões. E mais, avançam sobre todas as ideologias/partidos e nenhuma delas(es) bate de frente. No máximo, tangenciam.
    O q vejo é o leite derramado, ou o cachorro morto e só;. Mas QUEM derrubou o tambor de leite ou matou o cachorro? Desses não se fala.

    Um banco é uma empresa. Empresas quebram, bancos quebram. E só.

    Agora é fácil chutar o cachorro morto. Mas não se lembram do primeiro "SOCORRO" à Grécia, já se vão longos anos. O começo de tudo. Vozes solitárias afirmavam que não estavam resgatando país nenhum além de três ou quatro bancos europeus e americanos. E que o saldo seria uma dívida ainda maior e sem solução.
    Caso esteja enganado, peço que me desculpem, mas, caso contrário, então gostaria que o site reforçasse a necessidade de não se deixar enganar por discursos de risco sistêmico, que foi amplamente usado no primeiro "Socorro" grego.
    O velho argumento de que o governo grego era perdulário, gastava muito mais que recolhia e corrupto até o talo. Ora bolas, quem emprestava não sabia?
    Querem saber? Sabiam sim, e tinham a certeza que não teriam prejuízo.

    Bancos são empresas, empresas quebram, bancos quebram e ponto.
    Fica a dúvida: se a europa não tivesse tomado o dinheiro de seus contribuinte e mandado os credores se virarem com seu devedor, como teria ficado?

    Eu não concordo com esse discurso sobre a Grécia por que quem derrubou o tambor ou matou o cachorro agora tá ditando regras e os garotos de lá que nem sequer sabem fazer sexo, é que vão pagar a conta. E sobre isso não se fala.
  • Leandro  11/01/2016 17:26
    "Fica a dúvida: se a europa não tivesse tomado o dinheiro de seus contribuinte e mandado os credores se virarem com seu devedor, como teria ficado?"

    Credores: bancos

    Devedor: governo grego

    Se o governo grego decretasse o calote, o governo grego ficaria insolvente e os bancos, quebrados. Com os bancos quebrados, não apenas toda a concessão de crédito ficaria paralisada, como também todos os créditos já concedidos teriam sua quitação exigida antecipadamente pelos bancos.

    Não haveria investimentos e ocorreria uma grande deflação monetária e uma aguda depressão econômica.

    O ambiente para os investimentos -- que são a única medida capaz de levantar uma economia -- seria o pior possível. Afinal, além de não haver crédito, quem iria investir em um país cujo governo (quebrado) fará de tudo para confiscar cada centavo que você eventualmente lucrasse?

    Esta é uma análise sem juízo de valor.
  • Clovismr  11/01/2016 17:41
    Lamento Sr. Leandro, mas não concordo.
    Esse raciocínio tem servido muito bem aos bancos no sentido de que lhes garantir total certeza de que não terão risco algum. Caso não tivessem toda essa proteção teriam sido mais cautelosos e não teriam emprestado de qquer jeito.
    Não vejo como defender um sistema que usa o dinheiro de todos (de forma involuntária diga-se de passagem) para que alguns possam operar sem responsabilidade nenhuma. Qto à situação catastrófica que o Sr. apresenta é a que se teria e que se teria que ter. E com certeza a que seria de mais rápida solução. E no final o prejuízo seria distribuído entre TODOS os envolvidos. Sem políticos definindo quem pode ou não perder ou ganhar.
  • Leandro  11/01/2016 18:01
    Clovismr, isso que descrevi não é passível de concordância ou não, pois não fiz nenhum juízo de valor. Apenas descrevi como funciona a realidade. E a realidade é que, num sistema bancário de reservas fracionárias, se os bancos tomam calotes, ocorre todo o processo descrito. Ponto.

    Não é questão de concordar ou não. É apenas questão de se descrever o funcionamento de algo. Se um físico descreve a lei da gravidade, você irá dizer que discorda?

    "Caso [os bancos] não tivessem toda essa proteção teriam sido mais cautelosos e não teriam emprestado de qquer jeito. Não vejo como defender um sistema que usa o dinheiro de todos (de forma involuntária diga-se de passagem) para que alguns possam operar sem responsabilidade nenhuma."

    Opa, agora você chegou exatamente ao cerne da questão. Mais ainda: você chegou ao âmago daquilo que este site sempre defendeu.

    Você está corretíssimo: as regulamentações bancárias e todas as garantias concedidas pelos governos e pelos bancos centrais ao sistema bancário criam um risco moral insano. Afinal, por que bancos seriam prudentes se eles sabem que, se algo der errado, governos e bancos centrais irão atuar para socorrê-los?

    Solução: abolir o Banco Central e abolir todos os seguros governamentais sobre depósitos, deixando claro que, se bancos fizerem bobagem, seus ativos é que entrarão na jogada. Simultaneamente, adotar esse plano de reforma bancária.

    Sem isso, nada feito.

    Parabéns pela constatação.

    P.S.: vale ressaltar que esse tipo de comportamento temerário dos bancos cresce à medida que os juros caem. Quanto menores os juros, maior a busca desesperada por retornos aceitáveis e, consequentemente, maior a especulação com ativos insalubres.
  • Coeficiente 100%  11/01/2016 18:38
    Clovismr,

    um dos grandes tópicos desse site é, exatamente, a preocupação em demonstrar quão nefasto é o fato de os governos (via BCs) concederem privilégios odiosos aos bancos. Então, por favor, se vc se refere a isso, não diga que "sobre isso não se fala".


    Apenas alguns exemplos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=946

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1521

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=256

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1015

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=223

  • Papiniano  11/01/2016 17:34
    Não é especificamente sobre a Grécia, mas serve para mostrar como sua premissa não é correta em relação à Escola Austríaca:

    mises.org.br/Article.aspx?id=152
  • Papiniano  11/01/2016 17:50
    Refiro-me ao Clovismr
  • anônimo  11/01/2016 18:28
    Enquanto o Alexis Tsipras estiver pagando o dízimo do movimento comunista e distribuindo espaços para os colegas de militância, tá tudo certo. Os ideólogos vão inventar alguma coisa para acalmar a massa dos idiotas úteis. Eles são mestres na relativização da verdade.
    É só ver o que aconteceu com o reinado do Nove Dedos. No forum econômico mundial, ele era aclamado como um sujeito pró mercado. No foro de SP e no forum social mundial, ele era um grande socialista. Como o Lênin cachaceiro facilitou a vida do movimento socialista no Brasil (cargos públicos do alto escalão, universidades, audiovisual, etc.) e estrangulou a participação política de empresários concedendo, em troca, amplo poder econômico aos empresários amigos, pouco importa se seu governo foi liberal. Afinal, "quando Lula fala, o mundo se ilumina".
    Infelizmente, o mundo não é só economia. É possível haver um alto grau de liberdade econômica com repressão política.



  • BubbleObserver  11/01/2016 18:57
    "É possível haver um alto grau de liberdade econômica com repressão política. "

    Um ambiente no qual os empresários amigos obtêm privilégios (BNDES, contratos com a PT-Brás, etc) NÃO apresenta liberdade econômica, desmentindo sua assertiva final.
  • anônimo  11/01/2016 20:27
    Tá bom, cara. Saia da casinha e vá para a realidade. Cingapura é um caso clássico (um ditador comanda o 2o país mais livre economicamente do mundo. Faça o seguinte: Vá até lá e diga que o governante é um bosta. Veja o que acontece.). A China aumentou a liberdade econômica, mas a repressão política continua firme e forte. E quando o PCC achar que a liberdade de mercado já deu tudo o que eles queriam, eles fecham a economia de novo. O mesmo ocorreu com a NEP. O liberalismo econômico gera riquezas e a alta cúpula da esquerda mundial sabe disso. Só que eles sabem também que o poder político, religioso e cultural são maiores que o poder econômico. (É só ver esses modismos nas empresas: gestão socialmente responsável, gestão ambiental... e nas pessoas: veganismo, obsessão por animais, antitabagismo e, ao mesmo tempo, maconhismo... tudo isso é imposição de máquinas políticas (propaganda, ativismo partidário, legislação, ativismo judicial, "movimentos sociais" cujo propósito é a implantação de uma agenda partidária...) que geram mudanças na mentalidade dos agentes) O negócio é que a economia por si não resolve nada. Existe um negócio chamado ação humana que também funciona para a política e para a cultura/moral. Estudar Escola Austríaca faz parte na busca da verdade de 1 aspecto que concerne ao ser humano: as relações econômicas. Querer extrapolar isso para outros campos é ficar como Rothbard e sua seita de malucos do Alabama.
  • Austregésilo  11/01/2016 21:10
    "anonimo", o que vc quer dizer com "ficar como Rothbard e sua seita de malucos do Alabama"?
  • mauricio barbosa  11/01/2016 22:18
    "...O negócio é que a economia por si não resolve nada. Existe um negócio chamado ação humana que também funciona para a política e para a cultura/moral. Estudar Escola Austríaca faz parte na busca da verdade de 1 aspecto que concerne ao ser humano: as relações econômicas. Querer extrapolar isso para outros campos é ficar como Rothbard e sua seita de malucos do Alabama."

    Anônimo,não somos malucos como você descreveu,somos contra todo tipo de ditadura,pois todas elas cerceiam nossa liberdade e por causa disso não concordamos em dizer amém a todas elas e se isso te ofende então tenho todo o direito de lhe classificar como intervencionista e outras coisas mais(Sem ofensas)e se nosso desejo e sonho(Abolição do estado)é mera quimera, você tem todo o direito de discordar de nós(Libertários),mas,não tem o direito de nos xingar de malucos.Agora argumente ao invés de achar,pois achar todo acha alguma coisa,veja bem,os poderosos se incomodam com a liberdade porque eles querem continuar a nos explorar impunemente e nós termos que dizer amém para todos estes desmandos(Na sua opinião) e aí nós é que somos malucos?
  • anônimo  13/01/2016 17:05
    Caramba...

    Os argumentos já foram dados no post anterior (coisa que estudante brasileiro não vê. Só enxerga duas palavras de ofensa).

    Brasileiro é um bicho engraçado: ou você concorda 100% com o que o outro diz, ou você é um intervencionista, maluco. Mas o que descrevi com exemplos de governos opressivos e economia livre é a realidade.
    Quanto ao Rothbard: Ele é um excelente historiador (vai nas minúcias dos fatos, principalmente em seus livros sobre as depressões americanas) e um grande economista. Quando ele começa a discorrer sobre política, moral, etc., aí seus escritos tornam-se questionáveis e às vezes doentios. Engraçado que, com Marx, era quase o oposto: era uma fraude em economia, um historiador que falsificava muita coisa, mas um visionário em estratégia de dominação política. Lógico que utilizando truques sobre as pessoas para ludibriá-las.
    Quanto aos outros do Alabama, reconheço seu valor em trazer à tona aspectos da realidade que, se dependesse 100% de ministério de educação, eu estaria frito, além de seu mérito acadêmico em economia e em história. Só que, de novo, em política eles são doidos, mesmo. Então, quando ofendi Rothbard e cia. foi em um aspecto (que aparenta ser o dominante para o público em geral - tudo é economia, inclusive a política, religião, etc.), que está associado ao texto de Juan Rallo. Não os menosprezo sobre outros. Sei dar valor às jóias produzidas pelas pessoas.
  • Andre  13/01/2016 18:36
    "Infelizmente, o mundo não é só economia. É possível haver um alto grau de liberdade econômica com repressão política.".

    E o próprio Hans-Hermann Hoppe concorda com você, já que ele explica, nesse artigo:
    Por que a monarquia é superior à democracia
    que a monarquia é superior à democracia.

    E no final das contas, monarquia é um sistema com repressão política, já que reprime qualquer um que não faça parte da linhagem da família monárquica de conseguir qualquer poder político.

    Considerando que a maioria das pessoas é idiota o suficiente para ser ludibriada por psicopatas que usam as técnicas descritas nesse livro: The 48 Laws of Power é mais vantagem viver sob repressão política (seja monarquia ou outro tipo) com razoável grau de liberdade do que viver numa democracia tendo que sempre ficar atento à possibilidade de alguns psicopatas enganarem a maioria da população e ferrarem com o país.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  11/01/2016 19:23
    Solução: passem a Grécia para o meu nome.
  • Korn  11/01/2016 19:46
    Essa esquerda socialista grega só faz austeridade porque suas patas imundas não controlam a moeda usada. haha Imagina a inflação monstruosa que viria se eles pudessem controlar o dinheiro. haha
  • Maria Lucia Fattorelli  11/01/2016 22:26
    A Grécia está enfrentando um tremendo problema de dívida pública e uma crise humanitária. A situação atual é muitas vezes pior do que a de 2010, quando a Troika – FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu – impôs seu "plano de resgate" ao país, justificado pela necessidade de apoiar a Grécia. Na realidade, tal plano tem sido um completo desastre para a Grécia, pois o país não tem obtido absolutamente nenhum benefício com os peculiares acordos de dívida implementados desde então.

    O que quase ninguém comenta é que um outro exitoso plano de resgate foi efetivamente implementado naquela mesma época em 2010, não para a Grécia, mas para os bancos privados. Por trás da crise grega há um enorme e ilegal plano de resgate de bancos privados. E a forma pela qual tal plano está se dando representa um imenso risco para toda a Europa.

    Depois de cinco anos, os bancos conseguiram tudo o que queriam. Por outro lado, a Grécia mergulhou numa verdadeira tragédia: o país aprofundou gravemente seu problema de dívida pública; perdeu patrimônio estatal à medida em que acelerou o processo de privatizações, assim como encolheu drasticamente sua economia. Pior que tudo, tem amargado imensurável custo social representado pelas vidas de milhares pessoas desesperadas que tiveram seu sustento e seus sonhos cortados pelas severas medidas de austeridade impostas desde 2010. Saúde, educação, trabalho, assistência, pensões, salários e todos os demais serviços sociais têm sido afetados de forma destrutiva.

    A distribuição do Orçamento Nacional da Grécia mostra a predominância dos gastos com a dívida sobre todos os demais gastos estatais. De fato, os gastos com o pagamento de empréstimos, outras obrigações de dívida, juros e outros custos absorvem 56% do orçamento estatal...

    Em uma tacada, sob a justificativa de necessidade de "preservar a estabilidade financeira na Europa", medidas ilegais foram tomadas em Maio de 2010, a fim de garantir o aparato que permitiria aos bancos privados livrar-se da perigosa "bolha", isto é, da grande quantidade de ativos tóxicos – em sua maioria títulos desmaterializados e não comercializáveis - que abarrotava contas "fora de balanço"[2] em sua escrituração contábil. O objetivo principal era ajudar os bancos privados a transferir tais ativos tóxicos para os países europeus.

    Uma das medidas adotadas para acelerar a troca de ativos de bancos privados e acomodar a crise bancária foi o programa SMP[3] , mediante o qual o Banco Central Europeu (BCE) passou a efetuar compras diretas de títulos públicos e privados, tanto no mercado primário como secundário. A operação relativa a títulos públicos é ilegal, pois fere frontalmente o Artigo 123 do Tratado da União Europeia[4] . Tal programa constitui apenas uma entre várias outras "medidas não-padronizadas" adotadas na época pelo BCE.

    A criação de um "Veículo de Propósito Especial", uma companhia baseada em Luxemburgo, constituiu outra medida implementada para transferir ativos tóxicos desmaterializados dos bancos privados para o setor público. Acreditem ou não, países europeus[5] se tornaram sócios de tal companhia privada, uma sociedade anônima chamada Facilidade para Estabilidade Financeira Europeia (EFSF)[6] . Os países se comprometeram com bilionárias garantias, inicialmente no montante de EUR 440 bilhões[7] , que logo em 2011 subiram para EUR 779.78 bilhões[8] . O verdadeiro propósito de tal companhia tem sido disfarçado pelos anúncios de que ela iria providenciar "empréstimos" para países, fundamentados em "instrumentos financeiros", não em dinheiro efetivo. Cabe mencionar que a criação da EFSF foi uma imposição do FMI[9] , que lhe forneceu uma contribuição de EUR 250 bilhões[10] .

    Juntos, o programa SMP e a companhia EFSF representaram os complementos cruciais para o esquema[11] de alívio de ativos, necessário para concluir o suporte aos bancos privados iniciado desde o início de 2008, por ocasião da crise financeira nos Estados Unidos e Europa. Desde o início de 2009 os bancos privados vinham demandando por mais suporte público para descarregar a excessiva quantidade de ativos tóxicos que abarrotava suas contas "fora de balanço". O atendimento a essa demanda poderia se dar tanto mediante compras diretas governamentais, como por meio de transferências para companhias independentes de gerenciamento de ativos. Essas duas soluções restaram atendidas pelo SMP e pela EFSF, e as perdas relacionadas aos ativos tóxicos estão sendo repartidas entre os cidadãos europeus.

    A troca de ativos tóxicos de bancos privados para uma companhia por meio de simples transferência, sem o devido pagamento e a operação de compra/venda seria ilegal frente às normas contábeis. EUROSTAT modificou tais regras[12] e permitiu a "liquidação de operações conduzidas mediante troca de títulos", justificando tal ato por "circunstâncias específicas da turbulência financeira".

    A localização da companhia EFSF em Luxemburgo visou, principalmente, escapar da aplicação das leis do Direito Internacional. Ademais, a EFSF é financiada em grande parte pelo FMI, cuja colaboração seria ilegal, de acordo com seu próprio Estatuto. No entanto, o FMI também modificou suas regras para proporcionar a ajuda de EUR 250 bilhões à EFSF[13] .

    De acordo com a Lei[14] que autorizou a sua criação, a empresa EFSF de Luxemburgo poderia delegar a gestão de todas as suas atividades relacionadas aos instrumentos financeiros; seu conselho de diretores poderia delegar as suas funções, e seus associados, os Estados-Membros, poderiam delegar a tomada de decisões relacionada aos fiadores para o Grupo de Trabalho do Eurogrupo (EWG). Naquela época, tal grupo de trabalho sequer possuía um presidente em tempo integral[15] . A Agência de Gestão da Dívida alemã[16] é quem realmente opera a EFSF, e, em conjunto com o Banco Europeu de Investimento, presta apoio ao funcionamento operacional da EFSF. É evidente a falta de legitimidade da EFSF, já que é realmente operada por um órgão diverso. EFSF é agora o principal credor Grécia.

    Os instrumentos financeiros utilizados pela EFSF são os mais arriscados e restritos, desmaterializados, não comercializáveis, tais como Floating Rate Notes tipo Pass-trough, arranjos cambiais e de hedge, e outras atividades de co-financiamento que envolvem o administrador britânico Wilmington Trust (London) Limited[17] como o instrutor para a emissão de títulos restritos, não-certificados, que não podem ser comercializados em nenhuma bolsa de valores legítima, pois não obedecem às regras exigidas para títulos de dívida soberana. Este conjunto de instrumentos financeiros tóxicos representa um risco para os Estados-Membros, cujas garantias podem ser exigidas para pagar por todos os produtos financeiros da empresa luxemburguesa.

    Um escândalo de grande proporção teria ocorrido em 2010, se esses esquemas ilegais tivessem sido revelados: a violação do Tratado da UE, as alterações arbitrárias nas regras processuais por parte do BCE, Eurostat e do FMI, bem como a associação dos Estados-Membros à companhia privada de propósito especial em Luxemburgo. Tudo isso apenas para resgatar bancos privados, às custas de um risco sistêmico para toda a Europa, devido ao comprometimento dos Estados-Membros com garantias bilionárias que cobririam ativos tóxicos problemáticos não comercializáveis e desmaterializados.

    Este escândalo nunca aconteceu, porque em Maio de 2010, a mesma reunião extraordinária do Conselho de Assuntos Econômicos e Sociais da Comissão Europeia[18] que discutiu a criação da companhia luxemburguesa EFSF "Veículo de Propósito Especial", deu uma importância especial para o "pacote de apoio à Grécia", fazendo parecer que a criação daquele esquema era para a Grécia e que, ao fazê-lo, estariam garantindo a estabilidade fiscal para a região. Desde então, a Grécia tem sido o centro de todas as atenções, persistentemente ocupando as manchetes dos principais veículos de comunicação de todo o mundo, enquanto o esquema ilegal que efetivamente tem suportado e beneficiado os bancos privados permanece nas sombras, e quase ninguém fala sobre isso.

    O relatório anual do Banco da Grécia mostra um acentuado crescimento nas contas "fora de balanço" relacionadas a ativos financeiros em 2009 e 2010, em quantidades muito maiores que o total de ativos do Banco, e esse padrão continua nos anos seguintes. Por exemplo, no Balanço Contábil do Banco da Grécia de 2010[19] , o total de ativos em 31/12/2010 era EUR 138,64 bilhões. As contas "fora de balanço" naquele ano chegou a EUR 204,88 bilhões. Em 31/12/2011[20] , enquanto o total dos ativos do Balanço somou EUR 168,44 bilhões, as contas "fora de balanço" atingiram EUR 279,58 bilhões.

    Assim, a transferência de ativos tóxicos dos bancos privados para o setor público tem sido um grande sucesso: para os bancos privados. E o Sistema da Dívida[21] tem sido a ferramenta para acobertar isso.

    A Grécia foi trazida a este cenário depois de vários meses de pressão persistente por parte da Comissão Europeia, devido a alegações acerca de existência de um excessivo déficit orçamentário, além de inconsistências em dados estatísticos[22] . Passo a passo, um grande problema foi criado em torno dessas questões, até que em maio de 2010 o Conselho de Assuntos Econômicos e Financeiros declarou: "na sequência da crise na Grécia, a situação nos mercados financeiros é frágil e havia um risco de contágio"[23] . E assim a Grécia foi submetida ao pacote que incluiu a interferência da Troika com as suas severas medidas inseridas em planos de ajuste anual, e um peculiar acordo bilateral, seguido por "empréstimos" da EFSF lastreados em instrumentos financeiros de risco.

    Economistas gregos, líderes políticos, e até mesmo algumas autoridades do FMI haviam proposto que uma reestruturação da dívida grega iria propiciar resultados muito melhores do que aquele pacote. Isso foi ignorado.

    Graves denúncias acerca da superestimação do déficit orçamentário - que tinha sido a justificativa para a criação do grande problema em torno da Grécia e a imposição do pacote em 2010 - foram igualmente ignoradas.

    Sérias denúncias feitas por especialistas[24] gregos sobre a falsificação de estatísticas também foram desconsideradas. Seus estudos mostravam que o montante de EUR 27,99 bilhões sobrecarregou as estatísticas de dívida pública em 2009[25] , por causa da elevação falsa em determinadas categorias (tais como DEKO, obrigações hospitalares e SWAP Goldman Sachs). Estatísticas de anos anteriores também haviam sido afetadas por EUR 21 bilhões de swaps Goldman Sacks distribuídos ad hoc em 2006, 2007, 2008 e 2009.

    Apesar de tudo isso, sob uma atmosfera de urgência e ameaça de "contágio", acordos peculiares foram implementados desde 2010 na Grécia; não como uma iniciativa grega, mas tal como conformado pelas autoridades da UE e do FMI, vinculados ao cumprimento de um conjunto completo de medidas econômicas, sociais e políticas prejudiciais, impostas pelos Memorandos[26] .

    A análise dos mecanismos[27] inseridos nesses acordos mostra que eles não significaram benefício algum à Grécia, mas serviram aos interesses dos bancos privados, em perfeita consonância com as medidas de resgate ilegais aprovadas em Maio de 2010.

    Em primeiro lugar, o empréstimo bilateral usou uma conta especial no BCE, por meio da qual os empréstimos desembolsados pelos países e KfW, os credores, iriam direto para os bancos privados que detinham títulos de dívida desvalorizados, cotados muito abaixo de seu valor nominal. Dessa forma, aquele acordo bilateral peculiar foi arranjado para permitir o pagamento integral para aqueles detentores de títulos, enquanto a Grécia não obter qualquer benefício. Em vez disso, os gregos terão de pagar de volta o capital, altas taxas de juros e todos os custos.

    Em segundo lugar, os "empréstimos" da EFSF resultaram na recapitalização de bancos privados gregos, além de trocas e reciclagem de instrumentos de dívida. A Grécia não recebeu qualquer empréstimo verdadeiro ou apoio da EFSF. Através dos mecanismos inseridos nos acordos com a EFSF, dinheiro efetivo nunca chegou à Grécia, mas apenas os ativos tóxicos desmaterializados que lotam a seção "fora de balanço" do Banco da Grécia. Por outro lado, o país tem sido forçado a cortar despesas sociais essenciais para pagar, em dinheiro, as altas taxas de juros e todos os custos abusivos, e também terá que reembolsar o capital que nunca recebeu. O contrato prevê que tal pagamento pode ser feito também por meio de entrega de patrimônio estatal privatizado.

    É preciso buscar as razões pelas quais a Grécia foi escolhida para estar no olho do furacão, submetida a acordos e memorandos ilegais e ilegítimos, servindo de cenário para encobrir o escandaloso resgate ilegal de bancos privados desde 2010.

    Talvez essa humilhação se deva ao fato de que a Grécia tem sido historicamente uma referência mundial para a humanidade, pois ela é o berço da democracia, o símbolo da ética e dos direitos humanos. O Sistema de Dívida não pode admitir tais valores, pois não possui o menor escrúpulo em provocar danos a países e povos para obter seus lucros.

    O Parlamento grego já instalou a Comissão da Verdade sobre a dívida pública e nos deu a chance de revelar esses fatos; tão necessários para repudiar o Sistema de Dívida que tem subjugado não só a Grécia, mas muitos outros países, sob a espoliação do setor financeiro privado. Somente por meio da transparência e do acesso à verdade os países irão derrotar aqueles que querem colocá-los de joelhos.

    Já é chegado o tempo para que a verdade prevaleça, o tempo para colocar os direitos humanos, a democracia e a ética acima de quaisquer interesses inferiores. Esta é uma tarefa para a Grécia, a ser cumprida já.


    Notas:

    [1] Coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida no Brasil (www.auditoriacidada.org.br), convidada pela presidente do Parlamento Grego Deputada Zoe Konstantopoulou para colaborar com o Comité da Verdade sobre a Dívida Pública criado em 4 de abril de 2015.

    [2] "Fora de balanço" significa uma seção à margem da contas normais que fazem parte do balanço contábil, onde ativos problemáticos, tais como títulos desmaterializados, não comercializáveis, são informados.

    [3] Securities Markets Programme (SMP) - EUROPEAN CENTRAL BANK. Monetary policy glossary. Disponível aqui. [Acessado em 4 de Junho de 2015]

    [4] THE LISBON TREATY. Article 123. Disponível aqui. [Acessado em 4 Junho de 2015]

    [5] Países Membros da zona do Euro ou Sócios da EFSF: Reino da Bélgica, República Federal da Alemanha, Irlanda, Reino da Espanha, República da França, República da Itália, República de Chipre, República de Luxemburgo, República de Malta, Reino da Holanda, República da Áustria, República de Portugal, República da Eslovênia, República da Eslováquia, República da Finlândia e República Helênica.

    [6] A companhia privada EFSF foi criada como um instrumento do MECANISMO DE ESTABILIZAÇÃO FINANCEIRA EUROPEIA (EFSM).

    [7] EUROPEAN COMMISSION (2010) Communication From the Commission to the European Parliament, the European Council, the Council, the European Central Bank, the Economic And Social Committee and the Committee of the Regions - Reinforcing economic policy coordination.
    - Página 10.

    [8] IRISH STATUTE BOOK (2011) European Financial Stability Facility and Euro Area Loan Facility (Amendment) Act 2011. Disponível aqui. [Acessado em 4 Junho de 2015].

    [9] Depoimento de Dr. Panagiotis Roumeliotis, representante da Grécia junto ao FMI, para o "Comité da Verdade sobre a Dívida Pública", no Parlamento Grego, em 15 de junho de 2015.
    [10] EUROPEAN FINANCIAL STABILITY FACILITY (2010) About EFSF [online] Disponível aqui e aqui - Question A9 [Acessado em 4 Junho de 2015].

    [11] HAAN, Jacob de; OSSTERLOO, Sander; SCHOENMAKER, Dirk. Financial Markets and Institutions – A European Perspective (2012) 2nd edition. Cambridge, UK. Asset relief schemes, Van Riet (2010) Página 62.

    [12] EUROSTAT (2009) New decision of Eurostat on deficit and debt - The statistical recording of public interventions to support financial institutions and financial markets during the financial crisis. Disponível aqui. [Acessado em 4 Junho de 2015]

    [13] "Most Directors (…) called for the Fund to collaborate with other institutions, such as the Bank for International Settlements, the Financial Stability Board, and national authorities, in meeting this goal." In IMF (2013) Selected Decisions. Disponível aqui - Página 72 [Acessado em 4 Junho de 2015]

    [14] EUROPEAN FINANCIAL STABILITY FACILITY ACT 2010. EFSF Framework Agreement, Artigos 12 (1) a, b, c, d, e (3); Artigo 10 (1), (2) e (3); Artigo 12 (4); Artigo 10 (8).

    [15] Somente a partir de Outubro/ 2011 em diante, de acordo com a Decisão do Conselho de 26/Abril/2012, o Grupo de Trabalho do Eurogrupo (EWG) passou a ter um presidente em tempo integral:
    OFFICIAL JOURNAL OF THE EUROPEAN UNION (2012) Official Decision. Disponível aqui.
    A mesma pessoa, Thomas Wieser, ocupou também a presidência do Comitê Econômico e Financeiro (EFC) desde Março/2009 a Março/2011: COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION. Eurogroup Working Group. Disponível aqui.

    [16] EUROPEAN FINANCIAL STABILITY FACILITY (2013) EFSF general questions. Disponível aqui - Question A6. [Acessado em 4 Junho de 2015].
    Veja também: Germany Debt Management Agency has issued EFSF securities on behalf of EFSF.
    EUROPEAN FINANCIAL STABILITY FACILITY (2010) EU and EFSF funding plans to provide financial assistance for Ireland. Disponível aqui. [Acessado em 4 Junho de 2015]

    [17] Co-Financing Agreement, PREAMBLE (A) and Article 1 – Definitions and Interpretation "Bonds". Disponível aqui. [Acessado em 4 Junho de 2015]
    Tais títulos são emitidos em forma desmaterializada e não-certificada. Possuem muitas restrições porque são emitidos diretamente para um determinado propósito e não oferecidos em mercado, como exigido pela Lei de Ativos e pelas regras da SEC. Eles são emitidos com base numa exceção dessas regras que é aplicável somente para emissões privadas, não para Países.

    [18] ECONOMIC and FINANCIAL AFFAIRS Council Extraordinary meeting Brussels, 9/10 May 2010. COUNCIL CONCLUSIONS

    [19] BANK OF GREECE ANNUAL REPORT 2010. BALANCE SHEET p. A4

    [20] BANK OF GREECE ANNUAL REPORT 2011. BALANCE SHEET p. A4.

    [21] Expressão criada pela autora, a partir da constatação, por meio de diversas auditorias cidadãs em diferentes instâncias, do uso do instrumento do endividamento público às avessas, funcionando como uma ferramenta de subtração de recursos públicos em vez de aportar recursos ao Estado, operando por meio de uma série de engrenagens que relacionam o sistema político, o sistema legal, o modelo econômico baseado em planos de ajuste fiscal, a grande mídia e a corrupção.

    [22] 24 MARÇO 2009 - Commission Opinion -
    27 ABRIL 2009 - Council Decision –
    10 NOVEMBRO 2009 - Council conclusions -
    8 JANEIRO 2010- Commission Report -
    2 DEZEMBRO 2009 - Council Decision -
    11 FEVEREIRO 2010 - Statement by Heads of States or Government of the European Union. -
    16 FEVEREIRO 2010 - Council Decision giving -

    [23] 9/10 MAIO 2010 - Council Conclusions - Extraordinary meeting – Sob a justificativa de uma "crise na Grécia" o esquema de medidas para salvar bancos privados é implementado.

    10 MAIO 2010 – Council Decision –

    [24] Prof. Zoe Georganta, Professora de Econometria Aplicada e Produtividade, Ex membro da diretoria da ELSTAT, apresentou sua contribuição ao "Comité da Verdade sobre a Dívida Pública" em 21 Maio 2015.

    [25] HF International (2011) Georgantas says 2009 deficit was purposely inflated to put us in code red.

    [26] Um conjunto de 3 Memorandos acompanham a Carta de Intenções que o governo grego teve que assinar para receber um empréstimo Stand-By do FMI, nos quais se compromete a realizar as contrarreformas, cortes de serviços sociais, ao mesmo tempo em que cria fundos privados, com recursos públicos, para realizar o resgate de bancos privados (HFSF) e acelerar as privatizações (HRADT).

    [27] Os mecanismos estão resumidos no Capítulo 4 do Relatório Preliminar apresentado pelo "Comité da Verdade sobre a Dívida Pública" em 17 Junho 2015. Disponível aqui.


    Maria Lucia Fattorelli é auditora aposentada da Receita Federal e fundadora do movimento "Auditoria Cidadã da Dívida" no Brasil.
  • Henrique Zucatelli  12/01/2016 20:14
    Maria, em primeiro lugar expor seu cargo para nós liberais, libertários e ancaps significa nada mais nada menos que você segue o mesmo caminho de Judas Iscariotes, o cobrador de impostos. Sim, aquele mesmo cara que traiu Jesus e o jogou na cruz.

    Ser um cobrador de impostos é para nós a síntese da concordância, a cumplicidade explícita com toda a espoliação que o cidadão sofre em nome de uma turba de ditadores, antes sentados em tronos com suas coroas, hoje em suas assembleias de terno e gravata, disfarçados sob o égide da democracia, do progressismo e da república.

    Para refutar seu artigo, cito primeiramente Santo Agostinho: "Me dê uma palavra isolada e condenarei um homem".

    Explorar as relações escusas entre os bancos para explicar todas as lambanças feitas pelos governos social democratas, tanto na Grécia, objeto do seu artigo, como em qualquer outro país é inverter a lógica da subversão compulsória ao Estado de Direito, imposto por seus governantes intervencionistas.

    E mesmo sendo escusas, pois qualquer moeda fiduciária só existe pela criação de reservas fracionárias, fruto do conluio entre governos e bancos, salvar o sistema bancário de um país na minha opinião não é a pior das ideias, mesmo sendo imoral como bem sabemos. Quebrar todos os bancos de um país em qualquer ocasião seria um desastre tão grande que nem uma guerra até hoje poderia superar tamanho caos de desabastecimento. Como citado pelo brilhante Leandro, os liberais tem uma solução para isso: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1553 . Leia, vai ser ótimo para ti.

    Agora enterrarei sua tese. Peço desculpas pela preguiça de citar e formatar o texto, mas se insistir amanhã eu trago tudo nos conformes:

    De posse da legitimidade conferida pelo povo, estes governantes basicamente decretam por lei que tal recurso deve ser espoliado da iniciativa privada na razão "X" e transformado em "benefícios" para determinadas minorias ou extratos da sociedade. Ao passo que aqueles que criam vão perdendo cada vez mais capital para investir, empregar e criar, a produção cai, logo a fonte de recursos também cai - vide a arrecadação brasileira em 2015 - e 2016 vem por aí, não perca por esperar, já que entende bem disso não é verdade?

    A questão básica que nunca é respondida por social democratas (nem keynesianos, fabianos e outros) é: porque os recursos tomados de uns e direcionados para outros nunca resultam em prosperidade a longo prazo para a nação?

    E eu respondo de maneira simples: se estes recursos tiveram de ser direcionados, é porque aqueles que receberam já são improdutivos. Logo, podem receber o quanto for que NUNCA irão utilizar aquele montante para multiplicar a produção. É uma questão de eficiência. E é por isso que agências de crédito e bancos possuem credit ratings, seja para empresas, pessoas ou mesmo países.

    Paralelamente, todo governo social democrata age sob o bastião do bem estar social, que prega a igualdade acima de qualquer tipo de eficiência, mérito ou individualidade. Logicamente que para por estes ideais em prática só palavras não bastam: criam empregos públicos aos milhares - ou milhões, onde produtividade e instabilidade são verdadeiros palavrões (e você Sra. Maria é um caso), aposentadorias com valores altíssimos, projetos de infraestrutura, constroem hospitais, escolas, universidades, fóruns, cartórios e tudo que a sua imaginação puder alcançar. Criam regras sob o mercado de trabalho, estabelecem salário mínimo, apoiam sindicatos e impões multas a quem demitir.

    Lembrando que nenhum governo produz nada, somente toma. Então quem paga essa conta Sra. Maria? Quem produz. Logo, são necessários mais impostos, mais taxas, mais regulamentações.

    A médio prazo em um país sob a batuta de um governo social democrata, impostos aumentam preços, e preços mais altos significam menos vendas. Menos vendas, menos arrecadação de impostos. Para um governo desesperado vendo a arrecadação cair mês a mês, qual é a medida mais clichê adotada? Aumentar mais os impostos - e é claro que vocês arrecadadores adoram isso.

    Porém o efeito é sempre o contrário do imaginado: ao retirar mais de quem já era roubado, a fonte de espólio fica ainda mais pobre, e decai ainda mais sua produção, empregabilidade e investimento.


    É onde justamente se encontram todos os países social democratas hoje: recessões profundas, déficits sem fim, desemprego, falência do capital privado e inflação de preços.

    Agora eu te pergunto: a raiz antológica de todos os problemas é dos bancos? Releia tudo atentamente e faça um exercício de lógica: se retirarmos todos os bancos da equação, muda alguma coisa?

    Agora que refutei seu artigo, espero uma resposta sadia e educada de sua parte, se assim desejar. Senão, boas vindas ao IMB, busque sua redenção de décadas explorando o trabalhador e lute por um mundo mais livre, mais honesto e mais justo. Porque justiça não está em tirar de uns e dar aos outros, mas respeitar a livre iniciativa de cada um.
  • Andre Cavalcante  13/01/2016 01:01
    Henrique Zucatelli 12/01/2016 20:14:36,

    Só uma correção: quem era cobrador de impostos era Mateus (Levi). Judas, ao contrário, era (segundo alguns) zelote, justamente o partido que tentava combater os impostos romanos na época.

    Mateus deixou de ser cobrador de impostos e seguiu Jesus. Judas era revolucionário e traiu Jesus. Interessante...

  • Auxiliar 2.1  12/01/2016 22:21
    Perceba-se esse excerto:

    " A Grécia perdeu patrimônio estatal à medida em que acelerou o processo de privatizações, assim como encolheu drasticamente sua economia. Pior que tudo, tem amargado imensurável custo social representado pelas vidas de milhares pessoas desesperadas que tiveram seu sustento e seus sonhos cortados pelas severas medidas de austeridade impostas desde 2010. Saúde, educação, trabalho, assistência, pensões, salários e todos os demais serviços sociais têm sido afetados de forma destrutiva"

    A culpa da situação grega é da "austeridade"?? A culpa da situação grega é da "perda de patrimônio estatal decorrente das privatizações"?? "Serviços sociais" afetados pela "austeridade"?? Perdão pelo clichê, mas é alguém que continua acreditando em almoço grátis (além de não distinguir causa e consequência).

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2224


    Mais esse trecho:

    "Talvez essa humilhação se deva ao fato de que a Grécia tem sido historicamente uma referência mundial para a humanidade, pois ela é o berço da democracia, o símbolo da ética e dos direitos humanos"

    Aqui nem é preciso consignar nada. A coisa fala por si só.

    De resto, basta anotar que a comentarista contrapõe "bancos privados" a governantes (com seus BCs), como esse estes fossem "vítimas" daqueles, o que evidencia completo desconhecimento acerca da relação entre estado e sistema bancário.

  • Auxiliar 2.1  13/01/2016 12:07
    Uma senhora de nome Maria Lucia Fattorelli, funcionária pública aposentada, candidatou-se a deputada federal pelo PSOL nas eleições de 2014.


    noticias.uol.com.br/politica/politicos-brasil/2014/deputado-federal/df/10041956-maria-lucia-fattorelli.htm
  • Batista  14/01/2016 11:27
    Só acho que foi publicado no site errado... ela deve ter digitado o endereço errado.

    Porém... vindo de uma "piçolista", não é de se admirar o raciocínio da "luta contra o grande kapital", combate ao capitalismo, fechamento dos bancos, enquanto tiram selfies do alto dos seus Iphones de última geração, curtindo férias nos alpes suíços, gastando em Miami, bebendo bons vinhos franceses, dirigindo carros luxuosos.
  • O Cavalheiro  15/01/2016 16:28
    Fui no seu site, de auditoria "cidadã" e lá consta que o Brasil gastou quase 1 trilhão em juros com a dívida pública, parece-me que a sra. confundiu a rolagem da dívida, com a dívida total e o pagamento dos juros (é básico isso).


    O Brasil paga uns 40 bi por ano.

    Acho que a sra. não usava o mesmo critério do seu site quando tomava dinheiro das pessoas à força, não é mesmo?
  • anônimo  15/01/2016 19:28
    Quando a Maria falou que a culpa da situação grega é por causa da "austeridade", simplesmente parei de ler o texto.

    Mesmo depois de falirem dezenas de países no século passado, os socialistas e esquerdistas em geral ainda não aprenderam que o Estado se intrometendo na economia e fornecendo serviços "de graça" só causa dívida, inflação e estagnação econômica. Nem quando falirem a Europa inteira vão aprender isso.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2260
  • Emerson Luis  17/01/2016 13:12

    Eu já vi comentários maiores do que o artigo, mas a desproporção deste bateu o recorde.

    Será que a própria leu tudo isso ou alguém copiou e colou para ela?

    * * *
  • Giovani  15/01/2016 18:24
    Tenho dúvidas quanto ao título do artigo "(Quando a realidade econômica se impõe, a ideologia é descartada)".

    Gostaria de entender, então, por que...


    ... a realidade econômica da Venezuela não se impôs à ideologia? Apesar da catástrofe econômica na Venezuela, não vejo a ideologia sendo descartada.


    ... a realidade econômica de Cuba não se impôs à ideologia?
    Que eu saiba, lá continua sendo uma ditadura socialista. (por favor, não digam que Cuba está se abrindo ao capitalismo, e que isso é a prova de que a realidade econômica está se impondo à ideologia... passaram mais de 50 anos na miséria de uma ditadura socialista! Ou seria a realidade econômica de lá mais lerda?).

    Na minha opinião, talvez a constatação de um fato, a realidade econômica pouco importa para a ideologia socialista, uma vez que eles querem é PODER. Pra eles tanto faz ver o povo na miséria.

  • Improtta  15/01/2016 18:50
    Você próprio já respondeu à pergunta (e causa-me espanto sua não constatação disso): ambos os regimes citados são ditaduras. Em ditaduras, não há nenhuma preocupação nem com a perda do poder e nem com o legado que se deixará às gerações posteriores (ao contrário da monarquia, por exemplo).

    Sua constatação foi uma barretada à tese do artigo.
  • Giovani  15/01/2016 19:42
    Barretada? O que é isso?

    Veja bem, você acaba de me dizer (ou deu a entender) que em ditaduras a realidade econômica não se impõe. Portanto, isso já contraria o título do artigo, ou seja, a ideologia não só NÃO é descartada, como até se impõe sobre a realidade econômica, utilizando-a (a realidade econômica) como meio de obter poder.
    Exemplo: tanto faz para uma ditadura as leis de oferta e demanda, importante é deixar o povo na miséria. Ah, e Cuba e Venezuela não eram ditaduras, tornaram-se ditaduras. Então a ideologia socialista foi "encobrindo" a realidade econômica até ter o poder suficiente para mandar a "realidade econômica" às favas.


    O próprio texto fala em "leis da gravidade econômica", igualando as leis econômicas às leis da gravidade.

    " [...] o real problema está no fato de que a políticos intervencionistas e suas suicidas intenções de revogar as leis da gravidade econômica podem acabar provocando um resultado exatamente oposto ao almejado"

    Será que são resultados opostos ao almejado? Ou são EXATAMENTE o almejado?

    Pra mim é uma questão de PODER, muito mais do que questão de "realidade econômica" ou "leis da gravidade econômica". Esses partidos de esquerda que tomam medidas austera de redução de gastos é muito mais por FALTA DE PODER, do que pragmatismo.

  • Improtta  15/01/2016 21:04
    " você acaba de me dizer (ou deu a entender) que em ditaduras a realidade econômica não se impõe."

    Em momento algum disse que a realidade econômica não se impõe. Nem muito menos o artigo. O que disse, e repito, é que ditaduras -- pelos motivos citados -- podem se dar ao luxo de deixar a economia degringolar, pois isso não afeta quem está no controle do poder.

    "ou seja, a ideologia não só NÃO é descartada, como até se impõe sobre a realidade econômica, utilizando-a (a realidade econômica) como meio de obter poder."

    Contradição. Não há como algo se sobrepor à realidade econômica. A realidade econômica é algo que não pode ser mascarado. O que pode acontecer -- e acontece em ditaduras -- é que o ditador simplesmente não se importa com a situação da economia, pois tem o apoio das forças armadas e, assim, consegue manter a população subjugada. A realidade econômica, no entanto, continua presente. Os estômagos continuam vazios.

    "Ah, e Cuba e Venezuela não eram ditaduras, tornaram-se ditaduras."

    E daí?

    "Então a ideologia socialista foi "encobrindo" a realidade econômica até ter o poder suficiente para mandar a "realidade econômica" às favas."

    Não há como o socialismo -- ou qualquer outra ideologia -- "encobrir" a realidade econômica. A fome e a miséria existem; não podem ser mascaradas com discursos e propagandas. O que ocorre, e sou obrigado a repetir. O que pode acontecer -- e acontece em ditaduras -- é que o ditador simplesmente não se importa com a situação da economia, pois tem o apoio das forças armadas e, assim, consegue manter a população subjugada. A realidade econômica, no entanto, continua presente. Os estômagos continuam vazios.

    "Será que são resultados opostos ao almejado? Ou são EXATAMENTE o almejado?"

    Isso é imaterial. Se o ditador quis ou não causar miséria é algo totalmente secundário. O que estamos discutindo é o que ocorre quando a realidade econômica vai contra a intenção dos políticos. Agora, se a realidade é exatamente aquela almejada pelos políticos -- e não vejo como, em uma democracia, um político pode querer destruir uma economia; se ele fizer isso, sua carreira na política está liquidada --, então não há problema nenhum com o artigo.

    "Pra mim é uma questão de PODER, muito mais do que questão de "realidade econômica" ou "leis da gravidade econômica". Esses partidos de esquerda que tomam medidas austera de redução de gastos é muito mais por FALTA DE PODER, do que pragmatismo."

    Mais uma barretada sua ao artigo, confirmando exatamente o que foi dito. Acabou, mais uma vez, de confirmar a tese do artigo.

    P.S.: como levar a sério o intelecto de alguém que prefere vir a público demonstrar sua ignorância linguística a fazer uma simples pesquisa no Google, algo que leva não mais do que 3 segundos?

    www.dicio.com.br/barretada
  • Giovani  15/01/2016 23:40
    O título diz claramente: "Quando a realidade econômica se impõe, a ideologia é descartada"

    O sentido é: quando a porca torce o rabo, até mesmo um partido de extrema-esquerda adota medidas pragmáticas, abandonando suas crenças.


    O título é uma sentença lógica:

    Quando "x", então "y".
    Se "x", então "y".

    Porém, pra mim existe um erro lógico que torna a conclusão falsa e o argumento inválido!

    Veja:
    Premissa 1: Quando a realidade econômica se impõe, a ideologia é descartada.
    Premissa 2: A realidade econômica sempre se impõe (No texto: pois é como a lei da gravidade; nos teus argumentos "Não há como algo se sobrepor à realidade econômica. A realidade econômica é algo que não pode ser mascarado.")
    Conclusão: Logo, a ideologia é descartada.

    A conclusão é falsa, pois nem sempre a ideologia é descartada. Por exemplo, em ditaduras (ou até mesmo democracias, como na Venezuela, que levaram a uma ditadura) a ideologia não foi descartada, pelo contrário, foi seguida à risca e aprofundada! Não houve pragmatismo na democracia venezuelana, o que, entre outros fatores, acelerou a transição para uma ditadura.

    Meu ponto, volto a repetir, não é contestar a premissa 2 (com o qual eu CONCORDO), e sim, questionar a premissa 1, que leva a uma conclusão falsa e torna o argumento inválido!


    "P.S.: como levar a sério o intelecto de alguém que prefere vir a público demonstrar sua ignorância linguística a fazer uma simples pesquisa no Google, algo que leva não mais do que 3 segundos?" <===== Acha mesmo necessário um questionamento desses? Por que tanta arrogância, jovem? :)







  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  16/01/2016 14:19
    "Eis uma lição: desconfie sempre de todos aqueles que, com palavras emotivas e brilhos nos olhos, prometem reinventar a roda em matéria econômica, quase sempre recorrendo a meras frases de efeito."

    Devemos desconfiar de TODOS os políticos e colocar controles neles, para que se limitem à sua função governamental: proteger a propriedade privada.
  • Carlos Lima  17/01/2016 00:52
    Colocar controle nos políticos???? hehehehehehehe... Vc tá brincando, não tá Amarilio???? Eu gostaria de ver a expressão facial das pessoas quando elas escrevem comentários do tipo. Às vezes acho que estão morrendo de rir. Deve ser o caso do colega Amarilio de Souza... rsrsrsrsrs... ele tá zonando com a nossa cara, NUMA BOA, NUMA BOA MESMO, dizendo piadas do tipo "... PARA QUE [OS POLÍTICOS] SE LIMITEM À SUA FUNÇÃO GOVERNAMENTAL: PROTEGER A PROPRIEDADE PRIVADA". kkkkkkkkkkkkkkkk... Não é mesmo hilário? Imaginar que um dia algum político - brasileiro ainda por cima - vai proteger a minha ou a sua propriedade privada? huá huá huá huá... Fala sério!!! Os criminosos roubam a população o tempo todo. Tiram de nós tudo que puderem, inclusive nossas propriedades privadas. Vivem protegidos dentro das suas respectivas quadrilhas, com uma única ideia fixa: transferir para seus bolsos tudo que é roubado do povo na forma de impostos (e/ou outros artifícios igualmente ilegais). E ainda tem eleitor BÉ, verdadeira ovelhinha inocente, que acredita que eles vão cuidar da gente, protegendo nossas propriedades privadas??? Sinceramente, volto a repetir, o colega Amarilio só pode tá tirando um sarro com a nossa cara... kkkkkkkkkkkkkkkkkk... E eu vou dizendo logo que gostei da piada dele. Gostei mesmo. Vamos controlar os políticos e esperar que eles protejam nosso patrimônio... hahahahahaha... Valeu, Amarilio. Pelo menos com seu comentário eu consegui relaxar um pouco. Rir é mesmo um santo remédio. rsrsrsrsrsrsrsrs...
  • Emerson Luis  17/01/2016 13:23

    Nêmesis ataca novamente!

    Lembra um ditado:

    "A biologia supera a ideologia".

    E a Física, Química, Termodinâmica, Cibernética, etc. também superam a ideologia.

    Outro ditado:

    "O poder é como o violino - pega-se com a esquerda [discurso populista] e toca-se com a direita [práticas que funcionam]".

    * * *
  • Fernando  22/01/2016 15:21
    Eu gostaria de saber qual a posição das pessoas com a ideologia libertaria a respeito do artigo abaixo, pois achei que o autor do texto foi sensato:
    g1.globo.com/economia/blog/samy-dana/post/qual-logica-de-1-da-populacao-mundial-ter-mesma-forca-que-os-demais-99.html
  • Jarzembowski  22/01/2016 16:36
  • anônimo  22/01/2016 17:50
    Desigualdade pode ser boa ou ruim, tudo depende de como foi gerado a riqueza.

    Se alguém está ficando rico porque está tomando a força o que os outros produzem, então é ruim.

    Agora se alguém está ficando rico porque está fornecendo bons produtos e serviços que as pessoas compram voluntariamente, então é bom.
  • Taxidermista  22/01/2016 16:48
  • Taxidermista  22/01/2016 17:04
    Fernando, vc acha sensato um Relatório propor, como terceira principal "medida" contra a desigualdade econômica, "aumentar o valor dos salários mínimos"?

    Aumentar o valor do salário mínimo para combater desigualdade econômica é tão sensato quanto enfiar a mão numa fogueira para curar uma queimadura.
  • O Cavalheiro  22/01/2016 17:26
    Boa tarde.

    Sobre a oxfam, eles recebem muito dinheiro dos governos: https://www.oxfam.org/sites/www.oxfam.org/files/file_attachments/story/oxfam_annual_report_2013_-_2014_final.pdf

    42% do orçamento vem do governo (página 68) e ela gasta 42% com ela mesmo (página 69). Daí ela diz que o mundo tem um problema e que a solução é dar mais dinheiro e poder para políticos e burocratas. Provavelmente ela conseguiu dinheiro para mais um ano.

    Isso sem contar que eles inflaram o número de pobres, sabia que os americanos estão entre os pobres? E que se vc for africano dono de 6 vacas vc estará entre os ricos?

    Sobre o texto, o autor ficou conhecido por falar que poderia existir uma bolha imobiliária no Brasil, algo que quem lê esse site já sabe há anos.

    Fora isso, ele não faz uma análise do relatório, apenas repete o que saiu em toda a imprensa. Cita coletivismo (o famoso bem comum), propõe que os governos tem que fazer alguma coisa, insinua que a crise de 2008 foi culpa do capitalismo (e não do governo) e que a crise na China tb é culpa do capitalismo (?!).

    Depois afirma que a ganância é ruim e que o mercado é uma anarquia. Depois afirma que o PIB da China cresceu 7% mas no IDH está lá atrás, se ele pegasse a renda per capita descobriria a mesma coisa (e o Brasil está lá atrás tb, junto com a China) e nem acho o PIB uma boa métrica (tem artigo sobre esse assunto no site). Isso sem contar que a China é um país socialista tentando virar fascista, liberalismo ou livre mercado não faz parte do projeto.

    E para finalizar com chave de ouro, eis que ele diz que o sistema é ruim, entra em constante colapso e favorece um pequeno número de pessoas.

    Em nenhum momento do artigo ele cita os governos, principais responsáveis pelos colapsos, crises e favorecimentos. Pelo texto dele está subentendido que o problema do mundo é a liberdade e que a solução é mais governo.

    Parece que é uma conclusão que muita gente aprecia.

    Obrigado.

  • Andre  22/01/2016 16:15
    "Eu gostaria de saber qual a posição das pessoas com a ideologia libertaria a respeito do artigo abaixo, pois achei que o autor do texto foi sensato:".

    O autor do texto é apenas um invejoso que queria ser tão rico quanto os mais ricos sem correr nenhum risco e sem nenhum esforço.

    Além disso ele é um tremendo psicopata pois reclama dos ricos que ganharam seu dinheiro honestamente e ignora o Fidel Castro que possui 11 milhões de escravos lá em Cuba e ignora também o ditador da Coréia do Norte.
    Ele só reclama da desigualdade que acontece naturalmente sem violência, mas ignora a desigualdade extrema que existe nesses países e que foi alcançada com violência BRUTAL.

    E não há nada de sensato no artigo, NADA. Por exemplo, nessa frase:

    "A pesquisa foi feita no sentido de pedir providências aos governos para a adoção de medidas que sejam capazes de diminuir a desigualdade econômica no mundo."

    O autor fala como se a desigualdade fosse um problema, o que é pura imbecilidade.

    Sempre que alguém me diz isso sei que estou diante de um imbecil.
    Sim, a maioria das pessoa é imbecil, por isso esse autor desse texto possui um emprego:
    Ele está atendendo à uma demanda criada por imbecis, a demanda é atendida pela produção de textos sem nenhum nexo lógico que apenas confirmam as crenças supersticiosas dos leitores dele.

    E acredite em mim, a demanda por textos imbecis é COLOSSAL, se não fosse não haveriam tantos escritores de imbecilidades ganhando a vida fazendo isso.
  • Roberto Ferreira  08/11/2018 12:13
    Senhores. Adorei a cacetada que a Fattorelli recebeu na 'moleira'. Bem feito, ela vive se achando a tal...


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