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Aqueles que acreditam que a liberdade pode ser alcançada por meio de “políticas públicas”

Uma das maiores derrotas do movimento intelectual pró-livre mercado foi permitir que suas idéias fossem categorizadas como sendo "opções de políticas públicas".  Tal concessão sugere que se deve deixar a cargo do estado — de seus gerentes e intelectuais pagos — decidir como, quando e onde a liberdade deve ser permitida. 

A implicação maior desse erro é fazer parecer com que a função da liberdade, da propriedade privada e dos incentivos de mercado é apenas permitir que haja um melhor gerenciamento da sociedade por parte do estado — ou seja, permitir que o regime funcione mais eficientemente.

Esse tipo de pensamento vem nos permeando há um bom tempo.  Murray Rothbard, ainda nos anos 1950, observou que os economistas, mesmo aqueles favoráveis ao mercado, haviam se tornado especialistas em "como dar eficiência ao estado".  A diferença entre essa postura infeliz e aquela que utiliza uma retórica livre-mercadista para encobrir atrocidades estatais é mínima, sendo que esta última é certamente o objetivo final de todo o esquema.

Um exemplo clássico de retórica livre-mercadista utilizada para encobrir atrocidades estatais ocorre quando, em nome da liberdade, liberais propõem cortes de impostos com o intuito de aumentar as receitas do governo, como sugerido pela Curva de Laffer.  Ora, por que o propósito da liberdade é garantir uma superabundância de fundos para o estado?  E se esse aumento da receita não se concretizasse?  Isso significaria que os cortes de impostos fracassaram?  Até hoje, pessoas que se dizem defensoras resolutas do livre mercado seguem esse raciocínio: "Corte de impostos é bom porque, além de tudo, aumenta as receitas do estado!" 

E, como já ficou mais do que claro, essa estratégia foi um desastre para a liberdade.  As receitas dos governos em proporção ao PIB nunca foram tão grandes, assim como a sofisticação das maneiras de se recolhê-las.  Ademais, hoje, quando o governo quer aumentar suas receitas, ele nem mais precisa se esconder sob esse manto oratório: ele simplesmente sai coletando mais receitas e mandando para a cadeia aqueles que não se curvarem.  Tal foi o fracasso da "estratégia" acima.

Há vários outros exemplos atuais dessa horrenda concessão ao estado.  Veja, por exemplo, o significado peculiar que foi dado à palavra "privatização": em alguns círculos "liberais", as pessoas utilizam a palavra "privatização" não com o sentido de se retirar o governo de um aspecto particular da vida social e econômica, mas meramente com a intenção de terceirizar prioridades estatais para empresas privadas que possuam fortes conexões políticas.

"Privatização" passou a significar que tudo e todos continuariam exatamente como antes, exceto que o controle agora estaria em mãos privadas, e não mais nas mãos do governo.  O socialismo é possível afinal, desde que seja gerido pela iniciativa privada.

Essa abordagem tipicamente leva a resultados infaustos no mundo real [como foi o caso, no Brasil, das "privatizações" seguidas da criação de agências reguladores, que existem para proteger as empresas privatizadas contra a livre concorrência].  

Vouchers escolares, "privatização" de empresas de serviços públicos, e "privatização" da Previdência Social são os mais notórios exemplos em nível federal.  Já em nível estadual e municipal, qualquer contrato governamental concedido, geralmente via propinas, a algum interesse privado é considerado "privatização".  Vemos isso quando se terceiriza serviços como coleta de lixo, saneamento básico, eletricidade e rodovias.  Uma empresa privada ganha um monopólio concedido pelo estado e, daí pra frente, não mais precisa se preocupar com a concorrência.  Um privilégio e tanto.

Ouvimos alguns "liberais" dizerem que se "privatizarmos" as escolas públicas por meio de vouchers ou por quaisquer outros expedientes, elas se tornarão mais baratas de serem geridas e a qualidade do ensino irá aumentar.  Também nos dizem que se "privatizarmos" a Previdência Social — ou seja, obrigarmos os trabalhadores a depositarem mensalmente uma porcentagem de sua renda em uma conta administrada por uma empresa privada escolhida pelo governo, garantindo assim uma clientela cativa para essas empresas —, o arranjo funcionará exatamente como um sistema de capitalização, e irá trazer maiores retornos aos aposentados. 

Em ambos os casos, os "libertários" estatistas estão simplesmente dizendo: "O socialismo é possível, desde que gerido pela iniciativa privada!"

A diferença é que, se o setor educacional estivesse completamente sob mãos privadas — o que significa, obviamente, a abolição de um Ministério da Educação e de seus currículos obrigatórios —, nada igual ao atual sistema continuaria existindo.  A maioria dos atuais coordenadores não teria emprego no novo sistema escolar.  As próprias escolas se tornariam centros varejistas.  A educação seria radicalmente descentralizada e ofertada pela livre concorrência.  Escolas surgiriam e desapareceriam.  Os salários de alguns professores provavelmente despencariam.  Ninguém iria ter o direito a uma educação fornecida pelo estado.  O estado poderia até exigir alguns conteúdos curriculares ou até mesmo determinar resultados mínimos, mas não obteria resposta alguma.

Uma enorme variedade de alternativas passaria a existir, mas seria raro que, entre elas, existisse o atual sistema de megaescolas que mais se parecem contêineres que abrigam milhares de pessoas.  É claro que não podemos saber de antemão como seria esse setor e nem qual forma ele tomaria no futuro.  Mas é exatamente esse o ponto.  A proposta dos vouchers e todos os outros esquemas de terceirização sequer dariam ao livre mercado a chance de mostrar sua superioridade.  Eles apenas gerariam mais aumentos nos gastos públicos e mais garantias estatais a um sistema já amplamente socialista.

O mesmo se aplica para a "privatização" da Previdência Social defendida pelos "liberais".  Aqueles que dizem querer sua privatização estão simplesmente defendendo um sistema que em quase nada se difere do atual.  O governo continuaria obrigando os trabalhadores a contribuir para um plano previdenciário, sem lhes dar a opção de manter em seu salário integral e direcionarem uma parte dele para onde quiserem. O governo obrigaria os trabalhadores a contribuírem mensalmente para uma empresa privada escolhida pelo governo pra administrar as pensões.

Seu dinheiro ainda continuaria sendo confiscado pelo estado. As pensões ainda continuariam sendo garantidas pelo estado.  Aliás, você poderia até acabar pagando mais: uma parcela para os atuais aposentados e outra para financiar a sua própria conta "privada". 

A única diferença entre esses dois sistemas é que uma parte do dinheiro poderia passar a ser utilizada por empresas privadas, o que as tornaria dependentes de subsídios públicos.

Há uns cem anos, quem propusesse tal sistema seria imediatamente tachado de socialista.  Hoje, esse mesmo indivíduo é considerado libertário e "especialista em políticas públicas". 

Agora, se o que você quer é uma reforma genuína e de livre mercado, não chame isso de privatização.  Tal método é uma fraude magnânima.  Sob uma verdadeira reforma de livre mercado, ninguém seria pilhado e a ninguém seriam dadas quaisquer garantias estatais.  Você, e apenas você, seria o responsável por seu sustento, não legando a mais ninguém esse encargo.  O slogan deveria ser: parem o roubo!

As escolas públicas e a Previdência Social não deveriam ser privatizadas; elas deveriam apenas ser abandonadas, permitindo a liberdade total de gerenciamento e escolha.  Em outras palavras, instituições de mercado não deveriam ser utilizadas como ferramenta de "políticas públicas"; elas deveriam ser a realidade prática em uma sociedade livre.

Raciocínio idêntico se aplica à privatização de empresas.  O estado deveria simplesmente sair do controle delas, vendendo os ativos a quem pagasse mais ou entregando-os para os respectivos funcionários e gerentes, permitindo que os novos proprietários fizessem o que melhor lhes aprouvesse.  E só. Nada de agências reguladoras geridas por burocratas que recebem propinas de empresários para criar regulamentações que lhes protejam.  A única função do estado seria não criar obstruções à concorrência [veja todos os detalhes, inclusive para a privatização de água, esgoto, eletricidade e Petrobras aqui]. 

Uma objeção frequentemente levantada a esse meu ponto é que medidas parciais ao menos nos levam para a direção correta.  É verdade que mesmo um sistema parcialmente livre ainda é melhor do que um totalmente socialista.  Contudo, vitórias parciais são completamente instáveis.  Elas facilmente são revertidas para um estatismo completo.  Se as escolas públicas e a Previdência fossem privatizadas seguindo-se os esquemas frequentemente propostos, o sistema poderia até se tornar menos livre do que atual, pois haveria a possibilidade de se incorrer em mais gastos públicos para cobrir os novos custos demandados pelos vouchers e pelas contas privadas.  A "privatização" de empresas sob um ambiente regulado pelo estado mantém as mesmas ineficiências do arranjo anterior, com o agravante de que agora tais ineficiências são imputadas à privatização.

O que está em jogo é a própria concepção do papel da liberdade na vida econômica, política e social.  Afinal, para nós, seria a liberdade apenas um recurso útil dentro da atual estrutura ou ela é uma alternativa genuína ao atual sistema político?  Não se trata de uma simples contenda entre facções libertárias.  O futuro do próprio livre mercado está em jogo.

São poucas as oportunidades de reforma que aparecem.  E quando elas aparecerem, os libertários precisam estar à frente não apenas exigindo o serviço completo, como também alertando contra os perigos de certas concessões.  O pior erro que nosso lado pode cometer é propagandear nossas idéias como sendo a melhor maneira de se obter os fins desejados pelo estado. 

Entretanto, foi exatamente essa abordagem — dizer que a economia de mercado é a melhor opção política dentre uma variedade de planos estatistas — que se tornou a dominante do nosso lado da cerca.

Reformas parciais como essas não apenas podem gerar um sistema tão ruim quanto o sistema que vigorava antes da reforma, como ainda podem acabar com a autoridade moral da livre iniciativa.

Uma observação contra reformas parciais foi feita por Ludwig von Mises:

Há uma tendência inerente a todos os governos em não reconhecer qualquer limitação às suas operações e em ampliar sua esfera de atuação ao máximo possível.  Controlar tudo, não deixar espaço para que nada aconteça fora da interferência das autoridades — esse é o objetivo ao qual todos os regentes secretamente aspiram.

A única maneira de fugir desse problema é batalhando para eliminar todo o envolvimento do estado na vida da sociedade e da economia.  Sem isso, simplesmente não há como evitar a miséria, a submissão e a ineficiência.

Na última década — e mais do que nunca no atual momento — o capitalismo passou a ser visto como um mecanismo criado para permitir que setores insolventes e mal geridos possam continuar operando ineficientemente.  É por isso que reformas de livre mercado nunca foram tão necessárias.

O livre mercado não é apenas um mecanismo de gerar lucros e produtividade.  Ele não serve apenas para estimular a inovação e a concorrência.  Fazer a transição do estatismo para a economia de mercado significa fazer uma revolução completa na vida econômica e política, saindo de um sistema em que o estado e seus grupos de interesse estão no controle e indo para um sistema em que o poder do estado não tem função alguma.  A liberdade não é uma opção de política pública.  Ela é a abolição de todas as políticas públicas.  Já passou da hora de tomarmos o passo seguinte e exigir justamente isso.

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Leia também:

Não basta privatizar - tem de desregulamentar e liberalizar 

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa? 

Como as privatizações criaram novas estatais no Brasil 

Grandes empresas odeiam o livre mercado 

Sobre as privatizações (Parte 1) 

Sobre as privatizações (final)



autor

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.



  • Alexandre  08/01/2016 14:08
    Ainda acho que reformas parciais é bom, como as que vem sendo feitas na Argentina. Infelizmente, a maioria das pessoas veem o Estado como pai, é só conversar com qualquer um. O Estado é necessário para não deixar formar cartéis, dar educação para os pobres, saúde, etc. Assim fica impossível fazer reformas realmente libertárias, até as parciais são dificeis.
  • Renato Arcon Gaio  08/01/2016 15:37
    Artigo bom e inspirador,

    O Estado é necessário para não deixar formar cartéis, dar educação para os pobres, saúde, etc.

    Alexandre cartéis existem por causa do estado, com o livre mercado não precisa regular nenhuma empresa, pois o próprio consumidor define quem tem sucesso e quem fracassa, essa lógica é a mais clara possível.

    Abraços
  • Alexandre  08/01/2016 16:24
    Sim Renato, acho que me expressei mal. O que quis dizer é que esse é o pensamento das pessoas, que o Estado é necessário para essas coisas. Abraço.
  • Maria Dantas  09/01/2016 20:37
    Eu entendi o que vc quis dizer. Essa é a primeira vez que entro em contato com essas ideias e já fiquei superinteressada. Só fico preocupada por saber que nossa sociedade é composta por pessoas pouco letradas. Se eles não conseguem perceber que gostam de música de pouca ou nenhuma qualidade, imagine então como iriam perceber que a economia de livre mercado se faz necessário para nos livrar da corrupção governamental.
  • anônimo  08/01/2016 16:32
    Renato, o Alexandre disse que as pessoas em geral (e não ele, Alexandre) vêem o Estado como sendo "necessário para não deixar formar cartéis, dar educação para os pobres, saúde, etc".
  • Viking  08/01/2016 14:20
    Sensacional! aplaudindo em pé aqui!

    A única coisa que me preocupa é o processo de desestatização. Como vender empresas estatais sem que o dinheiro dessas vendas vá para o estado?
    não consigo conceber um pensamento para isso. afinal, de nada adianta vender a Petrobras, por exemplo, e alimentar o estado com bilhões de dólares. tem que ter outra saída.
    Podem me indicar qual seria a solução?
  • cmr  08/01/2016 17:51
    E daí se o dinheiro vai para o estado, aliás não seria o mais justo o dinheiro ir para o estado ?.
    A empresa é do estado, o dinheiro vai para o estado, simples.
    Se a empresa fosse sua e você a vendesse, para quem iria o dinheiro ?.

    Dinheiro na mão do estado é rapidamente consumido, não se preocupe, não é com dinheiro na mão que o estado se agiganta. O que mantém o estado vivo é a vontade popular.

  • Barros  08/01/2016 17:56
    Realmente Viking, estou com a mesma duvida.
  • Taxidermista  08/01/2016 18:56
    Vide indicação supra para o Viking.
  • Taxidermista  08/01/2016 18:51
    Prezado Viking:

    Esse artigo (e respectiva área de comentários, inclusive do Leandro Roque) pode servir de auxílio:


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1614
  • Constatação  08/01/2016 14:59
    "A única maneira de fugir desse problema é batalhando para eliminar todo o envolvimento do estado na vida da sociedade e da economia".

    Ora, então pra que estado?
  • Thomas  08/01/2016 15:22
    Exato. Pra nada. Parabéns pela rápida constatação.
  • Um Cão  08/01/2016 16:10
    Ótimo artigo. Mostra que apenas a privatização não basta. Deve vir com a liberdade das pessoas em escolher qual o destino de suas verbas.

    Fugindo um pouco do assunto: Alguem tem alguma opinião a respeito do referendo que será feito na Suiça com a proposta de proibir os bancos privados de criar dinheiro e deixar esta responsabilidade somente ao banco central suiço (Swiss National Bank,SNB)?
  • cmr  08/01/2016 17:56
    Veja um monte de artigos sobre esse tema (banco central)

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=20

    Mas já adiantando, se aprovado, será o princípio do fim.
    Vale lembrar que o grande Leviatã não nasce grande e poderoso, ele vai crescendo bem devagar.
  • Mr. Magoo  09/01/2016 18:15
    Talvez isso te interessa;
    www.vollgeld-initiative.ch/english/
  • Baroni  08/01/2016 16:16
    Minha grande duvida é, como seria feita essa redução do estado, no que tange aos funcionários concursados que tem estabilidade garantida pelo instituto do direito adquirido, estabelecido pela constituição. Como seria possível demitir maciçamente esses funcionários, sem uma ruptura constitucional, ou a ruptura faria parte do processo?
  • Viking  08/01/2016 16:50
    A ruptura faz parte do processo. A partir do momento que não se tem mais estado, a CF vira apenas uma pilha de papel. Logo, tanto faz o que ela diz.
  • Felix  09/01/2016 12:23
    Existem várias cláusulas que permitem a exoneração de funcionários públicos,
    Se simplesmenter extinguir o órgão que elas trabalham por exemplo
  • mauricio barbosa  09/01/2016 18:17
    Félix quando se extingue um orgão público seus funcionários ficam em diponibilidade ou seja são absorvidos por outros orgãos estatais e para demitir funcionários em massa visando ter um orçamento enxuto,no caso brasileiro só com emenda constitucional e contando com o fisiologismo do congresso é impossível tal medida ser aprovada,as reformas que o governo deve tomar para sanar o déficit público são:
    -Reforma administrativa(diminuição do número de funcionários).
    -Reforma da Previdência(Acabando com os privilégios e mamatas nas aposentadorias do funcionalismo público é ai que está o buraco).
    -Reforma do Judiciário(Exemplo:Eleições para o Supremo e demais tribunais superiores).
    -Reforma Trabalhista(Extinção da CLT,livre criação de sindicatos acabando com o monopólio sindical).
    -Reforma politica(Acabando com o caciquismo nos partidos políticos dentre varias distorções existentes hoje em nosso quadro político).
    -Reforma tributária(Diminuição da carga tributária e racionalização na cobrança dos impostos).
    -Extinção do Banco Central e mudança para o Currency board.

    Nós libertários temos consciência de que estas reformas são vitais para termos um estado mais enxuto,mais leve,mais justo,mas,o nosso desejo e o nosso sonho seria a extinção do estado,pois a probabilidade de estas reformas passarem e se efetivarem são quase,veja bem quase nulas...
  • Taxidermista  08/01/2016 17:33
  • Patrick Wiens  08/01/2016 19:53
    Também acho que nós caímos no erro ao defender que um modelo livre será necessariamente melhor que o modelo estatista, que será melhor para os pobres e indefesos etc. Esquecemos o cerne principal que é a liberdade, que é o valor supremo que devemos defender acima de qualquer coisa. A liberdade não necessita de justificativa, ela é direito básico, essencial, irrevogável e absoluto.
  • Taxidermista  08/01/2016 20:51
    Caro Patrick,

    sinceramente, penso que o austro-libertarianismo não comete esse erro aí não. Claro que é necessário argumentar no sentido de que a liberdade econômica (economia de mercado) é a melhor solução (inclusive para a pobreza), pois isso é a própria razão de ser da teoria econômica; mas tal não quer dizer que se olvide a liberdade como valor supremo, e é aí que entra o libertarianismo.

    A justificativa principiológica/deontológica jamais é esquecida em prol da justificativa consequencialista. A obra de Rothbard e Hoppe mostra bem isso.

    A título exemplificativo, veja esses artigos do Higgs e do Huerta de Soto:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1524

    mises.org.br/Article.aspx?id=1439
  • anonimo  08/01/2016 21:52
    Quem paga os tributos não é o governo, empresários ou outros. Os tributos são pagos pelo consumidor, a aposentadoria é paga pelo consumidor, o governo somente desvia valores e cria regras para prejudicar o brasileiro. Todos os tributos devem der desvinculados do preço do produto ou serviço, empresas e governo não devem pagar ou dar palpites sobre aposentadoria ou outro tributo. Libertar o povo dos tiranos, somente o povo decide.
  • Julio cezar Rodrigues  08/01/2016 22:38
    exercitar a mente sobre como seria sem Estado e interessante. se estado pode ser entendido como povo, governo e território, abolir o estado seria o que? Não precisaria o planeta inteiro abolir o estado? Ou seria possível apenas um determinado pais deixar de ser estado?
  • Marcelo Simoes Nunes  09/01/2016 01:32
    Muito embora todos aqui saibam que a ideologia marxista seja, por sua própria natureza, uma força sinérgica à exacerbação do estado, não se pode esquecer que tal conclusão se deve ao socialismo real e não ao discurso teórico de Marx. No plano das ideias, o doutrinador havia proposto exatamente o oposto disso: a meta final, o comunismo, contemplaria a extinção do estado, que, para os marxistas, outra coisa não seria senão e expressão ou a manifestação do poder opressivo da classe dominante sobre o operariado. A ditadura do proletariado (meio criminoso justificado pelo fim grandioso) seria o caminho necessário para a extinção do estado. Segundo essa lógica, extinta a burguesia e a estrutura estatal imposta por ela, o estado desapareceria naturalmente, posto ser mera consequência da estrutura de poder burguês. O patente antagonismo entre a teoria e a prática, turbinado pela falência da URSS e as revelações escabrosas dos genocídios comunistas e outras barbáries afins levaram muitos de nós à constatação da inviabilidade econômica e moral do socialismo. No entanto, essa contradição, entre a teoria e a realidade, levou muitos esquerdistas à conclusão diversa, de que o socialismo deu errado porque foi mal aplicado. Sem dúvida é difícil entender o pensamento de um esquerdista! Mas fiz essa introdução para dizer que esse paradoxo entre a teoria e a prática e entre o estado e sua extinção também se encontra presente no pensamento libertário. Afirma-se que o estado naturalmente tende a se expandir continuamente, o que se constata historicamente. Afirma-se também que deve-se pacificamente buscar o fim do estado, ainda que não esteja muito claro como isso se dará. Obviamente esse assunto se apresenta como uma questão central para gregos e troianos. Uma criança compreenderia perfeitamente que parece mais plausível propor o fim de algo pelo mesmo método que se dá fim a qualquer outra coisa, isto é, desconstruindo essa coisa e não a exacerbando. Como o Mises prega a não violência, consequentemente, parece ser incompatível que o caminho para a extinção do estado se de por uma via abrupta. E, em consequência, se esse raciocínio estiver correto, temos de admitir que nos encontramos diante de um paradoxo. Sem poder aniquilá-lo de um só golpe e, tendo como fato sua tendência a agigantar-se, como desconstruí-lo no dia a dia? Qualquer estado somente subsiste na medida em que uma parcela considerável da população lhe respalda a existência. Bastaria portanto que uma maioria se conscientizasse da inutilidade do estado para nos vermos livres dele. Ou admitimos que o estado jamais deixará de existir ou começamos a elaborar propostas concretas e pontuais de como a sociedade civil poderá ocupar os espaços que foram sendo subtraídos pelo estado e criar mecanismos que impeçam a sua retomada. Fica aqui minha sugestão para discussão desse assunto. Espero que haja participação, pois fico muito desapontado com um certo imobilismo que vejo por muitas vezes no Mises. Me parece uma masturbação mental ficar discutindo, sem que haja proposições, porque isso transforma as discussões numa mera inutilmente.
  • Bruno  09/01/2016 15:09
    Compra bitcoin!!!
  • Julio cezar Rodrigues  09/01/2016 12:15
    muito interessante esse paradoxo. Parece que, ao final das contas libertários e esquerdistas querem a mesma coisa, o fim do estado. A mesma dificuldade que tenho para pensar a vida fora de um estado e a de compreender um ser existindo fora do espaço e do tempo como e o caso de uma deidade. Nosso aparelho cognitivo se molda para pensar dentro dessas estruturas. Particularmente não acredito no fim do estado assim como não acredito no fim da religião e no comunismo. Nossa natureza gregária sempre partiria para a formação de estruturas sociais similares ao estado. Como o próprio mises trata na sua obra acao humana temos aspirações muito diversas.
  • Eliomar  09/01/2016 12:35
    Esquerdista quer o fim do estado?! Em que planeta?! Todo esquerdista que eu conheço quer dar cada vez mais poderes econômicos ao estado. Quer um estado interventor e redistribuidor. Um estado regulador e controlador. Um estado que toma a maioria das decisões econômicas. Um estado tributador.

    Esquerdista quer estado crescente.
  • Sociólogo da USP  09/01/2016 13:49
    Sim, quer um estado crescente para fazer uma espécie de período de transição --onde as tais classes sociais são extintas-- para depois entregar o poder ao povo, assim, hipoteticamente, o estado seria eliminado.

    Ainda tem os anarquistas de esquerda(discípulos de Bakunin).

    Enfim, nem todos os esquerdistas são estatólatras, é justamente o contrário: eles veem o estado como um instrumento para manter a tal classe dominante(a.k.a burguesia).
  • Fernando  10/01/2016 11:24
    Existe o anarco-comunismo.

    O anarco-comunismo não possui governo e nem propriedade privada. Isso parece mais uma selva.

    O anarco-capitalismo respeita a propriedade privada e o individuo.

    Sem propriedade privada não tem como a sociedade funcionar . Imagine você acordando e encontrando alguém no sofá da sala com todas as suas cervejas abertas. Isso não funciona. Aí você entra na sua garagem, e vê que seu carro não está lá, porque alguém que você não conhece saiu com seu carro.

  • mauricio barbosa  09/01/2016 14:41
    Julio cezar Rodrigues 09/01/2016 12:15:05

    "...muito interessante esse paradoxo. Parece que, ao final das contas libertários e esquerdistas querem a mesma coisa, o fim do estado. A mesma dificuldade que tenho para pensar a vida fora de um estado e a de compreender um ser existindo fora do espaço e do tempo como e o caso de uma deidade. Nosso aparelho cognitivo se molda para pensar dentro dessas estruturas. Particularmente não acredito no fim do estado assim como não acredito no fim da religião e no comunismo. Nossa natureza gregária sempre partiria para a formação de estruturas sociais similares ao estado. Como o próprio mises trata na sua obra acao humana temos aspirações muito diversas".

    Concordo que as pessoas tenham aspirações diferentes,mas,na atual conjuntura os estatistas interventores e ditadores estão no comando de nossas sociedades(Vários países)diferindo só em grau é como eu costumo classificar os países escandinavos campeões em IDH de, não os melhores países para se viver,mas,sim os menos piores dentre todas as porcarias de regimes políticos escravizantes na face da terra na atualidade,enfim quero ter só cinco ireitos nesta vida:
    -Não pagar impostos.
    -Só pagar aquilo que eu quiser pagar.(exemplo serviços de saúde,educação.segurança,justiça) e para ter condições de arcar com estes gastos.
    -Salários(Sem CLT)dignos.
    -Excelentes condições de trabalho(Alta produtividade).
    e\ou,
    -Poder ser empreendedor sem o sócio oculto do leviatã fugando no meu cangote feito um tarado pederasta sádico e sedento pelo sangue de suas vítimas.
    Creio eu que todos os libertários tirando os arrogantes e vaidosos,pensamos iguais nesta questão(Ter estes direitos) e desculpe-me por eu usar sempre uma linguagem coloquial é fruto de anos de doutrinação da escola(Podre) pública

    Um abraço a todos.
  • Julio cezar Rodrigues  09/01/2016 15:36
    E verdade. Os esquerdistas da atualidade querem isso mesmo. Mas, segundo Bobbio, interpretando a doutrina marxista, esta propunha o comunismo como a ultima etapa. Uma sociedade sem estado e sem classes. Até então vimos apenas a primeira parte, a ditadura do proletariado que chafurdou.
  • Osilavio  09/01/2016 15:45
    Sou a favor e concordo com as ideias do site.Acho interessante quando nos ensina em sermos enfáticos nas defesas dessas ideias.Mas quando vamos a pratica dessa desconstrução do estado aí o bicho pega.Os sociais democratas fizeram a revolução cultural e ocuparam os espaços de poder,daí essa cultura esquerdista do brasileiro hoje.Criam o partido NOVO com ideal liberal,mas os libertários não são a favor de nos infiltrarmos no estado para reduzi-lo ou aperfeiçoa-lo,pois são a favor da sua extinção.Às vezes me sinto vazio, inútil,pois já passei dos 40,e não acredito mais neste país.Talvez por acreditar que esta ruptura do "status cor"para o modelo libertário seja impossível.Sei não,sei lá,...não desistamos da liberdade!
  • Primo  09/01/2016 18:00
    Quanto eh que vale o estado brasileiro? Poderia fazer o levantamento e emitir ações e dividi-las entre a população. Aí quem quiser vender a parte do seu país vende, quem quiser comprar compra. Comunistas e libertários viveriam felizes
  • Marcos  10/01/2016 00:01
    Acho que o problema da extinção plena do estado reside na questão da nossa relação, enquanto povo/sociedade etc com as demais nações.
    É que se, de repente, passássemos a ser um povo totalmente auto-gerido, creio que nossa vulnerabilidade externa, do ponto de vista bélico mesmo, poderia aumentar, pois não consigo imaginar como nós poderíamos dispor de FFAA sem uma estrutra organizacional poderosa, como o é o Estado.
    Sim, talvez seja possível um povo auto-gerido se articular e contar com uma defesa própria, mas é que a gente tá tão tão longe disso e não amadurecer pra tratar de coisas tão mais latentes, que é difícil imaginar esse cenário.
    Talvez, o que pudesse ser pensado como estratégia de poder, coisa que, me parece, os libertários não tem, seria uma desconstrução das gerações dos fundamentais. Se chegássemos a ficar somente com os direitos civis e políticos já estava de bom tamanho.
  • Wallace  10/01/2016 00:22
    Hoje, lê-se nos jornais que o Governo pretende expandir ainda mais o crédito, via Bancos Estatais, e aumentar, também ainda mais, os juros para conter a Inflação. Este governo tresloucado parece que conseguirá a proeza de piorar ainda mais a Economia em curtíssimo prazo.

    Não sei para onde toda essa esbórnia da intervenção estatal na Economia conduzirá esta nação. Parece que irão fazer tudo ao contrário do que este instrutivo site ensina. Para mim fica ainda mais claro que não são somente as teorias econômicas equivocadas, mas a peça chave para que se possa entender a causa desse caos se chama: Políticos.

    Também não sei se será a ignorância, se o comodismo ou se a passividade do povo brasileiro é que levará esta nação à completa devastação.
  • Tavares  11/01/2016 16:50

    Acho as idéias liberais lindas, flutuantes, em teoria mas na prática exigem um ser humano tão purificado que fica impossível funcionar. Agentes tão perfeitos e incorruptíveis que permitiriam uma concorrência livre , empresários tão honestos que jamais ofereceriam dinheiro por uma fatia maior de mercado, legislações favoráveis, ou isenções de impostos, ou que pelo menos distribuísse honestamente seus lucros entre seus empregados, cá pra nós,isso não existe.Erram aqueles que apontam os EUA como modelo pois têm os mesmos vícios.São ricos porque detém conhecimento científico, esta sim a verdadeira riqueza, não o sistema econômico.

    Dos seres humanos reais,cheios de fraquezas e defeitos,os cidadãos honestos muito dificilmente prosperam na política, a maioria nem entra nela por pura aversão, isto é o que a história vem mostrando.

    Acredito que a democracia falida como está só funcionaria se houvesse critérios mínimos de escolaridade e pós-graduação em políticas públicas para quem quer se candidatar a um cargo público.Ué, nas empresas não é assim? E o estado não faz concurso público? Porque não com os políticos? Isso já filtraria bastantes aproveitadores e incompetentes.Ou pelo menos os forçaria a frequentar um lugar novo e fascinante: A UNIVERSIDADE

  • O Cavalheiro  14/01/2016 21:12
    Os empresários oferecem dinheiro para o governo/políticos pois estes tem poder para influir, tire o poder deles e pronto. As tais "legislações favoráveis" nada mais são do que a forma pela qual o governo exerce o poder para favorecer os empresários que deram dinheiro a eles.
    E porque o dono de uma empresa deve distribuir seus lucros para os empregados? Se ele tem prejuízo e abre falência, os empregados também tem participação nos débitos?

    Não acredito que alguém aqui aponte os EUA como modelo, atualmente (e já faz um bom tempo) eles sequer são um país liberal, diria que são um país fascista e com grande chance de sofrer um golpe militar em menos de 50 anos. A atual prosperidade é uma ilusão, eles imprimem dinheiro e se beneficiam do petrodolar, tanto o governo, quanto a população estão endividados, é uma mistura do milagre econômico (brasileiro), com crédito fácil dos últimos anos (também no Brasil, com mais de 40% da população endividada), a queda é inevitável.

    Pode ter escolaridade alta para preenchimento de cargos eletivos, isso nada muda, o prefeito de São Paulo é formado em universidade de ponta, assim como vários deputados (Paulo Maluf, engenheiro formado na Poli) e senadores (se eu não me engano o Serra é formado na USP) possuem alta escolaridade (professores, advogados, médicos, engenheiros isso sem contar todos os membros do STF (e demais tribunais pelo país).

    Se for pegar a renda per capita da China (que reconheço não e a melhor forma de medir um país, mas é melhor do que o PIB), ela está la atrás, junto com o Brasil.

    Sobre a Petro, o combustível brasileiro é o pior da América do Sul, pagar bem e ter concurso público não garante nada, basta ver o nível dos juízes brasileiros, o custo deles (para uma atividade meio) e a produtividade. Chile é mais liberal que o Brasil, mas a atual presidente quer mudar várias coisas, de tal maneira, que tudo voltará a ser como antes.
  • Tavares  11/01/2016 16:52
    A crise americana de 2008 se deu justamente por falta de regulamentação.Deixar a atividade econônmica correr à solta cria um ambiente de libertinagem ,não de liberalismo.
  • Waldir  11/01/2016 17:15
    É mesmo? Só se for de acordo com a Unicamp...

    Pare de ficar repetindo chavões e tenha um mínimo de curiosidade intelectual.

    Como ocorreu a crise financeira americana
  • Bartolomeu Tiburcius  11/01/2016 17:21
    Essa é A maior besteira que alguém pode dizer sobre a crise de 2008.


    A crise de 2008 não teve NADA A VER com economia de mercado, mas sim com a falta dela (a crise foi fruto do intervencionismo estatal):

    mises.org.br/Article.aspx?id=188
  • Pastor  11/01/2016 16:59
    Rumo ao livre mercado e liberdade, eu aceito que seja gradativamente !. Não há outra forma !
  • Pobre Paulista  11/01/2016 17:15
    "A minarquia é um passo necessário para a anarquia" soa como "o socialismo é um passo necessário para o comunismo".
  • Tavares  11/01/2016 17:39
    Não acredito em milagres de sistemas econômicos.Acredito no compromisso do ser humano. Se houver governantes comprometidos com o povo, seja no comunismo ou liberalismo, o país prospera.Não importa o tamanho do estado. Só há duas maneiras para isso: Ou o país tem recursos naturais valiosos e abundantes ou então domina o conhecimento científico e produz produtos de alto valor agregado.Pode ser até prospere alugando seu território para instalação empresas financeiras com redução de impostos, como Cingapura. Fora isso, não há outro caminho.

    A prova está nas duas potências tão diferentes EUA e China. Outra prova: Como a Petrobrás alcançou o gigantismo e excelência tecnológica mesmo sendo estatal? Porque paga bem e realiza concurso público, tem os melhores quadros.
    Para quem acha que o Chile é exemplo de país liberal a ser seguido,é um país equilibrado pois é pouco populoso e está situado sob uma imensidão de cobre ,metal bastante valioso. Ademais, deu a sorte de ter governantes responsáveis, de direita e esquerda.
  • Magno  11/01/2016 17:45
    "Só há duas maneiras para isso: Ou o país tem recursos naturais valiosos e abundantes ou então domina o conhecimento científico e produz produtos de alto valor agregado."

    Nem um nem outro.

    O crescimento econômico é fácil e natural - basta o governo permitir

    "Outra prova: Como a Petrobrás alcançou o gigantismo e excelência tecnológica mesmo sendo estatal? Porque paga bem e realiza concurso público, tem os melhores quadros."

    Típico do ufanista que desconhece o mundo. Eis a lista das 10 petrolíferas que produzem mais barris por dia:

    www.forbes.com/pictures/mef45glfe/1-saudi-aramco-12-5-million-barrels-per-day-3/

    A Petrobras não está nem entre as 10 primeiras.

    E seria obrigação da Petrobras ter a maior produção mundial de petróleo. Afinal, trata-se de uma empresa que detém o monopólio das maiores jazidas do Brasil, não sofre nenhuma concorrência de outras empresas para roubar seu market share (ao contrário do que acontece com as principais petrolíferas do mundo, que não dispõem de várias jazidas exclusivas para si), e pode explorar todo o petróleo existente ao longo de toda a costa brasileira, sem concorrência.

    Em um cenário tão perfeito assim, qualquer incompetente tem a obrigação de ser o maior produtor do mundo. E nem isso a Petrobras consegue.
  • Bartolomeu Tiburcius  11/01/2016 17:54
    "Se houver governantes comprometidos com o povo, seja no comunismo ou liberalismo, o país prospera"

    Não vale a pena perder nem 1 minuto com que diz uma frase dessas.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  16/01/2016 14:25
    Texto coerente. Mas, devido a tantas intervenções estatais na vida das pessoas, não é possível acabar com os "direitos adquiridos" por elas. Não seria justo puni-las por erros estatais. É preciso que a nova geração liquide o estado.
  • Emerson Luis  17/01/2016 12:30

    Ótimo artigo!

    A liberdade não é um valor relativo e instrumental, apenas um meio para algum fim - embora ela com certeza seja parte do caminho para nossos fins corretos.

    A liberdade é um valor intrínseco, um princípio universal e um fim em si mesma.

    Explicar que a liberdade funciona melhor do que a coerção não é para justificá-la (um autoritário poderia contra-argumentar [com ou sem razão] que a coerção é que funciona melhor, pelo menos em certos casos e/ou circunstâncias), mas para demonstrar que ela está de acordo com as leis naturais que regem a realidade.

    * * *



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