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O WhatsApp, a desobediência civil, a tecnologia e a liberdade

Obs: Este artigo foi originalmente publicado no dia 22 de dezembro de 2015. Como o Brasil é tristemente repetitivo, os assuntos simplesmente não saem de moda.


Após a suspensão inesperada do WhatsApp, na semana passada, o presidente do Instituto Mises Brasil Helio Beltrão afirmou:

O pessoal entusiasmado com tecnologia e que acha que esta pode nos proteger do estado tomou uma ducha de água fria com o bloqueio do WhatsApp com uma mera canetada de uma juíza.

Esta foi uma 'chamada para o despertar'. A tecnologia não pode nos proteger do estado, pois as pessoas (os dirigentes da tecnologia, os intermediários e provedores que possibilitam o serviço, e as contrapartes que utilizam o serviço) estão sempre localizadas em algum lugar e podem ser punidas pelo estado.

Curiosamente, tão logo o bloqueio legal foi colocado em prática pelas operadoras de celular, os brasileiros usaram a própria tecnologia — como VPNs e o Telegram — para contornar as imposições estatais. Talvez a tecnologia possa, enfim, nos proteger do estado.

Esse episódio é tão emblemático que merece uma reflexão por diferentes prismas. Deixarei a parte da tecnologia para o final. Antes, tratemos da desobediência civil maciça ocorrida em escala nacional na semana que passou.

Desobediência civil

Depois do efetivo bloqueio do WhatsApp, muitos prontamente escolheram burlar a suspensão do aplicativo. Alguns cidadãos manifestaram sua desaprovação por essa atitude, chegando a considerar o ato uma contravenção, pois os burladores estavam infringindo a lei.

Outros, mais brandos, afirmaram que se tratava meramente de mais um exemplo do rotineiro "jeitinho brasileiro", aquela corrupção nossa do dia-a-dia.

Confesso que essas colocações me fizeram refletir. Será que têm razão de fato? Ou estaríamos apenas cumprindo nosso dever moral — e seguindo a máxima de Martin Luther King Jr. — de rechaçar e desobedecer leis injustas?

De acordo com alguns advogados, a decisão da juíza foi desproporcional, injusta e feriu os próprios princípios da Constituição Federal. Mais por sentimento e razão do que conhecimento jurídico, creio que a desobediência civil praticada por milhares (talvez milhões?) de brasileiros tenha sido plenamente justificada.

Contudo, essa distinção nem sempre é fácil. Como saber quando uma lei é injusta? Como discernir se um ato legislativo é correto? Qual deveria ser o critério? Especialmente nos dias de hoje, em que a lei tornou-se um artifício recorrido por uma minoria para fazer uma espoliação coletiva, distinguir entre o que é correto e justo do que é errado e injusto é uma tarefa inglória.

Para o famoso liberal clássico Frédéric Bastiat, as leis não podem ter outra finalidade, outra missão que não a de proteger a vida, a liberdade e a propriedade dos indivíduos, uma vez que "A vida, a liberdade e a propriedade não existem pelo simples fato de os homens terem feito leis. Ao contrário, foi pelo fato de a vida, a liberdade e a propriedade existirem antes, que os homens foram levados a fazer as leis". A lei, portanto, deve fazer imperar entre todos a justiça.

Sob esse critério, qualquer lei que agrida a vida e a propriedade de terceiros deveria ser considerada injusta e inaceitável. Se analisarmos, sob essa ótica, o arcabouço legal vigente, consideraríamos 99% de todo o emaranhado de legislações e regulações existente no Brasil um grave atentado à propriedade privada. Se cumprirmos todas as leis, não reinará a justiça, mas triunfará o esbulho da propriedade alheia. Cumpre-se a lei, mas não se faz justiça.

Então, se uma lei é injusta e atenta contra a nossa propriedade, deveríamos acatá-la? Estaria realmente justificada a desobediência civil diante de leis injustas? Seria legítimo criar mecanismos para praticar a desobediência civil? E se uma tecnologia nos fornecesse meios de contornar leis injustas, seria correto adotá-la? Por fim, e se, por meio da tecnologia, tornássemos completamente inócua a ameaça de violência estatal ao simplesmente impossibilitá-la na prática, blindando os indivíduos da agressão institucionalizada? Deveríamos fazer uso de tais tecnologias? Ou as julgaríamos ilegítimas?

As perguntas abundam e as respostas frequentemente adentram uma área cinzenta; o preto e o branco não são facilmente discerníveis. A era digital tem nos submetido à reflexão ao quebrar uma série de paradigmas antes inimagináveis.

A tecnologia irá, sim, nos libertar

Por exemplo, devido à evolução tecnológica, a liberdade de expressão hoje não mais depende da concessão estatal, assim como a liberdade e privacidade de comunicação. Já temos tecnologia plenamente funcional para preservar a privacidade de comunicação entre duas partes, independentemente de localização geográfica, vedando a qualquer agente — inclusive aos estados — o acesso não consentido. Se algum estado, sob qualquer justificativa, decretar que a utilização dessa tecnologia é ilícita, tal lei seria injusta ou seria o meio de comunicação realmente ilegítimo?

A criptografia é um exemplo de evolução tecnológica que, aliada à era digital da internet, tem um potencial extraordinário. Não surpreende, portanto, as recorrentes tentativas de governos de banir o uso da "criptografia inquebrável" pelas empresas de tecnologia como o Google e a Apple — sob o pretexto de combate ao terrorismo, governos querem ter a possibilidade de exigir das empresas que provêm serviços de comunicação acesso às trocas de mensagens privadas de determinados usuários.

O fato é que a tecnologia pode proteger os indivíduos não apenas de governos autoritários ou de leis injustas, mas também de qualquer ator mal intencionado. A visão de que a tecnologia é incapaz de resguardar as liberdades individuais advém do puro desconhecimento da potencialidade da criptografia moderna e das redes descentralizadas (ou P2P, peer-to-peer).

Poucos libertários têm consciência do poder dessas tecnologias. Estes, em sua vasta maioria, costumam se especializar em economia, direito, filosofia e política; mas pouquíssimos dominam a ciência da computação e da criptografia. E ao não terem plena compreensão desse campo do conhecimento científico, acabam concedendo que, perante o estado, somos todos impotentes.

Mas isso não é verdade. A própria realidade é prova disso.

Hoje temos pelos menos dois exemplos de tecnologias em ampla utilização no mundo, contra as quais o estado nada pode fazer: o BitTorrent e o Bitcoin.  

Ambas as tecnologias são resultado de décadas de pesquisa em ciência da computação e criptografia. Ambas são adaptações e evoluções de modelos de rede e segurança ultrapassados, os quais tinham como vulnerabilidade a centralização — justamente o tendão de Aquiles que permitiu à juíza lograr a efetiva proibição do WhatsApp.

Ao fim dos anos 1990, o Napster era um dos grandes propulsores das redes P2P. Mas seu sistema não prescindia de um servidor central e por isso sucumbiu. Redes como a do Napster possuem uma debilidade chamada "ponto único de falha" (single point of failure). A sofisticação das redes efetivamente descentralizadas está precisamente na ausência de um "ponto único de falha".

Os protocolos do BitTorrent e do Bitcoin adotam justamente esse modelo de rede. Não há servidores, não há um ponto central, não há uma empresa encarregada do funcionamento do protocolo. Cada cliente se conecta diretamente a outros clientes. Até hoje o BitTorrent não foi derrubado simplesmente porque não há o que derrubar. Não há quem cercear porque não há ninguém para ser intimado ou intimidado. Tampouco tiveram êxito as tentativas de censurar a rede do Bitcoin. Resiliência é a palavra chave desse modelo de redes.

Mas não seria possível alcançar algum intermediário para bloquear essas tecnologias? Devido ao uso engenhoso da criptografia, a resposta é não, não é factível localizar nenhum dirigente de empresa — até mesmo porque não há uma —, nem intermediários, contrapartes ou provedores de internet porque é virtualmente impossível obstruir o tráfego desses dados. A criptografia se encarrega também de preservar a privacidade dos usuários, inviabilizando a identificação dos participantes.

A não ser que derrubem toda a internet, bloquear essas tecnologias é um feito quase irrealizável. A desintermediação dos serviços, a remoção de diversos terceiros e intermediários é uma proeza cuja realização foi somente possível depois da invenção da internet. É uma força quase imparável.

E o próprio estado tem ajudado nesse processo evolutivo. De que forma? A Terceira Lei de Newton explica: para cada ação, há uma reação de mesma intensidade em sentido contrário. Quando governos proibiram o Napster, os usuários migraram para o Kazaa. Quando este teve problemas, surgiu o LimeWire, baseado na rede descentralizada Gnutella. Em paralelo, estava sendo criado o protocolo BitTorrent, o qual é, hoje em dia, usado por diversos aplicativos para compartilhamento de tudo que é tipo de arquivos digitais — não apenas conteúdo "pirata".

Como alternativa ao sistema monetário centralmente planejado que hoje vigora, Satoshi Nakamoto inventou o Bitcoin, uma moeda digital baseada em um protocolo com software de código-fonte aberto.

E quando decidirem controlar e amordaçar a internet, uma consequência — real e presente — não intencionada da famigerada lei do Marco Civil da Internet, o que faremos? A internet em si já é relativamente descentralizada, mas há iniciativas para aprofundar ainda mais essa descentralização, como é o caso da MaidSafe.

Muitos libertários internalizam a visão pessimista de mundo em que a liberdade é cada vez mais solapada e o estado avança inabalável. E há pouco o que podemos fazer senão alertar e educar os indivíduos.

Francamente, não subscrevo a essa visão. Não sou alheio aos males feitos pelo estado todos os dias, longe disso. Mas confio na inata e infinita criatividade do ser humano para encontrar soluções aos grandes problemas do nosso mundo, e por isso sou um eterno otimista.

Quando lograrem a efetiva proibição do Uber — o que não descarto —, surgirá o SuperUber, um aplicativo totalmente descentralizado, de código-fonte aberto, autorregulado e sem nenhuma empresa por trás. Sem intermediários. A tecnologia, que nada mais é do que a aplicação prática do conhecimento e da criatividade humana, prevalecerá.

Tudo isso nos leva a uma constatação importante: as façanhas em prol da liberdade que os nerds estão conseguindo realizar — por mero divertimento, talento ou ofício — ofuscam décadas de ativismo dos libertários.

O que nos remete a uma lição igualmente importante: a defesa da liberdade deve ser uma luta tanto teórica e intelectual quanto prática. Até porque a efetiva prática da liberdade, a experiência de liberdade, catalisa e reforça o próprio entendimento teórico e intelectual do porquê de sua defesa.

Nem todo mundo é a favor da livre concorrência, mas quase todos defendem o direito de usar o Uber com unhas e dentes. Poucos são contra as agências reguladoras, mas certamente muitos ficariam indignados se a ANATEL ordenasse as empresas de telecomunicações a bloquear o WhatsApp. O Banco Central é tido pela opinião pública como essencial, um sinal de modernidade; mas, no fim do dia, o trabalhador vai escolher a moeda que mais bem mantiver o seu poder de compra.

A tecnologia pode não apenas nos proteger do estado, como pode também tornar mais evidente o quão injustas são certas leis, e isso, por si só, já é um grande ensinamento. Não tenho a pretensão de saber todas as respostas às perguntas feitas acima. Tenho mais dúvidas que certezas. Mas tenho uma convicção: a de que a tecnologia está nos fazendo repensar o próprio papel do estado e isso é um passo fundamental para o triunfo da liberdade.

Conclusão

Por fim, deixo mais uma reflexão: se a tecnologia pode tornar a agressão institucionalizada impossível, isso demonstra que a violência estatal é de fato ilegítima? Ou será que deveríamos nos submeter voluntariamente a ela?

Alguns anarcocapitalistas acreditam que o fim do estado ocorrerá apenas quando acabar o seu apoio moral pelos indivíduos. Mas isso requer um esforço descomunal de convencimento teórico e intelectual da sociedade como um todo. A tecnologia pode ajudar — e talvez abreviar — nesse processo, demonstrando na prática a evidente ilegitimidade da violência estatal.



autor

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 

  • Rafael Dias  22/12/2015 13:48
    Excelente artigo.
    É exatamente isso. A teoria é muito importante de fato, mas quando as pessoas passam a experimentar na prática a liberdade, fica bem mais fácil de convencer.
    Exemplos práticos ajudarão a derrubar o Estado;
  • Andre B.  22/12/2015 14:56
    Sugestão, Rafael: escreva sempre estado assim, com "e" minúsculo.
  • João Pires  22/12/2015 13:53
    As pessoas precisam abrir mais a mente e explorar mais a internet.Existe tanta coisa que nós podemos criar para não só driblar o estado, mas tambem para torná-lo obsoleto.Como eu sempre digo, as pessoas não sabem o poder que tem.A internet é uma arma extremamente poderosa.A maioria ainda não se deu conta disso.
  • Matheus  22/12/2015 13:56
    É possível um governo afetar de alguma maneira o Bitcoin? Imagino que seja fácil taxar conversões, não? O Bitcoin pode ser usado como um "paraíso fiscal"?
  • Fernando Ulrich  22/12/2015 16:19
    O estado pode interferir nos pontos de contato com o mundo da moeda fiduciária (exchanges, por exemplo).
    Pode tentar proibir indivíduos e empresas de transacionarem com a moeda. Mas fazer cumprir essa legislação é impossível. Dependerá da auto submissão dos indivíduos.
  • Matheus  22/12/2015 18:53
    Fernando, vi que tem muitos artigos sobre Bitcoin aqui no mises. Você tem sugestão dos melhores para serem lidos para eu poder entender melhor sobre essa moeda?
  • Fernando Ulrich  22/12/2015 19:33
    Leia os quatro da série que escrevi em 2013.
  • Sany  30/07/2016 01:17
    Fernando, por gentileza, conhece estudiosos que refutem ou analisem sob prisma diferente a questão da alienação no trabalho, tão apregoada por Marx e seus seguidores?
  • Fred  22/12/2015 14:14
    Essa é uma tendência irreversível q só aumentará o custo q o Estado terá q pagar para manter seu poder coercivo. Isso obrigará o Estado a se apoiar cada vez mais na criação de "bichos-papão" para tentar manter a lealdade das pessoas através do medo.
  • Juliano  22/12/2015 14:21
    Simplesmente fantástica a colocação realizada neste artigo. Não sou da área de tecnologia, mas sou um defensor ferrenho dos ideais libertários. Agora entendo como o desenvolvimento da computação pode contribuir para um mundo mais livre.
  • Viking  22/12/2015 14:39
    como citaram a criptografia, vou relatar um caso que tomei conhecimento.
    infelizmente, a tecnologia pode ser usada também para o mal: criptografaram um PC de uso da minha noiva, através de um tal RSA2048, o qual é inquebrantável, até onde pesquisei, e a extorquiram, pedindo 500 dólares em bitcoins, para enviarem a chave de acesso aos arquivos. Logicamente ela não pagou, já que não tinha nenhum arquivo importante no PC. talvez aqui alguém tenha conhecimento e saiba como desfazer isso. Pelo menos serve de alerta a todos vocês, para que tomem cuidado com seus computadores. Infelizmente, nem todos usam a tecnologia para fins benevolentes.

  • Ivanildo Santos III  22/12/2015 23:30
    Cara, por isso que é importante manter backups, de preferência na nuvem. Hoje em dia, todos os meus arquivos importantes estão espalhados em algum servidor na nuvem.
  • Gervasio  23/12/2015 08:10
    Esqueça a nuvem. Ramsonware (como é chamada essa categoria de vírus) atinge todos os arquivos em qualquer tipo de mídia conectada ao computador alvo, inclusive cloud storage. A melhor maneira é comprar um hdd externo para backup e mantê-lo offline.
  • Viking  23/12/2015 10:02
    obrigado pela dica, Gervasio.
    Não sabia que afetava também os arquivos da nuvem.
    vou atrás de um HD externo ASAP
  • raphael  23/12/2015 12:00
    eh qse impossivel encriptar arquivos pessoais sem um meio pratico de rodar o codigo malicioso, ate pode acontecer por exploit ou falha no sistema, mas na grande maioria das vezes acontece por descuido do proprio usuario
    quando me questionam sobre qual o melhor antivirus eu sempre respondo q eh o usuario
    eu mesmo nao uso antivirus
    boas praticas de seguranca hj em dia incluem camadas de protecao da memoria e do registro do sistema, aliado a um firewall e sandbox
  • Adriano  23/12/2015 15:43
    Usem Linux Ubuntu. É muito mais seguro e menos vulnerável. Fácil de instalar, usar e gratuito.
  • Andre B.  22/12/2015 14:54
    Palmas de pé para Fernando Ulrich! Artigo devidamente salvo! Eu sempre achei muito improvável vencer essa guerra apenas na teoria. O estado já está entranhado na cultura de todos os povos. E hoje não precisa convencer ninguém, apenas manter o statu quo com o formidável aparato de que dispõe... A melhor estratégia é teoria e prática se retroalimentando: a ideia é lançada na teoria, comprovada na prática, que reforça a teoria, que incentiva mais inovações...
  • Fernando Ulrich  22/12/2015 16:19
    Obrigado, Andre.
  • Thiago Teixeira  22/12/2015 15:16
    Espero que em breve os apps de mensagens também evoluam para rede P2P. Aí quero ver juiz metido derrubar...

    Sobre o bitcoin, entendo a fascinação do Ulrich com o tema. Toda a evolução centenária da escola austríaca, milênios de sucesso de ouro/prata como moeda, e essa moeda virtual dá certo e obriga os austríacos a reformularem a teoria... É incrível!

    Artigo top!
  • Fernando Ulrich  22/12/2015 16:20
    Obrigado, Thiago.
  • alma negra  22/12/2015 18:53
    ja evoluiram www.bleep.pm/ dos mesmos criadores do bit torrent
  • Renato Arcon Gaio  22/12/2015 15:33
    Artigo muito bom, mas sempre lembrando que os nerds que realizam a façanha de inovar no mundo da tecnologia tem que permanecer no anonimato, caso contrário serão aniquilados sem dó pelo estado, vide o caso do brilhante jovem Aaron Swartz, que infelizmente sucumbiu na luta contra o estado:

    tecnologia.terra.com.br/internet/pai-do-criador-do-reddit-diz-que-filho-foi-morto-pelo-governo,f8365bee4744c310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

    Abraços.
  • Fernando Ulrich  22/12/2015 16:20
    Você tem razão, Renato. Por isso que o Satoshi Nakamoto optou pelo anonimato.
  • Igor  22/12/2015 15:50
    Fernando, parabéns por mais um excelente artigo!

    Sempre que venho aqui no Mises e vejo que tem um artigo novo teu, fico muito contente.

    Abraço!
  • Fernando Ulrich  22/12/2015 16:16
    Obrigado pelas palavras, Igor.
  • Alex  22/12/2015 17:17
    Parabéns pelo artigo, realmente muito bom!

  • Henrique  22/12/2015 17:24
    Fernando, compartilho da mesma visão. Fui um dos primeiros a rebater o comentário do Hélio quando ele postou isso no Facebook.

    Se no passado, por alguma razão, o governo decretasse o bloqueio de todas as linhas telefônicas do país, ficaríamos sem alternativa para a comunicação, simplesmente não haveria o que fazer.

    Hoje, se mandam bloquear o Whatsapp, tem o Telegram. Se bloquearem ele também, tem o Viber, o ICQ (it's back! :D) e uma tonelada de outros aplicativos. Sem falar que, da noite para o dia, milhões de brasileiros ficaram conhecendo a tecnologia conhecida como VPN, ou Virtual Private Networks, algo bastante restrito ao pessoal que trabalha com tecnologia. Não importa se para a maioria das pessoas VPN é apenas "aquela coisinha que faz o whatsapp funcionar", ao menos elas saberão que isso existe.

    Alguns libertários adoram a metáfora da estrela-do-mar, da forma descentralizada como essa espécie sobrevive. As redes P2P são a estrela-do-mar da tecnologia. Você pode até matar um nó da rede, mas surgirão mais três logo em seguida.

    É fácil ser tomado pelo pessimismo dada a conjuntura atual do Brasil, mas comece a reparar no seu redor e veja que it's silently fucking happening :D
  • Curioso  22/12/2015 18:09
    Sobre a desobediência civil, uma vez que a determinação do bloqueio foi feita às provedoras de internet, porque denomina-se desobediência civil por parte dos usuários.

    A analogia que faço é: Há uma cidade com 3 vias de acesso. E uma decisão judicial impede o acesso por uma das vias. Seria, então, desobediência civil usar uma das outras vias?
  • Ze Dendagua  29/12/2015 10:19
    Seguindo sua analogia:

    Usar outro aplicativo, como Telegram ou Viber, seria como utilizar uma outra via de acesso não proibida.

    Usar uma VPN seria como vestir um traje de invisibilidade, pular a barricada da via impedida e trafegar por ela.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  22/12/2015 18:42
    O brasil é apenas um pobre país de terceiro mundo. E, parece, nunca sairá disso.
  • Oswaldo Borges da Costa Filho  22/12/2015 19:59
    Parabéns pelo artigo!! A internet é muito ampla e muitas vezes não é utilizada da forma "correta". Com o desenvolvimento da educação do povo, todo o resto será desenvolvido também.
  • LUCIANO SILVA  22/12/2015 20:06
    Apesar de tanta tecnologia e de tanta informação disponível as pessoas ainda acreditam em serviços públicos gratuitos. Na página do IMPOSTÔMETRO tem a hashtag #CadêoRetorno? e informa que de 2005 a 2015 já são mais de 13 TRILHÕES arrecadados.

    www.impostometro.com.br/

  • Gunnar  22/12/2015 20:27
    Já era um grande entusiasta da tecnologia como forma de escapar aos braços estatais (Uber, apps de comunicação, etc), mas casos como o bloqueio do Whatsapp ou a proibição do Uber de fato sempre funcionaram como um balde de água fria, um choque de realidade dizendo "e no fim o governo sabota essa tecnologia e voltamos à estaca zero". Mas esse texto (excelente, por sinal) me abriu os olhos para algo muito maior: a possibilidades do P2P, virtualmente "inbloqueável". Excelente o exemplo do pós-Uber, o tal do Super Uber citado no texto. Estou quase me tornando um otimista com relação ao nosso futuro...
  • Rhyan  22/12/2015 22:17
    Existe instant messenger P2P criptografado? Alias, um app assim P2P precisa de criptografia?
  • Gutemberg Feitosa  22/12/2015 22:31
    Obrigado pela inspiração.
  • Paraninfo  22/12/2015 22:55

    Bloquear o Bitcoin não é dificíl. As operadoras teriam apenas que bloquear ou inspecionar as portas 8333, 6667 ou 7777.

    As melhores funções para bular o bloqueio são as VPNs de outros países, os proxies de outros países e as portas randômicas. A melhor solução seria usar portas randômicas. As portas randômicas são portas comuns, mas as conexões são feitas em todas as portas de 1 a 65535 sem nenhuma sequência lógica. Seria impossível bloquear as conexões em todas as portas. Se as operadoras quisessem inspecionar todas as portas, elas teriam que gastar muito dinheiro. Podemos colocar alguns milhões de dólares , sem ter uma garantia de bloqueio.


    Enfim, é mais fácil trancar pessoas em Cuba do que bloquear a internet.


    Na internet não tem Fidel Castro para proibir os barcos de pesca.


    bitcoinfaq.com


    Do I need to configure my firewall to run bitcoin?

    Bitcoin will connect to other nodes, usually on tcp port 8333. You will need to allow outgoing TCP connections to port 8333 if you want to allow your bitcoin client to connect to many nodes. Bitcoin will also try to connect to IRC (tcp port 6667) to meet other nodes to connect to.

    If you want to restrict your firewall rules to a few ips and/or don't want to allow IRC connection, you can find stable nodes in the fallback nodes list here. If your provider blocks the common IRC ports, note that lfnet also listens on port 7777. Connecting to this alternate port currently requires either recompiling Bitcoin, or changing routing rules. For example, on Linux you can evade a port 6667 block by doing something like this:
  • Rafael Andrade  23/12/2015 05:39
    Que raciocínio do hélio beltrão viu. Ficou páreo com o de um socialista quando pergunta sobre quem vai construir as estradas.
  • tobias  23/12/2015 13:20
    Parabéns pelo artigo, realmente e mente humana quando livre e sem amarras é capaz de criar coisas até então inimagináveis e surpreendentes.
    Essa questão que o autor abordou é fundamental: as leis estão realmente protegendo a vida, a liberdade e a propriedade? Se não, pode-se considerar essa lei moral, justa e ética?

    errata: No 5o paragrafo do tópico desobediênica civil, correto esta escrito coreto.
  • legdf  23/12/2015 16:09
    Eu também concordo que é impossível do governo acabar com o meio das pessoas se comunicarem e que o avanço tecnológico e a ciência sempre nos dará uma alternativa.

    Mas o fato de que isso não seja possível não quer dizer que estamos livres do controle do governo nos meios de comunicações.

    Assim como na economia, o governo não se mantém sem o capital privado, e é por isso que o governo se limita ao controle da economia, utilizando os impostos arrecadados para manter a sua estrutura e o seus objetivos.

    Nas telecomunicações não é diferente, as empresas trabalham para o governo fornecendo informações que servirão de provas contra supostos inimigos do estado.

    O governo jamais vai acabar com algo que ele possa tirar proveito.
  • Fabio  23/12/2015 17:23
    Recentemente descobri que usando o BitCoin posso mandar dinheiro para fora e comprar produtos importados sem pagar o maldito IOF que a Dilmais aumentou.
    Só fico preocupado de mandar tantos scans de documentos para as corretoras, neteller (não sei como se chama esse segmento) e semelhantes.

    Por sorte aprendi com Policiais Civis que ao mandar um scan ou xerox de um documento escreva nele algo do tipo "aos cuidados de neteller" por exemplo para inibir e rastrear fraudes. (Off esta ultima mas fica a dica)
  • Artópode de Ferro  23/12/2015 20:54
    use a localbitcoins, que já inclui serviço de escrow.
  • Lucas Nogueira  03/05/2016 02:40
    Não sabia dessa, muito obrigado pela dica!
  • corsario90  23/12/2015 21:15
    FERNANDO, vc poderia atualizar o podcast 103 do IMB? Para mim ta virando moeda mesmo e nao apenas reserva de valor o Bitcoin. É possível atualizar os dados ou os conceitos depois de 2 anos? abs
  • Paulo  25/12/2015 12:34
    Excelente texto! E viva o pessoal da computação!
  • Wilhelm Lübeck  26/12/2015 14:45
    Esse caso do WhatsApp, como notou o colunista, representa bem o risco da interferência do estado na infraestrutura de comunicação. A solução que vejo é partirmos para sistemas completamente distribuídos como o Tox -- a comunicação é toda peer to peer, não há um servidor central, não há uma única empresa ou entidade para ser atingida por ordens estatais, os usuários se encontram através de uma DHT (como o Bittorrent), não há um conjunto fixo de endereços IP ou portas para se bloquear (portas podem ser aleatórias e os endereços são os dos usuários da rede) e, naturalmente, toda a comunicação é criptografada para evitar os arapongas do estado.

    É o tipo de resiliência que precisamos no nosso sistema de comunicação online.

  • Emerson Luís  26/12/2015 16:52
    A questão tecnológica é uma corrida armamentista: cada lado reage aos avanços do outro com mais avanços. A tecnologia também dá aos governos uma maior capacidade de vigiar e controlar o rebanho.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  18/01/2016 19:56
    "...as leis não podem ter outra finalidade, outra missão que não a de proteger a vida, a liberdade e a propriedade dos indivíduos, uma vez que "A vida, a liberdade e a propriedade não existem pelo simples fato de os homens terem feito leis. Ao contrário, foi pelo fato de a vida, a liberdade e a propriedade existirem antes, que os homens foram levados a fazer as leis". A lei, portanto, deve fazer imperar entre todos a justiça..."


    Obedeçam a essa lei...
  • Suco Verde  29/03/2016 22:12
    Parabéns pelo artigo e um "viva" para a tecnologia e a criatividade.
  • Dissidente Brasileiro  02/05/2016 19:03
    Obs: Este artigo foi originalmente publicado no dia 22 de dezembro de 2015. Como o Brasil é tristemente repetitivo, os assuntos simplesmente não saem de moda.

    Pois é... Mas quem nos obrigou a nascer neste chiqueiro??

    É o preço de viver num país fundado pela mentalidade ibero-católica... Só o Apocalipse dá jeito nesta desgraça!
  • a  02/05/2016 20:25
    O Estado não terá fim. Mas, devemos diminuir sua importância, desburocratizando-o.
  • David  02/05/2016 20:41
    Um argumento de quem é contra o capitalismo para bloquear o What Sap é que a empresa teria feito algumas coisas ilegais.
  • Guilherme  02/05/2016 23:31
    Quais coisas ilegais?
  • Ribeiro  02/05/2016 23:34
    Para a mentalidade estatólatra do brasileiro médio, uma empresa se recusar a entregar informações privadas de seus clientes é algo "ilegal".

    Não temos chance de dar certo.
  • Lorivaldo  03/05/2016 12:30
    O interessante é o seguinte: Nos EUA aconteceu caso semelhante: A Apple se recusou a fornecer dados do Iphone de um terrorista. Fizeram uma pressão tremenda e mesmo assim não cederam. O que o FBI fez? Teve de recorrer a um hacker para ter acesso aos dados do aparelho. A Apple alegou que se fornecesse os dados abriria um perigoso precedente.
  • Alexandra Moraes  02/05/2016 21:33
    Artigo perfeito. A desobediência civil praticada por milhões de brasileiros tenha sido plenamente justificada. Desobediência civil é uma arma para enfrentar o poder de plantão. Desobediência civil é uma forma de mostrar que se os governantes não atuarem de modo compatível, poderá haver consequencias.
  • Isis Monteiro  02/05/2016 23:35
    Agora um Juiz do municipio de Lagarto em Sergipe bloqueia a utilização do WhatsApp por 72 horas. É o fim do poço. Por analogia todos os carros serão proibidos em função dos atropelamentos ocorridos. Será que tal juiz não consegue entender que razoável parte das vendas depende do WhatsApp. Será que tal juiz sabe que está punindo mais de 100 milhões de brasileiros que utilizam o WhatsApp. É uma medida desproporcional.
  • Isis Monteiro  03/05/2016 00:50
    A decisão do juíz foi desproporcional, injusta e feriu os próprios princípios da Constituição Federal. Não é possível que um juíz da cidade de Lagarto em Sergipe tome uma decisão que atrapalha toda sociedade. Em menos de 6 meses isto ocorre no Brasil prejudicando 100 milhões de brasileiros.
  • Luciano A.  03/05/2016 02:14
    Falando em Bitcoin...

    Criador do BitCoin, o australiano Craig Wright:

    veja.abril.com.br/noticia/economia/empresario-australiano-se-identifica-como-criador-do-bitcoin

    A polícia australiana já foi fazer uma busca na casa do cara.
  • TCC  03/05/2016 02:51
    Um ponto a refletir: como a falta de um aplicativo afeta a vida de todos nos tempos atuais!
  • Andre Henrique  03/05/2016 11:19
    Por que o Estado tem essa sanha doentia em nos controlar?
    A resposta é muito simples:

    1) Menos controle= mais livre iniciativa
    2) Mais livre iniciativa= menor custo e maior qualidade
    3) Menor custo e maior qualidade= país desenvolvido e rico
    4) País desenvolvido e rico= indivíduos descobrem que o Estado só atrapalha
  • Henrique Zucatelli  03/05/2016 11:26
    Apesar das frustradas tentativas do Estado, a tecnologia é o meio mais eficaz e natural de diminui-lo.

    Tendo por base que cerca de 50% da economia gira em torno de serviços, a utilização massiva de cripto moedas vai sugar consideravelmente o poder de coação fiscal, tendo apenas poder sobre a circulação de mercadorias. Esse avanço gradual da liberdade monetária vai criar pouco a pouco uma consciência libertária na mente da maioria, hoje dominada pelo clausuro do "bom pagador de impostos", que vai por sua vez forçar o Estado contra a parede.

    Prevejo, num chute bem pessimista, que em 30 anos teremos um nível de liberdade jamais visto, onde em boa parte dos países, a palavra imposto vai ser um palavrão maior do que xingar a mãe.
  • Beth Prado  03/05/2016 12:45
    Como pode um Juiz mandar bloquear uma ferramenta de comunicação que é utilizada por mais da metade da população brasileira. Muitas empresas tem hoje o WhatsApp como um dos meios mais utilizados. Eu não entendo como isso pode acontecer pela segunda vez.
  • Edujatahy  03/05/2016 13:10
    E novamente o estado mostra suas garras. O mais surpreendente é ainda ver gente defendendo a medida. Nas redes sociais os apologistas do estado gritam aos quatro ventos "ordem judicial tem que ser cumprida" e etc...

    Não entendem, tais imbecis, que diante de uma lei IMORAL é nosso dever ÉTICO descumpri-la sempre que possível. Lei nunca pode sobrepujar a moral. E o "marx" civil da internet é claramente uma lei imoral que deve ser combatida e desobedecida continuamente.
  • Andre  03/05/2016 14:52
    Galera acha normal ter que pedir autorização para produzir a quem nada produz, não é dificuldade nenhuma achar que a justiça falou tá falado.
  • Isis Monteiro  03/05/2016 13:59
    É incrível como algumas pessoas ainda defendem esta decisão judicial. Esta medida é completamente desproporcional, injusta e feriu os princípios da Constituição Brasileira. É a segunda vez que isto ocorre em território nacional em menos de seis meses. Do outro lado penso que os dirigentes do WhatsApp estão sendo incompetentes em não conseguir mostrar com toda a transparência possível que técnicamente é impossível fornecer as mensagens.

  • Diego  03/05/2016 14:45
    A verdade é que o tal livre mercado cada vez mais se torna uma lenda urbana. Basta você ver que em vários setores da economia, internet, mídia, tecnologia, veículos, moda, medicamentos, commodities.. meia dúzias de empresas controlam tudo, formando conglomerados gigantescos num emaranhado de empresas que se escondem entre si. Não é por menos que vários bilionários e grandes empresários apoiam partidos e governos de esquerda, veja os Democratas nos EUA, pra garantir que os seus cartéis se tornem cada vez maiores e intocáveis, e na pior das hipóteses compram um concorrente. E é nesse cenário,que de livre não tem nada, que a esquerda faz a festa dizendo que essa concentração é culpa do capitalismo.
  • Marques  03/05/2016 15:12
    Exato.

    Por isso, este site é incansável em apontar o dedo para a real instituição que não só estimula como também mantém os cartéis estáveis e as reservas de mercado protegidas.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2384

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2049

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2231

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1946

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2283
  • Alexandra Moraes  03/05/2016 16:00
    Não entendo a capacidade de nossos juízes em tomar atitudes descabíveis. Como pode um juíz da comarca de Lagarto em Sergipe mandar bloquear um meio bastante utilizado por todo o Brasil. Que decisão mais desproporcional. Também não entendo por que o Facebook, proprietária do WhatsApp, ainda não conseguiu provar para a justiça que não possui as mensagens pois estas estão são criptografadas ficando apenas disponível no celular do emissor e do receptor.
  • Renato  03/05/2016 16:02
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • zanforlin  03/05/2016 16:50
    Artigo que incita a pensar, pensar de modo tridimensional, de fora e acima do Estado. Direito, economia, filosofia são, por assim dizer, ciências intra-estatais. Já a computação e, sobretudo a criptografia, são a chave da liberdade do jugo estatal. Excelente chamada do Fernando Ulrich para esse ponto.
    E agora, só pra provocar, eis endereço de artigo que li ontem sobre a identidade do criador do bitcoin:

    www.bbc.com/news/technology-36168863
    Nome do artigo: Australian Craig Wright claims to be Bitcoin creator

    Não tenho como comprovar, apenas a título de informação.
    Saúde e Paz, Fernando
  • Ana Ramalho  03/05/2016 17:43
    O que não entendo é que a primeira vez derrubaram essa medida. Será que os governantes não pensam que existem pessoas que trabalhar usando o Whatsapp?? Isso também faz mal para economia. Porque eles simplesmente não multam o facebook por descumprir a medida???w

    Ana,
    www.liftx.net.br
  • Andre  03/05/2016 18:14
    Não é uma questão de dinheiro, é uma questão de exercer poder, estão pouco se importando se alguém toma prejuízo ou vai falir, quando o assunto é estado estamos lidando com bandidos e psicopatas.
  • Alexandra Moraes  03/05/2016 21:03
    Novamente o WhatsApp voltou a funcionar hoje as 14 horas. Sempre a mesma história. Daqui alguns meses e a história se repetirá. Até quando teremos este tipo de situação. Não há consciência que o WhatsApp é utilizado profissionalmente por muitas pessoas. Espero que o Facebook (proprietário do WhatsApp) consiga demonstrar para a justiça que não tem acesso às mensagens dos usuários.
  • Felipe Lange S. B. S.  03/05/2016 21:22
    Fernando Ulrich reforçando o que o ativista libertário Dâniel Fraga já falava em seus vídeos: bitcoins e plataformas descentralizadas, além da própria internet, são grandes inimigas e focos de resistência contra o estado.

    A tecnologia sim irá acabar com essa máfia. Não políticos bem-intencionados em eleições presidenciais.
  • anônimo  04/05/2016 09:03
    Off topic mas...é uma coisa engraçada que mostra bem o nível dessa nova 'direita'
    https://www.youtube.com/watch?v=gcGI8igGn8U
  • Felipe Lange S. B. S.  04/05/2016 23:30
    Pois é. Esses são os neoconservadores, que se autointitulam como conservadores. É apenas uma outra visão de defender o estatismo.

    O mais irônico de tudo é que tanto a esquerda quanto à direita usa os mesmos "argumentos": guerra civil, formação de oligopólios (como se não existisse isso hoje em pleno estatismo...), entre outras coisas.

    Falta preguiça dessa gente de pelo menos conhecer o lado ao qual eles se opõem.
  • Alexandra Moraes  04/05/2016 15:41
    É certo que o advento da tecnologia está tornando o trabalho dos governantes e representantes da sociedade cada vez mais transparente. Cruzamentos de dados, redes sociais, softwares de mensagens instâtaneas, celulares que gravam vídeo, e uma infinidade de outras tecnologias estão ajudando a monitorar o trabalho deles.
  • Piltes-Perdizes  04/05/2016 17:26
    Toda vez é a mesma estória. Um Juiz qualquer para a comunicação da metade da população por conta e risco. Como pode isto acontecer? É incrível que um mero juíz tenha este poder.
  • Dissidente Brasileiro  04/05/2016 17:33
    Presentinhos do governo para a "sociedade civil" bananeira:

    O Whatsapp é só o começo. Conheça as propostas na Câmara para censurar sua Internet

    E ainda tem idiotas que aplaudem os "honrados e dignos membros da PF" que "ajudam a combater" a corrupção no Brazikão microencefálico. Isso mesmo retardados, aplaudam, ajudem a Stasi bananeira na sua missão totalitária rumo à escravidão nacional!

    Será que estes não conseguem entender que essa tal de "PF" será a polícia política do futuro regime que está prestes a surgir no lugar do petismo? Parem de bajular a polícia seus cretinos, a função dela não é proteger vocês, é proteger o sistema, entenderam seus debilóides?
  • Uau  04/05/2016 18:29
    Noffa!
  • Pilates-Perdizes  04/05/2016 17:53
    Medida descabida, desproporcional e injusta. Pune 100 milhões de usuários. Como pode um mero juíz ter este poder. E quem ressacirá as perdas de quem usa o WhatsApp para negócios?
  • Academia-Perdizes  05/05/2016 13:15
    Tirar o WhatsApp do ar por 72 horas em todo território brasileiro afeta dezenas de milhões de pessoas, uma desproporção absurda entre o remédio escolhido e o fim almejado. Mesmo que com a medida, o juiz atingisse seus objetivos, esse seria um procedimento extremo, cuja efetividade residiria muito mais no castigo a quem nada tem a ver com a história do que no ônus imposto ao Facebook (proprietário do WhatsApp).
  • Paulo  05/05/2016 17:50
    Boa tarde pelo ocorrido desta semana em um grupo de igreja de jovens dentro do whatsapp tive a seguinte resposta após ensinar como burlar o bloqueio:

    (...)Pessoal, temos que nos lembrar que toda a autoridade foi constituída por Deus....
    Se a decisão foi tomada por uma instância superior (que nos rege) e não vai contra a vontade suprema do Senhor, devemos acatá-la, por mais que não concordemos.(...)

    Obvio bati como um martelo na pessoa e na defesa do direito a resistir e no caso baseado na teologia de Calvino/Lutero, e ainda na defesa constitucional e legal do assunto chegando a aprofundar por princípios constitucionais implícitos de evolução histórica.

    De uma forma mais simples bati em cima de por favos estude a reforma do seculo XVI.

    e ainda sai como uma má pessoa e revoltada descumpridora de preceitos religiosos. Mas sei que a falta de informação de muitos... acabam citando vesiculosos bíblicos sem ter noção do que estão falando.

    Obrigado pela atenção.
  • Pedro  05/05/2016 17:57
    Desculpe a sinceridade, mas isso mostra que o seu grupo religioso nem sequer sabe interpretar a Bíblia corretamente. Eis o significado deste trecho:

    A teologia do estado no Novo Testamento – Romanos 13 e a "submissão" aos governos
  • Paulo  05/05/2016 18:31
    Sim isso foi para mostrar como por exemplo um grupo dentro de uma igreja não conhece a própria história e teologia.

    para tentar amenizar o problema sugeri está leitura:

    www.mackenzie.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/revista/VOLUME_VII__2002__2/Armando_Silvestre.pdf

    que infelizmente não será lida.

    Mas deixa pra lá infelizmente passamos por chatos e inconvenientes.
    E obrigado pela resposta Muito boa matéria.
  • Andre  05/05/2016 18:20
    Igreja é uma forma coercitiva de exercer a religião, assim como o estado é uma forma coercitiva de exercer a cidadania.
  • Pobre Paulista  05/05/2016 18:34
    A igreja não é uma "forma coercitiva de exercer a religião", ao menos por aqui no Brasil, pois todos são livres para entrar e sair de qualquer igreja quando bem entenderem, e portanto não há coerção alguma.
  • Criolipo  06/05/2016 18:57
    Quando dois princípios do Direito consagrados mundiamente começam reiteradamente a não fazer mais sentido neste Brasil, é porque a proporcionalidade e a razoabilidade estão sendo substituídas por 15 minutos de fama.
  • Pilates  08/05/2016 00:45
    Entendo que antes de tomar uma medida tão drástica, o juiz poderia 1.aumentar a multa por descumprimento da ordem judicial; 2. processar os executivos que impedem o andamento da investigação; 3. congelar contas bancárias do dono do WhatsApp, o Facebook. Seriam alternativas sensatas à uma decisão totalmente descabida.
  • Renan Merlin  19/07/2016 22:51
    Desconfio que a justiça esta minando pro whats sair o Brasil e ajudar as operadoras "cumpanheras" desconfio.
  • Marcos Kennedy  20/07/2016 00:41
    Confesso que não entendi o porquê da interpretação do uso de outras ferramentas de tecnologias de comunicação como "desobediência civil".

    A fundamentação da decisão ( sem entra no mérito da questão) foi clara em relação a um determinado aplicativo em função da não colaboração, com a justiça brasileira, por parte de seus diretores.

    A ordem judicial foi estanque ao aplicativo whatsapp e tão somente a ele direcionada.
  • André Ricardo  20/07/2016 11:50
    Acho que vou ser mal visto aqui, mas queria comentar umas coisas...
    Se bloquear whatsapp é tirar a nossa liberdade , somos prisioneiros das gravações de empresas de telefonia que obedecem a lei e gravam todas as nossas conversas para que um dia o sigilo telefônico seja quebrado.
    É notório o grande serviço que a famosa gravação entre Lula e Dilma fez para a nação expondo a verdade nua e crua para todos os brasileiros. E tenho a certeza que se não fosse isso hoje Lula seria ministro e ainda estaríamos afundando mais rapidamente na lama do caos.
    A verdade é que infelizmente crimes estão sendo feitos com o uso desta mesma tecnologia que nos da tanta liberdade. Armas e drogas por Bitcoin e crimes organizados via whatsapp.
    Nunca bandidos tiveram tanta liberdade como hoje para se organizarem para grandes eventos como os recentes que fecharam a cidade na bala, fecharam as ruas, obrigaram o povo a ficar no meio da rua para atrasar a polícia, espalharam pregos pelas ruas para garantir a fuga e amararam um homem, que chegou a falecer, no capô do carro para evitar tiros da polícia. Pelo histórico de que o whatsapp é terra de ninguém é obvio que qualquer bandido com pouca inteligência o usaria para organizar este crime, logo quebra do sigilo de um deles poderia levar a prisão de quase ou todo o grupo deste evento. Hoje, eu ou você, não teremos nenhum constrangimento em pegar o celular agora e começarmos a trocar mensagens para organizar um crime.
    Hoje já abrimos mão de muita coisa em relação à liberdade em nome da segurança, esta para nos proporcionar essa mesma liberdade. Câmaras nas ruas, nas cidades, por toda parte. Incomoda? Sim, e muito, mas abrimos mão porque não tememos os nossos atos e não temos outra escolha.
    Quando pensamos na liberdade tecnológica a primeira coisa que vem a mente é usa-la para nos proteger do controle estatal, mas até onde isso vale a pena? Quebra de sigilo de criminosos é previsto e viável. Se seguirmos pelo mesmo principio de liberdade e estendermos para as empresas de telefonia, logo não haveria mais gravações viabilizando o crime.
    A juíza como todos os outros antes dela tem ração quando afirmam que Whatsapp esta no Brasil, mas não obedece as nossas leis. Mas prefiro não entrar nesse mérito.
    De tudo a única coisa que tenho certeza do que digo é que hoje Lula esta fazendo tudo pelo whatsapp. =p
  • Livre Mercado  20/07/2016 13:52
    As polícias do mundo civilizado todo tem arsenais inteligentes para combater a bandidagem, instalar um vírus que grava suas conversas no celular via watsapp e transmite de tempo em tempo é relativamente fácil, até marido corno consegue fazer isso para investigar a esposa e a polícia brasileira não?

    O que a justiça brasileira quer é:

    1 - Transferir a responsabilidade da incompetência da polícia estatal para a iniciativa privada;

    2 - Demonstrar poder, pois uma carteirada de um típico policial não está valendo mais como antes, e o debate liberal, o questionamento de tanto poder estatal está na boca do povo devido a total crise brasileira.

  • André Ricardo  29/07/2016 19:26
    Senhor Livre Mercado,
    O questionamento de tanto poder estatal está na boca do povo não "devido", mas graças a crise brasileira. Este foi a herança maldita de Dilma para ela mesma, pois se ela tivesse perdido a eleição estaria acusando outros pelos seus crimes com mais facilidade. E isso foi ótimo para abrir os olhos de todo um povo e expor a verdade do perigo que esta atrás de discursos politicamente corretos.
    Não é questão de ignorância e sim de trabalhar com as leis existentes para investigar crimes. Quebra de sigilos bancários de telefônicos são práticas comuns e previstas. Empresa que pisa no Brasil tem que cumprir nossas leis, tem que se adequar. Fato! Se não tem tecnicamente como guardar suas mensagens em um banco de dados teria que se adequar antes.
  • Livre Mercado  29/07/2016 20:45
    Caro, seu nível de dúvida é muito básico, favor ler o artigo objeto desse comentário, boa noite.
  • Andre Ricardo  10/08/2016 17:49
    Senhor Livre Mercado,
    Eu li. Não escrevi para agradar e sim para expressar outro ponto de vista. É melhor que leia de novo e pense no contexto.
  • anônimo  30/07/2016 00:41
    'É notório o grande serviço que a famosa gravação entre Lula e Dilma fez para a nação expondo a verdade nua e crua para todos os brasileiros. E tenho a certeza que se não fosse isso hoje Lula seria ministro'

    Se a liberdade fosse um valor importante pro povo deste país de m, podes ter certeza de que nem lula nem vilma nem aécio nem nenhum desses vermes comunistas seria nem ministro nem presidente nem nada.
    Logo, na big picture, o único ponto positivo desse negócio de 'gravações' não tem utilidade nenhuma.
  • Ricardo  20/07/2016 12:35
    O impressionante é a total ignorância tecnológica desses juízes que bloqueiam o Whatsapp o acusando de não contribuir com a justiça.

    Criptografia ponta a ponta! O Whatsapp não tem dados! Não há nada que a empresa possa fazer para ajudar a justiça. Imagino a reação das pessoas na empresa que recebem as requisições dos juízes. Esse é o Brasil, juízes bloqueando apps sem entenderem nada de como funcionam, devem achar que whatsapp entregar dados é como botar escuta em telefone. Deprimente.

    Se agora o presidente do whatsapp vai começar a ser julgado por obstrução da justiça, então seguindo essa lógica absurda a justiça não deveria começar a julgar também os presidentes das empresas fabricantes de armas como cúmplices dos bandidos?
  • Bode  21/07/2016 13:27
    A justiça pretendia fazer uma espécie de escuta no Whatasapp dos bandidos, quebrando o protocolo de criptografia, não se trata de recuperação de dados gravados, mas obtenção em tempo real.
  • Ricardo Bordin  20/07/2016 18:34
    O conflito entre dois direitos fundamentais (segurança X privacidade/liberdade de expressão) é sempre tema controverso:

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/07/20/o-bloqueio-do-whatsapp-x-a-liberacao-de-crimes/
  • anônimo  20/07/2016 20:36
    O problema está ai...

    É que nenhum desses é um direito... ambos são um serviço

  • John Silva  22/07/2016 22:08
    Vergonhoso o pensamento retrógrado da magistrada que pune o usuário pela incompetência da própria justiça brasileira.

    www.detoxinteligente.net/
  • JOSE F F OLIVEIRA  23/07/2016 02:04
    Sempre nos presenteando de uma boa leitura e de uma boa reflexão.Eles[o Estado] sempre nos SUBESTIMANDO e fazendo de FANTOCHES a séculos.PARABÉNS.
  • Raphael  24/07/2016 04:18
    O Whatsapp insiste em acobertar criminosos perigosos e se recusa a colaborar com a Justiça, mesmo podendo, sim.

    veja.abril.com.br/tecnologia/como-o-whatsapp-ignorou-uma-apreensao-de-1-441-quilos-de-cocaina/
  • Donatello  24/07/2016 11:05
    Desculpe-me, Raphael, mas qual é exatamente o crime em se transportar uma substância tão viciante quanto o cigarro? Ninguém está sendo violentado. Ninguém está sendo coagido. Ninguém está sendo roubado.

    Você diz que o transporte de cocaína é crime só porque políticos dizem que é? Bom, políticos também dizem que jogo do bicho e bingo também são crimes. E políticos também já falaram que escravidão era legal.

    Se o seu barômetro moral varia de acordo com o que dizem políticos, então a sua própria moral está corrompida.
  • 4lex5andro  28/12/2016 03:53
    Duas notícias pra esse início de ano novo.

    Começando com aquela brocada básica no bolso; Planos de telefonia serão reajustados no início de 2017: https://tecnoblog.net/205342/planos-celular-mais-caros-2017-icms/

    E, pasmem, justiça de sp regulamenta envio de informações oficiais pelo app de mensagens: https://tecnoblog.net/205116/justica-sp-intimacao-whatsapp/

    Sobre o último informe, eis o dilema que segue: o mesmo judiciário regulamenta o uso de uma ferramenta que ele próprio havia cerceado há poucos meses. Melhor talvez nem tentar entender.
  • Paulistano  22/07/2017 06:20
    São os iluminados burocratas.
  • Paulistano  22/07/2017 06:21
    Pelo menos o estado não proibiu mais o Whatsapp.


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