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A perigosa relação entre a confiança no governo e o poder de compra da moeda

Por mais paradoxal e contraintuitivo que pareça, está havendo uma escassez de dinheiro na Venezuela.  Em um país cuja inflação anual verdadeira está estimada em 800% e o dinheiro está sendo literalmente utilizado como guardanapo, várias instituições financeiras estão se vendo obrigadas a limitar os saques de dinheiro, pois a quantidade de cédulas está acabando.  Na prática, está ocorrendo um corralito venezuelano.

Como é possível que, justamente em um país cuja quantidade de dinheiro tenha aumentando exponencialmente e o dinheiro tenha chegado a valer menos que o papel em que está impresso, esteja havendo escassez de dinheiro?  Não seria uma aparente contradição que a oferta desmesurada de dinheiro coexista com uma demanda não suprida?

Desgraçadamente, não.

As hiperinflações não se caracterizam somente por uma explosão na quantidade dinheiro, mas também, e acima de tudo, pela expectativa de que o valor do dinheiro irá se desmoronar aceleradamente.  As causas desse desmoronamento são várias, mas o essencial é que a demanda pelo dinheiro como ativo financeiro desaparece.  As pessoas, as empresas, os investidores e os especuladores param de poupar em dinheiro e passam a fazê-lo por meio de outros ativos financeiros que não têm um valor nominal constante (como ações) ou em ativos reais (como imóveis). 

O ato de guardar dinheiro, portanto, deixa de ser efetuado em dinheiro e passa a ser feito por meio de outros bens ou ativos (no extremo, muitos produtores optam por consumir sua própria produção em vez de levá-la ao mercado para trocá-la por um dinheiro cujo valor afunda diariamente).  Consequentemente, o ato de se desfazer do dinheiro em troca de bens tangíveis se aumenta aceleradamente.  A demanda pelo dinheiro despenca.

No entanto, dizer que a demanda pelo dinheiro como ativo financeiro despenca não equivale a dizer que ninguém irá necessitar de dinheiro para nada.  As compras e vendas realizadas dentro da economia continuarão sendo intermediadas pelo dinheiro: é o que se chama de demanda por dinheiro com objetivo de transação.  Ou seja, quando necessito comprar algo, vendo alguns bens reais ou ativos financeiros que possuo e rapidamente compro aqueles de que necessito. 

No caso da Venezuela atual, um de seus vários problemas monetários é que essa demanda por dinheiro para transações nem sequer pode ser satisfeita, não obstante a gigantesca oferta de dinheiro na economia.  A razão disso é que, como dito acima, os vendedores de mercadorias não desejam se desfazer das mesmas em troca de quantidades de dinheiro que não planejam gastar de imediato.  Isso significa que se um comerciante possui mercadorias no valor de 10.000 dólares e, durante o próximo mês, planeja gastar apenas 500 dólares, ele não irá vender seu excesso de mercadorias de 9.500 dólares em troca de bolívares que se depreciam a um ritmo acelerado.  O comerciante só irá demandar bolívares para satisfazer suas transações de curto prazo, mas não para poupá-los. 

A única maneira de induzi-lo a vender a maior parte de suas mercadorias é lhe pagando um preço suficientemente alto como que para compensá-lo pela depreciação futura que se espera que irá ocorrer com o dinheiro.  Em termos mais técnicos: os preços de suas mercadorias à venda aumentarão até o ponto em que incorporem um bônus sobre a inflação futura esperada — a qual, por se estar em meio a uma hiperinflação, será altíssima.

Consequentemente, em uma hiperinflação, os preços se multiplicam não em função do dinheiro que foi impresso, mas sim em função do valor que se espera que o dinheiro terá no futuro.  Por isso, os preços podem aumentar a uma taxa muito mais acelerada do que a taxa de aumento da quantidade de dinheiro, por mais volumosa que seja esta última. 

Imagine que um governo multiplica por 100 a oferta de dinheiro e que, como reação, os comerciantes multiplicam os preços por 10.000.  Nessas condições, poderá ocorrer a circunstância de que os cidadãos não terão dinheiro suficiente para fazer as mesmas compras que vinham fazendo antes do aumento de preços; ou seja, poderá haver carência de dinheiro para adquirir os mesmos bens que era possível comprar antes da inflação.

É isso o que está ocorrendo na Venezuela: a multiplicação da oferta de dinheiro deu lugar ao colapso de sua demanda como ativo financeiro e, portanto, a uma multiplicação dos preços muito superior ao aumento da oferta monetária.  Consequência?  O dinheiro tornou-se escasso para efetuar vários pagamentos que, antes da multiplicação da oferta monetária, podiam ser efetuados com normalidade.

A escassez de dinheiro na Venezuela não é uma prova de que o governo imprimiu pouco dinheiro, mas sim de que imprimiu em demasia.  Mais ainda: espera-se que vá imprimir muito mais.

Países "normais" também correm esse risco

A perda acelerada do poder de compra de uma moeda não é exclusividade de países cujos governos imprimiram muito dinheiro.  Ela pode acontecer com praticamente todo e qualquer país: basta que seu governo perca a credibilidade e descuide do orçamento.  O que irá variar é apenas a intensidade com que a moeda se desvaloriza.

Ao contrário do que ocorria quando a moeda era uma commodity (como o ouro) não controlada pelos governos, as moedas hoje são puramente fiduciárias.  Uma moeda fiduciária não é uma moeda de mercado, mas sim uma moeda governamental.  Se, por exemplo, o governo vigente é derrubado por uma revolução e espera-se que o governo seguinte não reconheça a moeda fiduciária atual como um instrumento para pagar tributos, então é evidente que estaremos diante de meros pedaços de papel de utilidade nula.  Ou seja, meros pedaços de papel que ninguém irá querer manter em seu patrimônio.

Caso a Grécia, por exemplo, tivesse saído da zona do euro e adotado uma nova moeda, seguramente o país sofreria uma hiperinflação — como ocorreu com vários países latino-americanos em decorrência de sua crise da dívida na década de 1980.

Diferentemente do ouro, cujo valor independe dos ditames do governo vigente, o valor da moeda fiduciária depende majoritariamente da sobrevivência do regime político que a emite de maneira monopolística. 

Os países ocidentais estão muito longe de uma hiperinflação clássica, mas há um risco iminente: países cujos governos não mantêm um orçamento equilibrado — e, consequentemente, vivenciam um aumento descontrolado da dívida pública — estão colocando em risco a credibilidade e a solidez da economia.  À medida que os agentes econômicos, principalmente os investidores estrangeiros, esperam que o governo irá recorrer à inflação para seguir financiando seus déficits orçamentários, a confiança na moeda pode se esvair.  

Quando os déficits orçamentários do governo se tornam grandes e permanentes, ao ponto de que é impossível cortar gastos sem gerar convulsões sociais e tampouco é possível financiá-lo se recorrer a uma inflação de grande calibre, a demanda global pela moeda nacional cai, a taxa de câmbio dispara, todos os produtos importados ou que utilizam componentes importados se tornam inacessíveis para o cidadão comum, os preços de todos os produtos aumentam em ritmo crescente, e toda a dinâmica de uma hiperinflação ao estilo venezuelano (variando apenas a intensidade) é desencadeada.

Nem é necessário haver um grande aumento da oferta monetária; basta que o governo perca credibilidade ou que não controle seu orçamento. Isso pode fazer com que a demanda pela moeda desabe. 

[N. do E.: Nesse cenário, caso um rigoroso ajuste fiscal por meio do corte de gastos não seja feito, a única maneira de manter a demanda pela moeda nacional é elevando a taxa de juros a níveis estratosféricos, de modo a manter o interesse de investidores e especuladores em aplicações financeiras.

No Brasil, isso foi feito logo no início de 2003, quando, após a eleição de Lula, o câmbio disparou.  A SELIC foi elevada para 26,50% para conter uma inflação de preços que chegou a 17%. (Veja todos os detalhes aqui).  Isso garantiu uma taxa de juros real de 8,12%. 

Atualmente, com a inflação de preços acima de 10% e com a SELIC em 14,25%, a taxa de juros real está em "apenas" 3,85%.]



autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • anônimo  01/12/2015 14:29
    Que delícia de socialismo do século XXI.
  • Tiago silva  01/12/2015 14:46
    Sim o socialismo nunca decepciona,ele sempre cumpre o prometido,seja em que século for,não adianta socialismo é furada.
  • Eric Henrique  01/12/2015 15:09
    Temos que acabar com a ideologia do socialismo de uma forma que se torne piada, quando alguém comentar sobre ele.
  • Udson  01/12/2015 15:18
    Neste caso, não seria interessante o Brasil elevar as taxas de Juros ( SElic) a pelo menos 18 a 20% a.a.?
  • anônimo  01/12/2015 15:37
    Bem, há alternativas menos dolorosas(como um Currency Board), mas se a gente levar em consideração apenas o modus operandi da política monetária e fiscal, seria interessante sim, creio eu.

    Porém, é algo que nem se passa na cabeça do governo atual. Então amigo, aguenta aí 10% de inflação e o dólar a 3,88.

    Saudades de um cara durão no BC como o Afonso Beviláqua.
  • Dissidente Brasileiro  01/12/2015 15:19
    Pessoal, o que vocês acham disso aqui, a mais nova abominação brazilêra:

    www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1296773&filename=PL+48/2015

    Nunca duvidem da perversidade e mediocridade do povo do "bréjiu"; quando acha que chegou o fundo do poço, você sempre descobre que pode afundar ainda mais.
  • jackson  01/12/2015 15:52
    esse ilustre deputado foi meu veterano de faculdade. era um cara bem gente boa antes de se meter na politica.
    se bem que nos tempos de faculdade, ele já era um cara "muito influente" em Sao Joao Del rei...
  • Juan Domingues  01/12/2015 16:32
    "...era um cara bem gente boa antes de se meter na politica."
    Políticos em geral tem uma personalidade amigável, são sociáveis, dissimulam e mentem fácilmente para agradar. Frequentemente são sociopatas, pessoas que são bastante agradáveis quando lhes interessa (mas que mostram sua verdadeira face ao terem seus interesses contrariados). Eles vão para a política pois a política naturalmente atrai esse tipo de personalidade.
    Então não é que a política o mudou. A política simplesmente o atraiu e potencializou as características que ele já tinha.
  • P. L Lopes  01/12/2015 16:29
    E o fidalgo nem oculta suas verdadeiras intenções: mais dinheiro nas mãos de seus colegas. Nunca é mencionada a resultante descapitalização forçada do setor informal (nem sua grande fatia de quem trabalha) no longo prazo (com ela, a perda de arrecadação e trabalho) e o motivo de sua prosperidade, que é justamente o distanciamento de impostos, legislações e da burocracia.

    Com a diminuição da sonegação que praticamente será eliminada os
    governos poderão prever e gerenciar melhor os orçamentos públicos. (?)
    A
    Reforma tributária poderá realmente sair do papel. Como haverá uma
    arrecadação maior poderá haver uma redução de impostos, (?)
    a simplificação dos
    tributos. A tributação poderá ser progressiva, onde se tribute mais as grandes
    rendas e o lucro capital ao invés da tributação dos salários e do faturamento
    como é atualmente. É possível diminuir os impostos indiretos que criam esta
    CÂMARA DOS DEPUTADOS
    política tributária regressiva e que penalizam o assalariado trabalhador deste
    país.


    Se uma arrecadação mais alta servisse para algo além de alimentar os gastos públicos (e com eles, a oportunidade de corrupção e eventuais "problemas de gerência" dos orçamentos públicos [infelizmente, não há um glossário na justificação), a situação fiscal do país não estaria não tão trágica. Os aumentos extraordinários de gastos nos últimos anos de bonança creditícia não foram impedidos pelas arrecadações altíssimas advindas do mesmo fenômeno, muito pelo contrário: criaram uma bola de neve que para detê-la, o governo precisaria criar uma "nova CPMF" todo ano. O histórico brasileiro não dá sinal algum para crer que a Lei de Parkinson ("os gastos sobem de encontro à receita") não se repetiria. Um outro ponto que não fui capaz de entender, talvez por incompetência minha ou do texto, é que se um aumento da arrecadação / diminuição da sonegação terminaria um gerenciamento melhor do orçamento público segundo o documento, por que falar em redução de impostos após? Daí a importância de ter princípios de teoria econômica no texto para sustentar suas conclusões silogísticas. Sem eles, o texto se vende como uma salada de frases convenientes a vários interesses sem jamais ter algum peso.

    Já sobre o benefício aos bancos comerciais (mais dinheiro lastreando as contas corrente, por exemplo), ele se limita a comentar os custos de transporte de dinheiro. Não posso apontar se por desinteresse ou desconhecimento (partindo da premissa que é bem-intencionado).

    Obrigado por trazer o texto, Dissidente.
  • Ragnister  01/12/2015 16:30
    O dia que usarmos uma moeda escolhida pelo livre mercado, que seja descentralizada, tal como o Bitcoin, não há problemas em acabar com o dinheiro em espécie. O problema é acabar dessa forma proposta na PL, proibindo e na mão de governantes!
  • Dissidente Brasileiro  01/12/2015 22:54
    Existe um problema sim. Como se trata de uma moeda virtual, você precisa obviamente estar conectado à Internet para realizar qualquer transação. Por acaso temos um ditado em TI, o qual é:

    Nunca confie cegamente em computadores, pois a qualquer hora eles podem lhe deixar na mão.

    E quando isso acontece, é sempre da pior maneira possível. Mas parece que as pessoas se esquecem disso, e essa é uma séria limitação de toda e qualquer moeda virtual que tenha existido ou venha a existir. E também um dos motivos do meu ceticismo em relação ao Bitcoin.
  • Batista  02/12/2015 14:46
    Leitura complementar: sugiro a leitura do livro do Apocalipse, Capítulo 13, Versículos 16 ao 18.

    Segue o site para acompanhamento da referida PL.
  • Aprendiz  04/12/2015 12:25
    Olá Batista, você por aqui novamente!

    É, é incrível como tem coisas que nesse tal livro do Apocalipse revelem-se na realidade. As distâncias no mundo estão menores, cada vez mais há problemas. E tudo isso pode resumir-se em atuação do estado, na sua intromissão compulsória em nossas vidas. Se com vários estados controladores já é ruim, imagine um estado mundial, que loco!

    O pior do estado ainda está por vir.
  • Sociólogo da USP   01/12/2015 16:47
    Os banqueiros e especuladores que controlam o Banco Central venezuelano, gozam da jurisdição de imprimir dinheiro. Adredemente, os burgueses imprimem exíguas quantias de notas de dinheiro para que o proletariado não tenha o ensejo de obtê-las ou ganhe poucas. Eles não ponderam na solução mais indubitável que é imprimir mais notas de dinheiro e partilha-las hebdomadariamente aos mais abastados, assim, eles alforiar-se-iam do sombroso estado de penúria e acessariam o que só a burguesia pode. Por que tolher a alguns aquilo que todos podem ter?

    E se algum capitalista mais ousado aumentar os preços, congelamento é a solução! Mais do que nunca a Venezuela deve agir de forma assertiva contra os burgueses e os imperialistas sujos, para que se de perenidade ao processo gradual de estatização e ''socialização'' iniciados pelo mirífico e etéreo Chávez.
  • Erick  01/12/2015 17:21
    mimimimi
    Chola mais!
  • Udson  01/12/2015 18:00
    Cara é sério isso? Com todo perdão da palavra,quem acha que o 'Chavismo" está certo é maluco ou doente, só pode!

    O povo tá passando fome, gente morrendo, etc. Até a Seleção da Venezuela passou nos Supermercados para comprar paste de dente, sabonete e papel higiênic quando jogou aqui este ano.

    Meu Deus...
  • jackson  01/12/2015 18:45
    eu nao consigo ler isso como nao sendo trollagem, cara.

    a solução dele é dar dinheiro pro povo e congelar preços. pronto, ta resolvido!
    qualquer pessoa com QI acima de uma ostra sabe que não é assim que as coisas funcionam.
  • Cicero  02/12/2015 08:57
    Não seria mais fácil e honesto deixar o povo votar livremente para então trazer gente competente para administrar o país? Produção e competição são bem melhores que estatização e petrolão...
  • Edujatahy  01/12/2015 18:36
    "Congelamento é a solução"
    Hmmmm... Acho que já vi esta história antes.
    Disco socialista sempre repete a mesma música.
  • Sociologo da USP  01/12/2015 19:20
    O congelamento de preços no Brasil durante a era do saudoso Sarney não logrou o fim da inflação porque a burguesia(detentora dos meios de produção) sabotou o plano do erudito Dilson Funaro ao estocar levianamente seus produtos para dissimular uma escassez. Denota-se a embasbacante improbidade da burguesia ao ser irracionalmente inflexível a reduzir seus lucros, chegando até a preterir seu número de vendas.

    Venturosamente, o sapiente povo brasileiro -que sempre apresentou um DNA coletivista e filantrópico, e não empresarial como dizem os neoliberais desse site- abraçou o plano cruzado e travou uma verdadeira luta de classes contra a burguesia exploradora. No entanto, o poder imoral do capital(assim como o nome do meu amigo aqui do site) venceu e mais tarde colocou uma série de neoliberais entreguistas e vende-pátria no poder -o resultado disso foram anos sombrios que se estenderam de 1990 à 2003. Porém, o momento não é de lamentar o passado, mas sim se engajar para o futuro. Doravante, a ação do ESTADO aumentará cada vez, levando-nos a um paraíso de igualdade e justiça social.
  • Edujatahy  01/12/2015 20:36
    O ponto é que os comentários dos troll aqui no site são todos iguais. Mas pelo menos prefiro textos curtos como o deste "sociólogo" aos extensos e repetitivos monólogos do capital imoral.

    O problema do marxismo e seus asseclas é criar toda uma cultura improdutiva de enrolar ao máximo o que escreve sem criar nada de novo.
  • Partidário da Causa Operaria  02/12/2015 19:50
    Realmente, o sociólogo tem talento. Já o capital precisa dar uma melhorada.
  • Juliana  02/12/2015 00:24
    Isso é gozação, não??
    Gente, a lavagem cerebral existe mesmo, como no livro 1984...
    Se você vive no passado, faça o favor de pegar o delorian de novo, pois está no ano errado.
    Se realmente você está falando sério, por que não vai viver na Venezuela???
    Vá morar lá, ganhar bolívares e usá-los como papel higiênico, faça- me o favor!!
  • Zé Ninguém  02/12/2015 03:02
    Capital imoral ?

    Um faxineiro americano tem um poder de compra muito maior do que um médico cubano.

    Um lixeiro americano ganha mais do que um engenheiro cubano.

    Um médico cubano mal tem dinheiro para comprar um sapato, enquanto milhares de faxineiros americanos ostentam seus tenis novos, calças novas, jaquetas, etc.

    O capitalismo verdadeiro e livre poderia ser chamado de capitalismo de ostentação dos pobres.

    Esse seu socialismo é assassino !
  • Cicero  02/12/2015 15:35
    Em que mundo você vive meu jovem. O Plano Real funcional e agora, após 20 anos de estabilidade monetária, os socialistas (Dilma, Manteiga) estão jogando tudo fora... O pior cego é aquele que não quer enxergar.
  • Joaquim Saad  01/12/2015 21:54
    Que tal se congelássemos todos os keynesininos ? :-D
  • Jorge  01/12/2015 19:06
    Pessoal, esse "Sociólogo da USP" é um personagem fake
  • Thiago Teixeira  02/12/2015 12:25
    Kkkkkkk...

    O cara é austriaco, tá ironizando.

    Olhem aí mais uma intervenção comunista:
    www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/4437056/presidente-venezuela-diz-que-pode-prender-gerentes-heinz-por-sabotagem
  • Erick  01/12/2015 16:48
    Olá,
    Alguém sabe me dizer por que o dólar tá caindo tanto hoje depois que saiu os números do PIB(-4,5%)? Não deveria subir pela certeza de que a economia brasileira está uma porcaria prestes a explodir?

    Obrigado
  • Tomasino  01/12/2015 17:23
    Semana passada estava em R$ 3,70. Ontem, fechou acima de R$ 3,90. Hoje, ele está em R$ 3,85. Se há uma tendência aí é de alta.

    O dólar deu uma arrefecida pontual porque a recessão se revelou tão mais intensa do que o inicialmente previsto, que nem os pessimistas acreditam que haverá muito espaço para repasses de preços no futuro.
  • Andre  01/12/2015 21:26
    É bom ver o dólar e o euro ( no mínimo) hoje o dólar caiu mas o euro ficou estável, o que sugere que o motivo principal se deve ao tio Sam.
  • Rhyan  01/12/2015 20:44
    OFF - Para qualquer um que souber responder

    Como seria um lastro de uma moeda estatal ao bitcoin? Seria igual a um currency board ou teria suas diferenças práticas?
  • Joaquim Saad  01/12/2015 22:45
    "Atualmente, com a inflação de preços acima de 10% e com a SELIC em 14,25%, a taxa de juros real está em "apenas" 3,85%.]"

    Como os 10,28% de inflação mencionados no link referem-se ao IPC-A 15 dos últimos 12 meses (entre a segunda quinzena de Nov/2014 e a primeira de Nov/2015), no mesmo período a SELIC acumulou 12,86% resultando em uma taxa real de juros bruta de 2,34% (= 1,1286/1,1028 - 1), mas lembrando que c/ uma alíquota de 15% de IR sobre "ganhos" (nominais) em títulos públicos, mais a tarifa anual de 0,3% cobrada pela CBLC p/ custódia desses papeis no Tesouro Direto (sem contar as remunerações adicionais das corretoras p/ operação naquele ambiente !), acaba-se auferindo a "incrível" rentabilidade líquida real de 0,29% (ao menos nas LFT's) desde um ano atrás ((1+0,1286*(1-0,15)/1,1028/1,003), razão pq até mesmo os eternos comparsas do governos (i.e. bancos comerciais) já vem demostrando pouca disposição em subscrever as ofertas dos leilões primários da dívida federal...
  • Leandro  01/12/2015 23:10
    Perfeita colocação, Joaquim. Eu também penso exatamente assim. Mas como esse não é o raciocínio que ficou convencionado para se calcular o juro real -- ou seja, descontando imposto de renda (o qual, aliás, é de 17,5% para um ano) e as taxas de custódia --, citou-se apenas o cálculo que é tipicamente feito.
  • Batista  02/12/2015 14:29
    No curto e médio prazos, as LCA's e LCI's nao seriam mais vantajosas?

    Esses Títulos do governo - se é que são confiáveis - só seriam vantajosos para investidor de longo prazo.
  • Joaquim Saad  02/12/2015 15:51
    Certamente (em termos de rentabilidade), mas há o risco de crédito das empresas emissoras, as quais não contam c/ um banco central p/ criar dinheiro do nada e lhes entregar p/ rolar suas dívidas, como pode fazer o governo a custa de cada vez mais inflação.

    Outro "porém" c/ renda fixa privada é a dificuldade de se utilizar tais papeis p/ lastrear operações em bolsa (aluguel de ações, margens de contratos futuros e opções, etc), onde praticamente só são aceitos títulos públicos...
  • Juliana  02/12/2015 00:29
    É isso aí, quim!!
  • Zé Ninguém  02/12/2015 01:00
    Don't cry for me Argentina !

    Don't cry for me Cuba !

    Don't cry for me Venezuela !

    Don't cry for me Bolívia !

    Don't cry for me bolchevichs !

    Don't cry for me gulags !

    Quebramos ! Esse déficit de 120 bilhões é impagável, se considerermaos que já estamos endividados em mais de 2 trilhões.

    Se alguém soltar um peido no banco central, o país quebra.

    Essa operação shut down está mais para crack down ! A bosta do governo quebrou !
  • Veron  02/12/2015 11:12
    Parabéns ao Populismo e ao Desenvolvimentismo.
  • Cicero  07/12/2015 10:11
    O Governo não quebrou ainda, faltam uns 350 votos no congresso. Esse (des)governo quebrou foi o Brasil. Reinventaram o passado (Dilma foi uma terrorista que pregava o comunismo e lutou por uma ditadura de esquerda, nunca pela democracia), mentiram sobre o presente (gastou muito mais do que tinha com o objetivo único de se reeleger para manter o poder) e afundaram nosso futuro! A jornada será difícil, mas precisamos dar o primeiro passo, fora PT!
  • Wesley  02/12/2015 05:09
    Uma vez vi um economista falar que o que levou o fim da hiperinflação nos países atrasados foi a dolarização de suas economias. Só países em guerras ou em colapso econômico por uma gestão extremamente incompetente que ainda sofrem por hiperinflação. Isso é verdade? No caso do Real houve dolarização da economia. Quer dizer que uma moeda estatal da maior potência do mundo pôs fim à hiperinflação no mundo?
  • Leandro  02/12/2015 11:52
    Essa mecânica foi explicada em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196
  • Taxidermista  02/12/2015 11:31
    Esse artigo do Rallo vai ao encontro daquele do Sennholz sobre a hiperinflação alemã de 1914/1923:


    "A fonte desse monumental erro provavelmente está na ignorância a respeito de um dos mais importantes determinantes do valor da moeda: a atitude das pessoas em relação ao dinheiro. Por qualquer razão, as pessoas podem alterar a quantidade de dinheiro que querem guardar consigo (seu efetivo em caixa). Um aumento do efetivo em caixa de muitas pessoas tende a aumentar o valor de troca do dinheiro; uma redução do efetivo em caixa tende a diminuí-lo. Assim, para alterar radicalmente seu efetivo em caixa, os indivíduos devem ter motivos persuasivos. Eles naturalmente vão aumentar seus haveres sempre que perceberem que o valor do dinheiro vai subir, como por exemplo em uma depressão. E eles vão reduzir seus haveres sempre que esperarem um declínio no valor do dinheiro. Durante a hiperinflação alemã, eles reduziram seus haveres a um mínimo absoluto, até que finalmente passaram a evitar qualquer posse do dinheiro. É obvio que os preços dos bens irão, então, subir mais rapidamente e que o valor do dinheiro vai se depreciar mais rápido do que sua taxa de criação. Se o valor do efetivo em caixa individual declinar mais rapidamente do que a taxa de impressão monetária, o valor do estoque total do dinheiro também vai se depreciar mais rápido do que essa taxa. Isso é tão bem compreendido que até mesmo os economistas matemáticos enfatizaram a 'velocidade' do dinheiro em suas equações e nos cálculos do valor do dinheiro. Mas as autoridades monetárias alemãs estavam alheias a esses princípios tão básicos da ação humana."

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=169
  • Veron  02/12/2015 12:46
    Olá Leandro.

    Gostaria de saber qual o melhor País e qual o melhor Banco para se guardar dinheiro pelos próximos 10 anos.
    Fazendo um balanço entre rentabilidade e estabilidade política do país e da região.

    Obrigado desde já.
  • Rafael  03/12/2015 01:20
    O melhor banco...
    Aplicar dólares em banco do paraguay
  • Veron  05/12/2015 16:07
    Possui mais informações sobre essa dica?

    Obrigado.
  • Dissidente Brasileiro  02/12/2015 23:05
    Já que o pessoal mencionou Bitcoin nos comentários, vejam um projeto de lei sobre a regulamentação do mesmo.

    E vejam também isto aqui: Comissão de Finanças ouve Coaf sobre moedas virtuais

    Viram como eles são rápidos quando se trata de roubar? Esses sim são verdadeiros brazilêros, não negam a raça mesmo!
  • Emerson Luis  05/12/2015 10:11

    O socialismo consegue fazer a realidade funcionar de forma surreal!

    * * *


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