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As quatro causas da desigualdade brasileira

O texto abaixo está presente no livro Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira, recém-lançado pela Editora LeYa.

 

Que o Brasil é um dos países com maior desigualdade social todo mundo já sabe. Passamos a juventude ouvindo isso do professor de geografia ou durante a propaganda eleitoral na TV. O que se discute um pouco menos é por que o país é assim. Qual a origem de tanta concentração de renda no Brasil?

A resposta a essa pergunta costuma vir em tom moralizante. Culpamos a nós mesmos — a nossa história, a nossa sociedade — por irmos tão mal no ranking da igualdade. "A opressão das elites patriarcais", "a manutenção de terríveis arcaísmos", "os baixos salários pagos pelas grandes empresas" são explicações que atribuem a algum inimigo imaginário — geralmente os ricos — a culpa pela má situação dos pobres.

Na verdade, as origens da desigualdade de renda no Brasil estão muito longe das "crueldades" do capitalismo ou das maldades de uma classe social. Nem todos os motores de concentração de renda no Brasil são evitáveis — dois deles (os dois primeiros, abaixo) são até mesmo motivo de orgulho para os brasileiros.

1. O Brasil é desigual porque é livre

Se você perguntar a um sociólogo ou economista da Unicamp quais são as causas da desigualdade no Brasil, ele vai despejar automaticamente frases sobre a "a ação do livre mercado" e "a exclusão causada pelo capital".  Essa visão, na verdade . . . está correta.

É claro que o capitalismo e o mercado causam desigualdade. O que os economistas chamam de mercado nada mais é do que a reunião de pessoas interessadas em trocar bens entre si. E as pessoas têm interesses, preferências e necessidades diferentes. Essa diversidade de preferências faz a renda se concentrar.

Isso fica claro num exercício de imaginação. Suponha que, de repente, todo o dinheiro do Brasil seja dividido igualmente entre todos os brasileiros. De um dia para o outro, nos tornamos um país mais igualitário que a Noruega; o coeficiente de Gini cai a zero.[1] O banqueiro Joseph Safra e o cobrador de ônibus acordam com o mesmo patrimônio.

Agora imagine que, no dia seguinte a essa revolução igualitária, surge na internet um canal de humor chamado Porta dos Fundos. Os humoristas do Porta dos Fundos escrevem roteiros geniais; os vídeos que eles lançam logo geram comentários e milhões de visualizações. Ao clicar tantas vezes em links do Porta dos Fundos, os brasileiros dão mais dinheiro a esse grupo de humoristas que a outros, criando a desigualdade no mercado de humor pela internet. O Porta dos Fundos ficaria com a maior parte da verba destinada a canais de comédia do YouTube, sem falar nos anunciantes que, por vontade própria, decidirão usar sua parte da renda dividida igualmente entre os brasileiros para contratá-los como garotos-propaganda.

A situação inicial, em que todos os brasileiros tinham a mesma renda, terá desaparecido.

Os humoristas do Porta dos Fundos não oprimiram ninguém ao aumentar a desigualdade no país. Pelo contrário, eles tornaram a vida mais divertida e foram remunerados justamente por seu talento. Deveriam os brasileiros, para preservar a igualdade nacional, serem proibidos de assistir a tantos vídeos do Porta dos Fundos e obrigados a assistir a alguns de A Praça é Nossa? Não, os brasileiros são livres para assistir ao que quiserem, e essa liberdade concentra a renda.

Do mesmo modo, o mais comunista dos fãs de Música Popular Brasileira está disposto a pagar um bom punhado de reais para assistir a um show do Chico Buarque. Mas não iria ao show "Leandro Narloch canta os grandes sucessos de Kelly Key" nem que lhe pagassem dez reais para isso. Ao escolher pagar a uns artistas mais que a outros, o mais comunista dos apreciadores de MPB está aumentando a desigualdade no mercado da música. Deveríamos proibi-lo de tomar essa decisão?

Deveria o governo obrigar o rapaz a pagar por um show do Chico Buarque o mesmo que pagaria a mim tentando cantar "Baba, baby, baba"? Eu até gostaria, mas isso seria injusto. As pessoas são livres para tomar decisões que aumentam a desigualdade — mesmo as decisões mais absurdas e disparatadas, como pagar caro para assistir a um show do Chico Buarque.

Nesses exemplos acima, eu peguei emprestado o "argumento Wilt Chamberlain" que o filósofo Robert Nozick formulou no livro Anarquia, Estado e Utopia, de 1974. O caso é o similar: imagine que todo o dinheiro do país é dividido igualmente entre os cidadãos, e imagine que o jogador de basquete Wilt Chamberlain assina um contrato para jogar numa partida cobrando mais que os outros jogadores. Como Wilt Chamberlain é um gênio do basquete, muitas pessoas exerceriam seu livre direito de escolha e aceitariam pagar mais para assisti-lo ao vivo. A situação inicial, de igualdade total entre os cidadãos, não seria estável numa sociedade livre, pois, como Nozick arrematou, liberty upsets patterns. A liberdade perturba padrões.

A livre-iniciativa torna o Brasil e todos os países do mundo desiguais, mas ela não é suficiente para explicar por que somos campeões mundiais nessa modalidade. A concentração de renda tem causas além das forças do mercado.

2. O Brasil é desigual porque é diverso

A história do livro A Jangada de Pedra gira em torno de um episódio descomunal: o território de Portugal e Espanha se separa do resto da Europa e passa a vagar pelo oceano Atlântico. "A Península Ibérica se afastou de repente, toda por inteiro e por igual (...) abriram-se os Pireneus de cima a baixo como se um machado invisível tivesse descido das alturas", conta José Saramago.

É interessante imaginar uma continuação desse estranho fenômeno. Digamos que a Península Ibérica, pairando sobre o Atlântico, comece a atrair o território de outros países. A Dinamarca é o primeiro. A ponte que liga Copenhague à Suécia de repente se rompe; o território dinamarquês se desprende também do norte da Alemanha, atravessa o mar do Norte e encontra portugueses e espanhóis no Atlântico. Na costa oriental da África, Quênia e Tanzânia têm o mesmo destino. Os dois países se desprendem da África, contornam o cabo da Boa Esperança, sobem o Atlântico e se fundem aos três outros separatistas. Teríamos assim um novo país, que agruparia no mesmo território mais de 150 milhões de habitantes da Dinamarca, Espanha, Portugal, Quênia e Tanzânia.

Se os dinamarqueses, sempre atentos à concentração de renda, começassem a medi-la nesse novo país, constatariam estar vivendo numa sociedade muito mais desigual. Não apenas teriam, entre seus conterrâneos, quenianos e tanzanianos, alguns dos cidadãos mais pobres do mundo, como também 400 mil novos milionários espanhóis e portugueses, bem mais endinheirados que o dinamarquês médio. A taxa de desigualdade iria às alturas, ainda que fosse meio injusto lamentar esse efeito estatístico, pois sociedades obviamente diferentes haviam sido agrupadas de supetão no mesmo território. No meio desse novo país, um grupo só dos dinamarqueses continuaria tão igualitário quanto antes. E as cidades que concentrassem todos os tipos de moradores seriam as mais desiguais.

Um fenômeno como esse — não o movimento acelerado de placas tectônicas, mas a mistura de povos diversos num grande país — explica boa parte da desigualdade de renda do Brasil. Uma causa importante da desigualdade brasileira é uma das qualidades que nos dá orgulho: a mistura de povos e culturas.

O fato de tribos indígenas e imigrantes suíços donos do Burger King conviverem dentro das mesmas linhas imaginárias empurra a estatística para cima.

Se eu estiver certo, preciso provar que há uma Dinamarca incrustada no território brasileiro. Pois ela existe, fica no Rio Grande do Sul. Das quinze cidades mais igualitárias do Brasil, doze são gaúchas de origem alemã.

AS CIDADES MAIS IGUALITÁRIAS DO BRASIL

1. São José do Hortêncio (RS) 0,28

2. Botuverá (SC) 0,28

3. Alto Feliz (RS) 0,29

4. São Vendelino (RS) 0,29

5. Vale Real (RS) 0,29

6. Santa Maria do Herval (RS) 0,30

7. Tupandi (RS) 0,31

8. Campestre da Serra (RS) 0,31

9. Nova Pádua (RS) 0,32

10. Córrego Fundo (MG) 0,32

11. Santa Rosa de Lima (SC) 0,32

12. Picada Café (RS) 0,32

13. Presidente Lucena (RS) 0,32

14. Vila Flores (RS) 0,32

15. Morro Reuter (RS) 0,32

A cidade com a renda mais distribuída do país, São José do Hortêncio, tem um índice de Gini de 0,28, abaixo dos 0,29 da Dinamarca. Não houve nessas cidades nenhuma política pública de redução de desigualdade, nenhum imposto sobre fortunas ou coisa parecida. O que explica a igualdade por lá é simplesmente a semelhança entre os cidadãos. A semelhança entre os moradores explica a igualdade escandinava. Assim como os dinamarqueses, quase todos ali têm a mesma origem cultural, o mesmo nível de educação. E muitos têm origem luterana, como os dinamarqueses, o que historicamente contribuiu para a igualdade.

"Comunidades protestantes trabalharam para difundir educação que garantiria que todos pudessem ler a Bíblia, o que tanto aumentou o nível de educação quanto diminuiu sua variação", diz o economista Edward Glaeser.

Portanto, se você procura igualdade, pense em locais onde a população é homogênea: cidades habitadas somente por sertanejos pobres ou somente por descendentes de alemães. Pessoas com a mesma origem e cultura. Caatiba, na Bahia, é tão igualitária quanto Portugal ou o Japão (Gini 0,39), pois Caatiba reúne só um tipo de moradores – famílias pobres de pequenos criadores de gado.

Em contrapartida, para achar os locais com maior desigualdade de renda, é preciso mirar nas cidades em que grupos bem diferentes moram juntos. É o caso das capitais, que atraem tanto o João Paulo Diniz, herdeiro da rede de supermercados Pão de Açúcar, quanto o ex-boia-fria que sonha em ganhar mil reais por mês como jardineiro do João Paulo Diniz.

Mesmo Florianópolis e Curitiba, as duas capitais mais igualitárias do Brasil, estão acima da média nacional de desigualdade.

No entanto, por causa da classe média expressiva, as capitais não são as campeãs nesse quesito. As cidades mais desiguais são aquelas que reúnem um pedaço da Dinamarca, outro do Quênia e só. É o caso de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, a cidade brasileira mais desigual. Com um índice de Gini de 0,80, ela supera de longe Seychelles, o país com renda mais concentrada no mundo (0,65).

O motivo? Em São Gabriel da Cachoeira há apenas dois tipos de moradores: mais de 400 tribos indígenas, que formam 74% da população e não têm renda formal, e militares, médicos e outros agentes federais muito bem pagos. De fronteira com a Venezuela e a Colômbia, São Gabriel da Cachoeira é sede de batalhões e órgãos federais de vigilância. A cidade prova, como nenhuma outra, o impacto da diversidade cultural sobre a desigualdade econômica.

"Em países particularmente igualitários, como os da Escandinávia, a população é geralmente bem-educada e a distribuição de qualificação bem compacta", afirma o economista Edward Glaeser. "Já países particularmente desiguais e em desenvolvimento, como o Brasil, são enormemente heterogêneos nos níveis de qualificação entre elites urbanas bem-educadas e trabalhadores do campo pouco educados."

Talvez a miscigenação atue ainda de outra maneira. Provavelmente por vantagens evolutivas da lealdade de grupo, as pessoas tendem a contribuir mais com quem se parece com elas ou pertence à mesma identidade coletiva. Palmeirenses ficam mais contrariados com o dinheiro público gasto no Itaquerão que os corintianos.

O economista Erzo Luttmer mostrou, em 2001, que, nos Estados Unidos, o valor dos programas de redistribuição de renda é menor nos estados onde a população é mais diversa. "Se indivíduos preferem contribuir para sua própria raça, etnia ou grupo religioso, eles optam por menos redistribuição quando membros de seu grupo constituem uma parte menor dos beneficiários", diz Luttmer. "Com o aumento da diversidade, a porção de beneficiários que pertencem a um grupo diminui em média. Então o apoio médio para redistribuição cai se a diversidade aumenta." 

Isso leva a uma conclusão impressionante. Não foi o estado de bem-estar social que possibilitou a igualdade da Dinamarca, mas o contrário: a semelhança entre os cidadãos escandinavos possibilitou o estado de bem-estar social.

Quem quer um Brasil com um índice escandinavo de igualdade precisa torcer para que algum fenômeno a la Saramago divida o país em diversos territórios. Uma alternativa é deixar de ligar tanto para a estatística de desigualdade — e desfrutar a diversidade e a miscigenação que definem o Brasil.

3. O Brasil é desigual porque as famílias pobres tinham muito mais filhos que as ricas

Um motor importante (e pouco lembrado) da desigualdade e da miséria no Brasil é a demografia.

O fato de, por um longo período, mulheres pobres terem tido mais filhos que mulheres ricas elevou a estatística da desigualdade. Nos anos 1970, a diferença era enorme: cada mulher pouco escolarizada tinha, em média, 4,5 filhos a mais que as escolarizadas. Em 2005, o motor tem uma potência menor (diferença de 1,6), mas continua ligado.

"Os pobres não apenas têm menores salários que os ricos, mas também dividem esse salário entre mais indivíduos, resultando em maior desigualdade de renda per capita", dizem os economistas Ricardo Hausmann e Miguel Székely em um estudo sobre fecundidade e desigualdade na América Latina.

Trata-se de simples aritmética. A renda per capita, como diz o nome, é calculada pelo número de cabeças. Um casal que ganha 1.400 reais e tem três filhos resulta numa renda per capita de 280 reais. Se o mesmo casal tivesse cinco filhos, a renda per capita cairia para 200 reais.

Isso, é claro, se o casal continuar ganhando 1.400 reais. Infelizmente, há muitas chances de a renda diminuir com o aumento da família. Filhos exigem tempo — tempo que os pais poderiam gastar trabalhando. Mais filhos significam menos chances (sobretudo entre as mães) para trabalhar e ganhar dinheiro. Esse efeito é maior em mulheres com salário baixo, que têm menor custo de oportunidade (ou seja, perdem pouco se decidirem largar o trabalho para ficar em casa cuidando das crianças).

Além disso, mais filhos significam mais gastos — e menos dinheiro para investir na educação de cada um. "O número de filhos que um casal decide ter possui forte relação com o nível de educação que os pais conseguirão fornecer aos filhos", dizem Hausmann e Szekely. Cada criança começará a vida com uma parte menor da renda dos pais e com menor escolaridade. Um estudo de 2014 mostra que até 40% da queda da desigualdade de renda são explicados pela queda na desigualdade de escolaridade.

Fica ainda pior. Crianças com pouca escolaridade, quando crescerem, vão concorrer no mercado por vagas de pouca qualificação, aumentando a oferta de trabalhadores não qualificados.  Uma vez que salários, assim como qualquer preço, são definidos pela oferta e procura, o salário de pessoas não qualificadas vai cair, aumentando a diferença de renda entre pouco e muito qualificadas. O maior número de filhos ainda resulta em uma poupança menor — e um país com menos economias tem menos capacidade de investimento.

Por outro lado, se você tem menos filhos, pode investir mais na educação de cada um deles, quem sabe pagar um intercâmbio para a Inglaterra quando o rapaz chegar à adolescência. Se menos jovens bem qualificados aparecem no mercado, cai a oferta de empregados para vagas mais qualificadas; devido à oferta e à procura, o salário nessas áreas sobe. Em 1973, o economista Carlos Langoni mostrou que, se a economia cresce muito rápido, a baixa educação dos cidadãos se torna um motor potente de desigualdade. Com muitas empresas à procura de funcionários, os poucos candidatos qualificados viram uma mercadoria tão escassa quanto casa de praia durante a temporada. O salário deles sobe muito mais que o dos menos educados, aumentando a desigualdade.

Resumindo: pobres, em geral, dividem a renda com mais indivíduos e educam menos os filhos, contribuindo para oferta maior (e menores salários) de trabalhadores pouco qualificados; ricos dividem a renda com menos filhos e conseguem dar uma melhor educação a eles, contribuindo para não aumentar a oferta (e garantindo maiores salários) de pessoas bem qualificadas.

O poder dessa máquina de desigualdade já foi calculado. Em 2010, 45,2% dos brasileiros eram donos de apenas 10% da renda do país, enquanto 5,9% dos brasileiros ficavam com 40% da renda.

Como seriam esses números se a fecundidade de 1980 tivesse permanecido estável até 2010? Teríamos mais pobres dividindo os mesmos 10% e menos ricos desfrutando os 40% da renda nacional. "Se a natalidade não tivesse caído, as proporções comparáveis seriam de 62% e 4,1%, respectivamente", diz a pesquisadora Ana Amélia Camarano, do Ipea.

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O demógrafo Jerônimo Muniz, da UFMG, tem estudos similares. Ele calculou o que aconteceria com a desigualdade social no Brasil entre 1990 e 2000 se todas as variáveis, com exceção da demografia, ficassem constantes. Em 1990, a diferença de fecundidade entre mulheres pobres e ricas era bem menor que nas décadas anteriores, mas ainda existia. "Se a demografia fosse o único componente do cálculo, a proporção de pobres aumentaria 28% entre 1990 e 2000. Isso corresponderia a 42% da população. Já a desigualdade seria até 40% maior", diz Muniz.

Por causa da estabilidade da moeda e o crescimento (ainda que pequeno) da economia, houve um movimento modesto na direção contrária: a pobreza caiu 9% entre 1990 e 2000.

Estaria eu culpando a vítima ao dizer que as mulheres de classe baixa são responsáveis pela alta desigualdade do Brasil? Nunca me esqueço de uma vizinha da minha mãe que pagava menos de um salário mínimo para a empregada e não se cansava de dizer que os pobres eram pobres porque nada faziam além de ter filhos. Não: culpa não é um conceito que funciona bem em economia. Os pobres provavelmente ficaram presos numa armadilha: sem dinheiro e informação, tiveram muitos filhos, o que os deixou com ainda menos dinheiro e informação.

Não é correto culpar os pobres nem os ricos pela desigualdade. Basta entender que é a demografia, e não tanto a opressão das grandes empresas e do capitalismo, que explica boa parte da concentração de renda no Brasil.[2]

4. O Brasil é desigual porque o estado esculhamba o país

Uma opinião comum nas discussões sobre economia é que, se o governo deixar, as grandes corporações vão avançar sobre os pequenos empresários e os ricos concentrarão toda a renda do país.

Não, é o contrário.

Grandes empresas recorrem a políticos para se tornarem monopólios. Empresários já estabelecidos em um negócio pressionam o governo para aumentar regras e exigências, dificultando a vida de possíveis concorrentes. Leis urbanísticas protegem o patrimônio dos ricos contra a desvalorização. E os brasileiros de classe A são quem mais recebe dinheiro público.

Quem diz isso é um cara de esquerda, o economista Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de 2001. No livro O Preço da Desigualdade, Stiglitz dedica todo um capítulo sobre ações do governo que deixam os pobres mais pobres e os ricos mais ricos. Seu principal alvo é o rent-seeking — a arte de conseguir benefícios e privilégios não pelo mercado, mas pela política.

livro1.jpg"O rent-seeking tem várias formas: transferências ocultas ou abertas de subsídios do governo, leis que tornam o mercado menos competitivo, leniência com as leis de proteção da competição, e regras que permitem às corporações tirar vantagem dos outros ou transferir custos para a sociedade".

Stiglitz diz que a América Latina é rica em privilégio a grandes empresas — e ele está certíssimo. Dos casos recentes da política brasileira, o exemplo mais bem-acabado é o da Braskem, a maior petroquímica brasileira. A Braskem é a única fabricante nacional de diversas resinas plásticas usadas na fabricação de brinquedos, embalagens, cadeiras de plástico, carpetes, seringas, peças de carros e eletrodomésticos, tubos, canos — enfim, de quase tudo. Na média mundial, o imposto de importação de resinas é de 7%. No Brasil, era de 14%, mas em 2012 a presidente Dilma elevou a taxa para 20%.

Na época, o aumento causou revolta, pois reverberaria em toda a cadeia de produtos plásticos made in Brazil. "A iniciativa beneficiará somente um monopólio instalado no país, o da Braskem, prejudicando toda uma cadeia produtiva e, o que é mais grave, os consumidores pagarão a conta", escreveu José Ricardo Roriz Coelho, então presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico. 

Com os concorrentes estrangeiros fora do páreo, a Braskem pôde cobrar mais pelas resinas que vendia a 12 mil fábricas brasileiras. Entre janeiro de 2013 e fevereiro de 2014, o aumento dos produtos da empresa foi de 27,6%. Agora, adivinha quem controla a Braskem? Nada menos que a Odebrecht, empresa envolvida até a alma em escândalos de corrupção e propinas para o partido no poder.

Durante a operação Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Yousseff disseram que a Braskem pagava propina em troca maiores lucros em contratos com a Petrobras.

Outros motores estatais de desigualdade não são tão fáceis de perceber. As leis urbanísticas, por exemplo. Em muitas cidades brasileiras, a prefeitura impõe um limite de área construída em relação à área do terreno. É por isso que o Brasil não tem prédios com mais de cem andares, como em qualquer lugar civilizado. A regulação urbanística cria uma escassez artificial de espaço urbano, empurrando o preço para cima.

Esse fenômeno não é exclusividade do Brasil. Leis que dificultam a construção de prédios aumentam o preço dos imóveis em 800% na cidade de Londres e em 300% nas metrópoles Paris e Milão.

A principal tese do francês Thomas Piketty, autor de O Capital no Século 21, é que o retorno sobre o capital vem crescendo em relação ao retorno sobre o trabalho. Está valendo mais a pena viver de renda que do trabalho. Por que isso acontece? Para o norte-americano Matthew Rognlie, estudante de economia de 26 anos que virou o anti-Piketty, as leis de zoneamento são um dos motivos. "Quem está preocupado com a distribuição de renda precisa ficar atento aos custos de moradia", escreveu ele. Com a escassez artificial de espaço, quem tem imóveis fica ainda mais rico, enquanto os que estão lutando para comprar um imóvel precisam contrair uma dívida maior para realizar o sonho da casa própria. O de cima sobe e o de baixo desce, como dizia aquele axé da banda As Meninas.

Há ainda a inflação. Quando as notas de real se desvalorizam, ricos correm para aplicações bancárias atreladas ao reajuste dos preços. Quanto mais dinheiro, melhor a proteção, já que investimentos de grande volume costumam ser remunerados com taxas melhores. Já os pobres não conseguem se proteger tão bem. Alguns não se protegem nada: 55 milhões de brasileiros nem sequer têm uma simples caderneta de poupança. Quando o governo descuida da estabilidade da moeda, atinge em cheio os mais pobres.

O leitor já deve estar assustado com o poder do governo de concentrar a renda — e olha que ainda nem chegamos ao principal motor de desigualdade do Brasil. É este aqui: a aposentadoria integral de funcionários públicos e as pensões especiais. Um estudo recente e enfático sobre isso é "Gasto Público, Tributos e Desigualdade de Renda no Brasil", de Marcelo Medeiros e Pedro Souza, pesquisadores do Ipea [comentado aqui]. Eles analisaram todas as movimentações financeiras do governo brasileiro e calcularam o impacto de cada tipo de transação no coeficiente de Gini brasileiro. A conclusão é de assustar:

Cerca de um terço da desigualdade total pode ser diretamente relacionado às transferências de renda e aos pagamentos feitos pelo Estado aos indivíduos e às famílias, mesmo depois de considerarmos os efeitos progressivos dos tributos diretos e das contribuições.

Como é possível o estado aumentar a desigualdade se toda hora vemos na TV o Bolsa Família e outras ações públicas de assistência aos pobres? A resposta é que, ao mesmo tempo em que propagandeia a transferência de dinheiro para os pobres, o governo brasileiro mantém Bolsas Famílias ao contrário: programas que tiram dos pobres para dar aos ricos e ao governo.

A famosa foto da desigualdade social esconde uma excelente notícia

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Não há livro didático ou reportagem sobre concentração de renda que não exiba a foto da favela de Paraisópolis ao lado de um prédio de apartamentos de luxo no Morumbi, em São Paulo. A foto ilustra, como nenhuma outra, o fato de tantos terem tão pouco e tão poucos terem tanto. Mas esconde, na verdade, uma excelente notícia.

Quando jornalistas ou autores de provas do ENEM escolhem a foto de Paraisópolis para retratar a desigualdade social, costumar comparar a riqueza dos apartamentos com a miséria da favela. No entanto, a comparação mais adequada é a dos moradores da favela hoje e no passado, antes de se mudarem para a metrópole. Não foram os moradores dos apartamentos do Morumbi que criaram a miséria de Paraisópolis — pelo contrário, eles ajudaram a diminuí-la, e muitos deles próprios são netos ou bisnetos de gente miserável.

"A pobreza urbana não deveria ser comparada à riqueza urbana", diz o economista Edward Glaeser, professor de Harvard e o mais celebrado especialista em economia das cidades. "As favelas do Rio de Janeiro parecem terríveis se comparadas a bairros prósperos de Chicago, mas os índices de pobreza no Rio são bem menores que no interior do Nordeste brasileiro."

Quem mora em Paraisópolis vive muito melhor do que se houvesse permanecido no sertão nordestino, nas lavouras de boias-frias do Paraná ou entre os escombros do Haiti. Não importa se a miséria está mais aparente ou mais próxima; o principal é que, para os miseráveis, ela tenha diminuído.

Como arremata o economista Glaeser: "A pobreza urbana não deveria envergonhar as cidades. As cidades não criam pobres. Elas atraem pobres. Elas atraem pobres justamente porque fornecem o que eles mais precisam — oportunidade econômica."

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Leituras complementares e indispensáveis:

Cinco medidas do governo que aumentam a concentração de renda 

Em vez de culpar a desigualdade, pense em criar mais riqueza 



[1] Índice mais usado para medir a desigualdade, o coeficiente de Gini vai de 0 (igualdade total) a 1 (desigualdade total).

[2] Não estou, aqui, defendendo que as famílias tenham menos filhos. Bom mesmo seria se o crescimento de economia e da produtividade fosse maior que o da população brasileira. Como isso não aconteceu, a natalidade se tornou uma máquina de pobreza e desigualdade no país.



autor

Leandro Narloch
é jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, todos na lista dos livros mais vendidos do país desde que foram lançados. Escreve para a Folha de S. Paulo.


  • controle de natalidade  27/11/2015 13:33
    Este texto só confirma o que o grande candidato a presidente de 2018, Jair Bolsonaro, sempre disse. O problema da pobreza neste país está nas altas taxas de natalidade entre os mais pobres. Pode ver, quanto mais pobre e mais miserável, mais filho tem. No Nordeste, há casais com mais de 30 filhos. Com o Bolsa Família a situação se agrava mais. A solução então é o SUS fazer operações de laqueadura e vasectomia. Faça isso e teremos uma redução nos índices de pobreza. O Bolsonaro tem um projeto de lei neste sentido...
  • opinador  27/11/2015 16:03
    O grande candidato Jair Bolsonaro

    Só pode estar brincando...rs

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2050

    www.libertarianismo.org/index.php/artigos/conservadores-fingem-liberais-2/

    Esse cara é pior de todos...rs

    Um libertário leva ele tão a sério quanto o tiririca...rs

  • opinador  27/11/2015 16:05
    Ah tá tem esse texto aqui tb...rs

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2060
  • Wolmar  27/11/2015 19:05
    Não é só o Bolsa que quer isso não. As abortistas também. Liberem a mulherada para abortar à vontade e façam o estado pagar por suas operações que voce vai ver cair drasticamente a taxa de natalidade nas camadas mais baixas da população
  • planejamento familiar  27/11/2015 21:38
    Laqueadura e vasectomia não são abortos. O Bolsonaro é totalmente contra o aborto.

    Agora, vcs defendem que miseráveis coloquem filhos no mundo pra passar fome e miséria?
  • David  28/11/2015 04:38
    Primeiro aquele deputado é psicopata e sociopata, eu não votaria nele nem por decreto!

    Este tipo de opinião e repugnante, que tipo de individuo faz um proposta desta? respondo do tipo psicopata, sociopata, homicida, parece um ser primitivo querendo barbárie, vá transar mais. Não existe a possibilidade de culpar o cidadão por uma péssima organização social, econômica, jurídica e politica mal feita, mal organizada. Onde o sistema já foi comprado pelos ricos representando a elite ou os 5,9% da população de um universo de mais de 200 milhões de habitantes.

    O Brasil precisa de mais população e que esta população seja alocada de maneira correta e com infraestrutura social, econômica, mas com esse governo entreguista a controlado por esta elite corrupta, continuará do jeito que anda indo... não sei para onde! Socialismo? Péssima direção!

    O que os politico precisão fazer e controlar a besta do Capitalismo, e não serem comandados, quando os congressista são comandados pelo capital a sociedade apresenta o que vemos hoje, corrupção, imoralidade, despeso ao ser homo sapiens sapiens em suas diversas apresentações e representações.

    Estes bípedes do congresso devem domar a besta do Capital ou levaram esta sociedade a lama, se já não o estão fazendo.

    A trechos neste texto que descordo de maneira enfática quando culpar a população. Não é possível culpar o tamanho da população pela péssima organização social deste país quem vem de décadas. O que deve ser feito é tributar essa elite, reduzir sua expansão e o Estado deve ajudar a favorecer a disputa, e concorrência comercial para não haver a concentração de renda e de patrimônio.

    O problema do Brasil é que o país esta na mão do ricos e estes ricos nutrem-se deste Estado, impossibilitando novos arranjos econômicos. E função do governo facilitar a disputa e a concorrência no Capitalismo, não favorecer a dificuldade de ingresso e aumento de regras e requisitos. Este e outros governos governam para elite e é a classe média e os pobre que sofrem. O país precisa organizar e rever os benefícios imorais da aristocracia ou do funcionalismo publico, eles ganham salario quando trabalham, quando entram na aposentadoria com o mesmo salario (absurdo aposentadoria de 30000 reais, já não ganho isso a vida inteira) e quando morrem podem deixar uma pensão obesa e gordurosa para a pessoa que resolveu casar de ultima hora.

    A Solução é uma reorganização social, jurídica, tributaria, moral, politica, digo moral pois os filhos da elite estão sendo criados para manutenção do que vemos hoje, desenvolvimento de formas para roubar e corromper o sistema e fazer a manutenção dos que estão na elite econômica.
  • anônimo  28/11/2015 13:47
    "O que os politico precisão fazer e controlar a besta do Capitalismo, e não serem comandados, quando os congressista são comandados pelo capital a sociedade apresenta o que vemos hoje, corrupção, imoralidade, despeso ao ser homo sapiens sapiens em suas diversas apresentações e representações."

    Esquerdista detected

    O Brasil já controla o capitalismo (até demais). É exatamente porque o Brasil tem um Estado pesado e perdulário que estamos nesta situação.
    Socialismo = fome, miseria e corrupção. Basta ver a situação da Venezuela.
  • David   28/11/2015 22:47
    Não exite defesa de lado, nesta opinião que produzir, acredito que sou Capitalista, Democrata e que instrumentos de outras teorias econômicas pode favorecer o desenvolvimento em um sistema democrático Capitalista contribuindo para ser mais competitivo e justo socialmente. Não podemos ficar nessa de água ou óleo, o segredo é adaptar com intenção de facilitar a competição e desenvolvimento social organizado e progressivo.
  • A Menina que Roubava a Petrobrás  28/11/2015 15:22
    Controle da natalidade para igualdade ainda parte da premissa que ela é moral, pois você precisa usar força para estabelecê-la. Não é surpresa que sempre aparece comunista apegado ao número de filhos dos outros, especialmente na Ásia e na África. Já que você faz juízo sintético de que a desigualdade, embora seja natural (as pessoas são muito diferentes, especialmente no Brasil), precisa ser exterminada, sugiro também que taxe toda renda acima de uma média aritmética e crie um regime de intensa escravidão para que a criatividade humana não tenha lugar, nem motivação. Só assim vamos garantir que todo mundo será igualmente miserável.

    E além disso, Controle de natalidade não vai adiantar de nada e vai criar novos problemas, como na China (minha experiência pessoal não vale nada, mas o chinês não precisa ser forçado a não ter filhos. Eles simplesmente não querem mais ter famílias grandes. É o que eu escuto de todos os chineses que conheço). Não estamos mais nos anos 80. Por exemplo: assumindo a conjuntura estatista, um controle populacional seria mais uma pancada enorme na m**** previdenciária e nada desejado, mesmo que a igualdade crescesse.

    Também é bom mencionar o Efeito Flynn:

    www.scielo.br/pdf/pusf/v18n1/v18n1a06.pdf

    É um fenômeno natural de variação do QI com as gerações em que duas pessoas baixa da média geram prole com um QI acima da média.
  • Lel  18/08/2016 21:07
    Não sei porque esquerdistas, nacionalistas e progressistas possuem tanto tesão em controlar o controle de natalidade dos outros.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2060

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1861

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1605

    Esses três artigos destroem completamente essa ideia marxista de que aumentar a população aumenta a pobreza.
  • Rosa Monteiro   27/11/2015 13:40
    Adorei o artigo. Descobri este site ontem quando procurava artigos para entender a razão da alta taxa de juros no Brasil e creio ter sido para mim o maior achado que tive em 40 anos. Muito bom: analítico, claro, simples, direto, sincero e honesto.
    Foi nos pontos. Concordo plenamente.
  • Bernardo Neves Pantaleão  27/11/2015 16:14
    Rosa, o mesmo aconteceu comigo em 2013 com o artigo recentemente republicado "Cambalache", sobre a crise argentina. Seja bem-vinda ao grupo.
  • DAGC DAVID  13/01/2017 16:23
    Grato ao texto, mas nao entendi Paraná no fim do texto, não seria Pará?

  • Requião  13/01/2017 16:30
    Não, é Paraná mesmo. Trata-se de uma atividade típica deste estado.

    Veja aqui várias notícias relacionadas a isso.
  • Capital imoral  27/11/2015 13:40
    Texto que criei para ver se acorda vocês. Sobre o que gera Desigualdade.

    Um dia de trabalho qualquer
    Meu nome é Maria, eu amo música clássica, meu sonho é ser filosofo, poder conhecer a fundo Aristóteles,Sócrates,Platão, mas por hoje e pelo resto de minha vida terei que acordar as 5 da manhã, para trabalhar no açougue aqui próximo da favela, até 8 horas da noite, as vezes eu tento ler, mas o cansaço físico que o capital me impôs, não me deixa.

    Isto me lembrou inclusive a neoliberal Ayn Rand, cujo qual, sua filosofia me prendeu neste tipo de vida. Ela associa o trabalho a nobreza humana, só que esqueceu que o capital aliena, Eu queria ouvir musica clássica, cujo a harmonia me inspira a ser grande, assim como Beethoven, mas tenho que ouvir Wesley Safadão o dia inteiro, porque o dono do capital em busca do lucro, percebeu que a ignorância que se auto-alimenta através da cultura suja do capital, atrai pessoas.

    O capital chega ao mesmo nível intelectual dos pobres, e por este mesmo motivo os mantem na eterna ignorância.

    Eu queria poder ler Aristóteles, mas tenho que ficar quase o dia inteiro, em frente ao caixa do açougue, o máximo de cultura que existe neste emprego, são os números do computador o apertar do botão, e o forro 24 horas. Assim como a maioria dos empregos para os pobres, são empregos cujo exige no máximo o esforço físico, sim igual um mero robô, que pode ser a qualquer momento dispensado, também existe a baixa cultura neste ambientes, como citei acima, que os impede de crescer intelectualmente. Isso gera uma desigualdade, não apenas monetária, mas intelectual.

    No fim, são escravos culturais, sem saber.

    Graças a cultura do capital, minha vida gira em torno dos mil reais, que vou gastar com um materialismo qualquer, é um ciclo, o capital me aliena a gastar, eu compro, o capital cria mais necessidades, eu compro mais, e assim segue-se infinitamente. Só que existe um pequeno Detalhe, agora com a cultura do capital sob minha vida, eu não tenho mais interesse em Beethoven, ou Aristóteles, para mim basta a felicidade Wesley Safadão, e a simplicidade intelectual da novela da Globo,(você lembrou do cansaço físico que o capital gerou em minha pessoa?Pois é, agora a única coisa que quero é estar entretido, em quanto meu corpo descansa).

    Agora o grande irmão chamado capitalismo, através da sua baixa cultura, me conquistou, Ele entrou em minha mente, agora eu amo o Grande irmão.

    Como diria Milton Nascimento, "Maria não vive, Aguenta!."
  • cmr  27/11/2015 14:13
    Graças ao capital, você tem um computador fuleiro, com windows XP pirata e cheio de vírus, para poder escrever essa quantidade de merda aqui no Mises.
  • Dissidente Brasileiro  28/11/2015 22:02
    Graças ao capital, você tem um computador fuleiro, com windows XP pirata e cheio de vírus, para poder escrever essa quantidade de merda aqui no Mises.

    Caramba, estou rindo aqui até agora depois de ler isso, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
  • Shmuel  27/11/2015 14:42
    Se o "capital" não tivesse aberto o açougue onde você trabalha, você iria viver do que?
    Aprenda a ter responsabilidade pela sua própria vida, antes de ficar citando Ayn Rand.
  • Aprendiz  27/11/2015 15:07
    Pessoal, não se estressem, é um novo "Típico Filósofo", mas sei lá, vai que ele acredita nisso que ele escreve mesmo, não duvido.
  • Capital imoral  27/11/2015 15:24
    Está é uma pergunta bastante interessante, que carrega com sigo uma pensamento filosófico.
    Viver do que? a resposta é obvia, algo que todo socialista, filosofo, intelectual defende a anos. e a resposta é: viver do que te faz feliz. O socialismo é sobre isso.

    o que entra na discuso, é sobre a alienação do capital, que muda esse foco, ele(o capitalismo) através da cultura, começa a ditar a felicidade, e abaixar cada vez mais o nosso critério de felicidade. A exemplo de Maria cujo felicidade era estudar filosofia, o capitalismo mudou o foco dela, a principio com necessidades banais, e depois conquistou o coração dela, e aquilo que no começo fazia ela feliz, mudou de direção para uma baixa cultura. Maria sem perceber morreu.

    Quer falar sobre responsabilidade? que tal começar falando, sobre alienação do capital, endividamento, e domínio estético e sentimental.

    Eu irei escrever um livro sobre Maria.
  • Batista  27/11/2015 15:53
    Que nada... o Capital Imoral tenta ser um aprendiz do Tipo Filósofo/Cidadão/Universitário/Estudante de Humanas...

    Vejamos uma frase do sujeito:

    "Está é uma pergunta bastante interessante, que carrega com sigo uma pensamento filosófico."

    O Típico Filósofo é um cara que faz uso da ironia para expor a opinião da mente do homem médio. E faz (ou fazia) isso com um português aceitável.

    Esse Capital Imoral é fraquinho. Deixando de lado os demais deslizes ortográficos, essa referência que ele faz ao "sigo" (está com sigo = está com o Sr. Sigo) foi phoda!
  • anônimo  09/05/2016 19:54
    É típico dos falaciosos esse tipo de crítica sem argumentos para rebater uma tese, ou afirmação se utiliza de dados como erros gramaticais, ou se a pessoa é feia ou gorda para "deslegitimizar" os seus seus argumentos. Que coisa feia!
  • Pobre Paulista  27/11/2015 16:21
    O que me faz feliz é ganhar dinheiro, então estou bem sossegado com esse seu discursinho aí kkkkk
  • Capital imoral  27/11/2015 17:18
    Pobre paulista, se a felicidade para você é simplismente ter dinheiro, isso é somente uma comprovação do quando o capitalismo baixou nossos critérios. É um comprovação do quanto o capitalismo reduziu o homem.

    Um homem que se vale apenas do dinheiro para ser feliz, é um homem materialista, tão vazio quanto um pedaço de pedra.
  • Pobre Paulista  27/11/2015 19:41
    Capital imoral,

    Dinheiro é um meio de troca, não tem relação direta com o capitalismo, que regra sobre propriedade privada dos meios de produção.

    Com dinheiro eu tenho o que eu quiser. Com o capitalismo junto, tenho mais coisas ainda para escolher.

    Só um idiota acha isso ruim.

    Abraços.
  • Arnaldo  27/11/2015 20:40
    CAPITAL IMORAL?

    Capital não é moral ou imoral.

    Capital não é sujeito de imoralidade, uma vez que a imoralidade só pode ser atribuída a uma conduta.

    Capital não é conduta, capital não pode ser moral ou imoral.

    O capital é o fruto da preservação de algo.


    Só existe capital se você conseguir algo por si próprio e depois não torrar isso que conseguiu através do esforço próprio ou conjunto podendo envolver uma troca sempre voluntária.

    Dizer que é imoral trocar algo por outro algo é tornar tudo imoral.

    O capital decorre de trocas voluntarias isso é capitalismo.

    Não falo da expropriação feita pelo LEVIATÃ.

    O Capital é o fruto da liberdade de troca e do direito de ter aquilo que você conquistou sem tirar de outra pessoa sem seu consentimento.

    Enfim, trabalhar e ter fruto ao seu trabalho ou fruto daquilo que deu fruto é LIBERDADE e não imoralidade.

    As decisões de compras são coisas voluntárias.
    Ninguém está colocando uma arma na sua cabeça e obrigando você a comprar um IPHONE 6S PLUS DE última geração.

    As tais "necessidades" do capitalismo é uma piada.

    Se as pessoas estão tendo tempo para pensar se Sentirem "necessitadas" a comprar um IPHONE ou IMAC é porque o capitalismo possibilitou a elas ter acesso a bens baratos e fáceis de comprar.
    Com R$ 10,00 você pode comprar um saco de milho de 60kg no MATO GROSSO, onde um trabalhador sem estudos ganha mais de 1000 reais por 220 horas mensais. Ou seja, COM UM POUCO MAIS DE 1 HORA DE SERVIÇO A PESSOA COMPRA suprimento de comida para um BATALHÃO... HAJA CUZCUZ... rsrs





  • Aprendiz  27/11/2015 14:49
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Queria realmente que alguém viesse descrever como minha vida foi sofrida. Acho que não tenho capacidade para tal.

    Olha aí o novo "Típico Filósofo", enriquecendo a cultura de "mitos" aqui na página.

    Sim, acredito que terá visitantes aqui acreditando nessas palavras.

    Isso me lembrou um livrinho de tom jocoso, capitalismo para principiantes, que serve para os estudantes de muitas escolas públicas ficarem "por dentro" do que o capitalismo "malvadão" é capaz. Lembro até de um trecho, em que indica o lucro e a propriedade privada como roubo. É um livro com as mais altas insanidades mentais, e que infelizmente por um bom tempo li e achava que tudo aquilo estava correto. Agora vejo outros estudantes lendo o mesmo livro e se iludindo também.

  • Vinicius  27/11/2015 15:01
    Não estuda nem pra fazer um curso técnico pra ter um emprego melhor, vai ler e entender Aristóteles... faz me rir.
  • PepePoA  27/11/2015 15:14
    Seu sonho é "conhecer a fundo Aristóteles,Sócrates,Platão," e você "queria ouvir música clássica" sem ter que trabalhar mas espera que os outros trabalhem para bancar seus sonhos e desejos..Houve um tempo, há uns 12 anos atrás, em que esse pensamento me surpreendia!

    "Graças a cultura do capital, minha vida gira em torno dos mil reais, que vou gastar com um materialismo qualquer, é um ciclo, o capital me aliena a gastar, eu compro, o capital cria mais necessidades, eu compro mais, e assim segue-se infinitamente"

    Tá explicado, sua imensa limitação mental lhe impede inclusive de administrar seus próprios recursos, realmente não há como vc sobreviver sem alguma "bolsa extorsão".

  • Nilson  27/11/2015 23:56
    Maria,
    Fácil criticar, pois muitos aqui nem de perto viveram a sua realidade.
    Já pensei como você, pois era marxista, porém, com o tempo, a leitura abriu-me os olhos! Venho de família de semi-analfabetos (da roça) que tentaram a sorte na cidade. A perseverança foi algo que meus pais passaram a mim e todos meus irmãos. Muitas dificuldades e muitas marmitas com jornadas cansativas de trabalho e estudo. Hoje, todos com nível superior, pós ou mestrado e bem empregados.
    Maria,
    não desista dos seus sonhos. Uso o Capitalismo a seu favor!
  • Edujatahy  28/11/2015 10:18
    Maria, minha sugestão: tente ir para um país capitalista, pois aqui no Brasil pessoas como o Capital Imoral estão no poder e só fazem sua vida pior. Não é culpa do capitalismo a sua situação, é culpa do estado que lhe tira a maior parte da renda e faz tudo que você comprasse caro.
    Em uma sociedade capitalista de verdade você teria muito mais poder de compra, incluindo mais tempo para seu lazer.
  • anônimo  28/11/2015 00:29
    '' mas tenho que ouvir Wesley Safadão o dia inteiro, porque o dono do capital em busca do lucro, percebeu que a ignorância que se auto-alimenta através da cultura suja do capital, atrai pessoas''

    Lembrei disso na rua e fiquei rindo sozinho uahuhauhau.

    Seria interessante pegar esses trolls e fazer eles postarem em algum blog esquerdista ou em uma page no facebook pra ver a reação deles.

    O que é piada aqui, seria um comentário fabuloso para eles kkk.
  • Marx Moralista  28/11/2015 01:46
    Como um mundo sem desigualdade existiria, segundo Marx.

    Maria viveria numa comunidade socialista.
    Nessa comunidade os produtores de alimentos distribuem sua produção sem nenhum tipo de cobiça ou ganância para a população. Existem outros membros intermediários que se encarregam de fazer com que as quantias certas dos alimentos cheguem as mãos de todos os necessitados. E caso eles verifiquem que a produção está se tornando insuficiente eles apenas precisam mandar um alerta aos produtores, que se encarregam prontamente de aumentar sua área de plantação/criação, trabalhar mais e criar novas tecnologias a fim de aumentar a produção, sem receberem nada em troca, claro, tudo em prol do bem comum.
    Nesse cenário altamente funcional Maria poderia se dedicar exclusivamente à Filosofia. Ela vai todos os dias à feira comunitária mais próxima da sua casa. Lá ela tranquilamente escolhe o que mais gosta. E claro, esses produtos nunca faltariam, afinal os produtores não são oniscientes mas sabem exatamente o que Maria precisa e mais gosta de se alimentar. Depois de escolher tudo o que mais gosta, e sem pegar nada a mais que faria falta a ninguém ou gere desperdícios, Maria volta para casa (que também teria sido construída voluntariamente por vários pedreiros que buscando o bem comum trabalhariam voluntariamente para construir a casa de Maria, do jeitinho que ela sempre quis) feliz da vida. O resto do dia Maria vai poder passar lendo Aristóteles e ouvindo Beethoven. Os livros de Aristóteles foram voluntariamente impressos por várias livrarias comunitárias enquanto o comunaPod que Maria usa foi voluntariamente produzido por nerds de tecnologia da comunidade que não se importam nem um pouco de terem estudado muito mais que o seu vizinho para produzir tais tecnologias, eles estão mais preocupados com o bem comum.
    Assim, Maria poderia se dedicar exclusivamente ao que mais gosta, Filosofia, sem se preocupar em ser oprimida pelo capital, ou qualquer tipo de desigualdade. Maria e sua comunidade viveria tranquilamente em paz.

    Nesse mundo perfeito de Marx, Maria não precisaria dedicar dias e mais dias de trabalho duro poupando parte de seu minúsculo capital e o investindo em micro-empreendimentos de alto risco para tentar sair da pobreza. Como acontece nesses exemplos:
    economia.uol.com.br/noticias/infomoney/2014/01/06/de-origem-humilde-a-riqueza-veja-11-bilionarios-que-eram-pobres-na-infancia.htm
    Nem mesmo passar fome na rua aos 12 anos de idade foi desculpa para ele permanecer pobre: https://www.youtube.com/watch?v=IkCBwhOd_d4
    Okay, eu sei que vão dizer que são um caso em um milhão. Mas vai me dizer que é pior do que caso nenhum em nenhuma proporção?
  • Rodrigo  30/11/2015 10:25
    Puro vitimismo.

    Você coloca "O Capital" como o grande culpado de seus males, mas na verdade você toma todas as decisões de sua vida.

    Ah, você tem que trabalhar? Sinto informar, mas todos temos.
    E o trabalho SIM enobrece as pessoas.

    Pobres daqueles que não precisam produzir nada para se manter.


    Se você não está feliz no atual trabalho, procure outro.
    Quer ouvir música clássica? Excelente. O que te impede de ouvir nas 12 ou 18 horas que não está no trabalho?
    O "capital" não te obriga a consumir nada. Você consome o que quer, quando quer.

    Algum dia o "capital" colocou uma arma na sua cabeça, dizendo que se você não comprasse o novo iphone ele ia te matar? Acho que não.

    Então, antes de por a culpa no "capital", acorde e veja que você é o único responsável pelas suas escolhas. E sempre, sempre fazemos escolhas.
  • Jose Melo Jr.   27/11/2015 13:44
    Se mostrar esse artigo para um petista ele processa a página e pede danos morais.
  • Claudio Graziani   27/11/2015 13:45
    Pode ir direto pra quarta causa.
  • Wander Astorino   27/11/2015 14:00
    Um dos textos mais completos que já li sobre o assunto. Excelente.
  • Medrado  27/11/2015 14:16
    Não tive como escapar, livro boletado e pago!
  • La Fuerza  27/11/2015 17:39
    Imperdoável um erro presente neste texto. Merecia uma retratação formal.

    Pior é que provavelmente não foi de má-fé: talvez um certo relaxo na pesquisa, um deslize no rigor analítico. De qualquer forma, meus caros, elevem a qualidade de vossas referências se querem citá-las corretamente. Se foi uma tentativa de humor, saiu-se abissalmente patética.

    É isso: da próxima vez que citarem a frase "o de cima sobe e o de baixo desce" e a contextualizarem dentro da história da música brasileira, por favor, leiam um pouquinho sobre o movimento manguebeat e um tal de Chico Science. Primeiro, os primeiros...pela veracidade.

    De qualquer modo, ele vos perdoará, tenho certeza.
    https://www.youtube.com/watch?v=UVab41Zn7Yc
  • The Force  27/11/2015 18:24
    Caro menino, pare de nos incomodar com suas viadagens histéricas.

    Sobre o tal de Chico Science (que Deus o tenha), era uma outra porcaria.
  • Batista  27/11/2015 18:26
    La fuerza,

    Vejamos o que está no artigo:

    "Com a escassez artificial de espaço, quem tem imóveis fica ainda mais rico, enquanto os que estão lutando para comprar um imóvel precisam contrair uma dívida maior para realizar o sonho da casa própria. O de cima sobe e o de baixo desce, como dizia aquele axé da banda As Meninas."

    Onde nesse trecho em epígrafe o autor cita que "As Meninas" foram as precursoras desse fantástico conceito, dessa frase, a qual o nobre comentarista luta por defender seus autores primários? E, bem na verdade, se for juntar esses autores todos dá uma coisa só:M$#d@.
  • MartinIron  27/11/2015 18:05
    Acho que esse assunto já foi discutido bastante por aqui, mas mesmo assim...

    zh.clicrbs.com.br/rs/porto-alegre/noticia/2015/11/sindicato-admite-que-ha-muitos-motivos-para-boicote-aos-taxis-em-porto-alegre-4917111.html

    Tentativas de manter o privilégio e não perder a boquinha não são novidade, mas o nível de violência desta vez foi chocante.

    Será que a máfia dos táxis foi longe demais desta vez ou corre o risco de piorar?
  • Sociólogo da USP  27/11/2015 18:44
    Novamente a ideologia burguesa neoliberal cria falácias(algo já consuetudinário) para solapar a realidade da''Belíndia'' na qual vivemos.

    Felizmente, desde que o partido de escopo ultra-liberal(vulgo PSDB) saiu do poder, a ação de um ESTADO(com muito orgulho) forte por via de programas assistencialistas(tais como Bolsa Família) concatenou em uma notória melhora no padrão de vida do brasileiro comum.

    No entanto, o ESTADO não pode recuar e deve dar seguimento as politicas de diminuição de desigualdade, das quais cito:

    Imposto de 100% de herança - afinal, uma vez morto o burguês, não há a mínima necessidade de deixar esse dinheiro estagnado, ganhando sobre juros usurários. É necessário deixar o dinheiro na mão de um administrador competente e que fará um bom uso do mesmo: O ESTADO.

    Imposto de 80% sobre grandes fortunas - isso sendo bonzinho, pois 10% pra esse pessoal já era suficiente para ter uma vida que poucos brasileiros desfrutam.

    Imposto sobre operações na bolsa de valores - a burguesia tem lucros absurdos com um verdadeiro mercado negro sustentado pela especulação e a ganância do capital financeiro sem deixar nenhuma contrapartida para a sociedade. Por isso, como todo jogo de aposta, todos os ganhos na bolsa devem ser taxados.
  • anônimo  28/11/2015 05:18
    Nossa, eu ri alto aqui. Acordei minha esposa.
  • David  28/11/2015 06:03
    Acredito que o problemas dos homo sapiens é o extremismo. Tudo tem de ser extremo ou passivo e ingenuo, o problema da espécie homo sapiens é esse extremismo sobre tudo que idealiza ou faz.

    Reduz a vontade de taxar os ricos, eles devem pagar, mas o valor deve ser justo não passando de 33% ou 1/3 de sua riqueza condicionado a atitude que o rico tem com seu dinheiro.

    Deve-se acabar com o movimento rentista institucionalizado! O governo recursos do governo está sendo drenado pela corrupção e pelos rentistas das CELIC que deveria ter uma porcentagem próxima de 0.

    O Brasil mudaria drasticamente se tivesse o dinheiro desviado e o transferido para banqueiros e rentistas deste país. Digo e você deve dizer não aos rentistas eles não ajudarão no progresso deste país!

  • David.  28/11/2015 22:11
    O imposto nos obriga a ter um serviço do governo que não necessariamente a população quer e também cria um monopólio de serviços dos burocratas que podem se tornar uma porcaria.

    O meio termo ideal é o imposto ser opcional para qualquer ser humano. Pois quem estiver satisfeito com o governo, que pague para ele do próprio bolso e deixe os outros livres.
  • David   29/11/2015 03:44
    Você deve ler mais e ver menos televisão!

    Isso é um absurdo! Todos devem pagar imposto, o problema no brasil é a distribuição. Os que ganham muito pagam pouco sobre seu patrimônio e consumo comparado ao que ganham, já que ganha um pouco mais que os pobres, (classe média) pagam muito e recebem pouco ou nada, mas também possui algumas isenções fiscais e tributarias e de moradia, já os pobre pagam muito, pois pagam altas taxas sobre seu consumo básico, alimentação e vestuário e moradia comparados ao seu pífio salário.

    Eu não sei quem idealizou essa sociedade nestes moldes de exploração, mas merecia ser preso, nosso sistema comparados a outros pelo mundo pode ser considerado medieval, desorganizado, injusto.
  • Batista  30/11/2015 14:43
    A Bolsa já tem taxação. Exemplo: as operações de day trade são taxadas em 20% do lucro.
  • Rodrigo C. Batista  20/07/2017 16:05
    Como o amigo comentou acima, ri de quase acordei quem estava na casa.
    Por fim, fique rico você primeiro, e pague mais impostos, já que acredita na excelente gestão (há alguma) do governo.
    Máquina pública é um monstro que quanto mais come, mais quer comer. Por suas sugestões, estaríamos vivendo num país comunista (já não somos em partes?).

    Outro ponto é a educação deste país, que não faz mais do que criar uma gama de proletariado, e acha justo, quando este almeja mais do que alguns PÍFIOS salários mínimo, lhe cobrar uma fortuna de impostos, sendo que na MAIOR parte das vezes, não lhe deu a educação que o faz ganhar uma "fortuna" (como é o caso da maioria dos empresários).

    Ir além, com sangue nos olhos, com objetivos e FOCO, ah meu amigo, não há escola bancada por este governo que ensine! E nada mais justo do que não deixar um bando de "colarinhos brancos", lhe tomar grande parte, fazer caixa 2, e depois convencer a população de baixa renda que lhes farão grandes coisas taxando os mais afortunados.

    Sou a favor de aumento da carga tributária, assim que estes governos deixarem de nos roubar, e enfim designar o dinheiro devido de volta a TODOS!

    Só pra reflexão, se assim desejar, uma frase de "um cara qualquer", de vida modesta: "Alguém está sentado na sombra hoje porque alguém plantou uma árvore há muito tempo.".
  • Josuel  27/11/2015 18:53
    Gostaria de entender melhor este trecho: "A regulação urbanística cria uma escassez artificial de espaço urbano, empurrando o preço para cima." Alguém pode explicar?
    Grato
  • Magno  27/11/2015 19:47
  • Juan Domingues  27/11/2015 20:07
    Oferta e demanda.
    Regulações limitam a oferta de habitações, mas a demanda por imóveis aumenta de qualquer forma pois a população é crescente e vive cada vez mais. Logo, o preço das habitações naturalmente sobe.
  • Wolmar  27/11/2015 19:02
    Interessante a colocação do Narloch:

    "A pobreza urbana não deveria ser comparada à riqueza urbana"(...)"As favelas do Rio de Janeiro parecem terríveis se comparadas a bairros prósperos de Chicago, mas os índices de pobreza no Rio são bem menores que no interior do Nordeste brasileiro."

    Isso me remete às "famosas" condições de trabalhadores nos primórdios da revolução industrial. Podia ser muito ruim, mas era a escolha de milhares de pessoas que deixavam o campo para se fixarem nas cidades. Aliás escolha semelhante fazem os trabalhadores chineses hoje em dia.

    Bem, os socialistas atribuem esse movimento ao que Leo Huberman chamou de fechamento das terras em "A Historia da Riqueza do Homem" e os sindicalistas atribuem a si mesmos a superação destas condições.

    Acredito que o Mises tenha algo a dizer a respeito

    Abs
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  27/11/2015 19:14
    O brasil ainda não aprendeu.
  • Partidário da Causa Operaria  27/11/2015 21:08
    O que está acontecendo com o IMB? Narloch? Tudo bem, não tenho nada contra ele per si. Aí ele até faz uma citação bem contextualizada e apropriada do economista extremamente deletério, Joseph Stiglitz.

    Depois ele faz uma citação do Pikaretty e diz o seguinte: "A principal tese do francês Thomas Piketty, autor de O Capital no Século 21, é que o retorno sobre o capital vem crescendo em relação ao retorno sobre o trabalho. Está valendo mais a pena viver de renda que do trabalho. Por que isso acontece? Para o norte-americano Matthew Rognlie, estudante de economia de 26 anos que virou o anti-Piketty, as leis de zoneamento são um dos motivos. "Quem está preocupado com a distribuição de renda precisa ficar atento aos custos de moradia", escreveu ele. Com a escassez artificial de espaço, quem tem imóveis fica ainda mais rico, enquanto os que estão lutando para comprar um imóvel precisam contrair uma dívida maior para realizar o sonho da casa própria. O de cima sobe e o de baixo desce, como dizia aquele axé da banda As Meninas."

    Repetindo com ênfase este trecho:: "A principal tese do francês Thomas Piketty, autor de O Capital no Século 21, é que o retorno sobre o capital vem crescendo em relação ao retorno sobre o trabalho. Está valendo mais a pena viver de renda que do trabalho."

    Ou seja, o autor do artigo está deixando subentendido que a tese do Pikaretty é correta, está respaldando a loucura do farsante Pikaretty, como se até fosse uma hipótese plausível. Ele escreve de modo sutil, como se realmente o "retorno sobre o capital" estivesse realmente crescendo em relação ao "retorno sobre o trabalho" como aponta o Pikaretty. Como se realmente estivesse valendo mais a pena (numa espécie de piloto automático) viver de "renda" do que viver de "trabalho", sem devidamente apontar os erros e denunciando as farsas, como se até fosse algo intelectualmente honesto. Algo já devidamente apontado aqui.
  • Wilian Kurtz  27/11/2015 23:02
    Um texto incrivelmente esclarecedor acerca da desigualdade brasileira. Parabéns Leandro.
  • Marcelo Werlang de Assis  27/11/2015 23:54
    Eu não simpatizo com este Leandro Narloch. Para quem é um conhecedor profundo e um adepto ferrenho da Escola Austríaca e do Libertarianismo, esse cara se revela como um sujeito limitado e pouco comprometido com a liberdade e com o aprofundamento intelectual, que ainda por cima faz várias concessões aos intervencionistas/socialistas.

    O homem, por exemplo, diz que os pobres não são culpados por terem muitos filhos e que a culpa é da desinformação e da própria pobreza. Até parece que a gravidez acontece "do nada"! A mesma coisa acontece com o endividamento: é como se a pessoa fosse uma vítima de alguma força superior! Transar e contrair dívidas são escolhas. A ideia da responsabilidade individual implica arcar com as consequências. Quem faz sexo deve saber que daí pode resultar uma gravidez. Será que os pobres realmente não sabem disso? Sexo = Possível Gravidez. Isso é a informação mais básica que os seres humanos apreendem do contato com a realidade. Se você é pobre e mal consegue se sustentar, então não pode ter filhos. E, tendo filhos, não pode desejar que o estado roube recursos de outras pessoas para sustentar a prole.

    O homem, noutro escrito, chegou a justificar a existência do estado (a entidade que pratica violações contínuas e institucionalizadas dos direitos de propriedade, a entidade mais criminosa da história humana) com este argumento esdrúxulo: precisamos de um terceiro que garanta as relações econômicas, que impeça que o sujeito com quem nós comercializamos na rua fuja com o nosso dinheiro!

    O homem defende a Parceria Transpacífico. Ele desconhece a enorme diferença entre "livre comércio" (abertura unilateral para o comércio internacional) e "acordos de livre comércio" (textos burocráticos especificando detalhadamente como pessoas de diversas nacionalidades podem fazer negócios entre si).

    O homem defende a imigração livre. Mas "imigração livre", no contexto estatista atual, somente significa "integração forçada". Leituras recomendadas:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2183
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2207

    Ele, no livro sobre a história do mundo, também esnobou o argumento de que o Império Romano se esfacelou graças ao intervencionismo estatal recorrendo a um autor obscuro que disse que havia "grande quantidade de grãos na época" (algo nesse sentido). Leitura recomendada:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2195

    Narloch, quando comparado com a maioria dos pensadores brasileiros, é um ser muito evoluído. Mas deve evoluir mais, muito mais.
  • Jonathan David  28/11/2015 01:03
    Bom texto. É para isto que Leandro Narloch serve, para falar sobre questões estritamente económicas. O problema é quando ele se mete em Filosofia ou Política, aí ele é um completo desastre. Eu acredito firmemente que qualquer pessoa decente sabe que um país baseado em princípios Jesuscrísticos (isto é, sem religião, denominação, igreja ou dogma, apenas os princípios de Jesus) é o melhor país que alguém poderia viver. E é nisto que gente que não possui a consciência cauterizada precisa mostrar aos ignorantes. Se o Brasil tivesse sua CF baseando na ética, nos princípios de Jesus, ao invés de se basear no comunismo/socialismo, o país tupiniquim não seria este atraso e miséria...
  • Julio  28/11/2015 03:24
    O segundo ponto me lembrou o polêmico livro de Richard Lynn, "IQ and the Wealth of Nations", bem como o "The Bell Curve", do Charles Murray, em que são apresentados estudos mostrando como os povos ao redor do mundo possuem níveis de inteligência (e aptidões) diferentes entre si, o que, na visão dos autores, seria algo nato e inerente a cada etnia, independendo, geralmente, de fatores como meio social e nível educacional. Como não poderia deixar de ser, essas pesquisas foram amplamente boicotadas nas academias sob acusações de racismo e eugenismo.
    Sendo assim, gostaria de fazer uma pergunta aos que conhecem a EA mais profundamente: dentre os vários autores austríacos que tentaram explicar as razões para o sucesso e prosperidade das sociedades, há algum que tenha levado em conta essa linha teórica?
  • Iglesias  28/11/2015 13:49
    Thomas Sowell fala disso (ou de uma variante disso) o tempo todo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1554

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1670


    Walter Williams também vai nessa área:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=950


    E há esse artigo a respeito:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1957
  • Murray  28/11/2015 13:50
    Caso domine o inglês, há este excelente comentário do Rothbard sobre o livro do Charles Murray:

    archive.lewrockwell.com/rothbard/ir/Ch75.html
  • Julio  28/11/2015 18:59
    Obrigado!
  • Renan Merlin  28/11/2015 05:54
    5ºEnsino superior "gratuito"
    Existe um grande paradoxo na realidade política brasileira. Aqueles que usualmente se colocam como defensores da justiça social e dos mais vulneráveis, normalmente também entendem que as universidades públicas devem ser financiadas do modo que são hoje: com dinheiro de impostos. Tentativas de financiamento privado da universidade pública – por meio de empresas e fundações privadas – ou de cobrança de taxas de mensalidade e matrícula para os estudantes mais abastados – como tentou fazer, durante algum tempo, a UFMG – são rechaçados como métodos de privatização da universidade pública, gratuita e de qualidade.

    Mas por que essa justaposição de defesas seria um paradoxo? A realidade é que, quando se olha para os dados do conjunto dos estudantes de universidades públicas brasileiras, observa-se que estas tendem a beneficiar os ricos de forma desproporcional. Por causa da alta concorrência das universidades públicas e da baixa qualidade das escolas públicas brasileiras, aqueles em situação econômica mais vulnerável têm pouca chance de conseguir uma vaga para estudar em uma universidade financiada pelo contribuinte.
  • Pedro Morais  28/11/2015 10:37
    Leandro, como a tradição liberal analisa a o processo de gentrificação e o modos de de produção (fordismo e afins).Isso é balela marxista ou são modelos válidos de estudo?

    Obrigado pela atenção!!!!!!!!!!!!!!
  • Chega de Bolivarianismo  28/11/2015 10:59
    O livre mercado e redução máxima do governo, poderiam transformar o assistencialismo de 35 bilhões por ano do bolsa família em um assitêncialismo de 800 bilhões. A principal diferença nisso é que a culpa pelo fracassos das pessoas seriam delas mesmas. Ninguém poderia colocar a culpa nos professores do governo, nos médicos do governo, nos engenheiros do governo, nos policiais do governo, etc.

    Esse é um exemplo que poderia agradar sociais democratas, liberais e conservadores, ou até alguns socialistas pacíficos e menos radicais.

    O governo quer gastar com educação de gente que não tem o que comer. Os casos de alunos com fome existem até hoje. Os pobres são mais objetivos, porque precisam sobreviver hoje. Os alunos do governo cansaram de ter suas merendas roubadas.

    O governo está usando fundo de garantia de pobre para ajudar pobre a comprar casa. É uma confusão dos diabos, o que esse estado parasita faz com as pessoas.

    Não acho esse modelo o ideal, mas poderia ser melhor do que esse estado parasita de hoje.


  • Chega de Bolivarianismo  28/11/2015 12:52

    Alguém sabe descrever o que significa esses 620 bilhões de "Amortização e Juros da Dívida - Principal Corrigido da Dívida Mobiliária Refinanciado" ?

    Olha esse link do governo.

    www.portaltransparencia.gov.br/PortalComprasDiretasOEFavorecidoED.asp?Ano=2015&CodigoOS=25000&CodigoOrgao=25101&CodigoUG=170600&CodigoGD=2&CodigoED=76


    É tanto juro que dava pra fundar um país novo. Esses 620 bilhões não adiantam nada, porque a moeda vai continuar desvalorizada até o governo tomar vergonha na cara.

    Ontem os canalhas fizeram um ataque midiático por conta de 10 bilhões. É só doutrinação na Brasil socialista.


    Até no assistêncialismo o governo faz coisas erradas. Não existe assistêncialismo mais importante do que 3 refeições por dia. O governo erra até nessa questão, que se dizem os maiores defensores e especialistas.


  • Leandro  28/11/2015 13:31
    No que tange à dívida pública, há juros, há amortização e há refinanciamento (popularmente conhecido como "rolagem").

    Imagine um indivíduo cuja renda total mensal seja de R$ 10.000. Imagine também que seus gastos correntes (conta de luz, condomínio, internet, TV a cabo, alimentação, escola dos filhos, vestuário, lazer etc.) sejam de R$ 8.500.

    Teoricamente, ele está tendo uma poupança de R$ 1.500 por mês. Sempre que ele for ao banco pedir empréstimos, ele vai utilizar esse número como prova de sua austeridade e de seu bom histórico.

    Entretanto, não incluído nesses gastos correntes, está o pagamento de juros de uma dívida que ele contraiu há alguns meses, quando comprou um apartamento financiado. As prestações mensais custam R$ 1.300.

    E além do pagamento dos juros dessa dívida, há também outras dívidas que estão vencendo (por exemplo, dívidas com alguns amigos e parentes), as quais ele deve pagar. A amortização dessas dívidas lhe custa R$ 1.520.

    O leitor — que certamente está com uma calculadora na mão — já percebeu que, caso este indivíduo diga que está poupando R$ 1.500 por mês, ele estará mentindo fragorosamente. A realidade é que ele está tendo gastos maiores que sua receita. Embora ele ganhe R$ 10.000, ele está gastando R$ 11.320 — ou seja, sua despesa total é R$ 1.320 maior que sua receita.

    Um economista governamental diria que este indivíduo possui um superávit primário de R$ 1.500. Um economista mais realista diria que ele, na verdade, está tendo um déficit nominal de R$ 1.320, e que é esse número que interessa.

    E como esse indivíduo não tem poupança, ele precisa se endividar para cobrir esse seu déficit nominal. Ou seja, ele terá de pedir R$ 1.320 emprestados. Consequência: no final do mês, mesmo pagando dívidas, seu endividamento aumentou. Cada déficit nominal representa um aumento na sua dívida.

    Entretanto, a agonia ainda não acabou. Os números acima representam apenas as despesas totais deste indivíduo. Há, no entanto, outras despesas com dívidas que não foram incluídas no relato acima. São despesas que não alteram seu endividamento total; elas não aumentam nem diminuem sua dívida, mas possuem enorme influência na sua capacidade futura de obter novos empréstimos. Refiro-me às operações de refinanciamento da dívida. Explico melhor.

    Imagine que este indivíduo, além de todos os gastos acima — gastos correntes e gastos com juros e amortização de dívidas —, tenha tido de renegociar outras dívidas pendentes. Imagine que ele possua uma alta dívida com o Banco A porque pediu empréstimo para um cruzeiro para as Bahamas. O banco está lhe cobrando a quitação de R$ 4.000. Como ele não quer ficar encrencado com bancos, ele decide quitar essa dívida. Mas, obviamente, não tem dinheiro sobrando para isso. Logo, ele vai ao Banco B, no qual também possui conta, e pede um empréstimo de R$ 4.000 para quitar a dívida com o banco A.

    Ou seja, ele trocou uma dívida por outra. Em termos práticos, ele rolou sua dívida ou refinanciou-a. No geral, sua dívida total não se alterou. Porém, o observador mais iniciado sabe perfeitamente que essa medida pode ser bastante perigosa caso venha a tornar rotineira. Nesse caso, o rolamento da dívida vai depender totalmente da boa vontade do Banco B em continuar fornecendo crédito para este indivíduo. Vai depender também, e principalmente, do histórico de crédito desse indivíduo. Se seu histórico se deteriorar, os juros cobrados pelo Banco B irão subir — ou, na melhor das hipóteses, nunca serão baixos.

    Portanto, eis o resumo da situação fiscal desse indivíduo:

    1) Renda: R$ 10.000

    2) Gastos totais (gastos correntes + juros + amortizações): R$ 11.320

    3) Despesas apenas com juros e amortizações: R$ 1.300 + R$ 1.520 = R$ 2.820 (28,2% da renda).

    4) Refinanciamento: R$ 4.000 (40% da renda).

    5) Volume total despendido com a dívida (juros + amortizações + refinanciamento): R$ 6.820. (68,2% da renda)
  • Chega de Bolivarianismo  28/11/2015 14:45
    Leandro, obrigado pela explicação !

    Existe uma saída sem recorrer a empréstimos estrangeiros ? Pelo que eu sei, o Gustavo Franco, presidente do BC no período do FHC, pagava 4,5% para o FMI e com isso conseguiu aumentar os juros interbancários, valorizar o real e acabar com a inflação.

    Sem empréstimos estrangeiros, acho que será difícil aumentar juros no país sem quebrar o tesouro, sem inflacionar e esfarelar a moeda. Também acho dificil ter algum ajuste fiscal relevante.

    Esse nacionalismo que acabou com a dívida externa, é o responsável por esse endividamento brutal do tesouro ?
  • Filho do Sindicalista  28/11/2015 23:56
    Minha resposta vai custar 2 milhões e será copiada da Wikipedia, mas perdão, amigo. Não entendi sua linha de raciocínio. Deixe-me dizer como eu penso da relação empréstimo no estrangeiro e juros no interbancário:

    [Sem Bacen]

    Se o governo está pedindo dinheiro no exterior, ele está reduzindo a demanda por crédito nos bancos nacionais e REDUZINDO os juros.

    [Com Bacen e sem empréstimos de recurso direcionado]

    Se tem Bacen e o governo pede dinheiro aos bancos nacionais, o Bacen compra os títulos de dívida com dinheiro novo e capitaliza os bancos, reduzindo sua demanda por capitalização (logo, os juros no interbancário, que é onde os bancos "compram" reservas compulsórias para "lastrear" uma fração do dinheiro que emitem antes de o sistema deles fechar todo dia) e REDUZINDO os juros. Se ele pega dinheiro no exterior e isso substitui a demanda por crédito dos bancos nacionais, isso reduz a capitalização dos bancos e pode aumentar os juros SE for uma substituição de credores. Mas esse está longe de ser o problema do Brasil.

    [Com Bacen e empréstimos de recursos direcionados]

    O problema do Brasil está longe de ser a influência da capitalização dos bancos nas taxas de juros. Atualmente, mais da maioria dos empréstimos do país são emitidos abaixo da Selic e são, naturalmente, por bancos estatais. Isso por diretrizes governamentais. Controlar as taxas de juros se mostrou um exercício de futilidade nos últimos anos justamente por causa disso.

    O mestre Leandro fala muito sobre isso:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1943 (Sugiro que leia ou assista à palestra dele)



    Agora eu quero meus dois milhões pela consultória.
  • anônimo  28/11/2015 18:58
    Parabéns Leandro Narloch! E obrigado por escrever isso e compartilhar esse conhecimento! Não vejo a hora de ler o livro completo...
  • Paraninfo  28/11/2015 23:26
    Os socialistas do governo não estão preocupados com os pobres. Eles só se preocupam com a maldita igualdade, com a roubalheira para permanecer no poder e com a vida de luxo de políticos socialistas.

    Se alguém estivesse preocupado com os desnutridos da África, nós poderíamos importar produtos dos africanos sem impostos. Ou então, o governo acabaria com cotas de importação do Paraguai, Colômbia, Bolívia e outros países pobres da América Central. Também poderia valorizar mais o fundo de garantia dos pobres brasileiros. Quem sabe, os empresários poderiam produzir na África, para depois importar sem impostos.

    Enfim, a igualdade que eles defendem não respeita os pobres de outros países, acaba com o poder de compra das pessoas, acaba com a liberdade, etc.

    O prório Mercosul parece mais um Muro de Berlim por todos os lados.
  • Juliana  29/11/2015 16:46
    Olá!

    Eu acho sempre ótimo quando algum liberal escreve sobre as 'causas da desigualdade'. Me divirto muito, na maioria das vezes. E o Narloch, desta vez, conseguiu superar todos os outros. Sensacional!

    Não consigo nem expressar com palavras o que penso. Por outro lado, devo dizer que o pior de tudo é que infelizmente não recebi a benção de ter o dom para o desenho, o cartum, etc., o qual seria perfeito para expressar minha perspectiva desse episódio, com uma tirinha — dessas simples, que têm nos jornais — que poderia ser mais ou menos assim (vamos imaginar que o personagem seja um escritor liberal, de nome Parloch, dando uma palestra):

    No quadrinho 1 (frio, indiferente):
    — A desigualdade no Brasil é um fenômeno muito natural já que o país possui relativa liberdade econômica, tem uma grande diversidade cultural, e também porque as famílias pobres tinham muitos filhos...

    No quadrinho 2 (raivoso, indignado):
    —... Mas, há uma imensa desigualdade no Brasil porque o governo regula o mercado e protege, financia e apoia grandes empresários e corporações, sendo assim um grande responsável pela concentração de renda...

    No quadrinho 3 (alegre, envaidecido):
    —... Mas vamos nos tranquilizar. A desigualdade brasileira, causada tanto pelas liberdades (e diversidades) econômicas, culturais e de relações quanto pela intervenção estatal, não é motivo para vergonha. Muito pelo contrário. A concentração de renda nas cidades brasileiras cria sim mais desigualdade. Mas isso porque ela atrai mais gente, pois oferece a todos maiores oportunidades. E isso é maravilhoso. [Fim]

    Bem, agora está claríssimo que além de ser péssima desenhista, também sou um desastre em escrever as historinhas. Mas eu não queria nem criticar e nem satirizar muito. Só quis mostrar o quanto que essas abordagens da desigualdade são muito ambíguas e não ajudam muito na defesa (ou crítica) de qualquer coisa.

    Entretanto, o texto do Narloch — assim como os outros sobre o tema — é sem dúvida digno de muitos elogios, pela pesquisa, pelo conhecimento e pelas informações oferecidas. Nesse ponto, é absolutamente excelente e muito útil.

    Abraços!
  • Anonimo  29/11/2015 18:32
    Verdade ficou uma coisa ambígua.Melhor seria se ele condenasse a intervenção estatal independente de gerar ou não qualquer desigualdade.
  • Ali Baba  29/11/2015 18:37
    @Juliana 29/11/2015 16:46:33

    Parabéns. Pelo menos uma MAV com estilo.
  • Anonimo  29/11/2015 21:27
    MAV ou não, ela tem um fundo de verdade.O Narloch não devia ter falando da desigualdade como se fosse óbvio que desigualdade é uma coisa negativa, uma sociedade liberal é muito desigual e nem por isso é ruim pros mais pobres
  • Juliana  30/11/2015 14:09
    Que bom que alguém pensa como eu, obrigada por comentar. Mas, Anonimo, de certa forma devo considerar até um elogio ser chamada de MAV (e ainda mais com estilo), pois eu tinha certeza de que pensariam que eu sou um troll ou coisa assim, o que seria bem pior. Mas esse assunto de desigualdade é mesmo confuso: eu é que não me assustaria se começassem a aparecer MAVs de verdade defendendo essa desigualdade, causada pelocapitalismo de estado, como um arranjo que beneficia os mais pobres.
  • Ali Baba  30/11/2015 16:16
    @Juliana 30/11/2015 14:09:24

    Não... MAV é pior que troll...

    No entanto fico contente que tenha assumido a MAV que há em você.
  • Juliana  01/12/2015 13:58
    Prezado Ali Baba, você está corretíssimo ao dizer que MAV é pior que troll, e não penso nem um pouco diferente. Mas está cometendo um grande equívoco ao pensar que eu tenho alguma coisa de MAV. Não há absolutamente nada disso em mim, e não corro nenhum risco. Eu disse que de certa forma estava considerando o rótulo de MAV um elogio, única e exclusivamente no caso do primeiro comentário. Só porque achei que isso significava que ele estivesse parecendo pelo menos um pouquinho sério (só um pouquinho mesmo). Nada contra, mas eu não iria gostar muito se ele estivesse parecendo com os comentários do Típico Universitário, ou do Capital Imoral e etc.

    Mas achei muito engraçada a sua colocação, estou considerando-a uma ironia.

    Abraços!
  • André  30/11/2015 13:10
    Excelente site, excelente matéria.
  • Paulo  02/12/2015 11:51
    O grande desafio de uma sociedade não deveria ser combater a desigualdade, mas sim a pobreza em si. Isso, de cara, pode chocar, mas não existe outro caminho. Vejamos:

    a) Se pode ter todo o mundo vivendo igualmente na pindaíba ou se ter diferenças brutais com a base vivendo dignamente. Se é que, mesmo em regimes autoproclamados igualitários, sempre um estamento burocrático virou a elite econômica de um país ou mesmo passou a exercer uma simbiose com setores eleitos (via protecionismo, cartorialismo, empréstimos subsidiados… ).

    b) Diferenças surgem até mesmo entre irmãos criados sob o mesmo teto. Pessoas têm aptidões, talentos e aspirações diversas. Passando-se do micro para o macro, existem povos mais empreendedores do que outros, assim como há os mais poupadores, os mais 'estudiosos', os mais legalistas etc. Escolhas diferentes produzem resultados diversos.

    c) Com efeito, existem países paupérrimos mais igualitários do que as nações mais ricas da Terra, se levarmos em conta o tal do Coeficiente GINI.

    d) Se for para se tentar reparar injustiças históricas "na marra", então teríamos que adentrar em discussões acerca das guerras indígenas pré-colombianas; teríamos que identificar também que povos africanos subjugaram povos vizinhos ou mesmo averiguar que povos europeus dominaram outros europeus. A coisa se complica muito mais ainda entre povos miscigenados*. A questão que se impõe é o que se pode fazer para reduzir a pobreza daqui para frente. Há, portanto, dois caminhos que podem ser trilhados (com suas gradações – o diabo vive entre elas):

    d.1) O primeiro é liberar e potencializar a capacidade empreendedora de um povo, dar um choque de liberalismo, ficando o Estado nos cuidados de prover uma boa educação, de manter as relações jurídicas protegidas e, na proporção do grau de prosperidade, de algum sistema de proteção contra o desamparo (tudo ao lado das funções clássicas, como segurança, defesa e diplomacia). Isso permite que um país evolua de forma consistente e que os mais pobres vivam com dignidade e perspectiva de melhora (mas diferenças sempre haverá). Normalmente países que percorrem essa trilha, DEPOIS QUE ENRIQUECEM, passam a ter lá seus programas sociais mais generosos e restrições ambientais. É daqui que nasce o mito do "socialismo" escandinavo.

    d.2) O segundo meio é o que visa acabar com a desigualdade tirando dos 'ricos'. Seus métodos são mais do que previsíveis e podem até produzir bons efeitos no curto prazo. É a via chavista. Com desapropriações, tabelamentos, tributação escorchante, confiscos, nacionalizações, controles e mais controles. Não precisa ser exímio conhecedor dos fatos para lembrar que logo a economia de um país se atrasa ou colapsa, mas com líderes demagogos sendo alçados à condição de Deus.
    ________________
    *No Brasil, ainda tem aquela lenga-lenga esquerdista de "mesma-elite-de-500-anos". Ora, grandes fortunas do passado se perderam nas mãos de herdeiros perdulários ou relapsos, brigas de família, golpes e arrivismo; chegaram por aqui, de metade do sec. XIX em diante, levas de migrantes japoneses, alemães, italianos, libaneses, bem como novas ondas de portugueses que nada tinham a ver com os que por aqui já estavam. Em grande parte, especialmente no Centro-Sul do Brasil, é essa a elite do Brasil de hoje.

    Isso não quer dizer que o Brasil não tenha velhos vícios de natureza anti-liberal que condenam o lucro e o mérito, já que o senso comum por aqui é que todos podem viver sob as asas do Estado, desde os pobres com suas bolsas, quotas e pensões; passando pela classe média concurseira, até os ricos, beneficiados pelo protecionismo, cartorialismo, empréstimos de BNDES e regulações feitas sob encomenda
  • Marcelo  03/12/2015 19:21
    O Brasil é desigual porque as famílias pobres tinham muito mais filhos que as ricas

    Olha, concordo, em parte. O problema do POBRE é receber salário, é viver de uma renda fixa - isso o mantém pobre.
    Filhos trazem riqueza, mas o Estado tomou conta de tudo - da previdência, da renda, da caridade, do cuidado com os idosos... Se o brasileiro pudesse plantar, vender, negociar, sem tantas amarras, tanta burocracia, tributos, perseguições e dificuldades, ganharia mais dinheiro e poderia ter 10 filhos e ficaria mais rico à medida em que esses filhos crescessem e os ajudasse em seus negócios.

    A diminuição da natalidade levará o Brasil à pobreza, isso sim. Onde estarão os jovens, mão-de-obra do futuro? Boa parte não nasceu.
  • Emerson Luis  04/12/2015 15:18

    O problema não é a desigualdade, mas a iniquidade.

    Alguns comentários fizeram críticas infundadas:

    1- O fato de um articulista descrever que A causa B (por exemplo, que o número de filhos contribui para o empobrecimento)não quer dizer que ele "culpa" nem que ele "desculpa" o comportamento, está apenas apontando seus efeitos;

    2- O fato de um articulista citar uma frase de Picket não quer dizer necessariamente que ele concorde 100% com ele - se Picket só fizesse afirmações total e claramente erradas, ele não pareceria convincente para a maioria de seus leitores.

    3- Narloch nunca afirmou ser anarcocapitalista, ele é liberal clássico.

    Vou ler esse livro assim que possível!

    * * *
  • Anonimo  06/12/2015 11:34
    'O fato de um articulista descrever que A causa B (por exemplo, que o número de filhos contribui para o empobrecimento)não quer dizer que ele "culpa" nem que ele "desculpa" o comportamento, está apenas apontando seus efeitos;'

    Verdade, só que em horas como essa, pra vc não dar um tiro no pé, além da interpretação literal vc tem que ter um pouco de raciocínio lateral e entender o contexto e o mundo em que uma coisa dessas foi dita.E num mundo onde a hegemonia esquerdista diz por ex que a desigualdade social é um demônio a ser combatido a qualquer custo, é no mínimo imprudente falar que A ou B geram desigualdade social sem explicar que desigualdade social não é necessariamente algo ruim.

    O autor não disse, mas fica implícito que A e B são ruins por causa DESSE efeito.E se for ou não, não é por causa disso.
  • roberto quintas  12/08/2016 17:27
    besteirol neoliberal. aqui no Brasil [bem como em outros países] as classes ricas também tiveram grande numero de filhos. aliás, pelo l´gica do mercado, mais filhos são mais mão de obra trabalhando, portanto, famílias pobres com muitos filhos deveriam gerar mais riqueza... oops. se a desigualdade é condição de um país "livre" então os países nórdicos deveriam ter muito mais desigualdade do que os países em desenvolvimento, o que não é o caso... ooops. se a "diversidade" é a causa da desigualdade, a Europa deveria ser muito mais desigual do que nós, mas também não é o caso... ooops. se a desiguladade fosse causada por um "Estado" que esculhamba tudo, então todos os países desenvolvidos deveriam ser desiguais, afinal, foi graças à ação do Estado que estes países se tornaram desenvolvidos e agora estão "chutando a escada".
  • Alberto Sextas  12/08/2016 21:45
    "se a desigualdade é condição de um país "livre" então os países nórdicos deveriam ter muito mais desigualdade do que os países em desenvolvimento, o que não é o caso... ooops."

    Os EUA são mais desiguais que o Senegal. O Canadá é mais desigual que Bangladesh. A Nova Zelândia é mais desigual que o Timor Leste. A Austrália é mais desigual que o Cazaquistão. O Japão é mais desigual que o Nepal e a Etiópia

    Já o Afeganistão é uma das nações mais igualitárias do mundo.

    Ooops.

    "se a "diversidade" é a causa da desigualdade, a Europa deveria ser muito mais desigual do que nós, mas também não é o caso... ooops."

    Hein?! Oi?! Você está dizendo que a Europa, com sua população quase homogênea, é mais diversa que a população brasileira?! Há mais diversidades entre franceses, alemãs e ingleses do que entre um catarinense e um piauiense?

    É cada coitado desesperado que despenca por aqui.

    Ooops.

    "se a desiguladade fosse causada por um "Estado" que esculhamba tudo, então todos os países desenvolvidos deveriam ser desiguais, afinal, foi graças à ação do Estado que estes países se tornaram desenvolvidos e agora estão "chutando a escada"."

    O estado criou desenvolvimento? Legal. Conte-me mais sobre isso. Como é logicamente possível uma instituição que sobrevive apenas da extração de renda de terceiros, e que pode, na mais benéfica das hipóteses, devolver apenas aquilo que antes tomou, gerar progresso?

    Por essa sua lógica, assaltantes que confiscam renda também podem gerar desenvolvimento.

    Ooops.

    É cada coitado descerebrado que despenca por aqui.

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  • anônimo  29/08/2016 14:30
    se liberdade provoca desigualdade, por que países ditatoriais são desiguais?
  • Magno  29/08/2016 15:06
    Países ditatoriais têm apenas dois estratos sociais: a burocracia ligada ao governo, que vive nababescamente, e todo o resto da população, que vive na miséria.

    Vide Venezuela, Cuba e Coreia do Norte. Vide as ditaduras socialistas africanas. Vide a antiga URSS e seus satélites no Leste Europeu.
  • anônimo  29/08/2016 19:01
    de jeito nenhum. durante a ditadura brasileira tínhamos miseraveis, pobres, classe média, ricos e milionarios. o mesmo ocorreu em todas as ditaduras da america do sul. vcs liberais são positivistas. acreditam que os fenômenos sociais estão dados, estão prontos e acabados. ignoram o fato de que somos capazes de mudar contextos, fazer e refazer a história. números falam muito pouco quando a discussão é capacidade humana de transformar o mundo. vcs são bitolados
  • Magno  29/08/2016 19:22
    "de jeito nenhum. durante a ditadura brasileira tínhamos miseraveis, pobres, classe média, ricos e milionarios. o mesmo ocorreu em todas as ditaduras da america do sul."

    Ah tá, você está falando de amplas formas de ditadura política. Achava que você estava falando apenas de ditadura econômica.

    "vcs liberais são positivistas. acreditam que os fenômenos sociais estão dados, estão prontos e acabados."

    Oi?! Essa acusação é séria?! Você tem espelho?

    Quem é mais positivista e determinista que a esquerda? Quem é que realmente acredita, por exemplo, que todos os dados do mundo e da economia já estão dados, cabendo ao governo apenas redistribuí-los de forma "justa e igualitária"?

    Quem é que vê a economia como sendo algo totalmente estático, em vez de dinâmico, podendo portanto ser perfeitamente intervinda, redistribuída e reajustada, sem que isso causa qualquer desarranjo?

    Liberais, ao contrário de vocês intervencionistas, são profundamente humildes. Por isso, reconhecem que a característica mais típica de uma economia de mercado é que a informação nunca é conhecida por todos; ela está dispersa pela economia. Ela não é um dado constante que está ali para ser consultado a qualquer momento. O conhecimento dos dados surge continuamente em decorrência da atividade criativa dos indivíduos: novos fins são almejados, novos meios são criados e utilizados.

    É por isso que qualquer teoria econômica (como o intervencionismo) que é construída a partir deste pressuposto de que toda a informação econômica é algo objetivo e já se encontra "dada" -- ou seja, é conhecida por todos (tanto em termos exatos quanto probabilísticos) -- vai causar estragos irreparáveis.

    Esta concepção estática, típica da esquerda, de que os recursos escassos da economia também já estão dados e são conhecidos por todos leva à inevitável conclusão de que o problema econômico da distribuição dos recursos é considerado distinto e totalmente independente do problema de sua produção.

    Com efeito, se os recursos já estão dados e são conhecidos, então o que resta a ser feito é definir como eles serão distribuídos entre os diferentes seres humanos, quem ficará com os meios de produção e quanto bens eles terão de produzir.

    São vocês que pensam assim, causam todos os estragos imagináveis e inimagináveis, e ainda vêm dizer que os liberais "ignoram o fato de que somos capazes de mudar contextos, fazer e refazer a história"?

    Ah, vai tomar um suco, vai. E deixe você de ser bitolado.
  • anônimo  29/08/2016 20:03
    sabe a surrada historia do copo com água até a metade? eu digo que está meio cheio; vc diz que está meio vazio. há um alarme sobre um possível aquecimento global, certo? pois bem, Molion diz que o planeta está esfriando e partimos para mais uma era glacial. quem passou vergonha? quem chamou bitolados em números de positivistas? ou quem publica um artigo positivista, determinista e darwinista sobre a desigualdade sovial?

    este esquerdista que vos fala é, pelo menos coerente, com sua história de vida. sou pobre, portanto não fico defendendo concentração de riqueza. vcs libertários classe média ganham quanto para defender a teoria que serve aos milionários e bilionários? isso é que pode ser chamado de submissão ao capital. o cara é classe média, mas tem como projeto de vida defender os endinheirados do mundo, que ele nem conhece.

    eu defendo os miseráveis do mundo. estes eu conheço, porque estão entre nós. e lavam nossas roupas, e vigiam nossos prédios.
  • Rafael  29/08/2016 22:07
    Esse aí de cima é a perfeita representação da esquerda DCE: não fala absolutamente nada com nada -- aquecimento global, copo d'água, Darwin, submissão ao capital, lavadoras de roupa e porteiros de prédio figuram lado a lado no mesmo raciocínio convoluto -- e, para fingir que possui alguma profundidade, ressalta que "ama muito os pobres" e só pensa neles.

    Que a esquerda ama muito os pobres é um fato inegável: afinal, onde quer que ela assuma o poder, a única coisa que ela faz com espantosa eficiência é aumentar estrondosamente o número de pobres. Vide Venezuela de Maduro, Brasil de Dilma e tudo o que foi feito no Leste Europeu, na ex-URSS e na rica Cuba de 1959.

    De gente com essa mentalidade eu realmente quero distância.

    P.S.: sei que isso não é parâmetro estatístico para nada, mas todas as 8 pessoas de esquerda que eu conheço tratam a classe trabalhadora com profundo desdém. Ah, e morrem de medo de mendigos e demais pedintes. Na faculdade de economia que cursei, um professor de macroeconomia, que se dizia profundamente de esquerda, se jactava de espantar,a gritos, mendigos que lhe abordavam pela janela do carro.
  • josuel  02/09/2016 12:29
    A esquerda é assim: ama a humanidade mas odeia o próximo. Amar a humanidade é fácil. É só uma abstração. Amar o próximo é mais difícil. Ter que conviver, dividir. Isso a esquerda não faz. Tem nojo.
  • Tulio  29/08/2016 19:24
    Esquerdistas xingando libertários de positivistas, sendo que os liberais são explicitamente contra o positivismo, não chega nem a ser cômico. É ignorância pura mesmo. Ou cinismo. Vá saber.

    Ludwig Von Mises foi [link=www.mises.org.br/Article.aspx?id=1299]o maior inimigo do positivismo nas ciências econômicas[/limk].

    E veja também este artigo:

    A invalidez do positivismo lógico nas ciências sociais

    Faça um favor a si próprio e pare de passar vergonha em público.


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