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A liberdade requer coragem - inclusive para ver e ouvir o que não quer

Todo mundo se diz a favor da liberdade de expressão.  Mas qual seria o verdadeiro teste para saber quão comprometida uma pessoa realmente é com a ideia de liberdade de expressão?

Contrariamente à crença amplamente difundida nos meios universitários, no meio artístico e na grande mídia, o verdadeiro compromisso com a liberdade de expressão não está em permitir que as pessoas sejam livres para expressar apenas aquelas idéias com as quais concordamos. O verdadeiro teste para se saber o comprometimento de uma pessoa para com a liberdade de expressão é ver se ela permite que outras pessoas digam coisas que ela considera profundamente ofensivas, seja sobre raça, gênero ou religião.

Em suma, ou a liberdade de expressão é absoluta, ou ela não existe.

[N. do E.: neste quesito, vale fazer um adendo que quase sempre é ignorado. Supõe-se que a liberdade de expressão significa o direito de todos dizerem o que bem entenderem. Mas a questão negligenciada é: onde? Onde um indivíduo possui esse direito? 

Ele possui esse direito apenas em sua própria propriedade ou na propriedade de alguém que concordou em dar espaço a ele.

Portanto, na prática, o "direito à liberdade de expressão", por si só, não pode ser dissociado da propriedade privada.  Você tem o direito de falar o que quiser utilizando a sua plataforma, mas não a plataforma alheia.

Sendo assim, uma pessoa não possui um "direito à liberdade de expressão"; o que ela possui é o direito de falar o que quiser apenas em sua propriedade.   Ela não possui um "direito à liberdade de imprensa"; o que ela possui é o direito de escrever ou publicar um panfleto, e de vender este panfleto para aqueles que desejarem comprar (ou de distribuí-lo para aqueles que desejarem aceitá-lo).]  

Já visualizo um pseudo-intelectual universitário, principalmente oriundo de alguma escola de direito, ávido para adentrar a cena e dizer que a liberdade de expressão não pode ser absoluta, pois ninguém tem o direito de gritar "fogo!" em um cinema lotado. 

Correto, só que gritar "fogo!" em um cinema lotado não é uma questão de liberdade de expressão.  Uma pessoa que grita "fogo!" em um cinema lotado está violando um contrato implícito: as pessoas que estão no cinema pagaram para ver o filme sem serem perturbadas.  No que mais, a propriedade do cinema não é dele; sendo assim, sua "liberdade de expressão" ali dentro não é absoluta.

Obviamente, se todos os espectadores fossem informados, ao comprarem os ingressos, de que alguém iria falsamente gritar "fogo!" durante a exibição, aí não haveria problemas.

Mas essa questão é a menor de todas.  Um problema muito maior envolvendo a liberdade de expressão está na questão da difamação, a qual é definida como o ato de fazer uma falsa afirmação (oral ou escrita) sobre a reputação de uma pessoa.  A difamação é criminalizada.  Mas deveria ser?

Essa questão pode ser respondida de maneira mais direta fazendo-se outra pergunta: a sua reputação pertence a você?  Em outras palavras, as idéias e os pensamentos que outras pessoas têm a seu respeito são sua propriedade?  Teria você o direito de obrigar terceiros a pensar a seu respeito apenas aquilo que você quer?

Prosseguindo, os princípios que devem ser verificados a respeito do compromisso de um indivíduo para com a liberdade de expressão também devem ser verificados a respeito do seu compromisso para com a liberdade de associação.  O verdadeiro teste para determinar se um indivíduo é sinceramente comprometido com a defesa da liberdade de associação não está em ele permitir que as pessoas se associem de uma maneira que ele aprova.  O verdadeiro teste ocorre quando ele permite às pessoas serem livres para se associar voluntariamente de maneiras que ele considera desprezíveis.

Um estabelecimento que proíbe a entrada de negros é tão válido quanto um que proíbe a entrada de brancos.  Um estabelecimento que proíbe a entrada de homossexuais é tão válido quanto um que proíbe a entrada de heterossexuais. Um estabelecimento que proíbe a entrada de judeus é tão válido quanto um que proíbe a entrada de neonazistas.

Associação forçada não é liberdade de associação.

Por outro lado, práticas discriminatórias em estabelecimentos públicos — como bibliotecas, parques e praias — não devem ser permitidas, pois tais localidades são financiadas com o dinheiro de impostos pagos por todos.  Porém, negar a liberdade de associação em clubes privados, em empresas privadas e em escolas privadas viola o direito que um indivíduo tem de se associar apenas a quem ele quer.

Nos EUA, por exemplo, empreendedores cristãos têm sido perseguidos por se recusarem a fornecer serviços de bufê para casamentos de pessoas do mesmo sexo.  As pessoas que apóiam esse tipo de coerção deveriam se perguntar se elas também defenderiam ataques ao judeu proprietário de uma loja de iguarias que se recusasse a fornecer serviços para o casamento de simpatizantes neonazistas. 

O negro dono de um bufê ou mesmo o negro que é garçom deste bufe deveriam ser forçados a prestar serviços para supremacistas brancos?  ONGs que defendem políticas de ação afirmativa em prol dos negros deveriam ser obrigadas a aceitar em seus quadros skinheads racistas?  O chef homossexual de um restaurante deve ser obrigado a cozinhar e servir um cliente avesso a gays?  A cozinheira feminista deve ser obrigada a atender um cliente machista?

A liberdade requer coragem.  Ser um genuíno defensor da liberdade de expressão implica aceitar que algumas pessoas irão dizer e publicar coisas que consideramos profundamente ofensivas.  Igualmente, ser um genuíno defensor da liberdade de associação implica aceitar que algumas pessoas irão se associar de maneiras que consideramos profundamente ofensivas, tais como se associar — ou se recusar a se associar — utilizando como critérios raça, sexo ou religião.

Vale enfatizar que há uma diferença entre o que as pessoas são livres para fazer e o que elas considerarão do seu interesse fazer.  Por exemplo, o presidente de um time de basquete deve ser livre para se recusar a contratar jogadores negros.  Mas seria do interesse dele fazer isso?

Não é difícil comprovar que as pessoas, em geral, estão cada vez mais hostis aos princípios da liberdade.  Elas estão cada vez mais facilmente ofendidas, e, com isso, querem cercear a liberdade alheia.  Eles querem liberdade apenas para elas próprias.  Já eu quero bem mais do que isso.  Quero liberdade para mim e para meus semelhantes.

Você tem todo o direito de ter ficado ofendido com este artigo, mas não tem o direito de me proibir de falar o que penso em minha propriedade.



autor

Walter Williams
é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.


  • Trader Carioca  24/11/2015 14:06
    Ótimo artigo.

    Gostaria de pontuar uma ressalva que tenho em relação à reputação. Em algumas profissões, a reputação é uma parte importante do trabalho. Um vendedor com fama de cumprir tudo o que promete terá maior potencial de vendas do que um vendedor conhecido por ser picareta. Em mercados financeiros, escritórios de advogados, contadores, babás, cuidadores de idosos, etc, reputação é importante. Quem você contrataria como babá, uma estranha completa ou uma babá com boa reputação? Quem conseguiria cobrar mais pelos serviços? A babá desconhecida ou a renomada? Partindo disso, eu infiro que reputação é parte do meio de produção daqueles que fornecem serviços.

    Se um concorrente da babá bem conceituada espalhar um falso boato de que a babá agride as crianças, e se este boato se espalhar, isso pode impactar na demanda pelos serviços desta babá. Não é a mesma coisa que sabotar uma máquina industrial pois não há materialidade (no sentido físico) para a reputação. Mas ainda assim não poderia ser visto como uma agressão ao "meio de produção" da babá?
  • Marcos  24/11/2015 14:35
    É óbvio e indiscutível que a reputação é importante. Isso está fora de qualquer controvérsia. A questão é: a sua reputação é ganhada ou é imposta?

    Um cidadão extremamente exigente (e chato) que vai para a internet e dá apenas uma estrelinha para um hotel excelente está afetando a reputação deste hotel. O estado deve intervir? Ele deve ser punido?

    Se os funcionários da GOL vão ao Facebook da TAM e escrevem vários reviews negativos, isso deveria ser crime?
  • Andre Fernandes  24/11/2015 18:18
    Eu acho que a questão da reputação pode ser um pouco mais complicada e vou tentar explicar o motivo.

    Uma coisa é você classificar como ruim um serviço que foi bom. Uma coisa é uma empresa incitar seus funcionários a falarem mal do produto/serviço de um concorrente. Isso acontece e num cenário maior não deveria trazer tanto impacto ou deveria, ao menos, ser reversível.

    Mas existe o caso em que a difamação associa você (ou sua empresa) a um crime. De exemplo fica uma situação que aconteceu ao vivo no Sportv durante um programa.

    O comentarista estava falando do Rogério Ceni e o criticando tanto quanto goleiro como pessoa. Até aí tudo bem, é a opinião dele e ele tem direito. Mas em dado momento ele AFIRMA que o Rogério FORJOU uma assinatura e um contrato oficial com o Arsenal da Inglaterra para negociar um aumento com o São Paulo. Neste momento ele colocou o Rogério em uma posição diferente, ele foi acusado de um crime.

    Quero que o Estado intervenha? De maneira nenhuma, mas é o caso em que ele foi livre pra falar, mas vai ter que PROVAR tal afirmação. O processo é devido neste caso, pelo menos a meu ver.
  • Andre  25/11/2015 15:37
    Xará, já eu acho que não é necessário abrir um processo nesse exemplo do Rogério Ceni. Penso que basta o difamador tentar provar por meio da imprensa a acusação. Caso não consiga, os consumidores (espectadores) darão menos popularidade/atenção para o comentarista e sua "pena" será a perda de audiência/credibilidade que refletirá consequentemente em seu salário e dependendo da gravidade da acusação, até do seu emprego (caso ele não tente provar, essas consequências são imediatas). Caso ele consiga mostrar provas robustas, ai sim pode caber uma ação processual tendo como reu o goleiro, visto que teria de fato cometido um delito.
    Abç
  • Anderson S  24/11/2015 14:40
    Pensando rapidamente sobre o assunto. Acho que reputação é ligada ao valor do profissional, ou seja, ele é responsável por criar seu valor, que inclui, além de excelência técnica e outras aptidões, uma boa imagem (reputação) no que faz.

    Se atingir a reputação do próximo pode ser considerado uma violação da propriedade de terceiros? Acho que sim. Pois você está desvalorizando arbitrariamente o valor de alguém, impedindo que ele produza "normalmente". Mais ou menos como soltar uma peça de uma máquina para que ela não funcione corretamente.

    Mas, claro, meu raciocínio pode ser errado, pois não me aprofundei no assunto, nem sequer refleti antes de postar (tenho que sair do PC o mais breve possível).
  • anônimo  24/11/2015 14:44
    Atualmente já acontece isso que você está citando, empresas difamam outras empresas, trabalhadores de serviços particulares denegrirem o serviço ou a qualidade do concorrente, ou ao contrário, fazem propaganda como pedir para amigos comentarem no TripAdvisor em favor/contra determinado estabelecimento, ou relatos de determinado produto com várias pessoas que provavelmente nem utilizaram e "receberam benefícios" do produto, propagandas de TV com artistas incentivando a compra de determinado produto dizendo o sucesso que obtiveram após a utilização do mesmo, todos são livres para fazer isso, vc também é livre para acreditar ou não, como diz claramente no texto a difamação está no outro e não em quem é difamado, se espalhar boatos sobre outro saiba que o outro poderá fazer contra você também, numa sociedade sem leis protecionistas contra o que passa na cabeça do outro, acredite, as pessoas vão ser muito mais criteriosas a respeito de difamações
  • Trader Carioca  24/11/2015 15:54
    Só deixando claro para os que lerem, eu não quero leis intervencionistas e nem Estado. Sou libertário, mas é um pouco que eu não acho totalmente livre de discussão.

    O amigo Marcos e o amigo Anônimo postaram exemplos simples e bons. Claro que um cliente chato e exigente poderia ir para a internet e qualificar um serviço como péssimo, mesmo sendo excelente. Mas uma reclamação destas pode ser tão inócuo quanto eu tentar causar prejuízo a um banco jogando uma tampinha de garrafa de refrigerante na parede de uma agência bancária.

    Num ambiente de concorrência libertária, uma empresa ou pessoa não teriam poder de fogo o suficiente para, através da difamação, conquistar um mercado inteiro. Mas poderiam sim causar grandes prejuízos a alguns concorrentes. Para um consumidor que planeja a contratação de um serviço, adquirir informações consome tempo, recursos, e o custo cresce rapidamente pois a informação não flui perfeitamente como diz a teoria mainstream. O consumidor usa as informações disponíveis para aumentar a chance de uma boa negociação, mas está exposto ao diálogo do difamador.

    Ainda que o difamador não consiga quebrar o difamado, a imposição de um prejuízo temporário não seria comparável a sabotagem? Não seriam duas coisas distintas: dar a opinião fortemente negativa ou difamar?

    Um empregador que ouça boatos de que um funcionário o está roubando pode gastar tempo e recursos investigando o suposto roubo. Ou pode decidir que o custo não compensará e demite o difamado. No caso, o difamado foi afetado pelos boatos sobre sua reputação.

    Se alguém me chamar de feio, vou rir e perguntar se a pessoa tem espelho em casa. Se alguém falar para meu chefe que eu sou ladrão, vou ficar muito irritado com a situação. Se alguém convencer o meu chefe de que eu sou ladrão, então eu ficaria em maus lençóis e perderia meu emprego. O que fazer com o difamador no terceiro caso?

    Obs.: Só para reforçar outra vez, sendo bem repetitivo, não quero intervenção estatal, não quero leis trabalhistas, etc. Discuto se é aceitável dentro da moral libertária difamar com intenção de causar prejuízos a outrém. Se questões como estas surgissem em tribunais privados, como deveria ser conduzido o julgamento?
  • Renato Souza  24/11/2015 17:51
    As meras palavras podem se tornar outra coisa, dependendo do contexto.

    Alguém que grite "fogo" num grande salão cheio de gente, será responsável por eventuais ferimentos ou mortes por pisoteamento. Terá cometido homicídio (provavelmente seria considerado dolo eventual, o que daria algumas décadas de prisão em muitos países).

    A tradição jurídica pune o crime de calúnia (espalhar um falso boato) muito antes da existência do estado moderno. Ora, em muitos casos a calúnia é comprovável: pode ser uma impossibilidade material - por exemplo, o caluniado comprova que estava em outro lugar quando o suposto fato aconteceu - em outros casos, supostas fontes apontadas pelo caluniador não corroboram a sua versão, etc. Não vejo dificuldades, em princípio, para apuração do fato e punição do caluniador. No caso concreto, como em qualquer tipo de crime, pode ser que a calunia não seja comprovável. Até com homicídios pode acontecer isso, mas ninguém em sã consciência proporá a não punição dos homicídios.

    O autor (e os ancaps em geral) argumenta que o caluniado não tem direitos sobre a opinião das pessoas. É fato, mas e daí. Não alego que o caluniado tenha direitos sobre a opinião das pessoas, mas mesmo assim alego que a calúnia deve ser punida pelos tribunais. A calunia é comparável a uma fraude. O caluniador, como o fraudulento, infunde informações falsas nas mentes das pessoas, com o objetivo de causar prejuízos a alguém e/ou vantagens a si. O fraudulento normalmente causa prejuizos à pessoas a quem enganou, e o caluniador causa prejuízo a um terceiro. Isso torna seu ato menos criminoso?
  • Renato Souza  24/11/2015 17:54
    Considero o crime de calúnia bastante próximo ao crime de fraude. Ao falar dele no contexto de liberdade de expressão, o autor (como os ancaps) comete uma falha. Se fraude não é exercício de livre-expressão, porque calúnia seria?
  • Sérgio  24/11/2015 19:46
    Concordo com o Renato Souza. Um inocente pode ser morto por causa de uma calúnia....
  • Ali Baba  25/11/2015 09:52
    Calunia é um crime q nao existe. Pessoas q caluniam outras o fazem com a verdade ou com a mentira. Se com a verdade, aquele q sofre a calunia nada tem a reclamar. Se com a mentira, o caluniador é um criminoso; nao por ter caluniado, mas por ter mentido.

    Obviamente, no segundo caso, cabe desterro e reparação.
  • Renegado  25/11/2015 10:25
    Trader entendo perfeitamente seu comentário. No entanto, permita-me discordar. Vou usar o exemplo da babá, como mencionado a babá muito renomada, está a anos no mercado, então uma potencial concorrente vem e espalha o boato no mercado de que a babá renomada bate nas crianças, consequentemente o boato se espalha chegando aos ouvidos dos clientes. Neste momento os clientes vão pensar: "Meu Deus, será mesmo?" Pode ser verdade, como pode ser mentira. Alguns realmente podem acreditar e dispensar a babá imediatamente. No entanto, a maioria que já empregou o trabalho dela (afinal ela é renomada), pelos trabalhos já realizados, vão dar o direito a dúvida e vão continuar com o trabalho dela. É claro que vão ficar mais atentos (comportamento das crianças, hematomas etc..) e por fim, vão perceber que o boato é isso mesmo, só um boato.
    Acredito que não há dúvidas de que a coca cola é renomada. Eu tenho uma empresa de refrigerantes concorrente (Pepsi) e então espalho boatos negativos sobre a coca cola. Esses boatos se espalham por todo mercado. A dúvida é: Os clientes vão dar importância para estes boatos e vão deixar de consumir a coca cola? Eu acredito que a grande maioria não. Quando a Record fez uma reportagem difamando a coca cola, (um cidadão disse que tinha soda cáustica dentro da garrafa, outro disse que encontrou um rato e etc), a empresa não fechou as portas aqui no Brasil. Também não vi ninguém dando importância, pois a marca coca cola já é renomada. As pessoas, mesmo que involuntariamente, usam o bom senso nestes casos.
  • Anarquista  25/11/2015 16:14
    Eu não acredito que difamação apenas com palavras - sem incorrer de forjar fatos, documentos, etc - deva ser considerado crime. Vou tentar brevemente discorrer sobre isso.

    É preciso primeiro que as pessoas deixem de ser ingênuas, e acreditem em tudo que alguém fale, pois essa é uma caracteristica que acho perigosa. Um boato mentiroso sobre a reputação de alguém nada mais é que 'a sua palavra contra a minha'. Caso alguém espalhe um boato falso, você continuaria acreditando no que essa pessoa falar posteriormente? Essa pessoa ficaria desacreditada, não? Teriamos cautela a lidar com pessoas que mentiram intencionalmente sobre alguém, não improvavel que boicotes ocorreriam ao mentiroso que intencionalmente tentou enganar terceiros sobre alguém.

    Então existe um segundo tipo, o boato 'anonimo'. Esse não incorre dos perigos acima, mas a pergunta é, você vai acreditar numa pessoa que dá a sua palavra ou num boato anonimo sem nenhum 'fiador' da credibilidade do mesmo?
    Hoje até vejo que sim, há pessoas que tendem a crer no boato anonimo, mas isso acredito que seja apenas um problema de maturidade e inocência. Ainda existirão pessoas que acreditem em qualquer coisa, mas essas são as mais manipuláveis, em todos os aspectos - além de acreditarem em boatos sem evidências, serão enganadas em propagandas falsas, podem ser cooptadas para causas sem saber seu real objetivo, etc.

    O ponto que acho perigoso quanto a punição do difamador, é que em última instância uma fala será crime, e a reputação agora pode ser algo exato, uma verdade geral absoluta, o que dificilmente o é num mundo real.
    Pior, abre precedente para que alguma organização possa criminalizar a opinião de que ela é ruim, ou que realize algum processo reprovável, e possa punir quem dizer o contrário - já que estaria ferindo essa reputação.

    Não nego que o boato possa atrapalhar até em muito alguma pessoa, mas vejo aí o problema é de quem se deixou acreditar sem provas - apenas foi convencido - do boato. Se o público a que você oferece serviços é suscetível a boatos, irá te atrapalhar é claro, mas foi uma livre escolha deles em acreditatem numa mentira. Você acredita em tudo que te falam sem provas? Pois esteja preparado pra ouvir muitas mentiras que te contem para tirar proveito de você, não acho que ingenuidade deva ser protegida, se isso é feito essa caracteristica tende a se alastrar, e mais fácil é para se manipular uma grande massa ingenua e sem senso de responsabilidade.

    Apenas um último adendo, se um grupo de pessoas resolver livremente se associar e decidir que nesse nosso espaço X (propriedade privada dos associados) a difamação é crime, com conscentimento dos envolvidos, ela passa a ser legitima. Nesse caso específico de associação voluntária se poderia criminalizar qualquer mentira por exemplo.
  • Andre  25/11/2015 15:25
    Trader Carioca, também já tive a mesma dúvida que você.
    Hoje entendo que impedir alguém de falar o que quer, mesmo que difamando, subestima a capacidade do espectador de discernir o certo do errado.
    Além disso, essa mesma baba que você citou como exemplo, ao ser questionada sobre detalhes do delito cometida pela outra, em algum momento escancará a mentira.
    Logicamente que existirão alguns pontos fora da curva, ou seja, reputações manchada ou até destruídas em decorrência da difamação, mas penso esse ser um "preço pequeno" em prol da liberdade de expressão plena.
    Abç
  • Fagner  24/11/2015 14:07
    Vejo muitos hipócritas, tanto direita/esquerda, defender liberdade de expressão, mas sempre que se ofendem com algo que foi publicado em local privado seguido de regras privadas (facebook, youtube) eles recorrem ao estado, denunciam, ou mesmo o governo ao se ofender também por forma coercitiva derruba essas opiniões (vejam 2 videos recentes do Daniel Fraga que foram retirados do YT). E depois disso tudo isso vejo politicos e intelectuais dizerem que democracia é o mesmo que liberdade.
  • Capital imoral  24/11/2015 14:13
    Uma pessoa que grita "fogo!" em um cinema lotado está violando um contrato implícito: as pessoas que estão no cinema pagaram para ver o filme sem serem perturbadas.
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    Este mesmo contrato implícito vale para a democracia.

    Uma pessoa não pode gritar "Sonegue imposto", em uma nação lotada de pessoas, pois está violando o contrato implícito: As pessoas que pagaram por segurança,educação,saúde esperando que seja de graça em contra ponto, através dos impostos, esperam receber por esses serviços sem serem perturbadas, por sonegadores e badernistas.

    Mas você pode utilizar o argumento, que é uma associação forçada, portanto, neste caso é legitimo sonegar, só que novamente, se fazermos um referendo perguntando se querem democracia ou anarcocapistalismo, é muito provável que a democracia vença, portanto a mesma maioria do cinema prevalece sobre o individuo gritando fogo.

  • Décio Pinto  24/11/2015 14:33
    "Uma pessoa não pode gritar "Sonegue imposto", em uma nação lotada de pessoas, pois está violando o contrato implícito"

    Já começou errado.

    Não há "contrato implícito" que envolva o confisco de dinheiro de terceiros. Você e eu não podemos firmar um "contrato implícito" se tal contrato só pode ser cumprido por meio do roubo e da espoliação de terceiros.

    "As pessoas que pagaram por segurança,educação,saúde esperando que seja de graça em contra ponto, através dos impostos, esperam receber por esses serviços sem serem perturbadas, por sonegadores e badernistas."

    As pessoas que pagaram por segurança, educação e saúde têm todo o direito de exigir isso. Mas não têm o direito de exigir que terceiros sejam espoliados para complementar o butim.

    Isso seria o equivalente a eu pagar um plano de saúde privado e uma empresa de segurança privada e, ainda assim, obrigar que você me dê dinheiro para ajudar a complementar esses serviços.

    "se fazermos [sic] um referendo perguntando se querem democracia ou anarcocapistalismo, é muito provável que a democracia vença, portanto a mesma maioria do cinema prevalece sobre o individuo gritando fogo."

    Se fizermos um referendo perguntando se você deve ser tributado em 90% do seu salário (de modo que o butim seja redistribuído igualmente entre os eleitores), ou se você deve colocar seu carro e sua casa à disposição "do povo", ou mesmo se você deve ser obrigado a dar a bunda para saciar seu vizinho homossexual, e tal proposta for aprovada, a democracia venceu. Mas e a moral?
  • Pobre Paulista  24/11/2015 14:44
    Vc é irmão do Caio e do Armando?
  • Capital imoral  24/11/2015 15:50
    Sobre o rei e a democracia

    A democracia é como um grande Reinado, O rei te da o principal produto, que manteve os humanos vivos durante a história, este produto chama-se segurança, tudo absolutamente tudo é consequência desta pequena coisa. e ele cobra o preço para de dar esse "pequeno" produto, que é a sua vida em segurança, este preço é o imposto. Este produto tão ignorado, é o que nos mantem seguros dos bárbaros, é o que impede que países sejam roubados, que mulheres sejam estrupadas e homens mortos, como provou a história. Este é o pequeno preço da segurança.

    Conforme as sociedades cresceram, instaurou-se a democracia, princípio esse que leva em consideração valores cristãos, que por sua vez deu voz ao povo. A democracia foi consequência da busca por segurança contra os bárbaros de fora junto a com "conceito novo" chamado liberdade. e isso me leva a outro conceito, a sociedade.

    O que à a sociedade? São indivíduos organizados que tem opiniões e posições, a história secular provou que sozinho você não conseguia nada, mas quando você se juntava com outros como você, formava-se uma sociedade, assim como na democracia, essas organizações tem valores, que somente foi possível, graça aquela segurança que foi dada de presente pelo rei. O que o rei cobra em troca deste grande presente chamado vida? O imposto.

    Você é livre para não fazer parte disso, assim como você era live para não fazer parte do reinado, viva no mato, tenha uma vida solitária e cruel, viver em sociedade implica estar de baixo da assa do reinado.

    Você pode utilizar o argumento individualista, que você como indivíduo, tem direito a liberdade, propriedade e vida, que luxo! Que luxo alguém no século 21 fazer tal afirmação, ignorando todo o passado e presente que permitiu o simples ato de pronunciar tais palavras sem perder o pescoço.

    As pessoas sempre vão escolher assistir o filme democracia, não somente por princípios morais formados através dos tempos, mas porque é isso que vão manter elas vivas.
  • Capital imoral  24/11/2015 14:56
    Uma pessoa que grita "fogo!" em um cinema lotado está violando um contrato implícito: as pessoas que estão no cinema pagaram para ver o filme sem serem perturbadas.

    Mas e a moral?
    você não pergunta a moral neste momento, neste mesmo cinema tem uma maioria que fez a escolha de assistir o filme (A democracia), e tem o pequeno baderneiro gritando fogo (o sonegador). no cinema ninguém está perguntando, "mas e a moral" para o cara que está gritando fogo, e defendendo com louvor o direito dele gritar fogo.

    Porque em principio o próprio ato de escolher o filme (a democracia) já é ato moral em si, essa escolha inclusive vem de uma história secular de moralidade, a igreja, o capitalismo, a busca por igualdade, o conceito de liberdade, em resumo a democracia é resultado desta busca por moralidade.

    Os próprio capital social humano, entre elas a igreja, define a moralidade em uma democracia.
  • Fagner  24/11/2015 15:01
    O ponto mais falho da democracia, eh a imposição do socialismo pela maioria, e sempre haverá pequenos grupos com demandas para que outras paguem. Assim funciona com a liberdade de expressão; os gays fazem suas passeatas em local nao privado, enfiam crucifixo no anus, e chamam isso de liberdade de expressão, mas a sociedade hoje nao permite que alguém nao goste de gays. Ou seja, a democracia acima do indivíduo
  • Maicosuel  24/11/2015 15:48
    Ou seja, a democracia acima do indivíduo: Ou seja, COLETIVISMO.
  • Jonas  24/11/2015 15:19
    Além do que vc disse, Décio, tem mais uma coisa aí que o tal "capital imoral" não se dá conta:

    no exemplo do cinema, EXISTE, de fato, um contrato. Talvez fosse melhor colocar ali a expressão "cláusula implícita" no contrato existente.
  • Maicosuel  24/11/2015 15:17
    O estatista precisa colocar o "não-pagamento" de impostos como o pior dos pecados pq, claro, é dessa fonte que ele vive (ou quer viver).
  • Alexandre  24/11/2015 15:37
    Quem discordar da democracia está negando o seu contrato, portanto não deveria ser obrigado à ele. Um grupo forçar um contrato contra um grupo menor é completamente imoral, fico surpreendido em ver as pessoas não observarem algo tão simples quanto isto.
  • Maicosuel  24/11/2015 15:48
    Concordo.
  • Pobre Paulista  24/11/2015 16:15
  • Maicosuel  24/11/2015 17:16
    Pobre Paulista:

    qual foi a parte do "um grupo forçar um contrato contra um grupo menor é completamente imoral, fico surpreendido em ver as pessoas não observarem algo tão simples quanto isto" que vc não entendeu?
  • Pobre Paulista  24/11/2015 20:21
    Maicosuel, creio ter entendido tudo. Se algo me passou desapercebido, vc poderia me indicar, por favor?
  • Maicosuel  24/11/2015 21:03
    Pobre Paulista:

    você e o Alexandre estão de acordo, e não em desacordo: o Alexandre também acha que esse papo de "contrato social" (para justificar a democracia) é furado. A menos que eu esteja equivocado a respeito da opinião dele; mas é o que se depreende da frase que transcrevi.

    Abraço cordial.
  • Pobre Paulista  24/11/2015 21:14
    Maicosuel

    Ué, foi exatamente por isso que eu linkei aquele artigo para ele...
  • Maicosuel  24/11/2015 22:09
    Então me desculpa, cara. Achei que você está tentando contrapor o comentário dele por meio do artigo.

    Perdão aí, irmão.

    Abraço.
  • Cidadão de Paz  24/11/2015 16:10
    Concordo com o Capital, mas só acho que sonegadores deveriam ser executados.

    Sempre que o estado tem os recursos, o tratamento das pessoas que precisam é de primeira mão, como visto na polícia, na saúde e na educação social (é preciso reforçar que é a consciência de classe o objetivo social dos ministérios e secretarias de ensino na nossa pedagogia). Logo, todos eles são cúmplices não só de todos os problemas do país que estariam resolutos caso não existissem como sempre ocorre em um estado mais poderoso.

    Mas para isso, o povo brasileiro tem de crescer e formar sua identidade nacional-partidária, que infelizmente, por causa do mau ensino, ainda não tem. Tudo isso é somente uma tola utopia minha de paz e preservação dos direitos sociais.

    Sou contra as armas. Sou pela vida. Sou da paz.
  • Fagner  24/11/2015 17:37
    Cidadão da Paz, em que mundo você vive? Tudo que vc disse eh válido, so que ao contrário!
    Se vc eh pela paz, então tem que ser a favor do porte de armas.
    Sonegar nao é crime, pois nao existe um contrato entre vc e estado.
    E essa idéia de patriotismo está morto, patriotismo significa populismo de politico, que vai sempre fazer algo em "prol da patria" visando claro, seus próprios interesses
  • Batista  24/11/2015 18:16
    Pessoal,

    O "cidadão da paz" e o "capital imoral" estão sendo irônicos. São personagens! Basta observar as contradições nos posts para entenderem que isso é a expressão de como pensa o "homem médio" brasileiro.

    Lembram dos típicos filósofo, sociólogo, alunos de humanas? Então!

    A turma está no veneno e não consegue distinguir "brincadeira séria" de "coisa séria".
  • Edujatahy  24/11/2015 18:47
    Batista,

    O Cidadão de Paz é de fato um personagem, O capital imoral eu tenho minhas dúvidas ainda.
  • opinador  24/11/2015 18:53
    Ufa....rs

    esses personagens são tão reais rs pegaram td mundo...rs

    Mas existe gente que pensa assim pode acreditar...rs

  • opinador  24/11/2015 18:18
    Pq sonegadores precisam ser executados ?

    Mao tse-tung agora ? rs

    Essa é a premissa do socialismo: as pessoas devem contribuir a força.

    Agora moralmente correto é se a pessoa não quer contribuir não contribua.

    Sou totalmente a favor do anarco capitalismo, porém eu acho que a curto prazo não pega. pq ?

    As pessoa tem a mentalidade estatizada enraizada.

    Agora eu acho que até uma minarquia pudesse ser melhor que é hj, porém após um exato momento de transição as pessoas poderiam escolher entre usar os serviços publicos ou não.

    Nessa minarquia td tributo seria um boleto enviado mensalmente com um valor fixo.

    Quem pagar pode usar, quem não pagar não usa.

    Ai a gente viria o que é melhor: o estado ou a iniciativa privada.

    Seria a melhor maneira de ir para o anarco capitalismo de uma forma mais suave.

    Cada um escolhe. se quer usar serviços estatais ou não.

    te garanto, depois de uns 5 anos o estado acabaria...rs


  • Edujatahy  24/11/2015 18:38
    5 anos?
    Não dou nem 1.
  • Anônimo  24/11/2015 18:41
    Só uma coisa: as pessoas têm mentalidade estatista, logo, não ter estado é ruim?

    Pessoas que querem que o estado (iniciação de força contra inocentes) resolva todos os problemas e esteja em todos os lugares são parte o problema de haver um estado. Eles vão sempre transformar a minarquia em totalitarismo. Sem o estado, são só desinformados com boas intenções, relativistas com terríveis intenções ou niilistas com piores incapazes de fazer alguma coisa útil no planeta e quem ninguém leva a sério. Eles não podem comprar um exército, forçar todo mundo a achar certo e a usar a moeda deles. Dê um canal em que eles podem fazer o que querem contra todo mundo e só os fortalece.

    Abraço.
  • Auxiliar  24/11/2015 16:20
    Consultar em conjunto com o presente artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=619
  • Auxiliar  24/11/2015 16:38
  • Batista  24/11/2015 17:51
    Os "pseudo defensores da causa" não querem liberdade de expressão. Querem poder desconstruir e impor novos conceitos, sem que ninguém os atrapalhe.

    Ou seja, liberdade para fazer o que bem quer, ainda que isso sobreponha a vontade dos demais.

    No entanto, defendem que quem não comunga do "consenso", não pode ter liberdade para discordar.
  • Raquel Luz  24/11/2015 18:07
    Ótimo artigo!
    Acompanho o site a alguns meses e minha visão das coisas sempre são refutadas com a leitura assídua aqui no site.
    Um dos pensamentos que mais me incomodava era realmente da discriminação, e quando isso veio em uma discussão sadia com um amigo meu, ele me falou as mesmas coisas que estão nesse artigo. No começo eu confesso, fiquei incomodada de como isso funcionaria.
    Mas lenda A Revolta de Atlas, isso se tornou claro, através de pensamentos, da razão, das ideias, e jamais da força.

    Apesar de ser uma novata no assunto, me sinto diferente por enxergar coisas que antes passavam desapercebidas por mim. Obrigada por sempre compartilhar de ótimas ideias com todos!
  • Auxiliar 2  24/11/2015 18:29
    Raquel:

    talvez você goste de ler esses dois:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=885

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=320


    Abraço fraterno.
  • Auxiliar   24/11/2015 18:31
    Outro ensaio para ler em conjunto com o presente artigo:


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=914
  • Ze Dendagua  24/11/2015 18:40
    O que dizer de uma livre associação de relação conjugal entre um adulto e uma criança (não entrou ainda na puberdade)?
    Digamos que, ao ser questionada, a criança diga que se associou por vontade própria e deseja permanecer nesta associação.
    Digamos que os pais da criança confirmam isso e a apoiam.

    O que os anarcocapitalistas pensam sobre isso?
    É um problema? Caso afirmativo, qual seria a solução num mundo ancap?
  • Mendigo  24/11/2015 21:19
    Uma criança (que ainda não entrou na puberdade) ainda não tem capacidade de consentimento.

    Logo, não há como imaginar a hipótese de que "a criança diga que se associou por vontade própria"
  • Paupérrimo Afegão  24/11/2015 23:50
    Se fosse no ocidente, a reação seria de completo nojo das pessoas. A tendência seria que este tipo de coisa exótica por aqui nem seria sabida, assim como é hoje. Em outras culturas, em que o ostracismo não tem história (geralmente porque o uso da força já se disseminou como solução para todos os problemas) e não há se quer uma pessoa se perguntando que tipo de mundo deixará aos filhos, ficaria exatamente como é hoje. Acho improvável até que seria anarcocapitalista.

    Apenas acredita que onde a população acha certo fazer algo contra crianças, não é o estado que vai proibir. Os países que fazem este tipo de casamento não são nenhum bastião de debate sobre direitos de propriedade e autopropriedade, para ser gentil.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  24/11/2015 19:40
    "Um estabelecimento que proíbe a entrada de negros é tão válido quanto um que proíbe a entrada de brancos. Um estabelecimento que proíbe a entrada de homossexuais é tão válido quanto um que proíbe a entrada de heterossexuais. Um estabelecimento que proíbe a entrada de judeus é tão válido quanto um que proíbe a entrada de neonazistas.

    Associação forçada não é liberdade de associação.
    "

    Como é que é?! Estabelecimento comerciais como um mercado estão inclusos nesse exemplo? O autor acha legítimo, e porque requer coragem defender a livre associação, que um mercado qualquer só aceite clientes brancos nas suas lojas, por exemplo? É sério isso?!

    Será que esse demente não entende que o reconhecimento do núcleo essencial da dignidade humana vem ANTES de qualquer outra coisa? e que você recusar atendimento a uma pessoa simplesmente por ela ter a pele negra significa negar o estatuto ontológico primeiro e radical de ser humano no outro? e que isso é algo com o qual a civilização ocidental vem se debatendo há séculos, evoluindo a duríssimas penas (sendo o cristianismo um marco inaugural neste sentido)?





  • Rogério  24/11/2015 23:51
    "Estabelecimento comerciais como um mercado estão inclusos nesse exemplo?"

    A sua casa está incluída neste exemplo? Se sim, então qualquer outra propriedade privada também tem de estar. Se não, então você tem de explicar por que você pode não autorizar um neonazista a entrar na sua casa, mas tem de obrigar um cabeleireiro gay a prestar serviços para um skinhead.

    "O autor acha legítimo, e porque requer coragem defender a livre associação, que um mercado qualquer só aceite clientes brancos nas suas lojas, por exemplo? É sério isso?!"

    Em um estabelecimento privado, só pode entrar quem o proprietário autorizar. Assim como na sua casa certamente só entra quem você permite (e na minha também), na padaria do seu Manuel só entra quem ele quiser. Obrigar o seu Manuel a servir quem ele não quer é totalitarismo.

    É difícil entender isso?

    Obviamente, se o seu Manuel incorrer na burrice de barrar negros, gays, lésbicas, feministas ou anões do seu estabelecimento, ele certamente passará a ser visto com um preconceituoso intolerante, a notícia se espalhará, ele perderá clientela, tomará sérios prejuízos e acabará indo à falência.

    Totalitários têm dificuldade para entender que o mercado é a mais poderosa ferramenta anti-preconceito que existe. Qualquer empreendedor que porventura demonstrar um comportamento preconceituoso será imediatamente mal falado nas redes sociais, seu empreendimento será boicotado e ele falirá.

    Parodiando a sua própria estupefação, é sério que você não entende isso?!

    O resto de seus relinchos e gemidos não merecem comentário, por uma simples questão de higiene (é tão original chamar os outros de dementes...).

    Fica apenas uma pergunta: se você for a um restaurante e o proprietário se recusar a atendê-lo porque o conhece bem e o considera (corretamente) um asno e tem desprezo pelo seu totalitarismo, você realmente irá obrigá-lo a servir comida para você? Você teria coragem de comer a comida que alguém que lhe despreza está sendo obrigado a lhe servir?
  • PepePoA  25/11/2015 13:06
    "Totalitários têm dificuldade para entender que o mercado é a mais poderosa ferramenta anti-preconceito que existe. Qualquer empreendedor que porventura demonstrar um comportamento preconceituoso será imediatamente mal falado nas redes sociais, seu empreendimento será boicotado e ele falirá."

    Perfeito. Nada melhor que a comprovação prática:

    oglobo.globo.com/rio/cariocas-convocam-boicote-restaurante-onde-gerente-ofereceu-banana-entregadores-negros-18121556

    Só não tenho esperanças que totalitários esquerdistas ainda assim entendam! Livre Mercado é altamente complexo para tais mentes estatizadas.

  • Auxiliar 4  25/11/2015 14:15
    O tal "Rodrigo" diz o seguinte no seu "blog":

    "Trecho de um artigo publicado no site do Mises Brasil, assinado por um tal Walter Williams: (...)".


    Sucede que o "tal de Walter Williams" é "apenas" um dos maiores e mais respeitados economistas americanos, e Distinguished Professor of Economics at George Mason University, uma das maiores instituições universitárias dos EUA.

    E o tal "Rodrigo" - aliás, quem é "Rodrigo", seria um "blogueiro" que fica falando sozinho?? -, além de chamá-lo de "demente", chama o Professor de "ignorante" no tal "blog".

    E tudo isso com um discursinho tosco e totalitário.

    Dá para ver bem quem é o IGNORANTE.
  • Bártolo  25/11/2015 01:17
    o "núcleo essencial da dignidade humana vem ANTES de qualquer outra coisa"?

    Pois é, mas você não aplica isso para você mesmo, pq o seu totalitarismo vem antes.
  • Anonimo  25/11/2015 02:02
    'O autor acha legítimo, que um mercado qualquer só aceite clientes brancos nas suas lojas, por exemplo? É sério isso?!'

    Esse foi um exemplo hipotético a título de uma argumentação que a sua mente limitada não conseguiu entender.O objetivo não tem nada com racismo, é só mostrar a hipocrisia da esquerda que faz a mesma coisa, só que quando é pros ungidos do politicamente correto, aí 'não tem problema'
    Sério, como é que vc acha que o Walter Williams ia querer uma coisa dessas sendo que ele mesmo é negro? Cara, deve ser muito bizarro viver nesse seu mundo onde qualquer coisa além do óbvio, vc lê e não entende nada.
  • Edujatahy  25/11/2015 11:37
    O Rodrigo decai a cada postagem... Agora ele está defendendo a intervenção estatal na propriedade para fins de eliminar a "discriminação".
    Triste.
  • Auxiliar 3  25/11/2015 13:43
    Pois é, conforme disse outro colega, esse Rodrigo é corajoso: não tem medo de passar vergonha.

    E o Walter Williams, pelo visto, feriu a sensibilidade do sujeito...

    Talvez ele fique ainda mais histérico com esse artigo do Art Carden:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=320

    E ainda mais com esse do Walter Block:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=885


    Aliás, vale lembrar esse trecho de outro ensaio do Block:

    "Eis uma lista de pessoas devotamente religiosas que eu conheço pessoalmente e que fizeram grandes contribuições para a causa da liberdade:

    William Anderson, Peter Boettke, Art Carden, Stephen W. Carson, Alejandro Chafuen, Paul Cwik, Gary Galles, Jeff Herbener, Jörg Guido Hülsmann, Rabino Israel Kirzner, Robert Murphy, Gary North, Ron Paul, Shawn Rittenour, Lew Rockwell, Joann Rothbard, Hans Sennholz, Edward Stringham, Timothy Terrell, David Theroux, Jeff Tucker, Laurence Vance, Tom Woods, Steven Yates.

    E não podemos também deixar de mencionar a Escola de Salamanca, povoada e divulgada, principalmente, por padres como estes: Dominicanos: Francisco de Vitoria, 1485—1546; Domingo de Soto, 1494—1560; Juan de Medina, 1490—1546; Martin de Azpilcueta (Navarrus), 1493—1586; Diego de Covarrubias y Leiva, 1512—1577; Tomas de Mercado, 1530—1576. Jesuítas: Luis Molina (Molineus), 1535—1600; Cardeal Juan de Lugo, 1583—1660; Leonard de Leys (Lessius), 1554—1623; Juan de Mariana, 1536—1624.

    Essa escola de pensamento é genuinamente nossa predecessora moral e intelectual. Para a contribuição da Escola de Salamanca para o movimento austro-libertário, ver aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.(...).

    As opiniões acima expressadas são consistentes com o ponto de vista do meu eterno mentor, Murray Rothbard. Esse brilhante erudito, que frequentemente era chamado de 'Senhor Libertário', justamente por representar a epítome do libertarianismo, era uma pessoa extremamente favorável à religião, sendo especialmente pró-catolicismo. Ele atribuía os conceitos do individualismo e da liberdade (bem como quase tudo de positivo que havia na civilização ocidental) ao cristianismo.
    " (www.mises.org.br/Article.aspx?id=834)

  • Batista  25/11/2015 13:47
    Rodrigo,

    Numa rápida pesquisa no seu blog Sintesespirito, ou Sintetizando, é possível observar suas posições acerca do tema do artigo em questão.

    Abaixo, destaco trecho:

    "Um estabelecimento que proíbe a entrada de negros é tão válido quanto um que proíbe a entrada de brancos. Um estabelecimento que proíbe a entrada de homossexuais é tão válido quanto um que proíbe a entrada de heterossexuais. Um estabelecimento que proíbe a entrada de judeus é tão válido quanto um que proíbe a entrada de neonazistas.

    Associação forçada não é liberdade de associação. "
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2229

    Sim, é isso mesmo. O autor dessa 'brilhante' construção ignora o sonoro fato de que os homens, em seu estatuto ontológico radical, são iguais, e que portanto 'um estabelecimento comercial que negue atendimento a uma pessoa com fundamento na cor da sua pele está, na verdade, negando a condição de ser humano do outro, e isso a nossa sociedade repudia, graças a Deus. A civilização ocidental se debate com o tema há muitos séculos. A compreensão dessa verdade essencial, inaugurada supremamente com o advento do cristianismo, não se deu sem duríssimas lutas e muito derramamento de sangue. Tem de ser muito mal intencionado e ignorante pra não perceber isso'.

    Usando de minha liberdade de expressão, afirmo que isso é um dos maiores absurdos que já li em muito tempo. Irresponsabilidade tem limite. E pra cima de mim, não!
    "

    Em algumas coisas eu até concordei com o Sr., mas percebo que você não entendeu (ou talvez eu) o real objetivo desse artigo, que creio seja trazer um debate mais aprofundado sobre liberdade de expressão, de um ponto de vista que, confesso, ainda não havia parado para refletir.

    Na minha opinião, o artigo levanta uma discussão ainda mais ampla, trazendo para a discussão os dois lados da moeda. Em eventos de feministas é permitida a entrada de homens, ainda que sejam gays? Eventos de grupos raciais aceitam brancos (ainda que descendentes de negros) em suas discussões?

    Uma outra postagem do seu blog, chamada Vergonha Nacional.

    "Vergonha nacional

    Essa geração que hoje está entre os 55 e 70 anos de idade é a pior geração que já existiu no Brasil. São os sujeitos que trocaram a religião cristã por uma ideologia materialista da mais grosseira qualidade. e que ainda não satisfeitos, deixaram o comunismo se alastrar pelo país. Agora nós, que vivenciamos a profunda desmoralização, teremos de consertar essa cagada total.
    "

    Preconceito. Ainda que usufruindo de uma liberdade para falar, isso pode ser entendido como preconceito.

    E se me permitir discordar, a geração a que se refere como sendo "a pior que já existiu no Brasil", é INFINITAMENTE superior à geração Orkut, Facebook, funk ostentação, que não conheceu o voto manual, e que também são frutos do socioconstrutivismo que o seu professor Olavo de carvalho diz. E acredito que não será com o legado dessa geração preocupada com celular, rolezinho em shopping, musiquinha de merd*, novelas, que será consertado o Brasil.

    Outra: será que a culpa do comunismo no Brasil e no mundo é dessa geração à qual você se refere ou aos milicos que não se preocuparam com isso? Leia um pouco sobre o General George Patton e tire suas próprias conclusões.

    Quanto a esperar de você algum comentário deferente acerca do movimento libertário e suas ideias, acho muito difícil. Mais uma vez, vejo palavras e jargões do Olavo de Carvalho no seu modo de expressar.
  • Aprendiz  25/11/2015 14:05
    Batista, veja só o que encontrei por lá, creio que o Leandro, Chico e outros colaboradores do IMB deveriam ver, pode ajudar em respostas futuras.
  • Vigilante  25/11/2015 14:18
    Segue aqui o que o Rodrigo falou sobre os "libertários":




    www.sintesespirito.blogspot.com.br/2015/11/enrabando-um-libertario.html
  • Batista  25/11/2015 15:43
    Aprendiz,

    Sim, mencionei no meu comentário anterior.

    Inclusive um que ele fala sobre a "geração vergonha nacional". A julgar pela sua foto no blog, pela idade, suponho que ele seja filho de alguém que o próprio rotula de "vergonha nacional". Curioso, não?

    Ou seja, segundo essa linha de pensamento, a culpa - da situação atual - seria dos progenitores, não da prole...
  • Rennan Alves da Costa  25/11/2015 15:58
    O curioso é que, nos últimos artigos, o sujeito foi violado em seu órgão excretor repetidas vezes por diversos comentaristas.

    Pelo visto este sujeito sofre da Síndrome de Estocolmo, sempre retorna pedindo "bis".
  • Taxidermista  25/11/2015 16:09
    Exatamente isso, Rennan.

    Muito bem observado.
  • Auxiliar 5  25/11/2015 16:19
    E o ... do sujeito foi violado nesse artigo também. De novo.
  • Mestre dos Magos  25/11/2015 16:42
  • Aprendiz  25/11/2015 13:54
    Rodrigo Pereira Herrmann, parece que é difícil você compreender o que significa propriedade privada.

    Seu Manuel não gosta de gays, e por isso os proíbe em seu estabelecimento. Quem tem o direito de forçar ele a aceitar atender esse grupo que ele despreza? O estado? Por quê? Oras, você acha realmente que o estado deve intervir no acha seu Manuel (sei que você não mencionou o estado, mas deduz que alguém deve forçar seu Manuel a fazer o que ele não quer)? E se não for o estado, alguém deve invadir e destruir a propriedade de seu Manuel só porque ele não gosta de gays?

    Agora reflitamos: você sabe que seu Manuel não gosta de gays. Você é livre para ir comprar em outro lugar. Livre para comentar com quem quer que você conheça. Um gay não vai querer comprar lá se souber disso. As pessoas que não gostarem dessa situação vão boicotar o estabelecimento de seu Manuel, que ficará difamado e terá uma clientela restrita. Se ele não fizer algo, logo irá a falência.

    Temos atualmente um exemplo que ajuda a entender esse: O Boticário fez uma propaganda em que pôs um casal de homens. Logo após isso, muitos cristãos fizeram uma "campanha" na internet, compartilhando aquilo que eles acham detestável. O que se seguiu foi a recusa dos cristãos em comprar os produtos do O Boticário, fazendo com que essa empresa perdesse alguns milhares de clientes (isso aqui estou supondo, pois não tenho fontes concretas). Porém, a outra parcela de clientes ainda continua comprando seus produtos. O boicote por parte dos cristãos não fez efeito (excluo aqui a repercussão dessa "campanha"), e O Boticário continua lucrando tranquilamente.

    PS: Rodrigo Pereira Herrmann, você também tem a liberdade de querer que alguém force a outro a aceitar suas opiniões, mas isso até o dia em que fizerem isso com você.
  • Estagiário  25/11/2015 20:03
    Engraçado que você deu exemplo do boicote como uma ferramenta que possui o consumidor para se defender de práticas ruins mas logo em seguida deu um exemplo concreto de que esse mesmo boicote não serve para porcaria nenhuma.

    Se fosse para dar um exemplo positivo*, ou seja, um que desse apoio à sua idéia, que desse o exemplo das massas Barilla: g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/2013/11/apos-polemica-com-gays-barilla-lanca-acao-de-diversidade-e-inclusao.html.

    *'positivo' no sentido de ter o boicote sido bem-sucedido. A meu ver, não há nada de positivo nisso.

    Por falar em boicote, teve o caso da cadeia de restaurantes americana Chick Fill A (https://en.wikipedia.org/wiki/Chick-fil-A_same-sex_marriage_controversy). Nesse caso houve um boicote e um contra-boicote, tendo a empresa se dado bem ao final. Esse sim foi um caso positivo.
  • Ricardo Santos  25/11/2015 03:09
    Um guia simples para os asnos é pensar em Propriedade Privada. Claro que é difícil para pequenos ditadores totalitários que amam o seu estado, mas ainda há cura. Já vimos vários convertidos que tiveram um estalo e colocaram a cabeça para funcionar. Outra opção é manter-se nessa canalhice do politicamente correto até que a sua própria opinião seja malvista e criminalizada.
  • Souza  25/11/2015 10:13
    Now this cannot be ignored when it comes to freedom of courage. By the way, it is a good article and I noted down some good points in it too. Williams, thanks for writing the post and sharing your valuable insights.
  • Quagmire  25/11/2015 11:40
    Olhem essa reportagem pessoal:

    Indústria de salmão no Chile defende intervenção

    www.valor.com.br/agro/4328568/industria-de-salmao-no-chile-defende-intervencao

  • Viking  25/11/2015 11:50
    uma dúvida em off do tópico:

    o correto é misiano, ou misesiano?
  • Auxiliar 2  25/11/2015 13:22
    o correto é "misesiano"
  • Dmitri Shostakovich  25/11/2015 19:24
    O correto é "Liberal" ou "Liberal clássico".
  • Rennan Alves da Costa  25/11/2015 11:50
    Alguém tem o link do artigo original?
  • Taxidermista  25/11/2015 14:36
    Prezado Rennan:

    Ele tem um outro parecido no FEE, em que ele conclui:

    "While many of us, including me, find some aspects of racial discrimination morally repulsive, we must at the same time recognize that freedom of association should be our overreaching value. Valuing freedom of association does not mean that we are helpless in registering revulsion to various forms of discrimination. There are private social sanctions that can be exercised similar to those exercised when people behave impolitely, use vulgar language, or disrespect elders. But the largest contribution to racial harmony that we can make is to keep government limited to its legitimate or moral functions, namely, preventing force, fraud, theft, and the initiation of violence." (fee.org/freeman/discrimination-and-liberty/)


    E tem dois livros com ensaios falando sobre o tema:

    www.amazon.com/American-Contempt-Liberty-Institution-Publication/dp/0817918752/ref=pd_sim_14_1?ie=UTF8&dpID=51uXh2r5zvL&dpSrc=sims&preST=_AC_UL160_SR107%2C160_&refRID=1BJNCQM4PY3A9S643X3S

    www.amazon.com/Liberty-Versus-Tyranny-Socialism-Controversial/dp/0817949127/ref=asap_bc?ie=UTF8

    E um específico:

    www.amazon.com/Race-Economics-Discrimination-Institution-Publication/dp/0817912452/ref=asap_bc?ie=UTF8


    Caro Rennan, tudo isso, na verdade, foi para compensar o fato de que não achei o link do artigo original; mas, ao menos, tentei dar uma colaboração.

    Abraço cordial.
  • Rennan Alves da Costa  25/11/2015 16:37
    Prezado Taxidermista, agradeço sua complacência em ampliar minha literatura.

    O que quero é verificar alguns trechos no artigo original, creio que eles sejam a causa da pequena discussão acima sobre o aspecto legal da "calúnia".
  • Emerson Luís  25/11/2015 12:50

    Texto brilhante, mais um que precisa ser lido com óculos escuros!

    O Típico Filósofo bem que poderia voltar, suas participações eram muito interessantes!

    * * *
  • Aprendiz  25/11/2015 14:00
    Por algumas vezes acho que o Rodrigo Pereira Herrmann se esforça para tornar-se um novo "Típico Filósofo", mas ele poderia pôr "Típico Estatista".
  • Mestre dos Magos  25/11/2015 18:08
    Boa.
  • Henrique  25/11/2015 13:27
    Prova de como é possível enriquecer pelo "mérito":

    g1.globo.com/pr/parana/noticia/2015/11/banqueiro-andre-esteves-e-preso-pela-policia-federal.html



    Abraços
  • Adelson Paulo  26/11/2015 02:40
    Estou concluindo a leitura de mais um fantástico livro de Friedrich A. Hayek, Os Fundamentos da Liberdade, em que esta questão é tratada com grande abrangência e profundidade. O Instituto Mises deveria tornar este livro disponível no site. Consegui baixar uma cópia (que foi escaneada do original impresso) no seguinte endereço:

    www.libertarianismo.org/livros/fahofdl.pdf

    É uma leitura agradável, acessível aos nãos especialistas em filosofia ou ciências humanas. Leitura obrigatória para quem quer avançar na luta pela liberdade.
  • Felipe R  02/12/2015 18:17
    Antes de mais nada: Walter Williams é um dos meus gurus. Ainda vou tentar pegar uma dedicatória num livro de autoria dele! Tendo dito isso, lá vou eu tretar com uma item específico do texto, reproduzido abaixo:

    """Mas essa questão é a menor de todas. Um problema muito maior envolvendo a liberdade de expressão está na questão da difamação, a qual é definida como o ato de fazer uma falsa afirmação (oral ou escrita) sobre a reputação de uma pessoa. A difamação é criminalizada. Mas deveria ser?

    Essa questão pode ser respondida de maneira mais direta fazendo-se outra pergunta: a sua reputação pertence a você? Em outras palavras, as idéias e os pensamentos que outras pessoas têm a seu respeito são sua propriedade? Teria você o direito de obrigar terceiros a pensar a seu respeito apenas aquilo que você quer?"""


    Reputação tem a ver com o verbo "reputar". Obviamente, quem reputa, reputa alguém, portanto ela pertence ao agente da ação. Daí pra sair espalhando essa reputação pelos quatro cantos, seja ela boa ou ruim, já sai da alçada exclusiva da pessoa, e normalmente entra na propriedade dela. Quando uma reputação específica começa a prejudicar a propriedade privada de outro indivíduo, ou grupo, é preciso que ela seja fundamentada. Não por acaso, quando alguém reputa, o ônus da prova fica com ela, caso a reputação seja questionada. Caso seja mentira, além do agente ser reputado como mentiroso, e cair na desgraça, ele deverá pagar pelos eventuais danos ao patrimônio alheio.

    Que fique claro: não sou contra cada um ter seu próprio julgamento sobre outras pessoas. Mas se for para tornar público, que seja bem fundamentado, caso contrário poderá causar danos infundados à propriedade alheia, crime este que atenta contra um dos pilares do liberalismo.
  • Salario Minimo 2016  21/12/2015 17:03
    Há muitas especulações sobre o salário do salário mínimo de 2016 , mas muito poucos sabem o site oficial para verificá-lo. Mas hoje eu estou indo diretamente para revelar o valor do salário mínimo em vez de dar -lhe a fonte oficial. Assim, o salário do salário mínimo para 2016 vai ser R$867 única
  • Julio CASTRO  10/09/2017 18:06
    Que artigo cheio de politicamente correto! Usando termos de esquerda? Não podemos nos corromper!


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