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Por que Satoshi Nakamoto merece o Prêmio Nobel de Economia

"Estou trabalhando em um novo sistema de dinheiro eletrônico que é completamente peer-to-peer, sem nenhum terceiro de confiança", anunciou um usuário desconhecido em uma lista de discussão online de criptografia, no dia 1º de novembro de 2008. Seu nome era Satoshi Nakamoto. "A monografia está disponível no link http://www.bitcoin.org/bitcoin.pdf", escreveu o autor.

Até então, Nakamoto jamais havia escrito nada na internet. Jamais havia publicado uma monografia. Tampouco havia participado de qualquer discussão de qualquer espécie. Muito menos projetado ou criado qualquer programa de computação. Era um ilustre estranho, anunciando ao mundo uma ideia não original, já tentada no passado, e cuja taxa de sucesso era bastante questionável. Invariavelmente, quase todos os intentos de moedas privadas digitais fracassaram, cedo ou tarde.

A inovação do Bitcoin, segundo seu criador, estava na rede P2P descentralizada, por meio da qual os usuários validariam as transações e emitiriam novas moedas sem precisar de nenhum intermediário.

Um dia depois da mensagem de Nakamoto, veio a primeira resposta na lista de discussão. "Precisamos muito muito de um sistema como esse", replicou James A. Donald, "mas na forma que entendo a sua proposta, não parece que vá alcancar o tamanho necessário". John Levine, o segundo a contribuir no tópico iniciado por Nakamoto, mostrou igual ceticismo.

Outros usuários passaram a participar da discussão, porém, abundavam as dúvidas, e a descrença era geral. O programador até então desconhecido respondeu a todas, e a troca de mensagens durou mais duas semanas até Nakamoto afirmar: "Acredito que trabalhei todos esses pequenos detalhes ao longo do último ano, enquanto eu escrevia o código, e havia muitos. Os detalhes funcionais não estão cobertos pela mnonografia, mas o código-fonte será disponibilizado logo". No dia seguinte, o moderador da lista de discussão encerrou o thread.

Naquele instante, meados de novembro de 2008, o Bitcoin não passava de uma ideia audaciosa com ínfimas chances de êxito. Nem os especialistas da área levavam fé. A ideia de uma moeda digital não era original, mas a forma pela qual Nakamoto afirmava ter projetado era, sim, um tanto inovadora. Mas será que funcionaria? Se algum programador daquela lista tivesse que apostar, a maioria diria que não.

Mas, contra todas as probabilidades, em janeiro de 2009, Nakamoto cumpriu sua promessa e disponibilizou o software para quem quisesse baixá-lo para começar a construir a rede do Bitcoin. Embora agora já se tratasse de um software de fato, e não apenas uma ideia ousada, o ceticismo ainda prevalecia.

Hal Finney, um dos poucos entusiasmados pela invenção de Nakamoto, levantou pontos pertinentes com relação aos enormes obstáculos que o projeto teria para decolar: "Um problema imediato com qualquer nova moeda é como valorá-la. Mesmo ignorando o problema prático de que virtualmente ninguém a aceitará no começo, ainda há a dificuldade de inventar um argumento razoável em favor de algum valor acima de zero para as moedas".

Mas Hal também especulou algo instigante: "Como um experimento mental divertido, imaginem que o Bitcoin tenha sucesso e se torne o sistema de pagamentos dominante mundo afora. O valor total da moeda, então, deveria ser igual ao valor total de toda a riqueza na Terra. Estimativas recentes situam a riqueza total mundial entre US$ 100 trilhões e US$ 300 trilhões. Com 20 milhões de moedas, daria um valor de US$ 10 milhões por cada bitcoin".

Nakamoto não deu muita atenção para o experimento mental do Hal, mas sugeriu que "Talvez fizesse sentido conseguir alguns [bitcoins] caso a tecnologia ganhe tração".

Durante todo o ano de 2009, não houve preço de mercado para a moeda digital. Uma unidade de bitcoin valia exatamente zero. Mas, mais de um ano depois do início do protocolo —precisamente em maio de 2010 —, o usuário "lazlo" entrou para a história ao comprar uma pizza com bitcoins, realizando assim a primeira troca da moeda digital por um produto real. O preço? Nada menos que 10.000 BTC. Isso colocaria o valor de uma unidade de bitcoin ao redor de US$ 0,001, menos que um centavo de dólar. Pouco? Quase nada, na verdade. Mas já era algo acima de zero.

Usando a cotação de mercado atual — cerca de US$ 380/BTC —, a pizza custaria o equivalente a US$ 3.800.000,00. Será que foi um péssimo negócio? Em retrospectiva, é fácil dizer que sim. Mas a realidade em maio de 2010 era completamente distinta da que temos hoje.

Há seis anos, muitos conseguiam minerar com um simples PC, acumulando algumas centenas ou milhares de bitcoins em questão de semanas. Mas quando um bem digital vale zero, tanto faz ter um saldo de 50 ou 10.000 BTC. A probabilidade de que essa quantia continuasse valendo nada — ou muito pouco — por bastante tempo ainda era muito elevada. Naquele tempo, não se sabia nem sequer se o projeto duraria uma semana mais. Cada dia de vida do blockchain, cada novo bloco minerado, já era uma vitória.

Olhando para trás, lá no início do Bitcoin, em 2009, e colocando em perspectiva o tamanho das barreiras que precisaria superar para ter alguma chance de sucesso, o mais fácil e prudente seria aliar-se aos céticos, "a ideia é genial, mas dificilmente daria certo".

Pois o que era o Bitcoin naquela época? Não passava de um mero projeto criado misteriosamente por um programador desconhecido, provavelmente sem qualquer financiamento formal, sem apoio de nenhum governo, empresa ou qualquer entidade; uma inovação da ciência da computação sem nenhum respaldo acadêmico, cujos princípios econômicos contradizem o que ensina grande parte dos cursos de economia ao redor do globo.  Enfim, era uma obra de tecnologia com quase nada a seu favor, a não ser os méritos da própria invenção.

Contudo, contrariando todas as probabilidades, o Bitcoin decolou.

Sete anos após a publicação da monografia de Satoshi Nakamoto, a tecnologia do Bitcoin agora é apreciada e reverenciada pelas principais instituições financeiras do planeta, as quais têm buscado formas de incorporar a inovação de registro distribuído do blockchain às suas operações. Bolsas como a NYSE e a Nasdaq investem em startups e testam projetos-piloto, reconhecendo o potencial promissor de revolucionar os mercados financeiros.

Iniciado como um obscuro projeto de computação com um punhado de interessados, o Bitcoin é hoje a maior rede de computação distribuída do planeta, com uma força de processamento incomparável de mais de 450 milhões de GH/s (ou 450 PH/s).

Para alguns, o enorme potencial reside no blockchain, a tecnologia de registro distribuído. Para outros, é a moeda digital bitcoin o grande protagonista. Em realidade, essa é uma falsa dicotomia, pois ambos são inseparáveis. Não existe bitcoin sem blockchain, e vice-versa. Ambas as partes são intrínsecas à tecnologia. Bitcoin é o nome da invenção.

É verdade que as aplicações de uma tecnologia de registro distribuído são infindáveis, e por isso o mercado financeiro como um todo tem buscado entender e introduzir o blockchain em seus negócios.

Para alguns entusiastas, o que falta para o Bitcoin realmente decolar e chegar ao mainstream é um killer app. Honestamente, discordo. O killer app do Bitcoin é o grande elefante na sala que todos têm se recusado a enxergar: um dinheiro digital apolítico e sem fronteiras. Essa é a função original do invento de Nakamoto e é a primeira aplicação da tecnologia de registro distribuído.

Mas então por que, a despeito de todas as adversidades, o Bitcoin deu certo?

Porque é simplesmente uma invenção brilhante. Nakamoto não criou os algoritmos usados pelo protocolo. Não concebeu a arquitetura de rede peer-to-peer. Tampouco inventou o sistema de prova de trabalho hashcash, fundamental para a inviolabilidade do registro histórico das transações. Mas ele soube juntar cada uma dessas partes, agregando um conjunto de regras e incentivos — aplicando com maestria conceitos de teoria dos jogos e da ciência econômica —, fazendo do todo um sistema de estrutura simples, porém, incrivelmente robusto e nada frágil.

Inverteu-se o modelo tradicional de segurança de redes — centralizado, fechado e com controle de acesso — por um modelo em que a confiança é alcançada de forma consensual por meio da força computacional, em uma rede aberta e distribuída.

Essa combinação de diversas tecnologias com conceitos de teoria dos jogos e de economia faz do Bitcoin uma invenção revolucionária, sem precedentes e com implicações transformadoras.

Nakamoto idealizou e tornou realidade uma moeda puramente digital, cujo lastro são suas propriedades matemáticas criptográficas, baseada em uma rede global sem fronteiras, que não depende de governos ou instituições financeiras; um sistema aberto, transparente e incrivelmente seguro, em que as transações ocorrem diretamente entre duas partes sem o envolvimento de intermediários.

Pare por um momento e pense no feito de Nakamoto. A ideia em si já é sensacional, mas colocá-la em prática e torná-la real é de arrepiar. E quando consideramos a forma pela qual o projeto foi desenvolvido — anonimamente, sem financiamento, sem apoio formal algum, com base no voluntarismo —, o advento do Bitcoin é uma façanha ainda mais extraordinária.

Não é por menos que a criação de Nakamoto antagoniza tanto muitos economistas, pois se trata de muito mais do que apenas uma teoria, ou de algum modelo econométrico sem uso prático; o Bitcoin é a prova cabal de que uma moeda privada pode surgir do mercado, por meio da livre escolha dos indivíduos, sem a mínima necessidade de um decreto governamental — algo que contraria as teorias monetárias dominantes na academia.

A tecnologia do Bitcoin causa perplexidade inclusive entre os economistas da Escola Austríaca de Economia — muitos deles julgavam inconcebível um dinheiro não material, uma commodity não-física, uma moeda digital, abstrata. A tangibilidade, segundo estes, era um pressuposto inalienável de uma moeda saudável e sólida. 

O fato inconteste é que um mero nerd da informática, um programador misterioso, demonstrou que muitos economistas estão equivocados: o dinheiro pode emergir do livre mercado, e a materialidade não é um atributo vital para uma boa moeda.

Em virtude disso tudo, o professor de finanças da UCLA Bhagwan Chowdhry nomeou Nakamoto para o Prêmio Nobel de Economia de 2016. Merecimento definitivamente não falta; o Bitcoin é nada menos que a maior invenção desde a internet. Mas essa distinção dificilmente lhe será concedida; é altamente improvável. Isso em nada apequena a sua obra, porém. Porque Nakamoto não se interessa pelos créditos; ele não almeja a fama ou os aplausos. A sua criação não é para consumo próprio, é um legado para o mundo.

Daqui a uns 10 ou 15 anos, o Bitcoin será visto como uma das grandes invenções deste século, e o nome Satoshi Nakamoto estará ao lado de Johannes Gutenberg, Isaac Newton, Samuel Morse, Thomas Edison, Alexander Graham Bell, Albert Einstein, Tim Berners-Lee; enfim, na companhia das mentes mais brilhantes da humanidade.



autor

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 

  • Pedro Garcia   15/11/2015 14:41
    Muito obrigado, Satoshi.
  • Pedro Ivo  17/11/2015 11:11
    Deveriam criar a Medalha Satoshi Nakamoto por Contribuições à Liberdade.
  • Matheus Popst  15/11/2015 16:41
    Duvido que o Bitcoin venha a se tornar uma moeda de verdade. A maneira como oscila essa coisa, impede transações.

    As pessoas que compram o Bitcoin nunca tem intenções de gastá-lo, mas sempre de especular.
  • Arthur Cruz Domingues   15/11/2015 16:43
    A verdadeira revolução é o Blockchain, a tecnologia por trás do Bitcoin. Dinheiro é apenas uma das possibilidades!
  • Renato Romano   15/11/2015 16:44
    A volatilidade (ainda) é realmente um entrave a utilização do bitcoin. Já pensei várias vezes em aceitá-lo em minha loja como forma de pagamento, mas com tantas variações acabei não o fazendo em nenhuma das vezes.
  • Marcelo Henrique   15/11/2015 16:45
    A volatilidade é algo normal por haver certa desconfiança em relação ao Bitcoin. Na medida em que ela se torna cada vez mais aceita e a desconfiança diminui, a volatilidade também tende a ser amenizada.
  • Antônio Marcos Arduini Gonçalves   15/11/2015 16:45
    A volatilidade está diminuindo com o passar do tempo, veja as estatísticas. A Humanidade nunca teve algo tão bom para ser usado como moeda como o bitcoin.
  • Felix  15/11/2015 18:58
    A votalidade ainda é resultado da baixa adoção do bitcoin.
    Tá com um marketcap de menos de 5 bilhões de dólares, ou seja, ridículo,
    qualquer ricaço da forbes tem várias vezes isso.
    Quando ele tiver nuns 100 bilhões de marketcap aí sim começa o jogo.
  • Mises  14/01/2018 22:47
    Oi? O market cap do bitcoin é de $229,012,175,579 (229 bilhões de dólares)...

    Fonte: coinmarketcap.com/.
  • anônimo  15/11/2015 22:23
    "As pessoas que compram o Bitcoin nunca tem intenções de gastá-lo, mas sempre de especular."

    Afirmação ridiculamente imprecisa e falsa. EU ja usei bitcoin para compras no Amazon(cartão presente). Ja usei como mecanismo de poupanca e outras pessoas usam como remessa desburocratizada e outros como mecanismo de pagamento desburocratizado (= sem necessidade de rede de CC), por exemplo em hotspots wifi monetizados por hora.
    Se quiser criticar que venha no minimo com informacoes mais precisas e não sair afirmando coisas esculachadamente.

    "A volatilidade (ainda) é realmente um entrave a utilização do bitcoin. Já pensei várias vezes em aceitá-lo em minha loja como forma de pagamento, mas com tantas variações acabei não o fazendo em nenhuma das vezes."

    Pesquise sobre bitcoin payment gateway e conhecerá o bitpay e coinbase que permitem o vendedor colocar os precos em dolar e receber em bitcoin e fazer a conversao automatico. Com certeza deve ter um equivalente em r$, inclusive no ultimo hangout da foxbit o Souza afirmou que isso seria implementado. Isso nao é nada novo, o bitpay é o meio de pagamento mais comum no mundo bitcoin. Dizer que o vendedor esta sujeito a flutuacao é desconhecer o meio.
  • Anonimo  16/11/2015 11:17
    'Pesquise sobre bitcoin payment gateway e conhecerá o bitpay e coinbase que permitem o vendedor colocar os precos em dolar e receber em bitcoin e fazer a conversao automatico. Com certeza deve ter um equivalente em r$,'

    Vc só confirmou a desconfiança de que essa coisa não vai ser dinheiro nunca.Dinheiro que pra existir precisa de outro dinheiro pra converter o tempo todo? Nonsense.
    Entre outras coisas é por causa de defesas como essa, com muito fanatismo e pouca razão que eu ainda sou cético quanto ao bitcoin virar dinheiro um dia.
  • Thiago Valente  16/11/2015 21:34
    Mas é claro que todo dinheiro precisa de um parâmetro, se não ele é mera abstração especulativa mesmo. Ora, você lê o Mises? Não entendeu que o dinheiro é um parâmetro para uma transação. Falar que flutuações a inviabilizam é criticar TODAS as moedas do mundo. Ora, veja se o dólar vale alguma coisa por si só. Ele só existe no momento da troca por um produto/serviço ou por outra moeda (tá, tá, ele pode ser usado para limpar bunda tb, aliás, é mais barato usar o papel moeda local na Venezuela).
  • Bruno Salvino   15/11/2015 16:42
    A parte ruim do Nakamoto ganhar o Nobel é que ele estará listado junto com o Krugman... Ao mesmo tempo estará com Hayek também, então tudo bem!
  • Rodrigo Vieira Cândido   15/11/2015 16:42
    Sou programador e esta semana estava estudando o algoritmo do block chain. É incrível a simplicidade. É inegável a genialidade! Sem dúvidas ele merece o prêmio nobel por tamanha criação!
  • Rodrigo Pereira Herrmann  15/11/2015 17:30
    Muito bacana.

    Agora só falta combinar com as elites (financeiras e políticas) que controlam o Fed, o BCE, o BoE e o PBOC. essa gente não gosta muito das palavras concorrência e independência. enquanto eles derem as cartas, pode esquecer.
  • Aluno da magnânima Escola de Economia de Campinas  15/11/2015 19:32
    Impossível essa ''moeda'' funcionar sem a tutela de um órgão como são os Bancos Centrais de hoje. Como vou confiar em algo que não é ''gerenciado'' por nobres PhD's de economia das melhores escolas que tem por aí(como por exemplo, a que eu curso). Essa história de descentralização só serve para criar mais volatilidade.

    Os BC's não existem à toa -estão aí para garantir o poder de compra das moedas.
  • Diego   15/11/2015 21:45
    Amiguinho magnânimo você precisa estudar um pouco mais de historia da moeda.
  • Ali Baba  16/11/2015 10:18
    @Diego,

    Ou isso ou o mais provável: o magnânimo é um personagem.
  • Lucas Braga  16/11/2015 01:43
    "Os BC's não existem à toa -estão aí para garantir o poder de compra das moedas."

    Deve ser por isso que o Dólar dos EUA se desvalorizou 98% desde que o Fed foi criado, em 1913.
    Também deve ser por isso que o Real se desvalorizou 80% desde sua criação, em 1994 (já existia Banco Central em 1994).

    Se você não tiver sido irônico... Socorro, vovô Mises!
  • Gabriel  16/11/2015 14:18
    Eu não sei como as pessoas ainda acreditam nessa velha mentira que de tanto ser contada a maioria já vê como uma verdade inquestionável, para qualquer pessoa o mínimo entendida em economia sabe que o responsável pela destruição da moeda é o próprio Banco Central.

    Dizer que ele protege a moeda é de um cinismo ou um desconhecimento sem tamanho.
  • Janderson  16/11/2015 16:20
    uhauahuahuahauhauhauhau²
  • Leninmarquisson da Silva  19/01/2016 03:04
    Óbvio troll é óbvio.
  • Leninmarquisson da Silva  19/01/2016 03:10
    O que pensam da declaração de Mike Hearn, um cara que largou o emprego na Google para trabalhar com bitcoin, quando disse que a moeda fracassou e que é controlada por um pequeno grupo de pessoas?

    Não acompanho ou entendo dessas coisas, mas se o bitcoin for controlado por um pequeno grupo então ele não é muito diferente do resto das moedas...
  • Andre Cavalcante  19/01/2016 19:27
    Respondido aqui.
  • Vinicius  16/11/2015 01:11
    Um erro no texto. A hashrate não é de 450GH/s, mas sim de 450 milhões de GH/s ou 450 PH/s
  • ANDRE LUIS  16/11/2015 04:06
    Convido todos a conhecer as mais diversas formas de utilização do blockchain. Visitem www.ethereum.org.
    Convido também a visitar o FB/Parlamento Virtual. Preciso de ajuda para implementar esta idéia que utilizará o blockchain como base. Obrigado a todos.

    O que é o Parlamento Virtual?
    Em sua fase inicial, é o embrião de um projeto político que visa dar condições materiais para que o povo exerça o poder diretamente, em conformidade com o parágrafo primeiro do artigo 1 da Constituição Federal.

    Como funciona o Parlamento Virtual?
    Qualquer brasileiro, nato ou naturalizado, poderá fazer um cadastro on line, habilitando-se a votar e a ser votado. Todos os dados serão administrados por meio de rede aberta ponto a ponto (P2P), garantindo lisura e celeridade a todo o processo, desde a identificação de eleitores até a contagem de votos.

    Para que serve o Parlamento Virtual?
    Serve de alternativa ao Parlamento Nacional. Por meio dele, os cidadãos eleitos poderão deliberar sobre criação e revogação de leis, mesmo que sem nenhum poder decisório. Sua mera presença no ambiente virtual já confere materialidade ao parágrafo primeiro do artigo 1 da Constituição Federal, uma vez que o povo poderá a qualquer momento conferir-lhe o exercício do poder legislativo, se assim decidir. O respeito às leis criadas dentro do parlamento virtual seria portanto ato voluntário da maioria.
  • Torrente  16/11/2015 15:12
    Qual o Link para conhecer melhor o projeto de parlamento virtual ?

    Por sinal ja ouviu falar de Bitnation ?
  • ANDRE LUIS  17/11/2015 01:11
    https://www.facebook.com/Parlamento-Virtual-131996433806411

    Obrigado
  • Anonimo  17/11/2015 09:42
    Pra que essa preocupação em citar a porcaria da constituição o tempo todo?
  • ANDRE LUIS  18/11/2015 01:19
    Gostando ou não dela, caro anônimo, ela ainda é a lei maior do país. Vendo-a pelo seu lado bom, ao menos dá ao povo a possibilidade de exercer diretamente o poder, então por que não aproveitar justamente o que ela tem de melhor?
  • Andre Cavalcante  18/11/2015 15:01
    Lado bom? Cê tá de brincadeira...
    Possibilidade do povo exercer diretamente o poder? Eu devo estar vivendo em outra dimensão, porque na minha, a minoria da população vota em um bando de safado que não presta conta a ninguém sobre os seus atos, e a população não exerce quase nenhum poder perante o governo.
  • Edujatahy  18/11/2015 15:42
    Eu já defendi, mais novo, a democracia direta digital.
    Cresce, aprendi mais sobre economia e os estímulos e não tenho motivo nenhum para crer que democracia direta digital seja benéfico.
    Os não possuidores de propriedade irão sempre tentar tirar mais dos possuidores de propriedade. A consequência poderá ser ainda mais desastrosa do que a "república" que vivemos.

    Ao meu ver uma democracia se tivesse de pagar o direito de votar seria menos danosa.
  • Andre Cavalcante  18/11/2015 17:53
    O ideal seria não ter nada disso.

    Mas se é para ter democracia, que seja direta, mas com a restrição de quem poderia votar deveria ser sempre quem tivesse propriedade na região afetada pela decisão sob votação.

    Aliás, a ideia do xará de um parlamento virtual pra mim é trocar seis por meia dúzia. O certo seria uma plataforma de voto direto sobre as coisas em um território. O problema aqui é restringir quem pode participar: somente quem tiver propriedades no território afetado. Aí não tem muito sentido em ser distribuído o sistema, porque vai depender sempre de um atestado de propriedade que é concedido por uma entidade centralizada (a não ser é claro que, antes da plataforma de voto direto, seja feita uma plataforma para registro de propriedades). Ei, né que a tua ideia de vender o direito de voto até pode funfar? para ter direito a voto, a pessoa deve primeiro comprar um título virtual (um bitcoin na blockchain do parlamento?), depois exerce seu voto, de maneira única e inequívoca porque baseada em protocolos de criptografia.
  • ANDRE LUIS  18/11/2015 22:45
    Andre Cavalcante. Suas idéias são muito boas. Pessoalmente acredito que elas iriam ser muito bem aceitas dentro de uma representação plebiscitária virtual. Se formos olhar a história, nunca houve um socialismo no planeta oriundo de vontade da maioria. A escravidão socialista é sempre imposta de cima para baixo e vai se aprofundando conforme o poder se concentra mais e mais.

    No Parlamento Virtual os eleitos podem decidir limitar seu poder ou não, seja por meio de uma nova Carta Magna ou pela reforma da que já existe. Podem estabelecer uma monarquia ou uma nova república, podem se reunir em partidos ou manter-se independentes, podem até mesmo propor ditaduras de "esquerda" ou de "direita". Venha o que vier, uma coisa teremos certeza; A vontade da maioria realmente prevaleceu. Outra coisa: Caso o caminho escolhido não esteja correspondendo às expectativas, pode-se mudar o rumo 180 graus praticamente do dia para a noite.

    Se o projeto tomar corpo, de início é claro que irão aparecer todo tipo de idéias extravagantes porém, caso ele tenha apoio suficiente para vir a substituir o parlamento oficial, as opiniões mais moderadas irão prevalecer. Sua força porém não está na suposta tendência moderada, mas sim na ilimitada possibilidade de recall caso algo não vá bem. As democracias modernas estão falhando justamente em permitir que os indivíduos aprendam com seus erros e mudem de direção. Elas hoje levam mais a ditaduras do que guiam rumo a liberdade. O Parlamento Virtual criará um regime de concorrência saudável na política, já que monopólios são prejudiciais em quaisquer circunstâncias.


  • ANDRE LUIS  18/11/2015 23:53
    Correção:
    As democracias modernas estão falhando justamente em NÃO permitir que os indivíduos aprendam com seus erros e mudem de direção.
  • Mercenario  16/11/2015 05:34
    Sou novo no site e inicialmente desloquei meus interesses para compreensão da crise de 29. Alguém poderia me dizer se há algum artigo que explique a relação entre bolsa de valores e crises/recessões/depressões, pois já ouvi muito que a bolsa de Nova York foi a responsável pela Grande Depressão, mas nunca vi nada relacionado a outras quebras das bolsas de valores acarretarem Depressões. Por Exemplo a China agora.
  • Leandro  16/11/2015 11:40
    Exato, Mercenário. Não há ligação nenhuma entra quedas (e quebras) de bolsa e grandes recessões.

    Prova disso é que, em 1987, a bolsa americana despencou 22% em um único dia -- uma queda muito maior que a de outubro de 1929 -- e nada aconteceu.

    A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse). Porém, o governo fez exatamente o contrário: além de aumentar impostos e gastos, ele também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

    Herbert Hoover aumentou os gastos do governo federal em 43% em um único ano: o orçamento do governo, que havia sido de US$ 3 bilhões em 1930, saltou para US$ 4,3 bilhões em 1931. Já em junho de 1932, Houve aumentou todas as alíquotas do imposto de renda, com a maior alíquota saltando de 25% para 63% (e Roosevelt, posteriormente, a elevaria para 82%).

    Eis a lógica: o governo fez de tudo para impedir a recuperação da economia.

    Um simples crash da bolsa de valores – algo que chegou a ocorrer com uma intensidade ainda maior em 1987 – foi amplificado pelas políticas intervencionistas e totalitárias do governo, gerando uma depressão que durou 15 anos e que só foi resolvida quando o governo encolheu.
  • Mercenario  16/11/2015 15:59
    Valeu Leandro.
  • corsario90  20/11/2015 11:08
    Leandro,
    condordo contigo. As alegações que mais escuto para o socorro de 2008 foi que hoje seria impossível tomar a atitude de 1921 devido a globalização e o arranjo atual em que os mercados estão todos conectados.
    Acho que não procede e argumento com o exemplo de 1921, mas os opositores argumento que o desemprego seria enorme e com isso a violência. Muito embora, acho que cedo ou mais tarde vai acontecer mesmo.
    ABS
  • Daniela Santana  16/11/2015 09:32
    A prostituição, o tráfico internacional de drogas e o financiamento ao terrorismo agradecem.
  • Anonimo  16/11/2015 11:20
    Ahan, e quando um criminoso mata um inocente a culpa é da arma, não dele.
  • Edujatahy  16/11/2015 12:48
    Exato. Porque nada disso é feito em dólares, por exemplo.
  • carlos  16/11/2015 13:19
    Burrice. O ôntico não é causa suficiente e necessária do deôntico.

    Estude, pense, reflita. Permanecer silente diante de uma discussão garante ao auditório a dúvida acerca da sua idiotia. Abrir a boca - ou digitar - a confirma.
  • Batista  16/11/2015 14:15
    O crime nao aceita outra moeda, deve ser por isso...
  • Gabriel  16/11/2015 14:28
    Do jeito que o Governo é acho muito mais fácil a pessoa que quer comprar um produto com bitcoin ser presa do que todos os que exploram essas atividades criminosas que foram citadas...
  • Le type  16/11/2015 17:54
    P*rra de normies, até aqui.

    https://i.ytimg.com/vi/NxOtzR6YqaE/maxresdefault.jpg
  • anônimo  16/11/2015 23:48
    Daniela, TODAS as exchanges que entrei seguiam políticas KYC/AML (Know Your Client/Anti Money Laundering).
    www.finra.org/industry/issues/anti-money-laundering
    https://en.wikipedia.org/wiki/Know_your_customer

    Falta precisão, estudos, exatidão, compreensão e sobra esculhambação, informações falsas, desconhecimento.
  • Anonimo  17/11/2015 09:32
    anti money laundering? Qual o sentido do bitcoin então? Não existe 'lavagem de dinheiro', 'lavagem de dinheiro' é um eufemismo criado por parasitas pra justificar o roubo estatal
  • Ali Baba  16/11/2015 10:31
    Olha, em primeiro lugar, não acho que o prêmio do Banco Central da Suécia em homenagem a Alfred Nobel seja concedido a alguém que concebeu um meio decentralizado de pagamento. Caso fosse concedido, ato contínuo o Banco Central da Suécia deveria anunciar a sua dissolução...

    Em segundo lugar, Satoshi Nakamoto não é uma pessoa. O código assinado por esse pseudônimo tem estilos diferentes para as mesmas operações, de forma que o mais provável é que o bitcoin seja uma criação conjunta. Ou um grupo de hackers fazendo experimentos (os primeiros mineradores, caso o negócio decolasse, estariam sentado em milhões...), ou pessoas que não querem atrair atenção para si.

    Eu exibiria pelo menos um pouco de dúvida sobre a gênese do bitcoin: será que não é um trabalho da CIA ou da NSA para acabar com todos os goldbugs? É muito sintomático que libertários que são - a princípio - advogados de um sistema monetário baseado em uma mercadoria física tradicional (como o ouro e a prata) sejam seduzidos por um sistema monetário virtual, cuja origem é obscura e a segurança é duvidosa (no momento em que a computação quântica se tornar possível, o futuro do ouro é o mesmo, mas o futuro do bitcoin...).

    Por fim, apenas como disclaimer, tenho assets em bitcoin (e ouro também)... Nunca se sabe...
  • Jonatan  16/11/2015 17:26
    "os primeiros mineradores, caso o negócio decolasse, estariam sentado em milhões..."

    Isto provavelmente é verdade, estima-se que os criadores da tecnologia possuam em torno de 1 milhão de bitcoins. Supondo que o bitcoin se torne uma moeda global e amplamente utilizada, mesmo que utilizada somente para troca entre moedas de diferentes países, e considerando que o limite de Bitcoins Máximo é de 21 milhões, neste caso, eles possuirão 5% do PIB mundial, absurdo? Na minha opinião não, pois em poucos anos a redução dos custos de transferência, além a liberdade econômica, trará um benefício muito maior do que estes 5%, ou seja, as pessoas irão voluntariamente optar por utilizar o sistema, mesmo sabendo que ao fazer, estarão 'pagando' 5% de seus bens para os criadores desta moeda.

    Para entender porque o BitCoin pode ser uma alternativa a moedas físicas recomendo este a seguinte análise:

    www.mises.org.br/files/literature/MisesBrasil_BITCOIN_BROCHURA.pdf

  • Dioner Segala  16/11/2015 10:41
    Parabéns, Fernando, pelo belíssimo artigo!

    Tenho compartilhado teus artigos e teu livro com alguns professores de economia, e eles ficam abismados com o bitcoin - a maioria nunca ouviu falar.

    Abraços,

    Dioner
  • Pobre Paulista  16/11/2015 11:04
    "O valor total da moeda, então, deveria ser igual ao valor total de toda a riqueza na Terra."

    Está correto isso? No mínimo, deveria afirmar que o valor total de TODAS as moedas deveria ser capaz de comprar toda a riqueza da Terra, não?
  • Anonimo  16/11/2015 12:48
    Claro que não, até porque o valor de tudo é subjetivo.
  • Andre Cavalcante  16/11/2015 13:39
    Olá, Pobre Paulista 16/11/2015 11:04:38

    Isso foi um experimento mental: se o Bitcoin se tornar a moeda de troca internacional, então não haveria necessidade de moedas locais produzidas por governos porque o cidadão comum poderia usar bitcoins diretamente (discutível), então toda a economia mundial deveria passar a usar a rede bitcoins.

    Não leve tão a sério isso. Há fortes indícios que, mesmo que o bitcoin seja a futura moeda de troca universal, ainda haverá espaço (muito) para moedas locais.

    Abraços.
  • Pobre Paulista  16/11/2015 14:34
    Não levei tão a sério mesmo, mas fiquei pensando a respeito. Afinal, a princípio, poderíamos transacionar qualquer coisa com qualquer moeda, então, salvo intervenções estatais, o valor de tudo o que está disponível para compra deveria ser igual ao valor de todas as moedas de troca existentes.
  • Tannhauser  16/11/2015 13:20
    Quem precisa de Nobel quando tem alguns milhares ou milhões de Bitcoins guardados "debaixo da cama"?
  • Taxidermista  16/11/2015 14:07

    Um livro sobre Bitcoin escrito por um autor austro-libertário:


    www.amazon.com/Are-Bitcoins-Ownable-Legal-Theory-Implications/dp/1517410371/ref=sr_1_103?s=books&ie=UTF8&qid=1447682279&sr=1-103&keywords=rights+theory&pebp=1447682291411&perid=09XHDFYK07NCMXZ5N1G5
  • A.N.A  16/11/2015 15:44
    Vou torcer pra ele ganhar so pra descobrir quem ele é...kkkkkkkkkk
    Já pensou que estranho? Ele ganha o Nobel, e não aparece ninguém pra receber o prêmio.
    Há uma grande chance de esse nome pertencer a um grupo de pessoas ao invés de uma pessoa só...
  • tobias  16/11/2015 18:19
    Mas como que funciona o bitcoin, onde posso trocar dinheiro material por bitcoin? o que da pra comprar com bitcoin?
  • Jonatan  16/11/2015 19:28
    Google e Wikipedia podem te ajudar a encontrar respostas.

    Bitcoin já aceito em algumas lojas comerciais ao redor do mundo, são tão raras que e ainda podem ser listadas, mas isso deve mudar em poucos anos.

    Logo que a liquidez do bitcoin aumentar, a sua volatilidade irá diminuir, e então pessoas começaram a trabalhar em troca de bitcoins.

    Isto provavelmente será observado primeiro no mercado de desenvolvimento software, uma vez que é cada vez mais natural pessoas trabalharem de casa para empresas ao redor do mundo. Um dos maiores entraves neste sistema é justamente o elevado custo de conversão do US$ em R$, por isto acredito que será o primeiro mercado inteiramente dominado pelo bitcoin.
  • Mauricio.  16/11/2015 21:31
    Conhecem a discussão sobre o uso do metacoin pelo sistema bancário tradicional?

    convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=39889&sid=5
  • Felipe R  17/11/2015 08:57
    Caso Satoshi exista, eu acredito que ele não vai aparecer para receber o prêmio, pois é inteligente o suficiente para saber que isso é uma cilada (Bino)

  • Matias  27/11/2015 16:22
    Pessoal do IMB, existe algum artigo tratando dos Direito de Saques Especiais emitidos pelo FMI? Qual a relação com a arapuca criada pelos BCs?
  • Thiago Teixeira  24/01/2016 17:27
    Fernando,

    Queria seu ponto de vista a respeito do piti do Mike Hearn.
    Queria também seu posicionamento a respeito do fork que ele propôs; acredito que sei qual a resposta, mas gostaria de confirmar.

    E sobre a quebra da MtGox?

    E sobre a importância dos whales?

    E sobre a concentração na China? O risco que isso implica e o quanto a Grande Firewall atrapalha a rede...

    Pra fechar falando de coisa boa, hehehe, queria que você comentasse o aumento da aceitação entre os comerciantes.
  • Emerson Luis  24/03/2016 10:47

    Muito interessante, aguardamos os próximos desdobramentos imprevisíveis.

    Quanto ao Nobel de Economia, pelo que sei ele costuma ser dado para quem promove o aumento do estatismo.

    * * *

  • Andre Cavalcante  24/07/2016 18:09
    Para quem achava que bitcoins iram pro buraco no dia seguinte:

    www.infomoney.com.br/blogs/moeda-na-era-digital/post/5292539/brexit-fez-volatilidade-libra-esterlina-superar-bitcoin

    Como sempre disse: é um experimento ainda. Mas cada vez mais definitivo.

    Vamos ver o futuro, daqui uns 10, 20 anos.

  • satoshi nakamoto  03/09/2017 23:56
    todas as criaçãos minhas


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