clube   |   doar   |   idiomas
Carta aberta de uma austríaca formada no keynesianismo

Como a maioria dos economistas do mundo, fui educada na firme crença de que alguns indivíduos alojados no Ministério da Fazenda e no Banco Central devem conduzir, mediante a manipulação dos gastos do governo, da oferta monetária e das taxas de juros, o futuro de um país.

O keynesianismo nos ensinou que o estado deve desempenhar um papel ativo, estimulando a demanda agregada mediante o aumento do gasto público. Consequentemente, nós economistas nos formamos com a ideia de que, diante de uma crise, enquanto as pessoas não querem investir nem consumir, somente o estado pode conseguir a reativação da economia.

Tal crença dura até o dia em que alguns de nós saímos do obscurantismo e descobrimos que sempre estivemos errados. E que Keynes, ao escrever sua Teoria Geral, esqueceu de que as variáveis da demanda agregada não são independentes.

Aprendemos que, se a demanda agregada é tida como "insuficiente", alguns poucos indivíduos, que aparentemente são mais sábios do que a população inteira, devem redirecionar a economia mediante o aumento do gasto público. Entretanto, o mundo inteiro parece estar cego ao acreditar que esse dinheiro que é utilizado para "reativar" a economia cai do céu ou aparece magicamente nas mãos dos ministros que fazem esse planejamento central.

Não ocorre esse milagre.

Keynes, aqueles de nós que já fomos keynesianos e todos os que antes dele já utilizavam a fórmula de aumentar o gasto público para sair da crise, negligenciamos que um aumento dos gastos do governo somente pode decorrer de uma diminuição do consumo das famílias ou do investimento privado. Pode-se aumentar os impostos sobre o consumo, ou pode-se aumentar a tributação das empresas e, com isto, incrementar o gasto público. Pode-se também aumentar os déficits do governo e consequentemente seu endividamento, mas os juros dessa dívida serão pagos também mediante tributação.

Ou seja, o que os keynesianos propõem nada mais é do que uma transferência de recursos.

[N. do E.: é por isso que quem afirma que gastos do governo geram crescimento está afirmando que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a todos.  Está afirmando que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.]

Depois de compreender este grave erro, tudo parece ficar mais claro. Suponho que os antigos seguidores de Keynes, assim como eu, perguntam-se como fomos capazes de incorrer em tal engano. Bastiat diria, com muita razão, que há que exercitar a visão para conseguir ver aquilo que à primeira vista não se vê.

É claro que um aumento do gasto público aparentemente gera emprego. Quando um governo decide construir uma estrada, todos vemos os operários trabalhando e ficamos satisfeitos de que agora há trabalho para os que anteriormente estavam desempregados. Porém, o que não vemos, simplesmente, é que por conta desses impostos que nos foram cobrados para fazer a estrada, outras famílias deixarão de consumir e os vendedores desses produtos não-consumidos ficarão sem emprego. Deu-se trabalho a alguns operários, é verdade, porém em troca de outros ficarem sem emprego.

É, portanto, um erro fatal chamar de ganho aquilo que é um simples deslocamento.

Nenhum homem trabalha para guardar seu dinheiro dentro da gaveta para sempre.  O dinheiro oriundo do trabalha sempre será destinado ou ao consumo, ou a aplicações financeiras (que irão financiar empreendimentos) ou ao investimento direto.  Com esse dinheiro fruto do trabalho e da produção, criam-se empregos.  Vale enfatizar: mesmo quando poupa-se o dinheiro em um banco, outro utilizará este capital para investir.

Portanto, cobrar impostos utilizando o argumento de que isso criará emprego é algo que não faz sentido.

Pense em um governante que cobra impostos para, por exemplo, subsidiar um museu. É verdade que dezenas de empregos serão criados apenas para gerenciar este museu, porém dezenas de outros também serão destruídos, pois diminuirá o consumo de alimentos, roupa, serviços e outros bens que aqueles que pagam o imposto não poderão mais comprar. Ademais, se você não gosta de arte, terá sido privado de consumir algo de que realmente gosta, para construir um museu ao qual não irá.

E tudo isto sem que se tenha criado um só emprego a mais do que existiria caso não tivessem cobrado o imposto.

Não seria mais sensato que você desfrutasse do dinheiro que conseguiu com o seu trabalho, comprando o que você quisesse, e que somente aqueles que valorizam ir ao museu pagassem para consumir esse serviço? Neste caso, o aumento do gasto público, como em qualquer caso, não criou emprego. O que realmente foi feito foi privar você de consumir um bem que realmente valoriza e lhe obrigar a gastar seus recursos em algo que o governo considerou conveniente, mesmo que ninguém vá ao museu e este não seja rentável.

Assim, o keynesianismo conseguiu mostrar-nos como se fosse um ganho aquilo que não passa de um mero rearranjo. Não ocorre a tal criação de emprego.

Mas, além disso, amparados nesta mentira, os governantes nos privam de desfrutar, naquilo que consideramos conveniente, o dinheiro que ganhamos honestamente.  E fazem isso ao mesmo tempo em que criam um grande sistema parasitário, o qual se sustenta com os nossos impostos.

Não precisamos de um exército de burocratas que ganham a vida confiscando nosso dinheiro para criar aqueles empregos que nós mesmos criaríamos — e de uma maneira muito mais eficiente — ao direcionarmos nossos gastos àquilo que realmente desejamos.  Não há maneira mais eficiente e moral do que essa para se criar empregos.

É imperativo que sigamos o conselho de Bastiat, e que de uma vez por todas acabemos com os mitos que nos fazem tanto dano. É dever dos que compreendemos esse erro abrirmos os olhos dos que ainda acreditam na mentira do gratuito. O gasto público não se aumenta com dinheiro que cai do céu, mas sim com dinheiro que sai de nossos bolsos.

_____________________________________________

Leia também sobre o keynesianismo aplicado no Brasil e suas consequências:

O legado humanitário de Dilma - seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade



autor

Vanesa Vallejo
nasceu em Cali, na Colômbia. Estudou Economia na Universidad del Valle. Atualmente, encontra-se envolvida em atividades de difusão do pensamento econômico austríaco na América Latina.


  • Vander  25/09/2015 14:33
    "Keynes, aqueles de nós que já fomos keynesianos e todos os que antes dele já utilizavam a fórmula de aumentar o gasto público para sair da crise, negligenciamos que um aumento dos gastos do governo somente pode decorrer de uma diminuição do consumo das famílias ou do investimento privado."

    Será que se leva tanto tempo para se perceber algo tão óbvio?
  • Oneide teixeira  07/07/2016 12:38
    A questão é que eles sabem que estão errados, não dê o beneficio da duvida ao mau-caráter.
    Trate os pelo que são,psicopatas.
  • Hobbin Wood liberal  12/07/2016 15:47
    Psicopatas é um tanto quanto forte não? Oneide teixeira. kkkkk
  • Thiago Valente  25/09/2015 14:42
    Já vi pessoas que se consideravam de esquerda e hoje são de direita e vice-versa. Há diversas análises a serem feitas nesses casos.

    Também vejo keynesianos como Vanesa Vallejo que agora são austríacos.

    Mas nunca vi um austríaco deixar de ser austríaco... e isso é verdade.
  • M.S. Batista  25/09/2015 15:37
    Thiago,

    A quantidade de "direitas" que vão - ou voltam - para a esquerda é a mesma de pessoas que "fogem" de Miami e vão para Cuba. 0 = 0

    Ou seja, uma vez que se descobre o que faz sentido, logo, digo: não faz sentido pensar como outrora.
  • Jeferson  25/09/2015 19:09
    Concordo. Também nunca vi alguém que deixou de ser direitista pra ir pra esquerda, pelo menos considerando como "direita" o espectro mais amplo: conservadores, liberais ou libertários. E o motivo já foi bem explicado pelo M.S. Batista.

    Mas não duvido que existam pessoas de direita que, após serem subornados pelo governo (via Lei Rouanet ou verbas publicitárias estatais, por exemplo), passem a defender publicamente idéias esquerdistas, mesmo que em suas cabeças eles tenham plena consciência que estão fazendo propaganda destrutiva.
  • Vinicius Zucareli  26/09/2015 15:11
    David Horowitz corrobora com esse pensamento.
  • Fabio Milan  06/07/2016 19:29
    Nao sou de esquerda, mas tb nao me considero de direita. Ha um aspecto da esquerda q aprovo: a nao interferencia do estado na vida individual, assim como ha um aspecto da direita q aprovo: a nao interferencia do estado na vida economica. Similarmente, da esquerda na aprovo a interferencia estatal e da direita a interferencia na vida privada. Em suma, nao gosto de estatismo e moralismo. Portanto, me coloco como libertario quasi-anarquista. A forma de governo ideal no meu entender eh a democracia direta, com forte preponderancia do governo local, tendo o governo estadual e federal funcoes auxiliares e de carater mais generalista. Entao nao posso dizer q sou de direita ou esquerda no sentido classico, dependendo do q estamos falando eu posso ser ambos.
  •   08/07/2016 19:45
    Fabio, você realmente acha que para a esquerda o estado não deve se meter na vida pessoal do individuo?
    Então o que são as patrulhas do politicamente correto, a politica de cotas, feminismo etc?
  • Fabio Milan  08/07/2016 21:47
    Eu vivo nos EUA. Por aqui a direita prega se meter na vida do individuo quado se oponde ao casamento gay, ou quando quer banir o aborto. A esquerda nao eh de todo livre desse vicio quando quer controlar o comercio de armas. Mas ambas sao culpadas quando quando impoem o combate ao comercio de drogas. Como libertario, acredito q nao eh dever do estado controlar meu comportamento, entao todas essas coisas q mencionei acima nao deveriam ser nem combatidas nem extimuladas pelo estado. O estado nao pode ser baba nem salvador para aqueles q tomam decisoes tolas. Assim, se vc decide tomar drogas, vc deve ser livre para tal, assim como ser livre para sofrer as consequencias. Se vc e gay, q seja e q se case com quem quiser. Nao compete ao estado controlar sua vida privada, ou protejer vc do resultado de seus proprios erros.
  • Tiago  09/07/2016 00:22
    "Por aqui a direita prega se meter na vida do individuo quado se oponde ao casamento gay, ou quando quer banir o aborto"

    Com o detalhe básico de que o aborto nos EUA é financiado com dinheiro de impostos (Planned Parenthood). Sendo assim, os conservadores estão mais do que certos.
  • anônimo  09/07/2016 09:13
    'ou quando quer banir o aborto. (...)Como libertario, acredito q nao eh dever do estado'

    Você não é libertário, vc acha bonito a agressão contra o ser mais indefeso de todos e que não fez nada pra ninguém.
    Vc é isso aqui:
    'libertários de esquerda são o viagra do poder do estado'. Hoppe.
  • Emerson Luis  11/07/2016 13:51

    "...a direita prega se meter na vida do individuo quado se oponde ao casamento gay..."

    Opõe-se ao "casamento gay" em si ou se opõe à imposição do "casamento gay"?

    Por que os proprietários de uma empresa de festas de casamento que discordam do modo de vida homossexual deveriam ser obrigados a fazer a festa da união civil de dois (ou duas) homossexuais?

    Por que um restaurante deveria ser obrigado a estender para duplas de homens uma promoção para casais que é feita baseando-se no fato de que em média mulheres comem menos?

    Por que uma empresa de seguros, por exemplo, deveria ser obrigada a estender para homossexuais serviços e preços feitos para uniões heterossexuais, independentemente das convicções dos seus proprietários e das razões estatísticas desses serviços e preços?

    Por que os "contribuintes" deveriam ser obrigados a financiar via impostos a extensão de determinados direitos para pessoas que querem seguir modos de vida alternativos?

    Por que as pessoas em geral deveriam ser coibidas de expressar qualquer opinião contrária a determinados modos de pensar, agir e viver dos quais discordam, enquanto estes favorecidos podem se expressar à vontade contra as crenças e valores de quem discorda deles?

    Façam o que quiserem de suas vidas, mas não imponham obrigações a terceiros.

    * * *
  • Fabio Milan  12/07/2016 17:57
    Como eu disse, o estado deveria ser neutro em tudo isso. Se vc acha q valhe a pena limitar o seus negocios por questoes religiosas, q assim seja. Se vc quer fazer aborto, faca, va a um medico e pague pelo procedimento com o seu dinheiro. Se vc quer usar drogas, use, e sofra as consequencias. Sim, sou libertario. Em todas essas circunstancias q mencionei, o estado nao deveria ter vez. Mas claro q nao eh isso q acontece, a esquerda pensa q o estado sabe melhor como gerir a sua vida, enquanto a pensa q direita a religiao eh q sabe. Nao acredito em nenhum dos dois.
  • anônimo  09/07/2016 09:17
    'A forma de governo ideal no meu entender eh a democracia direta'...que leva diretamente à interferência do estado na vida privada e na economia.
  • Amonino  06/07/2016 18:26
    Isso, filosoficamente falando.

    Mas o que tem de "austríaco" aplicando/se submetendo/vivendo de keynesianismo...
  • Diego  25/09/2015 15:03
    Depois da crise de 2008, nenhum BC tem mais credibilidade, a impressão que dá é que eles apenas vão empurrar a bomba ao máximo que der. E vai ser bonito quando essas bolhas estourarem...
    Mudando de assunto, me impressiona a mudança de postura dos EUA. Da ideia do self made man, land of the free, estão cada vez mais idiotizados com a lavagem cerebral esquerdista, aumento do Estado, politicamente correto...
    Nada exemplifica mais isso do que a reeleição do Obama, eleito pela esquerda caviar e com um discurso vazio e idiota de "Yes, we can". Isso porque estavam diante da maior crise desde 29 e se deixaram enganar por 8 anos com o maior estelionatário da história dos EUA. Não satisfeitos, agora resolvem levar a sério um palhaço igual ao Trump Fidélix. A passividade deles em relação ao que está acontecendo na América Latina é impressionante. Se isso aqui for tomado pelo bolivarianismo e virar quintal da China, acabou a humanidade, ainda mais com a Amazônia em jogo. Só resta torcer pra Fiorina ganhar e começar a limpar os 16 anos jogados no lixo por Bush-Obama. Se der a Hillary é game over.
  • Michael Mendes  25/09/2015 15:25
    No caso da primeira eleição de Obama, qual era a alternativa? McCain, um sujeito incrivelmente belicista? Ainda bem que ele não ganhou.

    Romney em 2012, um sujeito que abertamente queria uma guerra comercial com a China? Sorte dos americanos que ele não ganhou.

    Os americanos hoje continuam livres para comprar produtos chineses, e agora também têm uma moeda forte, fruto da acertada decisão da atual administração de não mais incorrer em guerras, de não mais fazer guerras comerciais e de ter um secretário do Tesouro que fala abertamente sobre a importância de se ter uma moeda forte.

    Eu conheço uma família americana do estado de Indiana, de um ramo que não recebe benefícios do governo, extremamente empreendedora e que vota de acordo com propostas e não de acordo com partidarismos. Votaram em Reagan (duas vezes), Clinton (duas vezes), Bush (na primeira vez), Kerry, Obama (duas vezes).

    Creia-me: os americanos empreendedores são um pouquinho mais sábios do que nós brasileiros no que concerne a escolha de presidentes.

    Neste artigo, o Lew Rockwell explica por que democratas geralmente são melhores presidentes do que republicanos.
  • Pedro  25/09/2015 16:01
    Este artigo está em português ou inglês?

    O link tá quebrado.
  • Pedro  25/09/2015 16:32
    Primeiramente, obrigado Michael.

    Agora, Leandro, existe a possibilidade de tu traduzir este artigo e publicar aqui no Mises BR?
  • Vinicius  25/09/2015 16:03
    Todas essas medidas dos candidatos republicanos que usou de exemplo teriam que ser aprovadas pelo congresso americano, nos EUA não existe medida provisória com amplos poderes como no Brasil.
    Iriam se tornar patos mancos bem rápido, com o bônus de não esticar o mal exemplo de assistencialismo estatal.
  • Diego  25/09/2015 18:52
    O texto é extremamente equivocado e foi desmentido pela própria história. Veja que foi escrito em 2007, antes das eleições de 2008 e 2012.
    O autor diz que o Clinton foi o último grande candidato dos Democratas e que os candidatos deles atualmente(em 2007) são péssimos. Ele diz que pelo fato dos Democratas adotarem a visão marxista da luta de classes, colocando uns contra os outros, isso criaria conflitos sociais que não existiam. Dessa maneira, as pessoas enxergariam que o modelo dos Democratas não faz o menor sentido e eles seriam descartados. Só que os fatos mostraram o contrário. O idiota do Obama teve uma vitória esmagadora no ano seguinte e se reelegeu com folga. Apesar de tudo isso e do caso dos emails, nem assim dá pra descartar mais uma vitória dos Democratas ano que vem. Um grande erro do autor, bastante repetido pela direita, é achar que as pessoas vão pensar da mesma forma que eles, que por mais que um governo de esquerda erre, naturalmente as pessoas vão abraçar a visão liberal/conservadora. Subestimam a capacidade de manipulação ideológica por parte da esquerda, seja por meio da mídia, escola, universidade..... bem como a capacidade das pessoas insistirem nos mesmos erros apoiando os discursos mentirosos, demagógicos e populistas da esquerda, principalmente em lugares pobres, vide a América Latina. Não é à toa que Obama, Dilma e cia defendem tanto a imigração de latinos e refugiados. Mais pessoas dependentes do governo, mais inchado é o estado e mais votos pra eles.

  • Armando  25/09/2015 19:08
    Você falou, falou, falou, mas não explicou onde é que o texto está errado. Lembrando que quando o artigo foi escrito (fevereiro de 2007), Obama ainda era completamente desconhecido e a economia americana ainda estava bem.

    Aliás, o artigo linkado é excelente, tanto na descrição dos democratas quanto na dos republicanos.
  • Nerato  07/07/2016 10:47
    Ele diz que pelo fato dos Democratas adotarem a visão marxista da luta de classes, colocando uns contra os outros, isso criaria conflitos sociais que não existiam. Dessa maneira, as pessoas enxergariam que o modelo dos Democratas não faz o menor sentido e eles seriam descartados. Só que os fatos mostraram o contrário.

    Exatamente! Apesar de gostarmos de pensar o contrário, o fato é que a maioria das pessoas não liga para a teoria, mas são movidas sim pelas emoções. Quando alguém vê outro passando fome, isto toca seu coração, e a maioria não vai dar aquele passo adiante e pensar que envolver burocratas no arranjo irá apenas agravar a situação. Eles querem que aquile caso seja resolvido, não importando implicações futuras, e é o que vêm quando o governo entra em cena, pelo menos nos casos mais graves.

    Eu, por exemplo, sempre soube que imposto é roubo, mas mesmo assim defendia um estado mínimo. O que me fez tomar coragem e descer do muro foi o argumento do Stephan Molyneux "against me".



    Basicamente ele pergunta algo na linha: "você acredita que X deve ser feito pelo governo? Eu discordo, mas defendo seu direito de pensar o que você quiser. Você poderia me retornar o mesmo tratamento? Será que eu poderia não ser forçado a financiar X? Você realmente é a favor de que o governo aponte uma arma para a minha cabeça e me obrigue a contribuir com algo do qual profundamente discordo?"

    Note a ênfase na palavra minha. Ao argumentar desta maneira, Stephan retira o argumento do campo abstrato das ideias, do simples "imposto é roubo", e o trás para o campo emocional. Você realmente apóia que eu, o ser humano na sua frente, seja assassinado?

    Muitos direitistas reclamam da abordagem do Rafael Hide, do ideias radicais, ao abordar temas como feminismo. No entanto, ele toma a mesma abordagem do Professor Rodrigo Saraiva Marinho sobre direitos humanos. Ao invés de simplesmente descartarem estes temas como "esquerdistas", eles procuram dar-lhes uma roupagem liberal, apoiando os pontos corretos e refutando os pontos errados. O que muitos ainda não entendem é que a narrativa faz toda a diferença.
  • Edujatahy  25/09/2015 15:04
    Ótimo texto.
    Posso dizer que eu também já fui keynesiano, ou melhor, doutrinado a ser keynesiano ao longo do curso de economia.

    Na década passada, quando me formei, posso dizer que escola austríaca era algo distante e nenhum professor ou pessoa próxima a mim sequer comentava algo. O objetivo era demonizar os "neoliberais" da escola de Chicago.

    Hoje eu enxergo (e fico um pouco envergonhado, devo reconhecer, por ter sido manipulado) o quanto educação no Brasil é de fato um meio de doutrinar as pessoas.

    A descoberta da escola austríaca (através do instituto Mises) mudou totalmente minha forma de enxergar economia.

    Só tenho a agradecer aos instituto Mises pelo ótimo trabalho de divulgação que foi feito ao longo dos anos.
  • Jeová Queiroz Inácio  25/09/2015 15:34
    O problema é pior quando se é marxista-keynesiano como Guido Mantega e vários economistas de esquerda.
  • Rogério Celso Hansen  25/09/2015 15:35
    O Brasil de hoje talvez seja o melhor exemplo para derrubar por terra totalmente as teorias keynesianas. Não há muito mais a se comentar.
  • Vinicius  25/09/2015 16:16
    Keynesianistas não aprendem e negam a realidade, já quebraram até a Inglaterra nos anos 70 e continuam aprontando, o jeito é tomar as universidades e aparelhar o estado do mesmo jeito que fizeram, e ir desmontando devagar.
  • Anderson  06/07/2016 16:50
    Quebrar Reino Unido não é pra qualquer um. Se até eles cairam na onda Keynesiana então tá explicado por que aqui é desse jeito.
  • Felipe  25/09/2015 15:41
    Bastiat e as 6 lições valem mais do que um diploma de doutorado em economia de qualquer federal brasileira.
  • Régis Antônio Coimbra  25/09/2015 16:13
    O argumento usado me parece estar errado. Keynes está errado, mas não por isso que, de resto, tem mais cara de keynesianismo do que de keynes.

    O problema não é o estado gastar em situação de emergência, quando a economia já se deprimiu e efetivamente há capacidade ociosa. Nessa situação muito específica, o estado pode induzir uma produção gastando suas reservas ou endividando-se e assim promover uma produção e consumo dentro da capacidade ociosa.

    O problema é que essa "mágica" tem muitos limites e eles costumam ser ignorados. É como usar o cheque especial ou o crédito rotativo do cartão de crédito... faz sentido em algumas situações (não no Brasil... no Brasil, nunca faz sentido...), mas não para pagar despesas correntes, do dia-a-dia.

    Para reativar uma economia que está com capacidade ociosa, o uso de reservas ou de endividamento do estado pode fazer sentido. Mas não para estimular um crescimento que já está no limite da capacidade produtiva ou num contexto de crédito no qual não há poupança interna nem credibilidade para atrair investimentos - e um dos problemas do keynesianismo mais do que de keynes é o desestímulo à poupança e o aumento da desconfiança de investidores externos (o que é um problemão, já que os internos não tem poupança para investir).

    O estado estimulando uma produção que já está no limite (que não está deprimida), estimula antes a inflação do que o crescimento adicional. Produtos que podem ser importados podem ter seus preços estáveis, mas os serviços e produtos não importáveis tendem a ser inflacionados.

    Daí as coisas começam a se complicar, se mantidas por muito tempo, e "muito" vai depender das reservas de valores ou de crédito (de confiança) disponíveis para essa tomada de risco. Se as reservas ou a confiança forem baixos, a brincadeira vira pesadelo rapidamente; se forem grandes o problema são bolhas de maus investimentos devido ao ruído gerado pelo estado.

    Não se trata de pegar a água do fundo da piscina e colocar na parte rasa e alegar que o nível da piscina subiu em todas as situações. Se há poupança estagnada interna ou poupança externa qualquer que possa ser atraída, a água não está na piscina, está fora. O modelo da psicina, aliás, é inadequado se tomado como um modelo estático, totalmente inadequado. O governo pode, em tese, ter reservas - no mais das vezes tem fundos já destinados, por exemplo, contribuições para previdências estatais... que em lugar de provisionamento, viram dívidas porque são usadas para "emergências" ou "oportunidades" mais ou menos duvidosas. Até aí, tudo bem... são as finanças mais clássicas possíveis: gastamos, hoje, um dinheiro que só ganharemos amanhã, usando a confiança que passamos de que efetivamente ganharemos (e mais) no futuro do que conseguimos acumular ou ganhar no presente.

    O problema não é esse. Já mencionei mas reitero. Tem duas partes. Primeiro, o governo, para uma emergência, precisa de reservas ou crédito, e a economia precisa efetivamente estar com capacidade ociosa... e as reservas ou crédito são finitas, bem finitas. Segundo, se o governo tem muitas reservas ou crédito e pode sustentar não o combate a uma emergência mas um turbinamento da economia, ele inevitavelmente vai gerar um enorme ruído por muito tempo e, lá pelas tantas, vai-se descobrir que alguns investimentos que pareceram muito bons por mais ou muito tempo eram tremendas furadas - os ciclos que, ironicamente, as políticas anticíclicas deveriam evitar.

    No caso do Brasil, o problema tem uma outra face, ainda. O estado mais do que esse ou aquele governo tem obrigação de gastar mais do que arrecada. Sempre. Se arrecadar mais, tem de gastar mais. Ok, não é realmente obrigado a gastar mais do que arrecada, mas sua efetiva situação desde antes da constituição de 1988 é a de já ter gastado muito e ser obrigado a gastar mais do que arrecada em termos líquidos. Isso pode funcionar ou parecer funcionar enquanto a carga tributária pode ser aumentada ou, aumentada ou não, a arrecadação aumenta.

    No entanto, se ou quando a arrecadação estabiliza (eu disse estabiliza), os gastos continuam aumentando, isso diminui a credibilidade e corta os investimentos externos, única fonte relevante numa economia sistematicamente endividada (estado) e sem poupança (famílias, empresas). Daí só aumentando tributos que obviamente, sim, tiram do fundo da piscina e trazem para a parte rasa, sem mudar o nível que, de resto... evapora. Não há entrada de água (investimentos externos) e há dívidas para com todo mundo. Nesse momento, de fato, o modelo é o de uma piscina com ralo e sem entradas de água, num solão e atmosfera seca (evaporando muito).

    O nível até pode ter efetivamente subido com empréstimos e investimentos. Mas foi um aumento insustentável. "O nunca antes nesse país" foi mais do "como de costume".
  • Alexandre  25/09/2015 18:33
    Cara, acho que você não entendeu. Para um país ter reservas ele tem que tirar de algum lugar, que é por meio de impostos.
  • David  07/07/2016 11:42
    Se o estado começar a gastar para tentar recuperar uma economia estagnada, a crise vai aumentar ainda mais.
  • Marconi Soldate  25/09/2015 17:22
    Creio que Keynes só pode entrar no estudo da economia quando a sociedade estiver poupando exageradamente por medo do futuro, isto é, preferindo manter o dinheiro entesourado sem uma "razão lógica".

    Assim, o pasteleiro deixa de tomar cerveja (porque "prefere" poupar a grana devido a situação econômica nacional ruim) e o cervejeiro, que não ganhou dinheiro, deixa de comprar pastel.

    Nesse "excesso de medo" geral (desaba a propensão a consumir), aí sim cabe Keynes.
  • Magno  25/09/2015 17:49
    Dado que entesouramento é algo que não mais ocorre -- todo mundo coloca dinheiro no banco e não dentro da gaveta --, e dado que dinheiro no banco é dinheiro que se transforma em empréstimo, o "entesouramento" é algo completamente fictício no mundo atual.

    No que mais, ainda que houvesse entesouramento, qual o problema com ele? Qual o problema do entesouramento? Se as pessoas entesourarem, eles estão voluntariamente demonstrando que querem uma queda de preços. O governo intervir para evitar essa queda de preços configura uma atitude de total desrespeito à preferência voluntariamente demonstrada pelos cidadãos.
  • Renato   25/09/2015 19:55
    Procure ler "A Grande Depressão Americana" de Murray N. Rothbard.
  • Thiago Teixeira  26/09/2015 03:08
    Se eu quiser entesourar, o que você ou o governo têm a ver com isso? Porque voce acha que tem poder de decisão sobre meu patrimônio? E a minha liberdade, onde fica?

    E entenda uma coisa: se eu entesouro, estou avisando queno que há disponível no mercado nao me agrada; eu forço a baixa de preços; que pode te beneficiar, ou ao padeiro e ao pipoqueiro, que são tão caros para você, caro intervencionista.
  • Marconi  26/09/2015 12:56
    Afinal de contas o entesouramento existe ou nao?
  • Perillo  26/09/2015 14:58
    Atualmente? Desconheço. Mas se existisse, ele não teria problema nenhum, e não deveria ser contrabalançado por medidas do governo, pelos motivos explicados.
  • Renan Merlin  06/07/2016 20:14
    Com o cervejeiro e pasteleiro poupando haverá mais fundos nos bancos, com mais fundos os juros mais baixos, com juros mais baixos cervejeiro e pasteleiros vão pode financiar comprar equipamentos que aumente a produtividade e portanto ambos vão consumir produtos mais baratos.
  • Norbert Waage Junior  25/09/2015 17:30
    Além do confisco de dinheiro por parte do estado para financiar seus gastos, o mesmo acaba criando empregos não só para os envolvidos em suas obras, mas também para burocratas que tornam o repasse de dinheiro ainda mais ineficiente.
  • renato  25/09/2015 17:42
    Nem estamos em recessão, se for pela definição dos keynesianos.
  • Juan Domingues  25/09/2015 17:44
    Eu realmente acho impressionante como os liberais já apontavam o óbvio em 1850.
    Locke e depois Bastiat deixaram claro que boas intenções por si só não significam bons resultados e mais: ainda que significassem, não justificam assaltar o outro, pois isso fere a moralidade.
    Mas os intervencionistas e pilhadores sempre foram os predominantes na política.
  • Brant  25/09/2015 18:21
    [N. do E.: é por isso que quem afirma que gastos do governo geram crescimento está afirmando que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a todos. Está afirmando que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.]


    Parece que esses keynesianos precisam ser apresentados urgentemente ao método contábil das partidas dobradas. Coisa boba que se aprende no primeiro semestre do curso de contábeis.

    Explicando de forma bem boba e simplista para que até uma criança de 8 anos possa entender:

    Se você achou 100 reais na calçada (débito) isso só aconteceu por que alguém passou por ali antes e perdeu 100 reais (crédito).

    Keynes e seus seguidores imaginam que se alguém achou 100 reais na rua então a economia como um todo enriqueceu 100 reais, parem com essa insanidade por favor...


  • Renan Merlin  06/07/2016 20:22
    Acham que toda fome no mundo vai acabar com impressoras.
  • Henrique Zucatelli  25/09/2015 19:22
    Na verdade o Keynesiano sabe muito bem o que faz, e onde isso vai dar.

    O problema é que eles vivem de apropriação estatal, seja por meio de funcionalismo público, seja por meio da burocracia vigente.

    O que seriam dos incompetentes se não fosse o Estado?

    Com a palavra, Darwin.
  • Felipe  25/09/2015 19:59
    Não é bem assim "eles sabem o que fazem"

    Eu sou formado em economia, e digo que o curso é ensinado de uma maneira que você realmente acredita que Keynes está correto. E muito provavelmente meus professores com mestrados e doutorados também acreditavam.

    O padrão do curso é bem simples, se ensina a economia neoclássica e a keynesiana

    Mas a economia neoclássica que é ensinado é bem falha. Parte de hipóteses absurdas como informação perfeita e simétrica, modelos matemáticos, lucro zero e a crença de que qualquer coisa o mercado se ajusta automaticamente.

    Só que ai você olha para o mundo vê ciclos econômicos, inflação, desempregos e fala: "Isso não faz sentido"

    E então vem Keynes, com teorias mais complexas, reconhecendo a existência de ciclos econômicos, inflação, desemprego e etc...

    Só que o problema de tudo é que ambas as teorias estavam erradas, simplesmente me foi posto 2 teorias erradas, e logo você acaba escolhendo aquela que aparente ser menos absurda.

    Foi somente com este site que descobrir uma escola que não me foi apresentado, a escola austríaca. Essa sim faz sentido. Reconhece que lucro nunca será zero, informações são imperfeitas, não há modelos matemáticos, há uma explicação coerente para o funcionamento do mercado, se reconhece o fator tempo na teoria e existe uma explicação racional para ciclos econômicos.
  • Gabriel Belle  06/07/2016 18:37
    Felipe, irei imprimir seu comentário e por na parede de meu quarto. Obrigado por compartilhar sua experiência.
  • Rodrigo  25/09/2015 21:58
    Keynesianos não sabem não.

    Já SOCIALISTAS que implementam políticas keynesianas em uma país sabem muito bem o que estão fazendo e quais vão ser os resultados diretos e indiretos dessas políticas.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  25/09/2015 20:08
    Qual idiota foi mais idiota: Marx ou Keynes?
  • Rodrigo Pereira Herrmann  25/09/2015 21:16
    Marx é o idiota/pilantra mais perigoso que já existiu, e a ideologia/sistema comunista que ele produziu a coisa mais horrenda que o homem já concebeu e realizou. O comunismo é a suprema expressão do mal.
  • Joao Girardi  26/09/2015 03:39
    A pergunta deveria ser: "os seguidores de quem são mais idiotas?". Os dois eram bem espertos. Criar uma estratégia na qual você vive às custas de todo mundo sem ter que dar nada em troca e ainda fazer com que as pessoas te idolatrem não é para qualquer um.
  • Adelson Paulo  26/09/2015 01:35
    A razão do sucesso da teoria keynesiana não está na economia, está na política: esta teoria fornece um embasamento conceitual para o contínuo aumento dos gastos públicos, o que todo político e governante sempre almeja. A sociedade moderna chegou ao ponto de acreditar em uma correlação totalmente inexistente: de que a redução dos gastos públicos causa recessão! Este risco iminente de recessão causada pela austeridade nas contas públicas é amplamente difundido pela mídia e pelas forças políticas, e tornou-se quase um dogma que poucos políticos têm a coragem de enfrentar.
    Mas a teoria keynesiana só tornou-se viável através do constante aumento do endividamento público, estimulado pela crescente financeirização da economia. Este é um dos maiores desafios da nossa sociedade: as gigantescas dívidas públicas dos países ocidentais.
  • Thiago Teixeira  26/09/2015 03:20
    Escola Austríaca é muito massa... Sempre tive vontade de entender de economia, mas apenas acompanhando noticiários, pesquisando na internet, não conseguia entender o mainstream.

    Só aqui pelo Mises consegui compreender a Economia em si, pelo caminho austríaco, que é o correto, e também consegui entender as outras escolas, melhor até do que se tivesse estudado elas diretamente. É empolgante!

    Anteriormente, cheguei a abandonar um curso de engenharia top por medo de me sujeitar aos ciclos economicos, que eu não compreendia. Se não entendia, não sabia como me posicionar, nem onde.

    Enveredei por aqui quando, tentando compreender as razões do sucesso da Alemanha, deparei-me com um artigo sobre Adenauer e Erhard (organizadores do Deutchemark), discípulos de Eucken, que apenas conviveu com Mises . Meu deus, um país que colocasse diretamente os direcionamentos do próprio Mises em prática estaria onde?? Exploração intergalática??

    Fora que a própria praxeologia é em si muito instigante. As derivações utilitarias são meros marginalismos...
  • Osmar Neves  26/09/2015 17:09
    Prezados, vocês poderiam, por favor, publicar o livro "Economics for Real People" do Gene Callahan? Obrigado.
  • Gilberto  26/09/2015 22:25
    Keynes ajuda a ganhar eleições. Promessas de vida fácil e boa. O povo gosta de ser enganado.
  • andrei quados  27/09/2015 14:41
    Não coaduno com essa visão unilateral desse site!
    Na crise de 2008-2009, que começou justamente na maior potência econômica,ninguém
    reclamou do papel do estado interferindo para salvar bancos e empresas. Talvez, sem essa ajuda, o capitalismo que vocês tanto pregam não existisse mais. Uma crise que se iniciou pela famosa "mão invisível"
  • Jânio  27/09/2015 16:41
    "ninguém reclamou do papel do estado interferindo para salvar bancos e empresas."

    Ninguém?! Em que mundo você vive? Você é daqueles que acha que o mundo se resume àquilo que passa no Jornal Nacional?

    Nenhum liberal genuíno aprovou os pacotes de socorro do governo. Quem erra, deve quebrar e falir. Quem defende intervenção estatal para socorrer empregos é socialista, pois quer socializar prejuízos.

    Saia do seu mundo estreito.

    De resto, quer entender as reais causas da crise financeira? Quer entender a participação do estado na criação dessa crise? Sua mente está preparada para sair do mundo dos lugares-comuns? Então segure-se e prepare-se para sair do mundo das ideias pré-concebidas:

    Como ocorreu a crise financeira americana
  • anônimo  27/09/2015 16:42
    'Não coaduno com essa visão unilateral desse site!
    Na crise de 2008-2009, que começou justamente na maior potência econômica,ninguém
    reclamou do papel do estado interferindo para salvar bancos'


    Aparentemente vc nunca leu uma linha desse site.

    'Uma crise que se iniciou pela famosa "mão invisível"

    COM CERTEZA vc nunca leu uma linha desse site.
  • saoPaulo  07/07/2016 11:26
    Na crise de 2008-2009, que começou justamente na maior potência econômica,ninguém
    reclamou do papel do estado interferindo para salvar bancos e empresas.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1059
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=972
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=805

    Talvez, sem essa ajuda, o capitalismo que vocês tanto pregam não existisse mais.
    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    [pausa para respirar]
    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Claro, porque as pessoas simplesmente vão parar de comercializar umas com as outras...

    Uma crise que se iniciou pela famosa "mão invisível"
    Leia isto, sujeito.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  27/09/2015 17:28
    As idades do homem. Evolução das ideias:

    Comunista --> Socialista Fabiano --> Nacional-estatista --> Social-democrata --> Libertário --> Liberal --> Conservador.

  • Renato  27/09/2015 20:06
    As idades do homem. Evolução das ideias

    Comunista --> Socialista Fabiano --> Nacional-estatista --> Social-democrata --> Libertário --> Liberal --> Conservador --> anarco-capitalista.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  27/09/2015 22:44
    anarco-capitalismo é apenas beletrismo, sem qualquer relevância histórica, científica ou social.

    Estou falando de coisas reais.
  • carlos  28/09/2015 15:00
    Mises apontou a relevância crucial da discussão de ideias. Nesse ponto, cogitar de uma sociedade anarco-capitalista é tão relevante quanto discutir as outras, já bem formadas e que são, realmente, horríveis.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  28/09/2015 17:13
    A importância e o método correto pra se discutir ideias foram sistematicamente colocados pela filosofia grega há dois mil anos atrás, quando mises existia apenas na mente universal como uma mera possibilidade. Isso não é mérito do mises, não (olha a estreiteza aí, parça).

    A imaginação exerce um papel importante na construção do conhecimento, sem dúvida. Cogitações fantásticas são um exercício intelectual válido (até mesmo para impugnar certas ideias). só não dá pra se trancar no mundo da fantasia projetiva e jogar a chave fora. isso é auto-alienação.

    como eu disse, estou me referindo à realidade dos fatos concretos, históricos e filosoficamente relevantes (nesse sentido).

    valeu
  • Edujatahy  28/09/2015 18:19
    Caro Rodrigo. Você considera o estado legítimo e moral?
  • Rodrigo Pereira Herrmann  28/09/2015 18:44
    Cite-me uma sociedade ao longo da história sem qualquer tipo de estrutura de poder, de organização supraindividual fundamentada em normas comuns ou em vontades soberanas, com relação de subordinação.
  • Ricardo  28/09/2015 20:01
    E por que eu deveria? Se há algo que eu não defendo -- e, francamente, não conheço nenhum anarcocapitalista (algo que não sou) que defenda -- é a abolição de poderes.

    O restante da sua logorreia foi absolutamente incompreensível.
  • Edujatahy  28/09/2015 20:28
    Rodrigo, a pergunta foi bem simples e direta:
    Você considera o estado legítimo e moral?
  • Rodrigo Pereira Herrmann  28/09/2015 21:09
    a minha resposta está escondida (e nem tanto) na minha pergunta. não vou dar a conclusão pronta. é mais legal reconstruir o silogismo. responde aí, meu.
  • Edujatahy  28/09/2015 21:48
    No meu caso eu fiz uma pergunta simples, por curiosidade, para entender melhor como você pensa. No seu caso você fez uma pergunta clichê que ambos sabemos a resposta.

    Agora lhe faço outra pergunta.

    Na sua visão, o que você entende por libertarianismo?

  • Rodrigo Pereira Herrmann  28/09/2015 22:09
    iiiihh..... entender como eu penso?! que conversa é essa, cara? que pretensão, hein.

    não quer responder, esquece. mas leva esse papo pra outro lado, amigo.



  • Edujatahy  29/09/2015 20:25
    Eu que não quero responder? tá certo...
  • Silvio  28/09/2015 22:04
    O estado é ilegítimo e imoral por natureza. E que se danem os silogismos.
  • Amonino  06/07/2016 20:30
    Se você considera que coerção e violência podem ser consideradas legítimas ou morais, em determinadas situações, você pode considerar o estado legítimo e moral.

    Mesmo que o estado não seja justificável, é compreensível.
  • David  07/07/2016 11:53
    Todo modelo de sociedade ( inclusive a escravidão) precisou ser inventado. Uma ideia nova (como a teoria evolução por exemplo) não é necessariamente falha porque nunca foi devidamente testada. Ela é falha se tiver uma argumentação ruim e não for compatível com a lógica.
  • David  07/07/2016 13:09
    Mas a lógica esta do lado do anarcocapitalismo pois quanto maior for a liberdade econômica, maior vai ser o desenvolvimento de um país. E é baseado nesta ideia que eu defendo o capitalismo em todos os setores de uma economia.

    E se o governo conseguisse administrar 20 % da riqueza de um país, ele também conseguiria administrar 100%. Logo o comunismo seria viável e não teria problema nenhum em existir economia planificada.
  • Renatão  28/09/2015 21:07
    Veríssimo! Veríssimo!
  • Renato  27/09/2015 18:59
    austriacos.com,

    você pode levantar um tópico no seu site sobre a minha proposta de se criar grupos de informações aos empreendedores?
  • austriacos.com  28/09/2015 02:01
    Olá Renato, respondi o tópico que você criou no austriacos.com com algumas perguntas referentes à sua proposta.

  • Ralf Rand  28/09/2015 19:55
    Eu estranhava a economia austríaca, até eu conhecer a filosofia por de trás,
    era socialista-fabiano, depois fui a direita liberal, até me tornar anarco-capitalista "brutalista".
    Sempre tentei ser justo comigo e com minha consciência e com meu entendimento de mundo.
    A Economia austríaca enxerga além da resolução do problema, ela enxerga a raiz do problema.
  • José Mujica  28/09/2015 22:43
    "Você considera o estado legítimo e moral?"

    O estado é legítimo e moral. Próxima.
  • Pepe  28/09/2015 23:12
    Por que ele é legítimo e por que ele é moral?

    Se ele é legítimo e moral, então máfias que extorquem em troca de proteção e que estipulam os que as pessoas podem comprar (como as milícias das favelas) também são igualmente legítimas e morais.
  • José Mujica  28/09/2015 23:42
    O estado é legítimo, pois o "princípio da não-agressão" não pode ser opcional.

    É o estado pode ser moral, causo seja financiado através de "impostos" voluntários.
  • anônimo  01/10/2015 09:43
    'O estado é legítimo, pois o "princípio da não-agressão" não pode ser opcional.'

    E o que é que tem a ver? Se é o estado quem mais viola o PNA

    'É o estado pode ser moral, causo seja financiado através de "impostos" voluntários.'

    Se é imposto não é voluntário, o nome tá dizendo: IMPOSTO.
    O que eu acho que vc quiz dizer é que PODE haver uma instituição que faça muita coisa que o estado faz, e que seja financiada voluntariamente, e portanto ela não seria imoral.E aí eu concordo.
    Justiça privada = o menor estado possível.
  • RichardD  29/09/2015 05:19
    Excelente artigo.
  • Willian Pablo Pereira Reis  16/01/2016 01:10
    Mas o governo não recolhe fundos apenas através de impostos, na verdade essa é uma das ultimas coisas que o governo faz, porque sabe que isso custa capital político, que as pessoas irão começar a se rebelar com o governo por causa disso. Como essa crítica pode se situar quanto as outras formas pelas quais o governo se financia? Como a venda de títulos públicos, lucro de empresas estatais, etc, etc..
  • Guilherme  16/01/2016 02:09
    "Mas o governo não recolhe fundos apenas através de impostos"

    No longo prazo, 100% das despesas são financiadas por meio de impostos, como ficará demonstrado.

    "Como a venda de títulos públicos"

    Os juros dos títulos públicos, bem como a quitação do principal, são pagos com que dinheiro? Exato, impostos.

    Ao emitir títulos, o governo se apropria de dinheiro que poderia ser emprestado para empresas investirem ou para as famílias consumirem. O governo dificulta e encarece o acesso das famílias e das empresas ao crédito. Mais ainda: a emissão de títulos gera o aumento da dívida do governo, cujos juros e principal serão pagos ou por meio de mais impostos ou por meio de mais lançamento de títulos.

    Para piorar, quando o governo emite títulos, quem compra esses títulos é o sistema bancário. Como ele compra? Criando dinheiro do nada, pois opera com reservas fracionárias. Ou seja, a atual forma de financiamento do governo é inerentemente inflacionária. Em decorrência do peculiar funcionamento do sistema bancário, quando o governo se endivida, isso gera inflação monetária, o que piora ainda mais a situação de empresas e famílias.

    Portanto, venda de títulos públicos gera inflação e encarecimento do crédito. E tais títulos são quitados por meio de impostos.

    "lucro de empresas estatais".

    Ínfimos. E, quando ocorrem, são praticamente reinvestidos na empresa. Qual é a totalidade dos dividendos pagos pelas estatais ao governo em 2015? Só o BC, sozinho, repassou mais ao Tesouro em dividendos do que todas as estatais juntas
  • Willian Pablo Pereira Reis  16/01/2016 14:16
    Você poderia responder esse artigo aqui?

    thelibertarianrepublic.com/6-ways-fund-public-services-libertarian-republic/

    obg
  • Emerson Luis  06/03/2016 10:11

    Como disse outro artigo, para o keynesianismo é o rabo que balança o cachorro.

    Ressalva: é inexato dizer que o "crescimento" econômico defendido pelo keynesianismo seja o mero deslocamento de recursos de um setor para outro. Esse processo de deslocamento envolve destruição de valor em diversos sentidos: desperdício com burocracia, má administração, corrupção, entropia. O que é criado pelo governo é quase sempre (sempre?) menos do que foi destruído ou deixou de ser criado pelo livre mercado.

    * * *
  • saoPaulo  07/07/2016 11:38
    A analogia mais correta seria pegar água da parte mais funda da piscina usando um balde furado e, no caminho para a parte rasa, desviar parte da água do balde para uma piscina particular.
  • Renan Merlin  06/07/2016 14:29
    Eu ja me perguntei porque o Keynesianismo tem tantos adeptos se é uma escola econômica equivocada. Ai eu me lembro que somos comandado por politicos que dependem de votos, Keynesianismo é pessimo pra econômia mas é otimo pra ganhar eleições e popularidade.
  • Ludwig  06/07/2016 14:54
    Exato. Vide a resposta para o nobre presidenciável abaixo.
  • CIRO GOMES 2018  06/07/2016 14:30
    Se a escola austriaca e tão superior ao keynesianismo porque a escola austriaca nem é levada a serio no meio academico?
  • Ludwig  06/07/2016 14:54
    Ora, mas se fosse levada a sério pelo meio acadêmico e político, aí sim seria um inequívoco sinal de que ela está errada.

    Por que o keynesianismo domina o establishment acadêmico e político? Simples.

    De um lado, o keynesianismo é a teoria econômica favorita dos políticos simplesmente porque ela lhes concede um passe livre para fazer tudo aquilo que eles mais gostam de fazer: gastar dinheiro.

    O keynesianismo diz que os gastos do governo impulsionam a economia; que expandir o crédito (melhor ainda se for subsidiado) gera crescimento econômico; que os déficits do governo são a cura para uma economia em recessão; que inchar a máquina estatal, dando emprego para burocratas, é uma medida válida contra o desemprego (quem irá pagar?); que regulamentações, se feitas por keynesianos, são propícias a estimular o espírito animal dos empreendedores. E, obviamente, que austeridade é péssimo.

    Qual político resiste a isso?

    Conhecendo-se a volúpia do ser humano por poder e controle sobre a vida alheia, seria genuinamente um milagre caso tais idéias não prevalecessem no mundo atual. E é por isso que os intelectuais acadêmicos, sempre ávidos por agradar o regime (e sempre de olho em cargos públicos), irão defender essa teoria.

    No mais, se você investiu toda a sua vida e toda a sua carreira acadêmica ou profissional defendendo teorias keynesianas, ou se a sua fé no estado é aquilo que dá sentido à sua vida, divorciar-se da economia keynesiana seria um choque e tanto.

    Essencialmente, portanto, desprovido de seu fundamento intelectual, o keynesianismo tornou-se pura e simplesmente a economia do poder, comprometida apenas em manter o establishment funcionando, em fazer ajustes marginais e em mimar ternamente a máquina governamental até a próxima eleição na esperança de que, ao ficar mexendo nos controles, alternando rapidamente entre o acelerador e o freio, alguma coisa vai funcionar — pelo menos o suficiente para preservar suas confortáveis posições por mais alguns anos.

    Você mesmo irá concorrer em 2018 utilizando todas as fracassadas bandeiras do keynesianismo, as quais levaram o país para o desastre em que se encontra hoje.
  • CIRO GOMES 2018  06/07/2016 15:57
    Todos os paises se desenvolveram com três pilares.
    -POUPANÇA INTERNA
    -CORDENAÇÃO DO ESTADO
    -INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO

    VocÊs neo-liberais acham que quem não reza na cartilha de vocês é comunista. Paises africanos todos tem pouca tributação beirando entre 10 á 20% do pib.
    Todos paises europeus desenvolvidos tem tributação alta e intervenção do estado na econômia principalmente os mais desenvolvidos como os nordicos.
  • Auxiliar  06/07/2016 17:00
    Poupança interna é um preceito totalmente liberal e anti-keynesiano. Keynesianos abominam a poupança, pois a vêem como contrária a uma maior demanda.

    Igualmente, o governo não apenas não tem como fomentar a poupança, como a sua própria existência é um sugadouro de poupança. O governo só existe porque se financia por meio da poupança alheia. Dinheiro que poderia estar sendo emprestado para investimentos é emprestado para o governo e/ou tributado.

    Portanto, você já se auto-refutou em apenas uma frase.

    Coordenação do estado e investimento em educação é algo que o Brasil tem desde 1500. Quando é que a coisa finalmente começará a dar resultados?

    "Paises africanos todos tem pouca tributação beirando entre 10 á 20% do pib."

    Há "pouquíssima tributação" porque os governos -- na verdade, ditaduras socialistas -- simplesmente preferem imprimir o dinheiro em vez de arrecadá-lo. Exatamente como se fazia no Brasil da década de 1980.

    Para um determinado país (ou continente) enriquecer, ele deve criar um ambiente empreendedorial e institucional que garanta a segurança da poupança e dos investimentos. A primeira medida que ele tem de tomar é criar um ambiente propício ao empreendedorismo e à livre iniciativa.

    A única maneira de se sair da pobreza é fomentando a poupança, permitindo o livre investimento da poupança em bens de capital, e estabelecendo um sistema de respeito à propriedade privada que favoreça a criatividade empresarial e a livre iniciativa. O que gera riqueza para um país é poupança, acumulação de capital, divisão do trabalho, capacidade intelectual da população (se a população for inepta, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, segurança jurídica, desregulamentação econômica, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    Em suma, é necessário haver um ambiente que permita que os capitalistas tenham liberdade e segurança para investir e desfrutar os frutos de seus investimentos (o lucro).

    Isso ocorre na África? Os governos de lá permitem esse ambiente? Pois é.

    Os resultados africanos estão descritos aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2420

    "Todos paises europeus desenvolvidos tem tributação alta"

    E esta incorre majoritariamente sobre o consumo (exatamente como no Brasil) e quase não abocanha os lucros das empresas (exatamente ao contrário do Brasil).

    Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?

    Sim, deveríamos ser mais parecidos com a Suécia - quer tentar?

    Mitos escandinavos: "impostos e gastos públicos altos são populares"

    Como a Suécia (ainda) se beneficia de seu passado de livre mercado

    No mais, você acha que eles são desenvolvidos porque têm tributação alta ou têm tributação alta porque já são ricos e desenvolvidos? Um aspirante a presidência não saber a mais básica relação entre causa e consequência é vergonhoso.

    Você conhece a história dos escandinavos? Sabe que primeiro eles enriqueceram e depois, só depois, começaram a tributar?

    Aprenda o básico sobre a lógica.

    "e intervenção do estado na econômia principalmente os mais desenvolvidos como os nordicos."

    Ah, eu queria uma "intervenção econômica" como a dos países nórdicos.

    Na classificação do Instituto Fraser, a Suécia e a Dinamarca possuem mais liberdade econômica até mesmo que os EUA no que diz respeito à estrutura legal e aos direitos de propriedade; a moeda é mais sólida (temos menos inflação), o comércio internacional é mais livre e menos protecionista, e as regulamentações sobre as empresas e sobre o mercado de crédito são mais baixas. Não há uma aquela infinidade de leis que regulamentam profissões e licenças ocupacionais, as quais bloqueiam a concorrência em vários outros países.

    E, segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil chegam a 60% se a importação for via internet); o imposto de renda de pessoa jurídica é de 22% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para negociar); e o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. Não há uma CLT nos países nórdicos.

    Eu tô dentro, e você?
  • Gunnar  06/07/2016 17:08
    Ciro Gomes apanhando mais que puta em país islâmico.
  • anônimo  06/07/2016 16:04
    Apelar a alguma autoridade não é argumento.

    Meio acadêmico não é onisciente, principalmente em uma ciência não exata cuja as paixões e os interesses falam mais altos.

    E fora toda simpátia que acadêmicos tem com ideias esquerdistas (deve lá Freud saber o porque), o método austríaco foge da regra. Quem aprendeu pelo método positivista terá que ter uma cabeça bem aberta para aceitar a escola austríaca.
  • Renan Merlin  06/07/2016 15:17
    Me tirem uma duvida, um exemplo apenas 17 aeroportos no Brasil inteiro são superaftarios e os que fecham no prejuizo são subsidiados pelo governo, e o mesmo deve ocorrer também com estradas e portos. No anarcocapitalismo ou libertarianismo como resolver essa situação e evitar que cidades inteiras sejam isoladas devido a inviabilidade econômica dessas vias de ligações?
    Pra se ter uma ideia nenhum porto da região norte é superaftario.

    economia.ig.com.br/empresas/infraestrutura/dos-aeroportos-administrados-pela-infraero-70-sao-deficitarios/n1300109871346.html
  • Guilherme  06/07/2016 16:43
    Os aeroportos são deficitários por baixa demanda ou por incompetência administrativa da Infrazero? Não existe empreendimento deficitário se houver demanda por ele. Os aeroportos podem até não ser luxuosos, mas existiriam.
  • Renan Merlin  06/07/2016 17:14
    Ok. Mas suponhamos que apanha o Michel temer venda, eu não disse conceder eu disse venda tooodos os aerportos do Brasil. Provavelmente a região norte estará isolada tendo acesso restrito apenas por estradas.
  • Alfredo  06/07/2016 18:32
    Ué, por quê? Manaus, Pará, Boa Vista, Porto Velho, Macapá, Rio Branco e Palmas não têm nenhuma demanda por vôos?! Ninguém quer ir pra lá? Ninguém de lá quer viajar para outros lugares? Quem mora no interior de cada estado da região norte não tem interesse de ir para as capitais ou para outros estados?

    E os aeroportos já existentes desaparecerão no éter? Ninguém terá interesse em ficar com eles de graça? Se ninguém quiser, eu quero. Dê-me o aeroporto de Rio Branco e eu lhe garanto que o gerenciarei de maneira lucrativa.

    Agora, se você, na verdade, está perguntando se tem como um aeroporto do interior de Roraima ser uma operação lucrativa após ser vendido por 1 trilhão de reais, bom, aí, obviamente, a resposta é não.

    Mas por que você parte do princípio de que os aeroportos devem ser vendidos? Por que eles não podem simplesmente ser entregues a quem já o utiliza? Essa, aliás, é a única maneira correta de se privatizar.

    Entregue um aeroporto (qualquer aeroporto) para mim, e eu lhe garanto que farei dele uma operação lucrativa.
  • Renan Merlin  06/07/2016 20:17
    E os custos de manutenção? O Metrô em São Paulo vive lotado todavia fecha no vermelho e é subsidiado pois o custo operacional é gigantesco.
  • Alexandre  06/07/2016 18:37
    Esse é um perfeito exemplo da mente estatizante do brasileiro: ele parte do princípio de que, em uma privatização, o governo tem de vender pelo maior preço possível.

    Ora, mas por vender? Mais ainda: que direito tem o governo de arrecadar dinheiro com a venda de algo que foi construído com o dinheiro do povo, e então distribuir esse dinheiro para políticos e burocratas? Isso é totalmente imoral. O governo tem é de dar seu patrimônio para o mais capaz, e não vender.

    De resto, é claro que o aeroporto de Rio Branco não tem como ser lucrativo caso seja vendido por 1 trilhão de reais. Por outro lado, doe-o para uma empresa suíça, e veja-o se transformar em um excelente aeroporto. E lucrativo.

    Não existe algo que não seja lucrativo havendo demanda. Existe apenas incompetência e má administração.
  • Amonino  06/07/2016 21:00
    Dar de graça não seria um tanto voluntarioso? O preço da estrutura não seria suficiente nem para cobrir o déficit? Se o aeroporto tem tanto potencial lucrativo, não deveria ser vendido a preço de mercado?

    A demanda de fato existe. Mas seria capaz de financiar os custos de operar lucrativamente de tal localidade?

    Estamos assumindo que qualquer negócio é potencialmente lucrativo?
  • Alexandre  06/07/2016 21:52
    Estou respondendo exatamente à pergunta que foi feita, obedecendo totalmente o cenário criado pelo questionador.

    Não existe aeroporto deficitário; existe aeroporto mal gerido. E não existe aeroporto não-privatizável; existe aeroporto cujo preço de venda exigido pelo governo é alto demais, aí sim tornando inviável sua operação.

    Há gente disposta a pagar uma dinheirama pelo aeroporto de Guarulhos e ainda assim gerenciá-lo lucrativamente, e há gente disposta a pagar muito pouco ou quase nada pelo aeroporto de Rio Branco e também gerenciá-lo lucrativamente o aeroporto de Rio Branco.

    Mas não há gente disposta a pagar uma dinheirama pelo aeroporto de Rio Branco, pois sabe que ele não é lucrativo ao ponto de pagar toda essa dinheirama.

    Querer que o aeroporto de Rio Branco seja vendido a um preço astronômico e ainda assim seja operado lucrativamente é querer a quadratura do círculo.

    Não creio ser difícil entender isso.
  • Amonino  07/07/2016 00:24
    Creio que a proposta de vender por um tri não foi do questionador. Mas, enfim...

    Não existe aeroporto deficitário? Qualquer aeroporto, em qualquer localidade é potencialmente lucrativo?

    A disposição de pagar pouco por Rio Branco não indicaria pouco (ou nenhum) potencial lucrativo?
  • Alexandre  07/07/2016 01:43
    "Não existe aeroporto deficitário? Qualquer aeroporto, em qualquer localidade é potencialmente lucrativo?"

    Um aeroporto que já está todo construído e o qual você terá apenas que gerir? Um aeroporto cujo único custo será a manutenção? Sério, como é que algo assim pode ser deficitário?

    Coloque taxas operacionais (aterrissagem, estadia etc.) extremamente atrativas, conceda incentivos para que empresas aéreas (majoritariamente regionais) façam ali o seu hub, libere para o uso de escolas de vôo para amadores e para quem quer brevê, e para faculdades que ensinam ciências aeronáuticas, atraia o máximo possível de companhias aéreas por meio de acordo com empresas de ônibus que irão deslocar os passageiros do terminal até as principais cidades em volta etc.

    O que mais tem é jeito de fazer e manter um aeroporto lucrativo.

    Agora, obviamente, não dá pra ter um aeroporto internacional num vilarejo de 5 mil habitantes isolado de tudo...

    "A disposição de pagar pouco por Rio Branco não indicaria pouco (ou nenhum) potencial lucrativo?"

    Indicaria apenas que o valor presente descontado de todo o fluxo de lucros futuros é baixo. Normal. Ninguém está dizendo que você ficará bilionário operando um aeroporto em Rio Branco sob regime concorrencial. Agora, se tem gente disposta a pagar para arrematar o aeroporto (sou contra leilão; acho que deve ser doado), então isso é um indicativo claro de que, mesmo tendo de pagar para levá-lo, ele é lucrativo. Imagina então se não tivesse de pagar.
  • saoPaulo  07/07/2016 11:47
    "Não existe aeroporto deficitário? Qualquer aeroporto, em qualquer localidade é potencialmente lucrativo?"
    Se ele é deficitário, é porque ninguém está interessado em usá-lo. Se ninguém está interessado em usá-lo, por que manter esta porcaria aberta?
  • Henrique Zucatelli  06/07/2016 15:20
    Caros amigos, uma dúvida bacana, avançando nos estudos sobre oferta monetária.

    Em um regime padrão ouro clássico, onde não há expansão da base monetária via emissão sem lastro ou reservas fracionárias, como que ela ocorre exatamente?

    Seguindo adiante na questão (e talvez auto explicando): se a oferta de ouro (lastro monetário) é constante e a produção de riqueza também, logo haverá valorização da moeda a ponto de utilizarmos décimos de centavos, ou chegaríamos ao ponto de utilizar juntamente ao ouro outro padrão constante para lastrear mais emissão, como por exemplo a prata, o nióbio e outros metais preciosos?

    Confesso que fico um pouco confuso, mas reitero que isso não é uma pergunta subjetiva para justificar qualquer emissão sem lastro ok? É uma questão técnica.
  • Magno  06/07/2016 16:41
    "Em um regime padrão ouro clássico, onde não há expansão da base monetária via emissão sem lastro ou reservas fracionárias, como que ela ocorre exatamente?"

    Com o ouro sendo escavado do chão.

    "Seguindo adiante na questão (e talvez auto explicando): se a oferta de ouro (lastro monetário) é constante"

    Não é.

    "e a produção de riqueza também"

    Não é. (Inclusive em regime fiduciário).

    "logo haverá valorização da moeda a ponto de utilizarmos décimos de centavos"

    É provável. Mas, obviamente, você não portará ouro consigo. Você portará substitutos monetários, explicados em detalhes neste artigo.
  • Henrique Zucatelli  06/07/2016 19:01
    Magno, boa tarde.

    Com todo respeito, mas tirando o (ótimo) artigo citado, sua resposta foi seca, incompleta e com ares de impaciência. Se for para fazer isso, pode ignorar pelo menos as minhas perguntas, pois para começar ela não foi endereçada diretamente a você.

    Existe um abismo entre o saber e a presunção da verdade. Não está convencido? Veja as respostas que o Lendro e o Fernando dão, não raro exaustivamente a mesma pauta de várias formas diferentes.

    Abraços.
  • Leandro  06/07/2016 19:20
    Embora curta e grossa, a resposta do Magno realmente está correta. Em um padrão-ouro clássico sempre haverá expansão da base monetária (ouro está continuamente sendo minerado).
    Aliás, em qualquer arranjo de livre mercado a expansão monetária ocorreria naturalmente. Empreendedores escavariam mais ouro (ou qualquer outra commodity que servisse como moeda) e estrangeiros trariam as moedas de seus respectivos países e estas circulariam livremente aqui.

    Vale ressaltar que essa ideia de base monetária congelada é um mero exercício teórico. Isso não apenas nunca foi feito em lugar nenhum do mundo, como também vai contra a liberdade e o livre mercado.

    Por exemplo, se a sua moeda é o ouro e uma mina de ouro é encontrada, escavada e o ouro é minerado e colocado em circulação, a base monetária aumentou. Para manter a base monetária congelada, você teria de proibir escavações de ouro.

    Já se você trabalha com livre concorrência de moedas, a simples chegada de uma nova moeda -- por exemplo, um cidadão com vem dos EUA com dólares no bolso -- está aumentando a base monetária e a oferta monetária.

    Logo, base monetária (ou mesmo a oferta monetária) congelada é contra a própria liberdade. Você só consegue congelar a base monetária tendo um Banco Central com monopólio da emissão.

    Muito mais importante do que a quantidade de moeda é o preço dessa moeda em relação a uma commodity escassa (seu poder de compra).

    Isso, portanto, responde à sua segunda pergunta: sim, caso haja uma extrema valorização do ouro, empreendedores entrariam em cena para fornecer moedas paralelas juntamente ao ouro, seja ela a prata, o nióbio, outros metais preciosos ou até mesmo uma cédula de papel (se é que alguém irá aceitá-la).

    Isso, aliás, já aconteceu no passado (para corrigir uma lambança feita pelo estado). Há um livro inteiro fazendo um relato histórico de como empreendedores surgiriam no mercado para fornecer moedas paralelas.

    store.mises.org/Good-Money-P519.aspx
  • Henrique Zucatelli  06/07/2016 19:53
    Muito obrigado Leandro.

    Desculpe mas a resposta do Magno foi incompleta, pois o cerne é a expansão monetária. Mas agora entendo perfeitamente, e fecha-se o ciclo de como substituir uma moeda fiduciária por uma moeda real, com lastro 100%.

    Concluindo, vemos que um problema absurdamente escabroso como a inflação pode ser resolvido lastreando a moeda, ou retirando a emissão da mesma das mãos dos bancos centrais, como o proposto no artigo citado. Nada mais simples e correto.


    Abraços,

  • Lopes  06/07/2016 16:13
    Tem um detalhe que esqueceram de falar. O Governo gera emprego, mais que o setor privado, pelo simples motivo de que o setor privado produz mais e de maneira eficiente, enquanto que o Estado contrata um monte pra não fazer porra nenhuma. Pode ser injusto, mas gera empregos.
  • Livre Mercado  06/07/2016 16:44
    Pode ser injusto, ineficiente, caro, imoral, inútil, bagunçado, sujo, ordinário, atrasado e montes de outras características, discutir isso é como ver as qualidades da Suzane von Richthofen.
  • Henrique Zucatelli  06/07/2016 16:45
    Na Coréia do Norte o desemprego está próximo de zero, porém 95% vive miseravelmente.

    E é por isso que a EA tem alergia a estatísticas estatais: elas só servem para dar respaldo a progressistas.
  • Andre  06/07/2016 16:46
    Func Func, sentindo cheio de funça parasita...
  • CIRO GOMES 2018  06/07/2016 17:10
    O Crime também gera empregos. Do advogado ao carcereiro.

  • Renan Merlin  06/07/2016 17:27
    Ate corrupção gera empregos.
  • saoPaulo  07/07/2016 11:54
    Mineração com colheres de sopa gera muito mais empregos.
  • Pobre Paulista  07/07/2016 12:19
    Piadas a parte, você tem razão nisso. Tem gente que ainda acha que o objetivo de um sistema econômico é "criar empregos", ao invés de "melhorar a vida das pessoas".
  • Renato  06/07/2016 16:56
    Muitos estão reclamando que eu sempre coloco o mesmo comentário para acabarmos com a classe política. Sempre no fim coloco o meu e-mail para os interessados entrarem em contato.

    Muitos são preguiçosos até em mandar um simples e-mail para conversar sobre o assunto. Mas como sou insistente volto com o mesmo comentário e os interessados entrem em contato...

    galenoeu@gmail.com

    ___________________________________________________________________________________________

    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email é galenoeu@gmail.com
  • David  06/07/2016 23:19
    Antes de entrar em contato preciso saber qual é a sua formação acadêmica.
  •   06/07/2016 23:56
    Pq essa conversa?
  • Renato  07/07/2016 17:33
    David, me mande um e-mail que iremos conversar sobre isso. Algumas pessoas já me mandaram e-mails interessadas e estamos dando o ponta-pé inicial no empreendimento.

    Caso você se interesse me mande um e-mail, que aos poucos iremos criar outros meios de contato.
  • Ze Dendagua  07/07/2016 12:41
    Renato, já lhe passou pela cabeça que pode não ser preguiça, mas puro e simples desinteresse mesmo?
    E outra coisa... Email?
    Que coisa mais inadequada?!
    Não seria melhor um site, um fórum?
  • Renato  07/07/2016 17:30
    Zé, estamos providenciando isso. Por isso a minha insistência em conversar com os interessados.
  • Luiz  06/07/2016 21:48
    Eu me considero de centro, acho que um equilíbrio é o ideal
    para não beirar um totalitarismo de ambas as partes. Socialismo = Coletivizar a pobreza
    Liberalismo= deixar os pobres em prol de uma mão invisível.

  • Gonçalves   06/07/2016 22:17
    Correto.

    E dado que a mão extremamente visível do estado é a principal causadora da pobreza, então de fato a única esperança está na mão invisível do mercado.

    "Sem o estado, quem cuidará dos pobres?"
  • saoPaulo  07/07/2016 12:09
    Eu me considero de centro, acho que um equilíbrio quanto ao estuproé o ideal para não beirar um totalitarismo de ambas as partes.
    Socialismo = Coletivizar as mulheres
    Liberalismo = deixar as mulheres em prol de uma mão invisível, isto é, deixar elas livres para escolherem seus parceiros sexuais
    É um absurdo esta falha do mercado. Vocês querem que os pobres e feios morram virgens? Socialização das vaginas, já!
  • anônimo  06/07/2016 23:10
    Os economistas governo são péssimos em matemática.

    Eu ganharia de lavada deles na disputa de cálculo integral, cálculo diferencial, cálculo de limites, cálculos de séries, cálculo vetoral, polinômios à 30a potência, algebra linear, cálculo numérico, etc.

    Definitivamente, os economistas do governo não possuem noções básicas de matemática.
  • Andrey  06/07/2016 23:57
    Alguém aqui já leu a Teoria Geral?
  • Melnichenko  07/07/2016 00:19
    Eu já li grande parte (mais da metade). Tive de ler para a faculdade.

    O que achei? Concordo inteiramente com o keynesiano Paul Samuelson, que disse que:

    "Acho que não estou revelando nenhum segredo quando afirmo solenemente — com base em lembranças pessoais vívidas — que ninguém em Cambridge, Massachusetts, realmente conseguiu entender o que estava escrito no livro, até mais ou menos doze ou dezoito meses após a publicação."

    A Teoria Geral, prosseguiu ele:

    "É um livro mal escrito e mal organizado; qualquer leigo que, ludibriado pela reputação passada do autor, comprasse o livro, teria sido lesado em cinco xelins. Não é adequado para uso em sala de aula. É arrogante, rancoroso, polêmico e pouco generoso em seus créditos. É cheio de mistificações e confusões. ... Em suma, uma obra de gênio."
  • anônimo  07/07/2016 00:07
    O BC está metendo swap reverso há vários dias.

    E ainda tem gente acreditando nessa piada de ministério de notáveis.

    Esse Ilan Goldfajn está de sacanagem.

    Essa república da soja precisa acabar. Tem centenas de empresas com dívidas em dólar.

    Estamos descendo a ladeira com o pé no acelerador.

    oglobo.globo.com/economia/negocios/dolar-tem-alta-pelo-quarto-dia-fecha-r-333-bolsa-sobe-19653395
  • Desanimado  07/07/2016 00:13
    Pior do que ele só Meirelles e seus seguidos aumentos pro funcionalismo. Ontem anunciaram mais um. Comparado a essa turma do PMDB, Nelson Barbosa era um reacionário.
  • Pílula vermelha  07/07/2016 02:40
    É...
    Parece que esse Ilan Goldfajn está seguindo direitinho as instruções dos seus semelhantes lá do Goldman Sachs:

    www.financista.com.br/noticias/ultima-coisa-de-que-o-brasil-precisa-e-de-real-supervalorizado-diz-goldman-sachs?xcode=XFIFOS01

    Tenho certeza que as intenções dos banqueiros internacionais do Goldman Sachs em relação aos brasileiros, principalmente os pobres, são as melhores possíveis. Eles nunca fariam uma sugestão que pudesse nos prejudicar.
    Inclusive um real valorizado seria bom para o Goldman Sachs, mas esse pessoal é tão generoso e altruísta que estão sugerindo uma moeda fraca, indo inclusive contra os seus próprios interesses! Atitude nobríssima.

    Muito bom saber que temos alguém no comando do BC que segue os sábios e valiosos conselhos do Goldman Sachs.
  • Justiceiro  07/07/2016 03:11
    O governo é o campeão das desigualdades perante as leis do país. Nada é tão destruidor e violador das leis quanto o estado.

    Nada é tão desigual quanto as leis do governo. O governo é o campeão das desigualdades perante a justica.

    É só ver essa lista:

    As pessoas e empresas pagam diferentes alíquotas de impostos.

    Algumas empresas recebem bolsa empresário, mas outras não recebem.

    Os produtos vendidos no comércio possuem alíquotas de impostos totalmente diferentes.

    Os ministros do supremo não precisam de concursos, mas os de primeira instância precisam passar em concurso.

    Algumas pessoas recem bolsa swap cambial, outras não recebem.

    O estado pode matar bandidos, mas as vítimas não podem se defender.

    As mulheres podem ser estupradas e mortas, mas os estupradores não podem ter pena de morte.

    Políticos e burocratas podem ter passaporte diplomático, mas as pessoas normais não podem.

    Muitas pessoas podem ter uma faculdade sem pagar, mas a maioria não tem faculdade gratuíta.

    Muitas pessoas podem ser operadas em hospitais do governo, mas outras não conseguem vaga.

    Os políticos podem ter carros, casas e passagens pagas pela população, mas as pessoas não podem receber esses benefícios do estado.

    Muitas pessoas não pagam ônibus ou pagam meia entrada, mas outras precisam pagar passagem ou entrada inteira.

    As pessoas podem beber e fumar tabaco, mas outras não podem fumar maconha.

    Muitas pessoas recebem bolsa família, mas muitas outras não recebem bolsa nenhuma.



  • Matheus Penha  07/07/2016 11:58
    Grande artigo.

    Como um Austríaco em formação, e alguém que também foi formado no Keynesianismo (digamos, alguém tentando sair da Matrix), tenho algumas dúvidas.

    Supondo que o pensamento libertário realmente domine o mundo, e os governos sejam reduzidos aos poucos, de maneira que se reduza toda a burocratização aos empreendedores, depois vendam todas as estatais, logo após todas a constituição baseie-se em Frederic Bastiat, chegando ao fim dos Banco Centrais, e as fronteiras serem meras linhas imaginárias para facilitar o estudo da Geografia, fica talvez, minha principal dúvida nesse momento:

    Como se definiria, dentro do pensamento austríaco, a melhor forma de se dividir as propriedades que hoje são do estado, mas que causam impacto em outras pessoas?

    Vamos, supor, que o Rio "x" seja vendido. Para quem ele deveria ser vendido? Obviamente que, um nato empreendedor iria manter o curso do rio em funcionamento, colocaria taxas que se enquadrassem em um preço de mercado e dentro dos contratos estabelecidos com os seus usuários, manteria o rio na mais perfeita ordem possível, de maneira que o Rio "x" estaria em uma situação muito melhor do que quando o estado o mantinha.

    Aí vem o outro ponto: Mas, e se o comprador for um belicista? Ou então, digamos, uma pessoa que tenha motivações próprias para que o rio seja aniquilado (ex: um pai que perdeu seu filho afogado no rio - mas não estamos discutindo motivações).

    Por estar dentro da sua propriedade, isso estaria sendo respeitado? A Água, como uma mercadoria como qualquer outra, apenas pararia de ser fornecida, correto?

    Partindo, desse princípio, e se essas pessoas comprarem várias partes - Uma pessoa, sem a mínima noção de desenvolvimento no longo prazo, se deslumbrasse com as árvores na amazônia e fizesse um desmatamento que a tornasse infértil - uma marxista cultural comprasse a BR116, e considerando os carros algo que assola a humanidade, acabasse com a BR - e assim por diante.

    Logo, chegamos a uma resposta: A humanidade sempre se adapta.

    Mas, seguindo essa linha de raciocínio, devido a falta de raciocínio lógico que o keynesianismo nos impõe hoje nas escolas, não estaríamos nos adaptando de uma forma menos produtiva, por não poder exercer a coerção?

    Obrigado! Se errei em algum ponto da linha de raciocínio, fiquem a vontade para corrigí-lo.


  • Livre Mercado  07/07/2016 13:23
    Os rios já são comercializados, basta começar a procurar propriedades rurais para comprar e verá que as que contém nascentes e rios em seu interior valem muito mais que as que não possuem, assim como florestas.

    Com 85% da população brasileira vivendo em cidades o nível de ignorância sobre manejo de recursos naturais nos meios rurais é absurdo, a experiência se resume a plantar um caroço de feijão no algodão ou regar as plantas na sacada, e pior, são pessoas assim que escrevem as atuais regulamentações rurais.

    Águas e florestas com fauna são ativos muito procurados por produtores rurais nos dias de hoje, a primeira para viabilizar qualquer produção econômica na propriedade e a segunda para produzir a primeira (pois é, árvores no topo dos morros viabilizam a produção de água),embelezar, dar peixes e valorizar sua propriedade, é o equivalente a ter um parque com fonte, na frente de seu condomínio.
    A propósito, peixes caros e saudáveis só dão em rios não represados.
    A exceção disso fica por conta das commodities agrícolas, altamente reguladas pelo estado, e justamente nessas propriedades a degradação é lamentável.

    Esses destrutores de meios úteis de produção por irresponsabilidade já existem aos montes, não precisa dar exemplos tão hipotéticos, todos os anos o Brasil perde milhares de hectares para a erosão do solo mal manejado e milhares de nascentes morrem, incentivando os responsáveis a melhorarem suas técnicas de manejo de solo e aumentando sua produção de água, já que terras boas e com recursos vão se tornando mais escassas

    Há muita gente ganhando dinheiro comprando baratinho esses desastres, recuperando com técnicas simples e revendendo em lotes para fundos de investimentos querendo diversificar suas carteiras, você mesmo pode consultar e comprar esse produto pelo seu internet banking e ajudar a preservar a natureza.
  • Arnaldo de Saboya  07/07/2016 17:26
    Keynesianos, modernos, chicaguenses, podem ter muitas diferenças, mas todos consideram escola austríaca pseudo-ciência que se recusa a usar as ferramentas matemáticas modernas. Ah, e o debate econômico é feito por essa galera, os austríacos estão fora dele. Só fazem sucesso entre leigos.
  • Ludwig   07/07/2016 18:02
    "Ah, e o debate econômico é feito por essa galera, os austríacos estão fora dele."

    Exatamente!

    É por isso que todo o mundo vem vivenciando um descalabro econômico, o qual varia apenas em intensidade.

    Enquanto isso, os austríacos -- marginalizados, como você bem disse -- seguem sendo os únicos que acertaram todas as suas previsões, tanto para a economia americana e europeia quanto para a brasileira.

    Amostras:

    O que faz de alguém um bom economista - ou, por que acertamos nossas previsões gerais

    Os austríacos, é claro, estavam certos - mais uma vez

    Dez motivos por que a Escola Austríaca é melhor que as escolas convencionais

    Obrigado por reconhecer o presente estado das coisas e por apontar os responsáveis por ela. E obrigado por explicitar o desespero do mainstream em perceber que não mais detém o controle das opiniões politicamente aceitáveis.
  • Catarinense  07/07/2016 18:34
    Essas linhas de pensamento que você, Arnaldo, citou, dão justificativas, ainda que falsas, para o espólio estatal. Por isso participam do debate mainstream.

    Os austríacos apontam as falácias e as reais consequências dos "estímulos econômicos".

    Não é difícil constatar o conflito de interesses. A não ser que você tenha 12 anos. Aí o apelo à autoridade faz sentido.
  • saoPaulo  07/07/2016 18:59
    Só para por mais lenha na fogueira e até exclarecer um tema sobre o qual sou bastante leigo.

    O mainstream econômico em geral aponta a praxeologia como pseudociência. O que dizer sobre isto?
  • Lennon  07/07/2016 18:26
    Maneira simples de acabar com a inflação sem precisar do governo nem nada, trabalhar muito, muito mesmo a nível de produzir valor muito acima do que produz e consumir uma pequena porcentagem desse valor de sua produtividade, e o resto que ganhou aplicar no banco para comprar uma casa, um carro, abrir um negocio, fazer faculdade, ou mesmo para sua aposentadoria ou para casos de emergência na família que sempre todo o mundo tem como para uma emergência médica, trouxa é que confia nos serviços públicos de emergência no Brasil arriscando a vida de seus familiares(Um de meus parentes sofreu isso na pele e teve que ir para um hospital particular para ser atendido)Um exemplo é essa reportagem da bbc brasil, "Uísque, cristais e restaurantes de luxo: como vivem os ricos em meio à crise na Venezuela"

    www.bbc.com/portuguese/internacional-36733066

    Essas pessoas ricas tem uma vida relativamente boa porque até agora eles vivem das suas economias que fizeram ao longo dos anos no país de hiperinflação e desabastecimento. só conseguindo se manter no país com negócios nos eua apesar de ter o problema da falta de medicamentos
  • Emerson Luis  11/07/2016 13:26

    "Como a maioria dos economistas do mundo, fui educada na firme crença de que alguns indivíduos alojados no Ministério da Fazenda e no Banco Central devem conduzir, mediante a manipulação dos gastos do governo, da oferta monetária e das taxas de juros, o futuro de um país."

    Poder conduzir o futuro de um país, até podem. O problema é para onde o conduzem.

    * * *


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.