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Pode o dólar passar de R$ 6?

Pronto. Dobramos a meta. O dólar ultrapassou a marca de R$ 4, quebrando mais um recorde no Plano Real – a maior marca de toda a história da moeda brasileira –, outro feito nada invejável do atual governo.

Para muitos economistas, câmbio a R$ 4 já uma realidade difícil de mudar. Os prognósticos variam apenas na intensidade com que o dólar irá subir nos próximos meses.

Há pouco mais de um mês escrevi um artigo para analisar se o dólar estava caro ou barato e até onde poderia ir. A conclusão então é a mesma que segue: o real já está bem subvalorizado, bem abaixo do que seria o seu valor justo, ou correto, de acordo com a teoria da paridade de poder de compra. O preço de "equilíbrio" do dólar estaria situado ao redor de R$ 3,15.

Como cheguei a essa conclusão? Utilizando a taxa de câmbio real (TCR), a qual considera a variação do poder de compra das duas moedas — real e dólar, calculados pelos índices de preços ao consumidor de cada país (IPCA e CPI) —, podemos aferir qual seria o valor justo para o câmbio. Isso não significa afirmar que o dólar a R$ 4,13 esteja errado. O preço praticado pelo mercado neste momento é esse e ponto.

O que a análise da TCR evidencia é o quão descolado dos fundamentos está o câmbio. Em outras palavras, levando em conta apenas a variação da depreciação relativa entre duas moedas — a velha teoria da paridade de poder de compra —, um dólar acima de R$ 3,15 não pode ser explicado apenas pelos fundamentos, há outras forças em jogo levando o câmbio para longe do que seria razoável.

Atualizado o gráfico da taxa de câmbio "correta" com os dados de julho e agosto, vemos que o dólar de equilíbrio subiu de R$ 3,11, em junho, para R$ 3,15.

USDBRL Correto.png

E como evoluiu a própria TCR calculada pelo Banco Central (Bacen)?

TCR.png

Ao fim de junho, a TCR estava em 99,8; mas após a subida incansável do dólar, o índice fechou o mês de agosto em 111,61, apontando um desalinhamento considerável em relação ao valor justo — quanto mais distante de 100, mais em "desequilíbrio" estaria a taxa de câmbio.

E assumindo que a cotação da moeda americana permanecerá no nível atual por mais alguns dias, ao fim de setembro a TCR indicará um descolamento ainda mais proeminente.

De fato, o câmbio atingiu a marca histórica de R$ 4, superando a cotação alcançada lá no final de 2002 quando o dólar quase chegou nesse patamar. Mas o câmbio a R$ 4 em 2015 é comparável ao câmbio a R$ 4 em 2002? Para responder essa pergunta, analisemos novamente o gráfico da TCR.

A maior marca registrada pelo índice foi de 206,11 em outubro de 2002, mês das eleições presidenciais quando o câmbio disparou para cerca de R$ 4. Era o auge da turbulência dos mercados, fruto do temor de um futuro governo de esquerda ansioso para avacalhar com o Plano Real e minar os fundamentos da economia.

Hoje, porém, o dólar sendo negociado a R$ 4 não levará a TCR para 206. Considerando que em agosto o índice alcançou 111, quando o câmbio estava ainda ao redor de R$ 3,50, a TCR atualmente deve situar-se entre 120 e 130.

O exercício interessante a fazer, então, é: se tivéssemos hoje o mesmo descolamento entre câmbio vigente e câmbio correto lá de 2002, qual seria o dólar atualmente? Dito de forma mais direta, se a TCR fosse hoje 206,11, o mesmo patamar de outubro de 2002, qual seria o dólar implícito hoje? Nada menos que R$ 6,50!

Essa é a resposta da pergunta feita anteriormente: o dólar a R$ 4 em 2002 equivale a um dólar ao redor de R$ 6,50 hoje.

Isso quer dizer que em 2002 o descolamento do câmbio de mercado do seu valor justo foi uma absurdidade, o que comprova o quanto o mercado desconfiava de um futuro governo petista no poder.

A pergunta que ninguém sabe responder é: será que o dólar passa de R$ 5? Será que passa de R$ 6?

No artigo anterior, concluí dizendo que: "Em 2002, as contas estavam ajustadas internamente, mas um tanto vulneráveis no front externo. Ao contrário daquele ano, hoje o desajuste está nas contas internas. Mas de forma semelhante àquele ano, o câmbio virou novamente um termômetro da desgovernança política brasileira".

De fato, a rápida subida do termômetro do dólar reflete rigorosamente o que ocorreu desde então. Em menos de 30 dias o governo Dilma Rousseff fez lambança atrás de lambança — como o orçamento com déficit primário enviado ao congresso, algo inédito na história contemporânea do país —, levando o mercado a questionar cada vez mais a saúde fiscal do governo e a reduzir as projeções de crescimento econômico e, de quebra, antecipando o rebaixamento da classificação de risco do país pela agência Standard &Poors.

Confesso ter subestimado a capacidade do governo de desgovernar em tão pouco tempo. A aptidão desse time para aprofundar ainda mais a crise política e econômica é ímpar. Isso o mercado não perdoa, e o câmbio é o reflexo direto do caos institucional e econômico que vivemos.

A situação atual é semelhante à de 2002? Em parte sim, pois há uma enorme incerteza quanto aos rumos políticos, cujos desdobramentos afetarão diretamente a economia brasileira. Mas há diferenças importantes também.

Naquela época, as contas externas estavam bastante vulneráveis, hoje não estão. Mas em 2002, a economia real não estava tão bagunçada quanto hoje está. Não estávamos diante da forte recessão que hoje bate à porta de todos os cidadãos.

A alta do dólar de 2002 deveu-se a uma crise de confiança clara e bastante pontual. A correção daquela conjuntura não era uma tarefa hercúlea. Bastava o governo Lula sinalizar ao mercado que manteria a política econômica longe das heterodoxias propostas pela ala radical do Partido dos Trabalhadores e a confiança retornaria para acalmar o câmbio. Foi justamente o que aconteceu. Felizmente.

Hoje estamos em uma situação muito mais complexa, pois o quadro político é mais imprevisível que o de 2002, e os ajustes necessários para reconduzir a economia ao crescimento são muito mais profundos. Por isso tudo esta já é a pior crise da história do Plano Real com alta probabilidade de agravar-se ainda mais.

Pode o dólar chegar a R$ 6? Sinceramente, pode. É claro que pode. É provável? Teimarei mais uma vez em afirmar que não. A verdade é que na atual conjuntura, qualquer previsão é especulação pura. Wild guessing.

Mas em vez de prever se o câmbio superará R$ 5 ou R$ 6, a resposta mais precisa, talvez, seja afirmar que o dólar dificilmente volta para R$ 3 tão cedo — se é que voltará algum dia. Ao que tudo indica, dificilmente baixará de R$ 4.

A prosperidade ilusória da última década acabou. Estamos de volta à realidade.

Mas, em caso de dúvida, compre dólar.



autor

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 

  • Pobre Paulista  24/09/2015 14:11
    "Mas, em caso de dúvida, compre dólar."

    Ué, mas e o ouro e os BitCoins, Fernando? :-D
  • Fernando Ulrich  24/09/2015 14:29
    Compre ouro e bitcoin também.
  • Vection  18/05/2019 00:19
    Seu lindo Paulo Guedes, Bolsonaro e companhia levaram o dólar a 4,11 agora. Não vai falar do "desgoverno"? Crises por toda parte, MUITO mais do que em 2015?

    Opa e a gasolina à 5 reais?

    A super direita "Misesística" não serve nem pra agradar banqueiro mais. O dólar subiu em 2002 pq viu que entraria um governo que ia beneficiar seu povo ao invés de interesse de banqueiro estrangeiro. Agora, é só pq são um bando de incompetentes e burros mesmo.
  • Horizon  18/05/2019 00:38
    "Seu lindo Paulo Guedes, Bolsonaro e companhia levaram o dólar a 4,11 agora. Não vai falar do "desgoverno"? Crises por toda parte, MUITO mais do que em 2015?"

    Eu até concordo com sua crítica, mas aí você tem de ser coerente.

    O que dizer, por exemplo, do governo Temer, que trouxe o dólar de R$ 4,24 (ápice da baderna do governo Dilma) para R$ 3,05?

    Eu diria que foi ótimo. E você? Seja coerente.

    "Opa e a gasolina à 5 reais?"

    Aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=3011

    "A super direita "Misesística" não serve nem pra agradar banqueiro mais."

    Não entendi. A equipe econômica é chicaguista. E Chicago odeia os austríacos. Informe-se melhor.

    "O dólar subiu em 2002 pq viu que entraria um governo que ia beneficiar seu povo ao invés de interesse de banqueiro estrangeiro."

    Interessante.

    Bancos lucraram 8 vezes mais no governo de Lula do que no de FHC

    Na Era Lula, bancos tiveram lucro recorde de R$ 199 bilhões

    Se aquilo era um governo contra os interesses dos banqueiros, como seria um governo "amigável" aos banqueiros?
  • Henrique Zucatelli  24/09/2015 14:40
    Pobre Paulista, não seja prolixo meu caro.


    Se você quiser apostar em BC, Euro, ou em commodities como ouro... mas não recomendo, posto que estas (com excessões como celulose, vulgo Klabin e concorrentes) estão em tendência de baixa.

    A palavra do momento para Hedge é Dolar.
  • Tannhauser  24/09/2015 15:42
    Isso.

    Venda o seu ouro na baixa e compre dólar na alta. Não tem como dar errado.
  • Marco Martins  24/09/2015 16:29
    Depende, se vocês estão acompanhando o mundo externo, pode ser que exista uma bolha de crédito se formando se essa coisa explodir conforme algumas previsões, o dolar e todas as moedas podem desabar e só vai restar como referencia será o metal mesmo, o ouro.
  • Henrique Zucatelli  24/09/2015 18:12
    Comprar em baixa é ótimo - quando se tem uma perspectiva de alta a frente, seja fundamentada em uma possível bolha ou eventos de cauda (China?).

    As únicas commodities que apostarei são as quem tem aumento de preço genuíno ocasionado pela baixa na oferta -celulose a curto e médio prazo, e alguma coisa em cobre a médio e longo prazo.

    Por que celulose e cobre? Prevendo o óbvio, a crescente restrição da demanda, independente da China afundar ou não, o consumo de derivados do papel e de eletrônicos vai continuar, e utilizarão cobre até ficar inviável economicamente. Até lá os sortudos que tiverem papéis nessas commodities estarão bem felizes.

    Não desprezo o ouro e outros metais preciosos, mas não vejo alguma guinada.

  • Eike Batista  24/09/2015 20:15
    O que é um evento de cauda?
  • Pobre Paulista  24/09/2015 22:25
    Um evento raro, porém severo.
  • Thiago Teixeira  25/09/2015 05:43
    Estou entrando em bolsa agora. O pouco que conversei com o corretor, falei em ouro, ele me desencorajou. Comentei sobre a baixa relativa ao dólar nos ultimos 5 anos, que acredito ser um evento excepcional, ele deu uma explicacao diferente: aumentou a facilidade de comprar outras commodities.

    Bem, quero estar bem posicionado pelo proximo ano ou dois, quando temo que venha uma turbulencia feroz.
  • André Luiz  26/09/2015 23:16
    Thiago, boa noite. Esqueça o que o seu corretor fala cara. Quer sobreviver na bolsa, saia da manada. Acesse o site do Bastter.com O melhor site pra iniciante em bolsa cara. o canal dele no youtube também é excelente. Além disso se vc não tem tempo pra acompanhar seus investimentos esqueça trade, faça Buy and Hold. Um abraço.
  • anônimo  28/09/2015 10:34
    'quero estar bem posicionado pelo proximo ano ou dois, quando temo que venha uma turbulencia feroz.'

    Vc devia QUERER que venha uma turbulência feroz. Quanto mais cedo uma economia insustentável morre, menos sofrimento.
  • Rod100  24/09/2015 14:12
    A pergunta que me faço é sobre até quando ficaremos com inflação de preços elevada e crescente. Se a inflação de preços permanecer muito alta o TCR é corrigido via IPCA e não via câmbio.

    Não sei se procede, mas ouvi que o Tesouro Nacional não tem conseguido se financiar (daí as taxas de juros crescentes, acima da SELIC) e o BACEN estaria financiando diretamente o Tesouro Nacional. Se for verdade, inflação e IPCA presionados.

    Sds,
  • Rod100  24/09/2015 15:24
    Encontrei a fonte, "Palestra Gustavo Franco 17/09/15 - Seminário do PSDB e ITV com Economistas", no link:

    https://youtu.be/wApYm35qLSY

    Gustavo Franco fala das operações compromissadas a partir de 21min no vídeo.

    Sds,

    Rod100
  • Ricardo Malta  24/09/2015 21:13
  • Ali Baba  24/09/2015 14:13
    Desculpe a ignorância, mas como você derreferencia o índice da TCR? Como você gera a linha vermelha do primeiro gráfico desse artigo, transformando índice em valor?
  • M.S. Batista  24/09/2015 14:15
    Tipo o universo, não há limites!

    O foguete já foi disparado no final de 2010. Vamos ver até onde chegará.

    Sigamos o conselho do Fernando: comprar dolar. Mesmo que diminua o valor um dia, mas é muito mais seguro que ficar com onças na mão, que mais parecem "gatinhos". Ou ratos. Quem sabe, baratas?

    Compradores do Aliexpress (maioria povão), Ebay, Amazon... e aí, estão satisfeitos com a economia? Digo isso aos que veneravam a politica economica, sem saber a merd* que diziam...
  • M.S. Batista  24/09/2015 14:19
    Fernando,

    Pelo jeito, o governo não vai demorar criar notas de R$ 200,00, R$ 500,00, R$ 1.000,00.

    Antigamente, nem caixas eletrônicos tinham notas de R$ 100,00. Atualmente, até pivete anda com uma no bolso.

    E é melhor mudar essa foto da nota de R$ 5,00. Deixe uma de R$ 10,00 no jeito, porque não demora chegar.
  • Fernando  24/09/2015 14:20
    Pergunta de um leigo no assunto:

    "em caso de dúvida, compre dólar"

    Qual o melhor jeito de se fazer isso? Óbvio, não é simplesmente ir até uma casa de câmbio e comprar dólar turismo, guardar no colchão e vender daqui x meses... então como?
  • Henrique Zucatelli  24/09/2015 14:46
    Fácil.

    Se não quiser ter em espécie, basta comprar ações indexadas em dólar devido a suas receitas em exportação (WEG, KLABIN, ALPARGATAS, NATURA) ou em fundos Multimercados que oferecem alta exposição a moeda americana.

    O Bradesco e o Santander oferecem esses serviços de maneira bem prática.
  • anônimo  24/09/2015 15:05
    Fundos cambiais no Brasil têm a desvantagem de estarem no Brasil. São vulneráveis a confiscos (Plano Collor 2.0?) e corralitos. O melhor mesmo é manter seus ativos em jurisdições mais amigáveis ao investidor.
  • M.S. Batista  24/09/2015 15:22
    Anônimo,

    Já ouviu falar em colchão? Então, tem gente usa isso para outras coisas!
  • M.S. Batista  24/09/2015 15:18
    Zucatelli,

    Fibria e Suzano já estão com mais de 55% de valorização acumulada em 2015.

    São ótimas empresas também; recomendo.
  • Vitor Sousa  24/09/2015 14:49
    Fundo cambial
  • WLNC  24/09/2015 14:51
    O jeito mais fácil de todos, se não tiver uma conta nos EUA é comprar fundos cambiais, que seguem bem a variação do USD.
  • anônimo  24/09/2015 15:01
    Sugestão: use bitcoins como meio de transferência.

    Uma vez com bitcoins na mão, você pode transferi-las para um serviço tipo BitReserve ou Coinapult Locks que te deixa convertê-las em dólar e outras moedas. Se você tiver uma conta bancária fora do Brasil também poderá transferir seus dólares para essa conta, e investi-los em outros ativos financeiros, não atrelados ao real, e não submissos ao governo brasileiro (portanto imunes a um eventual corralito da parte deste)

    Aconselho manter uma parte do patrimônio em Bitcoin, e não converter tudo. ;)
  • Tannhauser  24/09/2015 15:57
    Esse BitReserve é como o Ripple?
  • Fernando  24/09/2015 16:19
    Muito obrigado pelas respostas!

    Dei uma olhada rápida nos fundos do Itaú (onde tenho conta), o Cambial está com rendimento nos últimos 12 meses de mais de 58%
  • anônimo  25/09/2015 12:23
    Esse BitReserve é como o Ripple?

    Não. É como uma casa de câmbio na verdade. Confesso que nunca usei então não sei os detalhes, mas esses dois em particular, se você só depositar/sacar bitcoins e nunca dólares, eles podem simplificar o aspecto regulatório, acredito. É mais fácil abrir uma conta. Acho que o Coinapult Locks te permitia mesmo abrir contas anônimas. Só que você não pode sacar fiat, só bitcoin entra, só bitcoin sai. Fiat tem que ficar depositada com eles.

    Numa casa de câmbio tradicional tipo Bitstamp, Kraken etc você poderá sacar depositar bitcoins e sacar fiat em alguma conta bancária fora do Brasil.
  • cmr  24/09/2015 17:13
    Eu fui na casa de câmbio, comprei quase 2000 euros em espécie.
    Já acumulei algum "lucro" em alguns dias, e olha que já comprei o euro caro, paguei R$4,59 por cada.
    E o euro não para de aumentar, assim como o dólar. Eu estava pretendendo viajar, mas...
  • Quagmire  24/09/2015 21:51
    Pior jeito de se expor a moedas é compra-las fisicamente.

    1- Compre cotas de fundos cambiais
    2- Mande dinheiro para exterior e compre bonds de uma empresa para ganhar mais 5% ao ano, depois deixe seus bonds como garantia e pegue mais 70% do valor em empréstimo por uma taxa de 3% e compre mais bonds que pagam 5% ao ano.
    3- Opere dólar futuro na bolsa

  • Alguem  24/09/2015 14:22
    Antes do plano real, eu ainda é criança na época, e não cheguei a perceber ou entender as consequências diretas da moeda desvalorizada.

    Por isso me veio a duvida, como era viver antes do plano Real? Como alguém conseguia manter um negócio naquelas condições.
  • Vinicius  24/09/2015 14:56
    Os empresários de sucesso não eram os que conseguiam suprir alguma demanda genuína, eram os que melhor se adaptavam em corrigir seus valores dia após dia.
    Havia o overnight, o investimento do que restou da classe média naquela época:

    blogueirosocial.blogspot.com.br/2015/03/oque-e-o-overnight.html

    Investimentos da época para se proteger da inflação:

    www.moneyguru.com.br/meu-bolso/investimentos-comuns-quando-inflacao-era-altissima/
  • Henrique Zucatelli  24/09/2015 14:57
    Uma droga.

    Entre as empresas tudo era feito em dólar, e quem quisesse ter algo, tinha que se resguardar como pudesse. Daí que surgiu o mito que imóvel nunca desvaloriza, pois foi a principal maneira do cidadão comum proteger seu patrimônio.

    Na vida cotidiana, cada mês a realidade era mais caótica que a outra. Crédito caríssimo, restrito, preços nas gôndolas sempre aumentando, produtos faltavam, desemprego altíssimo, serviços públicos falidos.

    Nessa época não era raro as pessoas morrerem de inanição, e o semi-analfabetismo era regra, pois o sujeito tinha que garantir a sua própria sobrevivência desde a infância.

    O investimento era pífio, pela simples razão de que alguém não vai investir para ver seu patrimônio ser corroído pela moeda. Logo, as empresas que ficaram vivas nessa época tinham sua própria folha de pagamento baixíssima, pois pagavam o que queriam a seus funcionários.

    Comprar um carro, uma TV ou um simples ventilador era quase impossível, posto que quem tinha esses itens dentro de casa era considerado rico (vide a Venezuela dos dias atuais, onde um Iphone custa R$ 144.000,00).

    Nessa época pequenas e médias empresas eram quase inexistentes, pois o cidadão médio não tinha fontes de crédito e investimento para montar um negócio. O que se via eram os "biscates", pequenos produtores ou comerciantes informais que se viravam das formas mais excêntricas para sobreviver, coisa hoje que parece bizarro.

    Uma coisa muito comum nessa época pela falta de crédito eram as Notas Promissórias, que eram uma maneira interessante encontrada que fomentou o crédito entre empresas e pessoas durante muitos anos. A evolução desses títulos foram os famosos "Carnês", estilo Casas Bahia.

    Espero poder ter contribuído com algo.
  • M.S. Batista  24/09/2015 15:29
    Zucatelli,

    Pegando carona no seu comentário, o Carnê do Baú fez a felicidade de muito aposentado!

    E imaginar que há idiota que "culpe" o Lula pelo fim do carnezinho...
  • Alguem  24/09/2015 16:09
    Caraca, O Báu da felicidade pelo que eu vi, nasceu justamente por causa dessa instabilidade da moeda, que destruía o poder de compra. O Carnê do Baú chegou a fechar quando a moeda voltou a ter estabilidade, Agora atenção: ELES VOLTARAM, justamente por causa da crise.

    Veja esse trecho do artigo no wikipedia:

    O Retorno do Baú
    Com a crise financeira em alta e oferta de crédito baixas, Sílvio Santos retoma a comercialização de carnês do Baú[3] , à venda em lojas, a partir de 1° de Julho de 2015, anunciado em propaganda piscante em programas do SBT, pertencente ao Grupo Sílvio Santos.[4]
    Colunistas do site O TV Foco[5] , postam o anúncio do Sílvio Santos, que em seu programa, Roda a Roda com a Jequiti,citou o possível retorno dos carnês em 14 Maio de 2015.[6]
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Ba%C3%BA_da_Felicidade


    Caraca, estamos voltando para o passado.
  • M.S. Batista  24/09/2015 15:06
    Alguém,

    O negócio mais rentável era vender máquinas remarcadoras de preço. Pensa no lucro que os fabricantes tinham com venda de máquina, conserto, venda de etiquetas adesivas!! Funcionários, aos montes (pleno emprego!), batendo "tec, tec, tec, tec, tec..." o dia inteiro, até o final do corredor. Máquina abastecida, mãos aliviadas, levantando do banquinho que lá vinha a ordem do supervisor de voltar novamente pelo corredor, agora com "um leve aumento nos preços". No dia seguinte, mas filas, mais etiquetas e mais aumentos. Havia até quem "arrancava" a etiqueta de um produto, colocava em outro, para comprar mais barato. Jeitinho brasileiro, sabe?

    Então, essa era a realidade da época.

    Agora, acho que as etiquetas de código de barras que vemos nas gôndolas irão cair em desuso. Acho que, se continuar assim, quem tiver remarcador de preço para vender, pode aproveitar para ganhar dinheiro!
  • cmr  24/09/2015 20:13
    Não ganharia mais nada com isso, pois as máquinas as quais você se refere, estão totalmente obsoletas. Atualmente é na leitura de código de barras, logo esse tempo não volta mais.
  • Thiago Teixeira  25/09/2015 05:35
    Eu era criqnça na era pré-real, mas guardo algumas memórias.
    As etiquetadoras trabalhavam sem parar, mais de uma cez por dia havia mudança de preços; peguei um taxi com minha mãe de manhã, na hora de pagar o taxista olhava o taxímeteo só para se basear, puxava uma tavela e nos dava o preço; à tarde, a tabela já era outra, com os preços corrigidos.
    Na transição, as moedas de um centavo valiam algumas balinhas, para igualá-las tinhamos que juntar trocentas cédulas pequenas.
  • M.S. Batista  25/09/2015 13:19
    CMR,

    Entenda a ironia.

    Se a inflação voltar, quem trabalha com impressão de etiquetas de código de barras vai lucrar (outra ironia). Apenas adapte a realidade e entenderá o que eu quis dizer.
  • Marconi Soldate  24/09/2015 14:41
    Bom texto!

    Considerando que o dólar caiu bem logo no início do real e ficou por ali uns 4 anos, não seria aquela ali 95-99 um valor mais "correto" do ponto de vista do poder de compra?

    Como o Brasil viveu anos descontrolado, creio que o tempo para a paridade do poder de compra ser mais real deve ter demorado um pouco, pois a confiança q o plano era sério, depois de tantos fracassos, demorou a chegar, não?

    Considerando aquele valor em 96 como sendo o valor "correto", quanto deveria seria o dólar hoje?
  • M.S. Batista  24/09/2015 15:34
    Marconi,

    Enquanto houver a desconfiança do investidor (principalmente o estrangeiro), instabilidade política e econômica, o dólar subirá. Some a isso o aumento do juros do FED, especulações, possíveis crises internacionais a eclodir...

    Não há luz no fim do túnel; até porque, a conta da energia está muito cara.
  • jones  24/09/2015 16:11
    Alguém explica isso, por favor:

    oglobo.globo.com/economia/dolar-igual-bolso-diferente-apos-13-anos-17587057
  • Rodrigo Pereira Herrmann  24/09/2015 16:51
    Nada mais difícil do que especular valor de câmbio.
  • Juan Domingues  24/09/2015 16:57
    Eu não diria que é wild guess não, eu diria que é muito, mas muito provável que o real continue desvalorizado por meses.
    O Brasil hoje em dia não conta com otimismo por parte de nenhum agente ou investidor internacional. É visto como uma grande decepção na verdade. Enquanto na década de 2000 era tudo uma maravilha (no sentido de ser mais fácil fazer o mercado acreditar em promessas), hoje em dia não temos mais a mesma chance e voto de confiança. Soma-se a isso o fato de o país continuar terrível para se fazer negócios em virtude da burocracia e dos entraves de sempre.
    Ainda que se troque o governo, a situação é grave.
  • Henrique Zucatelli  24/09/2015 18:14
    Enquanto o tesouro não parar de emitir dinheiro fajuto para cobrir esse déficit brutal, a moeda não vai parar de se desvalorizar.

    Sem reformas a frente, o Dólar a 6, 7, 8... não vai ser nenhuma novidade.
  • Henrique Zucatelli  24/09/2015 20:50
    Olha aí o que eu estou dizendo
  • Pauloh  24/09/2015 20:56
    Como assim? Até onde sei existe mera tentativas de financiar o deficit por meio da rotação da impressora monetária.. Nada ainda em larga escala para justificar uma destruição do real a tal ritmo. Para mim essa sobrevalorização do dólar se deve as incertezas políticas e econômicas, a falta de previsibilidade, se o PT continua ou não no poder, e também esse vai e volta de propostas(tira imposto, poe imposto)que deixa qualquer um desnorteado, em um cenário assim é natural que o dolar suba independente dos fundamentos do presente, pois os fundamentos do futuro estão inseguros
  • Henrique Zucatelli  24/09/2015 21:23
    Pauloh, você pode entender o que ocorre com a expansão da base monetária aqui
  • bruno  24/09/2015 19:06
    Fernando, vc acha que isto tudo seria uma política cambial dirigida, conforme esta análise?:

    noticias.r7.com/jornal-da-record-news/videos/?idmedia=56034ae90cf23012770d5908

    É uma análise sombria....é como se aproveitassem essa recessão para entubar mais ainda no povo. O resultado será uma recessão prolongada (pois, quem investe em máquinas importadas com esse câmbio?!) e fatalmente calote de dívidas de estatais via emissão de mais moeda.

    A inflação, que nestes últimos 2 meses parece contida por uma depressão, deve voltar com mais força...

    Poderia comentar esse maquiavelismo ou é teoria da conspiração isso tudo?
  • Vinicius  24/09/2015 19:40
    Se o governo não conseguir financiar sua dívida a juros mais baixos nos próximos meses, a dívida interna vai aumentar a uma velocidade alucinante, e o governo vai dar calote em sua dívida via inflação, aí o resto é consequência.
  • anônimo  24/09/2015 23:31
    Vc diz uma inflação de 20% e uma selic de 15%, por exemplo?
  • Juan Domingues  24/09/2015 19:56
    Se a teoria deles for verdadeira (e há indícios de que realmente seja) isso só confirma o hospício que se tornou brasília.
  • Diego  24/09/2015 20:24
    Não acredito que o Fed suba os juros tão cedo. Eles determinaram que a inflação mínima pra isso seria de 2%, mas está em 0,2%. Muitas pessoas fora do mercado, baixos salários, muita gente mamando na teta do governo.
    Duvido eles mexerem nos juros em ano eleitoral.
  • Pedro  24/09/2015 20:32
    Fernando, parabéns por mais um excelente artigo!

    Abraço!
  • Pedro  24/09/2015 20:42
    Agora acabou: Tombini vai dirigir o Brasil pro buraco de taxi.

    exame.abril.com.br/economia/noticias/reservas-podem-e-devem-ser-utilizadas-diz-tombini

    "Reservas podem e devem ser utilizadas."

    O que vai acontecer:

    Senhor Tombinho vai fixar um câmbio artificial se o dólar continuar a encarecer 1 real em cada bimestre. Até os grandes economistas que quebraram o Brasil quatro vezes vão confessar que o câmbio passou dos limites porque houve uma desvalorização cambial anacrônica ao cenário internacional (?) ou alguma palhaçada assim.

    (2) - Por um tempo, os brasileiros vão voltar a comprar dólares como se fosse carne em mercado do Sarney. Tudo amparado por câmbio artificial. O governo vai ver o ajuste artificial do câmbio como prova de algum aumento da confiança dos gringos nas contas do governo e voltará a gastar, em especial para aumentar a mamata do BNDES.

    (3) - As reservas internacionais vão acabar e haverá um cenário de inflação extrema da base monetária combinada na qual o câmbio de verdade está em 15 reais. O governo vai passar a restringir a compra dos dólares do BACEN. Se ele não tem esse direito porque o BACEN é autarquia, vai passar a ter. Com as atividades compromissadas, tá muito claro que o governo está pouco se... para as regras e a Era Mantega prova que o Tombinho não tem personalidade alguma e só faz o que a Fazenda manda fazer.


    (4) - Viramos a Argentina sem controle de preços.

    (5) - Viramos a Argentina com controle de preços.

    (6) - O presidente começa a matar gente arbitrariamente.

    (7) - Viramos a Venezuela.
  • Diego  24/09/2015 21:21
    Só o esquema da Petrobras já é o maior assalto de todos os tempos, fora o resto, PMDB troca o impeachment por ministérios, pedaladas, uma farsa de um ajuste onde continuam aumentando gastos e impostos, país quebrado, Foro de São Paulo...e pra completar resolvem enterrar a Lava Jato.
    Dólar a 4 tá de graça, deveria bater logo 13.
    Enquanto isso o México saiu da lama entrando no NAFTA, "explorado" pelos imperialistas, e nós estamos aqui afundando com esse lixo do Mercosul e esses bandidos do Foro.
    Só resta o fundo cambial.
  • Felipe R  24/09/2015 21:36
    Essa sensação de que o buraco é mais fundo me mata um pouco por dentro, se eu ficar desatento...

    Agradeço as dicas, Ulrich!
  • anônimo  24/09/2015 21:38
    "A alta do dólar de 2002 deveu-se a uma crise de confiança clara e bastante pontual. A correção daquela conjuntura não era uma tarefa hercúlea. Bastava o governo Lula sinalizar ao mercado que manteria a política econômica longe das heterodoxias propostas pela ala radical do Partido dos Trabalhadores e a confiança retornaria para acalmar o câmbio. Foi justamente o que aconteceu. Felizmente."

    "Felizmente."

    Será que o autor do texto sabe que a construção do Socialismo passa por uma "época de Capitalismo" (abertura de mercados e atração de investimentos) em que o partidão se preocupa em tempo integral em centralizar todo o aparato do poder político nas mãos? Lênin com a Nova Política Econômica que o diga. Lênin com a NEP foi mais liberal do que os próprios Czares.
  • Breno  24/09/2015 21:39
    Olha, eu entendo a lógica da TCR.

    Mas não é um erro olhar o IPCA para trás?

    É claro que segundo a lógica o dólar também reflete o diferencial de inflação futura, implicito nas NTNBs.

    Com isso a diferença entre as taxas mercado x TCR não seria menor?
  • Rennan Alves  24/09/2015 22:47
  • Leandro  24/09/2015 22:58
    De novo isso? Só ontem, respondi a essa mesma pergunta duas vezes. Ao todo, já foram 9 vezes.

    Ver seção de comentários deste artigo, leitor Marcos Roberto:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2175
  • Felipe  25/09/2015 01:09
    Leandro,

    Segundo o artigo linkado pelo colega acima, o dólar a R$ 4 em 2002 seria equivalente a R$ 6,90 hoje.

    Já no artigo do Fernando, ele diz que "Essa é a resposta da pergunta feita anteriormente: o dólar a R$ 4 em 2002 equivale a um dólar ao redor de R$ 6,50 hoje."


    Ou seja, os dois convergiram para um valor bem próximo. Porque a primeira análise é inválida? Obrigado

  • Leandro  25/09/2015 02:34
    O que o artigo diz é que o "câmbio correto" seria de R$ 3,15. Esse é o único valor que faz algum sentido, pois pega o IPCA brasileiro e o CPI americano.

    Já essa taxa de câmbio calculada pelo Banco Central na forma de um índice (!) não tem sentido nenhum.

    Pegar um câmbio 12 anos atrás (valor esse, aliás, que vigorou por um mísero dia e durante as vésperas de um segundo turno de uma eleição presidencial cujo provável vitorioso era um total enigma) e dizer que hoje esse valor seria de R$ 6,90 não faz sentido nenhum, e pelos motivos que expliquei.

    Você não está comparando o valor de um mesmo bem ao longo do tempo, mas sim dois preços de duas moedas. Essa comparação não faz sentido nenhum, pois os próprios preços dessas moedas já são diariamente ajustados pela perda do poder de compra entre elas. A taxa de câmbio de cada dia já faz esse ajuste. Não consigo ser mais claro do que isso.

    Uma coisa é você comparar quanto custava um Gol 1.0 em 2002 e quanto custa esse mesmo Gol 1.0 hoje. Outra coisa, completamente distinta, é você comparar o preço relativo entre duas moedas em 2002 com o preço relativo entre essas mesmas duas moedas em 2015, e daí dizer que os preços entre elas hoje teria outro valor em 2002.

    Não faz sentido nenhum.


    P.S.: algo que está sendo frequentemente ignorado neste debate é que, em 2002, o câmbio ficou acima de R$ 3,80 somente durante alguns dias de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Passadas as eleições, o câmbio voltou a cair e terminou o ano em R$ 3,53. E já em 2003, quando tudo se acalmou, o dólar chegou a bater em R$ 2,80.

    Ou seja, o pessoal fala daqueles valores de 2002 como se eles tivessem sido a regra e tivessem perdurado por muito tempo, quando na verdade eles foram totalmente efêmeros, estando ali apenas durante um período eleitoral extremamente imprevisível. Em abril de 2002, por exemplo, o dólar estava a R$ 2,25, e com tendência de queda.
  • Felipe  25/09/2015 11:32
    Obrigado Leandro!

    Só para confirmar... Devo entender então que você não está 100% de acordo com este artigo do Fernando Ulrich (quando fala em equilíbrio a 3,15 ou usa o TCR para chegar em uma equivalência de R$ 6,50), correto?
  • Leandro  25/09/2015 12:34
    Quanto ao R$ 3,15 eu concordo com a teoria por trás dela, tanto é que eu própria já a citei neste artigo:

    Grosso modo, a taxa de câmbio representa, em tempo real, a razão entre o nível geral de preços vigente em dois países distintos. A taxa de câmbio entre dois países é igual à razão de seus níveis de preços relativos.

    Sendo assim, a evolução da taxa de câmbio é uma narrativa da evolução do poder de compra atual de sua moeda em relação a todas as outras.

    A conclusão, portanto, é que com a taxa de câmbio não há segredo: se ela está se desvalorizando por muito tempo, então é porque o país está em rota inflacionária. Se ela está se valorizando com o tempo, então é porque o país está em rota sadia.

    Quanto ao índice do Banco Central, eu simplesmente não entendo a lógica por trás dele.
  • Típico Filósofo  26/09/2015 01:12
    Caro Leandro, nem perca horas de sono pelo advento deste artigo aí. Em breve o câmbio estará na casa dos 50 reais e nenhuma racionalização irracional ou outros eventuais erros de dupla contagem artificial da natural disparidade de poder de compra das duas moedas servirão aos apologistas do governo federal e da desvalorização cambial. E embora isso venha a ocorrer, sobrarão sábios para louvar o artigo conveniente do simplício em alguns anos.

    É fácil entender o jogo das inteligências. Se argumentos racionais fossem recursos apoderados de alguma importância, seria mister transformar as universidades brasileiras em hospícios para justificar o renome de seus professores perante os alunos.

    Ter de ensinar a função de conhecimento expressa por um câmbio relativo ao outro é absurdo.
  • Erick  25/09/2015 00:21
    Pessoal mas e agora? Com o Tombini tentando controlar o câmbio com esses leilões e até mesmo usando as reservas. O Dólar continua subindo mesmo? Minha impressão é que eles vão tentar controlar agora pra que o dólar não passe a casa dos R$4 enquanto puderem.
    Continua subindo o dolar?
  • Anônimo  25/09/2015 00:52
    Pegue seu banquinho e saia de mansinho. Este país é uma catástrofe e sempre vai ser. Quem é inteligente pega a família e foge. Quer ver o Brasil no futuro? Visite a Argentina. Quer uma máquina do tempo que vai mais longe? Vá até a Venezuela. O Brasil é o fim da história do Cubão latino-americano. Se você não gostou, contente-se ou vai embora. Não vai chegar além do ponto em que o país estava em 2008. Vamos regredir e voltar. Nossa única esperança é que inventem uma super-máquina que cria energia usando a jumentice dos políticos e aí o mundo será uma utopia.

    Brasil é uma ruína verde e amarela. Deixe-o ou deixe-o. Ame-o se for idiota.
  • Henrique Zucatelli  25/09/2015 03:03
    Não confio em anônimos (risos).

    Utilizando as reservas, mesmo que o BC consiga segurar o dólar a R$ 3,50, ele está compulsoriamente levando o país a dois cenários:

    1- Diminui o poder de compra dos importadores
    2- Aumenta ainda mais a base monetária, pois diminuindo seu lastro em dólares, o dinheiro em circulação perde mais valor.

    As consequências:

    1- Inflação e;
    2- Com ela, a única coisa que o BC pode fazer é aumentar ainda mais os juros.

    Câmbio flutuante é só dor de cabeça. Ferramenta de governo incompetente.

    FHC no seu primeiro mandato só não conseguiu levar pra frente o câmbio fixo naquela época porque diminuiu excessivamente a base monetária - na porrada mesmo, e teve seus motivos (1:1), e furou de outro lado, contraindo dívida externa. Na verdade nem fixo foi, era administrado mesmo.

    Tivesse levado a cabo a teoria do câmbio fixo puro, fixado a base monetária em uma proporção digamos, saudável (4 ou 5:1), e não contraído dívidas, hoje estaríamos colhendo os frutos de uma estabilidade nunca vista nesse país.
  • Dissidente Brasileiro  25/09/2015 03:40
    Falando em Venezuela...

    Escassez faz sumir absorventes femininos na Venezuela. Mulheres são obrigadas a usar "toalhas higiênicas socialistas".

    O fim do braziul será o escárnio perante as outras nações e também sua completa ruína, e isso não terá volta. É a maldição de todas as ex-colônias ibéricas, e este país desde o começo já sinalizou para o completo fracasso. O brazilêro é um dos povos mais burros, inúteis, vagabundos e bandidos que já existiram na face da terra, e o pouco que esta joça foi para frente deve-se principalmente aos italianos, japoneses e americanos que aportaram em SP e aos alemães, franceses, holandeses que desembarcaram principalmente no Sul, caso contrário isto aqui seria uma Nigéria continental com o PIB da Eritréia, essa é a verdade.

    No mais o Anônimo aí em cima já disse tudo. Seja sábio e aceite o bom conselho dele, é a minha sugestão.
  • Pobre Paulista  25/09/2015 12:51
    Fernando e Hélio, há alguma pretensão em ressuscitar o "O Ponto Base"?
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  25/09/2015 20:10
    Pergunta ao povo brasileiro: É bom sofrer tanto assim?
  • Eleitor do Conversa Afiada com orgulho  25/09/2015 22:46
    A preocupação da oposição golpista e da mídia vendida é, apenas isso e nada mais que isso, de tratar do dólar turismo. Só os golpistas paraguaios gastaram 1,4 BILHÕES de dólares no exterior. Estão revoltados que vão ter que conhecer o Brasil ao invés da Disney!
    Xô, seus antipatriotas! Deixem a Dilma governar em paz! o Brasil é para todos e não só de uns poucos.
  • Ághata  26/09/2015 22:51
    "Pronto. Dobramos a meta."

    Essa frase não valera mais daqui há algum tempo, dizem as más (boas) línguas. Expeculação ou não, mas tem gente projetando o Dollar a 7 Reais, que equivale aos quatro reais que ele chegou no iníicio dos anos 2000.

    Parabéns pelo artigo, ótima leitura!
  • Rodrigo Pereira Herrmann  25/09/2015 22:47
    Relatório de inflação - set/2015

    www.bcb.gov.br/htms/relinf/direita.asp?idioma=P&ano=2015&acaoAno=ABRIR&mes=09&acaoMes=ABRIR
  • Analista de Bage  25/09/2015 23:47
    Sr. Fernando Ulrich, parabéns por mais um excelente artigo. Só uma pergunta: por que você utilizou a taxa de câmbio real (TCR) ao invés da taxa de câmbio real efetiva (TCRE)? Pois pelo que li no metadados do Banco Central, a análise realizada no cálculo da TCRE é mais aprimorada do que a TCR já que pondera a participação dos países parceiros do Brasil. Se puder me responder... Quero estender esse seu estudo em planilha de excel.
  • Renato  26/09/2015 20:08
    Aí Leandro, esse link já apareceu 2 vezes no meu facebook, com a pessoa que postou obviamente defendendo a Dilma, dizendo que o governo não é culpado.

    O cidadão que postou agora ainda escreveu antes: ''Aos que acreditam na auto-regulação do mercado: leiam!''

    Poderia comentar?

    m.economia.estadao.com.br/noticias/geral,cotacao-do-real-sofreu-manipulacao-em-esquema-global,1691803
  • Leandro  27/09/2015 00:50
    Inconsistente, inconclusa e, acima de tudo, sem fundamento.

    Em primeiro lugar, como diz a reportagem, tal "esquema" teria ocorrido em um mês de 2009. Estamos em 2015.

    Em segundo lugar, em julho de 2011, o dólar caiu para R$ 1,54. Mas a reportagem dá a entender que esse esquema ocorrido em outubro de 2009, quando o dólar estava a R$ 1,75, fez com que o real nunca mais de apreciasse em relação ao dólar. Uma fragorosa mentira, portanto. Os jornalistas se esqueceram de checar os dados.

    Em terceiro lugar, e mais importante: como este site já se exauriu de se explicar, o que determina taxa de câmbio no longo prazo é o poder de compra da moeda. E só.

    Traders fazendo esqueminha podem influenciar a taxa apenas no curtíssimo prazo (se muito), mas nunca no longo.

    Achar que o câmbio foi, ao longo de quase 6 anos, influenciado por alguns traders é afirmação de quem não entende nem sequer o básico de economia.

    Por fim, fosse eu mais oportunista, poderia utilizar essa matéria apenas para mais uma vez criticar o câmbio flutuante (como sempre faço) e reafirmar a importância de se ancorar a moeda ao ouro, o que aboliria qualquer chance de especulações desse tipo. Mas como sou intelectualmente honesto, tenho de desmascarar a falsa teoria da reportagem.
  • Leonardo Silva  22/10/2015 01:37
    Prezado Leandro, admito que aprendi mais sobre câmbio lendo os seus artigos do que lendo livros de Economia inteiros. Porém, no que diz respeito a ancorar o Real em ouro, o problema (para minha compreensão) é como conhecer o valor do ouro em Reais, visto que as cotações do ouro na BMFbovespa nada mais são do que a conversão do valor do ouro nas Bolsas de Londres e de Nova York (cotado em Dólares) para Reais. Ou seja, a cotação do ouro na BMFbovespa é em Dólares convertidos em Reais.

    Sendo assim, se o ouro não é diretamente precificado em Reais pela BMFbovespa (mas passa pelo Dólar), como saber o real valor do ouro em Reais e como se ancoraria o Real em uma cotação do ouro que é feita, primeiramente em dólares, e depois convertida em Reais?

    Um forte cumprimento!
  • Leandro  22/10/2015 11:00
    "as cotações do ouro na BMFbovespa nada mais são do que a conversão do valor do ouro nas Bolsas de Londres e de Nova York (cotado em Dólares) para Reais. Ou seja, a cotação do ouro na BMFbovespa é em Dólares convertidos em Reais."

    Prezado Leonardo, acho que você se embananou com conceitos econômicos. É claro que dólar, real e uma commodity mundialmente transacionada terão seus preços interligados. Aliás, o realmente espantoso seria se isso não acontecesse.

    Vou dar um exemplo básico com números fáceis:

    Imagine que 1 dólar custe 2 reais. E que 1 grama de ouro custe 10 dólares.

    Teria como o preço do ouro em reais ter qualquer outro valor que não fosse 20 reais? Caso o ouro possuísse qualquer outro valor em reais que não fosse R$20, então estaríamos perante uma inacreditável falha de mercado.

    Por exemplo, imagine que o ouro estivesse custando, no cenário acima cambial acima (1 dólar a 2 reais) , US$ 10 e também R$ 10. O que aconteceria?

    Ora, o óbvio: os portadores de dólar iriam comprar reais maciçamente e então iriam comprar ouro maciçamente, pois o ouro, custando R$ 10, estaria incrivelmente barato para eles.

    Feito isso, das duas uma: ou a taxa de câmbio dólar-real iria se alterar, ou o preço do ouro em reais iria se alterar. Até que tudo voltasse ao equilíbrio. Inevitavelmente.

    Esse "problema" que você citou ocorre sempre que houver duas moedas e uma commodity mundialmente transacionável precificada nestas duas moedas. Não tem como a taxa de câmbio entre duas moedas ser diferente da razão entre o preço da commodity em cada moeda. Se houvesse esse desequilíbrio, especuladores e arbitradores rapidamente o corrigiriam.

    No exemplo acima, troque as palavras "dólar", "real" e "petróleo" por "franco suíço", "guarani paraguaio" e "barril de petróleo" e você terá exatamente a mesma coisa.

    Portanto, não: não é que o preço do ouro em reais seja uma simples conversão cambial do preço do ouro em dólar para real. O próprio equilíbrio do mercado faz com que seja naturalmente assim.

    Por fim, se você acha que a evolução do preço do ouro em reais necessariamente acompanha a evolução do preço do ouro em dólar, isso é falso. E o melhor exemplo disso é o que aconteceu no período 2003-2008: o ouro encareceu fortemente em termos de dólar mas permaneceu relativamente estável em termos de reais (veja os gráficos neste artigo).

    Ou seja, se o Banco Central brasileiro realmente quiser (e o governo cooperar), nada impede a adoção de política que passem a valorizar o real em termos de ouro. Se isso fosse feito, o preço do ouro em reais iria baixar, mas todo o mecanismo acima descrito continuaria operando normalmente, de modo que a taxa de câmbio entre dólar e real iria se alterar.

    Grande abraço e obrigado pelas palavras.
  • Leonardo Silva  23/10/2015 04:13
    Mais uma vez obrigado Leandro!

    Você gentilmente nos forneceu importantes informações para que eu possa desenvolver uma melhor compreensão das minhas dúvidas.

    A mim me pareceu que sua afirmação a seguir foi a mais importante:

    "se você acha que a evolução do preço do ouro em reais necessariamente acompanha a evolução do preço do ouro em dólar, isso é falso. E o melhor exemplo disso é o que aconteceu no período 2003-2008: o ouro encareceu fortemente em termos de dólar mas permaneceu relativamente estável em termos de reais".

    Já comecei a estudar os gráficos que você indicou para melhor compreender esta mecânica, que considero um pouco complexa. Mas sua ajuda foi de fundamental importância.

    Mais uma vez obrigado e cordiais cumprimentos!

  • Alexei Dimitri Diniz Campos  27/09/2015 01:50
    Bom, tudo isso é consequência das próprias classes mandantes do próprio Brasil. Em vez de chicotear a base social, a fim de todos nos movermos - teoria da pirâmide social - está tirando seu cavalinho daqui e pondo lá fora. Quando todos tiram o seu da reta, sobra para todo mundo.

    Se o pobre continuar querendo ser pobre, sem pensar em estudar, em criar uma carreira, de evoluir, o que temos é uma estagnação na produção intelectual. Dessa forma, passamos a consumir produtos e serviços de alta e média tecnologia dos estrangeiros. E em longo prazo, temos retrocesso no padrão de vida.

    E para nos humilhar ainda mais, nossos próprios produtores agrícolas e pecuários, nos surram exportando tudo que podem, deixando o resto dos alimentos para nós. Tecnologias para se protegerem de condições naturais existem, eles é que não querem usar. Foi mais fácil queimar café (anos 30) do que baixar o preço.

    Porque o Dólar está aumentando? Porque a demanda interna de capital está caindo, e a necessidade de importação está cada vez maior. Se o aumento se devesse pura e simplesmente porque o cenário político e "econômico" está ruim, seria apenas uma oscilação, e o preço iria voltar à normalidade em pouco tempo. Há quanto tempo que o Dólar vem subindo mesmo?

    Mas não é o que vai acontecer (a volta a normalidade). O Dólar vai crescer muito até a metade do ano que vêm, e vai passar de R$ 10,00. Não porque o mercado financeiro vai deixar de comprar ou não Dólar, mas porque o mercado de importação e exportação irá gerar uma demanda crescente por Dólar.

    Como eu disse certa vez no IMB, todos os países tem necessidades de importação e exportação de todas as classes de produtos, mas o que diferencia a saúde do saldo e dos balanços internacionais é a consciência política, econômica e histórica de cada um desses itens, por parte de todos os agentes, sejam eles operadores ou não de comércio ou financiamento exterior.

    Conclusão: até o meio do ano que vem, estaremos em um padrão entre Argentina e Venezuela.
  • Daniel  23/12/2015 16:07
    Você precisa considerar que desde sempre o Brasil é um país de cultura "colonial medieval". Desde o descobrimento que este país foi idealizado para ser uma mera colônia exportadora de produtos primários de baixo valor agregado e a única coisa que mudou de 1500 para o presente foi o país que agora é a "metrópole". Nesse modelo de país não existe espaço para mercado consumidor interno (todo mundo passa fome enquanto uma minoria de "gerentes" vive na luxúria) e estou surpreso que tenhamos conseguido abolir a escravidão.

    Vai levar mais alguns séculos para que o Brasil se torne um país de fato e passe a se comportar como um, isso se ele não "implodir" antes como aconteceu com a Somália.
  • Victor   27/09/2015 22:11
    Se o sujeito estudar um pouquinho esse negócio de moeda ele corre o risco de ficar rico... kkk
  • anônimo  28/09/2015 10:31
    Não, corre o risco de não perder dinheiro apenas.Pra ficar rico vc tem que criar algo que melhore a vida dos outros e realizar trocas voluntárias.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  28/09/2015 19:52
    www.oantagonista.com/posts/fitch-vai-rebaixar-o-brasil

    mais pressão vendedora. dá pra se empanturrar de ações de empresas brasileiras com um punhado de dólares. os gringos agradecem. a questão é se isso valerá alguma coisa no futuro.
  • RichardD  29/09/2015 05:28
    Vou comprar meus bitcoins
  • vinicius silva  30/09/2015 02:25
    Henrique Zucatelli,

    você pode citar as fontes dos seus estudos sobre o cobre e a celulose?

    Em caso de decidir em investir nesses ativos, como fazer para tal?

    De 2011 para cá pude verificar que o cobre já caiu para menos da metade do valor, porque acredita que voltará a subir?

    Conto com a sua ajuda meu caro, ta dureza trabalhar muito para juntar dinheiro e ver o governo destruir o valor da nossa moeda.
  • Marcelo  30/09/2015 14:13
    Seria bom também investir em Libra esterlina ? já que ela está valendo em média 6,10 reais ?

    Com relação ao cenário nacional, está apenas acontecendo o que foi programado ainda em 1991 pelo FORO DE SP. Marginais orquestrados pelo ditador Fidel Lixo Castro pra implantar o socialismo, comunismo na América Latina. A facção criminosa petista ( aliada ao psdb principalmente pelo Pacto de Princeton ) foram apenas os meios pra que o plano fosse posto em prática.

    Pena que esse tipo de informação não passa e nunca será veiculado na mídia. O que já é algo premeditado também, obviamente pois essa também está comprada. Viva o circo e a alien ação de um povo que pensa que Pt e Psdb são inimigos ou que pensa que ainda exista algum oposição aos marginais da classe política, nesse resto de país. Mas ruim mesmo era no regime militar né mesmo ? ahh esqueci, ""ditamole"". Bando de canalhas psicopatas essa raça comunista que infestou as Américas.
  • IRCR  30/09/2015 17:11
    Leandro/Ulrich

    https://www.facebook.com/tancredonevesdoalem/videos/1153054564723830/

    Vcs poderiam fazer uma analise desse vídeo dizendo que a desvalorização do real se trata puramente de uma politica do governo.
  • Leandro  30/09/2015 18:04
    Quase tudo contido no vídeo é balela.

    O jornalista, por algum motivo que me escapa, quer transformar um desastre (desvalorização cambial gerada por cenário político, fiscal e econômico ruins) em virtude (desvalorização cambial gerada única e exclusivamente por um governo abnegado que queria apenas corrigir um inexistente problema nas contas externas).

    Ele afirma que o câmbio se desvalorizou única e simplesmente porque o governo quis. Ora, isso além de ser muito conveniente (para o governo), é algo que a própria empiria não confirma. Durante todo o segundo mandato de Lula, bem como no primeiro semestre do governo Dilma, o próprio governo vivia dizendo que queria um câmbio mais desvalorizado. E não conseguia. Guido Mantega criou um IOF sobre transações cambiais para mostrar quão sério estava em seu intuito de desvalorizar o câmbio, e também não conseguiu.

    Aí agora, repentinamente (e convenientemente) o governo consegue aquilo que tentava desde 2007?

    Escárnio.

    O real está se desvalorizando rapidamente porque a economia, o orçamento do governo e o cenário político estão uma zona. Se não estivessem, não teria como ocorrer essa brutal desvalorização da moeda (o dólar foi de R$ 2,20 para R$ 4,10 em um ano).

    Para coroar, no minuto 9:20, ele se contradiz espetacularmente. Ele afirma, e corretamente, que o que define o câmbio não é a entrada e saída de dólares, mas sim as expectativas. Ou seja, segundo ele próprio, o que define o câmbio são os fundamentos da economia, e não intervenções pontuais do governo.

    Ora, se o que define o câmbio são os fundamentos da economia, então não tem como um governo jogar o dólar de R$ 2,20 para R$ 4 apenas com intervenções pontuais.

    O único ponto correto dele foi o de falar que isso não é crise cambial. De fato, não é (ao menos este site nunca afirmou que é). Crise cambial, por definição, é uma crise no balanço de pagamentos, e não há crise no balanço de pagamentos quando se tem câmbio flutuante.

    Por outro lado, a parte do vídeo que vai e 10:15 a 11:50 é muito boa.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  01/10/2015 02:14
    "Recessão antecipa a crise na Previdência: o rombo previsto é de R$ 125 bi

    ...O déficit previsto para daqui a 15 anos vai ocorrer em 2016..."

    www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2015/09/27/internas_economia,500291/recessao-antecipa-a-crise-na-previdencia-o-rombo-previsto-e-de-r-125-bi.shtml


  • anônimo  01/10/2015 12:36
    Não sei se é o lugar mais apropriado para eu fazer esta pergunta, que é um tanto neófita (pois é, eu não sei NADA de economia), mas aí vai: Como é este negócio de SWAP? O BC VENDE dólares ao mercado interno?
  • Leandro  01/10/2015 13:19
    Trata-se de um arranjo heterodoxo -- e, logo, completamente ineficaz e, ao mesmo tempo, muito caro -- no qual as reservas internacionais ficam na mesma e a base monetária é aumentada a cada operação.

    Swap cambial é uma operação cuja liquidação se dá toda ela em reais. O BC paga aos investidores (em reais) a variação do câmbio no período de vigência dos contratos mais um cupom cambial. E os investidores pagam ao BC a oscilação dos DI. Tudo em reais.

    Ou seja, na prática, o BC cria reais e, com isso, tenta garantir (em reais) a renda de quem perdeu com o câmbio.
  • anônimo  01/10/2015 14:29
    Obrigado pela explicação, Leandro! Por um momento em achei que o governo soubesse o que estava fazendo, e isto me fez criar uma teoria mirabolante na minha cabeça. ahaha

    Menos mal assim (pelo medo da teoria que se criou na minha cabeça), embora ainda muito mal (pelo risco real).
  • Marcio Henrique Seixas  02/10/2015 18:56
    Boa tarde Fernando.

    Discordo do cambio justo de 1x1 de 1994 como base para o valor justo do cambio. Esse câmbio acabou com o saldo da balança comercial brasileira, que precisa ser positivo para compensar o eterno deficit da balança de serviços. Não ha como eternamente sermos financiados pela entrada de recursos pela conta financeira, para comprar titulos do governo, ações e investimentos diretos.

    O alto poder do real, que fez com que as viagens ao exterior ficassem baratas,e os produtos estrangeiros baratos, como se o real fosse uma moeda forte e fossemos um pais rico, não condiz com nossa realidade.

    Paises pobres precisam exportar como compensar o deficit na balança de serviços. Com certeza, durante o ~boom~ das comodities o valor do câmbio justo se alterou, pois aumentou em muito nossas exportações. Mas esse valor de 3,15 que vc chegou não traz equilibrio para nossa balança de pagamento, principalmente com a que do preços do minerio de ferro e soja de um ano para ca.

    Att.


    marcio
  • Auxiliar  02/10/2015 19:20
    "Discordo do cambio justo de 1x1 de 1994 como base para o valor justo do cambio. Esse câmbio acabou com o saldo da balança comercial brasileira, que precisa ser positivo para compensar o eterno deficit da balança de serviços."

    Por que a balança comercial tem de sempre ser positiva? Ninguém nunca conseguiu me explicar por que essa tara com balança comercial. Por que, em um regime de câmbio flutuante, a balança comercial tem de ser positiva? Qual o problema de ela ser negativa?

    A minha balança comercial com meu restaurante é negativa. Sempre foi. Estou em pior situação por causa disso? Seria melhor eu não ter almoçado?

    O que vocês economistas neoclássicos jamais foram capazes de entender é que a balança comercial simplesmente expressa a vontade da população consumidora. Se ela quer importar mais do que exportar, qual o problema econômico nisso. Aguardo um argumento.

    Em tempo: os americanos não sabem o que é um superávit na balança comercial acho que desde a década de 1950. Pela sua lógica, eles devem estar na miséria.

    "Não ha como eternamente sermos financiados pela entrada de recursos pela conta financeira, para comprar titulos do governo, ações e investimentos diretos."

    Sim. E, quando isso pára de ocorrer, a taxa de câmbio sobe, que é exatamente o que você quer e defende. Sendo assim, por que reclama?

    "O alto poder do real, que fez com que as viagens ao exterior ficassem baratas,e os produtos estrangeiros baratos, como se o real fosse uma moeda forte e fossemos um pais rico, não condiz com nossa realidade."

    Substancie sua afirmativa. O Brasil é sim um país rico. É a oitava economia do mundo. Não há nada de desarrazoado em ter tido uma moeda forte.

    "Paises pobres precisam exportar como compensar o deficit na balança de serviços."

    Outra lógica que jamais vou entender.

    Em primeiro lugar, o Brasil não é um país pobre. É a oitava economia do mundo. Portanto, só aí a sua lógica já "desaba".

    Mas eis a questão: por que país pobre tem de exportar? Se o país é pobre, então sua população carece de recursos. Se ela carece de recursos, enviar para fora os poucos produtos produzidos no país beira o sadismo. Por que países pobres, que já têm tão pouco, deveriam piorar ainda mais sua situação mandando esse pouco para os estrangeiros?

    Isso não faz absolutamente nenhum sentido.

    Países pobres, meu caro, precisam de investimento estrangeiro. Países pobres precisam de capital estrangeiro. Países pobres não irão enriquecer vendendo bananas. Países pobres irão enriquecer quando se abrirem para o capital estrangeiro produtivo e, obviamente, quando criarem clima propício para receber esses investimentos estrangeiros.

    "Com certeza, durante o ~boom~ das comodities o valor do câmbio justo se alterou, pois aumentou em muito nossas exportações."

    Você inverteu causa e consequência: o boom das commodities foi causado pelo dólar fraco; ele foi conseqüência do dólar fraco. Veja todos os detalhes aqui.

    "Mas esse valor de 3,15 que vc chegou não traz equilibrio para nossa balança de pagamento, principalmente com a que do preços do minerio de ferro e soja de um ano para ca."

    E qual valor traz equilíbrio para o balanço de pagamentos? Cite-o e substancie sua afirmação com argumentos.
  • Daniel  23/12/2015 16:15
    Economistas neoclássicos (ou mais provavelmente, gente que se diz economista) jamais levam a população do país em consideração. Na visão deles um país "periférico" existe exclusivamente para abastecer os países "metrópole" com matéria-prima barata, e outros "economistas" vão além e dizem que estes mesmos países periféricos devem absorver a produção de manufaturados de alto valor agregado das "metrópoles". Com que dinheiro, se os "periféricos" são pagos com amendoins e só podem vender bananas? Até um "leigo" como eu consegue ver que a conta não fecha.
  • Marcio Henrique Seixas  02/10/2015 20:15
    1-Se a balança comercial e a balança de serviços são negativas, ~cetaris paribus~ a taxa de cämbio se desvalorizara para corrigir o desiquilíbrio. Para que isso não ocorra e necessário uma grande entrada de dólares pela conta financeira, para aplicar principalmente em títulos do governo, a uma taxa de juros alta. Isso só foi possível porque a divida publica no incio do governo FHC era de 20% do PIB. No longo prazo taxas de juros muito mais altas ceteris paribus o investimento e tornam a divida publica insustentável, mesmo com superavit primário de 2 % do PIB como ocorreu com FHC e Lula. A divida disparou da mesma maneira.


    2- Os americanos emitem dólares, para eles a logica eh diferente. NO EQ que o BC americano ainda realiza, o que fazem eh não para de emitir moeda. Se nosso deficit fosse em reais, provavelmente esse tipo de problemas existiria.

    3- O brasil eh um pais pobre. A riqueza dos países se mede pela renda per capita, desenvolvimento social, infra estrutura. O Brasil era a oitava economia do mundo porque o cambio estava sobrevalorizado devido as altas taxas de juros internas. Esse valor e medido em dólares. Hoje não devemos nem estar entre as 10 maiores economia do mundo. E provavelmente a renda per capita da China já eh maior do que a nossa. A China , segunda maior economia do mundo, ainda não e considerada rica. Talvez em alguns anos sua renda per capita chegue no patamar dos países ricos. Por paridade do poder de compra já e a maior economia do mundo. O cambio e intencionalmente desvalorizado para incentivar exportações, por isso, em dólares, a economia americana e maior.

    4- Precisamos de investimentos diretos estrangeiros, mas não a entrada de dólares para aplicar em títulos do governo com isenção de IR. Isso não e investimento na concepção correta da palavra. Financiam os deficit do conta corrente da BP, mas deveriam ser considerados empréstimos, não investimentos. Impede que o dólar suba no curto prazo, como ocorreu. Mas não resolvem os problemas do balanço de pagamento no longo prazo.


    5- Na minha opinião não existe uma taxa correta. O cambio deveria ser livre, sem taxas de juros fora dos padrões internacionais que provocasse a valorização superficial do Real. Países que fixaram taxas de cambio valorizadas, como Brasil e Argentina, para combater a inflação não tiveram bons resultados no longa prazo. Países asiáticos, que fizeram o contrario, tiveram. No longa prazo, a justa deve equilibrar o balanco de pagamentos.

    6- O boom das commodities tem relação com o dólar fraco, mas não e explicado apenas por isso. Sem o aumento da demanda chinesa, o valor não atingiria os valores que atingiu. A desvalorização do Real foi muito maior que no restante do mundo, estando também ligados a problemas internos e de expectativas.
  • Auxiliar  02/10/2015 21:10
    1- A minha pergunta mesmo você não respondeu: se você defende câmbio desvalorizado, e se esse arranjo de déficits comerciais inevitavelmente (segundo você) levam a desvalorizações cambiais, então por que você se preocupa? No final, tudo automaticamente ficará como você quer.


    2- Nem entendi o que isso está fazendo aqui.


    3- Mais um que vem aqui falar exatamente as bobagens de sempre sobre o câmbio da China.

    Não há moeda fraca na China. O iuane ora se valoriza perante o dólar; ora fica estável. Foi só nos últimos 6 meses que, pela primeira vez em 2 décadas, o iuane se desvalorizou um pouco em relação ao dólar. Mas da década de 1990 até meados de 2014, o iuane só se valorizou perante o dólar. Sempre.

    Pode conferir aqui:

    www.tradingeconomics.com/charts/china-currency.png?s=usdcny&d1=19960101&d2=20151231&type=line

    Aliás, não deveria ser espanto nenhum que, tão logo a China adotou o câmbio fixo (em meados da década de 1990), as empresas foram para lá (até então estavam em Taiwan).

    E, desde então, o fato de a China estar continuamente valorizando sua moeda foi um chamariz ainda maior para os investimentos estrangeiros.

    Óbvio: se o câmbio vale 10:1 quando você chegou com sua moeda estrangeira, então $1 seu comprava Y$ 10. Se, após alguns anos, o câmbio se aprecia para 5:1, então estes Y$ 10 agora valem $2.

    Ou seja: sem que você tenha feito absolutamente nada, seu investimento na moeda do país estrangeiro já deu retorno. Nesse cenário, qualquer lucro adicional que você auferir no país trará um estupendo retorno real na moeda do seu país natal.

    Daí fica fácil entender por que a China, com sua política de contínua valorização cambial, conseguiu atrair tanto investimento estrangeiro ao longo da década de 2000. Com um câmbio em contínua valorização, investidor estrangeiro ganha dinheiro no país até brincando.


    4- Apenas requentou o que não respondeu da pergunta 1.

    5- Já que, para você, moeda fraca impulsiona exportações, me explique isso:

    www.comexdobrasil.com/forte-queda-nas-exportacoes-e-importacoes-leva-balanca-a-registrar-saldo-de-us-10246-bilhoes/
  • Marcio Henrique Seixas  03/10/2015 01:09
    1- Correto. Sem uma alta taxa de juros interna, que valoriza o cambio de maneira artificial, como ocorreu, apesar de esse juros altos não estar sendo suficiente no momento. Por isso não concordo que a taxa de 1x1 em 1994 ou 3,15 em maio de 2015 seja a correta pela paridade do poder de compra. Mesmo porque essa paridade não depende só da inflação. Depende também do preço das commodities, crescimento interno, expectativas. Como exemplo cito a desvalorização da moeda russa e canadense, devido ao baixa do preço do petróleo.

    2- Em resposta a ( Em tempo: os americanos não sabem o que é um superávit na balança comercial acho que desde a década de 1950. Pela sua lógica, eles devem estar na miséria). Os americanos tem grandes deficit na balança comercial, mas superavit no balanço de serviços. Se o nosso deficit fosse em reais, talvez não tivessemos problemas também.

    3- Realmente, a governo permitiu durante um tempo a valorização do yuan, mas o yuan continua desvalorizado, tanto que o PIB chines pela paridade do poder de compra e maior que o americano. Depois de muitos anos de cambio fixo, muito desvalorizado para incentivar as exportações, uma parte por pressão dos EUA, os chineses permitiram alguma valorização do cambio. Sem a intervenção do governo chines o cambio teria valorizado muito rapidamente, prejudicando suas exportações. Grandes superavit comerciais ceteris paribus tendem a valorizar o cambio, mas o governo chines não permitiu que isso ocorresse deixando ele fixo ate aproximadamente 2007 como mostra o gráfico que vc mandou. Quando eles interviram para desvalorizar recentimente, os ocidentais enxergaram problemas na China, devido a necessidade de aumentar as exportações. Cambio desvalorizado e mão de obra barata foi o inicio de muitas economias exportadoras da Asia, ate migrarem para modelos de maior tecnologia, como Coreia e Taiwan. A China ainda esta na transição.

    4- Eu não me preocupado, só não acho que o 3,15 esteja correto. O cambio justo depende do conta corrente e da conta financeira do Balanço de Pagamentos.

    5- As exportações brasileiras caíram devido a queda nos preços da commodities, em volume ate aumentaram, como exemplo cita a soja e o minério de ferro. Os manufaturados precisam mais tempo para reagir, como as exportações de automóveis, que estão aumentando devagar, mas estão aumentando. O próprio texto fala isso ( as exportações de produtos básicos caíram 19,6%, como reflexo da queda dos preços das commodities. Os embarques de minério de ferro decresceram.) Para os manufaturados os especialistas em exportação falam que isso leva tempo. No caso do açúcar ha um excesso de oferta no mercado internacional, o que leva os usineiros a produzir mais etanol. Se o dólar continuar subindo, isso pode mudar.

    revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/Cana/noticia/2015/04/queda-de-precos-do-acucar-afeta-lucros-e-perspectiva-de-credito.html
  • Guilherme  03/10/2015 01:53
    "Os americanos tem grandes deficit na balança comercial, mas superavit no balanço de serviços."

    Erradíssimo. A conta-corrente dos EUA (balança comercial e serviços) é altamente deficitária. Pode conferir aqui:

    cdn.tradingeconomics.com/charts/united-states-current-account.png?s=uscabal&v=201510012003h&d1=19150101&d2=20151231

    Você tá bem defasado em seus dados, hein? Pronto para abrir mão de suas teorias furadas?
  • Daniel  23/12/2015 16:29
    Os americanos têm um enorme deficit tanto em exportações quando serviços, a dívida externa/interna deles faz a nossa parecer fichinha. Mas eles não precisam aumentar os juros porque eles têm o controle da "máquina" de imprimir dólares e o maior exército do planeta para eliminar quem não aceitar tais dólares pelo valor de face deles.

    Ou em outras palavras: Na prática eles podem acumular quanta dívida eles quiserem, dado que ninguém têm o poder (ou a força de vontade talvez) para cobrar esta dívida. Enquanto que todos os outros países têm que seguir o livro "normal" e tentar ganhar mais do que gastam para manter as suas contas em dia.
  • Marcio Henrique Seixas  03/10/2015 03:08
    O gráfico que vc postou e do conta corrente, não da balança de serviços. Conta corrente e igual a balanco comercial, mais a balança de serviços mais transferências unilaterais. Se o deficit da balança comercial for maior que o superavit da balança de servicos, contabilizando também transferências unilaterais o resultado do conta corrente do balanco de pagamentos pode ser negativo. Isso não quer dizer que a balança de serviços e negativa.

    Faz tempo que não olho o resultado da balança de serviços dos EUA, mas pelo gráfico que vc postou não e possível saber, pois trata-se do conta corrente.

    Respeito sua opinião de que em maio desse ano, o valor correto para o cambio seria 3,15, pela paridade do poder de compra. Mas não concordo.
  • Anti-estado  06/10/2015 02:48
    Horrível, o correto seria o real valer o mesmo que o dolar para sempre, por isso precisamos mesmo de uma moeda global para evitar essas trapassas criminosas de desvalorisação proposital do dinheiro.
    Governo ladrão, estou tentando juntar dinheiro para sair do país, então vem esses vagabundos e desvalorizam o cambio, agora o bom dinheiro que consegui juntar ao longo de anos não paga nem a passagem em dolar.
    Me sinto cada vez mais preso e escravo nesse país de merda.
  • Lobini Jr.  09/10/2015 13:46
    E essa queda no preço do dólar, se mantém?

    Como vocês podem esmiuçar essas duas últimas semanas?
  • Leandro  09/10/2015 15:29
    As chances de impeachment dispararam. Sempre que estas aumentam, os indicadores econômicos melhoram.

    De resto, de minha parte apenas digo que nunca apostei em dólar a R$ 6. Inclusive, surpreendi-me bastante com o fato de ele ter chegado a R$ 4. Por piores que estejam os fundamentos da economia brasileira e a situação fiscal do governo, não há motivos para o dólar se manter acima de R$ 4 por muito tempo, simplesmente porque a expansão do crédito desacelerou-se bruscamente.

    Tanto é que, não atendendo a pedidos, eu não atualizei os gráficos deste artigo quando o dólar esbarrou em R$ 4, pois não acreditava em sua permanência.

    Pode o dólar voltar a ultrapassar R$ 4? Perfeitamente, mas será por causa de turbulências no cenário político. No que tange à política econômica, por pior que ela seja, ainda (ainda!) não há motivos que sustentem dólar a R$ 4, assim como também não havia em outubro de 2002.
  • Emerson Luis  06/03/2016 09:36

    "Por piores que estejam os fundamentos da economia brasileira e a situação fiscal do governo, não há motivos para o dólar se manter acima de R$ 4 por muito tempo, simplesmente porque a expansão do crédito desacelerou-se bruscamente."

    Há um motivo sim, Leandro: Dilma/Lula/PT!

    Se eles ficarem até 2018 (ou pior, se continuarem), nenhum fundo do poço será inalcançável!

    Nestes casos, teremos o dólar a R$6 ou mais. Não duvidemos da capacidade destrutiva deles!

    Agora, bastou o Lula ser coagido a depor para o dólar cair para R$3,80.

    Com a ejeção da Dilma, pode cair para R$3,15 ou menos, quem sabe?

    * * *
  • Investidor  10/10/2015 20:41
    Fechou em 3,75. Cambio é uma coisa muito incerta.
  • Célio Azevedo  28/01/2016 21:28
    A Dilma precisa cair urgente!
  • Marcel   22/03/2016 20:34
    Será que alguém sabe a fonte dos dados desse artigo?

    Bacen? IMF? World Bank?

    Estou interessado principalmente na TCR...
  • Auxiliar  22/03/2016 22:47
    Bacen. Série número 11753 das séries temporais.


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