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O patrimônio dos ricos e a busca pelo lucro geram diretamente todos os nossos avanços econômicos

Os atuais clamores para se elevar impostos sobre os ricos e para fazer os ricos "pagarem pela crise" partem do velho princípio marxista de que uma pequena fatia de abastados vive à custa da exploração da esmagadora maioria da população mundial. 

Tal raciocínio seria verdadeiro caso a revolta se direcionasse especificamente para aqueles indivíduos cuja riqueza foi adquirida por meios que atentam justamente contra o capitalismo, como subsídios governamentais, protecionismo e outras formas de governo que obstruem a livre concorrência. 

No entanto, a gritaria tem sido generalizada e o alvo comum tem sido os ricos e os lucros de forma geral.

O grande problema é que, na visão de mundo dessas pessoas, os ativos dos ricos estão ou na forma de dinheiro "parado nos bancos" ou na forma bens que geram benefícios exclusivamente para os próprios ricos.

Segundo essa visão de mundo, os meios de produção que estão em posse dos ricos — fábricas, instalações industriais, bens de capital, caminhões, tratores e maquinários em geral — possuem essencialmente a mesma característica de bens de consumo, os quais, em regra, beneficiam apenas os seus proprietários. 

Justamente por seguirem esta mesma visão de mundo, aqueles que compartilham dessa mentalidade tipicamente imaginam os capitalistas como homens obesos, cujos pratos estão repletos de comida enquanto as massas de assalariados têm de viver à beira da fome. 

De acordo com essa mentalidade, a redistribuição de riqueza é simplesmente uma questão de retirar a comida do prato transbordante dos capitalistas e redistribuí-la para os trabalhadores esfomeados.

Porém, no mundo moderno em que realmente vivemos, a riqueza dos capitalistas não apenas está predominantemente na forma de meios de produção, como também esses meios de produção estão empregados na produção de bens e serviços que são vendidos no mercado

Em total antagonismo às condições das famílias agrárias autossuficientes — cujas posses de fato beneficiam exclusivamente apenas elas próprias —, os beneficiários dos meios de produção dos capitalistas são todos os membros do público consumidor em geral, que compram os produtos dos capitalistas.

Por exemplo, sem ser dono de uma única ação de alguma grande montadora (GM, Daimler, Ford, BMW, Scania, VW, Toyota, Volvo) ou de alguma petrolífera (Exxon Mobil, BP, Shell, Chevron), qualquer pessoa em uma economia capitalista que compre os produtos destas empresas se beneficia de seus meios de produção: o comprador de um automóvel Volvo se beneficia da fábrica da Volvo que produziu aquele automóvel; o comprador da gasolina da Shell se beneficia de seus poços petrolíferos, oleodutos e caminhões-tanque. 

Adicionalmente, também se beneficiam destes meios de produção todas aquelas pessoas que compram produtos de clientes da Volvo ou da Shell, desde que tais meios de produção indiretamente contribuam para os produtos destes seus clientes. 

Por exemplo, os clientes dos supermercados cujos produtos foram entregues em caminhões feitos pela Volvo ou abastecidos com diesel produzido nas refinarias da Shell se beneficiam da existência da fábrica de caminhões da Volvo e das refinarias da Shell.  Mesmo aqueles que compram produtos dos concorrentes da Volvo e da Shell, ou dos clientes destes concorrentes, também se beneficiam da existência dos meios de produção da Volvo e da Shell.  Isso porque os meios de produção da Volvo e da Shell resultam em uma oferta mais abundante — e, logo, mais barata — dos bens que os concorrentes vendem.

Em outras palavras, todos nós, 100% de nós, nos beneficiamos da riqueza dos odiados capitalistas.  Nós nos beneficiamos sem que nós mesmos tenhamos de ser capitalistas.  Os críticos do capitalismo são literalmente mantidos vivos em decorrência da riqueza dos capitalistas que eles odeiam.  Como demonstrado, os campos de petróleo e os oleodutos das odiadas corporações petrolíferas fornecem o combustível que movimentam os tratores e os caminhões que são essenciais para a produção e a distribuição de comida que os críticos comem.  Os manifestantes atuais e todos os outros que têm ódio dos capitalistas simplesmente odeiam os alicerces de sua própria existência.

Os benefícios que os meios de produção dos capitalistas trazem aos meros mortais que não são proprietários dos meios de produção se estendem não apenas aos compradores dos produtos fabricados por esses meios de produção, mas também aos vendedores da mão-de-obra que é empregada para trabalhar com esses meios de produção. 

A riqueza dos capitalistas, em outras palavras, é a fonte tanto da oferta de produtos que os não-proprietários dos meios de produção compram, como também da demanda pela mão-de-obra que os não-proprietários dos meios de produção vendem. 

Donde se conclui que, quanto maior o número e quanto maior a riqueza dos capitalistas, maior será tanto a oferta de produtos quanto a demanda por mão-de-obra.  Consequentemente, menores serão os preços e maiores serão os salários — logo, maior será o padrão de vida de todos. 

Nada pode ser mais benéfico para o interesse próprio do cidadão comum do que viver em uma sociedade repleta de capitalistas multibilionários e suas grandes empresas, todos ocupados utilizando sua vasta riqueza para produzir bens que este cidadão irá comprar e para disputar a mão-de-obra que ele irá vender.

Não obstante tudo isso, o críticos do capitalismo desejam um mundo no qual os capitalistas bilionários e suas grandes empresas foram completamente banidos e substituídos por pequenos e pobres produtores, que não seriam significativamente mais ricos do que eles próprios, os críticos — o que significa que todos seriam pobres. 

Eles creem que, em um mundo com tais produtores — produtores que não possuem o capital necessário para produzir quase nada, muito menos para conduzir a produção em massa dos produtos tecnologicamente avançados do capitalismo moderno —, eles irão de alguma forma estar economicamente em melhor situação do que estão hoje. 

Obviamente, tais críticos e manifestantes não poderiam estar mais iludidos.

Além de não perceberem que a riqueza dessa ínfima minoria é o pilar do padrão de vida da esmagadora maioria, o que tais pessoas também não percebem é que a "ganância" daqueles que se esforçam para fazer parte da ínfima minoria — ou que se esforçam para ampliar sua posição dentro dela — é o que faz com que o padrão de vida da esmagadora maioria seja progressivamente aumentado.

A busca pelo lucro é o que gera todos os avanços econômicos

O que os intelectuais e sua hostilidade ao lucro ignoram é que a busca pelo lucro em um livre mercado é exatamente a fonte de virtualmente todas as melhorias econômicas de uma sociedade.

Em um livre mercado, todo e qualquer indivíduo tem a liberdade de empreender e consumir sem ser tolhido por decretos, regulamentações e burocracias.  Sua liberdade deve ser plena, desde que, em suas atividades, ele não agrida a propriedade, a vida e a liberdade de terceiros.  Ele é livre para não sofrer coerção física, mas também é proibido de adquirir a propriedade de terceiros por meios desonestos, inclusive por meio da fraude. Tudo que um indivíduo receber de outros deve ser por meio da escolha voluntária destes.

Se tais condições não são respeitadas, e alguns indivíduos conseguem ganhar à custa de todos os outros por meio de força, fraude, coerção, tributação ou regulamentações, então tal situação representa uma falha de governo, não do livre mercado.  O fracasso do governo está precisamente no fato de ter feito com que os indivíduos que participam do mercado fossem submetidos a tais tipos de agressão. 

Em um livre mercado, a maneira de um indivíduo obter dinheiro de terceiros é ofertando algo que eles julgam ser valioso e que desejam possuir.  Esses são os tipos de bens e serviços que um indivíduo busca produzir e vender em um livre mercado: bens e serviços valiosos para os consumidores. 

Desta maneira, a busca pelo lucro é a base de um contínuo processo de inovação, no qual são constantemente introduzidos novos e melhores produtos e novos e menos custosos métodos de produção.  O desenvolvimento de novos e melhores produtos que as pessoas desejam comprar, e o aprimoramento de mais eficientes e menos custosos métodos de produção daqueles produtos que já existem e que as pessoas continuam querendo comprar, são as principais formas de um empreendedor obter lucros em um livre mercado.

Tão ignorado quanto isso pelos intelectuais de hoje é o fato de que a esmagadora maioria dos lucros obtidos em uma economia livre é poupada e reinvestida, e que a acumulação de qualquer fortuna em uma economia livre é o resultado da introdução de toda uma série de aprimoramentos nos bens e serviços adquiridos voluntariamente pelos consumidores. 

E a maneira de se criar os meios para produzir esses aprimoramentos é reinvestindo justamente a quase totalidade dos lucros obtidos.  É por meio desse processo que o público geral se beneficia da riqueza dos capitalistas.

Assim, para utilizar um exemplo clássico, Henry Ford, que começou com um capital de aproximadamente US$ 25.000 em 1903 e terminou com um capital de aproximadamente US$ 1 bilhão à época de sua morte em 1946, foi responsável pela maior parte do tremendo progresso ocorrido nos automóveis produzidos ao longo desse período, bem como na eficiência com que eles passaram a ser produzidos.  Foi amplamente graças a ele que os automóveis de 1946 eram incrivelmente superiores àqueles produzidos em 1903. 

Mais ainda: foi graças a ele — que reinvestiu quase todo o seu lucro para aprimorar o processo de produção — que os automóveis apresentaram uma espetacular redução real de custo, indo de um preço hoje comparável ao de um iate para um preço que praticamente qualquer pessoa podia bancar. 

Ou seja, à medida que sua fortuna ia crescendo, Ford ia reinvestido-a exatamente na expansão da produção destes automóveis aprimorados.  Em outras palavras, o outro lado da moeda da crescente fortuna de Ford foi o crescente beneficiamento do público em geral.

Um exemplo mais recente e igualmente óbvio destes mesmos princípios é o caso da Intel.  No início da década de 1980, a Intel estava na vanguarda da produção daquilo que, à época, era o mais avançado chip para uso em computadores pessoais: o 8086.  No entanto, a concorrência entrou no mercado e não permitiu que os altos lucros obtidos pela Intel com a comercialização deste chip durassem muito tempo.  Para continuar à frente da concorrência e obtendo uma alta taxa de lucro na indústria de computadores, foi necessário que a Intel introduzisse o amplamente aprimorado chip 80286.  E então a mesma história se repetiu.  Para continuar obtendo uma alta taxa de lucro frente à concorrência, que estava sempre em seus calcanhares, a Intel teve de desenvolver e introduzir o 80386, e depois o 80486 e então sucessivas gerações do chamado chip Pentium.

A Intel foi capaz de fazer uma fortuna durante todo este processo.  Sua fortuna foi investida exatamente na produção dos radicalmente aprimorados chips que atualmente são produzidos a uma fração do custo dos chips de uma década ou duas atrás.  (Obviamente, os lucros obtidos com qualquer tipo de aprimoramento podem ser também investidos na expansão da produção de outros produtos completamente diferentes).

Tais exemplos não são isolados.  O princípio que eles ilustram funcionam universalmente, e mostram a importância de se ter um livre mercado, sem regulamentações e sem a tributação do lucro. 

As fortunas empresariais, em um livre mercado, são acumuladas por meio dos altos lucros gerados pela introdução de novos e aperfeiçoados produtos e também pela introdução de métodos de produção mais eficientes e menos custosos.  Estes altos lucros são seguidamente poupados e reinvestidos justamente para ampliar e melhorar a produção destes mesmos produtos ou até mesmo de produtos distintos. 

Por exemplo, a fortuna de $6 bilhões do falecido Steve Jobs foi construída em decorrência de Jobs ter feito com que fosse possível que a Apple Computer introduzisse novos e aperfeiçoados produtos, como o iPod, o iPhone e o iPad, e então poupasse e reinvestisse uma expressiva fatia dos lucros que vieram pra ele.

Isso é algo que vale a pena ser repetido e enfatizado: as fortunas que são acumuladas desta forma são normalmente direcionadas à produção em larga escala justamente dos produtos que forneceram os lucros utilizados para acumular esta fortuna.  Assim, por exemplo, os bilhões de dólares de Jobs serviram em grande parte para aprimorar a invenção e a produção de produtos da Apple. 

Similarmente, a grande fortuna pessoal do velho Henry Ford — adquirida em decorrência da introdução de grandes aprimoramentos na eficiência da produção automotiva, o que fez com que o preço de um automóvel novo caísse de US$ 10.000 no início do século XX para US$ 300 em meados da década de 1920 — foi utilizada para tornar possível a produção em larga escala de milhões de automóveis Ford.

Adicionalmente, as altas taxas de lucro adquiridas com produtos novos e aprimorados e com métodos de produção mais eficientes são meramente temporárias.  Assim que a produção de um novo produto ou o uso de um novo método de produção mais eficiente se torna padrão em uma indústria, ele deixa de gerar lucros excepcionais.  Com efeito, novos e contínuos aprimoramentos fazem com que os aprimoramentos anteriores tornem-se completamente não-rentáveis.  Por exemplo, a primeira geração do iPhone, que era altamente lucrativa há apenas alguns anos, já deixou de ser ou rapidamente deixará de ser lucrativa, pois novos avanços a deixaram obsoleta.

Como resultado, a acumulação de grandes fortunas empreendedoriais requer a introdução de uma série de aprimoramentos nos produtos criados ou nos métodos de produção utilizados.  Isto é um pré-requisito para se manter uma alta taxa de lucro frente à concorrência em um livre mercado. 

A capacidade da Intel de manter sua alta taxa de lucro ao longo de vários anos dependia completamente de sua capacidade de introduzir melhorias sequenciais em seus chips de computador.  O efeito líquido desse processo foi o de fazer com que os usuários de computadores se beneficiassem de contínuas melhorias e avanços tecnológicos; e não apenas não houve nenhum custo adicional, como na verdade ocorreu um drástico declínio nos preços destes chips. 

Enquanto os altos lucros se basearem na redução dos custos de produção, a concorrência fará com que os preços dos produtos sejam reduzidos correspondentemente à redução dos custos de produção, o que obrigará as empresas a descobrirem novos métodos de reduzir ainda mais seus custos para manter seus altos lucros.

O mesmo resultado, é claro, é válido não somente para a Intel e seus microprocessadores, mas também para o resto da indústria da computação, na qual gigabytes de memória e terabytes de capacidade de armazenamento de disco rígido hoje são vendidos a preços menores que os preços de megabytes de memória e de disco rígido há algumas décadas atrás. 

Com efeito, se olharmos cuidadosamente, este princípio de produtos cada vez melhores e mais baratos a custos cada vez menores se aplica a todo o sistema econômico.  Está presente tanto na produção de comida, de roupas e de abrigos quanto nas indústrias de alta tecnologia, e em praticamente todas as indústrias entre estes dois extremos.

Está presente em todas estas indústrias não obstante a inflação da oferta monetária — totalmente gerenciada pelo governo — ter feito com que os preços dos produtos aumentassem acentuadamente ao longo dos anos.  Apesar disso, quando calculados em termos da quantidade de trabalho que o cidadão comum deve despender a fim de adquirir o salário necessário para comprar tais produtos, os preços de tais bens caíram fortemente.

A melhor ilustração deste raciocínio pode ser vista no aumento do padrão de vida que ocorreu ao longo dos últimos 100 anos.  Em 1911, o cidadão comum trabalhava 60 horas por semana.  O que ele recebia em troca da sua mão-de-obra era exatamente o padrão de vida de 1911 — um padrão de vida que não incluía bens como automóveis, ar condicionado, viagens aéreas, antibióticos, geladeiras, congeladores, filmes, televisão, videocassetes, aparelhos de DVD, Blu-ray, rádios, toca-discos, CD players, computadores, notebooks, smartphones, tablets, moradias confortáveis, comidas e roupas abundantes e de qualidade, medicina e odontologia modernas, máquina de lavar e secar, forno de microondas e por aí vai.  Em 1911, telefones e energia elétrica eram raros.  Aparelhos elétricos eram praticamente desconhecidos.  Telefones celulares não eram nem objetos de ficção.

Os bens que podiam ser produzidos à época, como vários tipos de comida, roupas e moradias, eram de menor qualidade e muito mais caros em termos reais do que são hoje — isto é, em termos do tempo necessário para ganhar o dinheiro necessário para adquiri-los.  A alimentação, o vestuário e a moradia do cidadão comum eram muito mais modestos do que são hoje. 

Todos esses bens só se tornaram mais acessíveis e aumentaram em qualidade e variedade porque a busca por lucros levou ao necessário processo de corte de custos e a outros aprimoramentos no processo de produção.  E todos aqueles bens que não existiam em 1911 só passaram a existir por causa da busca por lucros.

Em outras palavras, o que aumentou tão radicalmente o padrão de vida de todos foi nada mais do que a busca por lucros e a liberdade de agir de acordo com esse objetivo.  A busca por lucros foi a força-motriz da produção e da atividade econômica.  Em todos os lugares, em cada indústria, em cada cidade, havia homens ávidos para lucrar aprimorando produtos e métodos de produção.  Eles tiveram a liberdade de fazer isso e foram bem sucedidos. 

Essa "ganância", "epidêmica" a ponto de se tornar generalizada, foi o que aprimorou tão radicalmente o padrão de vida do cidadão comum.  É algo pelo qual todos nós devemos ser profundamente agradecidos.  Caso tal "ganância" fosse menos "epidêmica" e menos generalizada, o aprimoramento do nosso padrão de vida teria sido, sem a menor sombra de dúvida, muito menos intenso. 

O grau de aprimoramento do padrão de vida do cidadão médio pode ser mensurado utilizando-se o fato de que seu padrão de vida é hoje pelo menos 10 vezes maior do que era em 1911 (e essa é uma estimativa conservadora), e tal padrão é obtido trabalhando-se em média apenas dois terços do que se trabalhava em 1911 — 40 horas de trabalho por semana em vez de 60. 

Assim, dois terços do trabalho realizado em 1911 hoje consegue adquirir dinheiro suficiente para comprar 10 vezes a quantidade de bens.  Ou, colocando de outra forma, um simples décimo daqueles dois terços — ou 6,66% — é hoje suficiente para comprar bens equivalentes ao padrão de vida médio de 1911. 

Isso significa que, na média, graças à ganância de empreendedores e capitalistas, houve, desde 1911, uma queda nos preços reais da ordem de 93,33%!

Apenas este fato já deveria servir para demonstrar que o capitalismo de livre mercado é o sistema econômico mais ético e moral que existe.  Ele é a materialização das liberdades individuais e da busca pelo interesse próprio.  Ele resulta no progressivo aumento no bem-estar material de todos, algo que se manifesta no aumento das expectativas de vida e no contínuo aprimoramento do padrão de vida das pessoas.



autor

George Reisman
é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.

  • Marcelo Matteussi  07/09/2015 15:10
    Muito bom texto, como sempre. Permite inferir também algo muito claro: enquanto os capitalistas fundamentam suas ideias em fatos complexos e análises profundas e sistemáticas, os marxistas possuem um pensamento raso, simplista e absolutamente leviano. Tirando, é claro, os marxistas de oportunidade, que sabem o quão absurdas e inaplicáveis são as ideias de Marx, mas as utilizam para fins de ascensão política e, principalmente, pessoal.
  • D. Pedro  07/09/2015 15:11
    Poderiam ter aproveitado a data para publicar um texto sobre secessão.
  • Leandro  07/09/2015 15:23
    Nosso acervo sobre o assunto secessão é enorme (o maior em língua portuguesa), e não há muito mais a ser acrescentado a tudo o que já foi dito:

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=48

    Adicionalmente, e ironicamente, hoje comemora-se uma secessão que não deu certo: separamo-nos de um regime que nos cobrava uma carga tributária de 20% e criamos um regime que nos extorque em 40%.

    Os portugueses devem dar gargalhadas da nossa burrice ao nos verem comemorando esta "grande conquista".

    A maior propaganda anti-secessão é um secessionista comemorar o dia de hoje.

    No que mais, é preferível ser uma colônia britânica aos moldes de Hong Kong a ser um país independente como Etiópia, Libéria, Tibete, Nepal e Butão (os quais jamais foram colônias).
  • D. Pedro  07/09/2015 16:02
    Obrigado pela resposta, mas a idéia não era comemorar a data (longe disso), mas sim fazer uma provocação. E não precisava publicar um artigo novo, bastava republicar esse: Independência de Brasília ou morte
  • edson costa  07/09/2015 18:23
    Mas a quase totalidade desses 20% saiam "de fato" do país, quase nada ficava na forma de serviços públicos ou giravam na economia. Apesar de todos os males, ao menos parte desses 40% retornam em serviços e a quase totalidade volta a girar na economia interna. Não vejo como 40% de tributos girando na economia interna podem ser piores do que 20% sendo levado em navios carregados em ouro, sem qualquer tipo de pagamento.
  • Auxiliar  07/09/2015 19:11
    Serviços públicos?! Girar a economia?!

    Meu caro, imposto é imposto. Não interessa para onde supostamente vai esse dinheiro. Tão logo o governo se apropria da propriedade privada de terceiros (e é isso que faz um imposto: confiscar a propriedade de terceiros), o estrago já está feito.

    Aquele dinheiro que poderia ser utilizado na expansão das empresas, em novos investimentos e em mais contratações de mão-de-obra é simplesmente confiscado pelo governo e vai parar no bolso de burocratas e funcionários públicos. Ou seja, a expansão da economia é destruída em prol do bem-estar de burocratas.

    Isso não é girar a economia.

    E não há como remediar este fato.

    E uma carga tributária de 40% sempre -- sempre! -- será mais destrutiva do que uma de 20%.

    Imposto é roubo. Não tem como um roubo de 40% ser melhor que um roubo de 20%. Isso é tautologicamente impossível.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2150

  • Anderson  08/09/2015 00:53
    Sabe, acho que os 20% não era a pior coisa (e olha que era bem ruim, já que não dava para acumular tanto capital com bens de produção tão arcaicos). O que vejo como duas das coisas mais pesadas para o desenvolvimento do país era o mercado fechado ("só podia" escoar produtos para Portugal) e a escravidão que, apesar de diminuir com o passar dos anos, acabava por prejudicar até mesmo os ex-escravos, que viviam com incertezas sobre suas propriedades (se alguém metesse a mão e escravizasse mais uma vez o indivíduo negro, ele acabava por perder tudo).
  • abrao souza   07/09/2015 15:24
    É muito difícil convencer uma mente marxista que o capitalismo é a melhor solução para pobreza.
  • Geraldo Santos Jr.   07/09/2015 15:27
    Nada mais lógico, reafirmando que o socialismo só dura até acabar o dinheiro dos outros...
  • Silvio  07/09/2015 15:45
    Os manifestantes atuais e todos os outros que têm ódio dos capitalistas simplesmente odeiam os alicerces de sua própria existência.

    Eu iria mais longe e diria que os esquerdistas têm ódio da própria humanidade. Isso explicaria, a meu ver, a aversão que eles têm da prosperidade e a vontade que eles têm de matar pessoas, bem como a sua visão maluca segundo a qual nós somos apenas vírus que infectam o planeta.
  • John Oldman Giojou  08/09/2015 00:46
    Never thought about it.
  • Rennan Alves da Costa  08/09/2015 17:02
    Até onde sei esse é o pensamento dos melancias, um grupo específico da esquerda.
  • Alexandre Saramelli   07/09/2015 17:18
    Faltou comentar que o empresário detentor do capital corre mais riscos do que o trabalhador comum. Por conta de alguma condição desfavorável da economia, o empresário pode da noite para o dia perder todo o dinheiro. Há os riscos de mercado e os riscos tecnológicos. Um empresário que produz algo que hoje é valioso, amanhã pode ter seu negócio dissolvido pela entrada de uma nova tecnologia.

    Hoje com o conhecimento, os trabalhadores também tem riscos. Se você trabalha em uma empresa X e ganha uma boa remuneração, amanhã se for demitido será totalmente imprestável para uma empresa Y. É importante, então, uma parceria real entre empresários e trabalhadores, em uma parceria ganha, ganha. Se todo mundo resolver ser empresário individual, ninguém vai conseguir nada. E se ninguém arriscar e ousar ser empresário, ninguém consegue nada.
  • maycon rr alves  07/09/2015 17:46
    Mostrar este artigo para um marxista não irá convence-lo de mudar seus ideais. Foi escrito apenas para libertários/liberais que já sabem de tudo isso.Pouco adiciona no debate das ideias. Os argumentos deste texto são facilmente invertidos por qualquer socialista, pois eles continuarão achando que lucro, propriedade privada, e tudo que o texto defende é a comprovação da exploração dos outros grupos.
  • Curioso  07/09/2015 19:12
    Dê um exemplo de ser "facilmente invertido".
  • Mauricio.  08/09/2015 04:18
    Comunistas são psicopatas. Nada irá "convence-los".
  • Capital imoral  07/09/2015 20:03
    Mas e o avanço humano? Recentemente eu estive procurando um emprego em uma lanchonete. A proposta era: o emprego se trata de trabalhar das 3 da tarde as até meia noite, sábados e domingos até as 2 da manhã. Absolutamente todos presentes vinham da favela próxima ao local.

    Vocês vão me dizer que isso é moral? que isso é o melhor para os mais pobres? Alguem que se vê nesta condição, fica preso a pobreza pois não tem tempo e nem condições fisicas e psicológicas para estudar e crescer. Ser inteligente exige tempo, custa dinheiro e dedicação e o capital acaba com isso.

    Essas pessoas estão presas ao ciclo da pobreza que é alimentado pelo capitalismo através da exaustão física e exaustão mental gerada pelo mesmo capitalismo (veja a midia, redes sócias,jogos e etc).

    Nenhum pobre será um camponês pela manhã, filósofo de noite, pois o capitalismo com sua cultura, acaba com essa possibilidade. Nenhum pobre vai se interessar pela ciência complexas, quando tem apenas 6 horas de sono, ou que foi alienado a ter interesses por coisas fúteis como novelas e jogos.
    Essa é a refutação do capitalismo: o tempo e a enganação.

    Não é uma questão de dinheiro é uma questão de educação e tempo que o capital destroi. Os críticos do capitalismo, não são contra o dinheiro mas contra a desigualdade de educação, logo é moral tomar dinheiro dos ricos "que já chegaram lá" para auxiliar os pobres que também querem crescer.
  • Intelectual decente  07/09/2015 21:02

    Bocejos...

    "Mas e o avanço humano? Recentemente eu estive procurando um emprego em uma lanchonete. A proposta era: o emprego se trata de trabalhar das 3 da tarde as até meia noite, sábados e domingos até as 2 da manhã. Absolutamente todos presentes vinham da favela próxima ao local. "

    Em primeiro lugar, vá sacar em outros sites. Vá contar lorotas em outros portais. Até parece que você, com este bom português, está procurando emprego em lanchonete.

    "Vocês vão me dizer que isso é moral? que isso é o melhor para os mais pobres?"

    Como é que é? Um microempreendedor oferecer emprego e salário é imoral?! Em que mundo desconexo você vive?

    É por isso que não temos futuro. Heróis que oferecem emprego e renda são vituperados, ao passo que ladrões do dinheiro público são ovacionados.

    "Alguem que se vê nesta condição, fica preso a pobreza pois não tem tempo e nem condições fisicas e psicológicas para estudar e crescer. Ser inteligente exige tempo, custa dinheiro e dedicação e o capital acaba com isso. Essas pessoas estão presas ao ciclo da pobreza que é alimentado pelo capitalismo através da exaustão física e exaustão mental gerada pelo mesmo capitalismo (veja a midia, redes sócias,jogos e etc)."

    Só pode ganhar salários altos quem produz valor. Trabalhar em uma lanchonete não produz valor.

    O que realmente determina a remuneração no mercado não é o mérito, não é a virtude, não é o esforço ou a dedicação. É apenas a criação de valor; o valor que aquela pessoa consegue adicionar à vida dos demais.

    Não importa se é por esforço, inteligência, sorte, talento natural, herança; quanto mais imprescindível ela for aos outros, mais os outros estarão dispostos a servi-la.

    O esforço por si só não garante nada. É verdade que, tudo o mais constante, se a pessoa encontra um campo em que ela gera valor, o esperado é que mais esforço gere mais valor. Com o passar das gerações, a ascensão social se acumula: a filha da retirante nordestina que trabalha de empregada tem computador, aula de inglês e provavelmente não será doméstica quando crescer.

    É assim que as sociedades enriquecem. Não é de uma hora para outra, e não tem nada a ver com a crença ingênua de que a renda é ou deveria ser proporcional ao mérito.

    Nada é garantido. Às vezes o setor em que o sujeito trabalha fica obsoleto, e o valor produzido pela dedicação de uma vida cai abruptamente. Havia gente muito dedicada entre os técnicos de vitrola de meados dos anos 1990; e mesmo assim…

    Achou injusto? Então aqui vai um segredo: é você quem perpetua esse sistema. Se sua geladeira quebra, você vai querer um técnico esforçado e que dê tudo de si, ou vai querer um que faça um ótimo serviço, com pouco esforço e a um baixo custo? Quer um restaurante ruim mas com funcionários esforçados ou quer comer bem? O mundo reflete o seu código de valores e, veja só, ele não é meritocrático.

    "Nenhum pobre será um camponês pela manhã, filósofo de noite, pois o capitalismo com sua cultura, acaba com essa possibilidade."

    Ainda bem, né? Ser camponês é muito mais digno do que ser filósofo. Sendo camponês você gera alimentos para terceiros. Sendo filósofo, você só produz merda.

    "Nenhum pobre vai se interessar pela ciência complexas, quando tem apenas 6 horas de sono, ou que foi alienado a ter interesses por coisas fúteis como novelas e jogos.
    Essa é a refutação do capitalismo: o tempo e a enganação."


    Aqui você abertamente diz que pobres são imbecis que representam uma fácil massa de manobra, e que, portanto, devem ser tutelados por seres iluminados como você, que é o único que realmente entende o mundo.

    Parabéns pela franqueza e pela falta de vergonha em mostrar desprezo pela inteligência dos pobres.

    "Não é uma questão de dinheiro é uma questão de educação e tempo que o capital destroi."

    O capital destrói educação e tempo?! Cite aí como.

    Ah, vá comer grama.
  • Sergio  08/09/2015 00:53
    "Ainda bem, né? Ser camponês é muito mais digno do que ser filósofo. Sendo camponês você gera alimentos para terceiros. Sendo filósofo, você só produz merda."

    Intelectual decente mitou!
  • Pasquale  08/09/2015 01:02
    Até parece que você, com este bom português, está procurando emprego em lanchonete.

    O português dele não está essa maravilha que você disse, embora creia que essa da lanchonete seja lorota mesmo.
  • Anderson  08/09/2015 00:45
    É engraçado, embora triste, ler essas baboseiras esquerdistas. Sempre os mesmos questionamentos, e o que é mais cômico é que eles, esquerdistas, pedem, como "solução", medidas que só vão piorar de vez a situação. E depois ainda se perguntam por que o Brasil não vai pra frente...
  • Lopes  08/09/2015 02:01
    Se você for a uma tribo e decidir que trabalharão somente um dia por semana, o que acha que ocorrerá? Acha que serão libertados da exploração por sua virtuosa legislação trabalhista ou que morrerão de fome, pois não produzem em tão pouco tempo de serviço o suficiente para que sobrevivam? O aumento da produtividade advém do acúmulo de capital, que somente é possível através da abstenção de consumo (se eu sou um padeiro e desejo comprar um novo forno - que permite criar mais pães em menos tempo e torná-los mais baratos e acessíveis aos pobres, por exemplo, não posso consumir tudo o que ganho em minha padaria, pois devo fazer a aquisição do bem de capital e contratar o técnico para instalá-lo); se uma sociedade pode se dar ao luxo de acabar com o trabalho infantil (presente em toda a história humana ATÉ a industrialização) e colocar crianças em escolas, é porque se tornou produtiva o bastante para viver sem a ajuda do braço delas no trabalho.

    A padeiro pode facilmente optar por consumir todos os seus lucros ou pode tentar investi-lo, provendo um serviço que outros desejam voluntariamente; o mesmo vale a todo capitalista em um cenário onde o estado não está envolvido. E quando eles investem, há uma maior oferta de bens e serviços, tornando-os mais acessíveis e melhorando a vida principalmente dos mais pobres - daí o título do artigo.

    Uma lei não muda o mundo. Na conjuntura estatal, é somente uma constatação com uma espada.

    E outra: os bens de consumo que o senhor designa como fútil (não compro um selinho com sua aprovação) só são possibilitados pelo aumento da produtividade da população. O melhor exemplo é a história do jornal no Brasil e no mundo.
  • Altamir Gomes Bispo Junior  08/09/2015 07:03
    "Essas pessoas estão presas ao ciclo da pobreza que é alimentado pelo capitalismo através da exaustão física e exaustão mental gerada pelo mesmo capitalismo (veja a midia, redes sócias,jogos e etc). "

    Você diz que *ampliar* o acesso da população com renda mais baixa a smartphones e outras tecnologias de ponta, à informação em abundância e ao entretenimento é enfiá-las num *ciclo de pobreza*.

    Quantas bobagens!

    O capitalismo foi o grande impulsionador da redução da jornada de trabalho (veja artigo anterior neste site, por Julian Adorney) o que por sua vez auxilia os pais a passarem mais tempo com seus filhos, acompanhando-os nos estudos, a usarem mais de seu tempo para executar projetos pessoais etc.

    Se existem pessoas que perdem desse potencial avassalador de desenvolvimento que o capitalismo e as possibilidades de empreendimento proporcionam é simplesmente porque *cada pessoa usa sua liberdade como lhe convém*.

    Suponhamos que o sujeito empregado por essa lanchonete tome diariamente um transporte público (sofrível) de uma a duas horas de viagem, durma às 2:30h e acorde às 9:30h da manhã, tome um café da manhã de 30 minutos e disponha das 10:00h às 14:30h. Das 15:00h à 00:00h é ralação com parada para janta com duração de uma hora.

    Durante a ida ao trabalho, dá para ler um bom livro sobre gestão do tempo e na volta outro sobre gestão de finanças. Para durante o período livre elenco algumas opções:

    - Assistir a quatro DVRs de séries televisivas (intervalos comerciais inclusos);

    - Ir ao banco e pagar contas, ao supermercado fazer compras, ou ao bar;

    - Supervisionar os filhos;

    Sobre o segundo item, até mesmo as pessoas mais ocupadas conseguem arrumar tempo para ir ao banco e pagar contas, ou então ao supermercado e, até mesmo, para gastarem papo furado e dinheiro em bares (ou em sítios na internet...). Sem sombra de dúvidas, podem igualmente e caso queiram, parar um pouco a fim de conversar com o gerente, aprendendo o básico de como fazer investimentos, sobre os diferentes tipos de renda etc.

    Mesmo o ser mais ignorante, com um pouco de humildade, curiosidade e vontade de auto-capacitação, pode se dar o trabalho de consultar alguns livros de ciências básicas, mesmo aqueles que os próprios filhos pequenos usam e, depois, gradualmente, passar a consultar outras fontes e profissionais de ensino para tirar dúvidas.

    As pessoas são desviadas das oportunidades reais de ensino e de seguridade financeira que possuem graças ao "oficialismo" persistente de que apenas dentro de uma escola, entre quatro paredes, serão capazes de aprender algo ou que os mais pobres só poderão suceder caso os ricos *que não raro trabalham durante uma quantidade ainda maior de horas por semana* sejam extorquidos. Muitas pessoas não vêem todas as possibilidades pois toda iniciativa independente é imediatamente rechaçada e descartada pelas demagogias agourentas.

    O progresso do sujeito pode se revelar lento, mas com método e empenho, o impacto será gradual, mas perceptível. Nada impede que um educador não contente com demagogias publicadas na internet sobre o "avanço humano" convença outras pessoas a *serem mais empreendedoras* e a *empregarem melhor seus recursos tanto financeiros quanto de tempo*. Decerto que algumas delas estejam num grau já avançado de imersão na demagogia e na perdição das atitudes e pensamentos puramente emocionais, mas sempre se acha um jeito.

    A liberdade, o conhecimento e o acúmulo de capital são a resposta clara e cristalina para a sua reclamação muxiba a respeito do "avanço humano"!
  • Altamir Gomes Bispo Junior  08/09/2015 16:25
    Uma correção, se o sujeito pega diariamente duas conduções com duas horas de duração, estará livre apenas das 10:00h ao 12:30h. Só dá para assistir duas séries seguidas no malfadado DVR que qualquer um pode ter, graças ao capitalismo. Mas, nos fins-de-semana, a disponibilidade de tempo será maior e isto não tinha sido contabilizado.

    Quanto ao português do sujeito, está cheio de letrados por aí os quais, não estando em seu ambiente natural: a esfera do funcionarismo público, simplesmente pegam o que aparece pela frente, o que por sua vez não seria ruim, desde que não reclamassem da falta de opções, uma vez que a situação é auto-infligida.
  • Marcelo  08/09/2015 14:01
    você é incapaz de fazer contas ou o quê?
    das 15h as 24h são 9h de carga horaria. Muito menos do que muita gente trabalha por ai. Alem disso, por serem de um lugar próximo a lanchonete, ainda não perderão tempo se locomovendo. Não tem nada demais nessa historia ai, tirando o horário que é diferente do padrão comercial. Vá encher o saco em outro lugar.
  • Andre Dias  08/09/2015 16:12
    Vamos sair do mundo da fantasia e voltar para a realidade:
    Qual a alternativa dessas pessoas? É melhor elas terem um trabalho ruim em um fast food ou não terem trabalho nenhum?
    É isso que os intervencionistas não entendem. Culpam o empresário por fornecer um trabalho "ruim" mas se esquecem que a alternativa a esse trabalho ruim é a miséria completa.
    É melhor ganhar 1 real do que 0.
    "Ah mas assim todo mundo vai querer explorar os empregados." Nada mais falso.
    O salário do empregado sempre será baseado naquilo que ele pode produzir e na oferta x demanda por essa determinada mão de obra.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  07/09/2015 20:38
    "O grande problema é que, na visão de mundo dessas pessoas, os ativos dos ricos estão ou na forma de dinheiro "parado nos bancos" ou na forma bens que geram benefícios exclusivamente para os próprios ricos."


    PERGUNTO: E SE ESSA PROPOSIÇÃO FOR VERDADEIRA? RESPONDO: OS RICOS MERECERAM CADA CENTAVO QUE POSSUEM E OS POBRES NÃO TÊM NADA QUE VER COM ISSO. CHEGA DA CONVERSA FIADA MARXISTA. QUEM DEFENDE O MARXISMO NÃO PASSA DE UM LADRÃO APROVEITADOR.
  • José Bonifácio  08/09/2015 01:18
    Por falar no assunto, aproveito aqui para deixar essa dica de leitura: O avarento que acumula e guarda dinheiro em sua gaveta pode prejudicar uma economia?
  • Adelson Paulo  07/09/2015 22:03
    Sempre uso como exemplo do sucesso do capitalismo de mercado a indústria do cinema norte-americano, por ser um tema acessível a um público mais amplo, inclusive jovens. De uma mera curiosidade no final do século XIX, o cinema foi se transformando em um grande negócio nos Estados Unidos no início do século XX, sempre voltado para o lucro, buscando constantemente ampliar seu mercado consumidor com uma ampla oferta e variedade de produtos. O lucro obtido pelos grandes estúdios e produtores era continuamente investido no próprio negócio, inclusive em inovações tecnológicas que impulsionaram o desenvolvimento das tecnologias de imagens e de áudio, e mais recentemente da informática e da tecnologia digital. E ainda sobravam recursos para investimentos em produtos menos lucrativos, com maior qualidade artística. A indústria do cinema entra no século XXI mais lucrativa e pujante do que nunca, inclusive em conexão com as novas mídias.
  • Arthur  07/09/2015 23:49
    Quando dígito Mises Brasil no google sou direcionado a um site japonês. Acho que estão tentando hackear vocês.
  • Dissidente Brasileiro  08/09/2015 00:44
    Pessoal, para vocês que acompanham as notícias sobre o cara, vejam só mais uma aventura dele:

    www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/09/1678775-economista-piketty-sera-assessor-de-partido-espanhol-de-esquerda.shtml

    O que acham? Ele terá sucesso em sua mais nova empreitada?
    Esses europeus não se emendam mesmo. :-)
  • Silvio  08/09/2015 11:56
    Vai ver os espanhóis estão com inveja da Grécia.
  • Benjamim  08/09/2015 01:07
    Na genealogia do capitalismo não podemos esquecer a importância da reforma dentro da Igreja Católica.
    Os movimentos e desdobramentos que influenciaram pessoas a serem livres para adquirir o lucro sem peso na consciência. Antes desse entendimento os tementes a Deus viviam para esperar o paraíso, depois intuíram que servir ao próximo e obter riqueza não é nenhum pecado capital. Viva o Calvinismo. Obrigado Cristianismo.
  • Benjamim  08/09/2015 01:40
    Obrigado pela indicação de leitura. Deixo no ar para reflexão a parte final do ótimo texto que me sugeriu:

    ""Não estou preparado para dizer que a causa protestante deve ser descartada completamente e que a visão católica deve ser adotada completamente. Mas parece evidente que a história é bem mais complexa do que a versão padrão nos faz crer. Certamente, os Revisionistas oferecem uma excelente corretiva".
  • Típico Universitário  08/09/2015 02:10
    É ao PT que vocês têm a agradecer por todos os avanços econômicos. Crescemos, com 1/5 da população, em ritmo chinês em 2010.

    E agora sofremos com a coxinhada que ganhou acesso à internet graças ao PT e fica batendo panela porque o Aécio perdeu a eleição mesmo com a conspiração midiática massiva chamada Lava-Jato levantada contra o governo durante o período eleitoral, que surpreendentemente saiu mais popular do que entrou das eleições. O erro foi não democratizar a mídia. País democrático nenhum sobrevive com este arranjo fascista na qual a mídia brasileira trabalha desregulamentada e com nenhum compromisso para com o social, agindo com a dedicação à verdade de um blog na internet.

    O PT acabou com a escravidão ao capital internacional e agora, com uma desvalorização de 74% do real em menos de um ano, agora abre os portos das nações amigas aos nossos produtos parados no pátio por causa da ganância do crédito privado e os trabalhadores ganham férias coletivas.
  • Típico Universitário  08/09/2015 02:34
    Exclusivo: O PT abriu os portos nas nações amigas, não foi Dom Pedro II:
    congressoemfoco.uol.com.br/noticias/bndes-ja-repassou-r-1-bi-para-odebrecht-em-porto/

    Como estudante de história, militante e seminarista respeitado, vejo que a ignorância imposta pelo arranjo corporativista que rege a educação neste país gerou tamanha desinformação que até mesmo isso não é reconhecido no ENEM (no qual gabaritei as ciências humanas), que se limita a tangenciar o marxismo e honrar os gigantes da história brasileira, como Luis Inácio Lula da Silva e Getúlio Vargas.

    Não é surpresa que coxinha bate panela. Não aprendeu a falar. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Típico Brasileiro  08/09/2015 02:57
    Nada disso cumpanhêro. O negócio é, enquanto tivé dinhero pra compra minha cevejinha, tá tudo certo. Enquanto tivé meu futebol na tv, tá tudo certo também. E enquanto pudé fazê meu churrasquinho na laje, beleza. Num tem porque fica nervoso. Mas quando o dinhero terminar, e não tivé mais nem futebol nem cerveja e churrasquinho, aí começa outra história.
  • Anomalous  08/09/2015 16:24
    Típico universitário, tenho que concordar com você... em parte.

    "O PT acabou com a escravidão ao capital internacional"

    Sim, o governo do PT trocou 250 bilhões de dívida externa por 2,3 bilhões em dívida interna. Boa troca, assim eles dar calote bem mais facilmente, ou, quem sabe, imprimir dinheiro para pagar.

    "agora, com uma desvalorização de 74% do real em menos de um ano, agora abre os portos das nações amigas aos nossos produtos parados no pátio"

    Novamente eu concordo com você... em parte. A desvalorização facilitou o escoamento da produção via exportação, mas infelizmente temos vários setores que dependem de matéria prima importada e vários produtos que são cotados em dolar. A desvalorização da moeda vai prejudicá-los e muito. Existe também o fator de que nenhum investidor internacional vai querer investir aqui, porque vai sair perdendo com a desvalorização. Os produtos importados vão encarecer. Computadores, celulares etc. vão ficar mais caros.

    "por causa da ganância do crédito privado"
    Eu não emprestaria dinheiro correndo o risco de não receber de volta. A menos que fosse uma instituição de caridade.

    "os trabalhadores ganham férias coletivas"
    Sim, porque é um recurso dos empresários gananciosos para evitarem demissões. Porque não adianta continuarem produzindo se ninguém compra. Ser empreendedor honesto neste país é um ato heróico.

    "ignorância imposta pelo arranjo corporativista que rege a educação neste país gerou tamanha desinformação"
    Quem é mesmo que está no controle do ministério da educação faz 13 anos?

    "se limita a tangenciar o marxismo e honrar os gigantes da história brasileira, como Luis Inácio Lula da Silva e Getúlio Vargas"
    Ainda bem que só tangencia porque se fosse mais a fundo no marxismo afundava o país de vez.

    "Não é surpresa que coxinha bate panela. Não aprendeu a falar."
    É como música, as batidas na panela expressam o som da indignação com os governantes. Poderiam ser violas bem afinadas, mas nada melhor do que o retinir da panela para demonstrar a insatizfação.



  • Anomalous  08/09/2015 17:46
    Esqueci de comentar isso "País democrático nenhum sobrevive com este arranjo fascista na qual a mídia brasileira trabalha desregulamentada"

    Hitler que o diga, afinal que fascismo sobrevive sem controlar a mídia? Mas um país democrático de verdade realmente precisa de uma mídia o mais independente o possível. Infelizmente só conseguimos um pouco de independência com a internet, porque a grande mídia(TV, rádio e jornais) não é independente. Vivem sob a ameaça de terem suas concessões retiradas ou a publicidade estatal retirada. Eu sou totalmente a favor que a publicidade estatal seja retirada de todos os tipos de mídia, não pago impostos para isso.
  • FREDERICO HAUPT  08/09/2015 04:28
    Ocorre que nos países que têm os melhores índices de desenvolvimento humano aplicam a política do Estado do Bem Estar Social. Precisamos de um capitalismo mais solidário, no qual os ricos paguem mais impostos sobre suas fortunas, bens, rendas e principalmente na transmissão de herança; pois enquanto no Brasil o ITCD varia de 2% a 4%, na Suécia e nos EUA chega a 35%. Assim, o dinheiro que deveria estar sendo investido em educação e pesquisa científica e tecnológica gerando mais desenvolvimento para o país, está sendo gasto pelos ricos com prostitutas, jogos de azar, bens superfluos, viagens para o exterior, festas com bebidas e drogas....
  • Corregedor  08/09/2015 16:14
    Eis o ranking do IDH:

    1 - Noruega
    2 - Austrália
    3 - Suíça
    4 - Países Baixos
    5 - Estados Unidos
    6 - Alemanha
    7 - Nova Zelândia
    8 - Canadá
    9 - Singapura
    10 - Dinamarca

    Ou seja, à exceção da Noruega, que bóia sobre petróleo, os outros três nórdicos (a quem você claramente faz alusão) estão longe de apresentar os "melhores indicadores sociais do mundo". Suécia e Finlândia, aliás, nem estão entre os dez primeiros.

    No entanto, pelo bem debate, vou responder à sua pergunta. Sabe por que os escandinavos conseguiram prosperar e enriquecer? Porque, segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas,

    1) você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil);

    2) as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil, se você quiser importar pela internet, pagará no mínimo 60%);

    3) o imposto de renda de pessoa jurídica é de 25% (no Brasil, chega a 34%);

    4) o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições);

    5) os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho);

    6) o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Não há uma CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nos países nórdicos.

    O único quesito em que os nórdicos superam o Brasil em ruindade é no IRPF, cuja alíquota máxima lá é maior que a daqui.

    Aí, cabe a você explicar que o enriquece deles se deve ao alto imposto de pessoa física, e não às liberdades econômicas muito maiores que eles usufruem.

    Sugestão de artigo:

    Mitos escandinavos: "impostos e gastos públicos altos são populares"

    Verdades inconvenientes sobre o sistema de saúde sueco

    Sobre a grande depressão da Suécia
  • Ragnar  09/09/2015 13:37
    Não, os países que têm os melhores índices de desenvolvimento humano não o têm por causa da porcaria de seu welfare state. Os países que têm os melhores índices de desenvolvimento humano são aqueles em que há maior respeito à propriedade privada. O welfare state é apenas um impeditivo para que esses países sejam mais prósperos ainda.
  • Silvio  08/09/2015 12:03
    País democrático nenhum sobrevive com este arranjo fascista na qual a mídia brasileira trabalha desregulamentada

    Sei que seu comentário não passa de uma grande brincadeira (bem feita, tão bem feita que algum desavisado que aqui chegar pode tomá-lo como produto de uma mente esquerdista), mas, na verdade, o arranjo fascista é justamente aquele em que a imprensa está sob o poder regulamentar do estado.
  • Luis  09/09/2015 00:41
    De fato, a melhoria das condições de vida vem do avanço tecnológico. A competição entre empresas estimula este avanço.
  • Nelio  09/09/2015 11:45
    Não importa, vamos tributar mais os ricos!

    oglobo.globo.com/brasil/governo-ja-tem-nas-maos-aumento-de-impostos-que-podem-render-18-bilhoes-17436703


    É, complicado essa mentalidade de Robin Hood..

  • Néscio  09/09/2015 12:48
    Robin Hood roubava dos ricos para dar aos pobres (ok, não era bem assim), já o estado rouba dos ricos, dos pobres, dos moços, dos velhos, dos pretos, dos brancos, do gordo, do magro, do alto, do baixo. Pombas, o estado rouba pra caralho de todo mundo. E, no cômputo geral, o estado brasileiro seria um Hood Robin, que rouba dos pobres para dar aos ricos.
  • Emerson Luis  04/01/2016 23:57

    Os intelectuais que criticam o capitalismo não se imaginam fazendo parte da maioria igualmente pobre de uma economia socialista, mas sim da pequena elite que concentra todo e poder e riqueza nesses países.

    * * *
  • Conservador  05/01/2016 11:00
    Exatamente.


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