clube   |   doar   |   idiomas
A grande muralha da China começa a se esfacelar (com dados atualizados)

A China foi a grande salvadora da economia mundial em 2008.  A implantação de um pacote de estímulos sem precedentes como resposta à crise financeira daquele ano gerou uma explosão de investimentos em infra-estrutura

Houve maciços e esbanjadores projetos de construção na China, os quais envolveram a construção de basicamente qualquer coisa que você seja capaz de imaginar.  Como explicado neste artigo:

Durante um período de apenas dois anos, 2011 e 2012, o qual representou o ápice da tão aclamada "agressiva política de estímulos" do governo chinês em resposta à recessão do mundo desenvolvido, a China consumiu mais cimento do que os EUA consumiram durante todo o século XX!

A voraz demanda por commodities a serem utilizadas nesse boom da construção civil fez com que os países emergentes produtores dessas commodities — como minério de ferro e petróleo — se beneficiassem desse crescimento chinês e fossem também impulsionados por esse crescimento.

Agora, no entanto, a economia chinesa atingiu o muro.  O crescimento econômico está abaixo dos 7% ao ano pela primeira vez em 25 anos, e isso segundo as próprias estatísticas oficiais do país — o que significa que os números reais provavelmente estão muito piores do que isso.

O Banco Central chinês vem adotando várias medidas para estimular a cambaleante economia.  Nos últimos 12 meses, a taxa básica de juros foi reduzida de 6% para 4,35%, sendo este o menor valor da história.

A fuga de capitais do país vem aumentando.  No segundo trimestre de 2015, US$ 766 bilhões saíram do país.  No primeiro trimestre, foram US$ 945 bilhões.  Só nas últimas sete semanas, mais de US$ 190 bilhões saíram do país.  Nas primeiras três semanas de agosto, US$ 100 bilhões já foram embora, não obstante todas as draconianas leis criadas pelo governo para impedir "saídas ilícitas de capital".

Como consequência dessa maciça fuga de capitais, o Banco Central chinês optou por desvalorizar a moeda chinesa (o renminbi).  Essa recente desvalorização da moeda foi uma medida desesperada e de última instância, a qual serviu apenas para sinalizar que a grande era do crescimento chinês está rapidamente chegando ao fim.

Ao longo de 2015, as exportações foram, em média, 11% menores do que em 2014, o que mostra que a situação chinesa é pior do que muitos estimam.

O mercado imobiliário chinês também se encontra em uma situação claudicante.  Os preços dos imóveis caíram acentuadamente após décadas de contínuo aumento.  Para os milhões de chineses que alocaram sua poupança no setor imobiliário, a situação é perturbadora. 

Adicionalmente, a desaceleração econômica chinesa está enviando ondas de choque para todo o mercado de commodities.  O índice global de commodities, da Bloomberg, que acompanha os preços de 22 commodities, caiu para níveis que vigoravam apenas no início deste século.

O minério de ferro é uma matéria-prima essencial para alimentar as siderúrgicas da China; e, como tal, é um bom mensurador para o atual estado da construção civil chinesa.  O preço do minério de ferro no porto de Qingdao caiu para US$ 43 a tonelada, menos da metade em relação aos US$ 140 que vigoravam em janeiro de 2014.

Já os dados do setor industrial chinês são desanimadores.  O Índice de Gerentes de Compras (Purchasing Managers Index — PMI), o qual é um amplamente reconhecido e respeitado mensurador da produção industrial, caiu para 47 em agosto e está atualmente em 48.  Para ser considerado positivo, ele tem de estar acima de 50.  Sempre que o PMI cai abaixo de 50, o setor industrial está em contração.  Em julho, o valor tmbém havia sido de 48.  O atual valor é um dos menores da série histórica. [N. do E.: para o Brasil, este índice está em 45,6].

O bem-estar dos chineses

As duas áreas nas quais a nova riqueza dos chineses se manifestou explicitamente foram essas: telefones celulares e automóveis.  Esses dois mercados estão atualmente em contração.

O mercado chinês de telefones celulares é o maior do mundo.  No segundo trimestre deste ano, pela primeira vez na história, as vendas de celulares na China diminuíram.  Isso é um alerta de que os números oficiais do governo, que indicam um crescimento de 7% do PIB, são fictícios.

Virou moda falar que a China está vivenciando uma "saturação".  Essa "saturação" está se tornando uma nova realidade econômica na China.  Durante anos, empresas globais se acostumaram — aliás, o termo mais correto seria "foram mimadas" — com um crescimento econômico artificial.  Essa era acabou.

O problema é que vendas em queda são um fenômeno muito pior do que era de se esperar de um mercado meramente "saturado".  Um mercado "saturado" implica um crescimento de vendas pequeno ou, no máximo, nulo.  Quando as vendas entram em queda, é difícil culpar a "saturação".  Algo bem mais complexo está acontecendo, algo que os números oficiais se recusam a reconhecer.

Smartphones não são o único bem de consumo que está vivenciando essa débâcle de vendas em queda após anos de crescimento espetacular.  Vários outros produtos estão hoje vivenciando essa mesma contração.  Por exemplo, a venda de veículos na China — que é o maior mercado de automóveis do mundo, tanto em termos de produção quanto de vendas — declinou em junho e julho em relação ao mesmo período do ano passado.  Mas os incrédulos fabricantes seguem construindo plantas e ampliando as instalações.

Consequentemente, a Volkswagen, cujas vendas na China — seu maior mercado consumidor — vêm caindo há três meses seguidos, está hoje empenhada ao máximo em negar que esteja reduzindo sua produção para lidar com um problema de capacidade ociosa.  Sim, a VW está cortando a produção, "mas por outros motivos", segundo a empresa.  Capacidade ociosa é algo muito terrível no ramo automotivo.  Tal fenômeno simplesmente não pode ser admitido publicamente.

O que esperar

A maior ameaça para todo e qualquer regime político é esta: a frustração de expectativas otimistas.

Quando as massas começam a acreditar que as coisas só irão melhorar, e passam a acreditar que a atual ordem política fará com que as coisas só melhorem, então, caso essas expectativas se concretizem no curto prazo, o regime político irá se tornar obrigado a gerar uma contínua expansão da riqueza.  Mas se essa expansão desacelerar, e as massas não anteciparem essa desaceleração, o regime político passará a enfrentar um potencial risco de revolução.

Na China, as massas foram ensinadas a acreditar que o sistema sempre irá fornecer os bens.  E, ao longo das últimas três décadas, o sistema de fato forneceu os bens.  Os investidores que investiram no país acreditaram que poderiam enriquecer quase que automaticamente.  Hoje, eles estão descobrindo que as coisas mudaram.

A classe média chinesa que acreditou que o futuro traria dias cada vez melhores, e que saiu às compras por celulares e carros, está agora enfrentando uma nova realidade: as políticas keynesianas baseadas em expansão do crédito sempre geram uma contração.  A China ainda não havia vivenciado um ciclo econômico ao estilo ocidental.  Agora irá vivenciar.

A China é uma economia majoritariamente industrial.  Ao contrário dos países ricos, sua economia urbana não está baseada no setor de serviços; ela se baseia na exportação de bens de consumo.  Foi neste setor que todo o crescimento econômico se concentrou nos últimos 35 anos.  E é esse setor que agora está em recessão. [N. do E.: o IMB já havia anunciado a iminência de uma recessão industrial na China ainda no segundo semestre de 2012]. 

O mercado de consumo dos bens chineses, localizado no Ocidente, está secando.

É possível argumentar que a contração chinesa seria inerente ao ciclo interno da economia chinesa, até então baseada em crescimento contínuo sem recessão.  Em outras palavras, seria possível dizer que a contração é decorrente das políticas do Banco Central da China.  Os estímulos gerados pela expansão do crédito teriam se exaurido.  Isso significa que a recessão seria estritamente de geração interna.  Entretanto, em um país maciçamente industrial que exporta para todo o resto do mundo, as causas da contração são duplas: de um lado, a demanda ocidental está em queda; de outro, as políticas de estímulo do Banco Central chinês não mais estão aditivando a economia.

O Banco Central chinês está explicitamente em pânico.  Ora eles anunciam que irão enrijecer; ora eles anunciam que irão adotar novas medidas de expansão.  Em janeiro de 2016, houve uma nova injeção de capital no sistema financeiro.

Já o governo chinês nunca diz nada.  Ele não se pronuncia.  Os políticos chineses são comunistas da velha guarda e, como tal, não devem satisfação a ninguém no eleitorado.  Consequentemente, eles ficam de boca fechada.  Mas não há dúvidas de que o governo central exige que o Banco Central faça de tudo para manter a economia aquecida.  O problema é que, desta vez, o Banco Central não está conseguindo cumprir a exigência.

A dramática queda que vem ocorrendo nos últimos meses na bolsa de valores de Xangai é um indicativo da encrenca em que se encontra o governo central chinês.  O governo estimulou uma insana especulação na bolsa, o que faz com que seu índice mais do que dobrasse em apenas um ano

china-stock-market (2).png

Agora, o mercado está indo na direção oposta.

china-stock-market.png

O governo está desesperado para impedir que a bolsa continue caindo, mas, até agora, o índice segue afundando feito uma pedra.  Tudo indica que já está havendo um pânico para sair desse mercado.  Isso é o que se deve esperar.  Tudo foi uma bolha, e a bolha está agora em processo de estouro.  Isso é o que sempre acontece com bolhas.

Investidores chineses não têm experiência com precificações feitas pelo livre mercado.  Eles partiram do princípio de que o mundo foi arranjado de modo a enriquecê-los.  Eles esperaram anos para entrar na bolsa de valores, e então, há um ano, eles começaram a entrar em revoadas.  Esse foi um caso clássico de estouro de uma bolha de ações gerada por uma economia que vivenciou uma expansão artificial.

Era comum ouvir esse mito a respeito do keynesianismo asiático: ele seria diferente do keynesianismo ocidental.  Os economistas keynesianos da Ásia, que não se auto-intitulam keynesianos, recorrentemente argumentavam que um planejamento econômico centralizado pelo governo, por meio do Banco Central, poderia sobrepujar os ciclos econômicos típicos das democracias ocidentais.  Eles estão prestes a descobrir que as leis econômicas são imutáveis em qualquer hemisfério.


Esse artigo foi publicado originalmente em agosto de 2015

______________________________________


Veja todos os nossos artigos sobre a China.


______________________________________

Autores:

Wolf Richter é comentarista economico e fundador da Wolf Street Corp.

Ambrose Evans-Pritchard é colunista do jornal britânico The Telegraph

Gary North é ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética e história.



autor

Diversos Autores

  • Pedro Vitor de Abreu   24/08/2015 14:27
    Se nossos fracos fundamentos econômicos, destruídos por estes 13 anos de populismo, já nos deixavam vulneráveis em tempos de bonança e estabilidade internacional, imaginem agora com o mercado global às portas de perder a confiança nos manipulados mercados da China, Rússia e Mercosul.

    Ou cortamos, com absoluta urgência, na carne (do Estado) e aplicamos um choque de capitalismo em prol da eficiência e transparência ou condenaremos os nossos, principalmente os de menor renda - estes que a utopia socialista usa para perpetuar sua oligarquia protegida, a décadas de miséria e depressão.
  • dominguez  24/08/2015 16:47
    estabilidade internacional? já deu uma olhada no mercado hoje?
  • anônimo  24/08/2015 19:37
    Leia novamente o que o Pedro Vitor escreveu Dominguez. Não é difícil entender.
  • Ronald Melo   24/08/2015 14:37
    Imagine o pânico de um certo país sul americano extremamente dependente da venda de commodities para o mercado chinês...
  • Laercius  30/08/2015 14:26
    A soja,não citada no artigo já caiu (em dólares) desde um ano e meio aproximadamente.Ainda está em um bom preço,em parte pela alta do dólar.Esperemos para ver.Talvez por tratar-se de "alimento",possa manter-se em patamares aceitáveis.Entretanto se essa comodytie cair aos percentuais do petróleo ferro etc (abaixo de 50%) a coisa ficará bastante grave ao nosso país.Acho que é ela 'quem' ainda está segurando a corda.
  • Leandro  30/08/2015 14:46
    Todas as commodities cotadas em dólar baratearam (em dólar). O preço das commodities (ouro, petróleo, minério etc.) está intimamente ligado à força do dólar. Como as commodities são precificadas em dólar, sempre que o dólar está fraco, os preços das commodities estão em alta, e vice-versa.

    O boom das commodities na década de 2000 foi majoritariamente causado pelo enfraquecimento do dólar. E o atual "arrefecimento" das commodities também está majoritariamente ligado ao fortalecimento do dólar.

    Vale ressaltar, no entanto, que, em reais, praticamente todas as commodities encareceram, inclusive a soja.
  • Jean Rovaris   24/08/2015 14:38
    É o fluxo contrário da onda das commodities. O problema reside no fato de que o Brasil está muito fragilizado economicamente, e essa onda de choque vinda da China pode fazer com que a crise do subprime pareça brincadeira no parque.

    A marolinha virou tsunami.
  • Felipe  24/08/2015 14:53
    Se a desaceleração chinesa se mantiver e o Brasil perder nota do rating, ai teremos o pior dos mundos.
  • Hudson  24/08/2015 15:26
    O Brasil já perdeu o grau, meu caro. Só falta anunciar.
  • Matias  24/08/2015 14:57
    [OFF] Amigos, uma questão me surgiu nos últimos dias... o que impede, tecnicamente, o governo de violar a LRF e passar a se financiar maciçamente através de emissão de moeda pelo Tesouro?

    Não tenho mais dúvidas que esse governo não tem respeito nenhum pela Lei e pelas consequências disso e que fará qualquer coisa para permanecer no poder...
  • Leandro  24/08/2015 15:55
    "o que impede, tecnicamente, o governo de violar a LRF e passar a se financiar maciçamente através de emissão de moeda pelo Tesouro?"

    Há um erro conceitual aí. Quem tem o poder de criar moeda é o Banco Central, e não o Tesouro. (Mesmo a Casa da Moeda, que é ligada ao Tesouro, só emite moeda quando expressamente ordenada pelo Banco Central).

    Para que o BC volte a monetizar livremente os títulos do Tesouro – como era feito até o ano 2000 --, os artigos 35 e 39 da LRF teriam de ser abolidos pelo Congresso.

    É possível? É. É provável? Não muito (ao menos, não no atual Congresso).
  • Joaquim Saad  25/08/2015 02:10
    Leandro: "Para que o BC volte a monetizar livremente os títulos do Tesouro – como era feito até o ano 2000 --, os artigos 35 e 39 da LRF teriam de ser abolidos pelo Congresso."

    Se "monetizar" significa a simples compra de papeis federais pela autoridade monetária, não é exatamente isso que ela já faz (e de modo virtualmente irrestrito) tanto no mercado aberto (i.e. provendo reservas aos bancos comerciais em troca de títulos públicos de seus portfolios) como inclusive também - e cada vez mais ! - nos leilões primários (subscrevendo diretamente as ofertas do Tesouro naqueles eventos) ?!

    Quanto à Lei 101/2000 ("LRF"), na verdade seu Art.39\Inciso I\§2º ("O Banco Central do Brasil só poderá comprar diretamente títulos emitidos pela União para refinanciar a dívida mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira.") não teria criado uma maneira que acabou viabilizando a aquisição de dívida pública pelo BC, desde que observada a condição no referido disposto (e que, pelo visto, além de cínica, é inócua em limitar o financiamento direto do governo pelo Bacen, o qual supõe-se que diariamente substitui muitos dos títulos do Tesouro em seu poder durante o intenso funcionamento do mercado secundário, podendo então "renová-los" em seguida no mercado primário) ?!
  • Leandro  25/08/2015 02:23
    Por monetização, refiro-me ao BC criar dinheiro para comprar diretamente do Tesouro os títulos por este emitidos. Essa é a definição técnica de "monetizar a dívida".

    Tal procedimento era padrão até a década de 1990. Na década de 1980, havia também a "Conta Movimento": o Tesouro sacava livremente dinheiro do Banco do Brasil, e o Banco do Brasil era subsequentemente "ressarcido" pelo Banco Central.

    Hoje, é proibido. Tal arranjo é propenso a gerar hiperinflação.

    De resto, a monetização "indireta" de fato existe, e foi abordada em detalhes neste artigo. Aliás, a monetização indireta é uma das funções precípuas do Banco Central.
  • Joaquim Saad  25/08/2015 02:48
    Mas Leandro, como pode ser hoje "proibido" o procedimento de compra direta de papeis do Tesouro pelo BC, se a autoridade monetária vem sistematicamente subscrevendo em torno de 30% das emissões primárias de dívida federal ao menos na última década ?!

    A pergunta do Matias parece-me extremamente importante, porque a LRF de fato não impede o auto-financiamento supra-citado. Ao contrário, permitiu-o inequivocamente, ao qual o atual governo campeão em prodigalidade poderá recorrer cada vez mais, já que inexiste limite legal ou constitucional ao aumento percentual da dívida pública da "União" !
  • Leandro  25/08/2015 12:38
    "como pode ser hoje "proibido" o procedimento de compra direta de papeis do Tesouro pelo BC, se a autoridade monetária vem sistematicamente subscrevendo em torno de 30% das emissões primárias de dívida federal ao menos na última década ?!"

    O BACEN não monetiza esses títulos. O Tesouro simplesmente repassa ao BACEN os títulos que ele não conseguiu vender em leilão (pois os juros não eram atraentes), e o BACEN utiliza esses títulos para fazer políticas compromissadas. Não há monetização.

    Sim, é óbvio que tal dispositivo da LRF pode vir, no futuro, a ser desrespeitado. Mas até o momento ele não foi. E não visualizo que ele venha a ser. Lamento se minha postura não-incendiária gera decepção em alguns ativistas.
  • Joaquim Saad  25/08/2015 14:13
    Leandro,

    Quer dizer que o Guido Mantega e demais "keynesianos" do governo poderiam ter (ao menos alguma) razão quando cobravam (inclusive do FMI, atitude ridicularizada pela ironia fina do Gustavo Franco: economia.estadao.com.br/noticias/geral,a-resposta-de-madame-lagarde-imp-,1060456) a alteração no método de cálculo da dívida pública brasileira da qual, segundo o antecessor do Levy, faltava deduzir os títulos repassados diretamente ao BC ?!
    Afinal, se a autoridade monetária não paga ("monetiza") os papeis que recebe nas tais operações compromissadas, estes de fato não deveriam ser considerados no saldo devedor do Tesouro, cujo valor a ser efetivamente levado em conta então seria mesmo um montante "líquido" (atualmente em R$2,6 trilhões ou aproximadamente 47% do PIB, e não R$3,6 trilhões ou +/- 67% do PIB, descontando-se desse "bruto" o auto-financiamento em questão)...

    Já havia ficado bastante perplexo ao entender que até 1987 (quando foi extinta a Conta Movimento no BB) ocorria a criação de moeda pelo Bacen e o repasse dela ao governo sem este entregar qualquer colateral àquele ! Agora volto a me surpreender ao saber que nos leilões primários do Tesouro o oposto também acontece, c/ este entregando títulos àquele também sem receber qualquer contrapartida (financeira, no caso) !

    E é unicamente o intuito de compreender corretamente essas particularidades do sistema monetário o que me leva a estudar os artigos neste site (especialmente os vossos) e a acompanhar e participar dos debates sobre as dúvidas que suscitam nos leitores (ainda que alguns destes sejam ou se pareçam c/ "incendiários").
  • Leandro  25/08/2015 14:57
    "Afinal, se a autoridade monetária não paga ("monetiza") os papeis que recebe nas tais operações compromissadas, estes de fato não deveriam ser considerados no saldo devedor do Tesouro,"

    Óbvio que deveriam!

    Afinal, são títulos que foram emitidos pelo Tesouro, que estão em posse de alguém, e que, em algum momento, terão de ser quitados (resgatados).

    Eles possuem um valor de face, o qual o Tesouro terá de pagar para quitá-los. São como uma nota promissória, em nome do Tesouro, que terá de ser honrado.

    A emissão de qualquer título pelo Tesouro implica um aumento direto da dívida bruta. Não tem como escapar disso.

    O que o governo sempre quis é que os títulos que porventura estejam em posse do BC (os quais coletam juros normalmente, pagos pelo Tesouro) sejam desconsiderados do cálculo da dívida bruta.
  • Joaquim Saad  25/08/2015 15:35
    O Tesouro terá de quitar títulos que emitiu sem ter recebido qualquer financeiro em contrapartida ?! É neste funcionamento incoerente do sistema que então se baseia o argumento do governo p/ abatê-los da dívida, caso mantivesse a prerrogativa de futuramente recebê-los de volta do BC sem obviamente ter de pagar pelo "retorno" de papeis lançados antes a troco de nada ! Afinal, como justificar que o Tesouro tenha de se endividar ainda mais p/ resgatar títulos cujo pagamento por sua emissão ainda estaria "pendente" pela autoridade monetária, a qual posteriormente poderia então simplesmente criar o dinheiro correspondente e repassá-lo ao Tesouro, evitando crescimento ilegítimo (ao menos do principal) da dívida deste ?!
    Tudo isto seria perfeitamente possível de se gerenciar, parecendo-me até mesmo uma necessidade a fim de não se gerar inconsistências contábeis nos balanços de ambos os órgãos...
  • Leandro  25/08/2015 15:47
    "O Tesouro terá de quitar títulos que emitiu sem ter recebido qualquer financeiro em contrapartida ?!"

    Pois é. O título que ele emitiu foi para o mercado e está em posse de alguém. Terá de ser quitado.

    "Afinal, como justificar que o Tesouro tenha de se endividar ainda mais p/ resgatar títulos cujo pagamento por sua emissão ainda estaria "pendente" pela autoridade monetária,"

    É por isso que a dívida só faz subir. Mensalmente. Viu a notícia de ontem?

    "a qual posteriormente poderia então simplesmente criar o dinheiro correspondente e repassá-lo ao Tesouro, evitando crescimento ilegítimo (ao menos do principal) da dívida deste ?!"

    Isso, de novo, é proibido pela LRF.
  • Joaquim Saad  26/08/2015 18:37
    Obrigado por mais estes esclarecimentos, Leandro. Realmente, aprende-se muito por aqui.

    E desculpe continuar c/ a aporrinhação, mas todo esse "volley" me fez pesquisar alguns dados e, naquela planilha do BC de cálculo da dívida do governo geral referente ao 1º semestre/2015 (www.bcb.gov.br/?DIVIDADLSP08), notei ser relativamente grande (30% da DPF) o valor da rubrica "Créditos Internos (G): Disponibilidades do governo federal no Bacen" (R$774 bilhões, quase tanto quanto os R$834 bi atribuídos às operações compromissadas da autoridade monetária).

    Por quê o governo mantém tantos recursos entesourado ?! (obs: trata-se de moeda, certo ?)
    Teria a ver c/ a intenção de se manter um bom provisionamento p/ resgates líquidos da própria dívida (por ex, em momentos como o atual, onde começa a haver dificuldades de rolagem) ?

    Também seria uma forma do próprio Tesouro compartilhar c/ o BC a execução da política monetária ao causar o efeito de "esterilização" dessa grana toda impedindo-a de circular (e se multiplicar) no sistema bancário ?
    Mas, nesta última hipótese, tal prática não poderia gerar consequências contrárias às normalmente esperadas, configurando-se situação inusitada onde a redução da dívida (resgates líquidos) significaria não uma diminuição, mas sim um aumento da inflação (pela maior quantidade de dinheiro em circulação), supondo igual dificuldade do próprio BC em intensificar as operações compromissadas p/ "sequestrar" todo esse monetário ?!
    Me fez lembrar daquele texto de 2013 do Gary North acerca do possível "mundo invertido" (aumento de inflação por causa do aumento de juros !) nos EUA após o brutal crescimento do balanço do Fed c/ os QE's p/ patamares sem precedentes...

    Grato mais uma vez.
  • Thiago  24/08/2015 17:21
    Matias,

    O gestor público que desrespeitar a LRF pode, dependendo do caso, incorrer em crime de responsabilidade ou crime contra as finanças públicas.

    Por exemplo, o governo descumpriu preceitos da LRF no ano passado (ex: limitação de empenho e de movimentação financeira diante de arrecadação inferior ao previsto). Caso o TCU emita parecer prévio pela rejeição das contas do ano passado - o que, tecnicamente, deve ser feito - torna-se cristalino o crime de responsabilidade do Chefe do Executivo, levando à abertura de impeachment. Obs: essa abertura pode ser feita independentemente do posicionamento do TCU, afinal, a Sra. Presidente assinou decretos autorizando gastos mesmo sabendo da frustração da arrecadação.

    Agora, nada impede que o Congresso altere a LRF, as demais leis que tratam de finanças públicas (ex: 4.320) ou a Constituição, nem que o Senado aumente o teto da dívida pública.
  • Andre Cavalcante  24/08/2015 19:58
    Olá

    Nada contra o inglês, mas porque esse anglicismo? Impedimento é bem caracterizado tanto em português quanto na legislação vigente que rege o processo de impedimento do chefe do executivo.

    Abraços
  • cmr  24/08/2015 20:41
    A palavra "impeachment" tem origem na expressão latina "enpechement", com data aproximada do ano 14AC que tem como principal significado "acusação". Além disso, possui também influência do francês antigo "empechement".

    https://www.significadosbr.com.br/impeachment

    Muitos pensam erroneamente que vem do inglês, alias, tem gente que acha que tudo vem do inglês.
    É o império tentando reescrever a história.
  • Andre Cavalcante  24/08/2015 21:16
    Cara, nada não, mas um blog como fonte e ainda por cima com dados complicados...

    Vamos lá. Do dicionário: www.priberam.pt/dlpo/impedimento. Impedimento é como se diz no português ao ato de se impedir (verbo, ação) alguém ou algo. Vê lá no link a origem latina da palavra. Então, a evolução para o termo impeachment é outro. E o uso que se faz hoje é simplesmente uma "tradução" (errônea) de impeachment do inglês para impedimento (do português). Entretanto essa é a forma mais correta, segundo alguns juristas (outros, mais puristas, preferem o termo afastamento), apesar de a Constituição usar o termo "acusação contra o Presidente da República" para instauração de processo sobre o "crime de responsabilidade" (Arts. 85 e 86) a ser julgado pelo Senado (art. 52) cuja pena é a "...perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública..."

    Abraços


  • lsd  24/08/2015 21:22
    Na verdade, por razões óbvias, no inglês há altíssimas doses de galicismo. Além disso, como você observou, a palavra em francês é "empechement". Em inglês a palavra é "impeachment", cuja grafia copiamos.

    Assim sendo, certo está o rapaz ao afirmar que isso é um anglicanismo (que, por sua vez, foi um galicismo). Ou seja, copiamos um termo inglês de origem francesa. Mas inegavelmente copiamos um termo em inglês.

    E nada contra estrangeirismos. O inglês só se impõe porque é a língua que representa o que há de melhor na produção cultural e científica de nossos tempos. Se os falantes do português fossem o que detivessem a melhor produção cultural e científica, o português iria se impor.
  • Ismael  25/08/2015 19:58
    Viva o anglicismo do português brasileiro! Eu não suportaria ter de clicar com o botão do 'rato' como dizem lá na terra de além-mar...ou ainda chamar computador de 'ordinateur' (ordenador) como fazem os franceses que abominam tendências de anglicismo.
  • Matias  25/08/2015 12:19
    Tiago, justamente a isso que me refiro. A LRF já foi desrespeitada ano passado (e ao que tudo indica continua sendo este ano) e até agora o que vemos é uma conivência do TCU adiando a decisão cada vez que o prazo expira. O que custa desrespeitar de forma mais acintosa ainda para se manter no seu projeto de poder? O governo conta com alguns votos a favor do governo no TCU, a lentidão do congresso e ataques constantes ao presidente da Câmara. Não defendo Cunha, mas basta ver que uma das primeiras ações de governos totalitários é justamente atacar, desmoralizar, e até mesmo fechar o Congresso.
  • Douglas Silva Rodrigues  24/08/2015 15:20
    Olá, tenho uma dúvida, provável que a análise ao seguir está errada, mas enfim. O Brasil está uma merda e vai piorar pela própria gestão do BC e outros órgãos, e devido ao Brasil ter grandes parcerias com a China, a crise chinesa irá afetar o Brasil, minha dúvida é, qual o tamanho do impacto que a crise chinesa vai proporcionar ao Brasil? E também o que precisa ser feito para que essa crise de fato diminua e mude?
  • Guilherme Afonso Ferreira  24/08/2015 21:00
    O artigo diz que o preço do minério de ferro está a 53 dólares a tonelada. Um amigo que trabalha na Vale me disse recentemente que o custo da empresa por tonelada é de 60 dólares. Segundo o amigo, a empresa paga (há algum tempo) alguns milhões de reais por dia para trabalhar. E isso tende a piorar...
  • Douglas  25/08/2015 17:59
    Mesmo nas piores épocas o custo nunca foi de 60 dólares.

    O custo da tonelada em portos chineses se encontra entre 30~45 dólares.

    Quanto ao valor do minério a Vale recebe premio pelo seu minério ser de qualidade superior.
  • Mr Citan  24/08/2015 15:23
    Na seção "O bem-estar dos chineses", vejo que se trocarmos a palavra "chineses" por "bananenses", cai como uma luva para a situação atual da banânia. :-D
  • cmr  24/08/2015 15:51
    Pelo menos a China dispõe hoje de uma infraestrutura para as próximas décadas. E o Brasil ?.
    Qual é a situação hoje da nossa infraestrutura ?.
    A China é um país quebrado com boa infraestrutura.
    O Brasil é um país quebrado sem nenhuma infraestrutura.
  • cmr  24/08/2015 15:33
    O Brasil surfou na onda chinesa, agora a China não precisa mais de nossas commodities, e agora quem poderá nos salvar ?.
    Certamente o governo brasileiro esperará a vez da Índia.
  • Diego Sousa  24/08/2015 15:46
    A correção sempre vem.
    Mas eu penso pelo lado positivo, a crise financeira tem o potencial de derrubar
    o regime autoritário chinês. Não tem conversa, dinheiro no bolso e comida no prato
    fala mais alto que a liberdade.
    A convulsão social chinesa aumentará novamente em níveis piores que àqueles simbolizados pelos protestos da praça celestial da paz.
    Creio que a china pode até se esfacelar territorialmente.
  • cmr  24/08/2015 15:54
    Creio que poderá ser "um país vários sistemas", ou seja, ter o poder totalmente descentralizado.
    Isso seria bom até para o Brasil e para a Rússia, seria um grande exemplo.
  • Diego Sousa  24/08/2015 21:25
    Concordo, creio que seria melhor para os chineses.
  • Erick  24/08/2015 16:01
    Apesar da crise, Diego, acredito que o crescimento da China, comparado aos países ocidentais continua absurdamente grande, difícil acontecer um colapso no governo chinês.
  • Diego Sousa  24/08/2015 21:18
    Continuar grande como?
    A economia contraíndo, o governo a desvalorizar a moeda pra estimular exportação, os imóveis desvalorizando.
    Eu acho que só se eles pudessem exportar essa inflação. Mas não dá.
  • Joao Girardi  24/08/2015 16:51
    Ou não, uma coisa é uma crise em um país onde há liberdade, em uma democracia uma crise econômica normalmente é capaz de derrubar um governo, mas outra é uma crise em um regime totalitário como o chinês, nesse caso, quanto mais a economia vai mal, mais o governo se fortalece.
  • Diego Sousa  24/08/2015 21:27
    Sem dinheiro o governo não esmaga ninguém. E a depender do tamnho da crise isso pode aumentar as divergências dentro do PCC.
  • Marcosm  24/08/2015 22:17
    Verdade. Não esqueçam que o comunismo chinês já passou por fases em que as pessoas morriam de fome. Não vai ser isso que vai fazer a ditadura cair.
  • Marcos  25/08/2015 02:53
    E o que dizer da URSS, ela quebrou se desmanchou, acredito que seja um caso semelhante.
  • Fabii  24/08/2015 17:44
    Pois eu já não consigo ver esse lado positivo. Lembremos que estamos tratando de um país comunista e convulsões sociais tenderão a ser esmagadas inicialmente e em algum futuro não tão distante podem levar a alguma guerra externa como meio de mudar o foco interno. Em situações como essa, governos como esse tendem a criar um inimigo externo para conduzir as massas. O problema é que agora a China é uma potência militar!
  • Diego Sousa  24/08/2015 21:13
    A China, já tem muita convulsão social para controlar, tem muita dissidência. Mas geralmente é muito abafado. O que chega até nós é o que vaza.
    Porém com menos dinheiro, a capacidade do governo fazer a manutenção do sistema de vigilância social diminuirá. E mais e mais pessoas estarão descontentes.
    Talvez quanto mais séria a crise, provável seja que ocorra até alguma mudança de dentro do partido para fora. Talvez não se dê tão imediato, mas é um começo. Apesar de serem um caso diferente, os soviéticos também demoraram um pouco para cair.
  • Cleiton  07/01/2016 13:42
    Crises econômicas em geral fortalecem regimes autoritários/totalitários.
  • Bernardo  24/08/2015 15:54
    Como são determinados esses fluxos de capitais que estão nos links do texto? As transações correntes chinesas foram positivas em 766 no 2º tri/15, o IED acumulou 766 em jun/15. E esse fluxo de capital foi negativo em 766? Como se chega a esse valor?
    Acho que o dado do PCC tá viciado...
  • José Guimarães  24/08/2015 16:14
    Balanço de pagamentos = conta-corrente (balança comercial mais balança de serviços) + balança de capital (transferências unilaterais) + balança financeira (investimento estrangeiro direto mais investimento estrangeiro em carteira).

    Pode conferir os números aqui na seção "Trade":

    www.tradingeconomics.com/china/indicators

    Essa saída de capital faz parte tanto do segundo quanto do terceiro item. Se o IED foi positivo, então está havendo retiradas de investimentos em carteira e também transferências unilaterais.
  • Bernardo  26/08/2015 17:46
    Mas vejamos o caso do Brasil, por ser mais fácil pegar os dados no Bacen:
    Em jul/15, tivemos um fluxo de capitais de -5,6 bi. Transações correntes de -6,1 bi. Nossas reservas aumentaram, logo nosso balanço foi positivo.
    O que representa esse capital flow afinal de contas???
    www.bcb.gov.br/ftp/NotaEcon/NI201508sep.zip
  • Guilherme  26/08/2015 18:46
    As reservas não aumentaram em julho, elas diminuíram. Confira no próprio link que você enviou, no Quadro 19 (tanto o "Conceito Caixa" quanto o "Conceito Liquidez")
  • Bernardo  26/08/2015 21:34
    É verdade, Guilherme. Em julho, especificamente, as reservas caíram, mas bem menos do que o valor negativo dos fluxos de capitais. Em junho, entretanto, elas subiram, e nosso fluxo também foi negativo.
  • Arthur Gomes  24/08/2015 16:20
    Seguraaaaa PT.
    Agora que o Brasil vai ver a porca torcer o rabo e mais um pouco. Antes o problema era todo nosso a poderia fazer algumas poucas alterações e a coisa se acertava, agora vamos precisar fazer uma reforma mais ainda profunda.
    Não vai sobrar pedra sobre pedra desse governo, infelizmente até o PT largar o osso muitos brasileiros irão perder o emprego, famílias destruídas, sonhos interrompidos e muito mais.
    O sonho virou pesadelo. O que mais espanta-me é que há tempos esse site(mises) já havia alertado a respeito da bolha imobiliária chinesa, os investimentos do seu governo estatal e muito mais. Agora chegou a conta para a China e para o resto do mundo.
  • Mais um  24/08/2015 18:22
    Quem se posicionar em dolar e ouro estará, de certa forma, imune a grande parte do vento que virá nessa tempestade.
  • Mais um  24/08/2015 18:16
    Será que o povo vai tomar as ruas da China quando a "casa cair"?

    Em todos os países onde houve/há crises financeiras o povo se revolta (ainda que manipulado por algum meio). Será que veremos isso na China também?
  • anônimo  24/08/2015 19:15
    Obvio que sim, exatamente como em Cuba, Coréia do Norte e Venezuela, ops...
  • Pedro  24/08/2015 18:21
    Sempre achei que a China entraria numa trajetoria problematica. Mas, confesso, venho dizendo isso ha mais de dez anos. Os que bem penssam o Instituto von Mises tem uma explicacao para um ciclo de crescimento acelerado (chegou a ser vertiginoso) por mais de TRINTA ANOS!? O ciclo comecou, na verdade, no fim dos setenta para o inicio dos oitenta, accelerando a partir dos noventa, com o aprofundamento das reformas liberalizantes.
  • Tiago RC  24/08/2015 19:16
    Não é correto dizer que todo esse crescimento chinês das últimas décadas é artificial. Eu diria que a maioria é legítimo. Eles estavam "destruídos", saíram do regime maoista (algo comparável a Coréia do Norte de hoje) para um sistema bem mais capitalista. Isso com certeza leva a bastante crescimento econômico.
  • Patrick Wiens  24/08/2015 20:33
    Rapaz, você falou algo importante. O povo ainda vai ter a sem vergonhice de culpar um suposto "liberalismo" pela desgraça da China agora.
    O governo ficou maravilhado como que com alguma liberdade as formiguinhas produziam tanto para ele, e achou que elas produziriam tanto quanto ele quisesse. Agora, acabou o gás...
  • Rud  24/08/2015 18:23
    Uma pergunta para o Leandro ou para o fernando ulrich : e as colossais reservas internacionais chinesas em titulos americanos ?....já que exportarão cada vez menos, tende a diminuir essas reservas ?....existe a hipotese deles começarem a vender ?...O que poderia representar essas reservas neste cenário de crise ?
  • Leandro  24/08/2015 19:35
    Em tese, o tamanho das reservas independe do futuro das exportações. O BC chinês acumulou quase US$ 4 trilhões em reservas justamente para manter uma cotação quase-fixa para o renminbi em relação ao dólar. (Entre os 2002 e 2011, a tendência era de o renminbi se valorizar em relação ao dólar; daí as sucessivas compras de dólar pelo BC chinês).

    Agora que a maré virou e o dólar se fortaleceu, o BC chinês está vendendo dólares justamente para evitar uma grande depreciação do renminbi (já foram US$ 300 bilhões de dólares desde o ápice das reservas).

    O que ocorrerá daqui pra frente? Quem souber ao certo ficará rico.
  • Victor  24/08/2015 19:49
    Para o Brasil é o pior dos mundos, mas e para os americanos e europeus? Qual o impacto real? No que atrapalha a sua recuperação?
  • Nunes  24/08/2015 20:23
    Em quase nada. Ao contrário, aliás: com a desvalorização do renminbi, europeus e americanos agora poderão comprar bens chineses a preços menores.
  • Lucas Senger Jacobus  24/08/2015 20:13
    Boa tarde.

    Na eventualidade do Banco Popular da China começar vender a títulos do Tesouro Americano, não há possbilidade do dólar se depreciar?

    E outra, por que o BC Brasileiro não utiliza PARTE de suas reservas visando um Currency Board? Não estamos com a base monetária em níveis menores que as reservas internacionais?
  • Leandro  24/08/2015 20:29
    "Na eventualidade do Banco Popular da China começar vender a títulos do Tesouro Americano, não há possbilidade do dólar se depreciar?"

    Se venderem títulos, o preço dos títulos irá cair, e consequentemente os juros irão subir. Juros altos tendem a fortalecer a moeda, e não a depreciá-la.

    Aliás, parece que o BC chinês já está fazendo isso: em um ano quase US$ 350 bilhões em títulos já foram vendidos.

    "E outra, por que o BC Brasileiro não utiliza PARTE de suas reservas visando um Currency Board? Não estamos com a base monetária em níveis menores que as reservas internacionais?"

    Já deveria ter feito isso há muito tempo. No mínimo, o Currency Board já era para ter sido adotado quando o dólar chegou a R$ 2,40. (Eu escrevi um artigo pedindo um quando ele chegou a R$ 2,20).

    Agora o estrago já está feito.
  • IRCR  25/08/2015 09:29
    Leandro,

    Isso se venderem títulos americanos e se vender o dólar mesmo ? isso não forçaria uma desvalorização da moeda americana ?

    O fato da China recentemente ter comprado muito ouro por Hong Kong, o que isso poderia significar ? que os chineses estão com medo de um colapso econômico interno/global ? de um colapso do yuan ou do dólar ?
  • Leandro  25/08/2015 12:32
    Não creio que eles tenham um volume maciço de dólares para vender. Aliás, nenhum BC mundial fica estocando dólares. Não faz sentido ter esse ativo que não rende nada.

    Quando se diz que um BC compra dólares, ele está, na prática, comprando títulos do governo americano. As reservas internacionais do BC brasileiro são isso: títulos do Tesouro americano. Não há cédulas de dólares dentro de nenhum cofre no BACEN. Pode haver, no máximo, uma aplicação bancária em algum banco americano. Mas tal quantia seria ínfima. A esmagadora maioria está na forma de títulos do Tesouro americano.
  • Dede  24/08/2015 20:15
    Desta vez carta capital explicou melhor que o instituto mises a crise atual da China:

    www.cartacapital.com.br/revista/864/o-tropeco-de-godzilla-4333.html

    "Pequim quer uma moeda e um setor financeiro capazes de disputar a hegemonia com os EUA e não vai deixar o "livre mercado" atrapalhar"

    "Pequim dá mais ouvidos a Confúcio e Marx do que a Mises e Hayek, e julga ser papel do governo disciplinar a irracionalidade do mercado, não se submeter à manada."

  • Zacarias  24/08/2015 20:22
    Essa realmente foi gozada.
  • Carvoeiro  24/08/2015 20:33
    Sim, explicou melhor. Só que não.
  • Cassim  24/08/2015 20:39
    Ao menos este pessoal agora não pode mais ignorar Mises. Até imagino o sabor ácido na boca deles. Parece até algo escrito por um personagem satírico.
  • Didi  24/08/2015 20:57
    Interessante foi o autor alfinetar Mises. Pelo visto estamos incomodando.
  • anônimo  24/08/2015 21:20
    já vi sites governistas ligando Mises Brasil a neonazistas, Pra ter noção do desespero deles.
  • Cleiton  25/08/2015 11:45
    Por favor, diga que você foi irônico.
  • Tiago Voltaire  25/08/2015 12:12
    Pelo menos eles não podem culpar o liberalismo KKKKKK
  • Leonardo Matheus  24/08/2015 20:20
    Olá, gostaria de saber aonde consigo os dados econômicos sobre o Brasil desde a década de 90 para análises.
    Obg.
  • Trader Carioca  24/08/2015 21:15
    Leonardo Matheus

    Tente o www.ipeadata.gov.br
  • Didi  24/08/2015 20:56
    Felicitações pelo providencial artigo!

    Impressionante a riqueza de detalhes sobre a conjuntura chinesa.

    Eis o cerne da questão: Como desfazer do tremendo "incha$$o"?

    Vai ser um pega-pra-capar sem dúvida nenhuma, resta saber quem tem cabedal para suportar o tranco.

    O perdulário Brasil que surfou na crista da onda dessa farsa e que há tempos se estriba na propalada reserva de U$ 370 bi, terá nesse montante o suficiente para aguentar a marimba?

    Vislumbra-se uma gigantesca saraivada no horizonte.
  • Dalton C. Rocha  24/08/2015 21:07
    Crises e problemas à parte, o crescimento da China desde 1977 foi o mais rápido de toda história. Para quem não sabe, com mais de dez a população do Brasil, quando o tirano, genocida e pederasta Mao Tse Tung morreu em 1976, a China tinha um mercado de automóveis menor do que o do Brasil, que na época tinha 1/10 da população chinesa. Igualmente, a China tinha então menos telefones, shopping centers e vendas de passagens aéreas que o Brasil. A China que eu via, quando era criança era mostrada nas TVs, como sendo um país paupérrimo e cheio de gente miserável, que andava de bicicletas. Só em 1985, que a China passou o Brasil, em exportações.
    Nos últimos 50 anos, ninguém foi mais merecedor do Nobel da Paz, que Deng Xiaoping ( 1904 – 1997). Deng Xiaoping tirou da mais abjeta miséria, centenas de milhões de pessoas, que viviam num país em crise econômica desde o século XV. Deng Xiaoping teve visão, capacidade e tempo. Deng Xiaoping forjou uma superpotência econômica, algo que Delfim Neto e outros falsos direitas não fizeram.
  • Palpiteiro  25/08/2015 00:38
    Faltou para a China um Lee Kuan Yew.
  • Marcio L  25/08/2015 11:32
    Em uma entrevista o Lee kuan Yew disse que Deng Xiaoping era o homem que ele mais admirava, por ser alguem da velha guarda que admitira que o caminho trilhado por eles para alcançar uma sociedade mais igualitária não funcionara. Segue o link: www.lee-kuan-yew.com/lee-kuan-yew-charlie-rose.html
  • Mr Citan  25/08/2015 13:53
    "Nos últimos 50 anos, ninguém foi mais merecedor do Nobel da Paz, que Deng Xiaoping "

    Realmente uma frase de muita contradição, ainda mais pra alguém que mandou abrir fogo contra um grupo de milhares de estudantes, que queriam mais liberdade na China.

    O Massacre da Praça da Paz Celestial de 1989 mandou lembranças. ;-)
  • Dalton C. Rocha  25/08/2015 19:39
    Pois é. Só que depois daquele massacre, centenas de milhões de chineses se libertaram da pobreza. Apenas democracia ou demagogia, não melhora em nada, o padrão de vida de um povo. Se duvidar, que veja o padrão de crescimento Brasil, desde a posse do lulista Sarney, há mais de 30 ano atrás. E se Deng não tivesse ordenado tal massacre, ele teria caído; o massacre teria sido apenas adiado e a China poderia ter experimentado uma involução esta sim, calamitosa para os chineses.
  • Alma negra  24/08/2015 21:16
    Leandro gostaria de fazer algumas perguntas.

    1 - O IMB publicou recentemente um artigo dizendo que o dolar provavelmente não ira chegar aos R$ 4,00... tal afirmação segue firme mesmo com o tsunami chines cada vez maior?

    2 - Como os grandes oligarcas do Brasil(banqueiros, grande midia e etc) deram as costas para o povo mais uma vez(nada alem do esperado) como na sua opnião os movimentos populares de direita que estão ocorrendo deverão se comportar, continuar na busca pela queda de dilma ou tentar segurar as pontas impedindo o crescimento e a interferencia do estado?

  • Leandro  25/08/2015 00:13
    1 – O que é realmente pavoroso é que o dólar está se desvalorizando perante as principais moedas do mundo.

    Na última semana, o euro foi de US$ 1,10 para US$ 1,16. O franco suíço foi de US$ 1,02 para US$ 1,07. A libra foi de US$ 1,55 pra US$ 1,57. A onça de ouro foi de US$ 1,08 para US$ 1,154.

    Já em relação ao real o dólar se fortalece. E muito. Mostra bem a nossa miséria.

    2 – Imaterial. Qualquer que seja o objetivo, ele não será alcançado (desculpe-me por não ser otimista).
  • Alma sombria  25/08/2015 02:49
    Entendo a falta de otimismo... na sua opinião estamos fadados a ser a próxima Venezuela?

    Quero dizer a parte econômica está uma droga, mas o que mais me assusta é a parte social, será que chegaremos ao nível de uma Venezuela com controle de midia, controle de imprensa, milícias pagas pelo governo, fim da livre crença e descrença... Isso e que me assusta
  • .  24/08/2015 21:16
    E agora, josé?
  • W.K.  24/08/2015 21:38
    Pena que o Orkut já desapareceu.

    Adoraria entrar hoje em comunidades como a "Brasil", e chamar para a conversa todos os petistas e bolivarianos, que debochavam e ridicularizavam quem avisava que o Brasil estava crescendo artificialmente sob bases fracas e insustentáveis, criadas pela exportação de commodities inflacionadas e crédito farto e irresponsável.

    Adoraria ver a cara deles...
  • Adelson Paulo  24/08/2015 22:22
    Vivemos momentos muito interessantes. Agora parece que estamos assistindo ao fracasso total do "capitalismo de estado", uma das poucas alternativas ideológicas que ainda sobravam às forças políticas de esquerda. Associado ao fragoroso fracasso econômico do populismo latino-americano, nos exemplos vivos e irrefutáveis da Venezuela e Argentina, quem sabe esta grande crise pode iniciar um novo período da história econômica?
    O problema é que até o fim da crise, os pobres é que sempre pagam a maior conta...
  • Cassim  25/08/2015 02:05
    Improvável. A ruína global é mais conveniente aos interesses já estabelecidos. Ninguém nunca aprende com os fracassos da história porque, sob a lógica estatal, são extraordinários sucessos: o fracasso do estado sempre traz novas medidas estatais provisórias (na língua do governo, tudo que é provisório dura uma eternidade) para sanar os problemas que ele próprio criou. Como a China desvalorizando o câmbio, por exemplo, só criando mais miséria para um povo cuja renda já está estagnada na tentativa de reanimar a economia contra os efeitos de sua própria política econômica.

    Pode parecer loucura, mas acho que somente uma guerra devastadora para abalar a ânsia de crescimento dos estados, como aconteceu com a Alemanha depois de Hitler (é bom lembrar que o estado alemão vem crescendo muito também, apesar do ritmo menor).

    A razão é muda, se ela não fosse, a história não seria uma jarra de violência e hoje, estaríamos vivendo em um luxo muito maior do que estamos atualmente.
  • Thiago Teixeira  25/08/2015 17:49
    "Improvável. A ruína global é mais conveniente aos interesses já estabelecidos. Ninguém nunca aprende com os fracassos da história"

    Perfeito, cara.
    O Politburo dobrou a aposta: baixou ainda mais o compulsório e as taxas de juros...
  • Andre Dias  25/08/2015 13:20
    Mas se segure que agora com a estagnação do capitalismo de Estado só vai sobrar à esquerda o famoso "apelo à Escandinávia".
    Vão querer adotar no Brasil (e no resto da América Latrina) políticas maciças de welfare state. Só se esquecerão do "sutil" fato de que os escandinavos tem um PIB per capita de 4 a 5x maior (são muito mais ricos) e apesar do welfare tem economia muito mais livre (algo ao qual eles tem aversão).
  • Cassim  07/01/2016 17:36
    Ficou mal-escrita a ideia. "Hoje... atualmente."

    Mas a mensagem continua válida, infelizmente.

    Um adendo:

    Os políticos vivem em panelinhas de pressão. Só entra lá quem eles gostam. Lula por exemplo não dá a mínima se alguém discorda e jura que mais gente gosta do PT do que detesta. Eles têm uma bolha de apologistas para o que fazem de certo e errado. Todo mundo quer um dia ter uma boquinha no estado. Mas só entra quem agrada. E quem agrada o psicopata só pode ser igual ou pior que ele.

    Procure "Dilma Selfie" no Google Images. Você vai encontrar um monte de jornalistas enchendo a bolha em que ela vive. Vermelho.org hoje mesmo colocou uma foto da Dilma com uns 50 idiotas da imprensa chapa branca rindo ao lado.

    É uma piada mesmo.
  • anônimo  25/08/2015 01:00
    Deve ser por isso que a China aceitou fazer parte do BRICS: última cartada, sendo que o Brasil pagará grande parte da aposta.

    Aqui em Porto Alegre tem uma frase escrita no viaduto da Borges de Medeiros: "o imperialismo é um tigre de papel". A frase esquerdista é obviamente destinada a outro país, mas sempre que eu a vejo, penso imediatamente na China.
  • cmr  25/08/2015 13:37
    E o Brasil tem dinheiro para bancar a China e a Rússia ?, claro que não.
    O Brasil nem infraestrutura tem, isso a China pelo menos tem.
    O Brasil nem um exército "tem", A Rússia pelo menos tem.

    O Plano do Brics é se tornar totalmente independente dos EUA e Europa, o que não necessariamente implica em rompimento, e nem deve, mas sim ter a opção de dizer não ao tio Sam e os seus cães europeus.

    OBS: A direita pode assumir o poder, em todos os países do Brics, que os Brics continuarão em sua marcha, pode apostar.

  • Sérgio  26/08/2015 23:00
    Não diga que o Brasil não tem dinheiro para bancar Rússia e China, pois tem de sobra. Vou te enumerar 15 obras que o Brasil, via BNDES, financiou em outros países:

    1) Porto de Mariel em Cuba: US$ 1 bilhão;
    2) Hidrelétrica de São Francisco, Equador: US$ 250 milhões;
    3) Hidrelétrica Manduriacu, Equador: US$ 125 milhões;
    4) Hidrelétrica Chaglla, Peru: US$ 1,2 bilhões;
    5) Metrô cidade do Panamá, Panamá: US$ 1,2 bilhão;
    6) Auto-pista Madden-Cólon, Panamá: US$ 150 milhões;
    7) Aqueduto de Chaco, Argentina: US$ 180 milhões;
    8) Soterramento do Ferrocarril Sarmiento, Argentina: US$ 1,5 bilhões;
    9) Linhas 3 e 4 Do Metrô de Caracas, Venezuela: US$ 730 milhões;
    10) Segunda ponte sobre o rio Orinoco, Venezuela: US$ 1,2 bilhões;
    11) Barragem de Moamba Major, Moçambique: US$ 460 milhões;
    12) Aeroporto de Nacala, Moçambique: US$ 200 milhões;
    13) Brt Da Capital Maputo, Moçambique: US$ 220 milhões;
    14) Hidrelétrica de Tumarín, Nicarágua: US$ 1,1 bilhões;
    15) Projeto Hacia El Norte – Rurrenabaque-El-Chorro, Bolívia: US$ 200 milhões;

    Entre 2009 e 2014, foram liberados mais de 3000 projetos em outros países, via BNDES, mas somente alguns o 'banco' libera a informação de valores, como nos 15 citados acima.

    Ou seja, se o governo brasileiro quiser (e com certeza quer!) tem muito dinheiro para bancar aos cães asiáticos.

    P.S.: O hilário é que todos os projetos são firmados em... DÓLARES!! E depois vem você dizer que "o plano do Brics é se tornar totalmente independente dos EUA e Europa", kkkkkk.... só rindo mesmo. Deve ser por isso que os americanos e europeus estão tão tranquilos quanto ao BRICS...
  • Marcelo Boz  08/01/2016 10:55
    O BNDES deveria ser fechado imediatamente e seus ativos (acho que R$1Trilhão)convertidos em renda da União para pagar a dívida pública.

    Att
    Marcelo Boz
  • Fernando  25/08/2015 01:05
    É fácil crescer assim com 200 milhões de escravos chineses fabricando bugigangas e poluindo tudo. Os chineses não podem nem abrir a janela de casa de tanta fumaça.

    E o Japão ? Os japoneses estão com 230% de dívida pública. Deve ser excesso de terremoto. Só pode ser culpa dos terremotos.


    pt.tradingeconomics.com/country-list/government-debt-to-gdp


  • Mr Citan  25/08/2015 13:35
    Quanta bobagem. Deve ser soça, só pode.

    Entenda.

    Estes 200 milhões de "escravos" que você fala, são pessoas que saíram de vilarejos aonde mal tinham 2 refeições ao dia, para trabalhar na indústria, e com isto ter o "privilégio" de comer 3 vezes ao dia, e ter acesso aos bens de consumo.

    Culpe o governo do PC Chinês pela poluição e péssimos direitos trabalhistas, pois o PC Chinês é "dono" de todo o sistema jurídico, e em qualquer governo soça, crimes ambientais nunca são passíveis de punição.

    Quanto ao Japão, desde o estouro da bolha imobiliária na década de 90, o país entrou numa política de gastança num estilo keynesianista que é impressionante, com obras nem tão necessárias pra aquecer a economia, proteger conglomerados industriais ao melhor estilo oligárquico.

    Se tivessem feito uma reforma econômica e trabalhista ao estilo da Escola Austríaca, com certeza teriam recuperado os empregos perdidos num primeiro momento, como também estariam mais líquidos e muito mais prósperos.
  • Lucas Prado  25/08/2015 04:07
    Ou seja, enquanto ainda há cagadas sendo feitas por aqui em nossa economia, ainda veremos a explosão da bolha na China e será um puta baque no mundo todo. Nós, extremamente dependentes das exportações de commodities para a China, ficaremos na mão. E sem que haja uma indústria sólida para continuar movendo a economia, estaremos perdidos. O Brasil com tamanho potencial, falhou em não firmar a indústria e infra estrutura necessárias para tornarmos desenvolvidos. Vamos retroceder 30 anos em 5, fiquem vendo...
  • Mais um  25/08/2015 11:46
    Existem dados reais que relacionam a crise econômica com a criminalidade na China? Ou isso também é fabricado?
  • anônimo  25/08/2015 12:03
    Jim Rogers estava errado!
  • Sergio Souza  25/08/2015 14:26
    Ai ai ai ai,o modelo keynesiano é igual ao episódio do chaves,todos sabem que vai acontecer,e mesmo assim continuam insistindo,buscando novos métodos.
    E,não somente isso,a economia global sempre está tendo esse tipo de ciclo,desde à década 90.E,os erros nunca são apreendidos,ai fica difícil!Agora só precisamos buscarmos uma outra economia,parecido ou igual como a dos Estados Unidos,Brasil,México,Argentina,China etc,etc,etc.Nossa,nem é preciso ser economista,basta ser um quiromancista para prever qual país irá ter crise...rsrsrsrs.Isso mostra quão fracos são esses métodos!
  • Dom Pedro  07/01/2016 15:20
    A diferença é que o Chaves (não o Hugo) era engraçado.
  • Thiago Teixeira  25/08/2015 15:27
    Li não lembro onde que esses crashes são antecipados por um "soluço" e uma pseudo-recuperação, e só então tudo desmorona.

    Creio que esta baixa chinesa seja apenas o soluço...
  • luxaman  25/08/2015 16:20
    Estava bem fácil ver o caminho que o PT tomou desde 2003, aproximando-se de países comunistas e ditaduras e preterindo economias forte da europa e américa do norte. A china faz muitas obras e tem várias concessões no brasil, e , pasmem muitos destes emprendimentos dependem do BNDEs. Agora o que esperar de um país comunista que entra pela porta dos fundos do capitalismo? qualquer leigo pode responder que devem sair por esta mesma porta.O capital é volátil e a economia baseada na exploração da mão de obra quase gratuita não pode ir muito longe e ainda por cima afundando quem os escolheu como parceiros.
  • Marco  25/08/2015 21:47
    O grande problema do governo escravagista comunista chinês é, por tudo que apresenta, atende sempre á ideologia e nunca, jamais confere com a verdade; são seres humanos delinquentes, fraudulentos e devassos sob todos os pontos!
    Tudo deles em geral, tem de ser interpretado ao avesso para ver se localiza o aproveitável!
    Tudo dele é feito na injustiça e opressão feroz ao povo e governo desse naipe dura pouco, oportunamente rui!
    O PC chinês é o mesmo inescrupuloso PT daqui!
  • RR  30/08/2015 06:00
    Eu acho qu isso tudo não é só erro da China na condução de sua economia, tem o dedo dos EUA e UE nisso. É um tentando desestabilizar o outro. Não me surpreenderia se um novo conflito se iniciasse - acho que está até demorando. Mas em todo caso, me enoja essas ideologias maoístas, bolivarianista que só levam ao autoridades, rumo ao comunismo. Pena que o buraco é mais em baixo, e pelo que estou lendo a título de curiosidade, essa história de metacapitalistas é real, e são eles que querem um regime autoritário e de centralização de poder.
  • mauricio barbosa  07/01/2016 14:22
    RR cite as fontes em que você tirou essas conclusões,pois teorias conspiratórias abundam no meio político,intrigas palacianas,fritamento de ministros,assassinatos e torturas de oponentes em regimes opressores são corriqueiros,agora tente fundamentar esta teoria de que uma potência tem o poder de desestabilizar a economia da outra,veja bem não estou duvidando de você só estou pedindo para você detalhar tais planos macabros e citar a fonte que você consultou,pois estamos fartos de achismos de professores sindicalistas amantes do socialismo\comunismo e suas bravatas sem nexo,sem lógica e dos seus papagaios ambulantes feito os MAV petistas bem ou mal intencionados...Por favor compartilhe conosco como são arquitetados esses planos gigantescos de desestabilizar uma economia em tempos de paz e conseguir tal feito sem levantar suspeitas de ninguém(Ninguém que eu falo excluindo a massa de eleitores que se comportam feito gado)peço-te isso para enriquecimento do debate e para nossa(demais debatedores) evolução cultural.
    Relembrando:Explique de forma convincente e com riqueza de detalhes e citando suas fontes,pois é assim que se defende tese de mestrado e doutorado na academia,afinal ninguém somente Deus é dono da verdade.
  • Mr. Primeiro  06/09/2015 16:31
    Olá,

    Recentemente andei vendo que um ilustre economista "Sraffa" rebateu as teorias de Hayek sobre taxa natural de juros. Eu não achei publicações em português e gostaria que me dessem a introdução da crítica de Sraffa e uma crítica a ele;
  • Leandro  06/09/2015 17:16
    O custo de oportunidade de fazer isso tudo é alto demais. Há muito mais coisas importantes na fila.

    Pra começar, tenha em mente que o próprio arcabouço no qual Sraffa se baseia é conceitualmente falho

    De resto, sempre vi alguém comentando o debate Hayek x Sraffa, jamais vi a teoria hayekiana sendo corretamente apresentada. Para você ter uma ideia, há acadêmicos que descrevem a teoria hayekiana sem nem sequer mencionar a questão da variação da oferta monetária, algo central na tese de Hayek. Eles dão a entender que Hayek falava apenas de taxas de juros, e acabam criando uma versão totalmente cartunesca da abordagem de Hayek sobre os ciclos econômicos.

    Por fim, este artigo é completo:

    juanramonrallo.com/2013/08/a-vueltas-con-el-tipo-de-interes-natural/
  • Mr. Primeiro  06/09/2015 22:47
    Olá,

    Muito obrigado Leandro pela resposta, estarei lendo, não tem nada relacionado em português?

    E pra finalizar minha dúvida, não tem muito a ver com a postagem, caso não for permitido mudar muito o assunto da postagem peço perdão, li recentemente que um marxista Hilferding rebateu a crítica de Bohm-Bawerk a Marx, isso é verdade?
  • Ricardo S.  07/01/2016 14:08
    Sei que faz tempo, mas vá lá:
    mises.org.br/Article.aspx?id=982
  • Leandro  07/09/2015 02:19
    Não.
  • Emerson Luis  10/12/2015 17:28

    "Durante um período de apenas dois anos, 2011 e 2012, (...) a China consumiu mais cimento do que os EUA consumiram durante todo o século XX!"

    Impressionante.

    O autoritarismo vai mais rápido.

    Mas o liberalismo vai mais longe.

    * * *
  • Tiago Voltaire  10/12/2015 22:57
    Mais longe e mais saudável!
  • anônimo  07/01/2016 18:11
    Leandro,

    Falando em commodities, como está a situação do agronegócio brasileiro?
    Até o momento era verdadeiramente o setor que nos salvava, e agora?


  • edgar  07/01/2016 19:21
    Gostaria de saber a opinião da turma do IMB, em especial a do Leandro Rocks, sobre as reformas de Macri na Argentina.

    Pretendem fazer um artigo sobre isso em breve ou preferem esperar mais tempo para analisar melhor?
  • Pierre  07/01/2016 21:45
    Artigo tão alarmista quando da crise de 2008 as pessoas diziam que o capitalismo ia acabar.
    Com certeza, um ciclo esta se encerrando, mas a China esta longe do colapso.
    Mas concordo que os emergentes tipo o Brasil sofrerão muito.
    Mais especificamente a Vale, que virou empresa de um produto e um cliente na mão de grandes gestores de mercado.
  • Artilheiro de metralhadora (pergunta ff-topic)  07/01/2016 22:12
    Já existe um gráfico atualizado para o início de 2016? Seria interessante uma atualização do gráfico. A matéria e opinião ainda servem.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1471
  • JOAQUIM  07/01/2016 22:58
    Dizem que os chineses são o povo que mais poupa dinheiro. Pergunta: Qual o percentual de chineses que investiram suas economias na bolsa? Quantos dolares a China possui? Quantos titulos Americanos ela possui? Se alguem puder me indicar algumas fontes de pesquisa agradeço.
  • Vinicius  08/01/2016 15:53
    https://www.quora.com/In-what-do-Chinese-people-invest-their-savings-deposits-bonds-stocks-etc

  • Alan  07/01/2016 23:09
    Alguém pode me responder, porque a parte de política e populismo foi deletada desse site?
  • Meltzer  08/01/2016 01:54
    Não entendi, Alan. Do que você está falando? Nunca houve essa seção neste site.
  • Alan  08/01/2016 15:36
    Claro que sim, tinha vários artigos sobre política e populismo, tais como:
    Porque parei de perder meu tempo com política e porque você também devia fazer o mesmo.
    As etapas do socialismo
    porque a democracia sempre elegerá os piores

    agora os posts e tags sumiram.
  • Meltzer  08/01/2016 16:37
    Continuam aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1979

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2106

    [lnk]www.mises.org.br/Article.aspx?id=768[/link]
  • Victor Ferreira  08/01/2016 13:00
    Gente vai ter que guerra não vai ?
  • Andre Cavalcante  08/01/2016 15:06
    Nada.

    Guerra mundial só é possível quando se tem dinheiro sobrando. Não é o caso quando se está em crise e o governo não consegue pagar nem suas contas. Ademais, uma guerra a China contra os EUA afundaria de vez as duas grandes potências e os seus governantes sabem disso.

    Mas, pequenos conflitos com vizinhos não somente são possíveis como esperados, uma vez que os governos adoram inventar um "problema" na fronteira para desviar a atenção do povo para os verdadeiros problemas internos e, ao mesmo tempo, exacerbar o nacionalismo e se fortalecer no poder.

  • marcela  08/01/2016 21:19
    Sou burra em relação à economia ,mas sempre achei essa história da China ultrapassar os EUA uma grande farsa.O tempo sempre coloca os pingos nos is.
  • Iniciante Libertário  09/01/2016 03:54
    Gostaria de saber do pessoal do Mises, a opinião geral sobre o livro "A Grande Queda" de James Rickards(vendido pela Empiricus) e suas menções aos libertários, Escola Austríaca e Von Mises como possível adepto da Teoria da Complexidade. Obrigado!
  • Rafael  10/01/2016 01:10
    Qual é o prejuízo gerado pela "fuga de capitais"? Pelos dados que eu vi, desde 2010 o Brasil não apresentou um mês com valores positivos no "fluxo de capitais".
  • Marcos  10/01/2016 13:10
    Ao contrário: o fluxo de dólares quase sempre é positivo.

    No próprio ano de 2015, o fluxo foi positivo. Imagine se tivesse sido negativo?

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,entrada-de-dolares-no-pais-em-2015-supera-saida-em-us-9-4-bi,10000006314
  • Guilherme  10/01/2016 16:17
    Ok, você está se referindo estritamente ao fluxo da conta de capitais. Mas ele é irrelevante dentro da "big picture". O que realmente conta é a totalidade de dólares que está entrando e saindo, e não quantos dólares estão entrando e saindo dentro de uma determinada rubrica.
  • Rafael  10/01/2016 19:56
    Me perdoe, mas sempre achei essa conversa de "dólar entrando" e "dólar saindo" muito estranha. A minha pergunta se referia ao que isso realmente representa para a economia de um país, na prática. Se alguém converter R$400,00 em U$100,00, a única coisa que mudará, na prática, são os portadores do dinheiro. Na economia real, nenhum produto ou serviço será produzido ou destruído por causa desta troca de portadores. É como se um turista brasileiro cambiasse o dinheiro com um turista americano, e o brasileiro fosse gastar na Amazon em Miami, e o americano fosse gastar nas Lojas Rede em São Paulo. Para a economia real, não faria a menor diferença se o americano tivesse comprado na Amazon em Miami e o brasileiro nas Lojas Rede em São Paulo.

  • Damiao  10/01/2016 16:40
    Leandro ou demais que entendam, poderiam me dizer se os prognósticos que o Jim Rickards fez no livro do grande colapso podem realmente acontecer?
  • Adriano  11/01/2016 04:17
    Damião, não li o livro, poderia dizer quais são esses prognósticos?
  • Igor  12/01/2016 22:47
    Boa noite, quais políticas/ferramentas o Banco Central chinês usou para desvalorizar o yuan frente ao dólar em 2%, em apenas 1 dia ? Obrigado.
  • Magno  13/01/2016 11:07
    Ele imprime renminbis e passa a comprar dólares no mercado cambial até a cotação ficar próxima de onde ele quer.

    Desvalorizar a moeda nacional é muito mais fácil do que valorizá-la.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  16/01/2016 14:28
    O vírus estatal é mortal e auto-replicante: é preciso educar as novas gerações sobre o perigo de se confiar em políticos.
  • Chang Lang Fang  02/03/2016 01:30
  • Diego  25/05/2016 02:50
    Oi Leandro,
    A China segue desvalorizando sua moeda?

    Com o Fed aumentando os juros e China desvalorizando a moeda, isto não gera um duplo efeito de destruição para a moeda chinesa, já que os juros do Fed subindo tendem a fortalecer o dólar?

    Se o banco central chinês não estivesse interferindo na moeda, poderia se afirmar que o yuan estaria se apreciando ou ao menos mantendo-se estável em relação ao dólar?

    Quanto a desaceleração chinesa, eventual recessão ou depressão, você vê impactos fortes globais como na crise de 2008 ou seria algo menos grave?

    Obrigado!
  • Leandro  25/05/2016 12:59
    Eles adotaram o câmbio flutuante, uma burrada monstruosa. Com o câmbio fixo, eles davam previsibilidade e confiança para os investidores, principalmente os estrangeiros. Agora, com o câmbio flutuante, as incertezas foram exponenciadas e a confiança, reduzida ao extremo.

    Mais uma comprovação empírica da teoria:

    Os três tipos de regimes cambiais existentes - e qual seria o mais adequado para o Brasil

    Quanto ao impacto da China sobre o resto do mundo, a resposta é: se eu soubesse, já estaria posicionado de acordo no mercado de futuros, e já estaria com a vida ganha no futuro.
  • Diego  30/05/2016 13:59
    Leandro,

    A China parece estar queimando suas reservas na tentativa de manter sua moeda estável. Ainda assim segue desvalorizando-a.

    A China, na atual situação, conseguiria implementar um currency board?

    Outra dúvida: você chances de um ataque especulativo contra o yuan, ou ainda é cedo para dizer? Qual sinal buscamos neste caso para avaliar a possibilidade de haver ataque especulativo?

    Obrigado e abraços!
  • anônimo  26/09/2016 16:48
    Leandro, por que a China atrai tantos investimentos? Mão de obra barata? Incentivos fiscais? Câmbio favorável (em constante apreciação)?
  • Leandro  26/09/2016 16:58
    Todos esses, mas majoritariamente pelo último.

    E isso é algo que as pessoas ignoram.

    O principal chamariz da Chin é sua moeda, que, ao contrário do que afirma a imprensa, está em constante valorização em relação às outras. E desde 1995.

    Isso mesmo: a China, o grande ímã de indústrias estrangeiras, opera com um câmbio semi-fixo desde 1995: ora o renminbi se valoriza em relação ao dólar, ora se mantém fixo. Veja o gráfico.

    (Foi só em 2014 que eles deram um cavalo-de-pau na política cambial e, pela primeira vez desde 1995, desvalorizaram o renminbi em relação ao dólar. Não coincidentemente, a economia desacelerou fortemente desde então.)

    Com uma moeda em constante valorização, quem produzir na China e remeter os lucros para a matriz no exterior ganhará duplamente: alem dos lucros, ganhará também com a apreciação da moeda chinesa (a qual poderá comprar muito mais dólares quando a empresa estrangeira for remeter dólares para sua matriz).

    Moeda forte, portanto, é chamariz para o estabelecimento de indústrias estrangeiras

    Por isso o IMB insiste tanto nessa questão da moeda. Moeda forte é a chave de tudo. Não existe economia forte com moeda fraca, em contínua desvalorização em relação às outras.

    Além da moeda, o governo "comunista" da China também fornece várias incentivos fiscais. E também é bem "frugal" em sua coleta de impostos: a alíquota máxima do IRPJ é de 25%, bem menor que a da esmagadora maioria dos países ocidentais, que têm de sustentar seu estado de bem-estar social.
  • Murdoch  26/09/2016 19:23
    Leandro,
    com relação a essa questão eu tenho uma dúvida.

    Esses investimentos volumosos e o câmbio favorável é o que sustenta a China até hoje?
    Como o artigo mostra, a China está começando a retroceder, mas até que ponto os investimentos e o câmbio favorável chega a sustentar os pilares da economia chinesa?

  • Leandro  26/09/2016 20:39
    "Esses investimentos volumosos e o câmbio favorável é o que sustenta a China até hoje?"

    Até hoje, sim. O segredo de toda a economia é investimento, e não consumismo. Sobre isso, não há exemplo mais patente do que o brasileiro.

    "Como o artigo mostra, a China está começando a retroceder, mas até que ponto os investimentos e o câmbio favorável chega a sustentar os pilares da economia chinesa?"

    Enquanto houver confiança no sistema, enquanto os investimentos durarem, e enquanto a inflação de preços se mantiver controlada.

    Não existe mágica nem fórmulas milagrosas. O Japão, que tem uma economia bem mais sólida que a da China, já teve o seu momento de tigre, e hoje é um gatinho. O mesmo acontecerá com a China. Quando? Não sei. Pode ser mês que vem, pode ser daqui a dez anos. Mas vai acontecer.
  • Murdoch  27/09/2016 15:07
    Mas o consumismo não ajuda parcialmente uma economia como a China?
    Sabemos que os investimento é a peça mais importante de uma economia, mas como o texto afirma o mercado de telefones e automóveis da China é o maior do mundo, esse consumo chinês não ajudaria mesmo que minimamente uma economia?
    Essa desvalorização do renminbi em relação ao dólar, seria para aumentar as exportações para dar uma sobrevida no setor imobiliário?
  • Armando Dorneles  26/09/2016 18:30
    Por favor, Leandro, poderia publicar algum artigo falando sobre a crise no Deutsche bank? causas da crise do banco, consequências de um não-resgate etc.
  • Murdoch  30/09/2016 02:32
    Leandro e cia,
    deem uma boa olhada nessas noticias que surgiram.
    Bolha imobiliária? Investidores chineses evitam ações e correm para imóveis
    Imobiliário na China é a "maior bolha da História"
    O homem mais rico da China que construiu sua fortuna em imóveis disse que é a maior bolha da história.
    Austrália vira destino de chineses interessados em estudar e investir
    Não sei se essa notícia é relevante mas postei assim mesmo.
  • Fernando  02/06/2017 15:58
    A China precisa encontrar empregos para os milhões de trabalhadores que chegam do campo. Se não conseguir, pode haver instabilidade social, revoltas e ataques à legitimidade do Partido Comunista. Como resultado, a China toma emprestado o equivalente a bilhões de dólares para financiar projetos de prestígio e do tipo "elefante branco" que criam empregos, mas o país não pensa em como pagar a dívida.
    Estamos diante de uma crise de proporções gigantescas. 2018 promete.
  • Paulo Roberto Baptista Luiz  23/11/2017 20:49
    Estamos no final de 2017 e a China ainda não se esfarelou. Afinal, quando será mesmo este Apocalipse?
  • Arnaldo  23/11/2017 21:44
    Que apocalipse? Algum foi previsto aqui? Acho que tá faltando leitura, pois o artigo citou apenas dados econômicos e disse que um arranjo artificial não pode ser manter impávido por muito tempo.

    Em todo caso, vamos ao que interessa: você por acaso está dizendo que não há nada de errado com a China e que nunca irá acontecer nenhuma depressão econômica por lá? O artigo diz o contrário (mas não fala de apocalipse nenhum). Tenha a hombridade de falar claramente.

    Veja o comportamento da bolsa. Está claro que, desde o final e 2015, o governo está se esforçando ao máximo para mantê-la:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/historical.png?s=SHCOMP&v=20171123100300&d1=20120101&d2=20171231


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.