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Uma homenagem ao bom senso

Nota do editor

Walter Williams é reconhecidamente um dos maiores economistas vivos da atualidade.  Autor de sete livros, suas colunas são publicadas nos principais jornais americanos.  Negro e de origem humilde, cresceu pelo próprio esforço.  Isso o tornou um crítico mordaz das políticas da ação afirmativa e do assistencialismo. 

A seguir, um apanhado de suas melhores frases.

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Como pode algo que é considerado imoral quando feito individualmente se tornar moral quando feito coletivamente?  Será que a simples legalização basta para estabelecer a moralidade?  A escravidão era legal; os confiscos stalinistas e maoístas eram legais; a perseguição dos nazistas aos judeus era legal; o apartheid na África do Sul era legal. A legalidade tornava esses atos morais? Claramente, a estipulação da legalidade não justifica esses crimes.  A legalidade, por si só, não pode ser o talismã das pessoas morais.

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No infindável debate sobre "justiça social", a definição de "justo" tem sido debatida por séculos.  No entanto, permita-me oferecer a minha definição de justiça social: eu mantenho tudo aquilo que eu ganho com o meu trabalho e você mantém tudo aquilo que você ganha com o seu trabalho.  Discorda?  Então diga-me: qual porcentagem daquilo que eu ganho "pertence" a você?  Por quê?

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Talvez o seu professor de história tenha ensinado a você que o legado do colonialismo explica a pobreza do Terceiro Mundo.  Lamento, mas você foi enganado.  O Canadá foi uma colônia.  Austrália, Nova Zelândia e Hong Kong também foram colônias.  Aliás, o país mais rico do mundo, os Estados Unidos, também foi colônia.  Por outro lado, Etiópia, Libéria, Tibete, Nepal e Butão jamais foram colônias, mas hoje abrigam as pessoas mais pobres do mundo.

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Faça o seguinte experimento mental.  Imagine que você é um tirano.  Dentre suas metas para destruir a liberdade estão o extermínio de negros, judeus e católicos.  Que tipo de país você preferiria gerir: a) um país no qual os estados são submissos ao governo federal e no qual todo o poder está centralizado em uma capital, repleta de poderosas agências governamentais com poderes decisórios e com detalhadas informações sobre os cidadãos do país, ou b) um país em que o poder está amplamente disperso por vários estados e milhares de jurisdições locais, e cujo governo federal é limitado?

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A estrada que estamos trilhando, em nome do bem comum, é muito familiar.  Os inenarráveis horrores do nazismo, do stalinismo e do maoísmo não foram originalmente criados nas décadas de 1930 e 1940 pelos homens associados a tais rótulos.  Aqueles horrores foram simplesmente o resultado final de uma longa evolução de ideias que levaram à consolidação do poder nas mãos de um governo central, e tudo em nome da "justiça social".  Foram alemães decentes, porém mal informados — e os quais teriam tido espasmos de horror à simples ideia de extermínio e genocídio —, que construíram o Cavalo de Tróia que levou Hitler ao poder.

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Se eu vir uma pessoa com fome e então decidir abordar violentamente uma terceira pessoa com o intuito de, por meio de ameaças, intimidação e coerção, tomar o dinheiro dela para repassar ao faminto, o que você pensaria de mim?  Creio e espero que a maioria de nós veria tal ato como roubo. 

Será que tal conclusão muda se nós coletivamente concordarmos em tomar o dinheiro de uma pessoa para alimentar o necessitado?  O ato ainda assim seria roubo.  Atos imorais como roubo, estupro e assassinato não se tornam morais quando feitos coletivamente por meio de uma decisão majoritária.

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Democracia e liberdade não são sinônimos.  A democracia é apenas a irracionalidade das multidões; a liberdade é a soberania do indivíduo.

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Os especialistas da elite intelectual substituíram aquilo que funcionava por aquilo que "soava bonito".  A sociedade era muito mais civilizada antes de os intelectuais assumirem o controle de nossas escolas, de nossas universidades, de nossos programas sociais, de nossas polícias, e de nossos tribunais.  Já passou da hora de colocarmos essas pessoas para correr e retornarmos ao bom senso.

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Uma vez que você aceita o princípio de que você é dono de si próprio, aquilo que é moral e aquilo que é imoral se tornam auto-evidentes.  Assassinato é imoral porque viola a propriedade privada.  Estupro e roubo também são imorais porque também violam a propriedade privada. 

E aí vai uma pergunta importante: o estupro se tornaria moralmente aceitável se o governo aprovasse uma lei legalizando o ato?

Você provavelmente está pensando: "Qual o seu problema, Williams? Estupro é pura e simplesmente imoral, não importa o que o governo diga ou faça!"

Se você assumir essa posição, não seria igualmente imoral quando o governo legaliza o confisco de uma fatia da renda de um indivíduo para distribuir para outro indivíduo?  Se um cidadão toma o dinheiro de uma pessoa e o repassa para outra pessoa, todos nós consideraríamos tal ato um roubo, pura e simplesmente.  E, como tal, um ato imoral.

Será que o mesmo ato se torna moral quando o governo toma o dinheiro de determinadas pessoas e o repassa para grandes empresas, funcionários públicos, artistas e famílias pobres? 

Ainda continua sendo roubo, pura e simplesmente.  Só que com uma importante diferença: o ato é considerado legal, e quem o pratica não vai para a cadeia.

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Dado que o governo não possui recursos próprios, e dado que não existe nenhuma fada munida de uma varinha mágica entregando ao governo os fundos para bancar os programas que ele próprio cria, somos forçados a reconhecer que os gastos governamentais nada mais são do que o confisco da propriedade de um indivíduo e seu subsequente repasse para outro, a quem o dinheiro não pertence — ou seja, roubo legalizado.

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Os beneficiários de políticas protecionistas e de políticas de subsídios sempre são muito visíveis.  Já suas vítimas são invisíveis.  Os políticos adoram esse arranjo.  E o motivo é simples: os beneficiados sabem em quem devem votar em agradecimento ao arranjo; já as vítimas não sabem quem culpar pelo desastre.

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Para os adeptos do multiculturalismo e da diversidade, coisas como cultura, ideias, costumes, artes e habilidades são uma questão racial, e são determinadas pelo grupo ao qual você pertence.  Para tais pessoas, assim como um indivíduo não tem controle sobre a raça a que pertence, ele também não tem controle sobre sua cultura.  Essa é uma ideia racista, mas é um racismo politicamente correto.  Ela diz que as convicções, os valores e o caráter não são determinados pelo discernimento pessoal e pelas escolhas feitas, mas sim determinados geneticamente.  Em outras palavras, como os racistas de outrora afirmavam: a raça determina a identidade.

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Um estabelecimento que proíbe a entrada de negros é tão válido quanto um que proíbe a entrada de brancos.  Um estabelecimento que proíbe a entrada de homossexuais é tão válido quanto um que proíbe a entrada de heterossexuais. Um estabelecimento que proíbe a entrada de judeus é tão válido quanto um que proíbe a entrada de neonazistas. O verdadeiro teste para determinar se um indivíduo é sinceramente comprometido com a defesa da liberdade de associação não está em ele permitir que as pessoas se associem de uma maneira que ele aprova.  O verdadeiro teste ocorre quando ele permite às pessoas serem livres para se associar voluntariamente de maneiras que ele considera desprezíveis.  Associação forçada não é liberdade de associação.

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O poder que presidentes, deputados e senadores têm de fazer bem para a economia é extremamente limitado; o poder que eles têm de fazer o mal é devastador.  A melhor coisa que políticos podem fazer para a economia é parar de fazer mal.  Em parte, isso pode ser alcançado por meio da redução de impostos e da redução de regulamentações.  Acima de tudo, eles deveriam parar de querer controlar nossas vidas.

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Em que sentido as mulheres são iguais aos homens?  As próprias feministas não querem que os esportes deixem de ser segregados por gênero.  Elas não defendem que haja lutas de boxe entre um homem e uma mulher; tampouco querem que haja jogos de futebol, vôlei, basquete e beisebol entre equipes masculinas e femininas.  As consequências desastrosas desse arranjo seriam óbvias para todos.  Feministas sabem que a política de igualdade de gêneros devem ser implantadas em áreas cujos efeitos são menos visíveis.

O fato é que nós humanos não somos iguais.  Alguns são homens, outros são mulheres.  Alguns são inteligentes e outros não são tão inteligentes.  Alguns são negros, outros são brancos.  Alguns são altos, outros são baixos.  Alguns são pobres, outros são ricos.  As diferenças — desigualdades — são infinitas.  A igualdade perante os princípios gerais da lei é o único tipo de igualdade propícia à liberdade; é o único tipo de igualdade que pode ser impingida sem destruir a liberdade.  Trata-se de uma igualdade que não requer — e nem pressupõe — que as pessoas sejam iguais.

Tentativas de tornar as pessoas iguais por meio de alterações nas leis produzem resultados que destroem a civilidade e o respeito pela lei.  O governo só pode criar uma vantagem para uma pessoa se, ao mesmo tempo, ele criar uma desvantagem para outra pessoa. 

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Pelo bem da argumentação, suponha que, sem a presença de uma empresa multinacional, o melhor emprego que um ugandense pobre e sem instrução fosse capaz de conseguir lhe pagasse US$ 2 por dia.  E então vem uma empresa multinacional, constrói uma fábrica em Uganda e contrata esse ugandense por US$ 4 por dia, um salário muito abaixo daquele que ela paga aos seus empregados nos EUA.  Uma simples questão de bom senso diria que esse ugandense ficou em melhor situação em decorrência da presença de uma empresa multinacional.  E esse mesmo bom senso diria que ele estaria em pior situação caso essa multinacional fosse politicamente pressionada para sair do país.  Faz algum sentido dizer que uma ação que melhora a situação de um ugandense é uma "exploração"?

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Todos nós somos tremendamente ignorantes a respeito da maioria das coisas que utilizamos e com as quais lidamos em nosso dia a dia.  Mas cada um de nós é versado em coisas ínfimas e que podem ser consideradas relativamente insignificantes. 

Por exemplo, um padeiro pode ser o melhor padeiro da cidade.  Mas ele é tremendamente ignorante sobre praticamente todos os insumos que permitem a ele ser o melhor padeiro da cidade.  Qual é a probabilidade de ele entender sobre todo o processamento do gás que ele utiliza em seu forno?  Aliás, o que será que ele entende sobre a fabricação de fornos?  E o que dizer sobre todos os ingredientes que ele usa: farinha, açúcar, levedura, baunilha e leite?

Qual é a probabilidade de ele saber como cultivar trigo e açúcar, e como proteger a plantação de doenças e pestes?  O que ele sabe sobre a extração da baunilha e da produção de fermento?  Será que ele tem a mais mínima ideia de como tudo isso é feito?

Tão importante quanto tudo isso é a questão de como todas as pessoas que produzem e distribuem todos esses itens sabem quem necessita deles e para quando.

Há literalmente milhões de pessoas cooperando entre si, por meio do sistema de preços e da busca pelo lucro, para garantir que o padeiro tenha todos os insumos necessários.  Esse é o milagre do mercado.  É o milagre do mercado e do sistema de preços que faz com que todo esse trabalho de coordenação seja feito de maneira tão eficiente.  Aquilo que é chamado de mercado é simplesmente uma coleção de milhões e milhões de decisões individuais independentes tomadas diariamente não apenas em um país, mas em todo o mundo. 

E quem coordena todas as atividades de todas essas pessoas?  Tenha a certeza de que não existe nenhum comitê central planejando a produção e a distribuição de pão.

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Qual motivação humana foi a responsável por criar as coisas mais fabulosas que existem?  Eu diria que foi a ganância.  Quando uso o termo ganância, não me refiro a trapaças, roubos, fraudes e outros atos de desonestidade.  Refiro-me apenas ao ato de indivíduos quererem melhorar ao máximo suas próprias vidas.  Alguns preferem utilizar o termo "interesse próprio", "egoísmo racional" ou "ambição iluminada".  Eu prefiro o termo ganância.  Infelizmente, muitas pessoas são ingênuas o bastante ao ponto de acreditar que compaixão, preocupação e "entender a dor do outro" são atos moralmente superiores.  Agindo assim, elas se tornam vítimas fáceis de charlatães, impostores, escroques e vigaristas.

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O capitalismo de livre mercado foi a melhor coisa que já aconteceu para o cidadão comum.  Os ricos sempre tiveram acesso ao entretenimento, e quase sempre podiam fazê-lo do conforto de seus palácios e mansões.  Os ricos nunca tiveram de vivenciar o trabalho extenuante e maçante de limpar seu próprio carpete, passar a própria roupa, ou passar o dia todo mourejando em um forno quente para ter um jantar decente.  Eles sempre puderam pagar pessoas para fazer isso para eles.  Já a produção em massa possibilitada pelo capitalismo fez com que rádios e televisores, aspiradores de pó, máquinas de lavar e de costurar, e fornos microondas estivessem amplamente disponíveis e ao alcance do cidadão comum, poupando-o dos estafantes e monótonos trabalhos pesados do passado.  Hoje, o cidadão comum tem o poder de usufruir muito mais tempo livre, e com mais qualidade de vida, do que os ricos do passado podiam.

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Sempre que as pessoas utilizam o termo "exploração" em referência a uma transação voluntária, elas estão simplesmente discordando do preço.  Só que, se partirmos do princípio de que discordância do preço é exploração, então a exploração está por todos os lados.  Por exemplo, eu não apenas discordo do meu salário, como também discordo dos preços de um jatinho Gulfstream. 

De maneira alguma estou sugerindo que você retire o termo "exploração" do seu vocabulário.  Trata-se de um termo emocionalmente valioso, que tem grandes poderes enganadores quando empregado corretamente.  No início de meus 44 anos de casado, minha mulher frequentemente me fazia acusações de a estar explorando.  Ela costumava esbravejar: "Walter, você está me usando!"  Isso durou um tempo. Até que, em um determinado dia, respondi: "Querida, é claro que estou usando você.  Se você não tivesse nenhum proveito para mim, eu simplesmente não teria me casado com você".

Quantos de nós nos casaríamos com uma pessoa que não tivesse proveito nenhum para nós?  Com efeito, o principal problema dos solitários deprimidos é que eles simplesmente não conseguem encontrar alguém que tenha interesse em usá-los.



autor

Walter Williams
é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.


  • Alguem  15/06/2015 15:30
    "Querida, é claro que estou usando você. Se você não tivesse nenhum proveito para mim, eu simplesmente não teria me casado com você".

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, se fosse no Brasil iriam chamar ele de machista, opressor.
  • Nei  04/11/2015 00:03
    Parafraseando outro texto, um solitátio deprimido não gera valor, hehehe!
  • Rodrigo Pereira Herrmann  15/06/2015 15:38
    Falta o detalhe mais importante.

    Quando e por que razões essas ideias revolucionárias de engenharia social e iluminismo tecnocrático nos levaram à tirania e ao coletivismo forçado?!

  • Julio Heitor  15/06/2015 16:02
    "De maneira alguma estou sugerindo que você retire o termo "exploração" do seu vocabulário. Trata-se de um termo emocionalmente valioso, que tem grandes poderes enganadores quando empregado corretamente. No início de meus 44 anos de casado, minha mulher frequentemente me fazia acusações de a estar explorando. Ela costumava esbravejar: "Walter, você está me usando!" Isso durou um tempo. Até que, em um determinado dia, respondi: "Querida, é claro que estou usando você. Se você não tivesse nenhum proveito para mim, eu simplesmente não teria me casado com você".

    Quantos de nós nos casaríamos com uma pessoa que não tivesse proveito nenhum para nós? Com efeito, o principal problema dos solitários deprimidos é que eles simplesmente não conseguem encontrar alguém que tenha interesse em usá-los."

    O Instituto Mises poderia ter cortado essa parte final do texto. Estava indo tão bem e descambou em uso do utilitarismo para justificar a existência do casamento.

    Não é à toa que o divorcio está tão em alta nos dias de hoje e, para alguns, até a instituição da família está "em decadência".

    O inverso de amar não é necessariamente odiar. É usar. Use o outro e, quando este não tiver mais utilizadade, se divorcie. Usar a mecânica de mercado para explicar a união entre um homem e uma mulher que pretendem ficar juntos para sempre é o mesmo tentar tomar sopa com garfo.

    Para mim, foi um péssímo exemplo usado pelo autor. Quantos bons casais vão deixar de acessar o site do Mises só por causa deste trecho final.
  • Maurício Costa  15/06/2015 16:13
    Posso então inferir que você se casou com uma pessoa que não tem utilidade nenhuma para você (não tem utilidade nem sequer para lhe oferecer amor)? Você se casou com uma pedra? Que triste. Lamento por sua situação.

    "O inverso de amar não é necessariamente odiar. É usar. Use o outro e, quando este não tiver mais utilizadade, se divorcie."

    O inverso de amar é usar?! Eu uso a minha mulher como fonte de carinho, de alegria, de felicidade, de aconchego, de conforto, de consolação. Quer dizer então que isso é pior do que odiá-la?

    Rapaz, eu realmente não gostaria de viver no seu planeta.
  • Julio Heitor  15/06/2015 16:33
    "Posso então inferir que você se casou com uma pessoa que não tem utilidade nenhuma para você (não tem utilidade nem sequer para lhe oferecer amor)? Você se casou com uma pedra? Que triste. Lamento por sua situação."


    Desculpe Mauricio, mas quem usa sua esposa, este sim se casou com uma pedra, pois uma pedra também tem suas utilidade assim como uma esposa (na sua comcepção é claro). Assim que a pedra perde sua utilidade, ela é jogada fora. É isso que você faz com sua companheira quando ela não tiver mais utilidade?

    Mesmo que minha esposa não tivesse mais a "utilidade" de me oferecer amor, eu ainda assim a amaria, pois só existe um tipo de amor: amor incondicional. Se você a ama apenas porque ela te oferece amor, então você não a ama, você a usa.

    "O inverso de amar é usar?! Eu uso a minha mulher como fonte de carinho, de alegria, de felicidade, de aconchego, de conforto, de consolação. Quer dizer então que isso é pior do que odiá-la? "

    Sim, se você não sabia, acabou de aprender algo novo hoje. O inverso de amar é a ausência de amor. Essa ausência pode ser representada tanto com ódio como o uso. Se você ama você não usa e se usa não ama. Simples assim.

    Pela sua concepção, quando sua mulher não te oferecer mais a fonte de "carinho, de alegria, de felicidade, de aconchego, de conforto, de consolação." (suas palavras), ela não mais terá utilidade para você, logo você nunca a maou em primeiro lugar.

    Vamos ver quanto tempo durará seu relacionamento na primeira ventania que chegar e sua esposa não mais puder te oferecer tudo que você citou.

    Como sou católico, lanço mão das palavras de Cristo: "O que Deus uniu, o homem não separe".

    Meu conselho para você: se um dia sua mulher não mais tiver utilidade para você, continue com ela.
  • Mais Mises...  24/07/2016 23:15
    Cheio de afetações emotivas você. Uso minha esposa pra fazer sexo seguro, pra ter a família que sempre sonhei, para viver comigo pelos dias que me restam... E ela faz o mesmo comigo. Ahhh sim, eu a amo por eu poder usá-la e vice-e-versa. Ihhhhh... mas você vai ficar #xatiado... Problema seu.
  • Radamés  15/06/2015 16:16
    Sempre tem uns comédias comentando aqui. E o pior é que o pessoal ainda não entendeu que tudo não passa de uma fina ironia. É óbvio que o Julio Heitor estava só de zoeira, ironizando o discurso raso de vários pseudo-conservadores. Tem que ser mais esperto, Maurício.
  • Adriani  26/07/2016 13:42
    bem,acho que entenderam errado no final, o termo "usar" se refere no meu ponto de vista ao amor, ou vc se casaria sem amor? todos usamos coisas e pessoas,o termo "usar" pode se enquadrar negativamente ou positivamente, ou vc se casaria com alguém que não lhe oferecesse nada? Que não lhe oferecesse dias bons,momentos incriveis,sentimento,carinho? talvez a humanidade de hoje realmente se case com alguém que não oferece isso,e prefere procurar usar outros interesses como o dinheiro do seu companheiro ao envés do amor.Tudo é uma questão de interesses, até nos sentimentos, esse texto me abriu os olhos pra isso.
  • Mr. Magoo  15/06/2015 17:28
    "...o esforço de igualdade mediante uma economia dirigida pode resultar unicamente em uma desigualdade oficialmente aplicada, uma determinação autoritária do status de cada indivíduo no novo ordem jurídico."...
    F. A. Hayek
  • Hector  15/06/2015 16:26
    Muito bom, Leandro Roque.

    Se eu fosse político, você seria, sem dúvidas, meu ministro da economia kkkkkk
  • Emerson Luis  15/06/2015 17:09

    Muito bom, tomara que seus livros sejam traduzidos para o português.

    A esposa do Walter Williams também se casou com ele por causa da utilidade dele para ela. Não devemos confundir "interesse próprio" com "interesse egoísta", com "ser interesseiro". Em toda relação de reciprocidade nós satisfazemos os nossos próprios interesses satisfazendo os interesses do outro e vice-versa.

    * * *
  • Ricardinho  15/06/2015 22:47
    O casamento é um contrato voluntário. Para que tenha havido a união do casal algum interesse existiu. Seja o amor, ou mesmo até por dinheiro. Ninguém nos obrigou a,fazer isso. Portanto é um ato voluntário.
  • Surfista de internet  24/07/2016 11:42
    O casamento não é um contrato voluntário.

    Se o casal morar 5 anos juntos, o estado considera que é um casamento. Aí já entra direito à herança, pensão, aposentadoria, etc.

    O estado está "casando" as pessoas.

  • Cristian William  15/06/2015 17:35
    Vou defender o Maurício aqui... também não consegui alcançar a ironia do Heitor. Achei um pouco hostil.

    Excelente aritogo, inspirador!
  • Julio Heitor  15/06/2015 18:51
    Cristian,

    não houve ironia alguma. Foi uma critica direta ao pensamento utilitarista que, aplicado ao matrimonio, distorce o objetivo do mesmo.

    O Autor quis conciliar o pensamento usado no mercado para justificar a existência do casamento. É esse ponto que eu discordo, desaprovo e é a raíz do esfacelamento dos relacionamentos e da falência da familia.

    A base do casamento nunca será utilitarista. Cristo disse "O que Deus uniu, o homem não separe" pois a base do casamento é o amor. Amor não depende de alguém ter utilidade para o outro. Amar depende unicamente da VONTADE de amar.

    Minha esposa pode muito bem um dia passar a me odiar, me fazer mal, perder toda a "utilidade" para mim e eu ainda assim decidir continuar amá-la e ficar com ela. Incondicionalmente.

    Nenhum casamento se sustenta baseado na mera utilidade do outro. Novamente, a mecanica do mercado não se aplica ao matrimonio. E o resultado dessa tentativa desastrosa de se tentar conciliar as duas coisas é a criação de uma ilusão de que casando, o outro me satisfará em tudo que eu preciso pois ela me oferece o que eu quero (sabe-se lá por quanto tempo).

    A parti do do momento que isso não se concretiza, o casamento se desfaz.

    Se a definição de utilitarismo for "Minha satisfação está me sacrificar por ela sem receber nada em troca" ai talvez possamos convergir no debate. Mas ai já se supõe que sua esposa já não tem a tal utilidade que a maioria aqui defende, dado que é você que está se esforçando para ser "útil" para ela incondicionalmente (talvez essa palavra nem seja mais adequada nessa definição).
  • Marco Martins  15/06/2015 22:30
    Julio Heitor,

    Até certo ponto eu concordo com seus comentários.

    Mas para mim se você ama (de forma incondicional) uma pessoa, isso quer dizer,
    na minha concepção que ela sempre irá servir para você de forma incondicional.
    Então, para mim, o amor sempre traz algo que seja util, ou seja, inexplicavelmente
    ele traz um bem estar. A pessoa pode nem conseguir lhe da carinho, mas pelo
    amor incondicional que você tem por ela lhe traz bem estar. Portanto, o amor
    traz algo para você. Com isso, o amor faz por si só que a outra pessoa seja
    útil.

    Talvez a palavra utilidade o qual o autor colocou de margem para pensarmos em
    algo desumano, talvez algo material, algo que tenha interesse e o termo usar
    o outro pode soar um tanto esquisito, usar para se dar bem ou algo assim.

    Mas retirando essas palavras eu também concordo com o pensamento do autor uma vez
    que o amor lhe traz algo que seja um bem estar associado.

    Até mesmo o fato de você fazer filantropia ou coisa parecida lhe traz algo de
    util, que é o bem estar de estar fazendo uma coisa boa.

    Se você realmente faz algo que não lhe traz nada de util, então e bem provavel
    que você não queira fazer.



  • Ali Baba  16/06/2015 10:54
    @Marco Martins 15/06/2015 22:30:11 e @Julio Heitor 15/06/2015 16:02:04

    Quando usamos rótulos para amealhar a essência de uma frase ou uma citação estamos necessariamente perdendo muito significado daquela frase ou citação.

    Quando o Julio Heitor classifica de "utilitarista" o argumento do Autor sobre o casamento, ele necessariamente cola no argumento todo significado negativo do termo "utilitarista" e, na prática, o transfere para o argumento. É muito fácil perceber como ele faz isso: ao contra-argumentar que "a esposa, perdendo a utilidade, será jogada fora", ele naturalmente ganha a mente dos incautos para o seu contra-argumento, quando, na verdade, isso nunca fez parte do argumento do Autor.

    Para os versados em detectar sofismas, ele fez uma associação espúria, utilizou essa associação para criar um espantalho e começou a bater nesse espantalho.

    Marco, não há absolutamente nada errado em se ter bastante claro a utilidade que sua cara-metade tem para você. Tenha certeza que ela está fazendo o mesmo, acidental ou deliberadamente. O truque para manter um longo e próspero casamento é atender as necessidades do outro, ou "manter a sua própria utilidade". Surpresa!!! Não é exatamente "atender as necessidades do outro" a doutrina da maioria dos "casamenteiros", sejam eles padres, pastores ou psicólogos?

    Por fim, quanto a "amar incondicionalmente"... duvido que alguém algum dia o tenha feito. É humanamente impossível. Sempre há condições implícitas ou explícitas, por mais que seu ego possa não querer admiti-las, nem para si mesmo. Aos que acham isso possível, só tenho que lembrar uma coisa: amar incondicionalmente é o equivalente a ser escravo por própria vontade...
  • Julio Heitor  16/06/2015 12:29
    Marco Martins,

    entendo sua posição quanto a definição do verbo "usar". Mas eu vou além desta definição pois apenas ela não sustenta um casamento. Para o mercado, esta definição basta. Para um casamento não. Por exemplo, na sua frase:

    "Mas retirando essas palavras eu também concordo com o pensamento do autor uma vez
    que o amor lhe traz algo que seja um bem estar associado.

    Até mesmo o fato de você fazer filantropia ou coisa parecida lhe traz algo de
    util, que é o bem estar de estar fazendo uma coisa boa.

    Se você realmente faz algo que não lhe traz nada de util, então e bem provavel
    que você não queira fazer."

    Eu reafirmo minha discordância pois o que defendo como a unica coisa que sustenta um casamento em definitivo é exatamente o "fazer sem querer de fato fazer". Você faz um bem para sua esposa mesmo que isso te faça mal ou que não lhe traga satisfação alguma. O amor é exatamente isso, fazer mesmo que te faça mal. Se te traz algum beneficio (emocional ou não), então não é amor pois, a partir do momento que não existir mais este beneficio, você deixa de fazer, logo nunca houve amor.


    Quanto a afirmação do Ali Baba:

    "Por fim, quanto a "amar incondicionalmente"... duvido que alguém algum dia o tenha feito. É humanamente impossível. Sempre há condições implícitas ou explícitas, por mais que seu ego possa não querer admiti-las, nem para si mesmo. Aos que acham isso possível, só tenho que lembrar uma coisa: amar incondicionalmente é o equivalente a ser escravo por própria vontade..."

    Nunca li tamanha bogagem na minha vida. Contradição total. Essa doeu! Amar incondicionalmente só é possivel pela propria vontade. Apenas a vontade é a força motriz para tal ato. Ora, se você é escravo da propria vontade, significa que você não tem escolha pois é escravo, e assim, não tem vontade. ILOGICO!
  • Marco Martins  17/06/2015 02:31

    Julio Heitor,

    Então o meu significado de amor seja incondicional ou não é diferente do seu. Porque "fazer sem querer de fato fazer" é não ter sentimento pelo ato que você está fazendo e para mim isso não é amor.

    A frase abaixo retirada do seu texto, para mim não é amor.

    " Você faz um bem para sua esposa mesmo que isso te faça mal ou que não lhe traga satisfação alguma. O amor é exatamente isso"

    Se você a ama, você vai fazer o bem para a sua esposa e isso sempre vai trazer satisfação, bem estar, pelo simples fato de você ama-la. Mesmo que materialmente traga o maior transtorno para a sua vida, a atitude do bem a pessoa amada vai lhe trazer satisfação e o pior, você não saberá ao certo o porque. É por isso que existe a frase "O amor é cego", ou seja, você simplesmente não consegue enxergar esse mal que ela lhe traz.

    Outro exemplo é o amor que uma mãe tem pelo filho. Muitas vezes vemos bandidos que são verdadeiros assassinos, que chegam a bater na própria mãe, mas ela esta sempre defendendo o seu filho, porque ela acha que existe uma esperança nisso tudo, ela não consegue enxergar, ela ama o filho! E o filho só traz insatisfação.

    Muito bom! Apesar de eu discordar de você em relação ao que é o amor, seu comentário me fez refletir sobre isso, e desde já agradeço por isso.


  • Andre Henrique  01/08/2016 11:13
    Julio Heitor,
    Parei de ler em "Cristo disse..".
    VPPQOP!
    Abç
  • Ana Lúcia Salles do Amaral  15/06/2015 17:37
    Sim, eu uso todo meu corpo e toda minha alma para viver.
    Desde meus pés, minhas mãos, meus pulmões, meu coração, tudo que faz parte de meu ser é usado para me proporcionar bem-estar e prazer.
    Eu uso minha memória para lembrar do que me agrada e tento apagar o que me causa sofrimento.
    Uso o bom-senso para não me envolver em situações que me possam prejudicar.
    Infelizmente a noção de utilidade tem sido confundida por muitas pessoas, principalmente quando se trata de pessoas que usam pessoas.
    Usam pessoas explorando suas carências, suas vulnerabilidades, suas ilusões.
    E aí lhe prometem soluções fantásticas para seus problemas.
    O exemplo mais claro disso são as drogas, que são oferecidas como um ingresso ao paraíso por mercadores que só se importam com seu lucro.
    Vivemos numa sociedade hipócrita, quem é capaz de negar isso?
    O socialista inglês Bernard Shaw defendia a idéia de que só pessoas que comprovassem a sua plena utilidade teriam o direito à vida.
    Esse é um exemplo de pensamento extremista, e todos as formas de extremismo devem ser combatidas.

  • Andre Cavalcante  15/06/2015 19:31
    Oi Ana,

    Você começou hiper bem. Mostrou que o sentido de utilidade das pessoas é muito mais amplo do que essa noção vesga de exploração.

    Mas aí...: "Esse é um exemplo de pensamento extremista, e todos as formas de extremismo devem ser combatidas."

    Eu sou extremamente contra a escravidão, sou extremamente contra o assassinato de pessoas, sou extremamente contra o roubo. Vai me dizer que há algum ponto no meio do caminho de sua pseudo régua moral onde a escravidão é permitida, o assassinato é válido e o roubo é justificado? Creio que não, nem você e nem eu temos esse tipo de moral, certo? Então, não são todas as formas de extremismos que devem ser combatidas, apenas aquelas que vão contra a ética e a moral.

    Abraços
  • anônimo  15/06/2015 21:40
    Nem precisava ir tão longe.

    Quando ela diz "...e todos as formas de extremismo devem ser combatidas." acaba adotando uma posição extrema ao utilizar o 'todos'. Portanto ela se auto refutou.
  • Paulo scarcela  17/06/2015 00:54
    Acho que cometer um assassinato em uma situação de auto defesa è valido
  • Critico  15/06/2015 19:20
    Julio Heitor, gostaria de comentar este trecho de teu comentário:

    "Mesmo que minha esposa não tivesse mais a "utilidade" de me oferecer amor, eu ainda assim a amaria, pois só existe um tipo de amor: amor incondicional. Se você a ama apenas porque ela te oferece amor, então você não a ama, você a usa."

    Seres humanos não são iguais. Cada um tem uma personalidade, valores, crenças, capacidades, talentos, atitudes etc. Acredito que concordamos neste este ponto.

    Quando você prega que "só existe um tipo de amor: amor incondicional" então necessariamente você defende que se ame independentemente dos valores, crenças, atitudes, desejos, personalidade, autruísmo, moral, civilidade e quaisquer outras características que possam definir um ser humano. Se o único amor verdadeiro é o "incondicional" então qual foi o parâmetro que você utilizou inicialmente para escolher uma entre bilhões de mulheres que existem no planeta para ser aquela que você "ama" a ponto de se casar e abdicar de uma vida com qualquer uma das demais?

    Se o amor realmente fosse uma emoção "incondicional", você necessariamente teria que ter escolhido sua esposa ao acaso (por meio de um sorteio talvez?), o que eu espero não ter sido o caso. Seu argumento não se sustenta porque você SELECIONOU sua esposa (e ela também a você) utilizando os teus critérios pessoais apenas porque acreditava que ela poderia atender às tuas necessidades devido às características e virtudes que ela possui e que você preza.

    Seja beleza, carinho, determinação, dinheiro, lealdade... felizmente cada um ainda tem a liberdade de escolher as características que são mais valiosas para si ao escolher uma companheira, mas certamente ninguem escolhe uma parceira de maneira "incondicional".

    Adiantando uma possível contra-argumentação:
    "A escolha não é incondicional, mas uma vez escolhida a parceira, o amor por ela deve ser incondicional e eterno."

    Ser condenado à uma vida sem amor ao lado de alguém que não combina com você e cuja companhia não te deixa feliz apenas porque você falou um "sim" diante de um altar não é uma atitude que faz muito sentido. Amor NÃO é e nunca deve ser incondicional porque o amor deve ser conquistado no dia a dia. Amor não é um "direito adquirido".

    Você realmente acredita que sua mulher deve continuar te amando mesmo você mude e bata nela toda noite? Mesmo que você deixe de amá-la e a desrespeite com frequência? As pessoas não são pedras e elas mudam. Este é o principal motivo para que não possamos nos dar ao luxo de acreditar que o amor é um fato imutável: Se a própria pessoa que eu amo muda, como é possivel que não mudem os sentimentos que eu tenho por ela?

    Se você quer ter amor eterno, então vai ter que se esforçar todo dia para merecer este amor da tua companheira, e vice versa. Esta é a maneira correta de se viver um relacionamento e é esta a visão que cria os incentivos necessários para que as pessoas desenvolvam empatia e abnegação suficientes para viver como um casal. Acreditar que o amor deve ser incondicional destrói qualquer incentivo para se esforçar à mantê-lo vivo.

    Portanto faça um favor para sua mulher: Pare de acreditar que o amor é um direito adquirido e passe a trabalhar para merecê-lo todos os dias.

    E também faça um favor para o mundo e pare de pregar este absurdo que é a crença no "amor incondicional".
  • Antonio Henrique  16/06/2015 00:27
    Prezado Sr.Crítico,

    seu comentário está excelente.

    Parabéns.
  • Pedro  16/06/2015 03:25
    Excelente! Direto ao ponto.
    Pena que não é possível aplaudir através dos comentários.

    Abs.
  • Julio Heitor  16/06/2015 12:44
    Caro Critico,

    "Ser condenado à uma vida sem amor ao lado de alguém que não combina com você e cuja companhia não te deixa feliz apenas porque você falou um "sim" diante de um altar não é uma atitude que faz muito sentido. Amor NÃO é e nunca deve ser incondicional porque o amor deve ser conquistado no dia a dia. Amor não é um "direito adquirido".

    Você realmente acredita que sua mulher deve continuar te amando mesmo você mude e bata nela toda noite? Mesmo que você deixe de amá-la e a desrespeite com frequência? As pessoas não são pedras e elas mudam. Este é o principal motivo para que não possamos nos dar ao luxo de acreditar que o amor é um fato imutável: Se a própria pessoa que eu amo muda, como é possivel que não mudem os sentimentos que eu tenho por ela?"

    Acho que você ainda não entendeu. Quem disse que amor é um "direito adiquirido"? Quem está falando isso é você. Como eu disse, amor depende da VONTADE da pessoa de amar e nada mais. Sentimentos são sentimentos, amor é amor. Amor não depende de sentimentos. Sentimentos passam, como você bem disse. O amor não passa quando se tem a VONTADE de amar o outro.

    Misturou sentimentos com vontade.

    "Se você quer ter amor eterno, então vai ter que se esforçar todo dia para merecer este amor da tua companheira, e vice versa. Esta é a maneira correta de se viver um relacionamento e é esta a visão que cria os incentivos necessários para que as pessoas desenvolvam empatia e abnegação suficientes para viver como um casal. Acreditar que o amor deve ser incondicional destrói qualquer incentivo para se esforçar à mantê-lo vivo.

    Portanto faça um favor para sua mulher: Pare de acreditar que o amor é um direito adquirido e passe a trabalhar para merecê-lo todos os dias.

    E também faça um favor para o mundo e pare de pregar este absurdo que é a crença no "amor incondicional"."

    Dizer que o amor é incondicional independente do que o outro faça, não dá o direito da pessoa amada fazer o que quiser. Lembre-se, o corpo do outro é propriedade privada, logo violencia fisica ou verbal é uma violação da mesma.

    Mas mesmo havendo esta violação, a pessoa violada pode, por VONTADE incondicional amar a pessoa que a violou. Todos nós temos esta capacidade. Basta ter a VONTADE.

    Mais uma vez misturou dois conceitos distintos: propriedade privada e amor.

    Por fim, continue defendendo a inexistencia do amor incondicional. Vamos ver quantas vezes você irá se divorciar ;-)
  • Crítico  16/06/2015 18:49
    Caro Julio Heitor

    Antes de mais nada, obrigado pela oportunidade de um debate interessante que expõe diferentes pontos de vista sobre um assunto tão absurdamente complexo. Certamente esta exposição de idéias conflitantes enriquece a todos os frequentadores do portal. Dito isso vamos ao debate:

    Começo ressaltando o fato de que você não explicou como alguém que ama incondicionalmente (ou tem vontade de amar incondicionalmente, o que neste caso específico dá no mesmo) pode escolher uma pessoa entre todas as outras sem se utilizar de nenhum conceito de utilidade pessoal. Não importa qual seja o critério que você use para selecionar sua pretendente, ele SEMPRE será utilitarista, mesmo que seja de maneira inconsciente e, no extremo, apenas atenda à sua necessidade de querer amar alguém. E isso NÃO é um problema.

    Continuando, cito tuas próprias palavras:

    "Sentimentos são sentimentos, amor é amor. Amor não depende de sentimentos"
    Preciso admitir que nunca vi tamanha revolução filosófica na definição deste "ente indefinido" chamado amor. Se amor para você não é um sentimento eu não consigo imaginar o que seja. Serei generoso e vou supor que você se refere à sentimentos no sentido puramente biológico do termo (que obviamente não é o sentido que eu empreguei no meu comentário, mas tudo bem).

    Mesmo assim, teu argumento ainda não faz sentido algum. Você diz que amor só depende da vontade de amar. Então qual o critério utilizado para você decidir se é correto ou não ter vontade de amar alguém? Nenhum? Você então deve "ter vontade de amar" a todos sem nenhum tipo de distinção o tempo todo e independente de circunstâncias? Novamente cai na contradição de não existir uma maneira de selecionar àquela que é o destino final de tua "vontade de amar".

    "O amor não passa quando se tem a VONTADE de amar o outro"
    Preciso discordar de tua afirmação. Ter VONTADE de fazer algo é diferente de FAZER algo. Ter vontade de amar alguém é diferente de literalmente amar alguém. Você pode sim ter muita vontade de amar a tua mulher e nunca realmente amá-la. Não faz sentido considerar ser mais importante a vontade de fazer alguma coisa do que a própria coisa ou achar que o simples fato de ter vontade de realizar alguma coisa levará a realização da mesma. Este tipo de pensamento cria incentivos errados, pois se você tiver vontade de amar você se sentirá satisfeito com o resultado errado. Tua parceira precisa do amor e não da vontade de amar. Portanto, você precisa trabalhar todo dia para que sua parceira tenha vontade de amar você e não contar com o fato de que essa vontade dela é imutável e incondicional. Ficou mais claro o argumento assim?

    "Dizer que o amor é incondicional independente do que o outro faça, não dá o direito da pessoa amada fazer o que quiser."
    Olha só, eu não sei qual a tua definição de "incondicional" mas para mim é exatamente "independente do que o outro faça". Portanto, por essa definição, amor INCONDICIONAL dá sim direito à pessoa amada de fazer o que quiser sem deixar de ser amada por isso.

    Independente de violar ou não o corpo alheio, se você considerar que este é um motivo válido para que alguém deixe de "ter vontade de amar" outra pessoa então teu amor não é incondicional oras. Claro que essa pessoa pode tentar se forçar a querer continuar amando você, mas certamente você não acredita que essa seja a atitude correta. Caso você defenda isso então não me darei mais ao trabalho de responder porque não vale a pena perder tempo discutindo com alguém que não respeita a propriedade privada mais fundamental que é o corpo de outra pessoa.

    "Mas mesmo havendo esta violação, a pessoa violada pode, por VONTADE incondicional amar a pessoa que a violou. Todos nós temos esta capacidade. Basta ter a VONTADE."
    Sim, todos temos a capacidade de perdoar, de sermos coniventes com o roubo, de ajudarmos os pobres, de doarmos todo o nosso dinheiro e irmos morar embaixo da ponte, de colocarmos fogo em um prédio... Basta ter VONTADE. Entretanto, nem por isso você deve defender uma atitude dessas.

    Que fique bem claro, eu também sou cristão e procuro ter bem claros meus critérios de caridade e respeito ao próximo, mas acredito que a crença de "amor incondicional" (ou como você prefere chamar: "vontade incondicional de amar") é um conceito que mais prejudica do que ajuda os indivíduos a se tornarem pessoas melhores e realmente conviverem em harmonia. Na minha humilde opinião, esta visão dinâmica sobre amor tem muito mais chances de resultar em um relacionamento feliz e amoroso do que a tua visão estática.

    Sob o meu ponto de vista, eu preciso fazer por merecer a "vontade de amar" de minha mulher a cada dia, isso significa que eu preciso demonstrar e praticar o meu amor por ela para que ela também sinta o mesmo por mim. Eu não tomo como garantida a vontade dela me amar como você o faz, assim como eu também deixo claro que minha vontade de a amar não é incondicional e se ela não fizer por merecer meu sentimento ela o perderá. Até hoje tem funcionado perfeitamente bem.

    O teu discurso a sociedade brasileira martela na cabeça de todo cidadão desde que nasce. Ele já tem centenas de anos e o seu resultado está bem evidente em qualquer estatística sobre divórcios. Talvez você é quem precise abrir um pouco os teus horizontes e passar a contestar um pouco este dogma que está enraizado na tua cabeça que você cresceu ouvindo.
  • Julio Heitor  16/06/2015 20:42
    Caro Crítico,

    vamos lá:

    "Começo ressaltando o fato de que você não explicou como alguém que ama incondicionalmente (ou tem vontade de amar incondicionalmente, o que neste caso específico dá no mesmo) pode escolher uma pessoa entre todas as outras sem se utilizar de nenhum conceito de utilidade pessoal. Não importa qual seja o critério que você use para selecionar sua pretendente, ele SEMPRE será utilitarista, mesmo que seja de maneira inconsciente e, no extremo, apenas atenda à sua necessidade de querer amar alguém. E isso NÃO é um problema."

    Eu nunca disse que o utilitarismo não é usado para se escolher a mulher, ainda mais quando ainda não se conhece a personalidade da pessoa e sim seus atributos físicos.

    Mas, para que o casal possa chegar ao ponto de se casar, o relacionamento entre os dois deve se basear no amor (vontade incondicional que resulta em uma ação final de amar - já volto a este ponto pois também foi levantado por você). A fase "utilitarista" dá deverá ter sido superada.

    "Preciso admitir que nunca vi tamanha revolução filosófica na definição deste "ente indefinido" chamado amor. Se amor para você não é um sentimento eu não consigo imaginar o que seja. Serei generoso e vou supor que você se refere à sentimentos no sentido puramente biológico do termo (que obviamente não é o sentido que eu empreguei no meu comentário, mas tudo bem).

    Mesmo assim, teu argumento ainda não faz sentido algum. Você diz que amor só depende da vontade de amar. Então qual o critério utilizado para você decidir se é correto ou não ter vontade de amar alguém? Nenhum? Você então deve "ter vontade de amar" a todos sem nenhum tipo de distinção o tempo todo e independente de circunstâncias? Novamente cai na contradição de não existir uma maneira de selecionar àquela que é o destino final de tua "vontade de amar"."

    Se você é cristão deveria saber que a força motriz do amor é a vontade. Obviamente que a vontade deve se concretizar com atos, mas a vontade deve preceder o fazer, certo? Quer um exemplo irrefutável? Deus nos ama por que ele quer. Somos miseráveis perto dele. Não temos nada a oferecer a Ele e, mesmo assim, ele nos ama. Simples assim. E da vontade Dele de nos amar vem as ações: Ele nos ajuda nos momentos de fraqueza, nos permite conhecer a mulher de nossas vidas e amigos verdadeiros. Tudo gratuitamente. Apenas porque ELe tem vontade.


    Eu nem entrei no mérito de se ter vontade de amar é certo ou errado. Quem levantou essa dúvida foi você. Ademais, a distinção entre querer uma mulher bonita ou feia se baseia em utilitarismo. Não tem jeito. Mas para o casamento que nunca se desfaça, a base deve ser o amor, não o sentimento. Você pode sentir uma paixão por sua mulher. Mas ela invariavelmente passa com o tempo. Se você não tiver a vontade, a paixão nunca será substituída pelo amor. Espero estar sendo mais claro agora.

    "Preciso discordar de tua afirmação. Ter VONTADE de fazer algo é diferente de FAZER algo. Ter vontade de amar alguém é diferente de literalmente amar alguém. Você pode sim ter muita vontade de amar a tua mulher e nunca realmente amá-la. Não faz sentido considerar ser mais importante a vontade de fazer alguma coisa do que a própria coisa ou achar que o simples fato de ter vontade de realizar alguma coisa levará a realização da mesma. Este tipo de pensamento cria incentivos errados, pois se você tiver vontade de amar você se sentirá satisfeito com o resultado errado. Tua parceira precisa do amor e não da vontade de amar. Portanto, você precisa trabalhar todo dia para que sua parceira tenha vontade de amar você e não contar com o fato de que essa vontade dela é imutável e incondicional. Ficou mais claro o argumento assim?"

    Essa meio que já foi respondida acima mas vou complementar. Estritamente falando, minha parceira não precisa que eu trabalhe todos os dias para que ela me ame. De novo, se assim fosse, o amor estaria condicionado ao fato de eu trabalhar diariamente para obte-lo. Entretanto, isso não me dá o direito de trata-la mal fisica ou pisicologicamente pois estaria violando a propriedade privada dela (seu corpo).

    Reparou que ela poderia me amar, se fosse da vontade dela, mesmo que eu a desrespeitasse? Ela tem total liberdade para isso. É esse o ponto que quero destacar. Ela tem LIBERDADE para fazer isso mesmo que tudo que eu faça viole tudo que ela tem de mais sagrado (obviamente que eu jamais faria isso!).

    "Claro que essa pessoa pode tentar se forçar a querer continuar amando você, mas certamente você não acredita que essa seja a atitude correta. Caso você defenda isso então não me darei mais ao trabalho de responder porque não vale a pena perder tempo discutindo com alguém que não respeita a propriedade privada mais fundamental que é o corpo de outra pessoa."

    Claro que não defendo. Até porque é impossivel obrigar alguem a amar você. Só se você tiver o poder de controlar mentes...rsrs

    "Na minha humilde opinião, esta visão dinâmica sobre amor tem muito mais chances de resultar em um relacionamento feliz e amoroso do que a tua visão estática.

    Sob o meu ponto de vista, eu preciso fazer por merecer a "vontade de amar" de minha mulher a cada dia, isso significa que eu preciso demonstrar e praticar o meu amor por ela para que ela também sinta o mesmo por mim. Eu não tomo como garantida a vontade dela me amar como você o faz, assim como eu também deixo claro que minha vontade de a amar não é incondicional e se ela não fizer por merecer meu sentimento ela o perderá. Até hoje tem funcionado perfeitamente bem."

    É exatamente a visão dinamica que é o problema. Tudo agora é chamado de amor. Sexo livre é chamado de amor, sexo homosexual é chamado de amor, amor condicionado a esforços pessoais. Se amor está condicionado a qualquer esforço previo, não é amor, é utilitarismo, com o que uma recompensa a receber pelo seu esforço. Sou contra.

    E não, não tomo como garantida a vontade de minha esposa de me amar. Eu a amo independente se ela me ama ou não.

    "O teu discurso a sociedade brasileira martela na cabeça de todo cidadão desde que nasce. Ele já tem centenas de anos e o seu resultado está bem evidente em qualquer estatística sobre divórcios. Talvez você é quem precise abrir um pouco os teus horizontes e passar a contestar um pouco este dogma que está enraizado na tua cabeça que você cresceu ouvindo."

    Este dogma está enraizado na mente da igreja católica a 2000 anos e quem teve ouvidos para ouvi-la nunca experimentou divorcio nenhum.





  • Crítico  16/06/2015 22:39
    Prezado Julio

    Parabéns pelo teu raciocínio conciso e bem elaborado. Embora não concorde contigo eu tenho prazer em encontrar alguém que saiba debater de maneira inteligente e com convicção.

    Apesar disso, ao ler tuas respostas e me sentir tentado a rebater ponto por ponto como temos feito, notei que temos diferenças fundamentais na própria visão do que significa a palavra amor e como devemos nos comportar com relação a isso e, portanto, não faz sentido rebater ponto por ponto.

    A tua descrição de amor é "uma vontade incondicional que resulta em uma ação final". Traduzindo isso, eu acredito que para você amor é um compromisso assumido com alguém que deve ser respeitado acima de quaisquer obstáculos que surjam no caminho do casal. Acredito que esta conclusão está bem representada nesta frase: "Mas para o casamento que nunca se desfaça, a base deve ser o amor, não o sentimento."

    Fique a vontade para me corrigir se eu estiver errado pois estou tentando entender qual a lógica por trás de teu raciocínio e tentando evitar a faceta religiosa do assunto.

    Eu simplesmente não concordo com essa visão e, portanto, é improvável que eu venha a concordar com qualquer desdobramento da mesma. Para você amor é um compromisso (no melhor sentido possível do termo), uma atitude, um objetivo em si. Entretanto, para mim, amor é um sentimento, uma troca voluntária de necessidades e satisfações e um meio para alcançar um objetivo maior que EU defino como felicidade. Eu não vejo problemas em encerrar um relacionamento que não atenda meus objetivos, você vê.

    Entretanto, você aceita um comportamento utilitarista no período de "conquista" e seleção enquanto rejeita este mesmo comportamento utilitarista durante um segundo momento que é o da relação. Isso pode ser concluído pelo encadeamento destas duas afirmações tuas:

    "Ademais, a distinção entre querer uma mulher bonita ou feia se baseia em utilitarismo. Não tem jeito. Mas para o casamento que nunca se desfaça, a base deve ser o amor, não o sentimento."

    Apesar de você só citar características físicas, as características relacionadas à personalidade são MUITO mais relevantes para pessoas sensatas na hora de decidir se querem ou não ter um relacionamento estável com alguém. Fica bem clara a distinção de uma visão utilitarista sobre amor para a escolha e outra completamente diferente para a manutenção de uma relação no encadeamento das tuas idéias. Você define que sente paixão a partir de critérios utilitaristas e, a partir deste ponto, acredita que tem o dever de ter vontade de amar para sempre pelo fato de ter sentido paixão em um primeiro momento.

    Eu simplesmente rejeito essa mudança de critérios e não vejo distinção temporal entre o período de seleção e o de relacionamento. Apesar de respeitar tua opinião e não ter a pretensão de mudá-la, acho fundamental expor a diferença de opinião e visão de mundo porque muitos discursos hipócritas podem se embasar nesta mesma lógica de "amor incondicional" que você utiliza para embasar suas opiniões sobre relacionamentos afetivos. Inclusive uma discussão muito interessante e profunda sobre o assunto é feita no livro "A Revolta de Atlas" e não há como replicá-la aqui. Sendo um frequentador do Mises eu suponho que você já tenha lido, senão, fica a recomendação.

    Resumindo: Temos visões e opiniões completamente diferentes sobre o assunto e acredito que já expus o suficiente os meus argumentos para mostrar uma alternativa ao que você apresentou como argumentação para criticar o texto proposto aos demais leitores. Cada um agora que fique a vontade para ler ambas as opiniões e tirar suas próprias conclusões sobre o que é melhor para si.

    Obrigado novamente pela oportunidade de um debate sadio e de bom nível.
    Abraços
  • Julio Heitor  17/06/2015 13:14
    Caro Crítico,

    sua interpretação do que expus está 100% (apesar de mesmo assim você não concordar com ela. Tudo bem).

    A única coisa que eu não afirmei e me desculpe se pareceu que penso assim é:

    "Você define que sente paixão a partir de critérios utilitaristas e, a partir deste ponto, acredita que tem o dever de ter vontade de amar para sempre pelo fato de ter sentido paixão em um primeiro momento."

    Não é um dever amar após o fim da paixão. Fica a critério da pessoa. Ninguém tem a obrigação de amar ninguém. Mas se quiser manter um casamento para sempre, é uma pre condição necessária.

    Obrigado pelo debate. Uma pena que sua definição de amor não esteja em sincronia com a minha, mas bola pra frente!

    Abraços!
  • Nilo BP  18/06/2015 03:25
    Tudo isso para chegarem à conclusão de que não concordam sobre o significado de "amor"? Bem típico... os românticos diriam que o amor não pode ser definido eu explicado.

    Eu tenho uma idéia mais simples: a palavra "amor" não tem mais nenhuma definição utilizável. Já foi abusada de todas as formas imagináveis, pode significar qualquer coisa, dependendo da vontade do freguês. Quando alguém diz "amor" eu já me preparo para ouvir alguma baboseira irracional que, não tendo nenhum significado específico, não pode ser aceita ou refutada.

    Acho que seria muito melhor discutir o casamento, que é uma instituição com regras e objetivos bem definidos. Pode ser explicado em termos de atração física, companheirismo, fidelidade, construir um patrimônio, cuidar dos filhos... conceitos que são objetivos o suficiente para gerarem uma discussão produtiva.

    Desculpem se isso parece meio drástico. A linguagem é a ferramente mais poderosa que temos (para o bem e para o mal). Fico profundamente irritado quando a vejo girando em falso por causa de uma falha de definições.
  • anônimo  18/11/2016 13:34
    Heitor que amor resiste só ao venha nós, desculpa mas isso para mim e masoquismo.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  15/06/2015 21:45
    O estado brasileiro é composto por ladrões da pior espécie. Deve ser eliminado, sem causar dores.
  • Tio Patinhas  16/06/2015 00:15
    OFF

    exame.abril.com.br/economia/noticias/russo-cria-moeda-vinculada-a-batatas-e-se-da-mal

    Você percebe que a situação é realmente ruim quando o governo se sente ameaçado por alguém que cria uma moeda lastreada em batata.
  • Eduardo  16/06/2015 02:57
    Chegamos aos tempos em que é preciso defender o óbvio. Quase todas as afirmações desse artigo feitas pelo Walter Williams seriam tachadas de loucura, egoísmo, fascismo ou qualquer outra estupidez que esquerdistas ou direitistas falam para defender seus devaneios.

    Ótimo artigo.
  • Joaquim Saad  24/07/2016 18:19
    humm...estranho: ao perdedor, as batatas ?
  • Pedro  16/06/2015 03:18
    jULIO HEITOR E MAURICIO COSTA deveriam ter lido, se efetivamente não leram, o artigo, aqui publicado, intitulado Ô MELHOR PRESENE DE NATAL PARA MINHA FILHA. A utilidade de que fala Walter Williams tem o mesmo fio condutor do raciocínio do autor do mencionado artigo, brilhante sob qualquer consideração.
  • Maverique  16/06/2015 03:56
    Buenas tchê! Ideias muito bem elaboradas e de grande bom senso. O que é mais interessante que são conceitos simples e claros, a verdade nua e crua. É como o Eduardo acima comentou, seria tachado de egoísmo, loucura e etc, já que vai claramente contra o conceito empregado atualmente.
    Sobre o final tive um troço rindo, independente do enorme debate que se estendeu aqui, para mim ficou óbvio que ele somente ironizou a situação da esposa dele com a funcionalidade do mercado. Tu vai fazer aquilo que te serve, te gera renda e benefício e não algo é bonito de se ver, mas não funciona para porcaria alguma. O que atualmente a nossa sociedade tá cheia.
  • Indio Tonto  16/06/2015 10:05
    Viva a diferença!
  • Felipe R  16/06/2015 13:28
    Este senhor, Walter Williams, é um dos meus mentores. Para quemainda não viu, assista à entrevista que ele deu na Globostanews há algum tempo.
  • Felipe R  16/06/2015 17:22
    Recomendo também que assistam a um evento que ele participou no Heritage Foundation ano passado. Várias das frases neste artigo saíram de lá.
  • anônimo  01/07/2015 18:46
    Olha o ponto que estamos chegando, uma empresa não pode nem ser livre para contratar quem quer:

    empresa é processada por exigir hetero e magro para vaga de garcom.
  • Robert  01/07/2015 19:24
    E isso é só o começo.

    Segundo essa reportagem do The New York Times, tão logo a Suprema Corte americana aboliu o federalismo e estipulou que nenhum estado tem autonomia para legislar sobre o casamento gay, vários ativistas gays se assanharam e já estão se articulando para impor cotas para gays, lésbicas, travestis, transsexuais e bizarrices do gênero.

    www.nytimes.com/2015/06/28/us/gay-rights-leaders-push-for-federal-civil-rights-protections.html?_r=0

    Pode esperar que tá tudo só começando. Daqui a alguns anos, dar a bunda será obrigatório. Quem se negar, será enquadrado por preconceito.
  • anônimo  02/07/2015 09:50
    Não me diga!! E ainda tem libertário BURRO que acha que certos comportamentos não tem nada a ver com o tipo de sociedade ideal pro crescimento do estado.
  • anônimo  24/07/2016 21:40
    Esse negão é muito inteligente. Os textos dele são top demais.
  • Paulo Henrique  25/07/2016 02:50
    Achei esse texto fraco, por que não nem de longe tenta resolver os problemas que surgiriam na complexidade do mundo. Um exemplo é o furto famélico, uma pessoa desesperada por comida, ao rouba-la, deveria ser encarcerada? Isso em um local onde não exista caridade. As vezes o conceito de respeito a propriedade privada só funcionaria totalmente em um mundo onde houvesse altruísmo, pq sem pessoas altruístas para ajudar uma pessoa nesse estado, a conclusão inevitável é que ao roubar comida para ele não morrer a mesma estaria cometendo um crime, ou, que deveria ser deixada a morte para não praticar o atô imoral do roubo. A não ser que você coloque a propriedade privada acima da vida humana. A conclusão é que a Moral está acima do conceito de propriedade privada, e não pode ser confundida como sendo as mesmas coisas.
  • Amorim  25/07/2016 14:53
    A sua moral é sensacional.

    Segundo você, proibir o roubo é imoral ao passo que legalizar o roubo e relativizar a propriedade são as medidas mais belas e morais a que uma sociedade deve aspirar.

    No entanto, tenho uma boa notícia para você: essa sociedade que legaliza o roubo e relativiza a propriedade não só existe como está a pleno vapor neste exato momento em que escrevo: trata-se da Venezuela, lugar onde famintos roubam e assaltam nas ruas, e saqueiam os poucos supermercados que ainda têm algum resquício de comida, mostrando que, por lá, não há mais esse atraso de se colocar a "propriedade privada acima da vida humana".

    É por isso que aquele país possui uma prosperidade e uma humanidade invejáveis.

    E aí, já está fazendo as malas? Se não estiver, você é incoerente e o seu "apego à moral" é só da boca pra fora.
  • Paulo Henrique   25/07/2016 20:54
    Primeiro, quem disse que eu nao acredito em propriedade privada e mercado? Defendo uma economia livre e quem sabe o fim do estado, mas , o que alguns liberais querem é usar a propriedade privada como regra absoluta para a moralidade, deixa eu te contar um segredo, nao existe uma "regra univesal" valida para todas as situacoes, a moralidade é objetiva, nao absoluta. É verdade que roubar é ruim, e deve ser condenado em uma economia de mercado, mas , o mundo REAL vai apresentar situações onde seguir o principio de que todo roubo deve ser duramente condenado pode acabar com a vida inocente. Ai voce esta Relativizando a moralidade pra tornar o conceito de propriedade absoluto. A Moral deve estar acima da ideia de propriedade. E nao sao a mesma coisa, embora a propriedade possa ser uma parte da moral, nao é ela totalmente. O exemplo de furto famélico, que voce nem ousou responder como ele seria solucionado apenas por regras de mercado, é uma situação plenamente possivel de acontecer.. Invariavelmente , vai ter que apelar pro altruismo.. Mostrando que uma sociedade sem altruismo, mas que viva apenas por regras de propriedade privada, nao pode solucionar tais problemas. Embora, sem duvida alguma , ela seria funcional em varias outras áreas e superior ao socialismo. A nossa sorte é que as pessoas podem viver em um mercado e ser altruista ao mesmo tempo. Porem, esse altruismo nesses casos entraria em conflito com a ideia de propriedade absoluta. A pessoa nesse estado , se nao tiver ninguem altruista por perto para ajuda-la, vai ter que roubar ou morrer. São esses tipos de dilemas éticos, e uma falta de respostas que nao seja acusar o outro de socialista, que faz o libertarianismo ser motivo de piada para conservadores
  • Humberto Cláudio  26/07/2016 00:37
    "É verdade que roubar é ruim, e deve ser condenado em uma economia de mercado, mas [...]"

    E aí você sabe que lá vem merda.

    "o mundo REAL vai apresentar situações onde seguir o principio de que todo roubo deve ser duramente condenado pode acabar com a vida inocente."

    Como assim?! Se o sujeito é inocente, então ele não tem por que ser condenado por roubo. Se ele roubou, então deixou de ser inocente.

    Agora, se ele roubou, mas promete restituir -- algo que você, curiosamente, desconsidera neste seu cenário africano --, então tudo se torna perfeitamente negociável.

    "Ai voce esta Relativizando a moralidade pra tornar o conceito de propriedade absoluto."

    Ora, mas que inversão deliciosa da realidade! Quem está aqui relativizando a moral, dizendo que roubo pode ser uma atitude moral e que "roubar é ruim, mas..." é você, cidadão. Olhe para o próprio umbigo.

    "A Moral deve estar acima da ideia de propriedade."

    Só que sem propriedade, meu caro, não há civilização. E, consequentemente, não há moral. Você quer a quadratura do círculo.

    Sem propriedade privada não há moralidade e nem civilização

    Não tive paciência para ler o resto, pois, além de não estar bem escrito e nem adequadamente espaçado, não tenho interesse por leituras que relativizam a moral.

    Mas faço duas perguntas:

    1) Por que você não ajudaria um esfomeado? É seu dever moral ajudá-lo.

    2) Em qual arranjo econômico há realmente pessoas com fome?

    Mesmo aqui no Brasil, em nossa economia semi-socialista, qualquer indivíduo fazendo malabarismo no sinal consegue o suficiente para comprar comida numa padaria. E mesmo aqueles que não querem fazer malabarismo recebem esmolas e compram comida. Você simplesmente não vê ninguém morrendo de fome nas cidades do sul, sudeste e centro-oeste (mais capitalistas). Quando há assaltos, é para comprar drogas.

    Seja mais sincero e honesto naquilo que defende. Fale abertamente que defende o roubo e que não vê problema nenhum nisso. Se é válido eu roubar para comprar um Big Mac, por que não posso desviar dinheiro da Petrobras para ganhar uma eleição e com isso implantar políticas que irão "ajudar os pobres"? Responda.
  • Paulo Henrique  26/07/2016 02:16
    Está mal espaçado porque não estou escrevendo de um computador, perdão.

    E a ideia de restituir por meio de dívida é inócua, pois se a pessoa está com fome e você considera isso um crime, ou algo imoral, então a pessoa tem todo o direito de defender sua propriedade privada e deixa-la morrer, existe dois tipos de dívida, aquela voluntária, e aquela fruto de roubo, a voluntaria não exige defesa, já que ambas as partes concordam, a de roubo permite defesa, ou seja, o furto famélico pode ser impedido. A não ser que a pessoa haja de forma altruística e ajude ela. Mas se ela não quiser ajuda-la, a ideia de que a propriedade está acima de tudo exige que não haja problema nenhum em você deixar de prestar socorro. Isso é, se você psicoticamente ve-la morrer, mesmo com sua geladeira cheia , não há problema algum, não feriu o conceito de propriedade privada.

    "qualquer pessoa pode fazer malabarismo em sinaleiro e conseguir dinheiro em nossa economia que é semi-socialista"

    Isso pode ser verdade no Brasil, mas não é no mundo. E mesmo que você libere a economia de um país, dificilmente a situação dos pobres vai mudar em um piscar dos olhos, momentaneamente ainda existiria casos assim. E também, tais cenários não dependem apenas de pobreza. Pode acontecer em uma cidade que sofreu um desastre natural. É muito comum pessoas assaltarem mercados para ter o que comer quando a ajuda externa demora muito ou a cidade fica muito tempo isolada do restante.. Poderíamos dizer que o dono de mercado deveria impedi-las de se alimentar e deixa-las morrer de fome.. E quero ver você conseguir trabalho e moedas por''malabarismo no transito'' em tais cenários. Se vc é pobre nesse cenário, está lascado. Quem tem muito dinheiro, poderia arcar com o aumento dos preços nesse ambiente. E se uma minoria tentar roubar comida, única forma de ficar viva até a ajuda externa, elas podem ser impedidas de acordo com a ideia de propriedade privada
    Uma ÉTICA que se diga objetiva deve ser funcional em todos os universos possíveis, isso é, em qualquer cenário logicamente possível.



  • anônimo  25/07/2016 20:40
    "uma pessoa desesperada por comida, ao rouba-la, deveria ser encarcerada?"

    Não, deveria apenas reinstituir com juros a vítima.


    "Isso em um local onde não exista caridade."

    E em que lugar do mundo não existe caridade? você mesmo seria um que não deixaria de ajudar os outros, vejo sua enorme preocupação e sei que você seria o primeiro a levantar uma ONG para ajudar quem precisa.

    Não é? sei que você não é daqueles que ficam apenas no sofá exigindo dos outros.
  • Paulo Henrique  25/07/2016 22:44
    Uma pessoa ''ter de pagar depois com juros'' não reduz o problema de que a pessoa poderia ser impedida de roubar a comida por seguranças.. Ou, que a pessoa simplesmente pudesse negar-se a vender ''fiado'' para uma pessoa que não tem renda. Só resta o altruísmo para resolver o problema, a pessoa teria que compreender a situação e doar comida.

    Porem, isso é valido em todos os universos possíveis? isso é, se é possível que em algum lugar a maioria das pessoas não sejam altruístas com tal indivíduo, então só resta a ele o roubo.

    E é possível sim que exista situações assim, Pegue os Dalit's da India, que são excluídos da sociedade por culpa da cultura e religião local. No curto prazo, um Dalit precisando comer, teria que roubar.(exemplo caso ele n ache ninguém para ajuda-lo)..

    E mesmo que no longo prazo o mercado melhore sua situação de vida, caso o lugar passe por uma liberalização, isso não resolve o problema dele que é imediato
  • Ali Baba  26/07/2016 11:09
    @Paulo Henrique 25/07/2016 02:50:43

    "Achei esse texto fraco, por que não nem de longe tenta resolver os problemas que surgiriam na complexidade do mundo. Um exemplo é o furto famélico, uma pessoa desesperada por comida, ao rouba-la, deveria ser encarcerada?"

    A única opção dessa pessoa é o roubo? Sério? Em que lugar do planeta essa pessoa vive?

    Sempre tem um pátio para carpir. Uma latinha para catar. Sempre.

    Gente de bem não rouba. Nem para comer. Gente de bem entende que o trabalho gera o valor para comprar a comida.

    "furto famélico"... sei...
  • Conservador  25/07/2016 04:07
    Walter Williams e Thomas Sowell sempre excelentes.
  • Jarbas Profeta  25/07/2016 12:52
    Um dia seremos livres e então leremos estes textos espantados porque tiveram de ser escritos. Seria como lermos hoje que escravidão não é justificável.
  • Surfista de internet  25/07/2016 13:57
    O estado é o maior violador das leis.


    A constituição virou um amontoado de privilégios e benefícios para grupos, classes e àreas.

    Enquanto todas as pessoas não forem iguais perante as leis, o estado será um expropriador, ou um ladrão disfarçado.

    Essa constituição brasileira é um jogo de cartas marcadas. Tem privilégios para oprimido nenhum botar defeito.

    Enquanto as pessoas não pagarem as mesmas alíquotas de impostos e os todos os produtos tiverem as mesmas alíquotas, a constituição sempre será um jogo de cartas marcadas. O gasto de um governo também deveria ser igual com todas as pessoas. Os impostos diretos e indiretos devem sempre os mesmos.

    Para existir justiça, a lei precisa ser igual para todas as pessoas. Essas bolsas, meia entrada, isenções de impostos, são meros artifícios para oferecer privilégios.

    Uma coisa é certa, no Brasil não existe igualdade perante as leis.
  • Cobrador de Impostos  26/07/2016 01:16
    Realmente....o Estado exige que se cumpra a lei, mas ele mesmo não cumpre. Vejo isso todos os dias no meu trabalho


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