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Qual é a visão libertária sobre impostos?

Indo direto ao ponto, a visão libertária a respeito dos impostos não é a de que impostos devem ser justos, adequados, suficientes, constitucionais, uniformes, racionais, homogêneos, simples, eficientes, de alíquota única, distribuídos equanimemente ou até mesmo baixos.

Também não é de que o código tributário deve ser estruturado de forma a ajudar os pobres, beneficiar a classe média, ser "amigável aos negócios", ser utilizado para propósitos de engenharia social e de esquemas de redistribuição de renda, apresentar brechas e garantir que todos paguem sua "fatia justa".

A visão libertária sobre impostos é simplesmente a de que, em primeiro lugar, impostos não deveriam existir.  Não deveria haver nenhum código tributário, pois tributação é roubo e viola o princípio da não-agressão.  Não consigo me expressar melhor do que o próprio Murray Rothbard, que, em seu livro A Ética da Liberdade, escreveu:

Todas as outras pessoas e grupos da sociedade (exceto criminosos confessos e esporádicos, como ladrões e assaltantes) obtêm seus rendimentos voluntariamente: ou pela venda de bens e serviços ao público consumidor, ou por doação voluntária (por exemplo, participação em um clube ou associação, legado ou herança).  Somente o estado obtém sua receita por meio da coerção, ameaçando a aplicação de terríveis penalidades caso a renda dos súditos não lhe seja disponibilizada.

Esta coerção é conhecida como "taxação" ou "impostos", embora, em épocas menos regulamentadas ela fosse frequentemente chamada de "tributo".  De maneira pura, simples e direta, imposto é roubo, apesar de ser um roubo em uma escala maciça e colossal, a qual nenhum criminoso comum poderia jamais sonhar em igualar.  Imposto é um confisco compulsório da propriedade dos cidadãos — ou súditos — que vivem sob um estado.

Para o leitor cético, seria um exercício instrutivo tentar formular uma definição de imposto que não incluísse roubo.  Assim como o ladrão, o estado exige dinheiro do cidadão, sob a mira de um revolver; se o pagador de impostos se recusar a pagar, seus bens serão confiscados; se ele oferecer resistência a esse confisco, será preso; e se resistir à prisão, será assassinado. 

No entanto, dado que vivemos em um país que possui um código tributário, que possui uma Receita Federal, e que possui um Imposto de Renda, então qualquer medida que, por si só, permita que os cidadãos retenham uma maior fatia do seu dinheiro e, por conseguinte, gere menos dinheiro para o governo, é uma medida boa, que deve ser apoiada e estimulada.

Sendo assim, um aumento de impostos de qualquer tipo, ou uma reforma tributária que seja neutra em termos de receita, ou um alargamento da base tributária, ou uma substituição de um imposto por outro, ou uma transferência de impostos de um grupo para outro (isentando um grupo e onerando outro grupo) não são medidas nem um pouco desejáveis ou libertárias.

Dependendo da renda, há diferentes alíquotas de Imposto de Renda aplicáveis.  E, dependendo do número de dependentes (filhos), há diferentes deduções aplicáveis.  Há casais com filhos que ganham maiores deduções caso façam sua declaração conjuntamente, e há casais com filhos que se beneficiam mais caso façam declarações separadas.

Claramente, seria algo positivo para os pagadores de impostos se qualquer uma das várias alíquotas [no Brasil, são quatro] fosse reduzida, ou se as faixas de renda entre elas fossem aumentadas.  Os resultados seriam os mesmos: mais dinheiro no bolso dos pagadores de impostos e menos dinheiro tomado pelo governo.

Até aqui, tudo claro.  O que não está tão claro, no entanto, são os resultados das isenções, das deduções e dos créditos fiscais.

Isenções e deduções fiscais servem para reduzir a fatia da renda que está sujeita à tributação.  Isenções e deduções funcionam da mesma maneira, mas as deduções normalmente estão sujeitas a mais limitações, condições e exclusões.  Ambas diferem dos créditos fiscais no sentido de que estes servem para reduzir a totalidade de impostos pagos por um indivíduo ou empresa [na prática, a empresa paga o tributo em uma transação e depois recebe uma dedução na transação seguinte].

Em todo caso, quanto maior for o número e quanto maior for a variedade de isenções, deduções e créditos fiscais, menor será o valor total de impostos pagos.

Reduzir ou eliminar isenções, deduções e créditos fiscais gera o mesmo resultado de uma elevação de impostos ou de um encurtamento nas fatias de renda sujeitas a uma mesma alíquota.  Haverá menos dinheiro no bolso dos pagadores de impostos e mais dinheiro confiscado pelo governo. 

Por outro lado, elevar ou instituir isenções, deduções ou créditos fiscais gera o mesmo resultado de uma redução nas alíquotas de impostos ou de um alargamento das fatias de renda sujeitas a uma mesma alíquota.  Haverá mais dinheiro no bolso dos pagadores de impostos e menos dinheiro confiscado pelo governo. 

Qualquer alteração nas alíquotas, nas faixas de renda, nas isenções, nas deduções ou nos créditos fiscais que, por si só, resulte em mais dinheiro nas mãos dos pagadores de impostos e menos dinheiro confiscado pelo governo é uma medida sempre desejável — mesmo que tal alteração não seja generalizada e não se aplique a todos —, independentemente das razões pelas quais o governo fez essa mudança.

Peguemos, por exemplo, as deduções por dependentes.  Seria desejável que as deduções aumentassem, ou que a idade da criança para a qual a dedução se aplica aumentasse, ou que a dedução fosse diminuída em um valor menor ou que nem sequer fosse diminuída, ou que a idade limite fosse aumentada ou até mesmo eliminada — desde que as receitas perdidas por essas deduções não fossem simplesmente transferidas, na forma de novos impostos, para outros grupos (como o de casais sem filhos).

Uma dedução fiscal, por si só, não é um subsídio.  O fato de que o governo possa ter instituído essa dedução para estimular os casais a terem filhos, ou para tornar o código tributário mais "voltado para a família", ou para ajudar os mais pobres, ou para beneficiar a classe média é irrelevante.  Sim, é lamentável que aqueles que não têm filhos não usufruam as mesmas deduções usufruídas por aqueles que têm filhos, mas isso não significa que devamos nos opor às deduções que se aplicam aos que têm filhos.

Da mesma maneira, é lamentável que empresas não sejam isentas do Imposto de Renda, mas isso não significa que, com o intuito de "nivelarmos as coisas", devamos exigir que as igrejas também paguem impostos.

Se o governo — por qualquer motivo — decidir conceder deduções ou isenções especiais para indivíduos de nome Roberto, ou para indivíduos que possuam cavalo, ou para indivíduos que tenha bicicletas, ou para indivíduos ruivos, ou para indivíduos de olhos verdes, isso seria uma ótima medida desde que indivíduos que não se chamam Roberto, que não tenham cavalo, que não tenham bicicleta, que não sejam ruivos, ou que não tenham olhos verdes não sofram um aumento de impostos para compensar essa perda de receita.

A visão libertária sobre impostos é meramente um reflexo da visão libertária sobre as regulamentações do governo e sobre o próprio governo.

Regulamentações governamentais são ruins, mas, dado que elas existem e dado que praticamente não há chances de eles serem totalmente eliminadas, então os libertários deveriam estimular e defender toda e qualquer ação voltada para a redução das regulamentações, por menor que seja.  Igualmente, devem defender e estimular toda e qualquer ação voltada para reduzir o número de setores aos quais as regulamentações se aplicam e também a abrangência das regulamentações.

Governo, por si só, é algo maléfico.  Mas dado que vivemos sob um governo, e dado que as chances de ele ser eliminado são nulas, libertários deveriam estimular e defender toda e qualquer ação que tenha como objetivo reduzir ou limitar ao máximo possível o tamanho e a abrangência do governo.

Impostos são maléficos.  Isenções, deduções e créditos fiscais são ótimos.  Sempre e para sempre.


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autor

Laurence Vance
é um acadêmico associado ao Mises Institute, escritor freelancer, professor adjunto de contabilidade da Pensacola Junior College, em Pensacola, Flórida, e autor dos livros Social Insecurity, The War on Drugs is a War on Freedom, e War, Christianity, and the State: Essays on the Follies of Christian Militarism.


  • jorge  23/03/2015 15:17
    "Se o governo — por qualquer motivo — decidir conceder deduções ou isenções especiais para indivíduos de nome Roberto, ou para indivíduos que possuam cavalo, ou para indivíduos que tenha bicicletas, ou para indivíduos ruivos, ou para indivíduos de olhos verdes, isso seria uma ótima medida desde que indivíduos que não se chamam Roberto, que não tenham cavalo, que não tenham bicicleta, que não sejam ruivos, ou que não tenham olhos verdes sofram um aumento de impostos para compensar essa perda de receita."

    Este páragrafo não faz qualquer sentido, seja para um libertário, seja para outra pessoa qualquer.
  • Tadeu  23/03/2015 15:36
    Por quê? O que faria sentido para você?

    1) Isentar uns e onerar igualmente outros; ou

    2) não isentar ninguém.

    De resto, o trecho é obviamente exagerado apenas para deixar claro qual é o ponto: qualquer isenção ou dedução, por mais absurda e sem sentido que pareça, deve ser apoiada -- desde que, é claro, tal isenção ou dedução não seja contrabalançada por um aumento de impostos sobre outros grupos.

    Mas, para se entender isso, é necessário saber interpretar texto -- exigência pesada demais para alguns brasileiros.
  • Felipe   23/03/2015 17:15
    Não consigo concordar com o text.
    Reduzir os impostos está certo, mas concordar com qualquer distinção na forma de tributação me parece errado, de princípio, pois a ação do governo vai estimular um comportamento que as pessoas, se fossem livres, talvez não fizessem. No exemplo: mais pessoas dariam a seus filhos o nome de Roberto, mesmo que preferisse João.
  • Martins  23/03/2015 17:52
    "Reduzir os impostos está certo, mas concordar com qualquer distinção na forma de tributação me parece errado, de princípio, pois a ação do governo vai estimular um comportamento que as pessoas, se fossem livres, talvez não fizessem."

    Ou seja, segundo você, entre uma redução pontual de impostos ou deixar tudo exatamente como está, melhor deixar tudo exatamente como está.

    "No exemplo: mais pessoas dariam a seus filhos o nome de Roberto, mesmo que preferisse João."

    E daí? Isso seria uma decisão totalmente voluntária. Pela sua lógica, se um hotel oferece um desconto, e outro não, então o hotel que oferece um desconto está me estimulando a aceitá-lo, e isso seria ruim. O certo, portanto, seria os dois hotéis cobrarem o mesmo preço.

    De resto, você deve lutar para que o governo também dê isenções para João, em vez de fazer campanha para que não deixe de tributar Roberto.
  • felipe  23/03/2015 20:58
    Martins, posso não ter sido claro. O melhor, em minha humilde opinião, é uma diminuição homogênea dos impostos, não falei que manter tudo como está. O seu exemplo do hotel é ruim, pois ai você esta comparando os atos governamentais, desonerar esse ou aquele setor, com atos de administração privados de um empreendedor. Mas confesso que repensando aqui minha conclusão vejo que errada, desonerar/desregulamentar um setor não cria um incentivo indevido.
  • Auditor  23/03/2015 18:04
    Correção:

    "seria uma ótima medida desde que indivíduos que não se chamam Roberto, que não tenham cavalo, que não tenham bicicleta, que não sejam ruivos, ou que não tenham olhos verdes não sofram um aumento de impostos para compensar essa perda de receita.
  • Luis Alberto   14/04/2015 19:24
    As isenções devem desaparecer, assim como todo e qualquer incentivo que em nome disso, deem vantagens para aquilo.
    O governo não vai desaparecer como diz o artigo, então deve intrometer-se o mínimo possível. Os impostos são inevitáveis, por isso devem ser perfeitamente pagáveis e altamente úteis, sem privilégios para ninguém, rigorosamente ninguém.
  • Thiago Cardoso  23/03/2015 16:59
    Achei essa visão um pouco ingênua. O mecanismo de impostos tem uma grande utilidade para o governo: favorecer determinados setores em detrimento de outros.
    Quando o governo concede uma isenção, é isso que ele está fazendo: favorecendo um setor. Pior ainda, quando a isenção é para uma empresa específica, o que torna a competição desleal. Por exemplo, a isenção de IR nas LCI aumenta a disponibilidade de crédito para imóveis, conduzido a bolhas imobiliárias.
    Pode até ser que essa seja a genuína visão libertária, mas, dado que o governo existe, temos que fazer o melhor para que ele atrapalhe menos.
  • Guilherme  23/03/2015 17:11
    "Quando o governo concede uma isenção, é isso que ele está fazendo: favorecendo um setor."

    Não. Essa é a visão daqueles que dizem que, se um senhor passa a dar menos chicotadas em um determinado escravo, então ele está favorecendo aquele escravo. Nada mais desvirtuado.

    Pra começar, impostos são obstáculos que nem sequer deveriam existir. Portanto, se um governo reduz ou -- melhor ainda -- extingue impostos, então ele simplesmente está retirando um obstáculo que ele próprio criou e que nem sequer deveria estar ali. Isso está longe de ser um "favorecimento". Se eu quebrar a sua perna e em seguida lhe dar uma muleta, estaria eu lhe "favorecendo"?

    Outra coisa, a neutralidade e a isonomia em relação a impostos é uma utopia. Não é que sejam apenas difíceis de alcançar; são impossíveis e autocontraditórias.

    Suponha, por exemplo, que João e sua comitiva proponham escravizar um grupo de pessoas. Deveríamos argumentar que a "justiça" pressupõe que todos sejam escravizados igualmente? E suponha que um indivíduo tenha a felicidade de escapar. Deveríamos condená-lo por livrar-se da igualdade da justiça a que estão condenados seus companheiros?

    Resta óbvio que a igualdade de tratamento não é critério algum de justiça. Se uma medida é injusta, então o justo é que tenha o menor efeito possível. Igualdade de tratamento injusto não pode nunca ser considerado um ideal de justiça. Portanto, aquele que defende que um imposto seja igual para todos deve primeiro estabelecer que o imposto em si é justo.

    Por fim, uma isenção fiscal não é o equivalente a um subsídio. Em um subsídio, o recebedor percebe um privilégio à custa de seus colegas; já no caso de uma isenção fiscal, o beneficiário está evitando um ônus. Enquanto o subsídio é feita às custas dos outros, a isenção não impõe tal custo aos outros. Culpar o beneficiário da isenção por evitar o imposto é o mesmo que culpar um escravo de fugir de seu senhor.

    Recomendo este artigo, que fala exatamente sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=290


    P.S.: por definição, não há bolha imobiliária se está havendo uma genuína poupança direcionada para esse setor.
  • Thiago Cardoso  13/05/2015 11:45
    Depois de pensar sobre o assunto, passei a concordar. Isenção é realmente bem diferente de subsídio.
    Mas, quanto à bolha imobiliária, ela existe sim. Mas não por causa dos isenções fiscais das LCI, mas sim por causa das políticas de subsídio da Caixa.
  • Anomalus  23/03/2015 17:35
    "Qual é a visão libertária sobre impostos?"

    Vou responder antes de ler o texto.

    A visão libertária sobre impostos é que eles nem deviam existir. Que são um roubo e que não há nada que justifique, nem o fornecimento de serviços pelo governo, nem a filantropia estatal etc.

    Acho que a pergunta seria melhor se fosse feita para um conservador liberal.
    "Qual é a visão conservadora-liberal sobre impostos?"
  • Anomalus  23/03/2015 18:59
    Agora que eu li o texto, vi que ele vai além da resposta da pergunta. Mas eu concordo com ele no que diz respeito a sempre que houver a possibilidade reduzir os impostos e as regulações.
    Ele reconhece que é quase impossível deixar de existir governo, apesar de desejá-lo. Na perspectiva de um conservador-liberal, seria um mal necessário. Eu concordo com o autor. Mas diferimos no fato de eu não desejar o fim do Estado, mas considerá-lo um mal necessário. Pode ser que eu mude de ideia se eu ver algum experimento libertário pelo mundo de hoje que dê certo. Mas teriam que ser testados todos os aspectos, segurança interna, externa, principalmente.
    Não acredito em utopias. Não acredito em paraíso na Terra.
  • Marcelo Motta  24/03/2015 14:26
    Assim amigo fica fácil, não é mesmo? Pedir aos libertários que confirmem a validade de suas ideias dentro das regras de seu jogo conservador-liberal.

    Espero então que faça o mesmo e procure comprovar a validade de seu estado conservador-çiberal dentro das regras libertárias.

    Poderia começar pela utilidade do estado se este não pudesse tomar compulsoriamente a renda dos cidadãos. Sendo mantido exclusivamente pelas doações voluntárias dos mesmos.

    Creio que não seria difícil, uma vez que define o estado como um mal-necessário, logo, um mal indispensável, as pessoas estariam dispostas a ceder voluntariamente parte de sua renda para manter este mal.

    Sobre a questão da utopia. Você utiliza o termo na definição popular-pejorativa que trata como utópico tudo que lhe pareça díficil ou improvável de ser realizado. O oposto deste seu entendimento de utopia é conformar-se, no que apresentar-se como conservador-liberal cai bem.

    É provável que acaso nascesse numa época em que o estado legitimasse a escravidão, consideraria os abolicionistas utópicos.
  • Ed  23/03/2015 20:23
    Eu me considero um liberal-conservador. Não creio que a minha visão seja predominante neste grupo, mas vou colocá-la assim mesmo.

    Não acredito que o estado possa ser extinto, mas deve ser reduzido somente àquelas áreas onde não dá mesmo para ter iniciativa privada, como na punição de crimes. Mesmo assim, com muita distribuição de poder, muito controle por parte dos cidadãos e nenhuma possibilidade de expansão para além de suas atribuições.

    Imposto é uma medida preguiçosa e que favorece a expansão estatal. Deveria, no máximo, servir para financiar exército, polícia e sistema judiciário locais, com possibilidade de contestação ou mudança para outra jurisdição, por parte do cidadão, para evitar abusos. Imposto leva a ineficiências, pois a partir do momento em que alguém é obrigado a pagar por um determinado serviço para si ou para terceiros, a qualidade do serviço tende a cair e seu custo aumentar. Basta olhar em qualquer país do mundo para constatar.

    Impostos sobre propriedades são como aluguéis pagos ao governo. Na prática, dizem que uma parte de sua propriedade não é realmente sua. Quanto ao imposto de renda, embora exista e, na minha opinião, deva existir a previsão de quebra de sigilo no caso de ilícitos (agressão a propriedade de terceiros), é controversa sua existência com contabilização de ativos bancários, dentre outros (e o pior é que o IR existe até na Suíça e em Hong Kong). Aqui fico com Ayn Rand, Bahamas, Emirados Árabes, Hong Kong antes de 1940, Argentina antes de Raul Prebisch e companhia.
  • Anomalus  23/03/2015 22:26
    Concordo com você Ed.
  • Luis Alberto  14/04/2015 19:29
    Concordo com Ed.
  • Rennan Alves  23/03/2015 23:56
    Eu, como conservador, acredito que, me corrija se eu estiver enganado, sua visão seja essa:

    mises.org.br/Article.aspx?id=34

    O problema, infelizmente, é que ela se transforma nesta:

    mises.org.br/Article.aspx?id=291

    E é por isso que:

    mises.org.br/Article.aspx?id=482

    Ademais, sobre a segurança, existe toda uma seção de artigos e livros sobre o assunto neste sítio.

    Eu particularmente gosto mais deste:

    mises.org.br/Article.aspx?id=605
  • Ed  24/03/2015 01:49
    Eu diria que o primeiro parágrafo do primeiro texto resume tudo: nada é duradouro.

    Ter uma população armada no século XVII era suficiente para expulsar a maior potência da época. Hoje com tanques, caças e mísseis de longo alcance isso adianta?

    Precisamos nos adaptar à realidade.
  • Rennan Alves  25/03/2015 06:28
    Posso imaginar dois cenários: um econômico, outro militar.

    No econômico, se o objetivo do agressor é simplesmente sair bombardeando tudo, com o intuito de aniquilar toda a infraestrutura do país e dizimar sua população, então de fato não há nada que os cidadãos deste país agredido possam fazer para se proteger.

    Resta no entanto saber quem seria o imbecil que faria esse tipo de ataque: ele queimaria todas as suas munições e mísseis, e em troca ficaria com uma terra totalmente devastada, sem nenhum capital físico e com milhões de cadáveres.

    Portanto, o ponto todo de ter uma população armada é que a única maneira de realmente tomar o país é dizimando a população, o que raramente faz qualquer sentido para o conquistador.

    No militar, comandos infiltrados poderiam usar fuzis de assalto pra alojar pedaços de chumbo quente no crânio dos governantes que os controlam. Ou, se quiser uma abordagem mais século XXI, mande drones.

    Dado que o poder é centralizado, é muito fácil um pequeno grupo tomar uma casa branca (um homem sozinho conseguiu, e com uma faca) e de lá delegar todas as ordens/exigências. A máxima do "mate o rei, e você comandará os súditos" sempre prevaleceu ao longo da história.
  • cleidison  02/09/2017 14:47
    Liberal-conservador... existe isso? ou é liberal ou é conservador.
  • manuel ferreira  11/05/2017 17:01
    SADISMO & CANIBALISMO .
    Aqueles estatistas estatizantes estatizadores da esquerda moderna progressista que TAXAM confiscatóriamente , o trabalho , a poupança , a produção , o investimento , são sem dúvida sádicos e canibais .
    Porque gostam certamente de VER SOFRER quem trabalha e poupa , quando o Governo Sem-Vergonha lhes confisca a maior parte do fruto do seu trabalho , esforço e inteligência .
    Porque certamente gostam de COMER A MAIOR PARTE das outras pessoas naquilo que têm de mais seu ( o seu esforço , a sua dedicação , a sua inovação , o seu empreendedorismo , a sua iniciativa , a sua ação humana ) .
    Só instintos desumanos baixos e ignóbeis podem justificar tamanha malvadeza .
    Só a inveja pública e a avareza coletivista podem justificar os impostos pessoais diretos progressivos injustos e imorais .
    AYN RAND , dizia e bem que "" a solidariedade obrigatória representa a forma mais abjeta e brutalmente primitiva de coletivismo "" .
    EXATAMENTE por isso , mas também por isso , existe a Teoria Tributária da Escola Austríaca , que propõe apenas um imposto livre justo e digno :
    "" IVA - imposto único nacional "" real indireto proporcional , sobre o consumo , a poluição , os vícios , e as importações .
    Assim sim se faz JUSTIÇA FISCAL .
    Só não vê quem não quer
    PENSE BEM ... pensar ainda não PAGA IMPOSTO .
  • Anarcoliberal  23/03/2015 18:35
    A verdade é que, enquanto existir imposto, não existirá propriedade privada.
  • Henrique  23/03/2015 19:59
    Off-topic: por que Roberto Campos, um liberal, ajudou a fundar o BNDES (BNDE na época)?
  • Lisboa  23/03/2015 20:41
    Porque quando o BNDE foi criado, ainda em 1952, em pleno governo Vargas, ele ainda era keynesiano. Confissão própria encontrada no livro A Lanterna na Popa.
  • André Luiz  23/03/2015 20:35
    "A visão libertária sobre impostos é simplesmente a de que, em primeiro lugar, impostos não deveriam existir."

    Essa não é a visão libertária de impostos. Essa é a visão de um grupo mais radical de libertários que quer a ausência de estado. Nem todos os libertários pertencem a esse grupo.
  • Empreendedor Libertario  24/03/2015 06:38
    Nao confunda liberais com libertários.
  • anônimo  24/03/2015 11:34
    Ele está certo, nem todo libertário é ancap
  • Luciano  24/03/2015 14:02
    Mas nos EUA o termo libertário surgiu por conta da apropriação do nome liberal pela esquerda, não? Liberal e libertário seriam, de modo geral, a mesma coisa por aqui.

    Mas essa é uma discussão velha.


  • geremias  23/03/2015 21:02
    É uma visão utópica. Não conheço um país que tenha dado certo sem Estado (estado pressupõe a existência de impostos).
    Existe a necessidade de se colocar os pés no chão, o problema não é só o modelo, libertário ou não-libertário, capitalista ou socialista.. o problema maior é o ser humano, esse sim precisa evoluir para que a sociedade inteira evolua.

    Num modelo libertário como esse, com estado inexistente, vamos brigar com ferro e fogo por cada quinhão de terra. Concordo com um estado menor, menos intervencionista etc. Mas quanto a essa utopia, ainda não consigo entender como viável.
  • João de Santo Cristo  23/03/2015 21:36
    O texto fala sobre isenções, créditos fiscais e deduções. E só. Aí vem esse tal geremias e, do nada, começa a falar sobre sociedades sem estado e diz, do nada, que esta "é uma visão utópica" e que é necessário "colocar os pés no chão" porque "o problema maior é o ser humano, esse sim precisa evoluir para que a sociedade inteira evolua."

    Quando é que o Brasil se tornou tão burro e tão pouco alfabetizado?
  • Ed  24/03/2015 00:48
    Eu concordo em partes com o Geremias. Dizer que o problema para uma organização social é o ser humano é o mesmo que dizer que o problema para a aviação é a gravidade ou que o problema do ferro é a ferrugem. E é. Dado que é assim, é preciso construir algo que funcione apesar dos problemas.

    Só não concordo com a parte do ser humano precisar evoluir. Isso sim seria o mesmo que torcer para que a gravidade deixe de existir ou que a ferrugem deixe de corroer o ferro.

    No mais, vejo como salutar a idéia de defender a sociedade de estados grandes e expansionistas. Mas também não nutro fantasias quanto ao desaparecimento completo do estado. Apesar de ele ser mal em sua essência, não há evidência de qualquer sociedade que tenha sobrevivido sem um mínimo de organização militar. Talvez devêssemos chamar esse estado por outro nome para não se confundir com esse monstrengo que vemos hoje, particularmente no Brasil e na Europa. Tenho medo de que minha defesa da necessidade de existência de algum aparato estatal se confunda com isso.
  • Gustavo  23/03/2015 21:03
    A visão libertária de impostos me parece radical, inexequível e utópica. É algo que pertence ao plano das ideias e não das coisas concretas. No plano das coisas exequíveis, espero viver o suficiente para ver um governo eficaz e eficiente, menos invasivo e mais parcimonioso com o dinheiro dos "contribuintes".
  • Lima  23/03/2015 21:31
    Realmente, Gustavo. Batalhar para reduções pontuais nos impostos, inclusive por míseras reduções nas alíquotas do Imposto de Renda é de fato algo "radical, inexequível e utópico. É algo que pertence ao plano das ideias e não das coisas concretas."

    Se você tivesse voz, certamente teria barrado a abolição do CPMF, pois diria que tal medida seria "radical, inexequível e utópica. Algo que pertence ao plano das ideias e não das coisas concretas."

    Parabéns. Ganhou o prêmio de súdito dos sonhos de Lula e Dilma.
  • Ali Baba  24/03/2015 14:26
    @Gustavo 23/03/2015 21:03:26

    A visão libertária de impostos me parece radical, inexequível e utópica. É algo que pertence ao plano das ideias e não das coisas concretas. No plano das coisas exequíveis, espero viver o suficiente para ver um governo eficaz e eficiente, menos invasivo e mais parcimonioso com o dinheiro dos "contribuintes".

    Hm... Espero que tenham descoberto o elixir da imortalidade. Para você ver um governo eficaz e eficiente, menos invasivo e mais parcimonioso com o dinheiro dos "contribuintes" vai ter de viver muitos e muitos anos.

    Não há a menor possibilidade disso acontecer no período médio de vida de um ser humano.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  23/03/2015 21:04
    O autor está correto, em seu magistral texto. Não há nada mais chato de se ouvir e ver na TV do que a suposta boa vontade dos governos em criar "isenções", "incentivos fiscais", etc. Para mim, não muda o fato de que o governo está roubando as pessoas pelo simples fato de existir. O valor roubado, a porcentagem, não o muda esse fato. IMPOSTO ZERO JÁ!
  • Aristóteles Duarte Ribeiro  23/03/2015 22:02
    É na prática impossível construir uma civilização sem o pagamento de impostos, pois a sociedade precisa de serviços que não podem ser prestados por particulares. Uma civilização precisa de um sistema de Justiça independente e imparcial que por conta dessas duas coisas precisa ser custeado pelo Estado.

    É preciso que as pessoas tenham alguma segurança para desenvolver seus negócios, por isso precisam pelo menos da polícia (às vezes até de um exército). Obras públicas como pavimentação de ruas também são necessárias e precisam ser custeadas pelo Estado e consequentemente por impostos.

    Claro que se o Estado proporcionasse apenas essas coisas, poderia cobrar muito menos impostos, mas a população teria muito menos serviços (educação, saúde, etc.)
  • Rafael  24/03/2015 02:43
    Perdão, mas acredito que esse seja o seu primeiro artigo nesse site. Sua resposta é típica de quem ainda não teve contato com a teoria libertária, permita-me tentar te responder.

    É na prática impossível construir uma civilização sem o pagamento de impostos
    Era considerado impossível construir uma civilização sem escravos durante muito tempo durante a história humana, mas foi provado que não. Acreditamos que impostos são vitais porque jamais tentamos raciocinar em uma sociedade sem impostos. Num país como o Brasil então, desde criança convivemos com a noção de o estado é um enorme pilar da sociedade, o mais importante de todos, e por anos, provavelmente até a adolescência, nunca nem sequer pensamos num mundo onde saúde e educação, por exemplo, providas de maneira que não seja pelo estado (comigo foi assim).

    pois a sociedade precisa de serviços que não podem ser prestados por particulares.
    Tem certeza? Já tentou pensar no contrário? Ou você simplesmente descartou a ideia de cara?

    Uma civilização precisa de um sistema de Justiça independente e imparcial que por conta dessas duas coisas precisa ser custeado pelo Estado. É preciso que as pessoas tenham alguma segurança para desenvolver seus negócios, por isso precisam pelo menos da polícia (às vezes até de um exército).
    Justiça independente e imparcial? Lógico. Defesa da propriedade e dos negócios dos indivíduos? Certamente. Mas isso pode ser atingido por meios estatais? Sabemos que o estado é facilmente corruptível, e como podemos confiar numa justiça que também detêm meios coercitivos sobre nós? Se entrarmos numa disputa judiciária contra o estado, que detêm o monopólio da justiça, qual a chance de nós ganharmos? E pense no nosso país, existe segurança nos negócios brasileiros? Pense nos camelôs que são presos simplesmente por não terem um certificado estatal para comercializar suas coisas.

    Isso é só a ponta do iceberg em defesa da justiça provida pelo mercado, tenha a bondade de ler se aventurar por esses artigos:

    A possibilidade de uma justiça privada
    Leis e justiça numa sociedade libertária

    Só peço paciência, pois o conceito de justiça que não seja provida pelo estado parece absurda e demora para entrar na nossa cabeça. Muitos libertários já passaram pela fase minarquista, justamente pela dificuldade de entender a justiça privada.

    Obras públicas como pavimentação de ruas também são necessárias e precisam ser custeadas pelo Estado e consequentemente por impostos.
    Esse é o argumento, com o perdão da palavra, mais ridículo à favor do estado. Creio que se você olhar por minha perspectiva você irá concordar. Imagine uma sociedade sem estado, uma pequena cidade com algumas casas, empresas, um supermercado, etc. Acha mesmo que não há interesse, nenhum mesmo, por parte de todas essas pessoas, os moradores das casas, os donos das empresas, enfim, de todos dessa cidade, em construir ruas e estradas para ligar isso tudo? Já existem estradas privadas, com os mais variados jeitos de serem lucrativas, e nem precisam ser lucrativas, só o fato de se precisar de uma rua é o suficiente para se construir uma. E nem é tão difícil, de fato, meu bairro financiou a pavimentação das ruas aqui na pequena cidade onde moro porque a prefeitura estava demorando demais.

    As pessoas são capazes de cooperarem e fazerem as coisas por si só, sem a necessidade de um poder centralizador. Mas somos doutrinados desde a infância que existem coisas que o 'povo' não pode fazer, sendo necessário o estado, como se o estado fosse um ser onisciente capaz de resolver todos os nossos problemas.

    O setor público: desestatizando a segurança, as ruas e as estradas

    Como privatizar serviços de infraestrutura

    Claro que se o Estado proporcionasse apenas essas coisas, poderia cobrar muito menos impostos, mas a população teria muito menos serviços (educação, saúde, etc.)
    Baseado em quê você diz que se serviços como educação e saúde seriam providos em menor quantidade para a população se fossem desestatizados? Você sabe quantas pessoas tiveram acesso ao celular após a privatização do setor telefônico? E olha que foi uma péssima privatização do ponto de vista libertário, pois a criação da ANATEL formou um cartel que justifica a má qualidade dos serviço, ainda assim muito superior ao 100% estatal.

    Artigos sobre a saúde
    Artigos sobre a educação
    Artigos sobre o anarcocapitalismo em geral
  • Aristoteles Duarte Ribeiro  24/03/2015 13:04
    As pessoas teriam menos serviços de educação, saúde prestados pelo Estado. Como alguns teriam mais dinheiro no bolso, pois pagariam menos impostos, conseguiriam pagar escolas privadas, planos de saúde privados, mas tais serviços não seriam prestados pelo Estado.

    Digo alguns, pois por meio dos impostos os pobres tem saúde e educação de péssima qualidade, mas usufruem desses serviços. Caso o Estado não financiasse esses serviços os pobres ficariam sem os serviços prestados pelo Estado e não conseguiriam pagar empresas privadas para usufruir tais serviços, gerando uma sociedade formada principalmente por analfabetos e pessoas doentes.

    Sobre a justiça privada, eu concordo que em relações comerciais onde muitas vezes os dois lados acham que estão com a razão a arbitragem funciona melhor que a Justiça privada, principalmente pelo fato de Tribunais Arbitrais terem poucos casos e os árbitros serem especialistas na matéria (Na Justiça Estatal um caso extremamente completo de Direito Empresarial pode ser julgado por um juiz especialista em Direito de Penal). Como os dois lados escolhem o árbitro, não há necessidade de um sistema recursal e pela lei de arbitragem no Brasil, geralmente nem existem apelações, fazendo com que o processo dificilmente demore mais de 6 meses. Contudo, a Justiça Privada não funcionaria para o Direito Penal, pois o réu não concordaria em ser julgado. Dificilmente funcionaria para o Direito do Consumidor, pois a maioria das pessoas não conseguiriam pagar os honorários do árbitro. E penso que em diversos ramos do Direito dificilmente isso daria certo (sempre concordando que a prática tem demonstrado que em litígios empresariais a arbitragem funciona melhor que a Justiça Estatal e a prova disso que é as grandes empresas quase sempre escolhem arbitragem e outras técnicas de justiça privada como conciliação e mediação). Uma última consideração sobre a justiça privada é que ao contrário do que foi falado, são poucos os casos em que os dois lados acham que estão certos. Na maioria dos casos, um sabe que está certo e outro lado sabe que está errado.

    Sobre a privatização de obras de infraestrutura teríamos outro problema. A empresa que construísse a rua naturalmente teria que cobrar uma taxa para que as pessoas utilizassem o serviço. Contudo, apenas os ricos conseguiriam pagar pelo serviço. Os pobres não conseguiriam pagar pelos serviços e como em geral a maioria das pessoas são pobres, teríamos uma sociedade onde a maioria das pessoas não teria sequer o direito de sair de casa. Certamente as pessoas não se conformariam com isso e fariam grandes revoltas contra a empresa passando a usar as ruas e tornando inviável o negócio. O raciocínio das ruas, vale para diversas obras de infraestrutura que precisam ser construídos pelo Estado.

    Sobre o serviço de policiamento privado, li o texto até a metade, pois agora preciso fazer outra coisa, mas em síntese penso que isso não daria certo, pois a maioria das pessoas são pobres e não conseguiriam pagar para empresas privadas prestarem o serviço de policiamento privado. Para bairros ricos, o texto me convenceu de que o sistema de policiamento privado funcionaria melhor que o estatal. Contudo poucos ricos conseguiriam pagar por esses serviços de modo que a maioria da população não conseguiria pagar pelo policiamento.
  • Victoria  29/03/2015 19:08
    Talvez a questão dos analfabetos e doentes fosse verdade em uma sociedade muito pobre - que passaria por essas privações com ou sem Estado. Mas na sociedade brasileira de hoje? Vamos fazer as contas. Suponha que uma pessoa tenha um trabalho simples, de salário mínimo e carteira assinada, como a maioria dos brasileiros mais pobres (um salário bem menor que a média dos brasileiros, que gira em torno de 2300 reais). O empregador dela, hoje, paga duas vezes seu salário só em impostos e encargos trabalhistas - INSS, FGTS, etc - e, sem ter que pagar esses impostos e em um ambiente de concorrência pela mão de obra (lembrando que, mesmo com o rígido código trabalhista, o Brasil experimentou baixíssimo desemprego nos últimos anos - o que quer dizer que, em um ambiente livre, teríamos tido uma boa subida de salários), ele provavelmente lhe pagaria mais que os 1200 reais que já paga para manter sua mão de obra, provavelmente 1300 ou 1400 reais no começo. Pois bem, a maioria dos lares brasileiros têm famílias com dupla renda, e entre 1 e 2 filhos - o que quer dizer que teríamos por volta de 2800 reais de renda familiar. Agora, não sei quanto custam as escolas nas outras regiões do país, mas onde moro, no Nordeste, as escolas privadas mais baratinhas - que não tem muita qualidade, mas ainda são ligeiramente melhores que as escolas públicas locais - custam entre 150 e 300 reais. Então esse casal teria uma despesa de 150 (1 filho e na escola mais barata possível) a 600 reais (2 filhos e uma escola melhorzinha) com educação. 2200 reais sobrando, até agora. Em relação à saúde, um plano de saúde básico custa hoje - mesmo com toda a regulamentação e a proibição da entrada de atores externos na área - cerca de 110 reais para crianças e 180 para adultos (www.planosdesaudetodosaqui.com.br/). Isso significa um gasto de 580 reais no caso de 2 filhos. No total, sobram 1620 reais - mais do que eles teriam (1200 reais), se tivessem que pagar os encargos trabalhistas. E, mais importante ainda, tudo que comprassem com isso seria sem impostos, algo que elevaria muito seu poder de compra, pois os impostos brasileiros são regressivos e levam 60% da renda dos mais pobres. Isso sem falar do barateamento que teriam na conta de energia (pois é, a baixa nos preços do petróleo teria chegado aqui também), nas contas de luz, água, etc, sem os cartéis e monopólios gerados pelo Estado. Ou seja, eles não seriam ricos, mas viveriam até melhor que muita gente da classe média vive hoje, e provavelmente teriam sim saúde e educação, não da melhor espécie (mas isso eles também não tem isso hoje, com o Estado), mas certamente teriam o básico. Quanto ao policiamento, ele também poderia vir em "planos" ou na forma de policiamento comunitário, que já existe em vários países. Isso sem falar que armas seriam permitidas, ou seja, a pessoa poderia livremente se defender. A única coisa com que eu não concordo completamente - embora seja a favor de aumentar o número de arbitragens privadas - é com uma Justiça privada. Mas aí, isso é assunto para outro post.
  • Aristoteles Duarte Ribeiro  31/03/2015 20:37
    Vitória. Com o devido respeito discordo do seu raciocínio. É fato que hoje o trabalhador recebe 800 reais, mas o patrão paga 800. Contudo, Caso não houvessem os impostos, o trabalhador continuaria ganhando 800 e o empresário embolsaria os outros 800 para maximizar o seu lucro ( o que é legítimo).

    É fato que em cada produto de 100 reais, o empresário paga entre 30 e 50 reais de impostos. Contudo, se retirarmos os impostos, os produtos continuarão sendo vendidos por 100 reais e o empresário irá maximizar o seu lucro em pelo menos 30 reais (o que é legítimo também)
  • Tio Patinhas  31/03/2015 22:05
    Se apenas um empresário baixar o preço, irá ganhar o mercado de todos os outros, isso sem contar com os produtos importados.
  • Socrátes  01/04/2015 15:06
    Seu pensamento só tem um probleminha chamado 'realidade'. Ele simplesmente não leva em consideração esse pequeno fator.
  • gabriel  01/04/2015 16:20
    Ok, agora entao so falta me explicar porque o empresario nao cobra 200 no mesmo produto de 100 entao? se ele vai embolsar a isenção pra aumentar o lucro, porque não cobra a mais hoje e ja aumenta o lucro? Parece que empresario é uma pessoa só nessa sua analise.
    Concordo que vai embolsar o lucro se for um monopolio ou oligopolio protegido de entrantes e com poucos players, aí ele tem sim todo incentivo de embolsar o lucro, mas sem esse monopolio não vejo porque o faria.
    Apesar de não ver porque agora, estou totalmente aberto a ideias, se me apresentar bons argumentos nessa seção de comentario eu dou o braço a torcer na hora.

    Fico no seu aguardo pra aumentar meu conhecimento, grato
  • Aristoteles Duarte Ribeiro  04/04/2015 22:34
    Gabriel. O empresário só cobrará 200, se o consumidor estiver disposto a pagar 200. Independente do custo de produção a lógica será sempre a de cobrar o máximo que o consumidor aceite pagar. O custo de produção pode ser 10 que o empresário cobrará 100, se o consumidor estiver disposto a pagar, como cobrará 200, 300, 400, etc, se o consumidor estiver disposto a pagar.

    Se o governo retirar os 30 ou 40 reais de impostos, o empresário continuará com a ideia de que o consumidor aceitará pagar 100, pois sempre pagou 100.

    Pode surgir o argumento de que surgirá algum concorrente que cobre 60 ou 70, falindo o empresário. Contudo, nem sempre isso ocorre. Muitas vezes o empresário A consegue convencer o B a cobrar 100 também, pois assim ambos sairão ganhando. Basta ver o que ocorre com os postos de gasolina, onde temos praticamente um posto em cada esquina, mas quase todos cobram preços semelhantes.
  • gabriel  05/04/2015 02:47
    Bom faz sentido, se ele não tiver concorrência querendo tomar o mercado do mesmo e o consumidor está disposto a pagar 'x' ele não vai diminuir. Mas esse não seria um negócio altamente lucrativo então para qualquer um que decida investir nessa área achatando os seus lucros e puxando a fatia de mercado do concorrente? Mesmo que não exista no momento, os preços não seriam baixados ao longo do tempo com a entrada de novos players nesse setor?

    O que imaginei era justamente o que você disse na parte do 'argumento de concorrente que cobre menos', e a resposta foi simplificando, pra ver se é isso mesmo, que se formam cartéis.
    Sobre essa hipótese do cartel, você teria exemplos de onde ele se sustenta?

    Ou talvez estejamos apenas nos desentendendo e você só não é a favor de reduzir impostos para os setores já cartelizados e controlados pelo estado - como o de energia que você colocou como exemplo de cartel?
  • Tio Patinhas  29/03/2015 21:04
    "Digo alguns, pois por meio dos impostos os pobres tem saúde e educação de péssima qualidade, mas usufruem desses serviços. Caso o Estado não financiasse esses serviços os pobres ficariam sem os serviços prestados pelo Estado e não conseguiriam pagar empresas privadas para usufruir tais serviços, gerando uma sociedade formada principalmente por analfabetos e pessoas doentes."

    O pedaço da Somália que não possui governo melhorou o acesso das pessoas a saúde e educação. Nos EUA do século retrasado as pessoas tinham acesso a educação e saúde, sem a presença do governo.

    "Sobre a privatização de obras de infraestrutura teríamos outro problema. A empresa que construísse a rua naturalmente teria que cobrar uma taxa para que as pessoas utilizassem o serviço. Contudo, apenas os ricos conseguiriam pagar pelo serviço. Os pobres não conseguiriam pagar pelos serviços e como em geral a maioria das pessoas são pobres, teríamos uma sociedade onde a maioria das pessoas não teria sequer o direito de sair de casa."

    Você paga para usar as alamedas dos shoppings? Existe financiamento através de doações ou mesmo propaganda (outdoor nas ruas, por exemplo). Depois vc diz que a maior parte são pobres e eles não teriam acesso a isso, vc quer dizer que os empreendedores descartariam uma grande massa de consumidores?

    O empreendedor poderá usar um ganho de escala, com mais pessoas pagando menos. Problema resolvido. E imagino sem revoltas.

    " O raciocínio das ruas, vale para diversas obras de infraestrutura que precisam ser construídos pelo Estado."

    O que precisa ser construído pelo Estado? A primeira iluminação pública da cidade do Rio de Janeiro foi feita por uma empresa privada. O metrô de Tóquio idem (e sabia que uma empresa privada queria fazer um metrô em SP mas o Estado não deixou?). A primeira ferrovia do Brasil foi privada. E o primeiro hospital tb...

    "Sobre o serviço de policiamento privado, li o texto até a metade, pois agora preciso fazer outra coisa, mas em síntese penso que isso não daria certo, pois a maioria das pessoas são pobres e não conseguiriam pagar para empresas privadas prestarem o serviço de policiamento privado."

    Já ajudaria muito pudessem possuir uma arma, coisa que o Estado proíbe...

    Já pensou quanto dinheiro sobraria para todas essas pessoas se não fossem os impostos e inflação? Parece-me que o Estado quebra as pernas, fornece as muletas e depois diz que se não fosse por ele vc não poderia andar.

  • Aristoteles Duarte Ribeiro  30/03/2015 23:28
    Tio Patinhas, tentei achar a fonte que diz que a saúde e a educação na parte da Somália que não tem governo são melhores, mas não encontrei.

    Tenho o pensamento de que em países como Japão, Alemanha, Noruega é possível fazer um sistema de saúde e educação totalmente privados, pois as pessoas podem pagar pelos serviços.

    Contudo, penso que em lugares como Maranhão e Piauí, por exemplo, 90% das crianças não conseguiriam estudar em uma escola, apesar das famílias desejarem muito, pois nao conseguiriam pagar as mensalidades (ainda que de colégios mais baratos). Um modelo de educação totalmente privado faz com que haja uma elevadíssima demanda, sem a possibilidade de aquisição de determinado serviço, sem contar que o empreendedor também sofreria as consequências, pois o empresário precisa de empregados com boas ideias e que possam inovar a cada dia. Fica difícil achar pessoas com esse perfil, sem o acesso à educação.
  • Tio Patinhas  05/04/2015 13:39
    Desculpe, apenas vi sua resposta hoje. Tem um artigo do Mises sobre a Somália:

    mises.org.br/Article.aspx?id=1031

    E aqui tem um trabalho (em inglês):

    www.peterleeson.com/Better_Off_Stateless.pdf

    Aqui tem a critica a esse trabalho (procuro ver outros pontos de vista):

    https://chrisblattman.com/2011/08/25/is-somalia-better-off-without-a-government/

    E por último há esse outro trabalho, que foca mais no comércio e sistema legal(tb em inglês):

    www.observatori.org/paises/pais_74/documentos/64_somalia.pdf

    E creio que o modelo público é que possui elevada demanda, por supostamente ser de "graça" e o empreendedor pode "importar" empregados que tenham o perfil que ele julga bom. Além disso a própria internet tem ferramentas de ensino, como Coursera, Academia Khan, Duolingo, etc.

    Obrigado.
  • Rennan Alves  23/03/2015 22:16
    A quantidade de estatistas que aqui caem parece ter almentado drasticamente nos últimos dias.

    A maioria, pelo que pude identificar, parecem ser neocons frustrados utilizando sempre o mesmo argumento da "utopia". Parece que nem eles mesmos sabem o significado da palavra.

    Seguindo a lógica destes ignaros, devemos parar de combater o crime, uma vez que o mundo sem crimes é uma "utopia". Ou o surgimento de estado-nações, pensamento este que, na época em que os reis eram considerados divindades encarnadas na terra, também era considerado uma "utopia".

    A abolição da escravidão então? Xiiii, essa eles nem ousam falar...
  • anônimo  23/03/2015 23:42
    "A quantidade de estatistas que aqui caem parece ter aumentado drasticamente nos últimos dias."

    Concordo. Parece até que se combinaram.
    Aliás vou além e digo: os 'clones' (geremias, Aristóteles Duarte Ribeiro, Gustavo) se combinaram entre si, rsrsrs...
  • Senhor A  24/03/2015 00:19
    Pois é... Apareceram muitos após os protestos...
  • Eduardo  24/03/2015 02:17
    Brasil passa por crise política, é normal um site com opiniões vistas tidas radicais como o IMB ter uma invasão de pessoas perdidas em busca de respostas. Essas pessoas leem um mísero artigo e se veem capazes de refutar toda a ideia defendida por esse Instituto com frases surradas como "existem serviços que só o estado pode oferecer", coisas que usuários frequentes desse Instituto já cansaram de ver e de responder.
  • Marcelo Simoes Nunes  24/03/2015 00:48
    O Autor diz:"Governo, por si só, é algo maléfico. Mas dado que vivemos sob um governo, e dado que as chances de ele ser eliminado é nula". Ficaria melhor se tivesse dito: "são nulas". Mas isso não importa tanto. O que importa é constatar que existe uma unanimidade que vai dos conservadores ao mais radical dos anarco capitalistas quanto à aversão ao Estado, ao estatismo, ao socialismo e as suas vertentes. Isso une o movimento e lhe dá força. O que desune são as divergências quanto ao que se pensa quanto a possibilidade de extinguir o Estado e idéias paralelas a questão, como a tese de que o Estado mínimo sempre levará ao Estado máximo. A priori, não se pode provar que um evento até então inexistente possa ocorrer, como também não se pode provar que não possa. Então, por princípio, é válido conceber a tese da extinção do estado como eventualmente possível, isto é, em tese. Naturalmente, sendo impossível prová-la a priori, ela somente estaria provada quando de sua realização. Até então, e sendo esse o pomo da discórdia, acho que seria louvável discutir mais o assunto, especialmente alguns de seus pressupostos e as teorias que a sustentam. Por exemplo, é mais fácil provar se é ou não verdadeira a ideia de que necessariamente o Estado mínimo leva ao Estado máximo do que provar se a extinção do Estado é possível. Os anarco capitalistas sustentam essa última afirmação, mas há evidências históricas de que nem sempre isso ocorre. Então a discussão estaria mais próxima do plano real, sendo mais produtiva. Não é possível sequer pensar no fim do Estado, sem esmiuçar o que ele é de fato. Não adianta nada dizer que o Estado é o monopólio da violência. Isso já foi dito há séculos e é um prato cheio na boca de marxistas. Precisamos discutir a origem do Estado. Discutir a questão (a qual todos os sociólogos parecem acordar) de que o Estado teria surgido juntamente com a divisão da sociedade em classes, o que teria criado a possibilidade da divisão social do trabalho e a existência do próprio Estado. A afirmação ou a negação desse fato histórico (se é que foi assim) muda completamente a perspectiva da possibilidade da extinção do Estado. É preciso não esquecer que os marxistas se contrapunham aos anarquistas socialistas apenas quanto aos meios para se chegar ao fim do Estado. Segundo o marxismo leninismo após a ditadura do proletariado a extinção do Estado se daria naturalmente, uma vez que as classes sociais não mais existiriam (o pressuposto do Estado). Na realidade o socialismo soviético falhou tanto na extinção das classes sociais (acabou com a burguesia, mas criou a nomenclatura) e mais ainda quanto ao sonho utópico de extinguir o Estado, criando o Estado totalitário.
  • Ali Baba  24/03/2015 14:29
    Ligou o gerador de lero lero?
  • anônimo  25/03/2015 13:48
    Estou chegando a conclusão de que é melhor não escrever mais do que três linhas! Se não há gente que pira.
  • Ricardo  24/03/2015 02:52
    "No entanto, dado que vivemos em um país que possui um código tributário, que possui uma Receita Federal, e que possui um Imposto de Renda, então qualquer medida que, por si só, permita que os cidadãos retenham uma maior fatia do seu dinheiro e, por conseguinte, gere menos dinheiro para o governo, é uma medida boa, que deve ser apoiada e estimulada."

    Existe algum país, no nosso momento atual, que não possua um código tributário?
  • Aristoteles Duarte Ribeiro  04/04/2015 22:40
    Ricardo, o país do mundo com menor carga tributária é o Timor Leste com carga tributária de 0,2% do PIB, cobrando impostos apenas de empresas estrangeiras. Todos os países cobram impostos

    Fonte: top10mais.org/top-10-paises-com-mais-baixas-taxas-tributarias-mundo/
  • Frota  04/04/2015 22:53
    Essa sua informação está completamente errada (não é à toa que seu link não apresenta uma mísera fonte).

    Segundo a Heritage Foundation, a carga tributária do Timor Leste é de nada menos que 69% do PIB.

    Mais cuidado ao divulgar informações em público. Você pode acabar fazendo papel de bobo.
  • glauder  24/03/2015 05:45
    tá cheio de neocon aqui nos comentários... quanto a "natureza humana" serei bem franco: vivemos em um planeta predatório, não devo nada a ninguém e cada um que aprenda a se virar sozinho. mesmo que um estado garantisse a "igualdade" humana, surgiria outro animal que "oprimiria" o ser humano, é um ciclo que não pode ser mudado. um pequeno exemplo: lá na africa tem vários casos de leões matando aldeões, segundo a lógica dos conservadores uma "lei" proibindo os leões de fazerem isso acabaria com os ataques... o estado não passa de uma coleira inventada pelos "sangue azul" da idade do bronze e não tem outro propósito que não seja esse.

    sou novo aqui mas essa é minha opinião! não vejo lógica nas pessoas clamarem pra serem controladas, isso cheira a síndrome de estocolmo.
  • Geografia no Cursinho  24/03/2015 11:32
    Prezadxs,

    Acredito que ao incentivarem tal medida, não consideram o poder dos impostos na realização da justiça histórica necessária para corrigir a tradição de exploração-dominação da elite branca perante o povo subjulgado pelos governos liberais dos últimos 500 anos. Mas o que realmente preocupa são os possíveis impactos deletérios que tais demonstrações de ódio e ignorância podem trazer à democracia brasileira, com uma possível ingerência política ainda maior do já ascendente conservadorismo nacional sobre os assuntos de interesse público.
  • walter azevedo  24/03/2015 12:17
    Achei o texto meio exagerado em alguns pontos, como a ideia de que impostos não deveriam existir e de que um libertário não pode apoiar a existência de impostos e etc. Eu acho é que o estado democrático deve existir, sim, mas como apenas um juiz, afim de manter a ordem, e os impostos também devem existir, mas apenas o mínimo suficiente para sustentar esse estado mínimo descrito. E quem deve regular o tamanho do estado, para que ele não volte a ser um monstro, são os eleitores mesmo. Não existe mágica.

    Mas de resto, concordo 100%! Devemos apoiar qualquer redução de tributação, desde que para isso outros não sejam taxados a mais. Mais vale um peito na mão do que dois no sutiã.
  • Green  15/04/2015 11:40
    "E quem deve regular o tamanho do estado, para que ele não volte a ser um monstro, são os eleitores mesmo. Não existe mágica."

    Nunca vai funcionar. Você cria um estado mínimo, na primeira eleição até funciona, na segunda já vem um partido prometendo umas benéses e ganha, na terceira outro partido tem que prometer mais, ai mais, e mais, e mais... em alguns ciclos de eleições você já está com um estado gigante.
  • anônimo  15/04/2015 12:43
    Não vai funcionar mas não é por isso
    Não vai funcionar porque os eleitores liberais sempre vão ser minoria.Os socialistas burros como o próprio Obama entregam o ouro: é pela imigração que ele quer mudar a cara dos EUA, a longo prazo.
    Supondo que por mágica os liberais ainda fossem a maioria, e se a maioria liberal é a força que pode manter o governo mínimo, essa mesma maioria também poderia manter o anarco capitalismo que seria muito melhor.
    A única solução pros liberais é se separar e criar a própria sociedade, do jeito deles, o problema é que toda a terra do mundo já está 'ocupada', então a única salvação é o Seasteading.Putz, isso parece tão óbvio, não sei porque tanta gente não vê
  • Mogisenio  24/03/2015 13:34
    Olá pessoal,
    estou voltando ao sítio e espero meus comentários sejam publicados. Respeitarei livremente a regra explícita: comentário inteligente e educado.

    Todavia, caso o binômio tenha definição precisa e objetiva, peço-lhes que a publiquem para que eu possa ser igualmente preciso e objetivo, requerendo desde já, minhas desculpas caso não consiga alcançar "inteligência e a educação" almejadas.

    Dito isso, passo a comentar o texto.Vejamos

    Quem escreveu o texto, evidentemente, não sabe o que é imposto.
    Logo de início, data venia, comete vários equívocos.
    "Indo direto ao ponto"...
    só que não foi direto ao ponto.
    Aliás, nem sequer tratou de definir imposto, mas, curiosamente, postou texto ao lado com o nome "impostão" em negrito, misturando , por exemplo, IPTU com ICMS.

    Prossegue sua tese tratando de imposto sobre a renda com proposições ora sub contrárias, ora subalternas etc.

    ****
    Lado outro, é razoável supor que , pessoalmente, alguém, em dado momento, venha pretender não pagar imposto algum.Eu mesmo me incluo nesse conjunto.
    Porém, uma coisa é a pretensão outra coisa é o "ser" pretendido e outra coisa é o "dever ser", muito bem definidos por um renomado austríaco.

    ****

    Imposto, evidentemente, não "é" roubo. "É" imposto.
    Roubo é roubo. Imposto é imposto.
    Imposição pode ocorrer de várias formas, inclusive, sem "imposto" e só com a propriedade e ainda assim, não ser considerado "roubo".

    ****

    Mas, pelo menos em um ponto não explicitado pelo autor do texto poderemos ter certa convergência. Trata-se o uso do "poder" conjugado com "regras".
    Nesse ponto sim, tendo a concordar que com imposto ou sem imposto, mas com propriedade ou sem propriedade, o uso do poder estará presente em suas diversas formas.

    Espero ter respeitado a REGRA IMPOSTA pelo proprietário do sítio.



    Saudações










  • Eduardo  19/04/2015 00:17
    Só vou comentar uma parte do seu comentário.

    Imposto, evidentemente, não "é" roubo. "É" imposto.
    Roubo é roubo. Imposto é imposto.


    De fato, imposto não pode ser comparado com um simples roubo. Num roubo, o ladrão te para numa rua, aponta uma arma e diz:
    -Passa a grana
    E você dá seu dinheiro. E só. O ladrão pega o dinheiro e vai embora, ao contrário do que o governo faz. O ladrão não resolve de perseguir depois, ao contrário do que o governo faz. Não promete te "proteger", ao contrário do que o governo faz. Não te proíbe de fazer isso ou aquilo para seu "próprio bem", ao contrário do que o governo faz. O ladrão não inventa desculpas para justificar o roubo, não inventa um tal de "contrato social" ou "bem comum", ele simplesmente te rouba e te deixa em paz, ao contrário do que o governo faz.

    Imposição pode ocorrer de várias formas, inclusive, sem "imposto" e só com a propriedade e ainda assim, não ser considerado "roubo". Mas, pelo menos em um ponto não explicitado pelo autor do texto poderemos ter certa convergência. Trata-se o uso do "poder" conjugado com "regras". Nesse ponto sim, tendo a concordar que com imposto ou sem imposto, mas com propriedade ou sem propriedade, o uso do poder estará presente em suas diversas formas.

    Espero ter respeitado a REGRA IMPOSTA pelo proprietário do sítio.


    A sua crítica não foi direta, certo? Você está implicitamente dizendo que, assim como o IMB possui o direito de pedir que os comentários desse site sejam inteligentes e educados (o seu foi, não se preocupe, não crítico ou xingo outras pessoas que divergem das opiniões minhas, ao contrário de muitos que frequentam esse site, infelizmente), o governo possui o direito de "impor" aos seus cidadãos o que quer.

    Mas antes de "impor" regras, é necessário que você seja proprietário, certo? O IMB pode impor regras só no seu site, não pode impor regras na Carta Capital por exemplo, pois a Carta Capital não é propriedade do IMB, correto? Bom, se é isso, devíamos mudar o nome de imposto para roubo de fato, não pagamos impostos, somos simplesmente roubados.

    Ora, me explique, como o que eu produzo ou ganho é propriedade do governo para ele "impor" regras? Quem disse que os políticos de Brasília são donos da minha casa para cobrarem impostos? Quem disse que os políticos são donos dos bares para proibirem o fumo? Quem disse que o governo é dono de alguma coisa? Qual a lógica?

    Você atropelou esse ponto, você partiu da premissa de que o governo é proprietário de tudo, e pode impor o que quiser, é isso? O governo pode fazer o que quiser no seu território? Pode matar, saquear, sequestram qualquer um, porque é tudo de sua propriedade? Claramente não.

    Tomar a propriedade de outras pessoas é roubo. SEMPRE será roubo, não importa se é um governo ditatorial ou democracia, não importa de 90% da população vote á favor de roubar via impostos o dinheiro dos outros 10%, continua sendo roubo.

    Imposto é roubo, sempre foi, sempre será.
  • Mogisenio  28/04/2015 15:30
    Olá Eduardo, boa tarde.
    Só vi agora o seu comentário. Obrigado pela proposta de debate.
    Para facilitar estou colocando o meu comentário inicial, em seguida o seu comentário, e agora o meu novo comentário que tenta lhe responder.

    Vamos lá.

    Seu comentário: Só vou comentar uma parte do seu comentário.

    Imposto, evidentemente, não "é" roubo. "É" imposto.
    Roubo é roubo. Imposto é imposto.

    Seu comentário:
    De fato, imposto não pode ser comparado com um simples roubo. Num roubo, o ladrão te para numa rua, aponta uma arma e diz:
    -Passa a grana
    E você dá seu dinheiro. E só. O ladrão pega o dinheiro e vai embora, ao contrário do que o governo faz. O ladrão não resolve de perseguir depois, ao contrário do que o governo faz. Não promete te "proteger", ao contrário do que o governo faz. Não te proíbe de fazer isso ou aquilo para seu "próprio bem", ao contrário do que o governo faz. O ladrão não inventa desculpas para justificar o roubo, não inventa um tal de "contrato social" ou "bem comum", ele simplesmente te rouba e te deixa em paz, ao contrário do que o governo faz.

    Meu comentário:

    Concordo que se alguém lhe aponta uma arma e leva o seu dinheiro, nada mais acontecendo a não ser exatamente isso que você disse, sim, podemos concluir que se trata de um roubo.
    Todavia, roubo não é só isso que você disse. É mais do que isso. Não necessariamente necessita de uma arma. O "ladrão" , digamos assim( mas melhor dizendo seria o sujeito ativo) pode ser qualquer pessoa. Não necessita , portanto, de qualificação.

    Além disso, não apenas o dinheiro pode ser roubado. O patrimônio, a posse etc, também podem ser roubados. Nesse sentido, o relógio que não é seu, pode ser roubado, ou o carro que está sob sua posse, sua roupa, enfim, todos os bens que são protegidos por um "acordo" anterior podem sem roubados. No caso esse acordo( digamos assim) é a lei.

    A arma de fogo AGRAVA, isto é, aumenta a pena e não, exclusivamente, define o roubo.
    Logo, maxima venia, roubo não "é só isso", que você disse.

    Suponho que você se referiu ao "governo" querendo se referir ao "Estado", o que é um equívoco sério, porém, comum.
    Ora, Governo não é Estado, por razões óbvias.
    Ademais, Governo não "promete" lhe proteger.
    As desculpas sejam do "ladrão" ( sujeito ativo) ou de quem quer que se enquadre como "ladrão"( sujeito ativo) não servem para definir o presente crime. Uma conduta proibida de subtrai coisa móvel alheia, para si ou para outrem...

    Você ainda se referiu ao contrato social e ao bem comum. Temas complexos e amplos. Não pretendo aprofundar nesse temas aqui.
    Todavia, pode-se dizer que não se trata de invenção do "governo". Certamente, você deve saber de onde vieram tais definições históricas e seus desdobramentos ao longo dos tempos. ( mas isso, suponho que você saiba também, é uma outra e longa história. Não seguirei nessa digressão.)

    E ainda, o suposto "ladrão" , ao contrário do que você disse, pode resolver te perseguir depois para cometer o mesmo 'tipo" de crime ou mesmo, outros crimes. Portanto, não se pode concluir , diante das premissas, que um ladrão qualquer vá cometer apenas um crime.


    Meu texto inicial:
    Imposição pode ocorrer de várias formas, inclusive, sem "imposto" e só com a propriedade e ainda assim, não ser considerado "roubo". Mas, pelo menos em um ponto não explicitado pelo autor do texto poderemos ter certa convergência. Trata-se o uso do "poder" conjugado com "regras". Nesse ponto sim, tendo a concordar que com imposto ou sem imposto, mas com propriedade ou sem propriedade, o uso do poder estará presente em suas diversas formas.

    Espero ter respeitado a REGRA IMPOSTA pelo proprietário do sítio.

    Seu comentário:
    A sua crítica não foi direta, certo? Você está implicitamente dizendo que, assim como o IMB possui o direito de pedir que os comentários desse site sejam inteligentes e educados (o seu foi, não se preocupe, não crítico ou xingo outras pessoas que divergem das opiniões minhas, ao contrário de muitos que frequentam esse site, infelizmente), o governo possui o direito de "impor" aos seus cidadãos o que quer.

    Meu comentário:
    Não critiquei nada direta ou indiretamente. Apenas trouxe um exemplo para deixar claro que as regras geram, digamos, uma certa imposição. Definem condutas com o uso de sanções. E isso não precisa ser necessariamente um imposto ( uma obrigação pecuniária) . Daí citei a própria regra deste sítio, cuja sanção é a não publicação do comentário. Foi apenas essa a minha intenção no exemplo.

    É claro também que esse meu exemplo, essa minha premissa, não serve para fundamentar que " o governo possui o direito de "impor" aos seus cidadãos o que quer". Claro que não.
    Aliás, não penso que o governo possui o direito de impor aos seus cidadãos o que quer. De jeito nenhum.
    Isso daí, de uma forma ou de outra ( ainda bem) já foi superado com a tomada da bastilha.( estou apenas citando mais este momento histórico que não é exaustivo, ok?). Ou talvez, com o fim de mais uma de nossas eternas ditaduras.
    Mas, de novo, não entrarei em mais essa digressão. Mesmo porque o tema é muito amplo e fugiria totalmente - ou pelo menos em grande parte - do cerne deste debate sobre "impostos".



    Seu comentário:
    Mas antes de "impor" regras, é necessário que você seja proprietário, certo? O IMB pode impor regras só no seu site, não pode impor regras na Carta Capital por exemplo, pois a Carta Capital não é propriedade do IMB, correto? Bom, se é isso, devíamos mudar o nome de imposto para roubo de fato, não pagamos impostos, somos simplesmente roubados.

    Meu comentário:
    Não, errado. Sua premissa não está certa. Explico-me.
    Ora, um presidente de uma sociedade anônima, por exemplo, pode impor algumas regras sem ser o proprietário.
    Uma controladora pode impor regras ser, necessariamente, a proprietária.
    Um arrendatário pode impor algumas regras sem ser proprietário.
    Um posseiro pode impor algumas regras sem ser proprietário.
    Um contratante pode impor algumas regras sem ser proprietário e por ai vai.

    Concordo, no entanto, que o IMB pode impor regras só em suas propriedades( que inclui este sítio e talvez outras) mas não na Carta Capital, se esta não lhe pertencer ou estiver sob seu comando, digamos assim.
    De qualquer forma, as regras impostas tanto na Carta Capital quanto aqui não são ilimitadas. Esse é um outro ponto importante.
    Afinal, a liberdade de um deve chegar até o limite de uma outra liberdade. A liberdade de um não avança na liberdade de outrem.

    Seu comentário:
    Ora, me explique, como o que eu produzo ou ganho é propriedade do governo para ele "impor" regras? Quem disse que os políticos de Brasília são donos da minha casa para cobrarem impostos? Quem disse que os políticos são donos dos bares para proibirem o fumo? Quem disse que o governo é dono de alguma coisa? Qual a lógica?

    Meu comentário:
    Você não foi muito preciso em sua pergunta. Vou imaginar, diante do contexto aqui do debate, que você quis se referir à parcela em dinheiro que o "governo" retira , compulsoriamente de todos que se enquadrem em certas condições, cujo gênero é tributo e não apenas "imposto".
    Partindo-se dessa minha suposição acima, pode-se dizer que não o governo, mas sim, o Estado, com suas leis devidamente promulgadas, nos obriga a levar dinheiro para os cofres públicos ( que devem ser públicos!). Essas leis, em tese, emanam de "nós mesmos", ainda que para um estado pequeno, não intervencionista ou que atua negativamente, isto é, não faz nada além da proteção da propriedade privada, da liberdade, da segurança pública. Não faz nada além de atuar, digamos, com os direitos civis e políticos.

    Mas, por favor, considere que estou resumindo demais o tema. Portanto, não pretendo, nem de longe, tentar esgotá-lo com essa simples e apertadíssima síntese.

    Quanto aos políticos de Brasília acho que vamos concordar bastante nesse ponto. Não sei quem disse mas se alguém disse que os políticos de Brasília são donos de sua casa para cobrarem impostos, francamente, esse alguém está completamente enganado. Se alguém disse que eles são donos dos bares para proibirem qualquer conduta nos próprios bares está também equivocado.
    E se alguém disse que o "governo" é dono de alguma coisa, realmente, não me parece lógico.
    Ora, a propriedade do estado é pública. A res é pública.

    Portanto, estou concordando com você nesse ponto.
    E mais ainda: NÃO HÁ políticos em "Brasília". Talvez, haja políticos no "Distrito Federal".
    Mas mesmo assim, diante de nossa história, realmente, sou levado a concordar que mesmo estes que supostamente são políticos ( sobretudo, nos dias atuais) , de fato, não me parecem merecedores legítimos da tarefa de representantes de ninguém nessas terras brasileiras. Exceções a parte.

    Seu comentário:
    Você atropelou esse ponto, você partiu da premissa de que o governo é proprietário de tudo, e pode impor o que quiser, é isso? O governo pode fazer o que quiser no seu território? Pode matar, saquear, sequestram qualquer um, porque é tudo de sua propriedade? Claramente não.

    Meu comentário:
    Negativo meu caro Eduardo. Eu não parti dessa premissa. Eu não disse que o governo é proprietário de tudo! Não disse e nem desejo que um "governo" deva impor o que quiser. De jeito nenhum. Nem deve fazer o que quiser no meu ou no seu território. E muito menos "matar", saquear, sequestrar qualquer um etc.
    Portanto, estou de acordo com a sua opinião. Ou seja, governo algum deve ter legitimidade para fazer isso aí que você disse. Nem aqui no Brasil, nem em Cuba, nem nos EUA, Israel, Coréia do Norte, enfim, onde quer que haja seres humanos no planeta terra ou fora dele.


    Seu comentário:

    Tomar a propriedade de outras pessoas é roubo. SEMPRE será roubo, não importa se é um governo ditatorial ou democracia, não importa de 90% da população vote á favor de roubar via impostos o dinheiro dos outros 10%, continua sendo roubo.

    Meu comentário:
    Aqui , desculpe-me, mas você volta a misturar os institutos.
    Roubo é roubo. Imposto é imposto.
    Logo, imposto não é roubo.
    Vou além:
    Tributo não é roubo, é tributo.
    Parece-me que não concordaremos aqui. Suponha que muitos não entrem em acordo. O que fazer?

    Concordo, no entanto, que o direito de uma minoria( por exemplo, estes 10% que se referiu) deve ser respeitado o que não se confunde ausência da cobrança de tributos, ou com a prática de roubos etc.


    Seu comentário:
    Imposto é roubo, sempre foi, sempre será.

    Meu comentário:
    Como já tentei dizer-lhe , essa premissa não é verdadeira. Ou não é razoável.
  • Daniel Moreno  24/03/2015 13:52
    No caso específico das isenções fiscais para "investidores" na indústria cinematográfica brasileira (ou seja, governos abrindo mão de uma parte dos impostos em benefício de um setor da economia), o efeito foi devastador: se há 20 anos atrás havia investidores reais querendo fazer negócios com seu próprio dinheiro (ou seja, produzir filmes, comprar equipamentos, montar campanhas publicitárias e de lançamento de novos títulos), o excesso de "estímulos" governamentais tendo por base a renúncia fiscal tornou os agentes totalmente dependentes dessa política - ou seja, hoje ninguém mais coloca um centavo do próprio bolso em seus negócios, esperando sempre a renúncia fiscal (à qual, evidentemente, só tem acesso efetivo quem está próximo do poder).
  • João Paulo Branco  24/03/2015 14:50
    Daniel, diagnosticou errado. A partir do momento em que o incentivo vem vinculado a uma obrigatoriedade de direcionamento de recursos, tem-se, na prática, a criação de uma atividade estatal.

    Eis um artigo específico sobre o cinema brasileiro:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2038
  • Gisele  24/03/2015 15:36
    S O N E G A R
    O
    N
    E
    G
    A
    R

    -- Eu sou o Estado. Pegue o disquete e instale o programa de declaração de renda para o cálculo da tributação devida.
    -- Não. Bom dia.

    S O N E G A R
    O
    N
    E
    G
    A
    R

    É só negar.

    S O N E G A R R A G E N O S

    -- Nota fiscal paulista?
    -- Não. Quero desconto.

    S O N E G A R
    S O N E G A R
    S O N E G A R
    S O N E G A R
    S O N E G A R
    S O N E G A R
    S O N E G A R

    -- Nota fiscal?
    -- Não. Só recibo e o desconto.

    S O N E G A R é S Ó N E G A R

    Não. Não. Não.



  • Matheus Polli   24/03/2015 21:22
    Gisele foi definitiva. S2
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  24/03/2015 21:29
    Se existem serviços que somente o estado pode fornecer, então a humanidade está perdida. O estado não pode fazer nada direito, pois não tem nenhum interesse nisso, ao contrário dos particulares, que lucram ao oferecer seus serviços. O estado até tenta "mostrar eficiência", mas, como seus "serviços" são forçados, o produto final é desastroso e com o enorme custo repassado à força para os "contribuintes", que não podem deixar de "contribuir", dado às leis que o estado força cumprir. É lógico afirmar que um escravo não pode oferecer um serviço melhor que um homem livre. O estado é o único que não compreende isso.



  • David  25/03/2015 20:42
    Sou um leitor do site faz bastante tempo. Pois concordo com a esmagadora maioria dos textos e tenho também uma visão de que o livre mercado é um sistema bom e que todo mundo deva adota-lo.

    Entretanto vi na postagem anterior do blog sobre Cingapura, e como este país saiu da pobreza.

    O problema é que Cingapura e em vários países desenvolvidos como Austrália e Nova Zelândia possuem taxas de impostos que são maiores que as brasileiras.

    Será que a solução para o problema do subdesenvolvimento é a livre iniciativa aliada com um governo competente que saiba investir em setores importantes ?
  • Luiz  25/03/2015 22:58
    Falando uma mentira escabrosa igual a essa é bem duvidoso que você seja leitor do site há bastante tempo (é assim que os charlatães são desmascarados).

    A carga tributária do Brasil é de 35%do PIB, ao passo que a de Cingaprua nem chega a 15%. A da Austrália é de 25,8%, e a da Nova Zelandia é de 34,8% (igual à do Brasil).

    Onde é que esses países têm mais impostos que no Brasil?
  • walter azevedo  26/03/2015 11:55
    Pelo que eu vejo, os países ricos com cargas tributárias altas, possuem sempre uma maneira bem mais eficiente de cobrar impostos e bem mais livre mercado que o Brasil. É por isso que nesses países funciona e no Brasil, não. E eu acho que se o Brasil quer um novo sistema, não deve se espelhar nesses de estado inchado, mas sim em um modelo de estado mínimo.
  • Diego Azevedo  25/03/2015 23:30
    Off topic: olá, sou advogado e gostaria que vocês me aclarassem a mente sobre este dilema doloroso: advogar na seara previdenciária é algo intrinsecamente imoral sob a perspectiva libertária? Cumpre dizer que, em sendo toda a Previdência Social brasileira um assalto dos mais escancarados, entremostra-se aí toda a imoralidade de qualquer dinheiro advindo de tal instituição. Seria legítimo, por exemplo, um trabalhador rural, que nada contribui para o sistema, ter direito à aposentadoria junto à Previdência? Tenho recebido algumas solicitações para entrar com pedidos de aposentadoria. Tentando justificar para mim mesmo, até inventei o seguinte expediente: advogando nessa área eu ajudaria a quebrar a Previdência, dado que é um sistema fadado à falência. Depois concluí que, dessa forma, estaria na verdade a incitar o governo a exigir mais e mais impostos para cobrir o rombo, como sempre faz. Depois pensei que, tanto melhor, pois assim as pessoas dariam um basta e se rebelariam contra a carga tributária brasileira...rsrs enfim, ajudem!
    .
  • walter azevedo  26/03/2015 11:46
    Eu acho que você está ajudando a perpetuar a cultura do parasitismo ao dinheiro alheio. Existem maneiras bem mais nobres de se ganhar dinheiro na sua área.
  • anônimo  26/03/2015 13:22
    Tudo no direito é uma função do estado.
  • Diego Azevedo  26/03/2015 13:22
    Concordo plenamente. Por isso nunca aceitei nenhuma de tais causas. Mas a advocacia, daqui a pouco, se tornará inviável, pois, cada vez mais, somos obrigados a defender leis flagrantemente ilegítimas sob a perspectiva libertária. Eu tenho observado que o próprio direito civil, privado por excelência, sofreu fortíssima intervenção estatal: estão, a cada dia que passa, publicizando o direito privado. E a expressão utilizada é justamente essa, a publicização do direito privado como um todo. Atentai!
  • Andre Cavalcante  26/03/2015 13:30
    Olá Diego,

    Interessante comentário. Na verdade não pareces advogado falando...

    Sobre se podes ou não advogar contra ou a favor da previdência? Sim, claro que podes. Podes o que quiser. O trabalho de advogado, teoricamente, é o de defender os seus clientes diante da legislação vigente. Se isso é um trabalho fácil ou difícil aí e outra história e outra discussão...

    Se o sistema de previdência é ruim e vai ruir de qualquer jeito, quanto mais tu conseguires arrancar de lá para os teus clientes, melhor, pois mais rapidamente o sistema ruirá.

    E, claro que um pessoal que nunca "contribuiu" pode ser beneficiada por uma previdência (mesmo privada) que, neste caso, trata-se de uma "assistência social". Este site está cheio de artigos que tratam da importância da caridade e de valore morais em uma sociedade livre. Mesmo em uma previdência privada há espaço para assistência social, só tendo que tomar cuidado de as contas fecharem adequadamente, se não inviabiliza os planos de previdência dos que pagam (e é esse o grande problema da previdência social pública - todo mundo "tem o direito" - e somente uma parcela pequena "contribui" - então a conta não fecha!).

    E sobre o governo cobrar mais impostos - já estamos no limiar de uma crise social (a política já está instalada) por causa do tamanho do estado hoje. Cê acha que é ruim? Pode ser no curto prazo, mas tais movimentos sempre geram uma resposta oposta ao que está, o que pode ser bom, no longo prazo...

  • carlos  26/03/2015 15:59
    Passo um dilema também em meu trabalho, apesar de ser privado, trabalho para uma grande empresa do brasil. Acontece que a empresa é uma das maiores contribuintes eleitorais de todos os partidos com chance de ganhar qualquer eleição, e obviamente tem todo o interesse em manter o status quo corporativista brasileiro e suas vantagens de lobbys.
    Me pergunto muitas vezes quanto a inconsistencia de minhas crenças libertarias e minhas açoes.
    Gostaria de tirar esse peso da consciencia mas me parece dificil, se mesmo eu que tenho crenças libertarias acabo dando suporte ao proprio sistema atual, qual perspectiva de melhora se tem?
  • Diego Azevedo  30/03/2015 03:13
    Olá, André Cavalcante. Ocorre que vejo considerável diferença na defesa de leis legítimas e ilegítimas. Ora, se é inconteste a natureza larápia do Estado (em toda a sua essência), tê-lo como cliente é advogar claramente para os bandidos que lhe tomam as rédeas. E advogar para bandidos é diferente de defender o Princípio da Inocência. A defesa deste é feita a bem do justo receio dos julgamentos sumários e/ou desproporcionais; fazer a defesa daqueles, em minha opinião, é conluio criminoso. E sim, estou ciente de que é um julgamento prévio. Mas não é sumário, não é mesmo? A argumentação estatólatra de há muito já está batida e rebatida pelos sãos.

    Relativamente à moralidade libertária, há realmente o espaço excelso da caridade e filantropia: desde que não haja colisão com o princípio de não-agressão. No caso das previdências privadas, há liberdade para contratar: ingressa quem quer. Na previdência pública, há o desconto religioso das alíquotas destinadas ao sustento dos inativos, parcela considerável.

    Agora, enfim, há o Princípio da Legalidade, importantíssimo para a garantia de respeito aos direitos individuais. Dessa forma, desconsiderá-lo é atitude que deve ser permeada de extrema exceção. O palanque do Congresso Nacional é a única plataforma aceitável para mobilização ou qualquer ensaio de mudança.

    Valeu, obrigado pela atenção!
  • Patrick Wiens  26/03/2015 18:44
    Ao meu ver é justamente por isso que a reforma tributária é tão importante; os impostos são tão pulverizados, que diminui-los fatalmente irá favorecer um lado, causando grande injustiça. Com a reforma feita, os impostos poderão ser reduzidos de forma a impactar amplamente todos os setores da economia.
  • Yuri  01/04/2015 14:31
    OK, Primeiro alguns pontos falhos:

    Ter isenções e outros benefícios fiscais são piores que não tê-los.

    Não foquem apenas em reduzir o montante de dinheiro do governo... a isenção é uma forma de intervenção econômica, portanto não esperava ver aqui no Mises um artigo defendendo isso. É um absurdo falar isso. Isentar alguém é favorece-lo em detrimento de outro. É intervir no mercado. Mesmo que o montante total roubado pelo governo seja maior, é melhor ter menos benefícios fiscais e cobrança igualitária do que o contrário. A economia poderá rodar mais livre dessa forma.

    Quanto à ausência de impostos, concordo. Mas isso é utopia. Partindo para o caso prático, o mais justo seria que os impostos tivessem alíquota única e regras simplificadas. Por exemplo, um típico livro que trata do ICMS passa de 800 páginas. Se conseguíssemos reduzir a complexidade dos tributos para, por exemplo, 2 páginas de regras, já seria um tremendo avanço.

    É isso.

  • Guilherme  01/04/2015 14:39
    É mesmo, Yuri? Que gênio você.

    Essa sua visão é a visão daqueles que dizem que, se um senhor passa a dar menos chicotadas em um determinado escravo, então ele está favorecendo aquele escravo. Nada mais desvirtuado.

    Pra começar, impostos são obstáculos que nem sequer deveriam existir. Portanto, se um governo reduz impostos ou dá isenções, então ele simplesmente está retirando um obstáculo que ele próprio criou e que nem sequer deveria estar ali. Isso está longe de ser um "favorecimento". Se eu quebrar a sua perna e em seguida lhe dar uma muleta, estaria eu lhe "favorecendo"?

    Outra coisa, a neutralidade e a isonomia em relação a impostos é uma utopia. Não é que sejam apenas difíceis de alcançar; são impossíveis e autocontraditórias.

    Suponha, por exemplo, que João e sua comitiva proponham escravizar um grupo de pessoas. Deveríamos argumentar que a "justiça" pressupõe que todos sejam escravizados igualmente? E suponha que um indivíduo tenha a felicidade de escapar. Deveríamos condená-lo por livrar-se da igualdade da justiça a que estão condenados seus companheiros?

    Resta óbvio que a igualdade de tratamento não é critério algum de justiça. Se uma medida é injusta, então o justo é que tenha o menor efeito possível. Igualdade de tratamento injusto não pode nunca ser considerado um ideal de justiça. Portanto, aquele que defende que um imposto seja igual para todos deve primeiro estabelecer que o imposto em si é justo.

    Por fim, uma isenção fiscal não é o equivalente a um subsídio. Em um subsídio, o recebedor percebe um privilégio à custa de seus colegas; já no caso de uma isenção fiscal, o beneficiário está evitando um ônus. Enquanto o subsídio é feita às custas dos outros, a isenção não impõe tal custo aos outros. Culpar o beneficiário da isenção por é o mesmo que culpar um escravo de fugir de seu senhor.

    Por fim, isenção é "intervenção econômica"?! O governo remover uma barreira que ele próprio criou e que nem deveria existir é "intervenção econômica"?! Ah, vá estudar. E pense muito antes de escrever.
  • Anônimo  04/04/2015 05:55
    Já que o assunto são impostos, eu gostaria de aproveitar e pedir a análise de algum liberal esclarecido sobre este artigo que eu acabei encontrando por acaso:

    andre.levy.x10.bz/nao-o-estado-brasileiro-nao-e-grande/

    Basicamente o autor argumenta que o Brasil é praticamente uma minarquia. Existe alguma falha em seu pensamento?
  • Vega  04/04/2015 14:49
    "Basicamente o autor argumenta que o Brasil é praticamente uma minarquia. Existe alguma falha em seu pensamento?"

    Tá de zoeira, né? Só pode...

    O critério desse cidadão é tosco e incompleto. Ele utiliza carga tributária em relação ao PIB e número de funcionários públicos. E só.

    Só que os dois principais determinantes do tamanho de um estado são 1) os gastos do governo e 2) a abrangência de suas regulações. E ele nem tocou nesse ponto.

    Há vários artigos sobre isso. Recomendo estes dois:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=271

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2049


    P.S.: No que mais, com as seguidas alterações na metodologia do cálculo do PIB feitas pelo ridículo IBGE (foram 3 alterações nos últimos 15 anos), as quais elevam abruptamente o PIB a cada alteração, a razão dos gastos e das receitas do governo em relação ao PIB caem magicamente. Já foi de 40%; hoje está em 34,4%. E tudo só na canetada.

    P.S.2: esse artigo que você linkou é apenas uma clara tentativa de justificar novos aumentos de impostos e mais concursos públicos. O sujeito é um vagabundo moral.
  • Ricardo  05/04/2015 22:45
    E qual a visão do libertário sobre JUROS ?
  • Chaves  06/04/2015 00:58
    Pode começar por aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=552

    Se o seu interesse for genuíno, e você quiser se aprofundar mais, passo outros links.
  • Emerson Luís  07/04/2015 13:40

    O melhor seria que determinado imposto fosse definitivamente reduzido e não que apenas recebesse um desconto que pode ser diminuído ou cortado a qualquer instante. Em contraste, quando o governo lança um novo imposto "provisório", ele perdura por anos ou décadas.

    * * *
  • Leonardo  14/04/2015 05:40
    Governos (sejam bons ou maus) existem, acredito eu, por uma necessidade social, desde de o tempo em que as sociedades se organizavam de formas mais rudimentares até os tempos de hoje onde a sociedade se tornou complexa. O ponto que acho importante é que independente de qualquer coisa um governo precisa ser financiado, da mesma maneira que não existe almoço de graça, alguém precisará pagar a estrutura do judiciário, executivo e o legislativo, e isso só é possível através de impostos. As sociedades modernas voltarem a um modelo de organização "tribal" onde taxas e impostos não existiam acho improvável, o único caminho talvez seja o estado mínimo.
  • anônimo  15/04/2015 09:34
    Se é tão bom assim as pessoas vão querer financiar voluntariamente.Se é tão bom assim não basta ter um, tem que ter muitos.E se é tão bom assim eu devia ter o direito de escolher qual deles eu quero pra mim e ter o direito de trocar quando desse vontade.
  • Leonardo  15/04/2015 15:22
    Sei lá, acho que sendo de direita, esquerda, etc. sempre teremos de nos organizar em sociedade, considerando todas as divergências de pensamento existentes. Seja socialista ou capitalista todos queremos iluminação pública, ou uma polícia para nossa segurança. Apesar de concordar com pontos do liberalismo, ainda assim um estado democrático (e de preferencia mínimo) me parece ser uma boa solução para administrar certas necessidades e problemas sociais.
  • Eduardo  18/04/2015 21:48
    Sei lá, acho que sendo de direita, esquerda, etc. sempre teremos de nos organizar em sociedade, considerando todas as divergências de pensamento existentes.

    De fato, Leonardo, todos temos interesse em viver socialmente, nós não questionamos isso, todo libertário entende a importância da colaboração, da ajuda, das trocas voluntárias, é por isso que somos anarquistas. Vemos o estado como uma instituição antissocial, que nos limita, é um peso na nossas costas, o estado é não só um parasita, que nos saqueia via impostos e destrói nossas riquezas, mas também nos trata como escravos, nos limita, proíbe, vigia, dizem o que nós devemos ou não fazer, ele é antiético, ele é imoral. Pense, qual a justificativa do imposto, por exemplo? Ele é voluntário? Experimente não pagar impostos, você receberá avisos e avisos, se continuar não pagando, suas propriedades serão confiscadas, se você resistir, afinal, a propriedade é sua, o governo te arrastará para uma prisão, se você continuar resistindo, vão te apontar uma arma na sua cabeça, se você lutar, eles te matarão. O que difere isso de uma gangue de criminosos?

    Seja socialista ou capitalista todos queremos iluminação pública, ou uma polícia para nossa segurança.
    Opa, calma. Sim, eu quero luz na minha rua, quero uma polícia para me proteger, mas, Leonardo, quem disse que eu quero que isso venha do estado? Eu nunca pedi e nem quero. Porque a iluminação tem que vir do estado? Porque temos que dar nosso dinheiro via impostos para burocratas e esperar que eles instalem os postes (naquela típica "eficiência" estatal)? Porque não compramos nós mesmos os postes? Qual a diferença de dar o dinheiro para o estado para que ele ilumine nossas ruas e dar o dinheiro para uma empresa, que sem dúvida será mais eficiente e o melhor, posso deixar de pagar pela luz se eu me sentir insatisfeito?

    Apesar de concordar com pontos do liberalismo, ainda assim um estado democrático (e de preferencia mínimo) me parece ser uma boa solução para administrar certas necessidades e problemas sociais.
    Não vejo como roubar a população para oferecer serviços de péssima qualidade pode ser uma boa solução para qualquer coisa.
  • Leonardo  18/04/2015 23:11
    Concordo com você Eduardo, o Estado não funciona e rouba o povo, mas acredito que a população quer apenas um Estado que funcione, não para servirmos a ele, e sim o contrário. Existe alguma forma de faze-lo funcionar? Em outros países (de "primeiro mundo") me parece que ao menos funcionam melhor do que aqui no Brasil, onde o retorno dos impostos são percebidos pela população. Acredito que quanto menos Estado melhor, mas ainda assim para algumas questões a sociedade pode concordar que é melhor que o estado administre a iluminação pública (por exemplo). Partindo do pré-suposto que a sociedade é quem manda e regula o Estado (e não o contrário como tem ocorrido aqui no Brasil), pode ser decidido política e economicamente mais viável que a iluminação publica e o policiamento sejam feitas pelo Estado, caberia a nos como sociedade financiar essa estrutura e garantir que ela funcione (iluminação pública é uma das poucas coisas que funcionam por aqui ao meu ver).
    P.S. é só uma visão que estou tendo, espero ter a liberdade de me expressar mesmo sendo ignorante sobre algum ponto.
  • Eduardo  19/04/2015 04:03
    Antes de responder seu comentário, gostaria de comentar antes seu P.S.
    P.S. é só uma visão que estou tendo, espero ter a liberdade de me expressar mesmo sendo ignorante sobre algum ponto.
    Sinta-se á vontade. O debate de ideia é essencial, é por isso que a seção de comentários existe, para podermos pacificamente amadurecer nossas ideias, apesar de muitas vezes certas pessoas serem agressivas demais.


    Concordo com você Eduardo, o Estado não funciona e rouba o povo, mas acredito que a população quer apenas um Estado que funcione, não para servirmos a ele, e sim o contrário..

    Na teoria, sim, o estado seria nosso servo. Mas jamais isso for observado na prática, e nem pode. Como algo que possui o direito de violar nossos direitos naturais, vida, liberdade e propriedade, poderia ser nosso servo? A resposta para esse dilema foi a criação do sistema democrático, onde, supostamente, o governo estaria sob nossos desejos. Mas o governo não está sob nossos desejos, está sob os desejos da maioria. Eventualmente, pelo menos 51% das pessoas vão passar uma lei que explorará e prejudicará os outros 49%.

    Sim, de fato, as pessoas querem um estado que funcione, você por exemplo, quer. Eu não. E eu acredito que é impossível um estado funcionar corretamente, não no longo prazo, e por isso espero que um dia essa crença quase mística no estado caia por terra, eu de fato acredito que o futuro está na descentralização, a centralização de poder fica cada dia mais difícil que a tecnologia avança, e lentamente mina o poder monopolístico do governo.

    Existe alguma forma de faze-lo funcionar? Em outros países (de "primeiro mundo") me parece que ao menos funcionam melhor do que aqui no Brasil, onde o retorno dos impostos são percebidos pela população.

    Existem alguns problemas nessa sua afirmação. Bom, existem estados e estados, estados que funcionam melhor do que outros, óbvio, mas continuam sendo antiéticos e imorais. Um assalto não se torna menos criminoso se os bandidos usarem seu dinheiro para dar aos pobres, o direito da propriedade foi violado, e nada muda isso.

    Mas acredito que apenas te comprovar que, sei lá, o estado Sueco por exemplo, que é muito usado como exemplo de "estado que funciona", (chegou á passar no Globo Repórter) é uma instituição criminosa que explora os suecos não vai te convencer de alguma coisa. Uma das proezas do estado foi ter construído uma especie de escudo contra os julgamentos morais dos cidadães, atitudes que sem dúvida acharíamos condenáveis se fossem feitas por indivíduos se tornam corretas ou no mínimo aceitáveis quando feitas pelo estado.
    Pois bem, vou recorrer á outros argumentos:
    Os estados de bem-estar sociais europeus são insustentáveis. Discorrer sobre isso aqui tomaria muito espaço, então recomendo que você visite a seção específica no site sobre esses países: www.mises.org.br/Subject.aspx?id=34

    Não somente, o seu estado mínimo sempre tenderá á crescer, eles são insustentáveis como disse antes. O motivo é simples, como nós dois sabemos, quanto menos estado, mais prosperidade, e quanto mais próspera é uma sociedade, mais o estado se sente tentado á crescer e confiscar essa prosperidade gerada. Alguns artigos sobre:
    Sobre a impossibilidade do estado mínimo - uma abordagem sem juízo de valor
    Por que um estado mínimo inevitavelmente leva a um estado máximo?
    Qual o tamanho ideal e a função adequada do estado?

    Acredito que quanto menos Estado melhor, mas ainda assim para algumas questões a sociedade pode concordar que é melhor que o estado administre a iluminação pública (por exemplo).
    Novamente, porque? O que tem de misterioso na iluminação de uma rua? Porque é tão difícil imaginar isso sendo feito por indivíduos ou empresas privadas? Porque é melhor que o estado administre a iluminação pública? Talvez uma sociedade descentralizada seja algo muito abstrato para você, vou tentar ilustra-lá com um exemplo real.


    Na minha rua, os moradores juntaram dinheiro e asfaltaram ela, porque se cansaram de esperar a prefeitura para fazer, um exemplo de que não precisamos de um estado para fazermos as coisas. Ah, e adivinha Leonardo, a minha rua não tem iluminação faz muito tempo, e a prefeitura nunca se deu o trabalho de arrumar os postes daqui. Isso é o estado, que tem o "monopólio" da iluminação de ruas" e possui zero interesse para arrumar o poste daqui, ligamos, insistimos, e nada, afinal, acha mesmo que um político vai se preocupar se sua rua não tem iluminação? Um vereador, um prefeito, vai deixar de ser eleito porque deixou de arrumar um poste?

    Você tem um estigma de que o governo é o povo, o governo "é nós". O governo, o estado, não é nós, Leonardo, ele é algo separado, acima da gente, sempre foi, sempre será. Ele não tem interesse em resolver nossos problemas, temos que ameaça-lo com nosso mísero e ridículo "voto". "Faça isso ou não voto em você", que não bota medo em político algum.

    Partindo do pré-suposto que a sociedade é quem manda e regula o Estado (e não o contrário como tem ocorrido aqui no Brasil), pode ser decidido política e economicamente mais viável que a iluminação publica e o policiamento sejam feitas pelo Estado, caberia a nos como sociedade financiar essa estrutura e garantir que ela funcione (iluminação pública é uma das poucas coisas que funcionam por aqui ao meu ver)
    Seu pressuposto é impossível de acontecer.

    É como dizer "se ninguém cometesse crimes, não precisaríamos de polícia", SE fosse assim, seria ótimo, mas não é e nem pode ser. E novamente, não vejo como roubar a população para oferecer serviço pode ser mais viável. Sugiro que leia:
    O setor público: desestatizando a segurança, as ruas e as estradas
    Privatize tudo
  • Andre Cavalcante  15/04/2015 13:55
    Olá,

    "Governos (sejam bons ou maus) existem, acredito eu, por uma necessidade social, desde de o tempo em que as sociedades se organizavam de formas mais rudimentares até os tempos de hoje onde a sociedade se tornou complexa."

    Noop! Por definição, o governo só existe porque existe recursos a serem espoliados, via impostos, da população, logo, os recursos devem ser gerados primeiro, para depois serem espoliados. Então, não, o governo não existe nas formas rudimentares de sociedade humana e, portanto, não é uma necessidade social. Foi necessário longos anos (séculos mesmos) para que governos formais, como o conhecemos, pudessem ser criados e mantidos na sociedade. E isso não aconteceu concomitantemente com todos os povos; longe disso, cada povo teve formas de governo distintos, em tempos diferentes e por períodos diferentes. E nenhum governo se manteve perpetuamente - todos caíram passado um tempo mais ou menos longo.

    Por definição, igualmente, sociedades humanas, em quaisquer níveis, são complexas apenas porque, ao contrário de outros fenômenos físicos, as sociedades humanas são regidas por questões subjetivas de vulto, nomeadamente, vontade e emoções. Não somos uma matilha que segue piamente os alfas, não somos cardumes que nos movemos de acordo com o vizinho, não somos abelhas ou formigas, que seguimos regras simples e só sabemos fazer uma determinada coisa, coisa essa definida biologicamente. Somos seres humanos, inteligentes, racionais e, principalmente, emocionais. Tomamos nossas decisões, a maior parte do tempo, por razões emocionais (favoreço fulano porque é meu amigo, mesmo que isso diminua o meu lucro na operação). Então, mesmo uma vila com uma centena de pessoas, por ser uma sociedade humana, é um sistema complexo. A nossa atual, além de complexa, é gigante e interconectada.

    No início, quando ainda não havia governo, a justiça era exercida por alguns, reconhecidamente sábios e competentes. Mas, mesmo estes, tinham que trabalhar como todos os demais na manutenção de si mesmo e do clã, família ou tribo. Isso encontramos até mesmo em tribos indígenas e africanas atuais (em geral aquelas tão afastadas que ainda não foram influenciadas pelas ideias "modernas").

    Foi a "necessidade" de segurança (na verdade a percepção de segurança) que fez as primeiras vilas se fortificarem (alguém lá dentro achou por bem fazer um muro e começou a tratar tal espaço como propriedade sua, por direito divino...). Foi necessário um mecanismo de maximização do orgulho e do egoísmo humanos em alguns que fez com que aparecessem as primeiras organizações que viviam a custa dos demais, e essas organizações usaram uma das coisas mais nobres que o humano inventou, e uma das mais deturpadas: a religião. Assim, essas primeiras organizações espoliadoras formaram as primeiras castas, os primeiros templos, e seus elementos foram os primeiros sacerdotes e suas famílias. Pítons e pitonisas eram escolhidos no meio das gentes, mas também eram reconhecidos como direito de herança, e renovavam a casta. Dentre eles, alguns, mais propensos a guerra, unificaram as forças militares em torno de si e que, ao contrário do que parece, ou da justificativa que até hoje se dá para se ter forças armadas, tais forças foram usadas para manter e ampliar o poder do governo nascente, contra a sua própria população.

    Sugestão: antes de colocar a sua opinião sobre qualquer assunto na internet, é bom inteirar-se bem daquele assunto. Podes passar por um mero noob ou até mesmo por um mentiroso (desonestidade intelectual) com esse comportamento.

    Abraços
  • Leonardo  18/04/2015 22:45
    André, não é minha intenção passar por mentiroso ou noob, não vejo problema em colocar minha opinião pois não sei sobre tudo, só estou expressando uma visão que tenho do mundo (que pode estar errada, me reservo o direito de ser ignorante e ainda assim expressar opiniões), acho que os comentários do pessoal por aqui sempre acrescentam alguma coisa e emitir uma opinião (mesmo que não inteirada) pode servir para esclarecer alguma dúvida, aprofundar o assunto, etc. O site é sobre liberalismo, liberdade, logo, que as pessoas possam ser livres para se expressarem sem medo de parecerem ignorantes.
  • André Luiz de Almeida  22/07/2015 15:31
    Uma sociedade sem impostos? Acho muito utópico isso, quem e como as cidades iriam se levantar e se manter? Quem organizaria tudo, pra mim o governo é um mal necessário, pois do jeito que os seres humanos são, sem governo tudo viraria um caos, os governos existem pela necessidade natural da evolução de uma sociedade. Muita viajem esse tópicowww.mises.org.br/cImage.aspx?guid=13e985b2-289c-4ac2-a264-76ed6c22c94d.
  • doctorguy  06/05/2016 23:32
    Se o estado não deveria existir, o que deveria ser de fato o estado então? E de que forma ele seria financiado?
  • Andre Cavalcante  09/05/2016 12:29
    Olá

    "Se o estado não deveria existir,"

    Certo. O estado NÃO deve existir.

    "o que deveria ser de fato o estado então?"

    Uai, NADA, ora bolas. O que é um unicórnio, senão algo em nossa mente sem existência concreta? Estado, da mesma forma não deve ter uma existência concreta.

    "E de que forma ele seria financiado?"

    Aí é que está, não deve ser financiado de maneira alguma. Como ele não existe, como poderia ser financiado?

    Abraços


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