clube   |   doar   |   idiomas
O experimento keynesiano da Coréia do Sul se torna global

Aqueles que já atingiram uma determinada idade certamente devem se lembrar de que, no final da década de 1980 e início da década de 1990, era dado como certo que o Japão estava dominando o mundo economicamente.  Os melhores e mais desejados carros eram japoneses.  Seus videogames eram onipresentes.  Todos os países desenvolvidos utilizavam tecnologia japonesa em tudo.

Os japoneses estavam destinados a conquistar o mundo, era o que diziam.  Eles sabiam como trabalhar em equipe.  Eles colocavam mais ênfase no grupo do que no indivíduo.  Eles trabalhavam mais duro.  Em 1992, um político japonês do alto escalão, Yoshio Sakurauchi, declarou que os americanos eram "preguiçosos demais" para competir com os trabalhadores japoneses, e que um terço dos trabalhadores americanos "não sabiam nem ler".  O livro de Michael Crichton, Sol Nascente, lançado em 1992 (e que virou filme em 1993, com Sean Connery e Wesley Snipes) estimulou ainda mais essas controvérsias na mente dos americanos.

Atualmente, ninguém mais pensa que os japoneses estão dominando o mundo.  O que aconteceu é que a supostamente robusta e inquebrantável economia japonesa era fundamentada menos em trabalho duro e em equipe e mais em planejamento centralizado, crédito farto e barato, subsídios às grandes corporações, e protecionismo às gigantes de vários setores.  Por isso, quando a economia japonesa se estagnou após uma década de forte crescimento, tal fenômeno não deveria ter surpreendido ninguém versado na teoria dos ciclos econômicos.

Hoje, a Coréia do Sul parece ter, em vários aspectos, assumido o posto do Japão.  Ao passo que a japonesa Sony entrou em profundo declínio, as coreanas Samsung e LG são hoje marcas internacionalmente respeitadas.  A Hyundai, embora ainda considerada por muitos como sendo de baixa qualidade, ainda assim se expandiu maciçamente na última década.  Apenas nos EUA, a marca já abriu duas fábricas de um bilhão de dólares: uma no Alabama, em 2005, e a outra na Geórgia, em 2009.

A ascensão da Coréia do Sul no cenário global

Mas a estratégia sul-coreana de dominação global é diferente da japonesa.  Enquanto a cultura pop japonesa — música, filmes e seriados — jamais alcançou muita popularidade fora do Japão [Nota do IMB: os americanos certamente não foram expostos a Jaspion, Changeman e Jiraya], a cultura pop sul-coreana se transformou em um fenômeno global.  Além de utilizarmos seus carros e seus celulares, também ouvimos as suas musicas a assistimos aos seus filmes.

Poucos notaram a ascensão da cultura pop sul-coreana antes de 2012, quando o clipe "Gangnam Style", do rapper sul-coreano PSY, se tornou um dos mais visualizados do YouTube em todos os tempos.  Repentinamente, todos passaram a conhecer a cultura pop sul-coreana.

Adicionalmente, aqueles acostumados a baixar filmes e seriados pelo Netflix muito provavelmente já perceberam um sensível aumento na oferta de filmes sul-coreanos, incluindo-se aí filmes de grande êxito internacional, como o filme de ação Oldboy, de 2003, e o filme de monstro O Hospedeiro, de 2006.

A ascensão das músicas, dos filmes e dos seriados sul-coreanos — e também dos videogames — não foi, no entanto, uma obra do livre mercado.  Foi, isso sim, resultado de uma política do governo sul-coreano voltada para coordenar, subsidiar e proteger a indústria da cultura pop sul-coreana, bem como também outras indústrias.

Em seu novo livro The Birth of Korean Cool, a autora Euny Hong explora as origens e os sucessos desse programa — que é pesadamente financiado e coordenado por agências governamentais sul-coreanos — conhecido como Hallyu, ou "A Onda Sul-Coreana".  Não se trata apenas de poder econômico, mas também de relações internacionais.  O governo sul-coreano utiliza a Hallyu como parte de um amplo programa criado para proteger o "poder brando" da Coréia do Sul.

Na Coréia do Sul, eles fazem de maneira diferente

Hong, que é jornalista, aborda o tópico utilizando sua própria experiência como uma sul-coreana que nasceu nos EUA e que viveu na Coréia do Sul durante sua adolescência.  Ela relata o crescente nacionalismo que impregnou as escolas da Coréia do Sul e toda a sociedade, a necessidade de ser conformar com a ordem vigente, e a deferência geral que os sul-coreanos têm para com o estado e a nação, ao mesmo tempo em que um comportamento "individualista" é considerado uma espécie de patologia social.

Hong relata vários episódios que ilustram cada uma dessas características com grande compaixão pela Coréia do Sul e pelos sul-coreanos.  Para qualquer ocidental com uma mentalidade mais laissez-faire, tais experiências são vistas como estupefação e talvez até mesmo com horror.  Personalidades do tipo "bad boy", muito proeminentes na cultura americana, não existem na Coréia do Sul, explica Hong.

E isso pode ser visto na cultura popular do país.  O mais próximo que a música pop sul-coreana já produziu de um "bad boy" é justamente o rapper PSY, que é considerado um rebelde simplesmente porque ele não tirava notas máximas na escola e ocasionalmente desapontava seus pais.

Nada surpreendentemente, relata Hong, a cultura popular na Coréia do Sul é do tipo corporativista, arregimentada, planejada e, acima de tudo, governada por uma ética de comprometimento ao grupo e de supressão do artista individual.

Por meio de uma agência governamental chamada "Ministério da Criação Futura", o governo sul-coreano trabalha em parceria com empresas privadas ostensivamente voltadas para a cultura pop com o intuito de disseminar e maximizar a influência da cultura pop sul-coreana tanto domesticamente quanto no estrangeiro.

Historicamente, o governo sul-coreano sempre recorreu ao protecionismo para estimular a cultura pop do país.  Hong observa, por exemplo, que nas décadas passadas o governo sul-coreano exigiu que os cinemas do país exibissem filmes nacionais durante um mínimo de 146 dias por ano, e que "a indústria cinematográfica nacional produzisse um filme sul-coreano para cada filme estrangeiro exibido.  É seguro dizer que a indústria cinematográfica nacional foi beneficiada por esse tipo de protecionismo. ... O governo também construía e gerenciava as casas de teatro".

Desde a crise financeira asiática ocorrida no final da década de 1990, no entanto, o governo sul-coreano também passou a ajudar a cultura pop sul-coreana no mercado internacional, utilizando impostos para financiar a dublagem de programas sul-coreanos em língua estrangeira e utilizando diplomatas para negociar a exibição de programas sul-coreanos nas redes de televisão de outros países.

A "cooperação" entre governo e empresas privadas

Assim como a economia japonesa é há muito tempo influenciada e até mesmo dominada por grandes corporações ligadas umbilicalmente ao governo — entidades essas conhecidas como keiretsu e zaibatsu —, a Coréia do Sul também apresenta um arranjo análogo, cujas empresas são conhecidas como chaebols.  Sendo a versão sul-coreana do "grande demais para falir", mas muito mais significativas para economia sul-coreana como um todo, essas entidades têm sido essenciais para executar as políticas do governo sul-coreano por meio da "parceria governo-chaebol".

Hong observa que a ascensão, na Coréia do Sul, da cultura pop promovida pelo governo não pode ser completamente entendida fora desse contexto.  Essa tradição de parceria entre governo e grandes corporações fez com que Samsung, LG e outras grandes empresas fossem criadas por meio de favores governamentais e com dinheiro de impostos.

Como explica Hong em seu livro: "Assim como várias histórias de sucesso discutidas neste livro, a ascensão da Samsung no cenário mundial é atribuível [à] ... intervenção direta do governo sul-coreano durante estágios cruciais do desenvolvimento da empresa".

E caso alguém pense que a Samsung é apenas uma corporação como outra qualquer, Hong nos lembra que "a Samsung sozinha é responsável por um quinto do PIB do país".  Não é difícil entender por que o estado sul-coreano vê a Samsung como sendo essencialmente uma continuação de si próprio.  "O que é bom para a Samsung é bom para a Coréia do Sul" é um sentimento que, sem dúvidas, perpassa todos os corredores de todas as agências governamentais da Coréia do Sul.

Hong, como jornalista, simplesmente aceita a política econômica do governo sul-coreano como um dado da natureza.  "É claro que todo esse planejamento centralizado da economia sul-coreana foi um enorme sucesso", é o que ela dá a entender.  É perceptível como o padrão de vida do país cresceu acentuadamente desde 1960, quando a Coréia do Sul era essencialmente um país de terceiro mundo.

Trata-se de uma grande história de sucesso — ao menos é o que nos dizem — do neo-mercantilismo keynesiano, no qual grandes corporações controladas ou subsidiadas pelo governo executam planos e estratégias governamentais para aprimorar a economia, e tudo isso baseando-se em decisões de funcionários públicos.

Já aqueles que realmente conhecem os fundamentos da teoria econômica, e que seguem os ensinamentos de Bastiat, apenas olham para esse arranjo econômico e pensam em tudo aquilo que "não é visto" e que está oculto sob todo esse arranjo de favoritismo governamental e decisões centralizadas.  Como os sul-coreanos gastariam seu dinheiro se ele não lhes fosse confiscado pelo governo e repassado para as poderosas chaebols?  O que eles consumiriam se o governo não tomasse sua renda para subsidiar empresas ligadas a políticos?  Mais ainda: quais inovações poderiam ter sido criadas se as pequenas e médias empresas da Coréia do Sul tivessem a oportunidade de pelo menos poder concorrer com esses grandes conglomerados protegidos e subsidiados pelo governo?

Jamais saberemos.

[Nota do IMB: esse modelo sul-coreano de parceria entre governo e grandes corporações, e de estímulo governamental — por meio do BNDES — para a criação das "campeãs nacionais" já existe há muito tempo no Brasil.  Só que não deu muito certo...  Enriqueceu sobremaneira os empresários ligados ao regime, mas não trouxe nenhum benefício à população, que ficou apenas com a fatura]

Histórias que exigem cautela

O que realmente sabemos, no entanto, é que, quando um governo decide colocar todos os ovos em uma única cesta, como fez o estado sul-coreano, o sucesso pode ser bastante efêmero.  E se a Samsung for pelo mesmo caminho da Sony?  E se a Hyundai tiver o mesmo destino da General Motors?  O governo sul-coreano simplesmente recorrerá a mais pacotes de socorro, mais "estímulos" e, como sugerem as experiências japonesas e americanas, mais programas de crédito farto e barato?

Em uma cultura que preza o trabalho duro, que vê o lazer como algo suspeito, e cujos estudantes têm de estudar dezoito horas por dia, é bem possível que esse arranjo dure por bastante tempo: enquanto os investimentos errôneos subsidiados pelo governo vão se avolumando, cada vez mais riqueza é confiscada da população trabalhadora (e condescendente) para continuar sustentando grandes corporações.  

Enquanto houver uma população trabalhadora, dedicada e que produz uma riqueza que é confiscada sem protestos, esses desequilíbrios podem se perpetuar por muito tempo.

Porém, como o Japão — e cada vez mais os EUA — demonstrou, tais políticas acabam em estagnação e destruição de capital.  Sob tais condições, os trabalhadores japoneses e americanos trabalham mais apenas para manter o padrão de vida de antes, mas a renda disponível não aumenta.

O Japão, que já foi visto como "o futuro dominador do mundo", é um exemplo de cautela.  A Coréia do Sul, como mostra o livro The Birth of Korean Cool, ainda está na fase do crescimento.  Mas já vimos esse filme antes, só que em outro idioma.

[Nota do IMB: Não deixa de ser extremamente curioso ver progressistas brasileiros — que defendem a redução da jornada de trabalho, o aumento do assistencialismo, o fim da família tradicional, a supressão de provas e vestibulares, e até mesmo o fim da competição entre estudantes — defendendo a adoção do modelo sul-coreano, que impõe longas jornadas de trabalho e de estudo, uma rigorosa competição entre alunos, a submissão dos filhos aos pais, o controle estatal da produção cultural (o governo proíbe qualquer coisa considerada "subversiva") e que vê o ócio e o lazer como um comportamento típico de derrotados e preguiçosos.  

Mais ainda: toda essa cultura sul-coreana foi implantada por um governo militar.

De resto, vale repetir, a parceria entre governo e grandes corporações, e o estímulo governamental — por meio do BNDES — para a criação das "campeãs nacionais" já existe há muito tempo no Brasil.  Enriqueceu sobremaneira os empresários ligados ao regime, mas não trouxe nenhum benefício à população, que ficou apenas com a fatura.]



autor

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.


  • Marcos  20/02/2015 14:00
    Não por coincidência, a Coreia do Norte é o mais repressivo entre todos os comunismos (vivos ou mortos)do planeta. A cultura coreana deve trazer em si este viés hierárquico e de obediência cega. Pergunto: num ambiente cultural assim, como implantar o liberalismo ? É possível implantá-lo ?
  • Cintra  20/02/2015 14:11
    Não sei, mas é facílimo implantar qualquer tipo de regime autoritário. Aliás, já foi dito que a sorte dos japoneses é que até hoje ninguém ainda teve a idéia de implantar o comunismo no país. Pois se algum governo comunista porventura for instalado no Japão, ele terá obediência dócil e cega da população.
  • Guilherme  20/02/2015 14:30
    Mais dócil e submissa que a população brasileira? Impossível. No Japão seria impensável um nível de corrupção governamental como vemos no Brasil. Lá, qualquer político morre de vergonha quando se descobre que ele utilizou dinheiro público para proveito próprio. Muitos renunciam, e alguns até se suicidam. Aqui no Brasil eles são reeleitos e a população os defende vigorosamente nas redes sociais.
  • Carlos  20/02/2015 14:43
    No comunismo o proveito próprio é o bem geral. O que se faz pela nação é o que se faz pelo partido. Se é poder do estado e do partido fazer tal coisa, então não é corrupção.
  • Sidiclay Rocha  20/02/2015 15:40

    Marcos e Carlos, vocês confundiram a Coréia do Sul (capitalista) com a Coréia do Norte (comunista), são países completamente diferentes... aqui foi retratada a Coréia do Sul.
  • Marcos  21/02/2015 02:09
    Não confundi, o "não por coincidência" está ali justamente traçando paralelos entre os dois países coreanos.
    Estou dizendo que a cultura que gerou um pais capitalista tão submisso à autoridade, conforme relatado no artigo, talvez tenha tornado o regime comunista do norte o mais repressivo e genocida entre os mais repressivos e genocidas.
  • romulo  21/02/2015 02:43
    Acho que ele se refere à cultura coreana no geral, que obviamente é anterior à separação.
  • anônimo  21/02/2015 21:24
    Lavem a boca pra falar do Jaspion. Quem acha que esse tempo era ruim não deve ter filhos, nem sobrinhos e não faz idéia do lixo que eles andam assistindo hoje.
    Sim, o marxismo cultural chegou nos desenhos.
  • Marwin  22/02/2015 03:15
    num ambiente cultural assim, como implantar o liberalismo ? É possível implantá-lo ?

    Respondendo as duas perguntas, sim é possivel implantar o liberarismo na "siamesa do Sul" um bom exemplo disto é Portugal um País profundamente católico que em 2000
    liberou o uso de todas as drogas em seu território e esta politica está de pé até hoje
    Só precisa que o povo da robolândia(Coréia do Sul) vejam a merda que estão fazendo(é claro, isto exige muito esforço)
  • AndreyDKS  29/07/2016 04:40
    Não sei, só sei que só quero minhas coreanjas.
  • carlos andre   18/11/2016 22:43
    Durante o Regime de Bretton Woods (60-70), a economia coreana teve um período de desenvolvimento, o que está relacionado ao fato do regime de BW permitir o protecionismo, regulação nacional do crédito e tolerava a penetração dos mercados desenvolvidos via exportação.
    O seu balanço de pagamentos, inicialmente frágil e dependente de ajuda externa, transformou-se numa posição externa crescentemente sólida, baseada na sua reconhecida competitividade em setores de alto valor agregado e conteúdo tecnológico.
    Os anos 50 foram os anos mais complicados para o seu desenvolvimento industrial, com uma industria pesada quase que inexistente e com uma burguesia nacional muito dependente do Estado. Durante esse período, as medidas do governo, com apoio dos EUA, foram: 1) suporte à industrialização de bens de consumo não-duraveis, de baixa intensidade de capital, através de combinação clássica de crédito favorecidos e de licenças de importação; 2) criação de grupos capitalistas nacionais, através de operações subsidiadas de privatizações de várias empresas que haviam sido encampadas pelo governo como herança de colonização japonesa; 3) sob pressão americana iniciou-se a implantação de uma ampla nova base social de apoio ao regime, sob forma de uma pequena burguesia rural; 4) grande esforço de alfabetização e de desenvolvimento do ensino básico.


    Após 1962, a Coréia do Sul embarcou numa série de planos qüinqüenais para o desenvolvimento econômico. A ênfase foi direcionada ao comercio exterior com a normalização das relações com o Japão em 1965 e houve uma subseqüente "explosão" no comercio e nos investimentos, seguida de uma rápida expansão das indústrias leves e pesadas nas décadas de 60 e 70.
    Antes dos anos 60, a Coréia do Sul era tradicionalmente baseado na agricultura, porém pós 1962 inicia-se um dinamismo industrial com uma série de planos econômicos e com objetivo de desenvolvimento da manufatura leve para exportação. Esse começo da industrialização coreano teve auxilio dos EUA e do Japão, especialmente na assistência técnica. Na década de 60, a Coréia do Sul inicia uma nova fase do seu desenvolvimento e que se estendeu até o final da década de 70. Foi um período de grande avanço da industrialização, através de sucessivos planos qüinqüenais. Dentro desse período, o crescimento e desenvolvimento foram influenciados em grande parte pelo planejamento estatal e da seqüência de objetivos claramente definidos nesse processo que viabilizou o desdobramento da industrialização.
    No inicio dos anos 60, a estrutura industrial ainda era estreita e pouco diversificada, baseada na produção de consumo não-duraveis. Para libertar-se da escassez de divisas da grande dependência dos EUA, o governo, em 1962-1967, lança um programa de investimentos (1ºPlano Qüinqüenal) para expansão da indústria manufatureira com fortes incentivos à exportação para penetrar no amplo mercado americano. O setor de produtos têxteis e confecções lideraram esse primeiro esforço exportador. Para auxiliar o programa de investimento, o governo, no começo dos anos 60, estatizou os bancos, o que permitiu a liberação de crédito para os setores selecionados. E, pó fim, o governo unificou e desvalorizou o cambio (estimular exportação) e também utilizou subsídios fiscais para incentivar os programas.
    Já o 2ºPlano Qüinqüenal (1967-1971) reiterou a estratégia de industrialização. Além disso, a formação de capital social básico em infra-estrutura requeria um elevado volume de investimentos, garantidos em grande parte por uma elevada taxa de poupança doméstica. O mercado interno também era alvo de parte importante dos investimentos, à medida que a economia crescia, utilizando-se para tal o processo de substituição de importações via proteção tarifária. Isto era inevitável, pois, à medida que o processo de industrialização baseado em manufaturas leves avança, ficava cada vez mais evidente a necessidade de estruturar a base pesada da indústria de insumos intermediária, cuja importação, crescente, neutralizava recorrentemente o sonho de reduzir a dependência de empréstimos e de apoio financeiro externo.
    Nos anos 70, foi empreendida a industrialização pesada, liderada pelos grandes conglomerados de propriedade familiar, levando a indústria coreana a produzir e exportar maquinaria elétrica, automóveis, navios, produtos químicos e outros produtos; esses produtos tinham condições de grande competitividade.
    No início dos anos 70, o governo tem como preocupação em construir a indústria pesada. Com isso, o 3ºPlano Qüinqüenal (1972-1976) planeja a implementação das indústrias siderúrgica, petroquímica, de cimento e prepara as bases dos setores de bens de capital sob encomenda (naval, maquina e equipamentos) e da indústria automobilística. Os elevados requisitos de capital exigiram um esforço adicional de endividamento e, com isso, o governo cria o Fundo Nacional de Investimento, que captou recursos dos bancos e os oferecia a taxa de juros muito baixas (graças a subsídios orçamentários). A indústria química e petroquímica recebeu especial atenção no início do terceiro plano. O esforço de investimentos na construção da base pesada da indústria persistiu ao longo do 4ºPlano Qüinqüenal (1977-1981).
    No fim da década de 70, o processo de industrialização estava concluído: a base pesada da indústria havia se constituído. Três conseqüências, relevantes, desse esforço devem ser destacadas: 1) a dívida externa cresceu expressivamente; 2) aumentou muito a dependência de petróleo importado, como resultado da prioridade concedida ao desenvolvimento da indústria petroquímica e do simultâneo crescimento da frota de veículos; 3) aumentaram também as exportações.
    A sustentação deste "drive" exportador exigiu esquemas adicionais de estimulo: os incentivos fiscais foram aprofundados e, em 1976, foi criado o Eximbank coreano, com a missão especifica de financiar as operações de exportações, com juros favorecidos.
    O rápido crescimento das exportações, a realização de um elevado e sustentado volume de investimentos fixos obrigarem a um forte crescimentos das importações (especialmente de bens de capital).
    Concluída a década de 70, a Coréia do Sul havia, portanto, logrado saltar para o status de nação industrializada, ainda acumulando, porém dívida e fragilidade que iriam exigir o enfrentamento de novos desafios no início da década de 801 com o choque de juros.
    Um outro aspecto que merece ser destacado é que a Coréia do Sul sempre teve a preocupação na formação educacional de seus cidadãos, tendo um grande número de pessoas com ensino superior.
    Nas décadas de 80 e 90, o crescimento transformava-se de exportadoras de tecidos e sapatos em um grande produtor global de automóveis, eletrônicos, navios e aço e, mais tarde, campos de alta-tecnologia.

    Frederico Matias Bacic
  • Magno  20/02/2015 14:40
    Eu me lembro vivamente dessa época do "Japão vai dominar o mundo". Os filmes de Hollywood do período 1987-1992 só falavam disso. Além de "Sol Nascente" citado no artigo, há "Chuva Negra", com Michael Douglas e Andy Garcia. E há também Duro de Matar, em que a mulher do Bruce Willis trabalha na Nakatomi Corporation, cujo edifício-sede é atacado por terroristas que querem a grana dos japoneses. Em Máquina Mortífera 2 há uma cena, logo no início, em que os protagonistas fazem uma referência jocosa ao fato de os equipamentos eletrônicos dos carros de polícia serem todos japoneses, o que implicava que os japoneses já estavam mandando em toda a polícia.

    E como se esquecer da fabulosa McLaren Honda de Prost e Senna?

    De resto, os coreanos ainda têm de comer muito peixe com sakê para chegarem ao mesmo nível dos japoneses. Ao passo que os produtos japoneses eram realmente bons, os coreanos são, na melhor das hipóteses, apenas satisfatórios. Minha televisão LG é uma porcaria (o som é inaudível), e não conheço alguém que trocaria um Civic ou um Corolla por um HB20.
  • Moreno Antunes  20/02/2015 15:15
    Concordo quanto a qualidade, mas o comparativo de produtos não tem validade, falando em técnologia como TVs atualmente, é quase um "padrão" deixar de lado grandes falantes que ocupam espaço para ter uma tela mais fina, e apesar das melhores fabricantes de televisores, em avaliações por modelos pois varia muito, serem japonesas (Panasonic e Sony), ambas estão passando por problemas por diversos motivos, e no caso a Sony ao contrário de outras como Panasonic ou continuando a Toyota, sempre manteve seus produtos acima do preço real, "premium".

    Quanto aos carros até hoje o japão mantém a qualidade, assim como os alemães talvez, mas pra sua comparação ter sentido seria melhor perguntar quem trocou um Corolla por um Sonata talvez?

    Resumindo, enquanto nos carros demora um tempo pra uma empresa alcançar certo padrão, e as japonesas tem muito mais tempo de mercado mundial, em outros setores mais voláteis como smartfones e tvs a qualidade varia muito de um produto pra outro, vejam a recepção do iphone 6 contra as vendas do Galaxy S5, e vejam a resposta da samsung agora nos próximos dias com o anúncio do S6, tudo isso em meio ano...
  • Pobre Paulista  20/02/2015 15:19
    Mas é esse mesmo o teor do artigo, mostrar que a Coreia está tomando o mesmo caminho.
  • PESCADOR  20/02/2015 15:24
    Me lembro bem disso. Os filmes americanos realmente captaram bem o espírito daquela época de "conquista" japonesa.
    Tem também Robocop 3, quando uma empresa japonesa compra a OCP e os Robocops japoneses são samurais androids ultratecnológicos, no estilo Exterminador do Futuro.
  • AGRICULTOR  20/02/2015 16:23
    Interessante também é o De Volta para o Futuro. Na segunda parte da trilogia, o chefe do Marty em 2015 (\o/) era um japonês (Fujitsu-san, Konnichiwa!) e na terceira parte há esse interessante diálogo entre Marty e o Dr. Brown:

    Doc: -Por isso ele estragou. Diz, "Feito no Japão".
    Marty: -Como assim? Tudo que é bom é feito no Japão.
    Doc: -Inacreditável.
  • Tannhauser  20/02/2015 15:43
    Já falaram que a URSS iria suplantar a economia americana. Hoje parece piada.

    A mesma coisa com a China. Ainda não virou piada.

  • Trader Carioca  20/02/2015 17:45
    Tannhauser (já é quase um amigo de longa data haha)

    A bolha da China está armada
  • John  02/09/2015 18:35
    Magno so para sua informação a SAMSUNG é atualamente a maior empresa de Tecnologia do mundo,a empresa de tecnologia que mais faturou no mundo ano passado.a única marca mundial que briga de igual pra igual com a Apple em termos de venda e Tecnologia!
    As marcas coreanas ja faz tempo que vem desbancando as marcas japonesas que hoje em dia não competem mais de igual pra igual com as marcas americanas ~ isso é FATO! ~a Sony esta em plena falencia ja vendeu cerca de 10% da marca para a Samsung,pra vc ver a situação que se encontra! ~a Samsung e LG estão no Top mundial das maiores empresas de tecnologia e Inovação do Mundo(segundo uma revista renomada dos Estados Unidos apontou a Coreia do Sul como o País mais inovador do mundo e com mais patentes registradas nesse ano).
    A Hyundai hoje em dia está ganhando os maiores premios nos festivais e salões internacionais seus carros estão desbancado por exemplo: Volkswagen,Ford,Fiat,Honda entre Outras.
    então antes de falar bobeira pesquisa antes OK!
  • sandro lima  20/02/2015 14:58
    "[Nota do IMB: os americanos certamente não foram expostos a Jaspion, Changeman e Jiraya]"
    Para mim, a enxurrada da cultura japonesa foi muito maior, do que a sul coreana.
    Procure por Akira(Katsuhiro Otomo),Crying Freeman(mangá que originou filme americano), capitão Snake, O lobo solitário, final fantasy, zelda e muitos, mas muitos mangás e animes além de varias franquias de games dos anos 90 recheados de cultura japonesa), procure por "samurai". hahaha
    Resumir a cultura japonesa em Jaspion e Jiraya é tolice.

    "É perceptível como o padrão de vida do país cresceu acentuadamente desde 1960, quando a Coréia do Sul era essencialmente um país de terceiro mundo".
    Para mim, só isso já valeu a experiência.

    [Nota do IMB: esse modelo sul-coreano de parceria entre governo e grandes corporações, e de estímulo governamental — por meio do BNDES — para a criação das "campeãs nacionais" já existe há muito tempo no Brasil. Só que não deu muito certo... Enriqueceu sobremaneira os empresários ligados ao regime, mas não trouxe nenhum benefício à população, que ficou apenas com a fatura]
    A resposta para isso, só pode estar aqui:
    "governada por uma ética de comprometimento ao grupo e de supressão do artista individual." Aqui no Brasil, os lemas sempre foram "cada um por si","quem pode mais chora menos". Então, quando o indivíduo tem a chance de ficar rico tirando dos outros, acredito que ele não tenha muito o que pensar, no máximo, se o risco vale a pena.
    Se for pego, rezar para não cair na mídia.
  • Hiro Matsuchita  20/02/2015 15:39
    "Procure por Akira(Katsuhiro Otomo),Crying Freeman(mangá que originou filme americano), capitão Snake, O lobo solitário, final fantasy, zelda e muitos"

    Nenhum desses se tornou mainstream. Eram cult, mas não viraram mainstream como Jaspion, por exemplo, que tinha até coleção de bonecos.

    "procure por "samurai". hahaha"

    Samurai é uma tradição multimilenar japonesa, a qual já era conhecido do mundo há muito tempo. A figura do Samurai não foi exportada para o mundo apenas na década de 1980. Os filmes de Akira Kurosawa de década de 1950 já exibiam samurais. hahaha. (É assim que faz?)

    "Para mim, só isso já valeu a experiência."

    Qualquer país é hoje mais rico do que era na década de 1960 (com a exceção de Cuba, Coréia do Norte e algumas ditaduras africanas). Utilizar isso como padrão -- aliás, essa frase foi retirada do livro, e não do artigo -- é coisa de quem não entende como uma economia funciona.

    "Aqui no Brasil, os lemas sempre foram "cada um por si","quem pode mais chora menos". Então, quando o indivíduo tem a chance de ficar rico tirando dos outros, acredito que ele não tenha muito o que pensar, no máximo, se o risco vale a pena."

    E, dado que você apóia isso, então estamos no caminho certo.
  • sandro lima  20/02/2015 16:24
    "Nenhum desses se tornou mainstream. "
    A questão não é se tornar o que o publico gosta e sim o fato da exposição. A exposição, EXISTIU, agora se foi aceita ou não, é outra história. ( dizer que capitão Snake não era conhecido, certamente você não jogou videogame).
    Era ir em qualquer fliperama e veria ninja gaiden, TOF94, street fighter...
    Certamente, você deve ter uns 50/60 anos para mais, para não conhecer dessa cultura. não é porque você não viu, que o resto do mundo também não viu.

    "Samurai é uma tradição multimilenar...
    ...década de 1950 já exibiam samurais."
    Eai? não tenho como fazer uma pesquisa para saber quantos titulos de mangás, animes e games surgiram nos anos 90. mas "certamente" foram muitos.
    "hahaha. (É assim que faz?)"
    Então, vc pode fazer "rsrsrs", dependendo da sua orientação sexual pode ser "hihihi".

    "Qualquer país é hoje mais rico do que era na década de 1960...
    ...é coisa de quem não entende como uma economia funciona."
    Ahhh não me venha com essa, tem muitos países, de que na década de 60 eram pobres e hoje continuam "menos pobre" é claro, mas não avançou nos mesmos moldes da Coreia do Sul, não querer reconhecer isso, é pior do que não entender de economia...

  • Jorge  20/02/2015 18:10
    Cara, discordo. Cultura Japonesa é muito, mas muito, mais influente que a Coreana. Só afirma isto quem desconhece cultura japonesa. E eu conheço muito bem. Em qq lugar no mundo você vai ver muitas pessoas muito ligadas a cultura japonesa. Gostaria de saber de onde o autor tirou estes argumentos, estão fora da realidade.
  • Amado  20/02/2015 20:51
    Outro que confunde "cultura pop" com costumes e tradições, que é o assunto do artigo.

    Sim, comida japonesa, kimono, karatê, judô, sakê, samurai são costumes e tradições, mas não são cultura pop. Cite o nome de 5 cantores japoneses mundialmente famosos. Cite o nome de 5 bandas japonesas mundialmente famosas. Cite o nome de 5 programas televisivos japoneses mundialmente famosos.

    Pois é...

    Quem confunde cultura pop com costumes e tradições não tem moral para palpitar sobre nada, muito menos para criticar.
  • sandro lima  20/02/2015 21:09
    Tirando o gangnan sei la o que, então cite 2 de cada coreanos que fizeram sucesso.
    O problema de vocês, é que não se pode discordar de nada, deixem de ser xiitas!



  • Amado  20/02/2015 21:46
    "Tirando o gangnan sei la o que, então cite 2 de cada coreanos que fizeram sucesso."

    Só dois? Dou-lhe mais de vinte:

    capricho.abril.com.br/famosos/top-10-bandas-coreanas-voce-precisa-muito-escutar-420109.shtml

    www.cifraclubnews.com.br/especiais/23045-bandas-coreanas-que-voca-nao-pode-deixar-de-conhecer.html

    www.purebreak.com.br/noticias/conheca-o-k-pop-genero-musical-coreano-que-vai-muito-alem-de-psy/73


    "O problema de vocês, é que não se pode discordar de nada, deixem de ser xiitas!"

    Tradução: você quer ter pase-livre para falar bobagens sem ser contra-argumentado. Aqui isso não acontece. Falou besteira, é cobrado. Ninguém é obrigado a comentar aqui.

    If you can't stand the heat, say out of the kitchen.

    P.S.: aliás, a minha resposta tinha sido para o Jorge. Mas se você tomou as dores...
  • Fepa  21/02/2015 00:51
    Mas vocês não podem negar a influência dos animes e dos filme de terror japonês no mundo todo.
    Todo jovem, entre 20-30 anos de qualquer país, já assistiu Dragon ball e "O chamado".
  • John  02/09/2015 19:02
    Sandro lima...vc pediu para citar 2 mas eu vou citar mais de 2 hahah
    1)Girls Generation
    2)BIGBANG
    3)EXO
    4)Super Junior
    5)2NE1
    6)SHINEE
    7)TVXQ
    8)BoA
    9)CNBLUE
    10)BTS
    Ganham todo ano premio na Bilboard ~sendo que o Single "Lion Heart" do Girl's Generation ficou em premio lugar esse ano!
  • Tadeu  20/02/2015 20:57
    Esse é o preço de se fazer um site de alto nível em um país como o Brasil e deixá-lo de livre acesso. Toda a camarilha que se acha inteligente ficará doidinha para vir aqui nos agraciar com toda a sua "sapiência".
  • John  02/09/2015 18:55
    JORGE vc tá enganado...as informações do autor estão 100% corretas a Cultura Coreana chamada Hallyu(KPOP,K-Drama,K-food,K-Moda,Etc...) está dominando o mundo atualmente SIM!
    So vou te dar uns dados da influencia da Cultura coreana no mundo!
    1)KPOP: segundo estilo Pop mais ouvido no mundo,é segundo em termos de faturamento atras apenas do pop americano,O KPOP tem fãns espalahados no mundo inteiro! ná Asia então nem se fala e febre.pesquise um pouco,vc fala da cultura japonesa e bla bla bla,mas veja quem são os maiores consumidores da cultura pop coreana vc vera que os japoneses são os maiores,eles admitem que a Cultura coreana está dominando a Asia e o mundo,no japão existem emissoras de tv que dão espaço e enfase a programas de cultura coreana 24 horas.
    então não adianta vc querer defender o japão pois nessa vc esta apenas enganado vc mesmo e não o mundo!
    KPOP No Brasil:estimasse que tenha espalhado pelo Brasil inteiro cerca de 200 a 300 mil fãns,sendo que em SP tem a maior concentração deles.
    Boybands e girlbands coreanas como :Girls Generation,BIGBANG,EXO,TVXQ,2NE1,SHINEE,Super Junior são bandas conhecidas mundialmente,todo ano quebram recordes de vizualizações no Youtube e ganham premios todo ano na BILBOARD(maior Empresa especaializada na industria musical).

    então com esses dados vc ja deve ter um pouco de noção do que a cultura coreana está fazendo!


  • Maycon RR Alves  20/02/2015 22:47
    Sant Seiya: Não fez sucesso nos EUA, mas nós países de línguas latinas foi uma explosão, Ex: França
    Dragon Ball: Assombrou o mundo e virou filme;
    Pokémon Causou a febre mais famosa do mundo
    Power Rangers origem nos Sentais japoneses, para cada temporada Ranger, existe uma similar no Japão com o mesmo tema,
    os vários mangás e animes mencionados acima, são bons exemplos dá influência da cultura pop japonesa no mundo;
    Como a Japonesa não influeciou?

    Frequento festivais de animes e jogos, que hoje são festivais de cultura pop oriental, a muito pouca coisa coreana nestes ambientes, o que tem são esses grupos de hip hop coreano, e um ou outro jogo, que são sombreados pelo league of legends americano.
  • Guilhermo Sganzerla  28/08/2015 05:44
    Olha, eu concordo com a maior parte do artigo, evidentemente. Mas ele falha em alguns pontos. A cultura japonesa foi e é MUITO mais relevante que a cultura coreana. Vocês esqueceram do sucesso que é Dragon Ball Z e Pokémon nos EUA e no mundo inteiro? Até o South Park já fez INÚMERAS referências a eles. E One Piece? E Naruto? Até HOJE a cultura japonesa é relevante, aliás, só não é mais relevante MUNDIALMENTE do que a americana. Pelo menos 50% dos games são produzidos no Japão. Quando não são produzidos lá, são produzidos nos EUA e na Europa. Não conheço muitos coreanos, tirando os MOBA. Vejam a procura por ensino da língua, qual tem mais demanda? Japonês (sei disso pois sou professor). O Japão, depois dos EUA, é a nação mais influente no nosso dia a dia, sempre estaremos usando algo que, se não for americano, é japonês. O Japão não conseguiu o que previam, mas ele se manteve entre as 3 maiores economias do mundo. E é o segundo país do mundo com mais pessoas ricas. Eu, assim como o autor do artigo, NÃO CONCORDO com a política econômica que o país adotou, acho que eles deveriam se "liberalizar" muito mais, mas eu fiquei com a impressão de que o articulista subestimou um pouco o Japão e superestimou a Coreia do Sul. O que temos de coreano no nosso dia a dia? Samsung, LG, Hyundai...e o que mais? DOTA? K-Pop? Acredito que o K-Pop seja algo mais de nicho que os animes japoneses, não? E se for uma moda rápida? Ainda devemos esperar. Enquanto isso, usamos tênis japonês (Mizuno, Asics), veículos japoneses (Honda, Nissan, Toyota, Mitsubishi, Suzuki, Yamaha, Kawasaki, Subaru, Mazda, Daihatsu, Lexus...), eletrônicos japoneses (Sony, Nintendo, HTC, Kyocera, Panasonic, Toshiba, Sharp, Canon, Nikon, Sanyo, Seiko, Casio, TDK, Kenwood, Aiwa, Pioneer, Sega, JVC, Fujifilm...) e algumas outras várias que posso citar, inclusive de brinquedos, industria alimentícia, de beleza, roupas, etc (Yakult, Nissin, Ban Dai, Kirin, Shiseido, Kenzo, Hitachi, Fujitsu, Kosé, Citizen, NEC, Yokohama, Bridgestone, Uniqlo, Capcom, Sega, Konami, Orient...). Olhem só a quantidade de empresas japonesas que podemos nomear de cabeça! Sinceramente, a Coreia do Sul está bem atrás, está um pouco melhor que Taiwan nesse sentido, pois as marcas taiwanesas ainda podem crescer muito. O Japão pode ter fracassado no intuito de se tornar a potência número 1 do mundo, mas é um fato que o país chegou para ficar. Muito disso se deve pelo patriotismo e pela questão de honra em entregar um produto de qualidade (é difícil alguém reclamar de algo japonês que comprou, não?).
  • Leninmarquisson da Silva  21/02/2015 20:40
    Sei lá, quando se fala em cultura eu penso mais em hábitos e costumes, não em produção de material artístico ou itens de consumo.

    No primeiro, do pouco que conheço, japoneses e coreanos são iguais: disciplina, obediência e trabalho duro são louváveis, junto com apreço às tradições.
    No segundo caso, não tem comparação: Japão inunda o mundo com animes, histórias que são convertidas em filmes de Holywood, items "pop", musica, samurais, etc. A Coréia não tem nada disso, só produtos eletrônicos, carros, algumas bandas k-pop, Tae Kwon Do e Opa Gangnam Style.

    Mas não acho isso muito relevante, o que é relevante para mim é como o modelo (essencialmente) japonês de produção - sistema Toyota, kaizens, produção enxuta, entre outros - se tornou o padrão a ser seguido em praticamente todo o mundo. Isso sim é relevante, já que isso teve muito mais impacto real do que Pokémons, a não ser que você tenha sido uma daquelas crianças que tiveram ataque epilético com aquela porcaria.
  • Musashi  20/02/2015 14:59
    Discordo apenas da frase: " a cultura pop japonesa jamais alcançou muita popularidade fora do Japão"

    Super Mario, Goku e Pikachu são famosos em qualquer lugar do mundo, tanto nos EUA quanto no Brasil.


  • Thiago   20/02/2015 15:18
    Mas Super Mario não é exatamente cultura japonesa. É produto japonês, mas não é bem cultura japonesa. Tanto é que os protagonistas são italianos.
  • Jorge  20/02/2015 18:11
    E Goku, meu amigo? DBZ, o melhor anime de todos os tempos?
  • EuAqui  02/12/2015 19:30
    Goku nem sequer é terrestre.
  • Anonimo  03/12/2015 10:29
    E desde quando cultura POP só existe se for com personagens nascidos no japão?
    O Super homem também é o maior símbolo da cultura pop dos EUA, e não nasceu nos EUA.
  • Pedro  20/02/2015 21:10
    Mídia japonesa é diferente de cultura japonesa.
  • Felipe R  29/04/2015 18:37
    Sua resposta não invalida a mensagem do Jorge, Pedro.

    A frase "Enquanto a cultura pop japonesa — música, filmes e seriados — jamais alcançou muita popularidade fora do Japão..." realmente foi infeliz.

    Com relação ao resto do texto, na Coreia há muito dinheiro per capita, e a população tem grande poder de compra. Por muito tempo as supressões de renda e riqueza realizadas pelo Governo serão pouco sentidas.

  • John  02/09/2015 19:06
    CULTURA POP não é anime,mangá saiba separar as duas coisas!!
  • Gregory Mitt  20/02/2015 15:29
    Já podemos ver um dos efeitos desse corporativismo. Na China e no resto da Asia a Samsung tem perdido terreno para a Mi Global (produtora do smartphone Xiaomi). Em breve veremos uma queda semelhante a ocorrida no Japão.
  • Maverique  20/02/2015 15:59
    Somente a título de curiosidade. O filme live action Oldboy é baseado no mangá japonês de mesmo título. A série foi escrita por Garon Tsuchiya e ilustrada por Nobuaki Minegishi.
    Na verdade este não é o primeiro caso de compra de direitos sobre mangás japoneses, para a produção de filmes em solo coreano. Outros títulos, creio que nem tão populares já se tornaram peças cinematográficas.
  • lorivaldo  20/02/2015 17:06
    Maverique, complementando o que você disse, algumas produções japonesas contam com a colaboração de estúdios de animação coreanos, basta vermos nos créditos para constatarmos cada vez mais a presença coreana.
  • Mr Citan  20/02/2015 18:36
    Neste caso, o uso de estúdios coreanos, foi uma forma de terceirização dos processos de animação e quadrinhos.
    Nos EUA e Japão, eles usam esta terceirização há muitos anos.
  • sandro lima  20/02/2015 21:12
    Sim, tanto é que temos alguns desenhistas brasileiros na Marvel e DC.
  • Henrique  20/02/2015 16:15
    Outra vantagem da Coréia do Sul é o fato de que ela não foi sujeita a experimentos neoliberais como nós fomos aqui, na América Latina.

    Parabéns à Coréia do Sul!
  • Felipe  20/02/2015 16:18
    Bom texto, mas fiquei com algumas ressalvas:

    1) O texto dá a entender que o Japão não teve sucesso em exportar a sua cultura, enquanto a Coreia sim, algo que soa totalmente estranho. Afinal de onde vieram o godzila, o Karate, o Judo, os animes e os temakis? A cultura japonesa é extramente famosa no mundo inteiro. Mundo mais que a Coreana. Para falar a verdade a única coisa que sei da cultura coreana é o Psi e o Taekdown

    2) O texto destaca a falta de uma cultura individualista na coreia, mas isso não seria positivo? Enquanto nós temos uma cultura "pró-malandragem", eles tem uma de respeito ao próximo e a sociedade. O próprio texto destaca essa importância: " Personalidades do tipo "bad boy", muito proeminentes na cultura americana, não existem na Coréia do Sul". Afinal, não foi esta cultura que ajudou a Coreia a ter um melhor padrão de vida?

    3) O texto crítica a cooperação entre governo e empresas privadas, mas o mesmo admite o sucesso dessa cooperação para formação de empresas como a Samsung. E ainda que eu reconheça que o custo de toda essa cooperação é um maior empobrecimento da população, como garantir que sem esse apoio a coreia formaria essas grandes empresas? e seu poder de exportar seria maior? Podemos simplesmente acreditar que a Coreia estaria melhor sem essa cooperação?
  • Netto  20/02/2015 17:09
    1) O artigo fala de cultura pop, cidadão, e não de costumes e tradições. Karate, judô e temaki são costumes e tradições (e Godzila é filme da década de 1950). Se você não sabe diferenciar cultura pop de costumes e tradições, tá feia a coisa.

    2) Por que essa cultura coletiva ajudou a Coréia e por que o individualismo ajudou os americanos (muito mais até)? Aliás, ajudou todo o Ocidente. Qualquer alemão ou canadense vive com mais qualidade do que um sul-coreano.

    3) Ué , quem foi beneficiado pelo arranjo certamente se deu muito bem. Aqui no Brasil, os magnatas da JBS certamente estão rindo à toa. Isso foi bom para a população? Os produtos da JBS são bons? Eu acho a carne da Friboi uma bela duma bosta, e ela não existiria sem os subsídios do BNDES. E não troco nenhuma televisão japonesa por uma Samsung. Já os sul-coreanos têm de comprar da Samsung porque o governo manda.

    Logo, é compreensível que tarados pelo estado defendam tais arranjos, mesmo que ele se dê ao custo de todo o resto da população.
  • Roberto  20/02/2015 17:16
    Sobre o item 2, acho que Hong Kong é uma comparação ainda mais pertinente. Era tão pobre quanto a Coréia e igualmente asiático, e hoje tem uma riqueza per capita muito maior.

    E sem política industrial, tarifas de importação, e subsídios:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1803

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804
  • Tiago Moraes  23/02/2015 12:43
    1) O artigo fala de cultura pop, cidadão, e não de costumes e tradições. Karate, judô e temaki são costumes e tradições (e Godzila é filme da década de 1950). Se você não sabe diferenciar cultura pop de costumes e tradições, tá feia a coisa.

    Sim meu amigo, mas quando a cultura tradicional de um país passa a ser exportada e se transforma em um item global de consumo de massa, ela rompe a fronteira da cultura tradicional e se torna um ícone da cultura pop. Tudo o que você e os outros acima falaram que é "cultura tradicional japonesa", são ícones da cultura pop. Porque atingiram um nível de globalização tamanho que hoje são mais consumidas no exterior do que no próprio território japonês. Hoje, em qualquer cidade do mundo existem Sushi bar's ofertando comida e bebida tradicional japonesa. Suas artes marciais são treinadas em qualquer lugar do mundo, até em cidadezinha de fim de mundo do sertão nordestino você encontrará uma acadêmia de Karatê, Judô ou Jiu-Jitsu, existem competições internacionais com artes marciais japonesas e isso já é uma realidade há décadas. Atualmente até rapper americano coleciona Katanas em casa, é um hobby entre grandes empresários treinar Kendô (uma arte marcial derivada do antigo bushidô)...

    Eu posso ficar citando horas e mais horas aqui, itens da cultura tradicional de determinados povos, mas que se globalizaram e se tornaram itens da cultura pop: Vodka, Tequilla, Capoeira, Surf, Narguilé, Capuccino, Croissant...
  • McMaken  23/02/2015 14:50
    Tiago, você está confundindo as coisas.

    Um restaurante de sushi que não está localizado dentro do Japão não é japonês. Restaurantes de sushi na Califórnia ou no Ceará são produtos californianos e cearenses, e não japoneses. As pessoas que gerenciam esses estabelecimentos e as pessoas que trabalham neles são nativos locais, e não japoneses. São californianos ou cearenses. A quantidade de japoneses reais nesses estabelecimentos é ínfima se olharmos como um todo.

    Quando eu faço uma esfirra na minha casa, isso não faz com que ela seja uma esfirra libanesa. Trata-se de uma comida feita por um brasileiro, talvez com estilo mexicano.

    Como pode um sushi feito em Fortaleza, por cearenses, ser a mesma coisa que um filme feito na Coréia e distribuído e financiado por empresas coreanas, e exibido em Fortaleza? Não consigo sequer imaginar como as duas coisas são comparáveis.

    O mesmo se aplica às artes marciais. Um brasileiro que luta caratê não é japonês. Tampouco seus produtos ou serviços são japoneses.

    De resto, sim, animes japoneses foram muito populares por algum tempo. Mas, como relato o livro indicado no artigo, o nível de popularidade alcançada pelos filmes coreanos, pelos programas de TV coreanos, e pelos videogames coreanos na China, na França e em outros locais nunca foi alcançado pela cultura pop japonesa.

    O fato de algo ter tido sucesso no Brasil e em alguns estados americanos não implica que teve igual sucesso no mundo inteiro. Para de achar que rapper americano e lutador de judô brasileiro são os paradigmas do mundo.
  • Tiago Moraes  24/02/2015 22:22
    Um restaurante de sushi que não está localizado dentro do Japão não é japonês. Restaurantes de sushi na Califórnia ou no Ceará são produtos californianos e cearenses, e não japoneses. As pessoas que gerenciam esses estabelecimentos e as pessoas que trabalham neles são nativos locais, e não japoneses. São californianos ou cearenses. A quantidade de japoneses reais nesses estabelecimentos é ínfima se olharmos como um todo.

    Nossa, a emenda saiu pior que o soneto, agora você quer limitar a cultura a um contexto geográfico...pelo amor de Deus!

    Tu pode abrir um Sushi bar no inferno, vai continuar sendo uma expressão da cultura japonesa, porque a técnica de produzir o alimento é japonesa, do contrário, você não estará vendendo sushi e sim alguma gororoba que você chama de sushi. Por tanto, um Sushi bar fora do Japão é cultura japonesa exportada, não importa onde. Ela está deixando de ser limitada a cultura tradicional de um povo, para ser um item da cultura pop, porque se popularizou no mundo. O aspecto cultural não reside na área geográfica em que o produto foi concebido e sim nas origens da técnica que o concebeu.

    Quando eu faço uma esfirra na minha casa, isso não faz com que ela seja uma esfirra libanesa. Trata-se de uma comida feita por um brasileiro, talvez com estilo mexicano.

    Então, neste caso, não seria uma esfirra e sim uma gororoba que você achar ser uma esfirra. Novamente repetindo, o aspecto cultural não está na localidade em que o produto foi feito, ele transcende a isso. A esfirra é o produto de uma determinada cultura de consumir e produzir alimentos, no caso, a cultura sírio-libanesa, foram eles quem desenvolveram a técnica e a exportaram para outros países, é aí que reside a cultura do negócio, não importa onde ela seja feita, continuará sendo a expressão da cultura de um povo, sendo assimilada por outros povos, uma cultura tradicional transcendendo sua própria tradicionalidade para se tornar um ícone da cultura pop.

    Como pode um sushi feito em Fortaleza, por cearenses, ser a mesma coisa que um filme feito na Coréia e distribuído e financiado por empresas coreanas, e exibido em Fortaleza? Não consigo sequer imaginar como as duas coisas são comparáveis.

    Não é a mesma coisa e ninguém disse aqui que era. Eu pelo menos não disse isso. Acho que seu problema é misturar alhos com bugalhos. Meu argumento é restrito a cultura. A cultura nada mais é que o conjunto de normas, hábitos e costumes criados por um povo e replicado à sua descendência. É normal que determinados povos desenvolvam hábitos particulares de alimentação e isso afeta a forma como desenvolvem certos tipos de alimentos. Alguns deles fazem tamanho sucesso com outros povos que sua técnica é exportada. A cultura não é algo concreto e palpável, ela é abstrata.

    O mesmo se aplica às artes marciais. Um brasileiro que luta caratê não é japonês. Tampouco seus produtos ou serviços são japoneses.

    Mas continua sendo uma expressão da cultura japonesa, o Karatê não é o lugar onde você treina, o Karatê é um conjunto de técnicas (golpes), simulações de combate (Katares) e sistemas de treinamento criado por artistas marciais japoneses. Enquanto você replica o que os japoneses criaram, ela continua sendo uma expressão da cultura japonesa, não importando o país onde você treine.

    De resto, sim, animes japoneses foram muito populares por algum tempo. Mas, como relato o livro indicado no artigo, o nível de popularidade alcançada pelos filmes coreanos, pelos programas de TV coreanos, e pelos videogames coreanos na China, na França e em outros locais nunca foi alcançado pela cultura pop japonesa.

    Rapaz, eu não posso falar porque não tenho conhecimento de quase tudo isso que você mencionou e desconfio de qualquer um aqui que afirmar algo com tanta categoria, meu conhecimento é restrito a games e digo que esse teu comentário foi profundamente infeliz. Eu não conheço uma softhouse coreana que tenha alcançado, muito menos superado, japonesas como Sega, Nintendo, Capcom, Square Enix ou Konamy. Sei que os coreanos são fortes em MMORPG, mas este é apenas um segmento no mercado global de games.

    O fato de algo ter tido sucesso no Brasil e em alguns estados americanos não implica que teve igual sucesso no mundo inteiro. Para de achar que rapper americano e lutador de judô brasileiro são os paradigmas do mundo.

    Para alguém que acha que cultura é limitada a geografia ou insinua que os coreanos superaram os japoneses na Indústria de games, certamente você deve ter muito respaldo para afirmar isso...
  • Taito   20/02/2015 21:21
    Meu Caro, cultura pop e cultura tradicional, não deixam de ser culturas, não deixam de querer que outros povos se espelhem nelas, que gostem delas.
    Para mim, o que conta é a época em que essa cultura foi expandida para outros povos.

    E para mim, o autor do texto não está parabenizando a Coreia do sul pelo seu modelo econômico, eu entendi que ele disse que não é sustentável, que é cíclica como as outras, e que um dia a casa vai cair para a Coreia do sul, como caiu para o Japão etc...

  • William  03/03/2015 01:40

    Felipe,

    1) "O texto dá a entender que o Japão não teve sucesso em exportar a sua cultura, enquanto a Coreia sim, algo que soa totalmente estranho. Afinal de onde vieram o godzila, o Karate, o Judo, os animes e os temakis? A cultura japonesa é extramente famosa no mundo inteiro. Mundo mais que a Coreana. Para falar a verdade a única coisa que sei da cultura coreana é o Psi e o Taekdown "

    De fato, mas a própria equipe do IMB(o pessoal aqui do Brasil)percebeu isto e fez a seguinte referência jocosa a respeito: "[Nota do IMB: os americanos certamente não foram expostos a Jaspion, Changeman e Jiraya]", revelando a grande influência exercida pelo Japão sobre culturas não contempladas pelo autor do texto, como a do Brasil.

    Pode ser que a influência japonesa sobre os EUA não tivesse sido tão intensa na época, como foi em outros lugares. Mas eu duvido; acho que por um lapso do próprio autor, ele subestimou a influência da cultura japonesa sobre os Estados Unidos na época. Basta ver a quantidade de referências cinematográficas ao Japão lembradas aqui nos comentários, sem falar nos jogos japoneses, os Power Rangers, o boom do Karatê nos EUA, Seagal e seu Aikido, etc.

    Em qualquer caso, acho que não estamos em perfeitas condições de discutir e comparar o nível de influência das culturas pop japonesa e coreana sobre os americanos. Mas, de fato, este não é o ponto fundamental do texto.

    2) " O texto destaca a falta de uma cultura individualista na coreia, mas isso não seria positivo? Enquanto nós temos uma cultura "pró-malandragem", eles tem uma de respeito ao próximo e a sociedade. O próprio texto destaca essa importância: " Personalidades do tipo "bad boy", muito proeminentes na cultura americana, não existem na Coréia do Sul". Afinal, não foi esta cultura que ajudou a Coreia a ter um melhor padrão de vida? "

    A identificação entre "cultura individualista" e "cultura da malandragem" é, no mínimo, inadequada. Primeiro que o texto é de um autor norte-americano, onde não há uma tal "cultura da malandragem". Segundo que uma cultura individualista não implica desrespeito ao próximo.

    Muito pelo contrário, uma cultura individualista implica necessariamente a valorização - e por isso mesmo o respeito ao indivíduo. Seja na figura da sua pessoa ou da pessoa do outro.

    De fato, enquanto em uma cultura coletivista pode-se cogitar a supressão do indivíduo(de sua liberdade, seus direitos e até sua vida) em uma cultura individualista que se leva a sério isto é impossível. Nela o indivíduo nunca pode ser um meio, ele é um fim em si mesmo.

    Tal cultura também não se opõe à cooperação, pois sem esta o indivíduo ficaria isolado e se tornaria frágil. É do interesse do indivíduo o isolamento total? Raramente. Se o for, - numa cultura individualista - ele terá liberdade para buscar o isolamento, senão poderá buscar a cooperação respeitosa com os demais.

    É claro que seria muito tosco simplesmente enquadrar a cultura coreana no rótulo de coletivista, sem mais. A cultura da Coréia do Sul é a cultura da Coréia do Sul, com toda a sua constelação de características boas e ruins. É uma cultura única, mas não é necessariamente melhor que uma cultura individualista, sobretudo no que concerne ao seu coletivismo em contraposição ao que há de verdadeiramente individualista em outra cultura.

    Dito isso, também acho que o uso da figura do "bad boy" pelo autor foi um pouco infeliz. Mas a idéia dele é a de mostrar a tendência à homogeneidade naquela cultura. O máximo que alguém vai sair da linha, fugir à norma por lá equivale a ser um "Psy": fazer música pop, não tirar notas máximas e ocasionalmente desapontar os pais. Clara que há algo de figurativo no exemplo escolhido pelo autor.

    Você ainda questionou: "Afinal, não foi esta cultura que ajudou a Coreia a ter um melhor padrão de vida? " Aí é que está. Se você ler os livros e artigos deste site, verá que apesar do que possa haver de bom na cultura coreana o corporativismo, a falta de liberdade para empreender, o sufocamento da livre concorrência, o dirigismo estatal e o favorecimento pelo governo de certas empresas em detrimento de outras são fatores que não conduzem a um sucesso econômico de bases sólidas. E como bem pontuou o autor, elementos da cultura coreana como trabalho duro e submissão à autoridade(que evita que as pessoas se rebelem e parem de trabalhar ou saiam fazendo baderna)podem prolongar este boom de bases pouco sólidas, mas não resolve suas falhas intrínsecas.

    Aliás, a perspectiva histórica do autor é bem maior que a da extensão desse boom econômico. Isso já aconteceu outras vezes na história e não se sustentou. Frequentemente termina em crise. Já aconteceu com os EUA, o Japão e vários outros países em maior ou menor grau.

    O socialismo soviético, por exemplo, durou 70 anos (apesar do sofrimento e da pobreza generalizados) graças à exploração do povo, sobretudo do povo dos países satélites da Rússia e às riquezas naturais daquele imenso território.

    Em todo caso, o povo sempre paga a conta. E o povo coreano vai ter que trabalhar para manter a burocracia que lhe tira o direito de empreender, vai ter que pagar para manter a riquezas e vantagens dos chefes das grandes corporações e dos políticos, e vai ter menos oportunidades de mobilidade social por causa disso. Com os monopólios criados e mantidos pelo Estado quem, naquela sociedade, poderá competir?

    No fim das contas, a Coréia estaria melhor economicamente se, a despeito da sua cultura, nela houvesse maior liberdade para empreender, investir e competir. Enfim, se houvesse menos dirigismo estatal e protecionismo e mais liberdade. A teoria econômica prova isso e a história o comprova.



    3) "O texto crítica(sic) a cooperação entre governo e empresas privadas, mas o mesmo admite o sucesso dessa cooperação para formação de empresas como a Samsung. E ainda que eu reconheça que o custo de toda essa cooperação é um maior empobrecimento da população, como garantir que sem esse apoio a coreia formaria essas grandes empresas? e seu poder de exportar seria maior? Podemos simplesmente acreditar que a Coreia estaria melhor sem essa cooperação?"

    Ora, se o preço de criar uma grande empresa é o empobrecimento do povo, isto é desde já imoral. E não é para o bem do povo, mas dos grandes empresários e burocratas.

    Além disso, o intervencionismo estatal tende a gerar períodos de crescimento econômico que não são sustentáveis e que terminam em crises. Porém, melhor do que eu explicar isso para você seria você mesmo ler as obras de Ludwig von Mises - sobretudo Intervencionismo e Ação Humana - disponíveis gratuitamente aqui no sítio. Garanto que as explicações dele são geniais.


  • rafael isaacs  20/02/2015 16:25
    Qual a novidade? Essa é a historia do capitalismo.
  • anônimo  21/02/2015 04:01
    Tao belluzziano...
  • Pedro Mundim  20/02/2015 17:38
    É um assunto mesmo a se pensar. Sempre tive a Coréia do Sul como o contraponto ao caso brasileiro, o modelo que devíamos seguir. E no entanto, examinada de perto, a Coréia revela-se bem mais parecida com o Brasil do que suposto!

    O Brasil tem BNDES, já teve ditadura militar, já teve "milagre econômico". Por que aqui não funcionou, e lá funcionou? Será que os ditadores deles são melhores que os nossos? Será que um dia mataremos essa charada?

    Mas andando pelo centro de SP e vendo tantos coreanos, talvez devêssemos concluir que eles não são tão diferentes de nós...
  • Pedro  20/02/2015 21:20
    Vale sempre lembrar também que dos 4 Tigres Asiáticos a Coréia do Sul foi o mais intervencionista e ao mesmo tempo, o que menos cresceu (relativamente falando é claro). O per capita apresentou taxas de crescimento maiores nos outros 3 tigres, especialmente em HK e Cingapura.
  • John  02/09/2015 19:25
    e o menos que cresceu??
    realmente é triste ver pessoas como vc que não estudaram quase nada, deve ser por isso que nosso país não vai pra frente!
    estude o crescimento nos países na decada de 80 e 90..vc vera que a coreia do sul foi um dos país que mais se desenvolveu e cresceu tanto economicamente como em termos gerais.
    a Coreia do Sul é o país mais desenvolvido entre os tigres asiaticos não é atoa que hoje e considerado um dos países mais desenvolvidos do mundo segundo a OECD,FMI,ONU etc..!
    Pessoal vamos parar de criticar e ficar fazendo comparações entre Coreia e Japão,pois isso e muita infantilidade!
  • Optic Blast  20/02/2015 23:23
    "Mas a estratégia sul-coreana de dominação global é diferente da japonesa. Enquanto a cultura pop japonesa — música, filmes e seriados — jamais alcançou muita popularidade fora do Japão"

    Acho que o autor nunca viu um anime na vida. Personagens como Pikachu, Goku e Naruto são extremamente famosos, seja nos EUA ou por aqui. A economia japonesa declinou um bocado desde a década de 90, mas sua cultura pop é bastante influente mundo afora.

    Uma prova disso é o fato da Netflix ter pago uma nota preta para ter a exclusividade na exibição de Sidonia no Kishi (também conhecido como Knights of Sidonia). Hoje temos até mesmo serviços de streaming focados em exibir produções japonesas (como o Crunchyroll).

    Bandas japonesas (como X-Japan, L'arc-en-ciel e Dir En Grey) também já fizeram turnês mundo afora. Claro que nenhuma delas é tão famosa quanto PSY, mas elas possuem um bom número de fãs fora do japão.

    Por sinal, a cultura pop sul-koreana é extremamente inspirada na cultura japonesa. Se os coreanos têm grupos como SNSD (também conhecido como Girls Generation), os japoneses têm o AKB48.

    De resto, eu concordo com o artigo.



  • Alexandre (SEP)  22/02/2015 19:56
    E Sidonia é horrível.

  • Optic Blast  23/02/2015 04:06
    Eu adorei Sidonia, e aguardo ansiosamente pela segunda temporada.

    Mas gosto é gosto.
  • IRCR  21/02/2015 00:18
    Como ninguém citou o Digimon com grande produção koreana ?, muito melhor que seu similar japonês o Pokemon.



    Sobre o fato do modelo "desenvolvimentista" ter dado mais certo na Korea e já no Brasil nunca gerou grandes resultados, creio que a resposta possa ainda estar na liberdade econômica, mesmo com todo intervencionismo na Korea, ela sempre esteve bem a frente do Brasil em liberdade econômica. Lembre-se que o Brasil na década de 80 só não tinha uma econômica mais fechada que de Cuba e Korea do Norte, e mesmo hj em dia o Brasil está mais perto desse pessoal que da parte de cima do ranking.
    Assim, creio que a dosagem "desenvolvimentista" na Korea foi mais "moderada" comparada com a brasileira, enquanto aqui tivemos uma overdose.
    Poderíamos citar tb questões como corrupção e produtividade do trabalho como fatores complementares.

    Por fim, devemos enfatizar que HK e Singapura que gozaram de muita maior liberdade econômica cresceram em termos de PIB per capita numa velocidade muito maior que a Koreana nos últimos 50 anos.
  • Rennan Alves  22/02/2015 15:26
    Digimon é produção japonesa.
  • Su-Kim Yun  22/02/2015 15:37
    O jogo online, massificado para o mundo inteiro, é coreano.
  • Marcos  21/02/2015 03:49
    Achei interessante saber como se organiza a indústria cultural da Coréia do Sul. Sempre achei essas bandas coreanas meio padronizadas. É tudo muito montado, cuidadosamente calculado. As pessoas até podem ter talento, mas nunca liguei muito, pois me parecia que faltava espontaneidade. Agora dá para entender o motivo.

    O autor errou feio ao falar da cultura pop japonesa. Será que ele nunca ouviu falar de mangá? Por mais que a cultura pop coreana esteja na moda, eles ainda estão muito longe da influência cultural do Japão. Os animes e mangás são uma grande influência em todo mundo, ao contrário do k-pop, que é famoso mas é algo mais de nicho. Só para dar um exemplo, a Pixar é influenciada pelas animações de Hayao Miyazaki.

    O engraçado é que o mercado de mangás parece ser o oposto da padronização coreana. Há grande descentralização, empreendedorismo e a censura é bem leve. O resultado é que tem de tudo, desde as piores perversões até obras infantis, passando por temas mais adultos e sérios.
  • Victor Pinheiro  21/02/2015 04:11
    Parece que uma das grandes diferenças entre o desenvolvimentismo coreano e brasileiro se deve a disferentes reações duurante a crise do petróleo da década de 70. Isso procede?
  • Guilherme  21/02/2015 07:19
    Leandro, você ou alguém do IMB já leu o livro Fora de Série: Outliers? Ele mostra como a cultura influencia no sucesso, e um dos capítulos é dedicado a acidentes de aviões, e curiosamente, a Coreia do Sul era o país que mais tinha problemas com isso na década de 90, depois de seguidos desastres.

    O curioso é como o consultor contratado pelo governo coreano, e que depois relatou ao autor, mudou o modo de pensar dos co-pilotos coreanos, que eram muito influenciados pela cultura de respeito absoluto a hierarquia. Os pilotos chegavam a esbofetear os co-pilotos quando eles falavam sem solicitação.

    O livro até mostra transcrições das caixas pretas de algumas quedas.

    Talvez não tenha muito a ver com esse artigo, mas não pude deixar de lembrar desse livro quando vi o parágrafo onde o governo coreano ajuda a moldar sua população para ser servil, obediente, sem lazer e ócio, estudando 18h por dia e controle estatal cultural e etc...
  • Anonimo  21/02/2015 09:11
    Gostaria de saber se em Hong Kong ou Cingapura também têm essa cultura de submissão. Acredito que isso pode ser inerente aos povos asiáticos.
  • anonimo  21/02/2015 19:38
    www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/02/150212_relatorio_mckinsey_ru



    Confira abaixo os 10 países mais endividados dessa lista. Os números indicam o tamanho da dívida conjunta de governos, famílias e setor privado em relação ao PIB:

    1.Japão 400%
    2.Irlanda 390%
    3.Cingapura 382%
    4.Bélgica 327%
    5.Holanda 325%
    6.Grécia 317%
    7.Espanha 313%
    8.Dinamarca 302%
    9.Suécia 290%
    10.Itália 259%
  • anônimo  22/02/2015 13:07
    Por que Cingapura tem uma dívida tão grande?
  • reflexao  24/02/2015 20:16
    Vejo um grande "potencial" para o Brasil, kkkkkk
  • Didi  22/02/2015 00:27
    DEPOIS DA GUERRA TODO MUNDO É GENERAL!

    É óbvio que um ou outro detalhe invariavelmente soará controverso, mas a essência do artigo trouxe riquíssimas informações até então desconhecidas por muitos leitores. Caraca!? Quem na vida nunca fritou os pneus, beliscou a zebra, bateu no guard rail, derrapou ou caiu na caixa de brita?

    Felicitações ao autor ... go ahead...
  • Marwin  22/02/2015 02:15
    Se o Brasil é Masoquistão e "republiqueta de bananas" a Coréia do Sul é Zumbistão
    e republiqueta de Robôs
  • Angelo Viacava  22/02/2015 02:18
    Nada a ver com Coreia, mas saiu a entrevista do keynesiano José Carlos Mendonça de Barros no jornal Zero Hora de Porto Alegre: [zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/02/luiz-carlos-mendonca-de-barros-e-preciso-tirar-da-petrobras-a-missao-de-salvar-a-economia-4704369.html]AQUI[/link]
  • Angelo Viacava  22/02/2015 02:21
    Errata: perdão. Errei o nome. É a entrevista de Luiz Carlos Mendonça de Barros ao jornal Zero Hora, e não do irmão dele, como escrevi.
  • Pedro  23/02/2015 01:05
    "Mas a estratégia sul-coreana de dominação global é diferente da japonesa. Enquanto a cultura pop japonesa — música, filmes e seriados — jamais alcançou muita popularidade fora do Japão [Nota do IMB: os americanos certamente não foram expostos a Jaspion, Changeman e Jiraya], a cultura pop sul-coreana se transformou em um fenômeno global. Além de utilizarmos seus carros e seus celulares, também ouvimos as suas musicas a assistimos aos seus filmes."

    A cultura japonesa explodiu no mundo, animes, adaptações de filmes(em especial de terror), series, series adaptadas(powerranger). Claro que nós não chegamos a andar com cabelo colorido na época do colegial, mas nunca vim um filme coreano, e desconheço quem viu, e o fenômeno PSY só coreano na nacionalidade, o cara faz musica pop da atualidade sobre influencia ocidental, e não eles nos influenciam. Ainda falta muito para Coreia ser o q o japão foi e é.
  • John  02/09/2015 19:38
    PEDRO

    Se informe mais, pesquise mais,pois vc fala as coisas sem pensar.
    sobre filmes olhe em HOLLYWOOD,a presença de atores coreanos e diretores é enorme!
    atualmente atores e diretores coreanos vem conquistando o cinema norte-americano e participam anulamente de varios filmes holliwoodianos.
    LEE BYUNG HUN é o ATOR do momento vem participando das maiores produções cinematograficas dos Estados Unidos.
    eu poderia citar uma lista inteira aqui pra vc e pros outros que ainda não conhecem o cinema coreano em geral! mas como não ganho nada com isso por que perder meu tempo escrevendo sendo que não vai adiantar nada.

    So acho que o pessoal aqui ta sendo MUITO INFANTIL em ficar fazendo comparações entre COREIA e JAPÃO! ~ dois PAÍSES SUPER DESENVOLVIDOS que temos que se espelhar!
  • IRCR  24/02/2015 01:26
    Outra coisa, a Korea nunca se isolou das cadeias globais de comercio e sempre ficou alinhada com as grandes potencias mundias. Já o Brasil nunca fez isso de fato.
  • Pedro F.  04/03/2015 03:30
    Sugestão ao Guilherme, que considera que os japoneses naturalmente são indenes à corrupção: Leia MODERN TIMES (acredito que haja uma versão para o português - TEMPOS MODERNOS), escrito pelo grande Paul Johnson. O livro conta, com grande erudição e de forma admirável, a história do Século XX. Você verá que talvez em nenhum país tenha havido uma corrupção tão medonha quanto no Japão do pré-guerra, principalmente nos meios politicos, onde predominavam as mafias e o assassínio como forma de afastar adversários. Isso só vai acabar com a intervenção Americana e o estabelecimento da democracia, dantes nunca praticada,após a Segunda Grande Guerra. Esse povo japonês que conhecemos hoje não existia. Outro ponto que recomendo dessa portentosa obra é o estudo do nascimento do polulismo o do terceiromundismo, no capítulo THE BANDUNG GENERATION, onde a atuação de figurinhas carimbadas como Sukarno, Nasser, Fidel, Ben Bella, Neru e outros são devidamente analisados, tendo como pano de fundo a figura de Fidel Castro. Peron é considerado por ele como o fundador do Populismo. Pobre Argentina! Agora, temos o nosso atual Peron: Lula.
  • anônimo  04/03/2015 21:30
    O que seria do mundo sem o governo americano, a maravilhosa polícia da terra, promotora da paz...sqn.
  • Felipe  06/03/2015 13:50
    Sem os americanos seriamos subjugados por "coisas" piores, como a URSS.
  • anônimo  30/04/2015 03:18
    Vá estudar, URSS nunca foi ameaça pra nada, todo austríaco sabia que ela ia ruir mais cedo ou mais tarde, economia planificada não gera riqueza nenhuma.
  • Felipe  30/04/2015 15:43
    Ui, fiquei nervosa.

    Dizer que URSS não foi ameaça para nada é negar a história. A URSS dominou metade da Europa e da Ásia.

    Quem tem que estudar aqui é você, Se não fosse os EUA a URSS teria dominado o restante da Europa, e com uma Inglaterra frágil e politicamente dominada pelo sindicalismo o mundo estaria refém dos soviéticos.

    A Ásia, precisamente a Coréia do sul (que nem existiria) e o Japão teriam sido dominados também, se soubesse história saberia que o Japão só não virou quintal dos russos por causa dos americanos.

    E ia Dominar a América latina na maior tranquilidade. Imagina os russos financiando os partidos comunistas aqui existentes e sem a presença americana para fazer frente, ia ser moleza.

    Quanto a sua última frase, o socialismo iria ruir sim, mas sem os americanos iria demorar muito mais tempo e o mundo iria junto.
  • anônimo  01/05/2015 18:46
    Irônico esse último comentário, os EUA são o maior e mais intervencionista governo da terra, e POR CAUSA deles o comunismo iria ruir? Aprenda ignorante, os EUA já foram capitalista, lá por idos do séc XIX, do XX pra cá o estado só agiganta e diminui as liberdades individuais
    E sobre o espantalho da URSS, de novo, eu mandaria estudar mas isso é inútil já que você não sabe nem usar o google...
    https://mises.org/library/soviet-bogeyman
  • anônimo  12/08/2015 10:10
    'A URSS dominou metade da Europa e da Ásia.'
    Putz...olavetes já provaram que não sabem história, nem economia, nem filosofia, agora vem provar que não sabem geografia!

    Quem tem que estudar aqui é você, Se não fosse os EUA a URSS teria dominado o restante da Europa
    A única coisa que vc estudou foi propaganda barata da guerra fria.

    'Quanto a sua última frase, o socialismo iria ruir sim, mas sem os americanos iria demorar muito mais tempo e o mundo iria junto.'
    Esse é o tipo de afirmação de quem não tem conhecimento nenhum do mundo real e inventa tudo das coxas.Então SEM o socialismo o mundo iria desabar? Um sistema que não gera riqueza nenhuma, só empobrece todo mundo ia conseguir controlar O MUNDO todo? Afff...
  • Felipe  12/08/2015 14:17
    "olavetes já provaram que não sabem história, nem economia, nem filosofia, agora vem provar que não sabem geografia!"

    Belo argumento o seu. Nem olavete eu sou.

    Segue a foto do dominio sovietico, contra fatos não há argumentos.

    Aqui!!

    "A única coisa que vc estudou foi propaganda barata da guerra fria. "

    Zzzzz..... Você é bem infantil para acreditar que sem a influência dos EUA o mundo teria se virado bem.

    "Esse é o tipo de afirmação de quem não tem conhecimento nenhum do mundo real e inventa tudo das coxas.Então SEM o socialismo o mundo iria desabar? Um sistema que não gera riqueza nenhuma, só empobrece todo mundo ia conseguir controlar O MUNDO todo? Afff..."

    Como sem o socialismo? eu disse sem a influência americana não só demoraria mais para cair o império sovietico, como mais países teriam sido dominados pelo socialismo.

    Socialismo pode durar muitas e muitas décadas (se não séculos), ainda que empobreça a população, só olhar Cuba e a Coreia do norte.

    Por fim, vale destacar que um dos grandes motivos que causaram o fim do socialismo era a existência de países capitalista logo ao lado, de modo a mostrar claramente ao povo o abismo que havia entre as ideologias.

    Ex. a Alemanha ocidental (que só existiu graças ao EUA)
  • anônimo  13/08/2015 13:14
    'Zzzzz..... Você é bem infantil para acreditar que sem a influência dos EUA o mundo teria se virado bem.'

    Vc já disse isso...e a base desse argumento continua sendo nenhuma.
    E agora chegamos ao ponto de poluir a sessão de comentários, já que não adianta muito postar os links que derrubam as besteiras que vc fala, já que vc não sabe ler.
    https://mises.org/library/soviet-bogeyman
  • Felipe  13/08/2015 13:42
    pff... tudo que você escreve é apenas tentando me ofender. E ainda quer que eu abra os links. Os fatos estão contra você, aceita que dói menos.
  • anônimo  14/08/2015 15:37
    'aceita que dói menos' = eu reconheço que não tenho argumentos, que não tenho conhecimento, mas vc tem que aceitar que eu estou certo mesmo assim porque sim e pronto.
  • Fubú  06/03/2015 03:40
    A Koréia do Sul é uma grande farça! Esse país não é dos koreanos e sim, praticamente, um outro estado americano! Sabemos muito bem que esse "país" serve de vitrini do capitalismo pro irmão/vizinho socialista do norte e para toda aquela região. Samsung, LG e outras grandes empresas koreanas praticamente possuem tecnologia americana. São os EUA que financiam esse grande teatro que é a Koréia do Sul. Não levem esse lugar a sério.
  • Silviú  12/08/2015 14:39
    Tá serto. Bom mesmu eh a Koréia du Norte, o país das pessoa qui naum sorri.
  • anônimo  13/08/2015 10:03
    É impressionante como brasileiro não consegue pensar em nada usando o mínimo de lógica e sem histeria.
  • Emerson Luis  17/03/2015 16:16

    Bem que dizem que a Coreia do Sul é o país asiático mais parecido com o Brasil.

    * * *
  • John  02/09/2015 19:45
    Emerson

    COREIA DO SUl(País Desenvolvido)
    BRASIL(Terceiro Mundo)

    os dois países são bem parecidos mesmo kkkk
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  26/03/2015 21:13
    A liberdade é superior a qualquer "salvação" do governo.
  • Henrique  06/08/2015 14:17
    Existe algum artigo aqui no IMB que aborda as Chaebols de uma perspectiva austríaca?

    Não sou profundo conhecedor da economia oriental.
  • Guilhermo Sganzerla  28/08/2015 07:37
    Depois de ler todos os comentários daqui, cheguei à conclusão de que muitos leitores devem ser bastante jovens, pois acreditam realmente que a cultura coreana assolou a japonesa em todos os tempos. Galera, calma nessa hora. Vocês estão acreditando que cultura é K-pop, novela coreana e Dota. O Japão mudou culturalmente o mundo na década de 80 e na década de 90. O Japão não influenciou os EUA? O que são as Tartarugas NINJA? Os Transformers? E o SAMURAI Jack? E As Meninas Super Poderosas Z? Vocês tem noção de COMO a animação japonesa revolucionou as animações pelo mundo? Tanto que os americanos copiaram! Quer um exemplo de influencia EVIDENTE? Thunder Cats. Aliás, ele foi animado por um estúdio japonês. Quem manja logo percebe pela abertura, que é 100% japonesa no seu estilo. E O Rei Leão? Sabia que ele bebeu muito, se não tudo, da obra de Osamu Tezuka, Kimba (até o nome é descarado!)? Quer mais? Todo mundo diz que o Jiban (que fez sucesso aqui no Brasil) é uma cópia descarada do Robocop. É óbvio. É ridículo de óbvio. Mas de onde surgiu o Robocop? Procurem por "Policial do Espaço Gavan". Em japonês é Uchuu Keiji Gyaban. E americano GERALMENTE sabe o que é bom, não é verdade? O Godzilla é um dos ícones pop mais adorados nos EUA e no mundo inteiro. Assim como o Ultraman, os Super Sentai (Power Rangers), o Speed Racer, Yamato, Neon Genesis Evangelion, Gundam, Dragon Ball, Pokémon, Digimon, Naruto, One Piece, Death Note, Sailor Moon, Yu Yu Hakusho, vixe, é tanta coisa (TODOS, TODOS esses fizeram sucesso nos EUA). Perguntem aos seus pais ou avós sobre o National Kid. O que seria de Matrix, um dos maiores sucessos do cinema, sem a influência de obras como Ghost in the Shell e Akira? E a moda das artes marciais no final dos anos 80 (que se consolidou para "sempre"). E as INFINITAS referências encontradas em Simpsons, South Park, Family Guy e outros programas americanos à cultura japonesa? O intercâmbio cultural entre EUA e Japão é incomparável. Pelo menos, nos tempos modernos. E a culinária japonesa? Não me digam que nada disso é expressão cultural. Tudo isso carrega consigo a essência do país. Ou vocês acham que em nada disso citado está um pedaço do Japão? Quais costumes vocês conhecem mais, os japoneses ou os coreanos? Você sabe que "arigatou" é obrigado e "sayonara" é adeus. E como se diz isso em coreano? E as empresas japonesas? Elas não existem mais? O Japão pode não ter assumido o número 1 na economia mundial, mas suas empresas gozam de um prestígio e de uma adesão no mercado que MUITAS outras, inclusive americanas, não gozam. A Toyota domina o mercado global de automóveis. A Lexus (divisão de luxo da mesma montadora) é a que mais cai no gosto dos americanos atualmente. Quer uma câmera fotográfica boa? Nikon ou Canon. Quer um televisor confiável? Sony, Panasonic, Toshiba, Mitsubishi, Sharp. Quer uma moto confiável e acessível? Honda, Suzuki, Kawasaki, Yamaha. Alguém pode argumentar "ah, mas tem a marca X que é mais barata e tão boa quanto, ou melhor". Ok, amigo. Mas é tão famosa quanto essas? Quem entende o mínimo de mercado sabe o quão é importante virar referência. E essas marcas são referência mundo afora. Até no seu tempero do dia a dia o Japão está presente, Ajinomoto. E o miojinho que você come quando está com preguiça? Nissin. E aquele jogo que você ama? É Nintendo? É Sega? Capcom? Konami? Square Enix? Bandai Namco? Sony? O Japão revolucionou os videogames, com a Nintendo (recuperando a indústria no crash dos anos 80), a Segae a SNK (modernizando os arcades) e a Sony (com o Playstation e as novas mídias físicas). Eles trouxeram o DVD, depois o Blu-Ray. E aquele tênis TOP pra você correr? É Mizuno ou é Asics? Todo mundo sabe que eles são melhores. E quando você quer comer uma comida diferente, você vai atrás de sushi ou de churrasco coreano? Detalhe, a comida japonesa começou a se popularizar após o declínio econômico do país, assim como as suas animações começaram a se popularizar mais ainda no final dos anos 90. Ou seja, o país continuou a influenciar a cultura, mesmo depois de perder o "encanto". Sabem pq o K-pop faz sucesso? Pq ele não tem nada de coreano (tirando os traços físicos ((aliás, as garotas são lindas!)) e a língua falada pelos integrantes). O som, o visual, a atitude...é praticamente 100% americana...e tem muito de...JAPÃO nessas bandas. Se fosse algo mais coreano, não faria sucesso. Assim como a música japonesa nunca "pegou" no ocidente. Apesar dos japoneses adorarem o rock, o rock que eles fazem ainda é "muito japonês". Apesar disso, eu não diria que é apenas uma febre musical coreana que vem conquistando o ocidente, também existe uma artista japonesa que está fazendo sucesso nos EUA também, o nome dela é Kyary Pamyu Pamyu. Devemos, também, atribuir esse sucesso à internet. Como já foi citado, o PSY ficou famoso por causa do Youtube. Assim é com o K-pop em geral. O Japão não pegou essa fase. E mesmo assim, se fosse a mesma onda devastadora, hoje nós saberíamos muito mais sobre a Coreia do que sobre o Japão, não é verdade? Afinal de contas, a internet potencializa TUDO. Apesar dos países se odiarem, eles sempre trocaram influências (Japão e Coreia do Sul). A Coreia copia o Japão. E o Japão copia a Coreia. Claro, estamos falando de cultura pop. Gostaria que vocês tivessem a oportunidade de conhecer mais a fundo a cultura oriental, vocês perceberiam isso. Até as novelas coreanas são cópias das japonesas! Sabe como o pessoal chama essas novelas? DORAMA (que é uma variação ajaponeisada da palavra "Drama"). Eu não quero aqui subestimar o potencial coreano, nem o seu povo, eu conheço coreanos e são ótimas pessoas, com valores excelentes, disciplina admirável, caráter, foco, etc. Aliás, essa é uma característica do povo oriental. Como alguns aqui disseram, essa é tanto uma qualidade como pode ser um defeito. De fato, eles não são questionadores, então, se estiver certo ou errado, eles apenas obedecem. Essa é uma característica muito antiga, tem como base a religião e os costumes. É muito profundo para dissertar aqui. Talvez um sistema capitalista mais coletivista "funcione" por mais tempo lá exatamente por conta desse traço. Eles são muito solidários uns com os outros. E são extremamente dedicados. É complicado afirmar o que seria melhor para eles, mas, como o autor do artigo, eu tenho sempre a tendência de apostar no liberalismo econômico. Acredito que o sistema deles acabará por ruir, principalmente, pq a taxa de natalidade é bem baixa (estou falando de Coreia do Sul, Japão, Taiwan, etc.). Eu vi alguns absurdos escritos aqui, sinceramente. As pessoas querem falar daquilo que não entendem. Não estou me referindo ao articulista, mas sim aos comentaristas. Tem gente que não tem a mínima noção da história, tradição e cultura do oriente e, mesmo assim, quer "cagar regra" (me desculpe pelo palavreado). Olha, se você não entende, não fale. Fale apenas de economia (se você entender). A lógica ocidental não se aplica ao oriente. E não, não estou sendo relativista. Li gente dizendo que os japoneses e os coreanos tem uma vida "de merda", que não aproveitam a vida como os ocidentais. Baseado no que você diz isso? Você sabe como eles preferem passar o tempo deles? Ou você acredita que a sua visão de "vida boa" se aplica a todos? Não me parece um liberal falando, me parece mais um comunista, ou um tradicionalista. "Eles moram em casas apertadas, eles não passeiam, eles não se relacionam". Esse é o típico argumento de quem não entende NADA sobre aquela parte do mundo. Complicado. Enfim, não quero dar sermão, eu apenas me estendi mais nesse aspecto pois eu tenho uma formação mais voltada pro lado cultural do que pro econômico (apesar de gostar muito de economia e desse site), e me doeu os olhos ao ler certas asneiras aqui. Enfim, a Coreia está aparecendo para o mundo, mas não é nem sombra do que foi o boom japonês e nem da sua "decadência". Tem coisas que você usa no seu dia a dia que, juro, você não faz NEM IDEIA de que é japonês. Para terminar, vou citar algumas empresas japonesas relevantes no cenário mundial (fora as que eu já citei): Hitachi, NEC, Denso, Nomura, Fujitsu, Shiseido, Seiko, Casio, Kenwood, Sanyo, TDK, JVC, Kenzo, Uniqlo, Kirin, Roland, KORG, Kyocera, HTC, Epson, Fujifilm, Bridgestone, Yokohama, Citizen, Orient, Bioré, Kosé, Kikkoman, JAL, Mitsui & Co., Itochu, NTT, 7 & I Holdings, Tokio Marine, JTI, SMFG, Mizuho, KDDI, Nippon Steel & Sumitomo Metal, Taito, Brother, etc..Algumas aqui eu tive que fazer um certo esforço pra me lembrar, mas a maioria foi de bate-pronto. Se eu for nomear empresas coreanas, juro que apenas virá à minha mente Hyundai, LG e Samsung. Espero que a Coreia do Sul cresça muito, e que conserte esse erro econômico antes que seja tarde, ainda há tempo. Ainda existe um longo caminho a percorrer.
  • John  02/09/2015 19:56
    Guilhermo desculpe falar isso...mas realmente voce ta se iludindo com o Japão!
    o Japão não e tudo essa maravilha que vc pensa que é!
    os japoneses tratam super mal os brasileiros la,não entendo pq vc elogia tanto um país que antigamente foi como a Alemanha nazista para seus países vizinhos!

    Realmente se preocupe em defender o nosso país e não mimar o Japão que se não fosse os EUA não seria nada HJ!

  • John  02/09/2015 20:36
    Coreia do Sul é um país que eu realmente admiro muito,sua cultura tanto a tradicional(antiga) como a moderna HALLYU! ~ é um país que nos brasileiros ainda conhecemos muito pouco mas que tem uma historia magnifica que vale muito a pena conhecer.
    o pessoal que ainda não sabe muito sobre a historia desse país,deveria ter um pouco mais de interesse em procurar e saber,antes de ficarem fazendo criticas e comparações entre Coreia e Japão sem sentido...ambos os países tem coisas boas e negativas tanto a Coreia como o Japão não são países perfeitos como qualquer outro país do mundo.
    fiquei realmente triste em ler alguns comentarios do pessoal que ficaram comaparando duas nações super importantes para o mundo..que servem de inspiração e de modelo para o nosso.

    Espero que o pessoal entenda não estou criticanto ninguem,so estou dando a minha opinião.
    vamos se por no lugar deles,ficar fazendo comparações não e legal,mesma coisa se os coreanos e japoneses começassem a fazer comparações entre o Brasil e argentina e a mesma coisa! ~nos brasileiros ao ler não iriamos gostar nadinha.

  • Viking  03/11/2015 18:31
    Em um fórum, citaram que a restrição de importações foi um dos principais pontos da reforma econômica coreana, que resultou em seu crescimento.
    Isso não seria um contrassenso?
    alguém pode me explicar melhor?
    Obrigado!
  • Leandro  03/11/2015 19:23
    Quem fala isso é gente que leu o resumo da orelha daquele livro "Chutando a Escada".

    Esse livro é apenas propaganda protecionista em prol dos grandes conglomerados coreanos.

    Não há nenhuma dúvida de que protecionismo é bom para as grandes indústrias e seus empregados, mas resta ainda alguém explicar como é que restringir as opções de consumo, diminuir a oferta e encarecer os produtos disponíveis pode ser algo bom para o enriquecimento da população.

    O grande problema do livro é que ele confunde abertamente correlação com causalidade, algo imperdoável em economista. O argumento é que, "dado que a Coréia do Sul implementou tarifas protecionistas e suas empresas cresceram, então obviamente todos os países deveriam se fechar para enriquecer". Não há um só debate no livro sobre a possibilidade de a Coréia ter se desenvolvido ainda mais caso não houvesse implementado tais tarifas (daí a confusão entre correlação e causalidade).

    Aliás, esse é exatamente o histórico de Hong Kong e Cingapura (que o autor do livro parece ignorar). Ambos os países eram grandes favelas a céu aberto na década de 1970 e hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas protecionistas. Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos -- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

    Outro erro grave do livro é dizer que "o livre comércio funciona bem somente na fantasia do mundo teórico da concorrência perfeita". Ora, quem primeiro fez o argumento em prol do livre comércio foi David Ricardo, ainda no século XIX, e seu argumento jamais se baseou em tal teoria, que nem sequer havia sido inventada à época.

    Aliás, com dados pra lá dúbios. Por exemplo, Chang se limita a analisar apenas os países que se desenvolveram no século XIX, e afirma que eles se desenvolveram porque adotaram políticas protecionistas em determinados setores; mas ele não analisa todas as políticas adotadas. E em momento algum ele analisa os países que não se desenvolveram, pois isso mostraria que tais países adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que ele defende.

    A teoria indica que tais países protecionistas teriam se desenvolvido ainda mais (com empresas mais competitivas e população mais educada) caso o comércio fosse mais livre. O livro não faz essa contraposição de ideias, pois trabalha exclusivamente com dados empíricos.

    Mais especificamente sobre a Coréia do Sul, não é verdade dizer que ela "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível. O que o general Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação de produtos de alta qualidade (ao contrário do Brasil, que só exporta produtos sem valor agregado e cuja mão-de-obra é desqualificada). Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

    Vale lembrar que a Coréia do Sul no início da década de 1960 era mais pobre do que a Coréia do Norte. E mesmo assim os japoneses investiram lá. E deu no que deu.


    Caso domine o inglês:

    mises.org/daily/2001

    mises.org/daily/2960
  • Viking  03/11/2015 22:29
    Leandro, agradeço imensamente pela aula!

    é praticamente um artigo!

    Forte abraço, e continue com o belo trabalho! um dia alcançaremos nosso objetivo de uma sociedade livre!
  • Alexandre Tadeu  16/05/2017 13:41
    Lendo alguns economistas de matriz desenvolvimentista como Otaviano Canuto e o próprio heterodoxo Ha Joon-Chang, fica claro que o modelo de crescimento da Coreia do Sul teve aspectos que fogem à heterodoxia que muitos intervencionistas não admitem. Um dos principais foi a ausência de patentes na Coreia do Sul por muitos anos, o que permitiu a engenharia reversa de produtos americanos e japoneses. Outro ponto interessante foi o próprio Chang admitir que não foram adotadas políticas de conteúdo nacional para os produtos exportados pela Coreia devido à perda de competitividade. A presença do investimento externo japonês também foi significativa; ausência de gastos militares devido à ajuda americana; ausência de leis trabalhistas e sindicalismo fraco. Esses são apenas alguns dos detalhes "omitidos" sobre o crescimento econômico da Coreia do Sul na segunda metade do século XX, inviabilizando a retórica de que a Coreia do Sul adotou o desenvolvimentismo que deu certo.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.