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O sonho do governo grego: espoliar permanentemente os pagadores de impostos da União Europeia

A economia grega, que já estava mal, paralisou-se completamente desde a chegada do novo governo ao poder no início de 2015. 

O principal objetivo desse novo governo, sob o comando do partido Syriza — que é um acrônimo para "Coligação da Esquerda Radical" —, era "reestruturar" o insuportável fardo da dívida pública grega, que atualmente é de 177% do PIB do país.

Só que o Syriza chegou ao poder prometendo a quadratura do círculo: haveria mais gastos públicos e menos impostos, e ainda continuariam recebendo todos os benefícios repassados pela União Europeia.

Obviamente, sob este arranjo, alguém teria de arcar com a fatura e este "alguém" escolhido foram os demais pagadores de impostos europeus: estes não apenas não receberiam de volta o dinheiro que, por meio de seus governos, emprestaram para a Grécia, como também, além deste calote (chamado eufemisticamente de "reestruturação da dívida"), deveriam continuar emprestando indefinidamente para o governo grego, para que o país pudesse se manter na zona do euro.

Segundo os integrantes do Syriza, a Grécia não tem como pagar suas dívidas, o que faz com seja imprescindível uma profunda reestruturação da mesma.  Mais especificamente, o governo queria alargar os prazos de vencimento, reduzir as taxas de juros que incidem sobre a dívida total, e até mesmo simplesmente reduzir o valor total da dívida, o que significa um calote parcial da mesma.

A realidade, no entanto, é que boa parte do discurso sobre a insustentabilidade da dívida total da Grécia é infundada.  Nas economias modernas, caracterizadas por governos expansivos e moedas inflacionárias, o principal da dívida pública nunca é quitado; tudo é refinanciado.  A dívida não se paga; ela é rolada. 

Sendo assim, o custo de o governo estar endividado depende exclusivamente das taxas de juros que o estado paga sobre o conjunto de sua dívida pública.

Em 2011, a Grécia tinha de pagar juros equivalentes a 7,3% do seu PIB.  Esta era, de fato, a carga mais alta da Europa e dificilmente era sustentável.  No entanto, houve uma reestruturação da dívida grega — orquestrada pela Troika — em 2012, o que fez com que o país conseguisse reduzir o fardo dos juros para 4% do PIB.

Embora tal valor não seja baixo, ele tampouco é insustentável.  Com efeito, países como Irlanda, Itália e Portugal — que até o momento ainda não pediram reestruturações de suas dívidas — estão enfrentando custos financeiros muito maiores que os da Grécia.

greciadeuda1.jpg

Gráfico 1: total de juros que incidem sobre a dívida pública em relação ao PIB, 2013  Fonte: Eurostat 

E, se levarmos em conta que o PIB da Grécia está no subsolo (já caiu 30% desde seu pico), e que certamente está muito abaixo do que poderia ser caso houvesse uma liberalização e uma estabilização econômica, é difícil concluir que a reestruturação de sua dívida seja uma absoluta e inexorável necessidade.

Para completar, o prazo de vencimento da dívida grega é, disparado, o mais elevado de toda a zona do euro, e também de toda a União Europeia.

greciadeuda2.jpg

Gráfico 2: vencimento médio da dívida pública em 2013 (anos)  Fonte: OCDE

O mesmo ocorre com a taxa média de juros sobre a dívida, que é a quarta mais baixa da zona do euro.  É, inclusive, mais baixa do que a da Alemanha.

greciadeuda3.jpg

Gráfico 3: taxa média de juros sobre a dívida pública em 2013 Fonte: Eurostat

Em outras palavras, os cidadãos europeus estão, por meio de seus impostos, subsidiando o governo grego.  Seus impostos estão sendo utilizados para estender crédito ao governo grego, por meio da Troika, a condições bem mais vantajosas do que a que eles próprios usufruem.  É como se você se endividasse a 10%, me emprestasse e me cobrasse 5%: você, obviamente, está perdendo dinheiro com essa operação.

E o governo grego ainda quer mais privilégios.

Então, se não há muita margem nem para aumentar os prazos do vencimento da dívida grega (que já são os maiores da União Europeia) e nem para reduzir as taxas médias de juros, o que mais pode ser feito em termos de reestruturação da dívida?  A única hipótese que resta é um calote da dívida.

Quanto a isso, convém lembrar que a dívida do governo grego em mãos de credores privados já foi submetida, em 2012, a uma redução de 53,5% do seu valor nominal.  E, se a isso somarmos o alargamento do prazo de vencimento e a redução dos juros incidentes sobre a dívida total, a dívida grega já sofreu uma redução de nada menos que 75% do seu valor nominal

Sendo assim, por que os pagadores de impostos da União Europeia devem conceder ao governo grego mais uma rodada de privilégios?

Para completar o ultraje, vale lembrar que o governo grego é um dos mais perdulários da União Europeia.  Seus gastos totalizam nada menos que 58,5% do PIB.  Esse valor é maior até que o da Dinamarca (57,2% do PIB), da França (57,1%) e da Suécia (52,8%).  Será que é realmente impossível o governo grego cortar gastos?  Reduzir um gasto público que chega a soviéticos 58,5% do PIB é impor "austeridade draconiana"?

No entanto, convém não dramatizar a questão do calote.  Toda e qualquer pessoa que investe nos títulos da dívida pública de um país tem de estar ciente de que, em algum momento, esta pode ser caloteada pelo estado emissor, sem que o investidor possa forçar o estado e lhe pagar (uma vez que a soberania estatal impede que ele seja forçado a executar seus próprios contratos).  Sendo assim, a amortização da dívida pública no prazo acordado se torna uma mera questão de boa fé.  Nada mais do que isso.

Portanto, os investidores — privados e estatais (80% da dívida grega está em posse de organismos oficiais) — que aplicaram nos títulos do governo grego têm de aceitar as consequências e assumir os riscos que voluntariamente correram ao emprestar para o governo grego.

Por outro lado, do mesmo modo que os investidores devem arcar com a responsabilidade de ter concedido crédito a um governo que a qualquer momento pode calotear impunemente sua dívida, o governo grego também terá de aceitar as consequências de decretar um calote unilateral em sua dívida: no caso, será impossível continuar financiando seu déficit público.

A plataforma do Syriza não é simplesmente a de não pagar as dívidas do governo grego; além de dar o calote, o novo governo grego também quer continuar recebendo empréstimos para aumentar de maneira substantiva seus gastos (prometeram mais benefícios sociais, energia gratuita para 300 mil gregos e mais moradias populares) sem ter de aumentar impostos. 

Ou seja, ele não quer pagar sua dívida, mas quer continuar emitindo dívida e sendo livremente financiado.

Essa quadratura do círculo é impossível, obviamente.  Se o Syriza de fato optar pelo calote, aí sim é que ele terá de enfrentar uma verdadeira austeridade.  Sem acesso ao financiamento de credores externos, o governo grego não mais poderá incorrer em déficits; ele só poderá gastar exclusivamente aquilo que arrecadar por meio de impostos.  Logo, e ironicamente, a "asfixiante ultra-austeridade" contra a qual o Syriza diz lutar irá realmente ocorrer caso o partido dê o calote.  E a Grécia terá de vivenciar essa austeridade por vários anos, até que o governo eventualmente recupere sua credibilidade perante os investidores estrangeiros.

Em suma, se o Syriza não quer pagar a dívida do governo grego, não pague.  Mas que sofram as consequências.  Assim como os gregos têm o direito de votar em quem quiserem, os demais pagadores de impostos da União Europeia também têm o direito de não mais financiar o perdulário e caloteiro governo grego.

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Leia também:

A verdadeira tragédia grega foi o seu gasto público 



autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • Tiago RC  12/02/2015 13:39
    Alguém sabe me dizer quem são os principais credores da Grécia? Seria o BCE que detém todos os títulos? Porque na boa, se eu tivesse títulos gregos, já teria vendido!

    Quanto à conclusão do autor, não sei se concordo. Imagine que o governo grego dê um calote total. Ele repartiria do zero, nenhuma dívida. Nesse contexto, ele poderia se endividar novamente por vários anos, décadas talvez, até precisar dar um novo calote. Não me surpreenderia nem um pouco se vários investidores sem escrúpulos passassem a emprestar grana para esse governo agora sem dívida. Aliás, diga-se de passagem, o governo grego já deu vários calotes em sua história, e isso não o impediu de se endividar novamente.
  • Guilherme  12/02/2015 13:46
    "Imagine que o governo grego dê um calote total. Ele repartiria do zero, nenhuma dívida. Nesse contexto, ele poderia se endividar novamente por vários anos, décadas talvez, até precisar dar um novo calote."

    Mas quem emprestaria para ele? Vale lembrar que, com calote, a Grécia sai da zona do euro.

    "Não me surpreenderia nem um pouco se vários investidores sem escrúpulos passassem a emprestar grana para esse governo agora sem dívida."

    Aí, ponto para o governo grego, que conseguiu continuar ludibriando otários.

    "Aliás, diga-se de passagem, o governo grego já deu vários calotes em sua história, e isso não o impediu de se endividar novamente."

    O que mostra que a inteligência se tornou uma commodity escassa no mundo atual.

    "Alguém sabe me dizer quem são os principais credores da Grécia? Seria o BCE que detém todos os títulos? Porque na boa, se eu tivesse títulos gregos, já teria vendido!"

    Segundo o autor, 80% da dívida grega está em posse de organismos oficiais.
  • Tiago RC  12/02/2015 14:01
    Aí, ponto para o governo grego, que conseguiu continuar ludibriando otários.

    Mas será que são tão otários assim? Um governo sem dívidas pode passar a se endividar por anos, sem problemas, até a dívida chegar em um nível preocupante. Quando o nível da dívida voltar a ser preocupante, você vende seus títulos aos tais "organismos oficiais"...

    Quando ele diz "organismos oficiais", quer dizer estatais, é isso? É o que eu imaginava: a maioria dos credores são vítimas de impostos, de uma maneira ou de outra.
  • Tiago Moraes  23/06/2015 13:50
    Meu amigo, é claro que a Grécia paga até hoje pelo prejuízo de ter sido um caloteiro histórico, observe que 80% da mastodôntica dívida soberana do país, está nas mãos de credores públicos. Somente 1/5 da dívida grega é financiada pelo mercado, isso mostra que o país não goza de credibilidade no mercado privado de títulos, seus papeis são "junk bond's". Se a Grécia der calote, ela vai ter que se contentar com apenas uma parcela desses 20% de credores privados, que continuarão dispostos a financiar o governo. E eles, obviamente, cobrarão juros extorsivos para continuarem emprestando aos gregos, mas ainda assim não será suficiente para o governo manter um nível elevado de gastos que compõem mais da metade do PIB do país. Por isso é que o autor do texto fala que se a Grécia der o calote, aí sim enfrentará a verdadeira austeridade.
  • Tiago RC  23/06/2015 16:27
    "Somente 1/5 da dívida grega é financiada pelo mercado, isso mostra que o país não goza de credibilidade no mercado privado de títulos, seus papeis são "junk bond's". Se a Grécia der calote, ela vai ter que se contentar com apenas uma parcela desses 20% de credores privados, que continuarão dispostos a financiar o governo."

    Acredito que esses 20% nas mãos de investidores privados só estão lá porque os tais investidores, talvez por tecnicalidades contratuais ou legislativas, não tenham a liberdade de trocar para outro ativo. Não consigo conceber que tanta gente esteja voluntariamente emprestando seu próprio dinheiro ao governo grego hoje.

    Mas, voltando ao meu primeiro comentário, eu discordo dessa conclusão. Se o governo grego der um calote total e completamente zerar sua dívida, fica fácil emitir mais e arrumar dinheiro pra pagar por esses novos títulos. Eles não teriam por que dar outro calote por um bom tempo. Não vejo por que investidores sem escrúpulos deixariam de comprar títulos gregos nesse cenário. Eles podem comprar e deixar pra vender anos no futuro, quando ficar claro que o fardo da dívida está de novo pesado demais e um novo calote voltar a ser uma possibilidade.
  • Luiz Goerck  28/06/2015 22:22
    "Se o governo grego der um calote total e completamente zerar sua dívida, fica fácil emitir mais e arrumar dinheiro pra pagar por esses novos títulos. Eles não teriam por que dar outro calote por um bom tempo."

    Calote não zera dívida alguma, nao é como dar um "reset" e começar de novo. O que zera a dívida é seu completo pagamento.

    Pense VC como sendo o credor da dívida grega. Se a Grécia desse calote, VC deixaria a dívida de lado (zeraria) e começaria a financiá-la novamente? Não funciona assim. Da mesma forma que você não empresta grana para amigos ou familiares com fama de caloteiro ou mau-pagadores os bancos e governos fazem uma espécie de análise de crédito e de histórico antes de emprestar a grana.
  • Ricardo  12/02/2015 14:08
    Ponto então para os espertos que chegaram cedo e antes de todos, e que assim conseguirão ganhar dinheiro com seus empréstimos para o novo governo. (Na verdade, como corretamente diz o artigo, eles coletarão do governo apenas os juros; os títulos eles revenderão para os otários que chegarem depois).
  • Andre Bernardes  12/02/2015 16:28
    Emprestar dinheiro para o governo é igual a uma pirâmide, um esquema Ponzi, só que em vez de rendimentos muito altos promete-se a segurança máxima, a garantia de pagamento via pagadores de impostos. Mas quem dá o azar de chegar no final vê que não há garantia alguma e se dá mal...
  • SPSPJULIANO  12/02/2015 17:26
    Um calote total não permitiria esse tipo de raciocínio inicial ("que a grécia partiria do zero e outros emprestariam dinheiro)..... A Argentina fez isso e hoje só tem moeda internacional (dólar, etc) quando vende a safra de grãos. Vai acontecer o mesmo com a grécia caso dê calote geral, talvez até fique pior do que a Argentina, pois a grécia tem o quê para vender em troca de moeda forte? Azeitona e Turismo?.... se der calote amplo, geral e irrestrito a Grécia vai sofrer um terremoto tão grande vai mudar de continente... para a África.
  • Marco Lima  12/02/2015 14:33
    Já li que essa tragédia grega começou com os gastos excessivos para realizar as Olimpíadas de Atenas 2004. Isso procede?
  • Thiago  12/02/2015 15:00
    Os gastos com as Olimpíadas certamente não ajudaram em nada, mas não saberia dizer se é correto afirmar que foram eles que iniciaram tudo. A propensão dos gregos por um estado grande e perdulário é antiga, e o histórico de calotes do governo grego mostra bem isso.
  • Wesley  12/02/2015 15:01
    Olá? Gostaria de saber até quando o Brasil vai aguentar pagar sua dívida pública que chega a metade do PIB? Os governos FHC, Lula e Dilma vêm aumentando assustadoramente a dívida pública brasileira e mandando a conta para os contribuintes. Porém até quando o governo vai aguentar pagar esse absurdo? Além do mais é viável uma auditoria na dívida pública como defende o PSOL?
  • Snipes  12/02/2015 15:13
    A dívida nunca é paga. Ela é apenas rolada. Quando uma dívida está vencendo, o Tesouro emite novos títulos e, com o dinheiro que arrecada com esse lançamento, paga o título que acabou de vencer. Ou seja, a dívida nunca diminui.

    Daí o fenômeno de que, quanto mais se paga juros, mais a dívida sobe. Na prática, o governo só paga os juros. Quando um papel vence, ele emite outro papel para pagar o que está vencendo. Ele se endivida para pagar a dívida que está vencendo.
  • Wesley  12/02/2015 23:22
    Mas uma hora isso se tornará insustentável, pois ao que parece a taxa de juros aumenta em cada ano. Uma hora vai acontecer o que houve com a Grécia. E aí, o que fazer? Esse é o nosso futuro?
  • Alan  13/02/2015 12:31
    É isso aí meu amigo. Você capitou a mensagem.
  • Greenspan  13/02/2015 13:08
    O correto é "captou", capisce?
  • Tannhauser  12/02/2015 15:05
    Leandro,

    a título de comparação, poderia por favor informar onde encontro os seguintes dados em relação ao Governo Brasileiro:

    - Gastos com juros da dívida (%PIB)
    - Gastos do Governo (%PIB)
    - Prazo médio de vencimento da dívida
    - Taxa média de juros da dívida

    No tradingeconomics encontro somente a dívida pública bruta em relação ao PIB.

  • Leandro  12/02/2015 15:28
    Séries temporais no site do BACEN.

    www.bcb.gov.br/?SERIESTEMP

    Clique em "finanças públicas".

    Para algumas dessas suas rubricas, o resultado é direto. Para outras, você terá de fazer cálculos.
  • Observador do blog  12/02/2015 15:46
    O site da Secretaria do Tesouro Nacional deve ter estas informações.

    Procura no google.
  • Trader Carioca  12/02/2015 16:54
    Tannhauser,

    - Gastos com juros da dívida (%PIB) - 45,11% em 2014 (R$ 978 milhões)

    - Gastos do Governo (%PIB) - O PIB de 2014 ainda não foi divulgado, somente em março. A prévia do BACEN indica retração de 0,15%. Então teríamos R$ 4,84 Trilhões em 2013, queda de 0,15% e correção pela inflação, algo como 4,84*(1-0,15%)*(1+6,41%) = 5,14 trilhões em 2014.
    O orçamento executado em 2014 foi de 2,17 trilhões (não sei se já está corrgido pela inflação).
    Se estiver, então 42,2%. Caso contrário, 44,8%.

    - Prazo médio de vencimento da dívida - 4,4 anos, maior da série histórica. Dívida de curto prazo (12 meses) representa 24% do estoque.

    - Taxa média de juros da dívida - Essa conta demora mais pra fazer pois parte da dívida é em IPCA, parte em SELIC, parte PRÉ, etc. Infelizmente não to com tempo agora para fazer a conta.

    Espero ter ajudado.
  • Trader Carioca  12/02/2015 17:22
    Tannhauser,

    Uma correção:

    - Gastos com juros da dívida (%PIB) - 19,01% em 2014 (R$ 978 milhões). Lembrando que o PIB de 2014 não está oficialmente divulgado.
    - Gasto com juros da dívida (% dos gastos do governo) - Aí sim 45,11% em 2014
  • Rhyan  12/02/2015 22:26
    Fiquei com as mesmas dúvidas lendo o artigo, que é ótimo!

    Esse site de séries temporais é bem confuso pra quem não está acostumado, demonstra que não há transparência nesses tipos de dados.
  • Rhyan  12/02/2015 22:28
    Trader, tenta fazer com os dados de 2013, são esses usados no artigo.
  • Tannhauser  13/02/2015 11:03
    Obrigado Leandro, Observador e Trader.

    Trader, no caso dos gastos com juros da dívida, seria R$ 978 Bilhões, não?
  • Trader Carioca  13/02/2015 13:49
    Tannhauser,

    Bilhões e não milhões, vc está certo. Desculpem o excesso de erros, estava fazendo na pressa pois estava ocupado.


    Um adendo que eu vi em casa com calma sobre os números de 2014.
    - Gastos com juros E AMORTIZAÇÃO da dívida (%PIB) - 19,01% em 2014 sendo R$978 bilhões, 170 juros (3,3% do pib?) e 808 amortizações. Mais uma vez lembrando que o PIB de 2014 não está oficialmente divulgado.



    Dados para 2013 (todos os números em Reais):
    - PIB - 4,84 Trilhões
    - Gastos com juros E AMORTIZAÇÃO da dívida (%PIB) - 14,85% sendo 719 Bilhões, 141,7 juros (2,9% do PIB) e 576,7 amortização. Representa 40,30% do orçamento da união. Os juros em 2013 eram mais baixos do que em 2014, ajudou a reduzir o peso dos juros no PIB. A dívida total era menor também.
    - Gastos do governo (% PIB) - 36,8% (1,783 trilhões de orçamento executado)
    - Prazo médio da dívida - 4,2 anos
  • Lopes  23/06/2015 14:04
    Trader, não está unindo refinanciamentos com as amortizações na contagem?

    Caso não, o governo apenas segue o que ele próprio incentivou no endividamento das famílias.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  22/06/2015 19:11
    A conta de juros do setor público irá fechar 2015 em torno de 7% pib!, e crescendo aceleradamente, pois o Primário segue patinando e a Selic se elevou.

    é muita coisa.

    o governo nos pesa em incríveis 45% pib (38% fiscal + 7% déficit).
  • reflexão  23/06/2015 12:37
    Rapaz ! Eu olho para esses números e me dá calafrios, será que somos poucos que conseguem ver isso.
    Pelo jeito a "educação pública de qualidade" vai acabar com esse país.
  • André  12/02/2015 15:22
    Espero que eles deem o calote logo de uma vez.

    Assim algumas pessoas aprenderão algumas lições.
  • Didi  12/02/2015 16:36
    Zakynthos [dos infernos] é uma dentre várias ilhas gregas coalhadas de falsos cegos. Talvez esse seja o real motivo de não enxergarem a tremenda besteira que fizeram ao eleger um governo voltado para o calote.
  • Aaron  12/02/2015 17:30
    OFF TOPIC

    Porque o PT sempre ganha: devido a nossa tradição estatista e patrimonialista.

    www.insper.edu.br/noticias/pt-o-partido-da-tradicao/

    O livro a seguir pode ajudar tb:

    www.livrariacultura.com.br/p/a-cabeca-do-brasileiro-2197123


    Boa leitura.
  • breno  12/02/2015 23:28
    Rapaz passar longe dessa Insper.

    0 PT não... (zero no lugar do o.)
    ..alunos no S8 lugar... (Numa lista de 65)
    ..protege com pianos privados... (pianos?? :O)
  • Paulo Mb  12/02/2015 17:50
    Quais as chances do governo grego sair do Euro como forma de financiar ainda mais gastos públicos via inflação?

    Se ele fizer isso, teremos chances de assistir um novo país com hiperinflação?
  • Gilles  12/02/2015 18:18
  • Vander  12/02/2015 19:59
    Acompanho o desenrolar da crise grega em sites estrangeiros, e em um site, encontrei uma tropa de marxistas/socialistas 'discutindo' uma saída para a crise grega.

    Um dos pontos que eu achei interessante é que, ao que parece, o 'novo' governo grego vai procurar a ajuda dos BRICS para 'resolver' o problema.

    Outro ponto seria uma suposta mudança do gasoduto que abastece a Europa. Hoje esse gasoduto sai da Rússia e passa pela Ucrânia. A idéia dos socialistas seria mudar o curso do gasoduto, fazendo-o passar pela Turquia e depois pela Grécia. Esse seria um ponto com o qual o Syriza estaria contando, para justificar tanta fanfarra. O que a Rússia exigiria em troca? Só Deus sabe...
  • luancordeiros  12/02/2015 23:23
    Otimo ne, entao alem dos contribuintes europeus serem espoliados pelo governo grego agora nós (brics) tmb seriamos kkkkkk
    Tomara q seja so conversa de comuna isso!
  • kalleldf  01/06/2015 18:08
    Simplesmente a Russia faz isso para a expansão do comunismo, nada menos do que o Brasil faz aqui na america latina, financiando hidrelétricas e dando refinarias de graça para "países amigos". A mesma coisa está acontecendo aqui agora que a vaca ta indo pro brejo, a China veio com bilhões para investir no país e ajudar os companheiros petistas, sem bem que essa não vai ser de graça, os chinas vão comprar tudo aqui.
  • Adelson Araujo  13/02/2015 22:41
    A Grécia encontrou um inesperado adversário às suas pretensões de uma negociação mais favorável da dívida: Portugal. Os portugueses argumentam que fizeram ajustes profundos em sua economia, com cortes de gastos estatais, demissões de funcionários públicos e reduções em salários e aposentadorias, e após grandes sacrifícios o país começa a sair da recessão, conseguindo novamente vender títulos da dívida pública e saldando o empréstimo ao FMI. Se a Grécia conseguir condições mais vantajosas, mesmo não tendo cumprido todas as condições negociadas anteriormente com as autoridades europeias, Portugal questiona de que valeu todo seu sacrifício.
    Esta semana foram divulgados dados animadores sobre o crescimento econômico na Europa: em 2014 a zona do euro teve crescimento do PIB de 0,9%, e a União Europeia de 1,4%, puxados pela Alemanha com 1,4% de crescimento. A Grécia teve crescimento de 0,8% após 6 anos de recessão, e Portugal de 0,9% após 3 anos de recessão. Ou seja, as políticas de austeridade da Troika começam a surtir efeitos positivos, exatamente quando a Grécia adota um caminho de confronto.
  • Adelson Araujo  14/02/2015 00:29
    Corrigindo, o crescimento do PIB da Alemanha em 2014 foi de 1,6%.
  • anonimo  14/02/2015 11:07
    "Em outras palavras, os cidadãos europeus estão, por meio de seus impostos, subsidiando o governo grego. Seus impostos estão sendo utilizados para estender crédito ao governo grego, por meio da Troika, a condições bem mais vantajosas do que a que eles próprios usufruem."

    CORRUPÇÃO...

    Porém o crédito é para os bancos gregos, pagar a dívida dos bancos gregos e não da população ou governo representativo da mesma. A Grécia é governada por duas famílias: Karamanlis e Papandreou. O Syriza conta com apoio de Empresários Gregos.
  • Osmar Neves  15/02/2015 15:29
    Prezados,

    Por favor, alguém poderia me ajudar a tentar entender isso aqui:


    "Nas economias modernas, caracterizadas por governos expansivos e moedas inflacionárias, o principal da dívida pública nunca é quitado; tudo é refinanciado. A dívida não se paga; ela é rolada."


    Como assim? Por que não? E, se um governo e uma população decidirem que irão, num prazo de 30 anos, quitarem a sua dívida pública, quais as consequências desta atitude para a economia e o sistema financeiro/bancário deste país? E, se for possível, por favor, enviem-me as fontes para que eu possa estudar mais a fundo esta situação. Desde já, muito obrigado!
  • Milton  16/02/2015 12:46
    A dívida nunca é paga. Ela é apenas rolada. Quando uma dívida está vencendo, o Tesouro emite novos títulos e, com o dinheiro que arrecada com esse lançamento, paga o título que acabou de vencer. Ou seja, a dívida nunca diminui.

    Daí o fenômeno de que, quanto mais se paga juros, mais a dívida sobe. Na prática, o governo só paga os juros. Quando um papel vence, ele emite outro papel para pagar o que está vencendo. Ele se endivida para pagar a dívida que está vencendo.

    "E, se um governo e uma população decidirem que irão, num prazo de 30 anos, quitarem a sua dívida pública, quais as consequências desta atitude para a economia e o sistema financeiro/bancário deste país?"

    Quitar toda a dívida pública? Bom, isso jamais vai ocorrer. Porém, se de fato ocorresse, a base monetária do país (ao menos a fatia criada por meio da compra de títulos públicos) seria extinta e o Banco Central perderia sua capacidade de fazer política monetária.

    Artigo sugerido:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=344
  • Osmar Neves  16/02/2015 16:41
    Muito obrigado pela gentileza Milton!


    PS: Esta é uma das razões porque adoro este site! O espírito de cooperação entre as pessoas que frequentam este site é maravilhoso, todos ganhamos com o conhecimento compartilhado!
  • Eduardo R., Rio  16/02/2015 19:29
    "O orgasmo da esquerda caviar", por Miguel Ángel Belloso.
    "Estou farto do choradinho dos desgraçadinhos dos gregos", por José Manuel Fernandes.
  • oneide teixeira  18/02/2015 13:15
    E quem disse que a "esquerda" quer desenvolver e resolver os problemas econômicos do país que governa?
    O que é esquerda, afinal?
    Basicamente, é a ação política com o objetivo de implementar um estado totalitário que obtenha o máximo de controle sobre a vida de seus cidadãos, de forma que tudo beneficie os burocratas que tomam conta deste estado.
    Esquerdismo é a crença nessa ação política, e, por consequência, no estado inchado e interventor.

    E guerra politica e a esquerda esta vencendo pela falta de conhecimento sobre o que se passa no mundo.
    Um dos melhores sites sobre o assunto lucianoayan.com/arquitetura-da-esquerda/

    Como lidar com os 'bullies' da esquerda - Ben Shapiro

    https://www.youtube.com/watch?v=fkSy7IqrPxk

  • Emerson Luis  22/02/2015 12:00

    Alguns líderes e pensadores dizem o que precisamos ouvir.

    Outros líderes e pensadores dizem o que queremos ouvir.

    As pessoas escolhem quem preferem escutar.

    E depois arcam com as consequências.

    * * *
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  03/04/2015 01:37
    Afinal, a Grécia está devendo a quem: a governos ou credores privados?
  • Pobre Paulista  22/06/2015 15:07
    A resposta está no texto:

    "(80% da dívida grega está em posse de organismos oficiais)"
  • Andre  22/06/2015 19:04
    A Grecia se envidou com organismo oficiais para salvar os Bancos Alemães e Franceses de suas fraudes em 2008
  • Tiago Voltaire  22/06/2015 17:25
    Quando leio esses artigos fico com uma sensação estranha, uma sensação de que toda a economia mundial é sustentada apenas pela mentira.
  • Edujatahy  22/06/2015 18:19
    Esta sensação é consequência direta do exímio presidente americano que acabou com o padrão ouro. Sim. É tudo sustentado em uma mentira. E as crises internacionais são reflexo deste sistema artificial criado pelos governos do mundo.
  • Rodrigo  22/06/2015 17:35
    A Grécia que ta sendo espoliado assim como todos os contribuintes da UE. Mercado financeiro inventou um sistema de criação de falsas dividas. Que não corresponde a nenhum dinheiro entreque a esses países. Todos esses países são vitimas e da espoliação e do Mercado.
  • Garcia  22/06/2015 18:28
    "A Grécia que ta sendo espoliado assim como todos os contribuintes da UE."

    O governo da Grécia se endividou para, dentre outras coisas, poder pagar as pensões de nababos gregos que se aposentavam aos 57 anos de idade. (Esse valor ridículo foi aumentado para 67 em 2012.)

    Ao passo que alemães, muito mais produtivos, se aposentavam apenas aos 65 anos, gregos cheios de vigor se aposentavam com 57. Para pagar este, dentre vários outros gastos sociais, o governo grego teve de se endividar.

    E eles estão sendo espoliados?

    "Mercado financeiro inventou um sistema de criação de falsas dividas."

    Falsas dívidas por quê? Substancie sua afirmação com dados e fatos.

    "Que não corresponde a nenhum dinheiro entreque a esses países".

    O dinheiro foi perfeitamente entregue à Grécia. Tanto é que ela conseguiu aumentar continuamente seus gastos de 2000 a 2010. Agora chegou a hora de pagar a conta.

    "Todos esses países são vitimas e da espoliação e do Mercado."

    Neste site você precisará de um pouquinho mais do que meros chavões surrados para fazer algum ponto. Aqui não é comunidade de Facebook, na qual você pode falar sem ser contestado. Falou algo, tem de comprovar.
  • Adelson Paulo  22/06/2015 20:36
    Prezado Garcia, não perca seu tempo respondendo a este tipo de comentário "ta sendo". É como ensinar álgebra a quem não sabe somar.
  • anônimo  22/06/2015 20:07
    E mais uma vez as previsões de Marx se provam erradas.

    Marx dizia que revoluções e partidos socialistas iriam assumir o poder em países ricos e capitalistas (entenda que ele quis dizer país com liberdade de mercado). A Grécia é um país falido e na posição de 130º na média de liberdade econômica, do Brasil e abaixo de vários países africanos.

    E ainda é tido como um intelectual no Ocidente. Minha nossa, olha o que esquerdistas estão conseguindo fazer com o intelecto do planeta.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  22/06/2015 21:19
    Não há perdão: quem desobedece as leis econômicas(consciente ou não) pagará CARO. A Grécia pagará sua dívida, os juros, a multa, etc aos credores, independentemente de quem quer que esteja "no poder". Todas as dívidas devem ser pagas, começando com os próprios dirigentes. Eles(presidente, ministros, membros do judiciário, etc) devem pagar essas dívidas. Nem que para isso vendam suas próprias vidas como escravos. Ninguém mandou pedir emprestado.
  • Mario  22/06/2015 21:33
    É fácil julgar um governo em dificuldades. Reconheço que a Grécia cometeu muitos erros! Porém não consigo esquecer o que esse povo passou nas mãos dos alemães ( nazistas ) durante a segunda guerra. O país foi saqueado em todos os sentidos com centenas de milhares de gregos morrendo de fome. Esse crime nunca foi julgado. Esse povo nunca foi recompensado pelas barbáries que sofreu!
  • Seixas  22/06/2015 21:47
    Bocejos….

    Por essa lógica, os cidadãos alemães foram estuprados duas vezes: uma pelo tratado de Versalhes e a outra pelos aliados pós-Segundo Guerra. Aliás, foi o tratado de Versalhes que gerou a hiperinflação que dizimou a classe média do país. Isso levou a Hitler, que levou a uma nova hiperinflação no pós-guerra.

    Ou seja, os cidadãos alemães sofreram duas vezes, e muito, por causa de políticas impostas por burocratas de outros países. Haverá reparação? Quando terão pena dos alemães?
  • Renato Souza  22/06/2015 23:34
    Mario

    É só blah blah blah da sua parte. Todos os povos do mundo sofreram na mão de governantes de outros países (e mais ainda, nas mãos dos próprios governantes...). Navios turcos, e de outros países muçulmanos, durante séculos atacaram regiões costeiras da Europa ocidental, levando talvez centenas de milhares de escravos (fora mortos, feridos, e destruição de bens). Os irlandeses, ingleses, franceses, italianos, por exemplo, poderiam exigir indenização por parte dos norte-africanos e turcos. Os italianos, então, deveriam pagar indenização a meio mundo, pelas maldades do Império Romano. Bilhões de pessoas poderiam exigir indenização dos pobres mongóis e hoje, e cidadãos sírios, iraquianos, egípcios, iranianos, teriam de pagar pelos crimes dos antigos impérios ai situados. As tribos árabes teriam de pagar pela expansão muçulmana, em que as mortes chegaram a valores estratosféricos...

    Deixemos de ser ridículos. Os gregos não estão pobres pelo que aconteceu na década de 40, estão pobres pelo que tem feito ao longe de todos esses anos. Anos de grande oportunidades, anos em que muitos países saíram da miséria para a riqueza, e o povo grego escolheu caminhos de endividamento descontrolado, economia estagnada, e falta de produtividade.
  • Tio Patinhas  22/06/2015 22:50
    E o Japão?

    Afinal de contas foi o único país que sofreu um ataque nuclear (e duas vezes...).

    Obrigado.
  • Vander  22/06/2015 22:52
    Bocejos... +1
  • Felipe  22/06/2015 22:54
    Durante a Primeira Guerra Mundial o Reino Unido efetuou um bloqueio naval ilegal, de alto mar, que resultou na morte de 700000 civis alemães. Quem julgará esse crime?

    Além disso, existe um estranho silêncio sobre o papel da Itália na invasão e ocupação da Grécia durante a Segunda Guerra Mundial.
  • Jefferson  23/06/2015 02:40
    O que diríamos de Portugal, que teve colonias ateh a década de 70 e hoje enfrenta problemas? Não vejo nada na situação grega que não seja resultado de seu erros atuais da economia e etc.
  • anônimo  23/06/2015 02:38
    E desde quando uma geração tem que pagar a dívida de outra geração.

    Pela sua lógica você deviria exigir que a Grecia indenizasse o Ira pela invasão de Alaxandre.
  • Adelson Paulo  23/06/2015 11:30
    Temos ainda que pagar elevados royalties aos peruanos, que domesticaram a batata, um dos alimentos mais importantes do mundo, e aos mexicanos, que domesticaram o milho, um dos cereais mais importantes para a humanidade, e o chocolate, consumido por todo o mundo.
  • Luís Eduardo  07/07/2015 02:56
    Não esquece de falar da mandioca...
  • Pedro  22/06/2015 22:17
    Vamos esclarecer um ponto. Quando vocês dizem que houve um gasto em torno de 40% do orçamento para pagamento da amortização da divida, esse percentual e meramente contábil. Isto porque o valor da divida a ser pago no exercício entra automaticamente no orçamento. Mas, na verdade, novos empréstimos para fazer face a tal pagamento são contraídos (rolagem da divida). Como normalmente os novos empréstimos são da ordem do valor a ser amortizado, então o real desembolso feito via orçamento e o do valor dos juros. Assim, os tais 40% são meramente contábeis.
  • Sergio Souza  22/06/2015 22:42
    Não sei se vocês chegaram a ver um debate do Rodrigo Constantino e Ciro Gomes no youtube.

    Só para ter uma noção,Rodrigo mencionou Mises em relação do livre mercado e como construir riqueza e logo o Ciro Gomes talvez por não conhecer Mises,disse:"Não é mais moderno esse raciocínio".Mas,quando ele,Ciro Gomes deu um exemplo,quase cair da cadeira,dêem uma olhada:

    https://www.youtube.com/watch?v=Ip0TfDps9cs

    Será que o passsado não serve de lição ao que esta acontecendo hoje?

  • Renato  23/06/2015 03:23
    Excesso de poupança é um problema sério: os chineses constroem cidades-fantasma e investem em minas/ferrovias/canais em países de terceiro mundo. Mas os alemães emprestaram para a Grécia mesmo.

    E os gregos não estão gostando de ser o cofre-porquinho.
  • Renato Souza  23/06/2015 12:23
    Errado, xará.

    O problema não é excesso de poupança, mas mal investimento (induzido pelas políticas do estado. há um monte de artigos aqui explicando isso.
  • anônimo  23/06/2015 15:58
    E desde quando gastar tudo construindo cidades fantasmas eh poupança e não gastança? Ou isso não é poupança e vc acha bom?
  • Renato  24/06/2015 06:31
    As cidades-fantasma são poupança porque servem de garantia ao crédito que construiu elas. Pode não ser uma forma boa de preservar valor, mas o conceito de excesso de poupança é justamente uma maneira de dizer que as formas "boas" de estocar valor já se esgotaram.

    Investir ("investir") na Grécia é uma dessas maneiras menos boas de preservar valor. Melhor se os europeus tivessem investido em bens materiais, ao invés de comprar a servidão dos seus próprios cidadãos.
  • anônimo  29/06/2015 01:52
    Nosso conceito de poupança eh um tanto diferente, pra mim construir uma cidade eh um gasto com ferro, aço, asfalto, cimento, vidros, tijolos, enfim de forma alguma pra mim isso é se abster de algum recurso e sim gastá-lo.

    Porem não sei o seu conceito de poupança então nada posso dizer quanto ao seu pensamento, mas para entender o meu:

    Seria como dizer que ao usar meus recursos para construir uma moradia, estaria poupando (ao mesmo tempo que consumindo recursos) uma coisa que invalida a outra
  • Didi  23/06/2015 06:28
    Em suma: Grego tá devendo até a Zorba, vive mais quebrado que prato de dança. A história se repete, berço do mito e um dia ter sido em tarará AC, pra variar segue dando aos incautos...presente de grego.
  • anônimo  23/06/2015 09:35
    Procurei no IMB por artigos sobre o 'precisamos de um estado inchado e militarizado pra nos proteger dos terroristas mauvados', falácia preferida de neocons como Olavo do Caravalho, neoconsta e Luciano Ayan, mas não achei muita coisa

    A quem interessar possa...
    www.theguardian.com/world/2010/dec/05/wikileaks-cables-saudi-terrorist-funding
    ...e como todo mundo sabe, ou devia saber, a Arábia Saudita é apenas um capacho dos EUA

  • danilo  23/06/2015 11:36
    Sobre a Dívida Pública e a Ong brasileira: "Auditoria Cidadã da Dívida".

    libereconomia.weebly.com/artigos/sobre-a-divida-publica-e-a-auditoria-cidada-da-divida1


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