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Em vez de culpar a desigualdade, pense em criar mais riqueza

Em 30 anos, o crescimento assombroso da China tirou nada menos do que 680 milhões de pessoas da miséria, dando-lhes renda e acessos a bens e serviços nunca sonhados por uma população que passava fome nas plantações de arroz.  Só que, vejam só, a desigualdade chinesa também aumentou nesse mesmo período.

Além dos miseráveis que subiram de vida, criou-se uma classe política e empresarial de super-ricos que concentra cada vez mais riqueza. Praticamente todo mundo está melhor, ainda que alguns poucos tenham ganho mais do que a maioria.

Essa é a cara do desenvolvimento capitalista (ainda que a China esteja longe de ser um país liberal): todos ganham, mas nem todos ganham a mesma coisa.  E aí, o que é melhor para os chineses?  Ter renda e consumo sabendo que a elite de seu país é muito mais rica do que eles jamais serão, ou passar fome com o consolo de que sua elite é formada de milionários e não bilionários? Pobreza ou desigualdade?

Se o nosso objetivo é melhorar as condições de vida humana, dando uma vida digna a todos, nossa preocupação é com a pobreza, e não com a desigualdade.

Pobreza diz respeito às condições absolutas em que alguém se encontra. Tem comida? Acesso a água potável? Habitação? Trabalho? Seus filhos podem frequentar uma escola ou se veem forçados a trabalhar? Os critérios são muitos.

Já desigualdade é uma variável relativa, que nada diz sobre as condições absolutas de vida. Para saber se um país é desigual, é preciso comparar seus habitantes mais ricos e mais pobres e ver a distância entre eles. Um país que tenha uma pequena parcela de milionários e o restante da população passe fome é muito desigual. Já um onde todos passem fome é igualitário. A condição objetiva dos pobres em ambos, contudo, é a mesma.

Igualmente, se os mais pobres viverem como milionários, e os mais ricos sejam uma pequena parcela de trilionários, a desigualdade é grande.

As duas coisas, pobreza e desigualdade, se confundem facilmente, de modo que muita gente que se preocupa espontaneamente com a pobreza (que se preocupa, por exemplo, com quem não tem acesso a saneamento básico, ou a educação) acaba falando de desigualdade: da diferença entre os mais ricos e os mais pobres. E essa mistura muda nossa maneira de pensar: acabamos pensando que pobreza e desigualdade são a mesma coisa e que, portanto, o melhor remédio contra a pobreza é a redução da desigualdade, o que via de regra significa tirar de quem tem mais e dar para quem tem menos.

Novamente, a China ou mesmo a história europeia nos últimos dois séculos mostra que não precisa ser assim.

A tendência mundial das últimas décadas tem sido o aumento da desigualdade dentro de cada país. Mas se olharmos para o mundo como um todo, comparando cidadãos de países pobres com os de países ricos como se a Terra fosse uma grande nação, a desigualdade vem caindo. A distância entre o cidadão médio de um país pobre para o de um país rico diminuiu, ainda que, no mundo todo, a classe dos mais ricos venha concentrando mais renda.

O principal índice para se medir a desigualdade econômica dentro dos países é o índice de GINI. Em geral, maior riqueza está associada a maior igualdade; só que há muitas e muitas exceções.  Pelo índice de GINI, os EUA são mais desiguais que o Senegal. O Afeganistão é das nações mais igualitárias do mundo (o Canadá é mais desigual que o Afeganistão).   

O Brasil, mesmo com sua altíssima carga tributária, segue sendo um dos países mais desiguais do mundo (outra ilustração da ineficiência de nosso estado em fazer aquilo a que ele se propõe), mas não é nem de longe o mais pobre. O pobre brasileiro, por pior que seja sua condição de vida, está melhor que o pobre indiano, apesar de viver numa nação muito mais desigual.

Pelo mesmo índice, o Canadá é mais desigual que Bangladesh, a Nova Zelândia é mais desigual que o Timor Leste, a Austrália é mais desigual que o Cazaquistão, o Japão é mais desigual que o Nepal e a Etiópia.

É um fato que a desigualdade desagrada a muitos. Ofende o senso moral de muita gente pensar que uma pessoa tenha riqueza brutalmente maior do que outra sem ter tido o mesmo esforço, ou o mesmo mérito, para consegui-la. Herança talvez de uma ética do trabalho, que não consegue aceitar a riqueza (ou o prazer de maneira geral) exceto como recompensa de privações, esforço, sacrifício. Ou ainda da visão antiga de que é a riqueza dos ricos que causa a pobreza dos pobres.

A transferência de renda, embora talvez útil para aliviar situações agudas de pobreza, é um meio ineficiente para promover a geração sustentável de riqueza. Relações ganha-ganha geram um ciclo virtuoso, aumentando a riqueza total, que nos permite deixar para trás o eterno cabo de guerra por uma riqueza estanque.

Imagine se a China tivesse parado nos anos 1970, brigando para repartir o minúsculo bolo que era sua economia. Hoje o bolo cresceu, mas também os super-ricos. Se conseguíssemos, pela primeira vez em muitos séculos, olhar para fortunas imensas sem sentir indignação, o mundo talvez virasse um lugar melhor.

__________________________________

Leia também: "Vamos debater as causas da pobreza!" 



autor

Joel Pinheiro da Fonseca
é mestre em filosofia e escreve no site spotniks.com.

  • Marcus  14/01/2015 14:41
    Excelente Artigo!!
  • Reginaldo Rosa  14/01/2015 15:30
    Todo cidadão brasileiro deveria ler esse artigo!
  • Al  14/01/2015 15:44
    Curto e direto, muito bom.
  • Lucas  14/01/2015 15:45
    sonhar não paga imposto!
  • Mateus  14/01/2015 16:10
    Não dê idéias!
  • Felipe  14/01/2015 16:38
    Ainda...
  • Vinicius  14/01/2015 22:13
    Por enquanto... mas antes vão decretar um marco regulatório para que o sonho tenha uma porcentagem de conteúdo nacional, e que não contenha conteúdo preconceituoso.
  • Pedro Ivo  15/01/2015 11:45
    Vai ser a sonegação com resistência pacífica + fácil e gratificante da história
  • Bruno  04/08/2015 07:51
    economia.estadao.com.br/noticias/negocios,pedidos-de-socorro-contra-trabalho-escravo-sao-encontrados-em-roupas-de-grife-inglesa,1518821
  • Mars  04/08/2015 15:21
    Trabalho escravo significa pessoas trabalhando obrigadas, contra a própria vontade, sem a opção de poder sair dali e sem receber absolutamente nada em troca.

    Tais critérios foram preenchidos?

    Se não, então por que não saem do emprego?
  • Amazonense  04/08/2015 18:56
    Me ocorreu de questionar uma prática muito comum no norte do Brasil:

    O cara é contratado (de boca) para ir trabalhar numa fazenda no interior.

    Ele (juntamente com a família) tem a passagem (de barco) paga pelo dono da fazenda, assim como roupas, sapatos, alimentação por um tempo e passa a morar em uma casa na fazenda (em condições precaríssimas).

    Aí ele começa a trabalhar na tal fazenda, retirando castanha, latex (das seringas) e outras "drogas" da amazônia.

    No final do mês, ele vai receber o salário prometido e tem uma grande surpresa: o patrão tá descontando tudo o que ele (e a família) consumiu(ram) de alimentos, roupas e compras na única mercearia da fazenda (que o patrão também explora, claro).

    Aí o que ele recebe não dá nem pra pagar uma passagem de volta pra cidade, quando sobra alguma coisa, pois o mais comum é ele terminar o mês no vermelho (os preços na mercearia da fazenda são exorbitantes mesmo).

    Esse trabalhador é então mantido na fazenda por mais um mês para que pague o que deve com o seu trabalho. Mas, como ele tem que comer, vestir etc., ele entra num círculo vicioso e não tem como sair de lá (a não ser a nado ou numa canoa improvisado, por rios cheios de perigos, em uma viagem que pode chegar a dias até uma cidade de tamanho razoável).

    E aí, isso configura escravidão (por dívida)? Qual seria o posicionamento libertário?

    Para aqueles que acham esse cenário um conto de fadas, eu conheço uma família que vivia assim, a coisa de menos de 30 anos atrás, e que veio para Manaus por causa de uma tia que foi, na calada da noite, em um barco tipo "voador" e com o motor desligado, e fugiu com a família inteira de dentro de um seringal, onde já estavam lá há alguns anos...


  • Manauara  04/08/2015 19:15
    É tudo uma questão de contrato. Se houve quebra de contrato, se foi prometida uma coisa mas entregue outra, então o arranjo configura sim má fé, e deve haver punição.
  • Edujatahy  04/08/2015 20:08
    Como seria este arranjo atualmente?
  • Mak  27/07/2017 00:48
    Vejo uma relação injusta. Como foi dito, houve quebra de contrato. Não tem nem o que achar. Até o senso comum discorda disso. Nessas horas os tribunais de justiça devem aplicar a lei e punir. Ponto final.
  • saoPaulo  27/07/2017 10:20
    E aí, isso configura escravidão (por dívida)? Qual seria o posicionamento libertário?
    Não confunda c* com bunda.
    Da mesma forma que o dono das Casas Bahia não tem o direito de te manter em cárcere privado dentro da sua loja, caso você não pague pelos produtos lá comprados, tampouco o dono da fazenda tem este direito. Se a dívida não tem como ser paga, ele precisa resolver o conflito na justiça, como qualquer outro empresário.
    Até mesmo bancos devem levar em conta os riscos de serem caloteados antes de liberarem empréstimos, com cláusulas de quebra de contrato. Não é porque não houve um contrato escrito que esta relação se exime disto. É responsabilidade do dono da fazenda fazer tal cálculo e, novamente, em caso de calote, ele não tem o direito de manter o empregado em cárcere privado nem condená-lo à morte, pelo simples fato de não terem discutido as cláusulas de quebra de contrato.
  • Juliano  14/01/2015 16:27
    "Ofende o senso moral de muita gente pensar que uma pessoa tenha riqueza brutalmente maior do que outra sem ter tido o mesmo esforço, ou o mesmo mérito, para consegui-la. Herança talvez de uma ética do trabalho, que não consegue aceitar a riqueza (ou o prazer de maneira geral) exceto como recompensa de privações, esforço, sacrifício". Alguém poderia me mostrar, por gentileza, a relação entre este trecho do artigo que, diga-se de passagem é excelente, com a meritocracia difundida pelos liberais?
  • Magno  14/01/2015 17:03
    Qual é exatamente o seu ponto? Nessa passagem, o autor disse que há pessoas que defendem a tributação de heranças porque acham injusto uma pessoa recebr heranças. Ora, por quê?

    Se eu trabalhei a vida toda e leguei uma herança que permite ao meu filho viver confortavelmente, a merotocracia foi minha. Tomar o dinheiro que eu suei para acumular e repassá-lo para Sarney não é meritocracia nenhuma.

    E nenhum liberal defende seres esbulho.
  • Juliano  14/01/2015 17:31
    Perfeito. Muito obrigado.
  • Guilherme  15/01/2015 10:47
    Creio que há um erro na sua interpretação ai, ou minha.


    O autor não quis comentar sobre a tributação de herança, e sim falar da herança deixada por uma história do trabalho no mundo onde não é aceitável moralmente que alguém tenha mais dinheiro que a outra sem ter tido o mesmo esforço.

    O liberalismo, creio eu, vai defender que não importa a origem do eu dinheiro, se eu o tenho, é mérito meu ou de alguém, e isso é justo. Porém a maioria da população não vê desta forma e acredita que determinadas formas de ter obtido uma quantia não tem o mesmo mérito de outras. Afinal, é totalmente injusto um cortador de cana ganhar 5 reais por dia e um jogador de futebol 5 reais por minutos. Exemplo.

  • Andre  30/01/2015 18:22
    "Porém a maioria da população não vê desta forma e acredita que determinadas formas de ter obtido uma quantia não tem o mesmo mérito de outras.".

    Pura hipocrisia. Se fossem eles os herdeiros de algum parente, que até ontem eles nem sequer sabiam da existência, e que ao falecer lhes delegasse uma grande fortuna eles mudariam de ideia no ato!

    "Afinal, é totalmente injusto um cortador de cana ganhar 5 reais por dia e um jogador de futebol 5 reais por minutos.".

    Mais hipocrisia dessa gente.
    Se fossem eles que repentinamente descobrissem serem portadores naturais de um talento futebolístico inigualável e em pouco tempo passassem a ganhar alguns milhões por ano a opinião deles mudaria no ato.

    Outro exemplo de hipocrisia mais claro ainda é que muitas dessas pessoas que criticam quem ganha enormes fortunas sem nenhum esforço jogam na loteria, com o objetivo de ganhar enormes fortunas sem nenhum esforço.

    Inveja e hipocrisia estão em toda a parte!
  • anônimo  27/10/2015 14:02
    Isso mesmo André, bem colocado tudo que você.

    "Afinal, é totalmente injusto um cortador de cana ganhar 5 reais por dia e um jogador de futebol 5 reais por minutos.".

    Mais hipocrisia dessa gente.
    Se fossem eles que repentinamente descobrissem serem portadores naturais de um talento futebolístico inigualável e em pouco tempo passassem a ganhar alguns milhões por ano a opinião deles mudaria no ato.


    Aqui você poderia adicionar a ideia da criação de valor. O valor produzido pelo cortador de cana (oferece um produto abastado no mercado) é muito inferior ao jogador de futebol (que não precisa nem estar nas principais ligar para ganhar "razoavelmente bem").
  • Rene  14/01/2015 16:45
    Concordo com o que foi escrito neste artigo, mas exite um aspecto muito importante que não foi abordado: Até existem os idiotas úteis, dos quais o artigo falou, que acham que ajudam os pobres ao distribuir riqueza. Mas não podemos nos esquecer que muitos sabem que a distribuição de renda não resolve o problema, mas continuam defendendo essa ideia simplesmente porque ganham muito dinheiro com isso. Enquanto a distribuição do dinheiro acontece, uma boa porção vaza para o bolso deles. Acabar com a pobreza de vez não é o objetivo deles, senão perderiam a teta. Ao mesmo tempo, seu discurso insere um sentimento de revanchismo nos pobres, fazendo-os voltar sua insatisfação para os inimigos errados. Ao invés de se voltar contra aqueles que os roubam e os mantém na probreza, se voltam contra os únicos que realmente são capazes de fazer seu padrão de vida melhorar.
  • Nathalia Motta  14/01/2015 16:57
    Joel sempre com ótimos textos.Esse merece ser panfletado haha.
  • Silvio  14/01/2015 17:14
    "É um fato que a desigualdade desagrada a muitos. Ofende o senso moral de muita gente pensar que uma pessoa tenha riqueza brutalmente maior do que outra sem ter tido o mesmo esforço, ou o mesmo mérito, para consegui-la. Herança talvez de uma ética do trabalho, que não consegue aceitar a riqueza (ou o prazer de maneira geral) exceto como recompensa de privações, esforço, sacrifício. Ou ainda da visão antiga de que é a riqueza dos ricos que causa a pobreza dos pobres"

    O autor se esqueceu de citar a inveja, a qual creio firmemente ser a maior fonte de desagrado para com a desigualdade no Brasil. Não conheço a realidade de outros países, mas me choca ao ver diariamente como a inveja é um sentimento profundamente disseminado neste país. Não costuma ofender um brasileiro saber que uns têm muito e outros têm muito pouco. O que causa revolta ao brasileiro é saber que há pessoas que têm muito mais do que ele.

    E digo mais. Muita gente neste país não tem nada contra o dinheiro fácil, muito pelo contrário. No Brasil, ética de trabalho é uma excentricidade tão grande quanto terremotos e nevascas. E, fora dos centros de intelectualidade (vulgo ninhos de esquerdistas), a idéia de que a riqueza vem da exploração do proletariado não é levada muito a sério.
  • Vive la Liberté  14/01/2015 17:45
    Vou fazer uma generalização grosseira, quando eu me identificava com as ideias de esquerda, eu enxergava um problema na desigualdade devido à produção mundial ser suficiente para atender às necessidades básicas de todas as pessoas. Todavia, há indivíduos com renda maior que a países inteiros, enquanto há também milhões de pessoas que não sabem se vão conseguir comer ao final do dia.

    Eu não definiria o sentimento como inveja, mas indignação com a aparente insensibilidade dos mais afortunados.

    Então vou generalizar esse caso pessoal anedótico e opinar que a maioria dos brasileiros se revoltam pela mesma razão e não por serem invejosos.

    Por sua vez, o que faz sentir que os brasileiros sejam invejosos? :)
  • Guilherme  14/01/2015 22:30
    Temos que ver primeiro qual é a causa da desigualdade brasileira, e livre-mercado não é. O Brasil é um exemplo crasso de grande desigualdade provocada pelo intervencionismo e ineficiência estatal em gerir políticas de redistribuição de renda. Os surtos de hiperinflação são um dos motivos, mas o principal e que mais indigna as pessoas é o capitalismo de laços no qual funciona a nossa economia. Alguns se indignam com razão, mas, de maneira geral, erram o alvo: com o poder que o estado brasileiro tem de controlar todos os meandros da economia do país, só fica rico (RICO) quem dispõe de algum tipo de privilégio político. Acabam concluindo que se elegerem políticos que "olhem pelo povo", esses milionários que enriqueceram às custas dos outros serão vingados. Aí temos ainda mais controle, ainda mais estado e ainda mais laços a serem formados entre políticos e empresários amigos do rei, o que perpetua o próprio modelo gerador de desigualdades.
  • Leo  15/01/2015 12:26
    Guilherme,

    Exatamente isso que você falou. O problema brasileiro é exatamente esse capitalismo de laços. (Perceba que não importa o partido no governo, o sistema é sempre o mesmo. É uma herança cultural, arraigada, internalizada nas pessoas e nas instituições que tem o poder para ditar as regras. Ninguém faz a reforma política para acabar com a compra dos cargos, ninguém DESTRAVA a economia, ninguém pode sequer começar uma pequena rede de produção e distribuição de suco de laranja, que seja somente no bairro, que é logo proibido, pois isso prejudica o empresário amigo do governo.)

    Em um cenário onde eu ganho R$ 100,00, e meu patrão ganha R$ 5.000,00, eu sou pobre e não tenho condições de comprar nada. Se de repente, por qualquer razão que seja (alienígenas chegam aqui e promovem uma certa liberdade econômica), eu passo a ganhar R$ 3.000,00, mas meu patrão agora ganha R$ 50.000,00,ele pode comprar um carro maior, morar em uma casa maior e pôr o filho na escola mais cara, porém eu estou melhor do que estava antes: também posso comprar um carro bem menor e mais simples (mas note que agora eu tenho carro), tenho uma casa menor do que ele para morar (mas agora eu TENHO CONDIÇÕES DE TER CASA), e posso pôr meu filho em uma escola particular não tão grande e cara como a do filho do meu patrão, mas posso tirar meu filho da escola pública.

    Acredito que o povo em geral não veja problemas em que o patrão tenha um carro que mais parece uma espaçonave e que custou mais de meio milhão, por que ele ganha bilhões, desde que ele também tenha condições de também ter um carro que lhe transporte e ter minimas condições de ter uma renda e viver, não importa que o salário dele seja de R$ 5.000,00 e o do patrão seja de 5.000.000.00.

  • Silvio  15/01/2015 01:25
    "Por sua vez, o que faz sentir que os brasileiros sejam invejosos?"

    Como bem disse Tom Jobim, "No Brasil, sucesso é ofensa pessoal". E é exatamente isso. Acho que é algo tão presente que qualquer um pode perceber isso no dia-a-dia. Basta ganhar uma promoção no emprego para que as pessoas mudem de atitude com relação a você. Qualquer sinal de que você foi bem sucedido vai fazer com que muitas pessoas passem a considerá-lo um grandessíssimo filho da puta. Além disso, você pode perceber o prazer orgásmico que muitos sentem por aqui quando alguém bem sucedido quebra a cara. Quando a finada dona da Daslu foi presa, nossa, quanta satisfação eu vi por aí. Quando a enorme fortuna do Eike Batista (possível graças a uma enorme ajuda do governo) começou a fazer água, nossa de novo, cheguei a pensar que nêgo por aí ia comprar rojão para comemorar.

    Mas o que me faz mais sentir o sentimento de inveja generalizado no Brasil é a eleição de uma figura extrema e assumidamente escrota como Lula, pois, como bem disse Olavo de Carvalho (antes da eleição daquele para a presidência):

    A inveja, o mais aviltante dos sentimentos, apossou-se do coração dos brasileiros. Pior ainda é aquela inveja mal confessada que, pretendendo esconder-se, rebaixa e corrói não somente a imagem da pessoa invejada — como seria do estilo da inveja consciente — mas o próprio padrão de julgamento, enaltecendo o que é estúpido e cinzento para não se confessar humilhada ante o brilho, a graça e o talento de ninguém.
  • Guilherme  15/01/2015 02:14
    Mas convenhamos: são poucos os RICOS brasileiros que fizeram fortuna por mérito. Numa economia historicamente fechada, estatólatra, corporativista e burramente regulada é um esforço hercúleo para um sujeito conseguir enriquecer honestamente (moralmente, neste caso). Claro que há exceções, mas praticamente todas as grandes empresas e grandes personalidades beberam e bebem gordos colostros nas tetas estatais. Senão por investimento público direto, por lobbies e tráfico de influência. Sabemos muito bem que no Brasil não se alça vôos muito altos sem a necessidade de um empurrão estatal, por culpa do próprio ambiente extremamente hostil a qualquer atividade econômica. Talvez esteja aí parte da origem da cultura da inveja: a generalização da idéia nem sempre errada, já que evidências empíricas pululam aos montes, de que neste país não se enriquece sem ser desonesto.
  • Silvio  15/01/2015 12:26
    De modo geral concordo com seu comentário. Só queria pontuar dois detalhes:

    -sobre a aquisição desonesta (ou imoral) de riqueza, o caso do Eike é ponto pacífico. No entanto, no caso da dona da Daslu, não vejo nada de imoral na aquisição de sua riqueza. Até onde sei, ela não matou, não roubou, não escravizou pessoas, apenas sonegou impostos. Sobretudo neste país, é um ato de legítima defesa sonegar tributos. A aquisição desonesta (ou imoral) de riqueza se dá quando há fraude ou roubo, coisa que o estado faz diariamente. Você pode argumentar que sonegação de impostos é fraude, mas não é. O estado não tem o direito de tomar para si parte do patrimônio das pessoas, portanto não há como haver fraude nesse caso.

    -sobre a riqueza desonesta ser causa possível da inveja do brasileiro, simplesmente não consigo concordar. Essa hipótese não procede, a não ser que o povo deste país sofra sérios distúrbios mentais. Veja bem, se eu vejo um político como o ___________ (insira aqui o nome do político de sua preferência) que ficou podre de rico fazendo maracutaia, a reação adequada a se ter é desprezo tanto pela sua pessoa quanto pela sua fortuna adquirida por meios ilícitos e imorais, mas nunca inveja.
    Se há inveja (e há), é porque considerações de ordem moral passam ao largo do processo mental dos brasileiros. Para muita gente, não importa realmente como o ___________ (insira aqui o nome do político de sua preferência) ficou rico, a enorme indignação das pessoas se dá em decorrência do fato de não serem elas a ocupar essa posição privilegiada.
    Só porque sei que o ___________ (insira aqui o nome do político de sua preferência) ficou bilionário, não quer dizer em absoluto que eu gostaria de estar no lugar dele. Mas esse não é o sentimento em geral. Sempre que eu vejo as pessoas criticando os políticos, tenho a clara percepção de que no fundo de seus discursos em prol da ética e da "consciência social" há uma enorme inveja mal disfarçada, uma vontade se seram elas mesmas mais um ___________ (insira aqui o nome do político de sua preferência) da vida.
  • Guilherme  15/01/2015 15:05
    Concordo, Silvio. Quando falo em enriquecer desonestamente, não falo no sentido ilegal, mas no imoral. Quem enriquece às custas do estado enriquece desonestamente, diferententemente de quem enriquece sonegando impostos, ato este, sim, de legítima defesa (encarnando Thoreau, deveria ser um dever cívico sonegar impostos no Brasil).

    Sobre a inveja, o que digo é que são tantos casos, em toda a história, de pessoas que enriqueceram imoralmente e nada lhes aconteceu (todo mundo sabe, mas muitas vezes é quase impossível fazer alguma coisa) que, acredito, criou-se na mentalidade brasileira a idéia de que o rico necessariamente adquiriu riqueza de modo desonesto. Isto unido à mentalidade cristã-católica de que é pecado acumular riqueza, de que "é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no céu" e etc.

    Não se trata necessariamente de inveja, talvez seja um mistura de indignação. Há todo um processo histórico que cunhou essa mentalidade e isso não pode ser negligenciado.
  • Recruta  18/01/2015 02:27
    "...eu enxergava um problema na desigualdade devido à produção mundial ser suficiente para atender às necessidades básicas de todas as pessoas. Todavia, há indivíduos com renda maior que países inteiros, enquanto há também milhões de pessoas que não sabem se vão conseguir comer ao final do dia."

    É sempre bom lembrar que mesmo que a produção mudial fosse suficiente para atender a todos no planeta, enquanto essa produção for o resultado do trabalho direto de uma pequena fração da população (e não do trabalho de todos), não há qualquer razão para obrigarmos estes poucos infelizes a serem escravos de todo o resto.

    Se há essa produção, ela é feita por livre e espontânea vontade dessa parte da população, e não há qualquer razão para ser imposto a eles o "dever de alimentar" para que os demais tenham o "direito de ser alimentado". Isso seria brasileirismo legislativo na veia.

  • Empreendedor Libertario  14/01/2015 17:40
    Offtopic: Amigos, ha tempos atras me deparei com uma lei, composta por um unico artigo, que determinava a prioridade orcamentaria do pagamento da divida publica sobre todas as despesas da uniao.

    Alguem conhece a lei ou o numero? Nao a encontro mais.
  • marcos  14/01/2015 17:49
    brilhante artigo
  • Davi  14/01/2015 19:10
    Aproveitando o gancho: reaconaria.org/colunas/boszo/a-desigualdade-o-tal-gap-naquele-famoso-video-da-thatcher/

    Também trata do tema, mas de maneira mais resumida e "gráfica".
  • andre  14/01/2015 21:56
    Bom artigo, o foco deve ser mudado, tirar as pessoas do tema desigualdade de riquezas e passar para desigualdade de direitos/liberdade causados pelo intervencionismo do estado pelas pessoas que tem melhores contatos ou que compraram este poder.
  • manuel  14/01/2015 23:48
    boa! é só fazer o brasileiro (e o resto do mundo) entederem isso, mas já é um começo!
  • Mauro  14/01/2015 23:50
    É só conseguir administrar um sentimento do ser humano chamado inveja. A inveja existe em todos, só que se ficar no inconsciente não será "trabalhada" e nem canalizada para se transformar em uma energia positiva, acabará virando ressentimento. Devemos então lançar mão de uma ferramenta: a humildade. Devagar e sempre se chega longe.
  • Humberto  15/01/2015 00:33
    Essa estratégia de "devagar e sempre se chega longe" é coisa da Sociedade Fabiana.
  • Luis Gustavo Schuck  15/01/2015 03:01
    Não me canso de ler aqui ótimos textos, com nível acessível de conceitos econômicos e sociais. A aplicação prática trazida nos conceitos é muito útil.

    Muito esclarecedor este texto que como todo evento que muda seu paradigma parece simples depois de conhecido/ocorrido.

    Estes dias estava pensando, a cultura da "igualdade" e da esquerda é tão difundida aqui que parece que não existem pobres de direita... e que se estes simpatizam com esta estão errados...

    Infelizmente a esquerda virou o grito do pobre contra tudo que não se entende e a direita virou a elite branca que vai tirar comida da mesa (como em propaganda feita por aí).

    Como sempre, no aguardo do próximo texto...
  • Pedro  16/01/2015 03:09
    Guilherme: qualquer um pode cortar cana. Você, por exemplo, assim como eu, deve ser um "perna-de-pau". Jamais ganharemos 5 reais por minute jogando bola. Azar nosso, deixemos os bons de bola em paz.
  • Emerson Luis  16/01/2015 21:32

    Quanto mais socialista é um país, maior a porcentagem de pessoas que são pobres e mais concentrado fica o poder nas mãos de uma diminuta elite.

    Por isso os demagogos fazem discursos atacando os "ricos" (dos quais fingem não fazer parte) para obter e manter o poder, mas na prática eles empobrecem a classe média para acumular cada vez mais riqueza e poder.

    * * *
  • saoPaulo  18/01/2015 02:28
    Recentemente estava discutindo com um colega de trabalho alemão, quando ele me disse que a desigualdade no país somente aumenta e que hoje já são 20% da população que estão na linha da pobreza...

    Lhe disse que não acreditava em tal estatística e perguntei se tais pessoas já não recebiam ajuda governamental. Ele me disse que recebem moradia e mais €400,00 por mês, e ficou surpreso quando afirmei que é mais do que eu recebia como estudante trabalhando em meio período na Alemanha.

    Voltei a afirmar que era impossível esta estatística estar correta, sendo que não vejo ninguém passando fome por aqui, no que ele respondeu: "Mas veja bem, esses limites de pobreza são estabelecidos como certos percentuais da população, não se a pessoa está passando fome ou não."

    Eu respondi: "Cacete! Se você define o nível de pobreza como sendo o que os 20% mais pobres ganham, é óbvio que 20% da população estará nesse nível ou abaixo."

    Também me lembro da história de um amigo que diz que, durante um curso de francês da Hochschule, a professora perguntou o que era um aluno pobre para uma alemã e ela respondeu: "Ah, é aquele aluno que não tem dinheiro pra comprar roupas de marca todo ano, nem pra ir em todas as viagens da escola."

    Estão tão acostumados com a situação por aqui, que se esquecem o que é pobreza de verdade e o quão abençoados são de ter nascido sob um sistema mais livre. É nojento alguém defender o socialismo com base em "desigualdade de renda" e ignorar o números de pessoas que o capitalismo tira da real pobreza.
  • ®ichard  18/01/2015 13:10
    Muitos defendem a ideia de igualdade baseada na interpretação que o humano é animal igual a todos os outros do planeta. Esse entendimento raso sem um profundo discernimento, talvez seja a gênese do pensamento igualitário. Hå uma falsa modéstia em admitir nossa superioridade. Nem por isso o respeito aos animais desprovidos de intelecto devera faltar. Os que insistem em nos colocar parelho no mundo animal, usam tal concepção em todos argumentos de igualdade, inclusive a econômica.
  • Anarca da floresta  18/01/2015 14:22
    A gênese do pensamento igualitário é o cristianismo.

    "Iguais perante Deus"

    Substituindo Deus por Estado:

    "Iguais perante o Estado"

    QED
  • saoPaulo  19/01/2015 19:23
    Iguais em poder, não em capacidade ou resultado. Iguais no sentido em que nenhum homem nasce com poder sobre outro homem.

    mises.org.br/Article.aspx?id=1551
  • Anarca da floresta  19/01/2015 20:56
    O significado da igualdade depende muito de qual seita cristã você pergunta.

    Aquelas que não são influenciadas pela idéia grego romana de individualismo e do
    poder do indivíduo como foco de si mesmo, usam o mesmo conceito que os socialistas
    usam, a igualdade de resultados.

  • saoPaulo  19/01/2015 22:39
    Bem, considerando que o cristianismo tem 2000 anos e o socialismo, uns 200, acho falho dizer que a origem desta ideologia é no cristianismo. Principalmente quando até mesmo os founding fathers (ou Thomas Jefferson, pelo menos), acreditavam na igualdade de autoridade.

    Mas não sou nenhum especialista no assunto =P
  • Anarca da floresta  20/01/2015 10:49
    Bem, considerando que o cristianismo tem 2000 anos e o socialismo, uns 200, acho falho dizer que a origem desta ideologia é no cristianismo.

    Acha falho por quê? Isso é um argumento ou apenas uma opinião?

    A gênese do socialismo se deu exatamente pela morte de deus no coração
    da intelligentsia, mas pela retenção do cristianismo. Cristianismo sem deus
    é socialismo. Como um exemplo disso preservando inclusive a linguagem divina
    (mas não o conteúdo) vide a teologia da libertação.

    Se você quer saber mais sobre o assunto, procure pelo livro 'Fire in the minds of men, origins of the revolutionary faith'.
  • Andre Cavalcante  20/01/2015 13:26
    O anarquismo, para ser coerente, tem que se basear no fato de todos os homens serem iguais - iguais pelo fato de serem homens e, portanto, estarem sujeitos às mesmas leis (naturais) e, portanto, sujeitos às mesmas cobranças.

    Se imaginarmos em algum momento que um homem seja diferente de outro homem, então àquele primeiro há alguma lei que lhe vale e que não vale para os demais. Mas do que a diferença, esse relativismo permite a uns serem capazes de sujeitar outros às suas vontades.

    É somente neste sentido que a igualdade existe: que as leis naturais são aplicáveis a todos indistintamente. Qualquer outra forma de igualdade que concebamos será sempre falha.

  • Anarca da floresta  20/01/2015 17:00
    O anarca não é anarquista. O anarca reconhece a desigualdade inerente entre os homens,
    especialmente por serem homens.

    Reconhece também a existencia de sistemas jurídicos a priori, mas que tais sistemas se manifestam de um arcabouço de indivíduos em busca do poder.
  • anônimo  18/01/2015 14:25
    Esse é um argumento tão idiota que ignora que até entre os animais existe uma hierarquia natural, sempre tem os machos alfa que ficam com a melhor parte da caça, com a maioria das fêmeas e o resto de betas.
    Então, nem os animais são iguais.
  • Vagner  21/01/2015 17:51
    Quando eu vejo esse artigo ( brilhante, diga-se de passagem) e leio outros sobre a riqueza de 1% deve ultrapassar a dos outros 99% até 2016, em 2030 70%...reflito, essa piramide é se equilibra sozinha mesmo?... igual a pirâmide trófica, por exemplo? ... não está parecendo!
  • Leandro  21/01/2015 18:03
    Quem faz alarde de que 1% detém 50% de algo desconhece por completo a lei de Pareto.

    Ainda no século XIX, Vilfredo Pareto estudou a distribuição de riqueza em várias nações europeias. Ele descobriu que aproximadamente 20% da população detinha 80% do valor do capital de uma nação. E ele aplicou esse raciocínio até o topo da pirâmide.

    Se 20% da população detém 80% do valor do capital de uma nação, então 4% (20% de 20%) detém 64% (80% de 80%) do valor do capital. Isso de fato se mostrou verdadeiro. Sendo assim, era de se esperar que aproximadamente 1% da população deteria um pouco mais da metade da riqueza de uma nação. E isso também se comprovou verdadeiro.

    Um grande número de estudos subsequentes indica que essa mesma distribuição se aplica para todas as sociedades estudadas. Não importa se os países eram nações pré-social-democratas (antes de 1900), nem a localização geográfica ou quão socialistas eles são. A mesma distribuição existe.

    Aliás, o que é realmente perturbador é que a regra 20-80 de Pareto se aplica a todos os tipos de estatística institucional que pouco têm a ver com distribuição de riqueza.

    Aproximadamente 20% do efetivo de uma força policial faz 80% das prisões. Aproximadamente 20% de uma determinada classe social consome 80% dos produtos destinados àquela classe. Aproximadamente 20% de um grupo faz 80% do trabalho. Aproximadamente 20% da população é responsável por 80% de toda a produção econômica. Aproximadamente 20% daqueles que assinaram uma revista renovam a assinatura ao final do primeiro ano. Aproximadamente 20% dos que recebem uma e-letter gratuita de fato a lêem. E por aí vai.

    Ou seja, estão protestando contra algo que, longe de ser uma novidade, é uma proporção há muito já estabelecida pela natureza. Tais pessoas fariam melhor se concentrassem seus esforços em tentar entender por que é assim em vez de ficar pedindo para os governos injustificadamente usarem de violência para tentar alterar esse equilíbrio natural.
  • Vagner  30/01/2015 20:22
    Leandro, Voltei pra agradecer a sua resposta! 20/80... ninguém gosta de na parte dos 80, desse "ciclo natural", mas a dinâmica e verdadeira e inquestionável ( matemática é exata, rsrs!), em relação aos protestos vale lembrar que muita gente pensa que a politica serve para diminuir a desigualdade, ou seja é compreensível que os menos afortunados reivindiquem!
  • ÁLVARO VALÉRIO  21/01/2015 19:21
    TEMOS DE CONSTRUIR UMA ECONOMIA NA QUAL O BE, DAS PESSOAS, E NÃO O DINHEIRO, SEJA O CENTRO.
  • Valle  21/01/2015 23:16
    O bem das pessoas só pode ser construído se houver um meio de troca (dinheiro) intermediando produção e consumo. É o dinheiro (e tudo aquilo que ele possibilita) que recompensa a produção. Sem dinheiro, a civilização pereceria.
  • COMENTARISTA DO SAITE BRASIL 171  21/01/2015 23:21
    É ISSO AÍ, ÁLVARO. NEM O A, NEM O CE E NEM O DE, É O BE DAS PESSOA QUE TEM QUE SÊ O CENTRO. DILMÃE TÁ AÍ PRA IÇO. EITA PRESIDENTA COMPETENTA!
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  30/03/2015 23:23
    Muito complicado. Não seria mais interessante e natural não tentar mudar a natureza do homem e deixar cada pessoa responsável por si mesmo? IMPOSTO ZERO JÁ.
  • silva  09/05/2015 23:43
    E ninguém diz nada desses empresários egoístas e ambiciosos que ganham milhões e pagam salário mínimo? Faz-me rir. O salário deve ser justo ai sim justifica o empresario ganhar milhões.
  • Andre Cavalcante  31/05/2015 22:26
    Silva, você deve ser novo por aqui, então, clique abaixo:

    A irrelevância da necessidade do trabalhador e da ganância do empregador na determinação do salário

    E pra adiantar, se você quiser então fazer com que esses "empresários gananciosos" paguem melhor, faz favor de defender maior liberdade no mercado de trabalho, assim, todo mundo que quiser vai ter emprego e, quando eles precisarem de mão de obra, vão ter que pagar mais...


  • marcos  02/06/2015 12:58
    Silva,

    Já que essa vida de empresário é só milhoes, pq vc nao abre uma empresa e paga um salário maior?

    Mas é sempre assim, as pessoas gostam de dizer o que OS OUTROS devem fazer

    Faça voce entao!!!!


  • Pierre  01/03/2016 13:25
    De novo essa história de "o bolo tem que crescer para depois repartir". Já ouvimos isso a décadas atrás e não deu nada certo. Pq o empresariado brasileiro não sabe a diferença entre riqueza e capital. Os lucros viram luxos extravagantes enquanto a economia esta aquecida e o prejuízo vira choradeira quando a roda da fortuna gira.
  • Edujatahy  11/05/2016 21:30
    Realmente, apenas NO BRASIL o empresário visa o lucro...

    (Vai ser duro lutar contra a cultura esquerdista neste país... Enquanto acharmos que se alguém é rico é porque tornou alguém pobre e continuarmos a considerar o lucro como algo errado este país irá continuar neste atoleiro).
  • Andre  18/01/2017 15:51
    Francês vivendo no Brasil = socialista^socialismo.
  • jose n ragazzini  11/05/2016 20:14
    Criar mais riquezas, é isso que a classe trabalhadora faz desde que o mundo é mundo. Ou não???
  • Mezzomo  11/05/2016 20:57
    Sim, é isso mesmo.

    Aí vem o estado, regulamenta, tributa, confisca e divide os espólios entre políticos, burocratas, funcionários públicos e grandes empresários protegidos pelo governo.

    Veja a magnânima riqueza dessa gente. Eles nada produzem e são nababescamente ricos. Tudo fruto do confisco das riquezas produzidas pelo trabalhador.

    Você se opõe a esse arranjo? Bem-vindo ao libertarianismo. Quer acabar com isso? Defenda o fim do estado.
  • adil  14/07/2016 12:55
    só há um problema: na última década a desigualdade na China tem diminuído
  • Andre  14/07/2016 14:23
    "na última década a desigualdade na China tem diminuído".

    Tem alguma fonte ou inventou do nada?
  • Gisely  18/01/2017 15:07
    Muito bom o artigo.
  • Gisely  18/01/2017 15:12
    Está exatamente aí a causa de tanta pobreza no país: alta carga tributária. Ela não incentiva o empreender, o pune. A quem interessa isso? Certamente aos políticos.


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