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A teologia do estado no Novo Testamento – Romanos 13 e a “submissão” aos governos

Na primeira parte deste artigo, foi examinada a natureza do estado nos Evangelhos, com especial atenção às tentações de Cristo e à famosa passagem do "Dai a César".  Nesta parte final, o objeto da análise será Romanos 13.  Ao final, uma aplicação possível será proposta.

Os ensinamentos de Paulo sobre o Estado

Ao passo que os Evangelhos pressionam o leitor a desenvolver por conta própria uma teologia completa e meticulosa sobre como os cristãos deveriam interagir com o estado, as epístolas de Pedro e Paulo tratam dessas questões de forma mais aprofundada.

Romanos 13:1-7 é a exposição mais explícita no que diz respeito ao governo civil. Outras escrituras importantes incluem Tito 3:1-3, 1 Timóteo 2:1-3 e 1 Pedro 2:11-17. Contudo, em nome da brevidade, somente Romanos 13 será examinada em detalhe. A seguinte análise beneficiou-se grandemente da obra do Dr. John Cobin, especificamente dos livros Bible and Government (tradução livre: "Bíblia e Governo") e Christian Theology of Public Policy (tradução livre: "A Teologia Cristã da Política Pública"), os quais, na opinião deste autor, oferecem a melhor e mais completa tentativa de integrar essa passagem (Romanos 13) a uma compreensão consistente da teologia da política pública.

Paulo era um cidadão romano de nascimento, e chegou até mesmo a usar sua cidadania a seu favor em uma ocasião em Atos 22 e 23. Ainda assim, ele era o "hebreu dos hebreus" e um fariseu no que tange à lei de Deus (Filipenses 3:5). Por isso, era de se esperar que ele, como os fariseus nos Evangelhos, fosse um tanto rancoroso com relação aos romanos por causa de seu domínio sobre as terras de Israel.  No entanto, em Romanos 13, Paulo parece ser bastante positivo em relação ao domínio romano.  Uma leitura "desatenta" do texto pode levar uma pessoa a acreditar que o estado é uma força muito positiva na sociedade e talvez mesmo uma instituição divinamente ordenada, da mesma forma que a família e a igreja o são.

Todavia, não creio que esse tipo de interpretação seja justificável. Exortações apostólicas com relação ao governo civil não podem ser facilmente conciliadas com uma leitura direta dos textos do Novo Testamento. Caso contrário, a conclusão seria a de que os apóstolos ou estavam errados — falando dentro de um contexto cultural irrelevante — ou eram simplesmente loucos. Quando se considera o verdadeiro contexto histórico de Romanos 13 — em vez de fazer apenas uma leitura descontextualizada das escrituras —, uma leitura totalmente diferente emerge.

Para ilustrar esse ponto, como seria a interpretação caso os termos "autoridades governamentais", "governantes" e os pronomes pessoais fossem substituídos pelos nomes do imperador e dos reis daquele tempo, a saber, Nero, Herodes e Agrippa? O texto diria o seguinte:

Todos devem sujeitar-se a Nero e Herodes, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra Nero e Herodes está se opondo contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois Nero e Herodes não devem ser temidos, a não ser por aqueles que praticam o mal.

Você quer viver livre do medo de Nero e Herodes? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois são de Deus para o seu bem. Mas, se você praticar o mal, tenha medo, pois eles não portam a espada sem motivo. São servos de Deus, agentes da justiça para punir quem pratica o mal.

Portanto, é necessário que sejamos submissos a Nero e Herodes, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois eles estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Deem a cada um deles o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra. (Romanos 13:1-7)

Como os cristãos atuais interpretariam esse trecho sabendo que Nero estava no poder nos tempos dos escritos de Paulo?  Como lidar com o problema de que Nero matou boas pessoas — a saber, cristãos — e, ao mesmo tempo, tal passagem claramente diz que o governo civil recompensa e protege aqueles que fazem o bem? Claramente, o problema de interpretação não pode ser resolvido recorrendo a uma máxima tão simplista quanto "faça o que o governo ordena". Tanto o Velho quanto o Novo Testamento manifestam que isso não é certo ou verdadeiro em várias ocasiões. Alguns exemplos incluem:

  • Hebreus desafiando os decretos do Faraó ordenando o assassinato dos recém-nascidos (Êxodo 1)
  • Rahab mentindo para o Rei de Jericó sobre os espiões hebreus (Josué 2)
  • Ehud enganando os ministros do rei e assassinando o próprio rei (Juízes 3)
  • Daniel, Sadraque, Mesaque e Abednego recusando-se a cumprir os decretos do rei, e sendo miraculosamente salvos duas vezes (Daniel 3 e 6)
  • Os Reis Magos do Oriente desobedecendo às ordens diretas de Herodes (Mateus 2)
  • Pedro e João escolhendo obedecer a Deus em vez dos homens (Atos 5)

O texto de Romanos 13 pode ser mais bem compreendido ao se entender o contexto histórico e a razão evidenciada por meio das escrituras e da experiência, em vez de se fazer uma interpretação "crua" como a maioria dos cristãos costuma fazer.

1 Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas.

O verso 1 diz que as autoridades governamentais são instituídas por Deus. A mensagem principal de Paulo aos cristãos, todavia, não é que os governos/estados são especialmente instituídos da mesma forma que o são a família e a igreja, mas sim que o estado não está operando fora dos planos de Deus. Nesse sentido, o estado é divinamente instituído da mesma foram que Satã é divinamente instituído. Deus não é surpreendido quando os estados agem da forma como agem. Como notado, especificamente nos Evangelhos, o estado é entendido, no decorrer de todos os livros, como sendo intimamente ligado a Satã e a seu reino, e patentemente oposto ao Reino de Deus. O status do estado dentro do plano final de Deus não legitima o mal que ele comete.

Uma submissão ao governo civil, portanto, é permitida. A ordem é obedecer em termos gerais; mas em ocasiões iremos desobedecer a algumas políticas públicas por causa de nossas convicções pessoais e religiosas. Os cristãos devem obedecer à maioria das políticas sempre e quando diretamente solicitados a fazê-lo, mas não devem prometer uma submissão ativa a toda e qualquer política pública. A submissão pode ser feita sempre que for conveniente, vantajosa e prática com relação aos homens, e glorificante perante Deus.

O doutor John Cobin explica que, "qualquer pecado de desobediência surge somente quando uma ação não é prudente, envolve má administração, requer a negação dos deveres familiares ou prejudica o principal propósito do cristão em sua vida". (Christian Theology of Public Policy, 120).

2 Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se opondo ao que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. 3 Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser por aqueles que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. 4 Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas, se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal.

Os versos 2-4 indicam que, se você lutar contra o estado, você despertará a sua ira, mas se você se comportar da maneira como o estado desejar, você será protegido.  Em muitos pontos, o que o estado define como bom e mau pode ser diametralmente opostos ao que Deus define como bom e mau. Mas o que Paulo está falando aos cristãos de Roma é que, se você fizer algo que o governo romano define como mau, então provavelmente você será punido.

Não podemos abstrair esse verso do seu contexto cultural e torná-lo um requisito absoluto para todas as culturas, em qualquer época da história.  Fazê-lo significaria tornar os cristãos submissos a políticas públicas ruins. Não existe uma razão convincente para pensar que Paulo estava deliberadamente escrevendo a respeito de outros governantes senão aqueles do Império Romano.

Paulo sabia muito bem do poder de Nero e do potencial estrago que ele poderia causar aos cristãos de Roma — Paulo o chama de "a espada" —, de modo que ele não quer que os cristãos sejam perseguidos por qualquer outra coisa que não seja o nome de Cristo e o que Ele defende.  Paulo, no entanto, recorda aos cristãos romanos que até mesmo o temível poder do estado não está acima do poder de Deus. Sua mensagem a eles é a mesma de Romanos 8:28, que diz que "Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam, dos que foram chamados de acordo com o Seu propósito". O estado pode, com efeito, ser um meio de santificação para a igreja do Senhor.

5 Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. 6 É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. 7 Deem a cada um o que lhe é devido: Se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra.

Os versos 5-7 expandem as razões para submeter-se e inclui razões práticas pelas quais os cristãos romanos deveriam responder à mensagem de Paulo. Cobin diz, "a razão pela qual devemos nos submeter ao governo é para evitar a violência ou a preocupação de ser agredido pela autoridade estatal. Deus não deseja que nos misturemos com as questões desse mundo a ponto de que tal envolvimento nos desvie da nossa missão principal". (Christian Theology of Public Policy, 125).

A palavra "consciência" no verso deveria ser interpretada de forma similar a 1 Coríntios 10 (que trata de sacrifícios de alimentos a ídolos). Os cristãos estavam preocupados com a possibilidade de o estado romano encontrar alguma razão legal para persegui-los. Não se pode utilizar esse verso em um sentido absoluto para dizer que os cristãos nunca poderão participar de um movimento para remover uma autoridade do poder, tal como, por exemplo, a Revolução Americana. Paulo também encoraja os cristãos "a vencer o mal com o bem" como entendido em Romanos 12:21 (isso inclui uma autoridade maligna), e trabalhar para ser livres sempre que possível (1 Coríntios 7:20-23)

Paulo também aconselha submeter-se a pagar tributos pela mesma razão: evitar a fúria do estado e assim poder viver para Deus.  O indivíduo não gosta de pagar tributos, mas, para não ser perseguido pelo estado, paga.  Da mesma forma "paga a quem for o que lhe for de direito" é ordenado pelo mesmo propósito, especialmente considerando o tumulto político daquele tempo.

Mas isso significa que uma pessoa peca se cometer um erro na declaração do IR? Paulo provavelmente diria que não. Os tributos modernos são muito diferentes dos romanos. Na verdade, a palavra grega para "impostos" no verso 7 é mais próxima de "tributo", mais especificamente o imposto de capitação (ou "por cabeça") do censo distrital romano.  Os romanos enviavam soldados de cada em casa, contavam os moradores, calculavam o tributo e demandavam pagamento imediato.  Se o cristão não consentisse, então ele, sua família, e possivelmente mesmo seus companheiros crentes enfrentariam sérios problemas.

Paulo pediu que não houvesse resistência contra esses homens quando fizessem isso; que os impostos simplesmente fossem pagos.  Recusar-se a pagar faria apenas com que os cristãos fossem identificados como parte dos rebeldes e dos trapaceiros daquele dia, e daria aos Romanos razões para perseguir os cristãos em Roma e talvez em todo o Império.  Paulo queria que os cristãos romanos evitassem chamar a atenção e se tornassem alvos governamentais.

Como princípio geral, os cristãos modernos deveriam fazer o mesmo quando há uma ameaça imediata da coerção estatal, seja na forma de tributos ou de qualquer outra intimidação. Contudo, os tributos modernos não têm sempre essa característica; tributos e tarifas não são formas culturalmente transcendentes de pagamentos ao estado. Por isso, uma pessoa não está pecando se cometer um erro em sua declaração do IR. Cobin vai ainda mais longe e diz que alguns tributos podem ser completamente desconsiderados sem culpa. (Christian Theology of Public Policy, 129).

Romanos 13 não é uma declaração abstrata e universal que demanda submissão a todos os tipos de leis estatais, em todos os lugares, em todas as circunstâncias, em todos os momentos. Tampouco é uma prescrição para qual forma particular de governo é sancionada por Deus ou sobre como os estados deveriam agir. O contexto e o fraseado histórico requerem mais cuidados daqueles que se propõe a discursar sobre como deve ser a submissão de um cristão ao estado.

A obediência cristã ao governo tem como objetivo a vivência pacífica e a manutenção da honra do nome de Deus. Cristãos não são obrigados a seguir todos os tipos de políticas públicas.  No que mais, cristãos não devem seguir alguma lei que vá contra a lei de Deus.  Se os cristãos forem perseguidos, que isso ocorra em nome de Cristo e daquilo que ele representa, e não pela recusa a seguir alguma lei quando ela acarreta ameaça direta de ação estatal. 

Conclusão

Desenvolver uma teologia do estado baseando-se em uma análise do Novo Testamente é compreensivelmente difícil.  Examinando os evangelhos, vemos que o Estado não é relacionado ao Reino de Deus de nenhuma maneira; com efeito, o estado alia-se a Satã em direta oposição a Deus.

A passagem na qual Jesus diz "dê a César" não legitima o estado e não forma a base para a interação cristã com o governo.

Finalmente, uma compreensão completa de Romanos 13, sob o seu devido contexto, nos ajuda a tomar melhores decisões dentro da estrutura governamental na qual nos encontramos.

___________________________________

Observação:

Alguns acadêmicos não estão convencidos de que Romanos 13 está verdadeiramente falando do governo civil.  Mark Nanos argumenta que Paulo na verdade está falando da obrigação dos cristãos — particularmente os cristãos gentios que se associaram às sinagogas judaicas de Roma — de "se subordinarem aos líderes das sinagogas e às "leis de comportamento" tradicionais que haviam sido desenvolvidas nas sinagogas no período da Diáspora, as quais definiam o comportamento apropriado dos "gentios corretos" que procuravam se aproximar dos Judeus e de seu Deus (Nanos, 291)


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autor

Norman Horn
é o fundador e editor do site LibertarianChristians.com. É Ph.D. em engenharia química pela Universidade de Austin, Texas, e possui mestrado em Estudos Teológicos pela Austin Graduate School of Theology.


  • Charles   29/12/2014 14:38
    Eu havia percebido o autogoverno da igreja quando contaram que os cristãos faziam a parte judicial entre si mesmos, não levando suas causas aos tribunais romanos, isso é evidenciado no trecho "julgarei até aos anjos". Também o modelo de teocracia judaica pré monarquia faria qualquer libertário corar, havia um imposto único de dez por cento, talvez o imposto mais baixo da humanidade, havia juízes e profetas e nada mais tendo talvez o menor número de burocratas que se tem notícia rs.

    Puxando um pouco a sardinha, o autor conhece rushdoony? Ele é aclamado no meio libertário, há textos dele no meu blog charlesgomes.wordpress.com certo e que o movimento dele exagera, mas não deixa de ter uma boa parcela de verdade que é de se aproveitar.
  • O MESMO de SEMPRE  23/03/2016 18:45
    Que lambança!!!
    Até nisso o marxismo é idêntico ao cristianismo ...rsrs

    Os marxistas passam a reinterpretar Marx e afirmar que os genocídios e a própria ditadura é uma DETURPAÇÃO do PROFETA dos proletários e que este queria a paz e o amor entre os humanos e blá blá blá!!!

    Assim, afirmam que Lenin, Stalin, Mao, Pol Pot, Kin il e etc. deturpáram os MARAVILHOSOS ENSINAMENTOS MARXISTAS cheuios de amor e paz.


    Os cristãos emboara tenham ensinado a Lenin, Stalin e Maozedog como se TORTURA e MATA os HEREGES da IDEOLOGIA através da PERSEGUIÇÃO, e na sequencia a OFICIALIZAÇÃO DESTA PERSEGUIÇÃO PELA INQUISIÇÃO, igualmente dizem que tal se deu por erro de interpretação do Líder profeta. Aberrantemente afirmando que também o cristianismo é voltado para o amor, o perdão e apaz.

    Até os islamicos ASSIM AFIRMAM SOBRE SUA IDEOLOGIA: o ISLAMISMO É UMA RELIGIÃO DO AMOR e da PAZ.

    Enfim, TODO MANÍACO IDEOLÓGICO É IGUAL, SEJA LÁ de qual IDEOLOGIA SALVADORA FOR.

    IDEOLOGIAS PROMETEM PARAÍSOS em FUTURO INCERTO e com tal efetiva PROMESSA seduzem e CORROMPEM SECTÀRIOS com mentes DETERIORADAS PELA IDEOLOGIA a ponto de falarem os MAIS ABERRANTES EMBUSTES através de HERMENÊUTICAS do ABSURDO.

    Ideologias, todas, sendo um AMONTOADO de AFIRMAÇÕES DOGMÁTICAS e DESCONEXAS se vêm levadas a APELAREM PARA AS EMOÇÕES transformando-se de fato em PERORAÇÕES de MULTIPLAS INTERPRETAÇÕES.

    É fácil perceber isso ao constatarmos que VARIAS SÃO as DOUTRINAS CRISTÃS "interpretadas" SOB DIVERSAS HERMENÊUTICAS ao ponto de terem travado ENTRE SI GUERRAS SANGRENTAS.

    Se marxistas na URSS e em outras regiões foram os maiores assassinos de seus CRENTES aboletados em diferentes interpretações de seu PROFETA MOR (Marx), os cristãos NÃO FIOCAM ATRAS, POIS QUE também mataram-se mutuamente EM guerras sangrentas de PARTIDÁRIOS do CRISTIANISMO SOB VARIADAS INTERPRETAÇÕES, tal e qual os tais "COMUNISTAS" e SOCIALISTAS MARXISTAS ou não.

    TUDO É IGUAL:

    Não é a HISTÓRIA que se repete como FARSA, mas SIM a FARSA QUE SE REPETE COMO HISTÓRIA.
  • Matheus Lago  29/12/2014 14:49
    Interessante que na formação da nação de Israel, não foi imputado um governo ou estado, apenas instituições que fizessem cumprir a lei.
    O Governo central de Israel foi levantado anos depois da tomada da Terra Prometida quando a população pediu um rei.
    Na início do 4º reinado, o de Roboão, filho de Salomão, a nação se desfez em duas, principalmente por conta de questões tributárias.
  • Alessandro  26/12/2015 18:48
    Excelente. Realmente esse sempre foi o desejo de Deus, que todos se submetessem somente a Ele.
  • Carlos Lima  02/01/2016 04:01
    Sério????? Vc tá falando sério, Alessandro????? Se submeter à vontade de Deus?????? Isso é uma piada, não é? Fala sério, homem! rsrsrsrsrs.... Vc tá brincando, não tá????? Diga que tá... pelo amor de Darwin...
  • Guto de Foz  02/06/2016 02:34
    O Pecado Original = As contigencias humanas descritas por Darwin...

    e agora? rsrsrsrs
  • Felipe  29/12/2014 16:21
    A bíblia diz muitas coisas,é possível tirar diferentes interpretações do mesmo versículo.

    O autor ao relativizar as palavras de Paulo e contextualiza-las dentro do momento histórico, só aumenta as margens para mais interpretações.

    Não há nada contra isso, mas apenas fiquei com a impressão que o autor está "forçando" uma interpretação que seja favorável a sua linha de pensamento.
  • Brenner  29/12/2014 19:26
    Basta lembrar que foi o Estado Romano que executou Jesus Cristo e de algumas passagens bastante enfáticas no que dizem respeito a critérios de obediência:

    "Pedro e os outros apóstolos responderam: "É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens!""
    Atos dos Apóstolos 5:29

    A obediência a Deus tem prioridade sobre a obediência ao estado. Sob essa óptica, um cidadão alemão que não informasse a um oficial nazista de que esconde judeus em sua casa estaria obedecendo às leis de Deus e, portanto, comportando-se como um cristão autêntico apesar de sua desobediência ao Estado.

    Outra passagem interessante:
    "Contudo, ele é também sábio e pode trazer a desgraça, ele não deixa de cumprir suas palavras. Ele se erguerá contra quem coopera com os maus. Mas os egípcios são homens, não Deus; seus cavalos são carne, não espírito.Quando o Senhor estender a mão, aquele que ajuda tropeçará, aquele que é ajudado cairá; ambos perecerão juntos."
    Isaías 31:3

    Os governantes são homens, e não Deus. Aqueles que cooperarem com o mal irão sucumbir em breve. Essa passagem também pode ser entendida como uma ameaça a qualquer um que queira transformar o Estado em ferramenta de empoderamento narcisista próprio ou como ferramenta de escravização da população, como os comunistas.
  • Maycon Alves  29/12/2014 19:30
    "Conclusão

    Desenvolver uma teologia do estado baseando-se em uma análise do Novo Testamento é compreensivelmente difícil. Examinando os evangelhos, vemos que o Estado não é relacionado ao Reino de Deus de nenhuma maneira; com efeito, o estado alia-se a Satã em direta oposição a Deus. "

    Típica Conclusão de uma pessoas fundamentalista e autoritária. Se é contra Deus é estar do lado de Satã. Não concordo com o texto e principalmente com a conclusão, um mundo não é binário, o estado é algo humano, não tem interferência mística, foi até hoje a melhor forma de organização humana, a mais duradoura. O problema da liberdade é o próprio indivíduo que entrega seu bem mais precioso para apenas alguns poucos administrar, ou mesmo uma divindade, dessa forma é impossível não houver abusos.

    Maycon RR Alves
  • Marlon  29/12/2014 21:13
    Conclusão: você palpitou sem nem sequer ler, o que depõe bastante a respeito de sua honestidade intelectual.

    A relação estado/satã foi delineada no primeiro artigo, o qual você não leu. E falar que o artigo diz que quem "é contra Deus é a favor de Satã" é coisa de vigarista intelectual.

    Por fim, uma pessoa que diz que o estado é a "melhor forma de organização humana, (porque é) a mais duradoura", e que são as pessoas religiosas as que realmente cometem abusos, é muito mais idólatra do que qualquer católico fervoroso. Sua religião é o estatismo.

    P.S.: sou agnóstico, mas achei os dois artigos interessantes, pois levantam bons pontos.
  • maycon rogers ribeiro alves  30/12/2014 12:04
    O Estado, não é o problema, o problema são os poucos que governam e os muitos que dão este poder. Você vive em um estado, depende dele, pois você não é uma ilha, mesmo com todos os seus problemas é ainda a melhor forma de sobrevivência. Não sou "estatista",creio na filosofia do só o mais forte e adaptado sobrevive, pouco importa se é um estado, colonia tribo, solitário.O Estado é um mal necessário. Explicando de forma bem simples: "Depois que o estado nasceu, nenhuma sociedade voltou ao que era antes, o estado pode enfraquecer mas não morre". aliás não gosto da palavra estado, mas não há outra que remete o mesmo valor. Prefiro usar civilização quando não falo de poder.
    "Contra Deus é a favor de Satã" é coisa de vigarista intelectual. errado, o texto deixa bem claro em sua conclusão o sentido de contra Deus é esta a favor de Satã.
    É seu comentário que realmente é, "é coisa de vigarista intelectual", por afirmar que não li as duas partes. Não comento o que não leio acho que você é quem não leu com a devida atenção.
    O texto é religioso, fortemente religioso, definiu as coisas de forma binária. Ou é 0 ou é 1. A realidade não pode ser definida assim, a muitas variáveis, no qual a bíblia é incapaz de definir. Não existe bem nem mal.
  • Marlon  30/12/2014 13:57
    "A realidade não pode ser definida assim, a [sic!] muitas variáveis, no qual a bíblia é incapaz de definir. Não existe bem nem mal."

    Dizer o quê de um poeta desses? Apenas me calo mesmerizado e em profunda contemplação por tão originais, sábias e bem escritas palavras. E durmo tranquilo por saber que vivemos em uma dimensão paralela, na qual bem e mal são meros conceitos burgueses, sem nenhuma acepção em nossa realidade. Pelo visto, nesse relativismo cultural que nos domina, bem e mal dependem apenas do ponto de vista.
  • Silvio  30/12/2014 15:38
    Não sou "estatista",creio na filosofia do só o mais forte e adaptado sobrevive, pouco importa se é um estado, colonia tribo, solitário.O Estado é um mal necessário.

    Pode até não ser estatista, mas libertário também não é. Essa viagem de darwinismo social é, sinto dizer, coisa de esquerdista. Saiba que, numa sociedade em que se adota o capitalismo de livre mercado, os mais bem sucedidos não são os mais fortes ou os melhores adaptados ao meio. Numa sociedade de trocas livres, mais bem sucedido será aquele que melhor servir às outras pessoas segundo o julgamento delas próprias, não o seu, é claro, afinal, como disse o mestre Mises em "A mentalidade anticapitalista":

    ... o que a democracia capitalista de mercado faz não é premiar as pessoas de acordo com seus "verdadeiros" méritos, valor próprio e dignidade moral. O que torna um homem mais ou menos próspero não é a avaliação de sua contribuição a partir de um princípio "absoluto" de justiça, mas a avaliação por parte de seus semelhantes, que aplicarão somente o critério de suas necessidades, desejos e objetivos pessoais. O sistema democrático de mercado é exatamente isto. Os consumidores são supremos — isto é, soberanos. Desejam ser satisfeitos.

    E, para finalizar, saiba que ser bem sucedido no capitalismo não implica na diferença entre sobrevivência e extinção. Numa sociedade em que se abraça o capitalismo de livre mercado, não somente os mais bem sucedidos sobreviverão. Graças ao capitalismo, os "menos aptos" também são protegidos. Prova disso é que graças ao capitalismo a população mundial passou a barreira do 1 bilhão de habitantes e desde então vem crescendo (ainda bem), apesar dos melhores esforços dos socialistas/comunistas em sentido contrário.
  • Rennan Alves  30/12/2014 17:26
    Só um adendo, dado que a taxa de natalidade está diminuindo, e sua tendência é que diminua nos próximos 35 anos, creio que a população mundial esteja em declínio.

    O Japão então, está em maus lençóis por não possuir bebês suficientes para repor a falta de mão de obra.

    Ambientalistas devem estar salivando com notícias assim.
  • Silvio  31/12/2014 03:06
    O título desse artigo resume bem seu comentário.
  • anônimo  31/12/2014 10:20
    'A realidade não pode ser definida assim, a muitas variáveis, no qual a bíblia é incapaz de definir. Não existe bem nem mal.'

    Então a realidade não pode ser definida a muitas variáveis, mas a poucas pode? Ah saquei, ele quer dizer EXISTEM muitas variáveis.
    Não existe mal, que bom...
  • pedro  30/12/2014 05:06
    Deus fez o mundo, fez Adão, Eva, o paraíso. No paraíso não havia estado. Adão e Eva tiveram prole e os humanos se multiplicaram. Só mais tarde, bem mais tarde, vem o estado. O estado, definitivamente, não é uma criação divina, é uma criação do homem. Já o homem é uma criação de Deus. E a criação de Deus há sempre de prevalecer sobre a crianção do homem: o estado.
  • Ricardo  22/03/2016 19:37
    Não sei se estás zuando, mas eu acredito no relato do Éden como literal.

    O estado, do ponto de vista de Deus e da Bíblia, é o homem disposto a governar a si mesmo, sem reconhecer a soberania de Deus. Na realidade não fomos feitos pra isso (Eclesiastes 8:9; Jeremias 10:23).

    Por esta definição, o estado surgiu quando o homem aceitou a acusação contra Deus. Daí, pela primeira vez passou a governar a si mesmo, não mais se sujeitando às leis de Deus.

    Esta decisão foi expressa por desobedecer à uma ordem simples de Deus, que era ficar longe daquele fruto.

    A Bíblia prevê que no futuro, Deus vai destruir os governos humanos que não reconhecem sua soberania, e vai substituir todos por um seu (Daniel 2:44). Este, por sinal, é o famoso REINO DE DEUS....
  • Leninmarquisson da Silva  10/10/2016 03:22
    Faz sentido dizer que o surgimento do Estado está ligado à desobediência de Adão:

    A partir daquele momento, ou assim que Adão morreu, o homem passou a esperar a morte. Conhecendo a morte e a dor, passou a temê-las, e temendo-as, percebeu que poderia usá-las ao seu favor.
    Percebeu que poderia forçar a obediência das outras pessoas ameaçando-as de morte ou dores futuras, e nesse momento o primeiro Estado surgiu.

    Alguém pode falar que esse raciocínio se estende para Deus, quando Ele diz que "se comeres desse fruto, certamente morrerás", mas não acho válido. Por criar todas as coisas, incluso a "Árvore do bem e do mal", essa torna-se Sua propriedade, logo comer seus frutos seria uma violação do PNA.
    Poderíamos aí discutir a "punição proporcional", mas pelo que sabemos, pouco importava a árvore em si. O que estava em cheque era a obediência à Deus. Desobedecer tornou Adão imperfeito, e na imperfeição, nada que fizesse poderia reparar o dano. É por isso que Jesus, perfeito, foi usado como resgate.

    Enfim, esses são meus 2 centavos.
  • Anderson Nunes Vieira  30/12/2014 13:46
    Li os dois artigos. Bom os artigos, tanto do ponto de vista teológico quanto político-econômico. A maior intenção do Criador era que sua criação não pecasse no Éden, se não tivesse havido pecado com certeza não existiria o Estado hoje. Como bem colocado, Israel veio se organizar politicamente - através de um governo - muito tempo depois de se tornar uma nação consolidada, porém ela sempre teve líderes (Moisés, Josué, Gideão, Sacerdotes e Juízes). Interessante deixar bem claro que uma coisa é governo através de uma liderança que irá colocar organização social e outra coisa é governo estatal. Se analisarmos bem as Escrituras Sagradas, o próprio Deus queria ser o governante de Israel:

    "As Escrituras testificam o fato de que Deus planejara um rei para Israel. Deuteronômio 17:14-20 estabelece especificamente as regras para a escolha de um rei em Israel. Entretanto, quando o povo de Israel pediu a Samuel que constituísse um rei, o Senhor disse a Samuel que o povo "não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele" (1 Sm 8:7). Como pôde então Deus condenar o pedido um rei feito por Israel, quando ele mesmo já havia dado as instruções para a escolha de um rei?

    O contexto de 1 Samuel 8 mostra-nos que tanto a motivação como o método na busca de um rei foram incorretos. Em primeiro lugar, o motivo pelo qual eles queriam um rei não era certo. No primeiro versículo do capítulo 8 lemos que Samuel já tinha envelhecido, quando constituiu seus filhos por juizes em Israel. Entretanto, os filhos de Samuel não se comportaram de forma correta aos olhos de Deus. Quando o povo foi até Samuel, pedir que ele lhes constituísse um rei, não foi porque quisessem ter um homem de Deus reinando sobre a nação, mas porque queriam que um homem reinasse sobre eles. Eles consideraram erroneamente como atos de Samuel a administração que Deus vinha operando através dele.

    No dia em que Saul foi escolhido, Samuel lembrou o povo de que foi Deus quem os livrara de todos os seus males, e disse-lhes: "Mas vós rejeitastes hoje a vosso Deus, que vos livrou de todos os vossos males e trabalhos…" (1 Sm 10:19). Eles ignoraram completamente o fato de que era Deus quem os protegia e sobre eles reinava, e não Samuel ou qualquer rei humano que este constituísse. Conseqüentemente, não era a Samuel que eles estavam rejeitando, mas sim a Deus.
    Em segundo lugar, eles erraram não buscando o Senhor no que diz respeito ao rei que governaria Israel. Não se preocuparam em pedir a direção de Deus. Eles simplesmente pediram a Samuel que lhes constituísse um rei. Quando os anciãos de Israel foram até Samuel, eles disseram: "Constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações (1 Sm 8:5). Entretanto, segundo Deuteronômio 17:15 Deus determinara especificamente que o povo estabeleceria um rei, "aquele que o Senhor… escolher".

    O pedido feito pelo povo denuncia sua total desconsideração quanto à participação de Deus no processo da escolha. Na verdade eles rejeitaram a Deus como seu rei e ele não se agradou disso porque não buscaram um homem de Deus, nem empregaram o método de Deus.

    Todos viram o fracasso que foi o governo de Saul. Depois Deus institui Davi conforme a sua vontade, e este teve um reino próspero, e quando se afastou de Deus, seu reino também decaiu. cristo será o governador eterno, rei dos judeus que foi pregado na cruz. Ele sim será o governante perfeito e instaurará o governo perfeito na terra (vide período do milênio em apocalipse).

    Concordo com tudo no artigo, só descordo de dois pontos de vista:

    PONTO DE VISTA TEOLÓGICO: O autor, na minha opinião, atribui divindade à Satanás "(...) Nesse sentido, o estado é divinamente instituído da mesma foram que Satã é divinamente instituído (...)". Satanás não é divinamente instituído de analisarmos a Bíblia. Ele é um ser limitado, que possui certos poderes que são atribuídos aos anjos, esses poderes ele adquiriu quando foi formado (quando era arcanjo), porém não se compara de forma nenhuma a uma divindade, haja vista que ele foi expulso do céu justamente por querer esse tipo de prestígio.

    PONTO DE VISTA POLÍTICO/ECONÔMICO: O autor diz não ser pecado erro no IR "(...) Por isso, uma pessoa não está pecando se cometer um erro em sua declaração do IR (...)". Mas, que tipo de erro seria? Se for um erro de declaração, dados, etc eu concordo com ele. Porém, se ele quis dizer Erro = Sonegação, bom aí o cristão está pecando sim, haja vista que está infringindo leis fiscais e tributárias.

    Logicamente que sabemos que o governo é um péssimo administrador, cheio de corrupção e que ninguém gosta de pagar impostos e ver seu dinheiro indo para o ralo. No entanto, o IR é instituído por lei fiscal, uma lei legítima e que não vai contra os princípios bíblicos, e por esse motivo não há razão para o cristão ser sonegador do referido imposto. Seria o mesmo que não pagar o carnê da loja com juros e multa pelo atraso da parcela, achando apenas serem abusivos se existe uma lei para isso. Não sou a favor do chamado dízimo obrigatório, no entanto tenho a consciência de que devemos contribuir na igreja, conforme suas possibilidades e a vontade de seu coração, para se manter a obra do Senhor.

    Mas, tirando essas prerrogativas, o artigo é bom e merece ser lido.

    Abraços!!
  • Silvio  30/12/2014 14:27
    Porém, se ele quis dizer Erro = Sonegação, bom aí o cristão está pecando sim, haja vista que está infringindo leis fiscais e tributárias

    Dafuq I just read?
  • Carlos Lima  02/01/2016 05:15
    Evitar pagar impostos por todos os meios possíveis e imagináveis é a coisa mais certa a se fazer. Errado é ser roubado pelo Estado e permanecer passivo, sem se rebelar. Sendo o Estado uma organização criminosa que usa todo seu poder para roubar o cidadão, evitar ser roubado por esta mesma organização criminosa é obrigação de todo cidadão honesto. Tirar das pessoas, na marra, o que elas não querem dar, é roubo. Não tem como provar que parte do que ganhei com meu trabalho e suor deva ser entregue a um grupo de ladrões FDPs que escolheram fazer do crime e da mentira um meio de vida. Evitar ser roubado por este grande ladrão que é o Estado não é pecado coisa nenhuma. Nunca foi. Jamais será. Quem rouba comete crime. Seja o cidadão ou o Estado. Quem tira de mim o que eu não quero dar está me roubando e ponto final. Essa história de dizer que é pecado qualquer tentativa do cidadão de tenta escapar do roubo oficial promovido pelo Estado é coisa de BÉ. Coisa de ovelhinha que vai pro matadouro sem reclamar, e ainda por cima achando bom, porque está fazendo parte do rebanho. Que fique bem claro: todo imposto é um roubo. Sem exceção.
  • anônimo  31/12/2014 09:59
    'Logicamente que sabemos que o governo é um péssimo administrador, cheio de corrupção e que ninguém gosta de pagar impostos e ver seu dinheiro indo para o ralo. No entanto, o IR é instituído por lei fiscal, uma lei legítima e que não vai contra os princípios bíblicos'

    De lógico isso aí não tem nada.Se o governo é corrupto e péssimo administrador como é que pode ser legítima uma lei feita pra beneficiar e justificar o roubo desse mesmo governo?
  • Diogo  30/12/2014 15:28
    "PONTO DE VISTA POLÍTICO/ECONÔMICO: O autor diz não ser pecado erro no IR "(...) Por isso, uma pessoa não está pecando se cometer um erro em sua declaração do IR (...)". Mas, que tipo de erro seria? Se for um erro de declaração, dados, etc eu concordo com ele. Porém, se ele quis dizer Erro = Sonegação, bom aí o cristão está pecando sim, haja vista que está infringindo leis fiscais e tributárias."


    Imposto é roubo, sonegação é proteção de propriedade privada, o cristão proteger os frutos de seu trabalho não é pecado.

  • Anderson Nunes Vieira  30/12/2014 16:08
    Então nobre colega, não vejo por essa ótica. Tudo bem que o governo através do IR pode até estar roubando. Eu tenho que roubar do outro lado também; Roubo se paga com roubo? Deixar de pagar o IR porque o governo é ladrão é justamente isso. Não é proteger sua propriedade. Você sabe que só de ir no supermercado fazer compras já vem embutido um monte de impostos, como você irá fazer para "pegar" esses impostos que estão no preço das mercadorias? Roubando a mercadoria? (você estaria prejudicando as empresas), pagando menos por ela? (também estaria prejudicando a empresa e os empregados).

    Segundo dados do próprio governo, nós utilizamos 6 meses do ano só para pagar impostos. Como eu faço para ter de volta "através dessa proteção do privado" todo esses 6 meses que o governo roubou de mim?

    A coisa não é tão simples assim. Maior premissa de Jesus: "Pagai o mau com o bem: SE ALGUÉM TE OBRIGAR A ANDAR COM ELE UMA MILHA, VAI COM ELE DUAS ... Não pleiteies com o teu próximo; Dá a quem te pedir; Se te obrigarem a caminhar uma milha, vai com ele duas; Amai os vossos inimigos"

    Lembre-se: Nosso tesouro não está neste mundo, e sim nos céus. Por isso tenho pena dos ateus, pois como eles não tem essa esperança só lhes sobram um mundo com governantes corruptos.
  • diogo  30/12/2014 17:28
    "Então nobre colega, não vejo por essa ótica. Tudo bem que o governo através do IR pode até estar roubando."

    Pode até estar não. Está roubando. mises.org.br/Article.aspx?id=1748

    "Eu tenho que roubar do outro lado também; Roubo se paga com roubo? Deixar de pagar o IR porque o governo é ladrão é justamente isso. Não é proteger sua propriedade."

    Explique como deixar de pagar IR é roubo. Se o ladrão entra na sua casa e pede todo seu dinheiro e você só entrega o que está no cofre e não o que está embaixo do colchão quer dizer que você roubou o ladrão?

    "Você sabe que só de ir no supermercado fazer compras já vem embutido um monte de impostos, como você irá fazer para "pegar" esses impostos que estão no preço das mercadorias? Roubando a mercadoria? (você estaria prejudicando as empresas), pagando menos por ela? (também estaria prejudicando a empresa e os empregados)."

    Serio que você escreveu isso? Eu aqui defendendo o direito de propriedade e você vem falar em roubar mercadorias?


    "Segundo dados do próprio governo, nós utilizamos 6 meses do ano só para pagar impostos. Como eu faço para ter de volta "através dessa proteção do privado" todo esses 6 meses que o governo roubou de mim?"

    Quem falou em ter de volta? Sabemos que é impossível viver livre dos impostos, mas se o indivíduo conseguir não entregar tudo para nosso ilustre governo, não está errado.

    "A coisa não é tão simples assim. Maior premissa de Jesus: "Pagai o mau com o bem: SE ALGUÉM TE OBRIGAR A ANDAR COM ELE UMA MILHA, VAI COM ELE DUAS ... Não pleiteies com o teu próximo; Dá a quem te pedir; Se te obrigarem a caminhar uma milha, vai com ele duas; Amai os vossos inimigos""

    Não quer dizer que não posso proteger o que é meu por direito.
  • ANDRE LUIS  26/12/2015 11:30
    O imposto vem embutido no arroz e feijão? Basta comprar de pessoas ou empresas que não pagam impostos e ajudem a construir uma boa reputação em torno delas. A cultura de liberdade vai chegar mais cedo ou mais tarde neste patamar, então a partir daí começa a contagem regressiva para o fim do estado como o conhecemos.
  • ANDRE LUIS  26/12/2015 11:49
    O autor esquece um detalhe que faz toda a diferença. Governos atuais são legitimados pela vontade da maioria (ao menos se vendem assim), por isso o governo deveria estar submisso aos cristãos e não o contrário. Veja o que acontece no oriente médio. Nenhum governo se sobrepõe à religião, muito pelo contrário. Todos são braços auxiliares da doutrina muçulmana e ajudam a propagá-la.

    Num regime de força, cristãos não podem mesmo se rebelar sob pena de desobedecer a Deus, mas num regime republicano não há desculpas para os cristãos não interferirem no estado, já que podem utilizar de meios pacíficos para isso. A falta de atitude dos cristãos neste ponto já está sendo cobrada por Deus, e será ainda mais no futuro.
  • Alan  30/12/2014 16:16
    Pode ser, mas podemos dizer
    "Não é pecado, mas que o cristão pague os impostos para não passar por perseguição desnecessária por parte do Estado." que seria coerente com o texto e com Romanos 13.
  • anônimo  31/12/2014 10:16
    Como ter de volta o que o governo rouba? A questão não é complexa por causa disso, a resposta é simples: não dá, é impossível. E ninguém aqui está querendo isso.Inclusive tem um artigo por aqui que explica justamente como é impossível ajustar as contas com o estado.

    'Tudo bem que o governo através do IR pode até estar roubando. Eu tenho que roubar do outro lado também; Roubo se paga com roubo? '

    O que vc chama de roubo aí na verdade é impedir o outro de roubar.Ou no máximo pegar de volta o que ele roubou de vc.A própria Bíblia diz bem claro: 'NÃO ROUBARÁS'.Então como vc concilia isso? Se vc não pode resistir nem pegar de volta, o cara te rouba tem o direito de ficar com o seu troço, então roubar não é errado.Então os dez mandamentos estão errados.
    Chamar isso de roubo é uma coisa que esquerdistas fazem muito: truques semânticos, mudam o rótulo de tudo pra chegar na conclusão que eles querem.
  • Anderson Nunes Vieira  30/12/2014 19:28
    Prestar declaração FALSA não tem apoio bíblico e muito menos jurídico (www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/l4729.htm).

    Você defende a propriedade fazendo uma declaração falsa? Isso não é papel de cristão e muito menos de cidadão.

    Sonegar imposto é querer ter de volta aquilo que o governo tributou. Roubo gerando roubo. A sonegação de impostos é prejudicial até para o livre mercado, sendo uma variável a favor das empresas que sonegam em detrimento das que não sonegam, e uma variável grande para o dito livre mercado.

    Já pensou se todos tiverem essa mentalidade e aplicá-las em todos os ramos da vida. Todas as empresas estaria falidas.

    Você sonega imposto de renda porque acha abusivo e um roubo os tributos do governo. (concordo em partes).

    Porém, você concorda em pessoas usar windows pirata? Fazer gato de luz? Comprar CD's piratas? Produtos falsificados e pirateados?

    Eu posso usar essa prerrogativa acima com a desculpa de proteger meu patrimônio (lê-se dinheiro) por simplesmente achar que a Microsoft compra preços abusivos para obtenção do Windows, que o Roberto Carlos é um explorador ao comprar determinado preço por seus CD's, que a Rede de Energia Elétrica está explorando seus consumidores ao dizer que aumento o preço da energia por questões relacionadas a estiagem de chuvas e baixa da represa que gera energia. Esses são fatores de mercados que eu posso alegar como ROUBO também e partir para a pirataria e uso indevido com a desculpa de dizer que tenho que proteger meu patrimônio.

    Acho um discurso incoerente.

  • Lindolfo  30/12/2014 21:21
    Declaração falsa?! Se um assaltante aponta uma escopeta para a sua cara pedindo a sua carteira e as chaves do seu carro, e você diz (mente) que não tem dinheiro está com as chaves, você está prestando uma declaração falsa?

    Se você não entendeu que imposto é roubo e que uma lei anti-Bíblia (lei que legaliza o roubo) não deve ser cumprida por um cristão, nada posso fazer por você.
  • diogo  30/12/2014 23:39
    "Prestar declaração FALSA não tem apoio bíblico e muito menos jurídico (www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/l4729.htm)."

    Você acha que o governo vai dizer que eu posso sonegar? Ele é o ladrão, agora me mostre a parte bíblica em que é correto roubar.

    "Você defende a propriedade fazendo uma declaração falsa? Isso não é papel de cristão e muito menos de cidadão."

    Eu não faço declaração falsa pois não quero correr o risco de ser perseguido pelo estado como bem aponta o artigo, mas sonegar não é crime, é defender os frutos do próprio trabalho. Imposto é crime, o estado é o criminoso, e ele tem as armas, o que podemos fazer alem de divulgar as ideias?

    "Sonegar imposto é querer ter de volta aquilo que o governo tributou. Roubo gerando roubo. A sonegação de impostos é prejudicial até para o livre mercado, sendo uma variável a favor das empresas que sonegam em detrimento das que não sonegam, e uma variável grande para o dito livre mercado."

    Só pode ser piada.

    "Já pensou se todos tiverem essa mentalidade e aplicá-las em todos os ramos da vida. Todas as empresas estaria falidas."

    Serio? Quer dizer que, se as empresas não pagarem mais impostos elas vão falir? Acho que quem vai falir é o estado que não tem mais de onde sugar.


    "Você sonega imposto de renda porque acha abusivo e um roubo os tributos do governo. (concordo em partes).

    Porém, você concorda em pessoas usar windows pirata? Fazer gato de luz? Comprar CD's piratas? Produtos falsificados e pirateados?"

    Copiar não é roubar, https://www.youtube.com/watch?v=LXilEPmkoQY, fazer gato é invasão de propriedade, e falsificação é crime.


    "Eu posso usar essa prerrogativa acima com a desculpa de proteger meu patrimônio (lê-se dinheiro) por simplesmente achar que a Microsoft compra preços abusivos para obtenção do Windows, que o Roberto Carlos é um explorador ao comprar determinado preço por seus CD's, que a Rede de Energia Elétrica está explorando seus consumidores ao dizer que aumento o preço da energia por questões relacionadas a estiagem de chuvas e baixa da represa que gera energia. Esses são fatores de mercados que eu posso alegar como ROUBO também e partir para a pirataria e uso indevido com a desculpa de dizer que tenho que proteger meu patrimônio."

    Todo indivíduo pode proteger seu patrimônio da forma que quiser, desde que respeite a propriedade alheia.

    "Acho um discurso incoerente."

    Como pode ser incoerente simplesmente defender plenos direitos de propriedade?
  • anônimo  29/12/2015 00:36
    Sonegar é mentir portanto contrário aos 10 mandamentos.
    Pois a pergunta eh qual são todos seus bens tributáveis e a omissão é "criminosa" no caso.

    No entanto impostos e taxas são roubos.
    Tanto que na idade média não existiam.
    As únicas cobranças são sobre o uso da terra (e seus recursos) e pedágio( para manutenção de estradas e políticas estatais).
    Ambos justos.

    Falar de religião sem falar da única e verdadeira Igreja é uma palhaçada total, protestantes tentando arrumar sua criação maldita. Lutero criou essa mentalidade servil ao Estado, que se alastra como praga até mesmo sobre nós. Porque os americanos ingleses e franceses, não dão jeito em seus traidores. E nós paralisam. Do contrário teríamos nosso império triunfante.

    Liberalismo (ou seja, Libertários, capitalistas, etc junto com seus filhos os socialistas, comunistas etc) é condenado pelo magistério portanto não é de Deus. Ponto.
  • Anonimo.  29/12/2015 18:09
    'Sonegar é mentir portanto'...
    Não, sonegar é evitar que uma gangue de ladrões venha tomar o que é meu e que foi conquistado pelo meu trabalho.
    E mesmo que não fosse, mesmo assim não seria mentira porque eu nunca assinei contrato nenhum me comprometendo a falar a verdade pro estado, sobre quanto ganho.
  • Anonimo.  29/12/2015 18:11
    Eita socialismo filho do capitalismo, vc tá sabendo muito hein?
  • anônimo  31/12/2015 06:24
    São filhos seus, buscam a mesma coisa. Em outras palavras, Materialismo.
    Ou paraíso terrestre, um pelo mercado o outro pelo estado.
    Só nas palavras pq o modo não importa haja visto que os banqueiros são os maiores financiadores dos camaradas.
    Passar bem idiota.
  • Anonimo.  31/12/2015 19:52
    Se informe o MÍNIMO antes de falar besteira, seu ignorante.
    O fato do libertarianismo gerar um mundo menos ruim NÃO significa que pros libertários tudo se resume à essa vida. Isso aí foi um espantalho que vc inventou. Inclusive alguns dos maiores libertários com vários artigos aqui nesse site são cristãoss: Ron Paul, Lew Rockwell, Thomas Woods etc

    'o modo não importa haja visto que os banqueiros são os maiores financiadores dos camaradas.'

    Não me diga!!! Esse site tem uns quinhentos artigos denunciando o esquema governo+bancos, e vc vem falar isso aqui como se fosse uma grande novidade!???
    Vai estudar, idiota.
  • anônimo  31/12/2014 09:53
    Enquanto isso, no site ao lado...
    justificando.com/2014/10/17/homem-de-bem-que-crimes-voce-praticou-hoje/
    Essa é a mentalidade nos cursos de direito.
  • Joaob  02/01/2015 04:09
    Qdo o homem da Galileia disse " dai a Cezar o que eh de Cesar.etc etc" justificando os impostos, eu como ser humano e dotado do principio " Cogito ergo sum" digo que fareituodmpara sonegar impostos pq acho que Cesar esta qurendo,algo,que nao,eh dele..eh meu..e eh meu, pq eu acho que eh meu..e eu acho pq acho..pq " penso logo existo"..

    Entao se nao tiver umrevolver na minha testa nao pago o roubo ou,seja ,imposto


    Ou seja sonegar e uma obrigacao..

    Ja comentei isso na artigo anterori..pago pq nao quero ser martir...odeio o Estado...


    Mas farei tudo para nao pagar..afinal discordo de Cesar qto ao,que eh dele...qdo ele tem o revover na mimha testa eu pago..exatamemt como num assalto
  • PauloH  12/01/2015 18:55
    Acho que esse tópico é apropriado pra fazer uma pergunta aos liberais que tem a propriedade privada como ética suprema.

    Se uma pessoa cair do seu apartamento e se segurar no parapeito da sua janela, você está moralmente justificado em simplesmente ficar olhando ela cair?



    Na ética liberal você poderia simplesmente olhar ela cair de lá de cima, não estaria agredindo-a.

    E te prender por se negar a ajuda-la não parece algo muito apropriado aos liberais.
    O que é moral ou não nem sempre está associado ao direito de propriedade.
  • Pedro I  12/01/2015 19:23
    O mais legal é que a "melhor" coisa que os detratores conseguem pensar para "atacar" a filosofia da liberdade é inventar exemplos totalmente absurdos, como esse do homem-aranha.

    (Óbvio, se o cara despenca do prédio, mas consegue se agarrar a uma sacada, ele é um super-herói. Se fosse na minha varanda, eu certamente pediria um autógrafo e tiraria uma foto com ele).

    Outro dia, um cidadão veio aqui e postou o seguinte "desafio": e se em uma sociedade anarcocapitalista os dinossauros ressurgissem ou asteróides entrassem em rota de colisão com a terra? Qual estado iria combatê-los?

    Isso é o máximo em que conseguem pensar. (Aliás, desconfio que tais "desafiantes" sejam na verdade fakes liberais querendo ridicularizar os anti-liberais, mas não tenho como provar isso).

    Quanto ao "desafio" em questão, ele é tão idiota que o sujeito se trai e revela sua própria mentalidade esquerdista, que é a de ser contra a caridade voluntária: o sujeito realmente acha que liberais defensores da propriedade privada são como ele, seres mesquinhos que se recusam a ajudar quem está em real privação e não tem como sair da atual situação por conta própria (que é o caso do sujeito pendurado à janela).

    Quer saber a resposta libertária para esse seu "desafio"? O libertário vai lá, salva o cara, e ainda lhe fornece um lanche em sua casa e ficam amigos para sempre.

    Já o esquerdista se apavora, corre para o telefone, chama a polícia e os bombeiros, e se tranca no banheiro morrendo de medo.
  • Deixa cair  01/01/2016 17:52
    E se, ao tentar salvo-lo, o sujeito se atrapalha, me pega pela mão e caimos os dois? Ele que caia sozinho.
  • Anonimo.  01/01/2016 19:51
    'Na ética liberal você poderia simplesmente olhar ela cair de lá de cima, não estaria agredindo-a.'
    Podia,mas não é isso que vai acontecer e vc sabe disso.Seu exemplo só faz sentido num mundo de psicopatas, não de pessoas normais.
    Podemos agora voltar a botar os pés no chão?
  • Deixa cair  01/01/2016 23:56
    Não faz sentido nenhum. Muita coisa está sendo desconsiderada ai.

    Qual o peso do sujeito? Nao vou estender a mão pra uma pessoa cujo peso exceda a capacidade que eu julgo ser capaz de carregar, e preciso dizer que, dada a situação, minha estimativa seria bastante conservadora. Ou vc acha que depois de segurar a minha mão e nao ser levantado, o sujeito me soltaria voluntariamente. Sabe-se lá como ele foi parar ali; nao creio que seja meu dever colocar minha vida em risco.

    De repente é uma armadilha, e o sujeito quer mesmo é me jogar de lá de cima: tão logo eu estenda a mão, ele me puxaria para a morte. Motivos? Roubar meus bens, colocar no youtube, tanto faz. Talvez eu tenha roubado o emprego dele. Vou esperar a ajuda dos meus amigos com a arma na mão, se cair, caiu.



  • Anonimo.  02/01/2016 12:17
    Você não conseguiu notar, mas no fim das contas está falando a mesma coisa.O cara quer te puxar pra botar no youtube = mundo de psicopatas.
  • Arthur Valença  15/03/2015 15:38
    um livro bastante relevante à discussão e que explica com bastante clareza vários detalhes da submissão às autoridades instituídas e governamentais, tanto dentro da igreja como fora dela, é um livro chamado Autoridade Espiritual, de um autor chamado Watchman Nee. Aconselho ao autor/tradutor do texto que leia esse livro para complemento das ideias colocadas aqui, às quais eu não discordo em grande parte
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  31/03/2015 20:42
    Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão. O estado é o único problema.
  • Gutemberg  07/04/2015 19:38
    Otimo texto. No livro Modelo Social do Antigo Testamente, de Landa Coppe, aprendemos princípios que nortearam a formação do povo hebreu quanto a economia, estado, artes, educação, etc. O princípio da Liberdade norteia todas as áreas. O "governo" devia manter a liberdade do povo, das instituições. É uma espécie de proto-economia Austríaca. Aliás, conforme Gálatas 5:1: "Foi para a Liberdade que Cristo nos libertou".

    Eu indico: aguasdomar.com/category/economia/

    Valeu.
  • Marcelo Simoes Nunes  25/12/2015 20:14
    Os dois textos provocaram numerosas e inúteis polêmicas. Crentes e católicos se digladiando com ateus. Fico surpreso pelo número de libertários que se confessam católicos e não vêem nenhuma contradição entre a religião e os princípios libertários. Me sinto um estranho no ninho, porque não sou ateu nem crente, sou agnóstico. Num sentido mais estrito ser agnóstico significa reconhecer a total inutilidade de se posicionar a favor ou contra a ideia de que somos governados por um ser divino. Preferimos a dignidade da nossa ignorância à arrogância de um saber altamente impreciso. Mas se essa discussão é irrelevante, não se pode dizer o mesmo do fato de tantos comentaristas deste site se posicionarem de um ou outro modo. Porque perdemos nosso tempo discutindo o sexo dos anjos? Eis uma questão que merece resposta. Vou falar sobre isso, mas antes mando uma crítica ao que me parece uma abordagem quase geral nos comentários. Muito aqui se fala sobre religião, na maioria das vezes, sobre catolicismo, como se qualquer religião fosse apenas uma crença individual, coisa de foro íntimo. Nos comentários do primeiro texto, um ateu declarado comparou a opressão do estado à opressão religiosa e foi prontamente rechaçado por outros comentaristas. É evidente o exagero desse tipo de comparação considerando-se que o estado nos obriga mediante violência e a religião na maioria das vezes não faz isso. É lógico que não se pode esquecer as sutilezas empregadas pelos pregadores, as ameaças de arder no fogo eterno, cujos efeitos variam conforme a capacidade intelectual do ouvinte. Também não se pode esquecer as violências em nome da religião, as guerras santas, as fogueiras da inquisição cristã ou as decapitações do IE. Também não podemos esquecer que a igreja católica teve um papel fundamental para aquilo que chamamos de civilização. Quando a igreja decapita o imperador inca, condenando o sacrifício humano cometido na civilização americana, isso de alguma forma melhora o que entendemos como civilização. Os hebreus também faziam sacrifício humano. Mas conta a Bíblia que Deus segurou a mão de Abrão para que ele poupasse a vida de seu filho. Abraão sacrificou então uma ovelha, em nome do Senhor. Hoje isso parece ridículo, pois sabemos que os animais também merecem respeito e o cardápio dos deuses deve ter mudado de lá para cá. Tudo isso há de ser considerado, mas o ponto central que me parece relevante nessa discussão toda é o seguinte. O estado, por sua própria natureza tende a açambarcar tudo a sua volta. Então, nas sociedade onde o estado se encontra presente, toda a religião lhe diz respeito. Ele procurará se apropriar dela de algum modo. E, nisso, obterá na quase totalidade das ocasiões um total êxito. Por sua vez, a instituição religiosa, a semelhança do estado, tende a crescer e agigantar-se. Poderá se posicionar contra o estado muito raramente. No mais das vezes verá nele um parceiro. Não é a toa que igrejas gozem de isenção tributária de forma generalizada. Então essa discussãozinha da crença individual (de Paulo, Pedro ou de José), descontextualizada da realidade se torna abominável. É absolutamente deplorável que pessoas que se dizem libertárias não enxerguem, por exemplo, que a Igreja Católica Apostólica Romana da América Latina esteja envolvida até o pescoço com movimentos marxistas. Que não perceba que, por mais contraditório que a princípio possa parecer, é perfeitamente factível ser comunista e católico. A mente humana é o bastante flexível para tanto. Mas lá atrás falava sobre o sexo dos anjos. Continuemos. Tenho um hipótese a respeito da religiosidade das pessoas. É fruto de minha experiência de vida, mas precisa ser comprovada. Penso que há uma incompreensão entre não crentes e crentes irresolúvel. Penso que isso seja consequência da evolução genética da humanidade. Em outras palavras penso que existe uma diferença genética no cérebro de crentes e não crentes. Nós não escolhemos o modo como pensamos. O ato de pensar é absolutamente um ato individual. É como ir ao banheiro fazer cocô. Não dá para pedir que alguém faça por nós. E nós não escolhemos como pensamos. Simplesmente pensamos. Depois notamos que aquilo que pensamos é compartilhado pelos demais. Não falo de lógica, pois esta é compartilhada por todos. Falo da percepção da realidade. A maneira como percebemos a realidade não é compartilhada universalmente. Talvez as emoções tenham um papel nisso aí. Diferentes dos animais, temos consciência (da vida e da morte - o que nos faz como deuses) e sofremos da eterna angústia resultante disso. É interessante notar que todos nós concordamos que amanhã o sol nascerá de novo e concordamos também que essa conclusão é completamente diferente da conclusão de que Deus existe. Não é fácil dizer por que motivo é diferente. Mas percebemos intuitivamente que é. Com certeza a diferença não reside no grau de certeza. Temos certeza de que o sol se porá amanhã, pois é o que sucede todo dia. Muitos, não vendo uma evidência palpável, não creem em Deus. Mas o surpreendente é que muitos, apesar disso, creem e essa crença pode parecer ao crente absolutamente segura, tão segura quanto é o fato de que o sol raiará novamente. Exemplo: militante islâmico explode o próprio corpo em atentado, acreditando estar servindo Alá, que o recompensará no seu reino celeste.Teorias são boas para entender o mundo, mas precisam de um cérebro para gerenciá-las. Sozinhas mais confundem do que informam. Toda teoria tende a reduzir a realidade, o que se torna perigoso, quando não se tem consciência disso. Muitos libertários são tão obcecados com o estado que ficam imobilizados. Não sabem como acabar com ele e são contra tudo o mais. Enquanto isso, o esquerdismo vai tomando conta do mundo a galope e a esperança deles cada dia vai ficando mais distante.
  • Edimar  25/12/2015 21:08
    O Estado não é Igreja. O Estado vive de assalto obrigatório, se não pagar, o contribuinte é que é ladrão. As instituições religiosas vivem de doações. O problema da religião, incluindo ateus, é o fanatismo e a extorsão.
    Discordo que o Estado tenha tenha que ser extinto, concordo na redução de poderes e tributos, uns 15% do PIB em tributos e endividamento abaixo de 10% do PIB no máximo não faz mau. Sem Estado crianças vão serem escravizadas e aliciadas. Sem o Estado todos nós quando idoso irão perecer sem aposentadoria. Sem Estado pessoas portadoras de necessidades especiais e doentes impossibilitado de trabalhar irão padecer nas ruas da mendicância.
    Discordo na falta de proteção da propriedade do individuo: o que vai ser da minha casa é minha se alguém invadir? Imagine suas propriedades intelectuais? O que é obra minha é minha e os invejoso se contente em pagar pelo seu uso.
    Concordo com grande parte da teoria da Escola Austríaca. O resto é fanatismo.
  • Thiago Teixeira  26/12/2015 00:56
    Artigo interessante, porém nesses temas minha cabeça não funciona muito legal.
    Seguirei portanto a diretriz do Leandro Roque, de não falar muito sobre o que não domina.

    Queria deixar uma questão sobre outro trecho da bíblia: "É mais fácil um camelo passar por um buraco de agulha do que um rico entrar no reino dos céus". Como não considerar isso uma crítica ao capitalismo, mesmo que ainda proto-capitalismo?
    (Isso foi tema de artigo recwbte ou apareceu na area de comentarios, nao recordo bem)
    Minha opiniao é que Jesus repudiava o tipo de rico da antiguidade: com patrimonio advindo do saque ou de redistribuicao do saque pelos reis.
  • Anonimo.  26/12/2015 20:17
    Agulha é um tipo de porta curvada que havia naquele tempo, pra um camelo passar ele tinha que baixar a cabeça o que era muito difícil, sendo um animal pescoçudo como ele é.
    Então uma interpretação é que ele estava se referindo aos ricos que se acham muita coisa, que não baixam a cabeça pra nada por causa da própria riqueza.
  • DeusOdeia  26/12/2015 03:30
    Jesus Best Merchandising Ever.....
  • Paraninfo  26/12/2015 06:39
    Esse vídeo tem uma aula fantástica sobre o gramcismo americano e as bases ideológicas de alguns democratas.

    Saul Alinky foi o pai do comunismo atual na América.

    youtu.be/BHLvqj4wBU8

  • Leis só de Deus, homem nenhum governará sobre mim!  26/12/2015 08:01
    Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; (1 João 2:15)

    Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. (Tiago 4:4)

    E os reis da terra(ONU, Presidentes...), os grandes(pessoas famosas que se tornam idolos da população, formadores de opinião contrarias a Deus "condicionadores do gado", conglomerados, multinacionais...), os exércitos (policias, forcas armadas...), os ricos(gananciosos, opressores...), e os poderosos (Rockfellers, Rotchields...), se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas. Eles gritavam às montanhas e às rochas: "Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro! (Apocalipse 6:15-16)

    O bom samaritano
    25 Certa ocasião, um perito na lei levantou-se para pôr Messias à prova e lhe perguntou: "Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?"
    26 "O que está escrito na Lei?"(entao a "Lei" não foi abolida!), respondeu Messias. "Como você a lê?"
    27 Ele respondeu: " 'Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento' e 'Ame o seu próximo como a si mesmo'".
    28 Disse Messias: "Você respondeu corretamente. Faça isso e viverá".
    29 Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Messias: "E quem é o meu próximo? Não é os soldados romanos!?!"
    30 Em resposta, disse Messias: "Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto.
    31 Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado.
    32 E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado.
    33 Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade dele.
    34 Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele.
    35 No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e lhe disse: 'Cuide dele. Quando eu voltar, pagarei todas as despesas que você tiver'.
    36 "Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?"
    37 "Aquele que teve misericórdia dele", respondeu o perito na lei.
    Messias lhe disse: "Vá e faça o mesmo".

    Não podemos nos esquecer da revolta dos macabeus, um povo temente a Deus que lutou sozinhos em menor numero contra os exércitos helênicos e estabeleceu um reino judaico independente na região entre 142 a.C.- 63 a.C..
    E de Simon bar Kochba considerado messias em seus dias por liderar uma revolta contra o imperio romano em 132dc reconquistando jerusalem e fundando um estado judaico independente.


    Encontrei o melhor site sobre a verdadeira religião dos nossos tempos!
    Pra quem se interessa em conhecimento sobre a historia da humanidade, Deus e todas as demais coisas deixo aqui o link:
    Ao vivo as terças 20H
    livestream.com/Beit-El-Shamah
    https://www.youtube.com/user/MarcosAndradeAbrao
    https://www.youtube.com/watch?v=7YOtU2Pq8ko Sata antes da criacao, o homem e a vitoria do Messias.
  • Anonimo.  26/12/2015 20:20
    Se apegar aos bens materiais é uma coisa, querer uma economia livre que gere mais riqueza pra todo mundo é outra, ao meu ver essa é uma forma de aliviar o sofrimento dos outros do mesmo jeito que é dar um pedaço de pão pra um pobre que passa fome
  • Leis só de Deus, homem nenhum governará sobre mim!  27/12/2015 01:01
    Sou anarquista e não ancap. Sou a favor da liberdade plena em todos os sentidos e não apenas na economia.

    Sou a favor da liberdade afinal Deus nos deu livre arbitrio como direito universal inclusive para escolher o mal se quisermos e estivermos dispostos a pagar as consequencias disso.

    Não sou cristão, alias o Jesus inventado por roma é um mito com meias verdades emprestadas da vida do verdadeiro messias Yeshua (o messias Judeu):

    1: O messias não é uma encarnação de Deus.
    2: O messias nasceu do relacionamento normal entre seu pai e sua mãe.
    3: Os judeus retiraram o corpo do messias e o colocaram no vale dos justos aonde esta até hoje, e sera ressussitado para lutar na guerra em que todas as nações se juntarão contra israel (pois os judeus são o povo escolhido por Deus e todas as promessas contidas na biblia são para eles), portanto ao terceiro dia não foi o corpo que ressussitou, foi a alma, pois a alma de um justo não poderia ficar no inferno.

    Mateus 15:24 E ele, respondendo, disse: Eu fui enviado às ovelhas perdidas da casa de Israel que perecem.

    Ou seja à 2 casas a casa de Juda e a de Israel, a casa de Juda permaneceu fiel até os dias de hoje (são os judeus Ultra-Ortodoxos) e a casa de Israel se refere as 10 tribos perdidas que foram desviadas na época de Jeroboão e estão misturada entre as nações.Se aplica tambem a todas pessoas que se convertem ao Deus de Israel se tornando prosélito no judaismo.
    Por isso diz-se saia dela povo meu (saia da babilonia "cristianismo", pessoas descendentes das 10 tribos que estão buscando alimento(palavra de Deus) no cristianismo (igrejas catolicas e evangelicas).


    Video interessante sobre illuminatis: https://www.youtube.com/watch?v=ntwIOAv2KP8
  • Carlos Lima  02/01/2016 04:22
    "SOU A FAVOR DA LIBERDADE AFINAL DEUS NOS DEU LIVRE ARBITRIO COMO DIREITO UNIVERSAL INCLUSIVE PARA ESCOLHER O MAL SE QUISERMOS E ESTIVERMOS DISPOSTOS A PAGAR AS CONSEQUENCIAS DISSO." Essa frase é uma piada. Supondo que exista um Deus, quem negar esse mesmo Deus, fazendo uso do seu livre arbítrio, poderá ser punido por toda eternidade, dependendo em qual Deus resolveu acreditar. Quem já viu livre arbítrio com medo de punição eterna??? kkkkkkkkkkkkkkkk... Acho incrível que um cérebro classificado como "normal" possa lidar com tamanha contradição. Eu, hein????
  • anônimo  02/01/2016 07:27
    Livre Arbítrio é a liberdade para matar ou roubar os outros e aproveitar os "frutos" disso durante determinado tempo, mas não ser é livre para escolher sofrer ou não as consequências dos seus atos de, por exemplo, ser preso pela Polícia ou sofrer a Justiça Divina.

    Existem diversas pessoas que matam e roubam mesmo sabendo que irão ser presas ou poderão ser julgadas por Deus (aliás a maioria dos bandidos acreditam em Deus, já que religiosos são a maioria da população).

    Mesmo sabendo que irão para o inferno, bandidos roubam e matam (como disse acima, a maioria dos bandidos acreditam em Deus, já que religiosos são a maioria da população). Então parece que o livre arbítrio dito pela Bíblia é verdadeiro mesmo.

    Ação e Consequência preconcebida não contradiz em nada com Livre Arbítrio.
  • Andre Cavalcante  02/01/2016 17:38
    Carlos Lima 02/01/2016 04:22:38

    ""SOU A FAVOR DA LIBERDADE AFINAL DEUS NOS DEU LIVRE ARBITRIO COMO DIREITO UNIVERSAL INCLUSIVE PARA ESCOLHER O MAL SE QUISERMOS E ESTIVERMOS DISPOSTOS A PAGAR AS CONSEQUENCIAS DISSO."

    Essa frase é uma piada. Supondo que exista um Deus, quem negar esse mesmo Deus, fazendo uso do seu livre arbítrio, poderá ser punido por toda eternidade, dependendo em qual Deus resolveu acreditar."

    Desculpa ser rude já no 2º dia do ano novo, mas a sua frase é que é uma piada. A frase anterior (acima) apenas indica o livre-arbítrio como o direito universal de escolhermos o que fazer, inclusive de escolher fazer o mal (roubar, por exemplo), e sofrer as consequências desse ato. Nada fala sobre se Deus vai punir ou não e se é por toda a eternidade ou não. Na sua frase (abaixo) é que você aferiu essas coisas, que não foram ditas. E, mais ainda faz um conceito parcial de Deus, coisa que a primeira frase não fez. Logo, a sua frase não tem pé nem cabeça como argumento contrário à frase citada. Talvez porque você seja ateu e, como todo ateu, não basta que você não creia, é necessário vilipendiar a crença do outro para que possa se sentir bem mesmo que para isso, crie espantalhos sobre o que os outros dizem e faça de Deus algo que ele não é (até porque para negá-lo voc? vai ter que ter uma concepção qualquer de Deus e, logo, vai estar tão certo/errado quanto o religioso que também faz a sua concepção de Deus.



  • Marcelo Simoes Nunes  26/12/2015 16:14
    Sou tentado a concluir que para os anaco capitalistas cristãos, considerando que ainda não descobriram a receita para exterminar o estado, só resta uma alternativa: orar.
  • andré  27/12/2015 08:13
    eu sei que ão tem nada haver com o assunto da matéria, mas eu preciso perguntar isso, procurei no site mas não encontrei nada a respeito, se alguém puder me responder eu fico grato. vamos supor que algum dia o estado seja abolido e finalmente(ufa!) consigamos viver uma economia livre. vamos supor a segunte hipotese: um grupo de pessoas compram uma propriedade em um local onde haja uma massiva movimentação e concentração de gente, digamos um centro comercial, ai esse grupo de pessoas resolve transformar essa propriedade em uma casa de swing, e em seguida elas resolvem derrubar as paredes dessas casa com a intenção de que todos que passassem próximos a essa casa vejam essa a orgia que ocorre nesse local, como iriam funcionar as leis de atentado ao pudor? já que ninguém poderia invadir a propriedade ou inferir sobre o livre arbítrio dessas pessoas? e supondo que elas coloquem mascaras para ão ser identificadas.
  • Um observador  29/12/2015 14:49
    André,

    Esse cenário que você criou é bastante irreal (por motivos que explicarei mais adiante).
    Mas se ocorrer, eles não estariam violando o Princípio da Não Agressão (PNA). Afinal de contas não estão invadindo a propriedade de ninguém, e nem realizando qualquer tipo de coerção. Portanto, NESTE CASO ESPECÍFICO que você criou, ninguém teria direito de acabar com a orgia de forma coercitiva... Poderiam fazer boicotes, pressão moral ou econômica, etc, porém sem usar força bruta.

    Mas não se preocupe! O mais provável é que uma sociedade sem estado iria se organizar em diversas cidades privadas (algo como mega-condomínios ou coisa parecida). E nesses lugares haveriam leis que precisariam ser seguidas por todos que voluntariamente foram viver ali (exatamente como em um condomínio). Então uma casa de swing sem paredes certamente não seria permitida na maioria delas.
  • Rafael  27/12/2015 20:32
    Existe uma resposta muito mais simples.
    O cristianismo foi adotado por Roma e o novo testamento sistematicamente manipulado de modo a servir aos objetivos do Império: Dominação e submissão das massas. Existe filosofia de vida mais perfeita para o governo? aceitar tudo de cabeça baixa, esperando recompensas em outro mundo?
  • Ricardo  22/03/2016 19:18
    Roma só adotou o cristianismo no século III. Neste momento em que Paulo falava, os cristãos eram perseguidos e mortos por autoridades romanas, instigadas pelos judeus.
  • Roberto  22/03/2016 19:49
    "Instigadas pelos judeus"?!? Teria alguma fonte para sustentar essa sua alegação extraordinária? Na época de Paulo a província da Judéia estava em revolta contra a ocupação romana, razão pela qual duvido muito que os romanos dariam bola para o que os judeus teriam a falar sobre o que quer que seja.
  • Ricardo  23/03/2016 16:05
    Algumas fontes:
    Lucas 23:4-5; joao 19:12-16; Atos 24:26; 25:9; 26:7, 30-32;

    Por mais que houvessem grupos rebeldes, os romanos governavam a judeia no primeiro século e mantinham governadores romanos nesta regiao. Eles permitiam que houvesse autoridades judaicas tambem, como o sinédrio, e elas até tinham boa medida de autonomia.

    Esta era uma pratica romana para manter a lealdade do povo e respeitar sua cultura.

    Os romanos não tinham interesse algum nos cristãos, em alguns casos, porem, foram impelidos pelos judeus a perseguir e matar cristaos, conforme as referencias que eu enviei.

    O sinédrio perseguiu mais os cristaos nesta época do que roma, mas eu estava citando específicamente que relação roma tinha com os cristãos.

    Eu estava argumentando que não faz sentido o cristianismo ser uma invenção romana.
  • Joao Vitor Ribeiro Alves  28/12/2015 03:13
    Por mim nós devemos derrubar o governo! Acima de nós somente Deus e coerção nunca mais!
  • Espírito livre, homem livre!  30/12/2015 06:54
    Eu concordo em derrubar o sistema politico, temos que nos organizar, estou disposto a iniciar um grupo de resistencia e libertacao armada, quem estiver disposto pode me enviar seu contato.

    Obs: Em uma sociedade livre um dos principios é a nao agressão, mas nao estamos em uma sociedade livre "isso aqui é uma guerra" e talvez a única solucão é lutarmos fisicamente pela nossa vida e liberdade.
  • anônimo  29/12/2015 00:38
    Que tal falar de usura ? Hipocrisia ?
  • paulo cesar de castro silveira  24/01/2016 12:28
    quando Paulo escreveu Nero ainda era bonzinho. dois anos depois Paulo não teria escrito. leia isto em São Paulo, livro de Ernest Renan
  • Ricardo  21/03/2016 19:26
    Acredito que o contexto em que Paulo falou essas palavras não foram entendidos corretamente. Vou tentar explicar o contexto, de acordo com o que sei da Bíblia.

    Com a morte de Jesus, acabou-se o arranjo de Deus de ter um povo pactuado com reis escolhidos por Ele (a linhagem de Davi). Os cristãos agora seriam espalhados dentre todos os povos (João 4:21), não havendo mais apego à lei mosaica, que era uma lei espiritual, mas que incluía todas as questões para o funcionamento de um estado soberano (incluindo até penas capitais).

    Mas então surge a questão: Como viver servindo a Deus morando em território gentio (ou não judeu), que não seguia leis dadas por Ele? Como seguir o mandamento de Jesus de se manter APARTADO DO MUNDO (João 17:14), estando sujeito à governantes do mundo?

    Paulo, que foi um dos que "modelaram" a congregação cristã, queria solucionar este problema.

    Assim ele estabelece em Romanos 13 esta diretriz: O cristão deve obedecer à César (ou qualquer outra autoridade), desde que esta obediência não contrarie qualquer lei divina: Amar a Deus e ao próximo (Romanos 13:9).

    Isto é fato. A história confirma que os cristãos eram excelentes cidadãos, mas estavam dispostas à morrer quando se exigia deles que servissem em guerras (Mateus 26:52), ou prestassem idolatria à césar (Mateus 4:10).

    Agora sobre pagar os impostos, os cristãos devem ser exemplares neste assunto: Mateus 5:41; 2Co 6:3; 2Co 8:21.
  • Pobre Paulista  21/03/2016 22:25
    A meu ver, Paulo versa em Romanos apenas sobre a autoridade Judicial do estado, sendo mais específico, ele fala sobre a autoridade dos Juízes, e não necessariamente do estado como um todo. Importante também ressaltar que a frase "autoridades governamentais", que aparece em Romanos 13, não é encontrada em todas as traduções em língua portuguesa.
  • Ricardo  23/03/2016 16:27
    1 pedro 2:13-14; tito 3:1 mostram que se aplica de maneira generica à qualquer autoridade.

    Ele também diz em romanos 13 que as autoridades "portam a espada" (vers. 4) e coletam impostos (vers. 7), ou seja, inclui os poderes executivos.
  • Ricardo  23/03/2016 17:02
    As traducoes mais comuns são "autoridades governamentais" e "autoridades superiores".

    Veja uma lista de traducoes:
    https://www.blueletterbible.org/kjv/rom/13/1/t_bibles_1059001


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