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Como uma genuína austeridade gera crescimento econômico

O termo "austeridade" continua sendo utilizado na Europa.  E a Alemanha continua sendo criticada por promover essa visão.  Afinal, a austeridade pode fazer uma economia crescer?

Em primeiro lugar, é necessário deixar claro alguns conceitos.  A palavra "austeridade" normalmente é utilizada para descrever duas coisas totalmente opostas e contraditórias: reduzir os gastos do governo ou elevar impostos. 

Por que essas duas medidas são opostas?  Porque reduzir gastos do governo significa que menos recursos escassos da economia serão apropriados pelo governo; significa que haverá mais recursos disponíveis para pessoas e empresas. 

Quando o governo gasta, ele está consumindo bens que, de outra forma, seriam utilizados pela população ou mesmo por empreendedores para fins mais úteis e mais produtivos.  Bens que foram poupados para serem consumidos no futuro acabam sendo apropriados pelo governo, que os utilizará sempre de forma mais irracional que o mercado, que sempre se preocupa com o sistema de lucros e prejuízos.  Portanto, os gastos do governo exaurem a poupança (por ''poupança'', entenda-se ''bens que não foram consumidos no presente para serem utilizados em atividades futuras''). 

Logo, uma redução nos gastos do governo permite que haja mais recursos disponíveis na economia.

Já uma elevação de impostos significa o contrário: mais recursos da economia — principalmente o capital de pessoas e empresas, que seriam utilizados para consumo e investimento — serão apropriados pelo governo.

E esse é justamente o cerne da questão: deveríamos dar mais ou menos recursos para o governo?

Como na fábula em que o escorpião dá uma ferroada no sapo, keynesianos sempre inventam razões para explicar por que gastos do governo são bons para todos.  Um de seus principais argumentos é o de que é "impossível alcançar a prosperidade cortando".  Como todas as propagandas, essa afirmação é enganosa — austeridade não é sobre "cortar"; é sobre transferir.  Mais especificamente, retirar o controle de recursos produtivos de burocratas e transferi-los para indivíduos e empresas.

Vamos analisar os argumentos keynesianos.  Segundo eles, os gastos do governo são bons para todos — o que significa que a austeridade baseada no corte de gastos é ruim — porque esses gastos governamentais criam um "efeito multiplicador".  Sendo assim, cada $1 gasto pelo governo cria, digamos, $2 de valor. 

Isso de fato seria ótimo — e está na mesma categoria dos unicórnios, do moto-perpétuo e do sorvete grátis para sempre.  Tal raciocínio implica que o colapso da União Soviética permanece sendo um mistério econômico, uma vez que o sistema soviético deveria estar repleto desse multiplicador produtivo.

Para refutar essa ideia de multiplicador, nem é necessário entrar em detalhes técnicos.  Aliás, podemos inclusive supor que de fato exista tal multiplicador.  Basta apenas dizer que qualquer multiplicador que porventura possa existir é necessariamente cancelado pelo "multiplicador negativo", uma vez que os recursos necessariamente tiveram de vir de algum lugar.  Assim, se você dá $1 para o governo, você necessariamente ficou com $1 a menos, o que significa que você agora terá menos $1 para gastar no restaurante.  Ambas as unidades monetárias possuem um "multiplicador" em direções opostas.  Elas se cancelam.

Tchau, sorvete grátis.

Porém, tudo ainda piora: ha fortes motivos para crer na existência de um multiplicador negativo.  Ou seja, o governo confisca via impostos $1 e o transforma, digamos, em $0,80.  Ou até mesmo em $0,05.  Por quê?  Porque o governo é extremamente eficaz em desperdiçar recursos.

Apenas pense na economia real — em suas "microfundações", como dizem os teóricos.  A produção não é um fenômeno que cai do céu.  Ao contrário, a produção é feita de recursos — fábricas, matérias-primas, trabalhadores, empreendedores, concreto e aço.  Esses fatores são combinados de modo a gerar bens de consumo ou bens de capital.  Ou eles podem simplesmente ser poupados para serem utilizados no futuro.  Isso significa que há apenas 3 ações que você pode fazer com um recurso produtivo: consumi-lo, investi-lo ou poupá-lo para uso posterior.

Simultaneamente, há apenas três categorias de pessoas para fazer alguma dessas ações (consumir, investir ou poupar): indivíduos consumidores, indivíduos empreendedores ou indivíduos políticos/burocratas.

Portanto, todo o debate sobre se austeridade é bom ou ruim é simplesmente um debate sobre se os governos são melhores gerenciadores de recursos.  Só isso.  Os governos farão investimentos mais sensatos e mais produtivos?  Os governos irão poupar recursos de maneira mais prudente que indivíduos e empresas?

A menos que você tenha acabado de chegar de Marte, você já sabe a resposta: governos são inacreditavelmente ineficientes e esbanjadores.  É impossível que "investimentos" do governo sejam eficazes (ver detalhes aqui, aqui e aqui) e é irreal imaginar o governo como um "poupador prudente".

Sendo assim, se o governo é um péssimo gerenciador de recursos, conclui-se que cada recurso que conseguimos impedir que seja apropriado pelo governo nos torna mais ricos.  Tendo menos recursos, o governo fará menos guerras, dará menos subsídios a empresas, e financiará menos grupos de interesse.  Em vez disso, esses recursos serão utilizados por indivíduos em investimentos mais produtivos, mais prudentes e mais sensatos.  E será assim porque essas pessoas estarão utilizando seu próprio dinheiro, e não um dinheiro que foi confiscado de terceiros.

Essa definição de austeridade — os recursos devem ficar com indivíduos e empresas em vez de serem entregues ao governo — implica que a austeridade fará crescer a economia, e não que irá encolhê-la.  No entanto, se a "austeridade" se basear meramente em aumento de impostos, como está ocorrendo na Europa, então de fato não está havendo austeridade nenhuma.  Ao contrário, está havendo o oposto de austeridade.

Cortar os gastos do governo, permitindo que indivíduos e empresas tenham mais recursos à sua disposição, é o caminho mais sensato para a prosperidade.

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Leia também:

Os quatro tipos de austeridade - por que o governo cortar gastos é positivo para a economia

O mito da austeridade europeia

Explicando a recessão europeia

Os três tipos de austeridade

Gastos governamentais sempre são ruins para a economia

Como as obras públicas subtraem riqueza da população



autor

Peter St. Onge
é pesquisador temporário do Mises Institute e professor assistente da Fengjia University College of Business, em Taiwan.  Seu blog é Profits of Chaos.


  • anônimo  30/10/2014 14:24
    É tão simples...

    Por que o Paul Krugman não entende essas coisas?
  • Romulo  31/10/2014 01:54
    claro que entende cara, só que políticas socialistas são os melhores meios de controle social que existe..aí já viu né..
  • Ali Baba  30/10/2014 14:29
    Excelente. Só uma correção:

    A fábula do sapo e do escorpião não é de Esopo. É tradição popular. A fábula de Esopo equivalente é a do fazendeiro e a cobra.
  • Juliano  30/10/2014 15:20
    Existe um ponto que precisa ser levado em consideração. Apesar de ser verdade que manter os recursos com as pessoas é moralmente superior, é complicado dizer que sempre haverá crescimento econômico nessa alternativa. O problema é que esse ponto é relativo: crescimento pra quem?

    Quando o governo gerencia os gastos ele interfere em como os agentes econômicos se relacionam. Assim, várias atividades que não seriam vantajosas passar a ser atraentes. Todas essas atividades despencam se o governo sai da jogada. Em um país como o nosso, onde o governo se mete em tudo, isso significaria a condenação de cidades inteiras, talvez até de áreas inteiras. Quando a gente vê os dados de quantas cidades são deficitárias no país dá pra imaginar o tamanho do estrago.

    Desta forma, muita gente seria afetada negativamente se o governo saísse da jogada. Pra elas, principalmente no curto prazo, haveria um encolhimento na capacidade de consumo, no padrão de vida. Eu não estou defendendo de forma alguma gastos governamentais, não estou defendendo o Estado. Só estou levantando o fato de que não é uma panaceia. A austeridade, mesmo quando compreendida como corte de gastos, gera efeitos negativos em muita gente e dá pra entender o descontentamento.
  • Felipe  30/10/2014 16:30
    Perai, quer sustenta pessoas parasitas? faça bom proveito, doe seu dinheiro para eles.

    Entenda que sustentar pessoas que não dão retorno a sociedade é imoral e economicamente ineficiente.

    Se o governo parar de sustentar essas pessoas, sobraera mais dinheiro para os trabalhadores usarem conforme seus desejos, e as empresas e indústrias que recebrem esse dinheiro irão se desenvolver ainda mais, investindo e quem sabe recebendo esses parasitas para varre o chão.
  • Leandro  30/10/2014 16:53
    Quando o governo corta gastos, de fato há quem saia prejudicado. O exemplo mais claro seria o de funcionários públicos que tivessem seus salários reduzidos. Isso é muito raro, mas pode ocorrer. As empresas que possuem como clientes principais um grande número de funcionários públicos seriam atingidas.

    Pense em um restaurante chique de Brasília que tem como clientela o pessoal das agências reguladoras. Se as agências fossem abolidas (sonhemos um pouquinho), as receitas desse restaurante cairiam. Da mesma forma, se o número de deputados e senadores diminuísse, o Piantella iria à falência.

    Esse foi um exemplo visualmente fácil de ser entendido. Há outros menos claros.

    Por exemplo, cortes de gastos do governo irão afetar as várias empresas que só sobrevivem porque possuem contratos de prestação de serviços junto ao governo. Empresas terceirizadas por estatais e empreiteiras que fazem obras para o governo são os exemplos mais claros. Há também as várias atividades econômicas que recebem subsídios e que, sem estes subsídios, teriam de se virar, cortar gastos e demitir pessoas.

    O que todas estas atividades têm em comum é que elas só sobrevivem e só são lucrativas com a muleta do governo. Isso faz com que elas sejam classificadas como atividades econômicas insustentáveis. São atividades que não dependem da demanda voluntária do consumo privado para sobreviver. Uma vez cortado o fluxo de dinheiro governamental, elas perdem sustentação e definham.

    Elas não necessariamente irão quebrar, pois podem se reestruturar e mudar seu enfoque de mercado. Mas estão indiscutivelmente sobredimensionadas, e a prova disso é que só mantêm seus atuais lucros com dinheiro repassado pelo governo. Elas são, portanto, atividades que absorvem recursos e capital da sociedade. Elas não produzem; elas consomem.

    Uma redução nos gastos do governo, portanto, possui este efeito salutar sobre a economia. Faz com que empresas que consomem recursos e que produzem apenas de acordo com demandas políticas tenham de ser enxugadas. Empresas que só sobrevivem devido aos gastos do governo não produzem para consumidores privados; elas utilizam o dinheiro dos cidadãos mas produzem para o estado.

    Elas não utilizam capital de maneira produtiva, de forma a atender os genuínos anseios dos consumidores privados: ao contrário, elas utilizam capital fornecido pelos pagadores de impostos mas produzem apenas para servir a anseios políticos.

    Em suma, não agregam à sociedade. Por definição, subtraem dela.
  • Alan  30/10/2014 18:56
    Concordo. Só para adicionar, muitas destas empresas sustentadas pelo governo também servem de cabide privado de emprego. Empregam pessoas por indicações e favores, não por serem pessoas boas no que fazem.
  • Fernando  30/10/2014 17:31
    Como complemento ao já excelente comentário do Leandro, sugiro abrir a área de comentários desse artigo, dar um Ctrl F na página e procurar pela palavra "tapa".
  • Juliano  30/10/2014 18:20
    Não estou questionando se o resultado final seria positivo. O ponto é que isso gera atrito, incômodo, custos políticos. Lembro-me de ter lido que vários fornecedores das estatais, na época das privatizações, tiveram que pela primeira vez na vida se preocupar em cortar gastos. Quando seus clientes eram empresas do governo, bastava preencher uma planilha com custos.

    Independente de gerar mais riqueza, a desestatização força várias pessoas a repensarem completamente a sua vida. Em um país como o nosso, não duvido que existiriam cidades inteiras que seriam abandonadas. Algumas pessoas, depois de um tempo, achariam novas posições. Outras realmente viriam seu padrão de vida despencar, jamais se recuperariam.

    Dá pra imaginar uma situação onde fôssemos questionar o sistema de aposentadoria estatal. É um sistema baseado em confisco dos atuais pagadores pra transferir pra quem não paga mais nada. O dinheiro pago já foi gasto, não há como recuperá-lo. Ainda assim, não dá pra imaginar em um movimento que propusesse simplesmente ignorar o passado e, de uma hora pra outra, que os aposentados arranjassem outra fonte de sustento. O esquema é completamente furado, mas gerou muita gente dependente dele. Suspendê-lo de uma hora pra outra traria danos pesadíssimos a várias pessoas.

    Novamente, eu não defendo de forma alguma intervenções estatais. Só estou salientando que desmontar um esquema político traz custos porque o mercado está completamente desestruturado e muita gente acaba dependendo da configuração atual. Também acredito que a liberdade gera mais prosperidade, além de ser moralmente superior, mas não dá pra ignorar a complexidade do processo de desestatização. Conheço pessoas que moravam na Inglaterra e que até hoje lamentam a destruição que ocorreu em algumas regiões por conta de medidas liberalizantes da Thatcher. As intervenções geram muitas distorções que trazem custos altos a muita gente em qualquer tentativa de liberalizar.

  • Paulo Bezerra  30/10/2014 19:51
    Concordo com Juliano. O exemplo da previdência publica é claro e inconteste. Inclusive, trata-se de direito adquirido.

    Sou muito a favor da liberdade do mercado. Entretanto, algumas coisas são impossiveis na conjuntura atual. Relegar idosos aposentados à ausência de renda é uma delas. Mas poder-se-ia estimular progressivamente a previdência privada a partir de hoje, para que num futuro distante saiamos dessa encruzilhada do INSS.

    Daí a importância da política: tenta transformar o ideal em realidade, porém adaptando de acordo com o possível.
  • Carneiro  30/10/2014 20:44
    Good Lord. E quem está falando em acabar com a previdência? Há inúmeras possibilidades de corte de gastos. Você pode abolir ministérios, secretarias, agências reguladoras, reduzir salários de políticos, acabar com subsídios, reduzir cargos comissionados, reduzir gastos com propaganda etc.

    Ninguém falou nada de Previdência.
  • anônimo  30/10/2014 21:33
    'Good Lord. E quem está falando em acabar com a previdência? '
    Quem não quer entrar num esquema ponzi?
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=993
  • Fernando  30/10/2014 21:21
    Primeiro: a previdência no Brasil é organizada sob os moldes de pirâmide.

    Segundo: nesse artigo, o Leandro nos dá uma ideia de como restituir os usuários do INSS.
  • Leandro  31/10/2014 02:02
    O melhor artigo sobre reforma da Previdência é este, o qual soluciona dois problemas de uma só vez: alem da previdência, resolve também sistema bancário.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1553
  • Juliana  06/11/2014 11:30
    Então, senhores, rabisquemos um resumo para que se dissipem as eventuais dúvidas: uma redução de gastos por parte do governo a princípio terá efeitos negativos na economia, e em consequência para a população. Não à toa, a proposta do autor é justamente defender essa genuína austeridade, pois se trata de uma medida bastante impopular. Mas é importante também frisar que toda essa austeridade - na forma apresentada pelo autor - trata unicamente de se tirar recursos de um setor que só gasta mal e desperdiça e liberá-los para o setor eficientemente produtivo da economia. Como dito recentemente, acreditar que produzir só por produzir é fundamental para o bem estar das pessoas ou para a sustentabilidade de uma economia é uma falácia perniciosa, e precisa ser derrubada. E, a quem se interessar, a leitura dos links que estão inseridos no artigo ajuda muito nesse propósito; o conjunto todo ficou excelente. Tem um exemplo ótimo da Letônia que cortou gastos, reduziu salários, demitiu funcionários, aboliu agências reguladoras... A economia encolheu, mas depois de dois anos começou a reagir positivamente. Além do mais, não há benefício nenhum em ficar protegendo as pessoas de passarem por situações difíceis e fracassos; é aí que está a cultura protecionista. Ao contrário disto, elas deveriam ser incentivadas, pois as pessoas só crescem, aprendem e inventam quando experimentam o desconforto e são impelidas a arriscar e criar.

    Menos importante, adianto que minhas hipóteses não têm crédito algum. Mas eu me arrisco a dizer que além de solucionar o problema da previdência e o do sistema bancário, essa proposta de reforma que o Leandro citou também contribui para a redução dos gastos do governo (a pauta dessa discussão), porque ele também tem como função quitar a dívida pública. É sabido que o superávit primário não representa a situação real das contas de um governo. Mas pelo menos ele serve para mostrar que tal governo consegue arrecadar mais do que de fato gasta, e se não fossem as dívidas ele até poderia se tornar um "governo poupador". Ainda não foram computados os contras de se colocar esse plano em ação; e talvez a retirada desse peso das contas públicas não cause grande impacto em sua redução. Mas eu acho um disparate sem tamanho e uma mentalidade de desperdício gastar bilhões todo ano para pagar somente de juros da dívida pública. Independente disso, ao menos posso afirmar que é inegável a qualidade da proposta do De Soto.

    Grande abraço
  • Paulo Bezerra  30/10/2014 18:45
    De fato, há três coisas que o governo brasileiro precisa fazer se quiser sair dessa estagnação econômica em que se meteu:

    1 - Elevar a taxa de juros, a fim de controlar a inflação. O que já surpreendeu o mercado ontem com a elevação da SELIC para 11,25%.

    2 - Desestatizar o crédito, combatendo a liberação de dinheiro na economia, às vezes até sem lastro, por meio dos bancos públicos. Dinheiro, por vezes, subsidiado pelo próprio governo, com juros abaixo da SELIC, como no caso do crédito imobiliário.

    3 - Aumentar o superávit primário por meio da redução de gastos públicos, os quais explodiram nesse governo, tanto por políticas assistenciais quanto pelo déficit da previdência publica.

    Enfim, é algo que temos de esperar para ver. Creio que não terão coragem.
  • Vitor  30/10/2014 19:43
    Texto muito bom, mas faltou o R em motor no "moto-perpétuo".
  • Léo   30/10/2014 20:42
    Não, meu querido. Não existe "motor-perpétuo". É moto-perpétuo, mesmo.

    m.brasilescola.com/fisica/o-motoperpetuo.htm
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  30/10/2014 21:26
    Explicação mais simples e completa que essa talvez não exista. Se alguém ainda não conseguiu entender, há duas razões: 1 - É burro; 2 - Faz parte de algum governo(Logo, é burro). Desculpem a ironia. Poupem, criancinhas!
  • Tio Patinhas  30/10/2014 21:28
    Olhem o nível de um jurista conhecido em especial do meio para o fim (já foi desembargador em SP e é aclamado como um dos maiores especialistas em direito do consumidor no país):

    www.migalhas.com.br/ABCdoCDC/92%2cMI210214%2c101048-As+eleicoes++a+democracia+e+a+sociedade+de+consumidores
  • Alexandre  30/10/2014 21:29
    Esse aumento da taxa selic vai servir pra alguma coisa se não mexerem no esquema de crédito direcionado? Eu lembro dos artigos do Leandro falando sobre isso.



  • LeonardoG  31/10/2014 10:57
    Não adiantará. O atual governo aumenta a Selic e daqui a 1 mês lança mais crédito no mercado, ou seja, são medidas contraditórias para combater a inflação, logo os juros irão ter que subir mais.
  • VINICIUS  30/10/2014 21:41
    Fernando

    Hilária essa analogia dos tapas na cara. Vale a pena ler!!

    Vou colá-la aqui só para facilitar:

    Silvio 29/09/2014 15:13:02

    A solução é muito simples. Não se trata de ser radical ou gradualista. Trata-se de simplesmente fazer o que é certo.

    Se alguém habitualmente te dá 100 tapas na cara todos os dias, não é certo que ela vá reduzindo um tapa por semana até chegar ao ponto em que você não seja mais esbofeteado.

    Se alguém te dá 100 tapas na cara todo santo dia e você não fez nada para merecer isso, só há uma única coisa que deva ser feita: aquela pessoa deve parar imediatamente de te dar tapas.

    Mas aquela pessoa pode se julgar injustiçada, pois essa atividade era muito importante na vida dela. Ela já tinha até parado de freqüentar a academia, pois ela já se exercitava o suficiente em suas sessões diárias de estapeamento na sua fuça. Imagina o impacto econômico na vida da pessoa que, de uma hora para outra, terá de passar a pagar academia para poder se exercitar.

    Mais ainda, aquela pessoa realmente se divertia dando bolachas na sua cara. Ela não precisava freqüentar teatros e cinemas para se divertir. A sua cara era praticamente a fonte de toda a diversão que aquela pessoa precisava. Se formos parar com a agressão de uma hora para outra, ela vai sofrer e ter de repensar toda a sua vida, sem contar que vai ter de procurar novas formas de diversão.

    E não é só a pessoa que te dava tapas que vai sofrer com a imediata extinção dessa atividade lúdica. O farmacêutico ganhava uma boa grana te vendendo analgésicos. O dentista também tinha um bom rendimento ao tratar de seus dentes que volta e meia ficavam afrouxados. O psicológo tinha em você um cliente regular e também faturava bem ao ouvir suas lamentações pelo sofrimento decorrente das coças diárias. A economia será afetada e fatalmente haverá uma retração se a sua cara não for mais objeto de porrada.

    Mas então, qual seria a melhor solução? Simplesmente impedir que te impeçam de dar tapas ou buscar uma redução na quantidade de tapas dados na sua cara até chegar a um patamar mais razoável ou mesmo tendente a zero?

    Quando se põe sua cara à tapa a solução fica evidentemente óbvia. Mas o certo é que ninguém pode tolerar a iniciação de agressão. Como o estado é financiado na base de roubo/agressão, ele simplesmente não pode ser tolerado. Não se deve reduzir o roubo aos poucos para que o ladrão tenha a oportunidade de tranqüilamente arranjar outra atividade para se sustentar.

    Voltando ao hipotético caso do tapa, mas então como é que ficam o cara que te estapeia diariamente, o farmacêutico, o dentista e o psicológo? A resposta é muito simples: FODAM-SE ELES! Ninguém tem o direito de levar a sua vida na base da coerção de outras pessoas.

    Créditos ao Silvio
  • Thales  31/10/2014 03:56
    Acompanho o Mises.org tem algum tempo, mas nunca comentei nada.

    Agora, neste momento de insônia, eu escrevi algo que estava em minha mente e gostaria de trazê-lo aqui, para saber a opinião dos amigos que frequentam este valioso espaço:

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=298809240310389&set=a.284810705043576.1073741829.100005439467413&type=1&ref=notif¬if_t=like

    Se puderem me dar um feedback, serei grato, afinal, estou apenas construindo minhas ideias.

    Abraços.
  • Thales  31/10/2014 04:07
    Corrigindo o link que mandei no comentário anterior, por favor:

    https://www.facebook.com/drthalesdeoliveira/posts/298809630310350:0
  • Pobre Paulista  31/10/2014 12:29
    Seguindo sua linha central de raciocínio, nem é preciso falar muito: Se o PT é quem defende os fracos e pobres, qual o interesse do PT em torná-los fortes e ricos?
  • Renato  31/10/2014 14:24
    Acredito que poderíamos ter um artigo sobre a recente decisão de aumento na velocidade de expansão monetária do Japão, não?
  • Malthus  31/10/2014 14:48
    Estão fazendo isso pela 25ª vez. As consequências serão essas:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1825
  • Leandro Enumo  31/10/2014 15:06
    Olá,

    Li o artigo e a recomendação inserida no texto sobre o "efeito multiplicador", mas ainda não consegui entender seu funcionamento, principalmente quando interpretado à luz de um caso prático, como o Programa Bolsa Família.

    Lembro de ter visto uma propaganda do governo que dizia que a cada R$ 1,00 investido no PBF, R$ 1,78 eram criados no PIB. Nunca acreditei nesta propaganda, mas também nunca tive algum argumento concreto contra ela.

    Se o governo tira 1 real de alguém e o transfere para outra pessoa (que passa por necessidades e irá utilizar o dinheiro, e não o poupará) eu não posso dizer que este valor movimentou a economia em um outro lugar? Qual seria a diferença em gastar R$ 1,00 em um restaurante ou em um supermercado? Alguém pode me ajudar com essa dúvida?

    Desde já, agradeço.
  • Thames  31/10/2014 15:13
    "Lembro de ter visto uma propaganda do governo que dizia que a cada R$ 1,00 investido no PBF, R$ 1,78 eram criados no PIB."

    Percebeu que, por essa "lógica" do governo, se a carga tributária for de 100% a economia vai bombar?

    Só mesmo num país de baixa intelectualidade uma piada dessa pode prosperar.

    Bolsa-Família impede que as pessoas morrem de fome. Só isso. Não há como um simples programa de transferência de renda enriquecer todo um país.

    "Se o governo tira 1 real de alguém e o transfere para outra pessoa (que passa por necessidades e irá utilizar o dinheiro, e não o poupará) eu não posso dizer que este valor movimentou a economia em um outro lugar? Qual seria a diferença em gastar R$ 1,00 em um restaurante ou em um supermercado? Alguém pode me ajudar com essa dúvida?"

    Quem acha que isso é possível deve, por coerência, repassar todo o dinheiro pra minha conta-corrente. Promete que irei gastá-lo e, com isso, bombar toda a economia!

    Aliás, por essa "lógica", se todas as pessoas do país entregarem seu dinheiro para uma única pessoa gastar à vontade, o Brasil vira a Suíça.
  • Tio Patinhas  31/10/2014 16:42
    Se alguém multiplicasse 78% o dinheiro recebido pelo bolsa família (como alegado pelo governo), o melhor seria o governo se endividar e dar essa bolsa pra todo mundo, logo o Brasil ficaria mais rico que o Japão...
  • Felipe  31/10/2014 18:46
    Enumo ,

    Ele se baseia no multiplicador Keynesiano, uma baboseira que inventaram para justificar os gastos do governo.

    Pode se derrubada facilmente,

    Primeiro o governo não produz, logo para ele gastar ele extraiu de alguém, e assim não houve criação de nada

    Segundo seu gastos são piores que o gasto privado, por dois motivos.

    - quando o governo te arranca 100 reais para gasta, ele não vai gastar 100 reais, por que uma parte de ele perdeu na burocracia e na corrupção, logo ele irá gastar 70 reais.
    - O consumidor gastar naquilo que lhe satisfaz, e quando faz isso ajuda a desenvolver a indústria que melhor lhe atender, enquanto o governo irá ajudar nas indústrias escolhidas arbitrariamente por ele

    Por fim, o que gera riqueza não é consumo, e sim poupança.
  • Leandro Enumo  01/11/2014 13:25
    "Por fim, o que gera riqueza não é consumo, e sim poupança."

    Bom, realmente, agora ficou mais claro para mim. Não só pelos outros argumentos (que são também plausíveis), mas este em específico derruba qualquer outra apologia à mentira.

    Obrigado a todos...
  • AntiMarx  01/11/2014 01:32
    Excelente texto, hoje, vemos exatamente o contrário do que acabamos de ler. Governo cobra mais, toma mais, rouba mais e gasta mais ainda. Não há retorno
  • Tiago Vieira  01/11/2014 14:10
    A austeridade é o remédio amargo de um país doente. A população acostumada aos benesses sociais do estado não a aceita e os políticos se aproveitam do ressentimento geral para ganhar eleições e, por fim, piorar tudo. É o que vemos hoje na Europa; amanhã, no Brasil.
  • Ronaldo  02/11/2014 04:12
    Leandro e Leitores, queriam que comentassem acerca disto :

    br.rbth.com/economia/2014/10/27/proximo_passo_logico_e_a_criacao_de_uma_moeda_comum_para_os_brics_28013.html

    Criação de uma moeda unica para os BRICS, o que aconteceria?
  • Victor Penteado  04/11/2014 06:22
    Mas o aumento dos impostos não é necessário num primeiro momento para que o governo pague as suas dívidas?

    Diversos governantes fizeram isso no começo de seus mandatos. Cito Campos Sales no Brasil e Ronald Reagan nos EUA.
  • Leo Cabeleira  04/11/2014 11:06
    Não. O certo é cortar gastos em todos os lugares. O efeito é ainda melhor. Veja aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1465


    P.S.: Reagan não aumentou impostos em seus primeiros anos de governo.
  • Emerson Luís, um Psicólogo  09/11/2014 17:48

    Interessante a polissemia, como a mesma palavra pode ter significados diferentes para pessoas diferentes. Você diz que "austeridade é importante", a outra pessoa concorda e ambos pensam que se entenderam. Porém, por "austeridade" você quis dizer "redução dos gastos", mas para a outra pessoa significa "aumento de impostos" e foi isso que ela compreendeu da sua fala. Por isso é importante esclarecer termos-chave antes de prosseguir um diálogo.

    * * *


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