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Jean Tirole, o Prêmio Nobel, e a crescente matematização da economia

Eis uma notícia realmente "chocante": o Prêmio Nobel de Economia de 2014 não foi concedido — como chegou a ser cogitado fervorosamente por alguns austríacos — a Israel Kirzner.  Em vez disso, o prêmio foi dado a Jean Tirole, um engenheiro, matemático e economista francês.  E também, como não poderia deixar de ser, um keynesiano.

Antes, um adendo: o grande empreendedor sueco Alfred Nobel nunca patrocinou nenhum prêmio para a ciência econômica, e o comitê criado em sua homenagem (com o patrimônio que ele deixou) nunca concedeu nenhum prêmio desse tipo até hoje.  No entanto, existe um "Prêmio para as Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel".  Mas ele é patrocinado pelo Banco Central da Suécia.  Desde 1969, este prêmio também vem sendo concedido anualmente no início de outubro.

Jean Tirole ganhou o prêmio por seu trabalho sobre "A Ciência de Domar Empresas Poderosas".  Por maior que seja seu brilhantismo, Tirole é apenas mais um economista neoclássico convencional cuja noção de concorrência, eficiência e bem-estar econômico está distante galáxias da de Kirzner.

Plus ça change, plus c'est la même chose.

Tirole ganhou o prêmio por ter criado novos métodos — utilizando a teoria dos jogos — que visam a aperfeiçoar a regulação de indústrias dominadas por poucas empresas grandes, as quais detêm "poder de mercado".  Tirole, de uma maneira nada criteriosa, simplesmente aceita a antiga e arraigada visão neoclássica de que empresas "oligopolistas" cometem uma imperdoável transgressão contra a eficiência econômica ao serem capazes de "influenciar os preços, a quantidade e a qualidade" dos produtos nos mercados em que elas operam.  E elas conseguem fazer isso porque conseguem planejar a produção tomando por base as expectativas das decisões de suas poucas concorrentes.

Em outras palavras, Tirole simplesmente descobriu — e acreditou se tratar de uma falha de mercado — que, no mundo real, as empresas não operam de acordo com as fictícias hipóteses da teoria da concorrência perfeita, segundo a qual cada empresa é infinitesimamente pequena e incapaz de alterar, nem que seja de forma minúscula, o preço ou a qualidade de seu produto em relação aos seus milhares e ínfimos concorrentes — concorrentes esses que, ainda segundo a teoria, a empresa em questão não leva em conta quando toma suas próprias decisões de produção.

Ampliando esse efeito da "falha de mercado" do oligopólio está o intolerável fato de que as empresas dominantes sabem mais sobre o produto que estão vendendo do que a agência reguladora responsável por regular aquele mercado.  Essa é apenas mais uma versão do problema da "informação assimétrica", segundo o qual cada empreendedor está — Deus nos proteja! — mais intimamente familiarizado com as características do produto que ele produz e vende do que os consumidores desse produto.

Em todo caso, ao utilizar a teoria dos jogos e a teoria dos contratos, Tirole foi capaz de inventar "um engenhoso arranjo de contratos de produção" entre o regulador e as empresas dominantes para solucionar o problema da informação assimétrica ao mesmo tempo em que concede às empresas um incentivo para produzir e cortar custos.  Simultaneamente, o modelo inventado por Tirole impede que essas empresas tenham "lucros excessivos — que são ruins para a sociedade".

Ou seja, Tirole ganhou o Prêmio Nobel por ter inventado complexas soluções técnicas para um pseudo-problema que os austríacos há muito tempo já sabiam e já ensinaram a respeito: sempre haverá empresas dominantes em um determinado segmento de mercado justamente porque uma economia de mercado é dinâmica (e não estática, como prega a teoria da concorrência perfeita) e guiada pela concorrência entre empreendedores ávidos para auferir lucros, os quais eles obtêm ao saberem antecipar e servir as demandas dos consumidores, as quais estão em contínua mudança.

Ainda em 1962, Murray Rothbard já havia demonstrado que a teoria dos jogos era inaplicável para a questão do oligopólio, isso em uma época em que a teoria dos jogos ainda era uma misteriosa disciplina em gestação, conhecida apenas por um punhado de economistas matemáticos.  Como argumentou Rothbard:

A consideração relevante não é a pequena quantidade de empresas ou a hostilidade ou amizade entre elas.  Os economistas que discutem oligopólio em termos que são mais aplicáveis a jogos de pôquer ou a táticas de guerrilha militar estão totalmente equivocados.  O objetivo fundamental de um empreendimento é servir o consumidor para obter ganhos monetários; e não fazer algum tipo de "jogo" com seus concorrentes. 

Os eventuais aumentos ou reduções de preços que porventura venham a ocorrer em indústrias "oligopolistas" não representam uma forma misteriosa de guerrilha, mas sim um nítido processo de se tentar encontrar um equilíbrio de mercado.  Esse mesmo processo, com efeito, ocorre em qualquer outro mercado, inclusive nos mercados "não-oligopolistas" de produção de trigo ou de morango. 

Nesses mercados, o processo aparenta ser mais "impessoal" simplesmente porque as ações de cada empresa não são tão importantes ou tão claramente visíveis quanto são nas indústrias mais "oligopolistas". [...] 

E, em situações de oligopólio, as rivalidades e os sentimentos de cada indústria em relação às suas concorrentes podem até ser analisadas de um ponto de vista mais dramático e teatral; porém, em termos puramente de análise econômica, são irrelevantes.

Quanto a "informações assimétricas", Ludwig von Mises e F.A. Hayek já demonstraram há muito tempo que, longe de serem uma "falha de mercado", esse fenômeno é justamente uma condição fundamental para a própria existência de mercado. 

Afinal, quem sabe mais sobre construção de imóveis: incorporadoras ou compradores de imóveis?  Quem sabe mais sobre o serviço de fornecimento de carne para supermercado: pecuaristas ou consumidores de carne?  Quem sabe mais sobre fabricação de automóveis: engenheiros automotivos empregados em montadoras ou compradores de carros?  Quem sabe mais sobre produção e venda de vestuário: fabricantes e distribuidoras de roupas ou compradores de roupas?

Esse ponto foi enfática e eloquentemente expressado por William Anderson neste artigo:

Uma "assimetria de informação" ocorre quando a informação necessária para que compradores e vendedores cheguem ao "equilíbrio" não está igualmente distribuída entre todos os participantes de mercado.  Um bom exemplo é o mercado de carros usados.

De acordo com um ditado popular sobre o mercado de carros usados, quando alguém compra um carro usado, ele "está comprando os problemas de outra pessoa".  Os compradores de carros usados possuem muito menos informação do que os vendedores.  O que parece ser um bom carro no estacionamento da revendedora pode perfeitamente acabar se revelando uma tremenda barca furada tão logo o novo proprietário o estiver dirigindo no centro da cidade. [...]

Por causa dessa incerteza, compradores serão mais relutantes a pagar bem por um determinado carro usado, sendo que, caso eles de fato soubessem com certeza que o carro que estão comprando não é um limão, estariam dispostos a pagar mais.  Em consequência dessa relutância em se pagar mais, os vendedores retirarão seus melhores carros do mercado, dado que consideram que os preços oferecidos são inadequados.  Isso, por sua vez, induz os compradores a oferecer preços ainda menores, já que, com os melhores carros fora do mercado, as chances de se adquirir um limão aumentam substancialmente.  Essa espiral descendente ameaça destruir esse mercado por completo.

A solução apresentado pelos economistas seguidores dessa teoria é que o governo imponha novas regulamentações ao mercado.  A regulamentação, argumentam eles, obriga todos os lados a fornecerem todas as suas informações.  [...]

Em primeiro lugar, o livre mercado possui meios para fornecer informações para aqueles que delas precisam.  Por exemplo, empresas frequentemente oferecem todos os tipos de suporte aos seus produtos para mostrar que elas creem que seus produtos são dignos de serem adquiridos.  Elas oferecem garantias e concedem reembolso para proteger os consumidores contra eventuais defeitos e para garantir que eles fiquem satisfeitos.  Se os compradores de carros querem ter mais informações sobre carros usados, por que eles não conseguiriam obtê-la?  Há várias maneiras de isso ser feito.

Tenho um conhecido que é especialista em assuntos automotivos.  Frequentemente ele é chamado por seus amigos, e por amigos de seus amigos, para acompanhá-los até uma revendedora para analisar os carros lá vendidos.  Ele leva consigo algumas ferramentas para testar a qualidade do carro e constatar a veracidade das informações fornecidas pelo vendedor.  Dentre outras coisas, ele leva um ímã o qual ele desliza ao longo do carro para descobrir se a lataria já foi danificada e se o vendedor utilizou alguma substância à base de fibra de vidro para cobrir os amassados.  Especialistas como esse meu amigo podem ser livremente contratados para ir às revendedoras e "equalizar" um pouco a assimetria de informações.

Ademais, vale notar que o mercado de carros usados nunca entrou em colapso em nenhum lugar do mundo (ao menos, não nas economias razoavelmente desenvolvidas).  Em vários locais, inclusive, ele é ainda mais dinâmico do que o mercado de carros novos.  Outra pergunta que vale ser feita é: por que se pressupõe que os vendedores dos melhores carros, ao estabelecerem seus preços, não irão levar em conta a falta da informação dos compradores?

É quase impossível encontrar uma transação na qual os indivíduos possuam exatamente as mesmas informações.  Assimetrias de informações estão presentes em todos os lugares, e nenhum critério aceitável já foi proposto para separar as assimetrias "aceitáveis" das "inaceitáveis". 

No mais, empreendedores já criaram na internet vários websites em que consumidores fornecem suas opiniões sobre vários produtos e serviços, atribuindo notas aos vendedores destes produtos e serviços.  Há também vários websites em que vendedores e potenciais compradores se "encontram" e fazem ofertas, expandindo desta forma a concorrência e abrindo novos mercados para todos que quiserem participar.

Em outras palavras, as pessoas sabem criar maneiras de lidar com a questão da imperfeição das informações, as quais são, por si sós, uma mercadoria escassa e valiosa.  Negar tal fato é se negar a examinar as transações que ocorrem no mundo real.

O ponto é que todas as informações sobre todos os produtos e serviços existentes são inevitavelmente assimétricas.  E tem de ser assim em economias capitalistas bem-sucedidas por causa da divisão do conhecimento e do trabalho que há na sociedade.  Se todos nós possuíssemos informações simétricas sobre tudo, nenhum empreendimento existiria.  Não é possível e nem desejável que todos os indivíduos possuam informação simétrica.

De resto, o Nobel concedido a Tirole apenas comprova que a teoria dos jogos se tornou uma linguagem dominante não apenas para questões de organização industrial, mas também para a "economia do setor público", para as finanças corporativas, e para várias outras áreas da economia.  Era inevitável que o prêmio fosse para Tirole e não para Israel Kirzner, cuja visão de concorrência como um processo dinâmico de rivalidade ao longo do tempo é oposta à de Tirole.



autor

Joseph Salerno
é o vice-presidente acadêmico do Mises Institute, professor de economia da Pace University, e editor do periódico Quarterly Journal of Austrian Economics.

 

  • Felipe  14/10/2014 14:46
    O que fazer num mundo de estadistas?
    Eles estão por todas as partes, acadêmicos, jornalistas, artistas, estudantes, seus amigos.

    Agora esse falso nobel patrocinado pelo Banco central sueco não deveria ganhar nenhum destaque na mídia.
    Já foi capaz de premiar economistas mediocres como Paul Krugman
    Como o próprio artigo mostrou Alfred nobel, inventor da dinamite, nunca concedeu esse tipo de prêmio a economistas.
  • Joaob   14/10/2014 15:22
    Considero me ancap " cristao novo".... Ou seja descobri depois bem mais velho que sempre fui anarco capitalista porem nao sabia
    Claro que fui cobrado por meus amigos, que ja se dizem cansados da minha " pregacao utopica" assim que o Tirole ganhou o premio Nobel por sua defesa da intervencao de governo para corrigir " defeitos" da liberdade de mercado
    Procurei avidamente no site e leio esse texto e confesso mimha decepcao...gostaria de ler argumentos melhores defendendo a liberdade..mas o artigo gasta quase todo seu conteudo com essa metafora dos carros usados e distorcendo o conceito de assimetria...o tema do carros usado e mto simples...basta o comprador contratar garantias do vendedor, que serao ( ou nao) livermente aceitas pelas respctivas agencias pirivadas de seguro.

    Chamar de assimetria a percepcao pelo investidor de um novo produto ou servico nao eh correto..

    Confesso que busco ajuda de argumentos convincentes contra os keynesianos Tiorole e Piketty

    Esse artigo ate atrapalha pela pobreza das metaforas usadas

    Talvez seu unico ponto bom, mas pouco enfatzado, foi mostrar que ele ganhou o premio pela metodologia usada, teoria dos jogos, e nao por uma efetiva contribuicao " cientifica"
    Abs
  • Guilherme  14/10/2014 15:43
    "Procurei avidamente no site e leio esse texto e confesso mimha decepcao...gostaria de ler argumentos melhores defendendo a liberdade"

    Já começou entendendo tudo errado.

    Esse artigo discute ciência econômica, que é uma ciência livre de juízo de valor, e não "liberdade", que é uma matéria da filosofia e que contém juízo de valor.

    Em um artigo voltado a discutir exclusivamente um aspecto da ciência econômica é óbvio que você não encontraria pontificações a respeito da liberdade. Liberdade é matéria para artigos de cunho filosófico, e não para artigos econômicos e mais acadêmicos, como este.

    Se você ainda não sabe distinguir entre ciência econômica (ciência livre de juízo de valor) e liberdade (conceito filosófico e carregado de juízo de valor), você ainda não entendeu o básico deste site.

    "..mas o artigo gasta quase todo seu conteudo com essa metafora dos carros usados e distorcendo o conceito de assimetria..."

    Metáfora?! O mercado de carros usados não tem nada de "metáfora". Muito pelo contrário, aliás: não apenas se trata de um mercado muito real, como também foi justamente este o mercado escolhido pelo economista intervencionista e pró-regulação Geoge Akerlof para ilustrar a sua teoria que lhe valeu o Nobel sobre informações assimétricas!

    Pelo visto você desconhece este fato.

    Para quem diz -- como veremos logo abaixo -- estar à procura de "argumentos convincentes contra os keynesianos Tiorole e Piketty", você parece estar bem por fora de um assunto crucial para o debate.

    "o tema do carros usado e mto simples...basta o comprador contratar garantias do vendedor, que serao ( ou nao) livermente aceitas pelas respctivas agencias pirivadas de seguro."

    Ué, vá falar isso para os defensores da teoria da informação assimétrica, e não para nós.

    "Chamar de assimetria a percepcao pelo investidor de um novo produto ou servico nao eh correto.."

    De novo: vá falar isso para os defensores da teoria da informação assimétrica, e não para nós.

    "Confesso que busco ajuda de argumentos convincentes contra os keynesianos Tiorole e Piketty. Esse artigo ate atrapalha pela pobreza das metaforas usadas"

    Quais metáforas?! Descrever um mercado real -- justamente o mercado escolhido por um economista intervencionista, e que lhe valeu o Nobel -- é uma metáfora?!

    Mais ainda: refutar justamente este exemplo real escolhido pelo economista intervencionista é algo que "atrapalha"?!

    Como você quer defender a liberdade se já começa se evadindo de um debate, dizendo que um exemplo prático e real escolhido para defender o intervencionismo não passa de uma metáfora?

    Repetindo: se você realmente quer "argumentos convincentes contra os keynesianos Tiorole e Piketty", acho bom você começar a estudar mais economia. Até agora, seu conhecimento é nulo.
  • Felipe  14/10/2014 17:29
    A função de um economista é apenas tratar as ações (meios) e não os fins certo?

    Mas refutar uma teoria dizendo que sua ação não é a melhor maneira para um determinado fim não pode se confundir com juizo de valor?


  • Guilherme  14/10/2014 18:15
    A função de um economista é explicar as leis econômicas e suas consequências. Apenas isso.

    Por exemplo, uma coisa é dizer quais seriam as possíveis consequências da estipulação de um salário mínimo em um milhão de reais. Essa é a função do economista. Já dizer se um salário mínimo de um milhão de reais é moralmente certo ou não, se é desejável ou não, aí já é função de filósofos.

    Economistas não fazem juízo de valor. Isso é para filósofos e sociólogos.
  • Mr. Magoo  14/10/2014 19:49
    Felipe, coincidência tava lendo isso uns dias atrás;
    ...
    "Nesse sentido, podemos dizer que a economia é apolítica ou não política, embora seja a base de todo tipo de ação política.  Podemos ainda dizer que a economia é perfeitamente neutra em relação a todos os julgamentos de valor, uma vez que ela se refere sempre aos meios e nunca à escolha dos objetivos últimos que o homem pretende atingir."
    ...

    "O único tipo de "deve" que Mises aceita como sendo não-arbitrário é aquele do tipo "Se você quer obter Y, você deve fazer X", o qual pode ser reformulado de uma maneira menos ambígua e mais livre de juízo de valor como "Fazer X resulta em Y, que é o que você quer." ...

    "Em defesa do utilitarismo de Mises" aqui, no site.
  • JoaoB  16/10/2014 00:49
    Guilherme

    Vive me ofender dessa forma grosseira nao leva a nada
  • Silvio  14/10/2014 15:52
    E aqui dois artigos do IMB de autoria de Israel Kirzner sobre o assunto que deveria ter lhe rendido um prêmio Nobel:

    O mercado é um processo dinâmico, e não apresenta "equilíbrio": www.mises.org.br/Article.aspx?id=1727

    A irresistível força da concorrência de mercado: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1572
  • LD70D  14/10/2014 18:03
    Jean Tirole para o Marketplace, é pequena a "conversa"....(em inglês)

    www.marketplace.org/topics/economy/conversation-jean-tirole-nobel-prize-winner
  • Alex Sandro  14/10/2014 19:11
    Num canal de direita liberal como esse acho que o simples uso das palavras governo e economia na mesma frase provoca arrepios né?
  • Thrasher  14/10/2014 20:19
    Gostei do artigo, mas como leigo eu aconselharia que colocasse mais argumentos explícitos contra a teoria, no estilo de uma resenha, ficaria mais chamativo o artigo.
  • Auxiliar  14/10/2014 21:17
    Para isso você deve utilizar os links contidos no artigo, que servem como importante complemento.

    Vou facilitar o serviço para você:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1603
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1057
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1319
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1210
  • Brenner  14/10/2014 20:48
    O que esperar de um comitê que premiou Paul Krugman com um Nobel de economia?

  • Mr. Magoo  14/10/2014 21:59
    "Nobel" patrocinado por um banco central...
  • Brenner  15/10/2014 22:50
    Pois é. :/
  • Celso  14/10/2014 23:29
    Quer dizer, o establishment dá prêmios, dinheiro e status para aqueles que o justificam pseudo-cientificamente, e os liberais, em vez de denunciar o que acontece, ficam compartilhando entre si as provas de que estão com a razão.
  • Auxiliar  14/10/2014 23:54
    Essa denúncia já ocorreu aqui reiteradas vezes. Citarei apenas dois exemplos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1713
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1709

    Gentileza mais cautela na próxima. É sempre prudente pesquisar antes de acusar.

    Saudações.
  • Valatráquio  15/10/2014 00:21
    Nada surpreendente.

    Já cansei de ver esse tipo de coisa, em vários outros segmentos: Somente "premiaram" mais um idiota que no fundo é mais uma (das muitas) fábricas de álibis que o governo usa para intervir ainda mais no mercado. O resultado final disso é sempre um desastre maior que o anterior.



    Só tem um jeito de nos livrar-nos dessa tirania: vamos financiar o projeto da dobra espacial e se mandar desse planeta. Aqui estamos a mercê desses desajustados, mas em vários outros planetas fica mais difícil eles nos dominarem, rsrsrs... Parece brincadeira? Mas não é...
  • Afonso  15/10/2014 14:25
    É uma tendência mundial as pessoas darem mais relevância ao titulo invés do que é dito.Por isso esses prêmios.
    Toda vez que comento sobre figuras da EA...dizem mas ele tem doutorado, leciona numa faculdade top,ganhou prêmios,é laureado...emfim. Não querem saber se o argumento tem fundamento apenas querem saber de seguir o idiota mais famoso e não ser o "bobô".
    Não é a tua que cada vez mais deve se ter um titulo qualquer para que se possa ser levado a sério.

    Para falar qualquer coisa deve-se ser um cientista,doutor,professor...ou ninguém vai dar bola.

  • guilherme  15/10/2014 13:47
    Pessoal, ajuda aqui. Estava discutindo com um professor de geografia que é comunista/anarquista e, enquanto eu defendia o livre mercado, ele apontou que os países da África seriam os mais livres do mundo (o estado é pequeno e pouco presente). Imagino que esse argumento seja bastante falho em virtude do colonialismo, disputas territoriais e etc. mas não consegui argumentos claros para rebater essa fala ridícula dele. O que vocês acham da situação da África?
  • Leandro  15/10/2014 14:08
    Nonsense total. Para começar, o continente africano sempre viveu sob ditaduras homicidas. No que mais, o capitalismo nunca deu o ar da graça naquele continente infeliz. Capitalismo é um sistema social baseado na propriedade privada dos meios de produção, na poupança, na acumulação de capital, nas trocas voluntárias intermediadas pelo dinheiro, na busca do lucro, na livre concorrência, no sistema de preços, na ausência de coerção ao empreendedorismo, no progresso econômico, e na harmonia da busca pelo interesse próprio material de todos os indivíduos que dele participam. Se esses itens não são respeitados, não há capitalismo.

    Já houve capitalismo no continente africano? Além de ser acossada por ditaduras, aquela localidade nunca vivenciou respeito à propriedade privada e livre concorrência entre empresas sob um ambiente institucional minimamente robusto.
  • Danilo Henrique  15/10/2014 20:12
    Os grandes economistas ganhadores do Prêmio "Nobel" que passam por cima de coisas que até os camelôs e ambulantes sabem!

    O vendedor que engana informações essenciais sobre seu produto/serviço frequentemente não atende as expectativas de seu público e tende a se tornar mau ranqueado entre compradores

    O comprador que não pesquisa as informações essenciais sobre seu produto tende a comprar mal

    Isso já gera um equilíbrio significativo das informações entre comprador/vendedor

    Apesar de tudo isso muitas vendas são efetivadas por motivos subjetivos como carisma do vendedor e apresentação do produto

    E não existe lei no mundo que regulamente isso!

    A lei é objetiva, portanto, incapaz de regular algo subjetivo!

    Daí que ninguém nem sempre faz uma boa compra e nem sempre faz uma má compra, assim como ninguém faz sempre uma má venda ou sempre uma boa venda

    Processos estocásticos não são determináveis. Simples assim. Basta rolar um dado que isso se torna evidente

    De toda forma, apesar do apelo estatista presente em todo o establishment, penso que este é o momento mais adequado para as ideias libertárias.

    Isso porque ambientes virtuais, por serem de difícil controle, inseriram uma certa "cultura da liberdade" que invariavelmente tende a ser reproduzida fora do ambiente virtual.

    Assim o prestígio do prêmio "Nobel" de economia vai sendo minado pela não correspondência com a realidade. Krugman já é um exemplo disso

    As pessoas começam a se perguntar como a teoria de um "Nobel" não se aplica nem pro mercadinho da esquina e com o tempo o prestígio acadêmico será minado de tal forma que a própria academia será obrigada a repensar seus valores para sobreviver

    A liberdade possui uma natureza inabalável no espírito humano. Cabe a nós não desistirmos e ampliarmos nossas bases teóricas sem nunca abandonar a prática.

  • Manuel Branco  18/10/2014 09:53
    Fico com uma dúvida: como se pode ser ao mesmo tempo "economista neoclássico convencional" e "keynesiano"?
    Concordo com muito que foi escrito. Considero que é altura de introduzir o pluralismo na "ciência" económica. Não me chocaria que um "austríaco" fosse premiado (poderia ser Israel Kirzner. Mas considero também que um "marxista" ou um "institucionalista" (por exemplo, Geoffrey Hodgson) poderiam ser premiados.
    Por outro lado, também me parece que os méritos e o trabalho de Jean Tirole não devem ser rejeitados tão facilmente.
  • Vito Fontenelle  24/10/2014 07:25
    Eu sou leigo em economia. Mas, pelo que entendi do artigo, o Ebay é um belo exemplo de que esse economista, laureado com um "Nobel", está equivocado.
  • Emerson Luis, um Psicólogo  25/10/2014 17:05

    A Teoria dos Jogos é válida, mas tudo é deturpado ou mal utilizado pelos intervencionistas. Economia, Política, Pedagogia, Psicologia, etc., o que o socialismo não estraga?

    * * *


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