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Aos futuros empreendedores: para ser realmente bem sucedido, crie algo que não tenha concorrentes

Existem várias empresas que criam muito valor, mas que não são consideradas valiosas pelo mercado.  Criar valor não é o suficiente; é necessário saber capturar uma parte do valor que uma empresa cria.

Isso significa que até mesmo grandes corporações podem ser um empreendimento ruim.  Por exemplo, as empresas aéreas americanas servem milhões de passageiros e ganham, anualmente, centenas de bilhões de dólares.  No entanto, em 2012, quando o preço médio das passagens aéreas foi de US$178, as companhias aéreas ganharam apenas 37 centavos por passageiro. 

Compare isso à Google, que cria menos valor mas captura muito mais valor.  A Google teve uma receita de US$50 bilhões em 2012 (enquanto as empresas aéreas tiveram receitas de US$160 bilhões), mas conseguiu fazer com que 21% dessa receita se convertesse em lucro — mais de 100 vezes a margem de lucro do setor aéreo. 

A Google ganha tanto dinheiro, que hoje a empresa vale três vezes mais do que todas as companhias aéreas americanas juntas.

As empresas aéreas concorrem entre si ao passo que a Google está isolada em seu mercado.  Economistas utilizam dois modelos simplificados (e extremamente falhos) para explicar essa diferença: concorrência perfeita e monopólio.

Em qualquer livro de microeconomia, a "concorrência perfeita" é considerada o modelo ideal.  Um mercado que supostamente está em concorrência perfeita alcança o equilíbrio quando a oferta dos produtores satisfaz a demanda dos consumidores.  Em um mercado perfeitamente competitivo, não há nenhuma diferença entre as empresas e todas elas vendem os mesmos produtos homogêneos.  Dado que nenhuma empresa possui qualquer poder de mercado, todas elas têm de vender a qualquer que seja o preço determinado pelo mercado.  Se houver perspectivas de lucro, novas empresas entrarão no mercado, aumentarão a oferta, reduzirão os preços e, com isso, acabarão eliminando os próprios lucros que as atraíram ao mercado.  Se muitas empresas entrarem no mercado, todas sofrerão prejuízos, algumas irão à falência, e os preços voltarão aos níveis de antes.  No modelo de concorrência perfeita, nenhuma empresa aufere lucros no longo prazo.

Ainda segundo a teoria microeconômica convencional, o oposto da concorrência perfeita é o monopólio.  Enquanto uma empresa em um mercado de concorrência perfeita tem de vender a preços de mercado, uma empresa monopolista é dona exclusiva de seu mercado, de modo que é ela quem determina seus preços.  Dado que não há concorrência, ela produz seus bens e serviços na quantidade e aos preços que irão maximizar seus lucros. 

Para um economista convencional, todos os monopólios são iguais, não importa se a empresa é do tipo que maliciosamente elimina seus rivais, ou se ela obtém uma concessão do estado, ou se ela é eficiente e, por meio de inovações, adquire uma posição de proeminência. 

Meu objetivo aqui, no entanto, não é analisar as duas primeiras (empresas que utilizam métodos ilegais e empresas favoritas do governo), mas sim aquelas empresas que são tão boas naquilo que fazem, que nenhuma outra é capaz de oferecer um substituto à altura.  Farei aqui uma defesa desse tipo de "monopólio", que não é um monopólio no sentido clássico do termo — quando há barreira legais (impostas pelo estado) à entrada de concorrência —, mas sim no sentido de empresas que conseguiram grandes fatias de mercado exclusivamente por meio de sua competência, de sua eficiência, e de seus bons serviços.

Portanto, até o restante deste artigo, sempre que me referir a "monopólio", estarei me referindo especificamente a esse tipo de empresa.

A Google é um bom exemplo de uma empresa que saiu do zero e obteve esse tipo de monopólio: desde o início da década de 2000, quando ela se distanciou da Microsoft e da Yahoo!, ela praticamente não tem concorrentes no quesito ferramenta de busca.

Economistas convencionais criaram um mito em torno da concorrência perfeita, uma fantasia segundo a qual, como descrito acima, firmas idênticas e minúsculas existem de forma estática, não fazendo nada diferenciado e não obtendo nenhum lucro.  Já eu digo que quem realmente melhora o padrão de vida das pessoas são empreendedores que criam esse tipo de "monopólio" que eu defendo.

Com efeito, a teoria da concorrência perfeita é totalmente oposta à ideia do capitalismo: o capitalismo tem como base a acumulação de capital, ao passo que, sob um arranjo de concorrência perfeita, todos os lucros são abolidos.  Logo, a primeira lição para empreendedores é clara: se você quer criar valor e quer capturar esse valor, não crie um empreendimento que não se diferença de outros já existentes.

Seguindo essa minha definição de monopólio, quanto do mundo é realmente monopolista?  Quanto está realmente sob concorrência quase perfeita?  É difícil dizer com precisão porque nossas observações cotidianas sobre esse fenômeno são bastante confusas.  Para o observador externo, todos os empreendimentos podem ser vistos como razoavelmente semelhantes, do modo que conseguimos perceber apenas pequenas diferenças entre eles.  Mas a realidade é bem mais binária do que isso: muitas empresas estão mais próximas de um extremo do que somos capazes de perceber.

A confusão advém do fato de que empresas que estão nessa posição "monopolista" são obrigadas a distorcer a verdade apenas para se proteger.  Elas sabem que, caso se vangloriem de sua posição, elas serão imediatamente auditadas, escrutinadas e atacadas pelo governo.  E dado que elas compreensivelmente querem que seus lucros obtidos com essa posição "monopolista" se mantenham intactos, elas tendem a fazer de tudo para ocultar esse seu "monopólio" — normalmente exagerando o poder de sua (inexistente) concorrência.

Por exemplo, veja como a Google fala a respeito de seus negócios.  Ela certamente não alega ser um monopólio. E, segundo a definição clássica — que diz que monopólio é quando há barreiras legais à entrada de concorrentes —, ela de fato não é monopolista.  Mas e segundo a minha definição de monopólio?  Ela é ou não é?  Se sim, um monopólio em quê? 

Digamos que a Google seja, acima de tudo, uma ferramenta de busca.  Segundo dados de maio de 2014, ela detém 68% do mercado de busca. (Seus maiores concorrentes, Microsoft e Yahoo!, detêm 19% e 10%, respectivamente).  Se isso ainda não parece ser dominante o bastante, considere o fato de que a palavra "google" já é hoje um verbete oficial no Oxford English Dictionary — mais especificamente como um verbo "googlar". Sugiro não ter expectativas de que o mesmo irá acontecer com o Bing.

Agora, suponha que a Google seja primordialmente uma empresa de publicidade.  Isso muda as coisas.  Nos EUA, o mercado de publicidade em ferramentas de busca é de US$17 bilhões por ano.  A publicidade online é de US$37 bilhões por ano.  Todo o mercado americano de publicidade é de US$150 bilhões por ano.  E o mercado global de publicidade é de US$495 bilhões por ano.  Portanto, mesmo se a Google monopolizasse completamente o mercado de publicidade em ferramentas de busca nos EUA, ela ainda assim deteria apenas 3,4% do mercado de publicidade global.  Sob essa perspectiva, a Google é apenas um pequeno concorrente em um mundo competitivo.

Mas e se classificarmos a Google como uma multifacetada empresa de tecnologia?  Essa me parece ser uma classificação sensata; além de seu motor de busca, a Google cria dezenas de outros produtos de software, sem contar seus carros robotizados, seus celulares Android e seus aparelhos de computação vestível.  Mas 95% das receitas da Google advém da publicidade em seu mecanismo de busca; seus outros produtos geraram apenas US$2,35 bilhões em 2012, e seus produtos tecnológicos apenas uma fração disso.  Dado que o mercado mundial de produtos tecnológicos é de US$964 bilhões, a Google detém apenas 0,24% disso — algo praticamente irrelevante. 

Portanto, ao se classificar como apenas mais uma empresa de tecnologia, a Google consegue fugir de todo os tipos de atenção indesejada.

Já os não-monopolistas adotam uma postura exatamente oposta.  Para tentar se distinguir da sua concorrência, eles dizem estar em uma categoria à parte.  Empreendedores sempre tendem a minimizar o tamanho da concorrência, mas esse é o maior erro que um empreendedor iniciante pode cometer.  A tentação fatal é a de descrever seu mercado de maneira excessivamente estreita e limitada, de modo que você, por definição, acaba sendo o dominante.

Por exemplo, suponha que você queira abrir um restaurante na sua vizinhança especializado em comida britânica.  "Ninguém pensou nisso e não há ninguém fazendo isso!", você pode dizer.  "Vamos dominar todo o mercado."  Mas isso só irá realmente ocorrer se o mercado relevante, isto é, se o mercado esperando para ser descoberto, for especificamente o mercado de comida britânica.  Mas e se o mercado relevante for o mercado de restaurantes em geral?  E se todos os restaurantes da redondeza já fizerem parte do mercado relevante?

Essas são perguntas difíceis, mas o principal problema é que há um incentivo para que você não faça essas perguntas.  Quando você ouve que a maioria dos novos restaurantes vai à falência em apenas um ou dois anos, seu instinto é o de dizer que o seu será diferente.  Você gastará um bom tempo tentando convencer as pessoas de que você será um empreendedor excepcional e diferenciado, em vez de apenas considerar seriamente a probabilidade de que você irá ser mais um na lista dos fracassos.  O mais recomendado seria você fazer uma pausa no seu entusiasmo e considerar se realmente há pessoas na sua vizinhança que prefeririam comer comida britânica em vez de todas as outras opções já existentes.  Pode ser que tais pessoas não existam.

Ainda em 2001, sempre que eu e meus companheiros de trabalho na PayPal íamos almoçar na rua Castro, em Mountain View, Califórnia, fazíamos nossa escolha de restaurante, começando pelas categorias mais óbvias, como comida indiana, sushi ou sanduíches.  Tão logo decidíamos por uma categoria, havia outras opções dentro daquela categoria: comida indiana do norte da Índia ou do sul da Índia, restaurante mais chique ou mais barato etc. 

Em contraste a esse mercado de restaurantes extremamente competitivo, o PayPal era, até então, a única empresa do mundo que oferecia um serviço de pagamentos via email.  Nós empregávamos menos pessoas do que os restaurantes da rua Castro, mas nosso empreendimento valia muito mais do que todos aqueles restaurantes juntos. Abrir um novo restaurante indiano ali na rua Castro dificilmente seria uma boa maneira de ganhar muito dinheiro. 

A lição é: se você perder o foco da questão principal, que é a realidade da concorrência, e se deixar levar por frivolidades e por fatores diferenciais triviais — por exemplo, talvez você pense que seu restaurante irá bombar só porque ele terá um molho melhor feito com uma receita de sua bisavó —, seu empreendimento dificilmente sobreviverá.

O problema de abrir um empreendimento em um ambiente concorrencial vai muito além da falta de lucros.  Imagine que você seja o dono de um daqueles restaurantes da rua Castro.  Você não é tão diferente das outras dezenas de restaurantes concorrentes, o que significa que você tem de se esforçar bravamente para sobreviver.  Se você oferecer comida barata, com baixas margens de lucro, você provavelmente irá pagar aos seus empregados apenas o salário mínimo.  E você ainda terá de extrair deles o máximo de eficiência.  É exatamente por isso que, em restaurantes pequenos, a avó trabalha no caixa e os filhos lavam os pratos.

Já um "monopólio" — segundo minha definição — como a Google é diferente.  Dado que a empresa não tem de se preocupar em competir com ninguém, ela tem maior amplitude para se preocupar com seus empregados, com seus produtos e com seu impacto no resto do mundo.  O lema da Google — "Não seja mau" —, embora seja em parte um estratagema de marketing, é característico de um tipo de empreendimento que é bem-sucedido o bastante para levar a ética a sério sem colocar em risco sua própria existência.  Nos negócios, o dinheiro ou é tudo ou é um objetivo muito importante.  Monopolistas podem se dar ao luxo de pensar em outras coisas além de ganhar dinheiro; já os não-monopolistas não.  Em um cenário de "concorrência perfeita" — ou algo próximo disso —, uma empresa está tão concentrada em conseguir uma margem de lucro de hoje, que é impossível ela fazer um planejamento de longo prazo. 

Logo, apenas uma coisa pode permitir que uma empresa vá além de sua luta diária pela sobrevivência e possa dar atenção a outros fatores: obter lucros "monopolistas".

Então um monopólio é bom para todos que participam dele, certo?  Mas o que dizer das pessoas que estão fora dele?  Procede a crítica de que lucros superdimensionados são obtidos à custa do resto da sociedade?  De certa forma, sim: lucros vêm do bolso dos consumidores, e, sendo assim, vários monopólios (segundo a minha definição) merecem sua má reputação — mas somente em um mundo em que nada muda.

Em um mundo estático, um monopolista é somente um coletor de receitas.  Se você detém uma reserva de mercado sobre um determinado bem, então você pode elevar o preço o tanto que quiser; os consumidores não terão alternativa senão comprar de você.  Pense no jogo Banco Imobiliário: as escrituras apenas trocam de mão entre os jogadores, mas o tabuleiro nunca muda.  Não há como vencer criando um tipo melhor de empreendimento imobiliário.  Os valores relativos das propriedades estão permanentemente fixados, de modo que tudo o que você pode tentar fazer é comprar todas elas.

Por outro lado, o mundo em que nós vivemos é dinâmico: podemos inventar e criar coisas novas e melhores.  Monopolistas (na minha definição) criativos dão aos consumidores mais escolhas ao acrescentarem categoriais totalmente novas à abundância do mundo.  Monopolistas (na minha definição) criativos não são apenas bons para o resto da sociedade; eles são poderosas forças-motrizes para torná-la melhor.

Neste sentido, podemos dizer que a Apple obtém lucros monopolistas ao criar, produzir e comercializar o iPhone, e que esses lucros são a recompensa pelo fato de a empresa ter criado maior abundância, e não — ao contrário de monopolistas no sentido clássico do termo — escassez artificial: os consumidores demonstraram estar felizes em finalmente ter a escolha de pagar um pouco mais caro para ter um smartphone que realmente funciona. 

O próprio dinamismo desse tipo de monopólio explica por que os monopólios (na minha definição) mais antigos não impedem a inovação: com o iOS da Apple na vanguarda, o aumento do uso do celular como instrumento de informática reduziu dramaticamente a dominância de décadas do sistema operacional da Microsoft.

Antes disso, o monopólio da IBM sobre hardware durante as décadas de 1960 e 1970 já havia sido sobrepujado pelo monopólio da Microsoft sobre softwares.  Nos EUA, a AT&T deteve um monopólio sobre serviços de telefonia durante boa parte do século XX, mas hoje qualquer americano pode obter um plano barato de telefonia celular de qualquer uma das várias operadoras.

Se esses monopólios (na minha definição) realmente tivessem a tendência de restringir o progresso, eles seriam perigosos, e todos nós deveríamos nos opor a eles.  Porém, a história do progresso é uma história de melhores e mais eficientes empresas monopolistas (na minha definição) substituindo as mais antiquadas e ineficientes.  Monopólios (na minha definição) estimulam o progresso porque a perspectiva de anos, ou até mesmo décadas, de lucros monopolistas fornece um poderoso incentivo para a inovação.  Os monopólios (na minha definição) podem continuar inovando porque seus lucros lhes permitem fazer planos de longo prazo e financiar ambiciosos projetos de pesquisa.  Já empresas que operam em ambiente fortemente concorrencial, e cujas margens de lucro são apertadas, não podem nem sequer sonhar com esses tipos de projetos ambiciosos.

Portanto, resta a pergunta: por que os economistas são tão obcecados com este tipo de monopólio que nada tem de coercivo?  Em minha opinião, trata-se de uma relíquia da história.  Economistas copiaram seus modelos matemáticos dos físicos do século XIX: eles veem indivíduos e empresas como átomos intercambiáveis, e não como criadores exclusivos, singulares e excepcionais.  Suas teorias descrevem um estado de equilíbrio em que há uma fictícia concorrência perfeita simplesmente porque tal arranjo é o mais fácil de ser modelado, e não porque tal modelo representa a mais acurada descrição da realidade. 

Mas o equilíbrio de longo prazo previsto pela física do século XIX era um estado em que toda a energia está igualmente distribuída e todo o resto está estático — também conhecido como a morte térmica do universo.  Qualquer que seja suas visão sobre termodinâmica, trata-se de uma metáfora poderosa. 

Já no verdadeiro ambiente empreendedorial, o equilíbrio significa imobilismo, e imobilismo significa falência.  Se sua indústria está em um equilíbrio concorrencial, então a eventual falência dela simplesmente não fará nenhuma falta ao mundo; algum outro concorrente idêntico a você sempre estará pronto para assumir o seu lugar.

O equilíbrio perfeito pode descrever um vazio que existe no universo.  Pode até mesmo caracterizar vários empreendimentos.  Mas toda e qualquer nova criação ocorre longe do equilíbrio.  No mundo real — ou seja, fora da teoria econômica —, um empreendimento só se torna bem-sucedido na exata medida em que ele fornece algo que outros não sabem fornecer.  Sendo assim, um monopólio (na minha definição) não é uma patologia ou uma exceção.  O monopólio (na minha definição) é a condição precípua para um empreendimento bem-sucedido.

Tolstoi famosamente começou sua obra "Anna Karenina" observando que "Todas as famílias felizes são iguais; já as infelizes o são cada uma à sua maneira".  Com os negócios ocorre justamente o oposto: todas as empresas felizes são diferentes; cada uma obtém um monopólio (na minha definição) ao demonstrar saber solucionar um problema único.  Já todas as empresas fracassadas são iguais; elas não conseguiram fugir da concorrência.

Inovar, criar valor, superar os rivais e aumentar as receitas e os lucros: essa é a minha noção de concorrência e esse é o tipo de comportamento empreendedorial que deve ser aplaudido. 

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Leituras complementares:

Monopólio bom e monopólio ruim - como são gerados e como são mantidos 

A nova lei antitruste brasileira: uma agressão à livre concorrência 

Legislações antitruste e agências reguladoras não podem existir em uma sociedade livre 

As definições corretas de monopólio e concorrência - e por que a concorrência perfeita é ilógica

O mercado é um processo dinâmico, e não apresenta "equilíbrio"

Fusões, aquisições, concorrência perfeita e soberania do consumidor



autor

Peter Thiel
é co-fundador do PayPal e da Palantir, e foi o primeiro a investir -- estando de fora -- no Facebook.


  • Felipe  10/10/2014 14:37
    Se fosse no brasil quanto tempo demoraria para o governo criar o Anabo (agência nacional de busca online)?
  • Silvio  10/10/2014 20:10
    Por que não ATCHIN (Agência de Tecnologia Computacional, Hackeamento e Informação Nacional)?
  • Rennan Alves  10/10/2014 14:56
    Pra quê uma ANABO quando você tem a ABIN?
  • mauricio barbosa  10/10/2014 15:30
    Aviso aos estatistas de plantão os números do google são públicos pois seus balanços são publicados na grande imprensa visto ser uma empresa de capital aberto com ações na bolsa de valores de Nova York,enfim para não dizer que são números inventados o faturamento mencionado no texto e antes de falar em maquiagem de balanço tal artifício é mais usado para esconder prejuízos,portanto o google fatura uma fração pequena do setor de TI,comparativamente com os demais concorrentes.
  • Paulo  10/10/2014 16:56
    Se Zukerberg seguisse o conselho do artigo não teria criado o Facebook.
  • Batista  10/10/2014 18:02
    Ué, por quê?! Quando o Facebook foi criado, não havia nada semelhante (Orkut não tem nada a ver com Facebook).

    No que mais, você não deve ter lido a descrição do autor: ele foi um dos poucos que investiu no Facebook.
  • anônimo  11/10/2014 02:12
    O conselho dele é meio contraditório, ele fala 'evite uma área que já tem concorrência' e cita o google, ora bolas quando o google nasceu já haviam vários search engines
  • Riobaldo  11/10/2014 14:37
    Em primeiro lugar, a frase "evite uma área que já tem concorrência" nem sequer consta no texto. Tampouco o texto infere essa ideia.

    O que o texto diz é que você tem de criar algo diferenciado, mas não necessariamente algo que ainda não existe. Vide o exemplo do restaurante de comida britânica: não existe e não é demandado.

    Outra coisa: você se engana ao crer que a Google é um mero search engine. Fazer buscas é apenas uma das especialidades da Google. Fora isso, a Google também é uma empresa de publicidade e "uma multifacetada empresa de tecnologia, tendo dezenas de outros produtos de software, sem contar seus carros robotizados, seus celulares Android e seus aparelhos de computação vestível."

    Isso é criar produto diferenciado. Qual outra empresa é assim?
  • gabriel  10/10/2014 17:16
    O autor neste artigo fez algo que considero essencial e um problema nao economico que atrapalha muito, principalmente a mim quando argumento e tento expor minha opiniao.

    Me refiro a pegar a palavra 'MONOPOLIO' e a conceituar. Nao sei se concordam comigo, mas temos um problema gigantesco de comunicação. Praticamente qualquer palavra possui um significado diferente e um entendimento diferente na cabeça de cada um, dessa maneira é um caos para transmitir ideias, principalnente divergentes já que cada agente participando da discussão sai com um entendimento. Monopolio é um exemplo otimo de palavra simples, que todos conhecem, mas que na cabeça das pessoas tem significados divergentes.
    Vejo muito isso quando falo mal do governo e muitos confundem com liderança ou decisões voluntarias proprias, se referindo as proprias decisões como governo de voce sobre voce mesmo.

    Muito bom quando se conceitua as palavras mais especificamente como nesse artigo, pois de nada adianta falar uma palavra que deveria carregar determinado significado para voce e ser conpreendido outra coisa pelo ouvinte/leitor.

  • Estevam  10/10/2014 17:17
    entropia
  • Malthus  10/10/2014 21:22
    Mas, sem o estado, quem fará as melhorias na infraestrutura?

    Google vai instalar cabo submarino dos EUA e Brasil para melhorar internet
  • anônimo  11/10/2014 12:48
    Só um idiota pra achar que isso ai vai melhorar a internet. Vai melhorar a internet que é conveniente PRO GOOGLE. A internet foi criada pra ser anárquica, pra não ser controlada por nenhum governo nem nenhuma empresa.
  • Malthus  11/10/2014 21:25
    Socialistas por todos os cantos... É desanimador.

    Ei, anônimo, deixa eu lhe contar um segredo: é claro que a Google fará isso pensando nela própria! Você por acaso acha que um empreendedor abre um restaurante pensando exclusivamente em saciar a fome alheia? Óbvio que ele faz isso pensando majoritariamente em ganhar dinheiro.

    A questão é que, como já haviam dito os escolásticos, no mercado, quando a pessoa visa o ganho próprio, ela acaba ajudando terceiros nesse processo. É isso que a Google está fazendo: ao visar uma expansão para seus empreendimentos, ela acaba ajudando quem utiliza a internet.

    Estamos em 2014 e nêgo ainda acredita piamente em almoço grátis.
  • anônimo  12/10/2014 08:55
    Ninguém falou em almoço grátis. Você já ouviu falar de linux? No linux quem quiser faz doações pro projeto, e no final eles soltam um programa que qualquer pessoa do mundo pode usar.Na internet antiga quando aparecia uma tecnologia nova ela não virava propriedade privada de uma empresa só, o que acontecia era que as empresas filiadas ao web consortium se juntavam, discutiam, e depois qualquer um podia implementar um sistema para ver vídeos no seu browser.Esse era o espírito da internet no passado.
    É irônico ver gente justamente AQUI defendendo esse tipo de coisa.A internet foi criada pra ser anárquica mesmo, já vcs acham que se o controle não for feito por um governo mas por uma empresa privada, aí tudo bem (facepalm).É claro que o governo tem seus defeitos mas achar que as empresas não tem, é idiotice.
  • Eduardo Bellani  12/10/2014 22:05
    Ninguém falou em almoço grátis. Você já ouviu falar de linux? No linux
    quem quiser faz doações pro projeto, e no final eles soltam um
    programa que qualquer pessoa do mundo pode usar.Na internet antiga
    quando aparecia uma tecnologia nova ela não virava propriedade privada
    de uma empresa só, o que acontecia era que as empresas filiadas ao web
    consortium se juntavam, discutiam, e depois qualquer um podia
    implementar um sistema para ver vídeos no seu browser.Esse era o
    espírito da internet no passado.


    Pesquise a diferença entre recursos escassos (rivais) e recursos não
    escassos. Ai você entenderá a diferença entre o patch pro kernel e um
    cabo submarino.

    É irônico ver gente justamente AQUI defendendo esse tipo de coisa.A
    internet foi criada pra ser anárquica mesmo, já vcs acham que se o
    controle não for feito por um governo mas por uma empresa privada, aí
    tudo bem (facepalm).É claro que o governo tem seus defeitos mas achar
    que as empresas não tem, é idiotice.


    É irônico ver pulhas vociferando com segurança sobre coisas que
    claramente não entendem, e ainda chamando os outros de idiotas. Mundo
    interessante.
  • anônimo  13/10/2014 10:12
    Físico ou não é irrelevante.Um programa só não é recurso escasso depois de um monte de programadores sentar a bunda e passar horas trabalhando pra criar aquilo.Não sei em que planeta vc vive, mas aqui na terra ninguém gosta de trabalhar de graça, pra um programa desse tipo poder existir depende de gente no mundo todo fazendo doações e os programadores tendo algum incentivo pra fazer aquilo.

    'É irônico ver pulhas vociferando com segurança sobre coisas que
    claramente não entendem'

    Vivendo e aprendendo, no caso eu estou aprendendo com você. Não sobre o tal assunto que eu 'não entendo', mas sim sobre ad hominem, que curiosa e previsivelmente é algo muito comum nos seus 'argumentos'
  • Eduardo Bellani  13/10/2014 15:45
    Físico ou não é irrelevante.Um programa só não é recurso escasso
    depois de um monte de programadores sentar a bunda e passar horas
    trabalhando pra criar aquilo.Não sei em que planeta vc vive, mas aqui
    na terra ninguém gosta de trabalhar de graça, pra um programa desse
    tipo poder existir depende de gente no mundo todo fazendo doações e os
    programadores tendo algum incentivo pra fazer aquilo.


    O cristão se envergonha em público, é gentilmente apontado para fontes
    de informação que poderiam evitar futuros embaraços, mas insiste em se
    demonstrar a ignorância em público. Mundo interessante.

    Vivendo e aprendendo, no caso eu estou aprendendo com você. Não
    sobre o tal assunto que eu 'não entendo', mas sim sobre ad hominem,
    que curiosa e previsivelmente é algo muito comum nos seus
    'argumentos'


    Já que você deseja aprender sobre falácias, e eu estou com humor de
    ver até onde vai a capacidade de uma pessoa de se envergonhar,
    deixe-me te ajudar.

    Ad hominem : "Você está errado por causa que você é idiota."

    O que eu faço: "Você está errado aqui, e isso somado a sua atitude faz
    de você um idiota".

    Defino um idiota como um ignorante que tem opinões fortes sobre os
    assuntos em que é ignorante. Tipo uma pessoa que voscifera, em um
    fórum público de estudiosos de economia, a respeito da natureza de
    bens sem nem entender essa natureza.

    Para deixar o exemplo mais didático, acima estou dizendo que você é
    idiota, mas não estou incorrendo em ad hominem.

    Espero ter ajudado.
  • anônimo  02/02/2015 11:29
    Se eu sou um idiota você é um analfabeto funcional, já que não conseguiu notar que eu jamais disse que programas não são intangíveis, disse apenas que nesse caso isso é irrelevante. E é mesmo, tem vários exemplos no mundo real que comprovam isso, mas enfim...

    'Defino um idiota como um ignorante que tem opinões fortes sobre os assuntos em que é ignorante. Tipo uma pessoa que voscifera, em um fórum público de estudiosos de economia, a respeito da natureza de bens sem nem entender essa natureza.'

    Eu defino como analfabeto funcional alguém que teve uma educação pobre e não consegue entender o que lê, que quando vê uma questão que envolve bens intangíveis já vai pensando que o outro não entende o que é isso, mesmo sem nenhuma evidência que mostre que isso é verdade.
    E defino como um sujeito ignorante alguém que VOSCIFERA (tá certo isso Arnaldo?) um monte de pérolas sem saber o básico do próprio idioma.
    E defino como alguém que tem um raciocínio falacioso alguém que acha que por que está num fórum sobre economia, tudo que é dito alí é a verdade absoluta.Falácia do apelo à autoridade, essa aí.
    Em suma, a única coisa que você pode ensinar sobre falácias, meu filho, é como é possível soltar tantas em tão pouco espaço.
  • Eduardo Bellani  06/02/2015 11:08
    Eu defino como analfabeto funcional alguém que teve uma educação
    pobre e não consegue entender o que lê, que quando vê uma questão que
    envolve bens intangíveis já vai pensando que o outro não entende o que
    é isso, mesmo sem nenhuma evidência que mostre que isso é verdade.


    Bem, a evidência que você não entendeu as consequências do que
    economistas querem dizer com escassez é essa aqui:

    Físico ou não é irrelevante.Um programa só não é recurso escasso
    depois de um monte de programadores sentar a bunda e passar horas
    trabalhando pra criar aquilo.


    Você já se deu ao trabalho de pesquisar o que significa um bem escasso
    no contexto desse fórum? Aqui o conceito é usado como sinônimo de um
    bem rival. Uma idéia é não rival por natureza, pois é não física.

    Eu estaria errado se você tivesse usado escassez para significar o
    conceito (vazio, na minha opinião) normalmente apontado pelo símbolo
    escassez (um bem que uma determinada sociedade tem meios de produção e
    recursos insuficientes para atender aos desejos e necessidades de
    todos os seres humanos). Mas pela sua frase acima, você quis dizer
    rival também. Se isso for verdade, você estava errado.

    E defino como um sujeito ignorante alguém que VOSCIFERA (tá certo
    isso Arnaldo?) um monte de pérolas sem saber o básico do próprio
    idioma.


    Análise léxica? Num fórum de internet, acho que o foco deveria ser
    para análise semântica, do contrário demonstraríamos uma atitude bem
    pedante, você não acha? Mas obrigado pela correção.

    E defino como alguém que tem um raciocínio falacioso alguém que
    acha que por que está num fórum sobre economia, tudo que é dito alí é
    a verdade absoluta.Falácia do apelo à autoridade, essa aí.


    Sem espantalhos comentarista. Eu não disse que as pessoas estão certas
    por serem especialistas. Eu disse que você é idiota por quê você é
    comprovadamente um ignorante em economia e tem uma atitude intelectual
    pouco humilde. É uma questão de respeito as definições.
  • Homem Azul  10/10/2014 23:04
    O Google continuará sendo monopolista por muitos tempo. E daí? Se é O melhor, que colha os lucros merecidos. Se estão descontentes com o Google, inventem outro mecanismo de busca mais rápido e eficiente. Se as pessoas aceitassem de bom grado a evidente superioridade de alguém(empresa ou pessoa) em qualquer ramo da vida ou, se não, fizessem melhor que esse alguém, o mundo estaria melhor e menos dependente dos governos, que depois levam a culpa pelas pretensas "injustiças do mundo". Estuda, menina!
  • Sérgio  11/10/2014 01:28
    Faltou dizer que a Google tem um viés altamente esquerdista e politicamente correto. Já homagearam a Simone de Beauvoir, feminazi e marxista...
  • Marcos  11/10/2014 14:38
    Rá rá rá e rá. É cada ser gozado que surge aqui....
  • Anonimo  04/12/2015 00:48
    Gozado é vc, gozado, ignorante e ainda fez um papel ridículo porque bastava dois segundos de google pra ver que o cara está certo; o google homenageou mesmo esse pessoal 'revolucionário'.
  • Justo  13/10/2014 02:32
    Resumo do artigo: Incentivo à criatividade e manutenção de talentos. Só lucro farto garante brilho nos olhos de uma equipe. Fui empresário comerciante e industrial e ouvia indignado quando a maioria babaca da Associação Comercial da minha cidade dizia "a concorrência é saudável". Em menos de 10 anos, a maioria das empresas quebrou.
  • anônimo  13/10/2014 12:30
    Li o artigo, bem como todos os outros que o seguem como leituras complemntares. E alguns deles me levaram a uma experiência curiosa. Tomar conhecimento de que o governo "proteje" a livre concorrência de cair em uma rede de monopólio, através de legislações antitruste, é aborrecedor e irritante o suficiente para se querer deixar esse assunto para lá e dedicar a atenção a outras coisas. No entanto a leitura de cada um dos textos que foram recomendados - excelentes análises e de diferentes pontos de vista - se fez adimiravelmente obrigatória. E não sendo isso o bastante, cada um deles está valendo releitura mais cuidadosa.

    E agora antes de fazer meus elogios ao presente artigo, vou expor minhas observações sobre essa confusão que geralmente se faz quando o assunto é monopólio. Em primeiro lugar deveria estar bem claro (e com todos de acordo) que um monopólio, a situação em que uma empresa ou um grupo de empresas domina ou detém a exclusividade de exploração de determinado mercado ou recurso natural, só pode existir por meio de favorecimentos governamental. Qualquer outra situação em que se note-se algo semelhante a esse "privilégio" que não se enquadre nessa definição, ou seja, em um mercado aberto à livre concorrência, deveria ser desconsiderada, desmentida e desclassificada como monopólio. Num caso como o deste artigo por exemplo, seria muito mais recomendado - e até para fins didáticos do aconselhado - a utilização de um substantivo que estivesse mais de acordo com as características dinâmicas, que inclusive foram abordadas, que devem ser buscadas e cultivadas para a empresa chegar (e se manter) nesse patamar, praticamente sem concorrência. Mas não é isso o que se vê, principalmente nos círculos austríacos.

    É, sem sombra de dúvida, um desejo capitalista criar algum valor, oferecer um produto, um serviço ou um diferencial que atraia a maior fatia do mercado consumidor. E isso é imensamente relativo: depende muito da quantidade ou da especificidade de pessoas que ele tem capacidade de atender e é baseado no até onde pode ir ou expandir o seu negócio; e depende muito também das potencialidades de uma eventual concorrência. Portanto não é de se assustar que, por o bem ou por mal, todas as empresas desejem sobrepujar a concorrência (me permito aqui parafrasear as palavras de um velho sábio, que certa vez disse mais ou menos isso: "Nenhum empresário, nenhum trabalhador e nem mesmo nenhum de nós gosta de concorrência; que nós gostamos dos efeitos dela, mas não gostamos de concorrência").

    Portanto, é correta a afirmação de que um capitalista realmente almeja, ou por seus méritos ou por seus "talentos" de negociação (lobby), chegar a uma posição onde não haja concorrência, o que em seu mais alto grau significa um monopólio. Obviamente isso ainda não resolve a questão de que tecnicamente, se não for pela proteção estatal, nenhuma empresa de fato deterá um monopólio. E por isso essa palavra deveia inclusive ser abominada por qualquer pessoa que defenda a livre concorrência.

    Mas é aí que o autor deixou subentendido, pelo menos para mim, que utilizá-la tem suas vantagens. Primeiro que pelo histórico nada favorável da da palavra, é preciso muito descaramento para sair por aí incentivando os anseios por se alcançar essa posição - mesmo na definição do autor, que repetidamente enfatizou as qualidades dinâmicas que são necessárias para se acompanhar o mercado. E visto o domínio da visão economista convencional na sociedade, este atualmente se faz um grande atributo.

    E em segundo lugar não há nada mais provocativo, em termos de capitalismo, do que se pensar em lucros monopolistas, e mesmo e principalmente na definição do autor. Por isso dá para entender porque alguns defensores da economia do livre comércio, mais cientes desses processos de produção e de suas boas consequências, são completamente a favor desse tipo de monopólio por eficiência. Sem contar que achei bastante instigante também alçar um monopólio assim. E isso é fantástico.

    Grande abraço e até a próxima
  • Emerson Luis, um Psicologo  19/10/2014 15:52

    O mais importante não é ser o primeiro a ter a ideia, mas ser o primeiro a utilizá-la com eficácia. Há muitos casos de pessoas que tiveram grandes ideias, mas não souberam desenvolvê-las e outros o fizeram.

    * * *
  • Silva  31/01/2015 05:13
    Concordo com a descrição

    "Existem várias empresas que criam muito valor, mas que não são consideradas valiosas pelo mercado. Criar valor não é o suficiente; é necessário saber capturar uma parte do valor que uma empresa cria."

    capturar uma parte do valor é fundamental....
  • joao petroni netto  04/12/2015 00:07
    sou pequeno empresario,tenho participado de curso do senac,mas ,vejo que excesso de tributos,sindicais,direitos trabalhistas levam muitos ao fracasso.
  • Dissidente Brasileiro  04/12/2015 03:40
    Criar valor não é o suficiente; é necessário saber capturar uma parte do valor que uma empresa cria.

    [...]

    Compare isso à Google, que cria menos valor mas captura muito mais valor.


    Bom, quando Peter Thief, ops, Peter Thiel fala em "capturar valor" ele fala com conhecimento de causa... afinal, a empresa que ele ajudou a fundar é especialista em capturar e reter por tempo indeterminado os valores que seus usuários lá possuem, não é verdade PayPal?


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