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Cinco lições sobre o referendo escocês

As autoridades governamentais do Reino Unido declararam que a campanha do "Sim" pela secessão perdeu por uma margem de aproximadamente 10 pontos percentuais — 55% votaram pelo "Não" e 45% votaram pelo "Sim". 

No entanto, mesmo sem obter o voto majoritário, essa campanha pela secessão da Escócia em relação ao Reino Unido nos forneceu alguns vislumbres sobre o futuro dos movimentos secessionistas e sobre aqueles que defendem o status quo.

Lição 1: as elites globalistas têm pavor da secessão e da descentralização

Instituições da elite global e indivíduos mundialmente poderosos e influentes — como o banco Goldman Sachs, o ex-presidente do Fed Alan Greenspan, o primeiro-ministro britânico David Cameron, e vários grandes bancos ao redor do mundo — fizeram uma profunda e incessante campanha de medo para desencorajar o povo escocês a votar pela independência.  Grandes bancos — como o RBS (Royal Bank of Scotland) e o Deutsch Bank — juraram punir a Escócia, declarando que sairiam do país caso a independência fosse declarada.

De acordo com esta notícia:

Um relatório do Deutsche Bank comparou a independência da Escócia ao retorno do Reino Unido ao padrão-ouro nos anos 1920, e disse que ela poderia desencadear uma reprise da Grande Depressão, ao menos na região do Reino Unido.

No que diz respeito a previsões de colapso econômico, é difícil ser mais histérico do que isso.  Difícil, mas não impossível.  David Cameron conseguiu.  Em um discurso em Aberdeen, ele quase foi às lágrimas ao implorar aos escoceses para que não votassem pela independência.

Os ataques incessantes da elite globalista à secessão se basearem em pelos menos duas estratégias.  A primeira envolvia ameaças diretas e sermões ao estilo "é para o seu próprio bem".  As coisas "não serão nada boas" para a Escócia em caso de secessão, alertou Robert Zoelick do Banco Mundial.  Já John McCain inferiu que a independência escocesa seria boa para os terroristas. 

A segunda estratégia envolvia promessas e súplicas aos escoceses, o que revela o quanto as elites ocidentais realmente temem a secessão.  Além de toda a teatralidade de Cameron sobre a importância de não "dissolvermos a nossa família", o primeiro-ministro também tentou (aparentemente com sucesso) subornar os eleitores escoceses com várias promessas de mais autonomia, mais dinheiro, e mais poderes dentro do Reino Unido.

Já as ameaças feitas em relação ao futuro do sistema monetário escocês são particularmente significativas.  A última coisa que os governos de Londres, Bruxelas e Washington querem ver é um país ocidental já estabelecido e consagrado se separar de um sistema monetário e se juntar a outro de maneira ordenada.  A secessão política já é ruim o bastante e é vista como um espinho pela União Europeia, a qual claramente quer se estabelecer como uma união perpétua que não permite nenhuma alternativa de fuga; já uma secessão monetária seria um golpe fatal.  Uma saída bem-sucedida de uma grande moeda global, mesmo que fosse para se juntar à União Monetária Europeia mais tarde, deixaria claro para o resto do mundo que os países têm opções monetárias, e que eles não têm necessariamente de ser absorvidos completamente (e permanentemente) por um determinado arranjo monetário.

Lição 2: movimentos separatistas exigirão uma votação

Embora as elites do Reino Unido estivessem desesperadas para ver o fracasso do referendo da Escócia, poucos argumentaram que os escoceses não tinham o direito de votar nessa questão.  Alguns argumentaram que todos os cidadãos do Reino Unido, e não apenas os escoceses, deveriam votar nessa questão, mas a maioria dos observadores parece simplesmente ter aceitado que os escoceses tinham o direito de votar e decidir sobre a permanência da Escócia no Reino Unido.

Isso é má notícia para os regimes ocidentais, em que as tradições da democracia são ostensivamente robustas mas são manipuladas em prol da centralização.  Boa parte dos governos ocidentais adere à ideia de que nenhuma secessão pode ocorrer se não for aprovada pelo governo central, e a maioria da população tende a denunciar, de maneira fanática, qualquer tentativa de voto secessionista como traição.  No entanto, na Europa, a mera existência do referendo escocês colocou em cheque a legitimidade de qualquer governo ocidental em proibir ou ignorar votos regionais sobre um desejo de independência.

O governo italiano se recusou a sequer reconhecer a existência do referendo veneziano sobre a secessão da região, e o governo espanhol em Madri já reiterou que irá ignorar os resultados do vindouro voto catalão.

Não passará despercebido o fato de que as pessoas que ignoram tais resultados democráticos (quando eles colocam em risco os arranjos defendidos pela elite globalista) são as mesmas pessoas que exortam as virtudes da democracia quando os resultados são favoráveis aos seus propósitos centralizadores.

Aqueles regimes que negarem referendos separatistas ou que se negarem a reconhecer votações pró-secessão serão cada vez mais vistos como retrógrados e autoritários, e grande parte disso será devido à quase incontestada prerrogativa escocesa de conduzir votos locais sobre a secessão.

Alguns regimes podem tentar contornar essa situação exigindo que futuros referendos separatistas sejam votados por todos os cidadãos do país, e não apenas pela região que quer se separar do país.  No caso de Veneza, por exemplo, é muito mais fácil vislumbrar um arranjo em que o governo em Roma permita que toda a Itália, e não apenas a região de Veneto, vote em um referendo sobre a secessão de Veneza.  Do ponto de vista do regime central, essa seria uma eleição segura, pois seria altamente improvável que mais da metade do país aprovasse a separação de uma região rica e pagadora líquida de impostos.  Os italianos do sul, por exemplo, se beneficiam dos impostos extraídos da região de Veneto. 

Da mesma forma, a Catalunha é uma das mais produtivas regiões da Espanha, de modo que um referendo conduzido em toda a Espanha certamente seria favorável a que a Catalunha continuasse sendo explorada em prol do restante da população espanhola, que é menos produtiva.

Alguns observadores insistiram na tese de que a relação entre essas regiões e seus respectivos governos centrais são como "casamentos", e que a secessão seria como um "divórcio".  Uma analogia muito mais correta seria a de uma esposa que é espancada diariamente e que quer fugir dessa relação.  Dar a todo o eleitorado nacional o poder decisório sobre essa relação é como dar a um marido violento o poder de vetar qualquer tentativa de divórcio.

É interessante observar, no entanto, que a Escócia não está na mesma posição de Veneza ou da Catalunha no sentido de que a Escócia não é uma região rica do Reino Unido.  Com efeito, do ponto de vista do orçamento do governo central e das receitas de impostos (ignorando a dimensão monetária), a Inglaterra não sofreria um grande impacto negativo caso a Escócia se separasse.  Se a situação fosse oposta, certamente não teríamos visto a mesma atitude tolerante em relação ao referendo.  Não obstante, o precedente já foi criado.

Lição 3: dizer que secessão é coisa de pessoas racistas e preconceituosas é uma ideia arcaica e provinciana

Para muitas pessoas, a ideia de secessão ainda remete à guerra civil americana e à escravidão.  No entanto, e incoerentemente, essas mesmas pessoas não mencionam que a Revolução Americana foi uma secessão dos EUA em relação ao Império Britânico.  Ou que a dissolução da URSS em dezenas de países foi também uma secessão.  Ou que a divisão da Tchecoslováquia em dois novos países foi também uma secessão.

Para tais pessoas provincianas, se você defende a secessão, você só pode ser um racista, pois, obviamente, a secessão não pode ter nenhum outro propósito que não seja a disseminação da escravidão ou a intolerância a "pessoas diferentes".

O fato é que — e isso foi comprovado pelo referendo escocês — a secessão sempre foi, ao longo da história, um recurso utilizado dentro de uma variedade de contextos históricos e políticos.  Por motivos óbvios, escravidão e racismo nada tem a ver com os movimentos separatistas do Quebec, da Escócia, de Veneza, ou da Catalunha.

No que mais, é uma atitude tipicamente autoritária e retrógrada dizer que "qualquer que seja o arranjo atual, ele é a lei" e assim deve permanecer, como se algo tão importante quanto autonomia e independência políticas fosse uma questão já decidida e proibida de ser revista.  Para esses totalitários, o assunto já está decidido até o fim dos tempos.  É realmente necessário sofrer de um indecente nível de materialismo para acreditar que um arranjo meramente político já está decidido para sempre só porque "já é assim há um bom tempo".  Seres humanos mais racionais e sensatos reconhecem que obediências e submissões políticas se alteram constantemente, assim como as linhas imaginárias que delimitam estados dentro de territórios nacionais.

Lição 4: a secessão é uma boa maneira de barganhar

Como aprendemos com a experiência escocesa, os centralizadores temem a secessão ao ponto de se mostrarem realmente dispostos a oferecer várias benesses aos separatistas.  É claro que, no caso da Escócia, que é uma região recebedora de impostos, as promessas envolveram ainda mais assistencialismo estatal.  Já no caso de Veneza, por outro lado, as coisas certamente seriam distintas.  De qualquer maneira, ameaçar separatismo é uma tática muito útil para se obter ou mais autonomia ou mais benesses.  Adicionalmente, é sempre positivo forçar um governo central a se submeter a um referendo que questione sua legitimidade.  Isso, aliás, não deveria ser algo feito em uma única eleição, como fizeram os escoceses, mas sim uma característica tradicional e corriqueira do processo político.  Deveria ser algo feito continuamente.

Em última instância, no entanto, o que realmente importa para o regime é a capacidade de inflacionar a oferta monetária e controlar o sistema financeiro.  A saída da Escócia da libra implicaria menos libras criadas pelo sistema bancário escocês, menos libras circulando no Reino Unido, e consequentemente menos libras sendo coletadas e subsequentemente gastas pelo governo de Londres.  Ou seja, isso implicaria menos poder de gastos para o governo central britânico. 

Políticos de um governo central podem até se mostrar tolerantes com a perda de alguns poderes, mas o poder de inflacionar e de controlar os bancos jamais será abdicado facilmente.

Lição 5: a centralização não é necessária para o sucesso econômico

Como já foi observado pelo historiador Martin Van Creveld e por vários outros observadores das tendências da legitimidade do estado, o prestígio do estado como o pilar essencial de toda a ordem política continua em declínio ao redor do mundo à medida que grupos nacionais pequenos e pequenas regiões econômicas vão desafiando a velha ordem em prol de mais autonomia local e de mais alianças internacionais.  O esforço pela secessão escocesa foi apenas um de vários exemplos recentes.  A derrota de curto prazo do referendo não alterará essa tendência.

Adicionalmente, as várias e distintas realidades econômicas do mundo moderno, com seu contínuo e cada vez mais rápido fluxo de capital e de mão-de-obra, irão solapar as atuais nações-estado, as quais foram majoritariamente formadas e edificadas sobre a ideia do nacionalismo econômico e do mito de que a auto-suficiência econômica nacional pode ser alcançada facilmente.

A proliferação do comércio entre as nações que possuem grandes mercados nacionais, grande mão-de-obra e grande disposição para as transações internacionais dissolveu as antigas alegações nacionalistas de que somente um estado-nação com um forte governo central pode abrir as portas dos mercados estrangeiros aos produtos nacionais e, com isso, gerar crescimento econômico.  Com efeito, os escoceses, os venezianos e os catalães veem o acesso aos mercados internacionais como algo totalmente factível e alcançável sem o fardo do estado central, aos quais eles atualmente estão vinculados.  Será que os venezianos necessitam de Roma para comercializar com a China?  Improvável.

Como explicado neste artigo, nações pequenas se saem muito bem quando o assunto é desempenho econômico, de modo que ser pequeno não pode ser visto como um passivo.  Essa alegação de que ser maior é melhor sempre foi facilmente refutável, mas teima em se manter popular no imaginário das pessoas.  No entanto, a boa aceitação da alegação dos secessionistas escoceses de que a Escócia poderia continuar competindo internacionalmente demonstra que a dominância dos velhos mitos está se arrefecendo.

Conclusão

Alguns jornais britânicos declararam que "o sonho acabou" para a independência da Escócia.  Isso só é verdade se considerarmos que o "acabou" significa "acabou apenas pelos próximos anos". 

Por toda a Europa, o ímpeto por mais independência regional e por mais autonomia continuará crescendo à medida que a economia continuar estagnada e as elites políticas em Bruxelas, em Roma ou em Madri continuarem dizendo que sabem o que é melhor para todo o continente.  Com o tempo, não mais haverá ouvidos para reverberar as promessas mentirosas desses centralizadores. 

E isso vai se espalhar para os outros continentes.



autor

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.


  • Ra's Al Ghul  22/09/2014 14:00
    Só um tolo cego para acreditar nesses burocratas corruptos centralizadores.
  • Batman  22/09/2014 15:01
    concordo
  • Lex Luthor  22/09/2014 17:39
    assino em baixo
  • Coringa  23/09/2014 13:09
    vcs ñ sabem do q falam! eu tô no Arkam pelo lado de dentro, e vcs na cela de fora.
  • Engolfo de baixa  29/09/2014 20:29
    Hahaha! (pro Coringa, boa)

    Discordo do texto que é extremamente otimista (para os libertários). Os fatos são:
    - Blá, blá, blá, blá, ficaremos com os ingleses.
    As pessoas são sim burras. Nós humanos NÃO respondemos à lógica com mais intensidade do que respondemos às emoções.
    Tudo continuará igual (ou pior = avanço na centralização do poder global).

    Obs.: só notou alguma dessas 5 lições quem já conhecia alguma dessas lições; o grosso do povo não notou é merda nenhuma.
  • Mohamed Attcka Todomundo  22/09/2014 14:25
    Para tais pessoas provincianas, se você defende a secessão, você só pode ser um racista, pois, obviamente, a secessão não pode ter nenhum outro propósito que não seja a disseminação da escravidão ou a intolerância a "pessoas diferentes".

    entao elas deviam ficar felizes com a partida dos secessionistas
  • Dom Comerciante  22/09/2014 14:29
    Me lembrei aqui do Estado da Guanabara que teve uma morte prematura nas mãos dos nossos políticos. Imagina se ele tivesse se mantido até os dias atuais? Aposto que haveria uma ilha de questionamentos aos poderes antifederais do PT.
  • Rodrigo Lopes Lourenço  22/09/2014 17:27
    Caro Dom Comerciante,
    No caso da Guanabara, não sou tão otimista.
    Os poderes imperiais de qualquer governo central no Brasil - isto é, não importa a coalizão partidária eventualmente no poder - estão absolutamente apoiados na constituição de 1988, a qual é mais centralizadora que os sistemas vigentes em Portugal, França e Uruguai, países assumidamente unitários.
    Se a Guanabara existisse, nossas eleições seriam concomitantes com as do resto do Brasil; nossos partidos seriam os mesmos; nossas leis trabalhistas seriam iguais; nosso sistema judicial, que é radicalmente antiempresarial, seria idêntico; as leis sobre o comércio seriam nacionais; haveria Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, Governador, Vice-Governador, Procuradoria do Estado, Polícia Militar (talvez Corpo de Bombeiros Militar independente), Polícia Civil, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública etc., porque essas instituições devem existir em cada estado brasileiro, na forma imposta pelo sistema central.
    Os tributos seriam exatamente os mesmos e a forma de cobrança do ICMS dependeria de legislação nacional (o sistema Confaz). A Guanabara não poderia modificar a bagunça tributária nem tentar reduzi-la.
    A partir de 1969, com o endurecimento da ditadura nacional-desenvolvimentista, a autonomia local foi solapada. A vigente Constituição, de 5 de outubro de 1988, "aperfeiçoou" esse processo.
    Assim, a começar pelo nome, República "Federativa" do Brasil, nosso país é uma mentira.
  • Paulo  22/09/2014 14:59
    Enquanto marxistas e socialistas anunciavam que a vitória do "Não" seria, para o "neoliberalismo", e por consequência para o capitalismo, uma grande derrota, aqui se coloca exatamente o contrário para o "Sim".
    Que confusão é essa? Imaginemos uma Escócia "independente", com forte pendor "nacionalista", cheio de políticos revigorados por "bandeiras", querendo estatizar recursos em nome do "bem comum" e criando bravatas sobre fronteiras, credos e outras asnices?
    Aliás, sobre a "centralização" que vigorarava, neste novo arranjo político proposto pela política vencendora, não estaria ocorrendo, de fato, uma descentralização?

    De vez em quando, com estas narrativas "revolucionárias" contra a elite global, sinto que o que se alimenta por aqui, sobre o espírito revolucionário de se "salvar o mundo" dos humanos, é o mesmo que se replica na tal da "esquerda".



  • Jalaska  22/09/2014 16:00
    Ué, se ocorressem essas estatizações, duas seriam as consequências:

    1) Sem a esmola de Londres, o evento socialista não duraria nem um ano, e os políticos seriam humilhantemente obrigados a reverter sua postura (como ocorreu com Mitterand na França na segunda metade da década de 1980);

    2) a fatia produtiva e rica da população, fustigada por esse socialismo, sairia correndo de lá, deixando os parasitas sem um hospedeiro do qual sugar os espólios. Isso humilharia ainda mais os políticos locais.

    Qual a sua dificuldade?
  • Daniel costa  22/09/2014 14:59
    Amigos, permitam-me, humildemente, acrescentar um elemento a mais ao debate.O desejo à secessão não pode ser visto apenas por uma necessidade de cancelamento do parasitismo econômico ou "escravidão" tributária, é uma necessidade existencial, um direito universal humano de se escolher com quem viveremos em sociedade e isso nada tem a ver com racismo,é somente uma liberdade de escolha.
  • Carlos  22/09/2014 17:08
    Perguntas que não calam, se alguém tiver subsídios para respondê-las, agradeço antecipadamente:
    - Haveria a possibilidade e viabilidade de se realizar um plebiscito no Estado de São Paulo, à fim de reivindicar a secessão do restolho corrupto do reino?
    - Os paulistas teriam o direito em votar no plebiscito, e quem não é paulista?
    - De quem deveria partir tal iniciativa?
    - Como fazer com que o resultado ( se SIM ) seja acolhido pelos meliantes de Brasília.
    - Qual seria a composição desta transição, e por quem, e como seria realizada?
  • Felix  22/09/2014 17:58
    soh sei que jah prenderam gente no RS soh por mencionar estas palavras
  • Andre Cavalcante  22/09/2014 18:13
    Olá Carlos,

    "- Haveria a possibilidade e viabilidade de se realizar um plebiscito no Estado de São Paulo, à fim de reivindicar a secessão do restolho corrupto do reino?"

    Possibilidade sempre há, mas no momento é remotíssima. Porque? Porque os governantes paulistas (todos eles) estão de olho mesmo é de brasília! E também tem a questão legal. Precisaria o estado de são paulo organizar o "plebiscito" à margem do poder central, que não sei se seria tolerante com isso (provavelmente não). Lembrar que a secessão estadual é proibida na constituição.

    - Os paulistas teriam o direito em votar no plebiscito, e quem não é paulista?

    Discutível. Em geral, tudo começa com a população local. Mas, como colocou o artigo, se não houvesse outro jeito se não fazer o plebiscito, muito provavelmente brasília envolveria toda a federação e, aí, são paulo perderia sem sombra de dúvidas.

    - De quem deveria partir tal iniciativa?

    Do governo de são paulo. Ou de um movimento popular massivo. Nenhuma dessas alternativas é viável que aconteça em sampa ou em qualquer outro estado brasileiro.

    - Como fazer com que o resultado ( se SIM ) seja acolhido pelos meliantes de Brasília.

    Se for feito um plebiscito e vários países do mundo reconhecerem o "direito" do estado secessionista (espero que meu corretor esteja certo, nem sabia que existia essa palavra :D), então brasília não tem o que fazer, vai aceitar e criar uma "agenda" de uns 10 anos para acontecer o desligamento (e espere o maior roubo da história neste período!).


    - Qual seria a composição desta transição, e por quem, e como seria realizada?

    O governo local iria escolher a equipe de transição. Teriam que ver coisas do tipo: organizações militares locais (se permanecem ou se retiram - se permanecem, como fica o comando, etc.); organizações que hoje são federais - será feito um plano de passagem para o estado; impostos: até quando o governo central coletará impostos e a partir de quando o governo estadual passará a receber estes impostos; moeda (não poderia usar mais o real), etc.


  • Rodrigo Lopes Lourenço  22/09/2014 18:23
    Prezado Carlos,
    Inicialmente, deixo claro que, do ponto de vista político, endosso sua ideia. Todavia, responderei suas perguntas à luz da constituição de 1988.
    Por favor, não fique com raiva de mim: concentre seu ódio na constituição. Em síntese, à luz da constituição, a resposta é única: de jeito nenhum!

    "Haveria a possibilidade e viabilidade de se realizar um plebiscito no Estado de São Paulo, à fim de reivindicar a secessão do restolho corrupto do reino?" De acordo com o art. 1º, o Brasil é indissolúvel, portanto tal plebiscito é inconstitucional. Aliás, se o governo estadual tentasse tal plebiscito, seria caso de intervenção federal, com fundamento no art. 34, I.

    "Os paulistas teriam o direito em votar no plebiscito, e quem não é paulista?" Atualmente, até para desmembrar um simples município de outro, é necessário que todas as populações envolvidas votem, conforme o art. 18, § 4º. O desmembramento de estado, mesmo para ficar dentro do Brasil, depende de votação de todas as populações envolvidas, conforme o art. 3º combinado com o art. 7º da Lei federal nº 9.709/98. Assim, se o plebiscito não fosse abortado por inconstitucionalidade, seria caso de votação nacional.

    "De quem deveria partir tal iniciativa?" Se o plebiscito não fosse abortado por inconstitucionalidade, a iniciativa deveria ser de um terço dos Deputados Federais (cento e setenta e um) ou um terço dos Senadores (vinte e sete), conforme o art. 3º da Lei federal nº 9.709/98.

    "Como fazer com que o resultado (se SIM) seja acolhido pelos meliantes de Brasília?" Penso ser impossível. Por exemplo, o referendo de 23 de outubro de 2005, que visava proibir o comércio de armas de fogo no Brasil, resultou em derrota dos hoplofóbicos e, mesmo assim, a Lei federal nº 10.826/03, na prática, impede que os "simples mortais" sejam proprietários delas.

    "Qual seria a composição desta transição, e por quem, e como seria realizada?" Historicamente, as secessões pacíficas não obedecem a regras pré-estabelecidas. São, pois, conduzidas de forma absolutamente empírica.

    Lamento pelas más notícias, todas estritamente em obediências á constituição...
  • Thiago Valente  24/09/2014 00:24
    Caro,

    Sobre a votação, acredito que, pelo que observei dos últimos processos de emancipação municipais e pela nova lei, que votariam apenas os residentes de São Paulo, no caso. Além disso, como não há precedentes na Constituição, mas em acordos internacionais, seguindo a lógica destes últimos casos, os votantes seriam, novamente, apenas os residentes em São Paulo.

    Abraços
  • Assis  22/09/2014 19:26
    Não, o Texto Magno não dá margem para essa hipótese. Somente em uma nova ordem constitucional poderíamos vislumbrar a desvinculação de um Estado-Membro da Federação (ou Confederação, que seria a melhor alternativa ao modelo corrente). Infelizmente, sob a vigência da atual Constituição, penso que há uma via única, e esta demandaria meios não pacíficos.
  • Green  22/09/2014 19:36
    Como alguém que tem muito interesse no movimento O Sul é o meu País, até onde sei funciona da seguinte maneira:

    - Plebiscito do tipo aprovado pelo estado: não. Pesquisa que vai sair no jornal mas não tem valor pro governo: sim.
    - Como não é nada oficial, de qualquer um.
    - Como não é nada oficial, de qualquer um.
    - Não vão. No sul já teve várias votações com boa quantidade de votantes que acabaram em 60% a favor da separação do sul... elas aparecem em Jornais locais mas não acontece nada.
    - Não seria.

    O problema é que de acordo com as leis brasileiras a união é insolúvel, ou seja, nenhum estado pode se separar. No entanto o Brasil assinou um termo da ONU que garante que caso um pedaço do país manifeste o desejo de se separar a união deve aceitar pacificamente.

    O problema maior é que qualquer tentativa de separação é destruida pela midia... o povo é ignorante de mais e não vão nunca querer largar o osso. Procure O Sul é Meu País no google e veja os comentarios... um carrapato não larga pacificamente o seu cachorro =D

    desciclopedia.org/wiki/O_Sul_É_o_Meu_País
    29/07/2014 - O motivo é muito simples: Como dito acima, os sulistas botaram na cabeça que estão na Europa, pois são todos brancos e descendentes de

    "O Sul é meu país" não passa de preconceito - Caixa Zero
    www.gazetadopovo.com.br/.../o-sul-e-meu-pais-nao-passa-de-preconceit...
    20/02/2012 - O ano de 2012 marca os 20 anos do surgimento do movimento "O Sul é o meu país", e bastou a marca comemorativa para os filiados ao grupo



  • Carlos  22/09/2014 19:54
    Agradeço os esclarecimentos dos Srs. André e Rodrigo.
    Abços.
  • Homem Azul  22/09/2014 21:17
    Vocês são muito inocentes.
  • anônimo  23/09/2014 12:17
    Vc está falando de quê, afinal? De que era a esquerda da Escócia que estava incentivando a secessão?
  • Estevam  22/09/2014 22:16
    Ser grande é bom sim, mas só para o Estado, quanto maior a jurisdição maior a pirâmide.
    Como o indivíduo é limitado e não pode dominar grandes territórios sua prosperidade individual é indiferente à área, desde que não seja obstruído de transacionar com os demais.
  • Ed  22/09/2014 22:47
    Pelo que pude acompanhar sobre o referendo escocês, em geral, havia sim o desejo de secessão como pudemos ver (45% pró), porém, não vi nada que demonstrasse a busca por uma posição mais libertária.

    Discutiram sobre royalties da produção petrolífera do mar do norte, sobre a possibilidade de fazer parte do Euro no futuro... no fundo, creio que com essa mentalidade, trocariam seis por meia-dúzia.

    Em um primeiro momento, penso que o mesmo aconteceria caso São Paulo ou a região sul se separasse do Brasil. São Paulo é um pagador líquido de impostos... OK, não pagar impostos para sustentar outros estados seria um bom começo, mas a mentalidade reinante é de usar estes impostos aqui mesmo e não extingui-los, ou seja, não se busca criar um novo país diferente daquele do qual se pretende separar, infelizmente...

    Secessão por si mesmo, não resolve, é preciso mudar a mentalidade antes. No Brasil, tal tarefa me parece tão hercúlea que beira o impossível.

    Resta à nós, que temos um vislumbre do que seria nosso país se houvesse respeito à vida, liberdade e propriedade, utilizar as leis e instituições que temos hoje de maneira a causar a mudança de dentro para fora. Devemos ser o "soro antiofídico libertário", combatendo as "toxinas estatizantes" que dominam nosso Brasil desde 1500.
  • Renato  23/09/2014 00:36
    Será que houve fraude nas eleições?

    www.globalresearch.ca/vote-fraud-in-scottish-referendum/5402945
  • Juliana  23/09/2014 01:30
    Estava com algumas perguntas aqui pra fazer. Não sei se esse é o melhor artigo para isso, mas não posso perder essa oportunidade e deixar passar esse bonde.

    Para tentar colocar o benevolente esclarecedor a par das minhas especulações, imaginemos uma situação onde a região mais pobre do Brasil consiga sua independência do resto do país (para ninguém dizer que é por racismo, preconceito ou que é porque não quer dividir a riqueza). Para facilitar a visualização, vamos usar uma máquina do tempo e voltar no tempo para adulterar a Constituição de 1988, sendo agora reconhecido o direito a secessão. Tudo pode ser feito de maneira limpa. Mas diferente das motivações levadas pela versão escocesa, seus promotores não estão preocupados com o assistencialismo e pretendem deixar a região à mercê do livre mercado. Porém seus habitantes estão cientes e querem isso, e até estão satisfeitos em adotar o padrão-ouro puro como a moeda oficial em suas trocas comerciais (os marketeiros libertários provavelmente vão adorar criar e fazer propaganda com base nisso, rs). Ignorando outros fatores e vendo só o aspecto monetário, é possível prever:

    - como poderia ser e quais os custos da transição?;
    - como seria o início desse cenário, já que o ouro, no mundo,é bastante valorizado?;
    - se seria isto para o real quase como uma fuga de capitais, e quais as consequências disto?;
    - se daria para usar só o ouro como uma moeda normal (considerando algumas coisas que têm valor muito baixo)?...

    Eu vou para por aqui mesmo, porque estou até esquecendo que a nova nação é, inicialmente, muito pobre.

    Se responder a esse circo todo for muito impossível, eu já vou ficar muito feliz se for possível apenas fazer um comparativo dos impactos que teriam uma economia de 5 milhões de habitantes e num outro cenário uma de 200 milhões de habitantes, adotando o padrão-ouro puro como seu bom e querido dinheiro nacional. Porque a julgar pela oferta limitada, esse sonho dourado se torna pouco imaginável em grande escala. E não deixe de me corrigir onde meu raciocínio estiver errado.

    De qualquer forma, muito obrigada e até a próxima.
  • Victoria  23/09/2014 03:06
    Bem, o padrão-ouro não é a única opção. Pode-se usar o Currency Board também.
  • anônimo  23/09/2014 12:56
    Pode-se usar qualquer um contanto que seja voluntário.Mas a oferta limitada não é um problema do padrão ouro, é uma qualidade positiva.
  • anônimo  23/09/2014 12:30
    5 ou 200 milhões não importa, a quantidade de ouro na economia não precisa ser proporcional à população, se vc vende maçãs e a quantidade de ouro circulando é muita, ou pouca, o preço sempre se ajusta.
    O importante é que vc pode construir uma poupança real, sem o governo inflacionar a moeda e destruir o seu suado dinheirinho
  • Andre Cavalcante  23/09/2014 13:46
    Muito bom o cenário. É interessante sim formular certos cenários e aplicar a praxeologia e a EA para tentar visualizar as consequências, mesmo que sejam cenários "impossíveis" ou "improváveis" na realidade. Não sou expert (talvez o Leandro possa me corrigir em algum desvaneio) mas vou tentar trazer algumas respostas:

    Cenário: estado mais pobre do Brasil (aqui teríamos que discutir o que é ser pobre: menor PIB ou número de pessoas mais pobres? - vamos ficar com o Maranhão), consegue a secessão. E aí, como fica, na transição a questão monetária:

    - como poderia ser e quais os custos da transição?;

    A transição se faria por acordo entre a união e os líderes locais. Uma equipe deve ser montada para se pensar na transição. Os custos não são assim tão altos. Como o local é pobre, muito provavelmente já é naturalmente carente de instituições do estado e, principalmente, privadas por lá. Não vejo muitos custos nessa separação, a não ser que os locais queiram alguma "compensação" do governo central. Note que, do ponto de vista puramente financeiro é negócio para o poder central "perder" aquele estado.

    Do ponto de vista do seu cenário, a transição se daria por intermédio de uma moeda lastreada em ouro. Bem, precisaria juntar-se todo o ouro do estado (e isso tem algum custo) em algum lugar: uma casa da moeda (que precisaria ser criada), e então um banco emite notas (as novas cédulas dessa nova moeda, p.ex. Tropical T$) com valor de face correspondente a um valor em gramas de ouro. Por exemplo: T$100,00 = 1g de outro ~ R$100,00.

    - como seria o início desse cenário, já que o ouro, no mundo,é bastante valorizado?;

    Não importa o valor de face. O que aconteceria é que, a medida que o real fosse se desvalorizando, o tropical fosse valorizando juntamente com o ouro. Então, a relação inicial de 1 para 1 em alguns anos já estaria a favor do tropical: T$1,00 ~ R$1,50, por exemplo. Agora, note que o câmbio tem outros fatores a influir como a demanda por aquela moeda, que não seria muito grande, porque o estado é pobre, portanto, tem pouca produção que outros queiram comprar.

    - se seria isto para o real quase como uma fuga de capitais, e quais as consequências disto?

    Novamente, o que faz com que as pessoas deixem de usar reais e passem a usar dólares ou tropicais (no caso), é o fato de que é possível usar essas moedas para comprar coisas. Se o estado é pobre, não haverá tanta procura da moeda. Note que, como a moeda é lastreada em ouro, então ela é uma boa como reserva de valor. Assim, pode acontecer que alguns comprem tropical para que, no futuro, possam trocar de volta para reais, sem perder dinheiro. Mas provavelmente não teria também lucro com a operação. Não vejo que isso possa representar uma "fuga de capitais" do brasil para o maranhão, pelo menos não em uma quantidade razoável que possa desestabilizar a economia brasileira.

    Se o estado crescesse em produção, e o fará, com o tempo, se permanecer no padrão ouro, tiver pessoas que queiram trabalhar arduamente, fazer poupança, acumular capital, empreender, ter leis e um arcabouço jurídico sensato, ter respeito pela propriedade privada, ter paz (isso teria, uma vez que a transição foi feita de forma pacífica), população minimamente educada (se não for, a mão-de-obra tem que ser importada) etc. (é enriquecer, de maneira honesta, dá trabalho, é difícil, requer muitas coisas), então a procura por tropicais vai aumentar, o estado vai começar a comerciar com todos ao redor, e mesmo com mercados distantes (o Maranhão tem acesso ao mar) aí pode ser que a coisa mude de figura.


    - se daria para usar só o ouro como uma moeda normal (considerando algumas coisas que têm valor muito baixo)?...

    Até se poderia, desde que se cunhasse moedas com frações de grama de ouro (hoje há tecnologia para isso, como a que é usada em "quase-joias", mas não seria muito prático. É mais provável que um banco emitisse notas (cédulas) que correspondesse ao ouro em seus cofres. Por exemplo, digamos que eles consigam juntar 1 tonelada de ouro. 1 ton = 1000 Kg = 1.000.000 de gramas. Na taxa de T$100,00 por grama, teríamos a emissão de cédula que totalizassem T$100.000.000,00, as quais poderiam ser dividas em notas de T$1,00, T$2,00, T$5,00, T$10,00, T$50,00, T$100,00 e T$500,00. A emissão de novas cédulas somente se daria para renovar cédulas velhas ou pelo crescimento das reservas de ouro. Note que uma diminuição das reservas de ouro significaria um diminuição da oferta monetária.

    O sistema de reservas fracionárias, neste contexto, pode expandir um pouco a quantidade de "moeda" existente - haveria os T$100mi em papel-moeda, mas poderia haver uma certa quantidade em depósitos bancários (dígitos no computador), mas aí já se discutiria se há ou não lastro em outro esse esquema.




  • Felipe  23/09/2014 14:03
    Juliana,
    Vou tentar responder;

    Por adotar um padrão haveria a necessidade de um governo para fazer a transição e a paridade.

    E Suponhamos que você seja a presidente desse novo país

    Custo inicial:

    haveria um custo alto sim no começo, pois você deveria fazer uma conversão da moeda antiga para ouro, e então deveria arcar com essa quantidade de ouro.

    Suponha que no país 3 reais seja igual 1 grama de ouro (suposição, não sei a paridade), então você deveria garantir que toda a moeda no país possa se convertida em ouro.


    A nova moeda:

    Depois com a quantidade de ouro, poderia se usar qualquer tipo de moeda, ou até mesmo criar uma nova (vamos chamar de bah), basta fazer com quer essa moeda tenha uma paridade fixa com o ouro. 3 bah = 1 grama de ouro

    Assim, suponha que seu país tenha 100 gramas de ouro (apenas para hipotese), você adota uma paridade de 3 bah = 1 grama de ouro, você deve emiti 300 bahs no país.


    Funcionamento:

    Caso sua economia seja totalmente fechado, bingo você não terá mais nenhum problema, a população se adaptará a essa nova quantidade, e a descoberta de uma nova reserva de ouro apenas fará com que você aumente o volume de bah no país.

    Mas se você adotar uma economia aberta, sua economia estará dependente da paridade dolar - ouro

    veja o que acontece:

    -Quando exportador adquiresse dolar você deveria comprar esses dolares e trocar por bah, só que para isso você deve aumentar seu volume de ouro, logo deve pegar esse dolar e comprar ouro, e só então você pode emitir novas notas.

    -O contrário também, quando alguem quer importar, ele irá até você e trocará bah por dolár, para isso você deverá primeiro vender ouro por dolár e assim trocar esses dólares por bah. E assim diminuir as reservas de Bah.


    Consequências:
    -Sua base monetária estará sujeita ao saldo da balança de pagamento, até ai nada demais, até bom, por que você como governo não poderá imprimir bah quando quiser, e a mexida no volume apenas alterará os preços mas sem interferir na produção.

    -Seu câmbio seria dado pela paridade dólar - ouro e ouro - dólar. Problema? Não, seu governo não estaria mais vulnerável as políticas do FED mas sim de garimpeiros na Africa.

    Veja só como isso afetaria seu país.

    Suponha a conversão:

    3 BAH = 1 GRAMAS DE OURO (fixa)
    6 DOLAR = 1 GRAMAS DE OURO (flutuante)
    1 BAH = 2 DOLAR (flutuante)

    Suponha que eu queira viajar para miami, o custo disso é 100 dolares, logo eu preciso de 50 bah
    Ai suponha que o valor do ouro frente ao dolar caiu, 3 dolar = 1 gramas de ouro, assim agora eu preciso de 100 bah para viajar.



    O problema principal entre dolarizar a economia ou adotar o padrão ouro é a quem estaria vulneravel, mas de qualquer forma estariamos muito melhor do que permitir ao governo controlar a base monetária.

    Abs.
  • Juliana  23/09/2014 15:30
    Primeiramente agradeço você Victória pela sugestão. Por alto, já deu para perceber que esse Currency Board também pode ser uma opção interessante, além de ser mais fácil de se discutir objetivamente.

    E agradeço imensamente a vocês André e Felipe pelas excelentes respostas. Já que essa é uma possibilidade que, pelo menos atualmente, é impossível de acontecer, sempre vale o gostinho de ver (ainda que só na imaginação) como seria se ela se realizasse.

    Redundantemente, muito obrigada e até a próxima
  • mauricio barbosa  23/09/2014 15:01
    Pela teoria da Juliana o estado pobre numca se desenvolverá ao separar-se da União,mas se fosse assim os Estados Unidos não teriam se desenvolvido ao separar-se da Inglaterra que era a nação mais rica e poderosa daqueles tempos e as 13 colônias eram pobres e atrasadas e hoje inverteu as ex-colônias são a nação mais poderosa do mundo e a Inglaterra ficou para trás e não me venha com aquele discurso de recursos naturais abundantes pois o Japão é paupérrimo em recursos naturais e tem um padrão de vida muito superior ao nosso Brasil-guaranil e recursos naturais nossa pátria tem de sobra e Israel que tem um deserto mais fértil do que o nosso nordeste,enfim exemplos não faltam para derrubar tantas falácias estatistas divulgadas aos quatros ventos por professores esquerdopatas que de economia não entendem mas de falácias e críticas infundadas são especialistas...
  • Juliana  23/09/2014 21:30
    Sim Mauricio, e era exatamente essa a minha intenção com essa suposição: ver uma região mais pobre se separando de uma mais rica, e depois em um arranjo diferente, no livre mercado, desenvolver-se muito mais que sua antiga união, sem todos os intervencionismos, protecionismos, expansões monetárias... Se dei a entender errado, obrigada pela oportunidade de correção.

  • mauricio barbosa  24/09/2014 18:57
    Valeu JU!!!
  • Ed  24/09/2014 00:38
    reforçando o pensamento, sem mudar a mentalidade, troca-se seis por meia dúzia...
    en.wikipedia.org/wiki/Venetian_independence_referendum,_2014
  • Ryan McMaken  24/09/2014 14:40
    Thank you for this translation. I also like how you added in the example about the USSR and Czechoslovakia. It's better than the English version!
  • Leandro  25/09/2014 11:58
    You are most welcome, sir. Please, keep up the great job. Cheers!
  • Bernardo  25/09/2014 16:43
    E logo se com a coragem do povo do Sul do Brasil os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul terão independência, e não serão mais roubados, o dinheiro dos impostos não serão mais usados para sustentar as classes mais pobres que temos no norte e nordeste do pais
  • anônimo  28/09/2014 17:39
    Calma.

    A discussão de vocês está indo para o caminho errado.

    Há mais uma força que vocês não mencionaram neste jogo político: A horda de muçulmanos que estão no UK só esperando para transformar a ilha toda em um grande califado. Aliás, já está começando.

    Então, foda-se se haverá secessão ou não, a sharia imperará.

    Esse é um dos problemas do libertarianismo: ele não propõe solução para uma situação em que um grupo com práticas culturais avessas ao PNA e com religião forte (característica associada a culturas dominantes) se instala em uma região de pessoas com diferentes formas de pensamento e que, a única coisa em comum entre elas, é que respeitam o PNA.
    O processo de dominação é lento e as pessoas não perceberão que estarão envolvidas na nova cultura.
    Pronto! As pessoas foram dominadas e o PNA acabou.

  • anônimo  28/09/2014 21:40
    Não, esse não é um problema do libertarianismo.
    Uma sociedade livre não seria o paraíso da imigração como querem os multiculturalistas. Rothbard notou isso um pouco antes de morrer.
    'as pessoas não perceberão que estarão envolvidas na nova cultura.'
    Se é uma cultura avessa ao PNA e se o que une as pessoas antigas era o apreço ao PNA, é bem pouco provável que eles caiam nessa armadilha idiota.Aliás essa hipótese é toda idiota, coisa típica de olavete é querer demonizar os árabes pra justificar as atrocidades que o estado de Israel faz com os infelizes da faixa de gaza (que não tem nada a ver com hamas nenhum)

  • Emerson Luis, um Psicologo  03/10/2014 22:25

    Já pensou se em cada eleição estadual as pessoas pudessem escolher não apenas o futuro governador, mas também se o estado continuaria na União?

    * * *


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