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O ciclo da dependência pode ser quebrado

As pessoas respondem a incentivos. Todos nós sabemos disso, e essa é a base para a grande maioria das decisões de política econômica.  Os seguidores da escola behaviorista, por exemplo, defendem que o governo adote políticas que "incentivem" e "estimulem" as pessoas a se comportarem como o governo gostaria que elas se comportassem em vez de criar mais leis estatais. 

A diferença é ilusória, mas há casos em que realmente há grandes diferenças.  Por exemplo, as pessoas realmente acham preferível o governo aumentar os impostos sobre o fumo e a bebida — para desestimular o consumo dessas substâncias — em vez de proibir diretamente o uso delas.

Os incentivos também se aplicam ao comportamento eleitoral, e os políticos sabem perfeitamente disso.  As pessoas sempre votarão naqueles candidatos que elas julgam ser os que mais efetivamente irão atender aos seus interesses.  É por isso que os políticos sempre se esforçam para dizer exatamente aquilo que esse eleitorado quer ouvir e sempre fazem promessas que uma simples aritmética orçamental comprova não serem minimamente exequíveis. 

No entanto, em todo esse fenômeno há um fator nada trivial: esse comportamento leva à perpetuação de políticas que tentam alinhar os interesses do eleitor médio à agenda do partido político que está no poder.

O exemplo mais engenhoso e explícito disso é a maneira como a esquerda tenta criar uma dependência em relação aos programas do governo.

Dado que a mentalidade esquerdista exige cada vez mais controle governamental, então a solução passa a ser clara: criar programas que façam com que uma maioria se beneficie financeiramente à custa de uma minoria.  Isso levará à criação de um bloco eleitoral que jamais votará a favor de um partido que defenda a redução do estado.

E não se está aqui falando apenas do assistencialismo aos mais pobres.  Há também os vários tipos de assistencialismo aos ricos, um filão que a esquerda ao redor do mundo descobriu ser extremamente rentável em termos eleitorais.

Um bom exemplo de assistencialismo para os ricos ocorre quando grupos de interesse — organizações empresariais e sindicais — fazem lobby junto ao governo com o intuito de aprovar leis e regulamentações que os favoreçam, seja na forma de subsídios diretos (tanto para empresários quanto para sindicatos), seja na forma de maiores tarifas de importação ou na forma de regulações que favoreçam as empresas estabelecidas e que dificultem a entrada de novas empresas no mercado.

Esses grupos se aglomeram em torno do governo como moscas ao redor de uma lata de lixo.  Eles assaltam o Tesouro e manipulam o aparato regulatório governamental em benefício próprio.  E os políticos, quase sem exceção, se mostram excepcionalmente contentes em ser parceiros dessa gente, pois assim garantem reeleições, mais dinheiro e mais poder.

Os grupos de interesse de maior êxito recebem polpudos e óbvios benefícios do governo, ao passo que o custo fica escondido e disperso por toda a economia.  Eles dependem fortemente da intervenção governamental, pois uma ligeira mudança nas regulamentações pode significar a diferença entre o sucesso e bancarrota total.  Acima de tudo, eles possuem a suprema capacidade de revestir suas depredações em um manto de preocupação pelo bem-estar geral.

Já o assistencialismo governamental aos mais pobres é mais conhecido por todos e seu funcionamento é bem mais simples e direto.  Mas há efeitos que são desconhecidos pela maioria.  Os gastos assistencialistas só vêm crescendo desde a década de 1980, e tudo em nome da ajuda aos pobres.  Mas o dinheiro, em grande parte, não vai para os pobres, que ficam com as migalhas, mas sim para aqueles grupos de interesse poderosos o suficiente para subornar e fazer lobby a favor da redistribuição.  O dinheiro real vai é para os "pobristas" — os reais defensores da pobreza —, para os consultores, para as empreiteiras que constroem as moradias populares, para os funcionários de hospitais públicos, e principalmente para os próprios membros da burocracia que coordena todo o esquema.

Os pobres são maldosa e intencionalmente transformados em uma subclasse perpétua, dependente do governo, para que alguns parasitas possam viver confortavelmente bem à custa de todo o resto da sociedade.  Graças ao estado assistencialista, praticamente não há mais uma genuína mobilidade social.  Os degraus mais baixos da escada foram retirados em nome da compaixão.

Para a esquerda, no entanto, o projeto de poder sempre foi o mais essencial.  E o raciocínio é bem simples: se ambos os assistencialismos acima descritos alcançarem 51% da população — ou seja, se 51% da população (empresários, sindicalistas e os muito pobres) se tornar financeiramente dependente de programas do governo —, então a esquerda poderá se perpetuar no poder.

Realmente, se os beneficiados por esse assistencialismo votarem de modo a recompensar o partido político que criou essas benesses, então tal raciocínio será totalmente válido.

Há alguma maneira de reverter essa tendência?  É possível.

O assistencialismo para os ricos é mais fácil de ser combatido.  Uma simples, porém clara e explícita, exposição sobre seu funcionamento já seria o suficiente para fazer com que ele gerasse repulsa no eleitor médio.  Basta apenas surgir um grupo organizado e influente o bastante para difundir essa mensagem.  Já o assistencialismo para os pobres é mais complicado. 

Mas ele também pode ser revertido.

O segredo é que, embora a esquerda compreenda muito bem o papel dos incentivos em suas políticas, ela ainda tem uma visão de mundo um tanto cientificista: ela se concentra muito nos números, e se esquece dos custos psíquicos, os quais são bem menos tangíveis, mas que têm um peso enorme nas decisões individuais.

As pessoas agem por todos os tipos de motivos; elas não são guiadas apenas pelo dinheiro.  As pessoas têm valores e princípios.  Para um libertário de princípios, por exemplo, a necessidade de pegar dinheiro do governo traria um enorme custo psíquico, muito maior do que o próprio valor do dinheiro em si.  Sim, há poucas pessoas no mundo com esse mesmo valor ético, mas todas as pessoas têm seu próprio senso de ética pessoal, cuja violação lhes causaria pelo menos algum tormento.  Não deve ser nada controverso afirmar que o número de pessoas que têm grande prazer em viver à custa de terceiros é menor do que muitos imaginam.  E, embora as circunstâncias possam forçar as pessoas a receber assistencialismo do governo, nem todas as que participam disso o fazem com júbilo.  Não levar em conta esses tipos de custo psíquico no cálculo eleitoral é ignorar uma grande fonte de incentivos extra-monetários.

Também ignoradas na análise da esquerda estão as preferência temporais.  Uma pessoa pode facilmente estar disposta a trocar um benefício de curto prazo por um benefício de longo prazo, desde que o benefício de longo prazo seja suficientemente grande para compensar o fato de que ele vem mais tarde em vez de agora.  Para o beneficiado, políticas assistencialistas garantem um determinado nível básico de renda por toda a sua vida, mas quase não oferecem oportunidades para que ele aprimore sua própria situação e possa enriquecer no futuro.  Para muitas pessoas, o desejo de se libertar da dependência estatal pode ser tão poderoso quanto o incentivo para manter a atual e limitada renda assistencial.

O objetivo de tudo isso foi o de apenas injetar um pouco de otimismo em uma até então lúgubre situação de crescente dependência estatal.  Embora o aumento no número de dependentes do estado (pobres e ricos) seja desanimador, e embora isso ajude na perpetuação do partido que está no poder, essa tendência não necessariamente tem de ser permanente. 

Incentivos financeiros importam, mas as ideias ainda são mais poderosas.

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Participaram desse artigo:

Lew Rockwell, chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State

Leandro Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

Logan Albright, escritor e economista.



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Diversos Autores

  • Eduardo  19/09/2014 14:46
    É um longo trabalho convencer a população da abominação das bolsas-rico.

    É extremamente comum ver cidadãos PEDINDO para serem mais saqueados em nome de supostos benefícios sem o menor sentido.

    Eles acreditam que se os frutos de seu trabalho não forem pilhados para o subsídio de uns poucos agricultores e executivos em geral, magnatas, morreremos de fome sem comida e bens nas prateleiras do supermercado.

    Eles acreditam que se puderem comercializar com pessoas fora da linha imaginária do território do Brasil sem serem extorquidos, molestados e gerenciados por fiscais do estado, iremos regredir à era das cavernas na indústria e todos ficaremos desempregados.

    E por aí vai. É a coisa mais comum do mundo ver cidadão implorando para ser mais explorado.

    As bolsas-rico têm a assistência intelectual de uma retórica que convence o cidadão pouco informado de que aquilo é um baita investimento para uma maior prosperidade do país.

    As bolsas-pobre têm a assistência intelectual de idiotas da esquerda polindo a auréola angelical sobre a própria cabeça por acreditarem que agem em puro benefício dos desfavorecidos.
    Esses sequer entendem o processo de formação e popularização da riqueza e é comum creditarem ao governo todos os frutos da prosperidade de um período.

    É um longo trabalho...
  • Andre Cavalcante  19/09/2014 15:53
    Pode ser um longo trabalho, mas dá pra fazer...

    Quando comecei a acompanhar o site do IMB, não tínhamos nem 10 comentários diários, contando todos os artigos. Hoje, um artigo com pouco público tem 10 comentários. Considerando que comentar dá trabalho, mesmo que seja pra falar bobagens, como muitos que aqui vem, então é de se supor que muitos apenas leem. E muitos leem e repetem. E isso já é uma evolução e tanto. Quando pensaríamos em um site que divulgue ideias de liberdade, propriedade e paz no Brasil? E isso sem falar de muitos outros sites que também fazem o papel (de alguma forma) de divulgadores, os quais também tiveram um bom crescimento nos últimos anos...

  • Ricardo  19/09/2014 18:32
    Talvez. Podem surgir movimentos contrários, como vem sendo feito através da doutrinação comunista nas escolas e faculdades. Esses movimentos são financiados muitas das vezes pelos próprios governos. Eu acho que os movimentos libertários deveriam ser mais divulgados.
  • Maurício Noleto  19/09/2014 20:00
    Conscientizar não tem o intuito de centralizar. Acredito que o texto é de conscientização somente para que as pessoas percam o interesse e comecem assim então secessão das políticas públicas.

    Vale lembrar da bolsa "funcionários públicos", aqui no meu estado isso fica bem mais descarado, pois os governo estadual possui os funcionários "temporários" que não são concursados. Meramente indicação, estes mesmos trabalham em todas as campanhas em pro do seu candidato "preferido".
  • Eduardo  20/09/2014 16:05
    André, fui eu que comentei ali em cima, e talvez tenha ficado subentendido o contexto errado!

    Apenas constatei que era um longo trabalho dado o grau de auto-escravização das pessoas a idéias (que embasam o apoio popular das bolsa-pobre e bolsa-rico mencionadas) que nem fazem muito sentido.

    Não quis dizer que era uma luta perdida, ou quase.

    Compartilho do sentimento de que as coisas estão ficando muito melhores para a nossa causa da liberdade!

    Também lembro de relativamente poucos anos atrás (ainda na época da febre do Orkut) em que essa discussão era quase inexistente, e acompanho feliz o crescimento da divulgação dessas idéias.

    Nunca antes vi tanto livro traduzido, tanto artigo, tanta discussão, tantos 'fãs' em redes sociais, tantos comentários (aqui no IMB, principalmente, que é facilmente o meu site favorito nos últimos anos).

    Em uma coisa que tem seu lado ruim e seu lado bom: o atual processo de naufrágio da economia e sociedade que vivenciamos hoje incentiva pessoas a buscarem explicações novas e consistentes (o que acredito que temos)
  • Rafael  22/09/2014 17:58
    Olá,

    Acredito que a quebra da mentalidade assistencialista no extrato mais pobre da sociedade seja mais difícil. Concordo que os princípios e valores façam a diferença, no entanto a esquerda já percebeu isso a muito tempo e tem trabalhado arduamente no assunto. Não é novidade que a esquerda brasileira tenha posto em prática os conselhos de Antonio Gramsci e tem implementado a revolução cultural.

    A revolução cultural tem se demonstrado muito efetiva na destruição dos princípios e valores conservadores. Para comprovar, entre numa comunidade e converse com os moradores, adultos e crianças. A grande maioria não vê o assistencialismo como um mal, mas sim como um direito, uma retribuição do justo estado por toda injustiça e rouba feitos a sociedade pela burguesia.

    A princípio o que pode livrar as pessoas destes malditos grilhões ideológicos é a educação, porém não aquela aprendida na escola pública e em muitas faculdades, onde os discursos revolucionários dominam as pautas, mas, em nosso caso, na autoeducação, onde o indivíduo procura por informações não providas nestes locais.
  • Jorge  19/09/2014 17:17
    Eu também acho que acabar com o bolsa-rico seja mais eleitoralmente difícil do que acabar com o bolsa-pobre. Pobre não faz doação eleitoral e nem sempre tem meios de se locomover até as urnas; já os mega-empresários são os grandes financiadores dos políticos e são eles que garantem as verbas para as propagandas que irão convencer os pobres a votar neles.

    Por outro lado, como o artigo bem disse, é mais fácil jogar a população contra o bolsa-rico, e essa já seria um ótimo pontapé inicial.
  • Luiz Felipe  20/09/2014 16:25
    Olá!!!

    Eduardo, parabéns,conseguistes descrever justamente o que penso da economia estatista e populista em que vivemos.

    É triste notar cada vez mais a mediocridade dos brasileiros em acreditar que devemos ao Estado o poder de regular o que fazer acerca das riquezas produzidas por todos nós.

    Quanto ao pensamento do brasileiro em acreditar que o Estado deve ser o responsável, a única obra em que eu até "aplaudo" sendo da Escola de Frankfurt (sim o cara tem seu pensamento arraigado como um frankfurtista) foi Sérgio Buarque de Holanda, em sua principal obra " Raízes do Brasil" em que ele explica o porque do brasileiro em geral acreditar que o Estado deve ser o promotor do bem estar social. Pelo menos nisso, ele está certo, o brasileiro culturalmente acredita nessa mentira que nos extorque e mata sonhos a gerações a nos tributar abusivamente (defendo o liberalismo clássico). No caso, a cultura coronelista (servilismo), autoritária e tão anti-liberal que vai de contra os valores de liberdade.

    Tudo de bom!!!
  • Dom Comerciante  19/09/2014 15:38
    As pessoas não entendem mesmo, o que o assistencialismo realmente significa... Não passa do uso dos impostos para propaganda estatal e promoção do estatismo, tratando-as como coitadas incapazes de mudar suas condições de vida por meios próprios. É triste, mas é muito difícil que liberais, libertários e conservadores caonsigam combater isso, já que tentamos conquistar a razão das pessoas, mas os progressistas conquistam as emoções.
    Mudando de assunto, é uma lástima que o não tenha vencido na Escócia e uma lástima maior ainda saber que a maioria dos votos contra a secessão vieram da capital. Se o país deixa-se a Grã-Bretanha, poderia ao menos usar a Irlanda como modelo econômico a princípio. Realmente agora eu me convenci totalmente que o século XXI será mais um século de superestados, assim como o anterior. Não há dúvidas que a situação só vai piorar nos próximos anos e décadas, antes que mainstream progressista caia, e duvido que mesmo a provável implosão chinesa futura, seja o suficiente para mudar esse quadro. Só espero que a racionalidade volte a economia algum dia.
  • Andre Cavalcante  19/09/2014 17:37
    Dom Comerciante,

    A racionalidade nunca foi o forte do mainstream, mas as contas públicas dos principais países do mundo (o G20) mostram que a farra não vai durar tanto tempo, não. Uma hora os EUA vão dar o calote, e mesmo a Alemanha vai dar um calote em suas contas. Mais cedo ou mais tarde. Ninguém que deve USD13.5tri tem condições de pagar tal montante, nem mesmo os americanos. Veja aqui: en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_external_debt

  • Gutemberg Feitosa  04/06/2015 12:00
    1) contra o bolsa-rico, tenho passado nossa mensagem a pequenos empresários que pensam estar se beneficiando;
    2) contra o bolsa-pobre, faço o "movimento" DIREITO DO TRABALHADOR PARA O TRABALHADOR, onde todas as "contribuições" trabalhistas devem ser entregues diretamente ao trabalhador e não ao governo.
    3) quanto à Escócia, economizaram com a formação de um Governo e de mais políticos sanguessugas.
    Forte abraço.
  • Estevam  19/09/2014 17:48
    Contracontrole neles!

    Nem todo político tem consciência do que faz, muitos também respondem a estímulos tanto quanto a massa.
    Considero os políticos bem intencionados tão perigosos quanto os mal.
    Estadistas e burocratas alimentam a fantasia de participarem de um bem maior, dessa forma racionalizam todos os absurdos que cometem.
  • Cristiano  19/09/2014 19:10
    Gostaria que assim fosse. Mas, antes de quebrar os pobres financeiramente, a esquerda os quebra mentalmente.
    Eu sempre via o sertanejo dos rincões nordestinos como um forte mas era mera ilusão minha. É desses rincões que veem a turba da bolsa família. Nesse sistema perverso, eles recebem para não trabalhar e não se tornar concorrência aos poderosos sindicatos do sul/sudeste.
    Comerás o pão com o suor do seu rosto deixou, há tempo, de ser um norte moral para a sociedade.
  • Marcelo L.  19/09/2014 19:13
    "You never change things by fighting the existing reality. To change something, build a new model that makes the existing model obsolete."
    ~ R. Buckminster Fuller

    #Bitcoin
  • Maykson Calista  19/09/2014 19:48
    Oi galera, não tenho muita coisa a comentar sobre o artigo, fora que é muito bom. Gostaria mesmo de dividir a minha perplexidade causada por uma candidata ao senado aqui no Ceará. A mulher, que é professora da UECE simplesmente, em uma sabatina, defendeu com todas as letras uma revolução armada "dos modos de produção". Leiam e .........
    Fonte: Jornal "O povo" - 16/09/2014

    A candidata do PSTU ao Senado, Raquel Dias, defendeu a luta armada como método de transformação social e disse que o partido está se preparando para a revolução com armas. Raquel foi sabatinada ontem na TV O POVO. "Como a gente vive em um Estado opressor e o armamento é uma ação contra o próprio Estado, não posso dizer como estamos nos preparando", respondeu.


    Raquel, que é professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece), também defendeu a extinção do Senado, traçou diferenças entre o PSTU e grupos como o Crítica Radical e disse que, se eleita, aportará emendas parlamentares na área de educação. Confira os principais momentos.


    Fim do Senado

    Raquel Dias concorre a uma vaga no Senado, mas disse ser a favor da extinção da Casa e defendeu a implementação de um sistema legislativo unicameral. "O Estado, com todas as suas instituições democráticas ou coercitivas, tem o caráter de classe, são instituições que ajudam na manutenção do status quo", afirmou. Ela disse que, se eleita, utilizará o espaço para "fazer a denúncia" e, ao mesmo tempo, dialogar com a população. Questionada se não seria contraditório admitir funções importantes da Casa e, ao mesmo tempo, pregar sua extinção, Raquel ponderou que a proposta do fim do Senado é "apenas pano de fundo", e não uma bandeira prioritária. "Mas queremos, sim, uma transformação radical da sociedade que inclui o fim de certas instituições", afirmou.


    Equilíbrio

    Confrontada com o fato de a representação no Senado permitir equilíbrio entre estados ricos e pobres, a candidata do PSTU disse discordar da premissa de que o Ceará seja pobre. "Não consideramos o Ceará um estado pobre. O Ceará é o maior exportador de frutas tropicais, teve crescimento de PIB acima da média nacional. Isso é uma discussão abstrata. Um parlamentar eleito para o PSTU irá defender propostas relacionadas com a vida do trabalhador. Essa disputa entre estados não faz parte da lógica que defendemos", apontou.


    Confisco

    O programa do PSTU defende que empresas que "boicotam" a economia do País merecem ter os bens confiscados. Questionada sobre que circunstâncias se encaixariam no conceito de "boicote", Raquel citou a corrupção como exemplo. Outra forma de boicote à economia nacional são empresas que recebem isenções do governo e não devolve compensações. A candidata foi lembrada de que, no Ceará, várias empresas são beneficiadas com isenção fiscal. Quais seriam? "Eu não poderia citar sem ter embasamento sobre cada uma", disse, apontando as áreas de transporte público, construção civil e calçadista. Mesmo sob insistência, Raquel não citou nomes. "Se não entraríamos numa discussão jurídica", justificou.


    Radicalismo

    Raquel admitiu que o PSTU é uma sigla radical, mas negou que o radicalismo implique falta de diálogo. "Não queremos ficar isolados, pelo contrário. Raquel foi perguntada sobre por que o PSTU não abandona o sistema partidário – e, assim, abre mão de benefícios como o fundo partidário – tal como fizeram integrantes do grupo Crítica Radical. "Somos absolutamente diferentes dos companheiros do Crítica Radical. Se nós sairmos da luta política, como fez o Crítica, não vamos atingir nosso objetivo, que é pegar o trabalhador para nossa causa. O Crítica diz para o trabalhador não trabalhar, mas sem trabalhar ele não come", analisou.


    Arrogância?

    Raquel foi perguntada se não seria arrogante afirmar que sua candidatura é a "única de esquerda" do estado, no que ela respondeu: "Temos quatro candidaturas ao Senado: a do maior empresário do estado, de um partido de direita e burguês, Tasso Jereissati (PSDB). A do Mauro Filho (Pros), apoiado pelo governador Cid Gomes, que é uma oligarquia que enfrenta as questões do trabalhadores como caso de policia. E a Geovana Cartaxo (PSB), que abraçou o projeto do PSB, que até ontem era o do governador", lembrou. "Com a configuração atual, portanto, não é arrogante, é coerente", argumentou.


    Renegado

    Perguntada sobre por que, a cada eleição, a classe trabalhadora "renega" o PSTU ao eleger candidatos de outros partidos, a candidata ao Senado Raquel Dias afirmou que a sigla disputa em "clara desvantagem" com legendas com as quais o proletariado também se identifica, como o PT. "Nós estamos fazendo uma disputa com um dos maiores aparatos que são o PT e a CUT. Estamos numa situação claramente de desvantagem. Outro elemento é o da ideologia, difundida pelos órgãos de comunicação de massa e instituições a exemplo das escolas", avaliou.


    Luta armada

    Lembrada sobre os atos violentos que marcaram parte das manifestações a partir de junho de 2013 e perguntada se a luta armada não estaria "fora de moda", Raquel disse pensar o oposto: "Achamos que estamos na moda. A luta armada está na moda". A candidata defendeu esse método revolucionário. "Achamos que não. Achamos que para que os trabalhadores tome o poder em suas mãos, o controle sobre sua própria vida, é necessário uma revolução armada", afirmou. Perguntada se o PSTU está se preparando para essa revolução, Raquel disse que sim, mas não revelou detalhes. "Estamos nos preparando, sim, só não vou dizer como. Como a gente vive num Estado opressor, mas que se apresenta como democrático, e o armamento é uma ação contra o próprio Estado, não posso dizer como estamos nos preparando", afirmou. Raquel foi perguntada se o PSTU estaria formando milícias, no que ela tangenciou: "Nós defendemos uma revolução e, na história da humanidade, todas as revoluções foram armadas. (...)Nossas milícias são organizadas em cursos de formação, leitura de livros, desenvolvimento da consciência de classe", disse.


    Salário

    Raquel Dias está licenciada do cargo de professora na Uece e confirmou que permanece recebendo salário durante o afastamento para as eleições. "É justo, é um direito. Eu preciso comer, sem comer eu morro. Antes de se ser candidata eu sou um ser humano, eu sou mãe, tenho dois filhos, tenho três gatos. Eu poderia abdicar do meu salário se o Grupo de Comunicação O POVO me pagasse para que eu pudesse fazer a publicidade do PSTU", propôs.


    Contradições

    O PSTU de Raquel tem como um dos aliados o Psol, sigla que, em estados como Alagoas, tem recebida apoio de siglas consideradas "direitistas" e "burguesas" pelo grupo, como o PSDB. Sobre essa situação, Raquel disse que nesse e em outros casos, o PSTU se posicionou publicamente de forma contrária. "Temos outro caso, como em Iguatu, onde soltamos uma carta pública porque há um candidato lá que tem relações com partidos burgueses tradicionais", afirmou. "Já fizemos o debate público e somos absolutamente contra. Não temos problema em fazer a crítica fraterna", alegou.
  • Enrico  19/09/2014 23:13
    Ainda podemos defendê-la, diferentemente de vários candidatos:

    - Abolir o Senado é ótimo, assim como abolir a Câmara, os Ministérios, a Presidência, as Agências Fraudadoras Reguladoras e toda a máfia federal. Especialmente se for tudo de uma vez só. Imagine quantos bilhões de reais seriam poupados e investidos em negócios produtivos se essas coisas inúteis fossem abolidas.

    - Confisco seria ótimo, pragmaticamente falando. Nossa economia quebraria e teríamos mais uma (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1488) experiência prática do socialismo no Brasil, mas desta vez com uma declaradamente socialista operando o esquema e poderíamos ter talvez um maior crescimento de ideias opostas, como as nossas, já que haveria uma clara associação (e correta, diga-se de passagem), principalmente dos menos politizados, entre o socialismo e a destruição econômica que ocorreria.

    - É bom que o trabalhador eleja logo muitos do PSTU, do PCO, do PCB e de todos os demais partidos. Já elegeram PMDB, PSDB, PT e diversos outros, não havendo sucesso. Quem sabe depois de tantos partidos a população não aprenda que nenhum partido é bom e o governo sempre será ruim para elas (a não ser que faça parte do círculo de amizades do supremo-líder).

    - Isto significa direito de ter e portar armas para o povo. No final, com o povo tendo noção do que é o governo, o povo deporia os déspotas governantes e viveríamos num anarcocapitalismo.

    - Ótimo, nem vai dar para chamar de neoliberais. São totalmente livres de burgueses e vão ter de assumir as ações como socialistas que são.

    Contra Burguês, Vote 16!
  • Homem Azul  19/09/2014 21:14
    A culpa de tudo é das pessoas que elegem esses senhores.
  • IPL  19/09/2014 23:12
    Lendo alguns comentários aqui, me ocorreu uma dúvida. É só impressão minha, ou a maioria dos libertários tem aversão total ao trabalho em equipe?
  • gabriel  20/09/2014 04:39
    Dificilmente posso falar pela maioria, já que conheço poucas pessoas com esse viés de pensamento. Porém acredito que seja apenas uma impressão, já que consigo ver o trabalho em equipe como a consequência lógica do capitalismo e das defesas da liberdade.
    Afinal o que é a divisão de trabalho e aumento de eficiência senão trabalho em equipe?
    O que pode confundir muitos que chegam aqui nas primeiras vezes, eu incluso nas leituras dos primeiros artigos (nos comentários principalmente) é que existe uma grande confusão de conceitos os quais normalmente carregamos muito enraizados até chegarmos aqui e a essas leituras.

    Se fala muito no indivíduo, pois em última instância é a menor unidade de secessão possível, se defende o indivíduo e isso pode ser confundido com a negação de interações sociais (trabalho em equipe, etc). Mas toda a relação e trabalho em equipe em que indivíduos se envolvam de maneira não coercitiva é sempre defendida. Os libertários serão sempre contra o 'trabalho em equipe' quando o mesmo for de uma maneira coercitiva.

    As vezes as pessoas acabam seguindo determinadas ideologias por crenças falsas, e me parece que isso é proposital na maioria dos casos.
    Eu diria até que a secessão máxima, ao nível individual seria o que mais incentivaria a integração com a sociedade. Já que é impossível sozinho se produzir tudo o que se usa na vida, é natural que para viver da melhor maneira o indivíduo acabe por participar como membro produtivo da sociedade.
    Ao contrário quando se cria o coletivismo por coerção e poder central, se isola aquela área que foi dominada do resto da sociedade (em diferentes níveis se analisar os países na configuração atual) e o que temos é um discurso de se buscar o bem do 'povo' enquanto se isola ou dificulta a interação de uma parcela da população do resto do mundo.
  • IPL  20/09/2014 13:43
    Só posso agradecer imensamente pelo ótimo esclarecimento.
  • Eduardo  20/09/2014 16:26
    Se sua pergunta tem o contexto político, eu acho natural que haja alguns problemas com o "trabalho em grupo".

    Associação política é mais fácil e poderosa entre ideologias coletivistas autoritárias e totalitárias por sua própria natureza. Estão aí dos socialistas mais radicais aos mais moderados (social) democratas.

    Por outro lado, conservadores (no sentido genuíno, não na caricatura que se faz no debate público), liberais e libertários não lidam bem com esses arranjos. Não são pensadores de manada.

    É talvez uma questão biológica, antes de ser ideológica, também. Um estudo conseguiu identificar as preferências políticas de americanos apenas testando como eles respondiam a determinados estímulos (os liberals/esquerdistas eram mais propensos a seguirem, enquanto os conservatives/direitistas eram mais autônomos e não gostavam de ordens, coisa desse tipo)

    Então acaba sendo mais difícil tomar ações políticas em conjunto para combater o que está aí (domínio total da esquerda e um avanço de uma agenda esquerdista ainda mais radical).
    Outro fator é que libertários preferem ser deixados em paz do que controlarem a vida alheia. Movimentos políticos são geralmente de megalomaniacos querendo controlar os outros, e estes acabam sempre se organizando para isso.

    Basicamente, eu acredito que uma 'vitória' ocorrerá com a disseminação de idéias mais libertárias, influenciando uma maior parte da população que será mais apta a resistir contra os controladores.
    Não consigo imaginar um movimento político de libertários (e até conservadores) que 'trabalhe em equipe' para brigar de frente e mudar o cenário político para uma direção de maior liberdade.


  • IPL  20/09/2014 19:39
    Olá Eduardo, agradeço demais a você também por estender um pouco mais o assunto. Eu acredito também na eficiência desse "ativismo de sofá". Porém, sempre que se fala nessa forma de disseminação das ideias, a impressão que tenho é que as coisas acontecem muito por osmose. E, por outro lado, se houvesse alguma forma de organização, não política mas social, talvez as coisas acontecessem bem mais antecipadamente. No por enquanto, as mudanças só podem ocorrer por vias democráticas. E o libertarianismo, numa analogia à politica, ainda parece ser muito uma "ideologia de quadros", com pouca popularidade nas massas.

    Mas devo enfatizar que a inspiração para fazer essa pergunta vem mesmo de minhas observações do que é cultivado no ambiente empresarial. Não sei se foi você mesmo que fez o primeiro comentário, mas quando terminou naquele "É um longo trabalho...", eu esperava mais ler um "Sim, e nós vamos fazê-lo!", e não a simples reafirmação de que as coisas já estão acontecendo e melhorando. Eu sempre fico achando que existe o fator competitividade, com o "nós", o "eles" e o "público alvo", e que deveria resultar na melhoria das ideias, dos objetivos, dos processos, das ambições...
  • Marcos  20/09/2014 00:40
    Olá pessoal, adoro este site parabéns!

    Por favor alguém tem como indicar um texto sobre as "consequências" do fim do petrodólar.
    O que pode realmente acontecer além disso?
    odespertarnews.blogspot.com.br/2014/09/tendencias-globais.html
    Achei este texto www.mises.org.br/Article.aspx?id=1673
    e no final dos comentários o Leandro disse que naquela circunstância a China não tinha
    interesse em se desfazer do dólar por causa das suas reservas, U$$3 trilhões.
    Obrigado pessoal!

  • Mr. Magoo  20/09/2014 04:57
    "... Assim espero ter mostrado a senhora que, estudando, as pessoas deixam de ser esquerda, e não o contrário.
    Que não somos liberais e/ou conservadores por sermos malvados, e sim por sabermos algo que vocês não sabem."
    - Carta aberta a Luciana Genro - Flavio Morgensten - Istituto Liberal
  • Luiz Felipe  20/09/2014 16:40
    Olá!!!

    A abordagem deste artigo, também serve como uma 'luz' a minha dissertação de mestrado, cujo assunto é: A Arábia Saudita na Primavera Árabe, cuja finalidade é explicar o por que na Arábia Saudita logo nos primeiros movimentos (internos) anti-sunitas conseguiram ser reprimidos, sob a abordagem econômica também falarei nele, mas o foco será geo-político.

    É claro que no caso da Arábia Saudita há outros fatores, como a cultura religiosa, e auxílio externo, mas sobre a economia é bem esclarecedor, visto que lá vigora um Estado Rentista e assim sendo, tal monarquia controla sua população através de programas sociais (leia-se bolsas).

    Alguém poderia me dizer se existe alguns artigos ou livros do Instituto Mises que falem do Estado Rentista, visto que até hoje não achei nenhum, além disso sou iniciante em assuntos econômicos.

    Achei nas pesquisas em que tenho realizado na internet um livro muito citado academicamente em economia do oriente médio que é 'The Rentier State' de autoria de Hazem Beblawi. Por isso acredito que uma abordagem da Escola Austríaca seria melhor a ser usada com base na dissertação de mestrado, caso o autor seja intervencionista.

    Desde já agradeço a quem puder me aconselhar.
  • Bruno Conde Raposo  19/08/2015 11:38
    OLá, leia o Livro the Dictator handbook! Explica perfeitamente o sistema político econômico no oriente médio!
  • J. Rodrigues  21/09/2014 00:46
    Alguém precisa dizer para essa gente que eles não precisam se armar e sair matando os outros para atingirem o objetivo DELES. Também não precisam perder tempo e se irritarem com práticas burguesas como se candidatarem ao parlamento ou ao executivo. É só seguirem o exemplo dos "kibutzin". Aqueles judeus (que eles tanto odeiam) que sonhando com o socialismo real e total, partiram de vários lugares (principalmente da URSS) e comprando terras se estabeleceram no oriente médio antes mesmo da existência do Estado de Israel e lá construiram seus assentamentos (kibutz) e passaram a trabalhar e viver conforme suas utopias sem azucrinar a vida de quem não estava de acordo com eles. Se quiserem ter uma ideia de como a coisa funciona é só comprar o livro de Amoz Oz, "Entre Amigos" (custa baratinho) ou o de Simon Sebag Montefiore, "Jerusalém, a biografia" e já terão uma boa ideia de como organizar as coisas. Eles, judeus, tiveram de comprar as terras, aqui nem precisa, o governo esquerdista dá a terra. Dessa forma terão realizado seus sonhos comunistas de igualdade e fraternidade, de cada um para cada um conforme suas possibilidades e necessidades e sem atormentar os que não desejam viver dessa maneira. Se algum líder desses quiser dar um pulinho lá em Israel e ver "in loco" como a coisa funciona eu pago a passagem com todo o prazer.
  • anônimo  21/09/2014 01:33
    'Os seguidores da escola behaviorista, por exemplo, defendem que o governo adote políticas que "incentivem" e "estimulem" as pessoas a se comportarem como o governo gostaria que elas se comportassem em vez de criar mais leis estatais. '

    Essa parte foi uma grande falha do artigo, mesmo com um ou outro erro do Skinner quanto à política, um behaviorista pode ser tão liberal quanto qualquer libertário, não sei de onde tiraram essa generalização, você pode ser behaviorista e não defender engenharia social nenhuma, basta ter princípios morais
    Psicologia só é ciência por causa do behaviorismo.
  • Diego Feliciano  21/09/2014 02:43
    Uma vez, conversando com um amigo disse: " Cara! Já pensou uma espécie de Margareth Tatcher no Brasil?" Não duraria mês na presidência. O cerne da política brasileira que é uma profissão (vide a família Roriz no DF) é o assistencialismo barato. Coisas básicas como leite e pão,moradia, e até acreditem.. dentadura! Eu tenho esperanças de viver em um páis um dia mais liberal, com menos impostos, menos assistencialismo e mais iniciativa privada, mais pequenas emédias empresas, mais empreendimentos. Uma pena que esteja tão longe de isso acontecer.
  • Killarney  21/09/2014 06:37
    Mudar a forma de pensamento das pessoas não é fácil. Leva tempo porque este fato só pode ocorrer mediante processo de educação, de colocar as ideias em locais que possibilitem sua apreciação, reflexão e, num segundo momento, em ação. Há 1 ano atrás eu não conhecia o Mises Brasil. Hoje conheço, leio semanalmente os artigos aqui expostos e comento com os que estão à minha volta. E com o passar do tempo tem sido comum encontrar gente que conheça as ideias libertárias aqui expostas. Apenas assim para vencer o pensamento vigente, atrelado ao 'coitadismo', numa espécie de mentalidade 'católica' do estado de dar as coisas e sub-valorização da meritocracia.
  • Matheus Lago  21/09/2014 17:36
    É a mesma experiência minha, embora me falta pessoas para conversar sobre o que leio e aprecio por aqui.
    É um paradigma, por exemplo, dizer a uma pessoa comum, por mais bem informada que seja, que precisamos de independência do estado.
    Quantos mais aprimorarmos as ideias melhor será pra nós e mais fácil será expandi-la.
  • anônimo  21/09/2014 11:47
    Eu sou muito grato pelo IMB, se não fosse por ele eu ia ser como um manipulado da Fox News achando que o capitalismo precisa de guerras ou de banco central, ou achando que crises como a de 2008 foram criadas pelo livre mercado
    MAS, esse artigo foi muito wishfull thinking. Acho que os autores não conhecem direito a cabeça do povo brasileiro. Tem um vídeo no youtube que mostra bem isso e que é um clássico...
  • Paulo Lima  21/09/2014 23:04
    Incentivos financeiros importam, mas as ideias ainda são mais poderosas.... contudo, para os 51% da população (empresários, sindicalistas e os muito pobres) o mais poderoso são os incentivos financeiros, logo, o resultado.
  • Paulo Kogos  22/09/2014 13:36
    As diversas maneiras atraves das quais o governo aumenta a preferencia temporal das pessoas (inflação, incerteza de regime, direito de bandido, democratização da economia através de terror regulatório) contribuem para que haja uma perversão moral da sociedade. Os individuos passam então a valorizar mais os incentivos monetários de curto prazo do que os incentivos não-monetários ou os monetários de longo prazo.
    Some-se a isso a doutrinação nas escolas e teremos tbm a perda do pudor que de outra forma inibira a população de querer viver como parasitas.

    O governo pensou em tudo isso...
    ABOLISH THE STATE
  • Bernardo F  22/09/2014 14:13
    Texto excelente.
  • Emerson Luis, um Psicologo  03/10/2014 22:22

    Poucos compreendem que essas bolsas perpetuam a pobreza.

    É uma longa guerra por corações e mentes.

    * * *
  • Lailson Belfort  04/06/2015 15:09
    Acredito que no 18º parágrafo o termo "cientificista" é usado de forma incorreta. A visão cientificista em sua essência não ignora os custos psicológicos e as causas e resultados empíricos da vida no geral, esses são considerados juntos com os dados científicos precisos. Talvez os autores queiram ter dito "positivista", que até faz sentido pro texto no geral.
  • JABANA LEITE  04/06/2015 19:15
    Sim, a guerra dar o peixe ou ensinar a pescar?!! Melhor do que dar o peixe ou ensinar a pescar é ensinar a pensar isso sim. Pensar em querer ter uma vida com produto do seu trabalho, princípios com esse são coisas do passado, infelizmente, pois hoje tudo é levar vantagem, seja ela qual for, e receber bolsas ajudas e não labutar é considerado vantagem, uma ideia errada e triste que vemos.
  • Bruno Conde Raposo  19/08/2015 11:29
    Olá à todos! Um dia desses ouvi falar de uma proposta para combater o uso eleitoral do assistencialismo estatal, pelo partido no poder!A ideia é criar uma lei que elimine o direito de votar para as pessoas que recebem qualquer tipo de benefício financeiro estatal direto ou indireto. Exemplos: Aqueles que recebem o bolsa-família, os que recebem Pro une, os empresários que recebem algum tipo de incentivo fiscal, os funcionários públicos em cargos de confiança, etc. Isso criaria um mecanismo natural de controle do assistencialismo, à moda da economia de mercado! Comentem!
  • Marrone Conde Lobo  19/08/2015 11:46
  • Felipe  19/08/2015 14:27
    Concordo, e vou além, além de barrar o voto de quem receber qualquer dinheiro público, deveríamos permitir que apenas quem trabalha no setor privado possa votar. Já que não tem sentido alguém que não contribui em nada exigir alguma coisa.
  • Silvio  20/08/2015 13:34
    Vou mais além ainda. Ninguém deveria votar. Ninguém tem o direito de dar o poder a alguém para que esse alguém roube o meu dinheiro (ou de quem quer que seja) e faça regras e mais regras para me prejudicar. E não é só porque esse alguém foi eleito é que passa a ter esse direito.
  • Alex Cruz  19/08/2015 13:08
    Bom dia a todos!

    Lendo este texto um ano após de sua publicação ele me pareceu meio profético, pois
    toda essa questão de lobby eleitoral denunciada de fato aconteceu com a questão da lava jato, sera que o Juiz Sergio Moto leu este texto?

    Sucesso a todos!
  • Fredy  17/10/2015 13:56
    Um dos melhores artigos que li. Parabéns!


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