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Um mercado totalmente desregulamentado e que nenhum governo (por enquanto) pretende regular

Para os defensores do estado, "anarquia" é um conceito assustador.  Eles alegam que todos nós precisamos da intervenção estatal para nos proteger, caso contrário a barbárie reinará suprema.

No entanto, em um dos aspectos mais cruciais de nossas vidas, vivenciamos diariamente um arranjo de completa anarquia: a área afetiva. 

A todo e qualquer momento há pessoas se conhecendo, há pessoas namorando, há pessoas tendo casos de uma noite apenas, há pessoas que se apaixonam perdidamente, e há pessoas que terminam relações.  E tudo isso sem intervenção estatal. 

Mais ainda: ninguém, nem mesmo o mais inflexível defensor do estado, pensa em dizer que políticos e burocratas devam regular essa área.

E por que não?  Afinal, trata-se de uma área extremamente crucial para o bem-estar das pessoas.

Embora o namoro raramente envolva a troca direta de dinheiro por serviços, podemos dizer que ele é um mercado semelhante ao mercado de trabalho.  Pessoas interessadas buscam relacionamentos mutuamente benéficos com terceiros, os quais têm aquilo de que elas precisam e querem aquilo que elas têm para oferecer.  Homens heterossexuais e solteiros, por exemplo, estão sempre em busca de relacionamentos mutuamente agradáveis e divertidos com mulheres heterossexuais disponíveis.  Se duas pessoas querem ter um relacionamento com uma mesma pessoa, elas irão brigar por ele; pense no reality show The Bachelor.  Isso é análogo a quando dois empregadores querem contratar o mesmo empregado e acabam tendo de disputar entre si via ofertas salariais mais atraentes.

O mercado do namoro é praticamente uma anarquia pura.  Nenhum burocrata do governo lhe dita ordens ou especifica quem você deve namorar.  Mulheres heterossexuais e brancas não são legalmente obrigadas a namorar apenas homens heterossexuais brancos.  Ao passo que a conduta sexual com menores de idade é proibida, qualquer indivíduo com mais de 18 anos pode namorar qualquer outra pessoa com mais de 18 anos.  Não há regulamentos estatais impondo restrições.

E, tão logo você comece a namorar alguém, nenhum burocrata estatal irá se apresentar e ditar ordens especificando como o relacionamento deve prosseguir.  Não há leis especificando quais tipos de restaurantes são "apropriados" para um primeiro encontro; não há regulamentos onerosos impondo quantas horas um encontro pode durar ou quantos drinques cada uma das pessoas pode ingerir.

Ainda mais importante: na ausência de regras governamentais, regras informais de comportamento surgem voluntariamente.  Normas sociais, terceirizadas e moldadas pela sociedade como um todo, emergem espontaneamente.  Por exemplo, é apropriado que um homem pague o jantar para a mulher.  Ficar bêbado logo no primeiro encontro é indelicado e nada recomendado.  Namoros paralelos — popularmente rotulados de traição — são imorais e normalmente são a causa de rompimentos e términos.

Nenhum burocrata do governo criou essas regras.  Nenhuma agência reguladora e nenhum Ministério do Namoro e da Responsabilidade Afetiva especificou esses códigos de conduta.  Ao contrário, eles se formaram organicamente.  A cultura, desde seriados como Friends a músicas românticas, moldou nossos costumes sociais.  A maneira como nossos amigos se comportam quando estão namorando nos influencia em como devemos nos comportar.  Se nossos amigos dizem que é errado trair a garota que você está namorando, então você provavelmente irá absorver esse conselho como uma das regras do namoro.

O resultado é a anarquia: não uma ausência de regras, mas sim uma ausência de burocratas ditando como devemos nos comportar e encarcerando aqueles que não seguirem tais regras à risca.

Obviamente, a religião desempenhou um forte papel em moldar nossos costumes em relação ao namoro e ao romance; e considerando-se que os governos do passado fortificaram as religiões e difundiram sua influência, é válido argumentar que os governos, por meio da religião, moldaram os costumes afetivos da sociedade.  Por exemplo, o Império Romano e sua adoção do cristianismo nos séculos IV e V contribuiu enormemente para a difusão desta religião; e o cristianismo obviamente moldou nossa postura em relação ao casamento e, por conseguinte, em relação ao namoro.  Essa certamente é uma crítica válida.  Por outro lado, eu simplesmente argumentaria que poucos governos atuais são teocracias — no Ocidente, nenhum —, de modo que eles não mais têm a influência de moldar nossas "regras" afetivas.

Agora, e se esse mercado do namoro fosse regulado como são os outros setores do mercado?  Com efeito, há um subconjunto do mercado afetivo que já é fortemente regulado pelo estado: o mercado do matrimônio.  As regras impostas pelo governo em relação ao casamento, longe de aperfeiçoarem o conceito, simplesmente o tornaram caro e de caráter excludente.  As regulamentações criaram incentivos perversos: por exemplo, alto custo de um divórcio judicial faz com que casais infelizes sejam obrigados a permanecer juntos.

Uma breve história do casamento

Ao longo da história da humanidade, o casamento sempre foi um sacramento religioso e, como tal, sempre foi governado por leis religiosas e sempre foi um assunto exclusivamente religioso.  A Igreja reconhecia que, dado que o casamento era um sacramento, o estado não tinha nenhum direito de regular o matrimônio, assim como também não tinha nenhum direito de regular quem poderia ser batizado ou quem poderia ser ordenado padre.

Com efeito, na Idade Média, qualquer casal poderia se tornar sacramentalmente casado sem ter de recorrer a nenhum membro do clero, e muito menos a algum burocrata do estado.  Na ausência de algum membro do clero, o casal poderia simplesmente proferir suas juras na presença de qualquer testemunha laica.  Feito isso, o casamento era perfeitamente válido de acordo com as próprias leis da Igreja. 

Ou seja, naquela época, o casamento representava um laço privado, de cunho religioso, feito por dois indivíduos.  Nenhum certificado estatal era necessário.

Com o tempo, os governos foram se apossando deste mercado, e hoje o regulam completamente.  E há um motivo para isso: os governos não resistiram à urgência de controlar um assunto que até então era tradicionalmente religioso e totalmente fora de sua alçada; e não resistiram à tentação de transformar uma instituição religiosa em uma instituição governamental.

Sendo assim, todos os cristãos de hoje deveriam ter pavor da ideia de permitir que um governo civil defina o que é e o que não é um "casamento".  Sendo um católico devoto, torço muito para que o governo comece a "casar" pessoas com cachorros, cachorros com morsas, um homem com 9 mulheres, e uma mulher com 15 homens.  Isso tudo irá mostrar o quão absolutamente ridículo é deixar que o conceito de "casamento" seja determinado pelo governo.

Os cristãos simplesmente erraram quando permitiram que autoridades civis passassem a decidir o que era e o que não era casamento, e quem poderia e quem não poderia se casar.  Sendo assim, é chegada a hora de os cristãos dizerem que todas as leis civis sobre casamento não têm valor nenhum, e deixar claro que não se importam com o que o governo tem a dizer sobre o casamento.  Para um genuíno cristão, pessoas divorciadas são tão legalmente "casadas" quanto gays.  Se há indivíduos que querem criar sua própria definição de casamento, então eles devem ser livres para fazer suas cerimônias em suas próprias igrejas ou salas de estar, e o estado dever ficar de fora, assim como não deve se intrometer em quaisquer atividades voluntárias que envolvam adultos conscientes.

Há não muito tempo, os casamentos inter-raciais eram proibidos, e o racismo era algo imposto por lei estatal.  Hoje, vários governos ainda decretam que apenas homens e mulheres heterossexuais podem se casar.  Casamentos não-monogâmicos são ilegais.  Nos EUA, a família Dangers, formada por três mulheres e um homem (casados entre si), sofre a ameaça de ser encarcerada pelo crime de participarem de uma relação não aprovada pelo governo.

O que parece ainda não ter ficado claro é que essas regulamentações e intervenções estatais não são capazes de fazer com que as uniões voluntárias dos indivíduos sejam mais fortes ou mais "sagradas".  Tudo o que elas conseguiram fazer foi impor uma monstruosa burocracia sobre os casais que podem legalmente se unir, o que acabou desestimulando o próprio ato do matrimônio.

O namoro e outros mercados

Então, qual desses dois mercados é melhor: o anárquico mercado do namoro, ou o regulado, restrito e burocrático mercado do matrimônio?

É claro que há um grande potencial de abuso no mercado do namoro.  Homens vulgares podem maltratar mulheres; mulheres desonestas podem trair os homens; términos de namoro podem gerar imensos desgastes emocionais; pessoas bebem, fazem bobagem e se arrependem etc.  Nós, como sociedade, reconhecemos tudo isso, mas não acreditamos que esses riscos necessitem da intervenção governamental.  Com efeito, os próprios indivíduos voluntariamente tomam atitudes para reduzir esses estragos. 

Uma garota que namore um cara desleixado irá falar mal dele para todas as suas amigas, o que essencialmente o deixará com uma crítica negativa e fará com que nenhuma outra se interesse por ele.  O mesmo vale para meninos traídos por meninas.  Pessoas que bebem muito e incorrem em comportamentos constrangedores aprenderão com seus erros e irão evitar comportamentos similares no futuro.  O mercado do namoro, como um todo, contém uma variedade de mecanismos complexos por meio dos quais as pressões sociais são aplicadas de modo a discriminar aqueles que quebram as regras sociais do namoro e a favorecer aqueles que operam dentro das regras socialmente estabelecidas.

Portanto, por que os estatistas, que já regularam o casamento, ainda permitem a anarquia no mercado do namoro?  Mais ainda: por que permitem a anarquia neste mercado ao mesmo tempo em que clamam pela intervenção estatal em todos os outros mercados?

Em parte, eles acreditam que o namoro é algo íntimo e pessoal demais para que até mesmo os sacrossantos burocratas do governo se envolvam.  E estão absolutamente corretos.  Um relacionamento afetivo entre duas pessoas reflete aspectos únicos e particulares de uma vida, e isso não é da alçada do governo. 

Mas esse argumento, por si só, não se sustenta, pois o namoro não é o único elemento íntimo e pessoal da vida de um indivíduo.  O trabalho dele também é, pois é no trabalho que o indivíduo despende grande parte do seu tempo aprendendo o que é necessário para se criar um produto ou serviço de valor.  Várias pessoas gastam mais de 40 horas por semana em seu trabalho — praticamente um quarto da vida.  Uma carreira, assim como um relacionamento, frequentemente reflete valores, ideias e paixões singulares.  É absolutamente tão íntimo e pessoal quanto sua vida afetiva.

O mesmo, aliás, pode ser dito sobre o carro que um indivíduo escolhe.  Ou sobre as substâncias ilícitas que algumas pessoas decidam ingerir.  Ou sobre a decisão de usar algum tipo de medicamento não aprovado pelos burocratas do governo.  Se aceitamos que coisas pessoais não devem ser reguladas pelo governo, então essa lição tem de ser aplicada a todo o comportamento humano.

Em parte, os estatistas também acreditam que regulamentações governamentais sobre o mercado do namoro fariam mais mal do que bem.  E estão absolutamente corretos.  No entanto, se regulamentações contra términos de namoro são absurdas, por que então leis contra a demissão — ou seja, leis contra o término de um relacionamento financeiro voluntário entre duas pessoas — não são igualmente absurdas? 

Se a existência de uma lei impondo que uma mulher só deve namorar um homem de calibre aprovado pelo governo seria vista como absurda e insultuosa, então leis ditando que você só pode trabalhar em troca de um valor salarial estipulado pelo governo também deveriam ser insultantes.  Ambas solapam nosso livre-arbítrio e restringem nossas escolhas "para o nosso próprio bem".

No íntimo, todos nós sabemos que a criação de regras governamentais em relação ao namoro seria algo absurdo e insensato.  Sabemos que agentes estatais não têm por que se intrometer em nossas vidas privadas e afetivas.  Sabemos também como suas tentativas de regular o casamento só pioraram — e muito! — as coisas.  Sabemos o quão débil é a alegação de que o governo tem de criar regras e regulamentações porque, sem o governo, indivíduos são incapazes de cuidar de si próprios.

Por que não podemos expandir esse mesmo raciocínio para todos os outros mercados?

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Participaram deste artigo:

Ryan McMaken, editor do Mises Institute americano.

Julian Adorney, historiador econômico, empreendedor, e escritor de ficção científica.  Ele é o responsável pelo marketing da empresa Mayga Messaging.



autor

Diversos Autores

  • Pedro Griese  17/09/2014 15:07
    Não esquecer que nesse "mercado" uma das principais características é a chamada assimetria de informação.
    Quando se apresenta a alguém com algum interesse romântico, ou se é apresentado(a), as pessoas tem pouquíssima informação sobre o potencial parceiro ou parceira. E ainda assim, as pessoas se conhecem e eventualmente constroem uma relação. Ou seja, o processo de mercado nesse caso flui.
    Assimetria de informação é uma das principais justificativas que economistas e políticos possuem para interferir em mercado, dizendo que os mercados tem falhas e por isso devem ser regulados.

    Eu não conheço assimetria de informação maior do que nesse mercado de relacionamento. E ainda assim ele é livre, desimpedido e tem muito mais de 18 anos. Vem funcionando desde que o homem surgiu.
    Sem precisar de intervenção estatal.
    Se esse mercado, que é tão importante não precisa, logo não precisam os outros tb.



  • Fernando  17/09/2014 16:07
    O engraçado nisso tudo é que assimetria (ou pura falta mesmo) de informação é uma coisa universal e inescapável: nunca surgiu uma só pessoa que conseguisse condensar todo o conhecimento por trás da formação de uma ordem espontânea para poder modificá-la pra melhor, ou substituí-la satisfatoriamente. O professor Iorio explica isso de forma bastante didática.

    Ou seja, ao dizer que eles conseguem controlar o processo de mercado de forma satisfatória, eles não estão só dizendo que são melhores que nós, os súditos: estão dizendo que estão acima da condição humana.

    Mas né, tendo em mente que ninguém é capaz de fazer sozinho nem mesmo um simples lápis a custos realistas, isso não me surpreende.
  • oneide  17/09/2014 15:43
    Não se engane o marxismo luta para mudar os "papéis"nas relações humanas, não quer que o namoro se transforma em uma nova família, por que?

    O que é a família para o progressismo.( Hegel, A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado).

    Para o progressista a família é a origem das desigualdades sociais.
    Na sociedade existe uma desigualdade social , e a desigualdade existe devido a existência propriedade, deve se abolir a propriedade para que se acabe com a desigualdade.
    Como abolir a propriedade e implantar a igualdade social?
    Através da luta de classes.
    Para os marxistas ou progressistas como queiram a primeira propriedade não foi uma cerca, a primeira propriedade privada foi a mulher, o homem toma posse da mulher, domina a mulher, e este conceito de família patriarcal onde o macho é o proprietário da mulher e dos filhos, e o conceito burguês de família, portanto a família deve ser destruída.
    Não haverá igualdade social enquanto subsistir a família, enquanto a família estiver de pé não e possível se alcançar igualdade social.
    É necessário destruir a família por que ela e a raiz das nossas opressões, portanto os papéis , lembrando que gênero é o papel social e uma construção social, os papeis tradicionais de pai, mãe, esposo, esposa, país e filhos, estes papéis devem serem abolidos, por que eles são papéis opressores , estes papeis oprimem as pessoas.
    Portanto a família deve ser destruída.
    Nós não estamos diante de um grupo de pessoas que simplesmente com o passar dos tempos com a maturação da história dizem "vejam vamos repensar a família, por que por si só ela caiu, por si só ela despencou".
    Nós estamos diante de uma realidade, em que um grupo de pessoas quer derrubar a família de propósito por que ela é fonte de desigualdade social na sociedade, e qual é o instrumento que estão usando para isso, a abordagem de gênero.
    A ideologia de gênero tem como objetivo relativizar os papéis estruturais da família, desta forma se consegue se a destruição da família.


  • João Carlos  17/09/2014 15:44
    Não é tão simples assim o estado deixar de definir o que é casamento. Como fica a questão de planos de saúde coorporativos (esposas e filhos noormalmente têm direito), herança, pensão alimentícia em caso de separação, direito de adotar crianças, etc, etc.

    O conselho aos cristãos de deixar de se importar com o que o Estado acha é importante para os cristãos, mas a abolição da definição geraria um caos em diversos outros setores que adotam a definição estatal de casamento.
  • Fernando  17/09/2014 16:26
    O que é um casamento senão um contrato celebrado entre partes interessadas e no gozo de suas faculdades mentais? Elas não teriam capacidade para estabelecer um acordo a respeito de tudo isso, estabelecendo um foro privado para dirimir quaisquer questões que surjam?
  • Marconi  17/09/2014 16:39
    Concordo. O negócio é que anarquistas acham que tudo bem se um cara fizer um filho e não querer pagar pensão.
  • Vagner  17/09/2014 15:49
    Genial. Essa analogias abrem a cabeça, diminuem barreiras. Leitura Obrigatória para todos aqueles que querem cuidar da vida alheia.
  • Dam Herzog  17/09/2014 16:51
    Peço licença para postar o constragimento que esta sofrendo o jornalista Dâniel Fraga pela deputada Dona Cidinha Campos PDT nº12 e o meu apoio e liberdade de expressão defendida pelo Mises Brasil.
    Stream

    Dam HerzogHá um segundo

    Deputada Cidinha Campos do PDT processa o jornalista e vloguiros Dâniel Fraga
    Chega de ditadura, vejam só a postura da parlamentar. Isto é que o povo chama de'" Barraco" parece falta de decoro, e não respeita o ambiente onde existem gente educada. Já o jornalista me parece mais comedido e educado e portador de altíssimo idealismo e ainda só está protegendo a liberdade de expressão em nome de todo o povo brasileiro. A liberdade de expressão é muito ampla e universal e só nas ditaduras é considerada um crime. Eu nunca apôei já que nunca votei no PT , e PDT países da censura. Ademais as pessoas não são donas da sua suposta honra já que, a honra referente a um individuo é o que outras pessoas pensam dela, então não pertence a ela, está ma cabeça de outras pessoas.O Estado Brasileiro é corrupto e ditatorial. É um estado da proibição. A maioria massacra a minoria. Se vocês querem ver corrupção é só ler os jornais a partir de amanhã até o fim do ano onde o mar de lama da corrupção se mostrará. Jornalista defenda sim a liberdade de expressão com todas as suas forças e até com seu sacrifício isto te fará muito bem e também ao Brasil. Ao povo peço de todo o coração dêem apoio ao jornalista Daniel Fraga. e não votem no PDT nº 12 que apoia este tipo de gente e o PT nº 13 que é ligado a ditadura assassina de Fidel Castro dono da ilha de Cuba financiada pelo Brasil com milhôes de pobres aqui e a Venezuela famosa por seguir Cuba e Marx e estar na miséria onde as pessoas são constrangidas a andar com o anus sujo de fezes por não ter papel para se limpar. Aos juízes deste pais peço que deixem de explorar o povo com seus altos salários e vivem como reis até com proteção e o povo morrendo porque é o brigado a viver desarmado. Sugestão ao jornalista e vlogueiro Daniel Fraga, meu apoio pessoal, e se condenado deposite a quantia de R$0,50 centavos que é quanto vale a honra da dePUTAda Srª Dona Cidinha Campos.
    PS A srª deputada Cidinha Campos infringiu a lei no presente processo ao citar o nome da mãe do jornalista infrigindo o principio da privacidade, veja como ele desrespeita a lei. ou só existe lei para deputados. Lembre-se no dia da eleição não click os números na urna 12 PDT E 13 PT. Viva o Brasil Livre.?
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  • anônimo  18/09/2014 10:08
  • Carlos  17/09/2014 16:57
    Excelente artigo......parabéns!
  • Felipe  17/09/2014 16:58
    A analogia feita entre o namoro e o trabalho não me parece apropriada, pois a base para sustentar a ideia de que o estado deve intervir nas relações trabalhistas é mais forte, afinal é do trabalho que o indíviduo tira o sustento seu e da sua familia.

    Não que eu concorde com a intervenção, apenas estou questionando a analogia.

    De resto o texto está ótimo, uma excelente reflexão.
  • Marcos  17/09/2014 17:23
    "a base para sustentar a ideia de que o estado deve intervir nas relações trabalhistas é mais forte, afinal é do trabalho que o indíviduo tira o sustento seu e da sua família"

    Ué, então o argumento do artigo é ainda mais irretocável. Se "é do trabalho que o indivíduo tira o sustento seu e da sua família", então não há motivo mais forte do que esse para acabar com todos os empecilhos e obstruções ao mercado de trabalho, e permitir que as pessoas encontrem empregos o mais facilmente possível.

    Se "é do trabalho que o indíviduo tira o sustento seu e da sua família", então não há motivo mais forte do que esse para defender a total liberdade no firmamento de contratos trabalhistas, a total desburocratização, a total desregulamentação das leis que engessam e oneram o mercado de trabalho.
  • Felipe  17/09/2014 17:36
    Marcos, eu não estou defendendo a intevenção do governo, apenas dizendo que o argumento é mais apelativo, mais emocional que o argumento do namoro. Tentar sair por ai defendendo o fim das leis trabalhistas e verá como será rachassado.
  • Ali Baba  18/09/2014 10:43
    @Felipe 17/09/2014 17:36:24

    Marcos, eu não estou defendendo a intevenção do governo, apenas dizendo que o argumento é mais apelativo, mais emocional que o argumento do namoro. Tentar sair por ai defendendo o fim das leis trabalhistas e verá como será rachassado.

    Por que uma ideia não é popular não significa que esteja errada ou seja apelativa. A história demonstrou por diversas vezes como muitas ideias impopulares têm uma capacidade de provarem estar certas no longo prazo.
  • joaoB  22/09/2014 14:29
    Green

    vc ta certo qto as demandas horriveis do governo..mas este canalha nao exige ..ainda.. que os desenvolvedores dessa solucao sejam "homologados" ou que os aplicativos que atendem os SPEDS da vida sejam rrsgistardos em cartorios, etc..

    mas esses nazistas donos dos Estados vao tentar chegar nisso...

    minha esperanca eh que a tecnologia avanca e se protege..

    assim como o obscurantismo da igreja catolica foi extinto pela tecnologia..Gutemberg...

    como exemplo ja esta por ai o aplicativo que destroe o cartel dos taxistas...
  • joaoB  22/09/2014 14:41
    felipe..



    defendo o fim da CLT em todas as conversas que tenho..(bar eh cultura..) alguns mto "iluminados" ate me "chingaram" de nazista..

    mas eu nao desisto..contino defendendo o fim dos tais direitos..salario minimo, greves, etc

  • mauricio barbosa  17/09/2014 19:05
    como um batista que sou e professo numca fui contra casamento gay,desde que ele seja celebrado na esfera civil(Cartórios)agora querer celebrar casamento gay dentro das instituições religiosas(Igreja Batista,Igreja Católica e demais Igrejas)ai já é blasfêmia e sacrilégio,portanto cada um no seu quadrado,respeitando o espaço de cada um e quanto ao artigo mais um show do IMB desmontando a falácia de que precisamos de burocratas regulamentando nossas vidas e posturas...
  • Fernando R Sousa  18/09/2014 11:54
    Desculpe, acho que o que você quis dizer é blasfemia nas suas igrejas, pois já existem dezenas de igrejas normais e regulares em que o casamento é feito entre homosexuais normalmente, qual o drama? O que raios você tem a ver duas pessoas adultas fazendo algo que não prejudica ninguem em um lucal que permite elas fazerem?

    Afinal, religião é uma piada em sí propria nesse assunto, as pessoas ao defenderem quererem tomar conta da vida alheia, tem q ser mais especifica, em dizer que é contra "NA MINHA IGREJA", dai concordo, sua agremiação, da qual faz parte, é socio e etc, tem em seu estatuto que não permite tal arranjo entre pessoas do mesmo sexo, e isso é valido, é um contrato normal, assim como eu criar uma igreja e dizer que permito casamento entre pessoas e animais, por que deus me falou que pode, e ser igualmente valido igual todas as religiões.

    É aquela questão, que eu dou até razão, em seu estabelecimento privado, você tem o direito de discriminar como e quem quizer, e ninguem tem nada a ver com isso, o problema dos religiosos, é que querem extrapolar, ao meu ver, quando fazem isso, são e DEVEM ser ridicularizados por toda babozeira que prega ao tentar impor nos terceiros, fisica e moralmente ao dizer que alguem vai pro inferno, em que consido uma agressão as mentes fracas.
  • mauricio barbosa  22/09/2014 14:43
    Fernando R Souza interprete como você quiser,pois o nosso Deus ensina a odiar o pecado e amar o pecador e o choro é livre essas igrejas que praticam casamento gay são uma blasfêmia vá convencer o papa Francisco que você está correto e que os fiéis católicos tem mente fraca pois vocês vivem dizendo que os evangélicos são uns perdedores,mas agora que a classe média tem evangélicos até a Globo está interessada neste público,cara pálida...
  • anônimo  23/09/2014 13:18
    'o problema dos religiosos, é que querem extrapolar, ao meu ver, quando fazem isso, são e DEVEM ser ridicularizados por toda babozeira que prega ao tentar impor nos terceiros, fisica e moralmente ao dizer que alguem vai pro inferno, em que consido uma agressão as mentes fracas.'

    Enrolou, enrolou, mas finalmente caiu a máscara. não existe esse negócio de 'agressão às mentes fracas', cada igreja tem a liberdade e o direito de falar o que quiser, se vc não gosta problema seu.
    E fisicamente igreja nenhuma impõe nada, seu mentiroso desonesto.
    Incrível como esse povo se acha sensível na hora de criticar a religião, imagina se as igrejas fizessem a mesma coisa na hora de criticar o que eles fazem.Como por ex, pessoal do movimento GLS que vai fazer protesto na visita do Papa, ficam as duas idiotas nuas no meio da rua e uma enfia um crucifixo no * da outra.
  • Torrano  17/09/2014 19:25
    Namoros são regulamentados. Qualquer namoro pode ser considerado união estável.
  • Homem Verde  17/09/2014 20:05
    Parabéns para a Polícia de todo o mundo.
  • Erick  18/09/2014 13:42
    Excelente analogia.
    Ótima resposta para aquela pergunta monótona: "Mas se o estado não regulamentar, vai virar uma zona", tão comumente ouvida pelos libertários.
  • Sérgio  18/09/2014 15:17
    Vão pensando q hj em dia não há regras governamentais para o namoro. Em alguns paises, se vc namorar uma mulher por mais de dois anos, tem leis determionando que se o cara quiser terminar, terá de indenizar a mulher... Isso ainda vai chegar aqui no Brasil.

    Concordo totalmente que os relacionamentos devem ser associações de leis privadas. Apenas alerto que quem se relaciona na matrix, sem dominar o conhecimento real, terá prejuizos financeiros, materiais e emocionais. E cabe aos indivíduos buscarem e internalizarem este conhecimento. Aproveite mais essa ferramenta disponível na anárquica internet e melhore sua relação.
  • anônimo  18/09/2014 21:39
    Arghhhhhhhhhh...Nessahan Alita encontra Von Mises... putz só no brasil mesmo
    Cara, sério, esqueça esse negócio de real.A real é perigosa, te ensina a ver o mundo do ponto de vista de um perdedor.Duvida? Basta ver como os idiotas lá do búfalo odeiam o esquerdismo e sonham em virar funça.Sério, ou isso é uma dissonância cognitiva do mais alto grau, ou os caras simplesmente não conseguem raciocinar.
    Ninguém precisa de real pra nada. Mulher? Mulher não tem muito mistério quando vc entende o princípio darwinista da coisa.
    E agora, lá vai um chute maior ainda: muita gente que dá valor a real são crianças que estão descobrindo o mundo agora, recém chegados na idade adulta e que ficam meio perdidos, num mundo cheio de lixo do marxismo cultural (apesar do péssimo nome não tem outro rótulo pra isso) onde a figura masculina sempre é humilhada, rebaixada, e não existe praticamente nenhuma referência masculina positiva, aí eles encontram a real e ela passa a preencher essa necessidade.
    Mas cara, nem pra isso ninguém precisa de real, até pq nesse sentido ela é cego guiando cego.Existem muitas outras referências além da real na manosphere.Inclusive, esse é um dos motivos pelos quais eu gosto do blog do Lew Rockwell, ele não fala só de economia ou dinheiro mas também de cultura e de muita coisa do interesse masculino, vive citando artigos do artofmanliness.com por ex
  • Anti real  18/09/2014 20:09
    Hiiiii cara, abandone aquela cambada, os caras são td esquerdista. Aquilo lá esta perdido.
  • anônimo  18/09/2014 21:42
    Eles são gente que sabe como o esquerdismo é podre mas são concurseiros, querem virar funça e se beneficiar desse mesmo estado inchado esquerdista.
    Gente assim é MUITO mais desprezível que esquerdista autêntico.
  • anti real  19/09/2014 11:37
    Concordo com vc anonimo. Aquilo la é um monte de lixo. Tem umas coisas ou outra q se aproveita,mais é o minimo.
  • Emerson Luis, um Psicologo  21/09/2014 14:26

    Concordo, apenas faço observações:

    Como já comentado, qualquer relacionamento pode ser considerado "união estável" e cair em regulamentações. Além disso, como o casamento (ou "união estável") é regulamentado, a perspectiva de entrar em um amanhã (que é o objetivo do "namoro sério") influi na decisão dos solteiros de começar e continuar um relacionamento hoje.

    * * *
  • JoaoB  22/09/2014 03:15
    Desculpem me, porem esse mercado do namoro ja eh altamente regulado pelo governo...infelizmente...experimente namorar uns dois anos, levar seu amorzinho a viagens, pagar almocos, dar presentes e mesmo sem viver no mesmo local, ela podera alegar algum
    tipo de relacao continuada, o que pode implicar em obrigacoes, como pagamneto de pensao..acho ate que eh melhor casar do que
    manter esse tipo de relacao...pelo menos vc pode assinar um pacto antenupcial e preservar seu patrmonio e criar regars em caso de separacao...

    Infelizmente o Estado ja invadiu essa praia

    Prefiro o exemplo,da area de TI..nao ha nenhum tipo de regulamneto de governo...nao tem lei obrigando a tora backup..fiz centenas de aplicativos e nunca pedi um Alvara para coloca los nos meus usuarios/clientes
  • Green  22/09/2014 11:15
    E mesmo no mercado de TI existem problemas.

    Se você começa a fazer sistemas pra gerenciamento de empresas você ta f... de cada 10 linhas de código que escrevo 3 são pra controlar e gerenciar a empresa de fato e 7 são pra prestar conta pro governo (sped, nf-e, ct-e, nfs-e, mdf-e, controle de pagamento de impostos, etc).
  • anônimo  22/09/2014 12:14
    É verdade, morou junto, tá ferrado.Pro governo é o mesmo que casar, tanto que adEvogados vivem recomendando que elas guardem bilhetinhos, presentinhos etc, coisas que vc dá com a melhor das intenções mas que servem pra ela te ferrar no tribunal depois.
  • Raul  26/09/2014 07:23
    "Para um genuíno cristão, pessoas divorciadas são tão legalmente "casadas" quanto gays". Certamente estás te referindo a Cristãos Católicos Apostólicos Romanos, não à cristãos na sua forma ampla e evangélica. Ou consideras que uma única igreja (instituição humana) tem a exclusividade da interpretação da Bíblia e da vontade de Deus para com o ser humano?
  • Eduardo Mendes  17/02/2015 11:55
    Curioso. O Brasil é um aglomerado de pessoas tão surreal que até a anarquia do relacionamento é utilizado pela demagogia do Estado. Vejamos. Aqui, apesar das leis, o relacionamento entre menores, com maiores e menores, com menores e maiores é, basicamente livre. Aí a menor engravida. O que faz o Estado. Divide com a menor a responsabilidade de cuidar do rebento. Torna o Estado (e a sociedade como um todo), responsável por educar, alimentar, vestir, tratar da saúde do rebento. E, descaradamente, usa isso demagogicamente nas campanhas políticas (prometo creche, prometo escola de tempo integral, e bla bla bla.) Ou seja, incentiva a anarquia do relacionamento, para colher frutos demagógicos. É uma outra abordagem, concordam ? Obs.: esqueci ====> tem muito político graudo, intelectual, que adora esse anarquismo de relacionamento, principalmente com menores (definidos em lei).
  • anônimo  14/05/2019 13:57
    O IMB pode trazer um texto sobre como as leis atuais de Divórcio prejudicam o homem e beneficiam a mulher?


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