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Como empreendedores melhoram - ou pioram - a sociedade

O empreendedor-capitalista age com um objetivo específico em mente: obter um lucro monetário. Ele poupa seu dinheiro ou toma emprestado dinheiro que foi poupado por terceiros, contrata trabalhadores, compra ou aluga matérias-primas, bens de capital e terra.  Feito isso, só então ele começa a produzir seu produto ou serviço, qualquer que seja, e espera que, ao vender este produto, obtenha um lucro monetário.

Em Ação Humana, Mises observa que, para o capitalista, "o lucro surge como um excedente do montante recebido sobre o despendido, ao passo que o prejuízo, como um excedente do montante despendido sobre o recebido. Lucro e prejuízo podem ser expressos em quantidades específicas de dinheiro."

Como toda ação, um empreendimento capitalista é arriscado.  Os custos de produção — o dinheiro gasto — jamais podem determinar antecipadamente qual será a receita futura a ser recebida.  Com efeito, se os custos de produção determinassem antecipadamente preços e receitas, nenhum capitalista jamais faliria.  Ao contrário, são os preços e receitas hoje previstos pelo capitalista que determinam o montante dos custos de produção em que ele pode possivelmente incorrer.

No entanto, o capitalista não sabe quais preços futuros serão pagos ou qual quantidade de seu produto será comprada a tais preços. Isso depende exclusivamente dos compradores de seus produtos, e o capitalista não tem nenhum controle sobre eles.

O capitalista tem de especular qual será a demanda futura. Se ele estiver correto e os preços futuros esperados de fato corresponderem aos preços estabelecidos pelo mercado posteriormente, ele lucrará.  Por outro lado, embora nenhum capitalista tenha o objetivo de ter prejuízos — porque prejuízos implicam que ele deve, em última instância, desistir de sua função como capitalista e tornar-se um empregado de outro capitalista (ou um produtor-consumidor auto-suficiente) —, todo capitalista pode errar em suas especulações, de modo que os preços efetivamente praticados no futuro estejam abaixo de suas expectativas iniciais e de seus custos de produção incorridos.  Nesse caso, o empreendedor-capitalista não irá lucrar e sim incorrer em prejuízo.

Embora seja possível determinar exatamente quanto dinheiro um capitalista ganhou ou perdeu ao longo do tempo, seu lucro ou prejuízo monetário diz muito pouco sobre o estado de felicidade do capitalista, isto é, sobre seu lucro ou prejuízo psíquico.  Para o capitalista, o dinheiro raramente, se não nunca, é o objetivo final (salvo, talvez, para o Tio Patinhas, e apenas sob o padrão-ouro). Em praticamente todos os casos o dinheiro é um meio para ações posteriores, motivadas por objetivos ainda mais distantes e supremos.

O capitalista pode querer utilizar o dinheiro obtido para manter ou expandir seu papel como um capitalista em busca de lucros.  Ele pode mantê-lo guardado na forma de dinheiro para utilizações futuras ainda não determinadas.  Ele talvez queira gastá-lo em bens de consumo ou em prazeres pessoais.  Ou talvez deseje utilizá-lo em causas filantrópicas e em caridade.

O que pode inequivocamente ser dito sobre o lucro ou prejuízo do capitalista é isto: seu lucro ou prejuízo são a expressão quantitativa do tamanho de sua contribuição para o bem-estar de seus semelhantes, isto é, os compradores e consumidores de seus produtos, que renunciaram ao dinheiro deles em troca do produto oferecido pelo capitalista, produto este que, no entendimento subjetivo dos consumidores, valia mais do que a quantia monetária da qual abriram mão.

O lucro do capitalista indica que ele soube transformar, com sucesso, meios de ação que eram socialmente menos valorizados e estimados em meios mais valorizados e estimados.  Em outras palavras, ele soube avaliar que os preços dos fatores de produção estavam baixos em relação aos possíveis preços futuros dos bens e serviços produzidos por esses fatores de produção.  Ao agir assim, ao saber como recombinar estes fatores de produção, ele criou valor e, consequentemente, aprimorou o bem-estar social.

Mutatis mutandis, o prejuízo do capitalista indica que ele usou insumos mais valiosos para a produção de produtos menos valiosos e assim desperdiçou meios físicos escassos e empobreceu a sociedade.

Sendo assim, os lucros monetários são bons não apenas para o capitalista, mas também para seus semelhantes.  Quanto maior o lucro do capitalista, maior foi a sua contribuição para o bem-estar social.  Igualmente, prejuízos monetários são ruins não apenas para o capitalista, mas também para seus semelhantes, cujo bem-estar foi prejudicado pelo seu erro.

A questão da justiça — do eticamente "correto" ou "errado" das ações de um empreendedor-capitalista — surge, assim como em toda e qualquer ação, apenas quando há conflitos, isto é, quando há reivindicações de posse rivais e disputas em relação a meios físicos de ação específicos.  E a resposta para o capitalista aqui é a mesma que para qualquer outro indivíduo, em quaisquer de suas ações.

As atitudes e os lucros do capitalista são justas (1) se ele próprio houver produzido seus fatores de produção (ou se apropriado originalmente deles, por estarem sem dono), ou se ele os adquiriu — ou os comprou ou alugou — em uma troca voluntária e mutuamente benéfica com um proprietário anterior, (2) se ele não recebe dinheiro confiscado de terceiros, (3) se ele não atua em um mercado protegido pelo governo, que impede a livre entrada de concorrentes, (4) se todos os seus empregados foram contratados livremente em termos mutuamente acordados, e (5) se ele não causa dano físico à propriedade de terceiros no processo de produção.

Caso contrário, se algum ou todos os fatores de produção do capitalista não foram produzidos por ele (ou apropriados originalmente), nem comprados ou alugados por ele de um proprietário anterior (mas derivados da expropriação da propriedade prévia de uma outra pessoa), se ele recebe dinheiro do governo, se ele atua em um mercado protegido pelo governo contra a livre concorrência, se ele emprega trabalho "forçado", não-consensual, em sua produção, ou se ele causa dano físico à propriedade de terceiros durante a produção, suas ações e lucros resultantes são injustos.

Em qualquer um destes casos, a pessoa injustamente prejudicada tem uma reivindicação justa contra este capitalista e pode insistir em restituição — exatamente como a questão seria julgada e conduzida fora do mundo dos negócios, em todos os assuntos civis.



autor

Hans-Hermann Hoppe
é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.



  • Henrique  29/08/2014 14:48
    Queria ter outras fontes de textos como esses. Sempre que me deparou com gente demonizando o lucro, se mostro un texto desses, a resposta é sempre uma modalidade louca de ad hominem: não vou ler um texto polarizado desses. Esse instituto é bancado por empresários, eles vão enfiar todo tip de bobagem na sua cabeça para legitimar seu domínio econômico.

    Triste realidade. Precisamos de mais Mises e menos Marx.
  • Henrique  29/08/2014 16:01
    Excelente artigo para os amigos leitores do IMB:

    brasileconomico.ig.com.br/brasil/economia/2014-05-12/bc-independente-e-uma-patetada-diz-maria-da-conceicao-tavares.html

    Maria da Conceição Tavares, segundo o artigo, a maior economista do Brasil, diz que proposta de reduzir meta de inflação é maluquice e quem defende isto não entende nada de economia. Não é o caso de Dilma, que foi sua aluna, e uma aluna brilhante, aliás.


    Quero ver alguém conseguir rebater seus argumentos!
  • Lourenço  29/08/2014 18:26
    Nem vou mais perder meu tempo lendo.

    Alguém que diz que a inflação está aí por causa de São Pedro não precisa do meu voto. Precisa é de uma oração.

    Vamos todos rezar e contratar uns índios que saibam a dança da chuva (sem intenção de ser preconceituoso com os índios) que está resolvido nossos problemas.
  • Daniel  30/08/2014 09:21
    Meu Deus do ceu, se Maria da Conceição Tavares for a melhor economista do Brasil, então pode fechar isso aqui e alugar para os gringos, como na musica do Raul..
  • Sergio  31/08/2014 19:51
    Ela é a melhor humorista-economista do Brasil: escolinhadoraimundo.blogspot.com.br/2010/02/maria-da-recessao-colaresvivida-pela.html
  • Dalton C. Rocha  29/08/2014 18:05
    A foto do artigo mostra dois antigos "clientes" do finado PC Farias e por falar nisto, também amigos de Lula.
  • Fernando  29/08/2014 21:49
    "(3) se ele não atua em um mercado protegido pelo governo, que impede a livre entrada de concorrentes
    (4) se todos os seus empregados foram contratados livremente em termos mutuamente acordados"

    Os capitalistas são perversos como os marxistas dizem, mas por outros motivos... Provavelmente não existe nenhum mercado totalmente desregulamentado e sem leis trabalhistas no mundo moderno.
  • Rodrigo  29/08/2014 22:01
    Existem, sim, mercados em que não há nenhuma proibição à entrada. Aliás, a esmagadora maioria dos mercados é assim (pense em padarias, restaurantes, mercearias, serviços automotivos, lojas de todos os tipos etc.). A regulamentação que proíbe a livre entrada existe apenas naqueles setores regulados por agências reguladoras.

    Tenha cuidado com suas generalizações, pois os capitalistas-empreendedores que estão nestes setores acima listados merecem todo o respeito e admiração.
  • anônimo  29/08/2014 22:34
    Rodrigo, não esqueça aqueles setores que a regulamentação torna o custo de entrada artificialmente alto, servindo, na prática, como uma barreira indireta.
  • anônimo  30/08/2014 20:10
    Que setores são esses?
  • Fernando  29/08/2014 22:39
    Acho que entendi mal o conceito de "livre entrada no mercado". Estava pensando nos procedimentos burocráticos que todos os empreendedores tem que seguir para se estabelecer formalmente em algum setor.
  • Nilo BP  31/08/2014 00:41
    Você pensou certo. Burocracia e regulação são barreira à entrada em TODOS os mercados, protegendo as empresas já estabelecidas, os amigos do rei, etc.

    As agências cartelizadoras são apenas uma parte (especialmente ruim) desse problema.
  • Angelo Viacava  31/08/2014 22:21
    Não existe a ANAPÃO, mas experimente mudar cinco centímetros na sala de preparo de massas de uma padaria, ou o tom da cor da cerâmica até o teto nas paredes, e verás a tranqueira burocrática que é abrir um negócio dos mais simples no Brasil de hoje.
  • Gustavo  01/09/2014 01:11
    Alguém do IMB poderia fazer a gentileza de explicar exatamente o que significa, representa e como ocorre a "livre entrada de concorrentes"? E, também, informar se existe algum mercado no Brasil ou no Mundo no qual os lucros e as atitudes capitalistas são inquestionavelmente morais e justos? (Santo Leandro Roque - Padroeiro do IMB - te invoco!)
  • Leandro  01/09/2014 03:19
    Livre entrada é exatamente o que o nome diz: o governo não proíbe a sua entrada naquele mercado.

    Por exemplo, eu posso abrir uma padaria (não há uma regulamentação estatal que me proíba disso, desde que eu esteja disposto a arcar com os custos da burocracia), mas não posso abrir um banco (o Banco Central não deixa), criar uma empresa telefônica (a ANATEL não deixa), criar uma companhia aérea e voar para onde eu quiser (a ANAC não deixa), criar uma empresa de ônibus e fazer as rotas que eu quiser (a ANTT não deixa), criar e vender um remédio (a ANVISA, a ANS e o Ministério da Saúde não deixam), prospectar e vender petróleo (a ANP não deixa), construir, transmitir e distribuir energia elétrica (a ANEEL não deixa), construir e administrar estradas (o DNIT não deixa) etc.

    Sobre a segunda pergunta, nada entendi dela.
  • Fernando  01/09/2014 15:29
    Minha segunda pergunta foi sobre a possível vantagem que os empreendedores já estabelecidos em um mercado tem, quando existe burocracia para entrar neste mercado. Os comentários de alguns leitores me deixaram indeciso se a simples existência da burocracia torna as atitudes e lucros capitalistas eticamente "incorretos". Perto da minha casa há uma padaria que cobra R$10,00 no pedaço de um bolo que considero o melhor da cidade. Nenhuma outra que conheço faz um bolo igual a este. Estou sendo explorado pelo capitalista-empreendedor dono desta padaria?
  • Meligeni  01/09/2014 16:57
    Sua padaria favorita detém o conhecimento sobre a confecção de bolos gostosos. No entanto, qualquer outra padaria pode tentar emulá-la -- no extremo, pode contratar por um salário mais alto a pessoa que confecciona este bolo.

    Não há monopólio nenhum neste caso. Até onde se sabe, qualquer indivíduo pode abrir uma padaria e (tentar) ofertar este mesmo bolo.
  • Felipe  01/09/2014 17:02
    A premissa que você tem que ter em emente é, a "burocracia" impede ou dificulta o ingresso de novos "players" no mercado?

    Se a apenas dificulta, e, mesmo com o livre mercado, o dono da padaria pode livremente vender, e os consumidores podem livremente comprar ou não, referido bolo, é aquilo que o texto menciona como você valoriza mais o pedaço de bolo do que os R$ 10,00 que estavam em seu bolso.
  • ex_FP  31/08/2014 18:24
    A "Liga Eestratégica Revolucionária" não acha isso.

    "Ontem, 24/08, morreu Antônio Ermírio de Moraes. Há décadas detentor do título de um dos homens mais ricos do país e membro constante da lista Forbes dos homens mais ricos do mundo. Presidente do Grupo Votorantim, maior grupo privado brasileiro, detentor de quase um monopólio na área de cimentos, alumínio, celulose e grande empresário também nas finanças e no setor de suco de laranja.

    Depois de morto não lhe faltam honrarias dos governos Dilma e Alckmin, nem dos empresários. A grande mídia nacional não ficou atrás. Ao contrário da elegia oficial que quer lhe erguer como um "herói" nacional, nacionalista e do "povo", que enriqueceu com seu esforço, mostraremos as mentiras desta elegia e parte de seu vasto legado contra os trabalhadores e o povo brasileiro."

    "www.ler-qi.org/A-FIESP-ilumina-os-ceus-em-homenagem-nos-nao
  • Emerson Luis, um Psicologo  04/09/2014 21:43

    A possibilidade de sofrer prejuízos faz parte, o empreendedor não prejudicou ninguém deliberadamente. Mas os pontos citados não são livre mercado e sim falta de ética. O capitalismo é responsabilizado por males que são ainda maiores quando não há liberdade e respeito à propriedade privada.

    * * *
  • DeusOdeia  27/09/2014 13:25
    Galera estou com uma dúvida sobre o "mais-valia"

    vejam só:

    As regras dos 10

    Suponhamos que um empresário produza 10 de qualquer coisa produzidos na fábricas, destes 10 podem ser 10 reais, 10 mil reais, 100 mil reais, 10 milhões de reais e até 10 bilhões de reais

    1-R$ ele paga para o trabalhador

    2-R$ ele paga impostos

    3-R$ ele paga a a conta de luz água e gás

    4-R$ ele tem um dinheiro guardado para a depreciação das máquinas e comprar novas maquinas

    5-R$ ele pega os produtos que vieram com defetios de fábrica.

    6R$ - R$10 ele pega como o salário dele por administrar a fábrica.

    Nessa conta ele pegaria 50% de tudo que e fábrica produziu para ele, qual seria o valor correto para o mais-valia do patrão 50% ? 35% ? 20% ou qualquer outros número como nos podemos considerar o lucro mais viável ?
  • Marques  27/09/2014 13:50
    Nenhum. O cálculo não é esse e nem a mais-valia tem essa definição.

    Está tudo aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1856
  • DeusOdeia  27/09/2014 14:59
    Acabei de ler o artigo, vou fazer uma reflexão sobre isso. Mas me tire um dúvida !

    A escola de Chicago é libertária e a escola austríaca é liberal ?
  • Marcos  27/09/2014 23:08
    Exatamente o contrário.
  • Mohamed Attcka Todomundo  27/09/2014 23:47
    é complicado responder, pq gente diferente pega esses rotulos (liberalismo, libertarismo, libertarianismo) e usa para colocar coisas diferentes sobre um mesmo guardachuva, mas vou tentar.

    liberalismo: defende q as liberdades individuais, propriedade privada e livre mercado são a forma de se organizar a sociedade (que é complexa d+ p/ ser gerida por algum dirigismo), e q estes conceitos e as instituiçoes q se formam em torno deles tanto sao o melhor caminho de se proporcionar prosperidade, como moralmente sãs.

    tanto a escola de chicago quanto a austriaca se dizem liberais, no sentido acima, e veem o estado como uma entidade que deve criar garantias às liberdades individuais, propriedade privada e livre mercado como a forma de se organizar a sociedade. Logo, o estado ñ deve gerir a sociedade, mas fornecer os meios p/ que ele o faça por si mesma num sistema de livre cambio de bens, serviços, ideias, capital e trabalho. o estado deve apenas fornecer os meios p/ q a sociedade o faça, preservando as liberdades individuais, propriedade privada e livre mercado.

    (os austriacos dizem q os chicaguistas ñ sao liberais, pq suas propostas geram um estado de coisas intervencionista e um estado espansionista)

    historicamente ha pensadores (por ex., lisander spooner, Frédéric Bastiat, gustave de molinari) q sempre desconfiaram de o estado ser capaz de fornecer essas garantias pq {1} enquanto todos sobre a autoridade de um estado obtem suas receitas por seu trabalho, o estado as obtem pela violencia, i. é, tributaçao da riqueza de seus cidadaos - ato per se imoral, vedado a qq cidadao, mas autorizado ao estado -, e {2} pq este poder de tributar é o poder de espandir suas atribuiçoes, pilhando a populaçao e socializando os prejuizos com + tributos. - Ora,perguntaram-se: como um ente pode fornecer garantias p/ um comportamento civilizado agindo como aos salteadores e barbaros d q deve nos proteger? Estes pensadores foram muitas vezes agrupados sob o rotulo 'libertários'.

    o problema é q, junto a esses libertarios defensores do libre mercado, houve pela mesma epoca outros a quem era atribuido este rotulo, ou q sob ele se agrupavam, e eram amplamente refratarios ao livre mercado: diziam-se libertarios apenas pq libertariam o homem das amarras da opressão (do mercado, ou da religiao, ou do ateismo, ou do patriarcalismo, ou sexismo, ou do egoismo, ou do altruismo, ou da monarquia, ou da republica, ou do raio q o parta, ou de todos esses juntos). logo, é um rotulo confuso, mas pelo menos esses pensadores prolivremercado foram precursores das ideias de murray rothbard.

    rothbard levou ao estremo a constataçao dos libertarios livre mercadistas, sobre a imoralidade e ineficiencia do estado, e disse q todos os serviços e bens necessarios à manutençao da segurança, propriedade, inviolabilidade dos contratos, lei, liberdades individuais e livre mercado devem ser ofertadas livre concorrencialmente, e o estado deve ser abolido. a isto rothbard chamou anarquismo de livre mercado, ou anarcocapitalismo.

    eu ñ sei se rothbard denominou esta doutrina de 'libertarismo' (libertarios) ou de 'libertarianismo' (libertarianos ou libertarianistas), mas já vi as duas palavras rotulando suas ideias e seguidores. pessoalmente, gosto da distinção 'libertarismo' p/ o anarquismo livremercadista, e "libertario" para os d+.

    agora, respondendo sobre a escola de chicago e a austriaca: a escola austriaca é o fundamento conceitual do anarcocapitalismo rothbardiano, tb chamado austroanarquismo.

    mas baseado na escola de chicago tb surgiu um anarquismo de livre mercado, proposto por David Friedman (veja aqui, aqui, aqui, aqui, aqi, aqi, aqui
    aki, aki).

    portanto nem a escola de chicago nem a austriaca sao libertarias nem libertarianistas: ambas sao liberais. e baseado em ambas ha modalidades de libertarianismo
  • Mohamed Attcka Todomundo - ERRATA  28/09/2014 14:09
    escrevi " gosto da distinção 'libertarismo' p/ o anarquismo livremercadista, e "libertario" para os d+."

    na verdade quiz dizer: gosto do termo 'libertarianismo' p/ 'anarquismo-livremercadista/anarcocapitalismo (e dos adjetivos 'libertariano' ou 'libertarianista'); e q 'libertarismo (e o adjetivo 'libertario') sejam deixados para os libertarios do sec. XIX e inicio do XX, de q filiaçao fossem.

    p/ distinguir libertarianistas rothbardianos dos d+, 'austroanarquista' parece sem ambiguidades. e tlv 'chicagoanarquista' p/ os libertarianistas friedmanianos.

    [u]saõ só sugestoes. ñ patrulho ninguem c/ elas
  • DeusOdeia  28/09/2014 17:42
    Obrigado Mohamed pela atenção que você se importou um pouco em me ajudar, sobre seu nome (ou só acho que deve ser um nick mesmo) Mas você é muçulmano ?

    Por exemplo um dia estava lendo sobre economia na sharia, e lá tinham alguns economistas muçulmanos que não são capitalistas nem socialistas ele falam que a economia dele é "islamica" se você souber mais sobre isso você pode nos informar ?

    Outra já fui de esquerda e uma esquerda não marxista, e era assim que eu me declarava
    não era contra o livre mercado, contra a propriedade privada (porquê as maquinas as casas fábricas devem ter um dono), tudo se resume ao "estado" mas o estado é formado por pessoas, como Friedman disse em uma palestra dele que eu vi no youtube, ele fala "você não pode taxar o chão, esse prédio, essa fábrica, você taxa as pessoas".

    No anarco-capitalismo, não discordo do capitalismo mas vou contra o anarquismo, sempre procurando uma pessoa para liderar, por exemplo o primeiro livro que eu li que não era da escola eu tinha uns 13 anos hoje tenho 23 foi Rousseau "A origem da desigualdade entre os homens" eu gostava muito dessas duas frases dele; que hoje eu considero cancerígenas "o frutos são de todos e a terra não é de ninguém" e a outra o homem nasce bom mas a sociedade que o corrompem" mas final que quem corrompeu a sociedade ? Não foi os próprios homens ? Como assim terra de ninguém ? as terras tem que pertencer a alguém, ou iria pertencer ? A deus ? Fantasmas, Voodos, Exus ? com 16 a os já fui esquecendo isso. Mas ao mesmo tempo quando os anarco-capitalistas falam, que algumas coisas ruins são partes do governo, por quê não mudar os governantes ? O governo é imaterial, invisível sem uma razão para existir.

    Lembro que no livro do Rousseau ele diz algo assim, procuramos sempre os mais forte para nos proteger, as mulheres mais bonitas para nos casarmos e outras tantas qualidades que o ser humano tem. O governo não roubam as pessoas as pessoas que roubam através do governo, armas não matam ninguém pessoas matam pessoas e por aí vai

    Se um dia eu me formar em economia gostaria de trabalhar junto ao governo, não para mamar nas tetas do estado, mas sim ajudar nosso país, com a qualidade de vida dos países anglo-saxões e escandinavos, sou um ser humano me considero capaz moralmente de assumir um cargo público e eu sei que se eu acho uma coisa boa, isso não significa que vai ser bom para todos.

    Obrigado, abraços...
  • Mohamed Attcka Todomundo  01/10/2014 13:28
    DeusOdeia, respondendo suas perguntas:

    sou islamico sufista, neto de turcos.

    ñ sei qase nada de sharia. p/ a sharia (ou a maioria dos juristas de sharia) sufistas sao ereticos, entao a evitamos. gosto de Havari - outra tradiçao juridica islamica -, mas em nossa comunidade aki no brasil, usamos um direito bem anarquista mesmo. quando tem um conflito, escolhemos alguem (ancião, imã ou pessoa culta) q conversa c/ os demandantes, ouve a versao de cada um, e propoe uma soluçao c/ base no Corão (as vezes usa outras fontes, ate mesmo sharia e fiqh - jurisprudencia sunita da sharia - embora as evitemos. se preciso, a biblia cristã e judia são fonte de decisoes nakilo que o Corão ñ aborda diretamente). ainda q eu pudesse recomendar algo sobre suas duvidas, vc tinha q ler em turco, entao ñ dá p/ te ajudar muito. mas as wikipedias em frances e ingles tem um conteudo legalzinho sobre Islã. dá uma lida.

    qanto a anarcocapitalismo, tem esta seçao toda do IMB sobre . tb disconfiei d+ da ideia no inicio. mas depois de ler +, me tornei anarcocapitalista, q alias, é muito compativel c/ minha corrente do islã. recomendo esses: A anatomia do estado, Por que você é um libertário e provavelmente não sabe, Liberalismo clássico versus anarcocapitalismo, Por que é impossível argumentar contra a propriedade privada sem cair em autocontradição

    sobre o rosseau, tem o cap. 1 do livro 'intelectuais' do paul johnson. eu gostei.

    sobre a eskerda no islã, penso q seja uma intromissao do socialismo sovietico, q financiou e doutrinou grupos revolucionarios dentro do Islã. um general dicidente romeno,Ion Mihai Pacepa, escreveu sobre isso. mas ñ tem em portugues. mas no meu blog tem umas palestras do yuri bezmenov sobre.
  • sem nome  21/05/2015 14:20
    Se satisfaz 1, 2, 3, 4 e 5, então é justo. No capitalismo, que é injusto.
    Traz progresso mas só para quem tem dinheiro e, de quebra, acaba com o meio ambiente, atrapalhando todo mundo.
    Não acho justo um empreendedor ter lucro enganando as pessoas que compram seus produtos. Ha varios exemplos: lojas que parcelam em mil prestacoes para pessoas desorganizadas financeiramente com a ajuda de vendedores sem escrupulos, vendas casadas, serviços técnicos que não funcionam e o consumidor leigo não tem como saber que está sendo enganado... Mesmo sendo injusto, não incorre em nenhum item 1, 2, 3, 4 ou 5.

    Concordo que nem todo lucro é injusto. Mas nem todo lucro que satisfaz 1 a 5 é justo.
  • Angelo Viacava  11/06/2015 19:05
    Muita ansiedade para falar, pouco a dizer.
  • anônimo  11/06/2015 20:44
    "Traz progresso mas só para quem tem dinheiro"

    Por isso os pobres continuam com a expectativa de vida em 30 anos.

    "acaba com o meio ambiente"

    É verdade, a destruição do Mar de Aral e o Chernobyl foram obras de empresas capitalistas.
  • Jarzembowski  11/06/2015 20:17
    Traz progresso mas só para quem tem dinheiro e, de quebra, acaba com o meio ambiente, atrapalhando todo mundo.

    A realidade é inatingível pra uma pessoa com deformidades intelectuais tão severas - o sujeito não tem a mais remota capacidade de raciocinar além das trigger-words: ele ouve a palavra "capitalismo" e o máximo que consegue produzir, por puro automatismo, é um encadeamento como "capitalismo > exploração > injustiça", numa reação puramente emocional e histérica.
    Esse estado de auto-ilusão está muito bem descrito aqui:


    A linguagem dos chavões caracteriza-se por três traços inconfundíveis:

    1) Aposta no efeito emocional imediato das palavras, contornando o exame dos objetos e experiências correspondentes.

    2) Procura dar a impressão de que as palavras são um traslado direto da realidade, escamoteando a história de como seus significados presentes se formaram pelo uso repetido, expressão de preferências e escolhas humanas. Confundindo propositadamente palavras e coisas, o agente político dissimula sua própria ação e induz a plateia a crer que decide livremente com base numa visão direta da realidade.

    3) Confere a autoridade de verdades absolutas a afirmações que, na melhor das hipóteses, têm uma validade relativa.


    A palavra-gatilho


    Se você estiver disposto a dar um passo além desse estado semi-animalesco de reação automática, talvez você possa conhecer uma coisa formidável chamada realidade:

    "Do século XVIII ao século XIX, o mundo avançou acentuadamente em termos de tecnologia, indústria, transporte, comércio e inovações que mudaram o padrão de vida, como roupas de algodão feitas a baixo custo. Em um período de dois séculos, estima-se que a renda mundial per capita tenha aumentado dez vezes, e a população mundial, seis vezes. O economista prêmio Nobel Robert Lucas declarou que "Pela primeira vez na história, o padrão de vida das massas formadas por cidadãos comuns começou a apresentar um crescimento contínuo e constante.... Nada remotamente parecido com este fenômeno econômico havia acontecido até então." O acentuado avanço da prosperidade e do conhecimento havia sido alcançado sem nenhuma engenharia social e sem nenhum controle centralizado. Tudo foi possível em decorrência de se ter permitido que a criatividade humana e o interesse próprio se manifestassem livremente."

    A revolução industrial e as minorias oprimidas

    Uma cartilha sobre recursos naturais e o meio ambiente

    O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo - quem realmente protege o ambiente?

    Free Market Environmentalism: How Capitalism Protects The Environment - Walter Block


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