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Cooperação ou competição?

"As escolas devem enfatizar a cooperação, e não a competição", trombeteiam os progressistas.  Em Nova York, aliás, uma escola primária aboliu os jogos em que há confrontos, aboliu as competições e aboliu todas as modalidades esportivas que têm rodadas eliminatórias.  O intuito era fazer com que as diferenças entre as habilidades atléticas dos alunos fossem minimizadas.   

Isso pode até ser aceitável em algumas aulas de educação física, mas imagine como seriam as Olimpíadas ou a Copa do Mundo?

Se a cooperação, e não a concorrência ou a competição, fosse imposta ao comércio e à produção, isso iria condenar milhões à pobreza e à inanição.  Façamos uma análise de alguns princípios fundamentais.

Na economia, a competição não é a antítese da cooperação.  Ao contrário: a competição é uma das maiores e mais benéficas formas de cooperação.  Essa ideia pode parecer contra-intuitiva: afinal, a competição não requer um comportamento de rivalidade, até mesmo "predatório"?  Não seria verdade que alguns competidores irão necessariamente perder?

A questão é que a competição em uma economia de mercado — naquela em que há liberdade de empreendimento, e ausência de privilégios e protecionismos estatais — significa simplesmente que você tem de se esforçar para bem servir seus clientes, e você agirá assim pensando em seu beneficio próprio.  Em outras palavras, os vendedores cooperam com os consumidores, atendendo às suas necessidades e preferências.

Várias pessoas acreditam que a competição é algo diretamente relacionado ao número de vendedores em um determinado mercado.  Ou seja, quanto mais vendedores existirem, ou quanto menor for a fatia de mercado de cada um deles, mais competitivo será o mercado.  Ledo engano.  A competição pode ser mais feroz entre apenas dois ou três rivais do que entre 10 ou 20 empresas.

Como explicou Hans Sennholz em seu artigo definitivo sobre o tema:

Em uma economia de mercado, milhares de bens distintos são, cada um deles, produzidos por um único produtor — isto é, por um monopolista —, e isso está longe de ser preocupante.  Todas as mercearias e todas as lojas de conveniência estão repletas de itens produzidos por monopolistas.  E, ainda assim, todos estes itens são vendidos a preços competitivos.  Por quê?  Por causa da concorrência potencial.  Enquanto houver qualquer potencial de concorrência, um monopolista não poderá cobrar preços monopolísticos.

A concorrência potencial existe em todas as áreas da produção e do comércio em que haja liberdade de entrada; áreas em que qualquer pessoa seja livre para entrar e competir.  Em outras palavras, em qualquer setor em que o governo não impeça a livre entrada por meio de licenças, concessões, parcerias e outras formas de controle, a concorrência potencial irá existir. 

As empresas e os empreendedores estão continuamente em busca de novos itens e novas linhas de produção.  Motivados pela busca do lucro e guiados pelo sistema de preços, eles estão constantemente ávidos para empreender em qualquer área pouco explorada cujos rendimentos potenciais sejam atipicamente altos.

Não havendo regulamentações e burocracias governamentais, a incursão em outro setor da economia exigirá de uma empresa pouco mais do que uma simples reorganização, atualização e aquisição de novos equipamentos, algo que pode ser feito em algumas semanas ou meses.  Ou, no extremo, instalações novas podem ser construídas para se empreender uma vigorosa incursão neste novo setor.  Assim, um produtor, seja ele um monopolista, um duopolista ou um concorrente dentre vários, estará sempre enfrentando a concorrência potencial de todos os outros produtores existentes no mercado.

Em um livre mercado, sem leis antitruste, mesmo se uma grande corporação detivesse o monopólio de determinadas mercadorias, ela ainda assim teria de agir como se fosse apenas mais uma produtora entre várias.  Pois ela estaria continuamente submetida à concorrência potencial de várias outras corporações — grandes, médias ou pequenas — que poderiam se unir para competir contra ela, tomando fatias do seu mercado. 

Esses potenciais concorrentes indubitavelmente teriam os recursos, o conhecimento técnico e o domínio da maneira de organizar a distribuição e a comercialização das mercadorias, tornando-se capazes de concorrer com a grande.

No extremo, mesmo se não houver concorrentes com tamanho e estrutura similar, o monopolista ainda sim deve se preocupar com a concorrência potencial que pode surgir da noite para o dia.  Vários financistas, organizadores de empresas, promovedores e especuladores, tanto nacionais quanto estrangeiros, estão continuamente em busca de oportunidades para criar e estabelecer novas empresas.  Várias empresas gigantes foram formadas assim no passado.  Havendo liberdade de mercado, estes indivíduos estarão dispostos a arriscar capital caso vejam uma oportunidade para grandes lucros e formar um empreendimento conjunto.

Justamente por temer que seu setor seja invadido por esses empreendedores, o monopolista terá de agir exatamente como se já estivesse cercado por vários concorrentes.  Ele terá de se manter em constante alerta, sendo sempre "competitivo".  Ele terá de aprimorar continuamente seus produtos e serviços, reduzindo seus preços.  Caso contrário, outra empresa irá invadir seu setor.  E essa empresa recém-chegada provavelmente será uma concorrente formidável, pois estará com máquinas e equipamentos novos.  Certamente estará com novas ideias e irá aplicar novos métodos de produção.  E ela certamente contará com a boa vontade de todos os consumidores.  Com efeito, o monopolista que relaxar estará clamando por um desastre.

Se, ainda assim, uma empresa continuar usufruindo uma posição monopolística, então é porque ela deve necessariamente ser a mais eficiente em sua área.  Em outras palavras, em um setor em que haja liberdade de entrada e livre concorrência, qualquer monopólio sempre será um monopólio eficiente.  O governo impor restrições a esta empresa ou mesmo dissolvê-la à força seria o mesmo que destruir o produtor mais eficiente e trazer para o setor o produtor menos eficiente.  Neste caso, a economia irá sofrer uma perda líquida de produção e eficiência.

Obviamente, a única maneira de uma empresa ineficiente continuar mantendo uma alta fatia de mercado é se o governo estabelecer regulamentações que impeçam a entrada de concorrentes naquele mercado específico.  Tal arranjo ocorre tipicamente em setores supervisionados por agências reguladoras.  Mas aí, obviamente, não está havendo nenhuma falha de mercado, mas sim uma profunda intervenção no mercado.

Por outro lado, nenhum governo tem de estimular a competição ou impor a concorrência por decreto.  Tudo o que ele tem de fazer é liberar o mercado e impedir — e punir — a coerção, a fraude e a quebra de contratos.  Indivíduos empreendedores irão naturalmente concorrer entre si simplesmente porque tal atitude é do seu interesse financeiro.  Eles irão agir assim mesmo que preferissem não fazê-lo.

A competição estimula a criatividade e a inovação, e força os produtores a cortarem seus custos.  E é aí — no corte de custos — que está o segredo do processo. 

A livre concorrência faz com que novas empresas sejam atraídas para aqueles mercados que apresentam altas taxas de lucro.  Esse processo provoca uma redução de preços, que reduz essas altas taxas de lucros.  Consequentemente, todos aqueles envolvidos na produção de bens e serviços tentam a todo o momento encontrar métodos de produção que sejam menos custosos, na tentativa de voltar a aumentar seus lucros.  Com o tempo, esses lucros acabam atraindo novos concorrentes.  E essa concorrência elimina os altos lucros e faz com que os baixos custos de produção tenham de ser repassados ao consumidor na forma de preços mais baixos.  A contínua busca por lucros leva à descoberta e à implantação de novos métodos de produção ainda menos custosos, com o mesmo resultado acima.  A consequência é uma queda progressiva nos preços reais de todos os produtos.  (A queda nominal nos preços não ocorre simplesmente por causa da contínua inflação monetária estimulada pelo banco central).

Você jamais pensaria em interromper uma corrida de cavalos e reclamar que um dos cavalos está à frente.  O mesmo deve ser dito sobre o livre mercado, um processo no qual a corrida jamais termina e os competidores entram e saem continuamente.

Teoricamente, há dois tipos de monopólio: o coercivo e o eficiente.  Um monopólio coercivo ocorre quando o governo concede um privilégio exclusivo a uma empresa.  Ou seja, para que ocorra um monopólio coercivo, o governo deve efetivamente tomar partido de alguém no mercado.  Ele tem de fazer com que seja difícil, custoso ou até mesmo impossível para que qualquer indivíduo ou empresa possa concorrer com essa empresa protegida pelo governo.  Os Correios são um ótimo exemplo de monopólio coercivo. 

Em outros casos, o governo não necessariamente proíbe a concorrência, mas pode simplesmente conceder privilégios, imunidades ou subsídios para uma ou mais empresas de um determinado mercado, ao mesmo tempo em que impõe exigências e custos proibitivos para outras empresas que queiram entrar nesse mercado.  As empresas que atuam em setores protegidos por agências reguladores são um exemplo deste oligopólio coercivo.

Independente de qual seja o método, uma empresa que usufrui um monopólio coercivo está em posição de prejudicar os consumidores e ainda se safar.

Já um monopólio eficiente, por outro lado, ocorre quando uma empresa detém uma alta fatia de mercado simplesmente porque é a melhor e fornece um ótimo serviço ou um produto de qualidade.  Ela não recebe nenhum favor especial do governo, e não há nenhuma legislação específica que a proteja.  Qualquer outra empresa é livre para entrar no mercado e concorrer com ela, de modo que, se os consumidores quiserem, esta nova entrante poderá crescer e se tornar tão grande quanto a "monopolista".

Com efeito, uma empresa que usufrui um "monopólio eficiente" não é exatamente um monopólio no sentido tradicional do termo.  Ela não restringe a produção, ela não eleva seus preços, ela não impede as inovações; ela, na realidade, consegue vender cada vez mais porque sabe satisfazer os consumidores e sabe como atrair novos consumidores ao aprimorar seus produtos e serviços.

De resto, como explicou George Reisman,

Liberdade de entrada não significa capacidade de entrar em um dado setor.  Se as pessoas não possuem a capacidade de entrar em uma determinada área da economia (porque, por exemplo, elas não possuem o capital para isso), isso não significa que a liberdade de entrada no mercado foi violada.  Assim, por exemplo, se for necessário um investimento mínimo de, digamos, $1 bilhão, para se ter uma mínima esperança de poder competir no setor de aparelhos eletrônicos e informática, isso não significa de modo algum que tal setor não possui liberdade de entrada, ou que a minha liberdade, como indivíduo, de entrar em tal setor foi violada de alguma forma só porque eu pessoalmente não tenho a capacidade de levantar o bilhão necessário.

O fato de eu não possuir ou não poder levantar o capital necessário não implica uma violação da minha liberdade de entrada, assim como o fato de eu não possuir um canal de televisão ou um jornal, e não gozar do apoio de nenhum deles, não implica uma violação da minha liberdade de expressão ou de imprensa.

Em um mercado livre de intrusões anti-concorrenciais do governo, os seguintes fatores são suficientes para garantir que nenhuma empresa, no longo prazo e independentemente de seu tamanho, poderá cobrar o preço que quiser por seus produtos e serviços:

1. Livre entrada no setor: os novos entrantes podem ser dois caras operando em uma garagem ou um gigantesco conglomerado que vislumbrou a oportunidade de se expandir para uma nova linha de produção;

2. Concorrência estrangeira: desde que o governo não impeça o comércio internacional, e nem imponha onerosas tarifas de importação para proteger a indústria nacional, os produtos estrangeiros sempre representam uma poderosa fonte anti-monopólio.

3. Concorrência de substitutos: as pessoas sempre podem substituir um produto por outro que seja diferente porém similar.  Na fabricação de roupas, por exemplo, dúzias de diferentes materiais concorrem entre si pelo dinheiro do consumidor. Os produtores de suspensórios concorrem não apenas entre si e com outros potenciais concorrentes, mas também com os produtores de cintos.  Na indústria de transportes, os trens concorrem com caminhões, carros, aviões, oleodutos e navios.  Na indústria da construção civil, a madeira concorre com alumínio, aço, tijolos e pedras.  Uma aspirina da Bayer concorre com a Medley, a Boehringer Ingelheim e a Eurofarma.

4. A concorrência de todos os bens e serviços pelo mesmo dinheiro do consumidor: cada empresa compete com absolutamente todas as outras empresas existentes para conseguir a limitada quantidade de dinheiro em posse do consumidor.

 

Conclusão: pense na competição em um livre mercado não como um fenômeno estático, mas sim como um processo dinâmico e sem fim, no qual o líder de hoje pode ser o retardatário de amanhã.


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autor

Lawrence W. Reed

  • mauricio barbosa  11/08/2014 14:53
    A IBM que o diga perdeu o bonde da história no mercado de sistema operacional para empresas de fundo de quintal igual a uma desconhecida Microsoft que hoje é a potência neste ramo da alta tecnologia,viva a concorrência...
  • Andre Cavalcante  11/08/2014 19:18
    A área de tecnologia é pródiga em exemplos. A antiga e "toda poderosa" Nokia, hoje nada mais é que um braço esfarrapado da Microsoft, e está demitindo mundo afora...

    E a Samsung que se cuide. Já é a 1ª em reclamações por conta de "bugs" em seus aparelhos...
  • Mohamed Attacka Todomundo  11/08/2014 19:38
    tecnologia eh a area menos regulamentada dos EUA canadá e europa; claro q um diploma de engenharia de software de havard ou oxford abre portas, mas olha o muntueiro de autodidatas bem colocados. só se tem a ganhar com competiçao
  • Rennan Alves  11/08/2014 19:55
    Creio que a Samsung, considerando sua atual situação, será "devorada" pela Xiaomi. Eles se preocuparam demais com a Apple, esquecendo o resto do mercado.
  • Mohamed Attacka Todomundo  11/08/2014 22:44
    o futuro da tecnologia é ching'ling
  • Estevam  13/08/2014 19:05
    Mas ainda é forte em ambientes corporativos: bancos, empresas que trabalham com altas taxas de transação e também o governo que adora torrar o dinheiro com suítes caríssimas e sem uso nas repartições.
  • El Kabong  11/08/2014 16:13
    "Obviamente, a única maneira de uma empresa ineficiente continuar mantendo uma alta fatia de mercado é se o governo estabelecer regulamentações que impeçam a entrada de concorrentes naquele mercado específico. Tal arranjo ocorre tipicamente em setores supervisionados por agências reguladoras. Mas aí, obviamente, não está havendo nenhuma falha de mercado, mas sim uma profunda intervenção no mercado".

    O exemplo vem se desenhando na medida da leitura: as companhias telefônicas, aqui.
  • Roberto Alencar  11/08/2014 20:11
    Pois é. Mas aqui me ocorre uma dúvida. O setor de telecomunicações, salvo engano, é oligopolizado no mundo todo. Não sei até que ponto isso se dá devido à intervenção das agencias reguladoras ou por causa de barreiras tecnológicas e económicas à entrada de novos concorrentes.
  • Andre Cavalcante  12/08/2014 14:08
    Mais ou menos oligopolizado e 100% de certeza que por causa do governo.

    Na Europa, por causa da UE, você pode comprar um celular na Alemanha e usá-lo na França ou na Espanha, ou em Portugal, em geral sem pagar nenhuma taxa de "roaming", mais ou menos como está agora dentro do Brasil, em que o "roaming" está incluso na franquia. Assim, as operadoras de cada país acabam por concorrer com as dos outros países. E, fora a ITU, não sei de outras "reguladoras" nas bandas de lá.

    A barreira tecnológica só existe por causa das patentes que os governos garantem. Sem elas, não haveria nenhuma barreira tecnológica, ao menos não uma intransponível. Então, de novo 100% de certeza que são provocadas pelo governo.

    Já as barreiras financeiras, isto é, ter capital necessário para se criar a rede e prover os serviços... Bem, a maioria das grandes empresas de internet hoje nasceram no fundo da garagem da casa dos pais dos criadores (ou nos quartos dos seus criadores), então não sei se realmente há essa tal barreira.

    Mas vamos supor que sim, haja a necessidade de um grande investimento na construção das redes. Ora, sem o governo sugando ou escolhendo para quem vai o crédito bancário, seria meio óbvios que os bancos estariam loucos para emprestar para os empreendedores. Ou seja, culpa do governo também. Portanto, também não sei se isso realmente configuraria um impedimento.

    Mas, vamos ainda supor que nenhum banco queira bancar nenhum empreendedor nesta área. Ora, há inúmeras outras empresas que tem lucros fantásticos, como o próprio sistema bancário, que depende muito das telecomunicações, e que fatalmente daria um jeito de entrar neste mercado e bancar as redes e, ainda por cima, lucrar um bocado nisso. Ou seja, não vejo novamente uma limitação (ao menos intransponível) ou barreira de entrada.

    Abraços
  • Lucas C  11/08/2014 20:10
    Gostei muito de encontrar ao final do artigo as menções de concorrência de substitutos e concorrência de todos os bens de serviço pelo dinheiro do consumidor. Geralmente esses são aspectos pouco abordados da concorrência e que são sempre existentes. Só fala em monopólio total com manipulação unilateral de preços quem imagina que existe um bem continuamente essencial à vida e que não pode ser produzido por qualquer pessoa.
    Quem crê que o único concorrente da Coca Cola é a Pepsi? Se a Coca comprar a Pepsi e passar a cobrar 15 reais/latinha, boa parte dos consumidores vão passar a tomar refrigerantes de outro gosto, ou suco de fruta, ou água mineral, ou água da pia...
    Se o único fabricante de calculadoras do mundo cobra preços altíssimos, as pessoas passam a fazer as contas à mão ou aprendem a usar o ábaco.
    E por aí vai.
  • Donald  12/08/2014 00:27
    Parabéns, excelente artigo. Um mercado livre de poucos pode ser muito mais competitivo do que um mercado controlado de muitos, e no primeiro os consumidores estão sendo atentidos, no segundo não.
  • Paulo  12/08/2014 12:50
    Todo monopólio envolve algum nível de coerção e o "monopólio eficiente" é uma fábula.
  • Sofista/Pos moderno  14/08/2014 14:16
    Mas existe um outro tipo de competição que o pessoal do IM quer abolir! A competição entre o pensamento coletivista x individualista.
    "A guerra é mãe e rainha de todas as coisas; alguns transforma em deuses, outros, em homens; de alguns faz escravos, de outros, homens livres."
    Heráclito
  • Estevam  26/08/2014 22:04
    Não sei quem está querendo acabar com o coletivismo por aqui.
    Apesar de a maioria de nós ser individualista.

    Desde que não usem de coerção contra os desinteressados, fiquem à vontade para serem coletivistas entre vocês.
    Não me obriguem, por exemplo, a sustentar sindicatos ou compartilhar meus ganhos à força. Socialismo não é filantropia.
  • Humberto  14/08/2014 19:12
    O fanatismo funciona de uma maneira engraçada. De um lado temos os marxistas, keynesianistas e loucos em geral, do outro libertários e miseistas. Interessante observar que os dois lados defendem sistemas que trarão a utópica prosperidade e paz mundial.

    A parte engraçada é que os dois, quando descrevem seus sistemas, o fazem dando exemplos de pessoas/lideres/empreendedores/etc trabalhando de forma justa, digna, sem a fome de poder e ganancia que vemos no dia a dia do ser humano.

    Como ocorre neste texto acima...o autor realmente acredita que uma empresa monopolista se preocuparia em baixar preços num mercado onde só ela é fornecedora? Dúvido muito. Cobraria o mais caro possível e se alguém entrasse no setor, baixaria os preços demasiadamente para fazer a outra empresa ir a falencia ou fariam cartel ou o que fosse.

    Não me entendam mal. Ainda assim preferiria o sistema defendido acima. Entretanto é muita ingenuidade (ou fanatismo?) achar que seria tão utopicamente perfeito e funcional.
  • Doisberto  14/08/2014 19:43
    "o autor realmente acredita que uma empresa monopolista se preocuparia em baixar preços num mercado onde só ela é fornecedora? Dúvido muito."

    Onde o autor diz que uma empresa monopolista, que atua sozinha no mercado e sem risco de concorrência potencial, iria baixar preços? Por favor, me mostre. Procurei e não achei. Você está apenas criando espantalho.

    Aliás, olha só que gozado: a acusação da esquerda é justamente o contrário da sua. Segunda ela, o perigo está justamente na empresa reduzir ao máximo seus preços para quebrar qualquer eventual concorrência. É o que eles chamam concorrência predatória.

    Por favor, detratores, cheguem a um consenso.
  • Humberto  21/08/2014 19:09
    Não vou me dar ao trabalho de responder a um anonimo que faz piada com meu nome, ainda mais quando fala tanta bobagem que fica claro que não se deu ao trabalho de ler meu comentário (nem sequer leu o artigo com atenção, pois parece desconhecer algo que está explicito no texto). Se não quer ser levado a sério, o problema é seu, mas não falte com o respeito aos outros na sua imaturidade.

    Me pergunto do porque dos comentários serem moderados se é possível fazer piada e faltar ao respeito com outros frequentadores do site.
  • Trêsberto  21/08/2014 19:48
    Em vez de chorar feito uma mocinha, você deveria explicar o erro na resposta do Doisberto. Ele apontou seus erros e os refutou. O André Cavalcante foi ainda mais completo.

    Sem resposta e sem contra-argumentos, você se rebaixa a apenas gemer e reclamar que levou um tapinha (sendo que você próprio chegou aqui dando voadora).

    Hora de argumentar. Você não está no parquinho na hora do recreio. Não adianta correr para a tia, reclamando que foi empurrado.
  • Andre Cavalcante  15/08/2014 12:58
    Humberto,

    "Interessante observar que os dois lados defendem sistemas que trarão a utópica prosperidade e paz mundial."

    Noto que cê deve ser novo nestas bandas. Este site está cheio de artigos que condena exatamente essa visão utópica. Nunca um libertário vai dizer que uma região anárquica vai virar o paraíso na Terra, mas sempre dirá que ela será aquilo que as pessoas que lá moram fizeram dela. Há, inclusive, um artigo que defende a livre-iniciativa mas o autor dá um exemplo de uma sociedade libertária, mas imoral, em que jovens pobres seriam usadas para prostituição.

    "A parte engraçada é que os dois, quando descrevem seus sistemas, o fazem dando exemplos de pessoas/lideres/empreendedores/etc trabalhando de forma justa, digna, sem a fome de poder e ganancia que vemos no dia a dia do ser humano."

    Sim, damos exemplos de empreendedorismo, mas nunca de forma digna. Veja o artigo que trata do porque o salário do trabalhador independe da necessidade do funcionário ou da ganância do empresário.


    "Como ocorre neste texto acima...o autor realmente acredita que uma empresa monopolista se preocuparia em baixar preços num mercado onde só ela é fornecedora? Dúvido muito. Cobraria o mais caro possível e se alguém entrasse no setor, baixaria os preços demasiadamente para fazer a outra empresa ir a falencia ou fariam cartel ou o que fosse."

    O quê? Você leu o texto? O autor sempre falou em liberdade de entrada. Se há uma empresa que é monopolista em um dado instante de tempo, mas há liberdade de entrada, então ela não poderá cobrar o preço que quiser, não ao menos eternamente ou mesmo por um longo período. O aumento do preço cobrado sinaliza a outros empreendedores que há oportunidade naquela área. O autor jamais disse que um monopolista vai baixar os preços por que é bonzinho. Pare de criar espantalhos para bater. Seja racional e tenha bom senso. É o mínimo que se espera neste site de quem emite comentários.


    "Não me entendam mal. Ainda assim preferiria o sistema defendido acima. Entretanto é muita ingenuidade (ou fanatismo?) achar que seria tão utopicamente perfeito e funcional."

    Não é utópico, nem perfeito nem funcional. Mas é o melhor sistema para maximizar o uso de recursos escassos. A história já mostrou que o oposto, isto é, intervenção estatal, por outro lado, é o meio de pior uso dos recursos escassos. De novo, pare de criar espantalhos para bater. Tenha a ombridade de reconhecer que está emitindo uma opinião completamente descabida sobre o texto, sobre o autor e sobre o conteúdo deste site.

    PS.: de propósito não coloquei link para os artigos, como geralmente faço. Vá aprender a procurar os artigos!

  • Humberto  21/08/2014 20:34
    "Tenha a ombridade de reconhecer que está emitindo uma opinião completamente descabida sobre o texto, sobre o autor e sobre o conteúdo deste site.

    PS.: de propósito não coloquei link para os artigos, como geralmente faço. Vá aprender a procurar os artigos!"

    É tanta prepotencia e arrogancia que até assusta. Ainda diz que não há fanatismo. Menosprezar quem discorda da opinião do site (sem o bom senso e racionalidade que me acusa de não ter) parece ser praxe. Espero que não seja.



    Sou novo no site sim, todo dia leio o artigo do dia e um mais antigo. Até agora não cheguei nesses mencionados, devem ser BEM antigos. Vou pesquisar, pois sei muito bem usar essa função. Agora, se puder me ensinar a procurar algo sem saber que existe, por favor me ensine. Não tenho poderes de adivinhação para saber que tais artigos foram escritos.

    ps: Não deveria fazer a gentileza de apontar o trecho em que baseio uma parte do meu comentário, já que você propositalmente não o fez com os links, apenas por má vontade, mas ai vai: "Ele terá de aprimorar continuamente seus produtos e serviços, reduzindo seus preços." A palavra é PREÇOS, não CUSTOS. Há outros trechos em que fica evidente essa visão utópica, mas como sua resposta estava mais preocupada em me denegrir do que debater, não acho que fará diferença menciona-los.

    Tenha mais respeito com a opinião alheia. Discuta idéias e não ataque a imagem do outro. Do contrário apenas parecerá infantil e despreparado.
  • Diogo  21/08/2014 22:02
    Continue assim, lendo dois artigos por dia, logo entenderá as bobagens que está dizendo.
  • Humberto  22/08/2014 15:51
    Sério? Não publicam meu comentário, mas esse tipo de comentário é aceito? O cara não trouxe 1 argumento, só se preocupou em me denegrir, e mesmo assim foi publicado? Sinceramente, pra que moderação? É pra ter certeza que todos os comentários são a favor do site?
  • Sprite  21/08/2014 23:01
    Humberto, você diz coisas que soam estúpidas, fala de uma maneira como se empresas fossem alguma instituição que tem alguma obrigação e que surgiram do nada como um passe de mágica e como se as pessoas não tivesse ação alguma, fossem reféns dessas empresas, tipo vítimas, é por colocar essa questão como Empresas malígnas e que tem obrigações e consumidores vítimas que tem seus "direitos" que você automaticamente cria uma situação em que os respondedores vão te tratar a mesma altura.

    Meios de produção não nascem da noite pro dia, são resultado de muito investimento e trabalho, e sair tomando propriedades, como governos fazem quando acusam alguém de monopolista, é praticamente mecher com a vida e esforços de várias pessoas como se isso não significasse nada. Pessoas e consumidores não são vítimas, e estariam em uma situação pior caso as empresas não existissem, seja ela monopolista ou não.

    Todas as empresas são únicas, a única definição de monopólio que faz realmente sentido é aquela em que existe coerção. Mas partindo da definição, errada, de que monopólio é quando uma empresa está ofertando dentro de um ramo em que ela tem participação única, se ela fez isso e existe, isso não faz com que outras empresas sejam impedidas de entrar no ramo, ela não é tão poderosa quanto você está pregando (esse é ponto principal que cria uma situação que induz as pessoas a zoarem, pois é um vitimismo forçado). Investidores que queiram entrar no ramo vão ter que fazer uma avaliação de risco e avaliar se entre todos os investimentos possíveis, esse será o mais adequado, caso não queiram sair em prejuízos. Caso não haja barreiras de entrada de concorrentes (caso este que não existe atualmente no brasil) e a empresa continua monopolista, no sentido de ser a única do ramo, isso significa que a empresa está fazendo tão bem o que se propõe a fazer que os investidores não estão interessados em investir nisso pois podem cair em risco, ou talvez outros tentaram e não se deram bem.

    Mesmo em uma situação em que investidores não estejam querendo entrar em competição mas a empresa não é tão boa, mesmo nesse caso os clientes estão ganhando pois antes da criação da empresa os clientes não tinham o produto ofertado. O pior caso seriam produtos caros e de baixa qualidade, mas antes isso do que nada, e se nesse ponto não entraram competidores (supondo um ambiente de liberdade) é sinal que os competidores não conseguiriam fazer melhor.

    Em termos práticos, uma intervenção estatal poderia fazer o que? Primeiro uma intervenção poderia atuar de várias maneiras, mas provavelmente duas podem acontecer:
    1-Controle estatal da empresa
    2-Dividir a empresa

    No primeiro caso, você retira a propriedade privada das empresas, e a empresa se torna admnistrada por políticos. Como a empresa não foi contruída por eles há um grande desestímulo em utilizar a empresa de maneira cautelosa, mesmo que isso a jogue no prejuízo. E todos investidores seriam punidos e políticos que não fizeram absolutamente nada para a empresa estar aí vão ser beneficiados a troco de nada. Logo iriam surgir a concorrência que estava adormecida anteriormente, e como são políticos que estão na admnistração haverá uma tendência a bloquear a concorrência para evitar um efeito colateral que desjustifique o controle por parte de políticos da empresa em questão, Efeitos colaterais gerando efeitos colaterais em cascata.
    Acreditar que isso seja justo e eficiente, é no mínimo uma piada.

    No segundo caso, alguém receberá uma empresa sem investir antes, o que por si só é tremendamente injusto, e os investidores da empresa serão punidos pelo simples fato de terem uma empresa tão boa que ninguém conseguiu competir. Além disso, a tendência, devido a uma questão de equilíbrio, é que o arranjo final se comporte de uma maneira que a empresa que foi dividida e entregue para um beneficiado atificial irá se comportar de maneira inferior a primária, e logo terá resultados muito pequenos sobrando apenas a antiga, por uma questão de equilíbrio suposto, e assim o ciclo teria que continuar até a empresa ir a falência completamente. Dividindo, dividindo, dividindo, até não sobrar nada.

    Tendo posto isso, e recomendando que você leia o livro Hans Hoppe - Teoria do Socialismo, posso responder suas questões:

    Como ocorre neste texto acima...o autor realmente acredita que uma empresa monopolista se preocuparia em baixar preços num mercado onde só ela é fornecedora?

    Aí é que mora a estupidez, desculpe dizer dessa forma, mas é que isso realmente soa estúpido. O que você imagina? Que por estar sozinha no ramo a empresa pode colocar o preço de $ 10000000000000000000 ? Não passou pela sua cabeça que as pessoas escolhem se compram ou não? É óbvio que estar sozinho no ramo é uma vantagem, mas mesmo quando ela está sozinha ela está competindo pela atenção do cliente. Então é óbvio que ela está interessada em ter preços baixos e ao mesmo tempo é óbvio que ela tem um grau de vantagem por estar sozinha.


    Dúvido muito. Cobraria o mais caro possível e se alguém entrasse no setor, baixaria os preços demasiadamente para fazer a outra empresa ir a falencia ou fariam cartel ou o que fosse.

    O pior é que a princípio você diz que o problema é o preço alto, e logo em seguida diz que o problema é o preço baixo. Quer dizer, se estiver caro demais: "Tomem a empresa dessa fascista", se estiver barato demais: "Tomem a empresa desse fascista". E quando não se deve tomar a empresa? Pelo visto nunca.
    Os preços existem independente de haver concorrência ou não, pois os clientes escolhem se querem pagar ou não, ou pelo menos deveriam, e repetindo, sem a existência da empresa estariam em condições piores pois nem sequer opção teriam.
    Caso colocassem um preço baixo, produzindo muito e baixa lucratividade, os primeiro a ganhar com isso seriam os clientes(!!), porém a empresa teria que preservar isso por muito tempo caso usasse dessa estratégia para ser competitiva, e levando em consideração que a lucratividade é a essência da existência de uma empresa, isso não pode durar muito tempo, mas se durasse os clientes que ganhariam no intervalo e empresa perderia, e se for de capital aberto gera reclamação dos acionistas.
  • Humberto  22/08/2014 17:08
    "Humberto, você diz coisas que soam estúpidas, fala de uma maneira como se empresas fossem alguma instituição que tem alguma obrigação e que surgiram do nada como um passe de mágica e como se as pessoas não tivesse ação alguma, fossem reféns dessas empresas, tipo vítimas, é por colocar essa questão como Empresas malígnas e que tem obrigações e consumidores vítimas que tem seus "direitos" que você automaticamente cria uma situação em que os respondedores vão te tratar a mesma altura."

    Desculpa, parei de ler aqui. Se eu falo de maneira estúpida, voce interpreta de maneira similar. Que obrigação eu disse que empresas tem? Quando falei que pessoas são vitimas? Onde falei que estado tem que se meter? Não menciono estado em lugar nenhum. Você fez um tratado inteiro para "contra argumentar" algo que eu nem sequer falei ou defendi. Só porque eu discordo do artigo não quer dizer que eu defenda a idéia oposta a ele. Apenas quer dizer que eu discordo do artigo. O mundo não é divido apenas em 2 facções, em que obrigatoriamente se é de uma ou da outra.

    Sério mesmo, pessoal aqui tá parecendo socialista fanático. Apontar um erro da Santidade Libertária é tratado como blasfemia a dignidade humana e automaticamente o transforma no anti cristo, na reincarnação do Fidel ou coisa parecida.
  • Andre Cavalcante  22/08/2014 13:37
    Ui! Mimimi, mimimi, é sempre assim!

    Só uma coisa: aprenda a procurar os artigos no site. Isso é bem mais valioso pra você que ficar replicando mimimi. Você não é o primeiro novo no site e ainda precisa remar (ler) muito conteúdo por aqui. Todos, em alguma medida passaram por isso. E não, não fui nem arrogante, nem prepotente. Somente indiquei o que você você não havia entendido no texto. E sim, se não quiser ser realmente espezinhado por aqui (coisa que eu não fiz, e ficar cortando as minhas frases e tirando-as do contexto, não cola!) você vai ter que replicar coisas realmente factíveis no nível dos demais debatedores, que já vão aí com mais 300 ou 400 artigos lidos...

    Sobre o termo preço, é preço mesmo e não custo! O preço é o reflexo do quanto os demandantes estão dispostos (segundo a sua valoração subjetiva) a pagar por um produto ou serviço. Se uma empresa monopolista simplesmente aumentar o seu preço até a estratosfera (independentemente do quanto representa o seu custo), simplesmente as pessoas não mais consumirão aquele bem, por mais importante ou vital que tal bem seja, como água, por exemplo - simplesmente as pessoas vão buscar outras alternativas. E sim, se não houver barreira de entrada neste mercado, simplesmente outras empresas vão aparecer para suprir a demanda por um determinado preço (novamente, independente do quanto representa o custo na equação). Então, a única forma de uma empresa se manter monopolista em um determinado mercado é o governo criar uma barreira de entrada. Novamente, é disso que o texto trata.



  • Humberto  28/08/2014 21:50
    1. Essa parte é para debater seu segundo paragráfo, o único que trouxe argumentos e não ficou de ladainha.

    É ilusão sua de que o governo é a única barreira que pode existir: vide caso Intel. Intel é monopolista no mercado de chips high-end e cobra o que quer por seus chips mais poderosos, 4 ou 5 vezes o que valem e as pessoas pagam. Já no low end, seus preços são muito mais competitivos, pois tem concorrencia direta da AMD. Sua teoria que pessoas não pagarão preços absurdos para um monopolista de um bem vital é completamente sem fundamento, existem MUITOS exemplos na vida real. Preciso falar do mercado de medicamentos? Pessoas pagam tudo o que tem para comprar aquele remédio que vai salvar sua vida. Mesmo que seu custo seja totalmente desproporcional ao preço. Do que adiantaria não comprar um medicamento "overpriced" e morrer com dinheiro no bolso? As empresas de medicamento sabem disso e abusam. (vou deixar bem claro...não estou defendendo intervenção estatal no setor de medicamentos, apenas mostrando um exemplo onde uma empresa pode abusar do sistema libertário, não procure cabelo em ovo, não suponha que estou defendendo idéias que não estão escritas aqui)

    Poderia em estender aqui, mas deu pra ver que existem outras barreiras certo? Custo financeiro para desenvolvimento, onde encontrar pessoas extremamente capacidatas, competir com uma empresa que cobra preços absurdos, mas é extremamente competente e poderia baixar seus preços ao menor sinal de concorrencia...entre outras.

    2. Essa parte é para abordar a ladainha do primeiro paragrafo.

    Mimimi é o que tu está fazendo. Não admite que é fanatico e foi precipitado e arrogante. Eu entendi perfeitamente o texto, tu que não entendeu meu comentário. "Contra-argumentou" um monte de coisa totalmente fora do tópico, já que que nem sequer existia no que postei, como se eu fosse contra o libertárianismo, o que eu NÃO SOU (se ainda não entendeu). Tá cego na própria soberba e quer dar lição de moral. Viajou bonito na interpretação e ainda diz que eu que to errado.

    Eu defendo o mercado livre de maneira consciente, usando a razão. Tenho perfeita consciencia que é um dos melhores sistemas disponíveis. Só que por não ser fanático não tenho problema em apontar as falhas nesse sistema, ao contrário dos "sabidões" que engolem tudo que falam por aqui só porque faz parte da sua ideologia.

    E sim, preciso e quero ler muito, sempre, assim como todos aqui e qualquer ser humano que queira se aprimorar deveria também. Dúvido que Mises parou de querer aprender até sua morte. Apostaria dinheiro que já li mais artigos que muitos que me xingaram nos comentários e mandaram eu "aprender" mais. Entretanto não vou simplesmente engolir tudo que lerei aqui ou em qualquer lugar. Não adianta ler sem pensar só porque vai de acordo com o que você acredita.

  • Rogério   28/08/2014 23:19
    O problema, Humberto, é que você confunde as coisas e embanana as teorias; aí, quando alguém gentilmente aponta suas contradições, você estrila (que é o que vai acontecer agora).

    Como assim a Intel tem monopólio? Por acaso há alguma agência reguladora que impede a entrada de concorrentes nesse mercado? Se sim, então realmente há monopólio. Se não, então não há monopólio nenhum, mas apenas uma grande eficiência da Intel, a qual ninguém consegue emular.

    Quanto às grandes farmacêuticas, espanta-me você dizer que há livre mercado. Nunca ouviu falar em Anvisa e ANS? Nunca ouviu falar no Department of Health and Human Services (HHS)? Nunca leu nada sobre como os governos operam em conluio com as grandes farmacêuticas (que fazem estupendas doações de campanha), garantindo a elas uma grande reserva de mercado?

    Se você ignora essas coisas básicas, realmente não é de se estranhar que você receba algumas respostas ríspidas.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=980
  • Um observador  29/08/2014 00:26
    Humberto,

    Parei para comentar aqui apenas para dizer que concordo com a sua visão sobre alguns "fanáticos" aqui no IMB, como vários dos que te responderam acima, que agiram como se você estivesse propondo regulamentação ou estatização, quando na verdade você estava apenas dando uma opinião pessoal.

    A única exceção foi o Doisberto, que foi perfeitamente coerente (e tudo começou quando você não respondeu a pergunta que ele fez).

    Dito isto, é importante deixar claro: não concordo com a sua opinião sobre os monopólios em um livre mercado. Ainda que tenham sido ríspidos e criado espantalhos, os argumentos dos colegas acima são os mesmos que eu usaria para mostrar que você está errado.



  • Humberto  29/08/2014 21:25
    Obrigado observador.

    Por que não concorda com a minha opinião? Percebeste que eu não sou contra os monopólios? É melhor uma empresa ter o monopolio por sua extrema capacidade (como a intel) do que simplesmente por monopólio coercivo (ajuda do governo).

    Por favor, se tiver paciência para explicar porque discorda eu agradeceria. Não tenho problema de admitir que estou errado, mas minha opinião não tem nada a ver com os argumentos dos outros comentários. Falaram extensamente de estado e governo e tal, mas nunca disse que concordava com isso em qualquer grau. Pelo contrário, no fim falo "Ainda assim preferiria o sistema defendido acima." Só não vejo flores em tudo como a maioria aqui.


    Quanto ao comentário do doisberto...não sei o que teria pra responder. Metade ele passa me atacando e metade se contradizendo. Eu nunca afirmei ou defendi a esquerda. Também apontei como problema justamente a concorrencia predatória, que ele diz ser o contrário do que eu afirmo. Eu fiz um comentário pro tresberto, que abordava isso e o mimimi deles, mas o mises não publicou.
  • Um observador  02/09/2014 15:18
    Humberto,

    Pelo que entendi do seu comentário inicial você não acredita na "concorrência potencial" sobre a qual o texto fala. Você disse que acha que o monopolista iria cobrar "o mais caro possível e se alguém entrasse no setor, baixaria os preços demasiadamente para fazer a outra empresa ir a falencia".

    Eu discordo desse ponto de vista, assim como outros colegas acima, justamente pelos motivos apresentados no texto (aquele trecho em que ele cita Hans Sennholz)...

    Mas eu sei que você estava expressando uma opinião, e não propondo regulamentação (aliás, você deixou isso bem claro). E devo ter me incomodado com as respostas ignorantes dos outros comentadores tanto quanto você (pois gosto de pensar que os libertários são mais racionais e bons debatedores que outros grupos ideológicos, e é frustrante quando aparecem indícios de que isso não é necessariamente verdade).

    Quanto ao comentário do Doisberto, ele foi bem razoável... Colou um trecho do seu comentário e perguntou onde estava escrito no texto original qualquer coisa que justificasse o seu comentário. E você não respondeu. Essa foi a falta de resposta a qual eu havia me referido.
  • Humberto  02/09/2014 22:04
    Finalmente alguém que vale debater! Na boa, tava quase desistindo de comentar.

    Realmente, discordo do texto quando fala que empresas vão baixar o preço por motivo nenhum a não ser evitar "possíveis" concorrentes. Isso não faz sentido. A apple não baixa o preço de seus Iphones nem sob gigantesca concorrencia. Pelo contrário, seus concorrentes de porte equivalente alinharam seus preços ao mesmo patamar (voce realmente acredita que um Iphone vale 650 dolares?). Quem tenta batalhar no preço são empresas menores, que muitas vezes tem produtos superior e não conseguem competir devido ao imenso poder detido pelas gigantescas concorrentes, já que não tem tanto alcance de marketing, não tem "confiança" do mercado em geral e outras barreiras. O texto induz a pensar que só o preço seria determinante em um mercado, quando não é.

    São muitas variáveis e barreiras e o texto faz parecer que tudo é simples. Não vejo no mundo real exemplos de algo acontecer como o texto sugere.

    Quanto ao doisberto...respondi sobre a frase do texto no comentário para o André. Ai vai novamente: "Ele terá de aprimorar continuamente seus produtos e serviços, reduzindo seus preços." O texto afirma que o monopolista vai baixar o preço por nenhum outro motivo se não medo de uma possível concorrencia que ainda não existe. Acho isso MUITO dificil de engolir. TALVEZ o monopolista baixaria o preço se tivesse certeza da entrada de um concorrente, mas baixar preventivamente? Porque? Os motivos explicados no texto não me convenceram.
  • Um observador  06/09/2014 14:54
    Humberto,

    discordo do texto quando fala que empresas vão baixar o preço por motivo nenhum a não ser evitar "possíveis" concorrentes. Isso não faz sentido.
    TALVEZ o monopolista baixaria o preço se tivesse certeza da entrada de um concorrente, mas baixar preventivamente? Porque?

    Faz sentido sim... Vamos imaginar que exista uma empresa monopolista (e que tenha obtido este monopólio em um ambiente de livre mercado, com pouca ou nenhuma influência governamental).
    Uma vez que ela detém o monopólio, um desses cenários irá ocorrer:

    Cenário 1 - A empresa continua inovando, mantendo preços competitivos, etc, com medo da concorrência potencial - exatamente como prevê o texto do artigo. Resultado: neste caso é provável que o monopólio irá continuar por bastante tempo,
    e isso não será ruim para os consumidores.

    Cenário 2 - A empresa resolve aumentar os preços (ou parar com inovação, etc) já que pensa estar segura em seu monopólio. Depois disso duas coisas poderão ocorrer:
    a) Uma parcela significativa dos consumidores irá parar de consumir o produto devido ao aumento de preço, fazendo com que os lucros da empresa diminuam - e isso irá forçá-la a baixar os preços novamente para aumentar o lucro.
    Resultado: nesse caso o aumento de preços será temporário e não afetará muito os consumidores.
    b) As pessoas continuam comprando mesmo com o preço mais caro (porque o produto é realmente muito útil). Nesse caso outras empresas vão observar que existe um nicho de mercado a ser explorado e que pode oferecer ganhos elevados (já que todo mundo continua comprando um produto artificialmente caro). E portanto a tendência será a entrada de novas empresas neste ramo, acabando assim com o monopólio que a primeira empresa tinha.
    Resultado: a alta de preços terá durado pouco tempo (o tempo de entrada das novas empresas) e em seguida o preço tenderá a cair de novo - além do fato de que as novas empresas certamente trarão inovações interessantes.

    Cenário 3 - A empresa eleva os preços e as pessoas continuam comprando, e com isso novas empresas entram no mercado (cenário 2b). Porém dessa vez a empresa que tinha o monopólio decide baixar agressivamente seus preços para quebrar os concorrentes, e consegue fazer isso. Depois disso ela sobe novamente os preços... E depois baixa de novo quando novos concorrentes entrarem... E depois sobe de novo e o ciclo continua... Bem, sobre esse cenário não há muito o que eu possa falar aqui. A ineficácia deste tipo de concorrência predatória já foi discutida em alguns artigos no IMB, apresentando argumentos muito bons. Porém o argumento mais convincente para indicar a impossibilidade disso é: esse tipo de cenário nunca ocorreu... Tente encontrar um único exemplo dessa situação. Creio que não vai encontrar... (mas se souber de algum, eu adoraria ouvir).

    Então a conclusão é: em nenhum caso o monopólio causou problemas aos consumidores (no máximo um aumento de preços temporário). O livre mercado tem seus próprios mecanismos de autoregulação, e por isso ninguém precisa temer um monopólio em ambiente de livre mercado. E se você acha que existe algum cenário que não foi coberto e que seria prejudicial, então por favor explique.

    voce realmente acredita que um Iphone vale 650 dolares?
    Existe muita gente que pensa que existe um valor "correto" ou "justo" para bens de consumo, quando na verdade o valor de um bem é algo completamente subjetivo e varia para cada pessoa. Será que esse não é o seu caso?
    A regra é: uma produto vale exatamente aquilo que alguém está disposto a pagar por ele. Um Iphone 4S, para mim, vale exatamente R$1100, que foi quanto eu paguei no meu. Ou seja, para mim valia mais ter o Iphone do que R$ 1100 no bolso.

    A apple não baixa o preço de seus Iphones nem sob gigantesca concorrencia. Pelo contrário, seus concorrentes de porte equivalente alinharam seus preços ao mesmo patamar
    Se as pessoas continuam comprando os produtos destes fabricantes, mesmo existindo opções mais baratas, então por que eles deveriam baixar os preços?
  • Andre Cavalcante  08/09/2014 15:55
    Pô Um Observador,

    Agora cê matou. Falei disso aí desde o meu primeiro post replicando o Humberto. Dei o exemplo dos produtos da Intel (questão por ele levantada). Você acha que o cara tá afim de aprender? Ele só faz replicar que é impossível, mas não dá argumentos concretos e ainda tenta desvirtuar os nossos. Tá mais pra troll que outra coisa...
  • Pobre Paulista  08/09/2014 16:35
    Eu adoro este exemplo:

    Hj a NERO tem o monopólio dos softwares de gravação de CD's. Eles conseguem vender o programa deles pelo preço que eles quiserem?
  • Andre Cavalcante  08/09/2014 17:39
    Hã...!?

    A Nero não tem o monopólio dos softwares de gravação de CD/DVD. Há literalmente milhares de softwares que podem fazer o serviço com eficiência. Afinal, tal é um serviço do SO e não da aplicação, que nada mas faz que criar uma interface amigável para o usuário.

    E, como se trata de um serviço do SO, cê não considerou todas os aplicativos possíveis que existem fora do Windows, como os do Mac, do Linux, do Solaris etc.

    E não, eles não podem cobrar o preço que quiserem. Mesmo sendo fortes no Windows, sabem muito bem que, se eles não inovarem e cobrarem somente o que o usuário está pronto para gastar, essa posição simplesmente acaba da noite pro dia.

    Aliás, sobre despencar da noite pro dia, há notícias que a Samsung, mesmo lançando produtos novos, perdeu fatia importante no mercado de smartphones.

  • Fernando  08/09/2014 19:56
    A ineficácia deste tipo de concorrência predatória já foi discutida em alguns artigos no IMB, apresentando argumentos muito bons. Porém o argumento mais convincente para indicar a impossibilidade disso é: esse tipo de cenário nunca ocorreu... Tente encontrar um único exemplo dessa situação. Creio que não vai encontrar... (mas se souber de algum, eu adoraria ouvir).

    Já li e ouvi, e não foi nem uma nem duas vezes, o exemplo do Walmart como uma prática predatória duradoura.

    Gostaria de saber como contra-argumentar.
  • Um observador  08/09/2014 23:50
    Fernando,

    O fato de o Walmart ter preços baixos é um problema para a concorrência dele. Para os consumidores é ótimo!

    Uma empresa que mantém os preços baixos e assim acaba com a concorrência é perfeitamente possível. Mas o ponto é que essa empresa precisa continuar mantendo os preços baixos...

    Aquele negócio de baixar os preços para quebrar todo mundo e depois subir de novo e ficar colhendo altos lucros não existe! Foi a isso que eu me referi.

  • Doug  09/09/2014 00:50
    Exato. Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

    Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

    Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores. Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

    Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

    E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.
  • Victoria  06/09/2014 23:02
    Oi, Humberto, em primeiro lugar, valeu por postar opiniões contrárias às da maioria aqui no site; ver exemplos do que pode dar errado sempre é bom para quem quer se aperfeiçoar no estudo de uma teoria, no velho e bom método científico. Entretanto, tem coisas que podem refutar os argumentos que você levantou:
    1)Realmente, o iPhone está caro, entretanto, os celulares menores, menos sofisticados, estão muito, muito mais baratos que há alguns anos atrás. Ou seja, em um futuro libertário,talvez realmente algumas empresas se mantivessem no mercado com preços altos, por causa da marca, mas ainda assim haveriam outras companhias, menores, que forneceriam produtos a preços baixos para as pessoas que não fazem parte do extrato social que consome luxo. Assim, ninguém sairia prejudicado; afinal, se o iPhone é inacessível para você por causa do preço, você pode muito bem comprar um celular chinês, por exemplo. Além disso, é preciso considerar que mesmo uma empresa como a Apple, por exemplo, tem que estar sempre na fronteira da tecnologia e do design com seus celulares, ou os consumidores verão mais charme em alguma outra companhia e seguirão para ela.
    2)E quanto ao monopólio da Intel em seus chips high-end, coloco aqui três links que mostram que uma empresa monopolista pode realmente manter seus preços altos por um tempo, mas não eternamente, desde que não haja monopólio governamental:
    www.pcworld.com/article/2600307/amd-reminds-the-world-that-it-has-8-core-cpus-too.html
    adrenaline.uol.com.br/tecnologia/noticias/19880/intel-reduz-em-ate-25-precos-de-31-processadores.html
    www.hardware.com.br/comunidade/amd-queda/752034/
    Confirmo e demonstro essa teoria, aliás, copiando o comentário de algumas pessoas no fórum do último link. Aqui vai:
    -"É o desespero, já que a AMD não tem nada que preste no segmento high-end e estão precisando concorrer utilizando o preço como estrategia novamente, sem contar que a Intel esta vendendo seus processadores a preços baixos, provavelmente pela primeira vez na historia."
    -"Os preços dos CPUs estão absurdamente baixos já que a Intel (mais rica e não depende somente do mercado de CPU) abaixou d+ seus preços comparando com outras épocas para sufocar a AMD. Nunca os Intel custaram tão pouco..."
    -"A queda de preços da AMD, beneficia e muito o consumidor final.Mas nem por isso torna o produto dela muito mais competitivo, infelizmente.Com os E4300 e Pentium E da Intel no mercado, a AMD perdeu boa chance de se recuperar, mesmo com quedas milagrosas de preços.".
    Ou seja, a Intel se mantém como líder do mercado porque é a melhor, reconhecidamente. A AMD simplesmente não faz produtos nesse setor que satisfaçam tanto os consumidores quanto os produtos da outra empresa. E ainda assim, a Intel não pode cobrar o que quer sempre, porque senão, os consumidores acabam se contentando com uma versão inferior, mas bem mais barata dos seus produtos e ela perde lucro. Bem igual ao que o texto do Mises acabou de dizer.

  • Observadora  08/09/2014 12:28
    Em primeiro lugar agradeço a todos por pensarem e desenvolverem a parte mais difícil e "grossa" da questão. Porém ficou faltando a parte mais fácil, que é concordar com o Humberto e dizer também que sim, nada impede uma gigante monopolista de manter preços altos, mesmo em um mercado totalmente aberto à concorrência. O livre mercado não está imune a esse tipo de arbitrariedade. Entretanto, isso é muito mais uma exceção do que uma regra. Mas ninguém deve pensar também que vai ser tudo uma maravilha, tudo do bom e do melhor a preços acessíveis a todos. Mesmo assim, o consumidor só não tem poder se não quiser (e se não se esforçar para isso).

    A questão é porque que as pessoas compram? Com um pouquinho mais de empenho era só se analisar a situação e não comprar, caso uma empresa cobre um preço muito abusivo. Aliás, os sindicalistas poderiam até se dedicar a esse novo ramo de atividade, o de defender os consumidores explorados, denunciando preços absurdos e organizando boicotes em massa, já que em uma sociedade livre eles perderiam um pouco a razão de ser. Poderiam até parafrasear Karl Marx e atualizar o velho lema, sendo agora: "Consumidores de todos os países, uni-vos!". Agora falando sério, se as pessoas não contêm seus ímpetos consumistas visando pagar um preço melhor por um produto, é porque não querem; qualquer outra explicação é frescura.

    Por misericórdia! Não hesitem nunca em me avisar ou chamar minha atenção para as insanidades que escrevo.

    E sem mais para o momento, muito obrigada e até a próxima.
  • Corregedor  08/09/2014 12:46
    "nada impede uma gigante monopolista de manter preços altos, mesmo em um mercado totalmente aberto à concorrência."

    A frase é totalmente contraditória. Não existe, por definição, monopólio em um mercado livre e totalmente aberto, no qual qualquer empresa pode entrar e ofertar seus serviços.

    Só existe monopólio em mercados em que a entrada é regulada ou proibida pelo governo.

    Enquanto essa questão -- que é puramente conceitual não for entendida --, qualquer debate sobre o tema será irrelevante.
  • Observadora  08/09/2014 19:49
    É verdade, caro Corregedor. Mesmo que uma empresa domine um mercado (seja pela qualidade ou pela exclusividade de seu produto) e na ausência de regulação ou proibição do governo, isso jamais deverá ser chamado ou considerado um monopólio. Em tempo, então que troque-se aí o "gigante monopolista" por "líder absoluta em determinado segmento" (e, diga-se de passagem, fica bem melhor assim).

    Muito obrigada, valeu demais pela correção.
  • Silvio  08/09/2014 19:02
    Não é importante postar opiniões contrárias às comumente vistas aqui se essas opiniões são idiotas. Um bom debate pode prescindir de pessoas se submetendo a sessões de vergonha alheia.
  • Um observador  08/09/2014 23:53
    Silvio,

    Deixe de ser arrogante.
    E se o Humberto estivesse certo e todos nós errados? Ideias contrárias são sempre bem vindas, mesmo que pareçam absurdas (e o comentário dele nada tinha de absurdo) desde que os dois lados estejam dispostos a debater com argumentos e lógica.
  • Humberto  11/09/2014 01:12
    Observador, acho que discordamos apenas porque tu é mais otimista que eu. hehehe
    Primeiro vou comentar os outros posts, depois vai meu longo post para continuar nosso debate (não tenho o mesmo dom com as palavras como tu tem, peço um pouco de leniencia)

    1.Andre e companhia: pros que não entederam e insistem em me xingar...o fato de eu discordar do texto e apontar uma falha no sistema libertário não quer dizer que eu prefira outro sistema. Apenas que eu não acho o SL tão perfeito quanto voce. Inclusive como disse no meu PRIMEIRO post, acho que é um dos melhores. Deu pra entender agora?

    2. Observadora (1º post): Acho que concordamos quase quase 100%. Sistema libertário é bom, mas não imune a problemas (alguns graves). Entretanto, porque diz que é exceção e não regra que alguém abuse do sistema? Não está sendo otimista? Esse é meu ponto...será que acham que a corrupção, falcatruas, carteis, etc vão deixar de existir só porque o sistema economico é diferente? Esse tipo de coisa acontece pela indole das pessoas e acontecerá independente do sistema.

    2. Corregedor e Observadora(2º post): monopolio não é exclusividade do governo, monopolio COERCIVO é. To ficando cansado do pessoal dizendo que to errado nisso. Especialmente quando usei o termo monopolio no caso da intel, tentei deixar bem claro que era no segmento especifico de chips high end.

    3.Doug: voce parte do principio que a empresa terá prejuizo se baixar demasiadamente seu preço, o que nao necessariamente ocorre, ou que é a unica maneira de afetar o concorrente...

    4.Victoria: voce percebe que não discorda de nada que eu falei? seu argumento na verdade reitera o que falei sobre a Intel dominar o high end atualmente. Minha resposta para o Observador detalha a dinamica AMD x Intel. Se tiver interesse, leia!

    5.Finalmente, Observador (um cara definitivamente escreve melhor que eu nas suas respostas na internet):

    Concordo perfeitamente com seus cenários, o que discordamos é na proporção em que ocorrem e também acho que faltou um sim.

    Cenario 3.1: A empresa abusa de seu dominio e dá certo. Apesar de ter produto inferior ou não competitivo e volta a dominar o mercado. Exemplo fora da teoria: www.extremetech.com/computing/184323-intel-stuck-with-1-45-billion-fine-in-europe-for-unfair-and-damaging-practices-against-amd

    No caso a AMD mesmo com produto superior, ficou com ele encalhado. Poderia ter lucrado muito e hoje não estaria com tanta dificuldade para correr atrás da Intel. Quem sabe teria ganho dinheiro para R&D de chips high-end e teriamos preços competitivos em todos os segmentos hoje em dia? Ou a Intel teria se esforçado mais ainda e teriamos chips mais rápidos? Quem sabe hoje a maioria dos notes seriam AMD e não Intel e seriam mais rápidos? Ou mais baratos? Nunca saberemos, pois a Intel f*** com a AMD e hoje domina tranquilamente o mercado.

    Meu problema com esse texto é que ele faz parecer que é facil entrar em qualquer mercado E enfrentar uma empresa extremamente bem posicionada e que essa empresa não usará de qualquer meio para se manter no seu lugar. Pra mim é extremamente dificil competir com uma empresa que já é sólida e eficiente no mercado, ainda mais com essa empresa jogando sujo, o que pra mim é o que quase sempre vai acontecer. A intel tem práticas que prejudicam muito o consumidor, como mudar a pinagem a cada geração. Bloquear overclock. Coisas que AMD sempre foi mais interessada em não fazer e beneficiam muito o consumidor.

    Não que a AMD seja santinha...meu ponto é justamente esse...no mundo real a maioria faria o possível, legal ou não, moral ou não, para se manter no topo. Mas o texto faz parecer que no sistema libertário não é assim, já que é "só" criar uma empresa do nada que seja: mais eficiente, com capital sobrando para construir tudo do zero+enfrentar práticas abusivas(ou não, já que não existem no SL), com ideias novas para ter produto atrativo, sabendo que seu lucro será menor que o da concorrente, pois já entrará em um mercado para competir e não iniciar, sem poder cometer erros, pois terá a antiga dominante no encalço, etc, etc...e que isso não é uma tarefa absurdamente monumental.

    Por isso falei em UTOPIA e FANATISMO no meu post inicial, jamais que o SL seja ruim. Eu não acredito que uma empresa vá preferir a falencia a jogar sujo, ainda mais se falando em mega corporações. E quando se fala em mega corporações, jogar sujo pode fazer difereça sim. Talvez eu não tenha sido claro(o que acontece com frequencia, como disse lá no inicio não tenho o dom da palavra). Meu ponto é que no sistema libertário também terá muita falcatrua, algumas prejudicando o consumidor, mesmo que menos que em outros sistemas. Me irrita muito a visão que muitos que leio por aqui tem que tudo será perfeito se mudarmos pro SL, que Mises é deus e que os grandes defensores da escola austriaca nunca falam bobagem.

    Vou tentar de maneira diferente: Se voce me apresentar um exemplo de uma empresa que tenha preferido ir a falencia ao inves de usar qualquer prática, mesmo abusiva, ilegal, imoral para se manter no mercado e prejudicar um forte concorrente, mesmo com produto inferior ou prejudicando o consumidor, eu admito que falei besteira. Até isso acontecer, continuo com meu post inicial, achando que o texto está mais para utopia que realidade e que uma empresa não diminuiria seus preços sem motivo, ao inves disso, usaria parte de seu lucro e seu dominio do mercado para manter sua posição o maximo possível. Obviamente, faria isso independente do sistema, mas ao contrário do que o texto sugere, o sistema libertário não está imune a isso (ou foi erro meu de interpretação de que o texto faz parecer que no SL o mercado se auto regula perfeitamente? se foi, diga porque que eu tambem admito que falei besteira).
  • Andre Cavalcante  29/08/2014 13:26
    Humberto, só um único comentário e, prometo será o meu último (e o faço não em resposta à você particularmente, mesmo que use a segunda pessoa, mas porque alguém, no futuro possa ter essa dúvida esclarecida)

    "Sua teoria que pessoas não pagarão preços absurdos para um monopolista de um bem vital é completamente sem fundamento"

    Primeiro: estávamos falando da Intel (o seu exemplo). A Intel fabrica chips. Nem chips, nem a Intel são vitais para o ser humano. Você pode viver, e muito bem, sem computadores, chips e Internet. Você pode viver e muito bem até sem geladeira! Nenhum desses são bens vitais. Agora a Intel não é um monopólio e não pode cobrar o que bem entender, mas somente o que o mercado está disposto a pagar. Se você acha que um Xeon a R$2.000,00 é muito é porque você não entende esse mercado (chips de alta performance). Placas GPU multicore da NVidia podem custar o dobro facilmente.

    Por fim, produtos realmente vitais, como água (sem água você morre, correto), e que são monopolizados (água é sim um monopólio) simplesmente não é consumido pela maioria da população da Terra e, pasmem, mesmo no Brasil, somente 63,9% (segundo as estatísticas governamentais, as quais, a gente sabe, são pra lá de minimizadas) das residências tem acesso à água. E não, você não pode furar um poço sem a explícita aceitação governamental. Nem tampouco você pode vender (ou mesmo dar) água encanada para seus vizinhos (no caso de você ter um poço, mesmo que ilegal). E não adianta ter dinheiro: moro em uma casa em Manaus, cidade banhada pelo maior rio do planeta e pelo 10 maior rio do planeta, em um terreno de 630m2, que conta com 5 ar condicionados, 5 TVs e todas as demais comodidades modernas e, ainda assim, a companhia de água não tem um sistema de distribuição que leve água a minha casa. Resultados, furamos um poço de 65m.

    O que você (e um eventual leitor) não entendem é o conceito de monopólio. Nem tampouco entende que um monopólio somente pode existir por questões governamentais e jamais técnicas. Produtos de tecnologia somente conseguem uma sobrevida por causa de patentes (ou seja, governo). Sem elas, chips e softwares poderiam ser copiados livremente, tornando o acesso mais fácil a estes produtos, levando as empresas a ter que inovar cada vez mais. Produtos que teriam muito fácil o acesso da população, como água, somente faltam no Brasil por causa do governo. Uma empresa privada jamais poderia se vangloriar de ter um monopólio se não fosse esse antro de corrupção que é o governo.



  • Emerson Luis, um Psicologo  16/08/2014 23:17

    No livre mercado, o empreendedor precisa cooperar não apenas com seus clientes, mas também com seus fornecedores, com empresas complementares (p/ex:, fábricas de carros e financiadoras) e até mesmo com concorrentes (p/ex:, uma associação de logistas concorrentes comprando em conjunto do fornecedor em comum para ter abatimento do preço). Para ser competitivo é necessário cooperar. O livre mercado é mais cooperação que competição.

    Tem um bom livro sobre o tema, chama-se "Co-opetição", da editora Rocco.

    * * *
  • Silva  21/02/2015 16:09
    Boa tarde,

    Existe estudos científicos (artigos/teses) sobre os mercados brasileiros com baixíssima interferência do governo (se é que tem algum)?

    Pretendo fazer meu tema de monografia mais ou menos nessa linha embrionária, principalmente em entender como os custos se formam nesse caso (que tendem a beneficiar o consumidor).

    Pessoal do Mises, podem me indicar alguma bibliografia sobre este tema ou artigos do mercado de concorrência brasileira com forte embasamento teórico? Já estou lendo os livros de Mises também sobre intervencionismo.

    Obrigado




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