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A precária situação alimentar cubana

A verdadeira história se escreve no coração dos povos.

Nem os mais elevados sociólogos, psicólogos, historiadores e sábios que existiram ao longo de toda a história da humanidade seriam capazes de descrever a sociedade cubana atual de uma forma medianamente correta.

Nossa verdadeira história habita no desconhecido interior de cada um, no coração de cada indivíduo.  É aí, e não em outro lugar, que estão os originais das escrituras da história cubana; as outras não passam de meras cópias duvidosas.

Exatamente por isso, quanto mais totalitária for uma sociedade, quanto mais se imponham limites à liberdade dos indivíduos, mais difícil será tornar visível sua verdadeira essência — a realidade social é distorcida a tal ponto, que até os próprios indivíduos terminam, inevitavelmente, aceitando-a como se fosse verdadeira. Este é o caso de Cuba, lugar em que os donos da liberdade encarregam-se de vender uma realidade viciada, uma história distorcida magistralmente.

Pretendo aqui mostrar a outra cara da realidade vivida pelo povo cubano, destacando, concretamente, nossa atual situação alimentar.

Não foi por mera questão de gosto que o psicólogo norte-americano Abraham Maslow, na sua teoria das necessidades — também conhecida como Pirâmide de Maslow —, destacou a alimentação como uma das necessidades básicas do indivíduo.  É a alimentação quem garante a manutenção das funções corporais que fazem a vida ser possível.

Essa necessidade básica é hoje o principal problema na vida da maioria dos habitantes de meu país.  O cubano de hoje vive as 24 horas do dia pensando no que irá comer. E estou falando de apenas uma refeição diária, incluindo-se aqui as crianças.

tarjeta.jpgMensalmente, o estado garante para cada pessoa, a baixo custo, por meio da caderneta de racionamento, os seguintes itens: 2,25kg[1] de arroz, 450g de feijão, 225ml de óleo de cozinha, 1,8kg de açúcar e 675g de frango.

Quanto tempo podem durar essas quantidades? Convido-os a fazer as contas.

Suponhamos que, alimentando-nos uma vez ao dia, estas provisões possam nos manter pelos primeiros dez dias do mês.  E os 20 restantes?  É aí que começa a agonia dos cubanos.

Tomemos como exemplo uma pessoa com média salarial alta. 

Suponhamos que ganhe $300 por mês.  Ela teria, então, que comprar os escassos produtos disponíveis em mercados estatais, a preços como: 450g de arroz a $5, 450g de feijão a $10, 450ml de óleo de cozinha a $60 (ou 2,40 CUC[2]), 450g de açúcar a $5, e 450g de frango a $75 (ou 3,00 CUC), em média.

Quando é possível, alguns produtos são encontrados no mercado negro.  Nesse caso, os mesmos 450 ml de óleo de cozinha custam $25, e os 450g de frango também custam $25.  

Porém, o que é o mais comum é que tais produtos estejam disponíveis apenas nos mercados estatais, os quais se praticam, em média, os preços especificados.

Assim, para nos alimentarmos minimamente, apenas uma vez ao dia durante os demais 20 dias do mês, teríamos que adquirir: 4,5kg de arroz ($50); 900g de feijão ($20), 450ml de óleo ($60); 3,6kg de açúcar ($40) e $75 de frango.

Isso significa que, para mal alimentar uma pessoa, uma vez ao dia e durante um mês, são necessários $245, de um salário mensal de $300, restando $55 para transporte, vestimenta, medicamentos, taxa sindical, o dia da defesa[3], os Comitês de Defesa da Revolução (CDR), a água, a luz, o telefone, a federação de mulheres (no caso de se ser mulher) etc, etc, etc.

E se tivermos filhos pequenos?  Uma insanidade!  Como é possível viver desta forma?

cuba.jpg

Os cubanos, no entanto, sempre dão um jeito.  Em sua grande maioria, eles precisam delinquir todos os dias para sua subsistência.  Os pedreiros, os médicos, os farmacêuticos, os açougueiros, os balconistas, os fiscais, os dirigentes, os militantes do partido, os caminhoneiros, os professores — absolutamente todos precisam fazê-lo, e não porque o desejem, mas porque não resta outra opção.

Os governantes sabem disso, mas se fazem de desentendidos para evitar uma explosão social.  Somente quando a corrupção periga manchar a "imagem da revolução" é que fazem grandes operações policiais e julgamentos "em nome do povo", culpando os incriminados como os causadores das penúrias e necessidades pelas que o próprio povo passa.

Sendo as coisas desse jeito, as cadeias cubanas encontram-se abarrotadas de seres que sofrem condenações injustas e forjadas, repletas de jovens, pais e mães, filhos e filhas, de maioria da grande parcela humilde da população, que recorreram à delinquência por pura necessidade — mais do que isso, por uma necessidade imposta pelo seu próprio governo.  Governo este que, por sua vez, os culpa e castiga pelo simples fato de tentarem garantir suas subsistências.

Sim, dentro de cada cubano, no coração de cada indivíduo desse país, habita a fome: uma gigantesca e irresistível fome de liberdade.


Leia também:

Por que Cuba é pobre?

Um giro por Havana

A medicina cubana - um modelo?


________________________________________

[1] N. do T: O texto especifica o peso dos alimentos em libras, inclusive, a medida de volume do óleo. Para a conversão, simplificamos: 1lb = 450g; para o óleo, 1lb = 450ml.

[2] N. do T: CUC = Peso conversível. O salário de $300 a que o autor se refere é em CUP ( = peso cubano). Os trabalhadores cubanos recebem seus soldos em CUP. Atualmente, a conversão está em 1CUC = 22.22CUP; 1BRL (Real Brasileiro) = 10.00CUP. (fonte)

[3] N. do T.:  Todo trabalhador sindicalizado deve pagar uma taxa ao sindicato pelo "Día de la defensa": "Seguramente el sindicato  tiene eficientemente cumplida la meta de cobro de la cuota mensual y del aporte al Día de la Defensa a todos los afiliados" (fonte, acesso em 18/05/2014).



autor

Nelson Rodríguez Chartrand
é um advogado cubano, libertário do Club Anarcocapitalista de Cuba, e escreve, de Havana, para a página do Liberzone e do Spotniks.


  • George  21/07/2014 14:18
    Bate uma profunda tristeza no coração ler isso
  • Pedro Ivo  21/07/2014 14:28
    Um advogado cubano anarcocapitalista?!!!
    Que grata surpresa!
    Espero ver em breve o Instituto Ludwig von Mises Cuba em atividade.
  • Felippe  21/07/2014 17:24
    misescuba.org

    e os demais artigos do Nelson:

    liberzone.com.br/artigos/cuba-libre/
  • Davi  21/07/2014 14:48
    o salário lá não é $20,00/mês?
  • Guilherme  21/07/2014 15:05
    Sim, 20 dólares. Esse valor de $300, como está explicado na nota 2, está em CUP.
  • João  21/07/2014 15:02
    Triste mesmo é pensar que existe gente no Brasil desejando que o Brasil se transforme nessa "coisa" que cuba é.
  • Vinicius  21/07/2014 15:36
    Mais triste ainda é pensar que existe gente desejando que o MUNDO se transforme nessa "coisa" que cuba é.
  • Silvio  22/07/2014 11:26
    Mas mais triste ainda é pensar que tem gente desejando e trabalhando (e obtendo muito sucesso) para que o mundo se transforme nessa "coisa" que Cuba é.
  • Edson   21/07/2014 18:48
    Poderiam me ajudar nas seguintes questões:

    1 - Qual país latino-americano mais ainhado ao modelo liberal?

    2 - Qual foi o período mais liberal da história?
  • anônimo  21/07/2014 20:50
    1-Chile. Curiosidade: brasileiros podem trabalhar no Chile facilmente:
    www.extranjeria.gob.cl/residencia-temporaria/tipos-de-residencia-temporaria/#capitulo13

    A 2 eu não sei.
  • Vinicius  22/07/2014 00:16
    O período mais liberal foi algo entre 1865 e 1913, período onde as nações desenvolvidas de fato se industrializaram, poucos países se tornaram ricos/desenvolvidos após este período.
  • Arthur Gomes  22/07/2014 13:49
    Este período de 1865 a 1913. Foi também o período que os Estados Unidos mais cresceram, mas nas universidade todos os professores desconhecem isso eles juram que foi no período de 1970. Também foi neste período que surgiu o Barão de Mauá, que produziu algum capitalismo no Brasil. Depois disso só tenho noticia no século XX, da Coréia do Sul. Mas os professores doutrinadores juram que neste período os Estados Unidos cresceram explorando outros países, uma verdadeira piada histórica.
    Também neste período a Argentina produziu a riqueza que o Juan Peron e sua amante Evita iriam acabar com tudo e hoje a este país se arrasta cada vez mais para o buraco.
    Depois da IGuerra, o mundo cada vez mais se torna menos livre e cada vez mais socialista/marxista/coletivista e tudo mais.
  • anônimo  22/07/2014 18:15
    O federal reserve foi criado em 1913, parece ter sido o fator mais importante. Talvez o principal problema a ser resolvido sempre foi o sistema monetário, que atualmente é baseado em dívidas. Posso estar enganado, mas no sistema atual se o governo pagar todas as dívidas o dinheiro acaba, isso é um tanto que ridículo e inaceitável.
  • Occam's Razor  11/06/2015 23:46
    Falta eles explicarem como é que o mundo como um todo se tornou muito mais rico nos últimos 200 anos. Provavelmente estamos explorando alienígenas e esqueceram de me avisar.
  • Professor  21/07/2014 19:00
    Não consigo entender a simpatia de alguns pela ditadura cubana, sério.
  • Emerson Luis, um Psicologo  21/07/2014 21:38

    Por isso os admiradores de Cuba preferem passar as férias em Paris.

    * * *
  • Justo Como Dedo N'agua  21/07/2014 23:17
    Muito triste viver numa tribo - sim, porque país Cuba não pode ser - como esta.
    Num lugar paradisíaco, provavelmente "deitados eternamente" este povo cubano não reage.
    Estão adormecidos, anestesiados.
    Isto acontece quando algo ruim toma conta, por muito tempo, de um corpo. O ser se adapta. Prefere viver uma vida com baixa qualidade para não arriscar combater a praga.
    Deve ser assim que pensam maioria dos cubanos.
    Que sirva de exemplo para nós.
    O Brasil, como nação ainda relativamente livre, está em sério perigo, caso o modelo socializante/estatizante que se mantém desde FHC e foi intensificado por LILS e DR, seja mantido a partir de 2015.
  • anônimo  22/07/2014 01:52
    Tenho vergonha do Brasil. Vergonha de ser brasileiro. Os governantes sociopatas daqui são simpatizantes desta imundice comunista. Revolta todas as vezes que vi e vejo Dilma e toda cambada lambendo as botas da família Fidel. E o que é pior: com o nosso dinheiro!Tenho mais vergonha ainda do povo brasileiro ignorante. Não me interessa as gerações anteriores. Esta que pertenço, é cheia da pior especie alienada de gente. País folclórico de saci pererê, cuca, lula, samba, sertanejo universitário, novela, não é sério mesmo.
  • Jean Cherem  22/07/2014 03:23
    É o tipo de coisa que não escutamos na escola. Tudo que me falaram era sobre a igualdade social dos cubanos. Este povo metido a intelectual fica repetindo esta ideologia que faz muito mais mal que bem. No final das contas, o socialismo é uma exploração bem maior que o capitalismo do século XIX. O pessoal não tem nem o direito de dizer o que pensa.
  • Gunnar  22/07/2014 20:21
    Mais mal que bem? Poderia citar algum "bem"?
  • ANDRE LUIS  22/07/2014 09:40
    Este é o modelo desejado pela nossa elite intelectual, pelo menos aquela que domina os meios tradicionais de difusão de idéias (escola, universidades, editoras).

    Ocorre que pregar o modelo cubano abertamente é inviável por vários motivos, mas isso não é capaz de para-los. Mudam-se os meios, mas o objetivo segue intocado.

    Os cubanos não sabem, mas eles levam o modo de vida idealizado por 100% das escolas do Brasil. A necessidade apocalíptica de se diminuir o consumo é a principal pauta das aulas de ciências país afora. Quem tem filho pequeno na escola sabe do que estou falando.

    Nossas crianças são doutrinadas pelo mais rasteiro ecologismo radical, patrocinado pelo nosso governo. Penso que, tal como aconteceu conosco (quem tem por volta de 40 anos) doutrinados pelo estatismo, as crianças de hoje estão sendo preparadas para aceitar o socialismo na sua forma mais cruel, que é justamente o modelo cubano.

    Com seu consumo naturalmente reduzido pela falta de produção, sua baixa emissão de CO2, sua perfeita "pegada ecológica" (o conceito mais difundido pela escola do meu filho), Cuba passa a ser o modelo ideal de organização social, e será de fato assim que nossos filhos atingirem a nossa idade, assim como o estatismo é hoje graças a nós, isto é, a nossos pais que não perceberam isso a tempo, e não nos deram uma boa coça intelectual.

    Nossos filhos precisam urgentemente daquela coça que nos faltou na nossa infância.



    Ocorre que as idéias que pautam o pensamento desta elite de hoje, não eram as idéias dominantes do passado, muito menos as que já tinham sido testadas e aprovadas na escola da vida.

    O que prevaleceu, em termos de influência, foram aquelas idéias abraçadas pelas pessoas bacanas e descoladas da época. Seus propagadores tentam até hoje ser aquelas pessoas bacanas do passado, numa necessidade de auto-afirmação sem fim. Esta poderia ser a descrição perfeita daquele revolucionário saudosista, mas é claro que nem todos seguiram esta linha.

    Os idealistas mais pragmáticos perceberam, com o passar do tempo, que Só que os anos foram passando, e e Voltando a Cuba, por isso aderem às mais loucas aventuras Hoje aceitamos cada vez mais interferência estatal porque isso nos soa natural, exatamente como no caso dos cubanos. A diferença
  • Carlos  22/07/2014 11:55
    Será o futuro de Pindorama?
  • Vitor Sousa  22/07/2014 13:35
    Ano que vem vamos enfrentar o inferno.

    Compro dólar num primeiro instante.

    Ouro em seguida.
  • Luiz Felipe  22/07/2014 22:14
    " Nossa verdadeira história habita no desconhecido interior de cada um, no coração de cada indivíduo. É aí, e não em outro lugar, que estão os originais das escrituras da história cubana; as outras não passam de meras cópias duvidosas.

    Exatamente por isso, quanto mais totalitária for uma sociedade, quanto mais se imponham limites à liberdade dos indivíduos, mais difícil será tornar visível sua verdadeira essência — a realidade social é distorcida a tal ponto, que até os próprios indivíduos terminam, inevitavelmente, aceitando-a como se fosse verdadeira. Este é o caso de Cuba, lugar em que os donos da liberdade encarregam-se de vender uma realidade viciada, uma história distorcida magistralmente."

    Se não fosse pela palavra Cuba, acreditaria que ele estaria falando sobre a Banânia.
  • Lopes  23/07/2014 15:55
    Anedota pronta: Castro vai à China para explicar sobre alimentos.

    exame.abril.com.br/economia/noticias/castro-explica-a-jinping-estudos-sobre-producao-de-alimentos
  • facto  24/07/2014 13:49
    A "revolução verde" de Cuba: O desenvolvimento da agricultura urbana autossustentável:

    "A agricultura ecológica desenvolvida em Havana tem contribuído com a sustentabilidade desse grande centro urbano. Ela assumiu um importante papel no combate à fome na década de 1990 e até os dias atuais tem sido primordial para a segurança alimentar e nutricional das famílias cubanas. Oferece produtos frescos e saudáveis à população por um custo acessível, uma vez que as vendas são realizadas sem a intermediação de atravessadores, além de não depender de gastos com transporte a longas distâncias, já que a maioria das hortas urbanas possui postos de venda na própria unidade de produção."
    www.agriculturesnetwork.org/magazines/brazil/semeando-agroecologia-nas-cidades/agricultura-urbana-ecologica-cuba


    "O desenvolvimento e consolidação da agricultura urbana e suburbana ao longo desta ilha caribenha foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), que o destaca como um modelo para ser usado no mundo, impactado por eventos climatológicos e a adiada crise econômica e alimentar."convencao2009.blogspot.com.br/2013/08/agricultura-urbana-e-suburbana.html


    "É fato que Cuba está longe de ser perfeita e que estas políticas se mantenham exitosas é questionável (Cuba torna a ser dependente das importações estrangeiras. Quando Raúl Castro substituiu seu irmão em 2008, uma de suas principais promessas foi revitalizar o setor agrícola que estava sofrendo pela ineficiência e burocracia).Mas o que é fascinante sobre Cuba é, como a partir da energia da necessidade, a comida se converteu novamente em um fator determinante na configuração da cidade. O que se requeria, entretanto, era a eliminação do coalho do sistema de produção/distribuição alimentar que costumava estar enraizado."
    www.archdaily.com.br/br/01-78672/agricultura-urbana-o-que-cuba-pode-nos-ensinar
  • contra-facto  24/07/2014 14:07
    Deve ser verdade mesmo.

    Ou seja, é graças exclusivamente à fertilidade do solo caribenho que os cubanos ainda não morreram de inanição. Que situação deplorável.
  • nelson  11/06/2015 20:48

    Cuba está exportando o modelo de alimentação para o corpo e para o espírito, para além do consumismo. Ah, só 25 % do "fértil" solo cubano é agricultável.
  • Hay  24/07/2014 15:52
    Resumindo: um país com solo propício à agricultura como Cuba dependia da União Soviética. Essa foi a grande revolução cubana, essa grande maravilha que salvou o povo das garras do capitalismo: destruir a economia.

    A autora adota também o famoso discurso da insustentabilidade, que existe há séculos e só assume roupagens diferentes com o passar das décadas. Agora, a moda é falar sobre as poderosas corporações só se preocupam com a rentabilidade econômica. Que tristeza! Legal deve ser viver como um cubano, tendo que se virar para conseguir qualquer coisa que um inglês pode comprar no mercado mais próximo (e, se quiser, no mercado de orgânicos mais próximo). Se for mendigo, em um dia consegue uns trocos para conseguir um pouco de comida.

    Depois, a autora demonstra que sua falta de noção da autora é tão grande que ela elogia o fato de que o governo cubano simplesmente não proibiu nem quis impor limites severos à agricultura urbana. Ela acha que a agricultura urbana teve sucesso porque o governo treinou umas pessoas e criou uns planos.

    Depois, ela mesma afirma que a situação do país não mudou: continua dependendo de importações estrangeiras. Na verdade, de doações e esquemas bizarros de "fornecimento" de médicos e afins. Ou seja, o tal esquema de agricultura urbana só está evitando uma tragédia no país, não é nem de longe algo que vai resolver algum problema.
  • Lopes  11/06/2015 21:26
    Agricultura urbana era onipresente nas cidades americanas do século XVIII. Não é nenhum avanço: é somente um cidadão que decide plantar no quintal de casa porque não pode ou o mercado não dispõe dos alimentos que ele necessita. É um regresso do aproveitamento do espaço domiciliar e atrai insetos e outras chagas.

    É um regresso, na realidade.

    E este "25% só" de terra agriculturável já fez de Cuba o maior exportador de açúcar do mundo:

    www.cubahistory.org/en/sugar-boom-a-slavery/sugar-boom.html

    Território é necessário para a agricultura, mas é somente uma formalidade frente à qualidade da terra e a quantia de capital integrada na produção.

    E finalmente, dizer que o que está ocorrendo em Cuba é uma forma de re-educação contra um consumismo (o governo comunista já educou mais de 3 gerações - como pôde tal mania ainda perdurar? Capitalistas doutrinadores!) é psicopatia adiante do artigo acima.
  • anônimo  11/06/2015 22:16
    A agricultura urbana é tão eficiente que o autor já está aplicando no Brasil, correto?
  • Felipe  11/06/2015 21:42
    ué se a agricultura urbana é tão boa por que entao a autora não aplica no Brasil? se ela acreditasse mesmo alugava uma loja e começava logo.
  • Douglas  24/06/2015 01:55
    Esse artigo possui potencial de ser muito melhor. Está muito breve.

    Por favor, IMB, poste a média adotada por algum órgão globalista, como a ONU, de quanto deve ter em uma alimentação para um cidadão não ser subnutrido.

    E poste também as fontes de que os cubanos comem apenas isso por mês, por gentileza.

  • André MP  20/09/2015 02:11
    Pra alguns só com vídeo lá mostrando os mercadinhos e olhe lá.
  • anônimo  08/09/2016 16:01
    E sobre aqueles dados de insegurança alimentar nos EUA? Dizem que 1 em cada 6 crianças está a beira da fome. São verdadeiros ou não passam de desinformação?
  • Goulart  08/09/2016 16:16
    Quais dados?!

    Estou curioso, pois ouço falar justamente o contrário: o problema dos EUA seria o excesso de comida, que está fazendo com que todo muito fique gordo.

    Todos os países desenvolvidos estão enfrentando um problema oposto à fome: a obesidade, algo que, na história da evolução social, é um bom problema para se ter.

    Aliás, sejamos sinceros: até mesmo no Brasil não há problema de fome. Mesmo em nossa economia semi-socialista, qualquer indivíduo fazendo malabarismo no sinal consegue o suficiente para comprar comida numa padaria. E mesmo aqueles que não querem fazer malabarismo recebem esmolas e compram comida. Você simplesmente não vê ninguém morrendo de fome nas cidades do sul, sudeste e centro-oeste (mais capitalistas). Quando há assaltos, é para comprar drogas.
  • anônimo  08/09/2016 16:22
    Seriam esses:

    www.feedingamerica.org/hunger-in-america/impact-of-hunger/child-hunger/child-hunger-fact-sheet.html?referrer=https://www.google.com.br/

    Mas apenas cita "insegurança alimentar" (o que seria isso?) ao invés de "fome".
  • Roberto  08/09/2016 16:53
    "Food insecurity" significa que um "consistent access to adequate food is limited by a lack of money and other resources at times during the year." […] "Food insecurity is a year-long measure. It is impossible to say whether a food insecure household is "hungry right now," "going hungry tonight" or "does not know where their next meal is coming from." Research shows that food insecurity tends to be episodic and often cyclical."

    Ou seja, se você disser que em algum momento vivenciou alguma falta de comida, mesmo que tenha sido algo totalmente episódico, você é classificado dentro da estatística de quem vive sob "insegurança alimentar".

    Ironicamente, por essa lógica, eu mesmo estou nessa estatística: ontem, não fui almoçar. Quando foi à noite, me deu fome e não tinha nada em casa para comer. E todos os botecos, padarias e biroscas estavam fechados. Fui dormir com fome. Passei por uma "insegurança alimentar". Fosse eu americano, estaria na estatística. Mesmo tendo uma grande protuberância ventral.
  • MARIO CHARLES   03/08/2018 18:50
    esta materia fala sobre a economia e não sobre a vida dos bacanas americanos na capital de cuba, vale a pena ver, www.plantaobrasil.net/news.asp?nID=95774

    www.suapesquisa.com/historia/revolucao_cubana.htm

    As consequências da queda da URSS para Cuba - parte I

    fuzilcontrafuzil.blogspot.com.br/2014/11/asconsequenciasdaquedadaurssparacuba-parte1.html

    As consequências da queda da URSS para Cuba - parte II

    fuzilcontrafuzil.blogspot.com.br/2015/01/as-consequencias-da-queda-da-urss-para-cuba-parte-2.html

    As consequências da queda da URSS para Cuba Parte III

    fuzilcontrafuzil.blogspot.com.br/2015/11/as-consequencias-da-queda-da-urss-para.html

    Os 90 anos de Fidel Castro, o revolucionário real.

    fuzilcontrafuzil.blogspot.com.br/2016/08/os-90-anos-de-fidel-castro-o.html

    O plano de Estudos de Che Guevara - Carta de 1965

    fuzilcontrafuzil.blogspot.com.br/2016/06/o-plano-de-estudos-de-che-guevara-carta.html




  • Eduardo Guimaraes  12/05/2019 23:11
    Faltou falar da grande produção agroecológica que garante alimentos de qualidade, organicos, para toda a população. Faltou falar que os cubanos se alimentam sibretudo nos locais de trabalho e nas escolas. O governo é o maior comprador de alimentos do país. Esse tipo de análise raza é muito riim@
  • Bernardo  13/05/2019 14:13
    Haha, exatamente no dia em que você faz esse comentário saiu esta notícia:

    Racionamento de produtos básicos em Cuba

    A ditadura cubana anunciou nesta sexta-feira o racionamento de produtos básicos no país.

    A medida, relata a agência Deutsche Welle, limita a oferta de itens como frango, ovos, arroz, feijão, sabão, entre outros.

    www.poder360.com.br/internacional/cuba-anuncia-racionamento-de-produtos-basicos/


    Ou seja, é o racionamento do racionamento

    Isso é que é timing, hein?


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