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As “descobertas” de Piketty estão invertidas

Thomas Piketty, um professor neomarxista francês, escreveu um livro de quase 700 páginas, publicado pela Harvard University Press.  Seu título é Capital no Século XXI, em homenagem a Das Capital, obra de Karl Marx escrita no século XIX.  Foi recebido com aplausos delirantes da esquerda intelectual e já consta nas listas de mais vendidos do The New York Times e da Amazon.

Embora seu livro seja ostensivamente dedicado ao estudo do capital e de sua taxa de retorno, Piketty aborda o assunto sem aparentemente ter lido uma única página de Ludwig von Mises ou de Eugen von Böhm-Bawerk, os dois principais teóricos deste assunto. Não há uma única referência a qualquer um destes indivíduos em seu livro. Existem, no entanto, setenta referências a Karl Marx.

Em seu livro, Piketty argumenta que a poupança e a acumulação de capital feita pelos capitalistas geram apenas a redução dos salários dos trabalhadores.  Segundo Piketty, o capital acumulado não tem nenhuma ligação com o aumento da produção; o capital acumulado em nada contribui para o aumento da produção.  Tudo o que ele faz é, supostamente, aumentar a fatia da renda nacional que vai para os lucros ao mesmo tempo em que reduz, de maneira equivalente, a fatia que vai para os salários dos trabalhadores.  

Logo, dado que o capital acumulado não gera nenhuma produção adicional, o efeito de uma mudança nestas duas fatias é uma correspondente mudança em termos absolutos — ou seja, um aumento nos lucros reais dos capitalistas e uma diminuição nos salários reais dos trabalhadores.

Para evitar esta infindável e destrutiva acumulação de capital, bem como sua consequente "espiral de desigualdade", Piketty defende um imposto de renda progressivo, cuja alíquota pode chegar a 80% "sobre rendas acima de US$500.000 ou US$1 milhão por ano", acompanhado por um imposto progressivo que incide diretamente sobre o próprio capital acumulado, cuja alíquota pode chegar a 10% ao ano.

As alegações de Piketty sobre as fatias da renda nacional que vão para os salários dos trabalhadores e para os lucros dos capitalistas podem ser refutadas simplesmente ao imaginarmos as consequências de um aumento na poupança e nos investimentos dos capitalistas, e então observarmos as consequências disso, tanto nos salários pagos quanto na quantidade de lucro no sistema econômico.  Será possível observar que os salários pagos necessariamente aumentarão e a quantidade de lucro necessariamente diminuirá, resultados diametralmente opostos às alegações de Piketty.

Assim, suponha que, inicialmente, a quantidade total de lucro no sistema econômico seja de 200 unidades de dinheiro.  Suponha também que o capital acumulado no sistema econômico seja de 2.000 unidades de dinheiro.  Consequentemente, a taxa média inicial de lucro é de 10%.

E, finalmente, suponha que os capitalistas, que até agora vêm consumindo seus 200 de lucro, decidam poupar e investir metade deste lucro de 200.  Eles, portanto, passam a fazer agora um gasto adicional com bens capitais e com mão-de-obra no valor de 100.

Muito bem.  Qualquer fatia destes 100 que seja usada para pagamentos de salários irá necessariamente aumentar o total de salários pagos no sistema econômico.  Ao mesmo tempo, o gasto adicional de 100 com bens capitais e com mão-de-obra representa um acréscimo de 100 aos custos agregados do sistema produtivo, custos esses que, por uma mera questão de contabilidade, terão de ser deduzidos das receitas, desta forma reduzindo de maneira equivalente os lucros agregados.

Esse aumento nos custos pode ocorrer imediatamente ou ao longo de muitos anos, dependendo de em quê estes 100 serão gastos.  Em um extremo, se eles forem gastos inteiramente com itens que não representam investimentos — como, por exemplo, despesas administrativas —, eles aparecerão nos balancetes imediatamente como custos adicionais.  

Em outro extremo, se eles forem gastos inteiramente em investimentos em bens de capital — como, por exemplo, a construção de fábricas ou de instalações (ativos) cuja vida depreciável seja de quarenta anos —, eles levarão quarenta anos para ser computados integralmente como custos adicionais equivalentes de produção.

De uma maneira ou de outra, estes 100 aparecerão como custos adicionais equivalentes e, portanto, reduzirão de maneira equivalente a quantidade de lucro no sistema econômico.

Isso é regra contábil pura, algo que aparentemente o professor desconhece.

Assim, as tão reverenciadas "descobertas" de Piketty estão, na realidade, invertidas. A poupança e os investimentos dos capitalistas — que aumentam a proporção entre capital acumulado e renda — aumentam a fatia da renda nacional que vai para os salários dos trabalhadores e diminui a fatia que vai para os lucros.

No que mais, essa maior oferta de bens de capital — resultante de uma maior acumulação de capital, possibilitada por mais poupança e mais investimentos — faz aumentar a produtividade da mão-de-obra e aumentar o total de bens e serviços que podem ser produzidos, incluindo uma oferta ainda maior de bens de capital.

Por outro lado, a tributação desta poupança e deste capital acumulado — que é o que defende Piketty — irá gerar efeitos exatamente opostos: menos investimentos, menos salários, menos produção, mais escassez de bens e serviços, mais carestia.

O programa de Piketty é um programa de total destruição econômica, bem ao gosto de seu mentor do século XIX. O mundo e, acima de tudo, os assalariados do mundo necessitam é da abolição de impostos e de regulamentações que obstruem o acúmulo de capital e o aumento da produção.  

As bases sólidas para um aumento no padrão de vida geral e, mais especificamente, nos salários reais são a acumulação de capital e o aumento da produção, e não o igualitarismo e suas teorias e programas insensatos (quando não homicidas).  Tributação e confisco de renda geram apenas prolongamento da escassez, sendo positivos apenas para os burocratas que comandam esse confisco.

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Leia todos os nossos artigos sobre Piketty

O que houve com os ricaços da década de 1980? 

Thomas Piketty e seus dados improváveis

Algumas frases aterradoras contidas no livro de Thomas Piketty

O Jardim da Inveja de Piketty



autor

George Reisman
é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.

  • Al  27/06/2014 13:11
    Parece-me que o Piketty pressupoe que os capitalistas simplesmente compram títulos públicos ou deixam o dinheiro no banco...
  • Andre Cavalcante  27/06/2014 14:36
    Mesmo nestes casos que cê citou o resultado é o oposto: atualmente, os bancos funcionam com reservas fracionadas. Assim, se um ricaço faz um depósito de um valor alto em sua conta corrente, imediatamente o banco fica em condições de promover empréstimos para outras pessoas, seja para consumo ou para investimentos, logo o agregado aumenta. Da mesma forma, a compra de títulos públicos implica em mais gastos governamentais que também vai fazer aumentar o agregado. E o depósito em conta do ricaço faz necessariamente diminuir o lucro da PJ de onde o dinheiro veio, porque foi-lhe feito uma retirada. E olha que estes argumentos foram puramente keynesianos...
  • Fred  27/06/2014 16:17
    Só uma correção, na prática os empréstimos que geram os depósitos e não vice versa. Isso implica que os bancos comerciais não necessitam possuir os depósitos no momento do empréstimo e sim no fim do dia quando vão fechar o caixa. Um detalhe que muda completamente a dinâmica da coisa.
  • Leandro  27/06/2014 16:35
    Um detalhe que não muda em nada a dinâmica da coisa. Afinal, tanto faz se o banco primeiro cria dinheiro e depois procura as reservas junto ao BC, ou se o banco primeiro arruma as reservas e depois cria o dinheiro.

    A partir do momento em que existe um BC pronto para atender às demandas dos bancos por reservas -- e ele atenderá, caso contrário os juros sobem --, a ordem da dinâmica acima não faz a mais mínima diferença.
  • Fred  27/06/2014 17:33
    Leandro você está certo. A mudança a qual eu quis me referir, e não consegui, foi da mudança abrupta do modelo mental que eu possuía quando me baseava na primeira explicação e tive que digerir a segunda que é uma explicação alternativa. Eu sei que tecnicamente elas são iguais, mas meu entendimento sobre o real poder dos bancos comerciais sobre o sistema monetário ficou muito mais evidente com a segunda.
  • Gustavo Ramos  27/06/2014 14:10
    Picketty parece ter saído diretamente da imaginação de Ayn Rand.
  • Giancarlo  27/06/2014 16:45
    Justamente Gustavo.

    Ele é a personificação do Ellsworth Toohey da Nascente.
  • Emerson Luis, um Psicologo  27/06/2014 14:35

    Será que Piketty já ouviu falar de Mises, Böhm-Bawerk ou mesmo Hayek?

    Não é piada: muitos economistas nunca ouviram ou leram nada deles ou sobre eles.

    * * *
  • Pedro  27/06/2014 15:47
    Tirando Hayek, que ganhou um nobel, os outros que você citou não são muito conhecidos fora do facebook
  • Emerson Luis, um Psicologo  27/06/2014 18:14

    Um leigo em economia nunca ter ouvido falar em Mises é compreensível, mas um especialista de qualquer área tem a obrigação profissional e moral de conhecer os principais nomes e conceitos de seu ramo.

    * * *
  • Pedro Economista  27/06/2014 18:24
    Pois é Emerson Luis. Me graduei em economia em 2009 na Universidade Federal de Pernambuco.

    Quando entrei em 2003, era um jovem que nada sabia da escola austríaca de pensamento, nem mesmo de sua existência. Passei por todo o curso de economia e não ouvi menção alguma a Mises, Böhm-Bawerk, Hayek, ou mesmo à praxeologia, escola austríaca etc.

    O que me lembro com clareza foi uma certa vez em que foi perguntado, em sala de aula, a um dos professores mais conceituados do centro, qual era, para ele, o melhor economista de todos. Ele disse sem pestanejar que era o Keynes. Vale destacar que esse professor ensina a disciplina economia monetária a vários anos.

    Me lembro também que um outro professor nos passou a tarefa de ler e resumir o "Manifesto comunista". Pasmem!

    Me lembro que na disciplina economia industrial foi-me ensinado que barreiras à entrada em um dado mercado incluem itens como custo elevado do investimento inicial, alto grau de conhecimento técnico para operar no mercado e barreiras legais à entrada. Sendo que efetivamente a única barreira que impede a entrada de empresas em um determinado mercado é quando existe limitação legal à entrada. De resto são apenas dificuldades inerentes a qualquer indústria em graus diferenciados, mas que podem ser vencidas com maior ou menor esforço. No entanto, a economia mainstream iguala tudo como se fosse uma coisa só. Daí para o sujeito chegar a conclusão que os mercados são inerentemente não-concorrenciais e cartelizados é um pulo.

    Isso sem falar na dificuldade do mainstream em enxergar o mercado como um processo. Dá-se atenção demasiada ao equilíbrio e não se valoriza o desequilíbrio como um catalisador da inovação. Existem vários outros pontos.

    Pois bem, depois de "deformado" em economia continuei com interesse profundo pelos temas da ciência econômica e continuei buscando conhecimento. Acabei conhecendo, por conta própria, os autores austríacos e a escola de pensamento.

    É realmente preocupante a situação de nosso ensino, principalmente em um campo tão sujeito a ser assediado por "falácias de interesse egoístico", citando Henry Hazlitt, como a ciência econômica.
  • gubber Bittencourt  10/07/2014 13:31
    Sobre a parte de barreiras a entradas de novas empresas no mercado: O que você NÃO aprendeu esta certo.
    O alto investimento e necessidade de know how de qualquer tipo é sim barreira de competidores no mercado e vantagem competitiva da empresa que as tem. É só você observar setores como petróleo e e smartphone que tem uma grande atratividade(boa lucratividade e grande demanda)mas que tem pouca concorrência (em termos de número de empresa para o tamanho do mercado) porque justamente demandam alto investimento e grande know how tecnológico.
  • Pedro Economista  10/07/2014 14:42
    Prezado,

    a única barreira (no sentido de impossibilidade de entrada) é o estado quem cria. De resto, são dificuldades inerentes à entrada em qualquer dada indústria em maior ou menor grau.

    Agora você citar o setor de petróleo (altamente cartelizado artificialmente pelo estado) como exemplo do que você está argumentado, mostra seu desconhecimento do assunto.

    Já quanto aos celulares e smartphones, é somente sua a opinião de que tem pouca concorrência. E só não tem mais concorrência porque as patentes (outra forma de estado) dificultam sobremaneira.

    Se você acha que alto investimento é uma barreira, pergunte-se como foi que conseguiu sobreviver o primeiro naquela indústria, que além de ter de fazer o alto investimento inicial ainda teve de lidar com todo o risco envolvido na criação de um negócio incerto.
  • gubber Bittencourt  11/07/2014 10:55
    Deixa de falar besteira, você criou uma definição só sua para barreira(no sentido de impossibilidade de entrada) e quer dizer que a teoria esta errada. Barreira são limitadores para que novas empresas adentrem no mercado e é obvio que necessidade de investimento é um limitador.



    E sim tem pouca empresas que podem se inserir no mercado de smartphone e petróleo, com intervenção estatal ou não.
  • George  11/07/2014 11:17
    O Pedro está correto e o gubber está errado.

    Liberdade de entrada não significa capacidade de entrar em um dado setor. Se as pessoas não possuem a capacidade de entrar em uma determinada área da economia (porque, por exemplo, elas não possuem o capital para isso), isso não significa que a liberdade de entrada no mercado foi violada.

    Assim, por exemplo, se for necessário um investimento mínimo de, digamos, $1 bilhão, para se ter uma mínima esperança de poder competir no setor de aparelhos eletrônicos e informática, isso não significa de modo algum que tal setor não possui liberdade de entrada, ou que a minha liberdade, como indivíduo, de entrar em tal setor foi violada de alguma forma só porque eu pessoalmente não tenho a capacidade de levantar o bilhão necessário.

    O fato de eu não possuir ou não poder levantar o capital necessário não implica uma violação da minha liberdade de entrada, assim como o fato de eu não possuir um canal de televisão ou um jornal, e não gozar do apoio de nenhum deles, não implica uma violação da minha liberdade de expressão ou de imprensa.

    Existe uma barreira apenas quando eu realmente tenho ou posso obter o capital necessário -- e, obviamente, fosse também capaz de satisfazer vários outros requerimentos necessários para poder concorrer, como ter montado uma equipe com administradores capacitados e mão-de-obra qualificada, dominar conceitos tecnológicos etc. -- e fosse coercivamente impedido de entrar neste setor pelo governo.

    Isto seria o equivalente à censura. Tal arranjo também poderia muito adequadamente ser descrito como monopólio, pois eu estaria agora lidando com um mercado, ou com parte de um mercado, que estaria fechado para mim em decorrência do elemento essencial da iniciação de força física pelo governo — um mercado do qual fui forçosamente excluído e que, como consequência, foi transformado em monopólio de outros.
  • Pedro Economista  11/07/2014 12:36
    Isso mesmo George. O que o "gubber" não está querendo ver é que faço uma distinção importante que a mainstream economics se ausenta de fazer. Tem-se duas categorias de requisitos (transponíveis e intransponíveis) agrupados sob o mesmo título. Isso não é correto!

    Conforme bem colocado pelo George, em outras palavras, o investimento inicial pode constituir uma impossibilidade a que um investidor em particular, seu "Zé das Couves", entre na indústria. Mas quando se considera o conjunto dos investidores da economia, certamente o investimento inicial será superado por algum, ou alguns. Já no caso da restrição legal de entrada, a impossibilidade de entrada ocorre tanto para um investidor em particular quanto para o conjunto dos investidores da economia. Mesmo a possibilidade de quebra da barreira legal via ação de lobistas é altamente incerta, tendo em vista que a empresa, ou empresas, beneficiada(s) com o monopólio (ou cartel) artificial também age(m) incessantemente pela mesma via do lobby.

    Sei que a definição mainstream de barreira corresponde ao colocado pelo "gubber", mas nem por isso devo concordar com este tipo inadequado de agregação de gato com lebre.
  • gubber Bittencourt  11/07/2014 22:00
    Esse é meu ultimo post sobre isso.

    Como eu disse o que você NÃO aprendeu, na sua cadeira de economia industrial faz parte do conteúdo de Administração de Empresas(entre Estratégia e Marketing)e esta inserido no Posicionamento de Michel Porter, aquele das vantagens competitivas.

    Jargão: Barreira à entrada,

    faz parte dessa teoria e significa:fatores que tornam mais difícil a uma organização começar a atuar num determinado segmento ou mercado.

    Como disse você não pode usar o jargão com semântica diferente da do autor para criticar sua teoria.

  • Pedro Economista  14/07/2014 12:27
    Nem se pode usar um jargão com semântica estritamente definida para agregar elementos de diferentes naturezas.

    (Barreira à entrada: fatores que tornam mais difícil a uma organização começar a atuar num determinado segmento ou mercado)

  • gubber Bittencourt  11/07/2014 22:25
    Caiu de paraquedas no meio do mar.

    Do post inteiro do cara só falei sobre (Barreiras de Entrada)jargão de Michel Porter, que não versa sobre liberdade de mercado e sim sobre o posicionamento de mercado da empresa em relação aos cliente e seus concorrentes, com leve ressalva só para as barreiras legais impostas pelo o estado.
  • Lopes  27/06/2014 14:58
    É incrível como é complexo de compreender que o capital não surge por inércia e não é motivado por esporte. Creio não nutrir mais comentários por Piketty após os 4 últimos artigos: trata-se ou de uma desilusão proposital ou de mera mentira conveniente a apologizar a maior participação do estado na sociedade.
  • Amanda Ribeiro  27/06/2014 14:58
    O impressionante é como tantos acadêmicos dá voz para tamanho absurdo.
  • Antonio Henrique  27/06/2014 19:01
    O objetivo deste Marx francês é iludir.
    O Sr. Piketty acha que descobriu um modo de fazer a expropriação comunista em favor do Estado de uma forma que ninguém perceba.
    Ao invés de tomar tudo, de todos, de forma violenta, logo na implantação do regime comunista, o Sr. Piketty decidiu tomar quase tudo, de todos que possuam alguma propriedade, de forma violenta, mas sem guerra. Ou seja, a maioria decide pela expropriação, e os expropriados não podem reclamar, pois a violência que ele propõem teria o aval da democracia.
    Como todo comunista, ele acredita que o estado é o único capaz de administrar as riquezas acumuladas.
    Para iludir as vítimas de seu plano maléfico, ele fica propalando que o plano é para combater a pobreza, as desigualdades, no afã de conquistar admiradores entre aqueles que serão expropriados, e também colocar a população pobre, em geral, contra as pessoa que ricas, como se estas fossem egoístas e responsáveis pela pobreza.
    É apenas mais um comunista sem disfarce.

  • Marcelo Lopes  27/06/2014 19:41
    O sucesso de um cara ignorante e com uma solução tão estúpida e irresponsável como o Piketty é sinal de que há alguém interessado em preparar o terreno para a implantação do imposto global que ele propõe.

    E vale lembrar que o imposto de renda nos EUA também começou como uma proposta de incidir apenas sobre os ricos.

    Esse cenário é positivo para as moedas criptográficas.
  • Thiago  27/06/2014 19:48
    É lamentável saber que cada dia que passa, é um dia a menos a vida útil da liberdade. Vale lembrar que a a liberdade econômica é a base para todas outras liberdades, se perdermos essa, perderemos todas outras.
  • Daniel  27/06/2014 22:28
    Sempre deixo pra ler os artigos da semana no sábado e estou ansioso para ler este, pelo simples fato de ser de autoria do George Reisman. Ele nunca decepciona!
  • André  27/06/2014 23:14
    Quais as consequências para os investimentos e poupança se for o estado o acumulador? Se quem investe nas empresas for o estado e não o capitalista(tipo o estado nazista), quais as consequências quanto aos salários e bens de capital?
  • Reisman  28/06/2014 01:16
    Como o estado acumula e investe? De quem ele confisca para acumular e "investir"? Quais os critérios que ele segue para fazer seus investimentos?

    O governo não opera de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado.  Ele não opera segundo a lógica do sistema de lucros e prejuízos.  Como ele não tem acesso aos sinais de preços, ele não é capaz de calcular lucros e prejuízos.  Por conseguinte, ele não tem uma bússola que possa guiá-lo em suas ações.  Ele não tem como avaliar e estimar a real valia econômica de qualquer coisa que faça.  Seus investimentos nunca poderão ser feitos da maneira correta, seus serviços nunca serão prestados de maneira satisfatória, sempre haverá desperdício de recursos e gritante ineficiência.  Esta é uma realidade inevitável.  Não se trata de ideologia; é pura ciência econômica. 

    Por não ter esta racionalidade, as burocracias estatais sempre acabam seguindo os caprichos do governo do momento, preocupadas exclusivamente em satisfazer as demandas de políticos que visam apenas sua autopromoção e sua reeleição.  Consequentemente, as burocracias estatais sempre estarão sob os auspícios de uma gente cujo horizonte temporal é de no máximo quatro anos, e inevitavelmente se transformarão em fábricas de desperdício, ineficiência, confusão e ressentimento.
  • Juliano  30/06/2014 19:23
    Quais as consequências para os investimentos e poupança se for o estado o acumulador? Se quem investe nas empresas for o estado e não o capitalista(tipo o estado nazista), quais as consequências quanto aos salários e bens de capital?

    Os empresários sempre atendem quem lhes paga a conta, quem tem o dinheiro. Em uma economia livre, as atenções são voltadas aos consumidores, são eles que decidem quais serão as empresas recompensadas e quais serão punidas, são os consumidores que decidem quais áreas precisam de mais investimento e quais empresários precisam abandonar seus empreendimentos e mudar de área. O consumidor é o rei.

    Quando o governo assume um papél central no processo, empresários passam a olhar para políticos e burocratas. São eles que serão mimados, disputados, cortejados. O consumidor passa a ser apenas um incômodo, um produto a ser negociado. Nesse cenário, investimentos não são feitos para fornecer um serviço melhor ao consumidor, são feitos porque o governo quer. Uma empresa não precisa mais lutar como louca pra cortar custos e fornecer um produto mais barato, basta ter bons contatos e repassar a planilha de custos.

    Dá pra perceber qual cenário melhor reflete o Brasil?
  • Piketty  27/06/2014 23:27
    aumentam a fatia da renda nacional que vai para os salários dos trabalhadores e diminui a fatia que vai para os lucros.

    Mas não necessariamente os lucros investidos vão para aumentar os salários dos trabalhadores e essa é a crítica do Piketty. Além do mais, enquanto os ricos continuarão com ativos que aumentam seu patrimônio( acumulo que os assalariados não tem), o capital investido renderá juos, o que consequentemente aumentará a diferença entre os salários dos trabalhadores e a renda dos capitalistas.
  • Reisman  28/06/2014 01:08
    "Mas não necessariamente os lucros investidos vão para aumentar os salários dos trabalhadores e essa é a crítica do Piketty."

    Lucro investido vai para aumento da capacidade de produção, que gera maior oferta e, consequentemente, preços mais baixos do que seriam sem tais investimentos. Logo, há um aumento real dos salários dos trabalhadores.

    "Além do mais, enquanto os ricos continuarão com ativos que aumentam seu patrimônio( acumulo que os assalariados não tem),"

    Cite exemplos deste aumento automático que não está ao alcance dos assalariados.

    "o capital investido renderá juos, o que consequentemente aumentará a diferença entre os salários dos trabalhadores e a renda dos capitalistas."

    De novo, cite exemplos práticos destes investimentos que rendem juros e que estão vetados aos assalariados comuns. Estou curioso.
  • Nilo BP  29/06/2014 05:21
    Eu sei quais investimentos não se transformam em benefícios para os trabalhadores! São "investimentos" em títulos da dívida do Estado, pagos com dinheiro roubado do setor produtivo. E outras variantes, como "investimento" em lobby, em advogados especializados em tributos e questões trabalhistas, em suborno para pacificar os fiscais...

    Sabe como é, "investimento" associado a esse maravilhoso Estado que esquerdalhas como o Piketty têm defendido, e continuam defendendo, como a solução para todas as mazelas do mundo.

    É incrível. A essa altura do campeonato a pessoa tem que ser muito imbecil ou muito mal-intencionada para achar que dar mais poder na mão dos políticos e burocratas vai melhorar alguma coisa.
  • Paulinha  27/06/2014 23:41
    Só há um porém, para acumular capital não é necessário um patrão, uma empresa onde os trabalhadores administrem por um sistema de votos pode muito bem acumular capital e ter suas decisões tomadas por meio de um sistema democrático de administração.. Da mesma forma que o socialismo falha porque a informação está dispersa e um agente centralizador não consegue saber a demanda do povo, uma empresa grande tende a ter o mesmo problema, de forma menor, um patrão não recebe toda a informação necessária do processo produtivo, ela está dispersa na imensidão de uma empresa, o argumento de Mises e hayek serve para grandes empresas também, quanto maior uma empresa mais ineficiente ela tende a ser se a tomada de decisões for centralizada. Por isso que a maioria das grandes empresas só vivem porque tem algum protecionismo, subsídio, ou monopólio.. O seu tamanho imenso as torna ineficientes naturalmente. Uma cooperativa onde os trabalhadores tomem decisões será superior a simples empresa privada, e nela não há um patrão, que também é um custo.. O patrão é um custo desnecessário em uma economia de mercado, seu papel é a tomada de decisões, que pode ser substituída por um grupo de trabalhadores que estão muito mais a par do processo de produção do que um patrão mandando do seu escritório. Isso não é socialismo, é sistemas de cooperativas QUE já existe, e as empresas sobrevivem muito bem, melhor que aquelas com patrões tomando todas as decisões e os funcionários apenas obedecendo.
  • Lopes  28/06/2014 02:19
    Trata-se da mera ação do empreendedorismo, porém. Um patrão ou uns patrões (afinal, é incomum que o acúmulo de capital - ou seja, abstenção do consumo imprescindível para que existam empregados à princípio; seja realizado por apenas um acionista, basta uma mera visualização da história e da atualidade de quaisquer empresas) recebem do mercado meramente a difícil informação de bens e serviços são demandados através do sistema de preços (incluindo o preço creditício, que dita a propriedade temporal da demanda), lucros e prejuízos; daí a função do empreendedorismo: um indivíduo abre mão de tempo livre, por exemplo, para a construção de um imóvel; que ele estima à princípio que o recompensará com mais utilidade que aquela perdida para sua criação, afinal, ninguém trabalha para obter prejuízo; cabendo ao sistema de lucros e prejuízos destacar o sucesso de sua empreitada.

    O 'status' de capitalista ou patrão requer necessariamente o capital, que dada a escassez (ou seja, nada vem sem trabalho, afinal, não vivemos em um jardim do Éden), como explanado no exemplo da construtora acima, apenas advém se um ou mais indivíduos abrirem mão de sua própria utilidade e capacidade de consumo (ou seja, adiantar bens presentes) na crença de maior retorno. Necessariamente, os acionistas são patrões apenas após sua abstenção ou sacrifício, minoritários ou majoritários, independentemente do sistema logístico da empresa. Mas pessoalmente, sacrificar-me-ia absurdamente jamais para deter apenas 5% no direito de decisão de uma companhia; podendo ver todo meu investimento perdido tendo pouca capacidade de decisão, daí a desigualdade entre os acionistas: esta 'democracia' não seria um sistema imposto, extraterrestre e mantido por violência; mas meramente um acordo voluntário para a administração conjunta das diferentes abstenções de consumo de cada pessoa.
    Muitas companhias operam de forma similar atualmente. É um mero recurso de gestão que apesar de termos semelhantes, nada tem a ver com estado ou violência.

    Respectivo às dificuldades de grandes companhias não-especializadas, está certo. Daí o 'bônus' de acionistas e funcionários capazes de encontrar oportunidades de lucro (geração de utilidade a consumidores) para a empresa em uma vasta gama de possibilidades: é um recurso administrativo de grandes companhias que não advém por esporte, mas por mera necessidade de empreendedorismo; seja ele natural e ético ou através do fechamento de contratos governamentais (como é bastante comum no setor financeiro e de construção dos EUA).

    Bem, respectivo ao que falava? Já esqueci. Mas bem, espero qu
  • Curioso  28/06/2014 02:20
    Há um erro no seu raciocínio. O capitalismo de livre mercado não dispensa o patrão. O capitalismo de livre mercado dispensa a intromissão do Estado no processo produtivo.

    Além disso, você faz um juízo (mal juízo) de valor ao achar que as cooperativas são sempre superiores ao sistema em que o patrão manda e os empregados obedecem. Dependendo da ocasião, um arranjo pode ser superior ao outro. No livre mercado é que os resultados de um e de outro modelo serão levados ao julgamento daqueles que demandam o bem produzido, sendo assim decidindo quem fica e quem sai.

    O engraçado do seu comentário é que você trata do problema do conhecimento e ignora o seu próprio problema de conhecimento, afinal, você julga ter um conhecimento que não tem e, com base na sua ignorância, conclui que o patrão é apenas um penduricalho que pode ser substituído (com vantagens) por uma administração socializada.
  • cesar  28/06/2014 02:26
    Uma grande empresa sem protecionismo estatal, está imersa na rede de informações do mercado pois ela usa os mecanismos de lucros e perdas, diferentemente de um aparato estatal que surge e se guia através de manobras políticas. Uma grande empresa com comando centralizado em um patrão pode tomar decisões erradas e falir da mesma maneira que uma cooperativa, não se iluda achando que o voto da maioria irá conseguir diminuir essa possibilidade. O tamanho de uma empresa não define o seu destino pois existem grandes empresas eficientes e também pequenas empresas defeituosas. E se você acredita que patrões são desnecessários e que as cooperativas são superiores, então as maiores empresas do mundo são cooperativas...sqn. Acreditar que o voto da maioria torna algo melhor é uma ilusão. Agora vá em frente e crie uma cooperativa se voçê quiser, ela pode ser um sucesso, só não vale querer tomar capital de terceiros de forma autoritária como algumas que existem por ae e nem pedir subsídios por causa de uma 'organização nobre'.
  • Dom Comerciante  28/06/2014 02:32
    Mas lembre-se que o dono de uma empresa não é como um governo que obriga alguém a está sobre o poder dele, mas concordo que a maioria dos monopólios só existem porque o estado os protege em certo grau da concorrência. Discordo de que as cooperativas são a única forma realmente eficiente de empresa, pois mesmo que o estado não proteja empresas de um só proprietário, isso não significa que a empresa não possa crescer enormemente também, ao menos não se ela garante boas condições de trabalho para seus funcionários. E devem haver outros motivos também que tornam uma empresa governada por poucos tão eficiente quanto as empresas democráticas. Por exemplo, muitos trabalhadores optarão por empresas para simplesmente exercerem sua função, não estando nem aí para forma como ela é administrada e se ele pode participar ou não das decisões.
  • Leonardo Faccioni  01/07/2014 14:11
    O modelo cooperativista está longe de constituir panaceia. Cooperativas não são essencialmente distintas de qualquer outra forma de associação com fins econômicos. Meu estado, o Rio Grande do Sul, é próspero em casos concretos de cooperativas já centenárias, via de regra originárias das microrregiões de imigração europeia mais recente, que constituem exemplos de gestão e qualidade em suas respectivas áreas de atuação. Todavia é também gaúcha em sua origem a empresa que, sugada pela gestão cooperada, afundou sob a tragédia dos comuns do modo o mais fragoroso possível: a Varig, que longe está de ser caso isolado pelas idiossincrasias do setor aéreo nacional: muitas outras cooperativas tombaram sob a voracidade ou desídia de seus cooperados. Mal que pode se abater também sobre sócios de qualquer empresa, sem dúvida, mas que o modelo cooperado tende a incentivar, do mesmo modo pelo qual o ocupante transitório de cargos eletivos legitimados democraticamente tende a ter menos zelo pelo patrimônio administrado do que o seu ocupante vitalício e/ou hereditário. E é aí mesmo a residir o grande risco envolvendo o idealismo cooperativista, quando centrado na falsa percepção de ausência de um proprietário discernível: abater-se sobre a empresa a "tragédia dos comuns".
  • Dom Comerciante  28/06/2014 02:04
    E assim Ayn Rand se tornou uma profetiza, os socialistas/igualitaristas estão finalmente as portas da concretização da sua tão aclamada social-democracia, onde os ricos e capitalistas terão a maior parte de seus bens confiscados democráticamente, restando-lhes apenas dedicar uns 10 meses do ano para pagar a carga tributária nacional e pasmém, o imposto global de 80% de Piketty, se não um maior. Aliás, outro dia vi um trailer de um filme que suponho que seja baseado no "brilhante" best-seller de Piketty:


    Analisando o filme,ainda que como um leigo, qualquer libertário nota o óbvio, vilões capitalistas, anti-herói capitalista dividido entre o bom caminho - estatismo - e o mal caminho - capitalismo, tentando se decidir se quer vender sua alma por dinheiro se entregando aos selvagens instintos que levam o homem a irracionalidade capitalista, ou lutando contra seus impulsos e enfrentando os perigosos capitalistas no intuito de reestruturar seu país nos racionais modos do socialismo.
    Gostaria de ver uma análise do Leonardo Faccioni em seu blog sobre esse intelectualíssimo filme, que é um verdadeiro resumo de todo pensamento igualitarista predominante nos últimos 80 anos no mundo.
  • Lopes  28/06/2014 03:02
    Pessoalmente, não é novo: é mero mais do mesmo de 60 anos de Hollywood esquerdista. Seja através de abraços com o Fidel Castro estando hospedados em hotéis na Flórida, ou o fato de os dois filmes mais lucrativos da história (ambos do James Cameron, que já tornou metódico a presença de vilõess ricos e malvados para vender histórias que o público comum entenda com facilidade, em Titanic e Avatar; por exemplo) ambos compartilharem vilões brancos, assassinos, uns militares, empresários, quaisquer absurdos que podem colocar para criar um personagem odiável (vide a agressão à mulheres do vilão de Titanic) e apenas interessados em dinheiro; combinado com um herói sendo um integrante desta elite revoltado com um/uma excluído(a), você concebe as tramas mais lucrativas da história.

    Francamente, é vergonhosa a infantilidade destas tramas, que não em muito diferenciam-se de quaisquer filmes universitários brasileiros: maniqueístas que mascaram bem e mal por pobres e ricos, uma maratona de ódio justificado, estereótipos e figuras odiosas que em nada deixam a desejar aos 'goblins' asquerosos das películas de propaganda nazista a representar judeus; desalmados a oprimir desvalidos, vindo a ser salvos pela figura quase sempre messiânica de um típico filósofo igualitarista que insisto, dificilmente a ser discernido do partido nazista em sua propaganda.

    Façamos um filme, Comerciante: sentir-se-ia bem se todos os vilões recebessem vilania em função dos traços negros que possuem enquanto os heróis receberiam seu heroísmo em função dos traços brancos? Pois é justamente tal polilogismo impregnado na narrativa que a figura central de grandes tramas do cinema recente, seja homens vilões contra mulheres heroínas ou outras variações convenientes. E tal raciocínio transcende o cinema: Até mesmo a música mais vendida do mês passado, 'Royals', de uma rapariga de 16 anos com participação não mencionada de seu professor de filosofia que nada mais é que estrofes de ódio e esnobação da riqueza, como se esta bastasse para preencher o caráter de um indivíduo. A escova de dente já foi um luxo.


    É raro como a violência simbólica é tão constante no discurso esquerdista, embora nunca vejamos mídias que elaboram seu esquema moral cartesiano posicionando ricos a rechaçar pobres malignos e sempre o contrário. Lembrou-me de Nietzsche, que utilizaria a metáfora do aleijado que utiliza a culpa daqueles capazes de andar para amaldiçoá-los a não executarem o ato; trata-se de um conceito fácil de vender e meramente as limitações da mídia cinemática tornam simples as execuções de tal estrutura dramática.

    Não é necessário visitar filmes alternativos para encontrar tais ensaios de ódio. São os mais predominantes de toda a indústria.
  • anônimo  28/06/2014 22:09
    Aqui tem uma entrevista dele sobre esse filme entre outras coisas:
    www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/05/1281860-aos-80-costa-gavras-fala-sobre-o-capital-filme-em-que-discute-poder-e-a-crise-na-europa.shtml

    Acho que quando ele fala que é impossível fazer filme sem apoio público (do governo) ele denuncia qual sua mentalidade.

    Obrigado.
  • Roger  28/06/2014 19:17
    Eu ia escrever um texto mais 'agressivo' sobre esse Piketty, mas como estamos em plena era do marco civil da internet e outras leis dracônicas de cunho esquerdista, me conterei.

    Mas resumo tudo em uma única frase: nós estamos lidando com psicopatas.

    E desses podemos esperar qualquer coisa. QUALQUER COISA MESMO! Rússia, Coréia do Norte, Cuba, Venezuela e outros sabem bem do que falo. E enquanto a humanidade não souber se defender adequadamente da psicopatia, não haverá chance nenhuma de alvejarmos um mundo melhor.
  • patricio  29/06/2014 02:23
    Cara, de que mudo melhor você fala? Este ano temos no mundo o mesmo número de refugiados da segundo guerra. O mundo está melhorando? Talvez se você é daqueles que resumo o mundo ao ocidente. Mesmo assim há controvérsias...
  • Roger  29/06/2014 11:46
    Do que está falando cidadão? O que tem a ver 'refugiados da 2º guerra' com Piketty? Andou fumando alguma ervinha barata? Mas já que você viajou nessa onda, então lhe digo: Se a 2º guerra mundial foi mundo x nazismo, a 3º guerra mundial será mundo x comunismo/socialismo.

    PS.: Qual o problema em alvejar um mundo melhor?
  • Joao  29/06/2014 04:20
    Roger,
    Realmente...
    Só pelo "alvejarmos um mundo melhor..." dá para perceber suas intenções.
    Quanto ao Marco Civil Da Internet é para preservar seu direito de não ser "alvejado" por esses fundamentalistas que estão transformando a internet num grande Orkut, portanto é extremamente positivo.
  • Roger  29/06/2014 23:57
    João: "Só pelo "alvejarmos um mundo melhor..." dá para perceber suas intenções."

    Mais uma vez pergunto: qual o problema em alvejar um mundo melhor? Não se pode? E minha única intenção é sempre a mesma: tornar o Estado do tamanho de uma ervilha na escala política. Se você é contra isso, carpe diem!

    João: "Quanto ao Marco Civil Da Internet é para preservar seu direito de não ser "alvejado" por esses fundamentalistas que estão transformando a internet num grande Orkut, portanto é extremamente positivo."

    Touchê! Rsrsrs...

    Então finalmente você revela o que lhe irritou: falei mal do marco civil da internet, uma 'obra-prima' do ParTidão do Brasil em conluio com as operadoras de telecom. A votação foi um 'verdadeiro exemplo de democracia', mais parecendo um rolo compressor do que uma câmara de deputados.

    E poderia elucidar, quem são os 'fundamentalistas' a que você se refere? Seriam, por acaso, justamente aqueles que não concordam com a ideologia do ParTidão?
  • Joao  30/06/2014 19:52
    Roger,

    Você usa o termo "agressivo", isso não é necessário, estamos apenas discutindo assuntos, buscando mais aprender que ensinar, pelo menos no meu caso, encaro dessa forma.
    Quando falo em "fundamentalismo na Internet, me refiro a pessoas que apenas usam a rede para agredir os demais com sua maneira de pensar, mostrando inclusive que se tivessem poder, seriam verdadeiros tiranos.
    Quanto ao "alvejar", penso, caso não seja um fundamentalista, que você errou o verbo, mas pela sua resposta insistindo no "alveja", imagino que desconhecia a diferença entre os verbos almejar e alvejar, mas o Google pode te explicar, afinal é simples, mas completamente diferente.
    Para evitar de ser um fundamentalista e poder aprender nas discussões que participar, sugiro mais discrição, não precisa colocar em negrito frases de outra pessoa, basta colocar aspas.
    Em relação ao Marco Civil, pesquise mais, principalmente a opinião de especialistas de outros países, afinal nós brasileiros damos muito valor a isso, deve ser esse nosso complexo de vira-lata, como dizia o "esquerdista" Nelson Rodrigues.
    Falando em esquerdista, segue uma frase do Darcy Ribeiro, se não me engano: "Meu compromisso é com a verdade, não com as minhas ideias.".
    Pense nisso e procure não criticar apenas pelo fato de termos pensamentos diferentes.
    Este blog tem coisa boas, mesmo eu discordando de várias ideias aqui difundidas.
    Encontrando erros no meu texto e nas minhas ideias, favor informar, mas sem agressividade e preconceito.
    Sucesso!
  • anônimo  29/06/2014 13:31
    Rússia?? Você acredita nas besteiras do Olavo de que eles ainda são comunistas? Ou de que tudo é duguinismo? Pelo amor de Deus...
    www.youtube.com/watch?v=VugKS-7sqHo
  • Roger  29/06/2014 16:38
    Calma anônimo.

    Antes de mais nada, me referia a EX-URSS, não a Rússia atual. E pra te falar a verdade não gosto do Olavo de Carvalho. Acho ele muito bobo e infantil.

    Entretanto a Rússia atual está longe de ser o novo paraíso capitalista que você acha que é. O seu vídeo da RT, mostrando o especulador Jim Rogers investindo na Rússia é análogo ao 'investidor' George Soros investindo no Uruguai: plantações de marijuana com legalização estatal. Jim Roger está comprando ações, por preços módicos, de empresas Russas com grande apoio do camarada Putin.

    E mais ainda: se você acha que o comunismo na Rússia foi morto e enterrado, acho melhor você começar a rever suas idéias:

    Porquê os russos não odeiam o comunismo?

    A moderna face da Rússia comunista

    Quase 60% dos Russos veêm o comunismo como um bom sistema

    Só para constar: o partido comunista ainda existe na Rússia e é o 2º maior partido do país. Agora lhe pergunto: como pode a Rússia ter passado 70 anos sob jugo do comunismo e ter hoje, como 2º maior partido justamente o partido comunista?
  • David  01/07/2014 02:28
    Aê Roger, queria dizer que você confundiu a palavra"alvejar com uma outra, só não lembro qual. Sei lá, me deu um "branco"...
  • Roger  01/07/2014 14:39
    Não confundi não.

    ALVEJAR, verbo: Procurar alvo, obter alvo, tornar um alvo.
    ALMEJAR, verbo: Desejar algo.

    Usei alvejar porque este verbo demonstra uma maior responsabilidade e força de vontade em relação ao almejar que é só a expressão de um desejo. Questão de semântica rapazes.

    Hoje eu alvejo um futuro melhor fazendo exatamente o que a escola austríaca diz: criei uma empresa, a tempo atrás, emprego gente e gero riquezas para a nação. É uma infelicidade que essas riquezas que eu gero são utilizadas para pagar mensalões e outras idiotices governamentais, mas pelo menos eu faço a minha parte (não sei até quando).
  • Cético  29/06/2014 18:38
    Anônimo, gostaria de um link que provasse que Olavo diz que eles são "Comunistas"(como se fosse possível um país ser 100% comunista). Ou algum link que provasse que ele diz que tudo é "Duguinismo".

    Também gostaria que explicasse porque a Rússia está na posição 140 no indice Heritage:
    www.heritage.org/index/ranking

    Gostaria também que o senhor explicasse porque acredita nesse vídeo que vem de canal de TV Russa fazendo propagandas justamente da Rússia, sendo que esse canal foi fundado pelo governo da Rússia.
    en.wikipedia.org/wiki/RT_%28TV_network%29
  • anônimo  29/06/2014 21:58
    Quase todo dia ele fala besteiras desse tipo no face, isso e esse negócio de 'Rússia tem que consagrar o coração sagrado de não sei o que mais lá'. Se vc precisa de um link onde ele diga isso literalmente vc tem problemas de interpretação de texto
    E convenhamos, comparar Jim Rogers com George Soros é no mínimo ignorância, Jim Rogers é um austríaco e inclusive tem vários artigos dele aqui mesmo no IMB. Ele ficou rico vendo oportunidades onde todo mundo não vê nada além do óbvio (como por ex, o baixo ranking da Rússia no heritage foundation)
  • anônimo  30/06/2014 02:52
    "E convenhamos, comparar Jim Rogers com George Soros é no mínimo ignorância, Jim Rogers é um austríaco e inclusive tem vários artigos dele aqui mesmo no IMB."

    Ignorância porquê? Eles foram sócios durante mais de 10 anos.
  • anônimo  30/06/2014 10:25
    Se for por isso, o Tuma jr também já trabalhou com o PT
  • anônimo  30/06/2014 12:06
    É verdade. O "Barba" que o diga.
  • User  28/06/2014 21:43
    Gostaria de compartilhar um artigo, excelente feito pelo Erick Vizolli, explicando sobre o decreto 8243 da presidente Dilma Rousseff, que está passando desapercebido por causa da copa do mundo:
    liberzone.com.br/afinal-o-que-e-esse-tal-decreto-8243/

    Vale muito a pena ler!!! Muito bom mesmo!
  • Juno  29/06/2014 00:41
    Não fiquem surpresos se esse vigarista Piketty acabar levando o Prêmio Nobel...
  • Celso  29/06/2014 02:02
    Só pelo fato do autor do artigo (e dos liberais em geral) refutar o livro desse sujeito como se nele houvesse alguma teoria econômica, o tal Piketty e a esquerda já saem ganhando. Me entristece ver o modo como os liberais lidam com a esquerda. O Mises escreve um livro chamado A Mentalidade Anticapitalista. O pessoal lê, e no outro dia aparentemente esquece tudo.

    O livro do Piketty é nada mais que auto-ajuda para invejosos, ressentidos e descontentes. Não há absolutamente nada de científico nele. Há apenas mentiras para justificar mais autoritarismo estatal e para legitimar os sentimentos de inveja, ódio e ressentimento, que são os fundamentos da esquerda. O mesmo ocorre com TODOS os outros livros e escritos da esquerda.

    Não há nenhuma divergência teórica entre esquerdistas e liberais, há um abismo moral, há apenas a diferença de VALORES.
  • Nill  29/06/2014 14:04
    Entrevista: Gregory Clark
    'O sucesso é hereditário'

    Em The Son Also Rises, o economista Gregory Clark questiona a perenidade dos efeitos das políticas de transferência de renda e sugere que a genética é uma explicação para o sucesso (e o fracasso) dos indivíduos

    Ana Clara Costa
    Historiador econômico Gregory Clark
    Gregory Clark, da Universidade da Califórnia: mobilidade social é baixa do Brasil à Suécia (Divulgação)

    Em seu novo livro The Son Also Rises (O Filho Também Prospera, ainda sem previsão de lançamento no Brasil), o economista escocês Gregory Clark, da Universidade da Califórnia, afirma, com base em informações genealógicas e estatísticas coletadas em nove países sobre milhares de famílias, que a ascensão social duradoura – aquela que beneficia não apenas um indivíduo, mas também seus descendentes – é um fenômeno raro e pouco influenciado pela adoção de políticas sociais. Segundo Clark, a prosperidade, a longo prazo, parece estar determinada por fatores culturais, e talvez até genéticos. "Governos podem fazer muitas coisas para melhorar a vida das pessoas, mas nenhuma política parece capaz de quebrar a divisão estrutural da sociedade em linhagens de sucesso e de pobreza", diz em entrevista ao site de VEJA.

    Clark sugere que políticas de transferência de renda e mesmo de melhoria no acesso à educação, colocadas na perspectiva de dois ou três séculos, se mostram irrelevantes no sentido de mudar a posição de famílias e grupos na pirâmide social. A teoria é tão controversa quanto a que deu origem ao seu livro anterior, publicado em 2008, intitulado Um Adeus às Esmolas (não foi lançado no Brasil, mas sua versão em português pode ser encontrada em Portugal, pela editora Bizâncio). Nele, o autor atribui o desempenho econômico e social de uma nação às características individuais de seus cidadãos, independentemente do sistema econômico vigente. De Londres, Clark falou com o site de VEJA por telefone. Confira trechos da conversa.

    Seu livro sugere que a mobilidade social duradoura é rara tanto em sociedades claramente estratificadas quanto em sociedades que parecem ser mais dinâmicas. Isso significa que o esforço de um indivíduo jamais será premiado de maneira justa?
    Eu não afirmo que não haja recompensa para o esforço individual. O que eu constatei é que as habilidades que levam uma pessoa a ter sucesso acadêmico ou financeiro parecem ser herdadas e passadas de geração em geração. E é muito difícil para qualquer sociedade quebrar essa dinâmica. Na minha interpretação, as sociedades não se diferenciam da maneira esperada em relação às oportunidades que oferecem para o progresso de seus cidadãos. Ao pesquisar a mobilidade social no longo prazo, com base em listas de sobrenomes, constatei que tanto as sociedades tidas como mais abertas quanto as mais estratificadas são, na verdade, bastante semelhantes nesse ponto.

    Leia também:
    Piketty: 'Para que o processo virtuoso do capitalismo continue, é preciso cuidar da desigualdade'

    Mas o que dizer dos momentos em que grandes massas de pessoas deixam a pobreza, algo que se observou, por exemplo, no Brasil recentemente?
    É preciso diferenciar melhoras no padrão de vida de mudanças na posição relativa das pessoas na estrutura social. Veja o caso da Suécia, uma sociedade em que as pessoas têm um sistema de educação aberto e acessível por meio do Estado. Ainda assim, numa perspectiva de longo prazo - que é aquela que eu adoto, como é importante enfatizar - o nível de mobilidade social não cresce. Peguemos o Chile como contraponto e o fenômeno se repete. Os sobrenomes das famílias chilenas que eram proeminentes no período colonial continuam sendo até a mais recente geração. O governo socialista de Salvador Allende não melhorou a mobilidade social, assim como o ditador Augusto Pinochet não a reduziu. E assim foi também nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha ou em outros países da minha pesquisa.

    Não lhe parece lógico o fato de não haver muita mobilidade na Suécia, levando em conta que a desigualdade é muito menor?
    Lá, de fato, não há muita diferença entre o topo e a base, como há em sociedades como a brasileira. Mas o que eu estou destacando é a posição relativa das famílias, ou seja, a relação entre as camadas da sociedade. E essa posição relativa é algo que as sociedades não conseguem mudar por meio de políticas públicas. Eu não estou dizendo que um país não terá sucesso transferindo renda e dando serviços à população. O que digo é que é inútil usar esse argumento para tentar acelerar o processo de mobilidade, ainda mais se interpretarmos esse processo de mobilidade como algo que vai além do dinheiro. Então é preciso ter uma noção dos limites desse tipo de política. Pode levar mais de 10 gerações para que um indivíduo de classe mais baixa atinja o topo e permaneça ali juntamente com sua descendência.

    Se os efeitos sustentáveis dessas melhorias demoram gerações para serem percebidos, isso também significa que pode haver uma rápida regressão?
    Sim. Os pobres da Dinamarca e da Suécia têm vida bem confortável. Têm casa, acesso à educação de qualidade, mas continuam sendo pobres. Não tendem a mandar filhos para a universidade e tampouco se tornarão profissionais de alto nível. É ainda muito previsível que as crianças de famílias de alto padrão social e educacional permanecerão nesse mesmo patamar nas próximas gerações. Governos podem fazer muitas coisas para melhorar a vida das pessoas, mas nenhuma política parece capaz de quebrar a divisão estrutural da sociedade em linhagens de sucesso e de pobreza.

    Seu livro parece sugerir até mesmo a existência de um componente genético no sucesso das pessoas.
    Minha pesquisa sugere que não se pode descartar de antemão a hereditariedade como determinante do sucesso de um indivíduo na sociedade. Não temos evidência para excluir a genética desse processo. Pelo contrário: parece difícil exclui-la. Há uma conexão surpreendentemente forte entre passado, presente e futuro. Com base em registros de sobrenomes, podemos olhar uma família e estimar se 200 ou 300 anos à frente ela ainda vai estar bem ou não. Não é muito fácil lidar psicologicamente com esse tipo de constatação. Instintivamente nos fascina a ideia de que tudo é possível e que temos o controle sobre tudo. Meu livro constata que, sim, muitas coisas acontecem por causa do nosso otimismo, nossa energia, coragem e inteligência. O problema é que não sabemos o quanto desse otimismo e dessa coragem nós teremos ao longo da vida — e de onde vêm essas características. É uma ilusão pensar que tudo é possível. Porque, no fim, muita coisa parece estar programada. Na Grã-Bretanha, por exemplo, quando se faz um levantamento sobre a riqueza das pessoas, é possível prever, por meio da riqueza do tataravô de um indivíduo, se ele estará numa boa posição hoje e nos anos que virão. E isso não significa que o tataravô tenha que, necessariamente, deixar uma herança. Tal indivíduo pode nem ter conhecido o tataravô, mas os dados mostram que há uma ligação muito forte entre o sucesso de ambos, mesmo sem nenhum dinheiro em jogo.

    Sua teoria deságua, então, numa espécie de fatalismo?
    Meu livro mostra que as estruturas sociais não são tão maleáveis quanto gostaríamos que fossem. Mas isso não nos autoriza a esquecer os mais humildes. Deveríamos, pelo contrário, ter mais compaixão em relação a quem está na base. Se mudar a posição relativa das pessoas na escala social não é um objetivo fácil, melhorar o seu padrão de vida é, sim, factível.

    veja.abril.com.br/noticia/economia/o-sucesso-e-hereditario

    xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Não creio que o sucesso seja algo hereditário,mas concordo em muitas coisas que o autor diz. Como essas suas palavras : "Se mudar a posição relativa das pessoas na escala social não é um objetivo fácil" Concordo ! Mas ! Esquerdistas,Governos populistas acham fácil acabar com a pobreza e a desigualdade social. Eles piamente acreditam ser capazes de acabar com a pobreza e desigualdade social. Como este tal de Thomas Piketty . Isto é tudo fruto de ideologias arrogantes,burras,mentirosas e totalmente fora da realidade. Lula piamente acredita que pode acabar com a pobreza no Brasil e milhões de brasileiros acreditam que com ele os pobres vão sempre estar melhorando de vida e deixando de ser pobres.

    Certo esteve sempre Jesus Cristo quanto afirmou. "Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes"Marcos 14:7.
    Esquerdistas detestam essa afirmação de Cristo que sempre teríamos pobres.

    Sucesso não é hereditário como afirma o economista Gregory Clark Vejam este caso.
    tes.r7.com/futebol/copa-do-mundo-2014/fotos/veja-os-salarios-dos-30-atletas-convocados-por-felipao-para-a-copa-do-mundo-14052014#!/foto/1

    Este parecem muito mais um caso de sorte. Eles tem sorte de ter grande talento para o futebol,no momento que o futebol,esporte riquíssimo, pode pagar fortunas aos jogadores,imagine se estes homens tivessem nascidos no século XV. Que riqueza lhe trariam seu talento nato para o futebol ? O mundo é muito mais complexo do que pensamos ou imaginamos ?

  • Filos  29/06/2014 19:21
    Pessoal, queria tirar duvidas off-toppics:
    A cultura de um povo afeta de forma significatica de que forma uma economia funcionara? ?... resumindo:sabemos que os nordestinos sao menos empreendedores que os do sul-sudestdo nosso pais, caso fosse instalado um sistema da escola austriaca nessas duas regioes, nao necessariamente o nordestinos darao certo com o sistem austriaco,certo?
  • anonimo  30/06/2014 13:19
    Acho que esse sistema é o melhor, não estamos falando de um país que possui "castas" há mil anos.

    De qualquer forma existe o "instituto liberal do nordeste" que pretende difundir mais esse assunto naquela região.
  • Ali Baba  01/07/2014 03:22
    Piketty é um economista moderno, completamente conectado com a maneira científica de fazer economia: retractionwatch.com/2014/06/30/how-often-do-economists-commit-misconduct/

  • Al  07/07/2014 19:52
    Constatando-se o óbvio:

    www.zerohedge.com/news/2014-07-07/100-are-sure-hes-right-or-wrong-have-read-only-24-pikettys-book
  • Vinicius  07/07/2014 21:54
    Os ingleses (e americanos) possuem uma expressão chamada FUD, que explica as "vendas" desse livro de Piketti. Ou seja, muita gente (da esquerda) compra o livro, mas muitos nem o tiram da embalagem. Outros muitos só o põem na prateleira para fazerem de conta. E a minoria que começa a lê-lo, abandona nas primeiras páginas (óbvio, desde quando esquerdista lê?).

    Por incrível que pareça, os que mais leram o livro de Piketti foram justamente gente da direita - economistas e outros de áreas relacionadas (administração, contábeis, etc). E para quê? Para refutá-lo.
  • Vive la Liberte  07/08/2014 12:04
    Estou com uma dúvida que pode estar no site, mas não encontrei a resposta.

    Muitos críticos da distribuição de renda atual gostam de elogiar o modelo de uns 30-40 anos atrás. Segundo eles, nessa época, o salário dos altos executivos não era tão superior ao dos trabalhadores quanto hoje. Um exemplo dessa comparação pode ser vista no documentário "Capitalism" do Michael Moore. No filme, ele relata a rotina de trabalho do pai dele em uma montadora de carros e enfatiza como o trabalho era rentável. Depois ele culpa o Reagan por ter acabado com esse sistema.

    Outro exemplo, inclui essa postagem que eu encontrei ainda agora em um grupo de economia no facebook:

    "Ao contrário dos postulados ortodoxos os salários não são determinados por relações de produtividade (essencialmente), a questão central das distorções de salários é dada pelo poder decisório sobre o trabalho alheio. As mudanças na geopolítica mundial e as mudanças no poder de barganha dos sindicatos entre outros fatores é o que explica as distorções absurdas de salários. Quando se observa a evolução da renda média dos 90% MAIS POBRES dos EUA teve-se uma queda na renda real no período de 1980 a 2012 de mais de 6%. Em contrapartida, a renda dos 10% mais ricos cresceu mais de 80%, sendo mais de 50% dessa renda captada pelos 1% mais ricos. EM MAIS DE 30 ANOS COM TODOS OS GANHOS DE PRODUTIVIDADE E INOVAÇÃO PRINCIPALMENTE NA ÁREA DE TI, TEVE-SE QUEDA DA RENDA REAL, SERÁ QUE AS PESSOAS PERDERAM PRODUTIVIDADE?"

    Minha pergunta é: qual foi a causa dessa mudança nos padrões salariais?

    Pesando comigo mesmo, eu acho que um dos fatores que pode ter contribuído fortemente para essa discrepâncias salariais é o próprio avanço tecnológico aliado a globalização. Os avanços tecnológicos aumentaram a produtividade do trabalhador médio, isso é certo. Porém, a renda não aumentou em decorrência disso porque esses mesmos avanços viabilizaram o off-shoring e o outsourcing.
    A tese do Ha-Joon Chang - de que as barreiras migratórias explicam em parte as diferenças salariais entre diferentes países (motorista de ônibus sueco ganha mais que um motorista de ônibus indiano)- se mostra conveniente para esclarecer a queda de renda do trabalhador americano. o impacto de parte da produção americana migrar para países subdesenvolvidos equivale a uma invasão de mão de obra barata que vai competir com os americanos e puxar média salarial para baixo.

    Qual seria a explicação do ponto de vista da EA? :)
    Aguardo ouvir a opinião de vocês.

    Obrigado. ^^
  • Leandro  07/08/2014 13:06
    A causa das enormes e desproporcionais divergências salariais é a expansão monetária, que privilegia aqueles que primeiro recebem este dinheiro recém-criado.

    Eis um artigo que explica de forma resumida, porém completa, este mecanismo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1769
  • Pobre Paulista  07/08/2014 14:06
    Considero parcial a resposta do Leandro. Há também de se considerar a produtividade dos cargos. O problema é que a 'produtividade' é mal mensurada, explico:

    Alguém do alto escalão de indústrias apadrinhadas pelo governo (tradicionalmente montadoras, siderúrgicas, grandes bancos e setor exportador em geral) não tem seu trabalho reconhecido somente pelo aumento da eficiência produtiva da empresa. Essas pessoas possuem cargos estratégicos para conseguir contatos no próprio governo a fim de proteger os interesses oligopolistas das mesmas. E em geral são todos muito bem sucedidos, daí surgem seus enormes salários e a discrepância de renda.

    O problema é exatamente este: O que significa uma empresa estar "dando certo"? Num sistema genuinamente livre, basta ela dar lucro, e assim aqueles envolvidos diretamente na produtividade e eficiência são devidamente reconhecidos e bem pagos. Já num ambiente cartelizado, "dar certo" significa que você conseguiu sabotar a livre iniciativa externa, criando um ambiente artificial de escassez e altos lucros para os detentores do capital e seus comparsas. Assim premia-se os burocratas em detrimento do setor produtivo.

    Há de se falar também dos tributos, que afetam mais os mais pobres que os mais ricos, entre outras coisas. Mas no fundo estamos falando SEMPRE a mesma coisa: Somente o governo é capaz de criar essas distorções na renda.

  • Leandro  07/08/2014 14:17
    Correto, mas ainda assim há o seguinte detalhe: essas indústrias protegidas e apadrinhadas pelo governo, além de usufruírem uma reserva de mercado via tarifas de importação, também recebem empréstimos subsidiados (tanto via bancos estatais quanto via bancos privados, que veem nelas um ramo em que é praticamente impossível perder dinheiro), o que nos leva novamente à questão da expansão monetária.

    A expansão monetária de fato é o elemento crucial nesta equação, pois é ela quem realmente gera todas as discrepâncias. Em um hipotético cenário de oferta monetária fixa, apenas tarifas de importação e regulações anti-concorrência não seriam capazes de produzir essa discrepância de renda que vemos hoje.
  • Lopes  07/08/2014 15:54
    Algo que os incomoda em muito é o conceito do 'bônus' executivo, que não é motivado por mera inércia e acrescido ao pagamento de acionistas responsáveis por empreender com os próprios fundos da grande empresa, adicionando oportunidades de lucro essenciais para a manutenção de uma companhia de grandes dimensões e sofrendo limitações por conta da falta de conhecimento.

    Entretanto, em um cenário de relações estatais, estamos todos cientes do que tipo de relacionamento e contrato melhor gera lucro à qualquer companhia, especialmente aquelas que lidam diretamente com o setor financeiro. Apesar de não relacionado, lembrou-me da Ditadura Militar, em que caso o Brasil obtivesse crédito no exterior, o agente do estado que o conseguisse receberia uma porcentagem generosa dele.
  • Bruno Henrique Peitl  04/09/2014 17:35
    Por mais absurdo que seja o que ele fala, esse cara é muito badalado. Ele está se transformando na menina dos olhos do mainstream. Todo blog de economia em que eu entro, vejo alguém falando desse cara, muitos deles de forma elogiosa. Não me causaria expanto se ele levasse um prêmio Nobel em breve.

    Então, não adianta muito ficar escrevendo um artiguinho aqui e outro ali criticando seu trabalho. Alguém precisa fazer um trabalho profundo, sério, extenso e irrefutável contra o que ele escreveu e o quanto antes, antes que alguém comece a pôr em prática as ideias dele. Da mesma forma que não foi com meia dúzia de artigos que a Escola Austríaca refutou Marx, mas com volumosas obras escritas por vários dos mais brilhantes economistas da época.
    E a grande pergunta seria ainda: Quem hoje seria capaz de levar a cabo tal tarefa e ser levado à sério? Que economista liberal vivo hoje estaria a altura de tal feito?
  • Guilherme  04/09/2014 20:58
    Já existe esse trabalho:

    georgereismansblog.blogspot.com.br/2014/07/pikettys-capital-wrong_28.html

    Refutação completa. E o livreto acima está à venda na Amazon.
  • Nathan  26/10/2015 19:01
    No artigo o autor diz que os investimentos gerarão aumento de custos de produção e consequentemente dedução das receitas. Mas a finalidade dos investimentos não seria aumentar as receitas, ou lucro ? Sendo assim, por que a taxa de lucro agregada se reduz, sendo que o objetivo dos investimentos seria no caso aumentar o lucro ?
  • Andre Cavalcante  26/10/2015 20:48
    "No artigo o autor diz que os investimentos gerarão aumento de custos de produção e consequentemente dedução das receitas. Mas a finalidade dos investimentos não seria aumentar as receitas, ou lucro ?"

    Sim, a finalidade é essa, mas nem sempre é isso que acontece.

    Você está pensando em termos estáticos, enquanto a economia é dinâmica. Há um tempo (às vezes longo) de maturação entre o investimento feito e o lucro gerado. Assim, qualquer investimento hoje, é custo hoje, e deve ser debitado do lucro. Será lucro futuro se, e somente se, o empreendedor tiver acertado as condições de mercado. Ele, inclusive pode tomar prejuízo, o que piora a situação.

    "Sendo assim, por que a taxa de lucro agregada se reduz, sendo que o objetivo dos investimentos seria no caso aumentar o lucro?"

    A mecânica da coisa foi explicada no artigo. Volte lá e vc vai entender.

    Abraços
  • Luís Gustavo Schuck  14/03/2016 00:52
    Acabei de entrar no capitulo 1 deste livro. Me pareceu honesto pelo menos ele dizer que Marx fracassou MESMO. E ainda adicionou que ele se deixou influenciar pela política em suas declarações/conclusões...

    Mas tenho uma dúvida, se alguém puder me explicar: imaginando que Piketty esteja certo e o capital receba maiores rendimentos que a produção, porque todo o mercado buscaria justamente o capital (de terceiros, via empréstimos) para investir em sua produção? Me parece que seria impossível pagar este capital através da produção...

    Ainda, não seria mais fácil guardar 10% de seu salário e aplicar no banco e através destes rendimentos mais elevados do que seu trabalho começar a diminuir seu tempo de trabalho e aplicar cada vez mais?

    Sou bancário e atendo clientes PJ e sempre me pareceu que aqueles que tem capital realmente tem mais opções em fazer investimentos (tipo criar empresas), MAS ao mesmo tempo aqueles que são empreendedores tem uma vida muito mais atribulado com preocupações e responsabilidades, sem falar no risco de seu negócio. Muitos correm muito para fazer caixa e poder pagar a folha em dia....

    Enfim como disse é só o começo do livro...
  • Jairdeladomelhorqptras  05/07/2018 17:02
    Pergunta off topic, mas gostaria que o Leandro ou outro me respondesse, se possível.
    Investimento correto é aquele oriundo da poupança. Certo! Sem dúvidas.
    A minha dúvida é quando buscamos investimento estrangeiro. Este capital é poupança efetuada no exterior. Quando ele chega no Brasil não ocorre expansão monetária? Não é inflacionário? Gostaria de entender como entra o capital estrangeiro e o que o diferencia de uma expansão monetária inflacionária. Sei que a resposta deve ser fácil. Mas não a alcanço. Desculpem a minha ignorância econômica.
    Obrigado
  • Leandro  07/07/2018 12:50
    "A minha dúvida é quando buscamos investimento estrangeiro. Este capital é poupança efetuada no exterior. Quando ele chega no Brasil não ocorre expansão monetária? Não é inflacionário?"

    Essa é uma confusão muito comum. A própria imprensa recorrentemente comete esse erro.

    Vamos lá.

    Não existe isso de "dinheiro estrangeiro entrando no Brasil". Dólares, euros, ienes, renminbis, franco suíço etc. não são moeda corrente no Brasil. E nenhum banco brasileiro está autorizado a aceitar depósitos em moeda estrangeira.

    Portanto, quando há investimento estrangeiro direto ou quando há exportações, nenhum centavo de moeda estrangeira de fato entra no Brasil.

    O que ocorre, então? Uma simples troca de propriedade de contas bancárias.

    Dólares, que estão em uma conta bancária em um banco americano, mudam de proprietário. E reais, que estão em uma conta bancária em um banco brasileiro, também mudam de proprietário.

    Vou dar um exemplo do que ocorre quando há uma exportação.

    Quando um brasileiro exporta soja para os EUA, não entram dólares na sua conta bancária aqui no Brasil. O dólar não é moeda corrente aqui e nem na esmagadora maioria dos países do mundo. Sendo assim, o dólar não "entra" nesses países via sistema bancário e nem muito menos sai do sistema bancário americano.

    O que ocorre na prática é que o exportador brasileiro adquire a titularidade de uma conta bancária, em um banco americano, em dólares. (Essa conta era do importador americano da soja brasileira).

    Ato contínuo, o exportador brasileiro pode decidir entre vender a titularidade dessa conta bancária para outra pessoa (normalmente para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro) ou manter a propriedade dessa conta em dólares, decidindo investir esses dólares na própria economia americana (comprando ações, debêntures ou até mesmo títulos do governo americano).

    Perceba que os dólares nunca saíram dos EUA. A única coisa que aconteceu foi que a titularidade de uma conta bancária em um banco americano mudou de dono: um importador americano de soja brasileira repassou uma parte de seus dólares para um exportador brasileiro, que então decidirá o que fazer com os dólares dessa conta: ele pode vender para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, sempre em troca de reais.

    Com investimento estrangeiro ocorre o mesmíssimo processo. O investidor estrangeiro repassa a sua conta bancária americana para um brasileiro (um importador ou um banco brasileiro que quer manter ativos no exterior) e, em troca, adquire a propriedade de uma conta bancária no Brasil, em reais. Agora em posse de reais ele está livre para fazer investimentos aqui.

    É só isso.

    Obviamente, essas operações afetam pontualmente a taxa de câmbio. Ato contínuo, o Banco Central pode decidir intervir para manter o câmbio no valor que ele deseja. E como ele intervém? Imprimindo reais e repassando esses reais para a pessoa que ficou com a propriedade da conta bancária americano.

    Ou seja, o brasileiro que ficou em posse da conta bancária americana (provavelmente um banco nacional) ganhará reais do Banco Central e, em troca, irá repassar a propriedade desta conta bancária americana (dólares) para o Banco Central.

    É assim que o Banco Central aumenta suas reservas internacionais.

    E assim a base monetária foi expandida pelo Banco Central.


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